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Lazer & Gastronomia

Inglaterra

British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta “Celia”, vagão exclusivo assinado por Baz Luhrmann e Catherine Martin

por Kleber Patrício

Novo vagão é dedicado a eventos e jantares privados; espaço foi idealizado e desenhado pelo cineasta Baz Luhrmann, diretor de filmes como Moulin Rouge!, The Great Gatsby e Elvis, e pela figurinista e designer de produção Catherine Martin, quatro vezes vencedora do Oscar por seu trabalho em Moulin Rouge! e The Great Gatsby

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Back2Black Festival estreia em Paris dia 3 de abril

Paris, França, por Kleber Patricio

Evento ocupará o Théâtre du Châtelet com shows de Gilberto Gil, Agnes Nunes, Blick Bassy, Sandra Baldé (Umafricana), exposição de Carybé, conferência “África-Brasil” e première francesa do documentário “3 Obás de Xangô”. Fotos: Divulgação.

O Back2Black, festival brasileiro criado em 2009, desembarca pela primeira vez em Paris. O evento vai ocupar o Théâtre du Châtelet no diacon3 de abril com shows e apresentações especiais de Gilberto GilAgnes NunesBlick Bassy e DJ Sandra Baldé (Umafricana). O evento também recebe a conferência “África-Brasil”, a exibição inédita em Paris do documentário “3 Obás de Xangô” e uma exposição das obras de Carybé. Os ingressos para o evento já estão à venda e podem ser adquiridos no site oficial do Châtelet.

Gilberto Gil, um dos maiores nomes da história da música afro-brasileira, sobe ao palco do teatro francês ao lado de seus filhos e netos. A apresentação do cantor será após o encerramento no Brasil da turnê “Tempo Rei”, que marca a despedida do músico dos grandes palcos. Em Paris, Gil vai apresentar para o público do Back2Black Festival os grandes clássicos da sua carreira de mais de 60 anos.

Outra atração musical do evento é o show da baiana Agnes Nunes, que vai dividir o palco com o camaronês Blick Bassy. A apresentação musical dos artistas marca o encontro entre dois expoentes do afro-soul contemporâneo em um diálogo de ancestralidade e musicalidade. Agnes Nunes é um dos grandes destaques da música brasileira na atualidade e transita entre gêneros musicais como a MPB, o forró e o blues. Já Blick Bassy é um renomado cantor e compositor africano. O artista é conhecido por misturar a música tradicional do povo Bassa com soul, eletrônica e folk. Ele ganhou notoriedade internacional cantando em Bassa, sua língua nativa.

A cantora brasileira destaca a importância de levar sua arte para a França ao lado de um artista africano. “Muito feliz e contente em participar deste festival tão massa e com nomes tão especiais da música brasileira e mundial. Gil é uma das minhas grandes inspirações e esbarrar com ele mais uma vez, desta vez em Paris, uma cidade tão viva artisticamente, vai ser incrível. Será lindo também dividir o palco com Blick Bassy, um encontro e união muito forte – especialmente em um evento que celebra a cultura africana e brasileira”, diz Agnes Nunes.

Agnes Nunes.

Sandra Baldé (Umafricana) será a responsável pelos sets do festival celebrando o funk, afrobeats e amapiano. A Guineense é DJ, escritora e empreendedora. Com um percurso notório, a Umafricana ja se apresentou em algumas das salas mais emblemáticas de Lisboa, Porto, Algarve, Funchal e Paris, além de grandes festivais. Os seus sets são muito intencionais, refletindo personalidade única e proporcionando uma verdadeira viagem pelos ritmos pulsantes do continente africano – Afrobeat, Amapiano, 3 Step, Gqom, Afrohouse, Kuduro e Afrotech – que se fundem de forma orgânica com influências de Pop/R&B, latinidades e sons contemporâneos.

Além das atrações musicais, o Back2Black Festival também pretende ocupar a Place du Châtelet, praça onde está situado o teatro, com diversas atividades envolvendo gastronomia, música e dança.

Connie Lopes, criadora do festival, destaca que realizar o evento pela primeira vez na França é um convite para que o público possa olhar o Brasil para além do imaginário tropical. “Chegamos a Paris como um sopro novo ocupando um espaço emblemático. Somos mais do que um evento pontual, realizar o Back2Black em Paris é um ato de diplomacia cultural, afirmando a continuidade e a vitalidade do diálogo França-Brasil. É reafirmar que a herança africana é o coração pulsante da música, da dança, dos sabores e da espiritualidade do Brasil. É um momento para mostrar a fonte de sua energia criativa”, diz a idealizadora do projeto.

A programação do Back2Black Paris vai contar, ainda, com a conferência “África-Brasil”, em que os conferentes serão anunciados nas próximas semanas. Outro destaque do evento é a exposição de obras do artista Carybé, recriando o cotidiano e a espiritualidade da cultura afro-brasileira. E a exibição do documentário “3 Obás de Xangô”, de Sérgio Machado, sobre a amizade entre Jorge Amado, Dorival Caymmi e Carybé. Será a primeira vez que a produção audiovisual será exibida na França.
A chegada do festival a Paris marca uma nova etapa: o Back2Black se afirma como um Manifesto Afro-Brasileiro, dotado de um poder singular de emocionar e surpreender o público parisiense. Após as celebrações oficiais do Ano do Brasil na França, o contexto é especialmente favorável à descoberta de leituras mais profundas da identidade brasileira.

Blick Bassy. Foto: Gabriel Dias.

O Back2Black Festival é patrocinado pelo Ministério da Cultura do Brasil e Petrobras através da Lei de Incentivo à Cultura, o evento também tem apoio da Embratur e é uma realização da Natasha Artes e Théâtre du Châtelet.

Sobre o Back2Black Festival

Back2Black não é apenas um festival: É um movimento, uma força viva movida pela alma da África. Há 16 anos, ele abre caminhos, cria pontes e promove encontros. Com 12 edições no Rio de Janeiro e uma em Londres, o festival revela desde 2009 a contribuição essencial do continente africano e destaca os vínculos genéticos, históricos e culturais entre a África e o Brasil, tornando-se o evento de referência para a difusão das culturas afro-brasileiras.

Ao longo dos seus 17 anos de história, as 12 edições do Back2Black Festival receberam nomes históricos africanos como Youssou N’Dour, Salif Keita, Angelique Kidjo, Amadou & Marion, Fatoumata Diawara, Omou Sangaré, nomes afro-brasileiros como Gilberto Gil, Milton Nascimento, Jorge Ben Jor, Mano Brown, Ice Blue, Seu Jorge, Martinho da Vila, Emicida, IZA, Luiz Melodia e nomes afro-americanos como Missy Elliot, Erykah Badu, Lauryn Hill, Santigold e muitos outros.

SERVIÇO:

BACK2BLACK PARIS – Uma Manifestação afro-brasileira em Paris

Data: 3 de abril (sexta-feira)

Local: Théâtre du Châtelet (Praça do Châtelet, 1, Paris)

Horário: 20h

Ingressos: De €8 a €84

Reservas e informações: Link.

(Com Igor Basilio/Lupa Comunicação)

Pinacoteca de São Paulo abre temporada de exposições com Pascale Marthine Tayou

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Plastic Tree (2015). Imagem: Andrea Rossetti. Cortesia Galleria Continua.

A Pinacoteca de São Paulo apresenta Knockout!, primeira exposição institucional do camaronês Pascale Marthine Tayou no Brasil. A partir de 7 de março, abrindo a programação expositiva do museu, o artista ocupa as sete galerias do edifício Pina Luz com obras que reorganizam materiais e ativam trocas, refletindo sobre a existência dos objetos cotidianos e convidando o público a olhar para a vida coletiva em diálogo com importantes conferências internacionais. A curadoria é de Ana Paula Lopes e Jochen Volz.

A panorâmica apresenta ao público brasileiro os mais de 25 anos de produção de Tayou, trazendo obras fundamentais como Collones Pascale (2010-2026), L’enfer du décor (2023-2026), além de trabalhos inéditos, como Paradi(se) (2026) e Court-circuit (2026).

Nascido em Nkongsamba, Camarões, Pascale Marthine Tayou construiu uma prática artística marcada pela reorganização de materiais e pela transformação poética de elementos do cotidiano, como cadeiras de plástico, bandeiras, fios elétricos, lápis e utensílios domésticos. Sua trajetória é consolidada por participações em algumas das mais relevantes exposições internacionais de arte contemporânea, incluindo a Bienal de São Paulo, Bienal de Veneza, a Documenta e a Serpentine Gallery, em Londres.

“Suas instalações, esculturas e pinturas são cheias de vitalidade”, diz Jochen Volz, diretor geral da Pinacoteca e curador da mostra. “Um dos nomes mais proeminentes na cena artística global ao longo de três décadas, Pascale Marthine Tayou afirma a capacidade da arte de interromper, reverberar e reconfigurar a maneira como nos posicionamos no mundo e como convivemos com nossas diferenças”, conclui.

Sobre a exposição

O título Knockout! sugere confronto, mas também humor e excesso, elementos que atravessam toda a narrativa da exposição, estruturada a partir de sete conferências internacionais: Berlim, Yalta, São Francisco, Roma, Rio de Janeiro, Bandung e Avignon. Desde o final do século XIX, esses encontros reuniram nações para decisões de impacto global, frequentemente guiadas por interesses estratégicos que resultaram em conflitos, dominação e desigualdades históricas.

Na exposição, Tayou entrelaça esses episódios com experiências estéticas, explorando cores, texturas, materiais e tensões, onde o poético e o político se encontram em atrito constante.

Na primeira sala, dedicada à Conferência de Berlim (1884–1885), que legitimou a partilha colonial da África, uma escultura em forma de lápis com quatro metros de altura ocupa o centro do espaço. O objeto articula, de um lado, a energia criativa do desenho e, de outro, seu potencial bélico inscrito na própria forma, revelando como todo gesto de criação convive com a tensão entre invenção e confronto.
A segunda galeria aborda a Conferência de Yalta (1945), que reorganizou o mundo após a Segunda Guerra Mundial. Nela está L’enfer du décor (2023-2025), composta por quatro grandes colagens sobre tela que reúnem 89 bandeiras nacionais, sugerindo a interdependência entre Estados-nação e refletindo sobre a nacionalidade como condição instável e transitória.

Na terceira sala, associada à Conferência de São Francisco (1945), que resultou na criação da ONU, Tayou apresenta Court-circuit (2026). A instalação articula diferentes materiais em uma estrutura que remete à fiação aérea urbana, com seus improvisos, conexões e fragilidades, evocando os desafios da convivência coletiva.

Na sala seguinte está Collones Pascale (2010-2026), um trabalho site specific desenvolvido por Tayou em diferentes contextos desde 2010. O uso da repetição e acumulação, central no trabalho do artista, aparece aqui por meio do empilhamento reiterado de vasos. Em Knockout!, a obra alude à Conferência de Roma, promovida pela ONU em 1974 para discutir a insegurança alimentar. Fazendo uso de potes locais, o artista trabalha com o quartilhão e o marajoara – usado em religiões de matrizes africanas, construindo uma escultura que vai do chão ao teto e que remete a um problema estrutural sem resolução.

L’Enfer du décor (2025). Imagem: Hafid Lhachmi. Cortesia Galleria Continua.

Na sequência, uma grande instalação de galhos secos e sacolas plásticas coloridas denuncia a poluição ambiental causada pelo excesso de plástico. Plastic Tree (2014-2015) dialoga com a Rio-92, conferência voltada às questões climáticas e ecológicas.

Na sexta galeria, uma casa suspensa de cabeça para baixo desafia noções de estabilidade e os sistemas impostos historicamente. Falling House (2014) se relaciona à Conferência de Bandung (1955), que reuniu países africanos e asiáticos em busca de uma posição política coletiva contra a dominação colonial.

A exposição se encerra com a Conferência de Avignon, um evento criado pelo próprio artista como exercício de crítica e fabulação política. Nesta sala estão algumas de suas obras mais icônicas, como Colorful Stones (2015–2026) e Pascale’s Eggs (2019), que refletem sobre a potência transformadora da arte e a política como prática cotidiana.

A exposição tem apoio da Galleria Continua e A Gentil Carioca.

SOBRE A PINACOTECA DE SÃO PAULO

A Pinacoteca de São Paulo é um museu de artes visuais com ênfase na produção brasileira do século XIX até́ a contemporaneidade e em diálogo com as culturas do mundo. Museu de arte mais antigo da cidade, fundado em 1905 pelo Governo do Estado de São Paulo, vem realizando mostras de sua renomada coleção de arte brasileira e exposições temporárias de artistas nacionais e internacionais em seus três edifícios, a Pina Luz, a Pina Estação e a Pina Contemporânea. A Pinacoteca também elabora e apresenta projetos públicos multidisciplinares, além de abrigar um programa educativo abrangente e inclusivo. B3, a bolsa do Brasil, é Mantenedora da Pinacoteca de São Paulo.

SERVIÇO:

Pinacoteca de São Paulo

Edifício Pina Luz | 7 salas

De quarta a segunda, das 10h às 18h (entrada até 17h)

Gratuitos aos sábados – R$ 40,00 (inteira) e R$ 20,00 (meia-entrada), ingresso único com acesso aos três edifícios – válido somente para o dia marcado no ingresso

2º domingo do mês – gratuidade Mantenedora B3.

(Com Mariana Martins/Pinacoteca de São Paulo)

Vanessa da Mata é convidada pela Brazil Conference para palestrar em Harvard

Cambridge, Massachusetts, por Kleber Patricio

Artista brasileira participa da 12ª edição do Brazil Conference, que neste ano traz o tema ‘O Futuro do Brasil: Transformando Desafios em Progresso’. Fotos: Divulgação.

A cultura brasileira amplia seu espaço na construção de narrativas sobre o futuro. A cantora e compositora Vanessa da Mata foi convidada pela Brazil Conference a palestrar na Universidade de Harvard, uma das instituições acadêmicas mais prestigiadas do mundo. A artista brasileira integra a programação da 12ª edição da conferência, maior encontro organizado por estudantes brasileiros nos Estados Unidos e hoje consolidado como um dos principais fóruns de reflexão sobre o futuro do Brasil.

Com o tema “O Futuro do Brasil: Transformando Desafios em Progresso”, a conferência será realizada nos dias 27, 28 e 29 de março. A participação de Vanessa está marcada para o domingo, último dia do evento, cujos ingressos encontram-se esgotados — indicativo da relevância e da expectativa em torno desta edição.

A presença de Vanessa como palestrante em Harvard carrega uma dimensão simbólica de grande relevância. Trata-se do reconhecimento de que a cultura é parte estruturante do desenvolvimento de um país — e não um elemento periférico. Ao convidar uma artista de trajetória consolidada, a Brazil Conference sinaliza que o debate sobre o futuro do Brasil não se restringe a indicadores econômicos ou políticas públicas tradicionais. Ele inclui identidade, diversidade cultural e potência criativa.

Vanessa da Mata representa uma geração de artistas que dialoga com múltiplos públicos, transita entre o popular e o sofisticado, e constrói pontes entre o Brasil profundo e o cenário internacional. Sua presença em um espaço acadêmico de excelência reforça a ideia de que a arte também produz conhecimento. A canção, a literatura e a performance são formas legítimas de interpretação social — capazes de traduzir tensões, desigualdades, afetos e esperanças que muitas vezes escapam à linguagem técnica.

Além disso, ao falar sobre a transformação de desafios em progresso, uma artista traz uma perspectiva singular: a da criatividade como ferramenta de reinvenção. O setor cultural brasileiro é historicamente resiliente, inovador e gerador de impacto social e econômico. Levar essa experiência para um fórum internacional amplia o debate sobre soft power, economia criativa e diplomacia cultural, projetando o Brasil como produtor de pensamento e sensibilidade, não apenas como objeto de análise.

A proposta da Brazil Conference é reunir lideranças de diferentes áreas para discutir soluções concretas para os desafios do país nos campos da ciência, tecnologia, cultura, terceiro setor, empreendedorismo, serviço público e educação. No palco de Harvard, Vanessa abordará a centralidade da cultura como força estruturante do desenvolvimento social e econômico. “A cultura é um pilar de identidade, resistência e transformação social. A música é uma ferramenta de libertação e enquanto artista uso a minha voz para falar de temas que precisam ser debatidos na nossa sociedade. Acredito que a música sempre foi um veículo enorme para lutar contra as injustiças e preconceitos”, afirma a artista, destacando a oportunidade de apresentar, em um espaço de excelência acadêmica, a riqueza e a pluralidade da música brasileira.

Além da palestra, Vanessa será mediadora do painel do programa “Cultura em Ação”, iniciativa da Brazil Conference que reconhece e apoia artistas brasileiros engajados em causas sociais por meio da arte. O projeto selecionou dois representantes para se apresentarem nos palcos de Harvard e do Massachusetts Institute of Technology (MIT): o DJ André Garan, representando a região Nordeste, e a professora e coreógrafa Ana Lúcia, representando o Sudeste.

A participação na Brazil Conference é parte de uma intensa agenda internacional. Vanessa percorre o Brasil com a turnê “Todas Elas”, espetáculo baseado em seu álbum homônimo, lançado em maio do último ano, e prepara o anúncio de datas nos Estados Unidos e na Europa. No Brasil, as próximas apresentações incluem Aracaju, Trancoso, Brasília, São Paulo, Curitiba e Lavras. Paralelamente à carreira musical, a artista avança na escrita de seu novo livro, reafirmando sua atuação multifacetada como compositora, produtora, escritora, artista visual e sócia da Casa Natura Musical.

Com mais de um bilhão de streams no Spotify, Vanessa da Mata figura entre as artistas brasileiras mais ouvidas da plataforma. Apenas em 2025, ultrapassou 224 milhões de reproduções e 19,5 milhões de ouvintes, registrando crescimento expressivo em relação ao ano anterior. São mais de 5,5 milhões de ouvintes mensais distribuídos por 184 países, com destaque para Brasil, Portugal, Estados Unidos e Itália.

“Todas Elas” reafirma sua posição entre as grandes intérpretes e compositoras do país. O álbum reúne onze faixas autorais e participações de nomes como João Gomes, Robert Glasper e Jota.pê. No palco, a artista evidencia sua versatilidade ao transitar entre a canção popular e o canto lírico, incluindo uma interpretação da ária “Mio Babbino Caro”, demonstrando domínio técnico e amplitude artística.

O convite para a conferência não apenas celebra a trajetória de Vanessa da Mata, como também projeta a cultura brasileira como força viva de pensamento, sensibilidade e transformação no cenário internacional. Por fim, a participação de Vanessa reforça uma mensagem essencial: desenvolvimento sustentável exige imaginação, sensibilidade e capacidade de escuta. A arte mobiliza essas dimensões. Em um debate sobre progresso, a cultura não é enfeite — é fundamento.

Sobre a Brazil Conference

A Brazil Conference é a principal conferência realizada pela comunidade brasileira fora do país, destacando-se como um catalisador de ideias e transformações para o Brasil, buscando criar um espaço global de discussão sobre o futuro do país e seu papel no cenário internacional. O encontro, realizado nas universidades de Harvard e MIT, reúne acadêmicos, líderes e representantes de diversos setores e empresas do país para discutir temas abrangentes, desde sociedade e política até economia e cultura. A conferência é desenvolvida e mantida por mais de 160 estudantes voluntários de Harvard, MIT e outras instituições acadêmicas ao redor dos Estados Unidos e conta com a participação de diversos especialistas nacionais e internacionais, que vão discutir as principais questões enfrentadas pelo país.

A edição de 2026 conta com 4 copresidentes: Merllin Batista (Presidente de Comunicação), Marcia dos Santos (Presidente de Impacto Social) Felipe Daud (Presidente de Fundraising), Lucas Moreno (Presidente de Logística), além de Caio Silva (Institucional Chair – MIT) e Andre Menezes (Community, Culture & Well-being Officer).

(Com Igor Basilio/Lupa Comunicação)

Le Cordon Bleu Brasil unidade São Paulo promove aulas especiais para a Páscoa

São Paulo, por Kleber Patricio

Neste ano, Instituto transforma tradição em experiência, com aulas especiais pensadas para quem deseja celebrar a data com criatividade e excelência gastronômica. Fotos: Gustavo Ferreira.

A Páscoa é um convite ao encontro e um dos momentos do ano que vivenciamos o prazer de reunir pessoas queridas em torno da mesa. Imagine preparar um almoço especial para a data como um verdadeiro chef e surpreender a todos com sabores inesquecíveis ou ainda produzir seus próprios ovos de Páscoa e presentear aqueles que mais ama. Tudo isso será possível com os shorts courses desenvolvidos pelo Le Cordon Bleu Brasil em São Paulo.

No curso Especial de Páscoa: Criando o almoço perfeito com técnicas de Chef”, os participantes aprenderão um menu completo com entrada, prato principal e sobremesa. A seleção de pratos inclui um Tartar de Robalo com Picles e Jus de Cenoura, acompanhado de chips de tubérculos, um Lombo de Bacalhau com Soufflé de Alho Poró, arroz selvagem com avelã e molho de espumante com uva Itália e uma Torta de Chocolate com Banana Flambada e Sabayon de Maracujá. Os alunos ainda terão a chance de colocar a mão na massa, especialmente no preparo do prato principal, dominando todas as técnicas que farão o bacalhau brilhar nessa e em qualquer outra receita.

Já na aula de Ovos de Páscoa”, os alunos aprenderão tudo sobre temperagem de chocolate com três diferentes receitas.

As duas experiências são o combo perfeito para quem não quer deixar essa data especial passar em branco. As inscrições já estão abertas.

Serviço: 

Ovos de Páscoa Le Cordon Bleu

Data: 14 de março de 2026

Horário: 8h às 13h

Endereço: R. Natingui, 862, 1º andar – Le Cordon Bleu – Vila Madalena, São Paulo – SP

As vagas são limitadas.

Mais informações no link

Especial de Páscoa: Criando o almoço perfeito com técnicas de Chef

Data: 28 de março de 2026

Horário: 8h às 13h

Endereço: R. Natingui, 862, 1º andar – Le Cordon Bleu – Vila Madalena, São Paulo – SP

As vagas são limitadas.

Mais informações no link.

Sobre o Le Cordon Bleu | O Le Cordon Bleu é a principal rede global de institutos de artes culinárias e gestão de hospitalidade, com uma herança de 130 anos. A rede mantém presença global com 35 escolas em mais de 20 países, formando cerca de 20 mil alunos de mais de 100 nacionalidades diferentes todos os anos. As técnicas culinárias tradicionais francesas permanecem no coração do Le Cordon Bleu, mas seus programas acadêmicos são constantemente adaptados para incluir novas tecnologias e as inovações necessárias para atender às necessidades crescentes da indústria. Presente no Brasil desde 2018, possui unidades no Rio de Janeiro e em São Paulo, onde oferece programas de alta qualidade, como o Grand Diplôme, o Diploma de Cozinha Brasileira, o Diplôme de Wine & Spirits e o Diplôme de Plant Based, entre outros.

(Com Julianne Gouvea/Le Cordon Bleu)

No mês da mulher, soprano Georgia Szpílman faz homenagem especial a Chiquinha Gonzaga em Botafogo

Rio de Janeiro, por Kleber Patricio

Maria Luisa Lundberg, Georgia Szpílman e Moises Santos. Fotos: Artur Moura.

A soprano do Theatro Municipal do Rio de Janeiro Georgia Szpílman, no mês em que é comemorado o Dia Internacional da Mulher, leva a riquíssima obra de Chiquinha Gonzaga ao público carioca em um novo espaço em Botafogo, zona sul carioca: Acaso Cultural. “Um Encontro com Chiquinha Gonzaga”, é uma homenagem musical e cênica à trajetória da compositora Chiquinha Gonzaga, pioneira da música popular no Brasil e símbolo de coragem, independência e inovação artística.

Interpretado pela soprano Georgia Szpílman, o espetáculo combina recital e narrativa histórica em uma apresentação envolvente e intimista. Entre canções e comentários contextualizados, o público é conduzido por momentos marcantes da vida de Chiquinha Gonzaga, desde os desafios enfrentados em uma sociedade conservadora do século XIX até sua consolidação como uma das maiores compositoras do país.

O projeto conta também com Maria Luisa Lundberg (piano) e Moisés Santos (1º clarinete da Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro). Além das músicas, Szpílman e Lundberg fazem uma retrospectiva política e social da época, em um bate-papo com a plateia, revivendo as ousadias e vitórias da renomada musicista brasileira.

Há mais de uma década, chegava às mãos de Georgia, o livro “Chiquinha Gonzaga: Uma história de vida”, da escritora Edinha Diniz, biógrafa da Maestrina Chiquinha Gonzaga. A leitura a deixou fascinada com a história da mulher que rompeu com os padrões vigentes do século XIX. “Curiosa, procurei a biógrafa, que me revelou alguns fatos que não puderam entrar no livro e que, dependendo do local onde faça meu concerto, eu falo deles de uma forma sutil”, explica.

Para Szpílman, Chiquinha é resistência e a prova da força feminina. “Confesso que em muitos momentos busquei pensar como ela. E em meu trabalho procuro ousar, rompendo com padrões, e não cedendo às pressões do status quo. A cada concerto nestes 10 anos é como se ela estivesse viva. E vejo no olhar do público uma curiosidade sobre sua vida, quando conto suas histórias e uma certa cumplicidade. Já se foram 90 anos da sua morte, mas sua música está aí viva e ainda provocando”, sinaliza.

Com duração aproximada de uma hora, Um Encontro com Chiquinha Gonzaga oferece ao público uma experiência que alia música, história e emoção, reafirmando a importância de preservar e celebrar figuras fundamentais da cultura nacional.

Repertório: Abre-Alas, Anita, Machuca, Corte na Roça, Mulatinha, Meditação, A Feijoada Brasileira, Não insista Rapariga, Lua Branca, Corta Jaca, Água da Fonte do Vintém, Tango Brasileiro para Piano, Beijo, Atraente, Flor Amorosa e Valsa do Amor.

Sobre Georgia Szpílman 

Georgia como Chiquinha Gonzaga no Salão Assyrio do TMRJ.

A soprano Georgia Szpílman destaca-se pela versatilidade. Possui vasta experiência camerística e dedica-se principalmente ao canto lírico. Faz parte do coro do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, onde também tem atuado como solista em grandes produções, tais como Turandot (Liú), As Bodas de Fígaro (Condessa), Il Triptico, Electra, Fosca (papel título), O Condor (Odaléia), Viúva Alegre (Valentina), Cavaleria Rusticana (Lola), Norma (Clotilde), Carmen (Mercedes) e La Traviata (Flora), entre outras. Em musicais como West Side Story, Anne Frank e Sinatra Olhos Azuis, entre outros. Apresentou-se na 1ª Audição de Composições Brasileiras e esteve nos espetáculos da série Palavras Brasileiras – Momentos da História do Brasil em Música. Na Alemanha apresentou-se com árias de Wagner, Carlos Gomes e canções de Villa-Lobos no Teatro Goethe-Institut Freiburg.e, em Israel, no Festival de Verão, em Jerusalém.

Serviço:

Um Encontro com Chiquinha Gonzaga

Com Georgia Spílman (soprano), Maria Luísa Lundberg (piano) e Moisés Santos (clarinete)

Data: 20/3 – sexta-feira

Horário: 20h

Local: Rua Vicente de Sousa, 16 – Botafogo

Ingressos: Sympla – https://bileto.sympla.com.br/event/115758/d/363271

Preço: de 60 a 120 reais

Classificação: Livre

Duração: 50 minutos.

(Com Claudia Tisato)