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Galeria Bublitz apresenta retrospectiva de 40 anos de arte de Tina Felice

Porto Alegre, RS, por Kleber Patricio

As meninas. Foto: Reprodução.

A arte de Tina Felice faz parte do imaginário, das memórias, das ruas e da história da capital gaúcha. Suas “Meninas” são uma marca-registrada. Ao completar 40 anos de arte, Tina mostra um pouco do tudo que já produziu, com esculturas impressionantes, as tradicionais “Meninas” e suas criações em arte abstrata, inéditas para o público gaúcho. A exposição “Tina Felice: 40 anos de arte” tem vernissage no sábado, 30 de maio, das 11 às 13 horas, na Galeria Bublitz. A mostra fica no local até o dia 30 de junho, com entrada franca.

“Essa exposição não é só uma homenagem a uma grande artista gaúcha, mas também uma oportunidade de o público conhecer outras faces de Tina Felice e admirar sua produção”, destaca o marchand Nicholas Bublitz. “Também vamos fazer uma homenagem ao Carlos Alberto Pippi da Motta, que faleceu recentemente. Ele foi o padrinho que nos aproximou e tornou essa exposição possível”, revela.

A seleção de obras em exposição na galeria é formada por trabalhos escolhidos pela própria artista e que fazem parte do seu acervo. Formada em Direito, Tina fez da arte sua profissão. Aprendeu com os grandes mestres da arte do Rio Grande do Sul, como Vasco Prado e Xico Stockinger, além de Cláudio Martins Costa, seu professor no Atelier Livre. Sua trajetória artística começou em 1986 e foi marcada pela superação, em função da talidomida, e pelas adaptações que fez ao longo da carreira. Em vez de pincéis, o rolo de pintura e o cabo de vassoura viraram suas ferramentas de trabalho. Mas a deficiência não a limitou. Ao contrário. Tina é conhecida por esculturas gigantescas que ocupam espaços públicos, como a obra “Túnel do Túnel”, localizada junto ao Túnel da Conceção, e o “Monumento aos 100 anos da Escola de Engenharia da UFRGS”.

Vítima de talidomida, a artista faz adaptações com cabos de vassoura e rolos para produzir suas obras. Foto: Acervo Pessoal.

As famosas “Meninas” nasceram há 25 anos e marcam o ingresso de Tina na pintura, quando resolveu enfrentar uma tela em branco pela primeira vez. Os rostos alongados, com olhos expressivos e boca pequena reproduzem características físicas da própria artista. “Mas não são um autorretrato”, avisa Tina. Tais como Monalisa, as “Meninas” de Tina Felice conversam com quem as vê e suscitam múltiplas interpretações. “Tem gente que acha que elas são tristes, mas são pensativas, às vezes até debochadas e seguem se transformando”, conta a arista.

Além das pinturas mais marcantes e das esculturas, Tina apresenta suas criações em arte abstrata ainda inéditas no Brasil. São obras que carregam também a identidade da artista com formas orgânicas e diferentes cores e que foram exibidas apenas em uma mostra em Londres, até o momento.

Exposição “Tina Felice: 40 anos de arte”

Local: Bublitz Galeria de Arte

Endereço: Av. Neusa Goulart Brizola, 143

Vernissage: sábado, 30 de maio, das 11h às 13h.

Visitação da exposição: segundas às sextas, das 10h às 18h, e sábados, das 10h às 13h

Período da exposição: até 30 de junho.

Entrada Franca.

(Com Tatiana Csordas/Circula Moda)

“Quando o sonho encontra o azul” reúne fotografias inéditas de Daniela Dib no MIS

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Mostra apresenta cerca de 15 fotografias inéditas produzidas entre 2021 e 2026 e marcadas por atmosferas íntimas, jogos de luz e sombra, reflexos e paisagens suspensas no tempo, construindo uma narrativa visual entre sonho e realidade.

A artista e fotógrafa Daniela Dib apresenta no Museu da Imagem e do Som a exposição “Quando o sonho encontra o azul”, em cartaz entre os dias 23 de junho e 3 de agosto. Com direção artística de Marcelo Greco, a mostra apresenta cerca de 15 fotografias inéditas, produzidas entre 2021 e 2026, marcadas por atmosferas íntimas, jogos de luz e sombra, reflexos e paisagens suspensas no tempo, construindo uma narrativa visual entre sonho e realidade.

A exposição, que integra o programa Nova Fotografia 2026 do MIS, nasce do fascínio de Dib pela cor azul – não apenas como elemento visual, mas como estado emocional e simbólico. Inspirada em estudos linguísticos que apontam para a ausência da palavra “azul” em diversas civilizações antigas, a artista parte da ideia de que céu e mar eram percebidos como territórios vastos e mutáveis, ainda não nomeados pela linguagem. O azul surge, assim, como uma presença silenciosa e indefinível.

Nas fotografias, essa cor aparece menos como representação e mais como atmosfera. Entre sombras, reflexos e gestos sutis, a artista constrói imagens que transitam entre delicadeza e tensão, intimidade e vazio, contemplação e vertigem. “As fotos apresentadas na exposição representam muito do meu universo interior. Uma busca silenciosa, um olhar através de uma fresta, habitando uma dimensão entre o caos e a magia da vida cotidiana – um delicado equilíbrio entre as pulsões de vida e morte”, afirma a artista.

A mostra propõe ao público uma experiência contemplativa em contraponto à velocidade do mundo contemporâneo. A montagem reforça essa sensação: a forma com que as obras serão fixadas, darão a impressão de estarem flutuando, um leve som de água, complementa a imersão, concebida pela artista.

Nascida em Porto Alegre, Daniela Dib estudou Desenho Industrial na ULBRA. Após uma longa trajetória no universo da moda, passou a dedicar-se integralmente à fotografia autoral a partir de 2018, quando iniciou seus estudos no MAM São Paulo.

Em 2020, foi premiada pelo edital “Arte como Respiro”, do Itaú Cultural, projeto que deu origem ao livro “Aqueles Dias”, publicado em 2021 pela Editora Origem e finalista do Primeiro Prêmio Lovely House na categoria Fotolivro. Publicou também, de forma independente, dois livros: “Caminho de volta” (2019) e o zine “Paisagens Internas” (2022).

Seu trabalho integrou exposições e publicações nacionais e internacionais, entre elas “Eye Mama Project” (Reino Unido, 2023), “The Annihilation of Space and Time” (Japão, 2023) e “Neptune Journal” (França, 2024).

“Ser selecionada por uma instituição do tamanho e importância do MIS é uma imensa honra. É uma mistura de felicidade, insegurança e orgulho. Ver que meu olhar atravessa outros olhares e emociona as pessoas é algo muito especial”, afirma a artista.

Sobre o Nova Fotografia | O projeto anual do MIS seleciona, por meio de convocatória aberta ao público, seis novos fotógrafos para uma exposição individual no Museu. A seleção fica a cargo do Núcleo de Programação, com supervisão e coordenação da curadoria geral do MIS. São selecionadas séries fotográficas inéditas, de profissionais que se destacam por sua originalidade técnica e estética. Após o período em exposição, as séries escolhidas passam a integrar o acervo do MIS.

SERVIÇO:

Quando o sonho encontra o azul

Entrada gratuita

Abertura: 23 de junho, terça-feira, às 19h

Período de visitação: de 23 de junho a 3 de agosto

Local: Museu da Imagem e do Som | Av. Europa, 158 – Jardim Europa – São Paulo/SP

Horário de funcionamento: terças a sextas, das 10h às 19h; sábados, das 10h às 20h; domingos e feriados, das 10h às 18h

@mis_sp | @danidibphoto | mis-sp.org.br.

(Com Patricia Marrese/Marrese Assessoria)

Teat(r)o Oficina Uzyna Uzona e Viradas da Encruza fazem nova temporada de “7 Gatinhos”

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Fotos: Pedro Martins.

O espetáculo “7 Gatinhos” finalmente ganha uma temporada aos fins de semana no Teat(r)o Oficina Uzyna Uzona (Rua Jaceguai, 520 – Bixiga, São Paulo, SP), onde fica em cartaz entre o dia 20 de junho a 12 de julho de 2026, às sextas e sábados, às 20h, e, aos domingo, às 19h. O trabalho, que vem registrando temporadas lotadas desde 2024, é uma criação do grupo Viradas da Encruza y Teatro Oficina Uzyna Uzona — formado por artistas que chegaram na 5ª Dentição da Universidade Antropofaga, artistas que já trabalhavam no Teatro Oficina e artistas convidados. As sessões contam com a presença da multiartista Jup do Bairro, cantora e compositora personagem do cortiço, que traz durante a peça canções como “Lave a sua Boca”, “Mulher do Fim do Mundo” e uma versão reinventada da canção de Erasmo Carlos “Sete Gatinhos”.

Com direção de Joana Medeiros, a peça é um clássico de Nelson Rodrigues. A trama retrata a decadência da família Noronha no subúrbio carioca. Isso porque, para manter a “pureza” e o futuro da virgem Silene, suas quatro irmãs se prostituem sem saber que o pai sabe de tudo, mas finge não se importar, desde que se mantenham as aparências.

Para a montagem do Viradas Encruza, a única mudança do texto diz respeito ao cenário. A ação sai do Grajaú (RJ) e é transportada para um cortiço do Bixiga (SP). E, como é típico do autor, essa simples história doméstica se torna um retrato da sociedade brasileira. “Honramos tanto o texto original que até colocamos ‘O Ponto’ em cena, lendo algumas rubricas ou uma deixa do texto quando precisamos”, diz Joana.

Para a diretora, 7 Gatinhos é tão atual que quase não cabe usar essa palavra para descrevê-la. “A peça é eterna. A dramaturgia é uma revanche do feminino, mas não espere por personagens bonzinhos. Na verdade, ninguém tem escrúpulos. O que vemos são essas mulheres se prostituindo, mas sendo donas dos próprios narizes. Ao final, acontece um extermínio do patriarcado”, comenta Medeiros.

Conforme o grupo mergulhava no processo criativo, novas questões foram trazidas, principalmente discussões à respeito de gênero e racialidade. “Amadurecemos muito essas ideias, até por conta da diversidade da equipe, formada por pessoas negras e transgêneros. Ao mesmo tempo, foi importante reforçar nossa presença no bairro e a força da arte”, acrescenta.

Por esse motivo, Joana se aproximou da Bateria Mirim do Vai-Vai. Os músicos fazem a abertura do espetáculo, recebendo o público desde a fila na rua Jaceguay até entrar no teatro, onde o Vai-Vai toca em cortejo pela pista da rua Lina Bo Bardi. De acordo com a diretora, é uma maneira de seguir o legado de José Celso Martinez Corrêa: o de transar linguagens e buscar novas formas de ocupar a cena.
O elenco é formado por Ana Clara Cantanhede, Bianca Terraza, Gii Lisboa, Henrique Maria, Joana Medeiros, Larissa Silva, Marina Wisnik, Raphael Calheiros, Victor Rosa, Viviane Ganga e Zizi Yndio do Brasil. Há também a presença da banda, formada por Adriano Salhab, André Santana, Fefê Camilo, Lufe Bollini e Victor Rosa.

Um novo olhar para o patriarcado

Nelson Rodrigues, em seus escritos, toma como eixo central a família enquanto instituição patriarcal secular, marcada por hipocrisia e segredos inconfessáveis. Sua dramaturgia coloca o público diante do seu próprio horror, o acúmulo de mentiras transborda, revelando e desencadeando nas situações mais absurdas.

Para o grupo, 7 Gatinhos grita “nós todos somos escravos uns dos outros!! Nós todos somos abusivos uns com os outros!!”. Nesse contexto, até a religião tem seu papel de disfarce na máscara das aparências. Outro aspecto importante da obra é o sentido de classe, ou seja, Nelson traz a tona como a realidade financeira e social de uma família do subúrbio ou de um cortiço, influência nas relações, uma lógica capitalista em que os de “menor valor” são destinados à própria destruição e degradação.

A união de todos esses elementos permite um olhar para o patriarcado de maneira mais atual e estética, dando espaço para vozes historicamente silenciadas e, consequentemente, possibilitando a elaboração de traumas individuais e coletivos.

A musicalidade da peça, vai do rock (instaurado já nos instrumentos da banda – guitarra, bateria e percussão) passando pelo funk, estão presentes muitas outras referências de músicas brasileiras, como Elza Soares e Erasmo Carlos. As trilhas sonoras composta por diversos tipos de sonoridades, músicas, efeitos especiais, desde músicas instrumentais como “New York Herald Tribune” de Martial Solal para o filme “Acossado” de Godard, o grupo também se inspirou em David Bowie, Laurie Anderson, etc. Outros sons muitos presentes são os naturais do próprio teatro, como o do teto se abrindo e a descida de plataformas. “O espetáculo é muito circense, trabalha com içamentos e, a todo o momento, parece que os atuantes estão se colocando em risco”, afirma Joana.

A pesquisa de vídeo da peça também passou por muitas referências como Almodóvar, Tarantino, Neville de Almeida, Kurosawa, Wong Kar-Wai, Coppola, isso serviu tanto para a criação de imagens de divulgação (vídeos e cartazes), como também para pensar vídeos pré-gravados que estão em cena compondo nas telas de projeção, quanto em pensar os enquadramentos e tipos de cenas que as duas câmeras ao vivo (Lufe Bollini e Luz Barbosa) captam e são cortados ao vivo (Diego Arvate).

Sobre o Virada da Encruza

O grupo nasce em 2024 do encontro entre artistas da companhia Teatro Oficina Uzyna Uzona, que se aproximaram durante o processo de Mutação de Apoteose, dirigida por Camila Mota. Da afinidade artística surgiu o desejo de constituir um núcleo próprio de criação, estruturado a partir de leituras e experimentações práticas.

Ao eleger 7 Gatinhos, de Nelson Rodrigues, como peça-motor, o grupo passou a investigar o texto por meio da “Carpintaria do Ator”, metodologia trazida por Joana Medeiros a partir do trabalho do diretor francês Luc Charpantier. Nesse processo, consolidou-se também o nome do coletivo: Viradas da Encruza.

Sob direção de Joana Medeiros, o grupo apresentou, em 25 de dezembro de 2024, uma performance do terceiro ato da obra, com casa lotada em pleno Natal — experiência que funcionou como embrião para a montagem integral. A estreia da versão completa ocorreu em 10 de junho de 2025, inicialmente em sessões às terças e quartas, depois passando às segundas e terças.

Viradas da Encruza segue aprofundando sua pesquisa na fronteira entre performance e teatro, tensionando e ao mesmo tempo devorando o próprio Oficina como espaço vivo de formação e experimentação artística

Sinopse

Dona Aracy, a Gorda, e Seu Noronha, contínuo da Câmara dos Deputados, vivem num cortiço do Bixiga com suas cinco filhas. Entre silêncios, tapas, gritos e pequenas barganhas, o pai fecha os olhos para os rumos que cada uma toma, contanto que a engrenagem da casa continue girando.

Mas é a virgem Silene — guardada em um colégio interno como promessa de pureza e futuro — que desmancha o equilíbrio frágil da família. Seu retorno inesperado desencadeia tensões que transbordam os limites da casa, trazendo à tona todo mal cheiro e podridão que se escondiam nas frestas do cortiço.

O público está envolvido pelos habitantes desse cortiço, são testemunhas e cúmplices dos crimes, numa proximidade promíscua, ou no mínimo duvidosa.

No coração do Bixiga, uma família apodrece em um retrato fiel de uma sociedade inteira.

FICHA TÉCNICA

Teat(r)o Oficina Uzyna Uzona

Viradas da Encruza

Dramaturgia: Nelson Rodrigues

Direção: Joana Medeiros

Assessoria de direção: Ana Clara Cantanhede y Victor Rosa

Atuação: Ana Clara Cantanhede, Bianca Terraza, Gii Lisboa, Henrique Maria, Joana Medeiros, Larissa Silva, Marina Wisnik, Raphael Calheiros, Victor Rosa, Viviane Clara Gangá, Zizi Yndio do Brasil

Cantora do cortiço: Jup do Bairro

O Ponto: Artur Medeiros

Banda: Adriano Salhab, André Santana, Fefê Camilo, Victor Rosa

Direção Musical: Adriano Salhab y Viradas da Encruza

Sonoplastia: Adriano Salhab y Nine

Desenho e operação de som: Nine

Técnico de som: DJ Clevinho y Julia Ávila

Bateria Mirim do Vai-Vai

Diretor Musical do Vai-Vai: Danilo Alves

Direção de Cena: Gii Lisboa, Larissa Silva

Direção de Arte y Cenografia: Alex de Tata y Viradas da Encruza

Direção de Luz: Angel Taize

Operação de foco móvel: Adler Cristian, Afonso Costa, Felipe Soares, Victória Pedrosa

Direção de Comunicação: Zizi Yndio do Brasil

Assessoria de Comunicação: Ana Clara Cantanhede

Assessoria de Imprensa: Canal Aberto Comunicação

Fotografia: Pedro Martins

Desenho e Operação de vídeo: Diego Arvate

Câmera ao vivo: Aleph Antialeph, Lufe Bollini, Luz Barbosa

Camareira: Sellma Paiva

Contrarregras: Artur Medeiros, Rafael Castilho, Yan

Produção: Sônia Esper y Raphael Calheiros

Produção de Campo: João Estevão

Assessoria de produção: Victor Rosa, Zizi Yndio do Brasil

Produção Executiva e Administração Teat(r)o Oficina: Anderson Puchetti

Bilheteria: Artur Medeiros, João Estevão, Rafael Castilho, Sônia Esper

Figurino: Arianne Vitale y Casa de Acervo Oficina

Assessoria de Figurino: Mandy Justo

Objetos de cena: Arianne Vitale y Casa de Acervo Oficina

Maquiagem: Erica Gabriela y Zizi Yndio do Brasil

Bombeira: Amanda Aguiar

Conselheira-poeta: Camila Mota

Conselheiros Poetas Cósmicos: Catherine Hirsch, Denise Assunção,Vera Valdez, Zé Celso Martinez Corrêa y Zuria

Apoio de Monique Gardenberg.

FICHA TÉCNICA DA CASA DE ACERVO OFICINA

Gestão: A Arte da Direção de Cena

Consultoria de Preservação y Restauro do Acervo: Claudia Nunes

Diretor Executivo da Cia: Anderson Puchetti

Camareira Guardiã dos Figurinos: Cida Melo

Alessandra Cavaco, Elisete Jeremias, Bianca Terraza, Gii Lisboa, Fernanda Pappalardo, Isabela Porto, Mabel Ikeda Alves, Larissa Silva, Thamires Marquês, Victor Rosa, Zizi Yndio do Brasil.

Apoios

Beale Bebidas, Casa de Acervo. Oficina, Centro de Memória do Circo, Cordeiro Lima, Dueto Produções, Mercadinho Monteiro, Mercado Condemerc, Piolin, Oplay Mercado, Sacolão Bela Vista, Start Clean Fa beleza, Fabio Araujo e Kazuo Ota.

Agradecimentos
Aboud, Alex de Tata, Cafira Zoé, Camila Mota, Cesalpina, Cris Cordeiro, Cristiano Vieira de Lisboa, Dan Salas, Diego Monte, Fernanda Araújo, Giovanna Barros, Igor Marotti, Joel Carlos, Juraci Vieira, Lidia Lisboa, Marília Piraju, Marli dos Santos Lima, Monique Gardenberg, Vera Valdez, Verônica Tamaoki, Paloma Silva, Roseli Aparecida Ferreira de Oliveira, Saphirah, Vick Nefertiti e Walter Mancini.

SERVIÇO:

7 Gatinhos

Duração: 150 minutos | Classificação: 16 anos

Data: 20 de junho a 12 de julho de 2026

Sextas e sábados, às 20h e domingos, às 19h

Local: Teatro Oficina – Rua Jaceguai, 520 – Bixiga, São Paulo, SP

Ingressos vendidos pela Sympla, por lotes:

1º LOTE – 30 reais /15 reais – 11 de maio a 18 de maio

2º LOTE – 40 reais /20 reais – 18 de maio a 25 de maio

3º LOTE – 60 reais /30 reais – 25 de maio a 1 de junho

4º LOTE – 80 reais /40 reais – 01 de junho a 08 de junho

5º LOTE – 100 reais /50 reais – 08 de junho até 12 de julho

ENXOVAL DE SILENE (ingresso de apoio ao espetáculo) – 150 reais

Ingressos disponíveis enquanto durarem os estoques.

Siga as redes sociais do Teatro Oficina em:

https://www.facebook.com/uzynauzona

https://www.instagram.com/oficinauzynauzona/

https://www.youtube.com/@uzonauzyna.

(Com Daniele Valério/Canal Aberto Assessoria de Imprensa)

Confira quatro experiências para viver Corumbau, o paraíso do sul da Bahia

Corumbau, BA, por Kleber Patricio

Revoada na Ponta do Corumbau. Foto: Pulsar.

Entre extensas faixas de areia, mar cristalino e vegetação nativa, Corumbau se destaca no sul da Bahia pelo turismo de experiência. Cercada por áreas de Mata Atlântica e formações marinhas, a antiga vila de pescadores reúne diferentes formas de contato com a natureza, que vão de trilhas à beira-mar e mergulho a birdwatching e observação de baleias.

Riqueza de aves na região

A paisagem natural e a biodiversidade local ajudam a definir a experiência no destino. Manguezais, vegetação costeira e áreas de mata nativa favorecem a presença de diferentes espécies de aves, atraindo observadores e fotógrafos interessados em birdwatching.

Mergulho em águas cristalinas

Mergulho nos recifes da Praia de Corumbau. Foto: Pulsar.

Em dias de mar calmo, a costa revela um cenário quase translúcido. Recifes e formações marinhas surgem próximos à faixa de areia, convidando a atividades como flutuação e mergulho livre, em que o tempo parece desacelerar junto com a maré.

Percursos pela costa de Corumbau

Além das atividades ligadas à biodiversidade marinha, a contemplação da paisagem também faz parte da experiência em Corumbau. As caminhadas à beira-mar estão entre as vivências procuradas por visitantes que buscam um ritmo mais desacelerado durante a viagem, especialmente em trajetos em direção à Ponta do Corumbau, conhecida pela extensa faixa de areia que avança sobre o mar.

Observação de baleias-jubarte

Entre julho e outubro, o litoral de Corumbau também se transforma em ponto de observação de baleias-jubarte. Nesse período, os passeios de barco passam a integrar as experiências oferecidas na região, conduzindo visitantes a áreas de avistamento em mar aberto, em roteiros voltados à contemplação da paisagem e da fauna marinha.

Baleia jubarte. Crédito: Deposit Photos.

Segundo Sandra Catelan, presidente da AMA Corumbau (Associação de Moradores e Amigos de Corumbau), o diferencial da região está na forma como a atividade turística se integra à paisagem e à comunidade. “O destino mantém características que passaram a ser cada vez mais valorizadas no turismo, como contato com a natureza, tranquilidade e uma relação mais próxima com a cultura local”, afirma.

Em meio à procura por lugares menos massificados e mais associados ao bem-estar e à desaceleração, Corumbau consolida sua relevância no turismo ao reunir preservação ambiental, contemplação da paisagem e vivências relacionadas ao território.

(Com Priscilla Rosa/Hawkz)

Gilberto Salvador apresenta “Geometria Visceral” na Galeria Mayer Mizrahi

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Gilberto Salvador – Bola 7 – 2021 – técnica mista sobre madeira – 62 x 92 cm.

Ao longo de seis décadas, Gilberto Salvador constrói uma obra marcada pelo confronto entre rigor geométrico e impulso orgânico. Essa tensão, presente desde seus primeiros trabalhos, orienta “Geometria Visceral”, individual que a Galeria Mayer Mizrahi inaugura em junho, sob curadoria de Denise Mattar.

Reunindo pinturas, relevos e composições produzidas entre 2021 e 2025, a mostra apresenta um recorte significativo do conjunto exibido recentemente pelo artista no Paço Imperial do Rio de Janeiro. A ocasião marca o lançamento do catálogo concebido para a apresentação realizada na instituição carioca. Em trabalhos que atravessam pintura, escultura e construção espacial, Gilberto Salvador articula planos recortados, transparências, cor e matéria em composições que investigam equilíbrio, deslocamento e instabilidade.

Ao longo de sua trajetória, o artista desenvolveu uma linguagem singular dentro da arte brasileira, aproximando procedimentos construtivos de uma pintura marcada pelo gesto, pela tensão e pela experiência sensível. Distante tanto da rigidez ortodoxa do concretismo quanto da gestualidade puramente intuitiva, sua pesquisa sustenta-se em um território de permanente fricção entre cálculo e liberdade formal. “Na obra de Gilberto Salvador, o orgânico encontra o inorgânico em um campo contínuo de energia”, observa Denise Mattar. A definição atravessa o núcleo apresentado na galeria, onde estruturas geométricas parecem deslocar-se, curvar-se ou expandir-se diante da ação da cor e da matéria.

Gilberto Salvador – Andaluz – acrílica sobre madeira placa de acrílico e parafusos de latão – 160 x 160 cm.

Ao longo das décadas, essa investigação ampliou-se para além da superfície pictórica. Transparência, recorte, profundidade e matéria passaram a operar como elementos estruturais de trabalhos que aproximam pintura, arquitetura e experiência espacial sem se fixar em categorias estáveis. Em sua obra, a geometria nunca surge como exercício racionalista puro: ela é constantemente atravessada pelo gesto, pela instabilidade e pela presença física dos materiais. Em diferentes trabalhos, arcos, linhas tensionadas, planos translúcidos e superfícies recortadas produzem relações instáveis entre profundidade, gravidade e percepção visual. Há obras que se aproximam da paisagem e da observação da água; outras investigam ritmo, vibração cromática e transparência por meio do acrílico, do chumbo e da madeira. Mais do que operar dentro de categorias fixas, o artista constrói trabalhos que tensionam continuamente os limites entre pintura, relevo e escultura.

Essa dimensão torna-se particularmente evidente no conjunto apresentado na galeria. Em vez de buscar equilíbrio ou harmonia previsível, as obras parecem operar em estado de tensão permanente. Planos translúcidos deslocam a percepção do espaço; linhas curvas rompem a rigidez estrutural; recortes e sobreposições criam ritmos visuais que aproximam construção e improviso. Em muitos trabalhos, a cor deixa de atuar apenas como elemento compositivo e passa a funcionar como energia e deslocamento. “O que eu tento efetivamente é fazer uma obra que tenha força própria e que não se prenda a uma utilidade racional, mas sim a uma utilidade emocional”, afirma Gilberto Salvador. Em outro momento, o artista resume uma dimensão central de sua pesquisa: “A arte é como o amor: ou você vive ou não vive”.

Mais do que apresentar um panorama recente da produção de Gilberto Salvador, Geometria Visceral evidencia, sob curadoria de Denise Mattar, a permanência e a atualidade de uma pesquisa construída ao longo de décadas. Em um momento marcado pela velocidade das imagens e pela dissolução contínua da experiência visual, sua obra reafirma a potência da pintura e da matéria como campos de percepção, tensão e presença.

SERVIÇO:

Exposição: Geometria Visceral

Artista: Gilberto Salvador

Curadora: Denise Mattar

Abertura: 13 de junho, sábado, às 11h

Período: de 15 de junho a 11 de julho de 2026

Local: Galeria Mayer Mizrahi

Endereço: Alameda Ministro Rocha Azevedo, 1082 – Jardim Paulista – São Paulo, SP

Horários: segunda a sexta, das 10h às 19h; sábados, das 10h às 16h

Telefone: (11) 3064-9492 | WhatsApp: (11) 94105-8449

E-mail: contato@galeriamayermizrahi.com.br

Site: www.galeriamayermizrahi.com.br

Redes sociais: @galeriamayermizrahi (Instagram | Facebook | YouTube).

(Com Silvia Balady/Balady Comunicação)