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Osesp leva “Floresta Villa-Lobos” a Pequim em parceria com a China NCPA Orchestra

Beijing, China, por Kleber Patricio

O Beijing Performing Arts Centre foi aberto ao público em 2023 no distrito de Tongzhou. Foto: Divulgação.

Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo – Osesp leva ao público chinês no dia 22 de agosto uma nova apresentação de “Floresta Villa-Lobos” (no exterior, “The Amazon Concert”) em produção conjunta com a Orquestra do NCPA (National Centre for the Performing Arts), em Pequim. O concerto acontece às 14h30 (horário local), no Beijing Performing Arts Centre, sob a regência do maestro brasileiro Wagner Polistchuk e integra a programação do Ano Cultural Brasil-China 2026, iniciativa dos governos dos dois países para o fortalecimento dos laços diplomáticos, artísticos, educacionais e turísticos entre as nações.

Dez músicos da Osesp viajam à capital chinesa para se apresentar lado a lado com os músicos da China NCPA Orchestra, em um encontro que celebra uma parceria duradoura entre as duas instituições. A relação entre a Osesp e o NCPA remonta a fevereiro de 2019, quando a orquestra brasileira realizou turnê pela China e por Hong Kong, com um concerto na capital chinesa que recebeu grande recepção de público e crítica. Desde 2023, a Fundação Osesp integra também a The World Association for Performing Arts, rede internacional sediada em Pequim que reúne instituições dedicadas às artes cênicas ao redor do mundo.

Em Floresta Villa-Lobos, o programa contará ainda com a participação do Coro da Associação de Músicos de Pequim e das sopranos Wenqin Zhang e Yi Zhang. A curadoria visual é assinada por Marcello Dantas. “Ao longo dos últimos anos, temos construído uma relação sólida e generosa com o National Centre for the Performing Arts, e esse concerto em Pequim é a expressão mais recente dessa parceria — uma parceria que leva a música do Brasil, e com ela nossa fauna e flora, à capital de um dos polos mais importantes da música de concerto no cenário internacional. Estar presente lá no Ano Cultural Brasil-China, com um projeto tão representativo da nossa identidade musical, é motivo de grande orgulho para nós”, diz Marcelo Lopes, Presidente e CEO da Fundação Osesp.

Nos dias 3, 4 e 5 de setembro, será a vez da Osesp receber 10 representantes da Orquestra do NCPA na Sala São Paulo. O programa será regido pela maestra sino-americana Xian Zhang, colaboradora de longa data da Orquestra paulista. O programa brasileiro começa com O Tubo de Bambu Roxo, obra da tradição chinesa que evoca a sonoridade e a expressividade da música tradicional para instrumentos de bambu. Também serão executados o Concerto para violino nº 2 de Prokofiev — com Tai Murray como solista — e Quadros de uma exposição de Mussorgsky na orquestração de Ravel. Essa não é a primeira vez que uma comitiva chinesa se junta aos músicos da Osesp. Em abril de 2023, 11 instrumentistas da orquestra de Pequim estiveram na Sala São Paulo para três apresentações e visitas a diversos equipamentos culturais da capital paulista.

Sobre Floresta Villa-Lobos

Floresta Villa-Lobos é uma jornada musical e visual pela natureza brasileira, tecida como um grande rio de afluentes que tem na música de Heitor Villa-Lobos seu eixo principal. O programa parte da abertura Nhanderú, de Clarice Assad, inspirada em rituais indígenas da chuva e da fertilidade, passa pelos Choros nº 3 e nº 5, de Heitor Villa-Lobos, e pela Sinfonia dos Orixás, de José Antonio Almeida Prado — síntese única da tradição afro-brasileira —, atravessa a Floresta do Amazonas, também de Villa-Lobos, Águas da Amazônia, de Philip Glass — o único estrangeiro do grupo —, e Boto e Passarim, de Tom Jobim em arranjo de Tiago Costa, até desaguar nas Bachianas Brasileiras nº 4 e no arrebatador Choros nº 10, “Rasga o Coração”.

Além de celebrar a música de nosso país, o concerto é um retrato visual de diversos biomas brasileiros — e um convite, num momento de urgência climática, a ouvir a floresta como parte essencial da identidade brasileira. “A proposta visual para a Floresta Villa-Lobos nasce da música: da música inspirada pela floresta tropical e pelo nosso ecossistema. Em cada seção, as imagens nos mostram como espécies da fauna brasileira — nativas ou não — percebem o nosso espaço, no nosso tempo. Cada movimento musical nos convoca a imaginar, do ponto de vista de um animal, o ambiente que o cerca. São imagens que, na companhia da música, podem sugerir tantas outras formas de enxergar o Brasil e a sua biodiversidade. Todas as cenas foram captadas no mês de julho, essencialmente em locais da Amazônia, de Bonito e do Pantanal”, conta Marcello Dantas, curador visual do projeto.

Floresta Villa-Lobos é uma criação original da Osesp desenvolvida por Marin Alsop (diretora musical da Osesp entre 2012 e 2019) em colaboração com Hilo Carriel, Daniel Lima e Juliano Ancieto, seus ex-alunos brasileiros do Festival de Campos do Jordão e do Peabody Institute (Universidade Johns Hopkins, EUA), com contribuição de Arthur Nestrovski, ex-diretor artístico da Osesp (2010–2022). O projeto estreou em novembro de 2021 na Sala São Paulo, sem a instalação visual, que foi incorporada em setembro de 2022. Desde então, o projeto já foi apresentado pela Osesp nos Estados Unidos em outubro de 2022 – incluindo passagem pelo Carnegie Hall – e no Festival de Música Clássica de Bogotá, em abril de 2025. Especialmente para o concerto em Pequim, a obra Onze, de Marco Antônio Guimarães, foi substituída por Cinco Elementos (Wu Xing), do compositor Carlos dos Santos, em um gesto de diálogo entre as culturas brasileira e chinesa.

Osesp

Desde seu primeiro concerto, em 1953, a Osesp tornou-se parte indissociável da cultura paulista e brasileira, promovendo transformações culturais e sociais profundas. A cada ano, a Osesp realiza em média 130 concertos para cerca de 150 mil pessoas. Thierry Fischer tornou-se diretor musical e regente titular em 2020, tendo sido precedido, de 2012 a 2019, por Marin Alsop. Seus antecessores foram Yan Pascal Tortelier, John Neschling, Eleazar de Carvalho, Bruno Roccella e Souza Lima. Além da Orquestra, há um coro profissional, grupos de câmara, uma editora de partituras e uma vibrante plataforma educacional. A Osesp já realizou turnês em diversos estados do Brasil e também pela América Latina, Estados Unidos, Europa e China, apresentando-se em alguns dos mais importantes festivais da música clássica, como o BBC Proms, e em salas de concerto como a Concertgebouw de Amsterdã, a Philharmonie de Berlim e o Carnegie Hall em Nova York. Mantém, desde 2008, o projeto Osesp Itinerante, promovendo concertos, oficinas e cursos de apreciação musical pelo interior do estado de São Paulo. Em 2026, a Osesp se torna a primeira orquestra brasileira a gravar pelo Selo Deutsche Grammophon. É administrada pela Fundação Osesp desde 2005.

China NCPA Orchestra 

Foto: Chris Lee

A China NCPA Orchestra é a orquestra residente do Centro Nacional das Artes Cênicas (National Centre for the Perming Arts) de Pequim, sob a direção artística do maestro Lü Jia. Reconhecida como referência nacional de excelência, particularmente no teatro lírico, já se apresentou em mais de 70 produções de ópera no NCPA até o momento. Além de seu trabalho no repertório operístico, a orquestra apresenta uma temporada sinfônica completa a cada ano, cativando o público com sua energia e vitalidade artística únicas. Já colaborou com maestros e artistas de renome mundial, como Lorin Maazel, Zubin Mehta, Christoph Eschenbach, Valery Gergiev, Myung-Whun Chung, Lang Lang, Wang Jian e Kyung-Wha Chung. Aclamada como “uma orquestra brilhante e de primeiro nível”, já realizou extensas turnês pelos Estados Unidos, Canadá, Alemanha, Reino Unido, Espanha, Coreia do Sul, Cingapura, Austrália e Emirados Árabes Unidos, entre outros países.

Coral da Associação de Músicos de Pequim 

O Coral reúne jovens cantores oriundos de companhias artísticas de Pequim e formados em conservatórios de música. Reconhecido por seu timbre puro e grande expressividade, o grupo é especializado em obras corais clássicas chinesas e no repertório revolucionário. Ao longo de sua trajetória, colaborou com instituições como a CCTV, a Televisão de Pequim, o Poly Culture Group e o Ministério da Cultura e Turismo, participando de grandes produções sinfônico-corais em celebrações nacionais, entre elas a épica O Oriente é Vermelho, em comemoração ao centenário do Partido Comunista da China, e a suíte sinfônico-coral de ópera de Pequim O Grande Canal da Capital, estreada no NCPA. O coral mantém ainda parcerias com as principais orquestras do país, consolidando-se como referência da atividade coral profissional na capital chinesa.

Wagner Polistchuk, regente 

A atuação de Wagner Polistchuk como regente reflete sua sólida formação, decorrente de seu aperfeiçoamento com os maestros Andreas Spörri, Dante Anzolini, Ronald Zollmann, Roberto Tibiriçá e com os lendários Eleazar de Carvalho e Kurt Masur. Em 2024, assumiu a posição de Regente Titular da Orquestra Experimental de Repertório, corpo artístico do Theatro Municipal de São Paulo. Foi regente adjunto da Orquestra Sinfônica de Santo André e regente titular da Orquestra Sinfônica da Universidade Estadual de Londrina. Já esteve à frente da Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo, da Orquestra Filarmônica de Mendonza, na Argentina, da Orquestra Sinfônica Nacional do Peru e da Hermitage, na Suíça, dentre outras. Teve também a oportunidade de reger a Osesp em diversas ocasiões. Foi diretor artístico da tradicional Camerata Antiqua de Curitiba, entre 2009 e 2011, e regente principal da Orquestra Sinfônica da USP, de 2012 a 2014. Em 1998, obteve o 2º lugar no 5º Concurso Latino-Americano de Regência Orquestral da Orquestra Sinfônica da Universidade de São Paulo. Em 2002, foi premiado no Concurso Internacional de Regência Prix Credit Suisse, na Suíça, e no Concurso Nacional Eleazar de Carvalho para Jovens Regentes. Wagner também é trombone solista da Osesp desde 1981 e professor de trombone e regência na Academia de Música da Osesp.

FLORESTA VILLA-LOBOS

22 de agosto de 2026, às 14h30

Beijing Centre for the Performing Arts

Mais informações: https://www.chncpa.org/ 

CHINA NCPA ORCHESTRA

MÚSICOS DA OSESP 

CORO DA ASSOCIAÇÃO DE MÚSICOS DE PEQUIM 

WAGNER POLISTCHUK regente

WENQIN ZHANG soprano

YI ZHANG soprano

MARCELLO DANTAS curador visual

CLARICE ASSAD Nhanderú 

HEITOR VILLA-LOBOS Choros nº 3 – Pica-Pau 

EDINO KRIEGER Canticum Naturale: Monólogo das Águas

HEITOR VILLA-LOBOS Choros nº 5 – Alma Brasileira 

JOSÉ ANTONIO ALMEIDA PRADO Sinfonia dos Orixás: Seleção 

HEITOR VILLA-LOBOS A Floresta do Amazonas: Cair da Tarde 

CARLOS DOS SANTOS Cinco elementos [Wu Xing]

PHILIP GLASS Águas da Amazônia: Seleção 

TOM JOBIM Boto e Passarim [Arranjo de Tiago Costa]

HEITOR VILLA-LOBOS Bachianas Brasileiras nº 4: Seleção 

HEITOR VILLA-LOBOS Choros nº 10 – Rasga o Coração: Excerto

A Osesp e a Sala São Paulo são equipamentos do Estado de São Paulo, por intermédio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, gerenciadas pela Fundação Osesp, Organização Social da Cultura.

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(Com Naiana Ferraz/Fundação Osesp)

Festival gastronômico inédito celebra os 470 anos da Mooca e promete movimentar o bairro em final de semana de agosto

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Fotos: Divulgação.

O bairro da Mooca ganha um novo festival gastronômico que promete movimentar a região durante dois finais de semana de agosto. Idealizado pelo Mooca Plaza Shopping, o GastroMooca nasce para celebrar o aniversário de 470 anos de um dos bairros mais tradicionais de São Paulo com entrada gratuita, comida boa, música ao vivo e entretenimento para toda a família.

Nos dias 22 e 23 de agosto, o festival reunirá mais de 15 operações gastronômicas em uma estrutura especialmente preparada para receber o público, com espaços dedicados à convivência, alimentação e experiências ao ar livre. A programação ainda contará com apresentações musicais ao vivo, criando um ambiente descontraído para os visitantes.

“Celebrar os 470 anos da Mooca é uma forma de homenagear um bairro que faz parte da nossa história e da identidade de muitas pessoas. Pensamos neste festival para reunir o que o bairro tem de mais marcante: a boa gastronomia, a convivência e a tradição de receber bem. Queremos que o shopping seja um ponto de encontro para os visitantes celebrarem de uma maneira especial”, explica Gustavo Massagardi, superintendente do shopping.

O evento conta com estandes de restaurantes que trazem a culinária tradicional italiana em pratos de massas, paninis, esfihas e pizzas. Estarão presentes no GastroMooca o restaurante do Guia Michelin, Borgo Mooca, a pizzaria Sala VIP, a tradicional Esfiharia Imigrantes e o restaurante Maialino Panino.

Os visitantes ainda poderão viajar por outros países por meio da culinária local com o Arais do Carlinhos, AMA.ZO e Paellas Pepe. Para Gustavo Massagardi, “reunir diferentes sabores em um único evento é uma forma de valorizar a tradição e proporcionar uma experiência que vai além das compras, fortalecendo o shopping como um espaço de lazer, cultura e encontros”.

Outras opções que os visitantes poderão apreciar são o tradicional Bar do Nico, Parrilha Ipiranga e Fazendo Churrascada. Na parte de sobremesas, Totó Cannolli, marca da família Di Cunto; Nanica, famosa por suas opções de tortas doces; Gelato Borelli com suas tradicionais receitas italianas; Cenoradas, a primeira loja especializada em bolo de cenoura no mundo; PikurruchA’S, uma das maiores confeitarias da América Latina; Asmar’s Doceira, confeitaria tradicional árabe e famosa rede de donuts Krispy Kreme.

A programação musical ao vivo traz uma mescla de estilos para embalar o público presente. Ao longo dos dois finais de semana será possível aproveitar grandes clássicos da música brasileira adaptados em arranjos inéditos inspirados na linguagem do jazz tradicional, roda de samba feita exclusivamente por mulheres, arranjos musicais com DJ, músicas de pop rock, soul, blues e outros ritmos. Confira abaixo a programação completa:

22 de agosto (sábado)

13h – Artur Pedroso

16h – DJ Guizera

19h – Carol Moura

23 de agosto (domingo)

12h – Mavig

15h – DJ Guizera

18h – Espetáculo Brasilidade em Jazz

SERVIÇO:

GastroMooca

Data: 22 e 23 de agosto

Horários:

Sábado, das 12h às 22h; domingo, das 12h às 21h

Local: Estacionamento do Mooca Plaza Shopping, próximo ao Acesso A

Endereço: R. Cap. Pacheco e Chaves, 313 – Vila Prudente, São Paulo – SP, 03126-000

Entrada gratuita.

(Com Milena Urbinatti/Textual)

Mostra “Mariana Rocha: Espaco profundo” apresenta pinturas recentes tomadas pela forca do cósmico n’A Gentil Carioca São Paulo

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Obra “O primeiro espaço II”, 2026, de Mariana Rocha n’A Gentil Carioca São Paulo. Fotos: Pedro Agilson/AGC.

A Gentil Carioca São Paulo apresenta a individual “Mariana Rocha: Espaço profundo”, a partir de 15 de agosto de 2026, às 11h, na Travessa Dona Paula, 108, em Higienópolis. Primeira mostra da artista na unidade paulista da galeria, a exposição reúne 13 pinturas inéditas realizadas em acrílica e pastel oleoso sobre tela e conta com texto crítico do professor, pesquisador e curador adjunto da 36ª Bienal de São Paulo, André Pitol.

Em sua pesquisa, Mariana Rocha investiga questões relacionadas ao corpo, à memória e ao feminino a partir de referências ao universo marinho. Nesta nova exposição, porém, essa investigação se amplia em direção ao cosmos, um assunto que já aparecia anteriormente de forma mais tímida e que agora ganha maior presença, especialmente nos títulos das obras, como “Vapor d’água no espaço profundo”, 2026, e “Penugem, penumbra II”, 2026.

Se antes o mar permeava a relação da artista com o corpo e com as águas, agora essa dimensão se expande para outras paisagens e profundidades. Permanecem a formação de corpos e paisagens imaginários, que partem do real para alcançar o mistério. Corpo e cosmos aparecem como universos que se aproximam, enquanto as superfícies das pinturas se dobram e se transformam, como em um origami.

Obra “Sopa primordial II”, 2026 de Mariana Rocha n’A Gentil Carioca São Paulo.

Mariana investiga ainda a existência de um mar dentro do próprio corpo, entendendo ambos como universos equiparáveis em suas composições e profundidades abissais. Essa relação se estende à fauna marinha, especialmente aos animais classificados como moluscos, que fazem parte do repertório de imagens e referências da artista.

A aproximação entre corpo e cosmos também estabelece uma relação entre a pintura e as tecnologias de visualização daquilo que não pode ser visto a olho nu, seja no campo metafórico ou fisiológico. A opacidade interna dos corpos e a complexidade dos processos que sustentam a vida fazem da pintura um espaço de experimentação, no qual Mariana Rocha testa, improvisa e cria novas relações possíveis entre corpos, paisagens e cosmos.

Para André Pitol, essa transformação pode ser entendida como uma mudança de direção no trabalho da artista: “essa virada de pescoço para cima, de dentro para o alto” evidencia a relação entre a matéria corporal e aquilo que rege os corpos, ainda que permaneça intimamente ligado ao gesto, ao movimento e à vontade.
Em 2026, Mariana Rocha foi selecionada para uma residência artística no El Espacio 23/The 55 Project, em Miami, nos Estados Unidos, prevista para novembro deste ano.

Sobre Mariana Rocha

Nasceu em Niterói/RJ, em 1988, onde vive e trabalha até hoje. Graduada em Artes Visuais pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (2013) e possui Mestrado em Artes Visuais pela mesma instituição (2021). Suas exposições individuais incluem “Desde Sempre o Mar”, em 2025, n’A Gentil Carioca e “Entrelaços”, em 2016, na Sala José Cândido de Carvalho.

Obra “O primeiro espaço I”, 2026 de Mariana Rocha n’A Gentil Carioca São Paulo.

Participou também das exposições coletivas “You Must Change Your Life”, em 2026, na 16th Gwangju Biennale, na Coreia do Sul; “Concordar em Discordar”, em 2025, n’ A Gentil Carioca Rio de Janeiro e São Paulo; “Tromba d´água”, em 2025, no Museu do Amanhã; “Pequenas Pinturas III”, em 2025m no Auroras, em São Paulo; “Era uma vez: Visões do Céu e da Terra”, em 2024, na Pinacoteca do Estado de São Paulo; “Geometria crepuscular”, em 2024, na Galeria A Gentil Carioca, no Rio de Janeiro; “Espelhos d’água viva”, em 2024, no Solar dos Abacaxis, no Rio de Janeiro; “Dos Brasis – Arte e pensamento negro”, em 2024, no SESC Belenzinho, em São Paulo, e no SESC Quitandinha, em Petrópolis, no Rio de Janeiro; “Por enquanto: os primeiros 40 anos”, em 2022, no Centro de Artes da UFF, em Niterói, no Rio de Janeiro; “Ações inscritas, histórias reescritas”, em 2020, na Diáspora Galeria, em São Paulo; “Todo barulho que transborda do meu silêncio”, em 2020, no Memorial Getúlio Vargas, no Rio de Janeiro; “A seco”, em 2019, no Espaço de Intervenção Cultural Tipografia, no Rio de Janeiro; “Vivendo sob o fogo”, em 2019, no Centro Cultural da Justiça Federal, no Rio de Janeiro; “Indícios”, em 2018, no Paço Imperial, no Rio de Janeiro; 2017-2018 | 24º Salão de Artes Plásticas de Praia Grande, em São Paulo; “Latinas”, em 2016, no SESC Ramos, no Rio de Janeiro; 15º Salão de Arte de Guarulhos, em 2016, em São Paulo e Mostra Bienal CAIXA de Novos Artistas, 2015-2016, que passou por Curitiba, São Paulo, Brasília, Fortaleza, Recife, Salvador e Rio de Janeiro.

Participou de duas residências artísticas, sendo elas El Espacio 23/The 55 Project, em 2026, em Miami, nos E.U.A. e no Instituto MECA, em 2024, em Niterói, no Rio de Janeiro.

Recebeu o Prêmio Erika Ferreira de Criação e Desenvolvimento, em 2020 – Vencedora Secretaria Municipal das Culturas de Niterói, no Rio de Janeiro; Melhor pesquisa artística – III Encontro de Estudantes de Graduação em Artes do Estado do Rio de Janeiro (PEGA), em 2019 – Vencedora, no Rio de Janeiro e Menção honrosa na 23ª Semana de Iniciação Científica da Universidade do Estado do Rio de Mariana Rocha Niterói (UERJ), em 2019, no Rio de Janeiro. Suas obras integram as coleções da Pinacoteca do Estado de São Paulo e no Instituto Inhotim, em Minas Gerais.

SERVIÇO:

Mariana Rocha: Espaço profundo

Texto crítico: André Pitol

Em cartaz: 17 de agosto a 24 de outubro de 2026

Visitação: Segunda a sexta, 10h às 19h e, sábado, 11h às 17h

Local: A Gentil Carioca São Paulo – Travessa Dona Paula, 108 – Higienópolis, São Paulo/SP – 01239-05

Site: https://www.agentilcarioca.com.br/.

(Com Erico Marmiroli/Marmiroli Comunicação)

“Algoriki – e se você saísse?”, do Coletivo Quizumba, tem novas apresentações gratuitas no Teatro Alfredo Mesquita

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Nova peça do grupo convida crianças a descobrir o mundo para além das telas e transforma queda da internet em uma aventura sobre presença, imaginação e convivência. Fotos: Alicia Peres.

O espetáculo “Algoriki – e se você saísse?”, do Coletivo Quizumba, referência na pesquisa do teatro para infâncias e juventudes a partir de perspectivas afrocentradas e decoloniais, continua temporada de estreia no Teatro Alfredo Mesquita (Av. Santos Dumont, 1770, Santana), após ter passado pelo Complexo Funarte SP. As apresentações acontecem entre 15 e 30 de agosto (aos sábados e domingos), com sessões gratuitas e distribuição de ingressos uma hora antes do início da peça.

Com direção de Thais Dias e dramaturgia de Tadeu Renato, “Algoriki – e se você saísse?” reúne em cena Camila Andrade (Ayrá), Jefferson Matias (Ayó), Kleiton Breda (Obá) e Bel Borges (Kosi). A montagem acompanha quatro crianças que vivem no mesmo prédio, mas só se conhecem quando um apagão interrompe toda a conexão com a internet e as obriga a deixar, pela primeira vez, a segurança de seus apartamentos.

Guiados por Kosi, uma criança misteriosa que conhece caminhos invisíveis, Ayó, Ayrá e Obá iniciam uma travessia por um edifício que parece mudar de forma a cada andar. Corredores, escadas, memórias e desafios conduzem o grupo até uma descoberta surpreendente: o maior mistério não é o fim do wi-fi, mas o desaparecimento da própria rua.

Ao longo desse percurso, jogos eletrônicos, algoritmos, redes sociais, histórias ancestrais e encontros presenciais coexistem em uma narrativa fantástica que convida o público a refletir sobre as formas contemporâneas de comunicação, sem estigmatizar a tecnologia. Em vez de opor mundo virtual e mundo real, a peça pergunta o que se perde quando o brincar, a experiência compartilhada, o corpo e o encontro deixam de ocupar espaço na vida cotidiana.

Dramaturgia — A dramaturgia nasceu de uma pesquisa iniciada há anos pelo coletivo sobre o itan iorubá “O Chapéu de Duas Cores”, história tradicional que questiona verdades absolutas e diferentes pontos de vista. Ao longo do processo de criação, porém, a investigação ganhou novos contornos e passou a dialogar com a maneira como os algoritmos, as telas e redes sociais influenciam a construção da identidade, dos afetos e da percepção do mundo entre crianças e adolescentes. O próprio título da peça sintetiza esse encontro entre ancestralidade e contemporaneidade: “Algoriki” reúne as palavras “algoritmo” e “oriki”, forma poética da tradição iorubá utilizada para celebrar identidades e trajetórias.

A pesquisa sobre as culturas africanas atravessa toda a encenação, mas sem representar literalmente os orixás em cena. Seus arquétipos servem de base para a construção dramatúrgica dos personagens, das relações, da musicalidade e da linguagem corporal, articulando uma investigação estética desenvolvida pelo Quizumba desde sua fundação, há 18 anos.

Essa pesquisa também se manifesta na cena por meio da capoeira angola, da música executada ao vivo e de canções autorais. Com direção musical de Bel Borges, a trilha contrapõe sons eletrônicos, como notificações, efeitos digitais e paisagens sonoras inspiradas no universo gamer, a instrumentos acústicos e orgânicos, reforçando o diálogo entre tecnologia e presença que conduz toda a narrativa.

Pensado para crianças a partir de oito anos, mas aberto a públicos de todas as idades, Algoriki – e se você saísse? propõe uma experiência em que fantasia, humor, música e aventura conduzem uma pergunta simples e profundamente atual: em um mundo cada vez mais conectado, ainda sabemos encontrar uns aos outros?

Sinopse

Quando a luz acaba, Ayó, Ayrá e Obá atravessam um prédio-labirinto em busca de uma saída, mas descobrem que o mistério é ainda maior: a rua desapareceu. Guiados por Kosi, uma criança que costura caminhos, eles encontram personagens, memórias e desafios no limite entre o real e o imaginário. Jogos, redes, algoritmos e histórias antigas fazem parte desse caminho, enquanto cada um precisa descobrir novos modos de olhar para o mundo e para si mesmo além das telas.

Coletivo Quizumba

Fundado por artistas e educadores formados pelo Instituto de Artes da Unesp, Escola Livre de Teatro de Santo André e SP Escola de Teatro, o Coletivo Quizumba surgiu em 2008, com a proposta de estudar, debater e realizar ações artísticas, voltadas principalmente para as infâncias e juventudes, que provocasse a agir e refletir sobre questões estéticas e políticas do mundo contemporâneo, com foco no estudo da historiografia e da formação cultural do Brasil e nos símbolos das culturas africanas e afro-brasileiras.

Esse encontro resultou em seis espetáculos: Quizumba! (2011) com direção de Camila Andrade, sobre Zumbi dos Palmares e Mestre Pastinha, viabilizado pelo Edital ProAC 2010 de Montagem de Espetáculo Inédito; Cantos de Aiyê – canto das águas e Cantos de Aiyê – cantos da terra e do fogo (2012), espetáculos de narração de história inspirados em contos da tradição oral africana; Oju Orum (2015) direção de Johana Albuquerque, sobre papéis de gênero e feminismo negro, a partir do história da Negra Anastácia, escravizada que se tornou uma santa popular e símbolo da luta contra a Escravidão, contemplado na 25a Edição da Lei de Fomento ao Teatro da cidade de São Paulo (2014).

Pequena história para um tempo sem memória (2018), sobre o período pós-abolição e seus reflexos na urbanização da cidade de São Paulo, teve sua temporada de estreia no SESC Pompeia (2018) e recebeu três indicações ao prêmio São Paulo de Incentivo ao Teatro Infantil e Jovem, nas categorias: “Revelação” para o diretor Tadeu Renato, “Ator Coadjuvante” para o ator Jefferson Matias e “Prêmio Especial”, pela pesquisa das culturas africana e afro-brasileira voltada para o público infantojuvenil; e Quizumba no Mafuá de Lima Barreto (2022), espetáculo de narração de história criado em celebração ao centenário da morte do escritor Lima Barreto, com estreia no Sesc 24 de Maio.

Além dos espetáculos, há também os projetos: Toguna: narrativas afro-brasileiras, desenvolvendo ações artísticas e pedagógicas a partir do eixo reflexivo “oralidade e a escrita como formas de registro de nossas histórias”, viabilizado pelo edital ProAC Incentivo à leitura (2013); Vivência artística para educadores, encontros com convidados (Mafoane Odara, Rafael Galante, Salloma Salomão e Valéria Rocha), para refletir sobre temas presentes nas pesquisas dos espetáculos do Coletivo no SESC Pompeia (2018); A Boca Que Tudo Come, com três histórias contadas em formato podcast que buscam evocar e tecer relações entre o orixá Exu – seus símbolos e sentidos, e o conceito de bucalidade nas dimensões psíquica e cultural, à convite do SESC Campo Limpo (2021); Exu Matou um Pássaro Ontem, com a Pedra que Arremessou Hoje, documentário sobre o coletivo em participação no projeto “Arte Cênica em processo”, realizado pelo Sesc Pinheiros (2021).

FICHA TÉCNICA

Encenação: Thaís Dias

Texto: Tadeu Renato

Direção Musical e orientação em voz e canto: Bel Borges

Elenco: Camila Andrade (Ayrá), Jefferson Matias (Ayó), Kleyton Breda (Obá) e Bel Borges (Kosi)

Produção: Plataforma – Estúdio de Produção Cultural

Direção de Produção Fernando Gimenes

Produção Executiva: Bruno Ribeiro

Composições Originais: Jonathan Silva

Operação de som: Pedro Augusto e Tamires Pistoresi Arantes

Iluminação: Carol Gracindo

Operação de Luz: Carol Gracindo e Rebeka Teixeira

Cenografia: Eliseu Weide

Figurino e Visagismo: AGO – Ateliê Gil Oliveira

Assistência de Figurino e costureira: Alma Luz Adélia

Criação de Mídias Cênicas e Projeções: Achiles Luciano

Operação de Projeções: Achiles Luciano e A1219

Acessibilidade em Libras: Amanda Marcondes e Romas Acessibilidade.

Provocadora da pesquisa: Daniela Beny

Orientação de pesquisa da relação das infâncias com a internet: Alícia Peres

Treinamento de Capoeira Angola: Mestre Pedro Peu

Danças brasileiras e coreografias: Silvana de Jesus

Orientador em dança dos orisas(orixás): Cauã Oliveira

Convidados Mesas de Debate: Alícia Peres, Magno Rodrigues e Daniela Beny

Designer Gráfico: Murilo Thaveira

Redes Sociais: Mayhara Ribeiro

Registros audiovisuais: Alícia Peres, Ana Flora, Julia Rufino e Luiza Akimoto

Assessoria de Imprensa: Canal Aberto Comunicação – Márcia Marques, Daniele Valério e Carina Bordalo

Realização: Coletivo Quizumba, Cooperativa Paulista de Teatro e Prêmio Zé Renato de Teatro para a cidade de São Paulo – Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa

Apoio: Complexo Cultural Funarte – Funarte Aberta SP, iBT – Instituto Brasileiro de Teatro e Teatro Escola Macunaíma.

SERVIÇO:
Algoriki – e se você saísse?

De 15 a 30 de agosto, sábado e domingo, às 16h

Local: Teatro Alfredo Mesquita – Av. Santos Dumont, 1770 – Santana

Gratuito – Retirada de ingressos 1 hora antes

Recomendação: 8 anos | Duração: 60 min

Acessibilidade em Libras: nas sessões de 22, 23, 29 e 30 de agosto.

(Com Daniele Valério/Canal Aberto Comunicação)

Inspirado em viagem real de bicicleta pelo Brasil, espetáculo “A Viagem do Jiló” estreia temporada no Teatro Cacilda Becker

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Espetáculo homenageia a diversidade cultural brasileira a partir da história de um palhaço que viaja de bicicleta com seu cachorro de São Paulo até Olinda. Fotos: Herbert Baratella.

Após circular por unidades do Sesc no interior paulista e conquistar crianças e famílias por onde passou, o espetáculo “A Viagem do Jiló” inicia nova temporada no Teatro Cacilda Becker, com sessões gratuitas até 30 de agosto de 2026.  Aos sábados, o público é convidado a participar da oficina “Recriando a Comicidade – Esquetes Clássicas do Circo Teatro para o Público de Hoje”.

Inspirada em uma viagem real de bicicleta realizada pelo artista e palhaço Giba Freitas, a montagem transforma uma experiência vivida nas estradas brasileiras em uma aventura poética, bem-humorada e repleta de referências à cultura nacional.

Em cena, Jiló decide seguir de bicicleta até Olinda, desconfiado da notícia de que o Carnaval deixará de existir. No caminho, encontra o Cachorro Caramelo, que se torna seu companheiro de estrada. Juntos, cruzam diferentes estados brasileiros, encontram personagens inspirados na cultura popular e descobrem que a informação não passava de uma fake news.

A ideia surgiu a partir da experiência vivida por Giba Freitas em uma cicloviagem entre São Paulo e Olinda. Os encontros, as paisagens e os costumes observados ao longo do caminho deram origem à dramaturgia, assinada por Paulo Rogério Lopes, com direção de Fernando Sampaio e música executada ao vivo por Maral. “A Viagem do Jiló nasce de uma experiência que mudou completamente a minha vida. Quando voltei da viagem, percebi que havia uma história muito potente ali. Hoje, o mais bonito é ver como as crianças acreditam na narrativa e embarcam nessa aventura do começo ao fim”, afirma Giba Freitas.

No palco, a cenografia de Andreas Mendes reproduz um grande mapa ilustrado do Brasil, permitindo que o público acompanhe o trajeto dos personagens. Placas inspiradas na sinalização das estradas indicam os estados visitados, enquanto figurinos inspirados em Charles Chaplin, O Gordo e o Magro e nos palhaços dos grandes circos ajudam a compor o universo da narrativa.

Desde a estreia, a montagem consolidou sua relação com o público infantil. “Descobrimos a força da dramaturgia quando vimos as crianças acreditando em tudo o que acontece em cena. Elas viajam junto com Jiló e o Caramelo. Já os adultos costumam se surpreender ao descobrir, no final, que a história foi inspirada em uma viagem que realmente aconteceu”, diz o artista.

Criação

O espetáculo nasceu a partir de uma experiência mambembe de Giba Freitas. Em dezembro de 2022, ele embarcou em uma cicloviagem com a palhaça Formiga (Marisa Silva) para chegar até o Recife a tempo de aproveitar o Carnaval. Depois, os amigos seguiram por mais 150 km até a Paraíba, complementando mais um estado.

Durante o trajeto, o artista começou a refletir sobre como os costumes são importantes para a criação de uma identidade coletiva. E, a partir disso, quis investigar quais seriam as identidades de cada região do Brasil hoje: o que ficou pelo caminho e o que está enraizado em nós?

Giba encontrou figuras clássicas do imaginário brasileiro, como o caipira, as vizinhas, as madames, as famílias tradicionais decadentes e os caboclos. Então, ele buscou a essência de todos esses personagens, considerados até arquétipos, para falar com crianças e adultos sobre a imensidão que é o nosso Brasil.

Assim, os espectadores das mais variadas idades poderão pensar sobre a diversidade cultural brasileira, principalmente em tempos de extrema polarização. “É necessário que o Brasil conheça o Brasil para que aprenda de fato a respeitá-lo”, defende o artista.

Sinopse

Jiló está de bike equipada para seguir rumo a maior festa do Brasil quando se depara com um cachorro caramelo cansado das ruas e precisando de um pouco de energia. De carona na bike, a dupla encontrará muitos desafios, aventuras, riso e diversidade. O trabalho é uma homenagem à identidade plural brasileira, enfatizando a beleza das diferenças e misturando a tradicionalidade do circo e o momento atual, ao tempo em que explora musicalidade e técnicas de manipulação de bonecos, dando vida a personagens inimagináveis.

FICHA TÉCNICA

Direção: Fernando Sampaio

Texto: Paulo Rogério Lopes

Elenco: Giba Freitas e Maral

Assistência de direção: Marisa Silva

Cenário e figurinos: Andreas Mendes

Bonequeiro: Murilo Cesca

Direção musical e trilha sonora ao vivo: Maral

Preparação corporal: Larissa Pretti

Iluminação: Diego Gonçalves Cordeiro

Assistente de Produção: Thauana Garcia

Produção Executiva: Bruna Burkert

Coprodução: Híbrida Arte e Cultura.

SERVIÇO:

A Viagem do Jiló

Temporada: de 15 a 30 de agosto, aos sábados e domingos, às 16h

*Sessão com audiodescrição no dia 29 de agosto

Duração: 50min | Classificação: 7 anos

Oficina Recriando a Comicidade – Esquetes Clássicas do Circo Teatro para o Público de Hoje 

Dias 15, 22 e 29 de agosto, das 10h às 13h

Com Giba Freitas e Maral

Inscrições em https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSfcdgVahl6N22Uh4CDi5V5aTKy0uraMrLVApC4BXMiTIl2WVQ/viewform

Bate-papo com Fernando Sampaio

Dia 22 de agosto, após a sessão

Local:Teatro Cacilda Becker – R. Tito, 295, Lapa/ SP

Entrada Gratuita.

(Com Daniele Valério/Canal Aberto Assessoria de Imprensa)