Notícias sobre arte, cultura, turismo, gastronomia, lazer e sustentabilidade

Lazer & Gastronomia

São Paulo, SP

Quatro viagens no tempo, um só lugar: o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual

por Kleber Patrício

Devido ao sucesso das três expedições em realidade virtual iniciadas em setembro de 2025, o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual anuncia a prorrogação de suas atividades. Além da extensão do prazo, o centro cultural traz uma novidade de peso: a exibição simultânea de quatro roteiros distintos que transportam os visitantes por bilhões de anos de […]

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Kiruna: cidade no Ártico desponta como opção autêntica e surpreendente de destino para ver a Aurora Boreal em 2026

Suécia, por Kleber Patricio

Aurora Boreal é um dos principais atrativos de Kiruna; paradas estratégicas em regiões de baixa poluição luminosa tornam a cidade perfeita para contemplar o céu pintado por cores vibrantes. Fotos: Divulgação.

Enquanto o sonho de ver a aurora boreal tem atraído cada vez mais turistas, os viajantes que buscam experiências autênticas e paisagens únicas começam a olhar para destinos menos óbvios no Ártico. Kiruna, localizada acima do Círculo Polar Ártico, no extremo norte da Suécia, se destaca por reunir paisagens deslumbrantes, acesso à história e cultura local, como os povos originários Sámi, além de oferecer uma infraestrutura de qualidade para o turismo, sem perder a essência. Ainda longe dos holofotes, ponto de partida ideal para uma jornada imersiva no Ártico.

“Kiruna é uma joia escondida. Poucos brasileiros conhecem, mas todos os que visitam voltam transformados. Além da natureza impressionante, há uma riqueza cultural pouco explorada e uma relação muito especial com o céu”, comenta Roberta Perez, CEO da Nordic Ways, DMC especializada em turismo de lazer e MICE no Ártico há cerca de 14 anos e que possui escritório em Kiruna, além de Estocolmo e São Paulo.

A relação de Kiruna com o céu vai muito além da aurora boreal. A cidade abriga a Esrange Space Center, um dos mais importantes centros de pesquisa espacial da Europa. A estação foi instalada na região justamente por suas condições climáticas estáveis, baixa poluição luminosa e localização estratégica para estudos atmosféricos e observação da aurora boreal. “Saber bem quando ir e para onde ir é importantíssimo na busca por ver a Aurora Boreal. Kiruna oferece excelentes condições: céu limpo, estrutura de apoio e acesso a regiões remotas, onde a aurora parece mais próxima e intensa”, recomenda Roberta.

A chegada em Kiruna já pode ser memorável se o turista se deixar levar pelos hábitos locais. Relaxar após um longo voo experienciando a verdadeira cultura de spa nórdica, onde a combinação da sauna e da vista para a paisagem ártica revigora corpo e mente, seguido de um jantar especial com o melhor da gastronomia local. Entre as experiências mais marcantes está a hospedagem no Icehotel, onde é possível dormir em um quarto feito inteiramente de gelo, esculpido por artistas locais.

Os dias podem ser preenchidos com passeios de trenó puxado por huskies ou snowmobiles que cruzam lagos congelados e florestas brancas como em um conto de fadas. Em aventuras ainda mais ousadas, é possível embarcar em um navio quebra-gelo, com direito a caminhar sobre o mar congelado e até flutuar nas águas geladas com trajes térmicos de sobrevivência.

Dias podem ser preenchidos com passeios de trenó puxado por huskies ou snowmobiles que cruzam lagos congelados e florestas brancas como em um conto de fadas.

E, claro, as noites são reservadas à caça da aurora boreal, com paradas estratégicas em regiões de baixa poluição luminosa, perfeitas para contemplar o céu pintado por cores vibrantes. “A aurora é um espetáculo da natureza, mas também da cultura”, afirma Roberta. “Entender o que ela representa para os povos do norte torna a experiência ainda mais profunda. Não é só sobre ver luzes no céu, mas também sobre estar no lugar certo da forma certa.”

Localização estratégica

Para quem deseja estender o roteiro, é possível visitar a cidade vizinha de Jokkmokk, onde o visitante conhece mais sobre a cultura indígena Sámi. No Museu Ájtte, o viajante descobre mitologia, artesanato e o modo de vida de um povo que aprendeu a viver em harmonia com o frio extremo.

A viagem pode terminar na cidade costeira de Luleå, onde o contraste entre tradição e modernidade aparece em paisagens naturais e na visita à cidade-igreja de Gammelstad, reconhecida como Patrimônio Mundial da Unesco. Um encerramento perfeito para quem busca experiências que unem beleza natural e profundidade histórica.

Turismo de alto padrão

Pronta para receber os turistas de alto padrão, Kiruna possui uma infraestrutura que atende o turismo de luxo. A Nordic Ways, por exemplo, oferece passeios em veículos de luxo que proporcionam ao turista conforto, segurança e vista privilegiada da paisagem nórdica e da aurora boreal durante os traslados, como o Porsche Cayenne com teto solar, próprio da DMC. Para grupos, a viagem pode ser feita na Sprinter desenhada pela própria empresa, que possui um teto de vidro que garante uma visão panorâmica de quase 360 graus. “Levamos nossos clientes para locais remotos sem abrir mão do conforto e da segurança, permitindo que apreciem o fenômeno de diferentes perspectivas”, explica Roberta.

Cidade em movimento

Icehotel, onde é possível dormir em um quarto feito inteiramente de gelo esculpido por artistas locais.

Além da natureza e do céu, Kiruna oferece uma experiência rara: acompanhar uma cidade em plena transformação. Para preservar seu centro histórico, a cidade está sendo gradualmente realocada devido à expansão da maior mina subterrânea de ferro do mundo. O processo é contínuo e impacta diretamente o cotidiano local. Apenas em setembro, foi decidido que cerca de seis mil moradores terão que se mudar, com bairros inteiros sendo desmontados ou reposicionados.

Esse movimento faz de Kiruna um destino singular também para quem se interessa por história urbana e engenharia. “Além das muitas oportunidades de passeios ao ar livre em Kiruna, preparamos nossa equipe para conduzir tours históricos pela cidade, que é uma experiência única por a cidade estar em constante movimento, com edifícios que desaparecem do horizonte e outros surgem em novos locais. É como acompanhar, em tempo real, uma narrativa viva sobre adaptação, sustentabilidade e futuro no Ártico”, afirma Roberta.

Sobre a Nordic Ways | A Nordic Ways é uma empresa completa de turismo de lazer e MICE (encontros, turismo de incentivo, conferências e exibições) na Escandinávia. Com presença nos quatro países da região, Dinamarca, Finlândia, Noruega e Suécia, a empresa é uma das principais referências em turismo de lazer e negócios para esses países.

Líder do segmento em diferentes mercados, a Nordic Ways oferece atendimento em cinco línguas e amplo fuso horário. Atualmente a marca é membro da aliança 1DMC World e do Nordic Tourism Collective, no qual integra o comitê executivo. Possui selos que reconhecem a expertise da agência e seus especialistas nos destinos de atuação: Visit Norway, Swedish Lapland, Kiruna Lapland, Helsinki Partners e Visit Stockholm, entre outros.

(Com Daniela Majori/OVO Ideias)

MIS prorroga exposição “Encontro: Jean Manzon e a Amazônia”

São Paulo, por Kleber Patricio

MIS, instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, anunciou a prorrogação da exposição “Encontro: Jean Manzon e a Amazônia” até o dia 12 de abril. Com curadoria de André Sturm, a mostra gratuita apresenta fotos e documentários realizados por Jean Manzon (1915–1990) na Amazônia nas décadas de 1940 e 1950.

Fotógrafo e cineasta francês, Manzon foi um dos principais nomes da renovação do fotojornalismo brasileiro, em especial pela sua atuação na revista O Cruzeiro e pela utilização de técnicas emprestadas do cinema de vanguarda europeu. Seus trabalhos tiveram o Brasil como principal tema, incluindo um dos documentários que estará na Exposição – L’Amazone (1966) –, que ganhou o Leão de Ouro do Festival de Cinema de Veneza. “Com composições ousadas e um olhar cinematográfico, Manzon transformava o cotidiano em narrativa visual, revelando um Brasil profundo, múltiplo e, até então, desconhecido. Suas fotos não apenas informavam, elas criavam fascínio”, diz André Sturm, curador da mostra e diretor-geral do MIS.

Encontro: Jean Manzon e a Amazônia complementa a homenagem realizada no Maio Fotografia no MIS 2025 ao artista, quando o Museu expôs a série “O Trabalho”. Desta vez, o público confere uma seleção de 25 imagens de Manzon sobre a Amazônia, além de dois documentários realizados por ele sobre o tema.

Sobre o fotógrafo

Jean Manzon (Paris, 1915 – São Paulo, 1990) foi um fotógrafo e cineasta francês radicado no Brasil. Após atuar em revistas francesas, em 1940, aos 25 anos, Jean Manzon deixa a França e desembarca no Brasil, onde era impossível prever o impacto de seu trabalho na história brasileira: Manzon mudou o padrão de qualidade de fotojornalismo no país. Em pouco mais de uma década, é reconhecido pelo público e pela imprensa brasileira, cativados por seu talento fotográfico e por sua brilhante carreira. Ao lado de outros ilustres franceses, como Pierre Verger, Claude-Lévi Strauss e Blaise Cendrars, Jean Manzon figura entre os estrangeiros que muito colaboraram para consolidação do nosso mais caro patrimônio: a cultura brasileira. O corpo de seu trabalho, nas mais variadas vertentes do registro imagético, reúne mais de 750 documentários em curta-metragem e mais de 15.000 fotografias.

Serviço:

Exposição Encontro: Jean Manzon e a Amazônia

Data: até 12 de abril de 2026

Local: Sala Maureen Bisilliat | térreo do MIS – Avenida Europa, 158 – Jd. Europa – São Paulo

Horários: terças a sextas, das 10h às 19h; sábados, das 10h às 20h; domingos e feriados, das 10h às 18h.

Classificação:  livre

Ingresso: gratuito.

(Com Diego Andrade de Santana/MIS SP)

Pinacoteca de São Bernardo do Campo apresenta individual de Daniel Melim

São Bernardo do Campo, SP, por Kleber Patricio

SER ou O Pão e a Pedra – 2025 – 250cm x 1225cm. Foto: João Liberato.

Pinacoteca de São Bernardo do Campo apresenta até 28 de março de 2026 uma exposição individual do artista Daniel Melim (São Bernardo do Campo, SP – 1979). Com curadoria assinada pelo pesquisador e especialista em arte pública Baixo Ribeiro e produção da Paradoxa Cultural, a mostra “Reflexos Urbanos: a arte de Daniel Melim reúne um conjunto de 12 obras; dentre elas, oito trabalhos inéditos.

A exposição apresenta uma verdadeira introspectiva do trabalho de Daniel Melim — um mergulho em seu processo criativo a partir do olhar de dentro do ateliê. Ao lado de obras que marcaram sua trajetória, o público encontrará trabalhos inéditos que apontam novos caminhos em sua produção. Entre os destaques, uma pintura em grande formato — 2,5m x 12m — e um mural coletivo que será produzido ao longo da mostra.

Estudo | Pão e Pedra – 27cm x 21cm x 2,5cm, 2025. Foto: João Liberato.

Com obras em diferentes formatos e dimensões — pinturas em telas, relevos, instalação, cadernos, elementos do ateliê do artista — a mostra aborda o papel da arte urbana na construção de identidades coletivas, a ocupação simbólica dos espaços públicos e o desafio de trazer essas linguagens para o contexto institucional, sem perder seu caráter de diálogo com a comunidade.

O recorte proposto pela curadoria de Baixo Ribeiro conecta passado e presente, mas principalmente, evidencia como Melim transforma referências visuais do cotidiano em obras que geram reflexão crítica, possibilitando criar pontes entre o espaço público e o institucional.

A expografia de Reflexos Urbanos: a arte de Daniel Melim foi pensada como um ateliê expandido com o intuito de aproximar o público do processo criativo de Melim. Dentro do espaço expositivo, haverá um mural colaborativo no qual os visitantes poderão experimentar técnicas como stencil e lambe-lambe. Essa iniciativa integra a proposta educativa da mostra e transforma o visitante em coautor, fortalecendo a relação entre público e obra. “Sempre me interessei pela relação entre a arte e o espaço urbano. O stencil foi minha primeira linguagem e continua sendo o ponto de partida para criar narrativas visuais que dialogam com a vida cotidiana. Essa mostra é sobre esse diálogo: cidade, obra e público”, explica Daniel Melim.

Artista visual e educador reconhecido como um dos principais nomes da arte urbana brasileira, Daniel Melim iniciou sua trajetória artística no final dos anos 1990 com grafite e stencil nas ruas do ABC Paulista. Desenvolve uma pesquisa autoral sobre o stencil como meio expressivo, resgatando sua importância histórica na formação da street art no Brasil e expandindo seus potenciais pictóricos para além do espaço público. Sua produção se caracteriza pelo diálogo entre obra, arquitetura e cidade, frequentemente instalada em áreas em processo de transformação urbana.

Tegumento Decai II – 150cm x 100 cm, 2025. Foto: João Liberato.

“Essa exposição individual é uma forma de me reconectar com o lugar onde tudo começou. São Bernardo do Campo foi minha primeira escola de arte não apenas pela faculdade, mas pela rua, pelos muros, pelas greves que eu vi quando ainda era criança. Essa experiência formou a minha visão de mundo. Trazer esse trabalho de volta no espaço da Pinacoteca é como abrir o meu ateliê para a cidade que tanto me acolheu e me fez crescer”, comenta.

Os stencils, o imaginário gráfico da publicidade, críticas à sociedade de consumo e ao cotidiano urbano são marcas do trabalho de Melim. Cores chapadas, sobreposições e composições equilibradas são algumas das características que aparecem tanto nas obras históricas de Daniel Melim, quanto em novos trabalhos que o artista está produzindo para a individual. Reflexos Urbanos: a arte de Daniel Melim é um convite para o visitante mergulhar e se aproximar do processo criativo do artista. A mostra fica em cartaz até o dia 28 de março de 2026.

A exposição Reflexos Urbanos: a arte de Daniel Melim é realizada com apoio da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB); do Programa de Ação Cultural – ProAC, da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Governo do Estado de São Paulo; do Ministério da Cultura e do Governo Federal.

Sobre o artista

Daniel Melim (São Bernardo do Campo, SP – 1979) é artista visual e educador reconhecido como um dos principais nomes da arte urbana brasileira. Graduado em Arte-Educação pela FATEA (2001) e com especialização em Linguagens Visuais pela Faculdade Santa Marcelina (2005), iniciou sua trajetória artística no final dos anos 1990 com grafite e stencil nas ruas do ABC Paulista. Desde então, desenvolve uma pesquisa autoral sobre o stencil como meio expressivo, resgatando sua importância histórica na formação da street art no Brasil e expandindo seus potenciais pictóricos para além do espaço público.

Daniel Melim. Foto: João Liberato.

Sua produção se caracteriza pelo diálogo entre obra, arquitetura e cidade, frequentemente instalada em áreas em processo de transformação urbana. É autor de murais de grande impacto, como o Mural da Luz, eleito pela Veja São Paulo como uma das obras de arte mais representativas da cidade. Em 2025, participou de residência artística em Paris, no contexto do Ano do Brasil na França, criando um mural em vidro e atividades educativas com crianças.

Melim já apresentou sua obra em instituições como MASP, Museu Afro Brasil, Fundação Iberê Camargo, Memorial da América Latina, Pinacoteca de São Paulo, Fundação Marcos Amaro, Museu de la Solidaridad Salvador Allende (Chile), Space Gallery (Dinamarca), Bienal de Valência (Espanha) e Biblioteca Benjamin Rabier (França). Também possui obras em acervos permanentes de instituições como MASP, Museu Afro Brasil, Pinacoteca de São Paulo, Fundação Marcos Amaro, Museu de la Solidaridad Salvador Allende (Chile) e AMBA Collection (Londres).

Paralelamente, Melim mantém forte atuação social e educativa, desenvolvendo projetos como o Projeto Jardim Limpão, que leva arte, oficinas e formação a comunidades periféricas do ABC Paulista. Em suas exposições institucionais, integra dispositivos educativos e participativos – como murais colaborativos e mediações – reforçando seu compromisso com a democratização do acesso à arte.

Com uma abordagem que alia experimentação estética e engajamento social, sua obra reflete sobre os limites entre arte pública, identidade cultural e processos de pertencimento, consolidando-se como referência na arte urbana contemporânea.

Serviço:

Reflexos Urbanos: A arte de Daniel Melim

Visitação: até 28 de março de 2026

Local: Pinacoteca de São Bernardo do Campo — Rua Kara, nº 105 – Jardim do Mar – São Bernardo do Campo/SP

Horário de funcionamento: terça, das 9h às 20h; quarta a sexta, das 9h às 17h; sábado, das 10h às 16h. Fechado aos domingos e às segundas.

Entrada gratuita

Acessibilidade: braile, obras táteis e piso tátil

Site: https://www.melim.art.br/

Instagram: @melim_abc @pinacotecasbc.

(Com Patricia Marrese/Marrese Assessoria)

Exposição imersiva de Tarsila do Amaral deve visitar capitais brasileiras e europeias

Brasília, DF, por Kleber Patricio

Abapuru – Tarsila do Amaral. Fotos: Sebastian Foledo.

A parceria entre a Liveidea e a Tarsila do Amaral Licenciamento e Empreendimentos S.A., que conta com a produção de conteúdo da Pulse Labs, permitirá ao público uma verdadeira imersão nas obras de uma das principais artistas brasileiras, que sempre lutou pela democratização da arte. Essa união resultou no projeto Mundo de Tarsila – Formas e Cores”, uma exposição imersiva no legado da artista, apresentando as nuances da arte nacionalista de Tarsila do Amaral. A curadoria da exposição é de Paola do Amaral Montenegro, sobrinha-bisneta da artista e gestora da Tarsila do Amaral S.A., em parceria com Juliana Miraldi, pesquisadora e especialista em sociologia da arte. A produção é da Liveidea, agência de São Paulo, que estreia em grande estilo no setor cultural, com toda a sua expertise de transformar ideias em experiências.

A proposta é levar a exposição imersiva às capitais de São Paulo e Rio de Janeiro ainda em 2026 e, depois, a outras grandes metrópoles no Brasil, além de algumas cidades do circuito europeu.  A turnê brasileira está em fase de captação de recursos por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, tendo a própria Liveidea como proponente. “Tarsila pintou o Brasil com as suas cores, rompeu barreiras, criou um novo olhar para o país e deixou um legado que ressoa até hoje. Então, vamos oferecer ao público a oportunidade de ingressar nesse universo não apenas olhando as suas obras, mas caminhando por elas e sentindo suas cores e formas. É uma experiência imersiva que convida o público a viver sua arte de um jeito nunca antes possível”, antecipa João Giani Vasconcellos, diretor da Liveidea e idealizador e criador do projeto.

Avant première

João Giani Vasconcellos, diretor da Liveidea.

O público pode ter um primeiro vislumbre da experiência imersiva em Tarsila do Amaral, apresentada até 10 de maio em uma das salas da exposição híbrida Transbordar o mundo: os olhares de Tarsila do Amaral, que reúne 63 obras físicas originais da artista no Centro Cultural TCU, em Brasília.  “As exposições imersivas de grandes artistas internacionais foram visitadas no Brasil por mais de 300 mil pessoas que puderam vivenciar a arte de um jeito totalmente novo. Artistas brasileiros, também reconhecidos internacionalmente, merecem ter suas obras divulgadas, compreendidas e vivenciadas pelo grande público. Por isso, a parceria com a Tarsila do Amaral Licenciamento e Empreendimentos S.A foi imprescindível nessa nova experiência imersiva, a fim de estabelecer uma conexão emocional da grandiosidade das obras dessa artista modernista com o público. Esse projeto democratiza o acesso à arte, promove a educação cultural e possibilita novas camadas de leitura das obras de Tarsila do Amaral, valorizando e difundindo suas obras”, explica João Vasconcellos.

Investimento em Cultura

Com o projeto O Mundo de Tarsila – Formas e Cores, a Liveidea, agência de São Paulo especializada em Live Marketing e Brand Experience e já consagrada por oferecer soluções completas em marketing 360º, amplia suas atividades e abre um novo mercado para novas experiências no mundo das artes, integrando tecnologia, eventos e cultura de forma inovadora e sensorial. “Criar a exposição imersiva de Tarsila do Amaral representa um marco simbólico e estratégico porque une a arte brasileira, inovação tecnológica e experiência cultural”, resume o diretor da agência, explicando que em todos os projetos, a Liveidea combina  planejamento estratégico, design e execução impecável para criar momentos memoráveis, isto porque a expertise da agência é transformar ideias em experiências inesquecíveis.

Mais sobre a exposição em Brasília

Exposição imersiva Tarsila.

A exposição que acontece Centro Cultural TCU, em Brasília, revisita a trajetória da artista. Além das obras físicas originais, entre elas Operários, o evento oferece uma pequena mostra da exposição imersiva com projeções de pinturas icônicas, como Abaporu, A Cuca e Antropofagia. O espaço evoca os chamados “jardins tarsilianos” — paisagens exuberantes e imaginárias que marcaram o universo visual de Tarsila do Amaral —, criando uma atmosfera envolvente e sensorial para o visitante. Essa exposição híbrida traz também a chancela da Tarsila do Amaral Licenciamento e Empreendimentos S.A. e foi desenvolvida pela empresa Liveidea com a curadoria de Paola do Amaral Montenegro e Juliana Miraldi. No TCU, a exposição conta com patrocínio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), do Governo do Brasil e do Banco de Brasília (BRB) e com o apoio do Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo.

(Com Vera Longuini/Ateliê da Notícia)

Grupo de Dança Primeiro Ato estreia no Sesi-SP o espetáculo “Como Água”

São Paulo, por Kleber Patricio

Novo trabalho do grupo de Belo Horizonte reflete sobre o tempo e a capacidade de se adaptar e se transformar. Fotos: Guto Muniz.

“Como Água”, novo trabalho do Grupo de Dança Primeiro Ato, de Belo Horizonte, reflete, em uma narrativa não linear, sobre a percepção do tempo e a capacidade das águas de contornar obstáculos, se adaptar e se transformar. O espetáculo estreia em curtíssima temporada no Teatro do Sesi-SP (Av. Paulista, 1313, Jardins) de 26 de fevereiro até 1º de março de 2026 (confira o serviço completo abaixo).

Com direção e produção de Suely Machado, fundadora e diretora artística do grupo, concepção coreográfica de Marcela Rosa, a obra traz para a cena um elenco com cinco intérpretes de diferentes gerações, com idades entre 25 e 55 anos. “É um elenco maduro, embora tenha pessoas jovens. Todos eles têm potência cênica e é isso que mais interessa para o meu trabalho”, revela Suely Machado.

A coreografia usa o elemento água como ponto de partida da criação não apenas por seu fluxo, sua capacidade de superar obstáculos, limpar ou destruir, mas também por representar a passagem do tempo, despertar memórias. “Ninguém mergulha na mesma água duas vezes”, lembra a diretora. “Essa passagem do tempo, que remete a algo que não volta, e como a gente utiliza essa efemeridade no cotidiano para tentar ser o mais consciente possível são temas que passam pela obra”, completa.

Para criar, Marcela Rosa conta que mergulhou, ao lado dos bailarinos e da direção, na ideia de rever em nós a natureza, o que somos e do que fazemos parte. “Foi um processo de laboratório, de observação dos elementos da natureza e de criação a partir disso, das várias qualidades que estão fora e dentro de nós, como fluxo, energia, delicadeza, força, qualidades de vida, de movimento. Isso nos dá possibilidade de contínua transformação”, conta Marcela, que também está em cena como bailarina.

Por esse caminho, o trabalho aborda o processo de vida: nascer, amadurecer, envelhecer. Na criação, conta Marcela, os bailarinos procuraram experimentar essas transformações no corpo, com uso de chão, aproximações e repulsões. “Como Água trata de mudança, de continuidade, de fragilidades e de forças”, finaliza.

A convite de Suely Machado, este é o primeiro trabalho de Marcela Rosa para o grupo. “A Marcela sempre foi muito boa em construir seus personagens, quando outras pessoas concebiam a obra. Eu a convidei para fazer a concepção porque tinha muita vontade de ver o olhar dela”, revela.

Depois de finalizada a concepção, a direção de Suely reuniu e organizou a coreografia. Para a diretora, os gestos mínimos, deslocamentos sutis e ações precisas carregam densidade simbólica e emocional.

A trilha sonora original foi composta por Federico Puppi, que usa cordas, percussões e sonoridades urbanas. Em alguns momentos, outras músicas foram incorporadas como marcos de memória e passagem do tempo.

A iluminação, assinada por Sara Salgado, sugere ambientes como aquários, correntes, tempestades e vazios. O figurino, criado pelo ex-bailarino do grupo Pablo Ramon, usa transparência e leveza para reforçar a ideia de fluidez das águas.

Primeiro Ato

O Primeiro Ato foi fundado em 1982 como um Centro de Formação em Dança e um Grupo de Dança Profissional. Desde então, com direção artística de Suely Machado, o espaço é sinônimo de pluralidade por acolher diferentes linguagens da dança e de outras artes, como o teatro, a mímica, literatura e artes plásticas.

Com 44 anos de existência, os bailarinos do grupo trabalham ativamente na criação dos espetáculos em parceria com a direção e conferem ao Primeiro Ato uma estrutura de linguagem característica, que tem como base a identidade e dramaturgia do gesto. Em 2013, o grupo foi condecorado com a Ordem de Mérito Cultural pelo Ministério da Cultura pelas relevantes contribuições à cultura brasileira. Também já recebeu diversas premiações e se tornou referência em Belo Horizonte e no Brasil.

Sinopse | Em Como Água, o Grupo de Dança Primeiro Ato reflete sobre o tempo, as escolhas e os modos de atravessar a vida. Inspirada no fluxo da água, a obra constrói uma narrativa sensível e não linear que desperta memórias, atravessa contrastes humanos e transforma o caos em poesia.

Ficha Técnica

Direção e Produção: Suely Machado

Assistente de Direção e Produção: Marcela Rosa

Concepção Coreográfica: Marcela Rosa

Criação de movimento em processo colaborativo: Alex Dias, Marcela Rosa, Marina de Santana, Pedro Henrique Demétrio, Tayná Barboza

Trilha sonora: Federico Puppi

Criação de Figurinos: Pablo Ramon

Confecção de figurinos: Ednara Botrel

Criação de Luz: Sarah Salgado Cordeiro dos Santos.

Fotos: Guto Muniz e Nélio Rodrigues

Comunicação: Reciclo Comunicação.

SERVIÇO:

De 26/2 a 1/3 | quinta a sábado, às 20h e domingo, às 19h

Teatro do SESI-SP (Av. Paulista, 1313, São Paulo/ SP)

Duração: 50 minutos

Classificação indicativa: Livre

Grátis (reservas pelo Meu Sesi).

(Com Daniele Valério/Canal Aberto Assessoria de Imprensa)