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Meio Ambiente & Responsabilidade Social

Ubatuba, SP

Instituto Argonauta auxilia baleia-jubarte emalhada em Ubatuba

por Kleber Patrício

A Equipe de desenredamento de grandes cetáceos do Instituto Argonauta para a Conservação Costeira e Marinha foi acionada para atender uma baleia-jubarte (Megaptera novaeangliae) juvenil avistada emalhada nas proximidades da Ponta Grossa, em Ubatuba. O animal, conhecido como Lena, já havia sido registrado na região no ano passado e voltou a ser avistado neste ano […]

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Emirates apresenta novos kits de amenidades da Bulgari para passageiros

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

A Emirates apresentou sua mais recente coleção de kits de amenidades da Bulgari para passageiros da Primeira Classe e da Classe Executiva, dando continuidade a uma parceria de mais de 16 anos com a marca italiana.

A nova coleção Primavera/Verão marca a 18ª edição dos conjuntos exclusivos oferecidos pela companhia e será introduzida gradualmente em rotas selecionadas de longas distâncias ao longo do ano. Desenvolvidos para complementar os interiores recém-modernizados das aeronaves, os novos kits reúnem materiais e fragrâncias da marca.

Kits da Primeira Classe

Para os passageiros da Primeira Classe, foram disponibilizados quatro novos modelos de nécessaires, divididos entre o público feminino e masculino.

Feminino: modelos em couro sintético metálico na cor champanhe com interior em rosa claro. Incluem o perfume Le Gemme Sahare (30 ml), loções hidratantes corporais, um protetor labial, espelho de bolso dourado e itens básicos de higiene, como kit dental, toalha umedecida, desodorante, lenços de papel e uma escova de cabelo dobrável.

Masculino: modelos em couro sintético na cor chocolate com forro vinho. Incluem o perfume Le Gemme Yasep (30 ml), loções hidratantes corporais, um protetor labial e itens de higiene.

Kits da Classe Executiva

Os clientes da Classe Executiva também receberão novas nécessaires com materiais refinados e novas combinações de cores.

Feminino: confeccionados em couro sintético creme com detalhes em rosa. Acompanham a fragrância Omnia Crystalline em frascos de 5 ml, loções hidratantes, protetor labial e um espelho duplo e itens de higiene.

Masculino: produzidos em tecido marrom-chocolate com forro cinza. Incluem o perfume Bulgari Man Rain Essence (5 ml), além de loções hidratantes, um protetor labial e um kit de higiene padrão.

Foco em materiais reciclados

Como parte das iniciativas de fornecimento responsável da companhia, parte dos elementos que compõem os kits de amenidades foi desenvolvida com materiais sustentáveis. As nécessaires de ambas as classes utilizam tecidos com conteúdo reciclado, assim como acessórios selecionados, incluindo a escova de cabelo dobrável e o pente. Outras medidas contemplam o uso de papel kraft preto nas embalagens dos kits dentais, além de espelhos duplos e capas feitas a partir de materiais reaproveitados em unidades da Classe Executiva.

Sobre a Emirates
A Emirates foi fundada em 1985 e hoje é uma das maiores e mais reconhecidas companhias aéreas internacionais do mundo. Com sede em Dubai, a Emirates opera uma frota moderna com mais de 260 aeronaves, que atendem a mais de 140 destinos em seis continentes. A companhia aérea é reconhecida por seu compromisso de oferecer serviço excepcional ao cliente e seu foco em inovação, incluindo experiências a bordo e projetos de sustentabilidade. Como pioneira na indústria da aviação, a Emirates constantemente integra tecnologias avançadas e práticas sustentáveis para aprimorar suas operações e reduzir seu impacto ambiental. A companhia aérea desempenha um papel fundamental no posicionamento de Dubai como um hub de aviação global, além de promover iniciativas de sustentabilidade alinhadas à visão dos Emirados Árabes Unidos de um futuro mais verde.

(Com Luiz Otolini/Assessoria de imprensa Emirates)

“Reparação” traz reflexão sobre violência, memória e justiça em temporada no Sesc Belenzinho

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

“Reparação”. Foto: Mariana Chama.

De 10 a 26 de julho, o Sesc Belenzinho apresenta o espetáculo “Reparação”, obra inspirada em um caso real ocorrido no interior de São Paulo na década de 1980. A montagem parte de depoimentos de moradores e pessoas ligadas ao episódio, combinando documentos, ficção e drama para refletir sobre as marcas da violência e as possibilidades, ou limites, da reparação.

A narrativa acompanha a trajetória de uma jovem violentada por dois colegas de escola que, após engravidar, é obrigada pela família a deixar a cidade para ter o filho longe dos olhares da comunidade. Seis anos depois, ela retorna com a criança para apresentar o filho ao pai. O reencontro faz emergir memórias, silêncios e conflitos que atravessam o tempo, conduzindo a história entre a tragédia e a possibilidade de reconstrução.

A dramaturgia preserva trechos dos depoimentos coletados pelo autor em transcrições fiéis, aproximando o público das vozes que inspiraram a criação da obra. Esses relatos se entrelaçam a cenas ficcionais, ampliando a discussão sobre violência de gênero, memória coletiva e os impactos duradouros de acontecimentos que permanecem inscritos na vida de indivíduos e comunidades.

Integrando a Trilogia da Cor Local, ao lado de Agamenon 12h e xs CULPADXS, “Reparação” também investiga a relação entre espaço, cultura e identidade. Nesta montagem, a ação acontece em um salão de beleza típico dos anos 1980, recriado em cena como um ambiente de convivência, confidências e transformação. Mais do que um elemento cenográfico, o espaço torna-se parte da narrativa ao evocar um aspecto marcante da sociabilidade brasileira da época e evidenciar como histórias íntimas se entrelaçam às dinâmicas sociais.

Ao longo da trilogia, diferentes espaços cotidianos da periferia brasileira servem como ponto de partida para discutir memória, pertencimento e desigualdades. Em “Reparação”, o salão de beleza revela-se um território simbólico onde passado e presente se encontram, convidando o público a refletir sobre as permanências da violência e os caminhos possíveis para sua elaboração.

FICHA TÉCNICA

Encenação e dramaturgia

Carlos Canhameiro

Elenco

Daniel Gonzalez

Fábia Mirassos

Luiz Bertazzo

Marilene Grama

Nilcéia Vicente

Yantó

Manicure em cena

Maria França

Cabelo e maquiagem em cena

Rosa De Carlos

Trilha sonora e música ao vivo

Yantó

Cenário

José Valdir Albuquerque

Carlos Canhameiro

Iluminação

Gabriele Souza

Figurinos

Bianca Scorza (Acervo Godê)

Videografia

Vic Von Poser

Técnico de som

Pedro Canales

Técnico de luz

Finnick Fernandes

Técnico de vídeo

Ana Lopes

Cenotécnicos

Cesar Bournier

Marcelo Andrade

Produção

Mariana Pessoa.

SERVIÇO:

Reparação

De 10/07 a 26/07, sexta e sábado às 20h, domingo 18h30

Valores: R$ 50 (inteira), R$ 25 (meia-entrada), R$ 15 (Credencial Plena – Sesc).

Ingressos à venda no portal sescsp.org.br e nas bilheterias das unidades Sesc.

Limite de 2 ingressos por pessoa.

Local: Sala de Espetáculo I (120 lugares). Classificação: 16 anos. Duração:  90 min.

Sesc Belenzinho

Endereço: Rua Padre Adelino, 1000.

Belenzinho – São Paulo (SP)

Telefone: (11) 2076-9700

sescsp.org.br/Belenzinho

Transporte público: Metrô Belém (550m) | Estação Tatuapé (1400m)

Estacionamento: De terça a sábado, das 9h às 21h. Domingos e feriados, das 9h às 18h.

Valores: Credenciados plenos do Sesc: R$ 10,00 a primeira hora e R$ 4,00 por hora adicional. Não credenciados no Sesc: R$ 20,00 a primeira hora e R$ 5,00 por hora adicional.

Sesc Belenzinho nas redes: Facebook | Instagram | @sescbelenzinho.

(Com Andressa Santiago/Sesc Belenzinho)

Com 600 anos, Cappella Musicale Pontificia “Sistina” vem pela primeira vez ao Brasil

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Com grande influência na história da música, Coro da Capela Sistina é a instituição de canto coral mais antiga do Mundo. Grupo é responsável pela música das principais celebrações no Vaticano. Fotos: Divulgação.

A instituição coral mais antiga do mundo chega ao Brasil em julho de 2026. A Cappella Musicale Pontificia “Sistina” – que tem suas origens no século VI e é responsável por moldar decisivamente o desenvolvimento da música vocal no Ocidente — realiza sua primeira viagem à América Latina. Com apresentações em São Paulo e Brasília financiadas via Lei Rouanet, a turnê terá concertos extras em Campinas, Curitiba e Rio de Janeiro. Todas as performances terão acesso 100% gratuito.

Responsável pela música nas principais celebrações do Vaticano, o grupo é conhecido informalmente como “O Coro do Papa” e destaca-se em atuações na Basílica de São Pedro, Capela Sistina e, mais recentemente, em momentos históricos como os funerais do Papa Francisco.

As origens da Cappella Musicale Pontificia “Sistina” remontam aos séculos VI e VII, numa época em que a Europa ainda não tinha orquestras, óperas nem conservatórios. Entretanto, o marco que projetou o conjunto ao centro da vida musical europeia ocorreu em 1471, quando o Papa Sisto IV reorganizou e ampliou a instituição, que desde então carrega seu nome. A partir desse momento, a Cappella Musicale Pontificia “Sistina” tornou-se o principal polo de atração e formação musical do continente. Por seus quadros passaram alguns dos maiores nomes da história da composição: Guillaume Dufay (c. 1397–1474), Josquin des Prez (c. 1450–1521) — considerado por muitos o maior compositor antes de Bach —, Giovanni Pierluigi da Palestrina (c. 1525–1594), Cristóbal de Morales (c. 1500–1553), Luca Marenzio (c. 1553–1599), Costanzo Festa (c. 1485–1545), Jacob Arcadelt (c. 1505–1568) e Gregorio Allegri (1582–1652), entre dezenas de outros. Vários deles compuseram obras exclusivamente para esse coro — peças calibradas para a acústica única da Capela Sistina e que se tornaram a referência técnica e estética da polifonia coral para toda a Europa. Quando os compositores passaram a escrever para conjuntos vocais em qualquer parte do mundo, tinham em mente o modelo da Sistina.

O Miserere de Allegri: uma obra composta para existir apenas ali e a história com Mozart

Entre as obras criadas especificamente para a Cappella Sistina, o Miserere de Gregorio Allegri — composto por volta de 1638 para um cantor do próprio coro — ocupa um lugar singular. A peça foi escrita para ser executada naquele espaço, por aquelas vozes, com uma técnica de ornamentação que os cantores da Cappella desenvolveram ao longo de gerações e que não estava registrada em partitura: era transmitida oralmente, de cantor para cantor, como um segredo de ofício.

Essa dimensão intransmissível é o que torna o Miserere um caso único na história da música: uma obra cujo poder dependia não apenas das notas escritas, mas de uma tradição de interpretação viva, preservada dentro do coro. Em 1770, o jovem Wolfgang Amadeus Mozart, então com 14 anos, assistiu a uma execução na Semana Santa e realizou uma transcrição da obra — episódio registrado em carta por seu pai Leopold e que, menos de três meses depois, levou o Papa Clemente XIV a receber Mozart e lhe conceder a Ordem da Espora de Ouro, uma das mais altas distinções pontifícias. A transcrição foi publicada no ano seguinte em Londres pelo historiador Dr. Charles Burney, encerrando definitivamente o monopólio da obra.

Miserere é hoje uma das peças de corais mais gravadas e executadas do mundo. Mas a versão que chegou até nós — incluindo o célebre Dó agudo, uma das notas mais reconhecíveis do repertório coral — é ela mesma produto de camadas de transcrição, reinterpretação e até de um erro tipográfico incorporado ao cânone no século XIX. O que a Cappella Sistina preserva e executa é a versão do Códice Sistino de 1661, o registro mais próximo da obra original — anterior a todas essas transformações.

Da Renascença aos streamings: gravações pela Deutsche Grammophon

No século XX a tradição do coro da Sistina encontrou o registro sonoro. O conjunto realizou gravações para o selo Deutsche Grammophon — a mais antiga e tradicional gravadora de música em atividade no mundo, responsável pelo catálogo de nomes como Herbert von Karajan, Leonard Bernstein e Maria. Esses registros documentam um repertório de profundidade e extensão únicos, e levaram ao público global o som de um conjunto que acompanhou, e em grande medida protagonizou, mais de quinze séculos de história musical.

O grupo já se apresentou em países como Japão, Coreia do Sul, Hungria, Alemanha, Estados Unidos e Canadá. A turnê brasileira inaugura um capítulo inédito: é a primeira vez que o coro se apresenta na América Latina e ao sul do Equador.

O programa no Brasil – Canto gregoriano e clássicos do Renascimento e outros

O coro que vem ao Brasil é composto por 24 cantores adultos e cerca de 30 Pueri Cantores — os meninos cantores que constituem a seção das chamadas vozes brancas do conjunto – caracterizadas pela sonoridade pura, precedente à puberdade. “O programa preparado para as apresentações brasileiras abrange quinze séculos de repertório coral, do canto gregoriano à música do século XX, incluindo uma obra de um compositor brasileiro”, afirma Monsenhor Marcos Pavan, maestro e diretor musical atual do grupo.

Os concertos incluirão, entre outras obras, peças como o antífona gregoriana Factus est repente; obras de Palestrina (incluindo o Credo da célebre Missa Papae Marcelli) e Tomás Luis de Victoria — dois dos maiores polifonistas do Renascimento e ex-membros do próprio coro; peças de Lorenzo Perosi e Domenico Bartolucci — ambos ex-maestros diretores da Cappella Sistina e o Choral varié sur le thème du ‘Veni Creator’ de Maurice Duruflé para órgão solo.

Brasileiro, o primeiro maestro não italiano no cargo em 600 anos

Nascido em São Paulo, Monsenhor Marcos Pavan realizou estudos musicais na capital paulista, especializando-se em técnica vocal e canto gregoriano, e obteve o Fellowship Diploma em Regência Coral pelo National College of Music and Arts de Londres. Após carreira no Brasil como cantor lírico e regente, transferiu-se para a Itália em 1991. Em 1998, foi nomeado Maestro dos Pueri Cantores da Cappella Sistina, participando das gravações do coro para a Deutsche Grammophon e a Paulus. Em 2020, o Papa Francisco o nomeou Maestro Diretor — tornando-o o primeiro não italiano a ocupar o posto desde que o cargo foi criado, no século XIX.

Uma turnê histórica pelo Brasil — entradas 100% gratuitas

A vinda da Cappella Musicale Pontificia “Sistina” ao Brasil é realizada com patrocínio via Lei Rouanet do Grupo Mix, Itaú, Mobifácil, Iguatemi S.A. e Empório do Bem. Conta com apoio da Catedral da Sé de São Paulo, Pastoral do Menor da Arquidiocese de São Paulo, UBRAJUC e UJUCASP. Realização. Estúdio Centro, São Paulo Schola Cantorum, Museu de Arte Sacra de São Paulo, Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo e Ministério da Cultura do Governo Federal.

A classificação etária geral é Livre (AL).

CONCERTOS REALIZADOS A PARTIR DA LEI ROUANET

Brasília – Catedral de Brasília  |  09 de julho 19:00 horas.

Entrada gratuita. Retirada de ingressos via Sympla. 4.000 lugares.

São Paulo – Sala São Paulo  |  14 de julho de 2026  |  20:30 horas

Entrada gratuita | Retirada de ingressos a partir de 7/7/2026, nos canais online e presencialmente na Sala São Paulo – 1388 lugares.

Todas as apresentações contarão com acessibilidade física, tradução simultânea em LIBRAS e Audiodescrição. Além de disponibilização de abafadores de ruído para pessoas com necessidades especiais.

APRESENTAÇÕES EXTRAS / CONCERTOS

Curitiba — Capela Santa Maria Espaço Cultural  |  6 de julho | 19:30

Rio de Janeiro — Igreja Nossa Senhora da Paz em Ipanema |  10 de julho  | 19:30 horas

Além dos concertos acima, o grupo realizará concerto para convidados em comemoração aos 80 anos da PUC-SP, no TUCA.

(Com Maria Clara Moura/Agência Amigo)

Primavera selvagem: a estação em que Torres del Paine revela uma Patagônia mais silenciosa e cheia de vida

Patagônia, Chile, por Kleber Patricio

Fotos: Divulgação/Beckons.

Há uma Patagônia que muitos viajantes ainda conhecem pouco. Antes da alta temporada, quando os dias começam a ficar mais longos e a paisagem desperta do inverno, o icônico Parque Nacional Torres del Paine, no extremo sul do Chile, ganha outro ritmo: mais silencioso, mais contemplativo e especialmente interessante para quem busca observar a natureza com calma.
A primavera transforma o parque em um dos momentos mais delicados do ano. É quando os filhotes de guanaco, conhecidos como chulengos, começam a aparecer; a avifauna se torna mais ativa; os vales recuperam tons de verde e cor; e os lagos, em dias mais calmos, refletem as montanhas como espelhos naturais.

É também uma época em que as trilhas de caminhada tendem a estar mais tranquilas, favorecendo um contato mais profundo com a paisagem. Para quem deseja ir além da visita clássica, a estação permite uma leitura mais lenta do destino, com tempo para caminhadas, contemplação, observação de fauna e atividades desenhadas de acordo com o perfil de cada viajante.

Nesse contexto, o hotel Tierra Patagonia, que até a temporada passada funcionava de outubro a abril, antecipou sua abertura 2026 para 15 de setembro e criou a proposta A Wild Reward, voltada a hóspedes que desejam permanecer três noites ou mais durante a primavera. A ideia é incentivar estadias mais longas, com uma curadoria privada de atividades e um crédito adicional para enriquecer a viagem.

A condição, válida para hospedagens até 20 de outubro deste ano, inclui US$ 1.000 por apartamento para atividades, além das inclusões habituais do hotel: todas as refeições, open bar com vinhos da casa e destilados, duas excursões de meio dia ou uma excursão de dia inteiro por dia, traslados de ida e volta ao aeroporto de Puerto Natales em conexão com voos regulares e uso das instalações do lodge.

O crédito pode ser usado para ampliar a programação no destino, de acordo com disponibilidade e perfil da viagem. Entre as possibilidades estão atividades especiais como um safári para tentativa de observação de pumas e a navegação no Lago Grey, que devem ser reservadas com antecedência.

As reservas devem ser feitas até 15 de julho. Mais informações em tierrapatagonia.com e beckons.com.

Sobre a Beckons

A Beckons nasce em torno de jornadas de descoberta para viajantes curiosos que buscam uma conexão mais profunda com o destino, a cultura e o mundo natural. Por meio de uma coleção em expansão de lodges localizados em alguns dos destinos mais raros e extraordinários do planeta, a marca é guiada por uma abordagem regenerativa ao luxo — que vai além da sustentabilidade, buscando gerar impacto positivo e duradouro para as paisagens, a vida selvagem e as comunidades que chamam esses lugares de lar.

A coleção Beckons reúne cinco propriedades premiadas na Austrália: Southern Ocean Lodge, na Ilha Kangaroo; Longitude 131°, em Uluṟu-Kata Tjuṯa; Capella Lodge, na Ilha Lord Howe; Silky Oaks Lodge, na Floresta Daintree; e The Louise, no Vale do Barossa. Do outro lado do Mar da Tasmânia, na Nova Zelândia, está o centenário — ainda jovem em espírito — Huka Lodge, em Taupō. Nas Américas, as experiências incluem o Clayoquot Wilderness Lodge, na Ilha de Vancouver, no Canadá, além das paisagens selvagens do Tierra Atacama e do Tierra Patagonia, no Chile. Mais informações no site Link e no perfil de Instagram @beckonsjourneys.

(Fonte: AD Comunicação & Marketing)

Capulanas Cia de Arte Negra inicia celebrações de seus 20 anos com “No Baile de Osá Meji Faço das Tripas o Meu Coração”

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Cena de No Baile de Osá Meji Faço das Tripas o Meu Coração. Fotos: Noelia Nájera.

Inspirado na cosmologia iorubá-nagô e nas experiências de mulheres negras, o espetáculo “No Baile de Osá Meji Faço das Tripas o Meu Coração” transforma o ventre feminino em território de memória, ancestralidade e criação. A nova montagem da Capulanas Cia de Arte Negra realiza temporada gratuita entre os dias 03 de julho e 9 de agosto de 2026, passando pela Goma Capulanas, no Jardim São João; pelo Terreiro Ilê Axé Dará Omo Ofá Bebê, no Balneário Dom Carlos; e pelo Teatro de Arena Eugênio Kusnet, na Vila Buarque. A circulação integra o projeto A Casa, o Terreiro e o Teatro, contemplado pela 44ª edição do Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo e concebido para dialogar com diferentes territórios de encontro, criação e ancestralidade.

Com direção de Olaegbé, que assina a dramaturgia ao lado das demais integrantes do grupo, a peça acompanha a trajetória de Capulanas, uma mulher negra que gesta um espetáculo dentro do próprio ventre. Orientada por Milagros, uma sensível médica afro-cubana, ela inicia uma busca pelos fragmentos de uma história coletiva de mulheres extraordinárias que ensaiaram, dia após dia, o nascimento de uma nova festa. Entre consultas médicas, memórias familiares e encontros com ancestrais, a obra costura temas como maternidade, violência obstétrica, apagamento histórico e resistência cultural.

A jornada é atravessada por personagens, entidades e figuras ancestrais que colaboram para esse nascimento coletivo, entre elas Tia Ma Monserrat, Maria Júlia Figueiredo, Maria Júlia da Conceição, Eleiê, Exu, Oshum, Oyá e Osá.

Concebida a partir da relação entre casa, terreiro e teatro, a circulação dialoga diretamente com as características de cada espaço. Na Goma Capulanas, sede da companhia, a encenação assume a atmosfera de uma casa antiga de mulheres negras. No Ilê Axê Dará Omo Ofá Bebê, a obra encontra o terreiro como território de ancestralidade, acolhimento e fortalecimento comunitário. Já no Teatro de Arena Eugênio Kusnet, a arquitetura circular aproxima atrizes e espectadores, destacando a dimensão cênica e coletiva do encontro.

Um dos elementos centrais da encenação nasce do encontro entre a Capulanas Cia de Arte Negra e o artista beninense Barthélémy Hountchonou, reconhecido por seu trabalho na escultura de máscaras. Para a montagem, ele criou ventres de madeira vestidos pelas atrizes Adriana Paixão, Flávia Rosa, Débora Marçal, Sol Tereza e Beatriz Oliveira, transformando o corpo gestante em imagem cênica que conecta ancestralidade, criação e potência feminina.

Em atuação desde 2007, a Capulanas Cia de Arte Negra desenvolve uma pesquisa que coloca as experiências de mulheres negras periféricas no centro da criação artística. Em No Baile de Osá Meji Faço das Tripas o Meu Coração, a companhia aprofunda investigações presentes em sua trajetória, aproximando espiritualidade, memória, saúde e ancestralidade afrodiaspórica. “Escolhemos bailar para o odu Osá Meji para lembrar às mulheres negras da importância do cuidado com a própria saúde, especialmente em relação às doenças ligadas ao ventre, ao útero, às pernas e às partes sanguíneas do corpo. Durante a pesquisa, percebemos a necessidade de incentivar essa comunidade a realizar exames e, ao mesmo tempo, fortalecer sua conexão com a ancestralidade”, comenta a diretora Olaegbé.

A figura de Milagros simboliza justamente a aproximação entre esses universos. “Ela é uma doutora do SUS e, ao mesmo tempo, um grande pássaro destinado a cuidar daquela barriga. Ao realizar esse parto, Capulanas entra em contato com mulheres que enfrentaram situações como a violência obstétrica ou o diagnóstico precoce da retirada do útero”, acrescenta.

A montagem também dialoga com o Gẹ̀lẹ̀dẹ̀, dança ritual do povo iorubá presente na Nigéria, no Benin e no Togo, dedicada à celebração das mães ancestrais. Nessa tradição, dançar como as ancestrais dançam é também um gesto de cura, permanência e celebração da vida.

Essa dimensão ancestral atravessa ainda o figurino, concebido por Débora Marçal, que utiliza as roupas como dispositivos dramatúrgicos. As atrizes vestem sucessivas camadas de saiotes confeccionados com capulanas — tecido estampado amplamente utilizado em países africanos — evocando as grandes mães e estabelecendo conexões simbólicas com diferentes linhagens femininas.

Na trilha sonora, executada por Mauricio Badé, Renato Ihu, Rubi Assunção e Maicou Yuri, referências do Candomblé e da Santeria dialogam com guitarras, samplers e sonoridades contemporâneas, ampliando o encontro entre tradição e presente que atravessa toda a encenação.

Sobre o Grupo Capulanas Cia de Arte Negra

A Capulanas Cia de Arte Negra é um coletivo de teatro negro feminino fundado em 2007, na zona sul de São Paulo, por Adriana Paixão, Debora Marçal, Flavia Rosa e Priscila Obaci. Sua trajetória teve início com o espetáculo Solano Trindade e suas Negras Poesias (2007–2009), obra que estabeleceu as bases de sua pesquisa artística a partir da potência da poesia negra brasileira.

O trabalho do grupo nasce da relação entre corpo, memória e território. Suas criações são construídas a partir das heranças ancestrais, das experiências vividas nas periferias urbanas e das múltiplas formas de resistência presentes no cotidiano. Em 2010, com Pé no Quintal, a companhia aprofundou a investigação sobre os territórios periféricos e suas dinâmicas culturais. Dois anos depois, ampliou essa pesquisa por meio do intercâmbio internacional Pé no Quintal de Moçambique, realizado em parceria com artistas africanos, e da criação de Sangoma – saúde às mulheres negras, espetáculo que se tornou referência ao abordar a saúde da mulher negra em diálogo com saberes ancestrais e contemporâneos.

Ao longo de sua trajetória, a Capulanas consolidou uma prática artística que compreende o teatro como produção de conhecimento. Suas obras funcionam como espaços de reflexão crítica sobre as estruturas raciais, de gênero e de classe que atravessam a sociedade brasileira.

A pesquisa desenvolvida pelo coletivo tem como eixo as espiritualidades afrodiaspóricas, os processos de cura, o prazer e os imaginários afrofuturistas, entendidos como dimensões interligadas de uma mesma investigação sobre o corpo negro feminino. Nesse percurso, o corpo é concebido como arquivo vivo, território de disputa e espaço de elaboração de futuros possíveis. Em 2014, com Sã da Cura ao Gozo, a companhia aprofundou as reflexões sobre cura e espiritualidade. Em 2016, com Ialodês – Trilogia da Mulher Negra: uma ficção afrofuturista, reafirmou a centralidade das mulheres negras como protagonistas da cena e do porvir.

Em 2012, a criação do Goma Capulanas marcou uma nova etapa da trajetória do grupo. Instalado no Jardim São Luís, na zona sul de São Paulo, o espaço consolidou-se como um polo de criação, formação e difusão cultural, ampliando a atuação da companhia para além da produção de espetáculos e fortalecendo sua presença no território.

Sinopse | Inspirada na cosmologia iorubá-nagô, a obra acompanha a trajetória de Capulanas, uma mulher negra que está gestando um espetáculo dentro do próprio ventre. Orientada por Milagros — uma sensível médica afro-cubana — Capulanas inicia uma travessia em busca de fragmentos de uma história coletiva de mulheres absolutamente fantásticas, que ensaiaram, dia após dia, o nascimento de uma nova festa. Entre consultas médicas, memórias familiares e encontros com ancestrais, o espetáculo costura temas como maternidade, violência obstétrica, apagamento histórico e resistência cultural.

FICHA TÉCNICA

Realização: Capulanas Cia de Arte Negra

Direção: Olaegbé

Dramaturgia: Olaegbé e Capulanas cia de Arte Negra

Elenco: Adriana Paixão, Débora Marçal, Flávia Rosa, Sol Tereza e Beatriz Oliveira

Direção de Arte: Débora Marçal

Cenografia: Studio Trânsito Ara – Débora Marçal e Olaegbé

Figurino: Studio Trânsito Ara – Débora Marçal

Criação de Máscaras: Barthélémy Hountchonou

Design de Luz: Dede Ferreira

Direção Musical: Mauricio Badé

Visagismo: Capulanas Cia de Arte Negra

Produção Administrativa: Fernanda Conceição

Produção Artística: Nicoly Soares – É tudo nosso Prod. e Olaegbé

Assistente de Produção: Larissa Góis e Kátia Patriota

Preparação Corporal: Carol Rocha Ewaci

Direção de Movimento: Verônica Santos

Preparação e Pesquisa Corporal: Deuses que dançam e Wellington Ngunga

Corpo-Voz Estudo de texto: William Simplício

Preparação de canto: Adriana Moreira

Execução e criação musical conjunta: Mauricio Badé, Renato Ihu, Rubi Assunção e Maicou Yuri

Operação de Luz: Dede Ferreira

Assistente de produção de figurino: Katia Patriota

Visagista: Claudia Andrade

Costureiras: Katia Patriota e Claudia Andrade

Cenotécnica: Kátia Patriota

Designer gráfico: Filipe Celestino

Assessoria de Imprensa: Canal Aberto Comunicação

Tradução e Interpretação em Libras: Mirian Caxilé – Assessoria em Acessibilidade.

SERVIÇO:

No Baile de Osá Meji Faço das Tripas o Meu Coração

Duração: 80 minutos | Classificação indicativa: 12 anos

Gratuito | Ingressos: Plataforma Sympla

Dias 03, 04, 05, 11 e 12 de julho — Goma Capulanas

Rua José Barros Magaldi, 1121 — Jardim São Luiz, São Paulo/SP — CEP 05815-010

Horário: Sextas e sábados, às 20h e domingos, às 19h

Dias 17, 18, 19, 25 e 26 de julho — Terreiro Ilê Axê Dará Omo Ofá Bebê

Estrada Bem-Te-Vi, 3610 — Balneário Dom Carlos, São Paulo/SP — CEP 04947-000

Horário: Sexta a domingo, às 18h

Dias 05, 06, 07, 08, 09 de agosto — Teatro de Arena Eugênio Kusnet

Rua Dr. Teodoro Baima, 94 — Vila Buarque, São Paulo/SP — CEP 01220-040

Horário: De quarta a sábado, às 20h e domingo, às 19h.

(Com Daniele Valério/Canal Aberto Assessoria de Imprensa)