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Lazer & Gastronomia

São Paulo, SP

Quatro viagens no tempo, um só lugar: o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual

por Kleber Patrício

Devido ao sucesso das três expedições em realidade virtual iniciadas em setembro de 2025, o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual anuncia a prorrogação de suas atividades. Além da extensão do prazo, o centro cultural traz uma novidade de peso: a exibição simultânea de quatro roteiros distintos que transportam os visitantes por bilhões de anos de […]

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Ney Matogrosso apresenta show ‘Bloco na Rua’ em Sorocaba

Sorocaba, por Kleber Patricio

Apresentação acontece na UZNA; ingressos já estão à venda. Fotos: Divulgação.

Sucesso absoluto da crítica e do público desde a sua estreia em 2019, a turnê ‘Bloco na rua’, show de Ney Matogrosso, chega a Sorocaba. A apresentação acontece no dia 5 de dezembro e os ingressos estão à venda neste link.

O projeto ‘Bloco na rua’ começou nos palcos para só depois ganhar outros formatos. O repertório foi selecionado enquanto Ney excursionava com o show anterior e o seu critério não foi o ineditismo. “Não é um show de sucessos meus; quis abrir mais para o meu repertório. Dessa vez, eu misturei coisas que já gravei com repertório de outras pessoas”, pontua Ney.

O set list revela a diversidade do repertório. O artista apresenta músicas como ‘Eu quero é botar meu bloco na rua’ (Sergio Sampaio), de onde saiu o título da turnê; ‘A Maçã’ (Raul Seixas/Paulo Coelho/Marcelo Motta); ‘Álcool (Bolero Filosófico)’, da trilha original do filme ‘Tatuagem’ (DJ Dolores); ‘O Beco’, gravada por Ney no final dos anos 80 (Herbert Vianna/Bi Ribeiro); e ‘Mulher Barriguda’, do primeiro álbum dos Secos e Molhados, de 1973 (Solano Trindade/João Ricardo).

Duas canções foram pinçadas do compacto duplo gravado por Ney Matogrosso e Fagner, lançado em 1975: ‘Postal do Amor’ (Fagner/Fausto Nilo/Ricardo Bezerra) e ‘Ponta do Lápis’ (Clodô/Rodger Rogério). Outro clássico que Ney nunca havia cantado é ‘Como 2 e 2’ (Caetano Veloso).

Figurino

O figurino, sempre aguardado com expectativa – em se tratando de um show de Ney Matogrosso –, foi criado sob medida pelo estilista Lino Villaventura. Luiz Stein assina o cenário, composto por projeções, e Juarez Farinon preparou a luz, com supervisão de Ney.

A super banda reúne Sacha Amback (direção musical e teclados), Marcos Suzano e Felipe Roseno (percussão), Dunga (baixo), Mauricio Almeida (guitarra), Aquiles Moraes (trompete) e Everson Moraes (trombone).

O artista se apresenta em Sorocaba no dia 5 de dezembro (sexta-feira), na arena UZNA. Os ingressos já estão à venda no site (link aqui).

SERVIÇO:

Show ‘Bloco na Rua’, com Ney Matogrosso, na UZNA

Ingressos: https://articket.com.br/e/4457/ney-matogrosso-em-sorocaba.

Data: 5 de dezembro de 2025

Horário: a partir das 20h30

Local: UZNA (Rodovia Senador José Ermírio de Moraes, km 5 – Sorocaba/SP).

(Com Camila Pedroso Leite/Maktub Consultoria)

Marisa Monte inicia tournée por seis cidades brasileiras em outubro

Brasil, por Kleber Patricio

Fotos: Léo Aversa.

Marisa Monte inicia em outubro sua primeira turnê com sua banda e uma orquestra sinfônica com 55 músicos selecionados especialmente para a ocasião com regência do maestro André Bachur. Em parceria com a T4F, serão seis shows em seis cidades. As vendas serão realizadas pelo site www.ticketsforfun.com.br. Mais informações em breve.

Confira a agenda:

18/10 – Belo Horizonte – Parque Ecológico da Pampulha

1/11 – Rio de Janeiro – Brava Arena Jockey

8/11 – São Paulo – Parque Ibirapuera

15/11 – Curitiba – Pedreira Paulo Leminski

29/11 – Brasília – Gramado do Eixo Cultural Ibero-Americano

6/12 – Porto Alegre – Parque Harmonia

O Phonica – Marisa Monte & Orquestra Ao Vivo tem patrocínio da Shell.

“Ao longo dos anos, tive algumas chances de cantar com orquestras, tanto no Brasil quanto no exterior. Foram experiências extraordinárias, emocionantes e inesquecíveis. A interação entre os músicos no palco, a complexidade dos arranjos e a combinação de técnica com a emoção fizeram desses concertos experiências verdadeiramente mágicas. Para a série especial de seis shows da Phonica, em parceria com o maestro André Bachur, que me acompanhou no concerto de comemoração dos 90 anos da USP, selecionamos músicos virtuosos das melhores orquestras do país. Junto com minha banda, unimos o popular ao erudito para interpretar clássicos, criando mais uma experiência transcendental”, pontua Marisa Monte.

Segundo o maestro André Bachur, “É uma imensa alegria poder participar deste projeto e estar no palco novamente com essa grande artista que admiro desde sempre. O encontro entre Marisa e a Orquestra Sinfônica promete, mais uma vez, uma energia arrebatadora, repleta de ritmos, cores e nuances musicais. Tenho certeza de que será uma experiência marcante, tanto para quem estiver no palco quanto para quem estiver na plateia. Levar esse espetáculo tão especial a diferentes cidades do Brasil é um verdadeiro privilégio — e acredito que cada apresentação será única, emocionante e inesquecível para todos nós”, completa o regente.

Banda Marisa Monte

Dadi Carvalho – violão e guitarra

Pupillo – bateria

Alberto Continentino – baixo

Pedrinho da Serrinha – cavaquinho e percussão

Orquestra Sinfônica

Priscila Rato – Violino

Willian Gizzi – Violino

Paloma Pitaya – Violino

Beatriz Rodrigues – Violino

Alice Bevilacqua – Violino

Marina Xavier – Violino

Camila Picasso – Violino

Rafaela Pires – Violino

Thiago Brisolla – Violino

Daiane Namen – Violino

Marina Dias – Violino

Matheus Pereira – Violino

Ana Laura – Violino

Gabriel Curalov – Violino

Veronica Lopes – Violino

Gabriel Meca – Violino

Pedro Visockas – Viola

Kinda – Viola

Leticia Camargo – Viola

Isabella Marques – Viola

Giovanni Melo – Viola

Gui Bomfim – Viola

Raul Andueza – Violoncelo

Giovanna Lelis Airoldi – Violoncelo

Nathalia Sudário – Violoncelo

Peppi Araújo – Violoncelo

Leonardo De Salles – Violoncelo

Mayara Alencar – Violoncelo

Gustavo D’Ippolito – Contrabaixo

Leticia Felicia – Contrabaixo

João Pedro Reis – Contrabaixo

Robson Monteiro – Contrabaixo

Leandro Tigrão – Flauta 1

Letícia Maia – Flauta 2

André Massuia – Oboé

Gerson Abreu – Oboé

Lucas Ferreira Dos Santos – Clarineta 1

Kesia Pessoa – Clarinete 2

Sandra Ribeiro – Fagote 1

Samyr Imad – Fagote 2

Tamires Kamisaka – Trompa 1

Glenda Katrina – Trompa 2

Rafael Xavier – Trompa 3

Valquiria Braz – Trompa 4

Raphael Sampaio – Trompete 1

Bruno Zambonini – Trompete 2

Jaziel Gomes – Trombone

Tales Thomaz – Trombone

Yohanna Tamarozzi – Trombone baixo

João Marcos Oliveira – Tuba

Daniel Grajew – Piano/Acordeon

Carlos dos Santos – Percussão

Guilherme Florentino – Percussão

Ana Luz – Percussão

Talita Martins – Harpa

Sobre André Bachur

Regente e instrumentista paulistano, André Bachur é um dos nomes em ascensão da nova geração de maestros brasileiros. Sua formação musical teve início no violino e se expandiu para instrumentos como piano, bandolim, violão tenor e guitarra baiana, demonstrando desde cedo uma versatilidade que marcaria toda a sua carreira. A diluição de fronteiras entre gêneros musicais distintos é uma das marcas de sua atuação, e seu repertório transita do barroco à música contemporânea, incluindo estreias de obras e colaborações com importantes nomes da cena musical.

Com uma atuação sólida no cenário musical paulista e nacional, Bachur já esteve à frente de formações como a Orquestra Sinfônica da USP (OSUSP), Orquestra do Theatro São Pedro (ORTHESP), Orquestra Moderna, Ensemble Brasil, Orquestra do Festival de Prados (MG), EOS-USP e a Orquestra Sinfônica da Universidade Federal da Paraíba. Foi regente assistente da Orquestra de Câmara da ECA/USP (OCAM) entre 2011 e 2014 e desde 2020 atua como regente adjunto do grupo.

Serviço – Belo Horizonte

Data: 18/10/2025 (sábado)

Local: Parque Ecológico da Pampulha – Av. Otacílio Negrão de Lima, 6061, 120 – Pampulha

Apoio: Shell

Parceiro Local: Ímpar Shows

Realização: T4F.

Serviço – Rio de Janeiro 

Data: 1/11/2025 (sábado)

Local: Brava Arena Jockey – Jockey Club Brasileiro – Praça Santos Dumont, 31 – Gávea, Rio de Janeiro

Apoio: Shell

Realização: T4F.

SERVIÇO – SÃO PAULO

Data: 8/11/2025 (sábado)

Local: Parque Ibirapuera – Auditório Ibirapuera – Av. Pedro Álvares Cabral, 0 – Ibirapuera, São Paulo – SP

Patrocínio: Shell

Parceiros de Mídia: Nova Brasil FM, Alpha FM, Eletromídia

Realização: T4F.

Serviço – Curitiba

Data: 15/11/2025 (sábado)

Local: Pedreira Paulo Leminski – R. João Gava, 970 – Abranches, Curitiba – PR, 82130-010

Apoio: Shell

Realização: T4F.

Serviço – Brasília

Data: 29/11/2025 (sábado)

Local: Gramado do Eixo Cultural Ibero-Americano – Eixo Monumental, Setor de Divulgação Cultural Lote 02, entre o Clube do Choro e a Torre de TV, em Brasília, DF, CEP: 70740-610

Apoio: Shell

Parceiro Local: OH! Artes

Realização: T4F.

Serviço – Porto Alegre

Data: 6/12/2025 (sábado)

Local: Parque Harmonia – Av. Lourenço da Silva, 255, Praia de Belas, 90050-240 – Porto Alegre – RS

Apoio: Shell

Parceiros de Mídia: Imobi e Eletromídia

Promoção: 102 FM

Parceiro Local: Maia Entretenimento

Realização: T4F.

www.marisamonte.com.br

www.youtube.com/marisamonte

www.instagram.com/marisamonte

www.tiktok.com/@marisamonte

www.facebook.com/marisamonteoficial

(Com Diogo Locci/Taga Assessoria)

Em setembro, “Porgy and Bess”, de George Gershwin, estreia no palco do Theatro Municipal de São Paulo

São Paulo, por Kleber Patricio

Com a obra de Gershwin em contexto brasileiro, a produção ganha novos contornos sob a direção de Grace Passô. Além disso, a programação tem concertos como Texturas Brasileiras, com composições de dois grandes compositores brasileiros Ronaldo Miranda e Arthur Barbosa, e Schubertiades, um especial com composições de Franz Schubert, ambos do Quarteto de Cordas da Cidade, além da Oficina de Regência da Camerata da Orquestra Experimental de Repertório. Foto: Rafael Salvador.

Iniciando a programação de setembro, o Quarteto de Cordas da Cidade, formado por Betina Stegmann e Nelson Rios, violinos, Marcelo Jaffé, viola e Rafael Cesario, violoncelo, apresenta “Texturas Brasileiras” no dia 4, quinta-feira, às 20h, na Sala do Conservatório do Theatro Municipal de São Paulo. O repertório terá Quarteto Texturas, de Ronaldo Miranda, e Quarteto Brazuca, de Arthur Barbosa. Os ingressos custam R$35, a classificação é livre e a duração de 60 minutos, sem intervalo.

O programa tem composições de dois grandes compositores brasileiros e amigos do Quarteto de Cordas, Ronaldo Miranda e Arthur Barbosa. O primeiro é um dos principais e mais atuantes compositores contemporâneos brasileiros, o carioca ocupa a cadeira de número 13 da Academia Brasileira de Música. Já o segundo é compositor, violinista e regente, natural de Fortaleza, o músico é violinista da Orquestra e Sinfônica de Porto Alegre (Ospa) e regente da orquestra jovem da mesma instituição.

Foto: Rafael Salvador.

Já no dia 12, sexta-feira, às 19h, na Sala do Conservatório, a Camerata da Orquestra Experimental de Repertório, sob regência de Wagner Polistchuk, apresenta Oficina de Regência. O repertório terá composições de Ludwig Van Beethoven, como Abertura Leonora n.1, op.138, Abertura Leonora n.2, op.72a, Abertura Leonora n.3, op.72b e Abertura Fidelio, op.72c. Os ingressos custam R$35, a classificação é livre e duração de 50 minutos, sem intervalo.

Em programação oficial do Ano do Brasil na França, o Balé da Cidade de São Paulo se apresenta no país em turnê especial, com início no dia 18 de setembro, no Teatro Olympia, em Arcachon, com os dois espetáculos de Rafaela Sahyoun, Fôlego e Boca Abissal. Em seguida, de 23 a 27 de setembro, a turnê passará pelo Théâtre de la Ville, em Paris. Nos dias 2 e 3 de outubro, apresentações na La Comédie de Clermont Ferrand, em Clermont Ferrand. Já nos dias 8 de outubro e 9 de outubro, o Balé apresenta as obras de Sahyoun no Château Rouge, em Annemasse. Encerrando a turnê, Lyon recebe os espetáculos entre os dias 15 e 19 de outubro, na Maison de la danse, sendo está apresentação formada por Fôlego e por Réquiem SP, do coreógrafo e diretor da companhia Alejandro Ahmed.

Em mais um concerto do Quarteto de Cordas da Cidade, esse ao lado do convidado especial Robert Suetholz, violoncelista, e apresentam Schubertiades, no dia 18, quinta-feira, às 20h, na Sala do Conservatório. Com Betina Stegmann e Nelson Rios, violinos, Marcelo Jaffé, viola e Rafael Cesario, violoncelo. O repertório terá Quinteto em Dó Maior, op. 163, de Franz Schubert. Os ingressos custam R$35, a classificação é livre e a duração de 60 minutos, sem intervalo.

Foto: Larissa Paz.

Destaque da temporada lírica, a ambiciosa obra de George Gershwin, “Porgy and Bess”, chega ao Theatro Municipal. Com direção musical de Roberto Minczuk e o olhar poético e ousado de Grace Passô, que assina a direção cênica e traz à cena o universo multifacetado desta ópera, que cruza as fronteiras do jazz, do teatro e da música clássica para contar uma história de luta e amor. As apresentações acontecem do dia 19 ao dia 27, na Sala de Espetáculos.

O espetáculo contará com o Coro Lírico Municipal, sob regência de Hernán Sánchez Arteaga, e Coral Paulistano, sob regência de Maíra Ferreira. A equipe técnica conta com Marcelino Melo na concepção cenográfica, Vinicius Cardoso com projeto cenográfico, Mario Lopes com criação de movimento e coreografia, Alexandre Tavera com figurino, Ana Vanessa como assistente de direção cênica. Os ingressos custam de R$33 a R$210 e duração de aproximadamente 230 minutos, com intervalo.

A trama de Porgy and Bess gira em torno das dores e paixões dos moradores de Catfish Row, com personagens como Porgy, um homem humilde e com uma deficiência física, e Bess, em busca de redenção após uma vida de provações. Canções como Summertime, My Man’s Gone Now e I Got Plenty o’ Nuttin emergem como clássicos eternos, capturando a alma da música norte-americana.

O baixo Luiz-Ottavio Faria interpreta Porgy em todas as récitas. No papel de Bess, Latonia Moore canta nos dias 19, 21 e 27, enquanto Marly Montoni assume a personagem nos dias 20, 23, 24 e 26. Nas récitas dos dias 19, 21, 24 e 27, Bongani Kubheka interpreta Crown, Jean William será Sportin’ Life e Bette Garcés assume o papel de Clara. Já nas apresentações dos dias 20, 23 e 26, os papéis são interpretados, respectivamente, por Davi Marcondes (Crown), Carlos Eduardo Santos (Sportin’ Life) e Nubia Eunice (Clara). Michel de Souza (Jake) integra o elenco em todas as datas. Mais informações disponíveis no site.

(Com André Santa Rosa/Assessoria de imprensado Theatro Municipal)

Novo espetáculo do Teatro Kaus Cia Experimental, “As Três Velhas” aposta no melodrama grotesco

São Paulo, por Kleber Patricio

As Três Velhas. Foto: Cuca Nakasone.

Humor, drama e tragédia se misturam na nova peça do Teatro Kaus Cia Experimental, “As Três Velhas”. A obra explora a linguagem do teatro do absurdo e faz uma temporada gratuita na cidade de São Paulo: entre 14 e 24 de agosto, as sessões acontecem no Teatro Arthur Azevedo; de 4 a 14 de setembro, no Teatro Cacilda Becker; e, entre 25 setembro e 5 de outubro, no Teatro Alfredo Mesquita. O horário das apresentações é sempre de quinta a sábado, às 21h, e, aos domingos, às 19h, já no Teatro Alfredo Mesquita o horário das apresentações é sempre de quinta a sábado, às 20h, e, aos domingos, às 19h.

Escrito em 2003 pelo escritor franco-chileno Alejandro Jodorowsky, dramaturgo, ator, poeta cineasta e quadrinista, o texto teatral conta a história das gêmeas octogenárias Meliza e Grazia, duas marquesas decadentes que vivem em uma mansão em ruínas e são vigiadas pela centenária criada Garga, a tradução desta versão do texto foi feita para o grupo pelo dramaturgo Aimar Labaki.

Em uma noite incomum, devastadas pela fome e pelo abandono, as três mulheres desenterram segredos chocantes que conduzem a trama por caminhos inesperados. Ao longo da narrativa, temas como hipocrisia social, etarismo, patriarcado e violência vão se fazendo presentes.

Desde 1998, o Teatro Kaus pesquisa o surreal e o absurdo, sempre em textos de língua hispânica. “Gostamos de retratar personagens sedentos pela vida e em franco diálogo com o desespero, o abismo e a morte. Há mais de 15 anos queríamos montar algo do Jodorowsky”, comenta Reginaldo Nascimento, diretor e um dos fundadores do grupo.

“As Três Velhas” é definido pelo dramaturgo como um “melodrama grotesco”. “As duas irmãs foram violentadas pelo pai, enfrentam uma série de agressões e vivem na penúria. Mesmo assim, orgulham-se dos seus títulos, mantêm um lindo vestido de baile e sonham com um príncipe encantado”, acrescenta.

Os últimos trabalhos do grupo exploraram um lado mais filosófico do ser humano e eles queriam investir em outra estética. “Falar do feminino e da velhice eram dois assuntos que nos interessavam muito, ainda mais explorando o grotesco”, conta Amália Pereira, também fundadora do grupo, que está em cena ao lado de Tânia Granussi e Vera Monteiro.

Sobre a encenação

Esta montagem parte da ideia de que tudo apodrece, o corpo, a casa, o mundo, e é nesse apodrecimento que nascem outras formas de beleza e potência. Inspirados pela estética do grotesco, do decadente e do melodrama, criamos um espaço onde as três velhas transitam entre ruínas físicas e psíquicas. A atuação se apoia na estilização dos gestos, na construção de máscaras corporais e vozes deformadas, compondo personagens entre o real, o sublime e o grotesco.

O cenário da ideia de tempo que já se foi, evocando uma casa antiga, é composto por tecidos que possam remeter às paredes envelhecidas da casa. A presença de um quadro central no fundo da cena em que figura a imagem do Conde de Felicia, patrono da família, evoca um passado idealizado ou perdido. Três cadeiras de tamanhos e estilos diferentes, simbolizam a hierarquia entre as velhas, mas também sua instabilidade. Essa encenação é um convite ao desconforto, ao riso nervoso e à contemplação do grotesco como forma de resistência estética e política.

Em relação ao figurino, Telumi Hellen vai por um caminho de peças simples que sobraram de um tempo de realeza. Já o visagismo de Louise Helène tem a proposta de apresentar um grotesco belo. “Não queremos retratar uma velhice caricata, até porque o perfil de uma pessoa de 80 anos mudou muito em relação ao passado”, explica Reginaldo.

Além de músicas clássicas pouco conhecidas, a trilha sonora é formada por sons e grunhidos um tanto assustadores. É para dar uma sensação de que tudo naquele lar tem uma vida própria, como se até as paredes falassem.

Por um novo surrealismo

De acordo com Amália, apresentar esse trabalho é encerrar um ciclo de possibilidades estéticas e poéticas iniciado em 2010, com a montagem de “O Grande Cerimonial”, do espanhol Fernando Arrabal. Em 1962, os dois autores, junto com Roland Topor, fundaram o movimento artístico Pânico, que propunha uma arte performática caótica e surreal que se contrapusesse ao já estabelecido surrealismo.

Usando principalmente os ideais de Artaud e homenageando Pã, o deus grego da natureza selvagem e dos pastores, o coletivo defendia a realização de atos violentos e chocantes cujo propósito era gerar emoções intensas nos espectadores. Para eles, a radicalidade era uma importante força catalisadora de transformações.

A temporada de “As Três Velhas” do Teatro Kaus Cia Experimental foi contemplada na 20ª edição do Prêmio Zé Renato de Teatro.

Sinopse

As gêmeas octogenárias Meliza e Grazia, duas marquesas decadentes, vivem em uma mansão em ruínas. Devastadas pela fome e pelo abandono, são sempre vigiadas pela centenária criada Garga. Entre devaneios lúgubres, lembranças distorcidas e jogos perversos, elas alimentam fantasias de juventude, erotismo e poder. As Três Velhas é um melodrama grotesco que habita o universo simbólico de Alejandro Jodorowsky, em que o horror e o riso se encontram, expondo as feridas do corpo, da velhice e de um mundo cruel, onde todos e todas são transformados em mercadorias, vendendo-se a qualquer preço para garantir o pão de cada dia.

FICHA TÉCNICA

Autor: Alejandro Jodorowsky

Tradução: Aimar Labaki

Direção: Reginaldo Nascimento

Elenco: Amália Pereira, Tânia Granussi e Vera Monteiro

Cenário: Reginaldo Nascimento

Figurinos: Telumi Hellen

Visagismo: Louise Helène

Desenho de luz: Denilson Marques

Sonoplastia: Reginaldo Nascimento

Técnico operador de luz: Giovanni Matarazzo

Técnico operador de som: Giovana Carneiro

Técnico de palco: Leandro Gomes

Interpretação em libras: Sabrina Caires

Direção de produção: Reginaldo Nascimento

Produtora executiva: Amália Pereira

Assistente de produção: Giovana Carneiro

Realização: Teatro Kaus Cia Experimental

Produção: Kaus Produções Artísticas

Fotos: Cuca Nakasone

Assessoria de imprensa: Canal Aberto – Márcia Marques, Daniele Valério e Flávia Fontes

SERVIÇO:

As Três Velhas

Duração: 70 minutos Classificação: 16 anos

TEATRO ARTHUR AZEVEDO

Data: 14 a 24 de agosto, de quinta a sábado, às 21h, e, aos domingos, às 19h

Endereço: Av. Paes de Barros, 955 – Alto da Mooca

Ingresso: gratuito | Retirar na bilheteria com 1 hora de antecedência

Telefone: (11) 2604-5558

Acessibilidade: o espaço possui acessibilidade para cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida

Obs: Dias 15 e 22 de agosto haverá interpretação em libras

Teatro Cacilda Becker

Data: 4 a 14 de setembro, de quinta a sábado, às 21h, e, aos domingos, às 19h
Endereço: R. Tito, 295 – Lapa
Ingresso: gratuito | Retirar na bilheteria com 1 hora de antecedência
Telefone: (11) 3864-4513
Acessibilidade: o espaço possui acessibilidade para cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida

Obs: Dias 5 e 12 de setembro haverá interpretação em libras

Teatro Alfredo Mesquita

Data: 25 setembro a 5 de outubro, de quinta a sábado, às 20h, e, aos domingos, às 19h

Endereço: Av. Santos Dumont, 1770 – Santana

Ingresso: gratuito gratuito | Retirar na bilheteria com 1 hora de antecedência

Telefone: (11) 2221-3657

Acessibilidade: o espaço possui acessibilidade para cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida

Obs: Dias 26 de setembro e 3 de outubro haverá interpretação em libras

(Com Daniele Valério/Canal Aberto Assessoria de Imprensa)

Teatro Bradesco apresenta Vanessa da Mata e Orquestra Sinfônica Heliópolis em show inédito

São Paulo, por Kleber Patricio

Foto: divulgação/Teatro Bradesco.

O Teatro Bradesco Apresenta estreia uma nova fase com o lançamento do espetáculo Vanessa da Mata & Orquestra Sinfônica Heliópolis, já disponível gratuitamente no canal oficial no YouTube (link). Gravado ao vivo, em São Paulo no dia 14 de julho, o show celebra grandes sucessos da cantora em arranjos orquestrais inéditos, proporcionando uma apresentação emocionante que marca o início deste novo momento do projeto.

No repertório, Vanessa interpreta músicas como “Não Me Deixe Só”, “Segue o Som”, “Boa Sorte” e “Ai, Ai, Ai” acompanhada pela Orquestra Sinfônica Heliópolis sob regência do maestro Edilson Ventureli. A apresentação celebra a fusão entre a música popular e a formação sinfônica em um encontro que reúne diferentes gerações e formações musicais.

A Orquestra Sinfônica Heliópolis é o principal corpo artístico do Instituto Baccarelli, iniciativa voltada à formação musical e transformação social de jovens da comunidade de Heliópolis, na zona sul da capital paulista. Com quase três décadas de atuação, a instituição já revelou diversos músicos que hoje atuam em orquestras profissionais no Brasil e no exterior.

O show de Vanessa da Mata é uma parceria com a GTS (Global Talent Services), empresa de management e live business, exclusivamente para o projeto Teatro Bradesco Apresenta, que busca ampliar o acesso à cultura por meio de registros audiovisuais de alta qualidade. O público pode assistir gratuitamente aos espetáculos, entrevistas e conteúdos especiais por meio do canal oficial do Teatro Bradesco no YouTube (link).

Teatro Bradesco Apresenta

Em uma parceria entre o Teatro Bradesco e a Opus Entretenimento, o projeto já reuniu grandes nomes da música nacional em shows inesquecíveis como Seu Jorge e Alexandre Pires, Jota Quest, Jão, Titãs, Ana Carolina, Diogo Nogueira, além de palestras com Leandro Karnal, Monja Coen e muitos outros. O “Teatro Bradesco Apresenta” é uma iniciativa que conecta artistas e públicos de forma acessível, combinando o formato presencial com a conveniência das transmissões online. Para acompanhar, basta acessar o site oficial (link) e seguir as redes sociais por meio dos perfis @teatrobradesco.

SERVIÇO:

Teatro Bradesco apresenta Vanessa da Mata & Orquestra Sinfônica Heliópolis

Onde assistir: Canal oficial do Teatro Bradesco no YouTube: link.

Gratuito | Livre para todos os públicos

Mais informações: teatrobradesco.

(Com Adolfo Morais/Máquina Cohn & Wolfe)