Notícias sobre arte, cultura, turismo, gastronomia, lazer e sustentabilidade

Lazer & Gastronomia

São Paulo, SP

Quatro viagens no tempo, um só lugar: o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual

por Kleber Patrício

Devido ao sucesso das três expedições em realidade virtual iniciadas em setembro de 2025, o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual anuncia a prorrogação de suas atividades. Além da extensão do prazo, o centro cultural traz uma novidade de peso: a exibição simultânea de quatro roteiros distintos que transportam os visitantes por bilhões de anos de […]

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Pobre Juan Campinas promove Noite de Tango

Campinas, SP, por Kleber Patricio

Fotos: Divulgação.

O restaurante Pobre Juan Campinas promove no dia 28 de fevereiro, sábado, a partir das 20h, mais uma edição da sua tradicional Noite de Tango, evento gastronômico e cultural que une a tradição das casas de carne argentinas à paixão pela música e dança típicas do país vizinho.

Trazendo o charme e a intensidade do tango argentino, a programação contará com apresentações ao vivo dos casais de dançarinos André Magro e Andressa Moraes e Débora Reato e Reginaldo Coelho, com trilha sonora a cargo do trio de músicos Marcelo Ahumada (bandoneon), Samuka Cartes (piano) e Luis Lanzani (violão).

Croquetas de ossobuco, uma das entradas mais requisitadas na casa.

Inspirado nas típicas casas argentinas, o restaurante Pobre Juan é uma das mais renomadas casas de parrilla do país, reconhecido por seus cortes especialmente selecionados, excelência na carta de vinhos e seu ofurô de cervejas. 

Na ocasião, a casa estará operando com o menu aberto e será cobrado um couvert artístico de R$ 29,00 por pessoa. Recomenda-se fazer reserva antecipada pelo telefone/WhatsApp (19) 3199-0265.

Serviço:

Noite de Tango no Pobre Juan Campinas

Data: 28 de fevereiro, sábado, a partir das 20h

Couvert artístico: R$ 29,00 por pessoa

Endereço: Segundo piso do Galleria Shopping (Rod. D. Pedro I, km 131,5, Jardim Nilópolis, Campinas)

Telefone/whatsapp para reservas: (19) 3199-0265

Site e Instagram: www.pobrejuan.com.br; @restaurantepobrejuan.

(Com Antonio Fraga/Macchina Comunicação)

Exposição “Ruy Ohtake – Percursos do habitar” inaugura nova fase da Casa-ateliê Tomie Ohtake

São Paulo, por Kleber Patricio

Mostra marca a abertura da Casa-ateliê Tomie Ohtake como espaço integrado à programação do Instituto Tomie Ohtake, dedicado à arquitetura, ao design e às artes em geral – Residência Tomie Ohtake. Foto: Nelson Kon.

O Instituto Tomie Ohtake apresenta a partir de 7 de março “Ruy Ohtake – Percursos do habitar”, exposição que inaugura a nova fase da Casa-ateliê Tomie Ohtake, antiga residência da artista, no Campo Belo, em São Paulo. Com curadoria de Catalina Bergues e Sabrina Fontenele, a mostra reúne seis projetos residenciais do arquiteto Ruy Ohtake, realizados entre as décadas de 1960 e 2010, explorando a casa como espaço central de sociabilidade, memória e construção da vida cotidiana.

A exposição apresenta cinco residências unifamiliares projetadas por Ruy Ohtake entre as décadas de 1960 e 2000 – a Casa-ateliê Tomie Ohtake (1966), a Residência Chiyo Hama (1967), a Residência Nadir Zacarias (1970), a Residência Domingos Brás (1989) e a Residência Zuleika Halpern (2004) – além do Condomínio Residencial Heliópolis (2008/2009), conhecido como “Redondinhos”.

Residência Tomie Ohtake. Foto: Cristiano Mascaro.

A curadoria enfatiza a reorganização das hierarquias do morar proposta por Ruy Ohtake. O arquiteto desenvolveu o conceito de casa-praça, concebendo a moradia como um lugar de convivência ampliada. Nesse pensamento, como afirmam as curadoras, “as residências se configuram como lugares voltados ao encontro: as áreas comuns são ampliadas e valorizadas, enquanto os ambientes íntimos são reduzidos à sua dimensão essencial. A luz desempenha o papel de regente da organização espacial: ora pontual, ora difusa, ela se articula a jardins internos e recuos, orientando o percurso doméstico e tensionando os limites entre interior e exterior”.

Ohtake desenvolveu uma arquitetura comprometida com o coletivo e com a mediação sensível entre o indivíduo e a cidade. Na exposição, esses projetos habitacionais evidenciam como, em diferentes contextos urbanos, escalas e momentos históricos, o arquiteto construía uma reflexão crítica sobre o modo de viver contemporâneo, transformando cada proposta em uma investigação concreta sobre as formas de habitar. Maquetes de todas as casas e do conjunto habitacional, fotografias históricas das construções e registros recentes, além de desenhos técnicos e croquis, compõem o percurso expositivo, permitindo acompanhar tanto os processos de concepção quanto as transformações desses espaços ao longo do tempo.

Residência Tomie Ohtake. Foto: Cristiano Mascaro.

Um conjunto de vídeos com depoimentos dos moradores aprofunda a dimensão vivencial da mostra, reunindo relatos sobre o cotidiano, os usos dos espaços e as formas de convivência possibilitadas por essas arquiteturas. As narrativas revelam como as casas projetadas por Ruy Ohtake se converteram em ambientes de sociabilidade, memória e pertencimento, evidenciando a permanência e a vitalidade de seus conceitos ao longo das décadas.

O Condomínio Residencial Heliópolis explicita como esses princípios atravessam também a produção habitacional de maior escala do arquiteto. Ruy Ohtake teve participação decisiva na defesa de espaços públicos de qualidade como instrumento de inclusão social, entendendo a arquitetura como ferramenta concreta de transformação urbana. Essa atuação se expressou de forma exemplar em Heliópolis, onde trabalhou em parceria com lideranças comunitárias na implementação de equipamentos públicos, como o CEU Heliópolis e os “Redondinhos”. Presentes na exposição, os depoimentos em vídeo dessas lideranças da comunidade ampliam essa perspectiva, situando o habitar como experiência coletiva e urbana.

Conjunto Residencial de Heliópolis. Foto: Cristiano Mascaro.

Ao reunir projetos distintos, a exposição revela a persistência de um pensamento arquitetônico orientado pelo compartilhamento, pela alternância entre luz e penumbra, abertura e opacidade, e pela articulação indissociável entre o privado e o coletivo.

A Casa-ateliê Tomie Ohtake: nova fase

O Instituto Tomie Ohtake inaugura uma nova fase da Casa-ateliê Tomie Ohtake, antiga residência da artista Tomie Ohtake, que passa a integrar sua programação cultural como espaço dedicado à arte, à arquitetura e ao design. A curadoria da programação da Casa-ateliê será conduzida por Sabrina Fontenele, arquiteta e integrante da equipe curatorial do Instituto. Além das exposições, estão previstas ações de programação pública, com atividades voltadas ao diálogo com diferentes públicos. A abertura desse ciclo acontece justamente com a exposição Ruy Ohtake – Percursos do habitar.

Residência Nadir Zacarias. Foto: José Moscardi.

Projetada por Ruy Ohtake e construída em etapas, a Casa-ateliê foi, por mais de quatro décadas, moradia, local de trabalho e ponto de encontro de Tomie Ohtake. Reconhecida como patrimônio da cidade de São Paulo e premiada pelo Instituto de Arquitetos do Brasil em 1971, sua arquitetura privilegiou, desde a origem, os espaços coletivos, com salas amplas concebidas como uma “praça coberta”.

Mais do que o reconhecimento patrimonial, o Instituto Tomie Ohtake compreende que a Casa-ateliê tem sua preservação vinculada à ocupação contínua e qualificada. Trata-se de uma arquitetura desenhada para articular contemplação e vitalidade criativa, apta a acolher exposições, concertos musicais, visitas, conversas, oficinas e pesquisas, especialmente aquelas de caráter diverso e transdisciplinar, reafirmando-se como lugar de memória ativa, invenção artística e convivência cultural.

Serviço:

Ruy Ohtake – Percursos do habitar

Local: Casa-ateliê Tomie Ohtake

Rua Antônio de Macedo Soares, 1800 – Campo Belo – São Paulo – SP

Horário de funcionamento: quinta a domingo, das 10h às 17h

Período: 7 de março a 31 de maio de 2026

Curadoria: Catalina Bergues e Sabrina Fontenele

Realização: Instituto Tomie Ohtake

Ingresso: R$ 50,00

Meia-entrada: estudantes, pessoas com 60 anos ou mais e professores (mediante apresentação de comprovante no ato da compra e na entrada da Casa-ateliê); clientes Nubank (mediante apresentação do cartão).

Gratuidade: Amigos Tomie (mediante apresentação de carteirinha e documento com foto); clientes Nubank Ultravioleta (mediante apresentação do cartão); pessoas com deficiência (com direito a um acompanhante); crianças com idade igual ou inferior a 10 anos (mediante apresentação de documento de identidade) e portadores de cartão ICOM. As gratuidades e cortesias devem ser solicitadas na plataforma de ingressos.

+ Imagens aqui: https://drive.google.com/drive/folders/19XpTlt-GHaGnyIv3FcO2AENFd5BcXqHn?usp=drive_link.

Instituto Tomie Ohtake

Avenida Faria Lima, 201 (Entrada pela Rua Coropé, 88) – Pinheiros – São Paulo – SP

Metrô mais próximo: Estação Faria Lima/Linha 4 – Amarela

Telefone: (11) 2245-1900

Site: institutotomieohtake.org.br

Facebook: facebook.com/inst.tomie.ohtake

Instagram: @institutotomieohtake

Youtube: https://www.youtube.com/@tomieohtake

Loja: www.lojatomie.org.br.

(Com Martim Pelisson/Instituto Tomie Ohtake)

Corporação Musical Villa-Lobos fecha Carnaval de Indaiatuba com concerto especial

Indaiatuba, por Kleber Patricio

“Entre Confetes & Clarinetes” é atração dia 28 de fevereiro, às 20h, no Ciaei, com viagem pela história do Carnaval e do Samba. Fotos: Divulgação.

O clima irreverente e contagiante do Carnaval brasileiro toma conta do palco da Sala Acrísio de Camargo, no Ciaei, com o concerto “Entre Confetes & Clarinetes”, que a Corporação Musical Villa-Lobos apresenta no próximo dia 28 de fevereiro às 20h, com entrada franca. Com participação especial de Marcelinho Oliveira no cavaquinho e voz, a apresentação conta com apoio da Prefeitura de Indaiatuba por meio da Secretaria Municipal de Cultura.

A apresentação propõe uma verdadeira viagem musical pela história do Carnaval e do Samba, reunindo tradição, memória afetiva e arranjos vibrantes para banda. Abrindo o programa, “Carnaval de Rua”, de Hudson Nogueira, traduz em música a energia das festas populares, evocando blocos, desfiles e a alegria espontânea das ruas brasileiras. Na sequência, o público é convidado a cantar junto no Medley de Marchinhas Carnavalescas, onde o arranjador Sérgio Rouver reuniu clássicos imortais como “O Teu Cabelo Não Nega”, “Mamãe Eu Quero”, “A Jardineira”, “Cabeleira do Zezé”, “Sassaricando”, “Allah-La-Ô” e “Cidade Maravilhosa”, entre outros sucessos que marcaram gerações.

O cavaquinista Marcelinho Oliveira.

O concerto segue com uma Seleção de Sambas com arranjo de Luiz Arruda Paes, destacando obras emblemáticas como “O Orvalho Vem Caindo”, “Se Acaso Você Chegasse”, “Trem das Onze” e “O Apito do Samba”, reafirmando a força poética e rítmica do samba na identidade cultural brasileira.

O repertório ainda traz temas populares que dialogam com o imaginário coletivo e ficaram famosos na voz do cantor Dudu Nobre, como “A Grande Família”; “Correr pelo Certo”; “Vai Lá, Vai Lá” e “É Hoje”, encerrando com um Medley Especial de Sambas, que promete um final festivo e envolvente. “Mais do que um concerto, Entre Confetes & Clarinetes é uma celebração da música brasileira, do Carnaval e do encontro entre palco e plateia”, destaca o maestro Samuel Nascimento de Lima, regente da Corporação Musical Villa-Lobos. “Uma noite marcada pela emoção e alegria coletiva, pensada para encantar públicos de todas as idades”.

O público está convidado a viver essa experiência festiva, cantar junto, relembrar grandes clássicos e deixar-se contagiar pelo espírito do Carnaval em um espetáculo vibrante, colorido e inesquecível, que transforma o Ciaei em um grande salão de festa.

Entre Confetes & Clarinetes

Com Corporação Musical Villa-Lobos

Participação especial: Marcelinho Oliveira (cavaco e voz)

Data: 28 de fevereiro

Horário: 20 horas

Local: Sala Acrísio de Camargo, no Ciaei (Centro Integrado de Apoio à

Educação de Indaiatuba)

Endereço: Av. Eng. Fábio Roberto Barnabé, 3665, Jardim Regina, Indaiatuba (SP)

Entrada franca e por ordem de chegada.

(Com Fábio Alexandre/PMI)

Orquestra Sinfônica de Indaiatuba promove Caminhada Musical

Indaiatuba, por Kleber Patricio

Escola de Música da Orquestra Sinfônica de Indaiatuba. Fotos: Daniel Cardoso.

A Orquestra Sinfônica de Indaiatuba (OSI) e a Secretaria de Cultura de Indaiatuba realizam no próximo dia 28, a partir das 16h30, o evento Caminhada Musical – Passos pela História de Indaiatuba, um circuito que integra música, patrimônio e memória afetiva da cidade. A participação é gratuita e aberta ao público.

A Caminhada Musical contemplará um percurso guiado por três pontos históricos do município, intercalando apresentações musicais e pequenas narrativas sobre a formação urbana e cultural da cidade. Além da OSI, estão confirmadas as participações do Coro da Paróquia Nossa Senhora da Candelária e do Grupo de Chorinho do Núcleo Nabor. Segundo o maestro Paulo de Paula, este encontro nasce do desejo de aproximar o público do patrimônio histórico de Indaiatuba por meio da música e das artes cênicas, transformando ruas, praças e edifícios em palco e sala de aula a céu aberto. “Esse evento reforça a vocação da Orquestra como instituição integrada à cidade, que além dos concertos em teatro realiza apresentações em bairros, ações didáticas em escolas públicas e projetos de formação”, destaca.

Quarteto de Cordas da OSI.

Ao longo do trajeto, o público será acompanhado pelo Núcleo de Artes Cênicas de Indaiatuba, com atores caracterizados, que conduzirão a narrativa histórica orientados pelo departamento de Preservação e Memória com a mediação da turismóloga Ana Canton trazendo curiosidades e contextualização sobre cada parada. A programação inclui concertos de 15 a 20 minutos no Museu Ferroviário, na Igreja Matriz Nossa Senhora da Candelária e no Casarão Pau Preto, onde está previsto o encerramento do evento.

Esta é uma iniciativa da Amosi (Associação Mantenedora da Orquestra Sinfônica de Indaiatuba), em parceria com a Prefeitura de Indaiatuba, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, tem patrocínio de Tuberfil, Plastek e John Deere e apoio da MMídia e Atom.

SERVIÇO:

Caminhada Musical

Quando: 28/2 | Horário: a partir das 16h30

Duração estimada: 150 minutos l Classificação: livre

Programação

Quarteto de Cordas da OSI e alunos da Emosi

Onde Museu Ferroviário – Praça Newton Prado, s/n, Jardim Pompeia – mapa aqui

Quarteto de Cordas da OSI e Coro da Paróquia de N. S. da Candelária –

Regência: Áurea Ambiel

Onde Igreja Matriz – Rua Padre Vicente Rizzo, 694, Centro – mapa aqui

Orquestra Sinfônica de Indaiatuba e Grupo de Chorinho do Núcleo Nabor

Onde Casarão Pau Preto – Museu Municipal ‘Antônio Reginaldo Geiss’ – Rua Pedro Gonçalves, 477, Centro – mapa aqui.

(Com Samantha De Martino/Armazém da Notícia)

Nova lei sobre sepultamento de pets em jazigos familiares: mais do que uma mudança administrativa, um gesto de reconhecimento

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Por Juliana Sato* O estado de São Paulo sancionou uma lei que autoriza o sepultamento de cães e gatos em campas e jazigos familiares quando a concessão pertence à família do tutor. O texto também deixa claro dois pontos práticos: a regulamentação será definida pelos serviços funerários de cada município e cemitérios particulares podem estabelecer regras próprias, respeitando a legislação vigente. Ou seja, a lei abre a possibilidade, mas o funcionamento vai depender de como cada cidade e cada cemitério vai operacionalizar.

Como psicóloga especialista em luto pet, eu vejo todos os dias o que essa discussão toca de verdade: não é sobre “onde enterrar”. É sobre o que a sociedade permite que as pessoas sintam. O luto por um animal ainda é frequentemente tratado como exagero, drama ou “apego demais”. E isso tem um custo emocional alto. Quando a dor não é reconhecida, a pessoa se isola, se envergonha, duvida de si e tenta “voltar ao normal” antes da hora. O nome disso é luto não reconhecido: a perda existe, o vínculo existe, mas o entorno faz de conta que não existe.

Por isso, para muita gente, a possibilidade de despedir-se do pet no jazigo familiar não é capricho. É a forma mais coerente de dar dignidade a um vínculo que foi vivido como família. Ritual e lugar de memória não apagam a dor, mas organizam a experiência. Ajudam o cérebro a entender o que aconteceu e ajudam a família a atravessar a perda com menos sensação de irrealidade. Não é sobre “prender o luto”. É sobre dar contorno a um amor que continua existindo mesmo depois da morte.

Ao mesmo tempo, é importante ser realista: se essa lei virar um “autorizado, mas ninguém sabe como”, ela pode gerar frustração em um momento em que as pessoas estão especialmente vulneráveis. Luto não combina com improviso institucional. Uma despedida atravessada por burocracia, respostas contraditórias e constrangimento aumenta sofrimento. É por isso que a regulamentação municipal e a comunicação dos serviços precisam ser objetivas, acessíveis e respeitosas.

Essa lei também toca o ecossistema PetVet de forma indireta. Veterinários e equipes lidam com morte e luto diariamente, muitas vezes sem acolhimento e com pouca margem para conversar sobre perda com calma. Quando a sociedade reconhece melhor o luto pet, o ambiente ao redor da decisão muda: há menos julgamento, menos conflito e mais espaço para cuidado. Isso não resolve tudo, mas reduz a violência emocional que tantas famílias e profissionais vivem no momento da despedida.

No fim, o ponto é simples: esta lei fala de sepultamento, mas o que ela escancara é a necessidade de amadurecimento coletivo. Perder um pet não é perder “só um animal”. É perder rotina, identidade, história e um tipo de amor que, para muita gente, foi uma das relações mais consistentes da vida. Se a legislação começa a acompanhar isso, a sociedade também precisa acompanhar.

Foto: Helton Nóbrega.

*Juliana Sato é psicóloga graduada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie de São Paulo, com pós-graduação em Distúrbios Alimentares pela Unifesp. Juliana Sato é certificada pela renomada Association for Pet Loss and Bereavement, entidade pioneira e referência em luto pet nos Estados Unidos. A especialista vem se destacando desde 2023 em consultoria e atendimento em saúde mental de profissionais do segmento petvet, além de mentorias para empresas e líderes na construção de culturas organizacionais mais humanas, seguras e sustentáveis. Desde 2024, faz parte da diretoria da Ekôa Vet – Associação Brasileira em Prol da Saúde Mental na Medicina Veterinária. Para ajudar pessoas que buscam equilíbrio emocional e crescimento pessoal, criou o canal VibeZenCast, no qual compartilha conteúdos sobre saúde mental, autocuidado e bem-estar. Juliana também é uma das organizadoras do recém-lançado livro Luto Pet no Contexto da Medicina Veterinária, pela Editora Lucto, onde aborda a complexidade do assunto e debate a saúde mental no universo pet. Saiba mais acessando o site julianasatopsicologa.com.br ou o perfil no Instagram @jusatopsicologa.

(Com Denise de Almeida/Lilás Comunicação)