Notícias sobre arte, cultura, turismo, gastronomia, lazer e sustentabilidade

Inscreva seu e-mail e participe de nossa Newsletter para receber todas as novidades

Theatro São Pedro apresenta a ópera cômica “A Escada de Seda”, de Rossini

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Foto: Íris Zanetti.

Uma das mais importantes obras do emblemático compositor de óperas italiano Gioachino Rossini (1792–1868) será apresentada no Theatro São Pedro nos dias 28, 29, 30 e 31 de maio: “A Escada de Seda” (La scala di seta), com realização da Academia de Ópera e da Orquestra Jovem do Theatro São Pedro. Os ingressos custam de R$ 31 (meia-entrada) a R$ 102 (inteira) e estão à disposição no site do Theatro São Pedro.

Chamada por Rossini de farsa, gênero teatral veneziano de um ato que floresceu no final do século 18 e início do século 19, A Escada de Seda terá direção cênica de João Malatian e o maestro Gabriel Rhein-Schirato, à frente da Orquestra Jovem do Theatro São Pedro, na direção musical. Com libreto de Giuseppe Foppa, a obra narra as atribulações do casamento secreto de Giulia com seu amante Dorvil, que é felizmente revelado quando ela arma o casamento do marido escolhido por seu tutor, Blansac, amigo de Dorvil, com sua prima Lucilla.

Soprano Elouise Miranda será Giulia nas récitas de 28 e 30/05. Foto: Divulgação.

Estreada em Veneza em 1812, a ópera cômica tinha o desafio de capturar a atenção do público desde a abertura, sendo marcante por apresentar uma abertura vibrante e popular, com suas cores orquestrais frescas e brilhantes e escrita encantadora para instrumentos de sopro, capturando todo tipo de ouvidos. Assim, foi o primeiro grande e estrondoso sucesso de Rossini e um exemplo acabado das eficazes técnicas cômicas que o jovem de 20 anos continuaria a manejar com maestria ao longo de sua carreira.

A frenética execução de colcheias sobre um acompanhamento harmônico simples fornece o pano de fundo para a animada interação entre instrumentos contrastantes, e diversas ocorrências do famoso “crescendo de Rossini” já exercem seu efeito humorístico – o compositor adorava compor crescendos: aumentos graduais no volume da música. Foi a primeira abertura de Rossini a conquistar popularidade e é muito tocada como peça isolada em concertos e gravações.

Transmissão ao vivo

As récitas dos dias 29 e 30 de maio serão transmitidas online e de forma gratuita pelo canal de Youtube do Theatro São Pedro

Temporada Academia de Ópera e Orquestra Jovem do Theatro São Pedro

A Escada de Seda (La Scala di Seta)

Academia de Ópera do Theatro São Pedro

Orquestra Jovem do Theatro São Pedro

Gabriel Rhein-Schirato, direção musical

João Malatian, direção cênica

Beto Mainieri, cenografia

Nicolas Marchi, iluminação

Angélica Chaves, figurino

Malonna, visagismo

Elenco

Elouise Miranda, Giulia (récitas I e III: 28 e 30/05)

Thainá Biasi, Giulia (ensaio geral, récitas II e IV: 26 e 29/05 e 31/05)

Anita Andreotti, Lucilla (ensaio geral, récitas II e IV: 26 e 29/05 e 31/05)

Camila Ceuta, Lucilla (récitas I e III: 28 e 30/05)

Sérgio Cardonha, Dormont

Felipe Bertol*, Dorvil (ensaio geral, récitas II e IV: 26 e 29/05 e 31/05)

Pedro Ohoe, Dorvil (récitas I e III: 28 e 30/05)

Daniel Luiz, Blansac

Robert Willian*, Germano

Paula Uzeda, participação especial

*Solistas convidados

GIOACHINO ROSSINI (1792–1868)

La Scala di Seta – 90’

[Editora: Casa Ricordi SRL, Milão. Representada por Melos Ediciones Musicales S.A., Buenos Aires www.melos.com.ar]

Ensaio geral aberto e gratuito: 26 de maio, 19h, Theatro São Pedro

Récitas: 28, 29, 30 e 31 de maio

Quinta, sexta e sábado às 20h; domingo às 17h, Theatro São Pedro

Ingressos: aqui

Plateia central – R$ 51 (meia-entrada) e R$ 102 (inteira)

1º Balcão superior – R$ 36 (meia-entrada) e R$ 72 (inteira)

2º Balcão superior – R$ 31 (meia-entrada) e R$ 62 (inteira)

Classificação etária: 12 anos.

THEATRO SÃO PEDRO

Com mais de 100 anos, o Theatro São Pedro, instituição do Governo do Estado de São Paulo e da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, gerido pela Santa Marcelina Cultura, tem uma das histórias mais ricas e surpreendentes da música nacional. Inaugurado em uma época de florescimento cultural, o teatro se insere tanto na tradição dos teatros de ópera criados na virada do século XIX para o XX quanto na proliferação de casas de espetáculo por bairros de São Paulo. Ele é o único remanescente dessa época em que a cultura estava espalhada pelas ruas da cidade, promovendo concertos, galas, vesperais, óperas e operetas. Nesses mais de 100 anos, o Theatro São Pedro passou por diversas fases e reinvenções. Já foi cinema, teatro, e, sem corpos estáveis, recebia companhias itinerantes que montavam óperas e operetas. Entre idas e vindas, o teatro foi palco de resistência política e cultural, e recebeu grandes nomes da nossa música, como Eleazar de Carvalho, Isaac Karabtchevsky, Caio Pagano e Gilberto Tinetti, além de ter abrigado concertos da Osesp. Após passar por uma restauração, foi reaberto em 1998 com a montagem de La Cenerentola, de Gioacchino Rossini. Gradativamente, a ópera passou a ocupar lugar de destaque na programação do São Pedro, e em 2010, com a criação da Orquestra do Theatro São Pedro, essa vocação foi reafirmada. Ao longo dos anos, suas temporadas líricas apostaram na diversidade, com títulos conhecidos do repertório tradicional, obras pouco executadas, além de óperas de compositores brasileiros, tornando o Theatro São Pedro uma referência na cena lírica do país.

(Com Julian Schumacher/Santa Marcelina Cultura)

Entre memória e afeto, mostra “Para falar de amor” ocupa quatro andares de prédio histórico na capital paulista

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Exposição propõe experiências sensoriais no edifício que abriga o Espaço Kura com visitação até 7 de junho. Foto: Vivian Bera.

O público que atravessa as portas do Edifício Cotonifício, no Largo do Paissandu, agora sede do Espaço Kura, encontra uma exposição que se desdobra em quatro andares e se organiza como um campo de experiências. Aberta de sexta a domingo, das 13h às 19h, até 7 de junho, a segunda edição da mostra “Para falar de amor” articula obras, instalações e intervenções em um prédio em transformação. A classificação é livre, com ingressos disponíveis online e entrada gratuita às sextas-feiras, das 13h às 15h, conforme a capacidade.

Com curadoria de Saulo di Tarso e Kauê Fuoco, idealizador da plataforma Kura, a exposição reúne cerca de 50 artistas, com trabalhos desenvolvidos especialmente para o espaço, e apresenta um recorte da arte urbana contemporânea. A proposta se estrutura a partir de um eixo que atravessa tanto a memória da arte urbana quanto a construção de novas formas de relação. “O cerne da exposição encontra duas vertentes. Número um, um abraço histórico, dado pelo Jaime Prades e pelo Guto Lacaz”, afirma Saulo.

Artista brasileiro nascido na Espanha em 1958, Jaime Prades integrou, nos anos 1980, o coletivo Tupinãodá, referência nas ações artísticas em espaços públicos urbanos. Já Guto Lacaz é um artista multimídia cuja produção atravessa desenho, ilustração, design, cenografia e projetos gráficos. “O Guto se destaca como um artista pioneiro da cidade lúdica e da questão do Arte Cidade, que é um evento que a cidade esqueceu”, completa o curador. A retomada proposta pela mostra não se baseia na nostalgia, mas no deslocamento. “Assim como eu tento fazer uma conexão para memória dos artistas, aqui eu estou entregando uma conexão para quem passa”, diz. “O que tem de diferente do passado para agora é que aqui a gente está ressignificando relações, e não só a relação das pessoas com a cidade, mas as relações entre si”, explica Saulo.

Ao longo dos andares, essa dimensão relacional se afirma como matéria da exposição. O curador explica que “Para falar de amor” foi concebida inicialmente para vencer a polaridade política, mas que agora enfrenta um novo desafio. “Uma vez que a polaridade começa a ser vencida, onde a nossa capacidade pode nos levar? Aqui, não queremos colocar a sujeira para debaixo do tapete. Queremos lidar com isso frontalmente e buscar soluções”, ressalta como uma das provocações da mostra para o público. “Acho que existem artes que a sociedade contemporânea ainda não identificou, e a arte das reações é uma delas”, completa.

Matéria viva

Exposição reúne cerca de 50 artistas. Foto: Divulgação.

A ideia de arte como processo, e não como produto, aparece de forma direta nas obras. No espaço do artista Felipe Yung, conhecido como Flip, a trajetória se organiza em objetos mínimos. “Eu trouxe o meu espaço para cá para mostrar trabalhos que já estão prontos e outros que estão no processo”, diz. “Aqui, tem bicos que eu nunca usei, que são do passado”, comenta em referência a uma peça, em formato de caixa em acrílico, que reúne diferentes tipos de bicos de spray acumulados ao longo dos anos. “Tem bicos de latas que carregam toda a minha caminhada e todas as minhas memórias”, afirma. “Quando eu fui falar disso, fiquei muito emotivo com o que eu faço das memórias. Isso aqui é a síntese total do meu trabalho”, pontua.

Com mais de 30 anos de trajetória iniciada no graffiti, Flip constrói uma produção que atravessa muralismo, pintura e escultura, mantendo a rua como campo contínuo de experimentação. No trabalho de Alexandre Vianna, a experiência se expande para o campo sensorial. “Minha pesquisa é sobre campo vibracional de alta frequência”, afirma. “Eu pesquiso como os sons influenciam no corpo sutil das pessoas”, explica. As imagens que compõem suas obras partem de fotografias sobrepostas. “Eu comecei a fazer trabalhos em camadas porque eu queria emular o campo energético e vibracional que a pessoa estava inserida quando eu fotografei ela”, diz. “Essas camadas são os sons”, complementa.

No edifício, ele apresenta uma escultura que integra diferentes dimensões. “Essa escultura é, pela primeira vez, visual, sonora e tátil. É uma obra sensorial total, onde eu coloco o som de alta frequência e a pessoa dentro da própria obra. Esses sons, para mim, são de cura”, completa.

Entre os artistas participantes está também Alex Senna, que apresenta um trabalho que mergulha na ideia de amor-próprio, atravessado por sentimentos como melancolia e nostalgia. No espaço, ele criou um mural que dialoga diretamente com a arquitetura do ambiente e traz uma figura rodeada por pombas e outros elementos. A instalação se desdobra em uma relação entre personagem e sombra, sugerindo um encontro íntimo consigo mesmo. “A obra chama a atenção para o amor-próprio, uma vez que a personagem está encostando na parede, tendo uma relação com a própria sombra”, explica. A participação também carrega um significado pessoal. “Eu frequentava muito esse lugar quando tinha 14 anos. Fazer parte agora é um sentimento que me leva para a adolescência”, comenta.

Olhar e presença

Obra de Alex Senna melhora na ideia de amor-próprio. Foto: Divulgação

A fotografia atravessa a exposição como um eixo transversal, especialmente no trabalho de Vivian Bera. “Participar dessa exposição tem sido uma experiência muito feliz, profunda. O meu trabalho nasce muito da observação das relações humanas, da paisagem, da memória”, diz. Para a artista, a imagem funciona como deslocamento afetivo. Ela ressalta que a fotografia é uma forma de amor, uma vez que, através dela, é possível entregar todo o amor que ela vê e sente do mundo.

Sua produção, que inclui séries realizadas na América Latina, como manifestações culturais no Peru, parte de um interesse pelo que é íntimo e, ao mesmo tempo, compartilhável. “Sempre me interessou fotografar tudo aquilo que é mais sensível e que, ao mesmo tempo, é universal”, afirma. “A fotografia é um transporte afetivo”, pontua.

O curador Saulo di Tarso reforça a singularidade desse olhar. “Quando ela retrata alguém, ela cria um retrato espectral dessa pessoa”, diz. “Quando as pessoas estão diante da lente dela, elas entregam os olhos, e você vê isso na foto”, observa.

Esse deslocamento também se manifesta na instalação da artista Fernanda Romão, concebida como um labirinto. “É um espaço para as pessoas virem para o mundo”, explica Saulo. “Você sai de uma perspectiva do céu para as janelas da cidade, para um céu que se limita por uma urbanidade onde respeita ser livre”, diz.

Ao ocupar integralmente o edifício, a mostra constrói uma experiência em que o visitante transita entre linguagens, escalas e estados de percepção. Em vez de um discurso único, apresenta um conjunto de investigações abertas sobre memória, corpo, cidade e vínculo. “Aqui é um encontro de ativações. Para falar de amor pode acontecer sempre, em qualquer lugar, de toda maneira, e o Kura é uma forma de lidar com a cidade que ressignifica os lugares. É construir junto com o que existe e com quem está ali”, sintetiza Kauê Fuoco, curador e idealizador do espaço.

SERVIÇO:

Segunda edição da Mostra “Para falar de Amor”

Local: Edifício Cotonifício (Espaço Kura) – Avenida São João, 354, Largo do Paissandu

Período: Até 7 de junho

Visitação: Sexta a domingo, das 13h às 19h

Entrada: Gratuita às sextas-feiras, das 13h às 15h (sujeita à capacidade); demais dias, consultar bilheteria

Classificação: Livre

Ingressos disponíveis aqui.

Sobre Saulo di Tarso

Saulo di Tarso é artista visual e curador, especializado em estética comparada das artes visuais e da música moderna e contemporânea, arte urbana e novas mídias. Pesquisador de arte brasileira e sul-americana, colabora com diversas instituições de arte e cultura na América Latina. Além de ser ensaísta, museógrafo, produtor e arte-educador, coordenou espaços expositivos e programas de arte-educação, incluindo a Casa das Rosas e o Paço das Artes. Também atuou como curador em importantes instituições como o Museu Afro Brasil, a Casa do Olhar Luis Sacilotto, a Galeria da Unicamp e idealizador e curador da mostra Joaquín Torres García – 150 anos, em colaboração com o Museu Torres García.

Sobre Kauê Fuoco

Produtor cultural, artista plástico e empreendedor, Kauê Fuoco é o idealizador do Kura, empresa que atua e transforma o mercado com eventos, arte, curadoria e marketing para marcas/empresas. Além disso, produz experiências itinerantes proprietárias que unem entretenimento, cultura, arte e gastronomia, de uma forma lúdica, buscando agregar para a cidade e para a comunidade por meio do upcycle e da revitalização urbana. Kauê é um entusiasta de histórias, propõe resgates culturais e urbanos reintegrando narrativas, espaços e materialidades. Em seus projetos une cultura, arte, sustentabilidade e entretenimento, criando ecossistemas sólidos e rentáveis de negócio.

Sobre o Kura

O Kura é uma plataforma de experiências, idealizada por Kauê Fuoco, que combina eventos, arte, curadoria e marketing para marcas e empresas, promovendo entretenimento e cultura por meio de eventos itinerantes e projetos de revitalização urbana. Com foco em upcycling e narrativa lúdica, busca ressignificar e reintegrar pessoas à cultura. A empresa opera em duas frentes: criação de experiências autorais e instalações artísticas para eventos próprios, e desenvolvimento de experiências personalizadas e estratégias de posicionamento para empresas. Instagram: @kura.te.

(Com Bartira Betini/Betini Comunicação)

JARARACA[S], novo espetáculo do Grupo Pavilhão da Magnólia, estreia no Itaú Cultural

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Espetáculo, com dramaturgia do multiartista pernambucano Giordano Castro e direção do cearense Murillo Ramos, traz à cena os últimos dias de vida de “Jararaca” (José Leite de Santana), um dos principais cangaceiros do bando de Lampião. Fotos: Allan Diniz.

JARARACA[S], novo trabalho do Grupo Pavilhão Magnólia, com sede em Fortaleza, no Ceará, representa mais um passo em sua trajetória de 21 anos de revelar histórias e personagens que compõem a construção social e cultural do país. O espetáculo, com dramaturgia do multiartista pernambucano Giordano Castro e direção do cearense Murillo Ramos, traz à cena os últimos dias de vida de “Jararaca” (José Leite de Santana), um dos principais cangaceiros do bando de Lampião. A obra estreia e faz curta temporada do dia 28 ao dia 31 de maio de 2026, no Itaú Cultural.

Na história, os quatro atores em cena acompanham os sete dias finais de Jararaca, após ser baleado, capturado, preso e morto pela polícia. Em 1927, o bando de Lampião saiu de Pernambuco, atravessou a Paraíba e tentou invadir Mossoró (RN). Após a fracassada investida, conhecida como “Chuva de Bala”, o grupo foge em direção ao Ceará. No confronto, dois cangaceiros ficam para trás: entre eles, José Leite de Santana, o Jararaca. Baleado ao tentar salvar seu companheiro Colchete, ele é capturado e permaneceu preso por sete dias, torturado, até ser assassinado em 20 de junho de 1927.

Os jogos políticos, religiosos e econômicos que atravessam esse período estruturam o espetáculo, que lança um olhar crítico sobre as violências de Estado, ontem e hoje. Para o grupo, a narrativa que reduz o cangaceiro à figura de “bandido” revela-se insuficiente diante das complexas violências sociais que atravessavam o sertão no início do século XX: a seca, a fome e a desigualdade são imposições históricas.

A obra propõe uma reflexão sobre memória e apagamento, evidenciam, assim, processos que atingem, sistematicamente, corpos pretos, marginalizados e periféricos. Nessa jornada, o espetáculo busca, de forma metafórica, resgatar esse corpo e suas narrativas, criando espaços de fabulação crítica.

“Reafirmamos a urgência de falar sobre o Nordeste: de onde viemos e quem somos”, diz o ator Nelson Albuquerque. O grupo lembra que o cangaço também carrega um imaginário meio pop, cultuado de forma meio festeira, com fantasias, um estereótipo do que é o Nordeste. Hoje, Jararaca é reverenciado como “santo popular”, não oficializado pela igreja, na cidade de Mossoró (RN). “Nos interessa ir além do arquétipo do cangaceiro e das histórias já cristalizadas e limitantes desse universo”, completa.

A transformação de um cangaceiro em santo popular instiga a criação e dialoga com o imaginário fantástico presente na literatura de cordel. “Ao mesmo tempo em que o cangaço é visto por alguns como movimento social e por outros como bandidos, ele tem um traço meio pop. Tem uma fantasia do cangaceiro, do estereótipo do Nordeste. Nós questionamos um pouco esse lugar do estereótipo”, revela.

A desproporcionalidade com que essas violências atingem corpos negros e pobres revela um padrão estrutural que não se configura como exceção, mas como regra. JARARACA[S] propõe, assim, um olhar expandido sobre a criação contemporânea, implicando seus artistas nos temas abordados e abrindo caminhos para novas leituras, deslocamentos e redescobertas.

A obra também tensiona paralelos entre passado e presente, ao questionar as violências do Estado em seu projeto de Necropolítica. Que histórias se repetem? Quais vidas são marcadas previamente pela morte? As perguntas ecoam: quem mandou matar Jararaca? Quem mandou matar Marielle?

Com JARARACA[S], o Grupo Pavilhão da Magnólia reafirma sua prática artística coletiva, baseada em pesquisa e compartilhamento de saberes. Ao longo de sua trajetória, o grupo já criou vinte espetáculos e recebeu reconhecimento nacional, incluindo o Prêmio Shell de Teatro – Destaque Nacional (2025) pelo trabalho continuado, além de participação em importantes festivais no Brasil e no exterior.

SINOPSE

O espetáculo investiga os últimos dias de vida de Jararaca, cangaceiro morto pela polícia e hoje reverenciado como santo popular em Mossoró/RN, tensionando as fronteiras entre memória, mito e apagamento histórico. A obra propõe um olhar crítico sobre as violências de Estado que atravessam passado e presente, refletindo sobre quem tem o direito de narrar a história. Ao confrontar o público, lança perguntas inquietantes: Quais vidas são marcadas para morrer? E que outras versões ainda seguem soterradas pelo silêncio?

FICHA TÉCNICA

Concepção e Criação: Grupo Pavilhão da Magnólia

Dramaturgia: Giordano Castro

Direção: Murillo Ramos

Elenco: Silvianne Lima – Jota Junior Santos – Nelson Albuquerque – rudriquix

Criação e Operação Musical: rudriquix

Letras (Músicas Originais): Murillo Ramos

Gravação Música SETE: Venícius Gomes e Jocasta Britto

Iluminação: Wallace Rios

Cenografia: Rodrigo Frota

Figurinos: Themis Memória

Direção de Movimento: Clarissa Costa

Fotos Divulgação e Vídeos Projeção: Allan Diniz

Colaboração na Pesquisa: A Máscara de Teatro – Mossoró/RN

Coordenação de Produção: Som e Fúria

Produção Executiva: Silvianne Lima e Jota Junior Santos

Apoio: Casa Absurda

Produção/SP: Corpo Rastreado

Comunicação: Canal Aberto Comunicação

Realização: Itaú Cultural

Coprodução: HUB Cultural Porto Dragão. 

SERVIÇO:

Espetáculo JARARACA[S]

Com Pavilhão da Magnólia

Estreia no Itaú Cultural – Av. Paulista, 149 – Bela Vista

De 28 a 31 de maio (quinta-feira a sábado, às 20h, e domingo às 18h)

Teatro (piso térreo)

Capacidade: 224 lugares

Duração: 90 minutos

Classificação Indicativa: 16 anos

Entrada gratuita. Reservas de ingressos a partir de 26 de maio (terça-feira), às 12h, na plataforma INTI – acesso pelo site do Itaú Cultural www.itaucultural.org.br

*Essa atividade contará com acessibilidade em libras.

(Com Daniele Valério/Canal Aberto Assessoria de Imprensa)

Galatea expõe obras de Edival Ramosa em “Alfabeto Solare”

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Curada por André Pitol, seleção acompanha as passagens de Ramosa entre Brasil e Europa e seus desdobramentos na construção de sua linguagem visual. Fotos: Ding Musa.

Edival Ramosa fez da experimentação uma dimensão central de sua obra, retomando continuamente formas, materiais e procedimentos em uma trajetória marcada pela circulação entre o Brasil e diferentes países ao longo das décadas de 1960 e 2010. Esse aspecto é retomado em Alfabeto Solare, nova exposição da Galatea, com abertura em 28 de maio. Sob curadoria de André Pitol, a individual reúne pinturas, esculturas, objetos e desenhos produzidos ao longo dessas quase cinco décadas. Parte do conjunto apresentado integrou a 36ª Bienal de São Paulo, marco recente do processo de retomada crítica da obra do artista.

Resultado de uma pesquisa desenvolvida por André Pitol nos últimos anos, Alfabeto Solare resgata trabalhos que permaneceram por longo período espalhadas por diversas coleções, no Brasil e no exterior. O conjunto propõe uma leitura relevante da obra de Ramosa, aproximando trabalhos que periodizam as elaborações e interesses estéticos do artista: “Acompanhar como Ramosa pensava a geometria nos anos 1960 e ver como essa investigação retorna décadas depois, em situações completamente diferentes, nos permite perceber a continuidade dessa pesquisa que se aprofunda ao longo do tempo”, afirma o curador. A primeira etapa da pesquisa do curador foi apresentada na exposição A parábola do Progresso, no Sesc Pompéia em 2022. A exposição, que teve coordenação curatorial de Lisette Lagnado, apresentou o núcleo documental “Afropindorama”, dedicado à produção de Ramosa.

A obra de Edival Ramosa foi profundamente marcada pela vivência em diversos territórios intercontinentais, no continente africano e também europeu. Entre 1964 e 1974, viveu em Milão, trabalhou nos ateliês de Lucio Fontana, Arnaldo Pomodoro e Enrico Baj, realizando naquela cidade sua primeira individual, em 1965. A convivência com o ambiente industrial e experimental da cidade italiana aparece na incorporação de materiais como madeira, aço inoxidável e plexiglass marcaram seu percurso e sua prática artística, em construções escultóricas e objetuais e que aproximam geometria, cor e experimentações com uma gama complexa de materialidades.

Associado à abstração geométrica, o artista fluminense desenvolveu uma obra marcada pela experimentação e pela pesquisa contínua da forma. Entre madeira, acrílico, papel cartão, entre outras materialidades, se formam composições circulares, diagonais, que tonalizam um vocabulário ora harmônico ora contrastante, mas acima de tudo, profundamente colorido e solar, indicado no título da exposição. A atenção às cores e formas também aparece na expografia, que remete a um comissionamento que Ramosa fez para uma barbearia em Milão, expandindo sua linguagem para o espaço arquitetônico.

Ao retornar ao Brasil, após intensa temporada no continente europeu, o artista manteve circulação por cidades como Cuiabá, Belém, Ribeirão Preto, Brasília e Ubatuba. Nesse período, sua obra passa a incorporar também materiais orgânicos e referências ligadas às culturas afro-indígenas.

“É difícil pensar a obra de Edival Ramosa a partir de trabalhos isolados. São peças que se desdobram em séries e variações, como se cada uma abrisse caminho para novas possibilidades formais dentro de uma mesma busca”, comenta André Pitol. A repetição e transformação de determinados elementos geométricos, assim como o uso intenso da cor, aproximam trabalhos realizados em momentos bastante afastados entre si.

O título Alfabeto Solare deriva de referências recorrentes na obra do artista. Entre elas está a escultura Estudo para o Sol (1969), concebida durante sua estadia italiana, apresentada recentemente na 36ª Bienal de São Paulo e agora reunida entre as obras centrais da exposição. O título da exposição também faz referência ao livro homônimo do poeta e crítico Guido Balla, interlocutor próximo de Ramosa naquele período. A expressão sintetiza a complexidade de um vocabulário visual com formas geometrizantes que atravessa sua obra e a dimensão cromática e luminosa presente em suas esculturas, projetos, desenhos e objetos artísticos.

Em Alfabeto Solare, a constelação de trabalhos evidencia como Edival Ramosa retornava continuamente a imagens, materiais e procedimentos, reorganizando elementos de sua pesquisa em fases distintas de sua trajetória. Revisitar esse conjunto dez anos após sua morte permite perceber um percurso avesso à ideia de conclusão, em que cada retomada reabria sentidos e instaurava novas possibilidades de leitura. 

Sobre o artista

Edival Ramosa (1940, São Gonçalo, RJ — 2015, Niterói, RJ) foi um artista incontornável na produção abstrata geométrica, “nascido de mãe negra filha de índios e de pai filho de negra da África e de pai português”, como se autodefinia. Participou do Batalhão Suez, na Força de Paz da ONU que atuou na Ásia Ocidental, em 1962. A vivência na região mediterrânea e as viagens que realizou a partir de então a diferentes cidades do Norte da África e Europa influenciaram decisivamente o seu pensamento e prática artística. Entre 1964 e 1974 viveu em Milão, onde frequentou os ateliês de Arnaldo Pomodoro, Lucio Fontana e Enrico Baj e desenvolveu sua própria poética, e onde realizou, em 1965, sua primeira exposição individual.

A influência de correntes da arte europeia e norte-americana no pós-guerra se vê nas suas investigações em torno de um estilo construtivista, com jogos ópticos e referências à visualidade urbana no uso de materiais como madeira esmaltada, aço inoxidável e acrílico. Elementos como esferas, casulos, luas, cometas, sois e outros “objetos-forma”, como o artista descrevia muitas de suas peças, ocuparam lugar central em sua produção, variando entre gradações cromáticas e formas geométricas. A partir da década de 1970, integrou à sua prática referências da estética indígena e afro-brasileira, empregando materiais como palha, peles, plumagens, miçangas e bambus.

O artista integrou as principais exposições dedicadas à arte contemporânea ligadas à diáspora africana dos anos 1970 e 1980, como A Mão Afro-Brasileira (São Paulo, 1988) e Introspectives: Contemporary Art by Americans and Brazilians of African descent (Los Angeles/Nova York, 1989). Destacam-se outras mostras individuais e coletivas como Perpetuum Mobile (Roma, 1968), Bienal de Gravura da Liubliana (Iugoslávia, 1971), África-Brasil (Rio de Janeiro, 1971), Edival Ramosa: Homenagem aos Deuses Índios, Imitações Rituais, Reproduções Inventadas da Vida Indígena (Ferrara, 1974), I Bienal Latino-Americana de São Paulo (1978), Os Herdeiros da Noite: fragmentos do imaginário negro (Pinacoteca de São Paulo, 1994), entre outras.

A obra de Edival Ramosa vem sendo revisitada em razão da pesquisa conduzida há anos por André Pitol, que assina a curadoria de individuais recentes de Ramosa: Nova construção totêmica (coleção moraes-barbosa, 2024) e Edival Ramosa: alfabeto solare (Galatea, 2026) e dedicou ao artista um núcleo documental na exposição A parábola do Progresso (Sesc Pompeia, 2022). Pitol também atuou como co-curador adjunto da 36ª Bienal de São Paulo (2025), edição que incluiu Edival Ramosa entre os artistas participantes.

O artista possui obras em inúmeras coleções públicas e privadas, entre elas: Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro — MAM Rio (Rio de Janeiro, Brasil); Museu Afro Brasil Emanoel Araújo (São Paulo, Brasil); coleção moraes-barbosa (São Paulo, Brasil); Pinacoteca do Estado de São Paulo (São Paulo, Brasil) e California African American Museum (Los Angeles, EUA).

Sobre o curador 

André Pitol é pesquisador, curador independente e professor, com doutorado pela Universidade de São Paulo. É docente da École Intuit Lab São Paulo e da especialização em Crítica e Curadoria da PUC-SP. Em 2024, foi contemplado com uma bolsa da Foundation for Arts Initiatives e participou de residências de pesquisa em Ljubljana e Casablanca.

Desenvolve prática de pesquisa documental e projetos de curadoria na intersecção entre fotografia, arquivo, artes e migrações, a partir de uma perspectiva afrotópica da história da arte. Escreveu artigos e ensaios para periódicos como e-flux, The Brooklyn Rail, Photographies, ARS, Modos, Mídia Ninja e Revista ZUM, entre outros. Foi curador adjunto de A parábola do progresso (2022) e curador de Edival Ramosa – Nova construção totêmica (2024). Em 2023, co-conceptualizou o programa itinerante Escola de Quilombismo, na Haus der Kulturen der Welt, Berlim. Foi co-curador adjunto da 36ª Bienal de São Paulo (2025) e curador de Edival Ramosa: alfabeto solare (2026).

Sobre a Galatea

Sob o comando dos sócios Antonia Bergamin, Conrado Mesquita e Tomás Toledo, a Galatea conta com dois espaços vizinhos na cidade de São Paulo: a unidade localizada na Rua Oscar Freire, 379 e a nova unidade localizada na Rua Padre João Manoel, 808. A galeria também tem uma sede em Salvador, na Rua Chile, 22, no centro histórico da capital baiana.

A Galatea surge a partir das diferentes e complementares trajetórias e vivências de seus sócios-fundadores: Antonia Bergamin, que foi sócia-diretora de uma galeria de grande porte em São Paulo; Conrado Mesquita, marchand e colecionador especializado em descobrir grandes obras em lugares improváveis; e Tomás Toledo, curador que contribuiu para a histórica renovação institucional do MASP, saindo em 2022 como curador-chefe.

Com foco na arte brasileira moderna e contemporânea, trabalha e comercializa tanto nomes consagrados do cenário artístico nacional quanto novos talentos da arte contemporânea, além de promover o resgate de artistas históricos. Idealizada com o propósito de valorizar as relações que dão vida à arte, a galeria surge no mercado para reinventar e aprofundar as conexões entre artistas, galeristas e colecionadores.

SERVIÇO:

Edival Ramosa – Alfabeto Solare

Curadoria: André Pitol

Local: Galatea Oscar Freire

Endereço:  R. Oscar Freire, 379 – Lj.01 – Jardins, São Paulo – SP

Período expositivo: 28 de maio a 25 de julho de 2026

Horários: Segunda a quinta: 10h às 19h | Sexta: 10h às 18h | Sábado: 11h às 17h

Ingresso: Gratuito

Mais informações: https://www.galatea.art/

Instagram: @galatea.art_

(Com Edgard França/Cor Comunicação)

Cirque du Soleil visitará São Paulo e Curitiba com “Alegría” em nova versão do espetáculo mais amado da cia. canadense

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Cirque du Soleil. Fotos de Anne-Marie Forker.

Cirque du Soleil volta ao Brasil com ‘Alegría’ em uma novíssima versão ousada de sua produção mais icônica. Em 2026, a partir de 20 de agosto até 8 de novembro, em São Paulo, e de 19 de novembro a 13 de dezembro, em Curitiba, o público será convidado a entrar sob a Grande Tenda (Big Top) para vivenciar toda a magia do clássico atemporal do Cirque du Soleil, reinventado para uma nova geração.
Os ingressos para o público em geral já estão à venda nas bilheterias físicas oficiais em cada cidade e online (www.eventim.com.br/cirquealegria). Clientes EQI Investimentos possuem benefício exclusivo de 10% de desconto durante toda a venda para o público em geral.

Parceiros Oficiais

Cirque du Soleil agradece a seus parceiros oficiais no Brasil:

– Apresentação: EQI Investimentos

– Patrocínio Master, Shell

– Patrocínio Gold, Zurich Seguros e Pátio Batel

– Rede de Hotéis Oficial, ALL Accor

– Cerveja Oficial, Blue Moon

– Vinho Oficial, World Wine

– Café Oficial, Ritual Cafés Especiais

– Realização, IMM.

Sobre o show

Alegría volta ao Brasil em uma extraordinária releitura do clássico do Cirque du Soleil — um dos espetáculos mais amados da companhia, que ajudou a forjar seu estilo característico ao encantar mais de 14 milhões de espectadores em 255 cidades ao redor do mundo, entre 1994 e 2013. Tão icônica quanto a própria montagem ao vivo, a trilha sonora de Alegría — com sua faixa-título de grande sucesso — recebeu uma indicação ao Grammy após seu lançamento, em 1995, e continua sendo, até hoje, o álbum mais comprado e reproduzido do Cirque du Soleil. Em turnê pelo Brasil entre 2006 e 2007, Alegría estabeleceu um vínculo inquebrável entre o Cirque du Soleil e o público brasileiro, abrindo caminho para outras sete produções que passaram a circular pelo país desde então.

Ao redefinir a narrativa original e a direção de cena, renovar os números acrobáticos e adotar uma estética contemporânea, Alegría apresenta uma criação surpreendente em uma nova versão moderna que reacende as emoções e a magia do clássico espetáculo, celebrando os pilares do sucesso do espetáculo: suas melodias inesquecíveis, temas atemporais e um universo barroco imersivo, repleto de lirismo e nostalgia.

Uma ode acrobática à força da esperança, Alegría explora a disputa de poder entre a velha ordem e a juventude que anseia por renovação, no coração de um reino outrora glorioso que perdeu seu rei. Enquanto o bobo da corte tenta, desajeitadamente, assumir o trono, um desejo crescente de mudança emerge das ruas para desafiar o status quo e devolver a alegria a um mundo em decadência.

Como é tradição no Cirque du SoleilAlegría surpreende com uma fusão poderosa de acrobacias emocionantes, trilha sonora ao vivo de arrepiar, figurinos exuberantes, cenários inovadores e um humor irresistível — transformando a Grande Tenda (Big Top) em um reino imaginário onde a revolução paira no ar. Com um elenco de 54 artistas de diversas partes do mundo, o clássico reinventado já encantou mais de 3,5 milhões de espectadores em sete países desde sua estreia em 2019.

Para mais informações, acesse: cirquedusoleil.com/alegria

Siga #Alegria nas redes sociais: Facebook | Instagram

Siga #cirquedusoleil nas redes sociais:  FacebookInstagram | YouTube.

SERVIÇO:

Cirque du Soleil: Alegría

SÃO PAULO

Local: Parque Villa-Lobos

Endereço: Av. Queiroz Filho, 1.315 (Bolsão B), Vila Hamburguesa, São Paulo, SP

Temporada: de 20 de agosto a 8 de novembro de 2026

Sessões e horários: Quarta e quinta-feira, às 20h; sexta-feira, às 16h e às 20h; sábado, às 16h e às 20h (*há sessão extra às 12h em datas específicas) e, domingo, às 15h e às 19h

Abertura do local: 30 minutos antes do show

Capacidade: 2.525 lugares

Duração: 2h15, com 25 minutos de intervalo

Classificação: Livre. Menores de 12 anos de idade somente acompanhados dos pais ou responsáveis legais. Sujeito a alteração por decisão judicial ou por determinação de autoridade competente

Acesso para deficientes: Acesso e assentos disponíveis.

SETORES E PREÇOS – 1º lote

VIP EXPERIENCE BY EQI Investimentos: R$ 1.430,00 (inteira) | R$ 960,00 (meia)**

VIP EXPERIENCE BY EQI Investimentos (visão parcial): R$ 1.430,00 (inteira) | R$ 960,00 (meia)**

PREMIUM: R$ 940,00 (inteira) | R$ 470,00 (meia)

PREMIUM (visão parcial): R$ 940,00 (inteira) | R$ 470,00 (meia)

GOLD: R$ 790,00 (inteira) | R$ 395,00 (meia)

GOLD (visão parcial): R$ 790,00 (inteira) | R$ 395,00 (meia)

PLATINUM: R$ 620,00 (inteira) | R$ 310,00 (meia)

PLATINUM (visão parcial): R$ 620,00 (inteira) | R$ 310,00 (meia)

SILVER: R$ 480,00 (inteira) | R$ 240,00 (meia)

SILVER (visão parcial): R$ 480,00 (inteira) | R$ 240,00 (meia)

Mobilidade reduzida GOLD: R$ 415,00 (meia)

Mobilidade reduzida SILVER: R$ 252,50 (meia)

Cadeirante + acompanhante: R$ 252,50 (meia)

(**) Neste setor, é necessário contratar o serviço adicional por R$490,00, além do valor do ingresso (meia-entrada ou inteira), para um número limitado de assentos de acordo com disponibilidade no ato da compra. O serviço não está sujeito à meia-entrada.

Serviço VIP Experience by EQI Investimentos – Na compra do ingresso para o Setor VIP EXPERIENCE BY EQI está incluso Setor Premium + um adicional de serviços, onde o espectador terá uma experiência especial e diferenciada, reservada para aproximadamente 400 pessoas. O cliente assistirá ao espetáculo nos melhores assentos da arena. Além disso, irá usufruir de todos os benefícios citados abaixo:

– Estacionamento;

– Serviço de coquetel com menu especialmente acompanhado de bebidas alcoólicas e não alcoólicas (servido uma hora antes do show e durante o intervalo);

– Ambiente decorado;

– Equipe exclusiva para atendê-lo;

– Assentos privilegiados;

– Credencial de acesso exclusiva;

– Brinde exclusivo;

– WI-FI;

– Banheiros privativos.

BILHETERIA OFICIAL – SEM TAXA DE SERVIÇO

Até 16/08 – Shopping Vila Olímpia

Endereço: R. Olimpíadas, 360 – Vila Olímpia, São Paulo – SP

De segunda a sábado das 10h às 22h, domingo e feriado das 14h às 20h

De 17/08 a 08/11 – Bilheteria Parque Villa-Lobos

Endereço: Av. Queiroz Filho, 1315 – Vila Hamburguesa – São Paulo – SP

Diariamente, das 11h às 19h

VENDAS ONLINE – COM TAXA DE SERVIÇO

Através do sitwww.eventim.com.br/cirquealegria

MEIA-ENTRADA

Em conformidade com a legislação vigente no Estado e Município específico onde o evento for realizado. Obrigatória apresentação do documento comprobatório da condição de beneficiário, no ato da compra e no acesso ao evento.

VENDA A GRUPOS

Atendimento para grupos em grupos-entretenimento@immbr.com 

CURITIBA

Local: Expotrade

Endereço: Rod. Dep. João Leopoldo Jacomel, 10454 – Vila Amelia, Pinhais – PR

Temporada: de 19 de novembro a 13 de dezembro de 2026

Sessões e horários: Quarta e quinta-feira, às 21h; sexta-feira, às 16h e às 20h; sábado, às 16h e às 20h (*há sessão extra às 12h30 em datas específicas) e, domingo, às 15h e às 19h

Abertura do local: 30 minutos antes do show

Capacidade: 2.525 lugares

Duração: 2h15, com 25 minutos de intervalo

Classificação: Livre. Menores de 12 anos de idade somente acompanhados dos pais ou responsáveis legais. Sujeito a alteração por decisão judicial ou por determinação de autoridade competente

Acesso para deficientes: Acesso e assentos disponíveis.

SETORES E PREÇOS DE 2º LOTE*

VIP EXPERIENCE BY EQI Investimentos: R$ 1.475,00 (inteira) | R$ 982,50 (meia)**

VIP EXPERIENCE BY EQI Investimentos (visão parcial): R$ 1.475,00 (inteira) | R$ 982,50 (meia)**

PREMIUM: R$ 985,00 (inteira) | R$ 492,50 (meia)

PREMIUM (visão parcial): R$ 985,00 (inteira) | R$ 492,50 (meia)

GOLD: R$ 830,00 (inteira) | R$ 415,00 (meia)

GOLD (visão parcial): R$ 830,00 (inteira) | R$ 415,00 (meia)

PLATINUM: R$ 650,00 (inteira) | R$ 325,00 (meia)

PLATINUM (visão parcial): R$ 650,00 (inteira) | R$ 325,00 (meia)

SILVER: R$ 505,00 (inteira) | R$ 252,50 (meia)

SILVER (visão parcial): R$ 505,00 (inteira) | R$ 252,50 (meia)

Mobilidade reduzida GOLD: R$ 415,00 (meia)

Mobilidade reduzida SILVER: R$ 252,50 (meia)

Cadeirante + acompanhante: R$ 252,50 (meia) 

(*) O 2º lote de ingressos, ora anunciado, será o último lote. Os ingressos podem ser adquiridos mediante disponibilidade.

(**) Neste setor, é necessário contratar o serviço adicional por R$490,00, além do valor do ingresso (meia-entrada ou inteira), para um número limitado de assentos de acordo com disponibilidade no ato da compra. O serviço não está sujeito à meia-entrada.

Serviço VIP Experience by EQI Investimentos – Na compra do ingresso para o Setor VIP EXPERIENCE BY EQI está incluso Setor Premium + um adicional de serviços, onde o espectador terá uma experiência especial e diferenciada, reservada para aproximadamente 400 pessoas. O cliente assistirá ao espetáculo nos melhores assentos da arena. Além disso, irá usufruir de todos os benefícios citados abaixo:

– Estacionamento;

– Serviço de coquetel com menu especialmente acompanhado de bebidas alcoólicas e não alcoólicas (servido uma hora antes do show e durante o intervalo);

– Ambiente decorado;

– Equipe exclusiva para atendê-lo;

– Assentos privilegiados;

– Credencial de acesso exclusiva;

– Brinde exclusivo;

– WI-FI;

– Banheiros privativos.

BILHETERIA OFICIAL – SEM TAXA DE SERVIÇO

Até 15/11 – Pátio Batel

Endereço: Av. do Batel, 1868 – Batel, Curitiba – PR

De segunda à sábado das 10h às 22h, domingo e feriado das 14h às 20h

De 16/11 a 13/12 – Bilheteria Expotrade

Endereço: Rod. Dep. João Leopoldo Jacomel, 10454 – Vila Amelia, Pinhais – PR

Diariamente, das 11h às 19h

VENDAS ONLINE – COM TAXA DE SERVIÇO

Através do sitwww.eventim.com.br/cirquealegria 

MEIA-ENTRADA

Em conformidade com a legislação vigente no Estado e Município específico onde o evento for realizado. Obrigatória apresentação do documento comprobatório da condição de beneficiário, no ato da compra e no acesso ao evento.

VENDA A GRUPOS

Atendimento para grupos em grupos-entretenimento@immbr.com.

(Com Danielle Monteiro/Agência Taga)