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Angela Merkel revela bastidores do poder e reflete sobre os desafios da liderança em livro de memórias

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Capa do livro.

“Este livro conta uma história que nunca mais acontecerá, simplesmente porque o Estado em que vivi durante 35 anos não existe mais desde 1990.” — Angela Merkel.

Durante dezesseis anos à frente do governo alemão, Angela Merkel esteve no centro de algumas das decisões mais importantes da política internacional do século XXI. Em “Liberdade”, obra que chega às livrarias brasileiras pela Editora Planeta, a ex-chanceler reúne, pela primeira vez, as próprias memórias em um relato que percorre desde a infância na Alemanha Oriental até o encerramento de sua trajetória política, em 2021. O livro apresenta uma perspectiva pessoal sobre os caminhos que a levaram a se tornar a primeira mulher a ocupar o cargo mais alto da política alemã.

Ao longo das páginas, Merkel revisita momentos decisivos da carreira e guia os leitores aos bastidores da diplomacia internacional, revelando como eram conduzidas negociações de alta complexidade em Berlim, Bruxelas e outros centros de poder. Além de retratar o cotidiano da Chancelaria, a autora compartilha reflexões sobre o processo de tomada de decisões em cenários marcados por crises, disputas e constantes transformações políticas.

As memórias também ajudam a compreender acontecimentos que continuam moldando o cenário geopolítico atual. Temas como a dependência energética da Alemanha em relação ao gás russo, o início da guerra entre Rússia e Ucrânia, os desafios da política migratória europeia e as mudanças na cooperação internacional aparecem contextualizados a partir da experiência direta de uma das principais lideranças políticas das últimas décadas, oferecendo novas perspectivas sobre questões que permanecem no centro do debate global.

Com formação em Física e uma trajetória que transformou o perfil técnico em liderança política, Angela Merkel constrói um relato que combina memória, análise histórica e reflexão sobre o exercício do poder. Para além de um registro autobiográfico, Liberdade propõe uma discussão sobre os limites e as responsabilidades da ação política em um mundo cada vez mais complexo, reafirmando a importância do diálogo, da democracia e da liberdade como pilares da vida pública.

FICHA TÉCNICA

Título: Liberdade

Autora: Angela Merkel

ISBN: 978-85-422-4322-2

Páginas: 688 p.

Preço livro físico: R$159.90

Editora Planeta.

SOBRE A AUTORA

Angela Merkel, chanceler da República Federal da Alemanha de 2005 a 2021, foi a primeira mulher a ocupar o cargo mais poderoso do país. Nascida em 1954 em Hamburgo, cresceu na Alemanha Oriental, onde estudou Física e concluiu o doutorado. Em 1990, foi eleita para o Bundestag. De 1991 a 1994, foi Ministra para Mulheres e Juventude; de 1994 a 1998, Ministra Federal do Meio Ambiente, Proteção da Natureza e Segurança Nuclear. De 2000 a 2018, foi presidente da União Democrata‑Cristã da Alemanha. Em 2021, encerrou sua carreira política ativa.

SOBRE A EDITORA

A Editora Planeta Brasil, criada em 2003, é o braço brasileiro do Grupo Planeta. Com mais de 1.500 livros publicados, a Planeta Brasil conta com nove selos editoriais, que englobam o melhor dos gêneros ficção e não ficção: Academia, Crítica, Essência, Outro Planeta, Paidós, Planeta, Planeta Estratégia, Planeta Minotauro e Tusquets. A Planeta Brasil lança cerca de 150 livros todos os anos. Em faturamento, está entre as cinco maiores editoras do Brasil.

(Com Nathalia Bottino/Editora Planeta)

Hospitalidade pelo mundo: Guia MICHELIN revela sua seleção de Chaves MICHELIN 2026

Rio de Janeiro, RJ, por Kleber Patricio

Hotel Unique (SP). Fotos: Divulgação.

O Guia MICHELIN revela hoje sua seleção hoteleira de 2026, já disponível nas plataformas do Guia MICHELIN (The 2026 MICHELIN Key Hotels: A Guide to the Global Selection), onde viajantes podem explorar a nova seleção, conhecer a distinção de Chave MICHELIN de cada hotel e encontrar inspiração para sua próxima estadia.

Depois de meses de visitas anônimas, os inspetores do Guia MICHELIN selecionaram mais de 470 novos hotéis em 79 destinos. A seleção de 2026 apresenta as Chaves MICHELIN em 10 destinos pela primeira vez e promove mais de 80 hotéis dentro da própria seleção.

Para Gwendal Poullennec, diretor internacional do Guia MICHELIN, o crescimento da seleção hoteleira acontece em um momento especialmente interessante para o setor. À medida que o Guia amplia sua presença no universo da hospitalidade e do lifestyle, ele destaca o papel dos hotéis independentes e boutique em manter o segmento em movimento. “Esta segunda seleção global das Chaves MICHELIN reflete o extraordinário dinamismo que está impulsionando o setor de hospitalidade. Com quase 470 estabelecimentos recém incluídos, estamos testemunhando uma elevação contínua da oferta, impulsionada por projetos cada vez mais criativos e ambiciosos. Em todo o mundo, os hoteleiros estão reinventando a experiência de hospedagem por meio de conceitos mais imersivos, personalizados e voltados para a vivência de experiências.

Tivoli.

Essa capacidade de inovação se manifesta tanto em destinos já consagrados e imperdíveis quanto em mercados turísticos emergentes. Frequentemente impulsionada por hoteleiros independentes visionários, essa evolução dos conceitos está agora inspirando o setor como um todo. Ela também é apoiada por investimentos de grandes grupos internacionais, que ajudam a acelerar essa transformação. Assim, a seleção de 2026 celebra a diversidade, a vitalidade e a excelência de um setor em constante evolução, que continua expandindo os limites da experiência de hospitalidade e convidando os viajantes a descobrirem novos destinos”, afirmou Gwendal Poullennec.

De joias escondidas a ícones modernos: um universo diverso de estadias

As adições deste ano evidenciam a variedade do cenário hoteleiro. Os novos hotéis com Chaves MICHELIN incluem propriedades de diferentes portes, estilos, localidades e faixas de preço.

A seleção global de hotéis do Guia MICHELIN agora reúne mais de 9.400 propriedades, incluindo 2.832 hotéis premiados com uma Chave MICHELIN. Mais de 2.200 hotéis foram adicionados à seleção global desde o anúncio das Chaves MICHELIN em outubro de 2025.

Awasi.

A Chave MICHELIN também chega a novos destinos. Em 2026, hotéis na Armênia, Benin, Botsuana, Cazaquistão, Liechtenstein, Mongólia, Myanmar, Ruanda, Eslováquia e Zimbábue recebem Chaves MICHELIN pela primeira vez.

Dos 2.832 hotéis com Chaves MICHELIN, 155 possuem Três Chaves, 657 possuem Duas Chaves e 2.020 possuem Uma Chave.

Novos hotéis Três Chaves entram para a seleção

A mais alta distinção hoteleira do Guia MICHELIN recebe 18 novas propriedades Três Chaves em 2026: seis na Ásia, oito na Europa, duas na Oceania, uma na África e uma nas Américas.

Entre as novas adições deste ano estão o Borgo Santandrea, na Costa Amalfitana, na Itália, e o Southern Ocean Lodge, na Austrália, ambos reconhecidos por oferecer um nível extraordinário de hospitalidade. Juntos, os novos hotéis Três Chaves refletem a diversidade excepcional das experiências de hospitalidade mais notáveis do mundo.

Quatro prêmios especiais, quatro formas de se destacar

A seleção de 2026 também destaca quatro hotéis cuja abordagem singular da hospitalidade chamou a atenção dos inspetores do Guia MICHELIN, com Prêmios Especiais dedicados a arquitetura e design, bem-estar, novas aberturas e conexão com o destino.

Cataratas.

O Prêmio de Arquitetura e Design do Guia MICHELIN vai para o Desert Rock Resort, em Umluj, na Arábia Saudita, uma propriedade impressionante esculpida na paisagem das Montanhas Hijaz.

O Prêmio de Bem-Estar do Guia MICHELIN reconhece o Schloss Elmau Luxury Spa Retreat & Cultural Hideaway, em Elmau, na Alemanha, por sua abordagem especialmente rica e variada de bem-estar.

O Prêmio de Abertura do Ano do Guia MICHELIN celebra o Airelles Palladio Venice, em Veneza, na Itália, a primeira propriedade da Airelles fora da França e uma novidade com vista para o Canal da Giudecca.

O Prêmio Conexão com o destino do Guia MICHELIN destaca a Londolozi Game Reserve, no Kruger, na África do Sul, uma propriedade pioneira de safári com uma longa história de conexão entre hóspedes, paisagem e cultura da região.

Um olhar mais atento sobre a seleção de 2026

América do Sul

Em toda a América do Sul, a seleção de 2026 soma 20 novas Chaves e mudança de número de estrelas em seis países, elevando o total do continente para 94 hotéis com Chave. Na Colômbia, o Cinco Quintas Hotel Boutique está entre os cinco novos hotéis com Chave, enquanto o Explora Rapa Nui, na Ilha de Páscoa, foi promovido a Duas Chaves. O Las Casitas, no Peru, mantém sua distinção de Três Chaves pelo segundo ano consecutivo, oferecendo um cenário excepcional para descobrir os Andes e o Vale do Colca. A região segue com cinco hotéis com Três Chaves Michelin.

Brasil

No Brasil, país da América do Sul com mais hotéis reconhecidos, mais dois estabelecimentos passaram a integrar a seleta lista, totalizando 22.

Rosewood.

O Hotel Unique e Tivoli São Paulo Mofarrej, ambos de São Paulo, passam fazer parte do grupo de 17 hotéis brasileiros reconhecidos com Uma Chave. Completam a lista: Barracuda Hotel & Villas (BA); Botanique Hotel & Spa (SP); Carmel Taíba Exclusive Resort (CE); Emiliano São Paulo (SP); Fasano Angra dos Reis (RJ); Fasano Boa Vista (SP); Fasano Salvador (BA); Fasano São Paulo (SP); Fasano Trancoso (BA); Fera Palace Hotel (BA); Hotel Santa Teresa Rio MGallery (RJ); Kenoa Exclusive Beach & Spa Resort (AL); Pulso Hotel Faria Lima (SP); Toca da Coruja (RN); Txai Resort (BA).

O país teve ainda um hotel promovido a Duas Chaves MICHELIN: O Awasi Santa Carina (SC), antes chamado Ponta dos Ganchos Exclusive Resort. Outros dois hotéis brasileiros que estão na mesma categoria são: o Copacabana Palace (A Belmond Hotel), no Rio de Janeiro, e o Palácio Tangará, em São Paulo.

Além desses, dois hotéis são premiados com Três Chaves no Brasil: Hotel das Cataratas, (A Belmond Hotel), no Paraná, e Rosewood São Paulo, em São Paulo.

América do Norte, Central e Caribe

A seleção de 2026 traz mais de 100 novas Chaves e promoções em mais de 10 destinos da região.

Europa

A seleção europeia de 2026 inclui agora 1.338 hotéis com Chaves MICHELIN em mais de 35 destinos, com 194 novas Chaves e promoções neste ano.

África

A seleção do Guia MICHELIN 2026 na África chega a 113 hotéis com Chave, com 28 novas Chaves e promoções.

Ásia e Oriente Médio

A seleção de 2026 na Ásia e no Oriente Médio inclui 600 hotéis com Chaves MICHELIN, com 173 novas Chaves e promoções.

Oceania

A seleção de 2026 na Oceania soma 37 novas Chaves e promoções, elevando o total da região para 92 hotéis com Chave.

Tendências de hospitalidade observadas pelos inspetores do Guia MICHELIN.

Além dos hotéis individualmente, os inspetores do Guia MICHELIN observam um cenário de hospitalidade moldado por novos hábitos de viagem e expectativas cada vez mais diversas dos hóspedes:

– Viagens mais lentas e imersivas: viajantes estão passando mais tempo em menos lugares e escolhendo, cada vez mais, destinos menos cheios e mais acessíveis.

– Viagens mais fluidas: as fronteiras entre negócios e lazer seguem cada vez mais tênues, enquanto os hóspedes transitam com mais liberdade entre estilos de viagem, orçamentos e experiências.

– Uma nova visão de luxo: do “rough luxury” e das experiências ao ar livre a vilas privativas e hospitalidade residencial, viajantes buscam privacidade, autenticidade e uma conexão mais forte com o destino.

– Bem-estar além do spa: os hotéis ampliam suas ofertas com propostas mais sofisticadas de bem-estar e fitness, refletindo uma atenção crescente à saúde física e mental.

– Design pensado para descoberta: interiores ousados e altamente visuais são cada vez mais concebidos para chamar atenção, enquanto serviço e atmosfera seguem essenciais para a experiência do hóspede.

– O luxo também ganha o mar: novos conceitos como Four Seasons Yachts, The Ritz-Carlton Yacht Collection e Aman at Sea levam a experiência dos hotéis de luxo para o mar.

Resumo da seleção de Chaves MICHELIN 2026  

Uma Chave MICHELIN (2020)

Duas Chaves MICHELIN (657)

Três Chaves MICHELIN (155)

Total de hotéis com Chaves MICHELIN (2.832)

Novos hotéis com Chaves MICHELIN que passam a integrar a seleção (470)

Novos hotéis Três Chaves, incluindo promoções (18)

Novos hotéis Duas Chaves, incluindo promoções (120)

Hotéis promovidos dentro da seleção (80+).

Sobre a seleção hoteleira do Guia MICHELIN

A seleção hoteleira do Guia MICHELIN é baseada no trabalho de seus inspetores, que viajam de forma anônima e independente para identificar hotéis que oferecem experiências excepcionais. A seleção reúne uma ampla variedade de propriedades, de marcos históricos e grandes hotéis a boutiques independentes, refúgios remotos e novas aberturas inovadoras.

A Chave MICHELIN é a distinção hoteleira concedida pelo Guia MICHELIN, equivalente à Estrela MICHELIN para restaurantes. Lançada em 2024 em 15 países da América do Norte, Europa e Ásia, a Chave MICHELIN desde então se tornou uma distinção global.

Os hotéis recebem Uma, Duas ou Três Chaves MICHELIN de acordo com o nível de experiência que oferecem:

– Uma Chave MICHELIN: uma estadia muito especial.

– Duas Chaves MICHELIN: uma estadia excepcional.

– Três Chaves MICHELIN: uma estadia extraordinária.

(Com Aline Gomes/Textual)

“A Última Roupa do Rei”: Sesc Belenzinho recebe espetáculo infantil da Cia do Café

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Inspirado no clássico conto ‘A Roupa Nova do Rei’, de Christian Andersen, montagem brinca com as manipulações de informações que acontecem nos dias de hoje. Foto: Mayara Marini.

O Sesc Belenzinho recebe de 19 de setembro a 18 de outubro a peça “A Última Roupa do Rei”, da Cia do Café. As apresentações acontecem aos sábados, domingos e feriados. Os ingressos estão disponíveis no portal sescsp.org.br e nas bilheterias físicas das unidades Sesc a R$ 40,00 (inteira), R$ 20,00 (meia-entrada) e R$ 12 (Credencial Sesc).

Em A Última Roupa do Rei, um monarca que não mede esforços – nem ouro – para renovar seu guarda-roupa recebe a visita de dois forasteiros que anunciam uma descoberta extraordinária: um tecido tão inovador que somente pessoas inteligentes seriam capazes de vê-lo.

Encantado com a promessa, o Rei encarrega três de seus funcionários – o Bispo, o General e o primeiro-ministro – de acompanhar de perto o trabalho dos misteriosos tecelões. Enquanto isso, as senhoras Delfina, Adelaide e Rosário, representantes do povo, observam, comentam e revelam diferentes percepções sobre as extravagâncias do soberano. A notícia sobre o tecido extraordinário rapidamente se espalha pelo reino. Mas uma pergunta permanece: quem será capaz de enxergar a roupa nova do Rei?

Inspirado no clássico conto A Roupa Nova do Rei, de Christian Andersen, o espetáculo amplia a conhecida fábula para investigar uma questão essencial: o que é real?

É real apenas aquilo que podemos perceber através dos sentidos? Ou também pode ser considerado real aquilo que construímos por meio do pensamento, das ideias e das crenças? A partir dessas perguntas, A Última Roupa do Rei propõe um jogo com o público, no qual realidade e aparência se confundem continuamente.

Na dramaturgia, fatos são manipulados, omitidos e transformados por uma rádio, pelas personagens e por situações de engano mútuo. A própria linguagem visual do espetáculo participa desse jogo. Os figurinos são construídos para revelar e, ao mesmo tempo, ocultar; o cenário, concebido como um biombo, esconde e revela simultaneamente; a iluminação transforma as figuras que atravessam a cena; e a trilha sonora evidencia o contraste entre a grandiosidade que as personagens imaginam possuir e o aspecto patético de suas atitudes.

As trocas de roupa acontecem diante do público, enquanto a própria existência do Rei é colocada em dúvida. Tudo contribui para criar uma atmosfera em que aquilo que aparece verdadeiro pode ser uma construção – e aquilo que parece apenas aparência pode ganhar força da realidade.

No centro desse jogo está a Roupa do Rei: uma roupa que, segundo os tecelões, somente os inteligentes podem ver. Mas quem são os inteligentes? E, diante daquilo que todos dizem enxergar, quem terá coragem de afirmar o que está realmente vendo?

A Última Roupa do Rei convida o público a entrar nesse reino de aparências, poder e manipulação para decidir, por si mesmo, onde termina o real e começa a invenção.

FICHA TÉCNICA

Direção e Dramaturgia: Diego José Villar

Cenário: Jerry Mengarda

Elenco: Bruna Weinrebe, Fabi Mengarda e Josi Martins.

Trilha Sonora: Flávio Souza

Figurino: A Cia do Café

Iluminação: Diego José Villar e Igor Yabuta

Produção: A Cia do Café.

SERVIÇO:

Espetáculo A Última Roupa do Rei

De 19 de setembro a 3 de outubro. Sábados e domingos, às 12h.

De 10 a 18 de outubro. Sábado, domingo e feriado, às 17h.

10, 11 e 12/10. SESSÃO COM INTÉRPRETE EM LIBRAS

Local: Sala de Espetáculos II (250 lugares). Duração: 50 min. Classificação: Livre.

Ingressos: R$ 40,00 (inteira); R$ 20,00 (meia-entrada); R$ 12,00 (Credencial Plena); Crianças até 12 anos não pagam ingresso.

Vendas no portal sescsp.org.br e nas bilheterias das unidades Sesc.

Sesc Belenzinho

Endereço: Rua Padre Adelino, 1000. – Belenzinho – São Paulo (SP)

Telefone: (11) 2076-9700

sescsp.org.br/Belenzinho

Estacionamento: de terça a sábado, das 9h às 21h; domingos e feriados, das 9h às 18h.

Valores: Credenciados plenos do Sesc: R$ 10,00 a primeira hora e R$ 4,00 por hora adicional. Não credenciados no Sesc: R$ 20,00 a primeira hora e R$ 5,00 por hora adicional.

Transporte público: Metro Belém (550m) | Estação Tatuapé (1400m)

Sesc Belenzinho nas redes: Facebook | Instagram | YouTube: @sescbelenzinho.

(Com Priscila Dias/Sesc Belenzinho)

Concessionária instala passagem aérea de fauna inédita na região de Ribeirão Preto para reforçar proteção de espécies em extinção

Ribeirão Preto, SP, por Kleber Patricio

Estrutura faz parte de um complexo de proteção de fauna que está sendo instalado nos trechos em duplicação da SP-255, administrada pela Arteris ViaPaulista. Foto: Divulgação.

A Arteris, especialista em gestão de rodovias, acaba de implantar a primeira passagem aérea de fauna da região de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo. Desenvolvida para permitir a travessia segura de animais silvestres entre fragmentos de vegetação separados pela rodovia, a estrutura faz parte de um complexo de proteção de fauna que envolve também mais de 50 passagens inferiores e está sendo instalado ao longo dos trechos em duplicação da SP-255, administrada pela Arteris ViaPaulista.

Instalado no km 47,4 da SP-255, em Guatapará, e inédito na região nordeste paulista, o dispositivo aéreo fica a seis metros de altura e conta com plataformas de madeira com telas laterais de proteção para evitar fugas ou quedas, direcionando os animais. Estrategicamente posicionado nas proximidades do Rio Mogi-Guaçu para atender a um trecho de grande biodiversidade regional, composto por uma matriz de Cerrado com transição para a Mata Atlântica e mata ciliar, ele possibilita a travessia segura de espécies arborícolas, que se deslocam pelas copas das árvores, como o macaco-prego (em risco de extinção), além de bugios, saguis-de-tufo-preto, quatis e gambás, comuns na região.

A ação reforça o compromisso permanente da Arteris com a segurança viária, a proteção da biodiversidade e a adoção de soluções que conciliam infraestrutura, preservação do meio ambiente e sustentabilidade, temas alinhados à Agenda ESG. A companhia possui, atualmente, mais de 260 passagens de fauna em trechos administrados pelas suas concessionárias nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Santa Catarina, além de mais de 200km de cercas direcionadoras também instaladas estrategicamente ao longo dos trechos para evitar que animais silvestres acessem as rodovias. Esse conjunto de iniciativas impacta diretamente a segurança nas estradas e já contribuiu para a redução de 27% nos acidentes envolvendo a fauna silvestre, somente nos últimos cinco anos. “Mais do que estruturas para a travessia de animais, as passagens de fauna contribuem para restabelecer a conectividade entre áreas naturais separadas pela rodovia, favorecendo o deslocamento da fauna e a proteção dos ecossistemas locais. É uma solução que alia engenharia, segurança viária e conservação ambiental”, destaca Richardson Costa de Faria, gerente de Meio Ambiente da Arteris.

Além da estrutura em Guatapará, a Arteris também possui passagens aéreas de fauna na BR-101/RJ Norte, no trecho administrado pela Arteris Fluminense. Referência nacional, o corredor ecológico localizado entre Casimiro de Abreu e Rio Bonito conta com 72 km de extensão e abriga 37 estruturas voltadas à travessia segura de animais silvestres. O complexo de passagens de fauna fluminense já registrou a passagem de mais de 103 espécies e superou a marca de 1,3 mil travessias de micos-leões-dourados, espécie ameaçada de extinção que é endêmica na região.

Atuação integrada em prol da valorização da vida 

A atuação da Arteris na área de segurança viária é baseada em estudos técnicos, pesquisas de comportamento, análise de tráfego, mapeamento de acidentes, aplicação de novas tecnologias e ações educativas para reduzir acidentes e mortes nas rodovias que administra, em ações coordenadas junto às concessionárias que compõem o grupo.

Cada concessionária possui seu próprio Plano de Redução de Acidentes (PRA), elaborado pelo Grupo Estratégico de Redução de Acidentes Rodoviários (Gerar) e estruturado em três pilares:

Engenharia: obras e projetos de infraestrutura que incluem duplicações, áreas de escape, melhorias na aderência do pavimento, reforços de sinalização e implantação de dispositivos de segurança;

Operações e tecnologia: monitoramento, reforço de equipes em períodos de alto fluxo, apoio a ações de fiscalização e organização de simulados;

Educação: campanhas permanentes, como os Programas Viva, que conscientizam motoristas e passageiros sobre atitudes seguras no trânsito. Em 2025, mais de 89 mil pessoas foram orientadas durante as ações educativas.

Esse esforço contínuo, alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU (Organização das Nações Unidas), principalmente ao ODS 3 (Saúde e Bem-estar), resultou na queda de 11,8% nas fatalidades e de 6,4% no total de acidentes em 2025, no comparativo com o ano anterior, além de redução de 15% no IF3 (número de fatalidades ponderadas pelo tráfego) no mesmo período, progredindo na meta da Agenda ESG, relacionada à diminuição do índice.

(Com Vinicius Kepe/RPMA Comunicação)

Nova exposição do Paço das Artes explora o potencial de transformação das fronteiras

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

RIDE OR DIE, da artista alemã Nina Schönefeld.

No dia 26 de setembro, o Paço das Artes inaugura sua nova exposição, “No limite: forma e transformação”. Inspirada no conceito de “esclarecimento da existência”, do filósofo alemão Karl Jaspers (1883-1969), e em sua definição de “situação-limite”, a mostra explora o potencial de transformação das fronteiras. Com curadoria de Martin Juef e cocuradoria de Francisco Klinger Carvalho, o projeto reúne dezessete artistas de seis países diferentes.

Os limites delineiam os contornos de realidades existenciais. Eles são dinâmicos e, por isso, nunca definitivos. No entanto, todo conceito precisa ser delimitado; caso contrário, perde seu significado. Por conseguinte, os limites são construções necessárias à orientação, embora negociáveis.

As obras desta exposição narram experiências individuais de situações-limite e, ao mesmo tempo, abordam temas relacionados às fronteiras que transformaram significativamente a sociedade ao longo das últimas décadas e continuarão a fazê-lo. Entre eles estão, por exemplo, os discursos sobre fronteiras sociais, ecológicas e físicas. Ao articular experiências subjetivas de situações-limite com questões socialmente relevantes, estabelece-se uma conexão entre autoconsciência individual, nos termos de Jaspers, e transformação social. Processos internos e externos são relacionados entre si.

Martin Juef – Quando a alma desceu para o corpo.

Nesse contexto, os aspectos psicológicos da exposição são combinados com elementos como água, pedras, sal e luz. Nessa atmosfera criada por elementos naturais, as obras interagem como um conjunto de experiências vividas, nas quais os visitantes podem se descobrir e se reencontrar.

O projeto artístico e colaborativo No limite foi concebido originalmente para o Museu da UFPA, em Belém do Pará, onde foi apresentado em 2017. Posteriormente, em parceria com diferentes instituições, a mostra foi exibida na Kunsthalle Bratislava, em 2020, e na GONG Gallery, em Ostrava, na República Tcheca, em 2022. Para a exposição no Paço das Artes, a concepção do projeto foi revisada e atualizada uma vez mais. Por isso, recebe agora o título No limite: forma e transformação.

Sobre o curador

Martin Juef estudou pintura e arte em contexto na Universidade das Artes de Berlim. Sua produção artística abrange pintura, desenho, fotografia e instalação, e suas obras integram importantes coleções públicas e privadas, entre elas o acervo do Museu Nacional da República, em Brasília, a Coleção Chagas Freitas e a Coleção Deutsche Bank. Em seu trabalho, reflete sobre os padrões de percepção das realidades construídas pela mídia, transferindo fenômenos da cultura cotidiana para novos contextos de significado. Desde 2011, atua como curador independente. As exposições e os projetos que ele concebeu e curou receberam apoio dos Institutos Goethe de Salvador e Bratislava, da Pro Helvetia, do Fundo Germano-Tcheco para o Futuro, do Instituto de Relações Culturais Internacionais (IFA) e das universidades de Belém, Fortaleza e Ostrava.

Sobre o cocurador

Francisco Klinger Carvalho nasceu em 1966, em Óbidos (PA), e hoje vive e trabalha em Mannheim, na Alemanha. Estudou artes plásticas na Universidade Federal do Pará, em Belém, entre 1993 e 1997, e deu continuidade à sua formação na Academia de Artes de Düsseldorf, de 1997 a 1999, sob a orientação do professor Tony Cragg, com o apoio de uma bolsa do DAAD. Em 2001, foi artista residente no Kunstverein Bellevue-Saal, em Wiesbaden, e recebeu uma bolsa de trabalho do Instituto de Arte do Pará para desenvolver o projeto Ajuri: a estética utilitária da Amazônia. Entre 2009 e 2011, atuou como professor convidado na Universidade Nacional da Colômbia, em Bogotá. Em 2012, recebeu uma bolsa da Sparkasse Jockgrim/Kandel, na Renânia-Palatinado, Alemanha, e, no ano seguinte, foi agraciado com o Prêmio Itamaraty de Arte, em Brasília. Atualmente, é professor da Academia de Belas-Artes de Mannheim.

No limite: forma e transformação | Artistas

André Albuquerque (Brasil/ Brazil)

Armando de Queiroz Santos Júnior (Brasil/ Brazil)

Chan Sook Choi (Coreia do Sul/ South Korea)

Dominik Dragos Pohludka (República Tcheca/ Czech Republic)

Francisco Klinger Carvalho (Brasil/ Brazil)

Ivana Štenclová (República Tcheca/ Czech Republic)

José Spaniol (Brasil/ Brazil)

Markus Wirthmann (Alemanha/ Germany)

Martin Juef (Alemanha/ Germany)

Monika Rechsteiner (Suíça/ Switzerland)

Nina E. Schönefeld (Alemanha/ Germany)

Pavel Forman (República Tcheca/ Czech Republic)

Silvia Beck (Alemanha/ Germany)

Tereza Capandová (República Tcheca/ Czech Republic)

Tomáš Koudela (República Tcheca/ Czech Republic)

Vera Chaves Barcellos (Brasil/ Brazil)

Zorka Lednarova (Eslováquia/ Slovakia).

SERVIÇO:

No limite: forma e transformação

Abertura: 26 de setembro, das 14h às 19h

Horário de visitação: terças a sábados, das 11h às 19h; domingos e feriados, das 12h às 18h

Local: Paço das Artes

Ingresso: gratuito

Classificação: livre

A programação é uma realização do Ministério da Cultura, Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas de São Paulo, e Paço das Artes, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, ProAC e Promac. O Paço das Artes tem patrocínio institucional da Livelo, Vivo, Goldman Sachs, Ituran e Goodstorage e apoio institucional das empresas Delboni, EAÍ?! Marketing, Unisys, Volkswagen Caminhões e Ônibus, Unipar, Campari, Colégio Albert Sabin, PWC, Pirelli, Alcaçuz, Telium, Kaspersky, Gabriel e Play Audiovisual.

(Fonte: Paço das Artes)