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Meio Ambiente & Responsabilidade Social

Ubatuba, SP

Instituto Argonauta auxilia baleia-jubarte emalhada em Ubatuba

por Kleber Patrício

A Equipe de desenredamento de grandes cetáceos do Instituto Argonauta para a Conservação Costeira e Marinha foi acionada para atender uma baleia-jubarte (Megaptera novaeangliae) juvenil avistada emalhada nas proximidades da Ponta Grossa, em Ubatuba. O animal, conhecido como Lena, já havia sido registrado na região no ano passado e voltou a ser avistado neste ano […]

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Clara Haddad lança livro ilustrado “Na Minha Casa” na 24ª Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP)

Paraty, RJ, por Kleber Patricio

Publicada pela Telos Editora, obra é ilustrada pela italiana Francesca Corso e integra projeto editorial com apoio do Institut Ramon Llull; autora também participa de debates sobre literatura para as infâncias e biblioterapia. Fotos: Divulgação.

A escritora, narradora e biblioterapeuta luso-brasileira Clara Haddad estreia na Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP) lançando o livro ilustrado “Na Minha Casa” (Telos Editora), obra que integra um projeto editorial brasileiro desenvolvido com apoio do Institut Ramon Llull e ilustrada pela artista italiana Francesca Corso.

Em um momento em que educadores e especialistas discutem a importância das histórias para fortalecer vínculos familiares e ampliar o repertório das crianças em meio ao excesso de telas, Na Minha Casa propõe uma reflexão poética sobre pertencimento, memória e identidade. A obra convida leitores de todas as idades a pensar a casa não apenas como um espaço físico, mas como território de afeto, acolhimento e construção da identidade. “Escrever Na Minha Casa foi uma maneira de investigar o que realmente chamamos de casa. Descobri que ela também existe nas pessoas, nas histórias que carregamos e nos lugares onde nos sentimos acolhidos”, afirma Clara Haddad.

Além do lançamento, a autora participa de uma programação dedicada à literatura para as infâncias e aos processos de criação de livros ilustrados. Na Casa Gueto, integra os encontros Infâncias que imaginam o mundo, sobre formação de leitores, e Como nasce um livro para crianças?, voltado aos bastidores da criação literária. No mesmo espaço, realiza a sessão de autógrafos e o lançamento oficial de Na Minha Casa.

Capa do livro.

Na Casa Ofício das Palavras, Clara Haddad — biblioterapeuta e integrante da Associação Brasileira de Biblioterapia (ABB) — media o bate-papo Histórias que Cuidam: quando os livros encontram as pessoas, que reúne especialistas para discutir o papel da literatura como espaço de escuta, cuidado e transformação, além da trajetória de criação da ABB e das possibilidades da biblioterapia na promoção do bem-estar e dos vínculos humanos.

Durante toda a FLIP, Clara também produzirá uma cobertura especial em seu perfil no Instagram por meio da série Encontro com as Histórias – Especial FLIP, entrevistando escritores, ilustradores, editores e outros profissionais do universo do livro para compartilhar os bastidores e os principais encontros do festival.

A participação marca a estreia de Clara Haddad na FLIP e amplia uma trajetória internacional dedicada à literatura, à narração de histórias e à biblioterapia. Ao longo da carreira, seus livros, espetáculos, formações e projetos culturais já circularam por mais de doze países, aproximando diferentes públicos por meio da palavra, da leitura e da experiência literária.

AGENDA

22 a 26 de julho

Encontro com as Histórias – Especial FLIP

Entrevistas ao vivo no Instagram @clarahaddad_escritoranarradora com escritores, ilustradores, editores e profissionais do universo do livro.

24 de julho (sexta-feira), às 10h

Infâncias que imaginam o mundo

Debate sobre literatura infantil, ilustração, cultura brasileira e formação de leitores.

Participantes: Clara Haddad, Jaqueleine Conte, Nat Grego, My Leticia e Francisca Motta.

Mediação: Juliana Pádua.

Local: Casa Gueto – Rua Benedito Telmo Coupê, nº 277 (antiga Rua Fresca), Centro Histórico, Paraty (RJ).

24 de julho (sexta-feira), às 14h

Como nasce um livro para crianças?

Encontro sobre imaginação, palavra e criação na literatura para as infâncias.

Participantes: Clara Haddad, Luh Andrade, Alessandra Oliveira, Mila Bertolini e Marcelo Aceti.

Local: Casa Gueto.

25 de julho (sábado), às 14h

Histórias que Cuidam: quando os livros encontram as pessoas

Biblioterapia, literatura e a criação da Associação Brasileira de Biblioterapia.

Participantes: Cidinha Pardini, Vera Lúcia Monteiro Dias da Silva e Ilma Rosa.

Mediação: Clara Haddad.

Local: Casa Ofício das Palavras – Rua Dr. Pereira, nº 107, Centro Histórico, Paraty (RJ).

25 de julho (sábado), às 17h

Sessão de autógrafos e lançamento de Na Minha Casa

Local: Casa Gueto.

(Com Thiago Paleari/A+ Assessoria)

“ALGORIKI – e se você saísse?”, novo espetáculo do Coletivo Quizumba, convida crianças a redescobrir o mundo para além das telas

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Peça estreia em julho com temporada gratuita na Funarte SP e transforma a queda da internet em uma aventura sobre presença, imaginação e convivência. Foto: Alicia Peres.

O Coletivo Quizumba, referência na pesquisa do teatro para infâncias e juventudes a partir de perspectivas afrocentradas e decoloniais, estreia “ALGORIKI – e se você saísse?” no Complexo Funarte SP, onde ocupa a Sala Renée Gumiel (Alameda Nothmann, 1058, Campos Elíseos) de 17 de julho a 9 de agosto. Em seguida, o espetáculo segue para o Teatro Alfredo Mesquita (Av. Santos Dumont, 1770, Santana), com apresentações de 15 a 30 de agosto. Todas as sessões são gratuitas, com distribuição de ingressos uma hora antes do início do espetáculo.

Com direção de Thais Dias e dramaturgia de Tadeu Renato, ALGORIKI – e se você saísse? reúne em cena Camila Andrade (Ayrá), Jefferson Matias (Ayó), Kleiton Breda (Obá) e Bel Borges (Kossi). A montagem acompanha quatro crianças que vivem no mesmo prédio, mas só se conhecem quando um apagão interrompe toda a conexão com a internet e as obriga a deixar, pela primeira vez, a segurança de seus apartamentos.

Guiados por Kossi, uma criança misteriosa que conhece caminhos invisíveis, Ayó, Ayrá e Obá iniciam uma travessia por um edifício que parece mudar de forma a cada andar. Corredores, escadas, memórias e desafios conduzem o grupo até uma descoberta surpreendente: o maior mistério não é o fim do wi-fi, mas o desaparecimento da própria rua.

Ao longo desse percurso, jogos eletrônicos, algoritmos, redes sociais, histórias ancestrais e encontros presenciais coexistem em uma narrativa fantástica que convida o público a refletir sobre as formas contemporâneas de comunicação, sem estigmatizar a tecnologia. Em vez de opor mundo virtual e mundo real, a peça pergunta o que se perde quando o brincar, a experiência compartilhada, o corpo e o encontro deixam de ocupar espaço na vida cotidiana.

Dramaturgia

A dramaturgia nasceu de uma pesquisa iniciada há anos pelo coletivo sobre o itan iorubá “O Chapéu de Duas Cores”, história tradicional que questiona verdades absolutas e diferentes pontos de vista. Ao longo do processo de criação, porém, a investigação ganhou novos contornos e passou a dialogar com a maneira como os algoritmos, as telas e redes sociais influenciam a construção da identidade, dos afetos e da percepção do mundo entre crianças e adolescentes. O próprio título da peça sintetiza esse encontro entre ancestralidade e contemporaneidade: “ALGORIKI ” reúne as palavras “algoritmo” e “oriki”, forma poética da tradição iorubá utilizada para celebrar identidades e trajetórias.

A pesquisa sobre as culturas africanas atravessa toda a encenação, mas sem representar literalmente os orixás em cena. Seus arquétipos servem de base para a construção dramatúrgica dos personagens, das relações, da musicalidade e da linguagem corporal, articulando uma investigação estética desenvolvida pelo Quizumba desde sua fundação, há 18 anos.

Essa pesquisa também se manifesta na cena por meio da capoeira angola, da música executada ao vivo e de canções autorais. Com direção musical de Bel Borges, a trilha contrapõe sons eletrônicos, como notificações, efeitos digitais e paisagens sonoras inspiradas no universo gamer, a instrumentos acústicos e orgânicos, reforçando o diálogo entre tecnologia e presença que conduz toda a narrativa.

Pensado para crianças a partir de oito anos, mas aberto a públicos de todas as idades, ALGORIKI – e se você saísse? propõe uma experiência em que fantasia, humor, música e aventura conduzem uma pergunta simples e profundamente atual: em um mundo cada vez mais conectado, ainda sabemos encontrar uns aos outros?

Sinopse  | Quando a luz acaba, Ayó, Ayrá e Obá atravessam um prédio-labirinto em busca de uma saída, mas descobrem que o mistério é ainda maior: a rua desapareceu. Guiados por Kossi, uma criança que costura caminhos, eles encontram personagens, memórias e desafios no limite entre o real e o imaginário. Jogos, redes, algoritmos e histórias antigas fazem parte desse caminho, enquanto cada um precisa descobrir novos modos de olhar para o mundo e para si mesmo além das telas.

Coletivo Quizumba

Fundado por artistas e educadores formados pelo Instituto de Artes da UNESP, Escola Livre de Teatro de Santo André e SP Escola de Teatro, o Coletivo Quizumba surgiu em 2008, com a proposta de estudar, debater e realizar ações artísticas, voltadas principalmente para as infâncias e juventudes, que provocasse a agir e refletir sobre questões estéticas e políticas do mundo contemporâneo, com foco no estudo da historiografia e da formação cultural do Brasil e nos símbolos das culturas africanas e afro-brasileiras.

Esse encontro resultou em seis espetáculos: Quizumba! (2011) com direção de Camila Andrade, sobre Zumbi dos Palmares e Mestre Pastinha, viabilizado pelo Edital ProAC 2010 de Montagem de Espetáculo Inédito; Cantos de Aiyê – canto das águas e Cantos de Aiyê – cantos da terra e do fogo (2012), espetáculos de narração de história inspirados em contos da tradição oral africana; Oju Orum (2015) direção de Johana Albuquerque, sobre papéis de gênero e feminismo negro, a partir do história da Negra Anastácia, escravizada que se tornou uma santa popular e símbolo da luta contra a Escravidão, contemplado na 25a Edição da Lei de Fomento ao Teatro da cidade de São Paulo (2014); Pequena história para um tempo sem memória (2018), sobre o período pós-abolição e seus reflexos na urbanização da cidade de São Paulo, teve sua temporada de estreia no SESC Pompeia (2018) e recebeu três indicações ao prêmio São Paulo de Incentivo ao Teatro Infantil e Jovem, nas categorias: “Revelação” para o diretor Tadeu Renato, “Ator Coadjuvante” para o ator Jefferson Matias e “Prêmio Especial”, pela pesquisa das culturas africana e afro-brasileira voltada para o público infantojuvenil; e Quizumba no Mafuá de Lima Barreto (2022), espetáculo de narração de história criado em celebração ao centenário da morte do escritor Lima Barreto, com estreia no Sesc 24 de Maio.

Além dos espetáculos, há também os projetos: Toguna: narrativas afro-brasileiras, desenvolvendo ações artísticas e pedagógicas a partir do eixo reflexivo “oralidade e a escrita como formas de registro de nossas histórias”, viabilizado pelo edital ProAC Incentivo à leitura (2013); Vivência artística para educadores, encontros com convidados (Mafoane Odara, Rafael Galante, Salloma Salomão e Valéria Rocha), para refletir sobre temas presentes nas pesquisas dos espetáculos do Coletivo no SESC Pompeia (2018); A Boca Que Tudo Come, com três histórias contadas em formato podcast que buscam evocar e tecer relações entre o orixá Exu – seus símbolos e sentidos, e o conceito de bucalidade nas dimensões psíquica e cultural, à convite do SESC Campo Limpo (2021); Exu Matou um Pássaro Ontem, com a Pedra que Arremessou Hoje, documentário sobre o coletivo em participação no projeto “Arte Cênica em processo”, realizado pelo Sesc Pinheiros (2021).

FICHA TÉCNICA 

Direção artística: Thaís Dias

Dramaturgia: Tadeu Renato

Direção Musical e orientação em voz e canto: Bel Borges

Elenco: Camila Andrade (Ayrá), Jefferson Matias (Ayó), Kleiton Breda (Obá) e Bel Borges (Kossi)

Produção: Plataforma – Estúdio de Produção Cultural

Direção de Produção Fernando Gimenes

Produção Executiva: Bruno Ribeiro

Composições Originais: Jonathan Silva

Operação de som: Pedro Augusto e Tamires Pistoresi Arantes

Iluminação: Carol Gracindo

Operação de Luz: Carol Gracindo e Rebeka Teixeira

Cenografia: Eliseu Weide

Figurino e Visagismo: AGO – Ateliê Gil Oliveira

Assistência de Figurino e costureira: Alma Luz Adélia

Criação de Mídias Cênicas e Projeções: Achiles Luciano

Operação de Projeções: Achiles Luciano e A1219

Provocadora da pesquisa: Daniela Beny

Orientação de pesquisa da relação das infâncias com a internet: Alícia Peres

Treinamento de Capoeira: Mestre Pedro Peu

Danças brasileiras e coreografias: Silvana de Jesus e Cauã Oliveira

Convidados Mesas de Debate: Magno Rodrigues e Daniela Beny

Designer Gráfico: Murilo Thaveira

Redes Sociais: Mayhara Ribeiro

Fotos e vídeos para projeção e registros: Alícia Peres

Assessoria de Imprensa: Canal Aberto Comunicação – Márcia Marques, Daniele Valério e Carina Bordalo

Realização: Coletivo Quizumba, Cooperativa Paulista de Teatro e Prêmio Zé Renato de Teatro para a cidade de São Paulo – Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa

Apoio: Complexo Cultural Funarte – Funarte Aberta SP e iBT – Instituto Brasileiro de Teatro.

SERVIÇO:

ALGORIKI  – e se você saísse?

Gratuito – Retirada de ingressos 1 hora antes

Recomendação: 8 anos | Duração: 60 min

De 17 de julho a 9 agosto, sexta a domingo, às 16h

Dias 1 e 8 de agosto, sessões duplas às 14h e 16h

Local: Complexo Funarte SP / Sala Reneè Gumiel – Alameda Nothmann, 1058, Campos Elíseos, São Paulo, SP

De 15 a 30 de agosto, sábado e domingo, às 16h

Local: Teatro Alfredo Mesquita  Av. Santos Dumont, 1770 – Santana.

(Com Daniele Valério/Canal Aberto Comunicação)

Anelo lança “Um sonho de paz”, música inspirada no legado de Nelson Mandela

Campinas, SP, por Kleber Patricio

Luccas Soares, fundador e coordenador do Anelo, com Davi, uma criança da comunidade. Fotos: Levi Macedo.

No Dia Internacional Nelson Mandela, celebrado em 18 de julho, o Instituto Anelo, entidade sem fins lucrativos que há 26 anos oferece aulas de música no distrito do Campo Grande, periferia de Campinas (SP), lança o single “Um Sonho de Paz” nas principais plataformas de streaming de música e também clipe em suas redes sociais. A canção revive o legado do líder sul-africano, que impactou o mundo com a sua resistência pacífica e unificação global contra a opressão.

Com uma melodia que convida à reflexão e à ação, a composição de autoria do fundador e coordenador do Anelo, Luccas Soares, reforça que a construção de um mundo melhor depende da atitude diária de cada indivíduo. A letra transmite uma mensagem de resiliência e otimismo, afirmando que “sonhando, a gente consegue, se a gente levantar” e que “é preciso acreditar”.

“O single vai ao encontro do tema principal dos projetos do instituto para este ano, que é ‘Cultura de Paz’”, explica Soares. A temática tem por objetivo promover o diálogo e fortalecer relações humanas através da música. “A letra nasceu espontaneamente e a data do lançamento foi escolhida para reforçar os ideais de justiça, igualdade e cultura de paz — pilares que o Anelo cultiva desde sua fundação, transformando vidas através da música.” 

Júlia e alunas com o livro de Mandela.

Para dar ainda mais pureza e força a essa mensagem, a faixa conta com a participação especial do Coral Infantojuvenil do Anelo, cujas vozes dão o tom de inocência e, ao mesmo tempo, de potência ao clamor por um futuro mais justo. Por isso, o ritmo da faixa foi uma balada, trazendo leveza para assuntos tão delicados. Doze alunos, sendo oito do Coro Infantil e quatro do Coro Juvenil, com idades entre 8 e 18 anos, participaram da gravação.

Para o aluno Bryan Roberto de Lima, de 14 anos, integrante do Coral Juvenil do Anelo, a experiência no estúdio é sempre muito especial, e o tema da música, assim como o homenageado, são extremamente relevantes na atualidade. “Ele é um exemplo muito bom para todas as pessoas, pelo que lutou e pelos feitos dele. Acho essencial que as pessoas saibam um pouco sobre sua trajetória, principalmente porque as lutas dele continuam sendo temas atuais, pelos quais ainda se luta até hoje.” 

A regente dos coros do Anelo, Júlia de Toledo Piza Furlan, explica que estar num ambiente de estúdio sempre é uma aventura para os alunos. “Ocupar esse espaço pouco acessado no cotidiano desperta a curiosidade deles, sendo que alguns já haviam tido essa experiência”. Júlia organizou a gravação em dois turnos, um do Coro Infantil e outro do Coro Juvenil. “Fiz isso para captarmos o melhor de cada timbre e faixa etária. A parte mais divertida foi eles ouvindo a própria voz depois de captada. Eles se encantaram!” 

67 minutos de doação

Mais do que disponibilizar a canção, o Anelo faz um chamado prático à comunidade: o projeto convida a todos a dedicarem 67 minutos do seu dia ao trabalho voluntário e ao serviço comunitário. A iniciativa replica a tradicional campanha da Organização das Nações Unidas (ONU), que utiliza esse tempo exato para simbolizar e homenagear os 67 anos que Mandela dedicou à luta pelos direitos humanos e pelo fim do Apartheid, regime institucionalizado de segregação racial e desigualdade que vigorou na África do Sul entre 1948 e 1994, baseado na supremacia branca.

Soares lembra que, após a pandemia de covid, o terceiro setor sofreu quedas nas doações de tempo de serviço voluntário e financeiro. “O Anelo, por exemplo, também sentiu a queda nas doações de recursos. Por isso, estamos em campanha de doação permanente para podermos atender os 1,2 mil alunos, crianças, jovens e adultos, por ano”. Os interessados podem fazer a doação financeira para a conta bancária do instituto ou via PIX, enviando depois o comprovante para o e-mail contato@anelo.org.br. Confira abaixo.

Banco do Brasil

Agência: 3551-3

Conta Corrente: 11.379-4

PIX (CNPJ): 05.896.161/0001-29

“Existem outras formas de nos ajudar, como divulgando o nosso trabalho, doando instrumentos musicais e comprando as nossas camisetas”, elenca Soares. “Mas isso também vale para as outras entidades de Campinas. O importante é ser colaborativo porque nós do terceiro setor estamos precisando de ajuda.” 

Mensagem da canção 

A mensagem central da faixa é um chamado à ação, como evidenciado nos versos:

Sonhei que não há mais guerras, fome, violência e dor.

Sonhei com a esperança segurando nossas mãos.

Pode parecer um sonho, inocente por sonhar.

Mas não quero ser culpado por deixar de acreditar.

Mas não quero ser culpado; é preciso acreditar.

A canção culmina em um coro vibrante que celebra a harmonia e o legado de paz:

A paz na Terra brilhou no céu;
a nossa estrela nos concedeu.
Um sonho de paz.

O ensinamento do líder sul-africano é de que a paz não é a ausência de conflitos, mas a presença de justiça, construída pela coragem de quem decide não se calar diante da dor alheia.

Acordes ecoam além do Florence

Em tempos de incertezas globais, os acordes nascidos no Jardim Florence, distrito do Campo Grande, em Campinas, cruzam fronteiras digitais para lembrar que transformar o amanhã exige, antes de tudo, a ousadia de levantar-se, acreditar e agir hoje.

Soares relembra que em 2019 visitou a África do Sul, junto ao Anelo 6teto, para participar do Standard Bank Jazz Festival, em Makanda, e ficou impressionado com a memória e reverência em torno de Mandela. “Pude vivenciar naquele território o legado de luta e mensagem de respeito pelo próximo que ele deixou”, rememora Soares.

SERVIÇO:

O single está disponível em todas as plataformas de streaming de áudio no dia 18 de julho. Para saber como colaborar com ações sociais ou conhecer as aulas gratuitas oferecidas pelo projeto, acesse o Site Oficial do Instituto Anelo ou siga o Perfil do Instituto Anelo no Instagram.

Como usar os seus 67 minutos de doação 

1 – Apoio à cultura e música

Divulgação cultural: Use os 67 minutos para compartilhar o trabalho do Instituto Anelo e de outras entidades ligadas à música com 10 amigos, criar posts nas redes sociais ou cadastrar a instituição em plataformas de doação de Nota Fiscal Paulista.

Doação de instrumentos: Separe e limpe aquele violão ou teclado parado em casa e leve-o até a sede do Anelo no Campo Grande para que um aluno da periferia possa estudar ou para qualquer outra entidade.

Organização de partituras: Ofereça esse tempo para ajudar a digitalizar, organizar ou catalogar arquivos musicais e materiais pedagógicos de projetos sociais locais.

2 –  Combate à fome e assistência social

Montagem de cestas básicas: Voluntarie-se em bancos de alimentos de Campinas (como o Banco de Alimentos municipal ou ONGs locais, como as cozinhas solidárias) para separar itens e montar cestas de mantimentos.

Triagem de agasalhos: Dedique pouco mais de uma hora para separar, dobrar e organizar roupas de frio em pontos de coleta da Campanha do Agasalho da Prefeitura de Campinas ou da sua cidade. Doe as roupas de frio em bom estado.

Doação de alimentos não perecíveis: Ajude entidade e grupos que apoiam pessoas em situação de vulnerabilidade, como a Cufa Campinas.

3 – Meio Ambiente e cuidado urbano

Mutirão relâmpago de limpeza: Reúna vizinhos por 67 minutos para recolher lixo descartado incorretamente em uma praça, parque local ou na própria rua.

Revitalização de canteiros: Plante mudas de flores ou monte uma pequena horta comunitária em um espaço público ou canteiro compartilhado do seu bairro.

Separação doméstica: Dedique esse tempo para organizar o sistema de reciclagem do seu condomínio ou rua, separando eletrônicos e materiais difíceis para levar a um ecoponto.

4 – Afeto e conectividade

Voluntariado: Procure uma entidade e doe 67 minutos de seu dia para ajudar e comprometa-se a não a abandonar.

Visita afetiva: Passe 67 minutos conversando, ouvindo histórias ou jogando uma partida de xadrez com moradores de um lar de idosos de Campinas.

Mentoria rápida: Procure uma entidade e veja se há o interesse dela de você compartilhar seu conhecimento profissional, como uma revisão de currículo, com jovens de comunidades vulneráveis da cidade.

Mais informações sobre o Instituto Anelo: www.anelo.org.br. Siga o Anelo nas redes sociais: Facebook (facebook.com/institutoanelo), Instagram (@institutoanelo), YouTube (Instituto Anelo Oficial) e Linkedin (Instituto Anelo).

(Com Nice Bulhões/Comunicação Compartilhada)

Parceria para enfrentar problema de resíduos e poluição no Brasil é anunciada em Recife

Recife, PE, por Kleber Patricio

Fundação Ellen MacArthur está firmando uma parceria com a Prefeitura do Recife e com o governo federal para aproveitar descobertas de um novo relatório para enfrentar resíduos e poluição plástica. Fotos: Douglas Schinatto.

Uma parceria inovadora anunciada no dia 1° de julho coloca o Recife no centro do combate aos resíduos e à poluição plástica no Brasil. A Fundação Ellen MacArthur está firmando uma parceria com a Prefeitura do Recife, apoiada pela Clean Rivers e membros da Rede de Empresas da Fundação, incluindo Mars Inc., Nestlé, PepsiCo e Unilever, para explorar uma nova abordagem ao desenvolvimento de sistemas de coleta e reciclagem de embalagens — uma que possa apoiar a construção de políticas públicas nacionais e se tornar um modelo para cidades semelhantes.

Em evento de lançamento no Recife, o Ministério do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas do Brasil e a Prefeitura do Recife assinaram acordos formais com a Fundação em apoio ao projeto. Nos próximos seis meses, a Fundação e a cidade do Recife trabalharão com os atores locais para elaborar um plano detalhado para a cidade. A ambição é mobilizar cerca de R$ 300 milhões em investimentos plurianuais e iniciar as atividades no Recife já em 2027.

A parceria se baseia nas conclusões apresentadas no relatório Fechando o Ciclo: Transformando os sistemas de resíduos urbanos e protegendo os rios do Brasil, publicado pela Fundação e Clean Rivers com base em informações de mais de 80 organizações, incluindo formuladores de políticas públicas, representantes de catadores, empresas, acadêmicos, ONGs e financiadores.

Luisa Santiago, diretora para a América Latina da Fundação Ellen MacArthur, afirma: “O Brasil tem os ingredientes para transformar a forma como gerencia a coleta e a reciclagem, incluindo bases políticas sólidas, vontade política e uma rede sofisticada de quase um milhão de catadores, que são o motor do sistema de reciclagem do país. A lacuna de infraestrutura é uma barreira sistêmica central para a construção de uma economia circular para embalagens, ao lado da inovação em materiais e dos sistemas de reutilização. Estamos animados para trabalhar com o Recife e começar um novo modelo de colaboração entre cidades e empresas para fechar essa lacuna, com a esperança de que cidades e formuladores de políticas públicas em todo o Brasil possam aproveitar que aprendermos aqui”.

Deborah Backus, CEO da Clean Rivers, afirma: “A cada ano, milhões de toneladas de resíduos chegam aos cursos d’água e aos oceanos do planeta. O fortalecimento dos sistemas de gestão de resíduos reduz esse vazamento, protegendo os ecossistemas de água doce e as comunidades que deles dependem. Recife é o lugar certo para iniciarmos nosso trabalho, por ser uma cidade definida por sua vasta rede de cursos d’água que deságuam no Atlântico Sul. Esta parceria é única enquanto esforço multiparticipante para enfrentar o vazamento e a poluição por resíduos. Por meio da aplicação de recursos filantrópicos, buscamos atrair e mobilizar os investimentos mais amplos necessários para construir este modelo no Recife e criar um modelo para cidades no Brasil e além.”

Jean-Luc Negrier, Head de Sustentabilidade de Embalagens na Nestlé, acrescenta: “Aprimorar a coleta e reciclagem de plásticos é uma das prioridades da Nestlé e nós estamos contentes em trabalhar junto com a Fundação Ellen MacArthur para desenvolver uma base comum e uma visão compartilhada para a transformação desse sistema no Brasil. Ele oferece uma oportunidade valiosa de testar e aprender a partir de um modelo local que poderia informar abordagens para a circularidade de embalagens em outras geografias. Vemos grande valor em trabalhar junto com nossos colegas de indústria e demais atores para construir um aprendizado compartilhado, demonstrar soluções escaláveis e apoiar a mudança sistêmica.”

O Recife foi escolhido como potencial ponto de partida para esse projeto porque seus desafios e suas bases refletem os de muitas outras cidades no Brasil. A ambição é construir um modelo que possa ajudar a formular políticas públicas nacionais e demonstrar como a coleta e a reciclagem podem funcionar de forma eficiente e equitativa em escala nas cidades brasileiras até 2040.

Com 1,6 milhão de habitantes e uma rede de rios, pontes e cursos d’água, o Recife pode ter benefícios visíveis. Embora a cidade tenha um histórico de avanços — com crescimento de 16,6% na reciclagem de plásticos em 2024, mais que o dobro da média nacional — desafios significativos persistem.

Apenas 1% dos domicílios no Recife têm acesso à coleta seletiva formal. Resolver isso em escala exige uma abordagem fundamentalmente nova para o financiamento sustentável vindo de um amplo grupo de atores interessados.

Victor Marques, prefeito de Recife, avalia que “o Recife se destacou nos últimos anos no fortalecimento de políticas voltadas à gestão de resíduos sólidos, seja na coleta, seja na destinação, como também, e especialmente, na promoção de assistência, qualificação e apoio aos trabalhadores e trabalhadoras que atuam dentro dessa cadeia. Esse projeto em conjunto com a Fundação Ellen MacArthur vai nos ajudar a avançar ainda mais nesse caminho, não apenas na busca por uma cidade mais limpa e sustentável, mas ainda além, na dimensão humana e do desenvolvimento social. Essa é uma parceria que promete grandes frutos para a população como um todo, e principalmente para aqueles que mais precisam”.

O Brasil, que detém 12% da água doce do planeta, é um dos cinco maiores geradores de resíduos sólidos urbanos do mundo. Apesar de a coleta cobrir pelo menos 92,4% da população, mais de um quarto dos resíduos sólidos urbanos ainda acaba sendo descartado de forma inadequada. Com isso, estima-se que 3,5 milhões de toneladas de plástico acabem em  bueiros, rios e nos ecossistemas dos quais milhões de pessoas dependem.

O relatório Fechando o Ciclo mostra que um sistema de resíduos urbanos mais eficiente poderia recuperar R$ 14 bilhões em valor de material reciclável, que atualmente fica nos aterros. O relatório também destaca que cerca de 9.300 empregos poderiam ser gerados nas cadeias de coleta, triagem e processamento de materiais. As cadeias produtivas da reciclagem de plásticos poderiam gerar mais 64.000 postos de trabalho até 2030.

Os 800 mil catadores do Brasil recuperam até 90% de todos os materiais recicláveis do país, mas a maioria trabalha sem remuneração justa ou condições seguras. O relatório também pede o reconhecimento formal dos catadores, a remuneração pelos serviços que prestam — para além dos materiais que coletam — e um papel formal na forma como as cidades gerenciam a coleta e a reciclagem, com base em um princípio já previsto na política nacional.

Agenda 2030 para Plásticos para Empresas da Fundação Ellen MacArthur identificou o desenvolvimento de infraestrutura de coleta e reciclagem como uma barreira sistêmica central para o escalonamento de uma economia circular.

Sobre a Fundação Ellen MacArthur

A Fundação Ellen MacArthur é uma organização internacional sem fins lucrativos que desenvolve e promove a ideia de uma economia circular para enfrentar alguns dos principais desafios da atualidade, como as mudanças climáticas, a perda da biodiversidade, desperdício e poluição. Trabalhamos com líderes dos setores público e privado, assim como acadêmicos, para construir conhecimento, explorar oportunidades colaborativas e projetar e desenvolver iniciativas e soluções para uma economia circular. Progressivamente mais baseada em energia renovável, uma economia circular é impulsionada pelo design para eliminar resíduos, fazer circular produtos e materiais em seu valor mais alto e regenerar a natureza, para criar resiliência e prosperidade para as empresas, o ambiente e as pessoas.

Sobre a Clean Rivers

A Clean Rivers é uma fundação apoiada pelos Emirados Árabes Unidos e afiliada à Erth Zayed Philanthropies, que atua no enfrentamento dos desafios na interseção entre água e resíduos. Fundada em 2023, a Clean Rivers mantém parcerias e programas ativos na Indonésia, nas Filipinas e no Brasil, voltados ao fortalecimento de economias circulares, à redução do vazamento de resíduos em terra e nos cursos d’água e ao apoio às comunidades ribeirinhas e aos ecossistemas de água doce.

(Com Isaberla Guaraldi/Sherlock Communications)

“O Kosmonauta: um pagode russo” imagina Yuri Gagarin no Cariri, em musical no Sesc Bom Retiro

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

No musical, cosmonauta russo cai com sua nave no quintal da numerosa família da Costa, no Cariri cearense. Foto: Karina Consani.

A peça “O Kosmonauta: um pagode russo”, do Grupo Carraspano, estreia no Sesc Bom Retiro no dia 19 de julho e segue em temporada até 23 de agosto, com apresentações aos domingos às 12h, e com duas sessões no dia 13/8, quinta-feira, às 10h e às 14h. E se Yuri Gagarin, o primeiro homem a viajar pelo espaço, pousasse no Cariri cearense e fosse “adotado” por uma família local? É esta a premissa do musical, em que o cosmonauta russo cai com sua nave no quintal da numerosa família da Costa. Passado o susto da queda, Gagarin se adapta aos costumes da região e começa a fazer parte daquela comunidade, apesar das barreiras linguísticas. Mas nem tudo é cuscuz e baião de dois. O russo corre perigo: há dois forasteiros bufões à espreita, querendo capturá-lo. Paralelamente, a família da Costa, que acolhe o cosmonauta, também enfrenta suas dificuldades. Zé, o caçula de dez irmãos, está doente e inspira cuidados.

Entre brincadeiras, teatro físico e momentos de ternura, o musical, com direção de Fernanda Castello Branco, mistura ritmos nordestinos e trilhas espaciais para dar o tom fantástico e familiar à encenação da trupe de sete atores e músicos, que permanece sempre no palco. O cenário e a iluminação de Marisa Bentivegna e os figurinos de Chris Galvan combinam referências caririenses e russas, contribuindo para a atmosfera de fantasia e a imersão do público. A dramaturgia de Alex Huszar, Juno e Leo Raoni aborda temas como Pangeia, Corrida Espacial, Guerra Fria, acolhimento, cultura e perda de forma lúdica e sensível, oferecendo diversas camadas de leitura para pessoas de todas as idades.

Ficha técnica

Concepção e dramaturgia: Alex Huszar, Juno e Leo Raoni

Direção: Fernanda Castello Branco

Elenco: Alex Huszar, Leo Raoni, Luan Frenk, Marina Gatti, Michelle Caprioli, Pedro Guimarães e Wesley Salatiel

Cenário e iluminação: Marisa Bentivegna

Cenotécnico: Edilson Quina (Urso)

Figurino e adereços: Chris Galvan

Adereços: Tete Ribeiro

Operadora de luz: Flora Furlan

Técnico de som: Nicholas T. Rabinovitch

Composição musical: Alex Huszar, Juno e Leo Raoni

Arranjos e direção musical: Alex Huszar e Leo Raoni

Fotos: Karina Consani

Produção: Juno.

SERVIÇO:

O Kosmonauta: um pagode russo

19 de julho a 23 de agosto

Domingos, 12h

Quinta-feira, dia 13/8, 10h e 14h.

Local: teatro (297 lugares). Livre.

Valores: R$ 12 (Credencial Plena), R$ 20 (Meia) e R$ 40 (Inteira). Crianças até 12 anos: Grátis.

Acessibilidade: Libras – dia 16/8.

Venda de ingressos disponíveis pelo APP Credencial Sesc SP, no site sescsp.org.br/bomretiro, ou nas bilheterias.

Estacionamento do Sesc Bom Retiro (vagas limitadas): O estacionamento do Sesc oferece espaço para pessoas com deficiência, além de bicicletário. A capacidade do estacionamento é limitada. Os valores são cobrados igualmente para carros e motos. Entrada: Alameda Cleveland, 529.

Valores: R$10 a primeira hora e R$4 por hora adicional (credencial plena). R$20 a primeira hora e R$5 por hora adicional (outros).

Horários: Terça a sexta das 9h às 20h; sábado, das 10h às 20h e, domingo, 10h às 18h.

Sesc Bom Retiro

Alameda Nothmann, 185 – Campos Elíseos, São Paulo – SP

Telefone: (11) 3332-3600

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(Com Flávio Aquistapace/Sesc Bom Retiro)