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Arte & Cultura

Rio de Janeiro, RJ

Exposição “Amazônicas: Poéticas femininas” chega ao CCBB RJ 

por Kleber Patrício

A Amazônia é um território historicamente marcado por mulheres protagonistas, pioneiras e fundamentais para a formação cultural do Brasil. Partindo desta ideia, a exposição “Amazônicas: Poéticas femininas” chega ao Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro (CCBB RJ) no dia 2 de setembro de 2026, apresentando a potência da arte contemporânea produzida por mulheres, de diferentes gerações, oriundas […]

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As grutas que tornam Ibitipoca um dos destinos mais surpreendentes do Brasil

Lima Duarte, MG, por Kleber Patricio

Gruta da Cruz. Fotos: divulgação/Parquetur.

Quando se fala no Parque Estadual do Ibitipoca, em Minas Gerais, é comum que as primeiras imagens sejam as cachoeiras de águas cristalinas, os mirantes e a famosa Janela do Céu. Mas há um tesouro menos conhecido que ajuda a explicar por que o parque figura entre os destinos de natureza mais fascinantes do País: suas grutas esculpidas em quartzito, uma formação geológica rara que transforma cada trilha em uma verdadeira viagem pela história da Terra.

Diferentemente da maioria das cavernas brasileiras, formadas em rochas calcárias, as grutas de Ibitipoca nasceram em quartzitos — rochas extremamente resistentes moldadas ao longo de milhões de anos pela ação da água e da erosão. O resultado são ambientes de beleza singular, que despertam a curiosidade não apenas de pesquisadores, mas também de viajantes em busca de experiências que vão além das paisagens tradicionais. O contato com esse patrimônio geológico acontece de forma natural ao longo dos três circuitos de visitação do parque.

No Circuito das Águas, um percurso de aproximadamente cinco quilômetros (ida e volta), a Gruta dos Gnomos divide espaço com cachoeiras, poços naturais e mirantes, compondo um roteiro ideal para quem deseja conhecer alguns dos principais atrativos de Ibitipoca em uma caminhada mais tranquila.

Quem prefere um desafio maior encontra no Circuito do Pião um trajeto de cerca de 9,5 quilômetros (ida e volta) que leva às grutas do Pião e dos Viajantes. Entre afloramentos rochosos, campos de altitude e vistas panorâmicas, a caminhada revela cenários que parecem ter sido esculpidos pela própria natureza. Já o tradicional Circuito Janela do Céu, um dos mais disputados do Parque, reúne algumas das formações mais emblemáticas da unidade de conservação. Ao longo dos 16 quilômetros de percurso, os visitantes passam pelas grutas da Cruz, dos Fugitivos, dos Três Arcos e dos Moreiras antes de chegar ao famoso mirante que se tornou cartão-postal de Minas Gerais. Para garantir a conservação ambiental e oferecer uma experiência mais confortável, o circuito possui controle diário de visitantes.

Gruta dos Fugitivos.

Mais do que pontos de parada durante a caminhada, as grutas ajudam a contar a história geológica da Serra de Ibitipoca. Elas também desempenham um importante papel ambiental, criando microclimas que servem de abrigo para diferentes espécies e contribuem para o equilíbrio dos ecossistemas protegidos pelo parque.

Mais informações e reservas estão disponíveis no canal oficial: Parque Estadual do Ibitipoca.

Sobre a Parquetur

A Parquetur é uma empresa brasileira e uma das maiores concessionárias do setor de parques naturais no Brasil, que presta serviços de apoio aos visitantes dos parques, com foco na conservação e na proteção da natureza e grande atuação na educação ambiental.

Atua na administração do uso público do Parque Nacional do Itatiaia, no Rio de Janeiro; do Caminhos do Mar, em São Paulo, que faz parte do Parque Estadual Serra do Mar; do Parque Estadual do Ibitipoca, em Minas Gerais; do Parque Estadual do Itacolomi, também em Minas Gerais; e do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, em Goiás. Também detém a concessão do Parque Nacional da Chapada dos Guimarães, no Mato Grosso, cujo processo de administração do uso público está em fase de implementação e que passará a ser operado pela Parquetur em breve.

A proposta da Parquetur é (re)encantar as pessoas a partir de uma abertura gentil e imersiva da natureza, promovendo maior acessibilidade ao público visitante destas áreas, conservando a biodiversidade, indo além do ecoturismo e colocando a natureza como protagonista e como um recurso a ser conservado e valorizado. Mais informações: parquetur.com.br | instagram.com/parquetur

(Com Marcia Leite/Imaginadora!)

IMS Poços abre exposição inédita do artista poços-caldense Liti Guerreiro Caçador

Poços de Caldas, SP, por Kleber Patricio

Liti Guerreiro Caçador, Sem título. Foto: Maria Blasi.

O Instituto Moreira Salles (IMS) de Poços de Caldas inaugurou no sábado (29 de agosto), a exposição “Liti Guerreiro Caçador”, primeira mostra institucional dedicada à produção do artista, que vive no bairro da Cascata, em Águas da Prata (SP), na divisa entre São Paulo e Minas Gerais. Com curadoria de Marcela Vieira e Deyson Gilbert, assistência de Valentina Soares e identidade visual de Wallace Masuko, a exposição apresenta um conjunto de obras que percorre diferentes linguagens e convida o público a conhecer um universo artístico profundamente ligado ao território, à natureza e à memória.

Nascido em 1958 em Poços de Caldas, Liti é um artista que trabalha com diversas linguagens, definindo-se também como erveiro, andarilho e ex-caçador. Em suas caminhadas pelas matas e montanhas da região, recolhe galhos, pedras, ossos e outros elementos naturais que se tornam matéria-prima para pinturas, esculturas, objetos, instalações e construções de caráter simbólico e espiritual. Sua produção também inclui fotografias, escritos poéticos, narrativas orais e registros publicados em redes sociais, formando um repertório que transita entre arte, filosofia, memória e imaginação.

Liti Guerreiro Caçador. Foto: Laura Liuzzi.

A mostra no IMS apresenta um panorama de sua produção, com cerca de 200 obras exibidas em um percurso sem divisões temáticas rígidas. Os trabalhos ocupam não apenas as salas expositivas, mas também os jardins e a fachada do IMS, em diálogo com a forma como o artista organiza o próprio espaço onde vive. Ao longo da visita, áudios com a voz de Liti e textos de sua autoria apresentam reflexões sobre seus processos criativos e a relação entre arte, natureza e espiritualidade.

Em um dos textos presentes na mostra, Liti comenta sua obra: “Eu não sou um artista, eu apenas cumpro ordem, faço só o que a inspiração mandá. Mas tenho sorte, a inspiração todos os dias e o dia inteiro vem visitá.”

Além de apresentar a produção de Liti, a exposição convida o público a acessar um olhar sobre a paisagem da região, seus modos de vida e os saberes construídos fora dos circuitos tradicionais da arte. Ao reunir pela primeira vez esse conjunto de trabalhos em uma instituição cultural, o IMS evidencia a potência de um artista cuja produção se desenvolveu de forma independente, profundamente conectada ao território onde vive.

Os curadores comentam a produção do artista: “Se há, em Liti, um circuito que se retroalimenta, há também em sua obra algo que escapa às explicações do artista, e que vive do poético e do mistério, singulares qualidades às quais a curadoria está atenta e que assume como cruciais. Poços de Caldas tem, agora, a chance de conhecer, pela primeira vez, a produção de um conterrâneo até então desconhecido e, com ela, a oportunidade de lançar um outro olhar sobre seu próprio território.

SERVIÇO:

Exposição Liti Guerreiro Caçador

Visitação: até 21 de março de 2027

Programação especial

9h – Abertura da exposição

17h – Boas-vindas com o artista e os curadores

19h – Show com João Carlos e Carlos Leite

Local: IMS Poços de Caldas | Rua Teresópolis, 90

Entrada gratuita

Os eventos contarão com interpretação em Libras.

(Com Mariana Tessitore/IMS)

Teatro Infantil Nacional da China apresenta em Campinas peça premiada baseada no folclore chinês

Campinas, SP, por Kleber Patricio

“Garça, Mexilhão e Peixe” terá apresentação gratuita no dia 6 de setembro e promove experiência imersiva na cultura chinesa. Fotos: Divulgação/Ibrachina.

O público de Campinas terá a oportunidade de conhecer uma das principais companhias de teatro infantil da China em uma apresentação inédita no Brasil. No dia 6 de setembro, às 16h, o Teatro Infantil Nacional da China apresenta o espetáculo premiado “Garça, Mexilhão e Peixe” no Centro de Convivência Cultural Carlos Gomes. A entrada é gratuita, com ingressos disponíveis na bilheteria a partir de 1h30 antes do início da sessão. O espaço tem capacidade para 530 pessoas e conta com acessibilidade física e intérprete de Libras.

Baseada no folclore chinês, a montagem utiliza o teatro para apresentar ao público infantil e às famílias elementos da cultura e das tradições do país asiático. A apresentação em Campinas acontece após passagens do espetáculo por países como Estados Unidos, Espanha e Austrália, ampliando a circulação internacional da produção.

A iniciativa faz parte do projeto “Ano da Cultura Brasil-China 2026: uma história de amizade” e integra a programação do Ano Cultural Brasil-China 2026, que promove ações de intercâmbio e aproximação entre os dois países por meio da cultura e das artes.

Para Thomas Law, presidente do Ibrachina, trazer uma companhia de referência da China ao Brasil contribui para aproximar as novas gerações da cultura chinesa. “Levar um espetáculo do Teatro Infantil Nacional da China para Campinas é uma oportunidade muito especial de aproximar as crianças brasileiras de uma cultura milenar por meio da arte. O teatro tem essa capacidade de criar pontes, despertar a curiosidade e apresentar novas perspectivas de forma lúdica. Dentro do Ano Cultural Brasil-China, iniciativas como essa ajudam a transformar o intercâmbio entre os dois países em uma experiência concreta para as famílias e, principalmente, para as novas gerações”, afirma.

O espetáculo é uma oportunidade para que o público tenha contato com uma narrativa tradicional chinesa por meio de uma produção concebida especificamente para crianças e famílias. A proposta também reforça o papel da cultura como instrumento de aproximação entre brasileiros e chineses.

A ação é organizada pela Embaixada da China no Brasil e pelo Consulado-Geral da China em São Paulo e realizada pelo Ibrachina e pelo Ministério da Cultura, por intermédio da Lei Rouanet. O projeto conta com patrocínio da CPFL Energia, além do apoio do Instituto CPFL, State Grid e da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo da Prefeitura de Campinas.

Teatro Infantil Nacional da China

Fundado em 1956, o Teatro Infantil Nacional da China é a principal companhia dedicada ao teatro infantil e juvenil no país. Vinculado diretamente ao Ministério da Cultura e Turismo da China, o CNTC tem como missão criar, produzir e difundir obras artísticas de alta qualidade voltadas para crianças e famílias, promovendo a educação estética e o intercâmbio cultural.

Ao longo de quase sete décadas, a companhia produziu quase 200 espetáculos originais e adaptações de clássicos, abrangendo diferentes linguagens, como teatro falado, teatro físico, marionetes e musicais. O repertório do CNTC circula por diferentes regiões da China, e a companhia participa de importantes festivais internacionais na Ásia, Europa, Américas e Oceania.

SERVIÇO:

Teatro Infantil Nacional da China – “Garça, Mexilhão e Peixe”

Data/horário: 6 de setembro de 2026, às 16:00

Classificação: a partir de 3 anos

Acessibilidade: espaço físico acessível e intérprete de Libras

Capacidade: 530 lugares

Entrada: Gratuita. Os ingressos devem ser retirados na bilheteria 1:30 antes do início do espetáculo, conforme disponibilidade.

Local: Centro de Convivência Cultural de Campinas “Carlos Gomes” – Praça Imprensa Fluminense, s/nº – Cambuí, Campinas (SP).

(Com Graziela Cristina Silva/Agência Pub)

Gastronomia nas Montanhas reúne mais de 20 estabelecimentos em Monte Verde (MG) em setembro

Monte Verde, MG, por Kleber Patricio

Festival movimenta destino mineiro com circuito gastronômico, cozinhas show, workshops e música. Foto: Divulgação.

Monte Verde (MG) vive intensamente os preparativos para a 3ª edição do Gastronomia nas Montanhas, que já tem 23 estabelecimentos confirmados e será realizado entre 1º e 27 de setembro. No último final de semana do evento, o portal do tradicional destino do Sul de Minas abrigará estações personalizadas das empresas participantes e os visitantes poderão acompanhar demonstrações culinárias nas Cozinhas Show, participar de workshops com chefs e desfrutar de apresentações musicais. A entrada é gratuita e a agenda inclui shows de vários estilos, sendo que as exibições do dia 26 integram o calendário do Circuito Sesc Amantikir, o maior giro de festivais de jazz, blues e MIB (Música Instrumental Brasileira) do país.

Com realização da MOVE (Agência de Desenvolvimento de Monte Verde e Região) e da Prefeitura de Camanducaia, além de apoio do Sindicato Patronal Serras Verdes e do Sebrae Minas, que presta consultoria por meio do programa “Prepara Gastronomia”, o festival valoriza os sabores, os ingredientes e a criatividade dos restaurantes do vilarejo localizado a apenas 160km de São Paulo, na Serra da Mantiqueira.

Viabilizada pelo Sebrae, a iniciativa tem parte do investimento para a sua realização custeada pela MOVE, reforçando o compromisso da entidade em colaborar para o desenvolvimento dos empreendimentos gastronômicos da região. A consultoria com os estabelecimentos participantes foi conduzida pelo chef Fagner Fagundes, que trabalhou individualmente com cada restaurante inscrito, auxiliando na preparação dos pratos criados especialmente para serem apresentados durante o evento e na precificação das receitas.

Ao participarem do Gastronomia nas Montanhas, os empreendedores desta área também adquirem conhecimentos que podem ser aplicados no dia a dia dos seus estabelecimentos. “O festival fortalece o setor gastronômico de Monte Verde como um todo e ajuda a impulsionar o comércio local ao atrair muitos turistas e movimentar e estimular esse segmento no nosso distrito. O evento foi um grande sucesso em suas duas primeiras edições e tem tudo para ser bem-sucedido novamente neste ano”, afirma Rebecca Wagner, presidente da MOVE.

O secretário de Turismo de Camanducaia, Leandro Schultz, também exaltou a importância da realização do Gastronomia nas Montanhas para o destino mineiro. “O festival ocorre diariamente nos restaurantes e demais empresas do ramo gastronômico que se inscreveram, sendo que conta com uma agenda de oficinas especiais. E o evento contribui para o desenvolvimento dos estabelecimentos, do turismo e da economia de Monte Verde”, enfatiza.

Os estabelecimentos já confirmados nesta próxima edição do Gastronomia nas Montanhas, que conta com patrocínio da Melhoramentos e do Grupo Passalacqua, são: O Trutário; Alameda Suíça; Villa Donna Bistrô; Picolé e Delícias; Jam e Jelly Geleias; The Tudo Um Porco Monte Verde; Cachaça Bendita Truta; Boteco Villa Amarela; Fritus Pastelaria; Casa da Vovó; Restaurante Mamma Mia; Hugel Bar & Gastronomia; Manduca Artesanal; Canto da Araucária; Mauna Poke; Cucina da Villa; Pizza da Águia; Do Divino Açaí e Confeitaria; Sítio Teko Porã; Confraria Monte Verde; Bergamo Restaurante; Cocoa Sil – Fábrica de Chocolate Bean to Bar e Colibris Gastronomia. Mais informações: visite.monteverde.

Na abertura do circuito gastronômico do evento, em 1º de setembro, ocorrerá uma oficina de cozinha ítalo-mineira, das 14h às 16h, no restaurante Manduca Artesanal, com a preparação dos pratos Risoto Mineiro e Fagiolata. Já para o dia 23 do mesmo mês, no Villa Donna Bistrô, está marcada a preparação de um Festim, que é uma refeição festiva para celebrar encontros. O local vai receber o chef Fagner Rodrigues e a chef confeiteira Carol Mesquita para um jantar compartilhado (duas entradas, dois pratos principais e uma sobremesa). Reservas pelo WhatsApp: (11) 97053-2626.
Confira a programação completa do Festival Gastronômico:

25/9 (sexta-feira)

17h – Abertura dos estandes

18h – Abertura oficial do evento

19h30 – Atração musical (Francis Rosa e banda)

Música tocada por um DJ durante os intervalos

26/9 (sábado)

11h – Cozinha show – Fagner Rodrigues

12h – Circuito Sesc Amantikir – Mantiqueira Blues / One Man Band

13h30 – Cozinha Show – Sônia Kohen e chefs convidados

14h30 – Circuito Sesc Amantikir – Zamat Band

16h – Cozinha Show – Breno Lerner

17h – Circuito Sesc Amantikir Blues Family

18h30 – Cozinha Show – André Yuki Yoshikai

20h – Circuito SESC Amantikir – The Simi Brothers & Goldie Pipes (atração internacional)

Música tocada por um DJ durante os intervalos

27/9 (domingo)

11h – Abertura dos estandes

11h – Oficina para as crianças com Eduarda Botelho

12h30 – Mariana Salvaterra (Villa Donna Bistrô)

14h30 – Atração musical (Maurício Rádio Taxi)

16h – Alessandra Pinheiro (Alameda Suíça)

17h – Atração musical (Orquesta Camanducaiense de Viola Caipira)

Música tocada por um DJ durante os intervalos.

(Com Rafael Franco/WGO Comunicação)

Exposição “Amazônicas: Poéticas femininas” chega ao CCBB RJ 

Rio de Janeiro, RJ, por Kleber Patricio

Vista geral da exposição em Fortaleza. Fotos: Micaela Mesant.

A Amazônia é um território historicamente marcado por mulheres protagonistas, pioneiras e fundamentais para a formação cultural do Brasil. Partindo desta ideia, a exposição “Amazônicas: Poéticas femininas” chega ao Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro (CCBB RJ) no dia 2 de setembro de 2026, apresentando a potência da arte contemporânea produzida por mulheres, de diferentes gerações, oriundas dos estados do Pará, Acre e Amazonas. A mostra será inaugurada na semana em que se comemora o Dia da Amazônia, instituído em 2007 e celebrado no dia 5 de setembro, reforçando a importância da Amazônia e estimulando a conscientização sobre sua preservação.

Idealizada pelo Museu das Mulheres (Museu DAS), a mostra, que tem curadoria e direção artística de Sissa Aneleh, reunirá 80 obras de 21 artistas contemporâneas da região Norte do país e ocupará todas as salas do segundo andar do CCBB RJ, depois de ter sido apresentada em Belém, Fortaleza e Brasília. Um espaço imersivo no metaverso, com realidade aumentada, ampliará a experiência do público, através de óculos 3D. A exposição foi aprovada na Seleção Petrobras Cultural e conta com patrocínio da Petrobras, via Lei Rouanet, com realização do Ministério da Cultura e apoio do CCBB. “Nesta exposição afirmamos que a Amazônia é o verdadeiro ventre do Brasil e do mundo. Para tanto, seguimos no reconhecimento deste território mágico, ancestral e poderoso, não apenas como motivo, tema ou suporte, mas como energia elementar da encantaria, da força estética e artística das mulheres”, afirma a curadora Sissa Aneleh, que há 16 anos pesquisa mulheres da arte amazônica.

Cristiane Martins – Série As Revoltosas.

A exposição apresentará um amplo panorama da arte produzida por mulheres da região amazônica, desde a década de 1970 até os dias de hoje. São trabalhos feitos em diferentes suportes, como pintura, escultura, fotografia, gravura, objeto, arte digital e videoarte, das artistas Auá Mendes, Bárbara Savannah, Cristiane Martins, Diná Oliveira, Elaine Arruda, Elieni Tenório, Keila-Sankofa, Lise Lobato, Lúcia Gomes, Maria Auxiliadora Zuazo, Nina Matos, Rafa Bqueer, Rafaela Kennedy, Rafaela Moreira, Renata Aguiar, Rita Huni Kuin, Rita Loureiro, Sanchris, Val Sampaio, Wɨra Tini e Yaka Huni Kuin.

Dividida em quatro núcleos temáticos – Materialidades Ancestrais, Gravura Feminina, Amazônia Pictórica e Performáticas –, a mostra traz trabalhos cujas temáticas abordam questões de gênero, regionalismo, identidade nacional e diversidade. “O conceito da exposição, com base temática e histórica, tece interpretação de gêneros das obras de arte demonstrando os estilos e as temáticas predominantes nas artes de mulheres que constroem historicamente a arte produzida no Norte do Brasil. A pluralidade das temáticas e narrativas abordam o artivismo, o corpo como obra, culturas amazônica-indígena-afrobrasileira, pré-história e tecnologias amazônicas, arte do afeto, biografias e ancestralidades femininas, completando-se com a História das Mulheres”, diz a curadora.

Elaine Arruda I – Retorno ao rio – casa fotografia 2023.

A exposição conta com recursos de acessibilidade, como obra tátil, audiodescrição de obras e intérprete de libras. Ao longo do período da mostra, serão realizadas visitas guiadas com a curadora e palestra com algumas artistas. Além disso, também será lançado o catálogo da mostra.

Experiência imersiva e obra coletiva

Ampliando a experiência do público, a exposição contará com o Espaço Petrobras Amazônicas, um cenário conceitual com realidade expandida (XR), realidade virtual (VR) e realidade aumentada (AR), no qual o público utilizará óculos 3D para vivenciar uma visitação espacial imersiva e assistir filme em realidade virtual. Será possível ter uma visão em 360 graus, cenário em realidade aumentada e visualizar algumas obras de forma totalmente imersiva e inovadora. 

Como parte da exposição, haverá, ainda, a obra coletiva em vídeo “Mensagem para a Amazônia”, que está sendo construída ao longo da itinerância da exposição com a participação do público. “É um convite para deixar uma mensagem do público sobre a importância da preservação ambiental”, diz a curadora. 

Núcleos em exposição

Keila Sankofa – Artefato Arqueológico do Agora – vídeo – 2025. Foto: Nailana Thiely.

A exposição estará dividida em quatro núcleos temáticos: Materialidades Ancestrais, Gravura Feminina, Amazônia Pictórica e Performáticas.

No núcleo “Materialidades Ancestrais” estarão obras nas quais a ancestralidade se manifesta por meio da matéria, como, por exemplo, nas cerâmicas táteis da artista Lise Lobato, que constroem um vocabulário simbólico que remete a ciclos de vida, nascimento, transformação e espiritualidade. Também neste núcleo estarão obras da série “Revoltosas”, de Cristiane Martins, que apresentam figuras escultóricas que dialogam com mitologias indígenas, feminilidade ancestral e forças simbólicas da floresta. “Neste núcleo, a arte se constrói como herança viva, onde cada material carrega história, cada forma carrega memória e cada obra se torna um elo entre passado e presente”, afirma a curadora Sissa Aneleh.

Gravura Feminina” reunirá obras que utilizam as técnicas da gravura como instrumento de expressão, memória e identidade das mulheres. As xilogravuras de Elieni Tenório dialogam com o corpo feminino, suas medidas simbólicas, seus limites e sua presença no espaço social. Já as obras de Maria Auxiliadora Zuazo constroem um imaginário poético onde feminino, natureza e liberdade se entrelaçam, criando figuras híbridas que transitam entre o humano e o simbólico. Também neste núcleo estarão gravuras de Elaine Arruda, que exploram texturas, densidades e abstrações que transformam a superfície em campo sensível de experimentação estética. “Neste núcleo, a imagem impressa se transforma em território de permanência, resistência, construção identitária e registro das técnicas artísticas usadas pelas mulheres que dominam a gravura no Brasil”, diz a curadora.

Keila Sankofa – Raiz e Patchouli, da série Autorretrato – fotografia – 2020.

A pintura se apresenta como linguagem central e imagética da experiência amazônica feminina no núcleo “Amazônia Pictórica”. As obras de Elieni Tenório exploram identidade, subjetividade e construção do feminino como experiência íntima e simbólica. Já as pinturas de Nina Matos constroem narrativas visuais que atravessam memória, deslocamento e afetividade. Haverá, ainda, obras de Sanchris, que criam paisagens simbólicas de reconstrução, memória e reinvenção existencial do corpo feminino diverso. Artistas como Rita Loureiro, Lise Lobato, Bárbara Savannah, Rafaela Moreira, Auá Mendes e Wɨra Tini ampliam esse território pictórico com narrativas que dialogam com cotidiano, território, espiritualidade, pertencimento e identidade amazônica. “Neste núcleo, a Amazônia não é paisagem: é experiência imagética, memória, símbolo e linguagem”, afirma Sissa Aneleh.

O quarto e último núcleo, “Performáticas”, apresenta o corpo como suporte e temática central da criação. Aqui estarão as fotoperformances de Renata Aguiar, que resgatam mitologias femininas, espiritualidades e narrativas ancestrais do território amazônico, assim como obras de Keila-Sankofa, que exploram identidade, memória, ancestralidade e corpo como arquivo vivo. Também neste espaço será apresentada a série “Mênstrua, Monstro, Monstra, Mostarda”, de Lúcia Gomes, que transforma o corpo feminino em território político, simbólico e discursivo, rompendo silêncios e tabus. As obras de Rafa Bqueer, Val Sampaio, Rafaela Kennedy e Wɨra Tini ampliam esse campo performático, onde o corpo se torna linguagem, gesto político, território de resistência e poética visual.

“Neste núcleo, a arte acontece no corpo, no gesto, na presença e na experiência”, ressalta a curadora.

Programações complementares

Sanchris – Persistência entre hecatombes e ocasos – técnicas variadas – 2024 – detalhe de obra. Foto: Micaela Mesant.

Como parte da exposição, serão realizadas oficinas presenciais de economia criativa, voltadas para o desenvolvimento profissional de mulheres em áreas técnicas e artísticas das artes visuais e plásticas. Além disso, também haverá uma programação formativa em economia criativa do programa Avanço das Mulheres do museu, que objetiva o desenvolvimento de carreira e mais atuação de mulheres no setor cultural nas áreas de produção executiva, projetos coletivos de arte e produção de exposições de artes visuais.

Haverá, ainda, uma programação educativa voltada para o público infanto-juvenil com a realização da atividade “Sons da Natureza”, para criação de memória sensorial, vivência lúdica com réplicas de esculturas da exposição inspiradas em sementes e sons de animais do Marajó. Durante toda a temporada, serão realizadas visitas mediadas para escolas públicas e privadas, grupos diversos e programação educativa inspirada no projeto. “Essas oficinas de economia criativa foram pensadas para o avanço das mulheres, ampliando a formação técnica e artística de quem está começando ou querendo começar uma carreira profissional no universo artístico e atuar em grandes projetos. Também oferecemos ao público infanto-juvenil atividades com esculturas sonoras inspiradas na natureza amazônica que podem ser tocadas e ouvidas, almejando outras formas sensíveis de conscientização ambiental por meio da arte com a Amazônia brasileira em suas mãos”, ressalta Sissa Aneleh. 

Sobre a Petrobras

O Programa Petrobras Cultural tem a brasilidade como eixo central, refletida nas temáticas, origens, curadorias e narrativas dos projetos apoiados em todo o país. A exposição tem patrocínio exclusivo da Petrobras e apresentação do Ministério da Cultura.

Sobre a curadora

Sissa Aneleh é fundadora e diretora do Museu das Mulheres, Mestra e doutora em Artes, historiadora de arte, diretora artística, curadora e produtora executiva. Trabalha há mais de 15 anos na área artística, dirigiu projetos aprovados pela Petrobras, CCBB, Caixa Cultural, Fundo de Apoio à Cultura do DF e Goethe Institut. Faz a direção executiva e artística da programação expositiva, audiovisual e educativa do museu, além da coordenação editorial da editora do Museu das Mulheres. Realizou a curadoria de mais de 17 exposições, incluindo 2 circulações internacionais de exposição do museu com artistas brasileiras na Alemanha, passando pelo Museu de Arte de Bochum, Centro de Cultura de Manheim, Bienal de Arte de Bochum e Festival de Berlim. Diretora Artística e Curadora da exposição Vetores-Vertentes: Fotógrafas do Pará no CCBB São Paulo, Belo Horizonte, Brasília e Rio de Janeiro – 2025 a 2026. Possui pesquisas de arte voltadas para história da arte, mulheres artistas, arte brasileira, arte decolonial, cinema autoral feminino e poéticas curatoriais. 

Sobre o CCBB RJ

Inaugurado em 12 de outubro de 1989, o Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro marca o início do investimento do Banco do Brasil em cultura. Instalado em um edifício histórico, projetado pelo arquiteto do Império, Francisco Joaquim Bethencourt da Silva, é um marco da revitalização do centro histórico da cidade do Rio de Janeiro. São 35 anos ampliando a conexão dos brasileiros com a cultura com uma programação relevante, diversa e regular nas áreas de artes visuais, artes cênicas, cinema, música e ideias. Quando a cultura gera conexão ela inspira, sensibiliza, gera repertório, promove o pensamento crítico e tem o poder de impactar vidas. A cultura transforma o Brasil e os brasileiros e o CCBB promove o acesso às produções culturais nacionais e internacionais de maneira simples, inclusiva, com identificação e representatividade que celebram a pluralidade das manifestações culturais e a inovação que a sociedade manifesta. Acessível, contemporâneo, acolhedor, surpreendente: pra tudo que você imaginar.  

Sobre o Museu das Mulheres

O Museu das Mulheres (Museu DAS), sediado em Brasília, é o primeiro museu brasileiro dedicado a valorizar e dar visibilidade à produção artística, cultural e histórica de mulheres. Com execução de projetos diversos em espaços físicos no Brasil e no mundo, lança experiências em ambientes espaciais e interativos – com Realidade Expandida (XR), Realidade Aumentada (RA) e Realidade Virtual (RV) – e, por extensão, tem salas expositivas no Metaverso. Possui programação em artes plásticas e visuais, cinema, eventos, além de programa educativo, área de pesquisa, acervo e editora própria.

SERVIÇO:

Amazônicas: Poéticas Femininas

2 de setembro a 16 de novembro de 2026

Curadoria: Sissa Aneleh

CCBB Rio de Janeiro

Rua Primeiro de Março, 66, Centro, Rio de Janeiro (RJ)

(21) 3808-2020 | ccbbrio@bb.com.br

De quarta a segunda, das 9h às 20h (fecha às terças).

Entrada gratuita.

Ingressos retirados no site bb.com.br/cultura ou na bilheteria do CCBB

Classificação indicativa: Livre

Acesso para pessoas com deficiência

Mais informações em bb.com.br/cultura

Siga o CCBB nas redes sociais:

facebook.com/ccbb.rj | instagram.com/ccbbrj |tiktok.com/@ccbbcultura

Coordenação e produção do Museu das Mulheres

Patrocínio: Petrobras

Apoio: CCBB Rio de Janeiro

Realização: Ministério da Cultura

ATENÇÃO: Domingos, das 8h às 9h – horário de atendimento exclusivo para visitação de pessoas com deficiências intelectuais e/ou mentais e seus acompanhantes, conforme determinação legal (Lei Municipal nº 6.278/2017).

Inscrições e informações:

Instagram: @museudasmulheres

Site: www.museudasmulheres.com.br.

(Com Beatriz Caillaux/Midiarte Comunicação)