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Alta gastronomia no Deserto do Atacama

Chile, por Kleber Patricio

Sob o comando dos chefs Juan Pablo Mardones e Maureen Jones, hotel UNAI convida os hóspedes a degustações especiais. Fotos: Divulgação.

O Deserto do Atacama é conhecido por suas paisagens que desafiam a imaginação, mas no glamping UNAI Atacama Luxury Tents, a imersão na cultura local atravessa também o paladar. Localizado no místico Ayllu de Solor, o empreendimento eleva a gastronomia ao status de arte, propondo um diálogo íntimo entre as técnicas contemporâneas e a herança dos povos originários. Lá, a cozinha autoral não é apenas uma refeição, mas sim o coração de uma hospitalidade que celebra o deserto em sua forma mais pura e sofisticada.

A jornada sensorial é estruturada em menus degustação de quatro e seis tempos, onde cada prato conta uma história sobre o solo e o clima da região. Em vez de meras receitas, os chefs apresentam capítulos de uma narrativa que exalta tesouros como o pinhão de chañar e o milho (humita). A experiência começa com a frescura das vieiras em preparos vibrantes, evoluindo para o conforto de massas artesanais que abraçam sabores cremosos e tradicionais. No prato principal, o corte nobre de carne encontra a intensidade das uvas chilenas, enquanto o encerramento da jornada mergulha na doçura de frutos típicos e ervas aromáticas, como a muña muña, que limpa o paladar e desperta os sentidos.

A harmonização é um capítulo à parte, desenhada para que os vinhos — todos provenientes dos vales mais renomados do Chile — funcionem como um espelho líquido da paisagem. Cada taça é cuidadosamente selecionada para elevar as notas terrosas e a frescura dos ingredientes, criando uma sinfonia onde o terroir do deserto se faz presente do primeiro ao último brinde. É um convite para habitar o território com respeito, exclusividade e uma conexão profunda com o que a terra oferece.

Oportunidade Exclusiva para Brasileiros

Para aqueles que desejam viver esse despertar de sentidos, o UNAI Atacama lançou uma condição especial para o público brasileiro. Até o dia 15 de setembro de 2026, estadias a partir de três noites contam com 20% de desconto. O benefício contempla todas as modalidades de hospedagem, desde o café da manhã até os programas privativos, permitindo que a jornada pelo Atacama seja moldada ao ritmo de cada viajante.

Sobre o UNAI Atacama

Inaugurado em 2020, o UNAI — termo que na língua quechua significa “início” — é um refúgio de glamping sustentável que redefine o luxo no deserto. Suas tendas de 40 m² e 60 m² são integradas à natureza preservada, oferecendo vistas privilegiadas para o vulcão Licancabur. Movido integralmente por energia solar, o hotel une o conforto de alto padrão ao compromisso com o turismo responsável, oferecendo ainda experiências de bem-estar, yoga e expedições privadas pelos cenários mais icônicos do norte do Chile.

(Com Ana Davini/AD Comunicação & Marketing)

Exposição na Vila Cultural Cora Coralina reúne mais de 100 obras de Siron Franco

Goiânia, GO, por Kleber Patricio

Sem Título, óleo sobre tela, 80×105, Siron Franco, 1977. Fotos: Divulgação/Siron Franco.

Goiânia recebe, até 6 de julho, a exposição “Expressões”, dedicada à obra de Siron Franco. Em cartaz na Vila Cultural Cora Coralina, a mostra reúne mais de 100 trabalhos produzidos entre as décadas de 1960 e 1980 — período decisivo na formação estética e política do artista.

Com forte carga expressionista, as obras evidenciam o olhar crítico de Siron sobre o contexto social brasileiro, traduzindo em imagens o desconforto diante de temas como repressão, desigualdade e violência. O recorte curatorial privilegia trabalhos que dialogam com episódios marcantes da história recente, como a ditadura militar e o acidente com o Acidente com o Césio-137 em Goiânia, cuja abordagem expositiva inclui um ambiente imersivo que remete à cápsula do material radiológico.

Outro destaque é a instalação dedicada ao feminicídio, composta por dezenas de Madonas produzidas pelo artista nos anos 1970 e 1980, em uma reflexão potente sobre violência de gênero e religiosidade. As obras apresentadas pertencem a uma fase em que Siron, ainda jovem, começa a ganhar projeção nacional e internacional.

Madona Nua, óleo sobre madeira, 50×40, Siron Franco, 1976.

A exposição se estrutura a partir da arte como ferramenta de leitura e intervenção no mundo, colocando em diálogo questões universais como fome, desigualdade e resistência cultural. O percurso inclui ainda a instalação Fome, do artista e curador Aguinaldo Coelho.

Idealizador da mostra, Leopoldo Veiga Jardim destaca a força simbólica do conjunto apresentado. “Siron Franco não pinta apenas quadros — ele realiza verdadeiras biópsias do tecido social brasileiro. Expressões reúne o trauma da ditadura, o luto radioativo do Césio 137, as tensões do sincretismo religioso e a persistência da desigualdade contemporânea”, afirma.

Para o artista, a exposição propõe uma experiência formativa e provocadora. “A ideia é estimular reflexões sobre acontecimentos históricos que ainda reverberam na sociedade. É uma oportunidade de aproximar o público de obras que dialogam com a cultura, a identidade e a história goiana e brasileira”, diz Siron.

Sobre o artista

Santa Luzia, óleo sobre tela, 60×50, Siron Franco, 1983.

Nascido na cidade de Goiás, em 1947, Siron Franco é pintor, escultor, desenhista, gravador, ilustrador e diretor de arte. Ao longo de sua carreira, acumulou importantes reconhecimentos, como o prêmio da I Bienal da Bahia (1968), o destaque no I Salão Global da Primavera (1973) e premiações nas edições XII (1974) e XIII (1975) da Bienal Internacional de São Paulo. Também recebeu os principais prêmios do Salão Nacional de Artes Plásticas, no Rio de Janeiro, consolidando-se como um dos nomes mais relevantes da arte contemporânea brasileira.

SERVIÇO:

Exposição “Expressões”

Período expositivo: até 6 de julho de 2026

Visitação: segunda a domingo, das 9h às 17h

Local: Vila Cultural Cora Coralina

Endereço: Rua 23 com Rua 3, Setor Central – Goiânia (GO)

Entrada gratuita.

(Com Carolina Amoedo/Cor Comunicação)

Novo single de Elis Regina traz participação especial do percussionista Paulinho da Costa

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Paulinho da Costa nos Estúdios Trama NaCena. Foto: Divulgação.

“Corsário”, single inédito de Elis Regina, foi lançado em todas as plataformas digitais no Dia das Mães, via Trama, com distribuição da ONErpm. A composição de João Bosco e Aldir Blanc traz a voz de Elis gravada em 1976. A nova faixa dá sequência ao projeto iniciado em 2024 com a música “Para Lennon & McCartney” e integra um álbum ainda em desenvolvimento, reunindo registros feitos pela cantora naquela mesma noite e finalizados agora, meio século depois, sob a produção de João Marcello Bôscoli.

O ponto de partida é uma gravação captada em uma única sessão que Elis fez para um especial de TV, utilizando um microfone padrão projetado para shows (SM-58/Shure). Sua voz foi restaurada pelo engenheiro de som Ricardo Camera, com o auxílio de sofisticadas ferramentas de tratamento de áudio para eliminar ruídos, interferências e vazamentos presentes no registro original.

Depois, uma nova base instrumental foi produzida nos Estúdios Trama NaCena, em São Paulo. Os músicos gravaram da maneira clássica — exatamente como fazia Elis —, com todos tocando juntos no estúdio, mantendo contato visual, enquanto ouviam no fone de ouvido a voz de Elis Regina, como se o próprio tempo se dissolvesse e ela estivesse ali, participando da sessão. “O lançamento deste projeto é um excelente exemplo de como as novas tecnologias podem influenciar positivamente a produção musical, ao mesmo tempo em que prestam homenagem ao legado da incrível artista Elis Regina”, afirma Emmanuel Zunz, fundador e CEO da ONErpm.

Capa do single.

Os novos arranjos, escritos por Marcelo Maita, são contemporâneos e respeitam o universo musical de Elis. A escolha dos instrumentos seguiu um princípio semelhante. Foram utilizados apenas instrumentos e equipamentos de 1976 para trás, preservando a ambiência sonora da época e mantendo a interpretação no centro de tudo.

Além de Daniel de Paula (bateria), Robinho Tavares (baixo), Conrado Goys (guitarra) e Marcelo Maita (teclados), a gravação contou com uma participação muito especial: Paulinho da Costa, o percussionista mais gravado da história, o único brasileiro homenageado com uma estrela na calçada da fama de Hollywood, com colaborações ao lado de Quincy Jones, Michael Jackson, Miles Davis, Madonna, Whitney Houston, Prince, Stevie Wonder, Tom Jobim e Aretha Franklin, além de trilhas sonoras de Star Wars, Footloose, A Cor Púrpura e Os Embalos de Sábado à Noite, entre, literalmente, milhares de outros trabalhos. “Acompanhei o registro dessas novas gravações, que contam com o talento de músicos brilhantes como Paulinho da Costa nos estúdios da Trama, foi uma experiência emocionante! Unimos a expertise histórica da Trama e a força estratégica da ONErpm em um planejamento digital sem precedentes. Elis é uma artista mundial, e nossa empolgação é enorme em colocar toda a estrutura global de nossos escritórios a serviço deste lançamento, garantindo que sua genialidade alcance um público totalmente novo, além de todos nós que já a amamos profundamente”, afirma Arthur Fitzgibbon, presidente da ONErpm Brasil.

João Marcello recorre à memória de um diálogo que teve com Elis para ilustrar o peso desse encontro, que não aconteceu na época, mas se concretiza agora.

— Mãe, quem é Paulinho da Costa?

Eu tinha acabado de ler seu nome na ficha técnica de um disco do Earth, Wind & Fire.

— Ele é o melhor percussionista do mundo.

“Lembro como se fosse hoje da voz dela me respondendo isso, há exatos 50 anos. Posso afirmar que essa gravação é um dos melhores momentos da minha vida. Simplesmente inesquecível.”

 

 

Paulinho da Costa também fala sobre o single, que tem, para ele, um significado único. Apesar de ter trabalhado com os maiores artistas do planeta, sentia que ainda faltava um nome para completar seu inigualável currículo. “Como nem sonhava tocar com a Elis Regina, considero que essa gravação foi um milagre. Eu nunca poderia imaginar que a Elis sabia quem eu era. Saber disso por meio do filho dela, que foi apresentado a mim por ela e depois se tornou meu amigo, é muito emocionante.”

A capa de “Corsário” apresenta a assinatura de Elis e o videoclipe foi lançado com exclusividade no canal Trama TV do YouTube.

Ficha Técnica

“Corsário” (João Bosco e Aldir Blanc)

Produzido por João Marcello Bôscoli

Voz: Elis Regina

Piano elétrico e sintetizador: Marcelo Maita

Guitarra: Conrado Goys

Baixo: Robinho Tavares

Bateria: Daniel de Paula

Percussão e percussão vocal: Paulinho da Costa

Arranjo de base: Marcelo Maita

Arranjo de sintetizador: Marcelo Maita e João Marcello Bôscoli

Gravado por Caio Laranjeira

Assistentes: Douglas Martins, Fernando Alves e Gustavo “G Studio” Jesus

Restauração, Mixagem e Masterização: Ricardo Camera

Supervisão Vocal: Pedro Mariano

Gravado, Mixado, Restaurado e Masterizado nos Estúdios Trama NaCena

A&R e Produção Executiva: André Szajman e João Marcello Bôscoli.

“Corsário” já está disponível em todas as plataformas digitais via ONErpm.

Assista ao videoclipe oficial aqui.

(Com Thiessa de Castro Torres/Onerpm)

“As 4 Chaves do Cristo”: livro apresenta quatro chaves para retomar a conexão com a própria presença

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Capa.

O esgotamento deixou de ser apenas físico ou mental e passou a refletir um cenário mais amplo de desgaste emocional. No Brasil, cerca de 18,6 milhões de pessoas vivem com ansiedade, o equivalente a 9,3% da população, segundo a Organização Mundial da Saúde. O país também ocupa o 4º lugar no ranking global de estresse, e apenas 26% dos brasileiros afirmam não ter picos ao longo do ano, de acordo com a Gallup. Mas e se o problema não estiver no excesso e sim no ponto de onde a vida está sendo vivida?

É nesse contexto que o livro “As 4 Chaves do Cristo”, em pré-lançamento pela Editora Gente, chega às livrarias em 10 de junho. Na obra, o autor Saulo Nardelli, especialista em desenvolvimento humano e espiritualidade, propõe um deslocamento de perspectiva ao afirmar que o esgotamento passa a ser compreendido como um sintoma que revela uma desconexão mais profunda: a perda de contato com a própria “Presença”, a partir da qual a vida ganha direção e sentido, termo utilizado para descrever uma dimensão de consciência viva que já habita o indivíduo, mas que se torna menos perceptível quando a vida passa a ser conduzida por padrões automáticos e pela mente.

“Mais do que aliviar sintomas, existe uma necessidade de retomar essa conexão com aquilo que sustenta a existência. Existe um tipo de cansaço que não se resolve com descanso, porque nasce da desconexão com aquilo que a sustenta. O problema não é só o excesso, é a falta de sentido. Quando a vida perde direção interna, o corpo até para, mas a exaustão permanece”, afirma. “Nesse sentido, o desgaste se apresenta como a ruptura entre o indivíduo e sua essência, deixando a pessoa mais exposta a padrões automáticos e sem um centro interno estável”, comenta Saulo.

Para abordar essa desconexão, o livro apresenta uma perspectiva de espiritualidade sem vínculo dogmático. A palavra “Cristo” não se refere a uma figura religiosa, mas a um estado de Consciência Viva, uma Presença que, ao ser reconhecida, reorganiza o ponto de referência a partir do qual a vida é vivida. “Não se trata de crença, mas de reconhecimento direto, o que permite interromper a reatividade constante a pensamentos, memórias e expectativas, além de questionar a percepção de separação que sustenta medo e conflito”, acrescenta.

A proposta se estrutura em quatro chaves, apresentadas como processos de desconstrução de ilusões e reposicionamento da consciência. O Retorno à Morada inicia a desprogramação da fuga de si e traz o indivíduo de volta ao corpo e ao presente como base real de experiência; o Reconhecimento da Unidade amplia a percepção de conexão com a vida, reduzindo a sensação de separação e os conflitos internos; o Amor como Caminho propõe o amor como estado de consciência, como a capacidade de permanecer presente diante das experiências, sem ser conduzido automaticamente por medo, carência ou defesa; e O Último Véu consolida a integração e desenvolve uma autonomia interna estável, menos dependente das circunstâncias externas.

Com linguagem direta e objetiva, a obra reforça que essa transformação não se limita à experiência interna, mas se traduz na forma como o indivíduo se posiciona e atua no mundo. “O livro não termina na experiência interna. Quando essa consciência começa a se estabilizar, ela naturalmente se expressa na forma de viver, agir e se relacionar. Isso é o que chamo de serviço, não como obrigação, mas como consequência”, comenta o autor.

Mais do que uma obra de reflexão ou desenvolvimento pessoal, “As 4 Chaves do Cristo” propõe uma mudança no ponto de origem da experiência, um convite ao leitor para perceber com mais clareza de onde está vivendo a própria vida. Nesse movimento, o esgotamento pode ser compreendido como um sinal de desalinhamento interno, abrindo espaço para uma reconexão mais profunda com aquilo que sustenta a própria existência.

Trabalho do autor

Desde 2019, Saulo Nardelli desenvolve projetos voltados à integração entre consciência, bem-estar emocional e impacto social, que já alcançaram mais de 165 mil vidas diretamente, com a realização de mais de 4 mil atendimentos terapêuticos e a condução de mais de 6 mil práticas meditativas.

As iniciativas incluem ainda mais de 500 ações sociais e de bem-estar, além de 3.450 horas de conteúdo gratuito disponibilizado. Ao todo, mais de 1.650 voluntários já foram mobilizados, com atuação em 18 estados brasileiros, 56 cidades e dois países na Europa.

Sobre Saulo Nardelli

Saulo Nardelli é autor e fundador da Sangha Platina Solaris e da The Golden Walk Foundation, iniciativas voltadas à integração entre consciência, bem-estar emocional e impacto social. Sua atuação reúne espiritualidade aplicada, desenvolvimento humano e reflexão sobre identidade na vida contemporânea. Desde 2017, seus programas e ações comunitárias já impactaram mais de 160 mil pessoas no Brasil e no exterior por meio de práticas de bem-estar, apoio emocional e projetos voluntários. Em 2023, passou a integrar o Board Consultivo em Cura Social da Cátedra Unesco de Sustentabilidade (Unesco-SOST), vinculada à Universitat Politècnica de Catalunya. Em 2026, lança pela Editora Gente o livro “As 4 Chaves do Cristo”, obra que propõe uma reflexão sobre identidade, silêncio interior e o desafio de encontrar sentido em uma sociedade marcada por pressão e desempenho.

Título: As Quatro Chaves do Cristo

Subtítulo: Um caminho de ativação interior para atravessar a dualidade e habitar o Amor como Presença Viva

Autor: Saulo Nardelli

ISBN: 978-65-6107-078-2

Páginas: 176

Preço de capa: R$ 74,90

Preço e-book: R$ 52,40

Lançamento: 10/06

Gênero: Espiritualidade.

(Com Geovanna Veiga/Image 360)

As bibliotecas mais impressionantes do mundo para visitar

Mundo, por Kleber Patricio

Viajar também é descobrir lugares capazes de contar histórias, e poucas experiências representam isso tão bem quanto visitar uma grande biblioteca. Muito além dos livros, esses espaços se transformaram em verdadeiros símbolos culturais, reunindo arquitetura impressionante, séculos de história e experiências únicas para quem busca roteiros diferentes pelo mundo.

Pensando nisso, a Civitatis reuniu algumas das bibliotecas mais bonitas e impressionantes do planeta, incluindo um dos maiores tesouros arquitetônicos do Brasil: o Real Gabinete Português de Leitura, no Rio de Janeiro.

1 – Tianjin Binhai Library: a biblioteca futurista chinesa

Tianjin Binhai Library, China.

Localizada em Tianjin, na China, esta é uma das bibliotecas mais impressionantes do mundo. Projetada pelo estúdio MVRDV e inaugurada em 2017, ficou conhecida pelo enorme átrio central em formato de “olho”, cercado por estantes onduladas que vão do chão ao teto.

Com mais de 1,2 milhão de livros, o espaço combina arquitetura futurista e experiência imersiva, tornando-se uma das bibliotecas mais fotografadas do planeta.

2 – Trinity College: o templo dos livros no coração de Dublin

Com mais de quatro milhões de livros, a biblioteca do Trinity College é um dos lugares mais emblemáticos da Irlanda. Desde 1801, recebe um exemplar de tudo o que é publicado na Grã-Bretanha e na Irlanda.

O grande destaque é a famosa Long Room, salão histórico com estantes infinitas de madeira, bustos de mármore e atmosfera cinematográfica. O espaço também abriga o Livro de Kells, manuscrito do século IX considerado uma das maiores joias da história medieval.

3 – Biblioteca Nacional e Real Gabinete Português de Leitura: o tesouro brasileiro da lista

No coração do centro histórico do Rio de Janeiro estão dois dos espaços culturais mais emblemáticos do Brasil: a Biblioteca Nacional e o Real Gabinete Português de Leitura. Para quem deseja conhecer esses locais de perto, vale apostar no tour guiado pelo Teatro Municipal, Biblioteca Nacional e Real Gabinete, disponível na Civitatis.

Durante o passeio, os visitantes exploram a grandiosidade do Teatro Municipal, a maior biblioteca da América Latina e o impressionante Real Gabinete Português de Leitura, considerado uma das bibliotecas mais bonitas do mundo. O espaço chama atenção pela arquitetura neomanuelina, pelos vitrais e pelas estantes monumentais que abrigam o maior acervo de literatura portuguesa fora de Portugal.

4 – Abadia de Admont: a biblioteca monástica mais espetacular do mundo

Localizada nos Alpes austríacos, a cerca de três horas de carro de Viena, a Abadia de Admont abriga a maior biblioteca monástica do planeta, com mais de 70 mil volumes. Fundada em 1074, foi um dos centros culturais e espirituais mais importantes da Idade Média, período em que os monges começaram a preservar obras e manuscritos valiosos.

No entanto, foi apenas no século XVIII que surgiu seu maior tesouro: uma biblioteca monumental projetada pelo arquiteto barroco Joseph Hueber, responsável por criar uma verdadeira “catedral da luz”. O espaço foi pensado para representar o conhecimento iluminando a mente, por isso a luz natural entra estrategicamente através de 48 janelas, criando uma atmosfera simplesmente impressionante.

5 – Biblioteca Pública de Nova York: um ícone cultural em Manhattan

Além de ser uma das bibliotecas mais importantes e conhecidas dos Estados Unidos, a Biblioteca Pública de Nova York (New York Public Library) também funciona como um dos pontos turísticos mais emblemáticos de Manhattan, especialmente durante o inverno. Ao lado do edifício está o Bryant Park, que recebe pista de patinação no gelo e um tradicional mercado natalino, transformando a região em um verdadeiro cenário de filme.

A entrada é protegida pelos famosos leões Patience e Fortitude (“Paciência” e “Fortaleza”), nomes dados durante a Grande Depressão como símbolo de resiliência para a cidade. No interior, destacam-se os afrescos da Rose Main Reading Room, os enormes lustres e as elegantes mesas de carvalho. A biblioteca é uma das paradas do Free tour pela Times Square, Broadway e Midtown Manhattan, disponível na Civitatis.

6 – Biblioteca de Alexandria: o renascimento de um dos maiores símbolos de conhecimento da história

Para quem deseja mergulhar na história de uma das cidades mais fascinantes do Egito, a Nova Biblioteca de Alexandria é uma parada obrigatória. O moderno edifício homenageia a lendária biblioteca da Antiguidade, que chegou a reunir uma das coleções de papiros e pergaminhos mais importantes do mundo antigo. Além da grandiosidade arquitetônica, o espaço abriga milhões de livros, exposições, galerias e museus, consolidando-se como um dos maiores centros culturais do Mediterrâneo.

Durante uma visita guiada por Alexandria, os viajantes também podem conhecer outros marcos históricos da cidade, como a Cidadela de Qaitbay, construída no mesmo local onde ficava o lendário Farol de Alexandria, e as Catacumbas de Kom el Shoqafa, conhecidas pela impressionante fusão entre elementos egípcios, gregos e romanos.

7 – Biblioteca Nacional da Áustria: elegância barroca no coração de Viena

Considerada uma das atrações imperdíveis da capital austríaca, a Biblioteca Nacional da Áustria foi construída no século XVIII por ordem do imperador Carlos VI, do Sacro Império Romano-Germânico. O espaço faz parte do complexo do Palácio Imperial e abriga uma das coleções históricas mais importantes da Europa.

Seu ambiente mais emblemático é a Sala Imperial, projetada de forma simétrica para conduzir o olhar até a cúpula central, onde um enorme afresco representa a história do império e a importância do conhecimento como símbolo de poder. As estantes esculpidas em madeira escura guardam mais de 200 mil livros impressos entre os anos de 1500 e 1850. Uma visita guiada pela Biblioteca Nacional da Áustria é, sem dúvida, a melhor forma de descobrir todos os detalhes e curiosidades do local.

8 – Universidade de Salamanca: séculos de história na primeira biblioteca universitária espanhola

Conhecida oficialmente como Biblioteca Geral Histórica de Salamanca, ela é considerada a biblioteca universitária mais antiga da Espanha. Fundada por Alfonso X, o Sábio, a instituição mudou de sede diversas vezes ao longo da história e sobreviveu a momentos críticos, incluindo um desabamento em 1664, que deixou a universidade sem biblioteca durante quase um século.

A chamada Antigua Librería, preservada até hoje, data do século XVIII e chama atenção pelas estantes originais de madeira de pinho e pelo mobiliário histórico, que conferem ao espaço uma atmosfera atemporal. Um dos detalhes mais curiosos é o teto decorado com pinturas que representam áreas do conhecimento da época, como astronomia e medicina, transformando a biblioteca em uma espécie de “mapa do saber” do século XVIII.

9 – Biblioteca Apostólica Vaticana: um dos maiores tesouros culturais do mundo

Localizada na Cidade do Vaticano, a Biblioteca Apostólica Vaticana é uma das instituições culturais mais importantes e antigas do planeta. Fundada oficialmente no século XV, abriga uma das coleções mais valiosas da história, reunindo milhões de livros, manuscritos, códices e documentos que atravessam séculos de conhecimento.

Entre seus tesouros estão manuscritos medievais, textos clássicos e obras fundamentais para compreender a história da arte, da ciência e da religião. Suas salas, decoradas com impressionantes afrescos renascentistas, transformam a visita em uma experiência única, onde arquitetura e conhecimento se encontram. Embora grande parte do espaço seja reservada a pesquisadores e especialistas, sua relevância vai muito além do universo acadêmico: a biblioteca representa um símbolo universal da preservação do conhecimento ao longo da história.

10 – Biblioteca Joanina: uma joia barroca em Coimbra

Uma das bibliotecas mais bonitas e ricamente decoradas do mundo, a Biblioteca Joanina foi construída entre 1717 e 1728 por ordem do rei Dom João V de Portugal e se tornou parada obrigatória em qualquer visita à Universidade de Coimbra.

O espaço se destaca pelo estilo rococó, que faz com que o ambiente lembre mais uma capela do que propriamente uma biblioteca. Tetos pintados, estantes revestidas com folhas de ouro produzidas em madeiras exóticas e uma valiosa coleção de livros antigos formam um conjunto único. Um detalhe curioso é que, todas as noites, uma colônia de morcegos habita a biblioteca e ajuda na conservação das obras ao eliminar insetos que poderiam danificar os livros, um sistema natural de proteção que continua ativo até hoje.

(Com Leandro Moura/Civitatis)