Notícias sobre arte, cultura, turismo, gastronomia, lazer e sustentabilidade

Inscreva seu e-mail e participe de nossa Newsletter para receber todas as novidades

Pela primeira vez na história, 9ª Sinfonia de Beethoven será apresentada em 7.1 imersivo na Vibra

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Com 200 artistas em cena entre orquestra sinfônica, coro e solistas, produção revisita a obra que revolucionou a música no século XIX em uma experiência grandiosa e sensorial no século XXI. Imagem de Pexels por Pixabay.

Mais de dois séculos depois de transformar definitivamente a história da música, a monumental 9ª Sinfonia de Ludwig van Beethoven volta a desafiar os limites da arte. Pela primeira vez no mundo, a obra será apresentada em um sistema cinematográfico de som imersivo 7.1, concebido para ampliar não apenas a audição, mas a própria forma de perceber a música. A produção inédita da LMX Produções e Opus Entretenimento será apresentada no dia 19 de dezembro de 2026 na Vibra, uma das maiores casas de espetáculos da América Latina.

Composta entre 1822 e 1824, quando Beethoven já estava completamente surdo, a 9ª Sinfonia tornou-se um dos maiores marcos da criatividade humana. Ao romper uma tradição centenária e introduzir, pela primeira vez, um grande coro e solistas em uma sinfonia, o compositor redefiniu para sempre os limites da música orquestral. O mais extraordinário é que toda essa revolução nasceu quando ele já não podia ouvir sua própria criação. Restava-lhe senti-la. Privado da audição, Beethoven passou a perceber a música pelas vibrações que percorriam o ar e reverberavam em seu próprio corpo, guiado por sua genialidade, sua extraordinária memória musical e uma sensibilidade que transcendia a audição.

Mais de dois séculos depois, a obra que revolucionou a forma de fazer música inspira uma nova forma de vivê-la. Se Beethoven concebeu sua criação sentindo a música muito além da audição, agora a tecnologia imersiva 7.1 convida o público a experimentar essa mesma dimensão sensorial. Nesta oportunidade, o público será convidado a senti-la, deixando que suas vibrações percorram o corpo, assim como conduziram Beethoven na criação de sua obra mais extraordinária.

Regida pelo maestro Emiliano Patarra, com preparação do coro pela maestrina Teresa Longatto, a montagem reunirá 200 artistas, entre integrantes da orquestra sinfônica, coro e solistas, em uma produção que combina tecnologia de áudio imersivo, iluminação cênica e uma direção artística concebida para aproximar novos públicos de uma das maiores obras já escritas.

A iniciativa é liderada pela LMX Produções, responsável pelo maior programa de difusão da música clássica de câmara da história do Brasil, realizado em 2024, que levou esse repertório a mais de 500 mil pessoas em dez Estados brasileiros. Sob direção geral de Lion Andreassa e produção executiva de Uranio Bonoldi, a produtora volta a apostar na inovação para ampliar o alcance da música de concerto e propor uma nova forma de vivenciar o repertório sinfônico. “A 9ª Sinfonia nasceu revolucionando a história da música. A melhor forma de homenagear Beethoven não é apenas preservar sua obra, mas manter vivo o espírito inovador que a tornou eterna”, explica Lion Andreassa, diretor geral do projeto.

Trata-se de um espetáculo que se consolida como uma das mais ambiciosas produções sinfônicas já realizadas no país e inaugura uma nova perspectiva para a experiência da música clássica no Brasil.

Direção Geral: Lion Andreassa

Produção Executiva: Uranio Bonoldi

Produção Artística: Daniel Guimarães

Preparação Coral: Maestrina Teresa Longatto

Regência: Maestro Emiliano Patarra.

SERVIÇO:

 

 

 

 

Espetáculo: 9ª Sinfonia de Beethoven em 7.1

Data: 19, às 20h

Local: Vibra – São Paulo/SP

Realização: LMX Produções e Opus Entretenimento

Ingressos: a partir de R$80,00

Canais de venda oficiais:

Uhuu.com – com taxa de serviço

https://uhuu.com/evento/sp/sao-paulo/9a-sinfonia-de-beethoven-em-71-16796

Bilheteria Vibra • Sem incidência de Taxa de Serviço

Avenida das Nações Unidas 17955 • Vila Almeida • São Paulo – SP.

Horário de funcionamento bilheteria Vibra São Paulo: segunda-feira a sexta-feira 12h às 15h e das 16h às 19h. Sábados, domingos e feriados – FECHADO, salvo em dias de show com horário das 14h até o início do show.

Bilheteria do Teatro Bradesco • Sem incidência de Taxa de Serviço

3º Piso do Bourbon Shopping São Paulo

Rua Palestra Itália, nº 500 • Loja 263 • 3° Piso I Perdizes • São Paulo • SP

Horário de funcionamento: segunda-feira a domingo das 12h às 15h e das 16h às 20h. Em dias de evento o funcionamento será a partir das 12h até o final do evento.

Bilheteria do Teatro Sabesp Frei Caneca • Sem incidência de Taxa de Serviço

7º Piso do Shopping Frei Caneca

Rua Frei Caneca, nº 569 • 7° Piso I Consolação • São Paulo • SP

Horário de funcionamento: terça-feira a domingo das 12h às 15h e das 16h às 19h e segunda-feira bilheteria fechada.

Formas de Pagamento:

Internet: Pix e Cartões Visa, Master, Diners, Hiper, Elo e American.

Bilheteria: Dinheiro, Pix, Visa, Master, Diners, Hiper, Elo, Vale Cultura Ticket e American.

Parcelamento no cartão de crédito: até 3x sem juros, de 4x até 12x com juros

Estacionamento Vibra 

Para maior comodidade, os clientes podem adquirir o estacionamento conveniado no local de forma antecipada através do link: https://uhuu.com/evento/sp/sao-paulo/estacionamento-vibra-2026-15406.

(Com Camila Ribeiro/Opus Entretenimento)

“Sementeira” leva dança e resistência das hortas urbanas aos palcos de São Paulo

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Com concepção e direção artística de Cléia Plácido, Núcleo Menos 1 Invisível circula por quatro espaços culturais da cidade e também com exposição virtual. Fotos: Sérgio Fernandes.

Núcleo Menos 1 Invisível apresenta “Sementeira”, espetáculo com concepção e direção artística de Cléia Plácido que circula por quatro espaços culturais de São Paulo entre setembro e outubro. A criação parte das experiências em hortas urbanas e periféricas da zona Leste da cidade para refletir, por meio da dança, sobre crise climática, injustiça ambiental e formas de resistência coletiva. As apresentações acontecem no Teatro Flávio ImpérioFábrica de Cultura Parque BelémCentro de Referência da Dança (CRD) e Complexo Cultural Funarte SP.

Inspirado no gesto de quem planta e cultiva em mutirão, o espetáculo se aproxima do esperançar de quem move sementes e cultiva a terra em meio à crueza da metrópole. Em cena, humanos e não humanos formam uma floresta que, em meio ao desencanto, reencontra o olhar pelas sementes, pela germinação e pelo corpo que dança e canta suas reimaginações em plena cidade.

A pesquisa artística dialoga com autores como Malcom Ferdinand, de “Ecologia Decolonial”, Nêgo Bispo, de “A Terra Dá, a Terra Quer”, e Denetèm Touam Bona, de “A Sabedoria dos Cipós”. O trabalho também homenageia lideranças femininas como a queniana Wangari Maathai, Prêmio Nobel da Paz pela criação do Cinturão Verde no continente africano.

Da horta ao palco

A principal matriz de inspiração e materialidade do Sementeira vem das experiências nas Hortas da Jô, em Ermelino Matarazzo, e da intervenção artística realizada no Viveiro Escola das Mulheres do Gaú, ambos na zona Leste de São Paulo, região onde parte do elenco reside. A prática como pesquisa orientou o processo artístico a partir das vivências nos mutirões organizados pela Rede Permaperifa, com base em práticas agroecológicas e de permacultura.

O processo também partiu da necessidade de desconstruir estereótipos que romantizam o trabalho no campo e deixam de lado as questões sociais e políticas presentes nas hortas urbanas e na agricultura familiar. Mais do que uma vivência idealizada de contato com a terra, o espetáculo valoriza o trabalho de quem lida com a enxada todos os dias e tem a paciência de ver brotar e frutificar o que semeou, independentemente da chuva, do sol, do calor extremo ou do frio.

Nesse percurso, a crise climática aparece como um chamado para repensar práticas a partir do próprio território. Ao transformar essas experiências em matéria para a dança, Sementeira propõe imaginar futuros possíveis e revitalizar as ruínas do presente a partir de práticas de cuidado, resistência e criação coletiva. Sementeira nasce do encontro entre a dança e as experiências muito concretas de cuidado com a terra. Ao vivenciar as hortas e os mutirões, percebemos que ali não existe apenas uma relação com a natureza, mas também resistência, trabalho e disputa por território. Levar essas experiências para a cena é uma forma de pensar como podemos criar outros modos de estarmos juntos diante da crise climática”, afirma Cléia Plácido, idealizadora e diretora artística do espetáculo.

Circulação e exposição virtual

Sementeira passa pela Fábrica de Cultura Parque Belém em 24 de setembro e pelo Centro de Referência da Dança nos dias 16 e 17 de outubro. A circulação se encerra no Complexo Cultural Funarte SP, de 21 a 24 de outubro, às 19h.

Como ação de encerramento do projeto, será disponibilizada ao público uma exposição virtual com registros fotográficos do imaginativo do processo criativo. O lançamento acontece durante as apresentações na Funarte SP, ampliando o acesso à pesquisa e aos caminhos percorridos ao longo da criação.

Este projeto foi contemplado pela 38ª Edição do Programa Municipal de Fomento à Dança para a cidade de São Paulo, Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa.

 

SERVIÇO:

Sementeira | Núcleo Menos 1 Invisível

Fábrica de Cultura Parque Belém

Data: 24 de setembro, às 15h

Local: Avenida Celso Garcia, 2231, Belenzinho, São Paulo/SP

Centro de Referência da Dança (CRD)

Datas: 16 e 17 de outubro, às 19h

Local: Praça Ramos de Azevedo, s/nº, Galeria Formosa, Baixos do Viaduto do Chá, Centro, São Paulo/SP

Complexo Cultural Funarte SP

Datas: 21 a 24 de outubro, às 19h

Local: Alameda Nothmann, 1058, Campos Elíseos, São Paulo/SP

Exposição virtual

Lançamento durante as apresentações na Funarte SP, como encerramento do projeto, com registros fotográficos do processo criativo de Sementeira.

Durante a temporada na Funarte SP, será lançada ao público a exposição virtual que finaliza o projeto, com o registro fotográfico do processo criativo do Sementeira.

FICHA TÉCNICA

Concepção e direção artística: Cléia Plácido

Intérpretes criadores: Eduardo Reis, Emily Kimura, Júlia Lima, Rafael Markhez, Keithy Alves e Cléia Plácido

Orientação dramatúrgica: Paula Salles

Assistente de coreografia: Clara Gouvêa

Preparação corporal: Mestre Pedro Peu e Maristela Estrela

Preparador Vocal: Klécio Miranda e Andreia Nhur

Desenho de luz e cenário: Hernandes Oliveira

Figurino: Karine Lopes

Trilha sonora: Sarine Mariano

Direção de Produção: Iolanda Costa

Assistente de produção: Aline Vieira

Produção executiva e consultoria ambiental: Lucas Ciola

Fotógrafo: Sergio Fernandes

Registro audiovisual: NomeFilmes

Social Mídia: Loren Kali

Designer Gráfico: Rafael Markhez

Assessoria de imprensa: Marrese Assessoria

Apoio cultural: Cooperativa Paulista de Dança, Aikido Ipiranga

Agradecimentos: Coletivo Eparreh, Rede Permaperifa, Angoleiro Sim Sinhô ZL, Renata Mattar

Sobre Cléia Plácido

Cléia Plácido é artista da dança, coreógrafa, pesquisadora, professora e preparadora corporal. Doutoranda em Artes pela Unesp, com o projeto “Dança, ativismo ambiental e contra colonialidades”, integra o grupo de estudos N’Me (Núcleo de Metodologias de Pesquisa em Artes). É bacharel e licenciada em Dança pela Universidade Anhembi Morumbi e estudou o Sistema Laban/Bartenieff na Faculdade Angel Vianna, no Rio de Janeiro. Atua como artista da dança e pesquisadora do movimento desde 2003 e é cofundadora do Núcleo Menos 1 Invisível, do qual atualmente assume a direção artística. Recebeu o Prêmio Denilto Gomes de “melhor atuação política na dança” em 2017. Entre seus principais trabalhos estão “Turning Dance” (2014), “Flutuante” (2019), “Zona” (2019), “Poemas Atlânticos” (2021, contemplado pelo 28º edital de Fomento à Dança) e “Refúgio” (2023, contemplado pelo 32º edital de Fomento à Dança).

Sobre o Núcleo Menos 1 Invisível

O Núcleo Menos 1 Invisível surge em 2013 com a proposta de investigar procedimentos artísticos que integram corpo e imagem a partir da composição e improvisação cênica. Em 2021, criou “Poemas Atlânticos”, inspirado nas ideias do poeta martinicano Édouard Glissant, contemplado pelo 28º edital de Fomento à Dança e selecionado pelo Proac LAB 45 Histórico de Dança e pelo edital “Corpo Negro” do SESC Rio. O grupo também realizou intervenções artísticas no SESC Avenida Paulista dentro do projeto Sankofa, pesquisa entre dança e os adinkras africanos. Em 2023, estreou “Refúgio”, contemplado pelo 32º edital de Fomento à Dança, que circulou pelo Centro de Referência da Dança, Teatro Flávio Império, Espaço Cultural Batakerê, Oficina Oswald de Andrade e Centro Cultural Olido, além de integrar o Abril para a Dança 2024 no Centro Cultural São Paulo, o Confrontos Coreográficos 2024 no Sesc 24 de Maio e o projeto Dança para Todos os Corpos 2025, nas Fábricas de Cultura Jaçanã, Brasilândia e Jardim São Luiz.

(Com Patrícia Marres/Marrese Assessoria)

Novo projeto do Sesc Avenida Paulista, “Zona de Convergência” é inspirado no formato de programa duplo

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

“Caçada”. Foto: Alexandre Hugo.

“Zona de Convergência” reúne artistas de diferentes gerações e trajetórias em encontros que colocam obras, processos e perspectivas em diálogo. Em formato de programa duplo, na primeira edição, o projeto apresenta dois espetáculos teatrais: “Trilogia de Traumas”, da Companhia Toda Deseo, e “Caçada”, com Idylla Silmarovi. As apresentações, de 23 a 27 de setembro no Sesc Avenida Paulista, acontecem pela primeira vez em São Paulo.

“Trilogia de Traumas” reúne os espetáculos “Conselheira”, “Cachorra” e “Spur”, três atos construídos a partir do acúmulo de palavras, situações e significados extraídos de relatos autobiográficos e ficcionais de suas atrizes (Ju Abreu e Idylla Silmarovi) e ator (David Maurity). Entre memórias, afetos e experiências de vida, as obras investigam marcas, desejos e estratégias de sobrevivência que atravessam corpos e subjetividades.

Ficha técnica

Direção: Rafael Bacelar

Dramaturgia: David Maurity

Texto Conselheira: David Maurity e Idylla Silmarovi

Texto Cachorra e SPUR: David Maurity

Elenco (na ordem dos solos): Ju Abreu, Idylla Silmarovi e David Maurity

Provocadora social (entre-ato apresentação FITBH): Vina Jaguatirica

Coordenação técnica: Akner Gustavson

Trilhas: Ronny Stevens

Preparação corporal: Victor Pedrosa.

Já “Caçada”, de Idylla Silmarovi, é uma obra que atravessa teatro, dança, performance e audiovisual para investigar relações entre memória, território e pertencimento. A partir da escuta da terra e de suas histórias, a artista constrói uma experiência sensorial em que memórias pessoais e coletivas se entrelaçam, transformando o corpo em espaço de resistência, imaginação e encontro.

Ficha técnica

Idealização, Performance e Textos: Idylla Silmarovi

Apoio performativo: David Maurity

Direção: Rafael Bacelar

Coreografia e assistência de direção: Vina Amorim

Criação de cenário: Rafael Bacelar e Luiz Dias

Direção de arte: Luiz Dias, Caroline Manso e Ruth Dias

Criação de vídeo e fotografia: Edgar Kanaykõ Xakriabá

Trilha sonora original: Davi Fonseca e Lucas Ferrari

Desenho de luz e responsável técnica: Marina Arthuzzi

Criação e confecção da máscara de onça: Mari Teixeira

Produção Geral: Tati Caltabiano

Realização: Plataforma Ka’adela

Coprodução (fase criação): PACT Zollverein

Coprodução (estreia mundial em Frankfurt): KFW Stifftung e Mousonturm

Apoio: Galpão Cine Horto.

“A cada edição de Zona de Convergência há a intenção de aproximar linguagens e experiências diversas, a fim de criar um espaço de troca, escuta e descoberta. É um convite para o público acompanhar o que surge quando diferentes forças criativas compartilham o mesmo tempo e espaço”, explica Layana Castro, programadora de cênicas do Sesc Avenida Paulista.

Ana Dias, cocriadora do projeto, conta um pouco mais sobre a dinâmica de funcionamento do programa duplo: “o público entra na sala para assistir ao primeiro espetáculo Caçada e é convidado para assistir ao segundo – Trilogia de Traumas. O ingresso já contempla as duas apresentações”, ressalta.

Ana ainda complementa que após a sessão de sábado do dia 26/09, haverá um bate-papo entre os artistas de ambos os trabalhos com mediação da jornalista, crítica e pesquisadora de teatro Pollyanna Diniz. “A conversa aprofunda a experiência, trazendo à tona as confluências e fricções que podem ser geradas pelo encontro cênico”, conclui.

SERVIÇO:

*espetáculo | Trilogia de Traumas 

com Toda Deseo

*espetáculo | CAÇADA

de Idylla Silmarovi

De 23 a 25/9, quarta a sexta, das 19h30 às 21h45

Dias 26 e 27/9, sábado e domingo, das 17h30 às 19h45

Arte I (5º andar)

18 anos

Ingressos: R$ 50 (inteira), R$ 25 (meia) e R$ 15 (credencial plena).

Sesc Avenida Paulista

Avenida Paulista, 119, Bela Vista, São Paulo

Fone: (11) 3170-0800

Transporte público: Estação Brigadeiro do Metrô – 350m

Horário de funcionamento da unidade: Terça a sexta, das 10h às 21h30; sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h30.

(Com Fernanda Porta Nova/Assessoria de Imprensa Sesc Avenida Paulista)

No centenário de Miles Davis, Breitling apresenta um Navitimer de edição limitada em homenagem ao ícone do jazz

Grenchen, Suíça, por Kleber Patricio

Breitling Navitimer B09 Chronograph 41 Tribute to Miles Davis. Fotos: Divulgação/Breitling.

Para Miles Davis, o estilo era outra forma de expressão, tão poderoso quanto a música que ele criou como trompetista e líder de banda. Vestindo ternos italianos de corte impecável e ao volante de carros esportivos exóticos, ele atraía todos os olhares. Esse magnetismo se estende ao palco, envolvendo o público em cada nota, gesto e performance. Em uma entrevista de 1985 à revista Spin, Bob Dylan definiu Davis como a própria personificação do termo “cool”. Davis não seguia tendências; ele as antecipava e ditava suas próprias.

Para celebrar o centenário do nascimento de Miles Davis, a Breitling apresenta o Navitimer B09 Chronograph 41 Tribute to Miles Davis, uma edição limitada inspirada no modelo ref. 806 Mk5 – original da metade da década de 1960 – que ele costumava usar. O relógio reproduz fielmente os elementos característicos do Navitimer de Davis, combinando-os com materiais modernos e um calibre de manufatura. O resultado é uma homenagem tanto a um músico extraordinário quanto a um dos modelos mais emblemáticos da Breitling. “No pulso de Miles Davis, o Navitimer tornou-se parte de uma história cultural mais ampla”, diz Georges Kern, CEO da House of Brands. “Ele personificava a confiança e a originalidade que definem a Breitling.”

Miles Davis x Breitling – Navitimer – Ref. 806-MK5 – Twin Jet Gold.

Miles Davis mudou o curso da música ao desafiar convenções e redefinir o que o jazz poderia ser. Enquanto muitos músicos preenchiam cada compasso, Davis fez da contenção uma marca de sua sonoridade, utilizando o espaço, o silêncio e notas esparsas e penetrantes para criar tensão e emoção. Sua trajetória foi igualmente marcada pela reinvenção, buscando novos caminhos sempre que um estilo musical começava a se enrijecer em convenção.

Davis contribuiu para a definição do que passou a ser conhecido como “cool jazz”. A partir de seu álbum de coletânea emblemático de 1957, Birth of the Cool, sua influência acabou alcançando gerações de artistas de diversos gêneros musicais. O Breitling Navitimer tornou-se parte dessa história, uma expressão genuína de seu estilo pessoal e instinto criativo.

“Miles nunca separou o estilo da autoexpressão. Seja em sua música, sua arte, nas roupas que vestia ou no relógio em seu pulso, cada escolha refletia sua individualidade e sua disposição para trilhar seu próprio caminho. Seu Navitimer não era um mero acessório; era algo que ele escolheu porque ressoava com ele. Somos honrados pelo fato de a Breitling ter conduzido esta homenagem com tanto cuidado, celebrando não apenas um relógio icônico, mas o espírito criativo, a independência e a originalidade que definiram a vida de Miles.” – The Miles Davis Estate.

Clássico reinterpretado

Com uma tiragem limitada a 500 unidades, o Navitimer Tribute to Miles Davis é equipado com o Calibre de Manufatura Breitling B09 de corda manual, remetendo a uma época anterior ao surgimento dos cronógrafos automáticos. A parte posterior de sua caixa traz as gravações “One of 500” e “Miles Davis Centennial”.

Breitling Navitimer B09 Chronograph 41 Tribute to Miles Davis.

Visível através do fundo da caixa em cristal de safira, o movimento está alojado na mesma caixa de 41 mm de diâmetro do modelo original ref. 806 Mk5. Seu mostrador monocromático estilo “panda invertido”, o Super-LumiNova em tom creme de inspiração vintage e o logotipo Breitling “Twin Jet” – fiel à época – remetem diretamente ao relógio usado por Davis, enquanto a manufatura contemporânea traz seu design histórico para os dias de hoje.

O CEO da Breitling, Jean-Marc Pontroué, afirma: “Nosso objetivo não era recriar um relógio histórico, mas capturar a essência do Navitimer que Miles Davis incorporou ao seu estilo, ao mesmo tempo em que oferecemos o desempenho e a maestria artesanal esperados de um Breitling moderno.”

Inspirado na época em que Davis usava seu Navitimer, o novo modelo é oferecido com opção de pulseira de couro ou de metal. Uma pulseira de couro de novilho em tom marrom degradê, tingida à mão e com fecho dobrável, reflete os tons quentes do relógio, enquanto a pulseira Air Racer – recém-reintroduzida – resulta em um visual distinto.

Pulseira Air Racer

Um estilo de pulseira muito apreciado retorna no modelo Navitimer Tribute to Miles Davis. Lançada originalmente na década de 1960 e popularizada pelo músico Serge Gainsbourg nos anos 80, a pulseira Air Racer de aço inoxidável – inspirada no universo automobilístico – mantém seu design característico com aberturas, ao mesmo tempo em que incorpora elos articulados próximos ao fecho para proporcionar maior conforto e melhor ajuste ao pulso.

Logo da Twin Jet

O Navitimer foi desenvolvido em 1952 exclusivamente para a Aircraft Owners and Pilots Association (AOPA), que vendia o relógio diretamente aos seus membros com o logotipo de asas da associação. Para diferenciá-los das edições da AOPA, os modelos “civis” de uso pessoal – vendidos posteriormente por meio de revendedores da Breitling – traziam o emblema Twin Jet. O Navitimer ref. 806 Mk5 de Miles Davis foi o primeiro a combinar essa assinatura com um mostrador do tipo “panda invertido”.

Um legado além da música

Breitling Navitimer – B09 Chronograph – 41 – Tribute to Miles Davis.

“Miles Davis pertenceu a uma geração de ícones culturais que levaram o Navitimer para além da aviação”, diz Romy Hebden, diretora global de Relações Públicas e Patrimônio da Breitling. “Usado por personalidades que vão desde os pilotos de corrida Jim Clark e Graham Hill, na década de 1960, até o músico Serge Gainsbourg, nos anos 80, ele evoluiu de um instrumento profissional para uma autêntica expressão de individualidade e estilo.”

Miles Davis escolheu o Navitimer da mesma forma que escolhia sua música: por instinto. Em seu pulso, um instrumento de piloto deixou a cabine de comando e tornou-se um ícone cultural. O Navitimer B09 Chronograph 41 Tribute to Miles Davis celebra o encontro de dois originais: um relógio e um artista cuja influência continua a transcender o seu tempo.

Como mais um capítulo notável na trajetória do Navitimer em 2026, esta edição limitada prepara o terreno para um último destaque antes do encerramento do ano.

Ao longo de mais de 70 anos, o Navitimer evoluiu de um instrumento indispensável para pilotos a um ícone cultural, usado por pioneiros que traçaram seus próprios caminhos. Miles Davis foi um deles, e sua história personifica o espírito por trás da Navitimer Stories – uma celebração de um ano dedicada às pessoas, aos momentos e às inovações que moldaram o relógio nos universos da aviação, da cultura, das viagens espaciais e das corridas automobilísticas. Navitimer Stories revela por que ele permanece tão relevante hoje quanto sempre foi.

Sobre Miles Davis

Miles Davis x Breitling Navitimer Ref 806 MK5 Twin Jet Gold.

Miles Davis (1926–1991) remodelou fundamentalmente a música moderna ao longo de cinco décadas de reinvenção incessante. Do pioneirismo no bebop e no cool jazz à definição do hard bop, da improvisação modal e da fusão elétrica, Davis tratava cada avanço de gênero como um ponto de partida, e não como um destino. Sua discografia assemelha-se a uma linha do tempo da evolução do jazz: Birth of the CoolKind of Blue (o álbum de jazz mais vendido de todos os tempos), Sketches of SpainIn a Silent WayBitches Brew, e dezenas de outros álbuns que continuam a definir tanto a essência quanto os limites extremos da música improvisada. O gênio de Davis ia além da composição e da performance. Suas inovações em estúdio, em parceria com o produtor Teo Macero, estabeleceram modelos para a produção musical moderna. Seus grupos funcionavam como aceleradores de talentos, lançando as carreiras de John Coltrane, Herbie Hancock, Wayne Shorter, Chick Corea e inúmeros outros que também se tornariam lendas. Sua influência atravessa gerações: ele continua sendo um dos artistas com obras mais aplicadas em samples no hip-hop, com suas gravações servindo de base para nomes como Kendrick Lamar, Madlib e A Tribe Called Quest.

Entre suas distinções, destacam-se oito prêmios Grammy, um Grammy pelo conjunto da obra, onze gravações incluídas no Grammy Hall of Fame, a inclusão no Rock & Roll Hall of Fame, estrelas nas Calçadas da Fama de Hollywood e de St. Louis, e uma resolução do Congresso homenageando o 50º aniversário do álbum Kind of Blue em 2009. Além da música, Davis consolidou-se como um ícone de estilo (primeiro lugar na lista da GQ de músicos mais estilosos de todos os tempos), artista visual (com obras expostas em quatro continentes) e símbolo de independência artística. Em 2012, o Serviço Postal dos EUA homenageou seu legado com um selo comemorativo, consolidando seu status como um monumento cultural americano.

Sobre a Breitling

Fundada em 1884, a Breitling é uma das principais relojoarias suíças. A empresa inovadora inventou o cronógrafo moderno e foi pioneira no relógio como instrumento de navegação. Atualmente, segue abrindo novos caminhos como uma marca de luxo casual, inclusiva e sustentável, com mais de 290 boutiques inspiradas em lofts industriais em todo o mundo. As coleções da Breitling giram em torno de atividades aéreas, terrestres e marítimas, todas refletidas no inconfundível estilo retrô moderno da marca. A qualidade excepcional de cada movimento do relógio é reforçada por seu status de cronômetro com certificação COSC, e a marca continua sendo uma das poucas relojoarias independentes a produzir seus próprios calibres de manufatura. Hoje, a Breitling se mantem fiel à missão de seguir se aprimorando, criando belos produtos e experiências com materiais de origem responsável, melhor práticas de manufatura, embalagens mais sustentáveis e total rastreabilidade. Combinando a relojoaria clássica com as mais recentes inovações sustentáveis, a Breitling é uma empresa com legado e sempre à frente do seu tempo.

(Com Malu Marino/Malu Marino Communications)

Por elas, com elas: do moderno ao contemporâneo DAN Galeria aproxima gerações de mulheres que transformaram a arte brasileira

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Maria Martins – Cheia de graça (Sombra), Edição 1/6,1953/1998.

Artistas de diferentes gerações e momentos da arte brasileira entram em diálogo em “Por elas, com elas: do moderno ao contemporâneo”, exposição que a DAN Galeria apresenta a partir de 9 de setembro com curadoria de Maria Alice Milliet. Realizada simultaneamente nas duas unidades da galeria em São Paulo, a mostra reúne, de um lado, obras históricas, na unidade da Rua Estados Unidos e, de outro, trabalhos de artistas contemporâneas, na Amauri.

Do modernismo à produção atual, o percurso evidencia diferentes perspectivas, linguagens e trajetórias de mulheres que colaboraram na ampliação dos caminhos da arte brasileira.

Anke Eliergerhard – Lovenly, 2016 – Poliorganossiloxano (silicone) altamente pigmentado, aço inoxidável – inclui pedestal, 170X75X cm.

No recorte histórico, a pesquisa no acervo da galeria revela obras raras e pouco vistas, em sua maioria de pequenas dimensões. São desenhos, estudos, pinturas e esculturas de Lygia Clark, Mary Vieira, Amélia Toledo, Eleonore Koch, Judith Lauand, Mira Schendel, Maria Leontina, Ione Saldanha, Tomie Ohtake e Yolanda Mohalyi que enfatizam o caráter experimental e/ou preparatório dessas produções. A seleção inclui uma maquete arquitetônica de Lygia Clark feita com caixinhas de fósforos, uma pequena coluna de lâminas móveis de Mary Vieira, um conjunto de placas componíveis de Amélia Toledo e um caderno de estudos de Eleonore Koch.

O conjunto acompanha um período de transformação da arte brasileira, marcado pela atuação de instituições como o MASP, os museus de arte moderna de São Paulo e do Rio de Janeiro e a Bienal de São Paulo que ampliaram o contato do país com as vanguardas internacionais. Desse processo, as mulheres participaram ativamente promovendo a renovação da linguagem artística em nosso país. Judith Lauand e Lygia Clark estiveram na linha de frente da arte concreta; Tomie Ohtake e Yolanda Mohalyi desenvolveram pesquisas ligadas ao abstracionismo gestual; e Mira Schendel e Eleonore Koch construíram trajetórias altamente individualizadas. Sem ignorar referências internacionais, a produção brasileira não se limitou a reproduzir modelos estrangeiros, mas concentrou-se no desenvolvimento de pesquisas próprias e originais.

É a partir dessa trajetória que a exposição aproxima diferentes gerações. As experiências dessas artistas ampliaram os caminhos da arte brasileira e contribuíram para a abertura de novas formas de investigação.

Natureza, intimidade e o feminino

Obra de Ana Holck.

Na DAN Contemporânea, o segundo núcleo reúne artistas do programa da galeria e convidadas. Maria Martins faz a ligação entre os dois momentos da mostra: depois de viver longos períodos no exterior e conviver com nomes da vanguarda internacional, como Marcel Duchamp e André Breton, a artista é representada por meio de uma escultura monumental de raiz surrealista, formada por duas figuras fundidas em bronze a partir de originais em gesso. Ao lado dela, pintura, desenho, fotografia, instalação, vídeo e trabalhos manuais aparecem em obras atravessadas por duas questões centrais: a relação com a natureza e tudo o que ela representa; e o feminino, a intimidade e a posição social da mulher.

Água, terra, fogo e ar aparecem como referências que atravessam esse conjunto, em diferentes materiais e linguagens. Uma instalação de Laura Miranda reúne quimonos de diferentes séries, alguns incorporando galhos e suspensos por fios de nylon. Em Denise Milan, pedras, caramujos fundidos a partir de fósseis integram sua investigação Oxigênio da Terra, enquanto a água ganha presença nas obras de Elizabeth Dorazio.

No campo das questões ligadas ao feminino, Laura Mattos parte do universo doméstico e de seus códigos para abordar experiências femininas, enquanto Lucia Castanho trabalha questões de silêncio e intimidade. Já Raquel Kogan apresenta trabalhos que recorrem à tecnologia para explorar os limites da linguagem.

Roberta Goldfarb – Hope is mandatory, 2024.

Ao relacionar diferentes momentos da produção realizada por mulheres, Por elas, com elas: do moderno ao contemporâneo percorre mais de sete décadas da arte brasileira e evidencia a importância da contribuição feminina no campo da experimentação artística em um mundo globalizado.

Artistas Presentes

Históricas: Amélia Toledo, Eleonore Koch, Ione Saldanha, Judith Lauand, Lygia Clark, Maria Martins, Maria Leontina, Mary Vieira, Mira Schendel, Tomie Ohtake e Yolanda Mohalyi.

Contemporâneas: Adriana Rocha, Anke Eliergerhard, Denise Milan, Elizabeth Dorazio, Greicy Khafif, Laura M. Mattos, Laura Miranda, Lucia Castanho, Patricia Furlong, Raquel Kogan e Roberta Goldfarb.

SERVIÇO:

Por elas, com elas: do moderno ao contemporâneo

Curadoria: Maria Alice Milliet

Endereços:

DAN Galeria –  Rua Estados Unidos, 1638 – Jardim América, São Paulo – SP

DAN Galeria Contemporânea – Rua Amauri, 73 – Jardim Europa, São Paulo – SP

Horário: das 10h às 19h, de segunda a sexta; das 10h às 13h, aos sábados.

Abertura: 9 de setembro das 15 às 21h

Período expositivo: 9 de setembro a  7 de novembro

Classificação: livre

Mais informações: dangaleria.com.br

Acesso para pessoas com mobilidade reduzida

Gratuito.

(Com Edgard França/Cor Comunicação)