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Lazer & Gastronomia

São Paulo, SP

Quatro viagens no tempo, um só lugar: o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual

por Kleber Patrício

Devido ao sucesso das três expedições em realidade virtual iniciadas em setembro de 2025, o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual anuncia a prorrogação de suas atividades. Além da extensão do prazo, o centro cultural traz uma novidade de peso: a exibição simultânea de quatro roteiros distintos que transportam os visitantes por bilhões de anos de […]

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Livro “Rússia, Ucrânia e o Cinema em Tempos de Guerra” é lançado em São Paulo

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Cena de “Leviatã”, de Andrei Zviáguintsev, ilustra  capa do livro. Crédito: Sony Pictures Classics.

Como qualquer arte, o cinema é uma produção que forma e é formada pelo momento histórico. “Rússia, Ucrânia e o Cinema em Tempos de Guerra” (Confraria do Vento, 2025, 332 págs., R$ 149), do professor da UnB João Lanari Bo, investiga como o cinema dos dois países representam o atual conflito e a sociedade deles no presente. O livro foi lançado em São Paulo (SP) com sessão de autógrafos no dia 28 de abril no Cineclube Arlindo Machado – PUC-SP (R. Monte Alegre, 1.024 – Perdizes). “Rússia, Ucrânia e o Cinema em Tempos de Guerra” pode ser adquirido na Amazon e no site da editora Confraria do Vento e Livraria da Travessa.

“Os filmes, seja documentário ou ficção, têm muito a dizer sobre o conflito Rússia-Ucrânia. São testemunhos de situações particulares, vivências das pessoas desses países. Oferecem um quadro distinto da cobertura midiática sobre o assunto, enfim, trazem conhecimentos novos sobre essa realidade tão distante do Brasil”, explica João, que já publicou, também, um livro sobre cinema russo, “Cinema para Russos, Cinema para Soviéticos” (Bazar do Tempo, 2019).

Trazendo uma série de artigos que o professor escreveu ao longo dos anos sobre os cinemas desses dois países, a coletânea faz um amplo painel da produção audiovisual deles no período anterior ao conflito e no presente. O recorte para a escolha dos textos leva em conta não apenas opções estéticas, como também a possibilidade de acesso aos filmes.

“A seleção orientou-se por filmes que tivessem direta ou indiretamente, referência às guerras – as diversas guerras no século 20 que culminaram na atual guerra da Ucrânia, no século 21, e também às guerras culturais que ocorreram – e ocorrem – na Rússia contemporânea”.

O livro apresenta análises de obras de cineastas como Aleksándr Dovjénko, Aleksei German, Nikita Mikhálkov, Aleksándr Sokúrov, Kiríll Serébrennikov e Andrei Zviáguintsev. É de um longa de Zviáguintsev, “Leviatã”, que vem a imagem da capa do livro. “Esse filme, de 2014, é fundamental no cinema russo contemporâneo. Ele foi alvo de um intenso debate no seu país quando do lançamento, um debate que podemos caracterizar como guerra cultural.”

Colocando em perspectiva as produções russas e ucranianas contemporâneas, João aponta que existe uma relação dos cineastas com o cinema russo clássico, objeto do livro anterior do professor. “O cinema soviético clássico é um marco indiscutível na história do cinema mundial, naturalmente os cineastas dessa região são bastante conectados com esse passado – são uma continuidade, mas também uma novidade, na medida em que abordam novos temas e situações.”

Uma guerra como a que acontece entre a Rússia e a Ucrânia tem, como não poderia deixar de ser, raízes profundas, de difícil apreensão quando vista de longe, como é o caso do Brasil. São quase quatro anos de guerra com cobertura diária da mídia. O cinema, por sua vez, fala sobre a guerra a partir de aspectos próximos a essas raízes, próximos a pessoas que vivem esse drama diariamente. O projeto do livro “Rússia, Ucrânia e o Cinema em Tempos de Guerra” visou exatamente isso, pesquisar filmes e cineastas, russos e ucranianos, que tenham algo a dizer sobre as repercussões sociais e humanas desse trágico evento.

Hoje, a representação da guerra no cinema tornou-se uma arena de combate entre as percepções russa e ucraniana do conflito. A produção ucraniana, a despeito das dificuldades de realização, por razões óbvias – como fazer um filme com o país em guerra? – logrou resultados expressivos, carregados de intensidade histórica. Na Rússia, os cineastas estão divididos quanto a apoiar ou não a invasão do país vizinho, enquanto na Ucrânia a atividade cinematográfica integrou-se à resistência contra o invasor.

Com linguagem acessível, e amplamente ilustrado, “Rússia, Ucrânia e o Cinema em Tempos de Guerra” é um livro acessível para todos os públicos, e que ajuda a jogar luz em um dos conflitos mais marcantes da atualidade. “A pretensão do livro é oferecer uma espécie de navegação nessas cinematografias, no sentido digital do termo. E estimular as pessoas que venham a se interessar em assistir esses filmes.”

“Rússia, Ucrânia e o Cinema em Tempos de Guerra”

Autor: João Lanari Bo

Editora: Confraria do Vento

Páginas: 332

Preço: R$ 149

Onde comprar: Amazon, Confraria do Vento e Livraria da Travessa

Império ou nação? Os historiadores da epopeia russa se debruçam sobre esse impasse: em 1991, cai o império soviético, a experiência mais ousada, para o bem e para o mal, de governabilidade comunista, em um território ainda maior que o império tsarista, rodeado por repúblicas soviéticas vassalas e subservientes. O cinema, espaço de representação dos sujeitos da História – a população, o Estado –, é um palco privilegiado, onde se expõem as negociações em torno dessa procura pela identidade nacional moderna. Depois de mais de 20 anos sob o comando de Vladímir Putin, aquecido por uma guerra ousada e cruel com o país vizinho, a Ucrânia, a dúvida continua: nação ou império pós-soviético?

Sobre João Lanari Bo

João Lanari Bo é professor do curso de audiovisual da UnB. Publicou “Cinema Japonês: Filmes, Histórias, Diretores” (Ed. Giostri, 2016) e “Cinema para Russos, Cinema para Soviéticos” (Ed. Bazar do Tempo, 2019).

(Com Patrícia Rabello/PR Assessora de Imprensa)

Dudu Nobre se apresenta com a Orquestra Sinfônica Jovem do Rio de Janeiro no Teatro João Caetano

Rio de Janeiro, RJ, por Kleber Patricio

Foto: Divulgação.

O samba ganha dimensão sinfônica em um encontro especial no coração do Rio de Janeiro. No dia 30 de abril, às 19h, o palco do Teatro João Caetano reúne, pela primeira vez, a Orquestra Sinfônica Jovem do Rio de Janeiro (Orquestra Residente da PUC-Rio) e o sambista Dudu Nobre no evento “O Samba em Concerto”. Carioca e um dos grandes nomes do gênero no país, o artista lidera essa apresentação inédita ao lado de jovens músicos que trazem frescor, talento e uma energia contagiante ao espetáculo.

Sob a regência do maestro Sammy Fuks, o concerto parte de um encontro potente: a força rítmica e popular do samba com a riqueza sonora da formação sinfônica. Mais do que uma fusão de estilos, o concerto revela novas possibilidades para canções já conhecidas do público, ampliando suas cores e emoções sem perder a sua essência.

A Orquestra Sinfônica Jovem do Rio de Janeiro (Orquestra Residente da PUC-Rio). Foto: Daniel Ebendinger.

De um lado, um dos maiores nomes do samba contemporâneo; de outro, jovens músicos que fazem da excelência artística uma ferramenta de transformação social. O resultado é uma experiência que amplia fronteiras estéticas e reafirma a força da cultura brasileira em suas múltiplas expressões.

No repertório, sucessos consagrados ganham versões sinfônicas com novos arranjos. Canções como Água da Minha SedeEstava Perdido no MarA Grande FamíliaDeixa Estar e O Show Tem Que Continuar conduzem o espetáculo, ao lado de outros clássicos que atravessam gerações e integram o imaginário afetivo do público brasileiro.

Com entrada gratuita, a apresentação reforça o compromisso com a democratização do acesso à cultura e amplia o alcance de uma produção artística de alta qualidade. A iniciativa também evidencia o papel da música como instrumento de inclusão, formação e cidadania. “A Orquestra Sinfônica Jovem do Rio de Janeiro tem como essência a inovação. Estamos sempre buscando novos caminhos — seja em turnês internacionais, seja em encontros que ampliam o nosso repertório e o nosso olhar. Dividir o palco com um artista da grandeza de Dudu Nobre é uma honra! É mais do que uma celebração: é a união entre a tradição do samba e a potência de uma juventude que conhece, respeita e recria essa música com frescor e entrega”, destaca Fiorella Solares, fundadora da orquestra.

Criada em 2014, a Orquestra Sinfônica Jovem do Rio de Janeiro (Orquestra Residente da PUC-Rio) é fruto do programa Ação Social pela Música do Brasil e reúne jovens talentos, em sua maioria oriundos de contextos de vulnerabilidade social. Ao longo de sua trajetória, o grupo vem se consolidando como um dos mais relevantes projetos socioculturais do país, promovendo não apenas excelência artística, mas também oportunidades concretas de desenvolvimento humano e profissional por meio da música. “Um grande privilégio poder reger um concerto que mescla tão bem o nosso samba com o universo sinfônico. E de modo muito especial, com o grande Dudu Nobre e a Orquestra Sinfônica Jovem do Rio de Janeiro. É muito talento e dedicação unidos no mesmo palco”, ressalta o maestro Sammy Fuks.

Reconhecido como um dos grandes nomes do samba brasileiro, Dudu Nobre construiu uma carreira sólida como intérprete e compositor, com centenas de gravações e sucessos que marcaram época. Sua presença neste concerto reafirma a vitalidade do samba e sua capacidade de dialogar com diferentes universos musicais, sem perder sua essência.

Foto: Divulgação.

Ao reunir palco, juventude e tradição, o concerto sintetiza uma ideia cada vez mais urgente: a de que cultura e inclusão caminham juntas — e, quando encontram o público, transformam-se em experiência coletiva, potente e inesquecível. “É um enorme prazer participar deste evento e vivenciar esse encontro entre a música erudita e a música popular brasileira, especialmente o nosso samba. Fico muito feliz, ainda mais por dividir o palco com jovens e com uma orquestra tão especial. Para mim, que estudei piano clássico por 10 anos, esse tipo de oportunidade é sempre muito emocionante. Já tive a alegria de me apresentar com outras orquestras jovens, como a da Maré do Amanhã, além da Banda dos Fuzileiros Navais e da Orquestra do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro. Agora, estarei com a Orquestra Sinfônica Jovem do Rio de Janeiro. É uma grande satisfação estar ao lado desses jovens, celebrando a música e esse encontro tão bonito em um espetáculo especial”, afirma Dudu Nobre.

Repertório do Show:

Água da Minha Sede

Estava Perdido no Mar

Quebro na envergo

Favo de Mel

A Grande Família

Singelo Menestrel

Deixa Estar

Aquarela Brasileira

Quem é Ela

No Mexe Mexe, No Bole Bole

Goiabada Cascão

Vou Botar teu Nome na Macumba

Posso Até me Apaixonar

O Show tem que Continuar

Sobre a OSJRJ

A Orquestra Sinfônica Jovem do Rio de Janeiro (OSJRJ), fruto do programa Ação Social pela Música do Brasil (ASMB). É composta por 55 jovens de grande talento e dedicação com idades entre 18 e 28 anos e, em sua grande maioria, residentes em áreas de vulnerabilidade no Rio de Janeiro.

A OSJRJ foi criada em 2014 e tem realizado apresentações no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, na Cidade das Artes, na Sala Cecília Meireles, Sala da Filarmônica de Minas Gerais e na PUC-Rio, com importantes convidados, executando amplo repertório em suas já tradicionais temporadas anuais. Alguns dos jovens talentosos que compõem o grupo já se apresentaram em concertos na Alemanha, Holanda, Suíça e nos Estados Unidos.

A participação desses jovens na Orquestra é fundamental para seu desenvolvimento tanto profissional quanto pessoal. Neste processo de aprendizagem, eles adquirem maior disciplina, concentração, capacidade de trabalho em equipe, respeito e paixão pela arte, afastando-os, consequentemente, de atividades nocivas muito próximas de suas residências. Ao reunir e integrar adolescentes e jovens de diversas comunidades em um ambiente de prática orquestral, observa-se a música como um eficiente dispositivo de reestruturação emocional, inserção social e de crescimento pessoal. Como resultado, muitos deles ganham autoestima e confiança para enfrentar os desafios da vida adulta, abrindo oportunidades para exercer atividades remuneradas.

Com o objetivo de aperfeiçoar a prática orquestral e conduzir os jovens músicos à universidade e à profissionalização, a Orquestra Sinfônica Jovem do Rio de Janeiro proporciona a inclusão social, a democratização do acesso à música clássica e a cidadania.

“Correr pelo certo” e “Morena”, lançados em 2023 e 2024, mantendo o frescor e a renovação em sua obra musical. No mês de dezembro de 2025, lançou a música “Não quero esse Tititi”, ampliando ainda mais seu repertório e reafirmando sua constante criatividade. Além de intérprete, Dudu Nobre é um compositor consagrado, responsável por sucessos como “Água da Minha Sede”, “Vou Botar Teu Nome na Macumba”, “Quem é Ela” e “Pro Amor Render”. Também é o intérprete da icônica música “A Grande Família”, tema da série homônima da TV Globo, que permaneceu no ar por mais de uma década e se tornou um dos marcos da teledramaturgia brasileira — reforçando ainda mais a presença de Dudu na memória afetiva do público. Reconhecido como grande nome do samba-enredo, o artista já compôs mais de 30 sambas vencedores, contribuindo para escolas como Mocidade Independente de Padre Miguel, Unidos do Viradouro, Unidos da Tijuca, Vila Isabel, Unidos de Vila Maria, Mocidade Unida da Glória (MUG) e Acadêmicos do Salgueiro, que em 2024 apresentou o enredo “Hutukara”. Com mais de 300 músicas gravadas e mais de 1 bilhão de plays somando todas as plataformas digitais. Sempre inquieto e criativo, Dudu também se aventura em projetos inovadores. Em “O Cavaco foi pra Pista”, ele mistura o samba com elementos da música eletrônica, criando uma fusão ousada e dançante que aproxima o samba das pistas contemporâneas. Já em “O Cavaco de Natal”, o artista revisita clássicos natalinos em versões instrumentais com cavaquinho, trazendo leveza e brasilidade às canções que embalam o fim de ano. Devoto de Nossa Senhora Aparecida e São Jorge, Dudu continua ativo e sem planos de desacelerar. Casado com Priscila Nobre desde 2011, é pai de quatro filhos: Thalita, Alícia, João Eduardo e Olívia. Com mais de 40 anos dedicados à música e mais de 25 anos de carreira fonográfica, Dudu Nobre segue firme na missão de cantar, compor e emocionar gerações, reafirmando seu lugar como um dos grandes nomes da música brasileira.

Sobre Fiorella Solares

Foto: Daniel Ebendinger.

Fiorella Solares, nascida na Guatemala e naturalizada brasileira, é violoncelista profissional com sólida trajetória na música clássica. Atuou em importantes orquestras, como a Orquestra Sinfônica Brasileira e a Petrobras Sinfônica, tendo se aposentado recentemente da Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro.

Há 27 anos, ao lado de seu marido, o maestro David Machado, fundou a instituição Ação Social pela Música do Brasil, consolidando uma carreira de mais de três décadas dedicada à cultura e à educação. Seu trabalho destaca-se pela implementação de núcleos de ensino de música clássica em comunidades de baixa renda, promovendo transformação social por meio da arte. No estado do Rio de Janeiro, o projeto está presente em 20 comunidades e, após alcançar resultados expressivos, expandiu-se para João Pessoa (PB), Ji-Paraná (RO) e Campo Grande (MS). Ao longo de sua trajetória, mais de 16 mil alunos já foram atendidos, e atualmente cerca de 4.800 crianças e adolescentes são beneficiados em quatro estados brasileiros. Em 2014, Fiorella fundou a Orquestra Sinfônica Jovem do Rio de Janeiro, hoje reconhecida como um dos mais relevantes conjuntos sinfônicos jovens da cidade. Em reconhecimento ao seu trabalho cultural e socioeducativo, recebeu importantes homenagens: em 2014, o título de Cidadã Honorária do Rio de Janeiro; em 2016, foi condecorada pela Câmara Municipal de São Paulo pelos serviços prestados à cultura; e, em 2018, foi agraciada na Premiação Person of the year, realizada pela Câmara de Comércio Brasil–Estados Unidos de Nova Iorque, pelo seu destaque em empreendedorismo social em nosso país.

Serviço:

Orquestra Sinfônica Jovem do Rio de Janeiro (Orquestra Residente da PUC-Rio) – O Samba em Concerto com Dudu Nobre

Regência: Sammy Fuks

Local: Teatro João Caetano

Endereço: Praça Tiradentes s/n, Centro – RJ

Data: 30/4/2026 (quinta-feira)

Horário: 19h

Ingressos: Gratuitos, na bilheteria do Teatro João Caetano (2h antes do início do espetáculo)

Classificação: Livre

(Com Cláudia Tisato/Matéria-Prima Comunicação e Arte)

Concertos da Temporada Osesp no Teatro B32 têm ingressos à venda

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Foto: Íris Zanetti.

A Temporada Osesp 2026 estará, pelo quinto ano consecutivo, no arrojado Teatro B32, localizado na Avenida Faria Lima – um recorte da Temporada realizada na Sala São Paulo e na Estação Motiva Cultural, localizadas no centro da cidade.

Serão seis concertos desenhados para esta edição, nos dias 4/mai, 18/jun, 10/ago, 21/set, 13/out e 16/nov, sempre às 19h30 – os ingressos custam entre R$ 50,00 e R$ 100,00 (valores inteiros) e já podem ser adquiridos neste link.

Os programas serão temáticos e especiais, com solistas da Osesp, músicos da Academia de Música da Osesp e diversos artistas convidados, além de um concerto com a própria Orquestra. Elaborados especificamente para cada data, os programas serão: Tanguistico (04/mai), com o Escualo Ensemble e dois dançarinos interpretando obras de grandes autores do tango; Tudo em jazz (18/jun), com o Coro da Osesp e os convidados Nailor Azevedo Proveta (saxofone) e Juliana Ripke (piano) fazendo uma mescla de músicas da tradição coral com standards do jazz; Passados futurísticos (10/ago), em que músicos da Osesp e artistas multimídia apresentam obras de hoje e de ontem; Clássicos populares e o espírito do entretenimento (21/set), programa no qual a Academia da Osesp e artistas convidados mostram um repertório popular e ao mesmo tempo experimental; um concerto da Osesp com a cantora Vanessa Moreno e repertório dedicado ao cantor e compositor Djavan (13/out); e, para fechar a temporada, Rock’n’Bach, em que peças de Johann Sebastian Bach conversam com o Concerto para violoncelo e orquestra de sopros, de Friedrich Gulda (16/nov).

“A Fundação Osesp saúda a existência de um espaço como o Teatro B32, extremamente qualificado para a cultura e as artes na cidade de São Paulo. Nos esforçamos, com essa série que agora chega ao seu quinto ano, para ampliar ainda mais a missão de levar música clássica e entretenimento à população paulista, com a excelência reconhecida dos bolsistas da Academia de Música da Osesp e de solistas de destaque da Temporada de 2026 realizada na Sala São Paulo”, afirma o presidente e CEO da Fundação Osesp, Marcelo Lopes.

A Temporada Osesp no Teatro B32 conta com o Patrocínio de Citi, banco BV, Mattos Filho e Santander Auto e Apoio de Seara Gourmet, PwC, igc e CAS Tecnologia, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura e ProAC ICMS. Realização: Fundação Osesp, Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, Ministério da Cultura e Governo do Brasil – Do lado do povo brasileiro.

TEMPORADA OSESP NO TEATRO B32

4 MAI (SEG), 19H30

ESCUALO ENSEMBLE

DANIEL GRAJEW piano e acordeão

MATTHEW THORPE violino

CLÁUDIO TOREZAN contrabaixo

RUBÉN ZÚÑIGA vibrafone

MARINA ERNANDES dançarina

FACUNDO RODRÍGUEZ dançarina

Tanguistico

ASTOR PIAZZOLLA

Escualo (Tubarão)

Zum

Fuga y misterio

OSVALDO FRESEDO Mi viejo reloj

MANUEL JOVES Loca!

ALEJANDRO SCARPINO Canaro en París

PEDRO DATTA El Aeroplano

ASTOR PIAZZOLLA Soledad

ÁNGEL VILLOLDO El Choclo

ASTOR PIAZZOLLA

Oblivion

Libertango

HORACIO SALGÁN A fuego lento

OSVALDO PUGLIESE Negracha

LEOPOLDO FEDERICO Cabulero

18 JUN (QUI), 19H30

CORO DA OSESP

KAIQUE STUMPF regente

NAILOR AZEVEDO PROVETA saxofone

JULIANA RIPKE piano

A CONFIRMAR contrabaixo

A CONFIRMAR bateria

Tudo em jazz

CLAUDIO MONTEVERDI Quarto Libro dei Madrigali [Quarto livro de madrigais]

ERROLL GARNER Misty [arranjo para coro e trio de jazz]

CARLO GESUALDO Sesto Libro dei Madrigali [Sexto livro de madrigais]

ELVIS COSTELLO Almost blue [Quase azul] [arranjo para coro e jazz]

CLAUDIO MONTEVERDI Ottavo Libro dei Madrigali [Oitavo livro de madrigais]

JOSEPH KOSMA Les feuilles mortes (Autumn Leaves) [arranjo para coro e jazz]

GEORGE GERSHWIN Summertime [arranjo para coro e acompanhamento instrumental]

GEORG FRIEDRICH HÄNDEL Passacaglia, HWV 432 [arranjo para piano solo e jazz trio]

HENRY PURCELL Oedipus: Music for a while [arranjo para coro e jazz trio] 

10 AGO (SEG), 19H30

AMANDA MARTINS violino

LEONARDO BOCK violino

ANDRÉS LEPAGE viola

HELOÍSA MEIRELLES violoncelo

GABRIELA SÁ E MARIANA GARCIA vídeo-instalação

A CONFIRMAR palestrante

Passados futurísticos

Obra a ser anunciada

STEVE REICH Different trains [Trens diferentes] 

21 SET (SEG), 19H30

ACADEMIA DE MÚSICA DA OSESP

KAIQUE STUMPF regente

RICARDO RIGHINI máquina de escrever e percussão

SÉRGIO BURGANI clarinete

Clássicos populares e o espírito do entretenimento

CLARICE ASSAD Suíte para cordas graves

GEORGE GERSHWIN Summertime [arranjo para cordas de Wolfgang Birtel]

LEROY ANDERSON

Plink, Plank, Plunk!

The typewriter [A máquina de escrever] [arranjo para cordas de William Zinn]

The syncopated clock [O relógio sincopado] [arranjo para cordas de William Zinn]

The waltzing cat [O gato valsante] [arranjo para cordas de William Zinn]

Horse and Buggy [Cavalo e carruagem] [arranjo para cordas de William Zinn]

Sandpaper Ballet [Balé da lixa]

Sleigh ride [Passeio de trenó] [arranjo para cordas de William Zinn]

ERNESTO NAZARETH

Odeon

Brejeiro

PIXINGUINHA Um a zero

CLARICE ASSAD Impressions

CHIQUINHA GONZAGA Atraente

13 OUT (TER), 19H30

OSESP

VANESSA MORENO voz

Homenagem a Djavan

Repertório a ser anunciado.

16 NOV (SEG), 19H30

ACADEMIA DE MÚSICA DA OSESP

KAIQUE STUMPF regente

KIM BAK DINITZEN violoncelo

Rock’n’Bach

JOHANN SEBASTIAN BACH

Bourrée em Mi menor, BWV 996 [arranjo para sopros e trio de jazz]

Toccata e Fuga em Ré menor, BWV 565 [arranjo para sopros e trio de jazz]

FRIEDRICH GULDA Concerto para violoncelo e orquestra de sopros.

SERVIÇO:

Quando: 4 de maio a 16 de novembro de 2026

Endereço: Teatro B32 | Av. Brigadeiro Faria Lima, 3.732, Itaim Bibi

Telefone: (11) 93327-6549

Taxa de ocupação limite: 490 lugares

Classificação: Livre

Ingressos: Entre R$ 50,00 e R$ 100,00 (valores inteiros), nas bilheterias e nos sites da Osesp e do teatro

Estacionamento: Acesso pelas ruas Leopoldo Couto Magalhães Júnior, 1095, e Lício Nogueira, 92 – Itaim Bibi.

A Osesp e a Sala São Paulo são equipamentos do Governo do Estado de São Paulo, por intermédio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, gerenciadas pela Fundação Osesp, Organização Social da Cultura.

(Com Fabio Rigobelo/Fundação Osesp)

Brasileira Pàulla Scàvazzini estreia em Nova York e no Rio de Janeiro com pinturas inéditas e instalações site-specific

Rio de Janeiro, RJ, por Kleber Patricio

Fotos: Erika Garrido.

A artista visual e brasileira Pàulla Scàvazzini apresenta duas novas exposições que marcam um momento decisivo em sua trajetória: a participação no duo show “Between Utopias and Abyss”, com curadoria de Maryana Kaliner, na Kaliner Gallery, em Nova York, e a individual Língua de Fogo com curadoria de Shannon Botelho, no Centro Cultural Correios, no Rio de Janeiro.

Scàvazzini desenvolve uma pesquisa que tensiona os limites entre arquitetura, corpo e pintura, deslocando o gesto do plano bidimensional para experiências imersivas em que a tinta avança sobre as paredes e pisos, em instalações e site specifics. Diante disso, a artista propõe questionar como a percepção corporal do espectador pode ser modificada através dessa experiência sensorial e afetiva. Suas obras, marcadas por forte gestualidade e por um estudo aprofundado da cor, da luz e da composição, partem do imaginário botânico tropical para construir atmosferas que oscilam entre paisagem e ruína, articulando colapso ambiental e social à ideia de reinvenção. A dimensão sensorial também se estende aos títulos das obras, pensados como micro poesias sinestésicas — vento desérticofogueira de salprecipício, suspiro; tudo o que brilha ao norte e derrete em festa ao sul —, que convocam cheiro, temperatura e memória paralelamente ao encontro do olhar encontrar com a imagem.

Nesse contexto, as duas exposições compartilham eixos centrais de sua investigação: a pintura como gesto e performance; a exploração da escala – do íntimo ao arquitetônico –, a transformação da percepção espacial e sensorial do espectador e a construção de campos cromáticos intensos, que propõe simultaneamente destruição e regeneração. A partir de fragmentos de vegetação e elementos orgânicos, suas obras se transformam em manchas, campos de cor e atmosferas que tensionam a relação entre figuração e abstração, refletindo as complexidades de um mundo contemporâneo em constante metamorfose.

A artista comenta: “As duas exposições partem do imaginário botânico tropical, em que paisagens se desfazem em manchas e campos de cor. Essa dissolução da imagem é também uma recusa em oferecer a paisagem de um mundo em colapso como consolo, como se a arte pudesse restituir ruínas. O que me interessa é uma pintura que permaneça nessa tensão e que, por isso mesmo, precisa sair da tela para encontrar o corpo. É essa pintura que, a partir do meu corpo em movimento, avança sobre o espaço arquitetônico e convoca um encontro com os outros corpos que entram na sala.”

Mostra em Nova York

Em sua participação na mostra que inaugura dia 23 de abril, em Nova York, junto com a artista Austin Fields (1988, Los Angeles), Scàvazzini apresenta um conjunto inédito de trabalhos desenvolvido durante sua residência na Residency Unlimited, uma das mais relevantes instituições artísticas dos Estados Unidos. A exposição reúne 20 trabalhos e se organiza como uma grande e visceral pintura expandida, ocupando paredes, piso e telas em diferentes escalas e estabelecendo uma relação direta com o espectador, a rua e com a cidade.

Sob a curadoria de Maryana Kaliner, as obras propõem uma reflexão sobre “utopias” no plural, entendidas como estados em permanente transformação, tensionados entre promessa e colapso. Nesse contexto, o gesto manual e o fazer surgem como formas de resistência e afirmação, especialmente na produção de mulheres artistas que operam a partir da matéria e do corpo. “Para esta exposição, vou experimentar ao máximo a minha pesquisa de escala, estirando a pintura do menor formato à grandes dimensões, pintando uma galeria inteira, aberta ao público, algo que quase nunca encontro – e muito menos em uma galeria em NY com uma grande fachada envidraçada voltada para a cidade”, afirma Scàvazzini.

Na exposição internacional, suas pinturas dialogam diretamente com as esculturas em vidro de Austin Fields, criando uma relação em que as telas operam como paisagens em expansão, enquanto as esculturas aparecem como fragmentos dessas mesmas paisagens, encapsuladas e condensadas em forma tridimensional. O conjunto funciona como um organismo único, em que cada obra atua como fragmento de uma composição maior.

Entendo o ato de pintar como uma prática do corpo inteiro — quase uma psicografia pictórica, no sentido de que não é a mão que decide a imagem, mas o corpo que a conduz enquanto a mente se retira. Cada pincelada registra um tempo de execução que é físico antes de ser intelectual. É catártico. Na mostra em Nova York, isso se manifesta em telas de grandes dimensões, em trabalhos realizados diretamente sobre a arquitetura e em pinturas de menor formato que se apresentam como janelas ou fragmentos de um todo maior — um convite à memória, à observação e a outras perspectivas em relação ao espaço ao redor”, explica Pàulla Scàvazzini.

Mostra no Rio de Janeiro

Já no Rio de Janeiro, com abertura em 27 de maio, Pàulla apresenta uma exposição com quinze trabalhos que se configura como desdobramento da mostra realizada em Nova York, agora orientada pelos limites mais rígidos e pela espacialidade ampliada de um contexto institucional. Com a maior parte das obras inéditas, a artista aprofunda sua pesquisa sobre o gesto, sobre a transformação da percepção do olhar e do estar do espectador diante da obra, revisitando o estudo da cor e das paisagens apocalípticas contemporâneas.

A artista

Nascida em São José dos Campos (SP) e radicada em São Paulo, Pàulla Scàvazzini constrói sua trajetória de forma independente, sustentando sua produção a partir do próprio trabalho e da circulação de suas obras.  Com passagens por residências em Lisboa, Paris e Nova York, e obras em coleções públicas e privadas no Brasil e no exterior, a artista consolida uma pesquisa que articula pintura, espaço e experiência sensorial.

O diálogo com a arquitetura aparece na forma como suas obras se expandem para ocupar o ambiente construído; no imaginário botânico e nas paisagens em colapso que estruturam suas composições; e na afirmação de uma prática de grande escala produzida e sustentada pela autoria feminina. Ao ocupar Nova York e Rio de Janeiro, Scàvazzini amplia o alcance de sua prática e afirma a pintura como linguagem viva, capaz de reorganizar o espaço, tensionar o olhar e propor novas formas de imaginar e habitar o mundo.

Serviço:

Between Utopias and Abyss | Duo show de Pàulla Scàvazzini & Austin Fields

Entrada gratuita

Período de visitação: 23 de abril a 30 de maio de 2026

Local: Kaliner Gallery | 42 Allen St, New York, NY 10002, Estados Unidos

Horário de funcionamento: terça-feira, apenas com agendamento, e de quarta a sábado, das 12h às 19h.

Serviço:

Língua de Fogo | Individual de Pàulla Scàvazzini

Entrada gratuita

Abertura: 27 de maio, quarta-feira, das 16h às 20h

Local: Centro Cultural Correios | Rua Visconde de Itaboraí, 20, Centro, Rio de Janeiro

Período de visitação: 27 de maio a 4 de julho de 2026

Horário de funcionamento: terça a sábado, das 12h às 19h

Sobre Pàulla Scàvazzini

Pàulla Scàvazzini (1990, São José dos Campos, Brasil) é uma artista visual radicada em São Paulo. Sua prática se concentra na pintura como linguagem expandida, explorando múltiplos suportes e escalas, do pequeno formato à dimensão arquitetônica. Com formação em Artes Visuais, Educação Artística e Arquitetura e Urbanismo, sua produção articula cor, espaço e gesto em investigações que dialogam com temas como ecologia, colapso contemporâneo e imaginários de reconstrução. A artista participou de residências em instituições como Cité Internationale des Arts (Paris), Zaratan (Lisboa) e School of Visual Arts (Nova York), e apresentou exposições em espaços como Paço das Artes, Casa Triângulo e SVA. Seu trabalho integra coleções públicas, como o Museu de Arte Brasileira (MAB-FAAP) e o Museu Inimá de Paula, além de coleções privadas no Brasil e no exterior.

(Com Patricia Marrese/Marrese Assessoria)

Documentário resgata história invisibilizada da população negra em Itu

Itu, SP, por Kleber Patricio

Documentário reúne memória, fé e resistência em um olhar sensível sobre a cultura afro-brasileira de Itu. Imagens: Divulgação.

Um recorte potente e necessário da história de Itu chega ao público no dia 16 de maio (sábado): o documentário “Missa Afro de Itu – A História do Povo Preto que o Berço da República Não Contou” será lançado oficialmente durante a programação do VI Ato da Abolição, promovido pelo G.R.C.E.E.S. Acadêmicos do Vale do Sol de Itu. A exibição acontece às 17h40 na quadra da escola de samba, localizada na Vila Leis, dentro de uma programação cultural que se estende das 15h30 às 21h reunindo manifestações artísticas e reflexivas voltadas à valorização da cultura afro-brasileira.

Mais do que um lançamento, o momento marca o encontro entre obra e território. A escolha do evento como palco reforça a conexão direta entre o documentário e os movimentos culturais da cidade, especialmente com espaços historicamente ligados à resistência e organização da comunidade preta ituana.

Dirigido por Felipe Cavalheiro e com direção de fotografia do artista plástico e indígena Thiago Cóstackz, o filme investiga a trajetória da Missa Afro em Itu a partir de depoimentos de personagens que vivenciaram e construíram essa história ao longo de mais de três décadas.

Com cerca de 40 minutos de duração, o documentário revisita memórias, tensões e reflexões sobre identidade, fé e resistência, trazendo à tona uma narrativa frequentemente ausente dos registros oficiais de uma cidade amplamente conhecida como “Berço da República”.

Fomento cultural

O projeto foi contemplado pelo ProAC (edital 19/2024), por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo.

O apoio público reforça a importância de iniciativas que preservam a memória, fortalecem identidades culturais e ampliam o acesso a histórias historicamente invisibilizadas, especialmente no que diz respeito à população negra no Brasil.

Circulação e ações formativas

Após o lançamento, o documentário entra em circulação por diferentes espaços culturais, educativos e comunitários do interior paulista, ampliando o alcance da obra e promovendo diálogo com diversos públicos.

Como parte da proposta formativa, as exibições contarão também com a oficina de Abayomi, conduzida por Bene Santos, valorizando saberes da cultura afro-brasileira por meio da criação artesanal das tradicionais bonecas simbólicas.

SERVIÇO:

Documentário “Missa Afro de Itu – A História do Povo Preto que o Berço da República Não Contou”

Direção e Produção: Felipe Cavalheiro/Cavalheiro Produções

Data: 16 de maio (sábado)

Horário: das 15h30 às 21h

Exibição do documentário: 17h40

Local: Quadra do G.R.C.E.E.S. – Acadêmicos do Vale do Sol

Endereço: Rua Arquiteto Márcio João de Arruda – Vila Leis – Itu/SP

Realização: G.R.C.E.E.S. Acadêmicos do Vale do Sol

Apoio: Prefeitura da Estância Turística de Itu

Informações: (11) 97090-8862 (Marta).

(Com Jean Pino)