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Espaço João Balda transforma o teatro em ferramenta para desenvolver confiança e amplia atuação para o público adulto

Indaiatuba, SP, por Kleber Patricio

Criado pelo ator João Baldasserini, espaço em Indaiatuba utiliza metodologia própria para fortalecer expressão, autonomia e protagonismo. Fotos: Divulgação/EJB.

O Espaço João Balda nasceu com a proposta de transformar vidas por meio da arte. Instalado em Indaiatuba, o espaço foi idealizado pelo ator João Baldasserini e desenvolveu uma metodologia exclusiva que utiliza o teatro como ferramenta de desenvolvimento humano, fortalecendo habilidades como confiança, comunicação, criatividade, autonomia e inteligência emocional.

Inicialmente criado para crianças de 6 a 14 anos, o Espaço João Balda inicia agora uma nova etapa de sua trajetória ao ampliar sua atuação também para o público adulto. A novidade marca o crescimento da escola, que passa a oferecer oficinas e encontros voltados a pessoas que desejam desenvolver presença, expressão e segurança para enfrentar desafios da vida pessoal e profissional.

O homem por trás do método

Conhecido nacionalmente por personagens marcantes na televisão e no cinema, João Baldasserini afirma que a inspiração para criar o Método Balda nasceu muito antes dos palcos.

Aos 16 anos, encontrou no teatro um ambiente onde pôde compreender sua própria forma de existir e descobrir que não precisava esconder quem era para ser aceito. Anos depois, transformou essa experiência em uma metodologia estruturada para que outras pessoas, especialmente crianças, não precisassem esperar tanto tempo para desenvolver confiança e pertencimento. “O teatro não forma atores. Forma pessoas que não precisam diminuir de tamanho para caber no mundo.”

Segundo João, o objetivo nunca foi ensinar apenas técnicas de interpretação, mas oferecer um espaço de acolhimento, escuta e desenvolvimento.

Teatro como ferramenta de desenvolvimento humano

O Método Balda parte de uma premissa simples: confiança não é uma característica inata, mas uma habilidade que pode ser ensinada, praticada e fortalecida ao longo da vida. O teatro é o caminho utilizado para desenvolver competências que impactam diretamente o cotidiano das pessoas.

A metodologia trabalha aspectos como: comunicação verbal e não verbal; criatividade; inteligência emocional; capacidade de trabalhar em grupo; iniciativa; protagonismo; relação saudável com o erro; autoconhecimento e autoestima.

Cada atividade possui objetivos pedagógicos específicos e faz parte de um processo estruturado de desenvolvimento, no qual o palco deixa de ser um fim para se tornar um laboratório para a vida. “Comunicação não começa na palavra; começa no sentir. Ensinamos a criança a se conectar com o outro além do que é dito”, destaca João.

Aulas

As aulas infantis são destinadas a crianças de 6 a 14 anos e divididas em duas etapas conforme o desenvolvimento de cada faixa etária. Cada encontro tem duração de aproximadamente duas horas e é organizado em cinco blocos pedagógicos: acolhimento, percepção, integração, criação e reflexão. Toda a estrutura foi desenvolvida para estimular, de forma gradual, confiança, expressão e autonomia. “Espaço João Balda é o lugar que eu gostaria que tivesse existido quando eu era criança. É o abraço em forma de técnica que prepara seu filho para ser protagonista da própria vida”, enfatiza João.

Outro diferencial do Método Balda é o acompanhamento individual da evolução dos alunos. Ao longo do trimestre, professores avaliam indicadores comportamentais como expressão, iniciativa, relacionamento em grupo, autoconhecimento e a forma como a criança lida com os próprios erros. As famílias recebem um Mapa de Desenvolvimento, além de registros em vídeo que permitem visualizar a transformação ao longo do processo.

Nova fase: o Método Balda chega aos adultos

Em 2026, o Espaço João Balda amplia sua atuação e passa a oferecer atividades também para o público adulto. A proposta é levar os princípios do Método Balda a pessoas que desejam aprimorar habilidades de comunicação, vencer a timidez, fortalecer a presença, desenvolver segurança para falar em público e ampliar o autoconhecimento.

SERVIÇO:

Espaço João Balda

Alameda Ezequiel Mantoanelli, 331 – Indaiatuba/SP

Aulas para crianças de 6 a 14 anos

Novas oficinas para adultos

Informações: (19) 99198-0930 | @espacojoaobalda | www.espacojoaobalda.com.br.

(Com Flavia Girardi/EJB)

Zora Tikar Santos apresenta “O fim é uma outra coisa” no Sesc 24 de Maio

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Espetáculo dirigido por Grace Passô e Gabriel Cândido transforma o ato de cozinhar e comer junto em experiência sensorial atravessada por memórias, saberes ancestrais e sonoridades. Fotos: Kika Antunes.

O Sesc 24 de Maio recebe, de 20 a 23 de agosto, o espetáculo “O fim é uma outra coisa”, criação da atriz, pesquisadora da culinária afro-mineira e cozinheira Zora Tikar Santos. Em cena, a artista conduz um encontro em que seus saberes alquímicos e ancestrais sobre alimentos que nutrem, curam, envenenam e enfeitiçam se entrelaçam a memórias, sonhos e reflexões sobre as influências intelectuais dos povos indígenas e negros no país, em tensão com o próprio passado presente colonial do Brasil.

A partir da combinação de instrumentos culinários e musicais, que se confundem e se reinventam em um fluxo de acontecimentos, a obra constrói uma instalação sensorial permeada por cheiros, sons, sabores e texturas. Nesse ambiente, o público é convidado a experimentar um universo de possibilidades estéticas, poéticas, tecnológicas e políticas, que emerge do ato coletivo de cozinhar e compartilhar alimentos.

Ao reunir pessoas em torno da comida e da convivência, O fim é uma outra coisa propõe uma reflexão sobre temporalidade, memória e comunidade. A obra desloca a ideia linear de começo, meio e fim para imaginar outros caminhos possíveis, nos quais as presenças se retroalimentam e se provocam para muito além de apenas comer, digerir e excretar.

Embora a mistura criada em cena nunca esteja completamente pronta, ela é oferecida a quem quiser se alimentar. E, como sugere o próprio título da obra, esse gesto, no entanto, não será o fim.

FICHA TÉCNICA

Idealização e atuação: Zora Santos.

Direção geral: Grace Passô e Gabriel Cândido.

Direção musical: Maurício Badé.

Direção de produção: Lucas Ferrazza.

Dramaturgia: Dione Carlos e Zora Santos.

Musicistas/músicos: Maicou Yuri, Maurício Badé Renato Ihu e Rubi Assumpção.

Obra Cenográfica: Lúcio Ventania.

Confecção da obra cenográfica: Cerbambu.

Figurino: Zora Santos.

Desenho de som: André Papi.

Desenho de luz: Danielle Meireles.

Operação de som: André Papi

Operação de luz: Juliana Jesus.

Traquitanas sonora: Teo Ponciano.

Preparação vocal: Josy.Anne.

Identidade visual: Thaís Regina.

Contrarregra: Diego Roberto e Leonardo Oscar.

Assessoria de imprensa: Eliane Verbena.

Coordenação de produção e produção de campo: Ketully Oliveira.

Produção executiva: Casa Cume Produções.

SERVIÇO:

O Fim é outra coisa, com Zora Tikar Santos

Data: 20 a 23/8, de quinta a sábado, às 19h e domingo, 17h

Local: Sesc 24 de Maio, Rua 24 de Maio, 109, São Paulo – 350 metros da estação República do metrô

Classificação: 14 anos

Ingressos: no site sescsp.org.br/24demaio ou através do aplicativo Credencial Sesc SP a partir do dia 11/8 e nas bilheterias das unidades Sesc SP, a partir de 12/8 – R$40 (inteira), R$20 (meia) e R$12 (Credencial Sesc).

Duração: 90 minutos

Serviço de Van: Transporte gratuito até as estações de metrô República e Anhangabaú. Saídas da portaria a cada 30 minutos, de terça a sábado, das 20h às 23h, e aos domingos e feriados, das 18h às 21h.

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Sesc 24 de Maio

Rua 24 de Maio, 109, Centro, São Paulo

350 metros do metrô República

Fone: (11) 3350-6300.

(Com Meyre Vitorino/Sesc 24 de Maio)

Peça infanto-juvenil “E se fosse uma bomba?” conta história da primeira aviadora brasileira

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Idealizado por Luiza Moreira Salles, espetáculo tem direção de Rhena de Faria e dramaturgia de Sofia Fransolin e é a segunda parte de uma trilogia destinada às mulheres apagadas pelo machismo estrutural. Fotos: Fabio M. Salles.

Com o objetivo de reconhecer a contribuição de mulheres que desafiaram barreiras em áreas historicamente masculinas, como a ciência e a aviação, Luiza Moreira Salles idealizou o espetáculo infanto-juvenil “E se fosse uma bomba?”. Com dramaturgia de Sofia Fransolin, direção de Rhena de Faria e atuação de Diego Chilio, Luiza Moreira Salles e Zenaide, a temporada de estreia acontece no Sesc Santana (Av. Luiz Dumont Villares, 579, Santana, São Paulo) entre os dias 16 de agosto e 27 de setembro de 2026, aos domingos, às 12h. Haverá uma sessão extra na quinta-feira, 17 de setembro, às 15h.

A montagem, contemplada pela 20ª Edição do Prêmio Zé Renato de Teatro da Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa, integra a trilogia Estrelas, Bombas e Garotas, pesquisa criada por Luiza para transportar aos palcos histórias de mulheres que desafiaram os limites impostos ao seu tempo. Depois de Do que são feitas as estrelas?, inspirado na astrônoma Cecilia Payne, o novo espetáculo volta-se à aviadora Anésia Pinheiro Machado, pioneira da aviação brasileira. O terceiro título da trilogia ainda está em desenvolvimento e manterá a parceria entre a idealizadora e a dramaturga Sofia Fransolin. “Essas mulheres existiram, abriram caminhos e muitas vezes não receberam o reconhecimento que mereciam. Fazer essas peças é uma maneira de colocá-las no imaginário das crianças, especialmente das meninas, para ampliar as referências de feminino com as quais elas crescem”, afirma Luiza Moreira Salles.

Na trama, o público conhece Anésia Pinheiro Machado (1904–1999), segunda mulher a obter o brevê de aviadora no Brasil e a primeira a realizar um voo solo em território nacional. Em plena década de 1920, ela enfrentou as convenções sociais para seguir a carreira de piloto e, em meio a guerras e revoluções, defendeu o uso pacífico da aviação. A pesquisa também recupera a trajetória de Thereza de Marzo (também grafada como Teresa Di Marzo), primeira mulher a conquistar o brevê de piloto no país, cuja carreira foi interrompida após o casamento, revelando os obstáculos enfrentados pelas pioneiras da aviação.

Para a diretora Rhena de Faria, o principal desafio da montagem foi transformar essa trajetória em uma experiência capaz de dialogar com crianças e adultos. “O teatro para as infâncias também precisa interessar aos adultos que acompanham essas crianças e nunca pode subestimar a inteligência do público”, comenta.

Essa proposta se reflete na linguagem cênica. Presente em toda a trilogia, o teatro de sombras retorna como um elemento narrativo. Para desenvolver essa linguagem, a equipe realizou uma oficina com a Cia. Quase Cinema, de Taubaté (SP), especializada nessa técnica. A pesquisa também se desdobra em uma oficina de Teatro de Sombras, ministrada por Luiza Moreira Salles e Diego Chilio, aos domingos, de 23 de agosto a 20 de setembro, das 15h às 17h, na Sala de Múltiplo Uso do Sesc Santana. A atividade é gratuita e voltada a pessoas a partir de 6 anos.

O cenário de Marisa Bentivegna é composto inteiramente por escadas que, diante do público, transformam-se em cama, porta, carteira de escola ou avião. As estruturas acompanham a narrativa e convidam a plateia a completar as imagens com a própria imaginação. A trilha sonora original de Ernani Sanchez, inspirada na música minimalista de compositores como Philip Glass e Meredith Monk, combina passagens instrumentais e vozes exclusivamente femininas.

A programação da temporada inclui ainda um bate-papo, no dia 27 de setembro, das 13h30 às 14h30, com a cineasta Ludmila Ferolla, sobre o processo de transformar uma pesquisa histórica em dramaturgia e espetáculo. Diretora do documentário Anésia – Um Vôo no Tempo (2001), Ferolla também pesquisou a trajetória da aviadora, relacionando a história da aviação às transformações do país e à emancipação feminina.

No espetáculo, Diego Chilio, Luiza Moreira Salles e Zenaide interpretam diversos personagens. Como comissários de bordo dos dias atuais, conduzem uma viagem ao passado para revisitar a história de Anésia, vivendo também figuras como Santos Dumont, Thereza de Marzo, os pais da aviadora e personagens criados para aproximar a narrativa do universo infantil. “Algumas cenas foram pensadas para estabelecer uma conexão direta com as crianças, como a passagem em que Anésia sofre bullying na escola ou vive a experiência da primeira menstruação. São situações que ajudam a criar uma ponte entre a infância dela e a de quem está na plateia”, afirma Luiza.

Sinopse

E se fosse uma bomba? narra a história de uma das pioneiras da aviação brasileira, Anésia Pinheiro Machado, que lá em 1920 decidiu explorar as alturas. A peça conta com ludicidade e magia as aventuras de uma jovem que, enfrentando as amarras de seu tempo, tornou-se aviadora, e, em meio a guerras e revoluções, fez questão de defender o uso pacífico dessa invenção humana.

Sobre Luiza Moreira Salles

Atriz, idealizadora, produtora teatral e bacharel em Artes Cênicas pela Unicamp e pela Universidade de Évora (Portugal), desenvolve uma pesquisa dedicada à criação de espetáculos biográficos sobre mulheres que desafiaram paradigmas históricos, reunidos na trilogia Estrelas, Bombas e Garotas. É idealizadora, atriz e diretora de produção de Do que são feitas as estrelas?, espetáculo dirigido por Kiko Marques e escrito por Sofia Fransolin, vencedor dos prêmios APTR de Melhor Espetáculo Infantil, APCA de Melhor Direção, Pecinha é a Vovozinha e CBTIJ de Melhor Projeção e Melhor Cenário. Integrou a equipe de criação de Stabat Mater, de Janaína Leite, e atuou em montagens dirigidas por Marcelo Lazzaratto e Claudia Schapira. Também desenvolve projetos de formação artística como arte-educadora.

Sobre Rhena de Faria

Palhaça, atriz-improvisadora e diretora teatral, integrou entre 2004 e 2017 o elenco de Jogando no Quintal, da Cia do Quintal. Desde 2009 dirige espetáculos de circo, improvisação e teatro para as infâncias, assinando também a dramaturgia de parte de suas montagens. Entre seus principais trabalhos estão Marie e a Descoberta Luminosa (2025), vencedora do Grande Prêmio da Crítica APCA; Mary e os Monstros Marinhos (2018), premiada pela APCA e pelo Prêmio São Paulo de Incentivo ao Teatro Infantil e Jovem; além de Rumboldo, A Menina e o Pássaro Encantado, O Pavão Misterioso e da dramaturgia de O Muro de Sam, vencedora do Troféu Pecinha é a Vovozinha de Melhor Dramaturgia.

Sobre Sofia Fransolin

Dramaturga formada, mestre e doutora pela Unicamp, dedica-se desde 2019 à criação de peças para as infâncias. É autora de Do que são feitas as estrelas?, vencedor dos prêmios APCA e APTR, além de Lara e o Pássaro, Quem são elas?, Travessia e Tertúlia e o Fantástico Circo de Pulgas. Na dramaturgia para adultos, destacam-se A Louva-a-Deus, Se Morri já não me lembro e La Mante, vencedora do Prix Prémices, na França, e publicada pela Editions Domens.

Ficha Técnica

Idealização: Luiza Moreira Salles

Direção: Rhena de Faria

Elenco: Diego Chilio, Luiza Moreira Salles e Zenaide

Contrarregra Cênico: Eduardo Portella

Dramaturgia: Sofia Fransolin

Cenário: Marisa Bentivegna

Trilha Sonora: Ernani Sanchez

Vocais: Carol Bahiense

Voz Off: Kiko Marques

Figurino: Victor Paula

Direção de Movimento: Flora Barros

Iluminação: Danielle Meireles

Cenotécnico: José Valdir Albuquerque

Operador de Som: Ernani Sanchez e Taiguara Chagas

Operador de Luz: Rodrigo Damas

Montagem de Luz: Finnick Fernandes

Costureiras: Lia Albuquerque e Erci Cerantola

Confecção das Cabeças: Diego Dimira

Alfaiataria: Vittor Sinistra

Projeções: Diego Chilio, Eduardo Portella, Luiza Moreira Salles, Rhena de Faria e Zenaide

Assessoria Teatro de Sombras: Cia. Quase Cinema

Ilustradora: Criss de Paula

Designer Gráfico: Bruno Cardoso

Fotos: Fábio M. Salles

Social Media: Luiza Valio

Assessoria de Imprensa: Canal Aberto Comunicação

Assistente de Produção: Vanessa Sberve

Coordenação Geral: Luiza Moreira Salles

Direção de Produção: Iza Marie Miceli.

SERVIÇO:

E se fosse uma bomba?

De 16 de agosto a 27 de setembro de 2026, aos domingos, às 12h.

*Sessão extra na quinta-feira, dia 17 de setembro, às 15h

Local: SESC Santana – Av. Luiz Dumont Villares, 579 – Santana, São Paulo

Estação Jardim São Paulo – Ayrton Senna (Linha 1 – Azul)

Ingressos: R$40 (inteira) / R$20 (meia-entrada) / R$12 (credencial plena) | Compre pelo site do Sesc SP ou direto nas bilheterias das unidades

Duração: 65 minutos

Classificação: Livre

ATIVIDADES

Oficina Teatro de Sombras

Com Luiza Moreira Salles e Diego Chilio

Datas: 16 de agosto a 20 de setembro, aos domingos

Horário: 15h às 17h

Local: Sala de Múltiplo Uso – Sesc Santana

Duração: 2 horas por encontro | 6 sessões / 12 horas

Gratuito | Classificação: 6 anos

Bate-papo “Quando a história vira teatro”

Com Ludmila Ferolla, Rhena de Faria, Sofia Fransolin e Luiza Moreira Salles

Data: 27 de setembro, das 13h30 às 14h30

Local: Convivência – Sesc Santana

Gratuito | Classificação: Livre.

(Com Daniele Valério/Canal Aberto Assessoria de Imprensa)

Balé da Cidade de São Paulo reencena Réquiem SP, coreografia de Alejandro Ahmed, sucesso em 2025

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Réquiem SP apresentado em 2025. Foto: Larissa Paz.

O Balé da Cidade de São Paulo apresenta nova montagem de “Réquiem SP”, na Sala de Espetáculos. Com criação, direção e coreografia de Alejandro Ahmed, que atuou como Diretor Artístico do Balé da Cidade, a obra terá a participação do Coral Paulistano e da Orquestra Sinfônica Municipal, sob regência e direção musical de Maíra Ferreira. As apresentações acontecem nos dias 15, 16, 18, 19, 21 e 22 de agosto e os ingressos custam R$100. Além de sua estreia no Brasil em 2025, a obra foi apresentada pela companhia em sua turnê pelo México em maio de 2026. A montagem abriu o Festival El Aleph e passou pelo Centro Cultural Universitário da UNAM (Cidade do México) e pelo Teatro Juárez (Guanajuato).

Réquiem SP retorna ao palco

A coreografia Réquiem SP apresenta um desafio e um exercício que estabelece um diálogo entre distintas linhagens de dança, como o balé, o jumpstyle e as danças urbanas e populares. A proposta investiga de maneira provocativa as possibilidades de articulação entre corpos, contextos e manifestações culturais, destacando as dinâmicas e a singularidade de uma cidade como São Paulo. Nesse cenário, o movimento do elenco vai além da técnica, atuando como matéria para explorar e compreender as interações do corpo com o ambiente.

Alejandro explica que, além da interação entre três corpos artísticos, ocorre uma integração de diferentes plataformas criando um ecossistema multimídia. “O Requiém SP explora além da partitura de György Ligeti, se estende para três movimentos musicais: um é um interlúdio de autogestão coreográfica e de som, outro é o Réquiem de quatro movimentos e o final que tem outras duas faixas do produtor canadense Venetian Snares. Um breakcore, ou seja, batidas rápidas e espaçadas, muito diferente da relação do que é o Requiém do Ligeti, mas, ao mesmo tempo, com complexidades de composição que se correlacionam”, explica Alejandro Ahmed.

Responsável pela criação, direção e coreografia, Alejandro Ahmed atuou como diretor artístico do Balé da Cidade de São Paulo de julho de 2023 até maio de 2026. Reconhecido como um dos coreógrafos mais destacados da dança contemporânea no Brasil, Ahmed desenvolve uma abordagem artística que investiga as correlações entre corpos, ambientes e tecnologias, investigando os limites dos corpos e as suas possibilidades de transformação.

Coral Paulistano executa obra complexa

O Réquiem, de György Ligeti, foi composto entre 1963 e 1965. A obra é uma composição para Coral e Orquestra, e traz em sua forma todas as características musicais do compositor hungaro sem deixar de lado a tradição musical de um Réquiem. Teve sua estreia em 14 de março em Estocolmo e se tornou uma das mais conhecidas de Ligeti, usada na trilha sonora de clássicos do cinema como 2001: Uma Odisséia no Espaço, de Stanley Kubrick.

Ligeti dedicou nove meses exclusivamente à composição da seção Kyrie, com duração de seis minutos. Nessa parte, ele explorou a polifonia mais intricada de sua carreira, utilizando vinte linhas vocais. Apesar da complexidade, o musicólogo Harald Kaufmann destaca que essa abordagem mantém uma conexão com a tradição da polifonia vocal clássica dos antigos mestres. Além de Ligeti, será executada uma obra do músico eletrônico canadense Venetian Snares (Aeron Funk).

Com pouco menos de meia hora, a obra é dividida em quatro movimentos: I. Introitus, II. Kyrie, III. Dies Irae e VI. Lacrimosa. Segundo Maíra Ferreira, regente titular e responsável pela direção musical, é necessário um alto nível de sofisticação para executar o concerto. “Ligeti explora muito os extremos, então vai da nota aguda para a nota grave muito rapidamente. Tecnicamente, o cantor precisa ter um ótimo preparo para explorar o trato e a extensão vocal. Às vezes temos alguns pontos de descanso em uma obra. Essa não tem”, pontua. “Das obras que trabalhei, em quase dez anos no Theatro Municipal, nunca havíamos executado algo tão desafiador”, finaliza.

SERVIÇO:

BALÉ DA CIDADE DE SÃO PAULO

CORAL PAULISTANO

ORQUESTRA SINFÔNICA MUNICIPAL 

15/08, sábado, às 17h

16/08, domingo, às 17h

18/08, terça-feira, às 20h

19/08, quarta-feira, às 20h

21/08, sexta-feira, às 20h

22/08, sábado, às 17h

Sala de Espetáculos – Theatro Municipal de São Paulo

Ingressos: R$100

Classificação: livre para todos os públicos – Sem conteúdos potencialmente prejudiciais para qualquer faixa etária

Duração total: Aproximadamente 70 minutos (sem intervalo)

Alejandro Ahmed, criação, direção e coreografia

Maíra Ferreira, direção musical e regência

João Peralta, diretor de fotografia, edição e criação de vídeo e interlocução musical

Karin Serafin, figurino

Diego de los Campos, cenografia, objetos e controles físicos digitais

Mirella Brandi, desenho de luz.

Sobre o Instituto Baccarelli

Com 30 anos de trajetória, o Instituto Baccarelli é hoje uma das principais organizações sociais sem fins lucrativos do Brasil, promovendo educação, cultura e inclusão social. Com sede em Heliópolis, atende gratuitamente cerca de 1.650 alunos por ano, utilizando a música como ferramenta de transformação de crianças e jovens em situação de vulnerabilidade social. A instituição também é responsável pela gestão do Theatro Municipal de São Paulo e, em parceria com a Secretaria Municipal de Educação, administra 12 unidades dos CEUs e as atividades do Programa Escola Aberta em 10 EMEFs, ampliando o acesso à cultura e ao ensino em 23 territórios periféricos da cidade.

A educação musical de excelência é o principal pilar do Baccarelli, oferecendo desenvolvimento pessoal e reais oportunidades de profissionalização. Entre os destaques da organização estão a construção do Teatro Baccarelli, a primeira sala de concertos em território de favela no mundo, a Orquestra Sinfônica Heliópolis, sob direção artística do renomado maestro Isaac Karabtchevsky, e o Coral Jovem Heliópolis, todos reconhecidos nacional e internacionalmente.

Para mais informações, acesse: baccarelli.org.br

Instagram: Link

Instagram Teatro: Link.

(Com Letícia Santos/Assessoria de Imprensa do Theatro Municipal)