Notícias sobre arte, cultura, turismo, gastronomia, lazer e sustentabilidade

Inscreva seu e-mail e participe de nossa Newsletter para receber todas as novidades

Bem-estar nas montanhas capixabas combina clima serrano, banhos de floresta e contato com a natureza

Vargem Alta, ES, por Kleber Patricio

Piscina aquecida, massagens e experiências em meio à Mata Atlântica fazem parte da proposta do Eco Lodge Natureza em Vargem Alta, próximo à Pedra Azul. Fotos: Divulgação/Eco Lodge Natureza.

Temperaturas mais amenas, silêncio, Mata Atlântica preservada e uma rotina marcada por atividades ao ar livre. Nas montanhas capixabas, o contato com a natureza vem ganhando espaço também entre viajantes que procuram experiências de descanso e bem-estar, combinando o clima serrano com práticas que ajudam a desacelerar. Em Vargem Alta, a cerca de duas horas de Vitória e a apenas 20 minutos da Pedra Azul, o Eco Lodge Natureza reúne algumas dessas experiências dentro da Reserva Ambiental Águia Branca, uma das maiores Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs) do Espírito Santo.

São mais de 2.200 hectares de Mata Atlântica preservada ao redor da hospedagem, criando um cenário em que atividades de lazer convivem com caminhadas pela floresta, observação da fauna, momentos de descanso e experiências voltadas à conexão com o ambiente natural.

Para quem busca combinar descanso, bem-estar e atividades ao ar livre, o hotel oferece opções como piscina aquecida e massagens, além de experiências ligadas diretamente à natureza, como o Banho de Floresta e as trilhas pela reserva, que permitem observar a fauna e a flora da região.

Uma pausa na rotina

Uma das experiências voltadas ao bem-estar oferecidas pelo hotel é o Banho de Floresta, inspirado na prática japonesa conhecida como Shinrin-yoku. A proposta é diferente de uma caminhada convencional. Durante a atividade, o percurso pela floresta é realizado de maneira contemplativa, com atenção aos sons, aromas, texturas e demais elementos presentes no ambiente.

A experiência utiliza a própria Mata Atlântica como cenário para momentos de relaxamento e conexão com a natureza, acompanhando um movimento crescente de viagens em que descanso e atividades ao ar livre passam a dividir espaço com os roteiros turísticos tradicionais.

Além disso, massagens complementam a proposta de bem-estar do lodge, enquanto a piscina aquecida permite aproveitar momentos de descanso mesmo nos períodos em que as temperaturas ficam mais baixas nas montanhas.

Mata Atlântica convida à imersão

Para quem prefere combinar descanso e movimento, a Reserva Ambiental Águia Branca possui trilhas guiadas e autoguiadas. As atividades acompanhadas são conduzidas por mediadores ambientais, enquanto os percursos autoguiados podem ser realizados pelos hóspedes e visitantes no próprio ritmo.

Os caminhos atravessam áreas preservadas da Mata Atlântica e favorecem o contato com a fauna e flora da região, onde podem ser encontrados macacos, preguiças e diferentes espécies de aves.

O birdwatching é, inclusive, um dos destaques do local. Com um recorde de mais de 215 espécies de aves registradas em um único dia, a Reserva Ambiental Águia Branca está entre os principais pontos para observação de aves do Espírito Santo e da Mata Atlântica brasileira.

O próprio entorno de Vargem Alta amplia as possibilidades de passeios. A localização permite acessar atrações como o Parque Estadual da Pedra Azul e a Rota do Lagarto, além de cachoeiras, propriedades rurais, mirantes e roteiros ligados ao agroturismo das Montanhas Capixabas.

Hospedagem cercada pela floresta

Inserido na Reserva, o Eco Lodge Natureza possui 30 acomodações divididas entre chalés à beira do lago, chalés na montanha e apartamentos. A estrutura inclui ainda quadras esportivas, brinquedoteca, salão de jogos e campo de golfe. A combinação permite alternar atividades na natureza com períodos de descanso, especialmente durante os dias de clima mais frio característicos da região serrana.

A gastronomia acompanha a proposta de valorização do território. O restaurante Sapucaia da Mata busca trabalhar com produtores e ingredientes da região, enquanto o café da manhã inclui itens preparados artesanalmente, como pães, bolos, geleias, frutas da estação e granola produzida no próprio hotel.

A ideia é permitir que cada visitante estabeleça seu próprio ritmo durante a estadia, alternando caminhadas pela floresta, observação de aves, momentos na piscina aquecida, massagens e períodos de descanso ao redor do lago, às montanhas e à vegetação preservada.

SERVIÇO:

Eco Lodge Natureza

Endereço: Rodovia ES-164, Km 303,5, Alto Castelinho, Vargem Alta, Espírito Santo.

Informações e reservas: naturezaecolodge.com.br

Telefone: (28) 99966-9580

Instagram: @naturezaecolodge.

(Com Eliria Buso/Assimptur)

CCBB SP apresenta exposição “Marlene Barros: tecitura do feminino”

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Com curadoria de Betânia Pinheiro, exposição reúne 15 obras que refletem sobre corpo, memória e os saberes transmitidos entre gerações. Obra: Bibelô.

O Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo recebe a exposição “Marlene Barros: Tecitura do Feminino”, primeira mostra individual da artista maranhense na instituição. Com curadoria de Betânia Pinheiro, a exposição reúne 15 trabalhos produzidos em diferentes momentos da trajetória de Marlene Barros, entre esculturas, bordados, crochês, instalações e objetos, que transformam técnicas tradicionalmente associadas ao ambiente doméstico em linguagem artística para discutir questões relacionadas ao corpo feminino, à memória, ao cuidado e às estruturas históricas que invisibilizaram a produção das mulheres.

Com mais de quatro décadas de atuação, Marlene Barros construiu uma pesquisa artística que tem o universo feminino como eixo central de sua produção. Em suas obras, linha, tecido, bordado e crochê deixam de ocupar o lugar do fazer utilitário para se afirmarem como instrumentos de elaboração estética, crítica e política.

Obra: Saco de pancadas.

Inspirada em uma pesquisa iniciada durante seu mestrado em Arte Contemporânea na Universidade de Aveiro, em Portugal, a artista parte da ideia da costura como gesto de reparação simbólica. O projeto nasceu a partir da proposta de intervir em uma casa em ruínas localizada no campus da universidade, experiência que levou Marlene a estabelecer relações entre arquitetura, memória e corpo.

Na exposição, costurar torna-se um gesto de reconstrução, enquanto o entrelaçamento das linhas remete às relações familiares, aos afetos, às heranças culturais e às marcas deixadas pelo tempo. Ao mesmo tempo, a mostra evidencia como atividades historicamente desempenhadas por mulheres foram sistematicamente desvalorizadas e afastadas do reconhecimento institucional no campo das artes.

“Essa exposição nasceu de uma pesquisa muito íntima sobre a condição da mulher, os saberes transmitidos entre gerações, o trabalho invisibilizado, os afetos, as cicatrizes e as resistências que atravessam nossas vidas. Ver esse trabalho ganhar novos sentidos a partir do olhar de cada visitante foi um dos maiores presentes que eu poderia receber. Esse é, para mim, o verdadeiro sentido da arte”, comenta Marlene Barros.

Reunindo obras produzidas em diferentes períodos da trajetória da artista, Marlene Barros: tecitura do feminino apresenta um percurso que atravessa temas como maternidade, identidade, sexualidade, violência, pertencimento e memória. Sem seguir uma ordem cronológica, a mostra propõe um percurso livre, aproximando trabalhos que dialogam entre si por meio da materialidade dos tecidos, dos bordados e das esculturas.

Obra: Útero 1.

Entre os destaques está “Eu tenho a tua cara”, instalação composta por 49 rostos femininos que tensiona as relações entre identidade, alteridade e construção social do indivíduo. Em “Caixa Preta”, fotografias, colagens, intervenções têxteis e escritos formam um autorretrato expandido, atravessado por memórias pessoais e afetivas.

Já “Coso porque está roto” utiliza um casaco bordado para estabelecer relações entre corpo, cura e reparação simbólica, enquanto “Entre nós” propõe uma imersão em peças confeccionadas em crochê que revisitam práticas tradicionalmente atribuídas às mulheres. Em “Quem pariu, que embale”, Marlene Barros questiona a naturalização do cuidado como responsabilidade exclusivamente feminina.

Durante o período expositivo, a programação educativa reúne atividades voltadas a públicos de diferentes idades, como visitas mediadas, oficinas, palestras e experiências de criação coletiva relacionadas aos processos de bordado, costura e crochê. As ações ampliam o diálogo com a exposição e convidam o público a experimentar essas técnicas como formas de expressão, elaboração da memória e compartilhamento de experiências.

“Iniciamos essa conversa em São Luís, ampliamos esse percurso em Belo Horizonte e agora esperamos que o público de São Paulo entre nessa ciranda para dar continuidade a esse diálogo. É uma conversa que não se encerra nas obras, mas se amplia nas experiências compartilhadas entre muitas pessoas. Espero que sigamos refletindo sobre o feminino como uma construção histórica, social e cultural, honrando as ancestrais que abriram os caminhos para que hoje possamos compartilhar experiências, memórias e narrativas de mulheres”, comenta a curadora Betânia Pinheiro.

Obra: Grávidas.

Para Gabriela Azevedo, gerente geral do CCBB São Paulo, “receber esta exposição, que transforma práticas têxteis em expressões poéticas e políticas, é reafirmar a diversidade das expressões femininas na arte brasileira. São esculturas, instalações, objetos que representam práticas e memórias historicamente marginalizadas e realizá-la no CCBB é fortalecer o compromisso com a escuta, a reflexão e ampliação de perspectivas sobre o feminino na contemporaneidade”.

Sobre as ações educativas

Para a exposição Tecitura do Feminino, o programa CCBB Educativo – Arte e Cultura preparou uma série de atividades gratuitas, para toda a família. O público poderá interagir com o Sensorial Estúdio “Tornar-se Pele”, criado como um símbolo de uma travessia por todas as peles que nos vestiram. A programação traz ainda duas ações cênico-musicais. Em Som em Cena: “Tear-te” o trabalho manual se transforma em ritmo, entendendo o gesto repetitivo como composição. Já no InsPIRAção: “COMfiar”, a equipe educativa enreda significados das obras com os visitantes passantes usando fios, nós e tramas.

Aos sábados e domingos, o projeto Tardes Brincantes traz atividades livres e com hora marcada para que, fio a fio, visitante a visitante, sejam tecidas as experiências. O público poderá participar da oficina Primeiro Brincar: “trAvessos”, que convida os pequenos a descobrir o avesso do corpo e adentrar nesses órgãos. Já na Oficininha: “Eu tenho sua máscara”, as crianças são convidadas a criar uma nova face para Cazumbá, personagem do Bumba Meu Boi da Baixada Maranhense.

Outra opção é a FaBrincando: “Tramas em Retalhos”, em que as crianças experimentam o bordado em diferentes suportes, como papel, pedra e madeira. Para os fãs de histórias e leituras, a contação Conto um Conto “De Ponto em Ponto’” traz uma seleção da tradição oral, enquanto o projeto “Que Livro é Esse?” terá como opções as obras Meninas podem ser tudoMeninos podem ser tudoO quintal das irmãsA menina que bordava bilhetesA tecelã dos sonhos e Este não é um livro de princesas.

Durante o período da exposição é possível conferir ainda a Oficina Integrada: Linha Em fusão, com senhas distribuídas 15 minutos antes de cada sessão. Esta prática de ateliê traz como inspiração a matéria-prima da artista Marlene Barros, ensinando aos participantes o ofício de fiar.
A programação ainda inclui visitas mediadas com a curadora Betânia Pinheiro, workshop sobre curadoria, mediação e acessibilidade, a oficina “Arpilleras de si”, conduzida pela própria artista, além de performances e práticas de ateliê abertas ao público. As atividades contemplam diferentes perfis, entre educadores, artistas, estudantes, produtores culturais e público em geral, criando espaços de troca, experimentação e reflexão a partir dos temas presentes na exposição.

Sobre a artista

Natural de Bacurituba (MA), Marlene Barros é artista visual, pesquisadora e produtora cultural. Com mais de quarenta anos de trajetória, desenvolve trabalhos em escultura, crochê, pintura, performance, instalação e intervenção artística, tendo o universo feminino como principal eixo de investigação.

É coordenadora do Ateliê Marlene Barros e do Ponto de Cultura Coletivo ZBM, espaços dedicados à formação artística e ao fortalecimento da produção cultural maranhense. É bacharel em Desenho Industrial pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), especialista em Artes Visuais: Cultura e Criação pelo Senac e mestre em Arte Contemporânea pela Universidade de Aveiro, em Portugal.

SERVIÇO:

Marlene Barros: Tecitura do Feminino 

Período: 26 de agosto de 2026 a 25 de janeiro de 2027

Local: Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo

Endereço: Rua Álvares Penteado, 112 – Centro Histórico – São Paulo (SP)
Entrada gratuita

Ações Formativas

Visita mediada da exposição

Data: 29 de agosto (sábado)

Horário: 10h

Com: Betânia Pinheiro, curadora

Público: público em geral

Workshop “Tecendo Experiências: Curadoria, Mediação e Acessibilidade”

Data: 24 de outubro (sábado)

Horário: 15h às 17h30

Com: Betânia Pinheiro, curadora

Público: educadores, mediadores culturais, artistas, estudantes, produtores culturais e demais interessados

Oficina “Arpilleras de si”

Data: 12 a 15 de novembro

Horários: quinta e sexta, das 15h às 18h; sábado e domingo, das 10h às 13h

Com: Marlene Barros

Público: mulheres cis e trans, pessoas não binárias, artesãs e artistas maiores de 18 anos

Prática de ateliê

A partir de 04 de setembro

Datas: sextas, sábados e domingos

Horários: 12h30 às 14h e 18h30 às 20h

Público: público em geral

Funcionamento

Aberto todos os dias, das 9h às 20h, exceto às terças-feiras.

Informações

Telefone: (11) 4297-0600

Estacionamento

O CCBB possui estacionamento conveniado na Rua da Consolação, 228. Valor: R$ 14 pelo período de seis horas, mediante validação do ticket na bilheteria. O traslado entre o estacionamento e o CCBB é gratuito, das 12h às 21h.

Van gratuita

Saídas da Rua da Consolação, 228, com retorno também ao metrô República, das 12h às 21h.

Transporte público

O CCBB São Paulo está localizado a cerca de cinco minutos da estação São Bento do Metrô. Também há diversas linhas de ônibus com parada nas ruas Líbero Badaró e Boa Vista.

Acessibilidade

Pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida podem utilizar a entrada lateral, localizada à esquerda da entrada principal.

bb.com.br/cultura

instagram.com/ccbbsp | facebook.com/ccbbsp | tiktok.com/@ccbbcultura

ccbbsp@bb.com.br.

(Com Yasmim Bianco/Assessoria Bianco)

Performance “Escrevendo na cova de alguém”, de Lena Giuliano, convida público a experimentar um velório em vida e refletir sobre a finitude

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Apresentações acontecem de 18 a 30 de agosto no Sesc Avenida Paulista. Foto: Caio Lunardi.

Falar sobre a morte ainda é um dos maiores tabus da cultura ocidental. Em muitos contextos, o tema é evitado por ser associado ao mau agouro, à tristeza ou à morbidez. No entanto, pesquisas apontam justamente o contrário: encarar a finitude pode ampliar a percepção sobre o presente, fortalecer vínculos afetivos, favorecer escolhas mais conscientes e aumentar a valorização da própria vida— é a partir dessa provocação que a performer, dramaturga e pesquisadora Lena Giuliano apresenta “Escrevendo na cova de alguém”, uma experiência individual em que convida cada participante a imaginar a própria despedida. Após uma conversa breve e descontraída, a artista escreve um obituário personalizado e conduz um pequeno “velório em vida”, criando um espaço de escuta, humor e reflexão sobre aquilo que permanece quando pensamos no fim. As apresentações acontecem de 18 a 30 de agosto de 2026, terças, às 16h, sábados e domingos, às 13h30, no Bulevar, ao lado do Sesc Avenida Paulista.

A performance foi concebida no contexto do One to One Art Project, iniciativa internacional financiada pelo programa Creative Europe, dedicada à criação de obras em formato um a um, nas quais artista e espectador compartilham uma experiência íntima. Antes de chegar ao Brasil, onde realizou apresentações na Farofa do Processo, o trabalho passou pela Croácia, Finlândia e Portugal, estabelecendo diálogos com diferentes culturas sobre um tema universal.

Em Escrevendo na cova de alguém, Lena desloca a morte do lugar do medo para o da imaginação. Em vez de tratar a finitude como um acontecimento distante ou exclusivamente doloroso, a performance propõe um exercício de presença: o que gostaríamos que fosse lembrado sobre nós? Quais histórias sobreviveriam? O que ainda queremos viver? Ao transformar essas perguntas em experiência artística, a obra convida o público a olhar para a morte como uma forma de iluminar a própria vida.

Lena nasceu em Buenos Aires, é radicada em São Paulo e graduada em Artes Cênicas pela Universidade de São Paulo (USP). A artista desenvolve pesquisas em dramaturgia e escrita performática. Foi bolsista da Fapesp e pesquisadora visitante da Université Sorbonne Nouvelle – Paris III. Participou do espetáculo Perros: diálogos caninos, apresentado na MITsp 2024, e é autora da ópera Juanita: una historia de amor en portuñol, apresentada em 2026, no Theatro São Pedro.

SERVIÇO:

Performance Escrevendo na cova de alguém, com Lena Giuliano

Data: 18 a 30 de agosto de 2026. Terças, às 16h. Sábados e domingos, às 13h30.

Local: Bulevar (ao lado do Sesc)

Duração: 300 minutos

Classificação indicativa: Livre

Grátis

Sesc Avenida Paulista

Avenida Paulista, 119, Bela Vista, São Paulo

Fone: (11) 3170-0800

Transporte Público: Estação Brigadeiro do Metrô – 350m

Horário de funcionamento da unidade: Terça a sexta, das 10h às 21h30; sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h30.

(Com Fernanda Porta Nova Sesc Avenida Paulista)

Aman Venice lança Palazzo Kitchen Table, fusão intimista de culinária veneziana e técnicas japonesas

Veneza, Itália, por Kleber Patricio

The Palazzo Kitchen Table – chef executivo Matteo Panfilio na cozinha do Aman Venice.

O Aman Venice apresenta o Palazzo Kitchen Table, uma nova experiência gastronômica criada para celebrar a excelência dos ingredientes sazonais da região do Vêneto. Com apenas oito lugares, a experiência intimista destaca o melhor da sazonalidade italiana por meio de uma combinação cuidadosa de técnicas culinárias italianas e japonesas, refletindo a visão gastronômica e as paixões do chef executivo Matteo Panfilio.

Ao redor de um balcão aberto em estilo teppanyaki, localizado no térreo do palácio do século XVI, o menu degustação de 10 etapas conduz os convidados por uma jornada inspirada na filosofia omakase, ao mesmo tempo em que homenageia a região do Vêneto com ingredientes como alcachofras-violetas da ilha de Sant’Erasmo, ervas silvestres da costa de Cavallino e frutos do mar frescos do Mar Adriático.

Esses ingredientes são valorizados por técnicas japonesas, como teppanyaki e yakiniku, escolhidas para preservar a pureza e a integridade de cada elemento, e complementadas por molhos e temperos japoneses leves. O calor intenso da chapa teppanyaki preserva os sucos naturais dos ingredientes, enquanto a grelha yakiniku adiciona delicadas notas defumadas e uma sutil caramelização, criando um equilíbrio sofisticado entre intensidade e leveza.

Para completar a experiência, o Aman Venice oferece harmonização de vinhos selecionados a partir da carta da propriedade, além da oportunidade de tornar a noite ainda mais especial com rótulos raros e prestigiados da Master’s Collection.

Para reservas e mais informações, acesse https://www.aman.com/hotels/aman-venice/dining/palazzo-kitchen-table.

Sobre o Aman Group

O Aman foi fundado em 1988 com a visão de criar uma coleção de refúgios intimistas, com a hospitalidade discreta e acolhedora de uma elegante residência particular. O primeiro empreendimento, Amanpuri (“lugar de paz”), em Phuket, na Tailândia, deu origem a esse conceito e, desde então, a marca cresceu para reunir 35 hotéis, resorts e residências de marca, reconhecidos por sua serenidade e exclusividade, distribuídos entre destinos urbanos e remotos em 20 localidades ao redor do mundo. O Aman também mantém um sólido pipeline de novos projetos em desenvolvimento.

Nos últimos anos, o Aman Group expandiu seu estilo de vida para além da hotelaria, lançando a Aman Skincare (2018), a linha de suplementos Sva (2020), a coleção Aman Fine Fragrance (2020), a linha de roupas The Essentials by Aman (2021), a linha de skincare de alta performance Aman Essential Skin (2023) e a Aman Interiors (2023), que oferece peças de mobiliário exclusivas inspiradas no universo Aman.

Tendo a inovação como um dos pilares da filosofia da marca, em 2020 o Aman lançou uma nova bandeira hoteleira: Janu, palavra que significa “alma” em sânscrito. A marca propõe uma nova expressão da hospitalidade, inspirando e energizando seus hóspedes por meio de espaços transformadores, experiências gastronômicas inovadoras e instalações de bem-estar de última geração em uma escala sem precedentes. Em março de 2024, o primeiro hotel da marca, o Janu Tokyo, abriu suas portas, e diversos outros empreendimentos Janu já estão em desenvolvimento.

(Com Erica Jhiane/Azzi+Co.)

Com visto dispensado até 2029, destinos fora da rota clássica ganham espaço no Japão

Japão, por Kleber Patricio

Castelo de Kanazawa, na região central do Japão. Foto: Divulgação/Pixabay.

A decisão do governo japonês de prorrogar até 2029 a isenção de visto para turistas brasileiros chega como um incentivo para quem sonha em conhecer a chamada “Terra do Sol Nascente” ou mesmo voltar. Com menos burocracia para planejar e realizar a viagem, cresce o interesse por roteiros que vão além das paradas em Tóquio, Kyoto e Osaka, revelando um Japão marcado por tradições regionais, paisagens naturais, gastronomia e experiências culturais ainda pouco conhecidas pelos brasileiros. Segundo a Japan National Tourism Organization (JNTO), mais de 110 mil brasileiros visitaram o Japão em 2025 (um aumento de 29% em relação a 2024), reforçando o interesse crescente pelo destino. Para a Quickly Travel, especializada em viagens ao país e integrante do grupo japonês JTB, a prorrogação da isenção de visto deve estimular não apenas as primeiras viagens, mas também roteiros mais personalizados.

Para Mami Fumioka, CEO da Quickly Travel, além de facilitar o planejamento e diminuir custos, a renovação da isenção de visto transmite segurança para quem deseja visitar o país asiático. “A extensão da facilidade até setembro de 2029 reduz uma etapa do planejamento e reforça a confiança do viajante em escolher o Japão como destino. Isso também abre espaço para que as pessoas pensem em roteiros mais completos, incluindo regiões menos conhecidas, e até considerem uma segunda viagem para explorar outras partes do país”.

Com o acordo firmado, brasileiros podem ficar no país por até 90 dias consecutivos. A isenção não é válida para viajantes que exerçam no Japão trabalho remunerado ou atividades que exijam um visto específico.

Seis destinos para descobrir um Japão além da rota clássica

Entre os destinos que podem entrar no roteiro do viajante que quer conhecer um Japão fora do óbvio está Kanazawa, famosa pelos jardins tradicionais, bairros históricos preservados e pela rica gastronomia. Nos alpes japoneses, Takayama conquista visitantes com ruas centenárias, mercados locais e festivais que mantêm vivas tradições japonesas.

Já a pequena ilha de Naoshima tornou-se referência internacional ao transformar arte e arquitetura em suas principais atrações. No sul do país, Kyushu reúne águas termais, vulcões, natureza exuberante e cidades históricas, enquanto Tohoku, no norte, oferece paisagens preservadas, lagos, montanhas e festivais tradicionais que permanecem fora da rota da maioria dos turistas internacionais.

Para quem deseja vivenciar uma das experiências mais tradicionais do Japão, a recomendação é incluir no roteiro uma hospedagem em um ryokan. A tradicional estalagem japonesa combina arquitetura típica, gastronomia regional, trajes típicos que podem ser utilizados pelos visitantes, camas de futon e banhos termais mais conhecidos como onsen. As já citadas regiões de Takayama e Kyushu oferecem muitas opções para quem busca a experiência. Outra opção é Hakone, cidade localizada a cerca de 100 quilômetros de Tóquio e que, em dias de céu aberto, oferece uma bela vista para o Monte Fuji.

Segundo Mami, a facilidade de entrada no Japão por 90 dias também favorece um novo olhar sobre o destino. “Hoje, percebemos que muitos viajantes querem vivenciar o Japão de forma mais profunda. Não se trata apenas de visitar os lugares mais famosos, mas de entender as particularidades de cada região, experimentar sabores locais e viver experiências que dificilmente cabem em um roteiro de poucos dias ou que inclua somente as cidades mais populares”, conclui.

(Com Karina Fusco/Business Factory)