Notícias sobre arte, cultura, turismo, gastronomia, lazer e sustentabilidade

Inscreva seu e-mail e participe de nossa Newsletter para receber todas as novidades

Caso real de ufologia no Pará inspira ficção especulativa sobre avô desaparecido

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Operação Colares – Capa.

Em 1977, moradores da ilha de Colares, no Pará, relataram ver luzes misteriosas no céu. Os avistamentos levaram o Exército à região e deram origem à Operação Prato, investigação que se tornou um dos casos ufológicos mais conhecidos do Brasil. Quase 50 anos depois, esse episódio serve de inspiração para o livro “Operação Colares”, de Luana Cruz, que transforma os relatos sobre os avistamentos em uma narrativa que une suspense, ficção especulativa e um mistério familiar que atravessa gerações.

Na obra, publicada pela Plataforma21, o leitor conhece Laila Rosário, que deixou a região 10 anos atrás e não pretendia voltar. No entanto, um telefonema da avó, faz com que ela retorne à ilha para uma despedida. O que deveria ser uma passagem rápida pela cidade muda quando um pescador é encontrado ferido e carregando uma mensagem ligada ao avô de Laila, Josué Rosário, desaparecido décadas antes, depois de partir para o mar seguindo as luzes que eram vistas sobre Colares. Dado como morto ou abduzido, ele deixou para trás uma família que nunca soube o que realmente havia acontecido.

Ao seguir as pistas encontradas na mensagem nas águas, a protagonista percebe que o desaparecimento do avô pode esconder uma história muito diferente daquela que a cidade contou durante décadas. A investigação leva Laila e sua antiga melhor amiga, Elis Raiol, a revisitar documentos, cartas e registros deixados por Josué e a reconstruir os últimos passos do pescador. Aos poucos, as personagens descobrem que as luzes e os desaparecimentos da região podem estar relacionados a uma trama muito mais concreta e sombria do que uma suposta abdução extraterrestre. Enquanto novos acontecimentos colocam a comunidade em alerta, Laila avança na investigação e percebe que, por trás dos mistérios que cercam a ilha, estão pessoas capazes de escolher entre proteger, ferir ou transformar a vida daqueles ao seu redor.

“Todas as pessoas nascem engenhosas, para se tornarem grandes heróis ou cruéis vilões. Só depende do que exercitam as pessoas mais próximas da gente.”

(Operação Colares, p. 144)

Com orgulho de ser nortista, Luana Cruz é formada em Engenharia de Pesca, pois acredita que as melhores histórias são as de pescadores. É a partir das histórias que ouviu ainda na infância (especialmente aquelas contadas pela mãe), e da própria relação com o Pará e a Amazônia, que a autora constrói uma narrativa que valoriza pescadores, comunidades ribeirinhas e os vínculos entre os moradores. O resultado é uma ficção especulativa que parte de um acontecimento real para explorar temas como luto, identidade, pertencimento, relações familiares e a memória de um território.

“Não somos lendas, não somos folclore, não somos estrangeiros: somos a vida que pulsa na raiz do país”, enfatiza a paraense. Em Operação Colares, as luzes no céu dividem espaço com histórias de família, afetos mal resolvidos e conflitos de uma comunidade que precisa lidar com o retorno de algo que acreditava ter ficado no passado. Leitura indicada para quem se interessa por ufologia, mistérios inspirados em acontecimentos reais, histórias do Norte brasileiro e narrativas de ficção que combinam investigação, relações familiares e elementos sobrenaturais.

Ficha Técnica:

Título: Operação Colares

Autora: Luana Cruz

Editora: Plataforma21

Edição/ano: 1ª/2026

ISBN do livro físico: 978-6550080945

ISBN do e-book: 6550080940

Gênero: Thriller de suspense; ficção especulativa BR; mistério; romance LGBTQIA+

Idade recomendada: 16+

Número de páginas: 328

Preço: R$ 84,90

Onde encontrar: Amazon | VR-Commerce | Principais livrarias.

Foto: Arquivo pessoal.

Sobre autora | Luana Cruz veio ao mundo para ser contadora de histórias. Cresceu ouvindo os mais diversos causos de família e agora tem orgulho de contá-los. Gostaria de protagonizar relatos tão fantásticos quanto os de seus parentes, mas pelo visto só participa de comédias românticas. Formou-se em Engenharia de Pesca, porque acha que as melhores histórias são as de pescadores. Navegou de Belém do Pará para São Paulo com vários sonhos na bagagem, sendo a escrita o maior deles. Operação Colares é sua estreia na ficção especulativa e um manifesto de amor e saudade da Amazônia.

Redes sociais da autora: Instagram @luanacruiz

Sobre a editora | A Plataforma21 é o resultado do carinho da VR Editora pelos jovens leitores. E tudo começou com a publicação do best-seller Maze Runner. São 10 anos oferecendo o que há de melhor em aventura, romance, fantasia e cultura pop na literatura de entretenimento.

Instagram: @plataforma21_ e @VReditorabr  | TikTok: @plataforma21_.

(Com Gabriela Cuerba/LC Agência de Comunicação)

André Mogle explora o silêncio, a solitude e os sentimentos que não cabem em palavras em nova exposição na Galeria Kovak&Vieira

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Com curadoria de Renata Rocco, “O que não sei dizer” reúne pinturas recentes do artista e propõe uma reflexão sensível sobre autoconhecimento, equilíbrio e a necessidade de encontrar na arte uma forma de expressão. Fotos: Divulgação.

Há sentimentos que não encontram palavras, experiências difíceis de traduzir e momentos em que o silêncio parece ser a melhor forma de expressão. É desse território íntimo que nasce “O que não sei dizer”, nova exposição individual de André Mogle apresentada na Galeria Kovak&Vieira, em São Paulo. Com curadoria de Renata Rocco, a mostra reúne pinturas recentes do artista, marcadas por um olhar introspectivo sobre a vida, as emoções e a busca por equilíbrio.

Esta é a quarta exposição individual de Mogle na galeria e representa um momento particular de sua trajetória. Depois de experiências vividas em diferentes lugares do Brasil e do mundo ao longo do último ano, o artista volta seu olhar para dentro, transformando em pintura um acúmulo de sentimentos, acontecimentos e situações complexas. Mais do que representar emoções, suas obras procuram dar forma àquilo que ainda não pode ser nomeado.

A exposição tem como fio condutor a ideia de solitude – mas não de solidão – espaço onde o artista encontra possibilidades de compreender suas experiências e estabelecer uma relação mais serena com o mundo.

“Mogle reconhece este como um momento de solitude. E essa palavra interessa justamente porque não é sinônimo de solidão. Ao contrário, em solitude há uma escolha: a permanência consigo mesmo, isto é, um estar só que não significa necessariamente ausência, mas presença”, observa a curadora Renata Rocco.

Nas pinturas, o personagem criado por Mogle – sua figura recorrente de rosto esverdeado – atravessa situações que remetem a sentimentos e experiências universais, como nas obras A Balança da Vida, O Palco da Noite, O Peso que Cabe num Fio e Silêncio, nas quais surgem questões relacionadas ao tempo, às escolhas, às fragilidades e à necessidade de encontrar algum equilíbrio diante das incertezas.

A produção recente também inclui trabalhos como Se Precisar Recomece, A Liberdade é Solitária, Não Cheguei Sozinho, Nem Tão Só e A Chuva Passa. São títulos que, por si, sugerem pequenas narrativas sobre a condição humana, os afetos, a passagem do tempo e a possibilidade de recomeçar.

Para Renata Rocco, a força dessas pinturas está justamente na capacidade de comunicar sem necessariamente oferecer explicações. “O personagem criado por Mogle leva mensagens que não precisam ser grandiosas para serem universais, apresentando possibilidades de paz e de algum equilíbrio”, escreve a curadora.

O texto curatorial estabelece ainda um diálogo com a obra de Clarice Lispector, evocando a coragem de enfrentar a própria solidão e encontrar plenitude nessa experiência. A referência literária acompanha a proposta da exposição, que valoriza o silêncio não como vazio, mas como espaço de descoberta.

“Só a arte me sacia”, afirma André Mogle, sintetizando a relação visceral que mantém com a pintura. Para o artista, criar é também uma maneira de lidar com aquilo que não consegue expressar de outra forma, sem a obrigação de encontrar respostas definitivas.

Ao convidar o público a desacelerar e olhar para dentro, O que não sei dizer propõe uma experiência de contemplação e identificação. Em tempos marcados pelo excesso de informações e pela necessidade constante de expressão, a exposição sugere que nem tudo precisa ser explicado – e que a arte pode oferecer um lugar de acolhimento para aquilo que permanece sem palavras.

“Talvez seja isso que estas pinturas nos ofereçam: não respostas, mas lugares onde podemos permanecer em silêncio e plenos por algum tempo”, completa Rocco.

Sobre a Galeria Kovak&Vieira

Fundada em 2023, a Galeria Kovak&Vieira nasceu com a proposta de aproximar a arte contemporânea do público, valorizando a criatividade, a originalidade e a descoberta de novos talentos. Localizada no Jardim América, em São Paulo, a galeria busca construir um ambiente acessível e acolhedor, incentivando o diálogo entre artistas, obras e visitantes.

SERVIÇO:

Exposição O que não sei dizer

Pinturas recentes de André Mogle

Curadoria: Renata Rocco

Galeria Kovak&Vieira

Rua Cônego Eugênio Leite, 150 – Jardim América, São Paulo

Abertura: 20/10, das 14h às 21h

Período expositivo: 20/10 a 16/11

De segunda a sexta-feira, das 12h às 19h; sábados, das 12h às 17h

Manobrista no local

@galeriakovakevieira.

(Fonte: Assessoria Check Matte)

Plataforma Cena Brasil leva a Xangai 166 profissionais das artes cênicas brasileiras

Xangai, China, por Kleber Patricio

Alice no País das Maravilhas, Grupo Giramundo (MG). Foto: Marcos Malafaia.

Entre 14 e 31 de outubro, Xangai recebe a Plataforma Cena Brasil, iniciativa que reúne 166 artistas, curadores, programadores, produtores e outros profissionais brasileiros em uma programação de apresentações artísticas, encontros de mercado e formação. Integrada ao Ano Cultural Brasil-China 2026, a ação busca ampliar a presença da produção nacional no circuito asiático e criar condições para que o intercâmbio entre os dois países tenha continuidade após o encerramento dos eventos.

Para Paulo Feitosa, diretor da Quitanda Soluções Criativas e idealizador da Plataforma Cena Brasil, o desafio é transformar a visibilidade internacional em oportunidades concretas de circulação. A iniciativa marca a terceira de três grandes ações estruturadas ao longo do ano e articula relações institucionais, acesso do público às obras brasileiras e abertura de mercados.

Alice no País das Maravilhas, Grupo Giramundo (MG). Foto: Marcelo Nicolato.

“Esta é a terceira de três grandes ações que estruturamos ao longo deste ano, dentro do Ano Cultural Brasil-China. Pensamos essas plataformas de forma estratégica, porque elas precisam dar conta de três movimentos ao mesmo tempo: o relacionamento diplomático entre os dois países, a fruição e a difusão da nossa produção artística e a abertura de novos mercados para a arte e a cultura brasileiras”.

Apresentada pelo Ministério da Cultura (MinC) e pela Vale, a Plataforma é realizada via Lei Rouanet pela Cinco Elementos Produções, Quitanda Soluções Criativas, Instituto Ibero Culturas e Fundação Nacional de Artes (Funarte). A produção executiva é da Peixe-Mulher. A ação ocorre em parceria com o China Shanghai International Arts Festival (CSIAF) e a Network of Silk Road Arts Festivals, com apoio institucional de entidades brasileiras e chinesas.

Da apresentação à circulação

A programação artística é uma das portas de entrada para a aproximação entre os dois mercados. O repertório brasileiro inclui teatro, teatro de bonecos, dança e música, com trabalhos de cinco estados: Minas Gerais, Amazonas, Rio de Janeiro, Ceará e Paraná.

As Cores da América Latina, da Panorando Cia. e Produtora (AM). Foto: Divulgação.

Mas a agenda não se limita às apresentações. A delegação inclui 15 representantes de festivais, centros culturais, instituições e organizações ligadas às artes cênicas, que participarão de rodadas de negócios e encontros com curadores e programadores chineses e internacionais. A expectativa é realizar mais de 60 reuniões para identificar possibilidades de circulação, coprodução e parceria entre instituições.

“Apresentação sozinha não gera circulação. Ela gera aplauso, gera notícia, e acaba. Mas é o começo de um caminho. Nossa estratégia é usar essas plataformas chinesas de grande difusão para apresentar a produção brasileira ao público e, com isso, gerar interesse e audiência. É esse interesse que abre a porta para o negócio”, afirma Paulo Feitosa.

A estratégia também prevê aproximar os profissionais brasileiros da produção chinesa, criando oportunidades para que as relações estabelecidas em Xangai possam se desdobrar em futuras programações no Brasil. A presença de curadores e programadores das cinco regiões do país busca ampliar a circulação das informações e das conexões para além dos participantes da viagem.

As Cores da América Latina, da Panorando Cia. e Produtora (AM). Foto: Divulgação.

“A difusão desperta o interesse, e as rodadas de negócios podem transformar esse interesse em uma próxima temporada, uma coprodução ou um convite para o ano seguinte. Nosso objetivo é fazer com que, daqui a alguns anos, um grupo brasileiro circular na Ásia seja rotina, e não notícia”, completa Feitosa.

Fórum e cooperação institucional

A formação e o intercâmbio de conhecimento integram o terceiro eixo da Plataforma. Em 14 de outubro, o primeiro Fórum Brasil-China de Artes Performativas começa com o painel “Paisagens Performativas do Brasil: Diversidade e Experimentação”, no Fotografiska. No dia 15, a Shanghai Theater Academy recebe os debates “Formação, Pesquisa e Produção de Conhecimento: Redes de Cooperação e Perspectivas do Sul Global” e “Conexões entre Brasil e China: Festivais, Instituições, Circulação e Estruturas de Apoio”.

Os encontros reúnem artistas, pesquisadores, professores, curadores e programadores dos dois países para discutir modelos de cooperação e possibilidades de intercâmbio. Também está prevista a assinatura de um Memorando de Entendimento entre a Funarte e a Shanghai Theater Academy, voltado à cooperação acadêmica, à formação e à circulação artística.

Tudo Faz Sentido, Mas é Mera Coincidência, de Os Ciclomáticos Companhia de Teatro (RJ). Foto: Kayo Monteiro.

“O Ano Cultural Brasil-China é uma oportunidade para aproximar ainda mais os dois países por meio da cultura e das artes. A Plataforma Cena Brasil nasce desse movimento e reúne circulação artística, formação e conexões profissionais, mostrando a diversidade e a força da produção brasileira”, afirma Leonardo Lessa, presidente da Funarte.

Brasil em cena

A Orquestra Sinfônica do Paraná abre a programação artística brasileira em 17 de outubro, com 82 músicos e um repertório dedicado à música de concerto nacional. O programa reúne obras de Alberto Nepomuceno, Heitor Villa-Lobos e Camargo Guarnieri, incluindo as Bachianas Brasileiras nº 4, de Villa-Lobos.

No dia 20, a Paracuru Cia. de Dança, do litoral do Ceará, apresenta trabalhos de seu repertório contemporâneo. No dia 21, o grupo mineiro Giramundo leva ao Lyceum Theatre sua versão de Alice no País das Maravilhas, que combina teatro de bonecos, animação digital, projeções e stop motion.

Tudo Faz Sentido, Mas é Mera Coincidência, de Os Ciclomáticos Companhia de Teatro (RJ). Foto: Kayo Monteiro.

A programação se encerra com duas companhias que se apresentam nos dias 29 e 30. A Panorando Cia. e Produtora, de Manaus, apresenta As Cores da América Latina, espetáculo que articula teatro, dança e referências de manifestações populares do Chile, do Peru e do Brasil. A montagem venceu o 34º Prêmio Shell de Teatro na categoria Destaque Nacional. Os Ciclomáticos, do Rio de Janeiro, levam Tudo Faz Sentido, mas é Mera Coincidência, trabalho que combina teatro, performance e recursos audiovisuais para abordar as contradições de uma sociedade marcada pela conexão permanente e pelo distanciamento nas relações presenciais.

As atividades incluem ainda rodadas de negócios, Networking Hub, pitches e a Conferência Silk Road, que reúne profissionais e instituições ligados à rede internacional de festivais.

Uma agenda com desdobramentos

A Plataforma Cena Brasil integra as ações do Ano Cultural Brasil-China, que em 2026 marca os 50 anos de relações diplomáticas entre os dois países. Para Feitosa, a participação brasileira em circuitos internacionais de programação pode criar novas rotas de circulação para as artes cênicas nacionais.

“Esta ação acontece em um ano simbólico, que é a celebração dos 50 anos de relações entre Brasil e China. Mas, para nós, mais do que marcar uma data, ela aponta para uma questão estratégica: duas grandes potências do Sul Global conversando pela cultura e pela criatividade, e não só pela economia ou pela diplomacia tradicional”, afirma.

O idealizador destaca que a China representa um mercado cultural de grande escala, ainda pouco acessado pela produção brasileira. A presença no China Shanghai International Arts Festival e na Network of Silk Road Arts Festivals pode aproximar grupos e instituições nacionais de redes internacionais de programação.

“Esse momento abre a chance de construir uma rota de circulação e de mercado entre os dois países. O projeto entra na programação oficial do China Shanghai International Arts Festival, que é um dos maiores da Ásia, e na Network of Silk Road Arts Festivals, que conecta festivais de dezenas de países. O Brasil passa a estar dentro dos circuitos de decisão. Para nós, a assinatura do memorando entre a Funarte e a Shanghai Theatre Academy e o convite para que instituições brasileiras entrem na Network são exatamente o que fica depois que as luzes apagam”, completa Feitosa.

A Plataforma é apresentada pelo Ministério da Cultura e pela Vale, realizada via Lei Rouanet pela Cinco Elementos Produções, Quitanda Soluções Criativas, Instituto Ibero Culturas e Funarte, com produção executiva da Peixe-Mulher e apoio institucional de parceiros brasileiros e chineses.

Espetáculos e companhias 

Alice no País das Maravilhas, Grupo Giramundo (MG)

Inspirado na obra clássica de Lewis Carroll, o espetáculo reúne diferentes linguagens que marcaram a trajetória do Giramundo. Bonecos, animações digitais, projeções e stop motion se unem a uma trilha sonora que estrutura a encenação. A história acompanha a clássica jornada de Alice ao cair na toca do Coelho Branco e mergulhar em um universo onírico, absurdo e povoado por figuras excêntricas, como o Chapeleiro Maluco e a Rainha de Copas. Com direção geral de Marcos Malafaia e musical de John Ulhoa, conta com a participação de Fernanda Takai, que também empresta a voz à personagem Alice.

Grupo Giramundo | O Grupo Giramundo foi criado em 1970, pelos artistas plásticos Álvaro Apocalypse, Tereza Veloso e Madu. Hoje é dirigido por Bia Apocalypse, Marcos Malafaia e Ulisses Tavares. Tem sede em Belo Horizonte e mais de 55 anos de atuação, com um dos teatros de bonecos mais antigos do Brasil. Com 40 montagens realizadas, entre produções próprias e coproduções, e cerca de 1400 bonecos concebidos, um dos maiores acervos de bonecos das Américas.

As Cores da América Latina, da Panorando Cia. e Produtora (AM)

O espetáculo une teatro e dança a partir de três manifestações populares latino-americanas: a Fiesta de la Tirana, do Chile, a Huaconada, do Peru, e o Cavalo-Marinho, do Brasil. A encenação usa cores, música e movimento para aproximar diferentes tradições e falar de temas que percorrem culturas e tempos: amor, morte e nascimento. Em cena, as máscaras inspiradas no Fofão, figura do Carnaval maranhense, transformam os corpos dos intérpretes em personas que transitam entre o real e o imaginário. Personagens e imagens inspirados nas manifestações populares ganham novas formas em cena, entre o ritual, a celebração e o confronto.

Panorando Cia. e Produtora | Criada em Manaus (AM) no ano de 2016, a Panorando atua nos campos da produção de eventos e da montagem de espetáculos. Interessada nas intersecções entre as Artes Cênicas e Manifestações culturais latino-americanas, o coletivo já criou 6 espetáculos, dentre os quais se destacam “Sodade” (2019) e “As Cores da América Latina” (2023), e “Aboio” (2026), obras que já foram apresentadas mais de 100 vezes em todas as regiões do Brasil. Em 2018, o grupo recebeu uma Menção Honrosa da Federação de Teatro do Amazonas, como símbolo para as Artes no Estado. Em 2024 venceu o “34º Prêmio Shell de Teatro, na categoria “Destaque Nacional”, e o “23º Prêmio Cenym do Teatro Nacional” na categoria “Melhor Trilha Original ou Adaptada”, além de receber outras indicações como “Melhor Cia de Teatro”, “Melhor Direção de Movimento”, e “Melhores Adereços e Objetos de Cena”, todas com o espetáculo “As Cores da América Latina”.

O que você tem na cabeça e Praia das Almas, da Paracuru Companhia de Dança (CE)

O que você tem na cabeça e Praia das Almas, da Paracuru Companhia de Dança (CE). Foto: Marinho Jr.

Paracuru Cia. de Dança leva à China dois espetáculos com coreografia de Jorge Garcia que exploram memória, identidade e cultura popular. Praia das Almas é o local onde, desde o final do Século 17, estava localizada a Vila do Parazinho, origem da cidade de Paracuru. Soterrada pelas dunas no final do século 19, desse lugar não há lembranças, todo o passado está esquecido. Praia das Almas é uma metáfora sobre a memória, traz a conexão dos ventos, a percepção do movimento da areia sobre um passado que jamais será revelado. Em O que você tem na cabeça, a coreografia parte da imagem de O Menino Maluquinho, personagem de Ziraldo, que usa uma panela na cabeça, para criar um universo em que objetos e adereços sobre a cabeça disparam movimentos e situações inusitadas. A coreografia dialoga com sonoridades e referências de manifestações populares brasileiras, como maracatu rural, cavalo-marinho, bumba meu boi e caboclinhos, em um jogo de imaginação no qual corpo, música e objetos transformam o cotidiano em invenção.

O que você tem na cabeça e Praia das Almas, da Paracuru Companhia de Dança (CE). Foto: Marinho Jr.

Paracuru Companhia de Dança | O grupo foi criado em 2000 pelo bailarino e coreógrafo Flávio Sampaio, seu diretor artístico desde então. Sediada no município de Paracuru, no litoral do Ceará, o projeto se destaca tanto pelas suas apresentações nacionais e internacionais quanto pelo forte impacto social e de formação artística na região.  A Paracuru Cia de Dança desenvolve trabalhos a partir das relações entre os jovens, o território onde vivem e suas referências culturais e estéticas. Seu repertório reúne obras de coreógrafos como Henrique Rodovalho, Fabrice Ramalingom, Dominique Bagouet, Ivaldo Mendonça, Cláudio Bernardo, Aírton Rodrigues, Jorge Garcia e Luiz Fernando Bongiovanni.

Tudo Faz Sentido, Mas é Mera Coincidência, de Os Ciclomáticos Companhia de Teatro (RJ)

A montagem usa as contradições do mundo contemporâneo para refletir sobre uma sociedade cada vez mais conectada às telas e, paradoxalmente, marcada pela solidão, pela ansiedade da informação e pelo distanciamento das relações presenciais. A peça mistura teatro, performance, humor, recursos audiovisuais e diferentes procedimentos cênicos para refletir sobre a maneira como as tecnologias reorganizam afetos, comportamentos e percepções da realidade. Entre redes sociais, notícias falsas, exposição permanente, excesso de informação e necessidade de pertencimento, os personagens constroem um mosaico de um tempo em que tudo parece estar conectado.

Os Ciclomáticos Companhia de Teatro | Criada em 1996, no subúrbio do Rio de Janeiro, a companhia desenvolve uma pesquisa baseada no teatro popular, na diversidade de linguagens, na criação autoral e no diálogo entre tradição e contemporaneidade. Ao longo de 30 anos, o grupo tornou-se referência pela presença de artistas periféricos e pela valorização de corpos, identidades e narrativas historicamente pouco representados nos espaços institucionais das artes cênicas. Com circulação nacional e internacional, procura traduzir as vozes, os desejos, os conflitos e os encantamentos do subúrbio carioca, com um teatro marcado pela poesia, pela resistência, pelo humor, pela diversidade e pelo encontro.

Orquestra 

Camargo Guarnieri, Heitor Villa-Lobos e Alberto Nepomuceno, Orquestra Sinfônica do Paraná

Camargo Guarnieri, Heitor Villa-Lobos e Alberto Nepomuceno, Orquestra Sinfônica do Paraná. Foto: Divulgação.

A Orquestra Sinfônica apresenta um programa com obras de Camargo Guarnieri, Heitor Villa-Lobos e Alberto Nepomuceno, três nomes fundamentais da música de concerto brasileira. A apresentação começa com a “Abertura Concertante”, de Guarnieri, seguida pelas “Bachianas Brasileiras nº 4”, de Villa-Lobos, que aproximam a tradição de Bach de elementos da música brasileira. O concerto termina com a “Sinfonia em sol menor”, de Nepomuceno, obra representativa do sinfonismo brasileiro do período romântico.

Camargo Guarnieri, Heitor Villa-Lobos e Alberto Nepomuceno, Orquestra Sinfônica do Paraná. Foto: Divulgação.

Orquestra Sinfônica do Paraná | Criada em 28 de maio de 1985, a Orquestra Sinfônica do Paraná (OSP) tem sede no Centro Cultural Teatro Guaíra, em Curitiba, e é uma das principais instituições culturais do Estado. Formada inicialmente por 61 músicos selecionados por concurso nacional, teve Alceo Bocchino como primeiro maestro titular e Osvaldo Colarusso como maestro assistente. Ao longo de sua trajetória, a OSP realizou mais de 1.000 apresentações, com um repertório de cerca de 900 obras de aproximadamente 250 compositores, além de receber mais de 50 maestros convidados e 200 solistas nacionais e internacionais. De 2022 a 2026, teve direção musical e regência titular de Roberto Tibiriçá (1954-2026) e ampliou sua atuação no Brasil e no exterior. Atualmente, conta com cerca de 77 músicos em sua formação.

PROGRAMAÇÃO

14/10

Abertura da Plataforma Cena Brasil | Fotografiska

Fórum Brasil-China – Painel 1 | Fotografiska

Abertura do CSIAF | Lyceum Theatre

15/10

Fórum Brasil-China – Painel 2 | Shanghai Theater Academy

Fórum Brasil-China – Painel 3 | Shanghai Theater Academy

Rodadas de Negócios | CSIAF

16/10

Rodadas de Negócios | CSIAF

17/10

Networking Hub | CSIAF

Orquestra Sinfônica do Paraná | CSIAF – espaço externo

Pitch e Conferência Silk Road | CSIAF

Assinatura do Memorando de Entendimento | CSIAF

19/10

Orquestra Sinfônica do Paraná | Teatro de Campus Escolar

Pitch Brasil

Conferência Silk Road 

20/10

Paracuru Cia. de Dança | Shanghai International Dance Center

21/10

Giramundo – Alice no País das Maravilhas | Lyceum Theatre

29/10

Panorando – As Cores da América Latina | Network of Silk Road Arts Festivals

30/10

Panorando – As Cores da América Latina | Network of Silk Road Arts Festivals

Os Ciclomáticos – Tudo Faz Sentido, mas é Mera Coincidência | Network of Silk Road Arts Festivals

31/10

Encerramento da Plataforma Cena Brasil.

(Com Daniele Valério/Canal Aberto Assessoria de Imprensa)

Explore o Alentejo do alto em passeios de balão

Alentejo, Portugal, por Kleber Patricio

Voos ao nascer ou ao pôr do sol revelam vinhedos, planícies, aldeias históricas e o Lago Alqueva a partir de uma perspectiva diferente – Passeio de balão em Beja. Foto: Nelson Carvalheiro.

O Alentejo é conhecido pelas suas grandes planícies, campos que mudam de cor ao longo do ano, vinhas e pequenas aldeias espalhadas pelo território. E uma das maneiras mais diferentes de observar tudo isso é do alto de um balão de ar quente. A maior região de Portugal oferece diferentes cenários para quem quer experimentar um voo de balão. A paisagem muda bastante de acordo com o ponto de partida, o que torna cada experiência única.

Um dos cenários mais conhecidos para esse tipo de passeio é a região de Monsaraz. A vila medieval aparece entre os campos enquanto o Lago Alqueva se estende pela paisagem. O voo ao nascer do sol acrescenta ainda outro elemento ao percurso, com a mudança gradual da luz sobre o maior lago artificial da Europa Ocidental.

Passeio de balão no Lago Alqueva. Foto: Nelson Carvalheiro

Outra possibilidade é sobrevoar a região do Grande Lago Alqueva. A água, os campos e as pequenas vilas formam um mosaico que pode ser observado em diferentes momentos do dia, dependendo das condições do voo.

Na região litorânea, o voo acompanha a paisagem entre Alcácer do Sal e Comporta. Há também opções para quem quer começar a experiência durante a noite e acompanhar o amanhecer do alto. Já na região de Castro Verde, o voo permite observar as extensas planícies que integram a Reserva da Biosfera de Castro Verde, reconhecida pela Unesco.

Os voos realizados na região de Beja sobrevoam as grandes planícies do sul do Alentejo e a experiência combina a amplitude dos campos e a paisagem rural de uma perspectiva pouco comum.

Embora os passeios de balão possam ser realizados durante todo o ano, dependendo das condições meteorológicas, a maior regularidade acontece entre maio e setembro. A maior parte dos voos é realizada ao amanhecer, mas em alguns períodos do ano também é possível voar no fim da tarde.

Voo de balão no Alentejo. Foto: Turismo do Alentejo

O voo de balão costuma durar cerca de uma hora e meia e é feito em grupos reduzidos. Há ainda opções de voos exclusivos para casais, famílias ou grupos de amigos e algumas empresas oferecem um café da manhã após o passeio.

Sobre o Alentejo

Considerado o destino mais genuíno de Portugal, o Alentejo é a maior região do país. Privilegiando um lifestyle tranquilo em que a experiência de viver bem dá o tom, conta com belas praias intocadas e cidades repletas de atrações ímpares, como castelos e monumentos históricos. Detentor de quatro títulos da Unesco e diversos outros prêmios e reconhecimentos internacionais no setor do turismo, o Alentejo oferece opções para todos os tipos de viajantes, sejam famílias, casais em lua de mel ou aventureiros. A promoção turística do Alentejo, efetuada pela Agência Regional de Promoção Turística do Alentejo, conta com o apoio dos fundos comunitários através do Alentejo 2030, do Portugal 2030 e da União Europeia. Para mais informações, visite www.turismodoalentejo.com.br.

(Com Lisia Minelli/AFT Comunicação Digital)

CCBB SP realiza 2ª edição da Mostra Violas Brasileiras com 12 shows gratuitos, oficina e masterclass

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Edição do CCBB passou por Rio de Janeiro, Brasília e Belo Horizonte. Fotos: Divulgação/Mostra Violas Brasileiras.

Com entrada gratuita, o Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo (CCBB SP) recebe, nos dias 22, 23, 24, 29, 30 e 31 de outubro, a Mostra Violas Brasileiras: Da Raiz ao Contemporâneo. São 14 atrações em seis dias, entre 12 shows, uma oficina e uma masterclass, que celebram a viola caipira como patrimônio cultural vivo e a diversidade da família das violas brasileiras, das tradições regionais às experimentações atuais.

A capital paulista encerra a 2ª edição da Mostra, que já passou por Belo Horizonte, Brasília e Rio de Janeiro, e marca a volta ao espaço onde tudo começou, em agosto de 2024. A realização é do Projeto Violas Brasileiras, Ministério da Cultura e Banco do Brasil, com patrocínio por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet).

“Tonico e Tinoco: uma história cantada”, com Zeka Peres, filho de Tinoco, Gerson Ramos e Tarcício Manuvéi.

Idealizada pelo produtor cultural e coordenador do Projeto Violas Brasileiras, Júlio José, e com direção artística do violeiro, compositor e pesquisador Ivan Vilela, a Mostra revela a amplitude da viola caipira: instrumento enraizado na cultura do interior, mas também presente nas mãos de músicos urbanos, de diferentes gêneros e influências.

“A proposta é mostrar que existe uma família de violas brasileiras, com várias linguagens, como a viola de cocho, no Pantanal, a viola machete no recôncavo baiano com seus sambas, a de buriti nas comunidades quilombolas, sempre mantendo a tradição, resistindo nas comunidades desse Brasil. Podemos dizer que elas ‘são irmãs’ que se unem na Mostra Violas Brasileiras, representando a tradição e as novas linguagens no mesmo palco”, pontua Júlio José.

Para ele, encerrar a 2ª edição em São Paulo é motivo de grande felicidade. “Voltamos ao espaço onde tudo começou, em agosto de 2024, quando realizamos a 1ª Mostra Violas Brasileiras: O Som do Brasil, também no CCBB. Nos sentimos em casa e queremos fechar este ciclo com uma verdadeira celebração da viola”, afirma Júlio.

Mostra tem direção artística do violeiro, compositor e pesquisador Ivan Vilela.

Para o diretor artístico Ivan Vilela, o público vai encontrar não uma, mas várias violas. “Cada região construiu a sua, com afinações, ritmos e jeitos de cantar próprios. Reunir essa diversidade em seis dias, com mestres da tradição dividindo o palco com jovens violeiros, mostra que a viola brasileira está viva e em constante transformação”, destaca Ivan Vilela.

Programação

Símbolo de identidades regionais e ponte entre tradição e inovação, a viola ganha na Mostra uma programação que presta homenagem a mestres históricos, como Tonico e Tinoco, e dá espaço a representantes das novas gerações.

1ª semana: homenagem aos mestres e tradições regionais

A Mostra abre na quinta-feira (22/10), às 18h, com o espetáculo “Tonico e Tinoco: uma história cantada”, uma homenagem à icônica dupla da música caipira raiz. Zeka Peres, filho de Tinoco e radialista, narra memórias e causos de bastidores, e Gerson Ramos e Tarcísio Manuvéi (vozes e violas) interpretam clássicos como “Chico Mineiro”, “Beijinho Doce” e “Moreninha Linda”. Às 19h30, o mestre de Fandango Caiçara de Cananéia, Rodolfo Vidal, se une ao Grupo Manema, liderado por Cleiton Prado (Iguape-SP), para apresentar um repertório de fandangos do litoral sul paulista.

Encerramento no CCBB do Rio de Janeiro.

Na sexta (23/10), às 18h, o violeiro, compositor e luthier Julio Santin, de Irapuru (SP), apresenta seu repertório autoral instrumental. Às 19h30, Francisco Andrade (viola caipira), Letícia Torança (voz) e Rainer Patriota (viola da gamba) reúnem pesquisa, criação e interpretação em um diálogo entre diferentes tradições da música brasileira.

No sábado (24/10), às 15h, o músico, compositor, arranjador, violeiro e pesquisador Rodrigo Caçapa, de Recife (PE), conduz oficina e roda de prosa sobre seu livro ‘Um Inventário das Violas, das Cantorias e dos Sambas Nortistas – de 1800 a 1930’. Às 17h, o duo gaúcho Valdir Verona (viola) e Rafa De Boni (acordeon), de Caxias do Sul (RS), apresenta a música regional do Sul do Brasil, com milonga, chamamé, chacarera e tango.

Para encerrar a primeira semana, às 19h30, o Grupo Madureira Armorial, fundado pelo multi-instrumentista paraibano Gilber Souto Maior, presta homenagem ao legado de Antonio Madureira e dá continuidade ao Quinteto Armorial, com viola, violino, violão, flauta e percussão.

2ª semana: nova geração, diversidade de vozes e encerramento

Mel Moraes representa a nova geração da viola.

Na quinta-feira (29), às 18h, a violeira, cantora e compositora Mel Moraes (Socorro-SP), destaque da nova geração da viola caipira, apresenta show solo. Ela venceu o Concurso de Viola SP e foi premiada como Violeira Revelação no Revelando São Paulo e no Festival Viola da Terra. Às 19h30, Dani Lasalvia, multi-instrumentista pesquisadora do universo de Dércio Marques, e o violeiro e pesquisador das tradições populares do interior paulista Fernando Guimarães celebram o cancioneiro popular brasileiro.

Na sexta-feira (30), às 18h, o violeiro Vini Muniz divide o palco com as Rendeiras da Aldeia, coletivo de mulheres que preserva a renda renascença e os cantos de trabalho da Aldeia Jesuítica de Carapicuíba (SP). Às 19h30, a Família Garfunkel, liderada pelo compositor, poeta e intérprete Jean Garfunkel, autor de canções gravadas por Elis Regina, Maria Rita e Zizi Possi, reúne as gerações de artistas em um espetáculo com viola caipira, violão, baixo, flauta, percussão e vozes.

O encerramento, no sábado (31/10), começa às 15h com a masterclass do violeiro, pesquisador e professor Junior da Violla, que apresenta a evolução do instrumento em encontro didático e musical. Às 17h, Ivan Vilela, fundador e diretor da Orquestra Filarmônica de Violas e uma das principais referências da viola caipira no Brasil, sobe ao palco.

O duo gaúcho Valdir Verona (viola) e Rafa de Boni (acordeon). Foto: Cassiano Rosário/Sesc PR.

Às 19h, Neymar Dias (viola caipira), com trabalhos indicados ao Grammy Latino, e Claudio Lacerda (violão e voz), três vezes premiado como melhor intérprete da viola caipira, fecham a Mostra com um espetáculo que une a cultura caipira à música de câmara contemporânea.

Programação completa da Mostra Violas Brasileiras:

22/10/2026 – Quinta-feira

18h: Tonico e Tinoco: uma história cantada — Show. (narração de Zeka Peres; vozes e violas de Gerson Ramos e Tarcísio Manuvéi)

19h30: Cleiton Prado e Grupo Manema, com participação de Rodolfo Vidal — Show (viola caiçara e fandango)

23/10/2026 – Sexta-feira

18h: Julio Santin — Show (viola)

19h30: Francisco Andrade, Letícia Torança e Rainer Patriota

— Show (viola caipira, voz e viola da gamba)

24/10/2026 – Sábado

15h: Oficina e roda de prosa com Rodrigo Caçapa — Oficina

17h: Valdir Verona e Rafa De Boni — Show. (viola e acordeon)

19h30: Grupo Madureira Armorial — Show. (viola, violino, violão, flauta e percussão)

29/10/2026 – Quinta-feira

18h: Mel Moraes — Show (solo de viola)

19h30: Dani Lasalvia e Fernando Guimarães — Show (percussão, voz e viola) 

30/10/2026 – Sexta-feira

18h: Vini Muniz e Rendeiras da Aldeia — Show (viola caipira e coral)

19h30: Família Garfunkel — Show (viola caipira, violão, baixo, flauta, percussão e vozes)

31/10/2026 – Sábado

15h: Masterclass de viola com Junior da Violla — Masterclass

17h: Ivan Vilela — Show (viola)

19h: Neymar Dias e Claudio Lacerda — Show (viola caipira, violão e voz)

Convite para instituições: A Mostra Violas Brasileiras é aberta ao público em geral e busca ampliar o acesso à cultura popular. Instituições de cultura, inclusão social e terceiro setor, como Organizações Não Governamentais (ONGs) da capital paulista, são convidadas a participar. Informações com Júlio: (11) 98855-0135.

SERVIÇO:

Mostra Violas Brasileiras: Da Raiz ao Contemporâneo Local: CCBB SP – Rua Álvares Penteado, 112, Centro

Temporada: 22, 23, 24, 29, 30 e 31 de outubro de 2026 – quintas, sextas e sábados

Classificação indicativa: Livre

Entrada Gratuita: Ingressos disponíveis uma hora antes de cada apresentação na bilheteria física e no site do CCBB

Oficina e masterclass: Ingressos disponíveis no site do CCBB.

Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo

Endereço: Rua Álvares Penteado, 112 – Centro Histórico – SP Funcionamento: Aberto todos os dias, das 9h às 20h, exceto às terças Telefone: (11) 4297-0600

Estacionamento: O CCBB possui estacionamento conveniado na Rua da Consolação, 228 (R$ 14 pelo período de 6 horas – necessário validar o ticket na bilheteria do CCBB). O traslado é gratuito para o trajeto de ida e volta ao estacionamento e funciona das 12h às 21h.

Van: Ida e volta gratuita, saindo da Rua da Consolação, 228. No trajeto de volta, há também uma parada no metrô República. Das 12h às 21h.

Transporte público: O CCBB fica a 5 minutos da estação São Bento do Metrô. Pesquise linhas de ônibus com embarque e desembarque nas Ruas Líbero Badaró e Boa Vista.

Táxi ou Aplicativo: Desembarque na Praça do Patriarca e siga a pé pela Rua da Quitanda até o CCBB (200 m).

Entrada acessível: Pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida e outras pessoas que necessitem da rampa de acesso podem utilizar a porta lateral localizada à esquerda da entrada principal.

bb.com.br/cultura

instagram.com/ccbbsp | facebook.com/ccbbsp | tiktok.com/@ccbbcultura | E-mail: ccbbsp@bb.com.br.

(Com Ellen Fernandes/EBF Comunicação)