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Arte & Cultura

São Paulo, SP

Sesc Avenida Paulista promove exibição e bate-papo do filme “Eu não quero voltar sozinho”, de Daniel Ribeiro

por Kleber Patrício

No dia 30 de setembro, das 18h às 20h, o Sesc Avenida Paulista realiza uma sessão cineclubista com a exibição do curta-metragem “Eu Não Quero Voltar Sozinho”, dirigido pelo cineasta brasileiro Daniel Ribeiro. Após a sessão, o público é convidado a participar de um bate-papo para compartilhar impressões, experiências e diferentes leituras sobre a obra. A […]

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Concessionária instala passagem aérea de fauna inédita na região de Ribeirão Preto para reforçar proteção de espécies em extinção

Ribeirão Preto, SP, por Kleber Patricio

Estrutura faz parte de um complexo de proteção de fauna que está sendo instalado nos trechos em duplicação da SP-255, administrada pela Arteris ViaPaulista. Foto: Divulgação.

A Arteris, especialista em gestão de rodovias, acaba de implantar a primeira passagem aérea de fauna da região de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo. Desenvolvida para permitir a travessia segura de animais silvestres entre fragmentos de vegetação separados pela rodovia, a estrutura faz parte de um complexo de proteção de fauna que envolve também mais de 50 passagens inferiores e está sendo instalado ao longo dos trechos em duplicação da SP-255, administrada pela Arteris ViaPaulista.

Instalado no km 47,4 da SP-255, em Guatapará, e inédito na região nordeste paulista, o dispositivo aéreo fica a seis metros de altura e conta com plataformas de madeira com telas laterais de proteção para evitar fugas ou quedas, direcionando os animais. Estrategicamente posicionado nas proximidades do Rio Mogi-Guaçu para atender a um trecho de grande biodiversidade regional, composto por uma matriz de Cerrado com transição para a Mata Atlântica e mata ciliar, ele possibilita a travessia segura de espécies arborícolas, que se deslocam pelas copas das árvores, como o macaco-prego (em risco de extinção), além de bugios, saguis-de-tufo-preto, quatis e gambás, comuns na região.

A ação reforça o compromisso permanente da Arteris com a segurança viária, a proteção da biodiversidade e a adoção de soluções que conciliam infraestrutura, preservação do meio ambiente e sustentabilidade, temas alinhados à Agenda ESG. A companhia possui, atualmente, mais de 260 passagens de fauna em trechos administrados pelas suas concessionárias nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Santa Catarina, além de mais de 200km de cercas direcionadoras também instaladas estrategicamente ao longo dos trechos para evitar que animais silvestres acessem as rodovias. Esse conjunto de iniciativas impacta diretamente a segurança nas estradas e já contribuiu para a redução de 27% nos acidentes envolvendo a fauna silvestre, somente nos últimos cinco anos. “Mais do que estruturas para a travessia de animais, as passagens de fauna contribuem para restabelecer a conectividade entre áreas naturais separadas pela rodovia, favorecendo o deslocamento da fauna e a proteção dos ecossistemas locais. É uma solução que alia engenharia, segurança viária e conservação ambiental”, destaca Richardson Costa de Faria, gerente de Meio Ambiente da Arteris.

Além da estrutura em Guatapará, a Arteris também possui passagens aéreas de fauna na BR-101/RJ Norte, no trecho administrado pela Arteris Fluminense. Referência nacional, o corredor ecológico localizado entre Casimiro de Abreu e Rio Bonito conta com 72 km de extensão e abriga 37 estruturas voltadas à travessia segura de animais silvestres. O complexo de passagens de fauna fluminense já registrou a passagem de mais de 103 espécies e superou a marca de 1,3 mil travessias de micos-leões-dourados, espécie ameaçada de extinção que é endêmica na região.

Atuação integrada em prol da valorização da vida 

A atuação da Arteris na área de segurança viária é baseada em estudos técnicos, pesquisas de comportamento, análise de tráfego, mapeamento de acidentes, aplicação de novas tecnologias e ações educativas para reduzir acidentes e mortes nas rodovias que administra, em ações coordenadas junto às concessionárias que compõem o grupo.

Cada concessionária possui seu próprio Plano de Redução de Acidentes (PRA), elaborado pelo Grupo Estratégico de Redução de Acidentes Rodoviários (Gerar) e estruturado em três pilares:

Engenharia: obras e projetos de infraestrutura que incluem duplicações, áreas de escape, melhorias na aderência do pavimento, reforços de sinalização e implantação de dispositivos de segurança;

Operações e tecnologia: monitoramento, reforço de equipes em períodos de alto fluxo, apoio a ações de fiscalização e organização de simulados;

Educação: campanhas permanentes, como os Programas Viva, que conscientizam motoristas e passageiros sobre atitudes seguras no trânsito. Em 2025, mais de 89 mil pessoas foram orientadas durante as ações educativas.

Esse esforço contínuo, alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU (Organização das Nações Unidas), principalmente ao ODS 3 (Saúde e Bem-estar), resultou na queda de 11,8% nas fatalidades e de 6,4% no total de acidentes em 2025, no comparativo com o ano anterior, além de redução de 15% no IF3 (número de fatalidades ponderadas pelo tráfego) no mesmo período, progredindo na meta da Agenda ESG, relacionada à diminuição do índice.

(Com Vinicius Kepe/RPMA Comunicação)

Nova exposição do Paço das Artes explora o potencial de transformação das fronteiras

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

RIDE OR DIE, da artista alemã Nina Schönefeld.

No dia 26 de setembro, o Paço das Artes inaugura sua nova exposição, “No limite: forma e transformação”. Inspirada no conceito de “esclarecimento da existência”, do filósofo alemão Karl Jaspers (1883-1969), e em sua definição de “situação-limite”, a mostra explora o potencial de transformação das fronteiras. Com curadoria de Martin Juef e cocuradoria de Francisco Klinger Carvalho, o projeto reúne dezessete artistas de seis países diferentes.

Os limites delineiam os contornos de realidades existenciais. Eles são dinâmicos e, por isso, nunca definitivos. No entanto, todo conceito precisa ser delimitado; caso contrário, perde seu significado. Por conseguinte, os limites são construções necessárias à orientação, embora negociáveis.

As obras desta exposição narram experiências individuais de situações-limite e, ao mesmo tempo, abordam temas relacionados às fronteiras que transformaram significativamente a sociedade ao longo das últimas décadas e continuarão a fazê-lo. Entre eles estão, por exemplo, os discursos sobre fronteiras sociais, ecológicas e físicas. Ao articular experiências subjetivas de situações-limite com questões socialmente relevantes, estabelece-se uma conexão entre autoconsciência individual, nos termos de Jaspers, e transformação social. Processos internos e externos são relacionados entre si.

Martin Juef – Quando a alma desceu para o corpo.

Nesse contexto, os aspectos psicológicos da exposição são combinados com elementos como água, pedras, sal e luz. Nessa atmosfera criada por elementos naturais, as obras interagem como um conjunto de experiências vividas, nas quais os visitantes podem se descobrir e se reencontrar.

O projeto artístico e colaborativo No limite foi concebido originalmente para o Museu da UFPA, em Belém do Pará, onde foi apresentado em 2017. Posteriormente, em parceria com diferentes instituições, a mostra foi exibida na Kunsthalle Bratislava, em 2020, e na GONG Gallery, em Ostrava, na República Tcheca, em 2022. Para a exposição no Paço das Artes, a concepção do projeto foi revisada e atualizada uma vez mais. Por isso, recebe agora o título No limite: forma e transformação.

Sobre o curador

Martin Juef estudou pintura e arte em contexto na Universidade das Artes de Berlim. Sua produção artística abrange pintura, desenho, fotografia e instalação, e suas obras integram importantes coleções públicas e privadas, entre elas o acervo do Museu Nacional da República, em Brasília, a Coleção Chagas Freitas e a Coleção Deutsche Bank. Em seu trabalho, reflete sobre os padrões de percepção das realidades construídas pela mídia, transferindo fenômenos da cultura cotidiana para novos contextos de significado. Desde 2011, atua como curador independente. As exposições e os projetos que ele concebeu e curou receberam apoio dos Institutos Goethe de Salvador e Bratislava, da Pro Helvetia, do Fundo Germano-Tcheco para o Futuro, do Instituto de Relações Culturais Internacionais (IFA) e das universidades de Belém, Fortaleza e Ostrava.

Sobre o cocurador

Francisco Klinger Carvalho nasceu em 1966, em Óbidos (PA), e hoje vive e trabalha em Mannheim, na Alemanha. Estudou artes plásticas na Universidade Federal do Pará, em Belém, entre 1993 e 1997, e deu continuidade à sua formação na Academia de Artes de Düsseldorf, de 1997 a 1999, sob a orientação do professor Tony Cragg, com o apoio de uma bolsa do DAAD. Em 2001, foi artista residente no Kunstverein Bellevue-Saal, em Wiesbaden, e recebeu uma bolsa de trabalho do Instituto de Arte do Pará para desenvolver o projeto Ajuri: a estética utilitária da Amazônia. Entre 2009 e 2011, atuou como professor convidado na Universidade Nacional da Colômbia, em Bogotá. Em 2012, recebeu uma bolsa da Sparkasse Jockgrim/Kandel, na Renânia-Palatinado, Alemanha, e, no ano seguinte, foi agraciado com o Prêmio Itamaraty de Arte, em Brasília. Atualmente, é professor da Academia de Belas-Artes de Mannheim.

No limite: forma e transformação | Artistas

André Albuquerque (Brasil/ Brazil)

Armando de Queiroz Santos Júnior (Brasil/ Brazil)

Chan Sook Choi (Coreia do Sul/ South Korea)

Dominik Dragos Pohludka (República Tcheca/ Czech Republic)

Francisco Klinger Carvalho (Brasil/ Brazil)

Ivana Štenclová (República Tcheca/ Czech Republic)

José Spaniol (Brasil/ Brazil)

Markus Wirthmann (Alemanha/ Germany)

Martin Juef (Alemanha/ Germany)

Monika Rechsteiner (Suíça/ Switzerland)

Nina E. Schönefeld (Alemanha/ Germany)

Pavel Forman (República Tcheca/ Czech Republic)

Silvia Beck (Alemanha/ Germany)

Tereza Capandová (República Tcheca/ Czech Republic)

Tomáš Koudela (República Tcheca/ Czech Republic)

Vera Chaves Barcellos (Brasil/ Brazil)

Zorka Lednarova (Eslováquia/ Slovakia).

SERVIÇO:

No limite: forma e transformação

Abertura: 26 de setembro, das 14h às 19h

Horário de visitação: terças a sábados, das 11h às 19h; domingos e feriados, das 12h às 18h

Local: Paço das Artes

Ingresso: gratuito

Classificação: livre

A programação é uma realização do Ministério da Cultura, Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas de São Paulo, e Paço das Artes, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, ProAC e Promac. O Paço das Artes tem patrocínio institucional da Livelo, Vivo, Goldman Sachs, Ituran e Goodstorage e apoio institucional das empresas Delboni, EAÍ?! Marketing, Unisys, Volkswagen Caminhões e Ônibus, Unipar, Campari, Colégio Albert Sabin, PWC, Pirelli, Alcaçuz, Telium, Kaspersky, Gabriel e Play Audiovisual.

(Fonte: Paço das Artes)

“Vovó Surrealista”: Sesc Belenzinho recebe espetáculo infantil da Cia de Feitos

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Foto: Isaque Alves.

O Sesc Belenzinho recebe até 12 de outubro a peça “Vovó Surrealista”, da Cia de Feitos. As apresentações acontecem aos sábados, domingos e feriados. Os ingressos estão disponíveis no portal sescsp.org.br e nas bilheterias físicas das unidades Sesc, a R$ 40,00 (inteira), R$ 20,00 (meia-entrada) e R$ 12 (Credencial Sesc).

Era uma vez uma vovó que contava histórias… Ou era uma vez a história de uma vovó que… ou a história do era uma vez da vovó… Ou era uma vez, duas, três mil histórias para todo lado, para todo gosto e até para dia cabisbaixo. Afinal, quantos “era uma vez” cabem em uma peça?

Em Vovó Surrealista, a Cia. de Feitos cria um universo onde contar, ouvir e inventar histórias são ações que se misturam. A protagonista é uma vovó cheia de “era uma vez”, que anda com livros debaixo do braço e uma infinidade de narrativas para compartilhar com netos, vizinhos, amigos e até desconhecidos.

Mas essa vovó não gosta de ser chamada de senhora – e seu “era uma vez” não conhece limites. Pode ter qualquer idade, qualquer tamanho, ser mulher, trans menino, esquimó do Saara ou até alguém de lugar nenhum. Porque, nesse território, as histórias não obedecem às regras do mundo real. A partir dessa figura, a Cia. de Feitos constrói um espaço cênico em que narrar também é uma forma de pensar, imaginar e criar possibilidades de existência. As histórias não surgem como algo pronto ou definitivo: elas se transformam à medida que são contadas, ouvidas e reinventadas por quem participa da experiência.

Em vez de apresentar a leitura como um ato passivo, o espetáculo a desloca para o campo da invenção. O público é convidado a habitar uma zona de fronteira entre realidade e imaginação, onde as narrativas podem ganhar novos sentidos, mudar de rumo e ser reescritas. Assim, mais do que acompanhar uma personagem, quem assiste a Vovó Surrealista é convocado a experimentar o próprio ato de fabular. Preencher lacunas, imaginar possibilidades, criar sentidos e entrar em um jogo no qual escutar se tornam formas de participar da história.

Vovó Surrealista é, portanto, uma celebração das infinitas possibilidades do “era uma vez”. Uma peça para quem acredita que toda história pode começar de novo – e que talvez existam tantas histórias quanto maneiras de imaginar o mundo.

FICHA TÉCNICA

Direção e dramaturgia: Carlos Canhameiro

Elenco: Carolina Moreira, Giscard Luccas, Marilene Grama e Odá Silva

Músico ao vivo: Yantó

Trilha sonora: Paula Mirhan e Rui Barossi

Cenário: José Valdir Albuquerque

Figurinos: Anuro e Cacau Francisco

Desenho de som e técnico de som: Pedro Canales

Iluminação e técnico de luz: Daniel Gonzalez

Produção executiva: Mariana Pessoa

Produção administrativa: Jasmim Produção Cultural

A Cia. de Feitos 

Foi criada em 2008, em São Paulo, a partir de uma pesquisa em teatro e performance que resultou no espetáculo Somos de Feitos (2009). Entre suas principais criações estão O Pato, a Morte e a Tulipa (2010), com mais de 150 apresentações, indicado aos prêmios FEMSA e Cooperativa Paulista e eleito um dos melhores espetáculos infantis pela Veja SP; Selma (2013), contemplado pelo ProAC e Prêmio Myriam Muniz e destacado como um dos melhores do ano pela Folha de S.Paulo; Achados & Perdidos (2015), também eleito destaque pela crítica; e Inimigos (2017), que aprofunda a pesquisa sobre temas complexos para crianças. Em 2023, a companhia estreou A Grande Questão, vencedor do Prêmio APCA de Melhor Espetáculo Infantojuvenil, além dos prêmios de Melhor Direção e Melhor Peça pela crítica especializada.

Com mais de 17 anos de trajetória, a Cia. de Feitos se afirma como um grupo de referência na criação de obras para a infância, articulando imaginação e pensamento crítico em seus espetáculos.

SERVIÇO:

Espetáculo “Vovó Surrealista”

De 19 de setembro a 3 de outubro. Sábados e domingos, às 17h.

Dias 10, 11 e 12 de outubro. Sábado, domingo e segunda, às 15h.

Local: Sala de Espetáculos I (120 lugares). Duração: 60 min. Classificação: Livre.

Ingressos: R$ 40,00 (inteira); R$ 20,00 (meia-entrada); R$ 12,00 (Credencial Plena); Crianças até 12 anos não pagam ingresso.

Vendas no portal sescsp.org.br e nas bilheterias das unidades Sesc.

Sesc Belenzinho

Endereço: Rua Padre Adelino, 1000. Belenzinho – São Paulo (SP)

Telefone: (11) 2076-9700

sescsp.org.br/Belenzinho

Estacionamento: De terça a sábado, das 9h às 21h; domingos e feriados, das 9h às 18h.

Valores: Credenciados plenos do Sesc: R$ 10,00 a primeira hora e R$ 4,00 por hora adicional. Não credenciados no Sesc: R$ 20,00 a primeira hora e R$ 5,00 por hora adicional.

Transporte público: Metro Belém (550m) | Estação Tatuapé (1400m)

Sesc Belenzinho nas redes: Facebook | Instagram | YouTube: @sescbelenzinho.

(Com Priscila Dias/Sesc Belenzinho)

Partituras inéditas de Hermeto Pascoal chegam ao Grammy Latino

Rio de Janeiro, RJ, por Kleber Patricio

Carlos Malta e Hermeto Pascoal. Fotos: divulgação.

A obra de Hermeto Pascoal continua revelando surpresas mesmo depois de sua morte. O álbum “Obra Viva de Hermeto Pascoal – Vol. 1: Flautas”, lançado pela Gravadora Rocinante, acaba de receber indicação ao Grammy Latino, levando ao reconhecimento internacional um trabalho construído a partir de partituras inéditas do compositor alagoano, escritas entre 1982 e 1985.

A indicação ganha significado especial porque não se trata de uma releitura de clássicos já conhecidos de Hermeto, mas da descoberta de uma parte ainda pouco explorada de seu extraordinário acervo. São obras que permaneceram guardadas durante décadas e que agora ganham novas interpretações pelas mãos de alguns dos mais importantes músicos brasileiros ligados à música instrumental.

Carlos Malta, o Escultor do Vento, vê com orgulho esta indicação ao Grammy. “É um momento simbólico: o mundo volta a descobrir Hermeto justamente através de uma obra que ainda não conhecia. Em vez de olhar apenas para o legado consagrado do compositor, Obra Viva abre uma janela para seu processo criativo e para uma produção que permaneceu silenciosa por mais de quatro décadas”, destaca o multi-instrumentista que completa 50 anos de carreira, 12 deles tocando ao lado do Bruxo.

Com direção musical do guitarrista e produtor Bernardo Ramos, “Obra Viva de Hermeto Pascoal – Vol. 1: Flautas” reúne a trupe do Flautas Herméticas formado por Aline Gonçalves, Andréa Ernest Dias, Carlos Malta, Eduardo Neves e Marcelo Martins, músicos escolhidos para dar corpo e sopro às partituras deixadas pelo compositor. O resultado é um encontro entre a escrita rigorosa de Hermeto e a personalidade de intérpretes que conhecem profundamente a linguagem dos instrumentos de sopro. (Nota: Flautas Herméticas é um quarteto instrumental brasileiro formado por Carlos Malta, Andrea Ernest Dias, Aline Gonçalves e Eduardo Neves. Nasceu em dezembro de 2025 com o lançamento do álbum)

“Obra Viva de Hermeto Pascoal – Vol. 1: Flautas”, da Gravadora Rocinante, recebe indicação ao Grammy Latino de melhor música instrumental e coloca no centro da cena internacional uma produção desconhecida do “Bruxo” da música brasileira. Capa do álbum.

A escolha das flautas também estabelece uma ligação direta com a própria trajetória do compositor. Hermeto foi um multi-instrumentista autodidata e desenvolveu uma relação particularmente profunda com os sopros. A flauta esteve presente desde os primeiros momentos de sua carreira e se tornou um dos instrumentos fundamentais para a construção de sua linguagem. Seu percurso artístico foi marcado justamente pela recusa em estabelecer fronteiras rígidas entre gêneros, técnicas e fontes sonoras.

É também mais um capítulo na relação de Hermeto Pascoal com o Grammy Latino. Em 2024, o álbum “Pra Você, Ilza”, lançado pela Rocinante e construído a partir de composições que Hermeto havia escrito para sua companheira, Dona Ilza, recebeu o Grammy Latino de Melhor Álbum de Jazz. O trabalho reuniu 13 das 198 composições registradas por Hermeto em um caderno dedicado a Ilza.

A nova indicação reforça, assim, uma característica essencial da trajetória do “Bruxo”: a capacidade de sua música continuar produzindo descobertas. Hermeto morreu em setembro de 2025, mas deixou um acervo que ainda está longe de ser completamente conhecido. Entre essas páginas estão partituras para diferentes formações, revelando um compositor permanentemente interessado em investigar timbres, combinações instrumentais, estruturas harmônicas e novas possibilidades para a música.

Para ouvir:  Obra Viva de Hermeto Pascoal.

(Com Alexandre Aquino/Matéria Prima Comunicação e Arte)

Sesc Avenida Paulista promove exibição e bate-papo do filme “Eu não quero voltar sozinho”, de Daniel Ribeiro

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Dirigido e roteirizado por Daniel Ribeiro, “Eu Não Quero Voltar Sozinho” ganhou destaque no circuito de festivais e tornou-se uma importante referência na produção audiovisual brasileira dedicada às experiências da juventude e à diversidade. Foto: Divulgação.

No dia 30 de setembro, das 18h às 20h, o Sesc Avenida Paulista realiza uma sessão cineclubista com a exibição do curta-metragem “Eu Não Quero Voltar Sozinho”, dirigido pelo cineasta brasileiro Daniel Ribeiro. Após a sessão, o público é convidado a participar de um bate-papo para compartilhar impressões, experiências e diferentes leituras sobre a obra. A atividade tem mediação de Cecília Franco, educadora de atividades infantojuvenis.

Lançado em 2010, o curta acompanha Leonardo, um adolescente cego que vive as inquietações e descobertas próprias dessa fase da vida. Sua rotina começa a se transformar com a chegada de Gabriel, um novo aluno em sua escola. Enquanto constrói uma relação de amizade com o recém-chegado, Leonardo também precisa lidar com os ciúmes da amiga Giovana e compreender sentimentos que surgem a partir dessa nova convivência.

Dirigido e roteirizado por Daniel Ribeiro, Eu Não Quero Voltar Sozinho ganhou destaque no circuito de festivais e tornou-se uma importante referência na produção audiovisual brasileira dedicada às experiências da juventude e à diversidade. A história foi posteriormente expandida pelo diretor no longa-metragem Hoje Eu Quero Voltar Sozinho, lançado em 2014 e inspirado no universo e nos personagens do curta.

A proposta da atividade vai além da exibição do filme. A prática de Cineclube entende o audiovisual como ponto de partida para a construção de diálogos e para o exercício da escuta coletiva. “Ao reunir diferentes percepções sobre uma mesma obra, o debate amplia as possibilidades de interpretação e cria um espaço para refletir sobre questões presentes no filme e em seu contexto, como relações de amizade, autonomia, convivência, preconceitos e as múltiplas experiências que atravessam a adolescência”, explica Cecilia, que conclui: “a atividade é um convite para assistir, conversar e construir coletivamente novas leituras sobre o filme e sobre os temas que ele mobiliza”.

Ficha técnica

Cast/Elenco: Ghilherme Lobo, Tess Amorim, Fabio Audi

Roteiro e Direção/Writer and Director: Daniel Ribeiro

Produção Executiva / Producer: Diana Almeida

Fotografia/Cinematographer: Pierre de Kerchove

Direção de Arte/Art Director: Olivia Helena Sanches

Montagem/Editing: Cristian Chinen

Edição de Som/Sound Editor: Daniel Turini e Simone Alves

Trilha Sonora/Music: Tatá Aeroplano e Juliano Polimeno

Produção de Elenco/Cast Producer: Alice Wolfenson e Danilo Gambini.

SERVIÇO:

Exibição | Eu não quero voltar sozinho, de Daniel Ribeiro

Bate-papo pós exibição Cecília Mogadouro, educadora do Programa Juventudes

Data: 30 de setembro de 2026. Quarta, das 18h às 20h

Local: Térreo

Duração da exibição: 17 minutos

Classificação indicativa: 16 anos

Grátis | entrega de senhas com 30 minutos de antecedência.

Sesc Avenida Paulista

Avenida Paulista, 119, Bela Vista, São Paulo

Fone: (11) 3170-0800

Transporte Público: Estação Brigadeiro do Metrô – 350m

Horário de funcionamento da unidade: Terça a sexta, das 10h às 21h30; sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h30.

(Com Fernanda Porta Nova/Assessoria de Imprensa Sesc Avenida Paulista)