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Mostra “Mariana Rocha: Espaco profundo” apresenta pinturas recentes tomadas pela forca do cósmico n’A Gentil Carioca São Paulo

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Obra “O primeiro espaço II”, 2026, de Mariana Rocha n’A Gentil Carioca São Paulo. Fotos: Pedro Agilson/AGC.

A Gentil Carioca São Paulo apresenta a individual “Mariana Rocha: Espaço profundo”, a partir de 15 de agosto de 2026, às 11h, na Travessa Dona Paula, 108, em Higienópolis. Primeira mostra da artista na unidade paulista da galeria, a exposição reúne 13 pinturas inéditas realizadas em acrílica e pastel oleoso sobre tela e conta com texto crítico do professor, pesquisador e curador adjunto da 36ª Bienal de São Paulo, André Pitol.

Em sua pesquisa, Mariana Rocha investiga questões relacionadas ao corpo, à memória e ao feminino a partir de referências ao universo marinho. Nesta nova exposição, porém, essa investigação se amplia em direção ao cosmos, um assunto que já aparecia anteriormente de forma mais tímida e que agora ganha maior presença, especialmente nos títulos das obras, como “Vapor d’água no espaço profundo”, 2026, e “Penugem, penumbra II”, 2026.

Se antes o mar permeava a relação da artista com o corpo e com as águas, agora essa dimensão se expande para outras paisagens e profundidades. Permanecem a formação de corpos e paisagens imaginários, que partem do real para alcançar o mistério. Corpo e cosmos aparecem como universos que se aproximam, enquanto as superfícies das pinturas se dobram e se transformam, como em um origami.

Obra “Sopa primordial II”, 2026 de Mariana Rocha n’A Gentil Carioca São Paulo.

Mariana investiga ainda a existência de um mar dentro do próprio corpo, entendendo ambos como universos equiparáveis em suas composições e profundidades abissais. Essa relação se estende à fauna marinha, especialmente aos animais classificados como moluscos, que fazem parte do repertório de imagens e referências da artista.

A aproximação entre corpo e cosmos também estabelece uma relação entre a pintura e as tecnologias de visualização daquilo que não pode ser visto a olho nu, seja no campo metafórico ou fisiológico. A opacidade interna dos corpos e a complexidade dos processos que sustentam a vida fazem da pintura um espaço de experimentação, no qual Mariana Rocha testa, improvisa e cria novas relações possíveis entre corpos, paisagens e cosmos.

Para André Pitol, essa transformação pode ser entendida como uma mudança de direção no trabalho da artista: “essa virada de pescoço para cima, de dentro para o alto” evidencia a relação entre a matéria corporal e aquilo que rege os corpos, ainda que permaneça intimamente ligado ao gesto, ao movimento e à vontade.
Em 2026, Mariana Rocha foi selecionada para uma residência artística no El Espacio 23/The 55 Project, em Miami, nos Estados Unidos, prevista para novembro deste ano.

Sobre Mariana Rocha

Nasceu em Niterói/RJ, em 1988, onde vive e trabalha até hoje. Graduada em Artes Visuais pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (2013) e possui Mestrado em Artes Visuais pela mesma instituição (2021). Suas exposições individuais incluem “Desde Sempre o Mar”, em 2025, n’A Gentil Carioca e “Entrelaços”, em 2016, na Sala José Cândido de Carvalho.

Obra “O primeiro espaço I”, 2026 de Mariana Rocha n’A Gentil Carioca São Paulo.

Participou também das exposições coletivas “You Must Change Your Life”, em 2026, na 16th Gwangju Biennale, na Coreia do Sul; “Concordar em Discordar”, em 2025, n’ A Gentil Carioca Rio de Janeiro e São Paulo; “Tromba d´água”, em 2025, no Museu do Amanhã; “Pequenas Pinturas III”, em 2025m no Auroras, em São Paulo; “Era uma vez: Visões do Céu e da Terra”, em 2024, na Pinacoteca do Estado de São Paulo; “Geometria crepuscular”, em 2024, na Galeria A Gentil Carioca, no Rio de Janeiro; “Espelhos d’água viva”, em 2024, no Solar dos Abacaxis, no Rio de Janeiro; “Dos Brasis – Arte e pensamento negro”, em 2024, no SESC Belenzinho, em São Paulo, e no SESC Quitandinha, em Petrópolis, no Rio de Janeiro; “Por enquanto: os primeiros 40 anos”, em 2022, no Centro de Artes da UFF, em Niterói, no Rio de Janeiro; “Ações inscritas, histórias reescritas”, em 2020, na Diáspora Galeria, em São Paulo; “Todo barulho que transborda do meu silêncio”, em 2020, no Memorial Getúlio Vargas, no Rio de Janeiro; “A seco”, em 2019, no Espaço de Intervenção Cultural Tipografia, no Rio de Janeiro; “Vivendo sob o fogo”, em 2019, no Centro Cultural da Justiça Federal, no Rio de Janeiro; “Indícios”, em 2018, no Paço Imperial, no Rio de Janeiro; 2017-2018 | 24º Salão de Artes Plásticas de Praia Grande, em São Paulo; “Latinas”, em 2016, no SESC Ramos, no Rio de Janeiro; 15º Salão de Arte de Guarulhos, em 2016, em São Paulo e Mostra Bienal CAIXA de Novos Artistas, 2015-2016, que passou por Curitiba, São Paulo, Brasília, Fortaleza, Recife, Salvador e Rio de Janeiro.

Participou de duas residências artísticas, sendo elas El Espacio 23/The 55 Project, em 2026, em Miami, nos E.U.A. e no Instituto MECA, em 2024, em Niterói, no Rio de Janeiro.

Recebeu o Prêmio Erika Ferreira de Criação e Desenvolvimento, em 2020 – Vencedora Secretaria Municipal das Culturas de Niterói, no Rio de Janeiro; Melhor pesquisa artística – III Encontro de Estudantes de Graduação em Artes do Estado do Rio de Janeiro (PEGA), em 2019 – Vencedora, no Rio de Janeiro e Menção honrosa na 23ª Semana de Iniciação Científica da Universidade do Estado do Rio de Mariana Rocha Niterói (UERJ), em 2019, no Rio de Janeiro. Suas obras integram as coleções da Pinacoteca do Estado de São Paulo e no Instituto Inhotim, em Minas Gerais.

SERVIÇO:

Mariana Rocha: Espaço profundo

Texto crítico: André Pitol

Em cartaz: 17 de agosto a 24 de outubro de 2026

Visitação: Segunda a sexta, 10h às 19h e, sábado, 11h às 17h

Local: A Gentil Carioca São Paulo – Travessa Dona Paula, 108 – Higienópolis, São Paulo/SP – 01239-05

Site: https://www.agentilcarioca.com.br/.

(Com Erico Marmiroli/Marmiroli Comunicação)

“Algoriki – e se você saísse?”, do Coletivo Quizumba, tem novas apresentações gratuitas no Teatro Alfredo Mesquita

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Nova peça do grupo convida crianças a descobrir o mundo para além das telas e transforma queda da internet em uma aventura sobre presença, imaginação e convivência. Fotos: Alicia Peres.

O espetáculo “Algoriki – e se você saísse?”, do Coletivo Quizumba, referência na pesquisa do teatro para infâncias e juventudes a partir de perspectivas afrocentradas e decoloniais, continua temporada de estreia no Teatro Alfredo Mesquita (Av. Santos Dumont, 1770, Santana), após ter passado pelo Complexo Funarte SP. As apresentações acontecem entre 15 e 30 de agosto (aos sábados e domingos), com sessões gratuitas e distribuição de ingressos uma hora antes do início da peça.

Com direção de Thais Dias e dramaturgia de Tadeu Renato, “Algoriki – e se você saísse?” reúne em cena Camila Andrade (Ayrá), Jefferson Matias (Ayó), Kleiton Breda (Obá) e Bel Borges (Kosi). A montagem acompanha quatro crianças que vivem no mesmo prédio, mas só se conhecem quando um apagão interrompe toda a conexão com a internet e as obriga a deixar, pela primeira vez, a segurança de seus apartamentos.

Guiados por Kosi, uma criança misteriosa que conhece caminhos invisíveis, Ayó, Ayrá e Obá iniciam uma travessia por um edifício que parece mudar de forma a cada andar. Corredores, escadas, memórias e desafios conduzem o grupo até uma descoberta surpreendente: o maior mistério não é o fim do wi-fi, mas o desaparecimento da própria rua.

Ao longo desse percurso, jogos eletrônicos, algoritmos, redes sociais, histórias ancestrais e encontros presenciais coexistem em uma narrativa fantástica que convida o público a refletir sobre as formas contemporâneas de comunicação, sem estigmatizar a tecnologia. Em vez de opor mundo virtual e mundo real, a peça pergunta o que se perde quando o brincar, a experiência compartilhada, o corpo e o encontro deixam de ocupar espaço na vida cotidiana.

Dramaturgia — A dramaturgia nasceu de uma pesquisa iniciada há anos pelo coletivo sobre o itan iorubá “O Chapéu de Duas Cores”, história tradicional que questiona verdades absolutas e diferentes pontos de vista. Ao longo do processo de criação, porém, a investigação ganhou novos contornos e passou a dialogar com a maneira como os algoritmos, as telas e redes sociais influenciam a construção da identidade, dos afetos e da percepção do mundo entre crianças e adolescentes. O próprio título da peça sintetiza esse encontro entre ancestralidade e contemporaneidade: “Algoriki” reúne as palavras “algoritmo” e “oriki”, forma poética da tradição iorubá utilizada para celebrar identidades e trajetórias.

A pesquisa sobre as culturas africanas atravessa toda a encenação, mas sem representar literalmente os orixás em cena. Seus arquétipos servem de base para a construção dramatúrgica dos personagens, das relações, da musicalidade e da linguagem corporal, articulando uma investigação estética desenvolvida pelo Quizumba desde sua fundação, há 18 anos.

Essa pesquisa também se manifesta na cena por meio da capoeira angola, da música executada ao vivo e de canções autorais. Com direção musical de Bel Borges, a trilha contrapõe sons eletrônicos, como notificações, efeitos digitais e paisagens sonoras inspiradas no universo gamer, a instrumentos acústicos e orgânicos, reforçando o diálogo entre tecnologia e presença que conduz toda a narrativa.

Pensado para crianças a partir de oito anos, mas aberto a públicos de todas as idades, Algoriki – e se você saísse? propõe uma experiência em que fantasia, humor, música e aventura conduzem uma pergunta simples e profundamente atual: em um mundo cada vez mais conectado, ainda sabemos encontrar uns aos outros?

Sinopse

Quando a luz acaba, Ayó, Ayrá e Obá atravessam um prédio-labirinto em busca de uma saída, mas descobrem que o mistério é ainda maior: a rua desapareceu. Guiados por Kosi, uma criança que costura caminhos, eles encontram personagens, memórias e desafios no limite entre o real e o imaginário. Jogos, redes, algoritmos e histórias antigas fazem parte desse caminho, enquanto cada um precisa descobrir novos modos de olhar para o mundo e para si mesmo além das telas.

Coletivo Quizumba

Fundado por artistas e educadores formados pelo Instituto de Artes da Unesp, Escola Livre de Teatro de Santo André e SP Escola de Teatro, o Coletivo Quizumba surgiu em 2008, com a proposta de estudar, debater e realizar ações artísticas, voltadas principalmente para as infâncias e juventudes, que provocasse a agir e refletir sobre questões estéticas e políticas do mundo contemporâneo, com foco no estudo da historiografia e da formação cultural do Brasil e nos símbolos das culturas africanas e afro-brasileiras.

Esse encontro resultou em seis espetáculos: Quizumba! (2011) com direção de Camila Andrade, sobre Zumbi dos Palmares e Mestre Pastinha, viabilizado pelo Edital ProAC 2010 de Montagem de Espetáculo Inédito; Cantos de Aiyê – canto das águas e Cantos de Aiyê – cantos da terra e do fogo (2012), espetáculos de narração de história inspirados em contos da tradição oral africana; Oju Orum (2015) direção de Johana Albuquerque, sobre papéis de gênero e feminismo negro, a partir do história da Negra Anastácia, escravizada que se tornou uma santa popular e símbolo da luta contra a Escravidão, contemplado na 25a Edição da Lei de Fomento ao Teatro da cidade de São Paulo (2014).

Pequena história para um tempo sem memória (2018), sobre o período pós-abolição e seus reflexos na urbanização da cidade de São Paulo, teve sua temporada de estreia no SESC Pompeia (2018) e recebeu três indicações ao prêmio São Paulo de Incentivo ao Teatro Infantil e Jovem, nas categorias: “Revelação” para o diretor Tadeu Renato, “Ator Coadjuvante” para o ator Jefferson Matias e “Prêmio Especial”, pela pesquisa das culturas africana e afro-brasileira voltada para o público infantojuvenil; e Quizumba no Mafuá de Lima Barreto (2022), espetáculo de narração de história criado em celebração ao centenário da morte do escritor Lima Barreto, com estreia no Sesc 24 de Maio.

Além dos espetáculos, há também os projetos: Toguna: narrativas afro-brasileiras, desenvolvendo ações artísticas e pedagógicas a partir do eixo reflexivo “oralidade e a escrita como formas de registro de nossas histórias”, viabilizado pelo edital ProAC Incentivo à leitura (2013); Vivência artística para educadores, encontros com convidados (Mafoane Odara, Rafael Galante, Salloma Salomão e Valéria Rocha), para refletir sobre temas presentes nas pesquisas dos espetáculos do Coletivo no SESC Pompeia (2018); A Boca Que Tudo Come, com três histórias contadas em formato podcast que buscam evocar e tecer relações entre o orixá Exu – seus símbolos e sentidos, e o conceito de bucalidade nas dimensões psíquica e cultural, à convite do SESC Campo Limpo (2021); Exu Matou um Pássaro Ontem, com a Pedra que Arremessou Hoje, documentário sobre o coletivo em participação no projeto “Arte Cênica em processo”, realizado pelo Sesc Pinheiros (2021).

FICHA TÉCNICA

Encenação: Thaís Dias

Texto: Tadeu Renato

Direção Musical e orientação em voz e canto: Bel Borges

Elenco: Camila Andrade (Ayrá), Jefferson Matias (Ayó), Kleyton Breda (Obá) e Bel Borges (Kosi)

Produção: Plataforma – Estúdio de Produção Cultural

Direção de Produção Fernando Gimenes

Produção Executiva: Bruno Ribeiro

Composições Originais: Jonathan Silva

Operação de som: Pedro Augusto e Tamires Pistoresi Arantes

Iluminação: Carol Gracindo

Operação de Luz: Carol Gracindo e Rebeka Teixeira

Cenografia: Eliseu Weide

Figurino e Visagismo: AGO – Ateliê Gil Oliveira

Assistência de Figurino e costureira: Alma Luz Adélia

Criação de Mídias Cênicas e Projeções: Achiles Luciano

Operação de Projeções: Achiles Luciano e A1219

Acessibilidade em Libras: Amanda Marcondes e Romas Acessibilidade.

Provocadora da pesquisa: Daniela Beny

Orientação de pesquisa da relação das infâncias com a internet: Alícia Peres

Treinamento de Capoeira Angola: Mestre Pedro Peu

Danças brasileiras e coreografias: Silvana de Jesus

Orientador em dança dos orisas(orixás): Cauã Oliveira

Convidados Mesas de Debate: Alícia Peres, Magno Rodrigues e Daniela Beny

Designer Gráfico: Murilo Thaveira

Redes Sociais: Mayhara Ribeiro

Registros audiovisuais: Alícia Peres, Ana Flora, Julia Rufino e Luiza Akimoto

Assessoria de Imprensa: Canal Aberto Comunicação – Márcia Marques, Daniele Valério e Carina Bordalo

Realização: Coletivo Quizumba, Cooperativa Paulista de Teatro e Prêmio Zé Renato de Teatro para a cidade de São Paulo – Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa

Apoio: Complexo Cultural Funarte – Funarte Aberta SP, iBT – Instituto Brasileiro de Teatro e Teatro Escola Macunaíma.

SERVIÇO:
Algoriki – e se você saísse?

De 15 a 30 de agosto, sábado e domingo, às 16h

Local: Teatro Alfredo Mesquita – Av. Santos Dumont, 1770 – Santana

Gratuito – Retirada de ingressos 1 hora antes

Recomendação: 8 anos | Duração: 60 min

Acessibilidade em Libras: nas sessões de 22, 23, 29 e 30 de agosto.

(Com Daniele Valério/Canal Aberto Comunicação)

Inspirado em viagem real de bicicleta pelo Brasil, espetáculo “A Viagem do Jiló” estreia temporada no Teatro Cacilda Becker

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Espetáculo homenageia a diversidade cultural brasileira a partir da história de um palhaço que viaja de bicicleta com seu cachorro de São Paulo até Olinda. Fotos: Herbert Baratella.

Após circular por unidades do Sesc no interior paulista e conquistar crianças e famílias por onde passou, o espetáculo “A Viagem do Jiló” inicia nova temporada no Teatro Cacilda Becker, com sessões gratuitas até 30 de agosto de 2026.  Aos sábados, o público é convidado a participar da oficina “Recriando a Comicidade – Esquetes Clássicas do Circo Teatro para o Público de Hoje”.

Inspirada em uma viagem real de bicicleta realizada pelo artista e palhaço Giba Freitas, a montagem transforma uma experiência vivida nas estradas brasileiras em uma aventura poética, bem-humorada e repleta de referências à cultura nacional.

Em cena, Jiló decide seguir de bicicleta até Olinda, desconfiado da notícia de que o Carnaval deixará de existir. No caminho, encontra o Cachorro Caramelo, que se torna seu companheiro de estrada. Juntos, cruzam diferentes estados brasileiros, encontram personagens inspirados na cultura popular e descobrem que a informação não passava de uma fake news.

A ideia surgiu a partir da experiência vivida por Giba Freitas em uma cicloviagem entre São Paulo e Olinda. Os encontros, as paisagens e os costumes observados ao longo do caminho deram origem à dramaturgia, assinada por Paulo Rogério Lopes, com direção de Fernando Sampaio e música executada ao vivo por Maral. “A Viagem do Jiló nasce de uma experiência que mudou completamente a minha vida. Quando voltei da viagem, percebi que havia uma história muito potente ali. Hoje, o mais bonito é ver como as crianças acreditam na narrativa e embarcam nessa aventura do começo ao fim”, afirma Giba Freitas.

No palco, a cenografia de Andreas Mendes reproduz um grande mapa ilustrado do Brasil, permitindo que o público acompanhe o trajeto dos personagens. Placas inspiradas na sinalização das estradas indicam os estados visitados, enquanto figurinos inspirados em Charles Chaplin, O Gordo e o Magro e nos palhaços dos grandes circos ajudam a compor o universo da narrativa.

Desde a estreia, a montagem consolidou sua relação com o público infantil. “Descobrimos a força da dramaturgia quando vimos as crianças acreditando em tudo o que acontece em cena. Elas viajam junto com Jiló e o Caramelo. Já os adultos costumam se surpreender ao descobrir, no final, que a história foi inspirada em uma viagem que realmente aconteceu”, diz o artista.

Criação

O espetáculo nasceu a partir de uma experiência mambembe de Giba Freitas. Em dezembro de 2022, ele embarcou em uma cicloviagem com a palhaça Formiga (Marisa Silva) para chegar até o Recife a tempo de aproveitar o Carnaval. Depois, os amigos seguiram por mais 150 km até a Paraíba, complementando mais um estado.

Durante o trajeto, o artista começou a refletir sobre como os costumes são importantes para a criação de uma identidade coletiva. E, a partir disso, quis investigar quais seriam as identidades de cada região do Brasil hoje: o que ficou pelo caminho e o que está enraizado em nós?

Giba encontrou figuras clássicas do imaginário brasileiro, como o caipira, as vizinhas, as madames, as famílias tradicionais decadentes e os caboclos. Então, ele buscou a essência de todos esses personagens, considerados até arquétipos, para falar com crianças e adultos sobre a imensidão que é o nosso Brasil.

Assim, os espectadores das mais variadas idades poderão pensar sobre a diversidade cultural brasileira, principalmente em tempos de extrema polarização. “É necessário que o Brasil conheça o Brasil para que aprenda de fato a respeitá-lo”, defende o artista.

Sinopse

Jiló está de bike equipada para seguir rumo a maior festa do Brasil quando se depara com um cachorro caramelo cansado das ruas e precisando de um pouco de energia. De carona na bike, a dupla encontrará muitos desafios, aventuras, riso e diversidade. O trabalho é uma homenagem à identidade plural brasileira, enfatizando a beleza das diferenças e misturando a tradicionalidade do circo e o momento atual, ao tempo em que explora musicalidade e técnicas de manipulação de bonecos, dando vida a personagens inimagináveis.

FICHA TÉCNICA

Direção: Fernando Sampaio

Texto: Paulo Rogério Lopes

Elenco: Giba Freitas e Maral

Assistência de direção: Marisa Silva

Cenário e figurinos: Andreas Mendes

Bonequeiro: Murilo Cesca

Direção musical e trilha sonora ao vivo: Maral

Preparação corporal: Larissa Pretti

Iluminação: Diego Gonçalves Cordeiro

Assistente de Produção: Thauana Garcia

Produção Executiva: Bruna Burkert

Coprodução: Híbrida Arte e Cultura.

SERVIÇO:

A Viagem do Jiló

Temporada: de 15 a 30 de agosto, aos sábados e domingos, às 16h

*Sessão com audiodescrição no dia 29 de agosto

Duração: 50min | Classificação: 7 anos

Oficina Recriando a Comicidade – Esquetes Clássicas do Circo Teatro para o Público de Hoje 

Dias 15, 22 e 29 de agosto, das 10h às 13h

Com Giba Freitas e Maral

Inscrições em https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSfcdgVahl6N22Uh4CDi5V5aTKy0uraMrLVApC4BXMiTIl2WVQ/viewform

Bate-papo com Fernando Sampaio

Dia 22 de agosto, após a sessão

Local:Teatro Cacilda Becker – R. Tito, 295, Lapa/ SP

Entrada Gratuita.

(Com Daniele Valério/Canal Aberto Assessoria de Imprensa)

Em novo vídeo de bastidor, Brad Pitt apresenta o cachorro Uber, estrela do filme ‘Coração Selvagem’

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Fotos: Divulgação/Paramount Pictures.

O cachorro ator Uber é destaque no novo vídeo de bastidor de “Coração Selvagem”. Protagonista no filme, Brad Pitt destaca como a amizade com seu parceiro de cena, em frente e atrás das câmeras, foi essencial para que a trama de sobrevivência e companheirismo ganhasse vida no longa. Além do featurette, o filme acaba de ganhar novas imagens e um site em que o público pode criar seu pôster personalizado com uma imagem de seu amigo de quatro patas. Com distribuição da Paramount Pictures, “Coração Selvagem” estreia dia 24 de setembro nos cinemas brasileiros.

Com direção de David Ayer, o longa conta como o agente das forças especiais James Belmont (Brad Pitt) e seu cão, Odin (Uber), se vêem perdidos em meio à mata selvagem do Alaska, após um trágico acidente aéreo. Juntos, eles viverão uma luta brutal pela sobrevivência contra a natureza em um thriller de aventura que explora o laço entre o homem e seu melhor amigo enquanto enfrentam o seu maior desafio até ali.

J.K Simmons e Anna Lambe também estão no elenco. Damien Chazelle integra o time de produtores executivos ao lado de Scott Lumpkin, Chris Long, Pete Chiappetta, Anthony Tittanegro, Andrew Lary, Sophie Cassidy,  Zack Conroy e Cameron Alexander. O roteiro também é escrito por Alexander. Além de atuar, Brad Pitt participa também como produtor do longa.

O filme é uma produção da Domain Entertainment, Gulfstream Pictures, Wild Chickens, Temple Hill e Kino World Production.

Coração Selvagem – 24 de setembro nos cinemas

@paramountbrasil

#CoraçãoSelvagem

Assista ao featurette AQUI

Assista ao trailer AQUI

Filme com acessibilidade disponível através do aplicativo GRETA.

(Com Fernando Gomes/Atomicalab)

Em setembro, Theatro Municipal de São Paulo apresenta ópera ‘Don Carlo’, de Verdi, após 21 anos

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Além da ópera de Verdi, Theatro Municipal terá concerto do Quarteto de Cordas, apresentação do Coral Paulistano, Orquestra Experimental de Repertório e mais. Foto: Rafael Salvador.

Em setembro, o Theatro Municipal de São Paulo apresenta uma programação diversa que reúne o grande destaque do mês: “Don Carlo”, de Giuseppe Verdi, uma das mais monumentais óperas do repertório, que retorna ao palco do Municipal após 21 anos em uma nova montagem com direção musical de Roberto Minczuk e encenação de Caetano Vilela. Além de concerto do Quarteto de Cordas, com participação de Silvia Góes e João Camarero, e apresentação do Coral Paulistano.

“Quarteto de Cordas toca Ernesto Nazareth” abre a programação do mês, com concerto no dia 3, quinta-feira, às 20h, na Sala do Conservatório. Além dos integrantes do Quarteto, os violinistas Betina Stegmann e Nelson Rios, o violista Marcelo Jaffé, e o violoncelista Rafael Cesario, e os artistas convidados a pianista Silvia Goes e o violonista João Camarero. O repertório terá Ameno Resedá, Arrojado, Atlântico, Brejeiro, Confidências, ⁠Famoso, Tenebroso e Turbilhão de beijos, de Ernesto Nazareth, e estreia de Suíte para Nazareth de Silvia Goes. Os ingressos custam R$50, a classificação é livre e a duração de 60 minutos, sem intervalo.

A camerata da Orquestra Experimental de Repertório, sob regência de Leonardo Labrada, apresenta o Encerramento do Festival de Trompas, no dia 04, sexta-feira, às 20h, na Sala do Conservatório. Com participação dos solistas Mark Almond e Felipe Freitas Santos da Silva. No repertório terá Abertura da ópera O Franco Atirador, de Carl Maria Von Weber, Concerto para trompa em Dó menor, Op. 8, de Franz Strauss, e Concerto para trompa, No 1 em Mi bemol Maior, Op. 11, de Richard Strauss. Os ingressos custam R$35, a classificação é livre e a duração de 50 minutos, sem intervalo.

No dia 17, quinta-feira, às 20h, o Quarteto de Cordas da Cidade se apresenta novamente na série Diálogos. Nesta edição, o programa será Diálogos: Montgomery, Mozart e Haydn, colocando em perspectiva diferentes momentos da história do quarteto de cordas, da linguagem contemporânea da premiada compositora norte-americana Jessie Montgomery aos clássicos de Haydn e Mozart. Os ingressos custam R$50, a classificação é livre e a duração de 60 minutos, sem intervalo.

No dia 24, quinta-feira, às 20h, acontece o concerto Luz e Sombra, do Coral Paulistano, sob regência de Maíra Ferreira e Isabela Siscari, na Sala do Conservatório. O repertório percorre diferentes épocas da música vocal, da polifonia renascentista às criações apresenta uma imersão sonora pela riqueza, exuberância e refinamento da música vocal italiana dos séculos XVI e XVII, como Exaudi Domine a 16 vozes, Giovanni Gabrieli; Ridon’ hor per le piagge, Maddalena Casulana, Water Night, Eric Whitacre; Agua Nocturna, de Silvia Berg; O dolorosa gioia, de Carlo Gesualdo; Sound Patterns, de Pauline Oliveros, entre outras. Os ingressos custam R$50, a classificação é livre e a duração de 60 minutos, sem intervalo.

Após 21 anos, Don Carlo, uma das obras-primas de Giuseppe Verdi, retorna ao palco do Theatro Municipal de São Paulo em nova montagem. A grand opéra em cinco atos, baseada na peça de Friedrich Schiller, será apresentada entre os dias 18 e 26 de setembro. Com cerca de quatro horas e meia de duração, a ópera aborda temas como amor, poder, religião, liberdade e conflitos familiares em uma narrativa marcada por intensa dramaticidade.

A montagem reúne a Orquestra Sinfônica Municipal e o Coro Lírico Municipal, além de um elenco de destaque internacional. A direção cênica e a iluminação são assinadas por Caetano Vilela, reconhecido por seu trabalho em óperas e espetáculos musicais e premiado por sua contribuição à iluminação cênica, Ronaldo Zero como assistente de direção. Com cenografia de Duda Arruk e figurinos de Fabio Namatame, além de Roberto Minczuk na direção musical, Hernán Sánchez Arteaga na regência do Coro Lírico Municipal.

As apresentações acontecem nos dias 18, 19, 20, 22, 23, 25 e 26, às 19h durante a semana, e às 17h aos sábados e domingos. Os ingressos custam de R$47 a R$290, a classificação é de 12 anos e a duração de 270 minutos, 4 horas e 30 minutos, com dois intervalos.

Nos dias 18, 20, 23, 26, o elenco será composto por Atalla Ayan como Don Carlo, Ailyn Pérez como Elisabetta di Valois, Luiz-Ottavio Faria como Filippo II, Ana Lucia Benedetti como Eboli, Paulo Szot como Marquês de Posa, Soloman Howard como O grande Inquisidor, Savio Sperandio como O Frade, Isabella Luchi como Tebaldo e Raquel Paulin como A Voz do Céu.

Já nos dias 19, 22 e 25, Matheus Pompeu interpreta Don Carlo, Ludmilla Bauerfeldt interpreta Elisabetta de Valois, Savio Sperandio interpreta Filippo II, Juliana Taino interpreta Eboli, Michel de Souza interpreta Marquês de Posa, Valeriano Lanchas como O grande Inquisidor, Sérgio Righini interpreta O Frade, Nubia Eunice interpreta Tebaldo, e Lívia Berrêdo interpreta A Voz do Céu. E em todas as datas, Eduardo Goes interpreta Conde e Carlos Eduardo Santos interpreta Arauto.

Sobre o Complexo Theatro Municipal de São Paulo

O Theatro Municipal de São Paulo é um equipamento da Prefeitura da Cidade de São Paulo ligado à Secretaria Municipal de Cultura e à Fundação Theatro Municipal de São Paulo.

O edifício do Theatro Municipal de São Paulo, assinado pelo escritório Ramos de Azevedo em colaboração com os italianos Claudio Rossi e Domiziano Rossi, foi inaugurado em 12 de setembro de 1911. Trata-se de um edifício histórico, patrimônio tombado, intrinsecamente ligado ao aperfeiçoamento da música, da dança e da ópera no Brasil. O Theatro Municipal de São Paulo abrange um importante patrimônio arquitetônico, corpos artísticos permanentes e é vocacionado à ópera, à música sinfônica orquestral e coral, à dança contemporânea e aberto a múltiplas linguagens conectadas com o mundo atual (teatro, cinema, literatura, música contemporânea, moda, música popular, outras linguagens do corpo, dentre outras).

Oferece diversidade de programação e busca atrair um público variado. Além do edifício do Theatro, o Complexo Theatro Municipal também conta com o edifício da Praça das Artes, concebido para ser sede dos Corpos Artísticos e da Escola de Dança e da Escola Municipal de Música de São Paulo.

Sua concepção teve como premissa desenhar uma área que abraçasse o antigo prédio tombado do Conservatório Dramático e Musical de São Paulo e que constituísse um edifício moderno e uma praça aberta ao público que circula na área.

Inaugurado em dezembro de 2012 em uma área de 29 mil m², o projeto vencedor dos prêmios APCA e ICON AWARDS é resultado da parceria do arquiteto Marcos Cartum (Núcleo de Projetos de Equipamentos Culturais da Secretaria da Cultura) com o escritório paulistano Brasil Arquitetura, de Francisco Fanucci e Marcelo Ferraz.

Quem apoia institucionalmente os projetos, via Lei de Incentivo à Cultura: Bradesco, CAIXA Vida e Previdência, Elevadores Atlas Schindler, Mobilize, igc Partners, Scotiabank, CAIXA Seguridade. Pessoas físicas também fortalecem nossas atividades através de doações incentivadas.

Sobre o Instituto Baccarelli

Com 30 anos de trajetória, o Instituto Baccarelli é hoje uma das principais organizações sociais sem fins lucrativos do Brasil, promovendo educação, cultura e inclusão social. Com sede em Heliópolis, atende gratuitamente cerca de 1.650 alunos por ano, utilizando a música como ferramenta de transformação de crianças e jovens em situação de vulnerabilidade social. A instituição também é responsável pela gestão do Theatro Municipal de São Paulo e, em parceria com a Secretaria Municipal de Educação, administra 12 unidades dos CEUs e as atividades do Programa Escola Aberta em 10 EMEFs, ampliando o acesso à cultura e ao ensino em 23 territórios periféricos da cidade.

A educação musical de excelência é o principal pilar do Baccarelli, oferecendo desenvolvimento pessoal e reais oportunidades de profissionalização. Entre os destaques da organização estão a construção do Teatro Baccarelli, a primeira sala de concertos em território de favela no mundo, a Orquestra Sinfônica Heliópolis, sob direção artística do renomado maestro Isaac Karabtchevsky, e o Coral Jovem Heliópolis, todos reconhecidos nacional e internacionalmente.

Para mais informações, acesse baccarelli.org.br

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(Com André Santa Rosa/Assessoria de imprensa do Theatro Municipal)