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Adaptada por Fernando Meirelles, saga de super-herói brasileiro transforma São Paulo na protagonista da história

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Fotos: Divulgação.

Enquanto Hollywood segue dominando o imaginário do universo de super-heróis, uma saga brasileira tem chamado a atenção por fazer justamente o caminho inverso: trocar Gotham e Metrópolis pelo centro de São Paulo. Criada pelo escritor, quadrinista e roteirista Pedro Ivo, a trilogia “O Cidadão Incomum” apresenta Caliel, um herói cuja trajetória é atravessada por desigualdade, violência, identidade e pertencimento, tendo a capital paulista como parte essencial da narrativa.

A série literária está em fase de adaptação para o cinema pela O2 Filmes e conta com a participação de Fernando Meirelles (Cidade de Deus) na produção. Para o cineasta, a brasilidade é justamente o diferencial da obra. “Tinha alguma coisa na kriptonita ou em Gotham City que não me deixavam embarcar totalmente, mas a brasilidade de Cidadão Incomum muda tudo. Eu conheço aquele ator ferrado sobrevoando a Av. Paulista. É outra experiência.” Já o produtor executivo Gustavo Gontijo resume a proposta da saga como “Onde Watchmen encontra Cidade de Deus.”

O terceiro volume, O Cidadão Incomum 3 – Experiência de Quase Morte, encerra a trilogia de origem do personagem. Ambientada em uma São Paulo sufocada por uma onda de calor e marcada por mortes misteriosas, a história combina suspense investigativo, ficção científica, horror psicológico e crítica social para discutir temas como masculinidade, desigualdade, poder e memória. Ao longo da saga, pontos icônicos da cidade, como o Edifício Copan e a Avenida Paulista, deixam de ser apenas cenários e passam a integrar a construção do universo do herói. Ao longo da série, o autor constrói um universo em que o centro da capital, a periferia e os conflitos sociais substituem as tradicionais metrópoles norte-americanas como cenário do heroísmo.

Onde encontrar o livro: Amazon e principais livrarias do Brasil.

Sobre o autor | Pedro Ivo é escritor, quadrinista e roteirista, criador da série literária Cidadão Incomum, universo de livros e quadrinhos que está em adaptação para o cinema pela O2 Filmes. Suas histórias combinam ficção científica, crítica social e elementos sobrenaturais para abordar temas como identidade, desigualdade e ética no Brasil contemporâneo. Também é coautor de Entre Mundos, obra de terror e sci-fi ambientada na periferia de São Paulo, cujos direitos de adaptação foram adquiridos pela Intro Pictures. Além da literatura e dos quadrinhos, desenvolve projetos narrativos que conectam audiovisual, games e novas tecnologias.

Redes sociais:

Instagram: @pedroivob_

LinkedIn: Pedro Ivo Barbosa

Site: Pedro Ivo.

(Com Gabriela Cuerba/LC Agência de Comunicação)

Theatro Municipal de São Paulo recebe premiado compositor chinês Tan Dun

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Tan Dun. Foto: Feng Hai.

Nos dias 7 e 8 de agosto, a Orquestra Sinfônica Municipal apresenta “O Mundo de Tan Dun”, concerto que marca a presença do renomado compositor e maestro Tan Dun, responsável pela regência das apresentações e pela interpretação de um programa dedicado à sua própria obra. Reconhecido internacionalmente por unir tradição e inovação, o artista divide o palco com a percussionista Lin Zhe, em um encontro que promete proporcionar ao público uma experiência sonora singular. As apresentações contam com Patrocínio Mobilize. Os ingressos variam de R$13 a R$100, a classificação é livre e a duração do concerto é de 100 minutos com intervalo.

O programa reúne três obras emblemáticas da produção de Tan Dun: “Passacaglia: O Segredo do Vento e dos Pássaros”, “Water Concerto – Concerto para Percussão e Orquestra” e “Sinfonia das Cores”, peças que sintetizam a linguagem do compositor ao integrar influências da música de concerto ocidental, da filosofia oriental e de sonoridades inspiradas na natureza.

A abertura do concerto acontece com Passacaglia: O Segredo do Vento e dos Pássaros, obra inspirada na antiga tradição chinesa de observar e interpretar os sons da natureza. Nela, Tan Dun estabelece um diálogo entre a orquestra e gravações de cantos de pássaros provenientes de diferentes regiões do mundo, criando uma reflexão sobre a relação entre humanidade, meio ambiente e memória sonora. Estruturada sobre a forma barroca da passacaglia, a composição combina procedimentos da tradição europeia com elementos da cultura oriental e evidencia o interesse do compositor pela preservação do patrimônio sonoro da natureza.

Na sequência, Water Concerto para Percussão e Orquestra coloca a água no centro da experiência musical. Escrita em 1998, a obra integra a série de composições em que Tan Dun transforma materiais naturais em instrumentos de concerto. Bacias, recipientes e diferentes volumes de água produzem uma ampla variedade de timbres, gestos e texturas, ampliando as possibilidades da percussão tradicional. Mais do que um efeito cênico, o uso da água está ligado à concepção estética do compositor, que entende os elementos da natureza como fontes de expressão musical e espiritual.

Foto: Nana Watanabe.

Encerrando o programa, Sinfonia das Cores apresenta uma escrita orquestral marcada pelo contraste entre densidade sonora e delicadeza tímbrica. A obra explora as cores instrumentais da orquestra como equivalentes sonoros de uma paleta visual, revelando a habilidade de Tan Dun em construir paisagens musicais de grande riqueza sensorial. Ao longo da peça, referências à ópera chinesa, ao ritual, ao minimalismo e à tradição sinfônica ocidental convivem em uma linguagem profundamente pessoal.

Considerado um dos mais influentes compositores vivos, Tan Dun nasceu na província de Hunan, na China, e radicou-se nos Estados Unidos na década de 1980, onde consolidou uma carreira de projeção internacional. Sua produção artística é reconhecida pela capacidade de aproximar diferentes culturas, tradições e linguagens musicais, criando obras que dialogam com a música clássica, o teatro, a ópera, o cinema e as artes visuais.

Vencedor do Oscar de Melhor Trilha Sonora Original por O Tigre e o Dragão (2001), Tan Dun também recebeu um Grammy, além de importantes distinções como o Grawemeyer Award for Music Composition e o Prêmio Shostakovich. Suas obras integram o repertório das principais orquestras do mundo e frequentemente abordam temas ligados à natureza, à memória cultural e ao encontro entre Oriente e Ocidente, características que fizeram de sua produção uma das mais inovadoras da música dos séculos XX e XXI.

Ao lado de Tan Dun estará a percussionista Lin Zhe, reconhecida por sua atuação na música contemporânea e pela interpretação de repertórios que exploram novas possibilidades sonoras e performáticas. Especialista na execução de obras para percussão expandida, a musicista é colaboradora frequente do compositor e desempenha papel central na interpretação de peças que utilizam instrumentos e materiais não convencionais.

O Mundo de Tan Dun representa uma oportunidade rara para o público brasileiro assistir ao próprio compositor conduzindo suas criações, revelando as intenções interpretativas e a riqueza estética de um repertório que desafia fronteiras entre Oriente e Ocidente, tradição e vanguarda.

SERVIÇO:

ORQUESTRA SINFÔNICA MUNICIPAL 

Tan Dun, regência

Lin Zhe, percussão

07/08, sexta-feira, às 20h (Patrocínio Mobilize)

08/08, sábado, às 17h (Patrocínio Mobilize)

Sala de Espetáculos – Theatro Municipal

Ingressos R$13 a R$100 (inteira)

Classificação livre para todos os públicos – Sem conteúdos potencialmente prejudiciais para qualquer faixa etária.

Duração total: 100 minutos.

(Com Letícia Santos/Assessoria de Imprensa Theatro Municipal)

“Temporalmente Vivos”, novo trabalho de Gustavo Miranda e Mauricio Flórez, estreia no Sesc Avenida Paulista

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Com inspiração no realismo mágico, peça une teatro e dança para refletir sobre alegria de viver a partir de cenas poéticas e cheias de humor ácido. Foto: Mauricio Flórez.

Ao abordar a morte para além dos estereótipos da tristeza e da dificuldade de superação, a dupla de criadores colombianos Gustavo Miranda e Mauricio Flórez apresenta “Temporalmente Vivos”. O espetáculo estreia no Sesc Avenida Paulista (Av. Paulista, 119 – Bela Vista, São Paulo) em 7 de agosto e fica em cartaz até o dia 30, com sessões de quinta a sábado, às 20h30, e aos domingos, às 18h30, além de uma apresentação extra em 26 de agosto, quarta-feira, às 20h30.

Pensada para ser uma peça leve, com humor ácido, o trabalho descortina-se como um contínuo surgir e desaparecer de imagens, como se fosse alguém mudando de canal em uma TV. Ao longo da montagem, o público acompanha 15 cenas independentes, sem uma ligação explícita entre elas.

Sobre a encenação

“Toda a obra é atravessada por um mesmo sentimento: a alegria de estarmos vivos diante da angústia da finitude. Assim, buscamos estabelecer uma relação afetiva com os espectadores”, comenta Gustavo Miranda, que assina a dramaturgia e divide a concepção, a direção e a atuação com Maurício Flórez.

Para envolver a plateia, as cenas são construídas como se fossem pinturas. Mesmo com poucos objetos em quadro, Temporalmente Vivos brinca com a profundidade do espaço utilizando a luz. “O fundo está sempre na penumbra, enquanto as imagens vão aparecendo e desaparecendo. É a iluminadora Patrícia Savoy quem faz a mágica acontecer”, completa o artista.

As situações representadas na peça oscilam entre o ordinário e o extraordinário, o naturalismo e a caricatura. Gustavo e Maurício alternam-se no palco, com textos que passam por temas como a guerra, a extinção, o amor, a festa, a admiração pelo universo vegetal, o fanatismo religioso, a ciência e algumas memórias do conflito armado na Colômbia.

É a primeira experiência de Miranda e Flórez atuando juntos. “Eu sou mais do teatro enquanto Maurício é da dança. É bem normal colaborarmos nos nossos trabalhos, mas, desta vez, unimos nossas experiências para debater sobre a morte como um objeto de contemplação, de humor e de poesia. É um espetáculo que se debruça sobre a forma como olhamos para a finitude enquanto se faz reverência à vida”, acrescenta.

Sempre presente e quase invisível, a Morte aparece silenciosamente pelos cantos do teatro, esperando na penumbra para se imiscuir, lentamente, nas tramas das cenas, assim como na vida. É sempre uma convidada inesperada, que ajuda a dar vida aos diferentes quadros. Quem interpreta esse personagem é o contrarregra Marcos Yamamoto.

Outro elemento de destaque na montagem é a dança. “Minha ideia foi explorar um tipo de gestualidade híbrida, em que movimentos cotidianos e abstratos se misturam para criar uma ‘quase fala’ que gera fascinação pelas intensidades e tipos de presença que se desenham no corpo”, explica Mauricio.

A trilha sonora de Temporalmente Vivos, assinada por Talita del Collado, é marcada por ritmos bastante presentes na Colômbia, como cumbia e bolero, além de sons ambientes responsáveis por causar estranhamento.

Já o figurino de Salomé Abdala não se prende ao naturalismo. Cores escuras como vinho e marrom compõem o visual, auxiliando na caracterização dos inúmeros personagens. Adereços como máscaras também são utilizados pelos atores.

Dessa forma, o espetáculo reforça o interesse pelo mistério e a beleza de nos sentirmos parte de uma sinfonia cósmica, em meio a uma intensa busca por leveza em nossa passagem pelo mundo. “A vida é muito mais do que nos alimentarmos, reproduzirmos e morrermos, como define a ciência. Por isso, fomos procurar significados mais profundos em algumas cosmovisões indígenas. Para os Krenak, por exemplo, a vida é uma correnteza que avança sem parar. Foi isso que quisemos mostrar”, diz Flórez.

Sinopse | Temporalmente Vivos é uma colagem de cenas independentes, tecidas delicadamente com ironia e humor, que transitam entre as linguagens do teatro e da dança. A peça faz do realismo mágico latino-americano um barco para navegar pelos dois grandes mistérios que têm movido a criação poética de todos os tempos: a vida e a morte, temas universais por excelência.

Sobre Gustavo Miranda

Natural da Colômbia. Se formou em Medellín como Mestre em Arte Dramática (2002) e como Magister em Dramaturgia e Direção pela Universidade de Antioquia (2012).

Mora no Brasil desde 2012. Atualmente, é ator da peça “Portátil”, de Porta dos Fundos (2015 – 2026), indicada ao Emmy Latino na categoria documentário artístico (2017). Integrou o elenco do programa “Fora de Hora”, da Rede Globo (2020). É ator e foi treinador artístico durante cinco anos da Cia Barbixas de Humor, no espetáculo “Improvável” (2009 – 2025).

Em dança, foi dramaturgo dos espetáculos: “Pàssará” de Maria Eugenia Tita (2025) e “Memórias para se Transformar em Flor”, de Mauricio Flórez, indicado ao prêmio APCA 2024 em duas categorias. Foi colaborador artístico do espetáculo “Riso”, da Key & Zetta e Cia, indicado ao APCA 2017. É cocriador da série virtual “Aqui Dentro” (2020), indicada ao APCA 2021.

Fundador da Cia. De teatro Acción Impro (Colômbia, 2000 – 2012). Melhor Dramaturgo, nos Prêmios Platea Medellín, 2023. Autor do livro de dramaturgia “Hermanas de Sangre” (Fallidos Editores 2021) e coautor dos livros: “El Rojo lo da la Sangre” (Fallidos Editores 2023), “A Contra foco del Mundo” (Editorial Palabra Herida 2025) e “Monólogos Secretos” (Editorial Palavra Ferida 2026).

Em Portugal, compõe o elenco do espetáculo “Commedia a la Carte” (2015 – 2026) e é diretor do espetáculo “Commedia Kids” (2022 – 2026).

Sobre Mauricio Flórez

Dançarino, coreógrafo e preparador corporal. Nasceu na Colômbia e mora no Brasil desde 2012. É formado em dança e pedagogia pela Universidade de Antioquia – Medellín. Desde 2015 faz parte do núcleo artístico Key Zetta e Cia.

Atualmente, se interessa pela botânica e a divulgação científica, estudando a relação corpo humano – corpo vegetal e assuntos relacionados à metamorfose do corpo através da dança, partindo da ligação entre memória, imaginação e movimento.

É aprendiz na Comunidade Selvagem, ciclo de estudos sobre a vida, onde participa do grupo de tradução de textos do português para o espanhol. Como artista independente criou as peças: “Memórias Para se Transformar em Flor” (2024) indicada a melhor espetáculo e melhor interpretação pela Associação Paulista de Críticos de Arte – APCA, UM (2017) e “Bolero” (2015). É cocriador da série virtual “Aqui Dentro” (2020), indicada ao APCA 2021.

Ficha técnica

Concepção e direção: Gustavo Miranda e Mauricio Flórez.

Atuação: Gustavo Miranda e Mauricio Flórez.

Dramaturgia: Gustavo Miranda.

Contrarregragem – Morte: Marcos Yamamoto.

Assessoria artística: Rhena de Faria.

Criação de luz: Patrícia Savoy.

Operação de luz: Patrícia Savoy e Nara Zocher.

Técnica e operação e de som: Emilie Backer e Rebeca Montanha.

Produção musical: Talita del Collado.

Colaboração de produção musical: Andrés Giraldo.

Ambiente sonoro: Gustavo Miranda.

Espaço cênico: Hideki Matsuka.

Figurino: Salomé Abdala.

Criação de objetos cênicos: Marcos Yamamoto.

Preparação de corpo: Mauricio Flórez.

Técnico de montagem: Ayrton Casas / Henrique Casas.

Fotografia: Mayra Azzi.

Produção: Corpo Rastreado – Letícia Alves.

Assessoria de Imprensa: Canal Aberto.

Agradecimento: Casa Farofa.

SERVIÇO:

Temporalmente Vivos

Data: 7 a 30 de agosto, de quinta à sábado, às 20h30, e, aos domingos, às 18h30.

Sessão extra na última quarta-feira (26/08), às 20h30

Local: Arte I (5º andar) Sesc Avenida Paulista – Av. Paulista, 119 – Bela Vista, São Paulo (SP)

Telefone: (11) 3170-0800

Ingressos: R$50 (inteira), R$25 (meia) e R$15 (credencial plena:).

Duração: 85 minutos

Classificação: 14 anos.

(Com Daniele Valério/Canal Aberto Comunicação)

‘Colors of Provence’: cruzeiro fluvial oferece aos brasileiros os encantos d

Provença, França, por Kleber Patricio

AmaKristina navegando pelo rio Ródano em sua passagem por Avignon. Crédito das fotos: Divulgação AmaWaterways.

A AmaWaterways, referência global em cruzeiros fluviais de luxo e pioneira no desenvolvimento de experiências culturalmente imersivas para o viajante brasileiro, anuncia mais uma rota com saídas em português, desta vez ao longo do Rio Ródano, no sul da Franca. O roteiro Colors of Provence oferece aos brasileiros a oportunidade de explorar a região da Provença e suas paisagens cenográficas, castelos, gastronomia estrelada e campos de lavanda e vinhedos com conforto e profundidade, na sua língua mãe, com equipe de bordo fluente, cardápios, guias locais e aplicativo todos em português.

A companhia foi a primeira linha de cruzeiros fluviais do mundo a criar partidas dedicadas exclusivamente para viajantes brasileiros, conduzidas integralmente em português, com serviços personalizados e excursões guiadas pensadas para a sensibilidade e os interesses do viajante do Brasil. “O sucesso e a expansão do conceito AmaBrasil representam um capítulo natural na evolução de uma relação cuidadosamente construída entre a AmaWaterways e o mercado brasileiro de viagens premium”, conta João Miranda, diretor de Vendas da AmaWaterways.

Bike tour por Arles.

Essa trajetória tomou forma nos rios mais icônicos da Europa: no Reno, com o itinerário Enchanting Rhine, que inaugurou o conceito de cruzeiro fluvial em português para brasileiros; e no Danúbio, com partidas exclusivas em 2026 e 2027 que reforçaram a crescente demanda e o profundo vínculo emocional que os brasileiros cultivam com experiências de viagem cuidadosamente planejadas para sua cultura e seu idioma. Agora, com Colors of Provence, a AmaWaterways estende esse compromisso à França, levando a elegância atemporal da Provença ao coração de cada viajante brasileiro que aspira ao encontro genuíno com a arte de viver francesa.

Entre a lavanda e o Ródano: descobrindo a Provença que poucos conhecem

Há algo na Provença que ultrapassa a contemplação, com uma paisagem que convida à presença. Os campos de lavanda que tingem o horizonte de violeta, os mercados perfumados pela fragrância de ervas frescas, os vinhedos que guardam séculos de tradição vitivinícola, e uma gastronomia que celebra os ingredientes com a mesma reverência que um artista dedica a sua obra, encantam os viajantes.

Ao navegar pelo Rio Ródano a bordo da AmaWaterways, os viajantes brasileiros terão acesso a um ritmo de descoberta que apenas um cruzeiro fluvial de pequeno porte pode oferecer: a proximidade com as margens, a ancoragem no centro de vilas históricas e o silêncio contemplativo de uma embarcação que convida a presença plena. A bordo, cada detalhe foi pensado para aprofundar essa conexão com a paisagem: a AmaWaterways é a única companhia de cruzeiros fluviais no Ródano a oferecer camarotes com dupla varanda, combinando uma varanda francesa com portas de vidro do piso ao teto e uma varanda externa com vista panorâmica para o rio. Nenhuma outra linha navegando estas águas oferece essa experiência, tornando a viagem com a AmaWaterways genuinamente incomparável.

Lyon.

A bordo, o ambiente é conduzido em português por um gerente de cruzeiro dedicado, presente para antecipar as preferências e sensibilidades do viajante brasileiro. As excursões guiadas foram cuidadosamente selecionadas para revelar os ritmos autênticos da Provença: dos ateliês de artistas em L’Isle-sur-la-Sorgue aos jardins e palácios de Avignon, das adegas de renome em Chateauneuf-du-Pape a beleza imponente dos Arcos Romanos de Orange, das ruas de paralelepípedos de Arles, cidade que inspirou Van Gogh, a grandiosidade dos testemunhos romanos de Vienne e ao charme medieval de Viviers, uma das vilas mais bem preservadas do Vale do Ródano.

A experiência gastronômica a bordo reflete a filosofia da região: ingredientes de origem local, vinhos selecionados pelas denominações mais relevantes do Cote-du-Rhone, desde as garrafas emblemáticas de Chateauneuf-du-Pape até as produções artesanais que os viajantes descobrem diretamente nas adegas visitadas durante as excursões. A culinária se desdobra com o tempo e a intenção que a gastronomia francesa merece: gastronomia que é, em si mesma, uma forma de conhecer a terra.

Um mercado que amadureceu para o extraordinário

O viajante brasileiro de luxo mudou. Ele já não busca apenas um destino: busca uma experiência que dialogue com sua identidade, que se comunique em seu idioma e que ressoe com sua forma de sentir o mundo. A demanda por viagens premium e intencionais no Brasil cresce de forma consistente, impulsionada por um perfil de viajante cada vez mais sofisticado, curioso e exigente em relação a qualidade e a curadoria de cada detalhe.

Viviers.

A AmaWaterways compreendeu este movimento antes de qualquer outra linha de cruzeiros fluviais no mundo. Ao criar o conceito AmaBrasil, a companhia não apenas traduziu sua programação, mas também construiu uma experiência pensada do início ao fim para o viajante brasileiro, da seleção dos itinerários à formação das equipes de bordo, das excursões aos momentos de mesa. Colors of Provence é a mais recente expressão dessa filosofia pioneira: a certeza de que o verdadeiro luxo está na experiência vivida com profundidade, no idioma que nos pertence, em companhia de pessoas que partilham a mesma sensibilidade.

Sobre a AmaWaterways

Fundada em 2002, a AmaWaterways cria jornadas fluviais pensadas para oferecer conforto, conexão e descoberta. Seus navios espaçosos e personalizados navegam pela Europa, Sudeste Asiático, África e América do Sul, oferecendo aos hóspedes a liberdade de explorar no próprio ritmo. Fundada por pioneiros europeus em cruzeiros fluviais, a empresa é reconhecida por sua abordagem cuidadosa às viagens, combinando experiências autênticas com um serviço genuíno e acolhedor. Com experiências em terra diariamente, culinária inspirada nas regiões visitadas, comodidades de bem-estar premiadas e uma atmosfera calorosa a bordo, cada jornada reflete o ritmo e o interesse de cada hóspede.

(Com Daniela Majori/Ovo Ideias)

Exposição “A Oitava Arte: Fotografia, Arte Essencial II” reúne obras de 22 artistas fotógrafos no Centro de Convivência Cultural de Campinas

Campinas, SP, por Kleber Patricio

Foto de Pierre Piton. Mostra, com curadoria de Ligia Testa e Rosita Cavenaghi, integra programação do XVI Festival Hercule Florence e fica em cartaz de 5 a 29 de agosto.

O Centro de Convivência Cultural de Campinas recebe, de 5 a 29 de agosto, a exposição “A Oitava Arte: Fotografia, Arte Essencial II”, que reúne obras de 22 artistas fotógrafos e integra a programação oficial do XVI Festival Hercule Florence. O vernissage acontece no dia 5 de agosto, às 19h, no saguão principal do espaço.

Em sua segunda edição, a exposição apresenta duas obras de cada artista participante, reunindo diferentes olhares, linguagens e abordagens sobre a fotografia como expressão artística. A mostra tem curadoria de Ligia Testa e Rosita Cavenaghi e conta com apoio da Prefeitura de Campinas e da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo. Por integrar a programação do XVI Festival Hercule Florence, a iniciativa também conta com apoio da Unicamp, Senac e Sesc.

Além de marcar a abertura da 16ª edição do Festival Hercule Florence, a exposição fará parte do encerramento da programação, com uma visita guiada pela mostra. Ao todo, serão apresentadas 44 fotos de 22 artistas. Aos sábados, o público também poderá visitar a tradicional feira hippie do centro cultural, que acontece em frente à entrada do espaço onde estarão as obras.

Foto de Tânia Martins.

Para Ligia Testa, a proposta da mostra é reforçar a fotografia como uma linguagem central na arte contemporânea, capaz de transitar entre o registro, a interpretação e a construção poética da imagem. “A ideia de chamar a fotografia de ‘oitava arte’ é sedutora, ainda que não seja exatamente consensual do ponto de vista histórico. Por isso, é importante reconhecê-la como essencial: a fotografia deixou de ser apenas um registro técnico para se firmar como uma das linguagens centrais da arte e da cultura visual contemporânea. Sem fotografia, não há cultura imagética como a conhecemos hoje”, afirma Ligia.

Para Rosita Cavenaghi, a fotografia deve ser compreendida também por sua dimensão coletiva e social. “Chamar a fotografia de essencial não é exagero. A fotografia molda a nossa memória coletiva, redefine a forma como percebemos o real e democratiza a produção de imagens. Hoje, além de sustentar grande parte da cultura visual contemporânea, ocupa um papel central na maneira como registramos, interpretamos e compartilhamos o mundo”, afirma.

Participam da exposição os fotógrafos Bel Young, Cadu Carmignani Verdade, Cati Alionis, Claudio Colavolpe, Daniel Gallo, Daniel Von, Elisabeth Wortsman, Fabiana Yazbek, Germano, Heloisa Tannuri, Huguette Gallo, JR Hofling, Marcio Murilo Pilot, Piergiorgio Castrucci, Pierre Piton, Renata Grangeiro, R. Kovacs, Ricardo Lima, Sayuri Assanuma, Sergio Poroger, Tania Martins e Thelma Gátuzzô.

Foto de Renata Grangeiro.

“É com grande alegria que a exposição ‘A Oitava Arte: Fotografia, Arte Essencial II’ integra a programação oficial da 16ª edição do Festival Hercule Florence, em agosto. Esta é uma belíssima ação idealizada e realizada por Ligia Testa e Rosita Cavenaghi, que agora se une ao Festival para somar forças e dar ainda mais visibilidade à nossa paixão em comum. É uma excelente oportunidade para apresentar o seu olhar, compartilhar a sua linguagem e fazer parte de uma mostra que valoriza a fotografia como expressão artística essencial”, comenta Ricardo Lima, idealizador e presidente do Festival Hercule Florence. A presença da mostra na programação do Festival Hercule Florence amplia a visibilidade da iniciativa e reforça o diálogo entre artistas, instituições culturais e público em torno da fotografia como linguagem artística, documental e contemporânea.

SERVIÇO:

Exposição A Oitava Arte: Fotografia, Arte Essencial II

Período: de 5 a 29 de agosto de 2026

Vernissage: 5 de agosto, às 19h

Local: Centro de Convivência Cultural de Campinas — saguão principal

Entrada gratuita.

(Com Sergio Poroger/SPMJ Comunicação)