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Celebrando 25 anos da Invasores Companhia Experimental de Teatro Negro, Dirce Thomaz encena gratuitamente “Eu e Ela: visita a Carolina Maria de Jesus”

São Paulo, por Kleber Patricio

A Invasores Companhia Experimental de Teatro Negro celebra 25 anos de trajetória com a circulação gratuita do espetáculo “Eu e Ela: visita a Carolina Maria de Jesus”, idealizado, escrito e interpretado por Dirce Thomaz, diretora artística do grupo. A peça ocupa o palco da Sala Paissandu, na Galeria Olido, nos dias 15 e 16 de julho, às 19h, com ingressos distribuídos uma hora antes do início. Com previsão de sessões em vários espaços da cidade como escolas, teatros e equipamentos culturais da capital paulista, as demais apresentações seguem ao longo do ano até dezembro. A programação completa e atualizada estará nas redes sociais @dircethom e @invasoresteatronegro.

A montagem de Eu e Ela: visita a Carolina Maria de Jesus é uma releitura da obra “Quarto de Despejo” (1960), de Carolina Maria de Jesus (1914–1977), e também inspirada pelo curta-metragem “O papel e o mar” (2010), de Luiz Antonio Pilar. O filme encena o encontro ficcional entre a autora e o conhecido almirante negro João Candido Felisberto, líder da Revolta da Chibata, ocorrida em 1910 contra os castigos físicos sofridos pelos marinheiros nos navios.

Em 13 cenas, Dirce estabelece relações entre memória, cultura e desigualdade social, tendo sempre como pano de fundo os pensamentos e a obra Quarto de Despejo dessa mestra das palavras e da música que é Carolina Maria de Jesus.

Para a atriz e idealizadora, a Carolina é um oásis, já que muitos dos seus escritos ainda precisam ser descobertos. “Ela foi uma mulher muito livre: teve três filhos, não foi casada e foi professora. Mas, por ter morado na favela, acabou conhecida apenas como ‘a escritora favelada’. O lugar onde moram os artistas nunca é uma questão. Por que no caso dela é?”, completa.

Atividades paralelas

Além da peça, o público poderá conferir duas rodas de conversa, com lugares ainda a serem definidos. No dia 23 de agosto, o tema será A poética e a estética da fome, com Pe. José Enes e Iyá Gunã (Dalzira M. Aparecida), com mediação de Dirce Thomaz. Já no dia 30 de agosto, a discussão será sobre O direito à literatura negra, com Maria Angélica Ribeiro e Rute Rodrigues Reis, também com mediação de Dirce Thomaz.

Essa programação só está sendo viável graças à 20ª Edição do Programa Zé Renato de Teatro para a cidade de São Paulo. Esses encontros têm como objetivo ampliar o debate em torno da obra literária de Carolina Maria de Jesus e reafirmar a importância das vozes negras, dos povos originários e das comunidades quilombolas na construção da memória literária brasileira.

As atividades também celebram os oito anos da estreia de Eu e Ela: visita a Carolina Maria de Jesus. Como parte dessa comemoração, será realizada a 4ª edição do MAFUÁ – Sarau das Negras Velhas: Odé, Odé Carolina Maria de Jesus!, um evento que reúne poesia, música e “femenagens” a figuras inspiradoras como Vera Eunice (filha da autora de Quarto de Despejo), Cleide Queiroz e Maria Célia Malaquias. Com esta circulação, a Invasores Companhia Experimental de Teatro Negro reafirma seu compromisso com a valorização do pensamento negro e com o teatro como espaço de resistência, memória e encontro.

Sobre Dirce Thomaz

Atriz-criadora, diretora e dramaturga, Dirce Thomaz é referência no teatro negro brasileiro, com uma carreira marcada por personagens que reafirmam a força e a complexidade da mulher negra na história e na arte. Ganhou destaque ao interpretar Xica da Silva, em 1988, sob direção de Antunes Filho, numa montagem emblemática realizada no centenário da abolição da escravatura.

Desde então, Dirce segue construindo uma dramaturgia de protesto, memória e afirmação. Com o espetáculo Eu e Ela: visita a Carolina Maria de Jesus, mergulha na obra da escritora mineira para refletir sobre temas urgentes como a fome, o racismo e a dignidade humana.

Fundadora da Invasores Companhia Experimental de Teatro Negro, com mais de 25 anos de trajetória, Dirce atua como artista e formadora, levando aos palcos vozes silenciadas e narrativas invisibilizadas, com força, sensibilidade e compromisso político.

Sinopse | Eu e Ela: visita a Carolina Maria de Jesus é uma releitura das obras Quarto de Despejo, de Carolina Maria de Jesus, e do curta-metragem O papel e o mar (2010), de Luiz Antonio Pilar. Idealizado e interpretado por Dirce Thomaz, o espetáculo em 13 cenas constrói um diálogo entre duas mulheres negras de tempos distintos, unidas por vivências de exclusão, resistência e criação. sse entrelaçamento, traça conexões entre o passado e o presente a partir da escrita potente e da trajetória de Carolina Maria de Jesus.

FICHA TÉCNICA

Idealização, dramaturgia, trilha sonora e figurino: Dirce Thomaz

Organização de trilha e vídeo: Cleber Colombo (in memoriam)

Ambientação cênica: Henrique Camargo (gravuras) e Leandro Lago

Gravação do vídeo do espetáculo: Daniel Garnet

Designer de luz: Décio Filho

Cenotécnico, montagem, operador som, luz e projeções: Alex Duarte, Edélsio Ella e Décio Filho

Assistentes de palco: Emília Ribeiro e Silvia Sousa

Preparação corporal: Marco Xavier

Preparação vocal: Eric D’Ávilla e Lilian de Lima

Organização de mídias sociais: Edna Lázaro

Revisão de texto, arte e design gráfico: Andresa Reis

Registro fotográfico, audiovisual, gravação e edição: Paulo Pereira

Assessoria de imprensa: Canal Aberto – Márcia Marques e Daniele Valério

Produção executiva: Leandro Lago

Realização: Invasores Companhia Experimental de Teatro Negro, Cooperativa Paulista de Teatro e SMC/SP Secretaria Municipal de Cultura da Cidade de São Paulo – PMSP.

Serviço:

Eu e Ela: visita a Carolina Maria de Jesus

Duração: 70 minutos

Classificação indicativa: 10 anos

Galeria Olido – Sala Paissandu

Data: 15 e 16 de julho, terça e quarta, às 19h

Endereço: Avenida São João, 473 – Centro, São Paulo – SP

Ingressos: Gratuitos | Retire na bilheteria com 1 hora de antecedência

Redes sociais do projeto: @dircethom e @invasoresteatronegro.

(Com Daniele Valério/Canal Aberto Comunicação)

Vilas caiçaras do Litoral Norte de São Paulo destacam potencial de turismo sustentável com protagonismo na cultura local

Caraguatatuba, por Kleber Patricio

Cocanha, Caraguatatuba. Foto: Divulgação/Prefeitura de Caraguatatuba.

A recente seleção da Praia da Cocanha para representar o Brasil no prêmio “Melhores Vilas Turísticas” da ONU Turismo projeta Caraguatatuba no cenário internacional e coloca em evidência as iniciativas de Turismo de Base Comunitária do Litoral Norte de São Paulo. A Região Turística, formada também por Bertioga, Ilhabela, São Sebastião e Ubatuba, reúne comunidades caiçaras que preservam tradições e estimulam práticas sustentáveis que valorizam a cultura e o meio ambiente.

As cinco cidades do Circuito Litoral Norte de São Paulo contam com comunidades tradicionais que desenvolvem experiências únicas de Turismo de Base Comunitária. Essas iniciativas permitem que os visitantes conheçam de perto o modo de vida tradicional, participem de atividades como pesca artesanal e culinária típica, e aprendam sobre a história e os saberes passados de geração em geração.

Vilas e atrativos caiçaras que mantêm viva a cultura no Litoral Norte

Bonete, Ilhabela. Foto: Comunicação/Prefeitura de Ilhabela.

Bertioga: Na Vila da Mata, desde 2018, turistas podem participar de rodas de conversa, vivências em hortas comunitárias, observação de aves e experiências culinárias locais. A comunidade está situada dentro do Parque Estadual Restinga de Bertioga, importante área de conservação do ecossistema da Mata Atlântica.

“O Turismo de Base Comunitária tem crescido significativamente em Bertioga. Essa modalidade não apenas proporciona aos visitantes uma experiência rica e autêntica, mas também gera ocupação e renda para as comunidades locais, dignificando aqueles que o produzem. Um exemplo notável desse sucesso é a Vila da Mata, onde a participação direta dos moradores transforma a visita em uma verdadeira imersão cultural. Esse modelo fortalece os laços comunitários e preserva a identidade de Bertioga”, ressalta o secretário de Turismo de Bertioga, Ney Carlos da Rocha.

Caraguatatuba: A Vila Turística dos Pescadores e Maricultores da Praia da Cocanha, situada na parte norte do município, promove experiências de Turismo de Base Comunitária com visitas guiadas à Fazenda Marinha de Mexilhão, onde turistas conhecem a maricultura artesanal, visitam ranchos de pescadores e degustam pratos típicos como o “lambe-lambe”, reforçando a identidade caiçara e a sustentabilidade local.

Vila da Mata, Bertioga. Foto: Reprodução/Prefeitura de Bertioga.

Ilhabela: Na Vila do Bonete, comunidade tradicional acessível apenas por trilha ou barco, visitantes vivenciam o modo de vida caiçara em meio a uma das praias mais bonitas do Brasil, destacada pelo jornal The Guardian. Além de hospedagens e restaurantes geridos pela própria comunidade, a vila oferece experiências de Turismo de Base Comunitária com passeios guiados pelas trilhas da Mata Atlântica, visitas à cachoeira da Lage e ao Buraco do Cação. Entre 11 e 12 de julho, a comunidade realiza a centenária Festa de Santa Verônica, com programação cultural, missas e apresentações do Circuito Cultural, fortalecendo a identidade caiçara e os laços entre gerações.

“As comunidades tradicionais dão um charme especial à Ilhabela. São lugares onde o turista pode vivenciar de perto as nossas tradições, conversar com os moradores e até fazer passeios guiados pelos próprios caiçaras. Essa troca enriquece a viagem e contribui para fomentar o turismo de forma sustentável, gerando renda para as famílias que vivem nessas comunidades”, comenta o secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo de Ilhabela, Harry Finger.

São Sebastião: A Rota do Sol oferece um passeio guiado de caiaque ou stand-up paddle que percorre aproximadamente 10 km pelas praias e costeiras da Costa Norte. Com início na Praia da Enseada, o percurso inclui paradas em locais como Praia da Tatuíra, Pedra das Tartarugas, Ponta do Arpoador, Prainha de Fora e Praia da Sepituba. Durante as cerca de quatro horas de atividade, os participantes recebem informações sobre os ecossistemas e a história local, podem observar animais marinhos e visitam a Fazenda Marinha da Cigarras – exemplo de processo do cultivo responsável de mexilhões –, sempre acompanhados por guias locais capacitados.

Rota do Sol, São Sebastião. Foto: Prefeitura de São Sebastião.

“As comunidades caiçaras preservam nossas tradições, modos de vida e saberes que atravessam gerações, mantendo viva a cultura local e oferecendo aos visitantes uma experiência enriquecedora. Em São Sebastião, temos roteiros de turismo de base comunitária como a Rota do Sol, a Fazenda Marinha da Cigarras, a Cachoeira do Jaraguá, a Rota Caiçara da praia de Boiçucanga e de Maresias, a Aldeia Indígena Rio Silveiras, entre outros. Ressaltamos que o turismo de base comunitária é desenvolvido pela própria comunidade local e conta com o apoio total da Prefeitura de São Sebastião, promovendo roteiros sustentáveis, que respeitam o meio ambiente, fortalecem a cultura caiçara e geram renda direta para moradores da região”, reforça o secretário de Turismo de São Sebastião, Leandro Pereira.

Ubatuba: O Turismo de Base Comunitária na cidade é representado, entre outras comunidades, pelo Quilombo da Fazenda, localizado na costa norte do município, onde famílias do sertão da Praia da Fazenda mantêm práticas tradicionais por meio de rodas de conversa, trilhas e atividades gastronômicas. No núcleo Picinguaba do Parque Estadual da Serra do Mar, a Casa da Farinha, antiga usina de açúcar e engenho de farinha, serve como ponto de partida para visitas guiadas que percursos pelas áreas naturais, aprendizado sobre a produção artesanal de farinha e esteiras de Imbé, além do contato com as roças e agroflorestas comunitárias.

“O turismo de base comunitária fortalece a distribuição de renda nas comunidades e contribui para a preservação das manifestações culturais transmitidas entre gerações. Além disso, essa modalidade promove o turismo pedagógico e atua como uma importante ferramenta no combate à sazonalidade da atividade turística no município. Em Ubatuba, possuímos o TBC em comunidades indígenas, como Aldeia da Rio Bonito, Renascer e Boa Vista; em comunidades quilombolas, como o Quilombo da Fazenda, do Campinho e de Itamambuca; além de diversas comunidades caiçaras”, afirma o secretário de Turismo de Ubatuba, Bruno Nunes Miguel de Oliveira.

Fortalecimento regional e reconhecimento internacional

Praia da Cocanha, Caraguatatuba. Foto: Raissa Corrêa de Souza.

A candidatura da Praia da Cocanha fortalece o posicionamento do Litoral Norte como destino comprometido com a preservação do meio ambiente, a valorização das comunidades e a oferta de experiências autênticas aos visitantes. Esse destaque contribui para atrair turistas interessados em vivências culturais e sustentáveis, além de fomentar a economia local de forma equilibrada.

“A indicação da Praia da Cocanha ao prêmio ‘Melhores Vilas Turísticas’ da ONU Turismo representa um marco para o Litoral Norte e para o Brasil. Trata-se de uma valorização internacional de políticas públicas voltadas ao fortalecimento do turismo de base comunitária, alinhadas aos princípios de sustentabilidade, preservação cultural e inclusão social. Essa visibilidade reforça o compromisso da gestão pública com o desenvolvimento territorial integrado e a promoção de destinos que priorizam o protagonismo das comunidades locais”, ressalta a secretária de Turismo de Caraguatatuba, Bianca Colepicolo.

O Circuito Litoral Norte reafirma seu compromisso em apoiar iniciativas de Turismo de Base Comunitária que transformam as vilas caiçaras em protagonistas do desenvolvimento sustentável, gerando oportunidades para as comunidades e enriquecendo a experiência de quem visita a região.

Conheça as principais experiências para desfrutar o melhor do Litoral Norte de São Paulo e acesse mais detalhes de cada município da região em:  https://circuitolitoralnorte.tur.br/experiencias.

Para viver o melhor da Região Turística, acesse o guia de fornecedores locais: https://circuitolitoralnorte.tur.br/guiageral.

(Com Eliria Buso/Assimptur)

Menopausa é silenciada porque rompe o ciclo de controle sobre corpo feminino

Campinas, por Kleber Patricio

Imagem: Luciana Bonafé.

Artigo de opinião por Katia MarchenaBastou a apresentadora e modelo Fernanda Lima, uma mulher jovem, linda e famosa, ir a público para dizer que está sofrendo pelos efeitos da menopausa para que a mídia abrisse mais espaço e o assunto entrasse nas rodas de discussão.

Mas o jornalismo, sabemos, segue a lógica de um espetáculo pirotécnico: explode, encanta e se apaga rapidamente. E assim tem sido com a menopausa, um tema que emerge condicionado ao depoimento da famosa da vez e logo desaparece, deixando milhares de mulheres no vácuo até a próxima famosa anunciar os fogachos. Por isso, decidi ouvir 1.046 mulheres de mais de 40 anos na pesquisa “Desafios e Percepções da Mulher na Menopausa”.

Sobre a percepção dessas mulheres e o trabalho da mídia e da imprensa sobre tema, 62% disseram que falta informação, 59% afirmam que a imprensa pode contribuir para uma mudança de cenário com informações médicas e científicas acessíveis ao público e 38% acreditam que o assunto é simplesmente ignorado ou tratado de forma rasa, preconceituosa ou alarmista na mídia e nos veículos de comunicação.

A amostra tinha alto índice de escolaridade: cerca de 80% com ensino superior ou pós-graduação. Ainda assim, as respostas revelaram um cenário alarmante: 70% disseram que já foram julgadas ou ouviram comentários preconceituosos sobre a menopausa vindos de outras mulheres. Na questão, de múltipla escolha, que perguntou se essa mulher já se sentiu excluída ou marginalizada por estar na menopausa, cerca de 8% disseram que no ambiente de trabalho. Cerca de 20% disseram ainda ter problema em falar que estão na menopausa, e 35% disseram não falar sobre o tema com familiares, parceiros ou filhos.

Ouvir as mulheres foi uma experiência muito profunda. Quase uma centena me chamou em privado, queriam dizer mais. Há um sofrimento que as envolve porque não encontram espaços na família, na empresa, entre amigas e mulheres mais jovens. Nem vou citar os homens que precisam urgentemente serem letrados sobre o tema. A pesquisa mostrou que estão dispostas a falar, então, temos que abrir canais para ouvi-las.  Silenciar também é uma forma de manipulação. Essa palavra não dita também é o silêncio que nos atravessa enquanto mulheres.

Enquanto cursava a disciplina de antropologia social com ênfase em menstruação, do mestrado na Unicamp, logo eu estava passando pelo processo de “desmenstruação”, e mergulhei fundo no tema e no termo que não existe nos dicionários, mas está em aproximadamente 20 milhões de corpos de brasileiras, para a faixa etária entre 43 a 59 anos, idade em que as mulheres entram no climatério após menopausa, segundo estimativas do IBGE. Tomei a liberdade e a ousadia de criar essa palavra, porque nomear também é existir e resistir.

Insistir em usar “desmenstruação” em vez de “menopausa” foi meu jeito de dizer: isso que vivemos tem nome, tem sentido e precisa ser ouvido com sensibilidade. Menstruar sempre foi cercado de tabus. Desmenstruar, porém, é ainda mais invisível numa cultura que nega o envelhecimento dos corpos femininos porque escapam à lógica sexual, reprodutiva e estética. O corpo que muda sem pedir licença agride o sistema.

Desmenstruar é deixar de sangrar, sim, mas é, sobretudo, uma travessia. Não se trata apenas de fim de ciclo, mas de um novo modo de habitar o corpo, o tempo e o mundo. Desmenstruar é mais liberdade, mais autonomia sobre si mesma, sobre nossos desejos, sobre o fim da responsabilidade sobre a natalidade.

E liberdade, companheiras, é o maior dos poderes.

*Katia Marchena é jornalista pós-graduada em sociologia, política e mídia, pesquisadora e mestranda em divulgação científica e cultural pelo Laboratório de Estudos Avançados de Jornalismo (Labjor), da Unicamp. 

Os artigos de opinião publicados não refletem, necessariamente, a opinião da Agência Bori ou do canal Kleber Patricio Online.

(Fonte: Agência Bori)

Espaço Kempinski Laje de Pedra é um destino essencial para visitantes da Serra Gaúcha nesta temporada

Canela, por Kleber Patricio

Espaço Kempinski Laje de Pedra reúne alta gastronomia e cultura para um dia de lazer incrível na Serra. Fotos: Divulgação/Kempinski Laje de Pedra.

Neste inverno, o Espaço Kempinski Laje de Pedra é o destino mais convidativo da Serra Gaúcha. Construído para antecipar as experiências que farão parte do empreendimento, o espaço é aberto ao público e mostra o futuro que marcará Canela (RS), com toda sofisticação e valorização cultural que a região merece. A sugestão é aliar a visita a uma reserva feita no 1835 Carne e Brasa, restaurante do Kempinski Laje de Pedra que carrega tradição em seu nome, marcando o ano da Revolução Farroupilha. Com uma ode à comida feita perto do fogo, o restaurante ressignifica o passado por meio de um cardápio contemporâneo.

O Espaço Kempinski Laje de Pedra também conta com a recém-inaugurada Adega 1835, feita não só para a visita dos amantes de vinho, mas também para todos aqueles que desejam conhecer a diversidade de rótulos do terroir gaúcho.

Com previsão de abertura em 2027, o Kempinski Laje de Pedra é um empreendimento que valoriza a história do marcante hotel Laje de Pedra e constrói um novo capítulo para a cidade de Canela. Com vista exclusiva para o Vale do Quilombo, o projeto carrega a bandeira Kempinski, se tornando o primeiro empreendimento de hotel e residências da rede alemã na América do Sul.

Para entender como passado e presente se encontram, os visitantes do Espaço Kempinski Laje de Pedra poderão conferir a Laje Xperience, uma exposição imersiva que conduz o visitante a um passeio desde a formação geológica dos Campos de Cima da Serra, passando pela formação cultural da região e chegando aos dias de hoje.

Outras paradas imperdíveis no espaço são a Galeria do Laje, que conta com uma curadoria de obras e fotografias dos principais artistas locais, além de nomes brasileiros, e a Loja La Victoria, marca argentina que fabrica artigos exclusivos em couro.

Agenda de experiências

Além do funcionamento do 1835 Carne e Brasa, o Espaço Kempinski Laje de Pedra conta com uma agenda de experiências para quem estiver na Serra Gaúcha. Os próximos eventos incluem o Festival de Vinhos Iconos de Sudamerica, uma parceria entre o restaurante 1835 e a Wine Locals, que acontece no Espaço KLP e reunirá vinícolas e vinhos ícones de diferentes terroirs da América do Sul, um encontro, no dia 19 de julho, do KLP Whisky Society, o clube de uísque do Kempinski Laje de Pedra, que também inclui tasting e uma degustação de vinhos no dia 26. Para garantir o ingresso para esses encontros, os visitantes devem ficar de olho no Instagram do empreendimento, @kempinskilajedepedra.

Serviço: 

Endereço: R. das Flores, 222 – Kempinski Laje de Pedra, Canela – RS, 95683-002
Horário: de segunda a domingo, das 11h30 às 22h00
Informações sobre eventos: link.

Sobre o Kempinski Laje de Pedra

O Kempinski Laje de Pedra Hotel & Residences, em Canela (RS), será o primeiro empreendimento sob a bandeira da rede de luxo alemã no Brasil. Em fase de retrofit, o projeto reunirá residências sofisticadas e um hub de serviços e experiências exclusivas enraizadas na cultura, na história e na identidade local, que incluem nove operações gastronômicas, quatro piscinas, Fitness e Spa com mais de mil metros quadrados, teatro, lojas, centro de convenções e enfermaria com telemedicina. Ao ser escolhida para receber o primeiro Kempinski do continente, Canela se junta a um seleto portfólio de destinos turísticos selecionados na Europa, na Ásia, no Oriente Médio e na África. A previsão de abertura é em 2027.

(Com Pedro Tagliari/Approach Comunicação)

Evolução do rádio é contada em novo livro da Editora Senac São Paulo

São Paulo, por Kleber Patricio

Capa do livro.

Os amantes do rádio têm um excelente motivo para comemorar: a Editora Senac São Paulo acaba de lançar a obra “A reinvenção do rádio: do AM ao podcast”, dos autores Fernando Vítolo, Heródoto Barbeiro e Nilo Frateschi Jr., profissionais da mídia radiofônica.

Desde as origens até a inserção no digital, o livro destaca a constante inclusão de novas tecnologias ao modo de se fazer rádio ao longo da história, sempre baseado no conhecimento e nas experiências de cada um dos autores, assim como em entrevistas e depoimentos de profissionais referência nessa mídia.

Nele, os autores demonstram como as revoluções tecnológicas que se sucederam ao longo dos anos subverteram a perspectiva única do rádio, resultando, atualmente, em uma fusão que vai de antenas físicas e ondas eletromagnéticas até a utilização de imagens, a internet, o streaming e o podcast.

Ao tratar do que chamam de “new rádio”, Vítolo, Barbeiro e Frateschi Jr. propõem uma abordagem multiplataforma, acessível e democrática ao utilizarem-se de recursos como QR codes, que levarão o público a diversas entrevistas, e materiais que complementam a experiência da leitura. Sendo assim, a Editora Senac São Paulo expressa neste livro seu compromisso com a cultura e os avanços da comunicação social no Brasil e no mundo, com atenção indispensável à era digital, mas, sobretudo, às pessoas, produtoras e consumidoras dos mais variados formatos de mídia.

Sobre os autores

Fernando Vítolo | iniciou sua trajetória no mundo do empreendedorismo e da comunicação digital aos 12 anos, sendo graduado em comunicação social com ênfase em rádio e TV. Atualmente, está à frente da Younik e do seu programa de New Rádio que é veiculado no YouTube, onde realiza entrevistas sobre os mais variados assuntos.

Heródoto Barbeiro | é jornalista, advogado, historiador, comentarista do portal R7, apresentador do canal Por Dentro da Máquina no YouTube e âncora da rádio Novabrasil (FM 89.7). Como autor, possui diversos livros publicados na área de jornalismo, história e budismo. Ao longo da carreira, já apresentou o Roda Viva da TV Cultura e o Jornal da CBN. Além disso, recebeu as premiações Grande Prêmio Ayrton Senna, Líbero Badaró, Unesco, APCA e Comunique-se.

Nilo Frateschi Jr. | publicitário, iniciou a carreira na J. Walter Thompson e teve passagens pelo SBT e pelas revistas Manchete e Afinal. Além disso, trabalhou nas rádios América, Cadeia Verde Amarela, São Paulo, Capital, Excelsior, Globo, Globo FM, CBN, BandNews FM (é um dos criadores desta), Antena 1, Paradiso, Estadão/ESPN e Eldorado. Ainda, é um dos idealizadores do B.A.R. (Bons Amigos do Rádio), evento que homenageia profissionais do rádio.

Editora Senac São Paulo

Desde 1995, a Editora Senac São Paulo publica conteúdos voltados ao desenvolvimento profissional nas áreas de Gastronomia, Moda, Educação, Beleza e Estética, Turismo e Hospitalidade, Comunicação, Marketing, Design, Arquitetura, Saúde e Tecnologia da Informação. Hoje, seu catálogo possui mais de 1.000 títulos, presentes em todas as plataformas e livrarias. A atuação da Editora reafirma o propósito compartilhado com o Senac São Paulo que é o de disseminar, por meio de suas publicações, conhecimento para o trabalho em atividades do comércio de bens, serviços e turismo, sempre visando desenvolver profissionais com autonomia, sem perder de vista valores como a ética, o compromisso social, a inovação e o desenvolvimento sustentável.

Ficha técnica

A reinvenção do rádio: do AM ao podcast

Autores: Fernando Vitolo, Nilo Frateschi Jr., Heródoto Barbeiro

Páginas: 168

Preço: R$ 60

Onde comprar: Editora Senac São Paulo.

(Fonte: Senac São Paulo)