Notícias sobre arte, cultura, turismo, gastronomia, lazer e sustentabilidade

Arte & Cultura

Rio de Janeiro, RJ

Clássico do balé mundial, “La Fille Mal Gardée” volta ao palco do Theatro Municipal RJ

por Kleber Patrício

O Theatro Municipal do Rio de Janeiro traz de volta ao palco principal o balé “La Fille Mal Gardée”, um dos títulos mais tradicionais do repertório clássico. A obra que ficou 20 anos fora da programação do Ballet e da Orquestra da casa, teve nova montagem apresentada em 2024, e agora, com Patrocínio Oficial Petrobras, chega […]

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Lazer & Gastronomia

São Paulo, SP

Quatro viagens no tempo, um só lugar: o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual

por Kleber Patrício

Devido ao sucesso das três expedições em realidade virtual iniciadas em setembro de 2025, o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual anuncia a prorrogação de suas atividades. Além da extensão do prazo, o centro cultural traz uma novidade de peso: a exibição simultânea de quatro roteiros distintos que transportam os visitantes por bilhões de anos de […]

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Em homenagem ao Dia das Mães chef do Le Cordon Bleu revela receita de família

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Chef Vitor, chef de Cuisine do Le Cordon Bleu São Paulo. Fotos: Gustavo Ferreira.

Muito antes de técnicas elaboradas e receitas sofisticadas, é dentro de casa que nascem as primeiras referências gastronômicas. Para muitas pessoas, o primeiro contato com a culinária vem de suas mães, ou de figuras maternas, que, entre panelas e cadernos de receitas, transmitem além de apenas modos de preparo. São ensinamentos que atravessam gerações, carregando histórias, sabores e vínculos emocionais.

A chamada “cozinha afetiva”, termo bastante conhecido, está presente no cheiro que remete à infância, no tempero feito “de olho” ou na receita que nunca foi escrita por completo, mas que vive na memória. Nesse sentido, não há como negar: as mães ocupam um papel central como inspirações culinárias, despertando o interesse, a curiosidade e até mesmo a paixão pela gastronomia.

Outro símbolo marcante dessa herança são os cadernos de receitas. Manuscritos, muitas vezes simples e repletos de anotações pessoais, eles funcionam como verdadeiros arquivos de família. Não se trata apenas de reunir ingredientes e instruções – esses cadernos guardam histórias: adaptações feitas ao longo do tempo, pratos preparados em ocasiões especiais e até segredos compartilhados entre gerações, além de serem verdadeiros guardiões de memórias.

Resgatar essas tradições é também uma forma de valorizar toda uma cultura alimentar e fortalecer conexões. Em um mundo cada vez mais acelerado e digital, revisitar receitas antigas ou reproduzir pratos de família se torna um gesto de permanência.

Neste Dia das Mães, celebrar a gastronomia é também reconhecer essas raízes e valorizar aquelas que fazem mais que apenas nutrir. Cada preparo carrega consigo uma narrativa e, em muitos casos, essa história começa com uma mãe, que nos ensina que cozinhar pode ser, acima de tudo, um ato de cuidado e carinho.
Antes de dominarem as técnicas complexas da culinária francesa, muitos dos grandes chefs do mundo tiveram um ponto de partida comum: a cozinha de casa. A gastronomia, embora técnica e precisa, também pode ser fundamentada na memória. A partir do observar o preparo de um almoço de domingo ou até sentir o aconchego do cheiro de um bolo recém-assado que nasce, muitas vezes, o desejo de transformar o ato de cozinhar em profissão. Vítor Oliveira, chef de Cuisine do Le Cordon Bleu Brasil, unidade São Paulo, revela que suas primeiras referências vêm justamente desse ambiente familiar, marcado por afeto, simplicidade e tradição. Criado em uma família de origem italiana, Vítor relembra os encontros de fim de semana na casa da avó, figura que descreve como uma segunda mãe. “Todos reunidos no quintal, fazendo massa juntos. Uma massa simples, que depois seria servida com um molho vermelho e um frango assado. Nada sofisticado, mas, ao mesmo tempo, algo muito simbólico para mim.”

As lembranças vão além do prato e se concentram no ato de cozinhar e nas lembranças de um ambiente acolhedor. “Lembro de varais espalhados pelo quintal, cheios de talharins pendurados, secando, esperando o momento de ir para a panela. Era quase uma cena de filme”, recorda. “Mesmo quando minha avó já não tinha tanta força, ela continuava ali, sentada, paciente, enrolando as massas, como quem não abre mão do amor que coloca naquilo”, conta Vítor.

Ao revisitar essas memórias, o chef destaca a influência decisiva das mulheres de sua família em sua trajetória, tanto pessoal quanto profissional. “Cresci cercado por mulheres muito fortes e especiais, minha avó, minhas tias, minha mãe, cada uma, à sua maneira, me formando, me cuidando e me ensinando. Muito do que eu sou hoje devo a elas”, afirma.

Para o chef, o Dia das Mães carrega um significado profundo, que vai além da celebração e se conecta diretamente à sua trajetória na gastronomia. “Por tudo isso, só existe uma palavra que faz sentido: obrigado.” 

Como forma de homenagear essas memórias e compartilhar um pouco dessa herança afetiva, o chef Vítor Oliveira compartilha uma receita clássica de sua infância, marcada pela simplicidade e pelo sabor: o talharim ao molho rústico de tomates.
Confira a receita abaixo:

Talharim ao Molho de Tomates:

Massa:

200 g de farinha de trigo

160 g de gema de ovo

Molho rústico de tomates:

10 unidades de tomates italianos bem maduros

½ unidade de cebola

4 dentes de alho

25 g de extrato de tomate

50 g de azeite de oliva

5 g de açúcar

Manjericão

Salsinha

Sal

Pimenta do reino

Finalização:

100 g de parmesão

Modo de preparo:

Para a massa:

Colocar a farinha de trigo sobre a bancada. Abrir uma fonte ao centro da farinha.

Com um garfo, juntar a gema de ovo com a farinha e sovar bem a massa, até obter uma massa lisa e homogênea.

Deixar descansar a massa por cerca de 30 minutos.

Utilizando um cilindro de massas, abrir a massa até chegar em uma espessura de 2 mm. (Caso não tenha, pode utilizar uma garrafa de vinho vazia, eu vi essa cena muitas vezes em casa, minha avó sempre fazia isso).

Cortar os talharins e deixar secar. (Caso queira cozinhar na hora, pode seguir a receita e pular a etapa de secagem).

Colocar uma água para ferver em uma panela.

Cozinhar a massa por cerca de 2 minutos. Escorrer e passar um pouco de azeite de oliva para não grudar as massas após cozidas.

Para o molho:

Cortar a cebola e o alho finamente. Os tomates, cortar em pedaços pequenos.

Em uma panela, adicionar o azeite de oliva e aquecer. Juntar a cebola e o alho picados e refogar bem.

Juntar o extrato de tomate, e deixar dar uma breve dourada.

Adicionar os tomates cortados, o manjericão e água se necessário, para cozinhar.

Deixar cozinhar por cerca de 1h, adicionando água sempre que necessário.

Ao final, adicionar o açúcar para mascarar um pouco a acidez.

Finalizar o molho com salsinha finamente picada e temperar com sal e pimenta do reino.

Finalizar a massa com o molho por cima e servir com um bom pedaço de parmesão ralado.

Dica do Chef: Servir com um frango assado para acompanhar.

Sobre o Le Cordon Bleu | O Le Cordon Bleu é a principal rede global de institutos de artes culinárias e gestão de hospitalidade, com uma herança de 130 anos. A rede mantém presença global com 35 escolas em mais de 20 países, formando cerca de 20 mil alunos de mais de 100 nacionalidades diferentes todos os anos. As técnicas culinárias tradicionais francesas permanecem no coração do Le Cordon Bleu, mas seus programas acadêmicos são constantemente adaptados para incluir novas tecnologias e as inovações necessárias para atender às necessidades crescentes da indústria. Presente no Brasil desde 2018, possui unidades no Rio de Janeiro e em São Paulo, onde oferece programas de alta qualidade, como o Grand Diplôme, o Diploma de Cozinha Brasileira, o Diplôme de Wine & Spirits, Diplôme de Plant Based, entre outros.

(Com Julianne Gouvea/Le Cordon Bleu SP)

Clássico do balé mundial, “La Fille Mal Gardée” volta ao palco do Theatro Municipal RJ

Rio de Janeiro, RJ, por Kleber Patricio

Os solistas Manuela Roçado e Rodrigo Hermesmeyer na montagem de 2024. Foto: Divulgação.

O Theatro Municipal do Rio de Janeiro traz de volta ao palco principal o balé “La Fille Mal Gardée”, um dos títulos mais tradicionais do repertório clássico. A obra que ficou 20 anos fora da programação do Ballet e da Orquestra da casa, teve nova montagem apresentada em 2024, e agora, com Patrocínio Oficial Petrobras, chega em mais uma temporada com dois atos no mês de maio. A concepção e coreografia são de Ricardo Alfonso. A regência, de Jésus Figueiredo, com supervisão artística de Hélio Bejani e Jorge Teixeira. As récitas serão nos dias 13/5 (Ensaio Geral), 14 (estreia), 15, 16, 20, 21 22 e 23, às 19h | 17 e 24, às 17h | 19, às 14h (Projeto Escola). Os ingressos estão disponíveis (3º lote) pelo site theatromunicipal.rj.gov.br ou na bilheteria do Theatro.

Criado no século XVIII, o balé estreou em julho de 1789 no Grand Théâtre de Bordeaux. Desde então, a obra vem sendo remontada por diferentes gerações de coreógrafos. Um dos principais nomes a revisitar o título foi Marius Petipa, que apresentou sua versão em 1885, em São Petersburgo. Ao longo do século XX, novas montagens mantiveram o balé em circulação nos principais palcos internacionais. “La Fille Mal Gardée é um ballet de repertório que encanta a todos. Unindo o clássico com o cômico, está entre os mais pedidos pelo nosso público e por isso está de volta na temporada de 2026, que tem o patrocínio oficial da Petrobras. Não perca a oportunidade de assistir ao Corpo de Baile e a Orquestra Sinfônica do TMRJ. Esperamos você!”, ressalta a presidente da Fundação Teatro Municipal do Rio de Janeiro, Clara Paulino.

Os primeiros bailarinos do TMRJ Juliana Valadão e Cícero Gomes no palco do Municipal. Foto: Daniel Ebendinger

Sinopse:

Ato 1

Narra o romance de Lisa, filha de Simone, uma rica proprietária de uma fazenda, com um camponês chamado Colas. Este é despedido, pois Simone pretende casar sua filha com Alan, filho do rico Thomas. Em um encontro em pleno campo para reunir o gado, todos os personagens se definem. Lisa e Colas declaram seu grande amor. Alan brinca infantilmente e a viúva namora Tomás. Tudo é interrompido por uma tempestade.

Ato 2

A viúva continua preparando Lisa para o casamento e a filha finge consentir para afastar a desconfiança da mãe. Chegam Tomás, a mãe Simone e Alana no momento em que Lisa está experimentando o vestido de noiva. Enquanto os três tratam do casamento, a viúva entrega a chave do quarto de Lisa para Alan. Quando ele abre a porta do quarto, encontra Lisa nos braços de Colas, mas o destino premia os dois jovens que finalmente se casam com as bênçãos da mãe, a ira do velho Tomás e a indiferença infantil de Alan.

Sobre Jésus Figueiredo

Foto: Philippe Gregori.

Maestro Jésus Figueiredo é mestre pela Haute École de Musique de Genève (Suíça), com especialização em música antiga, regência, órgão e cravo. Atualmente é maestro colaborador da Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, onde atua na preparação de óperas, concertos e regência de balés.

Foi maestro titular do Coro do Theatro Municipal por vários anos, participando de inúmeras produções operísticas. Entre as óperas que regeu destacam-se Orfeo (Monteverdi), Dido and Aeneas (Purcell), O Chalaça (Mignone), La Serva Padrona (Pergolesi), L’elisir d’amore (Donizetti), La tragédie de Carmen (Bizet/Brook), Theodora (Handel) e Rei Arthur (Purcell). Recebeu o Prêmio APCA pela preparação do coro em Don Quixote, de Massenet, O Colombo e Lo Schiavo, de Carlos Gomes, e esta última com destaque internacional pela crítica especializada.

Na regência de balés, conduziu títulos como O Quebra-Nozes, Don Quixote, O Corário, Giselle, Les Sylphides, Copélia, Raymonda, Le Spectre de la Rose e Catulli Carmina, com companhias como o Balé do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, a Escola do Teatro Bolshoi no Brasil e a Cia Brasileira de Balé. Em 2022, regeu a estreia mundial do balé Macunaíma, de Ronaldo Miranda, transmitido pela TV Brasil.

Vencedor do Concurso Nacional de Ópera de San Juan (Argentina, 2010), já regeu diversas orquestras no Brasil, Argentina e Suíça. Desde 2022, dirige o Ensemble Gravidades, com o qual vem divulgando repertórios barrocos e brasileiros na Europa. É também diretor musical da Associação de Canto Coral.

Sobre Ricardo Alfonso

Foto: Divulgação.

Formado pela Escola Nacional de Dança de Montevidéu, Uruguai, em 1986 ingressou no Corpo de Dança SODRE de Montevidéu, Uruguai, onde participou de todos os trabalhos por ela apresentados, como Giselle, Lago dos Cisnes, Coppélia, Baile de Graduados, Interpley, Mozartíssimo, As Quatro Estações, Carmina Burana, Dom Quixote, Gayané, etc.

Para o Ballet Hoy, dirigido por Ines Camou, Alfonso cria as suas primeiras coreografias profissionais. Com a Sociedade Uruguaia Pró-Ópera e Ballet Hoy, Alfonso intervém na encenação de Maria de Buenos Aires (Piazzolla-Ferrer) como assistente de direção cênica e coreógrafo e interpretando um dos personagens principais (El Gato); em Evita como dançarino e coreógrafo, e em Jesus Christ Superstar como dançarino.

Em 1994, juntamente com o Ballet Hoy, apresentou Sonata (Bach) e Entre Azul y Verdi (G.Verdi), obra que passou a fazer parte do repertório do Ballet SODRE.

O jornal EL País de Montevidéu considera a sua obra Entre Azul y Verdi como uma das “melhores obras coreográficas dos últimos tempos”, considerando Alfonso a “revelação coreográfica do ano”. 

No Brasil, ele trabalha ao lado de Maria Waleska Van Helden, participando de diversas edições do Dança Alegre Alegrete, prestigiado evento brasileiro de dança. Em Santa Fé, junto com outros profissionais, fundou a TAIARTE, assumindo a direção de seu próprio grupo, o Ballet Contemporâneo de Santa Fé, para o qual criou Opus 3, Solo Vivaldi, Aires y Danzas Antiguas, Brahms para 10 bailarinos, Estrofas al Viento, entre outros.

No Ballet del Sur, sob a direção de Violeta Janeiro, Alfonso é professor e coreógrafo onde encena obras como: Entre Azul y Verdi, Canon, Sonata, Opus 64, Acto de las Sombras de Bayadere, Gayané e La Fille Mal Gardée. Juntamente com o Prof. Edgardo Blumberg, realiza Seminários de História da Dança e da Música para a Dança, desde a Antiguidade até o Século XIX, no Instituto Superior de Música, da Faculdade de Letras e Ciências da Universidade Nacional do Litoral. De 2010 a 2021 foi Diretor Principal do Ballet del Sur de Bahia Blanca. Obras que apresentou: Dom Quixote, Carmina Burana, Lago dos Cisnes, La Fille Mal Gardée, Cinderela, Giselle, La Sylphide, Las Silfides, Gayane, Cantares, Adaggietto, Tangos en Gris, Carnaval dos Animais, Ato das Sombras de La Bayadere, Retrato in memoriam: Edith Piaf, Mozartissimo, As 4 Estações, Opus 64, Entre Azul e Verdi, Concerto, Opus 3, Stabat Mater, Ares e Danças Antigas, Estâncias ao Vento, Sempre Buenos Aires, Memórias de um Lugar Amado , Suíte Napoli, Suíte Raymonda, On Target, Rodeio, A Visita de Terpsicore, Pas de Deux de Sylvia, Pas de Deux de Tchaikovsky, La Source Pas de Deux, A Morte do Cisne. Passeios a Buenos Aires (Gala Internacional de Buenos Aires, La Sylphide com Ludmila Pagliero), A Frutillar, Chile (Giselle com Marianela Nuñez, La Sylphide com Ludmila Pagliero), Dança Alegre Alegrete, Brasil, Guamini, Necochea, Mar del Silver com Iñaki Urlezaga em sua despedida do palco. Rodolfo Lastra Belgrano, Oscar Araiz, Domingo Vera, Liliana Belfiore, Sabrina Streiff, Gigi Caciuleanu são alguns dos coreógrafos convidados durante sua gestão. Em 2015, Alfonso foi o vencedor do Prêmio Máscara concedido pela Prefeitura de Santa Fé em reconhecimento à sua carreira. Em 2016 foi jurado do Prêmio Escenário do jornal UNO, de Santa Fé e de 2017 até o momento, jurado do Bahia Blanca do “Prêmio Federal Hugo”. Em 2019, o Ballet del Sur recebeu a Menção ao Mérito dos Prêmios Konex por estar entre as cinco melhores companhias da Argentina nos últimos 10 anos, período que coincide com a gestão de Alfonso como Diretor Principal. Em 2023, apresentou sua versão de La Fille Mal Gardée no Ballet Nacional SODRE, em Montevidéu, Uruguai. Desde dezembro deste ano é Coordenador do Teatro Municipal e Produção Artística 1º de Mayo da cidade de Santa Fé, Argentina.

Marcela Borges como Lise. Foto: Divulgação.

Elenco:

Lise – Juliana Valadão / Manuela Roçado / Marcela Borges / Tabata Salles

Colas – Cícero Gomes / Alyson Trindade / Owdrin Kaew / Rodrigo Hermesmeyer

Madame Simone – Edifranc Alves / Saulo Finelon

Alain – Alyson Trindade / Luiz Paulo / Rodrigo Hermesmeyer

Datas elenco:

Dias 14/5 (estreia), 16 e 21 – Juliana Valadão e Cícero Gomes

Dias 13/5 (geral), 17 e 23 – Marcela Borges e Alyson Trindade

Dias 15/5, 20 e 24 – Manuela Roçado e Rodrigo Hermesmeyer

Dias 19/5 (Projeto Escola) e 22/5 – Tabata Salles e Owdrin Kaew

Ficha Técnica:

Concepção e Coreografia: Ricardo Alfonso

Supervisão Artística: Hélio Bejani e Jorge Texeira

Coordenação de Remontagem: Jorge Texeira

Ensaiadores: Jorge Texeira, Mônica Barbosa, Celeste Lima e Filipe Moreira

Cenografia: Manoel dos Santos

Figurinos: Tania Agra

Iluminação: Paulo Ornellas

Regente: Jésus Figueiredo

Design Gráfico: Carla Marins

Direção Geral: Hélio Bejani

Direção Artística Temporada 2026: Eric Herrero

Presidente FTM: Clara Paulino.

Serviço:

La Fille Mal Gardée

Ballet e Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal

Dias: 13/5, às 19h (Ensaio Geral) | 14 (estreia), 15, 16, 20, 21 22 e 23/5, às 19h | 17 e 24/5, às 17h | 19/5, às 14h (Projeto Escola)

Local: Theatro Municipal do Rio de Janeiro

Endereço: Praça Floriano, s/n° – Centro

Duração: 1h45 + intervalo

1º ato – 50 min

2º ato – 35 min

Ingressos:

Frisas e Camarotes – R$90,00 (ingresso individual)

Plateia e Balcão Nobre – R$80,00

Balcão Superior e Lateral – R$50,00

Galeria Central e Lateral– R$30,00

Ingressos através do site www.theatromunicipal.rj.gov.br ou na bilheteria do Theatro.

Palestras gratuitas antes dos espetáculos

Classificação: Livre

Patrocinador Oficial @Petrobras

Onde tem Patrocínio Petrobras, tem Governo do Brasil

Apoio: Livraria da Travessa, Rádio MEC, Rádio Paradiso Rio, Amadança

Realização Institucional: Fundação Teatro Municipal, Associação dos Amigos do Teatro Municipal

Lei de Incentivo à Cultura

Realização: Ministério da Cultura e Governo do Brasil, do Lado do Povo Brasileiro.

(Com Claudia Tisato)

Férias em Fernando de Noronha: o que fazer e conhecer no paraíso brasileiro

Fernando de Noronha, PE, por Kleber Patricio

Fotos: Pedro Menezes.

Com paisagens naturais impressionantes e um ecossistema cuidadosamente preservado, Fernando de Noronha é um dos destinos mais desejados do Brasil para quem busca férias em contato com a natureza. Localizado no Nordeste brasileiro, o arquipélago pernambucano reúne praias de águas cristalinas, rica vida marinha e uma atmosfera tranquila que convida o visitante a desacelerar e aproveitar cada experiência.

Entre os principais cartões-postais do destino está a Baía do Sancho, frequentemente apontada em rankings internacionais entre as praias mais bonitas do mundo. Cercada por falésias e acessível por trilhas e escadarias entre as rochas, a praia impressiona pela transparência da água e pela biodiversidade marinha, que pode ser observada durante mergulhos e práticas de snorkel.

Outra parada imperdível é a Baía dos Porcos, pequena enseada cercada por formações vulcânicas com vista privilegiada para o Morro Dois Irmãos, um dos símbolos do arquipélago. Já a Praia do Leão se destaca pela paisagem selvagem e por ser um dos principais pontos de desova de tartarugas marinhas na ilha.

Para explorar o destino, os visitantes encontram uma série de passeios que revelam diferentes perspectivas de Noronha. Os passeios de barco ao longo da costa permitem observar golfinhos rotadores, mergulhar em pontos estratégicos e apreciar o pôr do sol em alto-mar. Trilhas guiadas levam a mirantes naturais e praias mais preservadas, enquanto o mergulho com cilindro ou snorkel revela um dos ambientes marinhos mais ricos do Atlântico Sul, com tartarugas, raias, tubarões e uma grande diversidade de peixes tropicais.

A gastronomia também se tornou parte importante da experiência na ilha. Restaurantes e bistrôs locais valorizam ingredientes frescos e frutos do mar, criando menus que combinam a culinária nordestina com influências contemporâneas. Peixes grelhados, lagosta, polvo e preparações com produtos regionais aparecem em pratos que podem ser apreciados em ambientes intimistas, muitos deles com vista para o mar ou para o pôr do sol.

Outro destaque do destino é o compromisso com a sustentabilidade. Grande parte do arquipélago está protegida pelo Parque Nacional Marinho e por áreas de preservação ambiental, o que garante o controle de visitantes e a conservação dos ecossistemas terrestres e marinhos. A gestão do turismo prioriza práticas responsáveis, desde o controle de acesso a determinadas áreas até programas de educação ambiental e incentivo a atividades de baixo impacto.

Segundo o Visite Fernando de Noronha Convention & Visitors Bureau, essa combinação entre natureza preservada, experiências autênticas e turismo organizado tem fortalecido o posicionamento do destino entre viajantes que buscam viagens mais conscientes e conectadas com o meio ambiente. Com praias icônicas, rica vida marinha, gastronomia de qualidade e experiências sustentáveis, Fernando de Noronha oferece um cenário único para férias inesquecíveis no Brasil.

Como chegar ao destino

Chegar a Fernando de Noronha é mais simples do que muitos imaginam. O arquipélago conta com voos regulares a partir de importantes centros do país, como Recife e São Paulo (Aeroporto de Guarulhos), facilitando o acesso de diferentes regiões do Brasil. De Recife, o voo tem apenas 1h20 de duração, enquanto de São Paulo o trajeto tem em torno de 4h. Com essa logística, Noronha se torna um destino acessível para quem deseja vivenciar um dos cenários naturais mais impressionantes do país em uma viagem prática e organizada.

Sobre o Visite Noronha

O Fernando de Noronha Convention & Visitors Bureau (Visite Noronha) é uma iniciativa oficial de promoção turística de Fernando de Noronha. Atuando como um hub estratégico de comunicação, o projeto tem como missão divulgar os atrativos naturais, culturais e experiências únicas da ilha, além de fortalecer a imagem do destino junto ao trade nacional e internacional. Com foco em sustentabilidade, qualidade de serviços e hospitalidade, o Visite Noronha trabalha em parceria com empresas e lideranças locais para posicionar a ilha como referência em turismo responsável e desejável o ano todo.

(Com Yasmin Dicastro)

MASP expõe obras recém-doadas ao acervo no contexto de Histórias latino-americanas

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Taller Popular de Serigrafía, SOMOS NOSOTROS chico, 2002. Archivo Taller Popular de Serigrafía.

MASP – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand apresenta, a partir de 15 de maio, a mostra “Acervo em transformação: doações recentes”. Integrada ao ciclo das Histórias latino-americanas no MASP, a exposição reúne dois conjuntos de serigrafias recém-incorporadas à coleção do museu: do artista Abraham Cruzvillegas (Cidade do México, 1968) e do coletivo Taller Popular de Serigrafía (Buenos Aires, atuante entre 2001 e 2007). “A gráfica política latino-americana é uma das mais ricas tradições das artes visuais na região, articulando demandas e contestações de diversas naturezas”, afirma Adriano Pedrosa, diretor artístico, MASP.

Formado no contexto da crise econômica e social na Argentina, em 2001, o Taller Popular de Serigrafía articulou arte e militância ao atuar diretamente em manifestações populares. Nesse processo, a serigrafia foi mobilizada como ferramenta política imediata, já que o coletivo realizava oficinas móveis em protestos nas ruas e em fábricas ocupadas, imprimindo mensagens em cartazes, tecidos e nas próprias roupas dos manifestantes. SOMOS NOSOTROS (2002) foi uma das obras espalhadas por diversos bairros de Buenos Aires para mobilizar novas manifestações no primeiro aniversário dos protestos de dezembro de 2001, que culminaram na deposição do presidente Fernando de La Rúa após intensa mobilização popular. O conjunto inclui 51 serigrafias produzidas entre 2002 e 2007.

Taller Popular de Serigrafía, 120 PRIMEROS DE MAYO, 2006. Archivo Taller Popular de Serigrafía.

Já a série Ink and Blood: 1968-2009 [Tinta e sangue: 1968-2009], de Abraham Cruzvillegas, é composta por 41 fac-símiles de cartazes, panfletos e adesivos de diferentes movimentos sociais e manifestações políticas na América Latina, produzidos entre 1968 e 2009. O recorte se inicia em 1968, ano de nascimento do artista e marco da violência estatal no México com o massacre de Tlatelolco, em que manifestantes foram reprimidos e assassinados durante protestos contra a realização dos Jogos Olímpicos na Cidade do México. Cruzvillegas resgatou esse arquivo iconográfico a partir de fontes diversas, incluindo o acervo do cronista visual Arnulfo Aquino, de maneira não seletiva. O título da série sintetiza o trabalho: a tinta como difusão de ideias e o sangue como símbolo da repressão e da vitalidade popular.

Com curadoria de Adriano Pedrosa, diretor artístico, MASP, Regina Teixeira de Barros, curadora de acervo, MASP, e Matheus de Andrade, assistente curatorial, MASP, a mostra reúne obras incorporadas ao acervo por meio de doações de artistas e pessoas físicas. Essas novas aquisições ampliam a presença da serigrafia política na coleção do MASP, que já reúne conjuntos de coletivos como os estadunidenses Gran Fury e Guerrilla Girls, e o argentino Serigrafistas Cuir — que inclui ex-integrantes do Taller Popular de Serigrafía. “Pela facilidade de reprodução e circulação, a serigrafia consolidou-se historicamente como uma ferramenta política fundamental nas ruas. No ano das Histórias latino-americanas no MASP, os trabalhos refletem a ampla mobilização social no continente, de lutas por liberdades civis e igualdade social” comenta Matheus de Andrade.

Acervo em transformação: doações recentes integra a programação anual do MASP dedicada às Histórias latino-americanas. A agenda do ano também inclui mostras de Santiago Yahuarcani, Claudia Alarcón & Silät, Damián Ortega, La Chola Poblete, Sandra Gamarra Heshiki, Colectivo Acciones de Arte, Sol Calero, Carolina Caycedo, Pablo Delano, Rosa Elena Curruchich, Manuel Herreros e Mateo Manaure, Jesús Soto e uma exposição coletiva internacional.

Acessibilidade

Taller Popular de Serigrafía, CONSTRUIR UN HORNO DE PAN, 2004. Archivo Taller Popular de Serigrafía.

Todas as exposições temporárias do MASP possuem recursos de acessibilidade, com entrada gratuita para pessoas com deficiência e seu acompanhante. São oferecidas visitas em Libras ou descritivas, mediante solicitação pelo e-mail acessibilidade@masp.org.br, além de textos e legendas em fonte ampliada e conteúdos audiovisuais com audiodescrição, legendagem e interpretação em Libras. Todos os materiais estão disponíveis no site e canal do YouTube do museu e podem ser utilizados por pessoas com ou sem deficiência, públicos escolares, professores, pessoas não alfabetizadas e interessadas em geral, em visitas espontâneas ou acompanhadas pela equipe MASP.

Realização

Acervo em transformação: doações recentes é realizada por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, e tem patrocínio master do Bradesco. O ano de Histórias latino-americanas no MASP conta com patrocínio do Nubank.

SERVIÇO:

Acervo em transformação: doações recentes

Curadoria: Adriano Pedrosa, diretor artístico, MASP, Regina Teixeira de Barros, curadora do acervo, MASP e Matheus de Andrade, assistente curatorial, MASP

15/5 — 13/9/2026

Edifício Lina Bo Bardi, Mezanino, 1º subsolo

MASP – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand

Avenida Paulista, 1578 – Bela Vista, São Paulo, SP 01310-200

Telefone: (11) 3149-5959

Horários: terças grátis, das 10h às 20h (entrada até as 19h) com patrocínio Nubank; quarta e quinta das 10h às 18h (entrada até as 17h); sexta das 10h às 21h (entrada gratuita das 18h às 20h30 com patrocínio B3); sábado e domingo, das 10h às 18h (entrada até as 17h); fechado às segundas.

Agendamento on-line obrigatório pelo link masp.org.br/ingressos

Ingressos: R$ 85 (entrada); R$ 42 (meia-entrada)

Clientes Nubank Ultravioleta têm 50% de desconto no valor do ingresso inteiro e nos produtos selecionados da Loja MASP; clientes Nubank têm 25% de desconto.

Site oficial | Facebook | Instagram.

(Fonte: Assessoria de Imprensa MASP)