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Semana Internacional de Música de São Paulo anuncia representantes de 26 países em sua 12ª edição

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Primeiros nomes internacionais confirmados incluem agentes, programadores, curadores, gestores e representantes de festivais e instituições. Foto: Divulgação.

A Semana Internacional de Música de São Paulo (SIM São Paulo) amplia em 2026 sua presença internacional e reúne representantes de 26 países em sua 12ª edição, que acontece de 29 de novembro a 3 de dezembro. Entre os primeiros nomes confirmados estão agentes de booking, programadores de festivais, gestores, produtores e representantes de instituições e conferências de diferentes mercados da música.

A presença internacional é um dos pilares da SIM São Paulo, que atua como plataforma de conexão entre o mercado brasileiro e agentes de diferentes países. Ao aproximar artistas, profissionais, festivais, empresas e instituições, a conferência cria oportunidades de circulação, intercâmbio, negócios e exportação da música brasileira. “A presença internacional é parte central da vocação da SIM São Paulo. Queremos aproximar o mercado brasileiro de quem programa festivais, contrata shows, desenvolve artistas e cria oportunidades em outros territórios. É esse contato direto que ajuda a transformar reconhecimento cultural em circulação e negócios para a música brasileira”, afirma Coy Freitas, CEO da Semana Internacional de Música de São Paulo.

Além do Brasil, estão confirmadas presenças de 25 países: África do Sul, Alemanha, Angola, Argentina, Austrália, Cabo Verde, Canadá, Chile, Colômbia, Cuba, Espanha, Estados Unidos, França, Holanda, Inglaterra, Jamaica, México, Paraguai, Peru, Porto Rico, Portugal, Senegal, Uganda, Uruguai e Venezuela. A lista de países e participantes internacionais seguirá sendo ampliada nas próximas semanas.

A edição de 2026 terá mais de 100 painéis, cerca de 300 conferencistas e expectativa de 5 mil credenciados. A participação internacional estará distribuída entre painéis, rodadas de negócios, showcases, encontros profissionais e outras atividades da programação. Além dos painéis, a SIM São Paulo receberá participantes internacionais nas rodadas de negócios e shows de sua programação.

Confira os primeiros participantes internacionais confirmados na SIM São Paulo

Além dos painéis, a SIM São Paulo receberá participantes internacionais nas rodadas de negócios e shows de sua programação.

Maude St-Amand Courcy (Canadá), responsável pela programação profissional do Mundial Montréal, representa um festival-mercado dedicado à música de diferentes culturas, reunidas sob o conceito de global music. O evento combina apresentações artísticas com encontros entre profissionais para promover conexões, circulação internacional e oportunidades de negócios.

Merrick Jarmulowicz (Estados Unidos), agente de booking da Ground Control Touring, atua no mercado de shows e turnês por meio de uma agência independente com forte presença na música indie e alternativa. O catálogo inclui Belle & Sebastian, Japanese Breakfast, Bright Eyes, Waxahatchee, Men I Trust, MJ Lenderman e Kim Gordon.

A banda Steam Down (Inglaterra) está ligada à jazz re:freshed, selo independente e plataforma de desenvolvimento do jazz britânico. A organização articula lançamentos, shows, festivais e iniciativas de promoção de artistas. Sua atuação contribuiu para a projeção de nomes como Nubya Garcia, Ashley Henry, Rosie Turton e SEED Ensemble, e a tornou uma interlocutora para descoberta de talentos, curadoria e intercâmbio com a cena contemporânea.

Heather Gibson (Canadá), produtora executiva de Música Popular e Programação de Variedades do National Arts Centre, leva a perspectiva de uma instituição que seleciona e recebe shows de artistas canadenses e internacionais. Sua programação inclui música popular, jazz, folk e global music, com espaço para artistas emergentes e consolidados e colaboração com organizações culturais de todo o Canadá.

Tiyani Maluleke (África do Sul), CMO da Africa Rising Music Conference (ARMC), representa a conferência realizada em Joanesburgo, que reúne artistas e profissionais em debates, workshops, encontros de networking e showcases. A iniciativa aproxima os mercados africanos da indústria musical internacional.

Marcos Sánchez (Porto Rico), produtor musical, arranjador, pianista e diretor musical, tem trajetória na música latina e trabalhos com Kany García, Luis Fonsi, Alejandro Sanz, Víctor Manuelle e Luis Enrique, em gravações e apresentações ao vivo.

Juan Zas (Uruguai), manager da La Vela Puerca, traz a experiência de gestão de uma das principais referências do rock uruguaio. Formada em Montevidéu em 1995, a banda construiu uma trajetória de circulação internacional e presença expressiva na cena latino-americana.

Conjunto Nacional concentra a programação

O Conjunto Nacional será o núcleo principal da edição. A conferência ocupará as duas salas do Cine Marquise e o Teatro YouTube. O Blue Note 1 receberá os eventos de networking, enquanto o Blue Note 2 será dedicado à exibição de showcases. No Jardim Nacional, o Salão Nacional sediará a feira B2B e o Salão Paulista será a área de palestrantes e credenciados Business.

A programação também se estende ao Teatro Santos Augusta e ao Instituto Cervantes. A abertura solene será realizada no Centro Cultural Fiesp. Ao todo, a edição ocupa 11 espaços culturais na região da Avenida Paulista.

Ingressos e serviço

As credenciais já estão à venda pelo site simsaopaulo.com.

O combo Conferência para três dias custa R$ 520,00, com meia-entrada a R$ 260,00.

O combo Business para três dias custa R$ 1.150,00.A modalidade Business inclui acesso às Rodadas de Negócios e a espaços exclusivos de networking e reunião.

O acesso às casas das Noites SIM está sujeito à lotação; speed meetings e mentorias dependem de inscrição prévia.

Semana Internacional de Música de São Paulo 2026 — SIM São Paulo

Período geral: 29 de novembro a 3 de dezembro de 2026

Conferência: 30 de novembro a 2 de dezembro, das 10h às 20h

Noites SIM: 30 de novembro a 3 de dezembro, a partir das 20h, em diferentes casas e regiões de São Paulo

Núcleo principal: Conjunto Nacional

Endereço: Av. Paulista, 2073 — Consolação, São Paulo — SP — 01311-300

Espaços da programação: Foyer, Cine Marquise 1 e 2, Teatro YouTube, Blue Note 1 e 2, Jardim Nacional, Teatro Santos Augusta e Instituto Cervantes; abertura solene no Centro Cultural Fiesp

Feira SIM: Salão Nacional, no Jardim Nacional, dentro do Conjunto Nacional

Lounge exclusivo de networking Business: Jardim Paulista.

Pacotes

Combo Business 3 dias

Preço único: R$ 1.150,00

Combo Conferência 3 dias

Inteira: R$ 520,00

Meia-entrada: R$ 260,00

Desconto de 50% — Estatuto do Idoso: R$ 260,00

Informações e vendas: simsaopaulo.com.

(Com Pedro Franco/LUPA Comunicação)

Orange Walk e Lamanai: entre templos maias, floresta e sabores do norte de Belize

Belize, América Central, por Kleber Patricio

Lamanai. Fotos: Divulgação/Belize Tourism Board.

Localizado no norte de Belize, próximo às fronteiras com o México e a Guatemala, o distrito de Orange Walk, carinhosamente conhecido como “Sugar City” (Cidade do Açúcar), reúne herança ancestral, floresta tropical e tradição gastronômica. Berço do primeiro ciclo de expansão da produção açucareira do país, no século XIX, e reconhecido pela culinária de rua que caracteriza o norte belizenho, o destino convida a uma viagem que combina história, natureza e sabores marcados pelas influências maia e mestiça.

Lamanai: o legado do “crocodilo submerso”

Para quem busca história e aventura, a Reserva Arqueológica de Lamanai é um dos grandes destaques do norte de Belize. Seu nome, que significa “crocodilo submerso” em maia yucateco, está associado a um dos assentamentos humanos de ocupação mais longa do país. Com registros de presença humana que remontam a cerca de 1500 a.C., o local permaneceu habitado por mais de 3 mil anos, atravessando diferentes períodos históricos, inclusive a chegada dos europeus.

Chegar a Lamanai já faz parte da experiência. O trajeto de aproximadamente 42 quilômetros de barco pelo New River percorre um canal cercado pela densa vegetação tropical até a lagoa que integra esse sistema fluvial, com quase 50 quilômetros de extensão.

O passeio também oferece oportunidades para observar a fauna local, incluindo aves como o gavião-caracolero e a jaçanã, além de iguanas, bugios e crocodilos-de-Morelet em seu habitat natural. A combinação de paisagens fluviais e biodiversidade transforma o deslocamento em parte importante da visita.

Localizado no distrito de Orange Walk, o sítio arqueológico está entre os maiores centros maias de Belize e se destaca pela arquitetura monumental. Templos, palácios e praças dos períodos Pré-Clássico e Clássico aparecem em meio à floresta tropical, enquanto as estruturas mais elevadas proporcionam vistas da paisagem e da vegetação ao redor.

Um dos principais destaques do complexo é o Templo das Máscaras, que preserva uma expressiva máscara em relevo de um governante maia, representado com um elaborado adorno de cabeça em forma de crocodilo.

Outro diferencial de Lamanai é a presença de vestígios de diferentes períodos históricos em uma mesma área:

– O esplendor maia: artefatos arqueológicos expostos no centro de visitantes, além de pirâmides, templos e praças que revelam a dimensão e a importância da antiga cidade.

– A presença colonial espanhola: ruínas de duas igrejas de “ramada”, construídas no século XVI por missionários espanhóis durante as tentativas de cristianização da população local. Em 1640, os maias da região se rebelaram e expulsaram os colonizadores.

– O legado industrial do século XIX: vestígios de um antigo engenho de açúcar, fundado em 1860 por investidores estrangeiros e abandonado poucos anos depois, em meio à ocorrência de malária entre os trabalhadores e à queda dos preços internacionais do açúcar.

A visita a Lamanai permite conhecer diferentes capítulos da história de Belize em um cenário natural preservado, reunindo arqueologia, patrimônio histórico e observação da vida selvagem.

Sabores do norte: a tradição gastronômica mestiça

Orange Walk também ocupa um lugar de destaque na gastronomia belizenha. A influência das comunidades maias e mestiças está presente em receitas tradicionais que valorizam ingredientes locais, técnicas de preparo transmitidas entre gerações e sabores característicos da região.

– Tacos de Orange Walk: entre as especialidades mais conhecidas do distrito, são encontrados em barracas tradicionais desde as primeiras horas do dia. Preparados com tortillas frescas de milho ou farinha de trigo, podem levar frango ou carne suína desfiada e marinada com urucum, acompanhados de molho picante de tomate, cebola curtida e repolho. Sucos de frutas frescas e horchata, bebida tradicional preparada à base de arroz, são opções para acompanhar.

– Pibil tradicional: a carne suína é temperada com especiarias e assada lentamente sob a terra, em um forno artesanal de tradição maia. O preparo resulta em uma carne macia e suculenta, geralmente servida com tortillas quentes, guacamole e molho de cebola.

– Salpicón e escabeche: o salpicón do norte combina carne suína defumada lentamente sobre fogo de lenha, cortada em pequenos pedaços e misturada a tomate, coentro e suco de limão. Já o escabeche é uma preparação reconfortante à base de frango assado, cebolas doces e caldo leve, que expressa outra vertente da culinária mestiça local.

Experiências imperdíveis em Orange Walk

Rota do Patrimônio em Orange Walk Town: um percurso de aproximadamente uma hora, a pé ou de carro, conecta alguns dos principais pontos históricos e culturais da cidade, como a Banquitas House of Culture, a Igreja La Inmaculada, o Central Park e os antigos fortes britânicos Fort Mundy e Fort Cairns.

Passeio pelo New River e sítios maias em Lamanai: a navegação por cerca de 42 quilômetros do rio permite observar a fauna e a vegetação das margens antes de chegar ao complexo arqueológico, onde templos e outras estruturas pré-hispânicas se erguem em meio à floresta tropical.

Escapada para Honey Camp Lagoon: a cerca de 30 minutos de Orange Walk, a lagoa, cercada por áreas de areia, oferece um ambiente de praia de água doce. Suas margens também têm importância histórica: entre 1000 e 1500 d.C., eram utilizadas pelos maias em atividades cerimoniais.

Exploração em La Milpa: situado em uma área de floresta densa do distrito, o sítio arqueológico está entre os mais importantes de Belize e ajuda a compreender a extensão da presença maia na região.

Degustação de café sustentável na Gallon Jug Estate: voltada a quem se interessa pela origem dos produtos, a experiência permite conhecer o cultivo de café arábica à sombra e sua relação com iniciativas de conservação do habitat de aves.

Das antigas construções de Lamanai à tranquilidade das lagoas e aos sabores encontrados nas ruas de Orange Walk, o distrito revela uma faceta de Belize que combina natureza, gastronomia e patrimônio cultural. É um destino em que os vestígios de uma civilização milenar convivem com a biodiversidade da floresta e tradições que permanecem presentes no cotidiano local.

Para chegar até o país situado na América Central a partir do Brasil, há voos da Copa Airlines via Panamá, onde é o hub da companhia. Além de conexões convenientes através dos principais hubs dos Estados Unidos, como Miami, Houston, Atlanta, Dallas, Nova York e Los Angeles – operadas por companhias como American Airlines, Delta e United, entre outras.

Para mais informações sobre o destino, visite o site: https://www.travelbelize.org/br/

(Com Carolina Maia/Agência EmFoco)

MASP apresenta primeira mostra de Pablo Delano no Brasil

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Pablo Delano, Little White Lies [Mentirinhas brancas], detalhe da assemblagem The Museum Desk [A mesa do museu], 2020 – em processo.

O MASP – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand apresenta, de 30 de outubro de 2026 a 31 de janeiro de 2027, “Pablo Delano: o museu da antiga colônia”, primeira mostra individual do artista porto-riquenho no Brasil. Artista visual e fotógrafo reconhecido por sua atuação no campo do arquivo e da memória de povos latino-americanos e caribenhos, Pablo Delano (Porto Rico, 1954) propõe, nesta exposição, uma reflexão sobre o status político e social de seu país natal, considerado a colônia mais antiga do mundo.

Com curadoria de Adriano Pedrosa, diretor artístico, MASP, e Fernando Oliva, curador, MASP, a mostra tem como centro o projeto O museu da antiga colônia, que articula imagens, objetos e documentos relacionados à história colonial de Porto Rico, desde a dominação espanhola até a atual condição da ilha como território não incorporado dos Estados Unidos. A instalação funciona como “um museu dentro do museu”, reproduzindo e, ao mesmo tempo, questionando os modos tradicionais de organizar, classificar e apresentar objetos e imagens. Fotografias históricas são ampliadas e fixadas diretamente nas paredes, sem molduras, ao lado de objetos do cotidiano — como é o caso das garrafas do refrigerante Old Colony, produto criado nos Estados Unidos e atualmente comercializado apenas em Porto Rico, que dá origem ao título da exposição. “Pablo Delano oferece a possibilidade de olhar para a história de Porto Rico, e sua colonização pelos Estados Unidos, de uma outra maneira. Mais crítica, certamente, mas também com alguma graça e ironia, como que a lembrar que mesmo a denúncia e a resistência podem se valer do humor como estratégia viral e disruptiva”, afirma Fernando Oliva.

Pablo Delano, Livros escolares e refrigerante Kool-aid (detalhe), 2022.

A história de Porto Rico possui muitos pontos de contato com a do Brasil, como o passado colonial e escravagista a que foram submetidos indígenas e negros, e que deixou profundas marcas na sociedade, economia e cultura de ambos os países. “A principal pergunta que podemos nos colocar diante da proposta de Pablo Delano para o MASP é: qual ressonância o termo ‘anticolonial’ pode ter no Brasil de hoje? Essa exposição é uma oportunidade para nos confrontarmos com esse dilema”, diz o curador. “No contexto de uma situação geopolítica na qual a América Latina é sistematicamente ameaçada pela retórica belicista de um novo colonialismo estadunidense, a obra de Delano ganha ainda mais urgência.”

Ocupado pela Espanha em 1508 e transferido ao controle dos Estados Unidos em 1898, após a Guerra Hispano-Americana, Porto Rico é hoje definido como um “território não incorporado” que pertence aos Estados Unidos, mas não faz parte deles. Os porto-riquenhos receberam a cidadania estadunidense em 1917, no entanto, os cidadãos que vivem na ilha não votam nas eleições dos Estados Unidos, entre outras restrições. Esse tipo de ambiguidade permeia o museu de Delano, que aborda como a fotografia, a publicidade e os objetos do cotidiano são usados para construir estereótipos e promover uma visão de “paraíso tropical” que busca esconder a exploração e a violência.

O museu da antiga colônia dialoga diretamente com o projeto anticolonial desenvolvido pelo MASP desde sua fundação, no final dos anos 1940, a partir das ideias de Lina Bo Bardi e Pietro Maria Bardi. “Já em suas origens, havia ali uma visão não eurocêntrica de museu, visto como uma instituição que colocaria em articulação múltiplos saberes, oriundos não apenas de artistas no sentido ocidental canônico, mas de qualquer um que pudesse oferecer uma contribuição”, explica Oliva. Em 1968, o MASP implementou os cavaletes de vidro, desenvolvidos por Lina, para apresentar o acervo, colocando no mesmo plano — material, simbólico e visual — obras do cânone europeu e de artistas brasileiros, incluindo criadores autodidatas. “Assim como Lina Bo Bardi na década de 1960, a obra de Delano também parece se perguntar, afinal, o que é hoje uma exposição de arte em um museu, um lugar criado no contexto da colonização e que por séculos funcionou para reafirmar as estruturas e representações dessa mesma colonização”, diz Fernando Oliva.

Pablo Delano, Old Colony Timeline, 2018.

O museu da antiga colônia participou da Bienal de Veneza de 2024, sob curadoria de Adriano Pedrosa, e já foi exibido em instituições em Porto Rico, Estados Unidos, Argentina, Jamaica e Trindade e Tobago.

Pablo Delano: O museu da antiga colônia integra a programação anual do MASP dedicada às Histórias latino-americanas. A programação do ano também inclui as mostras de Jesús Soto, Rosa Elena Curruchich, Manuel Herreros e Mateo Manaure, Carolina Caycedo, Sol Calero, Damián Ortega, Colectivo Acciones de Arte, Claudia Alarcón & Silät, La Chola Poblete, Santiago Yahuarcani e Sandra Gamarra Heshiki.

MASP CONVERSAS

No dia da abertura da exposição ao público, 30 de outubro, às 19h, o artista Pablo Delano e o curador Fernando Oliva conversam com o público sobre o projeto. O evento, gratuito, será realizado presencialmente, com tradução simultânea português/espanhol (retirada de fones mediante apresentação de documento com foto) e interpretação em Libras, e, posteriormente, será disponibilizado no canal do MASP no YouTube.

SOBRE O ARTISTA

Pablo Delano nasceu em 1954 e cresceu em Porto Rico. Mudou-se para a costa leste dos EUA no início dos anos 1970 para estudar arte, fixando-se em Nova York em 1979. Inicialmente, atuou como pintor, mas voltou-se rapidamente para a fotografia, habilidade herdada de seu pai, o fotógrafo Jack Delano. Em 1996, Delano aceitou um cargo de professor no Trinity College, em Hartford, Connecticut, quando teve a oportunidade de viajar para Trindade e Tobago, no sul do Caribe. Ele retornou inúmeras vezes nos dez anos seguintes para esse país e, por fim, em 2008, produziu um livro de fotografias em preto e branco intitulado In Trinidad, sobre o processo de construção da nação pós-colonial.

Pablo Delano, Pablo Delano, As duas bandeiras, 2020, O museu da antiga colônia.

No final da década de 1990, Delano começou a coletar imagens de arquivo de Porto Rico para abordar o status colonial da ilha. Essa iniciativa deu origem à sua instalação O museu da antiga colônia, que vem sendo realizada em diversos museus pelo mundo desde 2016. Em 2025, Delano realizou no Chazen Museum of Art, nos Estados Unidos, a exposição cuestiones caribeñas/caribbean matters, abordando a história do Caribe e as realidades comuns a todos os territórios caribenhos.

ACESSIBILIDADE

Todas as exposições temporárias do MASP possuem recursos de acessibilidade, com entrada gratuita para pessoas com deficiência e seu acompanhante. São oferecidas visitas em Libras ou descritivas, mediante solicitação pelo e-mail acessibilidade@masp.org.br, além de textos e legendas em fonte ampliada e conteúdos audiovisuais com audiodescrição, legendagem e interpretação em Libras. Todos os materiais estão disponíveis no site e canal do YouTube do museu e podem ser utilizados por pessoas com ou sem deficiência, públicos escolares, professores, pessoas não alfabetizadas e interessadas em geral, em visitas espontâneas ou acompanhadas pela equipe MASP.

CATÁLOGO

Em dezembro, será publicado um catálogo bilíngue sobre a exposição, em inglês e português, reunindo imagens e textos de Ángel Antonio Ruiz Laboy, Fernando Oliva, Laura Bravo López e Marta Aponte Alsina. O livro tem organização editorial de Adriano Pedrosa e Fernando Oliva.

LOJA MASP

Em diálogo com a exposição, a Loja MASP apresenta produtos especiais, que incluem postais e bolsas.

REALIZAÇÃO

Pablo Delano: O museu da antiga colônia é realizada por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura e ProAC-ICMS.

SERVIÇO:

Pablo Delano: O museu da antiga colônia

Curadoria: Adriano Pedrosa, diretor artístico, MASP, e Fernando Oliva, curador, MASP

30/10/26 — 31/01/27

Edifício Lina Bo Bardi, 1º andar

MASP – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand

Avenida Paulista, 1578 – Bela Vista, São Paulo, SP 01310-200

Telefone: (11) 3149-5959

Horários: terças grátis, das 10h às 20h (entrada até as 19h) com patrocínio Nubank; quarta e quinta das 10h às 18h (entrada até as 17h); sexta das 10h às 21h (entrada gratuita das 18h às 20h30 com patrocínio B3); sábado e domingo, das 10h às 18h (entrada até as 17h); fechado às segundas.

Agendamento on-line obrigatório pelo link masp.org.br/ingressos

Ingressos: R$ 85 (entrada); R$ 42 (meia-entrada)

Clientes Nubank Ultravioleta têm 50% de desconto no valor do ingresso inteiro e nos produtos selecionados da loja do MASP; clientes Nubank têm 25% de desconto.

Site oficial | Facebook | Instagram.

(Fonte: MASP)

Cia Bendita apresenta Mostra Panorama no CCSP; iniciativa revisita autores fundamentais do teatro infantil brasileiro

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Programação gratuita de 27 a 31 de outubro reúne leituras encenadas, mesas de debate com artistas e pesquisadores e lançamento de livro. Fotocomposição: Divulgação.

A Cia Bendita realiza entre os dias 27 e 31 de outubro no Centro Cultural São Paulo (CCSP) a Mostra Panorama – Que História é Essa?, com leituras encenadas, mesas de debate e encontros entre artistas, dramaturgos e pesquisadores dedicados à história do teatro infantil brasileiro. A programação é gratuita e integra o projeto desenvolvido pela companhia em 2026 com apoio do Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo, voltado à pesquisa, ao resgate e à difusão da dramaturgia para as infâncias.

A mostra integra um projeto mais amplo da Cia Bendita – fundada em 2012 por Jackie Obrigon e Marcelo Romagnoli – que propõe um mergulho na produção dramatúrgica voltada às infâncias, de 1948 ao ano 2000, num recorte entre São Paulo e Rio de Janeiro. Ao longo de 2026, a Cia Bendita reuniu artistas, pesquisadores, educadores e grupos teatrais em um processo de investigação que procura recuperar obras, autores e experiências que ajudaram a construir o teatro infantil brasileiro.

Como parte da pesquisa, quatro grupos de diferentes regiões da cidade foram convidados a investigar dramaturgias de autores fundamentais do teatro para as infâncias. “A proposta foi escolher os textos que representassem a trajetória dos autores e pudessem estabelecer diálogo com os coletivos envolvidos”, coloca Jackie.

A Mostra Panorama reúne textos de autores fundamentais do teatro para as infâncias: A Sopa de Pedra, de Tatiana Belinky (1919-2013); Histórias de Lenços e Ventos, de Ilo Krugli (1930-2019); O Casaco Encantado, de Lucia Benedetti (1914-1989); e Pluft, o fantasminha, de Maria Clara Machado (1921-2011), e O Dia de Alan, de Vladimir Capella (1951-2015). As leituras serão realizadas pelos seguintes grupos, respectivamente: Cia Lúdicos de Teatro Popular, Grupo Rosas Periféricas, Cia Bendita, Grupo Pasárgada e Grupo Pandora de Teatro. “É importante tratar a dramaturgia para crianças como literatura e como arte, e não apenas como entretenimento. Existe uma história, existe uma pesquisa e existe um campo artístico com muitas possibilidades. Se não falarmos sobre isso, essa memória vai desaparecendo”, afirma Marcelo Romagnoli, cofundador, dramaturgo e diretor da Cia Bendita.

As leituras são acompanhadas por mesas de debate que abordam diferentes períodos e perspectivas dessa produção. No dia 27, o encontro Histórias daquela Cena, com mediação de Gabriela Romeu, reúne Ronaldo Ciambroni, Angelo Brandini e Osvaldo Gabrieli. No dia 28, Lucas Larcher medeia a conversa Que História é Essa? A cronologia do teatro infantil brasileiro, com Maria Lucia Pupo, Eduardo Bartolomeu e Cris Lozano.

Em 29 de outubro, a mesa Histórias daquele Palco, mediada por Mônica Rodrigues Costa, conta com Theodora Ribeiro, Luiz Amorim e Cibele Troyano. No dia 30, Dib Carneiro Neto conduz Histórias de Hoje – O moderno teatro para crianças, com Carla Candiotto, Tuna Serzedello e Amauri Falseti. Os encontros aproximam diferentes gerações de artistas e pesquisadores para discutir a memória, as transformações e os caminhos do teatro para as infâncias.

No último dia da mostra, 31 de outubro, às 15h, acontece o lançamento do livro Dramaturgia – Cinco textos de teatro para todas as idades, de Marcelo Romagnoli. Às 17h, o Grupo Pandora de Teatro realiza, no espaço externo do CCSP, a leitura de O Dia de Alan, de Vladimir Capella.

Sobre a Cia Bendita

Fundada em 2012 por Jackie Obrigon e Marcelo Romagnoli, a Cia Bendita é um grupo de São Paulo dedicado à produção teatral para crianças e jovens. Ao longo de 14 anos de trajetória, desenvolveu uma dramaturgia contemporânea e ações de formação que incluem encontros de dramaturgia, oficinas, materiais didáticos, encontros com educadores e atividades com estudantes da rede pública. A companhia recebeu prêmios como APCA, Coca-Cola Femsa e Prêmio SP de Incentivo ao Teatro Jovem. Seu núcleo artístico é formado também por Guto Togniazollo, Fausto Franco e Bruno Garcia. Atualmente, mantém parceria com a Corpo Rastreado na produção de seus projetos.

O repertório da Cia Bendita reúne  Terremota (2012), Gagá (2017), Elagalinha (2019), Fábula (2022) e O Retrato de Janete (2024).

SERVIÇO:

Mostra Panorama – “Que História é Essa?”

Data: 27 a 31 de outubro de 2026 | Entrada Gratuita

Local: Centro Cultural São Paulo (CCSP) – Rua Vergueiro, 1000 – Paraíso, São Paulo

27/10, terça-feira

18h – Leitura de A Sopa de Pedra, de Tatiana Belinky, pela Cia Lúdicos de Teatro Popular

19h30 – Mesa “Histórias daquela Cena”

Mediação: Gabriela Romeu

Participantes: Ronaldo Ciambroni, Angelo Brandini e Osvaldo Gabrieli

28/10, quarta-feira

18h – Leitura de Histórias de Lenços e Ventos, de Ilo Krugli, pelo Grupo Rosas Periféricas

19h30 – Mesa “Que História é Essa? A cronologia do teatro infantil brasileiro”

Mediação: Lucas Larcher

Participantes: Maria Lucia Pupo, Eduardo Bartolomeu e Cris Lozano

29/10, quinta-feira

18h – Leitura de O Casaco Encantado, de Lucia Benedetti, pela Cia Bendita

19h30 – Mesa “Histórias daquele Palco”

Mediação: Mônica Rodrigues Costa

Participantes: Theodora Ribeiro, Luiz Amorim e Cibele Troyano

30/10, sexta-feira

18h – Leitura de Pluft, o fantasminha, de Maria Clara Machado, pelo Grupo Pasárgada

19h30 – Mesa “Histórias de Hoje – O moderno teatro para crianças”

Mediação: Dib Carneiro Neto

Participantes: Carla Candiotto, Tuna Serzedello e Amauri Falseti

31/10, sábado

15h – Lançamento do livro Dramaturgia – Cinco textos de teatro para todas as idades, de Marcelo Romagnoli, na Biblioteca do CCSP

17h – Leitura de O Dia de Alan, de Vladimir Capella, pelo Grupo Pandora de Teatro, no espaço externo do CCSP.

(Com Daniele Valério/Canal Aberto Comunicação)

Carioca Matsuri transforma o Rio em uma grande imersão na cultura japonesa

Rio de Janeiro, RJ, por Kleber Patricio

Evento acontece de 31/10 a 2/11 com mais de 80 horas de programação e expectativa de receber 35 mil pessoas; entre os destaques um restaurante temático comandado pelo chef estrelado Michelin André Kawai. Fotos: Divulgação/Carioca Matsuri.

O Carioca Matsuri, a maior experiência imersiva em gastronomia e cultura japonesa do Brasil, será realizado entre os dias 31 de outubro e 2 de novembro de 2026 no Riocentro, Zona Sudoeste do Rio de Janeiro. Com uma proposta contemporânea e sensorial, o Carioca Matsuri 2026 reunirá gastronomia, cultura tradicional japonesa, universo otaku e atrações musicais. Serão mais de 80 horas de programação, distribuídas por uma área de mais de 11 mil m², com expectativa de receber cerca de 35 mil pessoas. O impacto econômico é estimado em R$ 7 milhões, com a geração de mais de 300 empregos diretos e indiretos.

A gastronomia ocupa papel central no festival. Além de pratos tradicionais, haverá comidas de rua famosas no Japão e ainda pouco encontradas no circuito de restaurantes cariocas. Entre os chefs confirmados está André Kawai, um dos principais nomes da gastronomia japonesa no Brasil, Embaixador da Boa Vontade para a Difusão da Culinária Japonesa pelo Ministério da Agricultura, Silvicultura e Pesca do Japão. O título oficial reconhece profissionais que promovem a cultura alimentar do Japão e seus produtos no exterior.

Workshop de Origami.

Detentor de uma estrela Michelin, Kawai é embaixador gastronômico do Carioca Matsuri e presidente da Nagoya Sushi School — considerada a maior escola especializada em gastronomia japonesa do mundo — e da Associação Geral de Sushi do Brasil. No evento, comandará um restaurante temático com uma experiência premium para o público.

O festival também oferecerá oficinas gratuitas de gastronomia em um espaço dedicado aos sabores e às tradições da culinária japonesa. Ao longo dos três dias, chefs e profissionais de destaque da gastronomia japonesa no Brasil estarão à frente das atividades. Os participantes poderão acompanhar de perto o preparo de diferentes pratos, conhecer técnicas e ingredientes e degustar as receitas preparadas durante as próprias aulas. O acesso será gratuito e por ordem de chegada, sem necessidade de inscrição ou retirada antecipada de ingresso.

Inspirado nos festivais populares japoneses, que celebram cultura, convivência e comunidade, o Carioca Matsuri 2026 propõe um encontro que atravessa linguagens e gerações. Ao longo dos três dias, o público poderá acompanhar apresentações de taikô, danças tradicionais, workshops culturais, demonstrações de artes marciais, shows musicais e atrações da cultura pop japonesa, incluindo dubladores, bandas de anime songs e painéis temáticos.

Nikuman.

Haverá ainda desfiles diários de cosplay, com participação do público e inscrições no próprio local. No dia 31 de outubro, também haverá uma categoria especial destinada a personagens e caracterizações inspirados no Halloween. O Carioca Matsuri também será palco da grande final do Mega Cosplay, com premiação total de R$ 15 mil: R$ 8 mil para o campeão, R$ 4 mil para o vice-campeão, R$ 2 mil para o terceiro colocado e R$ 1 mil para o destaque.

Além da loja oficial do Carioca Matsuri em parceria com a Super Fan, o público poderá visitar os expositores do festival e encontrar uma seleção de artigos, produtos e acessórios ligados à cultura japonesa e ao universo otaku, com opções para levar um pedacinho do Japão para casa.

Apresentações musicais e atrações para toda a família

Entre as atrações musicais estará o YuYu20, responsável pelas versões brasileiras das músicas do anime Yu Yu Hakusho, levando aos palcos a trilha sonora que marcou milhares de fãs e se tornou um verdadeiro clássico da cultura pop japonesa. Grandes nomes da canção japonesa e anime songs como Elize Fleury, Karen Ito, Susana Sano, Pamela Yuri, a dupla Cintia Nishimura e Humberto Kenji Sasazaki, entre outros, participarão do evento, assim como Rodrigo Rossi, que apresentará o show “Esferas do zodíaco” ao vivo em comemoração aos 40 anos de Os Cavaleiros do Zodíaco e Dragon Ball. Haverá apresentação do Ryuka Sousaku Eisa Taiko, que se dedica à preservação e divulgação da cultura de Okinawa por meio do Sosaku Eisa, uma expressão contemporânea que une taikos, música, figurinos tradicionais e coreografias vibrantes em um espetáculo cheio de energia e emoção.

Guioza.

Também marcará presença o Tamagusuku Ryu Kotaro Kai Omine Hatsue  Ryubu Dojo, que se dedica à preservação do Ryukyu Buyo (Odori), a tradicional dança clássica de Okinawa, reconhecida por sua elegância, delicadeza e riqueza de movimentos que atravessam gerações.

Entre as atrações para as crianças, o parque inflável Hello Kitty and Friends reúne personagens como Hello Kitty, My Melody, Kuromi e Cinnamoroll em uma experiência lúdica repleta de brincadeiras, cenários temáticos e diversão para toda a família. As crianças poderão explorar um circuito com infláveis, escorregador, cama elástica, área de fotos e atividades interativas, proporcionando uma experiência divertida que celebra a amizade, a imaginação e a magia dos personagens mais queridos da Sanrio.

A programação também contará com os prestigiados dubladores Guilherme Briggs, Wendel Bezerra, Feh Dantas, Tati Keplmair, Vyni Takahashi, entre outros. A Sato Company marca presença com exposição de armaduras a partir de trajes icônicos de séries como Kamen Rider Black e Jaspion e do Cine Sato Company, um espaço dedicado à exibição de trailers, prévias, conteúdos especiais e novidades do universo do tokusatsu, anime e cinema asiático.

Sky Bridge Experience.

Durante todos os dias do evento, a Arena Dance Party vai colocar todo mundo para dançar, com sessões de freeplay e desafios em um espaço totalmente dedicado ao game que já conquistou o público dancer. O Carioca Matsuri contará, ainda, com o Press Start, evento gamer itinerante que reúne games, tecnologia, nostalgia e experiências interativas para diferentes gerações. No Carioca Matsuri, o Press Start ganhará uma edição especial, com uma curadoria de jogos e consoles japoneses, além de experiências para jogar, explorar e se divertir.

Haverá ainda workshops gratuitos de mangá, origami, pixel art, shuji, oshibana, ikebana e bonsai e demonstrações de artes marciais, como Judô, Karatê-Do, Sumô, Aikido e Kendo, com participação do público, atividades de undokai, gincanas lúdicas para toda a família, uma área de games com jogos tradicionais gratuitos e o espaço Kimono Experience, em que os espectadores podem vestir Kimonos e Yukatas originais do Japão.

O evento conta com Rodrigo Coelho, o “Coelho no Japão”, como Embaixador Otaku do festival. Uma das maiores referências em Nintendo e cultura japonesa no Brasil, Rodrigo construiu uma grande comunidade nas redes sociais compartilhando experiências no Japão, curiosidades culturais e os bastidores do universo gamer. Durante os três dias, ele estará no palco principal comandando conteúdos sobre cultura otaku e games, além de receber criadores de conteúdo, convidados e fãs no Lounge VIP.

Tradição e futuro marcam o festival

Pixel Art.

Outro eixo central do Carioca Matsuri 2026 é a construção de uma experiência cenográfica inspirada na dualidade entre tradição e futuro, marca registrada do imaginário japonês. A proposta é reunir, em um mesmo espaço, manifestações culturais históricas ao lado de ativações tecnológicas e elementos da cultura otaku oriental.

A atração internacional Sky Bridge Experience, da Japan Foundation, conecta o evento a essa experiência tecnológica no Rio de Janeiro. O Sky Bridge, originalmente desenvolvido para os planetários no Japão, foi convertido especialmente para a plataforma VR (realidade virtual), e faz parte de uma série de projetos de arte cênica de cooperação internacional da Fundação Japão. O projeto trata do intercâmbio cultural em sua totalidade, ou seja, artes plásticas, música, poesia e trabalho em conjunto. Neste caso, as relações entre japoneses e brasileiros, juntos, organizando um projeto não só para o Japão e o Brasil, mas para o mundo.

“O Carioca Matsuri nasce da vontade de criar uma experiência cultural ainda mais completa e surpreendente para o público carioca. Existe um desejo muito grande de aproximar as pessoas de aspectos da cultura japonesa que elas normalmente só encontrariam em grandes festivais internacionais ou até mesmo no próprio Japão”, afirma Takao Sato, CEO da Tasa Eventos, realizadora do festival ao lado da Agência Siga.

Yuyu.

O Carioca Matsuri é idealizado a partir do legado do Rio Matsuri, festival que construiu forte conexão afetiva com o público ao longo dos anos e aconteceu pela última vez em 2020, reunindo historicamente mais de 120 mil pessoas. Em nova fase, com nova identidade e nova gestão, o projeto se consolida como a principal celebração imersiva da cultura japonesa no Estado do Rio de Janeiro.

Sobre o Carioca Matsuri

O Carioca Matsuri nasce como a evolução do legado do consagrado Rio Matsuri, ampliando sua proposta e consolidando-se como uma das principais celebrações da cultura japonesa no Estado do Rio de Janeiro. O festival reúne tradição e contemporaneidade em uma programação diversa, oferecendo ao público uma experiência completa que conecta gastronomia, arte, cultura, entretenimento e imersão cultural em um só lugar. O evento conta com apoio da Emirates e apoio institucional da Sakura Alimentos e da Ajinomoto Food Service.

Tasa Eventos

É a maior produtora de Matsuris (os festivais de cultura japonesa) do Brasil, com uma edição anual em Maringá (PR), quatro em Santa Catarina, oito no Estado de São Paulo, além do Jungle Matsuri (em Manaus) e agora o Carioca Matsuri, no Rio de Janeiro.  Vencedora de 12 Prêmios Caio Nacional, sendo cinco Jacarés de Ouro na categoria evento artístico-cultural com o case “Festival Nipo Brasileiro de Maringá”. O Prêmio Caio é considerado o mais importante prêmio do mercado de eventos no Brasil.

Agência Siga

Agência de eventos e experiência de marca que atua no Rio de Janeiro, desde 2021, com projetos voltados para grandes players do mercado – como L’Oréal, Magalu, Águas do Rio, Época Cosméticos, Allos, Rádio Tupi, Senac entre outros. Desde 2022, a SIGA investe em projetos proprietários voltados à aquisição direta (verba marketing) ou via leis de incentivo (renúncia fiscal), com destaque para o “Festival 021” – três edições realizadas com 60 mil pessoas presentes, e o “Press Start”, evento itinerante de games em shoppings que já passou por 10 cidades e reuniu mais de 90 mil pessoas.

SERVIÇO:

Carioca Matsuri 2026

Data: 31 de outubro, 1 e 2 de novembro de 2026

Horário: 11h às 22h

Local: Riocentro – Rio de Janeiro (RJ)

Ingressos: disponíveis pela plataforma Ticketmaster

https://www.ticketmaster.com.br/event/carioca-matsuri-2026

Gratuidade para crianças de até 10 anos e 11 meses acompanhadas de um adulto pagante

Realização: Tasa Eventos e SIGA.AG

Site oficial: https://cariocamatsuri.com.br/

Instagram: https://www.instagram.com/cariocamatsuri/.

(Com Beatriz Caillaux)