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“As 4 Chaves do Cristo”: livro apresenta quatro chaves para retomar a conexão com a própria presença

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Capa.

O esgotamento deixou de ser apenas físico ou mental e passou a refletir um cenário mais amplo de desgaste emocional. No Brasil, cerca de 18,6 milhões de pessoas vivem com ansiedade, o equivalente a 9,3% da população, segundo a Organização Mundial da Saúde. O país também ocupa o 4º lugar no ranking global de estresse, e apenas 26% dos brasileiros afirmam não ter picos ao longo do ano, de acordo com a Gallup. Mas e se o problema não estiver no excesso e sim no ponto de onde a vida está sendo vivida?

É nesse contexto que o livro “As 4 Chaves do Cristo”, em pré-lançamento pela Editora Gente, chega às livrarias em 10 de junho. Na obra, o autor Saulo Nardelli, especialista em desenvolvimento humano e espiritualidade, propõe um deslocamento de perspectiva ao afirmar que o esgotamento passa a ser compreendido como um sintoma que revela uma desconexão mais profunda: a perda de contato com a própria “Presença”, a partir da qual a vida ganha direção e sentido, termo utilizado para descrever uma dimensão de consciência viva que já habita o indivíduo, mas que se torna menos perceptível quando a vida passa a ser conduzida por padrões automáticos e pela mente.

“Mais do que aliviar sintomas, existe uma necessidade de retomar essa conexão com aquilo que sustenta a existência. Existe um tipo de cansaço que não se resolve com descanso, porque nasce da desconexão com aquilo que a sustenta. O problema não é só o excesso, é a falta de sentido. Quando a vida perde direção interna, o corpo até para, mas a exaustão permanece”, afirma. “Nesse sentido, o desgaste se apresenta como a ruptura entre o indivíduo e sua essência, deixando a pessoa mais exposta a padrões automáticos e sem um centro interno estável”, comenta Saulo.

Para abordar essa desconexão, o livro apresenta uma perspectiva de espiritualidade sem vínculo dogmático. A palavra “Cristo” não se refere a uma figura religiosa, mas a um estado de Consciência Viva, uma Presença que, ao ser reconhecida, reorganiza o ponto de referência a partir do qual a vida é vivida. “Não se trata de crença, mas de reconhecimento direto, o que permite interromper a reatividade constante a pensamentos, memórias e expectativas, além de questionar a percepção de separação que sustenta medo e conflito”, acrescenta.

A proposta se estrutura em quatro chaves, apresentadas como processos de desconstrução de ilusões e reposicionamento da consciência. O Retorno à Morada inicia a desprogramação da fuga de si e traz o indivíduo de volta ao corpo e ao presente como base real de experiência; o Reconhecimento da Unidade amplia a percepção de conexão com a vida, reduzindo a sensação de separação e os conflitos internos; o Amor como Caminho propõe o amor como estado de consciência, como a capacidade de permanecer presente diante das experiências, sem ser conduzido automaticamente por medo, carência ou defesa; e O Último Véu consolida a integração e desenvolve uma autonomia interna estável, menos dependente das circunstâncias externas.

Com linguagem direta e objetiva, a obra reforça que essa transformação não se limita à experiência interna, mas se traduz na forma como o indivíduo se posiciona e atua no mundo. “O livro não termina na experiência interna. Quando essa consciência começa a se estabilizar, ela naturalmente se expressa na forma de viver, agir e se relacionar. Isso é o que chamo de serviço, não como obrigação, mas como consequência”, comenta o autor.

Mais do que uma obra de reflexão ou desenvolvimento pessoal, “As 4 Chaves do Cristo” propõe uma mudança no ponto de origem da experiência, um convite ao leitor para perceber com mais clareza de onde está vivendo a própria vida. Nesse movimento, o esgotamento pode ser compreendido como um sinal de desalinhamento interno, abrindo espaço para uma reconexão mais profunda com aquilo que sustenta a própria existência.

Trabalho do autor

Desde 2019, Saulo Nardelli desenvolve projetos voltados à integração entre consciência, bem-estar emocional e impacto social, que já alcançaram mais de 165 mil vidas diretamente, com a realização de mais de 4 mil atendimentos terapêuticos e a condução de mais de 6 mil práticas meditativas.

As iniciativas incluem ainda mais de 500 ações sociais e de bem-estar, além de 3.450 horas de conteúdo gratuito disponibilizado. Ao todo, mais de 1.650 voluntários já foram mobilizados, com atuação em 18 estados brasileiros, 56 cidades e dois países na Europa.

Sobre Saulo Nardelli

Saulo Nardelli é autor e fundador da Sangha Platina Solaris e da The Golden Walk Foundation, iniciativas voltadas à integração entre consciência, bem-estar emocional e impacto social. Sua atuação reúne espiritualidade aplicada, desenvolvimento humano e reflexão sobre identidade na vida contemporânea. Desde 2017, seus programas e ações comunitárias já impactaram mais de 160 mil pessoas no Brasil e no exterior por meio de práticas de bem-estar, apoio emocional e projetos voluntários. Em 2023, passou a integrar o Board Consultivo em Cura Social da Cátedra Unesco de Sustentabilidade (Unesco-SOST), vinculada à Universitat Politècnica de Catalunya. Em 2026, lança pela Editora Gente o livro “As 4 Chaves do Cristo”, obra que propõe uma reflexão sobre identidade, silêncio interior e o desafio de encontrar sentido em uma sociedade marcada por pressão e desempenho.

Título: As Quatro Chaves do Cristo

Subtítulo: Um caminho de ativação interior para atravessar a dualidade e habitar o Amor como Presença Viva

Autor: Saulo Nardelli

ISBN: 978-65-6107-078-2

Páginas: 176

Preço de capa: R$ 74,90

Preço e-book: R$ 52,40

Lançamento: 10/06

Gênero: Espiritualidade.

(Com Geovanna Veiga/Image 360)

As bibliotecas mais impressionantes do mundo para visitar

Mundo, por Kleber Patricio

Viajar também é descobrir lugares capazes de contar histórias, e poucas experiências representam isso tão bem quanto visitar uma grande biblioteca. Muito além dos livros, esses espaços se transformaram em verdadeiros símbolos culturais, reunindo arquitetura impressionante, séculos de história e experiências únicas para quem busca roteiros diferentes pelo mundo.

Pensando nisso, a Civitatis reuniu algumas das bibliotecas mais bonitas e impressionantes do planeta, incluindo um dos maiores tesouros arquitetônicos do Brasil: o Real Gabinete Português de Leitura, no Rio de Janeiro.

1 – Tianjin Binhai Library: a biblioteca futurista chinesa

Tianjin Binhai Library, China.

Localizada em Tianjin, na China, esta é uma das bibliotecas mais impressionantes do mundo. Projetada pelo estúdio MVRDV e inaugurada em 2017, ficou conhecida pelo enorme átrio central em formato de “olho”, cercado por estantes onduladas que vão do chão ao teto.

Com mais de 1,2 milhão de livros, o espaço combina arquitetura futurista e experiência imersiva, tornando-se uma das bibliotecas mais fotografadas do planeta.

2 – Trinity College: o templo dos livros no coração de Dublin

Com mais de quatro milhões de livros, a biblioteca do Trinity College é um dos lugares mais emblemáticos da Irlanda. Desde 1801, recebe um exemplar de tudo o que é publicado na Grã-Bretanha e na Irlanda.

O grande destaque é a famosa Long Room, salão histórico com estantes infinitas de madeira, bustos de mármore e atmosfera cinematográfica. O espaço também abriga o Livro de Kells, manuscrito do século IX considerado uma das maiores joias da história medieval.

3 – Biblioteca Nacional e Real Gabinete Português de Leitura: o tesouro brasileiro da lista

No coração do centro histórico do Rio de Janeiro estão dois dos espaços culturais mais emblemáticos do Brasil: a Biblioteca Nacional e o Real Gabinete Português de Leitura. Para quem deseja conhecer esses locais de perto, vale apostar no tour guiado pelo Teatro Municipal, Biblioteca Nacional e Real Gabinete, disponível na Civitatis.

Durante o passeio, os visitantes exploram a grandiosidade do Teatro Municipal, a maior biblioteca da América Latina e o impressionante Real Gabinete Português de Leitura, considerado uma das bibliotecas mais bonitas do mundo. O espaço chama atenção pela arquitetura neomanuelina, pelos vitrais e pelas estantes monumentais que abrigam o maior acervo de literatura portuguesa fora de Portugal.

4 – Abadia de Admont: a biblioteca monástica mais espetacular do mundo

Localizada nos Alpes austríacos, a cerca de três horas de carro de Viena, a Abadia de Admont abriga a maior biblioteca monástica do planeta, com mais de 70 mil volumes. Fundada em 1074, foi um dos centros culturais e espirituais mais importantes da Idade Média, período em que os monges começaram a preservar obras e manuscritos valiosos.

No entanto, foi apenas no século XVIII que surgiu seu maior tesouro: uma biblioteca monumental projetada pelo arquiteto barroco Joseph Hueber, responsável por criar uma verdadeira “catedral da luz”. O espaço foi pensado para representar o conhecimento iluminando a mente, por isso a luz natural entra estrategicamente através de 48 janelas, criando uma atmosfera simplesmente impressionante.

5 – Biblioteca Pública de Nova York: um ícone cultural em Manhattan

Além de ser uma das bibliotecas mais importantes e conhecidas dos Estados Unidos, a Biblioteca Pública de Nova York (New York Public Library) também funciona como um dos pontos turísticos mais emblemáticos de Manhattan, especialmente durante o inverno. Ao lado do edifício está o Bryant Park, que recebe pista de patinação no gelo e um tradicional mercado natalino, transformando a região em um verdadeiro cenário de filme.

A entrada é protegida pelos famosos leões Patience e Fortitude (“Paciência” e “Fortaleza”), nomes dados durante a Grande Depressão como símbolo de resiliência para a cidade. No interior, destacam-se os afrescos da Rose Main Reading Room, os enormes lustres e as elegantes mesas de carvalho. A biblioteca é uma das paradas do Free tour pela Times Square, Broadway e Midtown Manhattan, disponível na Civitatis.

6 – Biblioteca de Alexandria: o renascimento de um dos maiores símbolos de conhecimento da história

Para quem deseja mergulhar na história de uma das cidades mais fascinantes do Egito, a Nova Biblioteca de Alexandria é uma parada obrigatória. O moderno edifício homenageia a lendária biblioteca da Antiguidade, que chegou a reunir uma das coleções de papiros e pergaminhos mais importantes do mundo antigo. Além da grandiosidade arquitetônica, o espaço abriga milhões de livros, exposições, galerias e museus, consolidando-se como um dos maiores centros culturais do Mediterrâneo.

Durante uma visita guiada por Alexandria, os viajantes também podem conhecer outros marcos históricos da cidade, como a Cidadela de Qaitbay, construída no mesmo local onde ficava o lendário Farol de Alexandria, e as Catacumbas de Kom el Shoqafa, conhecidas pela impressionante fusão entre elementos egípcios, gregos e romanos.

7 – Biblioteca Nacional da Áustria: elegância barroca no coração de Viena

Considerada uma das atrações imperdíveis da capital austríaca, a Biblioteca Nacional da Áustria foi construída no século XVIII por ordem do imperador Carlos VI, do Sacro Império Romano-Germânico. O espaço faz parte do complexo do Palácio Imperial e abriga uma das coleções históricas mais importantes da Europa.

Seu ambiente mais emblemático é a Sala Imperial, projetada de forma simétrica para conduzir o olhar até a cúpula central, onde um enorme afresco representa a história do império e a importância do conhecimento como símbolo de poder. As estantes esculpidas em madeira escura guardam mais de 200 mil livros impressos entre os anos de 1500 e 1850. Uma visita guiada pela Biblioteca Nacional da Áustria é, sem dúvida, a melhor forma de descobrir todos os detalhes e curiosidades do local.

8 – Universidade de Salamanca: séculos de história na primeira biblioteca universitária espanhola

Conhecida oficialmente como Biblioteca Geral Histórica de Salamanca, ela é considerada a biblioteca universitária mais antiga da Espanha. Fundada por Alfonso X, o Sábio, a instituição mudou de sede diversas vezes ao longo da história e sobreviveu a momentos críticos, incluindo um desabamento em 1664, que deixou a universidade sem biblioteca durante quase um século.

A chamada Antigua Librería, preservada até hoje, data do século XVIII e chama atenção pelas estantes originais de madeira de pinho e pelo mobiliário histórico, que conferem ao espaço uma atmosfera atemporal. Um dos detalhes mais curiosos é o teto decorado com pinturas que representam áreas do conhecimento da época, como astronomia e medicina, transformando a biblioteca em uma espécie de “mapa do saber” do século XVIII.

9 – Biblioteca Apostólica Vaticana: um dos maiores tesouros culturais do mundo

Localizada na Cidade do Vaticano, a Biblioteca Apostólica Vaticana é uma das instituições culturais mais importantes e antigas do planeta. Fundada oficialmente no século XV, abriga uma das coleções mais valiosas da história, reunindo milhões de livros, manuscritos, códices e documentos que atravessam séculos de conhecimento.

Entre seus tesouros estão manuscritos medievais, textos clássicos e obras fundamentais para compreender a história da arte, da ciência e da religião. Suas salas, decoradas com impressionantes afrescos renascentistas, transformam a visita em uma experiência única, onde arquitetura e conhecimento se encontram. Embora grande parte do espaço seja reservada a pesquisadores e especialistas, sua relevância vai muito além do universo acadêmico: a biblioteca representa um símbolo universal da preservação do conhecimento ao longo da história.

10 – Biblioteca Joanina: uma joia barroca em Coimbra

Uma das bibliotecas mais bonitas e ricamente decoradas do mundo, a Biblioteca Joanina foi construída entre 1717 e 1728 por ordem do rei Dom João V de Portugal e se tornou parada obrigatória em qualquer visita à Universidade de Coimbra.

O espaço se destaca pelo estilo rococó, que faz com que o ambiente lembre mais uma capela do que propriamente uma biblioteca. Tetos pintados, estantes revestidas com folhas de ouro produzidas em madeiras exóticas e uma valiosa coleção de livros antigos formam um conjunto único. Um detalhe curioso é que, todas as noites, uma colônia de morcegos habita a biblioteca e ajuda na conservação das obras ao eliminar insetos que poderiam danificar os livros, um sistema natural de proteção que continua ativo até hoje.

(Com Leandro Moura/Civitatis)

Sesc 24 de Maio recebe peça “Meninos” em curta temporada

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Espetáculo do Grupo II aborda as relações masculinas no contexto familiar contemporâneo. Fotos: Douglas Fontes.

O Sesc 24 de Maio recebe o espetáculo Meninos, do Grupo II, entre os dias 20 e 30 de maio, em curta temporada. A montagem lança um olhar sensível sobre a masculinidade contemporânea, investigando suas fraturas, afetos e possibilidades de reinvenção a partir das relações familiares.
Dividida em três atos, a peça apresenta histórias marcadas pela ausência e pelo silêncio, traçando caminhos de afetividade entre tios e sobrinhos, irmãos, filhos e pais. A dramaturgia constrói um mosaico de vínculos masculinos, revelando tensões, heranças emocionais e formas possíveis de cuidado.

A programação integra o projeto Cena Jovem, realizado pela unidade 24 de Maio desde 2019 com o objetivo de aproximar as juventudes da linguagem teatral. A iniciativa aposta em espetáculos que dialogam com temas de interesse dos jovens e valorizam diretores, dramaturgos e artistas emergentes, incentivando tanto a formação de público quanto o reconhecimento de novas vozes da cena contemporânea.

Assinada por Lucas Mayor, Marcos Gomes e Rafael Cristiano, a dramaturgia dialoga com a obra “Sendo um menino”, de bell hooks, ao abordar a infância e a adolescência masculina sob a perspectiva do crescimento, da formação da identidade e das pressões sociais impostas aos homens desde cedo.

Ficha Técnica: 

Direção: Lucas Mayor e Marcos Gomes

Dramaturgia: Lucas Mayor, Marcos Gomes e Rafael Cristiano

Atuação: Eduardo Guimarães, João Bourbonnais, João Filho, Lucas Laureno, Rafael Cristiano e Ricardo Teodoro

Iluminação: Matheus Brant

Cenografia e Figurino: Grupo II

Produção: Maísa Sousa De Castro

Fotografia: Douglas Fontes.

SERVIÇO:

Meninos

Datas: 20 a 30/5, quarta a sábado, às 18, (Exceto dia 23/5, às 17h)

Local: Sesc 24 de Maio, Rua 24 de Maio, 109, São Paulo – 350 metros da estação República do metrô

Classificação: 14 anos

Ingressos: sescsp.org.br/24demaio ou através do aplicativo Credencial Sesc SP a partir do dia 12/05 e nas bilheterias das unidades Sesc SP a partir de 13/05 – R$50 (inteira), R$25 (meia) e R$15 (Credencial Sesc).

Acessibilidade: Tradução em Libras nos dias 22 e 29/5.

Duração do show: 60 minutos

Serviço de Van: Transporte gratuito até as estações de metrô República e Anhangabaú. Saídas da portaria a cada 30 minutos, de terça a sábado, das 20h às 23h, e aos domingos e feriados, das 18h às 21h.

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Sesc 24 de Maio

Rua 24 de Maio, 109, Centro, São Paulo | a 350 metros do metrô República

Fone: (11) 3350-6300.

(Com Meyre Vitorino/Sesc 24 de Maio)

Instituto CPFL leva Escola Olodum e Núcleo de Dança Cisne Negro ao Parque Oziel, em Campinas

Campinas, SP, por Kleber Patricio

Escola Olodum Campinas. Fotos: Tatiana Ferro/Instituto CPFL.

Instituto CPFL implanta, a partir deste mês, dois projetos culturais voltados ao desenvolvimento social de crianças, adolescentes e jovens adultos no Parque Oziel, em Campinas. A comunidade abrigará um núcleo da Escola Olodum Campinas, o primeiro no Estado de São Paulo, e o primeiro Núcleo de Dança Cisne Negro fora da capital paulista. Ao todo, serão oferecidas 400 vagas gratuitas: 300 vagas para as aulas de percussão, canto e dança afro da Escola Olodum Campinas e 100 vagas para aulas de balé clássico do Núcleo de Dança Cisne Negro.

A iniciativa integra a frente CPFL Jovem Geração, voltada à inclusão e transformação social por meio da cultura e do esporte, e compõe a estratégia do Instituto CPFL que reúne diferentes projetos sociais em territórios prioritários com o objetivo de ampliar oportunidades e fortalecer o desenvolvimento local. A escolha do Parque Oziel também carrega um simbolismo importante. A região já foi considerada uma das maiores ocupações urbanas da América Latina e hoje abriga diversas iniciativas voltadas ao fortalecimento social e cultural da comunidade local. “Acreditamos que o acesso à cultura é um caminho potente para ampliar oportunidades e fortalecer vínculos comunitários. Ao reunir no mesmo território dois projetos de grande relevância artística e social, buscamos contribuir para que crianças e jovens tenham contato com diferentes linguagens culturais e possam desenvolver seus talentos e perspectivas de futuro”, afirma Daniela Ortolani Pagotto, head do Instituto CPFL.

No Parque Oziel, os novos projetos se somam a outras ações já implantadas pelo Instituto CPFL: o Futebol Social, projeto esportivo que beneficia 180 crianças no núcleo; a Carreta Literária, iniciativa de estímulo à leitura que oferece mais 600 títulos infanto-juvenis a estudantes da rede pública da região; e o CineSolar, cinema itinerante que leva sessões gratuitas de cinema para regiões sem acesso. 

Escola Olodum Campinas

Criada em 1983, a Escola Olodum é um dos principais projetos da Associação Carnavalesca Bloco Afro Olodum, reconhecida internacionalmente por sua atuação pioneira em educação antirracista por meio da arte, da cultura e da educação. Inspirado na experiência da Escola Olodum de Salvador, o projeto chega a Campinas com uma proposta de formação cidadã baseada na valorização da cultura afro-brasileira. As atividades serão voltadas a pessoas de 7 a 29 anos, com cursos gratuitos de percussão samba-reggae, canto coral e dança afro.

Núcleo de Dança Cisne Negro.

Para Marcelo Gentil, presidente institucional do Olodum, a implantação de uma unidade da Escola Olodum em Campinas, uma cidade que, de acordo com dados do IBGE, tem uma população formada por 39,9 % de pretos e pardos, representa um marco importante no processo de expansão qualiquantitativa do projeto de educação não formal, ampliando a parceria com a Riart, responsável por implantar o núcleo da Escola Olodum Rio. “Estar no Parque Oziel significa reconhecer a potência cultural existente neste território e reafirmar o compromisso de levar oportunidades reais de formação artística e desenvolvimento humano para crianças e jovens em situação de vulnerabilidade social. Mais do que oferecer cursos, a Escola Olodum chega para fortalecer autoestima, pertencimento, identidade e perspectivas de futuro. É o Olodum contribuindo com a formação de novas lideranças e reafirmando que a educação é o nosso tambor mais potente”.

Núcleo de Dança Cisne Negro

A Cisne Negro Cia. de Dança é considerada uma das companhias contemporâneas mais importantes do país. Em quase cinco décadas de trajetória, já foi assistida por mais de 5 milhões de espectadores, realizou apresentações em 17 países e passou por mais de 500 cidades. Em 2021, a companhia criou o Núcleo de Dança Cisne Negro, projeto social que oferece aulas gratuitas de balé clássico para crianças de 5 a 12 anos, com base na metodologia da Royal Academy of Dance (RAD).

A iniciativa começou no bairro do Bom Retiro, em São Paulo, e posteriormente foi ampliada para unidades na Lapa e em Heliópolis. A chegada ao Parque Oziel marca a quarta unidade do projeto e a primeira fora da capital paulista. “Levar o Núcleo de Dança Cisne Negro Instituto CPFL Campinas para o Parque Oziel, com atividades voltadas a crianças de 05 a 12 anos, representa um passo importante na ampliação territorial do projeto social da companhia. É uma forma de expandir uma iniciativa consolidada de formação artística para uma região marcada por vulnerabilidade social, reafirmando nosso compromisso com a democratização do acesso à arte”, afirma Dany Bittencourt, diretora artística e coreógrafa da Cisne Negro Cia. de Dança.

Expectativas

Para lideranças locais, a chegada dos novos projetos representa uma oportunidade importante para os jovens da região. “Projetos como Escola Olodum e Cisne Negro vão agregar muito para os jovens da comunidade, oferecendo oportunidades que muitos deles não teriam em outros lugares. É uma chance de desenvolver talentos, aprender coisas novas e ampliar horizontes”, afirma Josenilton Almeida, conhecido como Zangão, líder comunitário do Parque Oziel. “A comunidade está muito grata pelos projetos que já acontecem aqui, como o CineSolar, a Carreta Literária e o Futebol Social. São atividades que fazem diferença na vida das crianças e das famílias. Agora, com a chegada desses novos projetos, as oportunidades só aumentam”, completa.

SERVIÇO:

Escola Olodum Campinas

Público: crianças, adolescentes e jovens

Vagas disponíveis: 300 vagas – aulas de percussão, canto e dança afro

(Escola Olodum Campinas)

Início das atividades: maio de 2026

Inscrições: escolaolodumcampinas.com.br

Núcleo de Dança Cisne Negro Instituto CPFL Campinas

Vagas disponíveis: 100 vagas – aulas de balé clássico para crianças de 5 a 12 anos

Início das atividades: maio de 2026

Inscrições: SELEÇÃO NÚCLEO DE DANÇA CPFL – Google Formulários.

(Com Aline Telles/WGO – Comunicação Além do Óbvio)

Pinacoteca de São Paulo exibe conjunto de gravuras de Beatriz Milhazes

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Noite de verão (2006).

A Pinacoteca de São Paulo apresenta “Beatriz Milhazes: gravuras do acervo da Pinacoteca de São Paulo”, no 2º andar do edifício Pina Estação. A exposição reúne pela primeira vez um conjunto de 27 gravuras produzidas entre 1996 e 2019, resultado de sua colaboração com Jean-Paul Rusell, fundador da Durham Press, estúdio de edição de gravuras, livros de artista e obras únicas sediado na Pensilvânia, Estados Unidos. Com curadoria de Renato Menezes, a mostra procura enfatizar os desafios técnicos da gravura e as especificidades das impressões em grande formato. Algumas de suas obras possuem quase 2 metros de largura, combinando múltiplas cores com matrizes diversas.

Beatriz Milhazes, grande nome da arte brasileira, é conhecida por seu trabalho que alia rigor geométrico a uma atmosfera sempre festiva, fruto de sua paleta exuberante. A profícua produção da artista é marcada por uma linguagem de notável complexidade e beleza, e pela coerência no modo como consegue transitar entre diferentes técnicas, partindo sempre da pintura, tronco principal de sua produção, até chegar nas gravuras, técnica que pratica com assiduidade desde seu encontro com Rusell.

“Desde muito cedo – a artista fez parte da mostra Como vai você geração 80? – Milhazes conseguiu conciliar elementos e referências muito diferentes da cultura brasileira. Arte têxtil, chita, bordado, tecelagem tipicamente brasileira, grafismos indígenas, os artistas modernos do Brasi – ela se alimenta dessas referências e transforma tudo isso em uma linguagem própria”, conta o curador. “Em alguma medida, a gravura, técnica de reprodução de imagens, completa o sentido profundamente popular de seu trabalho, já manifestado em sua pintura. Além disso, a gravura coloca desafios técnicos novos para o seu trabalho e requer outra forma de lidar com o tempo”, completa Menezes.

“Minha pintura se nutre do diálogo afetivo com os diferentes meios que venho trabalhando. O respeito e compreensão do tempo de cada prática carregam para o meu processo criativo, inovação, elementos novos para refletir o desenvolvimento dos meus conceitos”, afirma Milhazes.

A Pinacoteca de São Paulo é o único museu do mundo que possui esse conjunto de trabalhos, que foram doados ao acervo da instituição em 2009 e 2024. As gravuras foram desenvolvidas ao lado de Jean-Paul Rusell, renomado impressor e entusiasta da obra da artista. Nelas, Milhazes utiliza principalmente a serigrafia, técnica que consiste em fazer a tinta passar para a superfície desejada através de um bastidor preparado. O resultado, que é, em geral, chapado e com poucas cores, é subvertido pela artista, que consegue efeitos de transparência e sobreposição, criando situações de profundidade e vibração nas cores.

Nessas obras podem ser vistas estampas florais formando portais, guirlandas e ramos frondosos, parte de seu vocabulário de formas desde o início de suas investigações no campo da pintura. Nas gravuras aparecem também arabescos e formas sinuosas, discos, mandalas e colares de contas, incrementando a tradição geométrica brasileira, da qual também é herdeira. Isso pode ser visto, por exemplo, em Entre o mar e a montanha (1998). Na mostra é possível também perceber o modo como Milhazes monta e remonta as formas, as cores e os espaços aparentemente vazios, como os que aparecem em O pato (1996) e Noite de verão (2006).A exposição Beatriz Milhazes: gravuras do acervo da Pinacoteca de São Paulo tem patrício da Vivo, na cota Master, QI Tech, na cota Ouro, Iguatemi São Paulo, na cota Prata, e Verde Asset Management, na cota Bronze.

SOBRE A ARTISTA

Beatriz Milhazes (Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 1960) é pintora, gravadora e ilustradora. Com uma produção artística desenvolvida a partir de diferentes técnicas e materiais, seu trabalho é caracterizado pelo uso da cor, de estruturas geométricas, arabescos, florais e motivos ornamentais. Milhazes é considerada uma das mais importantes artistas no Brasil e internacional. Participou do Carnegie International, (1995); Bienal de Sydney (1998); Bienal de São Paulo (1998, 2004); Bienal de Shangai (2006) e Bienal de Veneza (2003, 2024).

SOBRE A PINACOTECA DE SÃO PAULO

A Pinacoteca de São Paulo é um museu de artes visuais com ênfase na produção brasileira do século XIX até́ a contemporaneidade e em diálogo com as culturas do mundo. Museu de arte mais antigo da cidade, fundado em 1905 pelo Governo do Estado de São Paulo, vem realizando mostras de sua renomada coleção de arte brasileira e exposições temporárias de artistas nacionais e internacionais em seus três edifícios, a Pina Luz, a Pina Estação e a Pina Contemporânea. A Pinacoteca também elabora e apresenta projetos públicos multidisciplinares, além de abrigar um programa educativo abrangente e inclusivo. B3, a bolsa do Brasil, é Mantenedora da Pinacoteca de São Paulo.

SERVIÇO:

Pinacoteca de São Paulo | Edifício Pina Estação | 2º andar

De quarta a segunda, das 10h às 18h (entrada até 17h)

Gratuitos aos sábados – R$ 40,00 (inteira) e R$ 20,00 (meia-entrada), ingresso único com acesso aos três edifícios – válido somente para o dia marcado no ingresso

2º domingo do mês – gratuidade Mantenedora B3.

(Com Mariana Martins/Pinacoteca)