Notícias sobre arte, cultura, turismo, gastronomia, lazer e sustentabilidade

Inscreva seu e-mail e participe de nossa Newsletter para receber todas as novidades

No centenário de Miles Davis, Breitling apresenta um Navitimer de edição limitada em homenagem ao ícone do jazz

Grenchen, Suíça, por Kleber Patricio

Breitling Navitimer B09 Chronograph 41 Tribute to Miles Davis. Fotos: Divulgação/Breitling.

Para Miles Davis, o estilo era outra forma de expressão, tão poderoso quanto a música que ele criou como trompetista e líder de banda. Vestindo ternos italianos de corte impecável e ao volante de carros esportivos exóticos, ele atraía todos os olhares. Esse magnetismo se estende ao palco, envolvendo o público em cada nota, gesto e performance. Em uma entrevista de 1985 à revista Spin, Bob Dylan definiu Davis como a própria personificação do termo “cool”. Davis não seguia tendências; ele as antecipava e ditava suas próprias.

Para celebrar o centenário do nascimento de Miles Davis, a Breitling apresenta o Navitimer B09 Chronograph 41 Tribute to Miles Davis, uma edição limitada inspirada no modelo ref. 806 Mk5 – original da metade da década de 1960 – que ele costumava usar. O relógio reproduz fielmente os elementos característicos do Navitimer de Davis, combinando-os com materiais modernos e um calibre de manufatura. O resultado é uma homenagem tanto a um músico extraordinário quanto a um dos modelos mais emblemáticos da Breitling. “No pulso de Miles Davis, o Navitimer tornou-se parte de uma história cultural mais ampla”, diz Georges Kern, CEO da House of Brands. “Ele personificava a confiança e a originalidade que definem a Breitling.”

Miles Davis x Breitling – Navitimer – Ref. 806-MK5 – Twin Jet Gold.

Miles Davis mudou o curso da música ao desafiar convenções e redefinir o que o jazz poderia ser. Enquanto muitos músicos preenchiam cada compasso, Davis fez da contenção uma marca de sua sonoridade, utilizando o espaço, o silêncio e notas esparsas e penetrantes para criar tensão e emoção. Sua trajetória foi igualmente marcada pela reinvenção, buscando novos caminhos sempre que um estilo musical começava a se enrijecer em convenção.

Davis contribuiu para a definição do que passou a ser conhecido como “cool jazz”. A partir de seu álbum de coletânea emblemático de 1957, Birth of the Cool, sua influência acabou alcançando gerações de artistas de diversos gêneros musicais. O Breitling Navitimer tornou-se parte dessa história, uma expressão genuína de seu estilo pessoal e instinto criativo.

“Miles nunca separou o estilo da autoexpressão. Seja em sua música, sua arte, nas roupas que vestia ou no relógio em seu pulso, cada escolha refletia sua individualidade e sua disposição para trilhar seu próprio caminho. Seu Navitimer não era um mero acessório; era algo que ele escolheu porque ressoava com ele. Somos honrados pelo fato de a Breitling ter conduzido esta homenagem com tanto cuidado, celebrando não apenas um relógio icônico, mas o espírito criativo, a independência e a originalidade que definiram a vida de Miles.” – The Miles Davis Estate.

Clássico reinterpretado

Com uma tiragem limitada a 500 unidades, o Navitimer Tribute to Miles Davis é equipado com o Calibre de Manufatura Breitling B09 de corda manual, remetendo a uma época anterior ao surgimento dos cronógrafos automáticos. A parte posterior de sua caixa traz as gravações “One of 500” e “Miles Davis Centennial”.

Breitling Navitimer B09 Chronograph 41 Tribute to Miles Davis.

Visível através do fundo da caixa em cristal de safira, o movimento está alojado na mesma caixa de 41 mm de diâmetro do modelo original ref. 806 Mk5. Seu mostrador monocromático estilo “panda invertido”, o Super-LumiNova em tom creme de inspiração vintage e o logotipo Breitling “Twin Jet” – fiel à época – remetem diretamente ao relógio usado por Davis, enquanto a manufatura contemporânea traz seu design histórico para os dias de hoje.

O CEO da Breitling, Jean-Marc Pontroué, afirma: “Nosso objetivo não era recriar um relógio histórico, mas capturar a essência do Navitimer que Miles Davis incorporou ao seu estilo, ao mesmo tempo em que oferecemos o desempenho e a maestria artesanal esperados de um Breitling moderno.”

Inspirado na época em que Davis usava seu Navitimer, o novo modelo é oferecido com opção de pulseira de couro ou de metal. Uma pulseira de couro de novilho em tom marrom degradê, tingida à mão e com fecho dobrável, reflete os tons quentes do relógio, enquanto a pulseira Air Racer – recém-reintroduzida – resulta em um visual distinto.

Pulseira Air Racer

Um estilo de pulseira muito apreciado retorna no modelo Navitimer Tribute to Miles Davis. Lançada originalmente na década de 1960 e popularizada pelo músico Serge Gainsbourg nos anos 80, a pulseira Air Racer de aço inoxidável – inspirada no universo automobilístico – mantém seu design característico com aberturas, ao mesmo tempo em que incorpora elos articulados próximos ao fecho para proporcionar maior conforto e melhor ajuste ao pulso.

Logo da Twin Jet

O Navitimer foi desenvolvido em 1952 exclusivamente para a Aircraft Owners and Pilots Association (AOPA), que vendia o relógio diretamente aos seus membros com o logotipo de asas da associação. Para diferenciá-los das edições da AOPA, os modelos “civis” de uso pessoal – vendidos posteriormente por meio de revendedores da Breitling – traziam o emblema Twin Jet. O Navitimer ref. 806 Mk5 de Miles Davis foi o primeiro a combinar essa assinatura com um mostrador do tipo “panda invertido”.

Um legado além da música

Breitling Navitimer – B09 Chronograph – 41 – Tribute to Miles Davis.

“Miles Davis pertenceu a uma geração de ícones culturais que levaram o Navitimer para além da aviação”, diz Romy Hebden, diretora global de Relações Públicas e Patrimônio da Breitling. “Usado por personalidades que vão desde os pilotos de corrida Jim Clark e Graham Hill, na década de 1960, até o músico Serge Gainsbourg, nos anos 80, ele evoluiu de um instrumento profissional para uma autêntica expressão de individualidade e estilo.”

Miles Davis escolheu o Navitimer da mesma forma que escolhia sua música: por instinto. Em seu pulso, um instrumento de piloto deixou a cabine de comando e tornou-se um ícone cultural. O Navitimer B09 Chronograph 41 Tribute to Miles Davis celebra o encontro de dois originais: um relógio e um artista cuja influência continua a transcender o seu tempo.

Como mais um capítulo notável na trajetória do Navitimer em 2026, esta edição limitada prepara o terreno para um último destaque antes do encerramento do ano.

Ao longo de mais de 70 anos, o Navitimer evoluiu de um instrumento indispensável para pilotos a um ícone cultural, usado por pioneiros que traçaram seus próprios caminhos. Miles Davis foi um deles, e sua história personifica o espírito por trás da Navitimer Stories – uma celebração de um ano dedicada às pessoas, aos momentos e às inovações que moldaram o relógio nos universos da aviação, da cultura, das viagens espaciais e das corridas automobilísticas. Navitimer Stories revela por que ele permanece tão relevante hoje quanto sempre foi.

Sobre Miles Davis

Miles Davis x Breitling Navitimer Ref 806 MK5 Twin Jet Gold.

Miles Davis (1926–1991) remodelou fundamentalmente a música moderna ao longo de cinco décadas de reinvenção incessante. Do pioneirismo no bebop e no cool jazz à definição do hard bop, da improvisação modal e da fusão elétrica, Davis tratava cada avanço de gênero como um ponto de partida, e não como um destino. Sua discografia assemelha-se a uma linha do tempo da evolução do jazz: Birth of the CoolKind of Blue (o álbum de jazz mais vendido de todos os tempos), Sketches of SpainIn a Silent WayBitches Brew, e dezenas de outros álbuns que continuam a definir tanto a essência quanto os limites extremos da música improvisada. O gênio de Davis ia além da composição e da performance. Suas inovações em estúdio, em parceria com o produtor Teo Macero, estabeleceram modelos para a produção musical moderna. Seus grupos funcionavam como aceleradores de talentos, lançando as carreiras de John Coltrane, Herbie Hancock, Wayne Shorter, Chick Corea e inúmeros outros que também se tornariam lendas. Sua influência atravessa gerações: ele continua sendo um dos artistas com obras mais aplicadas em samples no hip-hop, com suas gravações servindo de base para nomes como Kendrick Lamar, Madlib e A Tribe Called Quest.

Entre suas distinções, destacam-se oito prêmios Grammy, um Grammy pelo conjunto da obra, onze gravações incluídas no Grammy Hall of Fame, a inclusão no Rock & Roll Hall of Fame, estrelas nas Calçadas da Fama de Hollywood e de St. Louis, e uma resolução do Congresso homenageando o 50º aniversário do álbum Kind of Blue em 2009. Além da música, Davis consolidou-se como um ícone de estilo (primeiro lugar na lista da GQ de músicos mais estilosos de todos os tempos), artista visual (com obras expostas em quatro continentes) e símbolo de independência artística. Em 2012, o Serviço Postal dos EUA homenageou seu legado com um selo comemorativo, consolidando seu status como um monumento cultural americano.

Sobre a Breitling

Fundada em 1884, a Breitling é uma das principais relojoarias suíças. A empresa inovadora inventou o cronógrafo moderno e foi pioneira no relógio como instrumento de navegação. Atualmente, segue abrindo novos caminhos como uma marca de luxo casual, inclusiva e sustentável, com mais de 290 boutiques inspiradas em lofts industriais em todo o mundo. As coleções da Breitling giram em torno de atividades aéreas, terrestres e marítimas, todas refletidas no inconfundível estilo retrô moderno da marca. A qualidade excepcional de cada movimento do relógio é reforçada por seu status de cronômetro com certificação COSC, e a marca continua sendo uma das poucas relojoarias independentes a produzir seus próprios calibres de manufatura. Hoje, a Breitling se mantem fiel à missão de seguir se aprimorando, criando belos produtos e experiências com materiais de origem responsável, melhor práticas de manufatura, embalagens mais sustentáveis e total rastreabilidade. Combinando a relojoaria clássica com as mais recentes inovações sustentáveis, a Breitling é uma empresa com legado e sempre à frente do seu tempo.

(Com Malu Marino/Malu Marino Communications)

Por elas, com elas: do moderno ao contemporâneo DAN Galeria aproxima gerações de mulheres que transformaram a arte brasileira

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Maria Martins – Cheia de graça (Sombra), Edição 1/6,1953/1998.

Artistas de diferentes gerações e momentos da arte brasileira entram em diálogo em “Por elas, com elas: do moderno ao contemporâneo”, exposição que a DAN Galeria apresenta a partir de 9 de setembro com curadoria de Maria Alice Milliet. Realizada simultaneamente nas duas unidades da galeria em São Paulo, a mostra reúne, de um lado, obras históricas, na unidade da Rua Estados Unidos e, de outro, trabalhos de artistas contemporâneas, na Amauri.

Do modernismo à produção atual, o percurso evidencia diferentes perspectivas, linguagens e trajetórias de mulheres que colaboraram na ampliação dos caminhos da arte brasileira.

Anke Eliergerhard – Lovenly, 2016 – Poliorganossiloxano (silicone) altamente pigmentado, aço inoxidável – inclui pedestal, 170X75X cm.

No recorte histórico, a pesquisa no acervo da galeria revela obras raras e pouco vistas, em sua maioria de pequenas dimensões. São desenhos, estudos, pinturas e esculturas de Lygia Clark, Mary Vieira, Amélia Toledo, Eleonore Koch, Judith Lauand, Mira Schendel, Maria Leontina, Ione Saldanha, Tomie Ohtake e Yolanda Mohalyi que enfatizam o caráter experimental e/ou preparatório dessas produções. A seleção inclui uma maquete arquitetônica de Lygia Clark feita com caixinhas de fósforos, uma pequena coluna de lâminas móveis de Mary Vieira, um conjunto de placas componíveis de Amélia Toledo e um caderno de estudos de Eleonore Koch.

O conjunto acompanha um período de transformação da arte brasileira, marcado pela atuação de instituições como o MASP, os museus de arte moderna de São Paulo e do Rio de Janeiro e a Bienal de São Paulo que ampliaram o contato do país com as vanguardas internacionais. Desse processo, as mulheres participaram ativamente promovendo a renovação da linguagem artística em nosso país. Judith Lauand e Lygia Clark estiveram na linha de frente da arte concreta; Tomie Ohtake e Yolanda Mohalyi desenvolveram pesquisas ligadas ao abstracionismo gestual; e Mira Schendel e Eleonore Koch construíram trajetórias altamente individualizadas. Sem ignorar referências internacionais, a produção brasileira não se limitou a reproduzir modelos estrangeiros, mas concentrou-se no desenvolvimento de pesquisas próprias e originais.

É a partir dessa trajetória que a exposição aproxima diferentes gerações. As experiências dessas artistas ampliaram os caminhos da arte brasileira e contribuíram para a abertura de novas formas de investigação.

Natureza, intimidade e o feminino

Obra de Ana Holck.

Na DAN Contemporânea, o segundo núcleo reúne artistas do programa da galeria e convidadas. Maria Martins faz a ligação entre os dois momentos da mostra: depois de viver longos períodos no exterior e conviver com nomes da vanguarda internacional, como Marcel Duchamp e André Breton, a artista é representada por meio de uma escultura monumental de raiz surrealista, formada por duas figuras fundidas em bronze a partir de originais em gesso. Ao lado dela, pintura, desenho, fotografia, instalação, vídeo e trabalhos manuais aparecem em obras atravessadas por duas questões centrais: a relação com a natureza e tudo o que ela representa; e o feminino, a intimidade e a posição social da mulher.

Água, terra, fogo e ar aparecem como referências que atravessam esse conjunto, em diferentes materiais e linguagens. Uma instalação de Laura Miranda reúne quimonos de diferentes séries, alguns incorporando galhos e suspensos por fios de nylon. Em Denise Milan, pedras, caramujos fundidos a partir de fósseis integram sua investigação Oxigênio da Terra, enquanto a água ganha presença nas obras de Elizabeth Dorazio.

No campo das questões ligadas ao feminino, Laura Mattos parte do universo doméstico e de seus códigos para abordar experiências femininas, enquanto Lucia Castanho trabalha questões de silêncio e intimidade. Já Raquel Kogan apresenta trabalhos que recorrem à tecnologia para explorar os limites da linguagem.

Roberta Goldfarb – Hope is mandatory, 2024.

Ao relacionar diferentes momentos da produção realizada por mulheres, Por elas, com elas: do moderno ao contemporâneo percorre mais de sete décadas da arte brasileira e evidencia a importância da contribuição feminina no campo da experimentação artística em um mundo globalizado.

Artistas Presentes

Históricas: Amélia Toledo, Eleonore Koch, Ione Saldanha, Judith Lauand, Lygia Clark, Maria Martins, Maria Leontina, Mary Vieira, Mira Schendel, Tomie Ohtake e Yolanda Mohalyi.

Contemporâneas: Adriana Rocha, Anke Eliergerhard, Denise Milan, Elizabeth Dorazio, Greicy Khafif, Laura M. Mattos, Laura Miranda, Lucia Castanho, Patricia Furlong, Raquel Kogan e Roberta Goldfarb.

SERVIÇO:

Por elas, com elas: do moderno ao contemporâneo

Curadoria: Maria Alice Milliet

Endereços:

DAN Galeria –  Rua Estados Unidos, 1638 – Jardim América, São Paulo – SP

DAN Galeria Contemporânea – Rua Amauri, 73 – Jardim Europa, São Paulo – SP

Horário: das 10h às 19h, de segunda a sexta; das 10h às 13h, aos sábados.

Abertura: 9 de setembro das 15 às 21h

Período expositivo: 9 de setembro a  7 de novembro

Classificação: livre

Mais informações: dangaleria.com.br

Acesso para pessoas com mobilidade reduzida

Gratuito.

(Com Edgard França/Cor Comunicação)

Cia. Dos à Deux estreia espetáculo “CONFUZO (está escurecendo dentro de mim)” no CCBB São Paulo em setembro

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Fotos: Victor Pollak.

Conhecida internacionalmente por seu trabalho de teatro gestual e visual, a Cia. Dos à Deux explora pela primeira vez a palavra em cena em “CONFUZO (está escurecendo dentro de mim)”, que estreou no Rio de Janeiro e agora tem sua estreia paulistana no CCBB São Paulo. O espetáculo fica em cartaz por lá de 10 de setembro a 18 de outubro, com sessões às quintas e sextas, às 19h, e aos sábados e domingos, às 18h.

Com direção, dramaturgia, cenografia e performance de André Curti e Artur Luanda Ribeiro, o texto inédito nasce do gesto e retorna a ele, não como explicação, mas como matéria poética, fricção e pensamento encarnado. A encenação articula teatro gestual, palavra, luz, som e artes visuais, criando uma experiência sensorial e simbólica em que o escurecimento não representa o fim, mas o início de outra forma de ver, de dizer e de existir.

Além disso, a tecnologia também se torna dramaturgia: em cena, Artur Luanda Ribeiro pedala em uma bicicleta que gera energia elétrica para abastecer a própria iluminação da peça. “O corpo funciona como usina, o cansaço transforma-se em matéria cênica. A luz nunca é plena ou estável — é intermitente, precária, vulnerável. Uma luz que pode falhar a qualquer instante, como falha o fôlego, como falha a esperança. Ao tornar visível o custo físico da iluminação, o espetáculo explicita aquilo que normalmente permanece oculto: o esforço humano necessário para manter o mundo – e a si próprio – aceso”, define o criador.

Na trama, o Homem-Árvore insiste em lançar raízes sobre um solo que o rejeita. Sua existência desafia um mundo que decide quem pode ou não pertencer. Ao seu lado, o Homem-Luz pedala sem descanso uma bicicleta que produz a energia elétrica da própria cena. Cada volta mantém a luz acesa. Cada volta também o esgota. Enquanto ilumina o mundo, escurece por dentro. Sua luz torna-se, ao mesmo tempo, potência e desgaste, sobrevivência e sacrifício.

CONFUZO (está escurecendo dentro de mim) é uma fábula contemporânea sobre o corpo que resiste e sobre o desejo de pertencimento em um tempo de colapso social, ambiental e emocional.​

Sobre a encenação

A imagem desse Homem-Árvore, uma planta deslocada do solo, torna-se o símbolo central do espetáculo. “Ela representa o humano contemporâneo — suspenso entre o desejo de enraizar-se e a impossibilidade de permanecer. É um corpo em exílio, que tenta sustentar o peso da memória sem perder o equilíbrio diante de um mundo em constante movimento. A árvore cresce onde não deve, e se torna o retrato da condição humana — bela, frágil, deslocada”, revela André Curti.

“Metaforicamente, para mim, carregar a árvore é carregar aquilo que insiste em crescer dentro da gente: memória, tempo, desejo, raízes, perdas. Em muitos momentos sinto o peso físico dela como o peso das próprias escolhas e das histórias que atravessamos sem perceber. É quase como transportar um mundo inteiro nas costas. No espetáculo, essa árvore leva o personagem à exclusão da sociedade, apontado como ‘o diferente’, o ‘não pertencente’ e, portanto, proibido de se enraizar, mesmo sendo dessa terra como todos os outros”, acrescenta.

E, sobre a figura do Homem-luz, Artur Luanda Ribeiro comenta: “Existe algo profundamente pessoal no fato de a luz depender do meu próprio movimento, porque muitas vezes tenho a sensação de que também sigo pedalando na vida para que certas luzes não se apaguem — dentro de mim, no trabalho, nos afetos, na criação. O corpo acaba revelando aquilo que as palavras nem sempre conseguem dizer: o desgaste, a insistência, a fragilidade e, ao mesmo tempo, a vontade de continuar. O Homem-Luz me atravessa justamente por isso. Ele transforma em imagem uma sensação que conheço intimamente: a de que parar às vezes parece impossível. E talvez a própria dramaturgia tenha nascido daí — desse lugar onde esforço, resistência e escuridão interior convivem o tempo todo”.

Já a música, assinada por Federico Puppi, também é trançada organicamente ao movimento, à palavra e à luz.

Sobre a Cia. Dos à Deux

Com 27 anos de trajetória, a Cia. Dos à Deux já se apresentou em mais de 50 países e mantém hoje sua sede no Rio de Janeiro, onde desenvolve também ações formativas e residências artísticas.

Fundada em Paris, em 1998, por André Curti e Artur Luanda Ribeiro, a Cia. nasceu de uma pesquisa inspirada na obra “Esperando Godot”, de Samuel Beckett. Descobertos no Festival de Avignon, os artistas conquistaram reconhecimento internacional apresentando suas criações mundo afora. Em 2015, após duas décadas na França, retornaram ao Brasil e criaram o Espaço Dos à Deux, na Glória, RJ — um casarão de 1846, restaurado pelos artistas e transformado em centro de criação, residência e formação artística.

Em 2026, a trajetória da companhia será celebrada com o lançamento de um documentário dirigido por Roberto Bomtempo, produzido pelo Canal Curta! e Matizar Filmes, revisitando o processo criativo e a estética interdisciplinar que consolidaram o grupo como uma das principais referências do teatro visual contemporâneo.

Ficha Técnica

Patrocínio: Banco do Brasil

Realização: Ministério da Cultura e Centro Cultural Banco do Brasil

Texto, dramaturgia, cenografia, direção e performance: André Curti e Artur Luanda Ribeiro

Música Original e Sound design: Federico Puppi

Desenho de luz /iluminação: Artur Luanda Ribeiro

Figurino: Karen Brusttolin

Cenotecnia (engenharia poética) e objetos insólitos: Dodô Giovanetti

Pesquisa – Projeto de Engenharia Elétrica / Poética (Bicicleta): Dodô Giovanetti, André Batistela, Robson de Souza Nascimento e Artur Luanda Ribeiro

Realização do projeto da engenharia elétrica / poética: André Batistela

Assistente de Figurino: Maïa Flores

Alfaiate: Leonardo Ramos

Costureira Cenário: Rizo

Aderecista: Gabriel Barros | LAPE

Direção de Palco de Contrarregragem: Dodô Giovanetti

Operação de Som: Tiago Rodrigues e André Menezes

Mídias Sociais: Pedro Gaudêncio

Fotografia: Renato Mangolin

Programação Visual: Thiago Ristow

Assessoria de Imprensa: Pombo Correio

Assistente de Produção: Pedro Gaudêncio

Produtor Executivo: Fernando Queiroz

Direção de produção: Silvio Batistela

Financeiro: Alex Nunes

Idealização e Coordenação Geral: Cia Dos à Deux.

Sinopse | CONFUZO (está escurecendo dentro de mim)​

Dois corpos atravessam um mundo em colapso — um mundo onde a diferença se transforma em fronteira, onde pertencer, para alguns, tornou-se proibido, onde existir pode ser julgado e onde até o direito de criar raízes precisa ser defendido.

Entre luz e escuridão, movimento e exaustão, surge o Homem-Árvore, que insiste em fincar raízes em um solo que o rejeita, e o Homem-Luz, que pedala sem parar para manter acesa uma existência ameaçada de apagamento. Juntos, atravessam um território instável, onde luz e sombra, matéria e imaginação, absurdo, sonho e realidade coexistem em permanente tensão.

SERVIÇO:

CONFUZO (está escurecendo dentro de mim)

Temporada: 10 de setembro a 18 de outubro de 2026

Às quintas e sextas-feiras, às 19h; e aos sábados e domingos, às 18h

Ingressos: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia-entrada)

Bilheteria: todos os dias, exceto às terças, das 9h às 20h.

Vendas online em https://ingressosccbb.com.br/cidades/sao-paulo-sp às sextas-feiras a partir das 12hs.

Capacidade: 120 lugares

Duração: 65 minutos

Gênero: Teatro Visual

Classificação: 14 anos

Sessão em Libras e bate-papo após o espetáculo: dia 26/09, sábado

Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo

Endereço: Rua Álvares Penteado, 112 – Centro Histórico – SP

Funcionamento: Aberto todos os dias, das 9h às 20h, exceto às terças

Telefone: (11) 4297-0600

Estacionamento: O CCBB possui estacionamento conveniado na Rua da Consolação, 228 (R$ 14 pelo período de 6 horas – necessário validar o ticket na bilheteria do CCBB). O traslado é gratuito para o trajeto de ida e volta ao estacionamento e funciona das 12h às 21h.

Van: Ida e volta gratuita, saindo da Rua da Consolação, 228. No trajeto de volta, há também uma parada no metrô República. Das 12h às 21h.

Transporte público: O CCBB fica a 5 minutos da estação São Bento do Metrô. Pesquise linhas de ônibus com embarque e desembarque nas Ruas Líbero Badaró e Boa Vista. Táxi ou Aplicativo: Desembarque na Praça do Patriarca e siga a pé pela Rua da Quitanda até o CCBB (200 m).

Entrada acessível: Pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida e outras pessoas que necessitem da rampa de acesso podem utilizar a porta lateral localizada à esquerda da entrada principal.

bb.com.br/cultura

instagram.com/ccbbsp | facebook.com/ccbbsp | tiktok.com/@ccbbcultura

E-mail: ccbbsp@bb.com.br.

(Com Bruno Borges/Assessoria de Imprensa CCBB SP)

Montblanc comemora um século de artigos de couro na Alsterhaus Hamburg

Hamburgo, Alemanha, por Kleber Patricio

Maison leva seu universo imersivo de escrita, viagens e artesanato para o coração de Hamburgo com um pop-up que celebra os 100 anos da linha de artigos de couro da Montblanc.

Para celebrar os 100 anos de sua linha de artigos em couro, a Montblanc inaugura um espaço pop-up exclusivo na Alsterhaus, convidando os visitantes a embarcar em uma jornada imersiva pelo universo da Maison, onde a cultura da escrita, as viagens e a maestria na arte do couro se encontram. Localizado no térreo da icônica loja de departamentos de Hamburgo, esse espaço temporário celebra um século de design em couro e oferece aos visitantes a oportunidade de vivenciar o universo completo da Montblanc, abrangendo artigos em couro, instrumentos de escrita, relógios, acessórios e a Art of the Desk (Arte da Escrivaninha).

Aberta de 1º de agosto de 2026 a 31 de janeiro de 2027, a loja pop-up de 176 metros quadrados inspira-se no conceito imersivo apresentado pela primeira vez durante a Semana de Moda Masculina de Milão, sob a direção artística de Marco Tomasetta. A cenografia reinterpreta o espírito de viagem por meio de referências a trajetos ferroviários e à descoberta, homenageando a relação duradoura entre o trabalho artesanal em couro, a cultura da escrita e as viagens — elementos que moldaram a Maison ao longo do último século.

Por todo o espaço, os visitantes podem descobrir uma série de instalações imersivas que dão vida ao universo criativo da Montblanc por meio de elementos emblemáticos, como a Tree of Writing (Árvore da Escrita), a instalação Writing Traveler, a Montblanc Desk e experiências selecionadas de Art of the Desk. Projetado para inspirar momentos significativos de expressão, o espaço pop-up convida os visitantes a fazer uma pausa, escrever e embarcar em sua própria jornada.

Além das mais recentes coleções de artigos em couro, instrumentos de escrita icônicos, relógios e acessórios da Montblanc, o espaço pop-up oferece uma programação que celebra a criatividade e o trabalho artesanal. Os visitantes podem personalizar peças de couro selecionadas com gravação em relevo, participar de oficinas de caligrafia, escrever cartões-postais em estações dedicadas ou simplesmente fazer uma pausa para redescobrir o ritual atemporal de colocar a caneta no papel. Serviços de transporte de cortesia para a Montblanc Haus ampliam ainda mais a experiência, convidando os visitantes a explorar o legado da Maison e seu compromisso duradouro com a cultura da escrita.

Mais do que um destino de varejo, a pop-up da Montblanc na Alsterhaus celebra não apenas um século de artigos de couro, mas também os objetos atemporais que acompanham as jornadas da vida, preservam histórias pessoais e inspiram a autoexpressão.

Montblanc Pop-up na Alsterhaus

Ground Floor

Jungfernstieg 16–20

20354 Hamburg

Período

1 agosto 2026 – 31 janeiro 2027

Horário de abertura da Alsterhaus.

(Com Nilza Botteon/Assessoria de imprensa Montblanc)

‘Traçando Verissimo’: Exposição celebra 90 anos do mestre do humor brasileiro

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Luis Fernando Verissimo será homenageado em mostra no Centro Cultural Fiesp que traz, a partir de 24 de setembro, desenhos inéditos, originais e objetos pessoais.

Pela primeira vez, uma exposição leva o público ao mundo secreto de um dos autores mais populares do país. Celebrando 90 anos de Luis Fernando Verissimo, o Centro Cultural Fiesp, na Avenida Paulista, vai inaugurar, em 24 de setembro, a mostra “Traçando Verissimo – O mundo fabuloso do mestre do humor”, que reúne mais de 300 itens do mestre do humor brasileiro. Desenhos, charges, originais de livros, objetos pessoais, cadernos de anotações da infância, fotos de família até então guardadas no baú da sala em Porto Alegre integram o acervo que chega ao público em São Paulo.

Vamos traçar Verissimo, o autor que melhor escreveu sobre o trágico e o cômico da classe média brasileira, fazendo-nos rir de nós mesmos. Com instalações interativas reproduzindo personagens inesquecíveis do autor, como o Analista de Bagé e as Cobras, segmentos expositivos dedicados ao jazz, sua grande paixão, vídeos e depoimentos de artistas e escritores, a exposição nos convida a fazer um mergulho divertido pelas múltiplas facetas de Verissimo – que faleceu em 30 de agosto de 2025, e no próximo dia 26 de setembro completaria 90 anos. A editora e curadora Isa Pessoa, que editou os livros do autor por mais de 15 anos, parte dos anos de convivência e intimidade para criar essa exposição.

Para Tais Lara, diretora do Centro Cultural Fiesp, a exposição convida o público a conhecer o universo criativo de Luis Fernando Verissimo, revelando facetas pouco conhecidas de um dos mais importantes nomes da literatura e do humor brasileiros. “Ao reunir desenhos, manuscritos, objetos pessoais e registros inéditos, a mostra celebra o legado multifacetado do autor e sua contribuição singular para a cultura nacional. Com essa iniciativa, o Sesi-SP reafirma seu compromisso com a valorização da produção artística brasileira e com a ampliação do acesso à cultura para públicos diversos.”

Escritor, jornalista, músico, humorista, desenhista, amado por milhões de leitores e respeitado pela crítica de qualquer matiz, Luis Fernando Verissimo tornou-se a melhor versão da chamada unanimidade inteligente, capaz de produzir obras-primas em todos os segmentos em que atuava. Foi cronista da história e da memória, com textos publicados nos mais importantes veículos de comunicação do país, ao longo de mais de 50 anos de trabalho. Culto, sutil, o escritor mais introspectivo do país se consagrou como um dos craques mais notáveis da nossa cultura.

SERVIÇO:

Traçando Verissimo – O mundo fabuloso do mestre do humor

Centro Cultural Fiesp – Avenida Paulista, 1.313, São Paulo/SP (em frente à estação Trianon-Masp do metrô)

De 24 de setembro de 2026 a 28 de fevereiro de 2027

Visitação: terça a domingo, 10h às 20h

Gratuito: não é necessário reservar ingresso

Classificação: livre

Sobre o Sesi-SP

O Sesi-SP oferece atividades culturais gratuitas em linguagens como música, artes cênicas, artes visuais, audiovisual e difusão literária. Juntas, as atividades promovidas já alcançaram quase 20 milhões de pessoas. São 19 teatros, sete centros culturais, oito espaços de exposição, três estações de cultura, 95 núcleos para iniciação e formação de pessoas nas áreas de música, teatro, dança e circo, além de uma unidade móvel que percorre todo o estado. Em 2026, mais três teatros e três centros culturais devem ser inaugurados.

A entidade reforça seu compromisso de oferecer ao público uma programação diversa, contundente e sempre gratuita, alinhada aos aspectos sociais e artísticos da contemporaneidade. O Sesi-SP também atua na área de produção cultural, impulsionando a economia criativa e contribuindo para o aperfeiçoamento artístico. Em 2024, a instituição comemorou seis décadas de história, cultura e inovação de um de seus mais importantes projetos de democratização do acesso à cultura: o Teatro do Sesi-SP, palco de espetáculos marcantes ao longo das últimas décadas.

Sobre o Centro Cultural Fiesp

A arquitetura moderna do edifício Luís Eulálio de Bueno Vidigal Filho, sede da Fiesp – que também abriga o Sesi, o Senai São Paulo, o Ciesp e o Instituto Roberto Simonsen (IRS) –, o torna ponto de referência no skyline da cidade e permite a realização de inúmeras atividades que integram o Centro Cultural Fiesp à Avenida Paulista, incluindo a livre circulação em seu interior e o uso de espaços alternativos, como a área externa e o foyer do Teatro do Sesi-SP, para diferentes manifestações artísticas e culturais da sua programação diversificada. O Centro Cultural Fiesp é um importante equipamento de acesso à cultura mantido pela indústria paulista e administrado pelo Sesi-SP; uma referência de qualidade e patrimônio cultural apreciado dos paulistanos. O Sesi-SP é uma instituição que trabalha pela educação, onde a cultura é parte fundamental. Todas as ações e projetos desenvolvidos pela instituição tem como objetivo a formação de novos públicos em artes, a difusão e o acesso à cultura de forma gratuita, além da promoção da economia criativa nacional.

(Com Flavio Pinto/AtomicaLab)