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Lazer & Gastronomia

Inglaterra

British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta “Celia”, vagão exclusivo assinado por Baz Luhrmann e Catherine Martin

por Kleber Patrício

Novo vagão é dedicado a eventos e jantares privados; espaço foi idealizado e desenhado pelo cineasta Baz Luhrmann, diretor de filmes como Moulin Rouge!, The Great Gatsby e Elvis, e pela figurinista e designer de produção Catherine Martin, quatro vezes vencedora do Oscar por seu trabalho em Moulin Rouge! e The Great Gatsby

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Campinas inaugura exposição coletiva “Entre Mundos”, ponto de partida de um projeto global que reúne artistas de vários países

Campinas, por Kleber Patricio

Idealizada e produzida pelas renomadas curadoras e galeristas Ligia Testa e Rosita Cavenaghi, exposição mundial será lançada em Campinas no dia 10 de março. Fotos: Divulgação.

A exposição mundial “Entre Mundos” será lançada em Campinas hoje, 10 de março, tendo a cidade como ponto de partida de um projeto expositivo internacional concebido para circular por diferentes países com agenda já programada para Dubai, Roma e Londres. Idealizada e produzida pelas renomadas curadoras e galeristas Ligia Testa (da Galeria Lígia Testa, de Campinas) e Rosita Cavenaghi (da Galeria Art A3, de São Paulo), a exposição seguiu critérios claros de participação, descritos no edital de chamamento, com o objetivo de conectar artistas contemporâneos em um mundo em que a arte desconhece geografia, fronteiras e amplia diálogos, fortalecendo trajetórias no circuito expositivo mundial.

Antes da agenda internacional, a exposição permanece em Campinas até o dia 10 de abril e reúne artistas cujas obras atravessam culturas, memórias e sensibilidades, propondo reflexões sobre travessias simbólicas, identitárias e contemporâneas. A proposta é criar um espaço de diálogo entre diferentes linguagens e experiências artísticas, conectando passado e presente por meio da arte – o título “Entre Mundos” reflete justamente esse espaço de transição e encontro, em que múltiplas interpretações poéticas coexistem e se tensionam entre cores e formas.

Em Campinas, a mostra será realizada pela Galeria Lígia Testa, em espaço reconhecido pela atuação conceituada no circuito de arte contemporânea com destaque a artistas brasileiros e internacionais, e por acolher projetos curatoriais que estimulam diálogo, diversidade e circulação cultural.

Segundo a curadora Lígia Testa, a exposição é um convite a atravessar mundos, do universo pessoal do artista a linguagens mundiais que conectam almas, culturas diferentes e atravessam o tempo. “Entre mundos internos e externos, entre passado e presente, entre mortos e vivos e entre técnica e emoção”, conceitua.

São artistas de várias partes do Brasil, do mundo e de várias histórias de como começaram sua trajetória na arte. Artistas que também atravessaram o tempo, como dois artistas nascidos em 1924, uma ainda viva e outro já falecido. Artistas que começaram criança, outro que começou a pintar somente aos 75 anos e outra que começou na pandemia e nunca mais parou. Há ainda aqueles que vieram de berço artístico, descendentes de Carlos Drummond de Andrade e Tristão de Athayde.

Para a curadora Rosita Cavenaghi, em um tempo em que vivemos tanto no virtual, nada substitui a experiência de estar diante de observar a arte em todos os seus detalhes. “Sentir a textura, perceber camadas, mensagens explícitas ou subliminares, se emocionar com o que não cabe em uma tela de celular, transforma ir a uma exposição em uma experiência conectiva com o humano que habita em nós”, explica.

Cada obra foi escolhida com muito cuidado para criar uma experiência profunda e sensível. Ao todo, foram selecionados 36 artistas considerando pontos criteriosos e curatoriais do projeto. Vinte e seis deles atuam no Brasil; completam o portfólio artistas da Suíça, Escócia, Inglaterra, Argentina, Estados Unidos, Hong Kong e Itália. Estarão em exposição obras de Adélia Clavien, Ara Vilela, Cati Alionis, Cida Marin, Cláudio Colavolpe, Cristi Amoroso Lima, Cristiane Maschietto, Di Miranda, Diana Potter. Diogo Marciano, Duda Clementino, Elder Santana, Elisabeth Wortsman, Érica Nogueira, Fabiana Curi Yazbek, Felix Fernando Fassone, Flávia Carvalho Jackson, Franco Ferraz, Germano, Gisele Faganello, Gustavo Ulson, Josie Mengai, Jr Hofling, Ju Chaves, Júlia Pinheiro Franco, JW Camurça, Loreni Shenkel, Luigi Di Mauro, Lupegoraro, Mário Gravem Borges, Piergiorgio Castrucci, Sé Corsari, Sônia Trabulsi, Stephen Linsteadt, Tania Martins, Viviane Coghi.

Para além de uma ocupação do espaço, “Entre Mundos” nasce com vocação itinerante, com circulação internacional em galerias físicas, ligada a uma curadoria contemporânea, que além de ampliar público e repertório artístico, posiciona-se no mercado de arte internacional, ampliando o alcance junto a colecionadores e formadores de opinião.

Sobre as curadoras:

Lígia Testa (à esquerda na foto abaixo) é um nome de referência em curadoria de exposições renomadas. Especializada em promover expressões culturais como pintura, escultura, gravura e fotografia e apaixonada por arte, tem expertise em curadoria, produção artística e gestão de acervo, com forte presença na cena artística de Campinas e região. A atuação de Ligia Testa une a sensibilidade artística com a valorização de projetos arquitetônicos, tornando o espaço de arte um ponto de referência cultural. Suas exposições e habilidades são conhecidas por conectar parcerias mundo afora e permitir que a arte seja cada vez mais acessível a todos, “acredito que tais parcerias sejam um elemento fundamental tanto na divulgação de artistas quanto em facilitar a acessibilidade da população à arte”, reforça.

Rosita Cavenaghi é arquiteta, galerista e editora, com atuação destacada no circuito da arte contemporânea. Formada em Arquitetura, desenvolveu um olhar curatorial que integra espaço, estética e narrativa, aplicando esses fundamentos na concepção de exposições e projetos culturais. Como galerista, dedica-se à representação e promoção de artistas visuais, fomentando conexões entre produção artística, mercado e colecionismo.

Serviço:

Exposição Coletiva “Entre Mundos” | Galeria Ligia Testa

Arqtus – Av. Doutor Heitor Penteado, 1611 – Taquaral – Campinas/SP (em frente à entrada da Concha Acústica do Taquaral)

Abertura e vernissage: 10 de março de 2026 das 17 às 22h

Período da exposição: de 11 de março a 10 de abril de 2026; agendamento com a curadoras por Whatsapp: (19) 99792-7221 ou (11) 94219-1834.

(Com Luciana de Almeida/Confraria da Informação)

Louvada realiza St. Patrick’s Day com 10 horas de programação

Indaiatuba, por Kleber Patricio

Foto: Divulgação.

A tradição irlandesa que conquistou o mundo também terá edição especial no interior paulista. A Cervejaria Louvada realiza no dia 14 de março o St. Patrick’s Day Louvada em Indaiatuba, com programação das 12h às 22h, no Espaço Louvada de Eventos.

Celebrado oficialmente em 17 de março, o St. Patrick’s Day é conhecido mundialmente pela cor verde, pela atmosfera festiva e pela forte ligação com a cultura cervejeira. Em Indaiatuba, a proposta é reunir música ao vivo, gastronomia e ativações temáticas em um evento para celebrar a data em clima descontraído.

Entre as ações especiais preparadas para o público estão intervenções de uma marionete, que vai circular pelo evento, dando chance para o público tentar a sorte e ganhar um chopp. Outra ativação promete movimentar o espaço: quem estiver vestido todo de verde também ganha um chopp.

A programação musical contará com apresentações das bandas e artistas Red Mapache, Suit Blues, Tavinho Rezende e Gâmbia.

A área gastronômica reúne diferentes propostas para acompanhar os sete estilos de chopp disponíveis, que vão dos clássicos aos mais ousados, como Pilsen, IPA e Porter: Vanessa Ferreira BBQ, servindo ancho na parrilla com legumes, Luga’s Burguer, com hambúrgueres artesanais e Red Sheep, com porções de carne defumada.

Os ingressos custam R$30 (inteira) e R$15 (meia-entrada e meia social). Todos podem adquirir o ingresso social levando 1kg de alimento não perecível na entrada do evento. As vendas acontecem presencialmente na Loja Louvada, localizada na Rua Topázio, nº 60, em Indaiatuba, ou no site www.louvada.com.br.

SERVIÇO:

St. Patrick’s Day Louvada – Indaiatuba

Data: 14 de março

Horário: 12h às 22h

Local: Espaço Louvada de Eventos – Rua Topázio, 43

Ingressos: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia)

Venda: Loja Louvada – Rua Topázio, 60 – Indaiatuba ou no site: www.louvada.com.br.

(Com Mayara Campos)

Coletivo de Mulheres do Anelo e convidadas realizam jam session gratuita neste 8 de março

Campinas, SP, por Kleber Patricio

Renata Alves, Nicoly Silva, Vih Mendes e Simone Janita são algumas das artistas a se apresentarem na sam session “Feito à Mão” do Coletivo de Mulheres do Instituto Anelo. Foto: Cláudio Alvim.

O próximo domingo, 8 de março, Dia Internacional da Mulher, será de muita improvisação musical boa, dando visibilidade e protagonismo feminino com a jam session “Feito à Mão”. O show intimista acontece no auditório do Instituto Anelo, organização que oferece aulas de música no distrito de Campo Grande, periferia de Campinas (SP). O Coletivo de Mulheres do Anelo recebe convidadas da plateia para celebrar e fortalecer as redes femininas, ampliando conexões colaborativas entre cantoras e musicistas para promover apoio mútuo, empoderamento, segurança e igualdade de oportunidades.  A celebração musical é gratuita e aberta ao público, das 14h às 16h.

O título “Feito à Mão” simboliza o caráter artesanal do encontro. “Assim como algo feito manualmente carrega identidade, cuidado e singularidade, a proposta da jam também valoriza o processo criativo construído no momento, na troca e na presença”, explica a baterista Mey Fogari, do Coletivo de Mulheres do Instituto Anelo. “O foco está na construção coletiva, que pode incluir músicas conhecidas, releituras ou criações espontâneas que surjam ali, no encontro.”

Além das cantoras e musicistas do Coletivo de Mulheres do Instituto, o espaço foi pensado como um ambiente aberto e colaborativo, para que outras mulheres também possam se juntar e fazer música juntas. Por isso, a proposta inicial é promover a abertura com um mini repertório, e depois seguir com uma jam session, que é um espaço colaborativo, onde as mulheres da plateia poderão subir no palco para tocar e cantar. As convidadas poderão escolher o que desejam tocar, sem arranjos prévios, priorizando a troca musical espontânea, onde cada mulher possa trazer sua bagagem musical e se expressar com liberdade. “A ideia é criar uma experiência intimista, próxima e acolhedora, ou seja, um formato que favoreça a conexão entre quem toca e quem assiste e valoriza a essência musical”, explica a violinista Alline Ribeiro, também do Coletivo. “Essa estética combina com a proposta do encontro: um ambiente de troca, onde o foco está na construção coletiva.”

Coletivo de Mulheres do Anelo

O Coletivo de Mulheres do Instituto Anelo é uma articulação formada pelas mulheres que atuam no Instituto, entre educadoras, musicistas e colaboradoras. Trata-se de um movimento de fortalecimento, escuta e ação coletiva dentro do próprio Instituto. “Ele surge da necessidade de criar espaços de diálogo, visibilidade e protagonismo feminino na música, reconhecendo que muitos ambientes musicais ainda são predominantemente masculinos”, explica a baterista Mey, que acrescenta que a principal luta do Coletivo é pela equidade de gênero, pelo incentivo à presença feminina nos palcos e pela construção de ambientes artísticos mais seguros, acolhedores e colaborativos. A principal mensagem que o Coletivo quer passar na jam session “Feito à Mão” é que as mulheres pertencem a todos os espaços da música, inclusive os de improvisação, criação e protagonismo instrumental.

O Coletivo quer reafirmar a importância de ambientes seguros, acolhedores e colaborativos, onde mulheres possam experimentar, errar, criar, improvisar e se expressar sem pressão estética ou julgamento artístico. O encontro propõe um gesto simbólico: ocupar o palco com liberdade, fortalecer redes entre mulheres e incentivar novas gerações a se sentirem confiantes para tocar, criar e existir na música.

Confira as cantoras e musicistas confirmadas:

Line-up do Coletivo de Mulheres do Anelo

Mey Fogari – bateria

Ana Nobre – oboé

Júlia Toledo – Voz/Violão/Cavaquinho

Alline Ribeiro – violino

Renata Alves – voz

Vih Mendes – Voz

Nicoly Silva- Piano

Line-up de Convidadas

Cantoras e musicistas da plateia que queiram se apresentar no palco e mostrar seu talento.

Serviço jam session “Feito à Mão”

Local: Auditório do Instituto Anelo

Endereço: Rua Vicente de Marchi, 718, no Jardim Florence, em Campinas

Horário: 14h às 16h

Entrada: Gratuita e aberta ao público.

(Com Nice Bulhões Liza/Instituto Anelo)

Eduardo Srur lança livro “A Arte Salva” em São Paulo

São Paulo, por Kleber Patricio

Lançada juntamente com a abertura de uma exposição, publicação reúne 30 anos de trajetória do artista, marcada por intervenções urbanas, pintura e ações educativas. Foto: Divulgação.

No último dia 28 de fevereiro, o artista plástico Eduardo Srur lançou o livro “A Arte Salva” (BEĨ Editora) na Casa das Artes, em São Paulo. A publicação organiza três décadas de criação artística e propõe uma leitura abrangente de sua produção de intervenções urbanas com reflexões sobre consumo, meio ambiente e desigualdade social. Ao mesmo tempo, revela o rigor do trabalho desenvolvido em ateliê ao longo do tempo e apresenta suas ações educacionais de alcance social.

Bilíngue (português e inglês), o livro reúne mais de 300 imagens, uma entrevista conduzida pelo curador francês Marc Pottier, além de textos críticos de Maria Hirszman, Adelina von Fürstenberg, Marcelo Rezende, Juliana Monachesi e Katia Canton, com apresentação de Marisa Moreira Salles e Tomas Alvim. A publicação percorre os fundamentos conceituais da obra de Srur e suas estratégias de ocupação do espaço público. O lançamento aconteceu em conjunto com a abertura da mostra A Arte Salva, realizada no mesmo no local. A exposição reúne pinturas, esculturas, gravuras e objetos de diferentes períodos da carreira do artista, documentados na publicação. “A arte é um exercício de resistência. São 30 anos focados na arte e na natureza e o livro é a consagração dessa jornada. Espero que A Arte Salva desperte consciência e sirva de inspiração para outras pessoas”, afirma Srur.

O livro A Arte Salva conta com o patrocínio da Engeform e Santander, e realização do Ministério da Cultura (MinC) e Governo Federal, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet).

Nesta semana, o artista inaugura outra mostra individual, intitulada Da Margem à Beleza, com curadoria de Fernando Zugno, no Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul (MAC RS), instituição da Secretaria de Estado da Cultura (Sedac), em Porto Alegre. A exposição reúne mais de 40 obras, entre pinturas, instalações e vídeos, além de uma intervenção urbana e ações educativas do projeto Natureza Plástica. O projeto será realizado com financiamento do Governo do Estado do Rio Grande do Sul, por meio do Pró-Cultura RS – Lei de Incentivo à Cultura. A iniciativa também tem o patrocínio da Hertz Farmacêutica e Sulgás.

Sobre Eduardo Srur 

Artista visual, vive e trabalha em São Paulo. Iniciou sua trajetória na pintura e ganhou destaque por suas intervenções urbanas, nas quais utiliza o espaço público como plataforma para provocar reflexões sobre questões ambientais e o cotidiano das metrópoles, ampliando a presença da arte na sociedade. Realizou diversas intervenções artísticas na cidade de São Paulo e participou de exposições na França, Suíça, Argentina, Alemanha, Itália e Inglaterra. Como forma de difundir seu conhecimento, ministra palestras em escolas e em importantes eventos de liderança, como TEDx, Sustainable Brands e Pixel Show.

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Sobre a Casa das Artes

A Casa das Artes é um ateliê-contêiner integrado à paisagem natural do Morumbi, criado pela artista Ciça Camargo como um espaço onde arte e natureza coexistem. Cercado pelo verde e próximo a uma reserva ambiental, o ateliê dialoga com sua produção artística, que utiliza materiais orgânicos como pó de café, serragem e pau-brasil. O espaço funciona como estúdio e ambiente de pesquisa que, a partir de 2026, passa a ser aberto para projetos artísticos que promovam diálogos com a sua produção e com questões ambientais.

Serviço:

Exposição ‘A Arte Salva’

Artista: Eduardo Srur

Data: 28 de fevereiro até 27 de março de 2026.

Horário: 15h às 20h

Local: Casa das Artes

Endereço: Av. Comendador Adibo Ares, 1221 – Morumbi – São Paulo – SP

Valor livro – $ 250 – venda através do site do artista

Visitas sob agendamento – (11) 97536-6175.

(Com Mercedes Tristão/namídia comunicação)

Feito com bonecos, espetáculo “O Pescador e a Mulher-Esqueleto” realiza apresentações em instituições para pessoas cegas e escolas públicas

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Peça do Grupo Caleidoscópio trata de bullying, preconceito e padrões de beleza, e utiliza a técnica japonesa de manipulação de bonecos Bunraku em montagem sem palavras. Fotos: Arô Ribeiro.

A dificuldade de aceitar o que é “diferente” é o ponto de partida do novo espetáculo infanto-juvenil do Grupo Caleidoscópio“O Pescador e a Mulher-Esqueleto”, com dramaturgia e direção artística de João Bresser e elenco formado pelos atores-manipuladores Anderson Gangla, Cássia Carvalho, Juliana Fegoci e Liz Mantovani. Após percorrer cidades de todo o estado de São Paulo e fazer temporada em teatros da capital no ano passado, a peça se prepara para se apresentar em instituições para pessoas cegas e escolas, a partir de março.

O espetáculo explora a linguagem do teatro de bonecos a partir da técnica japonesa milenar Bunraku, quando até três atores-manipuladores, com movimentos sincronizados, manuseiam bonecos construídos com articulações baseadas no corpo humano.

Março e abril de 2026

Por meio da 21ª Edição do Prêmio Zé Renato, o espetáculo O Pescador e a Mulher-Esqueleto realiza, entre março e abril de 2026, uma circulação voltada prioritariamente a instituições que atuam com pessoas cegas, além de escolas públicas da cidade de São Paulo, alcançando um público estimado de 6 mil pessoas.

Nas instituições que atendem pessoas cegas, a programação contempla uma apresentação e uma oficina em cada local, reafirmando o compromisso do projeto com a acessibilidade, a inclusão cultural e a ampliação do acesso às artes cênicas. A peça passará pelas seguintes instituições: Associação Tocando em Frente (31/03), Fundação Dorina Nowill para Cegos (8/04), ADEVA – Associação Deficientes Visuais Amigos (9/04), Instituição Cadevi (16/04).

Na sequência, o espetáculo circula por 7 escolas públicas, onde serão realizadas quatro apresentações em cada unidade, duas destinadas às turmas do período da manhã e duas às turmas da tarde, além de duas oficinas, sendo uma voltada aos professores da manhã e outra aos professores da tarde.

Sobre a encenação

O Pescador e a Mulher-Esqueleto é baseado no conto milenar homônimo do povo Inuit, uma nação indígena esquimó que habita as regiões árticas do Canadá, do Alasca e da Groenlândia. A história está presente no livro Mulheres que correm com os lobos: Mitos e histórias do arquétipo da Mulher Selvagem, da psicóloga Junguiana norte-americana Clarissa Pinkola Estés.

Na trama, um pescador pesca acidentalmente do fundo do mar uma mulher-esqueleto e, após terem dificuldade para se aceitar, a dupla acaba enredada em uma história de amor. “No conto original, a mulher-esqueleto adquire carne e, em uma metáfora, arranca o coração do pescador, mas não era esse o ponto que me interessava. Eu tive a intuição de mantê-la como esqueleto, para justamente unir dois seres completamente diferentes e fomentar uma discussão sobre preconceito, bullying e aceitação. Assim, o amor, que é o pilar da peça, transformará os dois personagens, mas somente em seus corações, e não em suas aparências”, comenta João Bresser.

O cenário fica em cima de uma bancada de três metros de comprimento e reproduz uma casa com todos os móveis e utensílios de um pescador simples. Os espectadores veem uma cozinha com um forno à lenha, pia, mesa de madeira com duas cadeiras e alguns objetos. No quarto, há uma cama antiga de madeira, com um travesseiro e uma coberta. Ao lado da residência fica um quintal com plantas, uma árvore e um lago.

A vibrante trilha sonora de Ivan Garro contribui para a imersão da plateiaA peça também incorpora a linguagem audiovisual para garantir que o público acompanhe a história nos mínimos detalhes.

Todas as cenas no interior da casa são projetadas no varal localizado no quintal do pescador. Já as cenas no lago e no quintal são vistas sem a necessidade desse recurso. Dessa forma, os dramas dos personagens ganham mais profundidade. “Nós criamos uma sincronia tão perfeita entre os atores-manipuladores, as luzes e as cenas gravadas que o público sempre fica em dúvida se as projeções são ao vivo. Acho isso bastante enriquecedor”, fala Bresser.

Criados por Anderson Gangla e Thais Larizzatti, os dois bonecos em cena medem entre 50 e 60 centímetros e, para o Grupo Caleidoscópio, é um grande desafio dar movimentos realistas a eles. “Precisamos pensar muito bem em como o nosso corpo se comporta quando fazemos ações simples, como o levantar de uma cama. Ao utilizarmos a técnica Bunrako, temos que tornar os movimentos verossímeis, como se fosse mesmo um ser humano. Inclusive, os atores-manipuladores vestem-se de preto para não terem nenhum destaque no espetáculo”, comenta o encenador.

Sobre o Grupo Caleidoscópio

O grupo paulistano dedica-se à pesquisa do Teatro de Animação desde 2003, quando começou o processo de sua primeira criação. O espetáculo O Fantástico Laboratório do Professor Percival estreou em 2004 e utiliza a técnica do Teatro de Objetos. Num segundo momento, inicia-se uma nova pesquisa, tendo como inspiração e ponto de partida a vida do curioso bicho-da-seda. Utilizando a técnica do Teatro de Bonecos com música ao vivo, nasce em 2006, o espetáculo A vida mudada de um bicho mutante.

Já em 2011, estreia o terceiro espetáculo, Andersen sem Palavras, inspirado em cinco contos de Hans Christian Andersen, que são representados através do Teatro de Sombras, sem palavras, tal um cinema mudo, onde imagens, figuras, silhuetas, luzes, sombras e músicas se unem para entreter e emocionar a plateia. O Do Jeito Certo – Um ato sobre o amor, aborda de uma maneira irreverente o machismo nas relações amorosas, utilizando a técnica do Teatro de Objetos. A montagem foi selecionada no Edital ProAC Expresso Lab 36/2020 – Produção de Teatro, com temporada online em abril de 2021 e é a primeira montagem do grupo para o público adulto. A mais recente produção do grupo é “O Pescador e a Mulher-Esqueleto”, contemplado em 2021 pelo Edital 38ª Edição do Fomento ao Teatro de São Paulo, da Secretaria Municipal de Cultura.

FICHA TÉCNICA

Dramaturgia e Direção Artística: João Bresser

Elenco: Anderson Gangla, Cássia Carvalho, Juliana Fegoci e Liz Mantovani

Cenário e Adereços: Lourenço Amaral e Valter Valverde

Confecção dos Bonecos: Anderson Gangla e Thais Larizzatti

Trilha Sonora: Ivan Garro

iluminação: Thatiana Moraes

Imagens: Capote Filmes

Assistente de Iluminação: Danilo Mora e Marcelo Pessoa

Operação de som e imagens: Gylez Batista e Dante Dantas

Fotografia: Arô Ribeiro

Figurino: Rogério Romualdo

Assessoria de Imprensa: Canal Aberto

Programação Visual: Walmick de Holanda

Projeto Audiodescrição: Gangorra

Oficina de Teatro de Bonecos: Grupo Caleidoscópio

Produção Executiva: Lucas Gonçalves

Coordenação do Projeto: Grupo Caleidoscópio.

Instagram: @opescadoreamulheresqueleto.

SERVIÇO:

O Pescador e a Mulher-Esqueleto

Duração: 50 minutos

Classificação: livre (recomendado a partir de 7 anos)

Acessibilidade: haverá audiodescrição e intérpretes de Libras em todas as apresentações para pessoas cegas ou com deficiência visual. A reserva de equipamento é feita pelo telefone 11 99737-8785.

APRESENTAÇÕES EM INSTITUIÇÕES PARA PESSOAS CEGAS

*Todas as apresentações nas instituições contarão com o recurso de audiodescrição.

Associação Tocando em Frente

R. Miguel Ferreira de Melo – Jardim Santo André – São Paulo – SP (Zona Sudeste)

Dia: 31/03/2026 (terça-feira)

Horário do espetáculo: 15h00

Oficina de Teatro de Bonecos: 13h00

Fundação Dorina Nowill

Rua Doutor Diogo de Faria, 558 – Vila Clementino – São Paulo/SP (Zona Sul)

Dia: 08/04/2026 (quarta-feira)

Horário do espetáculo: 16h00

Oficina de Teatro de Bonecos: 14h00

ADEVA – Associação Deficientes Visuais Amigos

R. São Samuel, 174 – Vila Mariana – São Paulo – SP, 04120-030 ou entrada pela R. Dr. Tirso Martins, 211 A – Vila Mariana – São Paulo – SP, 04120-050 (Zona Sul)

Dia: 09/04/2026 (quinta-feira)

Horário do espetáculo: 13h30

Oficina de Teatro de Bonecos: 10h30

Instituição Cadevi

R. dos Heliotrópios, 338 – Mirandópolis – São Paulo – SP (Zona Sul)

Dia: 16/04/2026 (quinta-feira)

Horário do espetáculo: 15h00

Oficina de Teatro de Bonecos: 13h00

APRESENTAÇÕES EM ESCOLAS

EMEF Solano Trindade

R. Gabriel de Carvalho, 60 – Jardim Boa Vista – São Paulo – SP (Zona Oeste)

Dia: 03/03/2026 (terça-feira) e 04/03/2026 (quarta-feira)

Horários dos espetáculos: 10h00 e 14h00

Oficinas de Teatro de Bonecos: 12h00 e 16h30

EMEF Pedro Américo

R. Vicente Jorge, 80 – Jardim Marina – São Paulo – SP (Zona Norte)

Dias: 11/03/2026 (quarta-feira) e 12/03/2026 (quinta-feira)

Horários dos espetáculos: 10h00 e 15h00

Oficinas de Teatro de Bonecos: 12h15 e 19h00 (no dia 11/03/2026)

E.E. Conselheiro Antônio Prado

R. Vitorino Carmilo, 621 – Barra Funda – São Paulo – SP (Zona Oeste)

Dias: 17/03/2026 (terça-feira) e 18/03/2026 (quarta-feira)

Horários dos espetáculos: 10h00 e 15h00

Oficinas de Teatro de Bonecos: 10h00 e 12h00 (no dia 18/03/2026)

EMEF Frederico Gustavo dos Santos

Av. General Penha Brasil, 139 – Vila Angélica – São Paulo – SP (Zona Norte)

Dias: 24/03/2026 (terça-feira) e 25/03/2026 (quarta-feira)

Horários dos espetáculos: 10h00 e 15h00

Oficinas de Teatro de Bonecos: 10h00 e 18h30 (no dia 25/03/2026)

E.E. Professor João Evangelista Costa

Av. Cupecê, 2672 – Jardim Prudência – São Paulo – SP (Zona Sul)

Dias: 01/04/2026 (quarta-feira) e 02/04/2026 (quinta-feira)

Horários dos espetáculos: 10h30 e 15h00

Oficinas de Teatro de Bonecos: 08h40 e 13h00 (no dia 01/04/2026)

E.E. Santos Dumont

Praça Oito de Setembro, 73 – Penha de França – São Paulo – SP (Zona Leste)

Dias: 23/04/2026 (quinta-feira) e 24/04/2026 (sexta-feira)

Horários dos espetáculos: 10h00 e 15h00

Oficinas de Teatro de Bonecos: 08h00 e 12h00 (no dia 23/04/2026)

E.E. Professora Florinda Cardoso

Rua Itaúna, 748 – Vila Maria – São Paulo – SP – 02111-031 (Zona Norte)

Dias: 28/04/2026 (terça-feira) e 29/04/2026 (quarta-feira)

Horários dos espetáculos: 10h00 e 15h00

Oficinas de Teatro de Bonecos: 12h30 e 18h30 (no dia 28/04/2026).

(Com Daniele Valério/Canal Aberto Assessoria de Imprensa)