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Lazer & Gastronomia

São Paulo, SP

Quatro viagens no tempo, um só lugar: o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual

por Kleber Patrício

Devido ao sucesso das três expedições em realidade virtual iniciadas em setembro de 2025, o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual anuncia a prorrogação de suas atividades. Além da extensão do prazo, o centro cultural traz uma novidade de peso: a exibição simultânea de quatro roteiros distintos que transportam os visitantes por bilhões de anos de […]

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“Antologias mínimas” de Fernando Pessoa, lançadas pela Tinta-da-China Brasil, são essenciais no Dia Mundial da Língua Portuguesa

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Kit Antologias mínimas: prosa e poesia. Fotos: Divulgação/Tinta-da-China Brasil.

No dia 5 de maio celebra-se o Dia Mundial da Língua Portuguesa — e Fernando Pessoa, maior elo literário entre Portugal e o mundo contemporâneo, é um dos nomes que conferem peso e sentido à comemoração. Pessoa publicou pouco em vida, mas deixou uma quantidade gigantesca de textos em verso e prosa que foram e seguem sendo organizados, editados e lançados graças ao trabalho paciente dos estudiosos e a novas descobertas que vieram a público a partir de seu espólio continuamente revisitado. É desse movimento que nascem as Antologias mínimas: prosa e poesia, publicadas pela Tinta-da-China Brasil e organizadas por Jerónimo Pizarro, o maior especialista nos manuscritos do escritor português e o responsável pela Coleção Pessoa na editora no Brasil e em Portugal. Com uma seleção significativa e enxuta de sua poesia e uma coletânea reveladora de sua prosa, o lançamento promove um encontro completo com Pessoa. Os volumes estão disponíveis separadamente e também em kit especial, que tem como brinde uma caderneta para estimular o leitor a criar sua própria antologia mínima.

Em formato de bolso e com grafia atualizada, as Antologias mínimas reforçam o projeto da casa editorial de trazer ao público edições caprichadas da obra pessoana, enriquecidas com fotografias e fac-símiles, além de materiais inéditos.  Só em 2025, por exemplo, quando se completaram noventa anos da morte de Pessoa, a coleção dirigida por Pizarro ganhou dois títulos importantes — Cartas de amor e Obra completa de Ricardo Reis —, somando-se a outros, como Livro do desassossego136 pessoas de PessoaObra completa de Álvaro de Campos e Obra completa de Alberto Caeiro. Nas palavras do organizador da coleção, “Pessoa sempre foi pessoas e cada vez mais. Quão crescentemente múltiplo não será…”.

Antologia mínima: poesia

Antologia mínima: poesia. 

Durante décadas, muitos dos poemas de Pessoa ficaram dispersos em arquivos ou soterrados entre papéis ainda por decifrar, o que tornava quase impossível propor uma seleção abrangente. Antologia mínima: poesia surge agora não como uma coletânea definitiva, mas como uma contribuição para o diálogo constante que se estabelece, geração após geração, entre os versos de Pessoa e seus leitores.

É complexa a tarefa de selecionar poemas de um autor que se desdobrou em vozes e heterônimos. Pessoa deixou planos editoriais, listas e projetos, mas também uma infinidade de versões e manuscritos que demandam escolhas delicadas. Optar por um texto em detrimento de outro, decidir entre variantes, incluir ou excluir determinados poemas — tudo isso faz parte do trabalho silencioso de quem edita. Ao lado dos textos, esta antologia apresenta fac-símiles que revelam detalhes preciosos: notas marginais ou até outros escritos que dividem o mesmo papel. É uma forma de partilhar o gosto pelo arquivo e de mostrar ao leitor os bastidores da obra.

O livro se divide em cinco partes. Na primeira, há poemas assinados pelo próprio Pessoa, enquanto a segunda, a terceira e a quarta são reservadas à poesia de seus três heterônimos principais: Alberto Caeiro, Ricardo Reis e Álvaro de Campos. A última parte da antologia inclui poemas assinados por autores fictícios, ou seja, uma pequena amostra dos mais de cem nomes inventados por Pessoa, como Dr. Pancrácio, Vicente Guedes, Charles Robert Anon, Alexander Search e Joaquim Moura-Costa.

Mais do que uma simples reunião de poemas, Antologia mínima: poesia é um convite à leitura para públicos diversos, tanto para quem deseja um primeiro contato com a poesia pessoana quanto para os que já a conhecem e desejam redescobri-la sob novos ângulos. É também uma chamada aos estudantes e aos “amadores” da poesia, no sentido mais nobre da palavra: aqueles que se deixam surpreender e que continuam a aprender e se admirar com cada verso.

Assim, esta antologia se inscreve numa tradição de leituras e releituras que jamais se esgotam. Pessoa foi sempre múltiplo e cada nova seleta confirma sua incessante capacidade de reinvenção. Entre poemas consagrados — como “Autopsicografia” e “Ode marítima” — e joias menos difundidas, o leitor encontrará um testemunho da riqueza e da pluralidade de um dos maiores poetas do século XX.

Antologia mínima: prosa

Antologia mínima: prosa.

Fernando Pessoa é celebrado especialmente como poeta, mas a maior parte de seu espólio está em prosa — e a Tinta-da-China Brasil traz um panorama dessa produção menos visível em Antologia mínima: prosa. Além de ficções breves e de excertos do incontornável Livro do desassossego, a seleção reúne escritos sociopolíticos, filosóficos, esotéricos, epistolares e teóricos, somando-se ainda notas e apontamentos que revelam um pensamento em constante atividade. Pessoa se aventurou também fora dos limites de sua língua nativa, escrevendo textos em inglês e francês que aqui são acompanhados de tradução.

Reunir em antologia esse material vasto e heterogêneo significa lidar com escolhas nem sempre fáceis, em meio a versões múltiplas, fragmentos que se repetem e esboços que depois se desenvolvem em escritos mais longos. O resultado é inevitavelmente parcial, mas também revelador: cada seleção abre novas possibilidades de leitura e redescoberta.

Antologia mínima: prosa também se divide em cinco partes: a primeira é reservada a textos assinados pelo próprio Pessoa, enquanto a segunda, a terceira e a quarta contêm material dos três heterônimos mais conhecidos do escritor. A quinta parte, intitulada “E outros”, destina-se a produções textuais atribuídas a alguns dos tantos nomes inventados por Pessoa — como Horace James Faber, Charles Robert Anon, Jean Seul de Méluret, Sr. Pantaleão e Raphael Baldaya — que, embora não tenham alcançado o status de heterônimos, ganharam existência literária por meio daquilo que supostamente escreveram.

Entre os textos escolhidos por Pizarro estão páginas conhecidas, como a carta a Adolfo Casais Monteiro sobre a origem dos heterônimos, mas também peças mais leves e divertidas — aforismos, contos, cartas a Ofélia — e algumas preciosidades que podem surpreender até leitores experientes, como a hilariante “Crônica decorativa”.

Há espaço também para a própria reflexão de Pessoa sobre os limites entre poesia e prosa. Em textos críticos e teóricos, o autor discute as diferenças entre as duas formas da palavra escrita, ora aproximando-as, ora sublinhando suas especificidades. Essa dimensão metalinguística aponta a natureza experimental da obra pessoana e mostra como o escritor se pensava tanto poeta quanto prosador. Nas palavras de Pizarro no prefácio da edição, “se há mais antologias de sua obra em verso do que da sua obra em prosa é simplesmente porque os críticos costumam privilegiar os poetas em detrimento dos prosadores”.

Sem a pretensão de delimitar um corpus definitivo, Antologia mínima: prosa é um convite à descoberta. Ao lado de textos consagrados, o livro apresenta páginas que permitem “desaprender Pessoa”, para citar Alberto Caeiro, e reencontrar sua obra com o frescor da primeira leitura.

Fernando Pessoa

Fernando Pessoa (1888–1935) é hoje o principal elo literário de Portugal com o mundo. Sua obra em verso e em prosa é a mais plural que se possa imaginar, pois tem múltiplas facetas, materializa inúmeros interesses e representa um autêntico patrimônio coletivo: do autor, das diversas figuras autorais inventadas por ele e dos leitores. Algumas dessas personagens — Alberto Caeiro, Ricardo Reis e Álvaro de Campos —, Pessoa denominou “heterônimos”, reservando a designação de “ortônimo” para si próprio. Diretor e colaborador de várias revistas literárias, autor do Livro do desassossego e, no dia a dia, “correspondente estrangeiro em casas comerciais”, Pessoa deixou uma obra universal em três línguas que continua a ser editada e estudada desde que escreveu, antes de morrer, em Lisboa, “I know not what tomorrow will bring” [“Não sei o que o amanhã trará”].

Jerónimo Pizarro

Jerónimo Pizarro.

Professor, tradutor, crítico e editor, Jerónimo Pizarro é o responsável pela maior parte das novas edições e novas séries de textos de Fernando Pessoa publicadas em Portugal desde 2006. Professor da Universidade dos Andes, titular da Cátedra de Estudos Portugueses do Instituto Camões na Colômbia e prêmio Eduardo Lourenço (2013), Pizarro voltou a abrir as arcas pessoanas e redescobriu a “biblioteca particular de Fernando Pessoa”, para utilizar o título de um dos livros da sua bibliografia. Foi o comissário da visita de Portugal à Feira Internacional do Livro de Bogotá (Filbo) e à Festa do Livro e da Cultura de Medellín, e coordena há vários anos a visita de escritores de língua portuguesa à Colômbia. Coeditor da revista Pessoa Plural, assíduo organizador de colóquios e exposições, dirige atualmente a Coleção Pessoa na Tinta‑da‑China no Brasil e em Portugal.

Ficha técnica:

Antologia mínima: prosa

Autor: Fernando Pessoa

Organização: Jerónimo Pizarro

Capa: Vera Tavares

Páginas: 328

Formato: Brochura, 13 x 18,5 cm

Preço: R$ 99,90

Antologia mínima: poesia

Autor: Fernando Pessoa

Organização: Jerónimo Pizarro

Capa: Vera Tavares

Páginas: 320

Formato: Brochura, 13 x 18,5 cm

Preço: R$ 99,90

Kit Antologias mínimas: prosa e poesia

Autor: Fernando Pessoa

Organização: Jerónimo Pizarro

Capa: Vera Tavares

Páginas: 648

Formato: Brochura, 13 x 18,5 cm

Preço: R$ 199,90

Inclui uma caderneta mínima

Lançamento: 2 de abril de 2026

Sobre a Tinta-da-China Brasil

A Tinta-da-China Brasil foi fundada em 2012, no Rio de Janeiro, por Bárbara Bulhosa, para trazer ao país a excelência da casa fundada em 2005 em Lisboa. Em 2022, a editora brasileira passou para os cuidados da Associação Quatro Cinco Um, em São Paulo, organização sem fins lucrativos voltada para a difusão do livro no Brasil, que deu prosseguimento ao projeto editorial, concentrado nos eixos de literatura, história e ciência, com desvios pelo humor, jornalismo, quadrinhos e crítica literária.

https://www.tintadachina.com.br/ | https://www.instagram.com/tintadachinabrasil/.

(Com Julio Sitto/A4&Holofote Comunicação)

Disney On Ice chega a São Paulo com ambiente premium e intimista ao público

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Foto: Feld Entertainment.

A Vibra São Paulo receberá, de 2 a 5 de julho, apresentações de Disney On Ice: Festa em Família, como parte da temporada de 2026 do espetáculo em São Paulo. A programação na capital também inclui sessões no Ginásio do Ibirapuera.

A realização das apresentações na Vibra São Paulo amplia as opções de acesso do público ao espetáculo em um novo formato de venue na cidade. A casa passa a integrar a agenda da temporada com sessões em um espaço coberto e estrutura voltada a eventos de grande porte.

Reconhecida por sua infraestrutura de padrão internacional, a Vibra São Paulo se destaca por sua operação altamente estruturada, que combina tecnologia de ponta, gestão integrada e um modelo de atendimento orientado pela excelência. Do momento da chegada à saída, cada etapa da jornada do público é cuidadosamente planejada, com áreas exclusivas, assentos diferenciados, cardápio mais elaborado e uma equipe de hospitalidade preparada para atender aos mais altos níveis de exigência. Essa base operacional sustenta uma experiência envolvente e elevada, potencializando o impacto do espetáculo.

No gelo, o universo Disney ganha vida por meio de histórias como Frozen, com Anna e Elsa, além de Encanto, com Mirabel e a família Madrigal, ao lado de personagens icônicos como Mickey Mouse, Minnie Mouse, Donald e Pateta. Um dos destaques da temporada é a participação especial de Stitch, que amplia o repertório e reforça a singularidade desta edição.

Com patinação artística de alta performance, coreografias precisas e efeitos visuais de última geração, a produção conduz o público por uma jornada imersiva por diferentes universos narrativos, celebrando valores como identidade, conexão e pertencimento. A proposta artística, aliada à excelência operacional da casa, estabelece um novo patamar para o entretenimento familiar no país.

Os ingressos estão disponíveis exclusivamente em feverup.com. Mais informações no serviço abaixo.

SERVIÇO | Ginásio do Ibirapuera

Ministério da Cultura apresenta Disney On Ice 2026 – ProNAC 2514132

Lei Rouanet

Produção Nacional: Opus Entretenimento

Realização: Ultreya Produções Artísticas e Ministério da Cultura, Governo do Brasil: do lado do povo brasileiro

Endereço: Rua Manuel da Nóbrega, 1361

Quando:

24 de junho: 19h

25 de junho*: 14h30 e 19h*

26 de junho: 14h30 e 19h

27 de junho: 11h, 15h e 19h

28 de junho: 10h, 14h e 18h

*sessão acessível em audiodescrição e libras (19h) 

SERVIÇO | Vibra São Paulo

Endereço: Av. das Nações Unidas, 17955 – Vila Almeida

Quando:

2 de julho: 14h30 e 19h

3 de julho: 14h30 e 19h

4 de julho: 11h, 15h e 19h

5 de julho: 10h, 14h e 18h

Ingressos: feverup.com.

(Com Costábile Salzano/Opus Entretenimento)

Orquestra Sinfônica Municipal apresenta a grandiosa “Sinfonia dos Mil” de Mahler

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Com estreia no feriado do Dia do Trabalhador, sendo uma excelente opção de cultura para o público da capital paulista, a obra conhecida por sua grande quantidade de músicos no palco, a Sinfonia nº 8, de Mahler, foi seu último trabalho estrado em vida. Além disso, o concerto contará com When the World as You’ve Known It Doesn’t Exist, da compositora norte-americana Ellen Reid, vencedora do Prêmio Pulitzer. Foto: Larissa Paz.

No início do mês de maio, o Theatro Municipal de São Paulo apresenta o concerto “Mahler: Sinfonia dos Mil” nos dias 1º, sexta-feira, e 2, sábado, às 17h, na Sala de Espetáculos. Sob regência de Roberto Minczuk, a Orquestra Sinfônica Municipal se une ao Coro Lírico Municipal, ao Coral Paulistano e ao Coro Infantojuvenil da Escola Municipal de Música de São Paulo, além de um elenco de oito solistas, para interpretar a Sinfonia nº 8, de Gustav Mahler. Os ingressos custam R$100, a classificação é livre e a duração de 110 minutos, com intervalo. As apresentações contam com patrocínio da Edenred.

Conhecida como Sinfonia dos Mil, a obra exige forças musicais ampliadas e raramente é apresentada devido à sua complexidade. Por requerer um contingente muito amplo de músicos e cantores, acabou ficando conhecida como Sinfonia dos Mil. Ainda assim, costuma ser apresentada com um número inferior a mil intérpretes, e o próprio Mahler nunca endossou essa denominação. Essa foi a última obra que Mahler estreou em vida, sendo um sucesso de crítica e de público na estreia em Munique, em 1910.

Além de Roberto Minczuk, o concerto terá Hernán Sánchez Arteaga, na regência do Coro Lírico Municipal, Maíra Ferreira, na regência do Coral Paulistano, e Regina Kinjo, como regente do Coro Infanto Juvenil. Entre os solistas, estarão Ludmilla Bauerfeldt, Magna Peccatrix, Maria Carla Pino Cury, Una Poenitentium, Carolina Morel, Mater Gloriosa, Juliana Taino, Mulier Samaritana, Carolina Faria, Maria Aegyptiaca, Giovanni Tristacci, Doctor Marianus, Licio Bruno, Pater Ecstaticus, e Sávio Sperandio, Pater Profundus.

O repertório conta com When the World as You’ve Known It Doesn’t Exist, da compositora norte-americana Ellen Reid, vencedora do Prêmio Pulitzer, em uma abertura que também coloca a voz em evidência. A peça integra o Projeto 19 da Filarmônica de Nova York, que celebrou o centenário do voto feminino.

SERVIÇO:

Sinfonia nº 8 “Sinfonia dos Mil”

Sala de Espetáculos – Theatro Municipal de São Paulo

ORQUESTRA SINFÔNICA MUNICIPAL

CORO LÍRICO MUNICIPAL

CORAL PAULISTANO

CORO INFANTOJUVENIL DA ESCOLA MUNICIPAL DE MÚSICA DE SÃO PAULO

Datas e horários:

1º de maio, sexta-feira, às 17h

2 de maio, sábado, às 17h

Regência

Roberto Minczuk

Regência do Coro Lírico Municipal

Hernán Sánchez Arteaga

Regência do Coral Paulistano

Maíra Ferreira

Regência do Coro Infantojuvenil

Regina Kinjo

Solistas

Ludmilla Bauerfeldt – Magna Peccatrix

Maria Carla Pino Cury – Una Poenitentium

Carolina Morel – Mater Gloriosa

Juliana Taino – Mulier Samaritana

Carolina Faria – Maria Aegyptiaca

Giovanni Tristacci – Doctor Marianus

Licio Bruno – Pater Ecstaticus

Sávio Sperandio – Pater Profundus

ProgramaEllen Reid

When the World as You’ve Known It Doesn’t Exist (10’)

Editor original: Chester (WMG)

Representante exclusivo: Barry Editorial

Gustav Mahler

Sinfonia nº 8 em Mi bemol maior “Sinfonia dos Mil”

1 – Hino: Veni, creator spiritus (25’)

Intervalo (20’)

2 – Cena final de Fausto, de Goethe (60’)

Ingressos a partir de R$ 13,00 (inteira)

Duração de 110 minutos (com intervalo)

Classificação: Livre para todos os públicos.

(Com André Santa Rosa/Assessoria de Imprensa Theatro Municipal)

Livro ‘Pintor. Despintor. Faxineiro. Doutor: o Iberê Camargo’ chega a Porto Alegre no dia 24 de abril

Porto Alegre, RS, por Kleber Patricio

Capa de ‘Pintor. Despintor. Faxineiro. Doutor o Iberê Camargo’. Crédito: Renan Lacerda.

O homem por trás do artista, uma obra biográfica sensível e não convencional. Assinado por Enio Soliani Junior e Christina Thereza Dias de Aguiar, “Pintor. Despintor. Faxineiro. Doutor: o Iberê Camargo” (Reler, 2025, 208 págs., R$ 100,00) traz histórias de convívio dos autores com o grande artista gaúcho (1914–1994). A obra promete um profundo mergulho na intimidade do retratado. A noite de autógrafos acontece no dia 24 de abril, sexta-feira, a partir das 19h, na Galeria Tina Zappoli (R. Cel. Paulino Teixeira, 35), tradicional espaço expositivo das artes de Porto Alegre. Uma mostra do artista também será apresentada. O livro também pode ser comprado pela internet nos sites da Livraria Martins Fontes e Livraria da Travessa. A entrada é franca.

A seleção de trabalhos de Iberê apresentada na ocasião reúne um pequeno conjunto de obras de coleção dos autores, reproduzidas na publicação, acrescido de um conjunto de exemplares do acervo do local. A curadoria da mostra ilustrativa é da própria galeria (comandada pelos sócios Tina Zappoli e Marinho Neto). Responsável pela apresentação da publicação, Tina representou Iberê Camargo até seu falecimento. Ela e seu sócio, o fotógrafo Marinho Neto, eram bastante próximos do pintor.

A galeria também foi o local em que os autores conheceram e começaram a conviver com o artista natural de Restinga Seca (RS). “É uma delícia ler estas páginas, pois muito do que está aí narrado eu também vivenciei. Mais gostoso ainda é ler e ver tudo documentado em pinturas, desenhos, esboços e charges do artista, dedicados, na maioria das vezes, aos autores. Christina e Enio passaram, ao longo dos anos, de colecionadores apaixonados a amigos íntimos e diletos”, escreve Tina.

O livro conta, em pequenos textos, o processo criativo, os modos e os meios com que o gaúcho enfrentava os desafios da pintura – essa amante tão fugaz quanto exigente – e da vida – não menos instigante – de um homem decidido a ser pintor num país avesso à erudição. Contado nas vozes de dois amigos que o acompanharam de muito perto nos últimos 12 anos antes de sua morte, traz também depoimentos de Iberê e imagens de obras inéditas.

A publicação foi viabilizada com recursos do Fomento CultSP – Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), programa do governo do estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativa. Foram doados exemplares para bibliotecas públicas e universitárias em mais de 60 cidades paulistas.

Por essa razão, as sessões de autógrafos, com exposição e leituras mediadas, até o momento, só foram realizadas no interior paulista. Neste mês, a Capital gaúcha, cidade onde Iberê passou a fase final da vida, receberá os autores para celebrar o lançamento do livro. Esta é a primeira das realizações que marcam os 45 anos da Galeria Tina Zappoli.

Sobre a Galeria Tina Zappoli

Fundada em 1981, a galeria Tina Zappoli tem como proprietários o artista Marinho Neto e a galerista Tina Zappoli. Inicialmente, o espaço dedicou-se mais aos artistas modernistas estabelecidos no século XX, adquirindo um caráter contemporâneo. Ao longo de sua trajetória, teve o privilégio de circular nacionalmente com a obra de Iberê Camargo, artista que representou até a sua morte, em 1994. Depois disso, a Galeria foi, aos poucos, introduzindo em seu acervo Arte Popular Brasileira, uma das paixões de Marinho e Tina, sócia-fundadora do local.

Com ineditismo no Sul do País, a galeria mescla harmoniosamente Arte Popular e Arte Étnica com Arte Moderna e Contemporânea e, desde então, é referência em Porto Alegre da convivência singular da arte popular brasileira com obras contemporâneas e exemplares dos grandes artistas da nossa terra.​

(Com Isidoro B. Guggiana)

Escola MASP oferece aula gratuita para lançar trilha de cursos decoloniais

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Luiz Zerbini, A primeira missa, 2014.

MASP — Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand apresenta, de abril a outubro, uma nova trilha de cursos da Escola MASP. Trilha de Práticas Decoloniais aprofunda o debate decolonial nas artes visuais com quatro cursos independentes e complementares que propõem uma formação crítica sobre arte brasileira a partir de perspectivas que o cânone deixou de lado. No dia 27 de abril, das 19h às 20h30, o professor e organizador da trilha Kleber Amancio ministra uma aula inaugural gratuita.

Nessa aula aberta online, Kleber Amancio, doutor em História Social pela USP e pesquisador da representação negra nas artes visuais na universidade de Harvard, compartilha ferramentas para ler imagens entendendo como colonialidade, raça e poder operam nas obras, nas exposições e nas instituições. Para se inscrever gratuitamente na aula inaugural, basta se cadastrar previamente no link.

O evento é uma introdução à Trilha de Práticas Decoloniais, formada pelos cursos online Arte e Narrativas Contra hegemônicasRaça, gênero e narrativas na arte afro-brasileira; Mulheres desafiando o Cânone da Arte Brasileira; e Olhares quilombolas: Fotografia e memória brasileira. A proposta é uma formação crítica dedicada à análise das imagens como campo de disputa simbólica, política e institucional.

Raça, gênero e narrativas na arte afro-brasileira, Madalena Santos Reinbolt, Sem título.

Com início em maio, as aulas abordam uma leitura crítica da arte brasileira, analisando como a colonialidade e o racismo moldaram cânones e apagaram narrativas. A trilha destaca artistas negros, mulheres e pessoas marginalizadas, além de discutir a reescrita do cânone e o papel de museus e arquivos na promoção de representatividade e justiça histórica. “Falar de práticas decoloniais é olhar para a arte a partir de outras perspectivas, trazendo novas vozes e ampliando o jeito como a gente entende e se relaciona com o mundo”, diz Iliriana Rodrigues, coordenadora da Escola MASP.

Todos os cursos disponibilizam bolsas de estudo e descontos para professores da educação infantil, ensino fundamental, médio e técnico da rede pública, mediante processo seletivo após a inscrição, além de 15% de desconto no programa Amigo MASP. Ao final de todos os cursos, os certificados são emitidos para os alunos que completarem 80% de presença. As aulas online são ministradas por meio de uma plataforma de ensino ao vivo e o link é compartilhado com os participantes após a inscrição. Os cursos online são gravados e cada aula fica disponível durante trinta dias após sua realização.

Confira a programação completa dos próximos cursos:

Aula inaugural gratuita

Com Kleber Amancio

27 de abril | Segunda, 19h às 20h30

Online

Saiba mais e inscreva-se aqui

Trilha de Práticas Decoloniais

Para fazer a trilha completa:

Público geral 5x R$ 285,00

Amigo MASP 5x R$ 242,25

Saiba mais e inscreva-se aqui

CURSO 1: Arte e Narrativas Contra-Hegemônicas

Com Kleber Amancio

4, 11, 18 e 25 de maio | Segundas, 19h às 21h

Online (4 aulas)

O curso explora como as artes visuais articulam poder, colonialidade e resistência, oferecendo ferramentas para leitura crítica de imagens, exposições e instituições. Ao longo de quatro aulas, serão discutidos fundamentos da colonialidade e da pós-colonialidade, bem como estratégias de artistas e intelectuais que desafiam narrativas hegemônicas, tensionando cânones e normas eurocêntricas.

Público geral 5x R$ 95,00

Amigo MASP 5x R$ 80,75

Saiba mais e inscreva-se aqui

CURSO 2: Raça, gênero e narrativas na arte afro-brasileira

Com Emilly Pereira Chaves

8, 15, 22 e 29 de junho | Segundas, 19h às 21h

Online (4 aulas)

A partir das reflexões de noções de enquadramento, o curso examina como imagens e discursos participaram da construção de hierarquias raciais e de gênero, produzindo determinadas formas de presença e ausência na arte. Ao longo dos encontros, serão analisadas representações de mulheres negras na arte afro-brasileira, observando como estereótipos e imagens de controle operaram na intersecção entre racismo e sexismo.

Público geral 5x R$ 95,00

Amigo MASP 5x R$ 80,75

Saiba mais e inscreva-se aqui

CURSO 3: Mulheres desafiando o Cânone da Arte Brasileira

Com Sabrina Melo

10, 17, 24 e 31 de agosto | Segundas, 19h às 21h

Online (4 aulas)

A formação propõe uma leitura crítica da história da arte no Brasil a partir das margens, entendidas como posições geográficas, institucionais e simbólicas. Em quatro encontros, será investigada a atuação de mulheres artistas do modernismo à contemporaneidade, evidenciando experiências que questionam o cânone artístico e historiográfico.

Público geral 5x R$ 95,00

Amigo MASP 5x R$ 80,75

Saiba mais e inscreva-se aqui

CURSO 4: Olhares quilombolas: Fotografia e memória brasileira

Com Elson de Assis Rabelo

14, 21, 28 de setembro e 5 de outubro | Segundas, 19h às 21h

Online (4 aulas)

O curso abordará a produção e o significado de imagens e arquivos fotográficos produzidos sobre comunidades quilombolas no Brasil – e especialmente da autoria de sujeitos quilombolas. Os participantes irão analisar a dimensão específica da fotografia negra, conectada aos diferentes territórios, ao debate ambiental contemporâneo e à agenda de lutas por direitos.

Público geral 5x R$ 95,00

Amigo MASP 5x R$ 80,75

Saiba mais e inscreva-se aqui

Site oficial | Facebook | Instagram.

(Fonte: Assessoria de imprensa MASP)