Notícias sobre arte, cultura, turismo, gastronomia, lazer e sustentabilidade

Inscreva seu e-mail e participe de nossa Newsletter para receber todas as novidades

Alice Ripoll e Cia. REC (RJ) apresentam espetáculos “Puff” e “Lavagem” no Sesc Pompeia

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Obras da coreógrafa Alice Ripoll se apresentam entre 13 e 23 de agosto com um solo que investiga estados de transformação do corpo e uma criação coletiva que reflete sobre memória, desigualdade e resistência. Foto: Andy Catlin.

Reconhecida por desenvolver uma linguagem que aproxima a dança contemporânea das danças urbanas brasileiras e das experiências nas periferias do Rio de Janeiro, a coreógrafa carioca Alice Ripoll, à frente da Cia. REC, apresenta no Sesc Pompeia dois trabalhos do grupo: “Puff”, entre os dias 13 e 16 de agosto, e “Lavagem”, de 20 a 23 de agosto. Confira a programação completa abaixo. 

Os dois espetáculos trazem perspectivas sobre o corpo como espaço de transformação. Puff é um solo, fruto da longa parceria de Ripoll com Hiltinho Fantástico, e acompanha sua habilidade e transformações em cena, já Lavagem apresenta um grupo cuja pesquisa envolve memória, rituais, trabalho e resistência.

Foto: Alice Ripoll.

Em Puff, um sopro leve que desaparece quase como mágica, Hiltinho atravessa um estado permanente de instabilidade. Seu corpo parece escapar ao próprio controle: acelera, interrompe o movimento, flutua, despenca e retorna; os pés percorrem referências das danças urbanas e populares brasileiras em velocidade vertiginosa, enquanto cada respiração, palma e deslocamento tornam-se parte da composição coreográfica.

Lavagem é um trabalho de grupo, em que a realidade e a fantasia se encontram em uma atmosfera de sonho apocalíptico. Com baldes, água e sabão, os intérpretes criam uma sucessão de imagens que evocam êxodos, travessias, rituais, renascimento e resistência, enquanto o gesto cotidiano de lavar se desdobra em questões históricas e sociais. “O trabalho propõe uma reflexão sobre aquilo que, afinal, precisa ser limpo: os espaços físicos, os rastros da história, as marcas deixadas pela desigualdade ou as hierarquias que organizam a vida em sociedade”, diz Alice. “A espuma tinge os corpos e remete à invisibilidade, as bolhas sugerem um mundo de sonhos, em contraste com a dura falta de mobilidade social do mundo real”, completa.

Os dois trabalhos aproximam na cena intérpretes e espectadores: coreografias em que os corpos estão próximos e evidenciam diferentes percepções.

Alice Ripoll

Alice Ripoll é coreógrafa, diretora de movimento e intérprete, reconhecida como uma das principais criadoras da dança contemporânea brasileira. Nascida no Rio de Janeiro, formou-se na Escola e Faculdade Angel Vianna, onde desenvolveu uma pesquisa voltada às possibilidades do corpo e do movimento. Sua obra articula dança contemporânea, danças urbanas brasileiras e performance, criando trabalhos que partem das experiências, memórias e repertórios de seus intérpretes.

Foto: Divulgação.

Dirige as companhias REC, fundada em 2009 com artistas das favelas do Rio de Janeiro, e Suave, criada em 2014, que aproxima a dança contemporânea do passinho e de outras expressões ligadas ao funk carioca. Entre suas principais criações estão Cornaca, Katana, Bô, Lavagem, Suave, Cria e Zona Franca. Seus espetáculos circulam regularmente por importantes festivais e teatros no Brasil e no exterior, incluindo apresentações em instituições como Centre Pompidou (França), Kunstenfestivaldesarts (Bélgica), Wiener Festwochen (Áustria), Kampnagel (Alemanha) e Zürcher Theater Spektakel (Suíça). Além de sua atuação como coreógrafa, Alice também desenvolve direção de movimento para teatro e cinema.

Puff

Sinopse | Em Puff, o corpo se torna um lugar onde memória, imaginação e transformação se entrelaçam. Puff marca a continuidade da longa colaboração entre Alice Ripoll e Hiltinho Fantástico, que trabalham juntos há sete anos nas companhias de dança SUAVE e REC. Ambos os coletivos desenvolvem uma linguagem híbrida que funde a dança contemporânea com formas urbanas brasileiras.

Lavagem

Sinopse | Em Lavagem, mais recente obra da coreógrafa brasileira Alice Ripoll e Cia. REC, a realidade e a fantasia se misturam em um delírio, como num sonho apocalíptico. Com a ajuda de baldes, água e sabão a performance investiga imagens ambivalentes a partir do ato de lavar, com desdobramentos cênicos e históricos observados criticamente. Os elementos usados se desdobram em múltiplas imagens poéticas de êxodos, travessias, rituais, renascimento e resistência.

Ficha Técnica Puff

Direção: Alice Ripoll

Criação e performance: Hiltinho Fantástico

Assistência de direção: Alan Ferreira e Thais Peixoto

Iluminação: Tomás Ribas

Figurino e cenografia: Alice Ripoll e Thais Peixoto

Produção: Joana D’Aguiar

Assistência de produção: Isabela Peixoto e Thais Peixoto

Trilha sonora original: Alice Ripoll e Mimosa

Coprodução: Rotterdam Theater

Apoio: Festival Actoral e Câmbio

Difusão: Art Happens

Ficha técnica Lavagem

Direção: Alice Ripoll

Ideia original: Alan Ferreira

Criação: Alan Ferreira, Hiltinho Fantástico, Katiany Correia, Rômulo Galvão, Tony Hewerton e Tuany Nascimento

Intérpretes: Alan Ferreira, Hiltinho Fantástico, Katiany Correia, Rômulo Galvão, Tony Hewerton, Tamires Costa.

SERVIÇO:

Puff

13 a 16 de agosto de 2026, quinta a sábado, 19h30, domingo, 17h30

Duração: 35 min Classificação etária: livre

Local: Sesc Pompeia – Rua Clélia, 93 – Pompeia – Espaço Cênico

Ingressos: R$50,00 / 25,00 / 15,00

Lavagem

20 a 23 de agosto, quinta a sábado, 19h, domingo, 17h

Local: Sesc Pompeia – Rua Clélia, 93 – Pompeia – Galpão

Duração 60 min Classificação etária: 14 anos

Ingressos: R$60,00 / 30,00 / 18,00.

(Com Daniele Valério/Canal Aberto Assessoria de Imprensa)

Show ‘Bar Brasil – Canções, Histórias e Encontros’ reúne Beto Guedes, Luiz Carlos Sá, 14 Bis e Tuia nesta sexta-feira (14) no Espaço Unimed

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Bar Brasil reúne pela primeira vez Beto Guedes, Luiz Carlos SÁ, 14 Bis e Tuia. Artes: Divulgação.

Um espetáculo que é um território vivo da música brasileira – essa é a definição do projeto “Bar Brasil – Canções, Histórias e Encontros”, que chega ao Espaço Unimed na sexta-feira (14), com Beto Guedes, Luiz Carlos Sá, 14 Bis e Tuia. No palco os artistas se encontram, guiados pelo espírito do lendário Bar Brasil. Mais que unir repertórios, trata-se praticamente de uma conversa que atravessa gerações. Tuia dá continuidade ao rock rural pioneiro de Sá. Beto Guedes traz a força atemporal da música mineira e do Clube da Esquina. 14 Bis é o elo pulsante, a banda que foi a base de SÁ & Guarabyra e depois criou uma identidade única, costurando o rural à sofisticação pop-rock. Juntos, recriam no palco o clima de liberdade e emoção daquele bar mítico. É uma celebração afetiva, onde poesia, melodia e história se fundem em uma experiência compartilhada. É um diálogo musical que mantém viva a alma inventiva brasileira.

O Bar Brasil 

Cartaz do espetáculo.

O Bar Brasil é um daqueles lugares que ajudam a contar a história da música brasileira. Ponto de encontro da turma do Clube da Esquina, o bar reunia artistas, poetas, compositores e amigos que ali faziam da noite uma extensão natural da criação.

Foi nesse ambiente livre, afetivo e musical que Beto Guedes cantarolou pela primeira vez a melodia que viria a se tornar “Sol de Primavera”, anotada por sua esposa num guardanapo. Uma cena que por si só define a alma do local.

Nos anos 90, o Bar Brasil voltou a pulsar como referência, agora como reduto de uma nova geração de músicos e bandas, que dividia mesas, histórias e sonhos com nomes já consagrados.

O “Bar Brasil – Canções, Histórias e Encontros” é um projeto único, onde o rock rural encontra o Clube da Esquina, a poesia encontra a estrada e as vozes se unem para confirmar que algumas músicas, assim como os homens e os sonhos, não envelhecem.

SERVIÇO:

Bar Brasil com Beto Guedes, Luiz Carlos Sá, 14 Bis e Tuia no Espaço Unimed 

Data:14 de agosto de 2026 (sexta-feira)

Horários: Abertura da casa: 20h | Início do show: 22h

Local: Espaço Unimed (Rua Tagipuru, 795 – Barra Funda – São Paulo – SP)

Ingressos – Setor Platinum:  R$ 480,00 (inteira) e R$ 240,00 (meia-entrada) | Setor Azul Premium: R$ 420,00 (inteira) e R$ 210,00 (meia-entrada) | Setor Azul: R$ 380,00 (inteira) e R$ 190,00 (meia-entrada) | Setores A, B, C: R$ 340,00 (inteira) e R$ 170,00 (meia-entrada) | Setores E, F, G: R$ 280,00 (inteira) e R$ 140,00 (meia-entrada) | Setores I, J: R$ 240,00 (inteira) e R$ 120,00 (meia-entrada) | Camarote A: R$ 420,00 |  Camarote B:  R$ 380,00 | Setor PCD: R$ 240,00 (meia-entrada) e R$ 120,00 (meia-entrada)

Compras de ingressos:  Online pelo link https://www.ticket360.com.br/evento/33255/ingressos-para-bar-brasil-com-beto-guedes-luiz-carlos-sa-14-bis-e-tuia ou na bilheteria do Espaço Unimed (Rua Tagipuru, 795 – 01156-000, Barra Funda – São Paulo/SP). Funcionamento de segunda a sábado, das 10h às 17h – exceto feriados. Bilheteria virtual: A compra pela bilheteria virtual não tem acréscimo de taxa de serviço e tem como forma de pagamento cartão de crédito ou pix. Para ativar a compra através do aplicativo, esteja no local no raio máximo de 500 metros (isento da taxa).

Classificação etária: 18 anos

Acesso para deficientes: sim

Objetos proibidos: Câmera fotográfica profissional ou semi profissional (câmeras grandes com zoom externo ou que trocam de lente), filmadoras de vídeo, gravadores de áudio, canetas laser, qualquer tipo de tripé, pau de selfie, camisas de time, correntes e cinturões, garrafas plásticas, bebidas alcóolicas, substâncias tóxicas, fogos de artifício, inflamáveis em geral, objetos que possam causar ferimentos, armas de fogo, armas brancas, copos de vidro e vidros em geral, alimentos e bebidas, latas de alumínio, guarda-chuva, jornais, revistas, bandeiras e faixas, capacetes de motos e similares.

(Com Paola Correa/Access Mídia)

Sesc Belenzinho apresenta vivências gratuitas de Balé Afro e Samba Rock

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Programação de agosto destaca a dança como linguagem sensível, ancestral e patrimônio cultural com encontros conduzidos por artistas e companhias convidadas. Foto: Rafel e Vitor.

Ao longo de agosto, o Sesc Belenzinho promove uma programação de vivências em dança que convida o público a experimentar diferentes formas de expressão corporal a partir de tradições afrodiaspóricas e da cultura urbana paulista. Gratuitas e voltadas para pessoas a partir de 12 anos, as atividades ocorrem na Praça Central e no Térreo, propondo experiências que valorizam o movimento como espaço de criação, convivência e reconhecimento das diversas matrizes culturais presentes na formação brasileira.

Integrando o projeto Dança em Si, a Vivência de Balé Afro, com Rafel e Vitor, parte das danças tradicionais da Guiné Conacri, especialmente das culturas Malinke, Sussu e Baga, para investigar o corpo como território de percepção, memória e imaginação. A proposta estabelece conexões entre essas matrizes e manifestações afro-brasileiras, como samba, funk, hip hop e capoeira, estimulando cada participante a construir gestos próprios, em uma prática que privilegia a escuta do corpo e a autonomia criativa.

Já o projeto Conexões Dançantes dedica sua programação de agosto ao Samba Rock, reconhecido como patrimônio cultural imaterial e expressão marcante da cultura negra paulista. Conduzidas por Bruno Magnata e pela Cia Samba Rocker’s, as vivências apresentam a dança como prática coletiva, baseada na escuta, na improvisação e na condução compartilhada. Os encontros abordam o Samba Rock como linguagem, memória e espaço de encontro entre diferentes corpos, gerações e histórias.

Ao reunir essas duas propostas, a programação destaca a dança como prática artística e social capaz de fortalecer vínculos, ampliar repertórios corporais e aproximar o público de saberes transmitidos por meio do movimento. Em comum, as atividades reconhecem o corpo como produtor de conhecimento e valorizam experiências acessíveis, inclusivas e abertas à diversidade de trajetórias e níveis de experiência.

ATIVIDADES

Vivência de Balé Afro | projeto Dança em Si

Com Rafel e Vitor

De 01 a 29/8

Sábados, 15h30 às 17h

Local: Praça central

Grátis. Aberto ao público.

Recomendado para maiores de 12 anos.

A atividade se afasta de padrões coreográficos rígidos para valorizar a autonomia corporal e a construção de gestos autorais, promovendo uma escuta interna que amplia a consciência do corpo em movimento. Ao mesmo tempo, estabelece pontes entre as tradições africanas e as expressões afro-brasileiras, como o samba, o funk, o hip hop e a capoeira, reconhecendo o corpo como produtor de conhecimento e território de atravessamentos culturais.

Vivência de Samba Rock: Da batucada ao Groove | projeto Conexões Dançantes, com Bruno Magnata e a Cia Samba Rocker’s

De 02/8 a 30/8

Domingos, das 15h30 às 17h, na Praça Central;

Terças, das 19h às 20h, no Átrio.

Grátis. Aberto ao público.

Recomendado para maiores de 12 anos.

As aulas propõem uma imersão prática e reflexiva nessa expressão da cultura urbana paulista, compreendendo a dança como linguagem, memória e território de encontro, onde o corpo é atravessado por histórias, afetos e contextos sociais, e que a dança se constrói na relação: entre pessoas, ritmos, espaços e culturas. O Samba Rock é apresentado não apenas como técnica ou repertório de passos, mas como prática viva, coletiva e em constante transformação.

SERVIÇO:

Sesc Belenzinho

Endereço: Rua Padre Adelino, 1000 – Belenzinho – São Paulo (SP)

Telefone: (11) 2076-9700

sescsp.org.br/Belenzinho

Transporte público:  Metrô Belém (550m) | Estação Tatuapé (1400m)

Estacionamento: De terça a sábado, das 9h às 21h. Domingos e feriados, das 9h às 18h.    Valores: Credenciados plenos do Sesc: R$ 10,00 a primeira hora e R$ 4,00 por hora adicional. Não credenciados no Sesc: R$ 20,00 a primeira hora e R$ 5,00 por hora adicional.

Sesc Belenzinho nas redes: Facebook | Instagram | @sescbelenzinho.

(Com Andressa Santiago/Sesc Belenzinho)

Três países, três estilos: a Albariño mostra sua versatilidade

Rio de Janeiro, RJ, por Kleber Patricio

Da Galícia ao litoral uruguaio, uma mesma uva encontra novas formas de se expressar. Foto: Divulgação.

Poucas uvas brancas conseguem ser tão frescas, aromáticas e gastronômicas ao mesmo tempo quanto a Albariño. Nascida na Galícia, no noroeste da Espanha, ela viajou o mundo e encontrou em Portugal e no Uruguai novos terroirs para se expressar, sempre preservando o que a torna única: vinhos vibrantes, elegantes e com uma acidez que conquista à primeira taça. A uva tem até seu dia: o Dia da Uva Albariño, celebrado no dia 1º de agosto. A sommelière Stephani Mercado selecionou três rótulos que traduzem como Espanha, Portugal e Uruguai interpretam a uva Albariño, cada um a seu modo. “A Albariño carrega em qualquer lugar do mundo aromas intensos e acidez vibrante, mas cada terroir imprime sua assinatura. Na Espanha, mineralidade e elegância. Em Portugal, volume de boca e equilíbrio. No Uruguai, a salinidade e o frescor oceânico”, explica a sommelière.

A clássica espanhola

O rótulo Mar de Frades Albariño é um dos grandes nomes da Denominação de Origem Rías Baixas. A proximidade do Oceano Atlântico dá ao vinho frescor e uma mineralidade marcante, com aromas de frutas cítricas, frutas brancas e toques florais delicados. É a porta de entrada perfeita para quem quer conhecer a Albariño em sua versão mais tradicional, ideal para acompanhar ostras, peixes e frutos do mar. Onde comprar: https://www.topwines.com.br/vinho-branco-mar-de-frades-albarino.

O frescor português

Em Portugal, a uva ganha o nome de Alvarinho e origina vinhos elegantes e aromáticos, como o Vila Nova Alvarinho. Notas de frutas brancas e cítricas dividem espaço com toques minerais, enquanto na boca o vinho surpreende pelo volume e pelo final fresco e equilibrado. Combina bem com saladas, sushis, sashimis e qualquer refeição leve em dia de calor. Onde comprar: https://www.topwines.com.br/vinho-branco-vila-nova-alvarinho.

A influência oceânica uruguaia

Já o Don Pascual Coastal Albariño nasce sob forte influência atlântica e resulta em um vinho vibrante, com aromas de melão, limão siciliano e notas herbáceas. Na boca, a acidez se une a sutis notas salinas e a um final longo e refrescante, uma boa escolha para harmonizar com ceviches, frutos do mar e comida japonesa. Onde comprar: https://www.costibebidas.com.br/vinho-don-pascual-coastal-albarino-750ml.

(Com Gabriella Garland/Hercog Comunicação)

Coral Armênio celebra centenário com extensa programação cultural

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Imigrantes celebram centenário em calendário de música e ações de valorização da cultura armênia. Foto: Divulgação.

Há exatamente um século, um grupo de imigrantes armênios sobreviventes do genocídio perpetrado pelo Império Otomano encontrou na música a força necessária para reconstruir sua identidade. Nascido em São Paulo, o Coral Vahakn Minassian atinge em 2026 o marco de 100 anos de atividades ininterruptas.

Para celebrar o centenário, a SAMA-Clube Armênio, entidade que abriga o Coral, convida para uma programação especial de concertos, ações de preservação patrimonial e o lançamento de uma obra que pretende eternizar o centenário do grupo em um livro histórico-fotográfico.

PROGRAMAÇÃO CULTURAL

Homenagem ao Coral Vahakn Minassian

Organizado pelo comissário para Assuntos da Diáspora da Armênia no Brasil. Durante a cerimônia, os integrantes e lideranças do coral receberão certificados, além da Medalha de Honra e Homenagem da República da Armênia.

Data: 30 de agosto (domingo)

Local: SAMA Clube Armênio

Av. Professor Ascendino Reis, 1450 – Vila Clementino, São Paulo – SP, CEP 04027-000

Apresentação do Coral Vahakn Minassian – Centenário e Lançamento de Livro Comemorativo

Espetáculo especial para celebrar os 100 anos do coral.

Data: 8 de novembro (domingo)

Local: Teatro Maria Imaculada, Av. Bernardino de Campos, 79 – Paraíso, São Paulo – SP, CEP 04004-041

Memória registrada em livro

A historiadora Dra. Sonia Maria de Freitas (USP), especialista na imigração armênia no Brasil e pesquisadora aposentada do Museu da Imigração, prepara um novo livro dedicado exclusivamente à trajetória do coral. O lançamento está confirmado para o dia 8 de novembro de 2026. A obra encerra uma trilogia fundamental da autora sobre a herança armênia em São Paulo, que já conta com os títulos Presença Armênia em São Paulo (2019) e Entrelaçando linhas e memórias: bordadeiras armênias em São Paulo (2023).

Resgatar o passado, unir gerações

Fundado em 1926 como Coral Kussan Armênio de São Paulo, o grupo é considerado a primeira manifestação cultural organizada da diáspora armênia no Brasil. O termo Kussan significa “trovador” em armênio, uma menção direta aos guardiões da tradição musical oral. Desde a sua criação, o coral assumiu a missão de salvaguardar uma herança musical que remonta a pelo menos quatro milênios antes de Cristo. Incorporado pela Sociedade Artística e Musical Melodias Armênias (SAMA), fundada em 1941, o Kussan passou a ser denominado ‘Melodias Armênias’, que frequentemente se apresentava no programa radiofônico semanal produzido pela entidade. Ao longo das décadas, o grupo consolidou-se como símbolo de resistência cultural. Suas apresentações passaram por igrejas, teatros, clubes e festivais de prestígio, tanto no Brasil quanto no exterior.

Marcos históricos e legado

A trajetória do coral confunde-se com a própria história da imigração armênia no país. Sob a liderança do maestro e compositor Vahakn Minassian, seu organizador, o grupo construiu um repertório robusto que transita pela música folclórica, popular e erudita. Entre seus momentos de maior orgulho está o ano de 1950, quando o grupo protagonizou a primeira montagem mundial fora da Armênia da ópera “Anuch” — uma das obras mais importantes do cancioneiro armênio. Em 1983, o grupo passou a ser denominado Coral Vahakn Minassian, imortalizando o legado artístico do grande maestro.

Mais do que festejar uma instituição centenária, as comemorações de 2026 jogam luz sobre a contribuição do coral para a diversidade cultural brasileira. O projeto demonstra como a arte foi capaz de guiar e mobilizar uma comunidade de sobreviventes do Genocídio Armênio na preservação de sua identidade através de sucessivas gerações.

(Com Bruno Passos Cotrim/Libris)