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Lazer & Gastronomia

São Paulo, SP

Quatro viagens no tempo, um só lugar: o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual

por Kleber Patrício

Devido ao sucesso das três expedições em realidade virtual iniciadas em setembro de 2025, o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual anuncia a prorrogação de suas atividades. Além da extensão do prazo, o centro cultural traz uma novidade de peso: a exibição simultânea de quatro roteiros distintos que transportam os visitantes por bilhões de anos de […]

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Orquestra Ouro Preto festeja 25 anos nas areias de Copacabana com estreia da ópera “Feliz Ano Velho” e concertos com Mart’nália e Bloco do Sargento Pimenta

Rio de Janeiro, por Kleber Patricio

Orquestra Ouro Preto na Praia de Copacabana, 2024. Foto: Rapha Garcia.

A Orquestra Ouro Preto celebra seus 25 anos e a festa chega às areias de Copacabana. Em um dos cartões-postais mais icônicos do mundo, a formação mineira, reconhecida por sua excelência artística e versatilidade, convida o público a festejar esse grande marco de sua trajetória com a estreia de uma ópera brasileira inédita e um grande carnaval fora de época para arrematar.

Nos dias 28 e 29 de junho, acontece no Posto 2 o Orquestra Ouro Preto Vale Festival 2025, que em sua quarta edição chega ainda mais ousado com a estreia de “Feliz Ano Velho, a Ópera”, adaptação do livro de Marcelo Rubens Paiva, no sábado, dia 28, às 19h, e dois concertos vibrantes no domingo, dia 29, a partir das 18h: um ao lado de Mart’nália e outro com o Bloco Sargento Pimenta. O evento tem patrocínio do Instituto Cultural Vale, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, a Lei Rouanet.

Feliz Ano Velho, a Ópera. Foto: Divulgação/Douglas Shindy.

Ao longo de mais de duas décadas, o grupo mineiro tornou-se uma referência nacional e internacional, quebrando barreiras e transformando o cenário musical brasileiro ao unir a tradição da música de concerto a novas e surpreendentes abordagens artísticas. Em mais um projeto inovador, a Orquestra compartilha com o público carioca a estreia de Feliz Ano Velho, a Ópera, com música e libreto de Tim Rescala, concepção e direção musical do maestro Rodrigo Toffolo e direção cênica de Julliano Mendes.

A montagem conta com um elenco de destaque que inclui Johny França (Marcelo), Jabez Lima (Rubens Paiva) e Marília Vargas (Eunice Paiva), além de um grande corpo artístico. Unindo música de concerto, teatro e literatura, a montagem propõe uma nova leitura para a obra autobiográfica, um marco da literatura brasileira contemporânea.

O projeto nasceu a partir de conversas entre o maestro Rodrigo Toffolo e Marcelo Rubens Paiva, iniciadas em 2023. Desde o primeiro encontro, a ideia de transformar a obra em ópera entusiasmou o autor. “É emocionante ver Feliz Ano Velho ganhar vida no palco de forma tão intensa e musical. Mal posso esperar para ver e ouvir essa história contada de um jeito novo. Estou me sentindo um ‘erudito’”, afirma Marcelo.

Orquestra Ouro Preto. Foto: Rapha Garcia.

Com assinatura de Tim Rescala, reconhecido por seu trabalho na música de concerto e pelas bem-sucedidas parcerias com a Orquestra, como Auto da Compadecida e Hilda Furacão, a ópera promete unir irreverência, lirismo e emoção, características também presentes no livro original. A direção cênica de Julliano Mendes reforça a força dramática e a leveza que atravessam a narrativa de Paiva, numa montagem que dialoga com diferentes gerações.

Feliz Ano Velho, a Ópera é mais um projeto da Orquestra Ouro Preto que reafirma seu compromisso com a inovação e com o diálogo entre a música de concerto e a cultura brasileira. “O público pode esperar uma ópera emocionante, que transmite uma mensagem de superação e desenvolvimento pessoal, inspirada em uma figura fundamental da cultura brasileira contemporânea”, afirma o maestro Rodrigo Toffolo. “Apresentar essa obra para o público diverso de Copacabana é também uma forma de homenagear a literatura de Marcelo Rubens Paiva e seu legado, que continua ganhando força com o sucesso de Ainda Estou Aqui, completa o regente.

Samba e Beatles em ritmo de Carnaval

As celebrações continuam no domingo, dia 29, com dois concertos que prometem agitar Copacabana. Mart’nália e o Bloco do Sargento Pimenta sobem ao palco pela primeira vez com a Orquestra Ouro Preto para apresentar a energia do samba e dos Beatles em ritmo de Carnaval. As performances mostram toda a versatilidade e a excelência que definem a trajetória do conjunto mineiro.

Mart’nália. Foto: divulgação.

Logo de cara, Mart’nália traz o autêntico suingue carioca em um show que celebra a alma da cidade e do Brasil. Seu repertório dialoga com a paisagem e com o espírito festivo do evento. O público poderá conferir sucessos da carreira da cantora, clássicos do samba e da MPB, como “Canta, Canta Minha Gente”, “Sorriso Negro” e “Tarde em Itapoã”, além dos hits dos anos 90 como “Domingo” e “Cheia de Manias”. “O convite à Mart’nália foi pensado como um presente para o público carioca. Sua musicalidade, carisma e a energia contagiante combinam perfeitamente com o clima do festival e com esse momento especial da Orquestra”, destaca Rodrigo Toffolo.

Em seguida, o Bloco do Sargento Pimenta sobe ao palco ao lado da Orquestra para um concerto arrebatador com arranjos orquestrais de clássicos dos Beatles. Já conhecido pela sua capacidade de transformar a música do quarteto de Liverpool em uma festa brasileira, o grupo promete uma noite de comunhão entre gerações e estilos musicais.

“A escolha dos convidados foi feita com muito carinho. O Bloco do Sargento Pimenta representa uma conexão direta com a juventude do Marcelo Rubens Paiva e de toda uma geração que viu os Beatles florescerem no Brasil. E eles têm essa incrível capacidade de arrastar multidões, algo que casa perfeitamente com o nosso propósito de levar a música a todos os públicos”, conta o maestro.

Bloco Sargento Pimenta. Foto: Rafael Catarcione

O Orquestra Ouro Preto Vale Festival 2025 tem o patrocínio do Instituto Cultural Vale, parceiro fundamental para que projetos de grande impacto cultural cheguem gratuitamente ao público. “Acreditamos no poder transformador da arte e na importância de tornar a cultura acessível a todos. Apoiar a Orquestra Ouro Preto nesse momento tão simbólico é motivo de orgulho para o Instituto Cultural Vale, pois reafirma nosso compromisso com iniciativas que unem excelência artística, inovação e inclusão social”, afirma Hugo Barreto, presidente do Instituto.

Serviço:

Orquestra Ouro Preto Vale Festival 2025

Quando: 28 e 29 de junho

28 de junho, às 19h: Estreia da ópera “Feliz Ano Velho”

29 de junho

18h: Concerto com Mart’nália e Orquestra Ouro Preto

19h30: Orquestra Ouro Preto e Bloco do Sargento Pimenta: The Beatles

Onde: Praia de Copacabana, Posto 2, Rio de Janeiro

Ingressos: Evento gratuito

Informações: www.orquestraouropreto.com.br.

(Com Marina Avellar/Lupa Comunicação)

Galeria Bublitz recebe exposição “Paisagens de Porto Alegre”, de Erico Santos

Porto Alegre, por Kleber Patricio

Arquitetura presente em construções como a da Basílica Nossa Senhora das Dores ganha destaque na mostra. Foto: Reprodução.

As belezas e as cores da arquitetura e da natureza da cidade são celebradas pela exposição “Paisagens de Porto Alegre”. Erico Santos revela seus traços e cores característicos em 16 obras que estarão em exposição na Galeria Bublitz a partir do próximo sábado, 28 de junho. O vernissage será das 11h às 13h e a mostra fica no espaço até o dia 26 de julho com entrada franca.

Erico Santos revela-se um apaixonado pelas paisagens porto-alegrenses. Nascido em Cacequi, ele se radicou em Santa Maria. Depois, foi para São Paulo trabalhar como restaurador no atelier do italiano Renzo Gori e, em 1981, passou a residir na capital gaúcha. “Desde 2013, eu venho me dedicando a pintar Porto Alegre. É uma cidade muito bonita, arborizada, com prédios históricos lindos. Preciso de mais 20 anos para pintar tantas belezas”, reconhece.

Ponte de Pedra, do Largo dos Açorianos, é uma das paisagens retratadas pelo artista. Foto: Reprodução.

A exposição, que já esteve no Paço Municipal, com curadoria de José Francisco Alves, destaca algumas dessas preciosidades da capital gaúcha sob o olhar de Erico Santos. Estão lá o a Praça da Alfândega, a Praça dos Açorianos, o Parque Marinha do Brasil, o Museu Iberê Camargo, a Fonte Talavera, o Mercado Público, o Viaduto Otávio Rocha e tantas outras paisagens que marcam a identidade de Porto Alegre.

“Erico Santos faz parte da história da Galeria Bublitz. Aqui ele já realizou nove exposições individuais e participou de oito coletivas. Recebê-lo nesta exposição icônica é como abrir nossa casa para também homenagear Porto Alegre e esse artista que tão bem nos representa. Também é uma forma de proporcionar que sua arte esteja na casa de mais pessoas”, destaca o marchand Nicholas Bublitz.

Além das 16 obras que compõem a mostra, a Bublitz Galeria de Arte, com a Arte Prints de São Paulo, produziu serigrafias em papel 100% algodão assinadas pelo artista e numeradas que estarão em exposição e disponíveis para comercialização, assim como as próprias obras.

Exposição Paisagens de Porto Alegre

Artista: Erico Santos

Local: Bublitz Galeria de Arte

Endereço: Av. Neusa Goulart Brizola, 143

Vernissage: sábado, 28 de junho, das 11h às 13h

Visitação da exposição: segundas às sextas, das 10h às 18h, e sábados, das 10h às 13h

Período da exposição: até 26 de julho

Entrada franca. 

(Com Tatiana Csordas/Circula Moda)

Musical ‘Elza’ volta ao Rio na semana de aniversário da cantora em curtíssima temporada no Teatro Claro Mais

Rio de Janeiro, por Kleber Patricio

Foto: Divulgação.

A trajetória de Elza Soares é sinônimo de resistência e reinvenção. As múltiplas facetas apresentadas ao longo de sua majestosa carreira foram o ponto de partida para o musical “Elza”, que estreou em julho de 2018 no Rio de Janeiro e já passou por 15 cidades. Agora, após imenso sucesso popular e a aprovação irrestrita da homenageada, fará nova temporada no Rio de Janeiro, no Teatro Claro Mais, com estreia na semana em que a artista completaria 95 anos se estivesse viva.

De 27 de junho a 20 de julho, Ágata Matos, Janamô, Josy.Anne, Júlia Sanchez, Julia Tizumba, Sara Hana e a atriz convidada Naruna Costa sobem ao palco para celebrar a memória de Elza pela primeira vez depois de sua passagem.

Em cena, as atrizes se dividem para dar vida a Elza Soares em suas mais diversas fases e interpretam outros personagens, como os familiares e amigos da cantora, além de personalidades marcantes, como Ary Barroso (1903–1964), apresentador do programa onde se apresentou pela primeira vez, e Garrincha (1933–1983), que protagonizou com ela um notório relacionamento.

Naruna Costa faz sua estreia nessa temporada do projeto e terá papel de destaque no espetáculo consagrando sua trajetória como atriz, cantora, diretora artística e diretora musical. Naruna é vencedora do Prêmio Shell 2024 na categoria de Melhor Diretora Musical. Ao longo de sua carreira, já foi indicada e ganhou diversos prêmios como o de Melhor Diretora no Prêmio APCA e Aplauso Brasil e Melhor Atriz nos prêmios CPT e APCA e VI FBCI Festival Brasileiro de Cinema Internacional.

Com texto de Vinícius Calderoni e direção de Duda Maia, o espetáculo idealizado por Andréa Alves tem a direção musical de Larissa Luz. Além disso, o maestro Letieres Leite (in memoriam), da Orquestra Rumpilezz, foi o responsável pelos novos arranjos para clássicos do repertório da cantora, tais como Lama, O Meu Guri, A Carne e Se Acaso Você Chegasse.

Ainda que muitos dos conhecidos episódios da vida da homenageada estejam no palco, a estrutura de Elza foge do formato convencional das biografias musicais. Se os personagens podem ser vividos por várias atrizes ao mesmo tempo, a estrutura do texto também não é necessariamente cronológica. Da mesma forma que músicas recentes (A Mulher do Fim do Mundo, a emblemática A Carne e Maria da Vila Matilde) se embaralham aos sucessos das mais de seis décadas de carreira da cantora, como Se Acaso Você Chegasse, Lama, Malandro, Lata D’Água e Cadeira Vazia.

Marcada por uma série de tragédias pessoais – a morte dos filhos e de Garrincha, a violência doméstica e a intolerância –, a jornada de Elza é contada com alegria. “A Elza me disse: ‘sou muito alegre, viva, debochada. Não vai me fazer um musical triste, tem que ter alegria’. Isso foi ótimo, achei importante fazer o espetáculo a partir deste encontro, pois assim me deu base para saber como Elza se via e como ela gostaria de ser retratada”, conta Vinicius Calderoni, que leu e assistiu a infindáveis entrevistas que a cantora deu ao longo da vida e também pesquisou a obra de pensadoras negras, como Angela Davis e Conceição Evaristo, cujos fragmentos de textos aparecem na peça.

O espetáculo foi desenvolvido ao longo de um período em que Elza se encontrava no auge de uma carreira marcada por reviravoltas e renascimentos. Ao lançar seus últimos dois discos, A Mulher do Fim do Mundo (2015) e Deus é Mulher (2018), a cantora não somente ampliou ainda mais seu repertório e sua base de fãs, como conquistou, mais uma vez, a crítica internacional, e se consolidou como uma das principais vozes da mulher negra brasileira.

Vinícius Calderoni, autor do texto, chama a atenção para a coletividade presente em todo o processo de criação da montagem. Após ter escrito as primeiras páginas, ele começou a frequentar os ensaios e estabeleceu um rico intercâmbio com Duda Maia e as sete atrizes. “Hoje poderia dizer que elas são coautoras e colaboradoras do texto. São sete atrizes negras e múltiplas, como a Elza é. Diante da responsabilidade enorme, eu estabeleci limites de fala para mim, por exemplo, em relação a alguns temas. Limitei a minha voz e disse que não escreveria nada, queria os relatos delas e as opiniões. Pedi a colaboração delas, das experiências vividas por uma mulher negra. Do mesmo jeito que a Duda propôs muitas coisas, as atrizes também tiveram este espaço”, conta o dramaturgo.

Tal processo colaborativo se estendeu para a música, com a participação ativa das atrizes e das musicistas nos ensaios com os diretores musicais, e o maestro Letieres Leite, que liderou algumas oficinas com o grupo no período dos ensaios. O processo gerou ainda duas canções inéditas que estão na peça: Ogum, de Pedro Luís, e Rap da Vila Vintém, de Larissa Luz.

Sobre a equipe de criação e produção

A estreia de Elza marca o encontro da dramaturgia de Vinícius Calderoni com a direção de Duda Maia, dois nomes que se destacaram no recente panorama teatral brasileiro. Pela direção de Auê (2016), estrelado pela Cia. Barca dos Corações Partidos, ela conquistou os prêmios Shell, Cesgranrio e Botequim Cultural de Melhor Direção, além dos prêmios APTR e Cesgranrio de Melhor Espetáculo e o Bibi Ferreira de Melhor Musical Nacional. Enquanto isso, Vinicius já ganhou o Prêmio Shell de Melhor Autor por Ãrrã (2015), o APCA por Os Arqueólogos (2016) e coleciona outras indicações e troféus por espetáculos da companhia Empório de Teatro Sortido, que lidera ao lado de Rafael Gomes.

Em paralelo à carreira de escritor, Vinícius é também ator e músico – ele integra a banda 5 a Seco e tem dois discos lançados. A experiência musical foi determinante no processo de criação do texto. Já Duda trouxe todo o seu trabalho corporal para o desenvolvimento da linguagem da encenação.

A sintonia entre Duda e Larissa Luz foi determinada por uma característica fundamental: a escuta e a participação das intérpretes. “Foi um processo de ensaios muito vivo, em que partimos do princípio que a voz não é nossa, é das atrizes. Fizemos este trabalho para elas e a partir de propostas delas. Precisamos olhar para o grupo, para a troca”, conta Duda, ressaltando que tudo só foi possível graças à parceria com a Sarau.

Nos últimos anos, a Sarau foi responsável por montagens tais como Nossa História com Chico Buarque, Azira’i, A Hora da Estrela ou O Canto de Macabéa, Jacksons do Pandeiro, Gonzagão – A Lenda, Ópera do Malandro, Auê e Suassuna – O Auto do Reino do Sol, da Cia. Barca dos Corações Partidos, e Gota D’Água [a seco], dirigida por Rafael Gomes e protagonizada por Laila Garin. Sempre comprometida com a cultura nacional em seus mais variados aspectos, a produtora também assina a direção do Festival TOCA que trouxe a canção brasileira para o centro da discussão, através de shows gratuitos, oficinas e debates.

Ficha Técnica

Elenco: Ágata Matos, Janamô, Josy.Anne, Júlia Sanchez, Julia Tizumba, Sara Hana e a atriz convidada Naruna Costa.

Direção: Duda Maia

Texto: Vinícius Calderoni

Direção Musical: Larissa Luz

Produção Musical e Codireção Musical: Danillo Panda

Arranjos: Letieres Leite

Idealização e Direção de Produção: Andréa Alves

Diretora de projetos: Leila Maria Moreno

Coordenadora de produção: Hannah Jacques

Produtor Executivo: Alex Leandro Assessoria de comunicação: Barata Comunicação e Dobbs Scarpa.

Serviço:

27 de junho a 20 de julho de 2025

Quintas e sextas às 20h

Sábados às 16h e 20h

Domingos às 18h

Ingressos:

Plateia – R$ 180 (inteira) / R$ 90 (meia)

Frisas – R$ 140 (inteira) / R$ 70 (meia)

Camarote – R$ 140 (inteira) / R$ 70 (meia)

Balcão 1 – R$ 100 (inteira) / R$ 50 (meia)

Balcão 2 – R$ 39,60 (inteira) / R$ 19,80 (meia)

Teatro Claro Mais

Rua Siqueira Campos, 143 – 2º Piso – Copacabana, Rio de Janeiro

Vendas: na bilheteria do teatro e no site www.uhuu.com

Classificação etária: 14 anos. Duração: 150 minutos.

Patrocínio: REDE, GENIAL, Prefeitura da cidade do Rio de Janeiro e Secretaria municipal de cultura.

Realização: Sarau Cultura Brasileira, Ministério da Cultura, Governo Federal – União e Reconstrução.

(Com Fabio Dobbs/Dobbs Scarpa)

1º Festival de Inverno, no Museu da Imigração, celebra os 32 anos da instituição com dança, música, gastronomia e experiências de países dos hemisférios norte e sul

São Paulo, por Kleber Patricio

Grupo Volga na 27ª Festa do Imigrante. Créditos: Chris Ceneviva e Victor Herege.

O Museu da Imigração (MI) chega, neste mês de junho, aos seus 32 anos de existência. Para celebrar a data, o museu realiza, no dia 28 de junho, seu 1º Festival de Inverno, com atrações de diferentes países e regiões que têm a cultura marcada pela estação mais fria do ano.

O festival, que terá 8h de duração, traz ao jardim do museu apresentações de dança e música, feira gastronômica das culturas imigrantes, além de experiências e oficinas que conectam o público com as tradições de mais de dez países como Escócia, Áustria, Bolívia, Rússia, Suíça, Itália, Peru, Japão, Lituânia e Hungria.

Entre as atrações do palco estão o Duo Liberat, que trará músicas das tradições andinas, a apresentação de gaitas de fole escocesa da St. Andrew Society of São Paulo Pipes & Drums, além de danças folclóricas austríacas, bolivianas e russas.

A Feira Gastronômica das Culturas Imigrantes, traz receitas tradicionais e bebidas de comunidades de outros países, como Rússia (Varenik, Pelmeni, Blini, Piroshki, Borsh, além da vodka russa e chopp); Suíça e Alemanha (salsichas artesanais, raclette e kartoffelpuffer); Itália (massas frescas e mini pizzas, com opções vegetarianas); opções da culinária árabe, como salsabil matouk, sopa de lentilha e outros pratos típicos árabes); do Peru (empanadas, alfajores e chocoteja) e da Bolívia (pastel andino e bebidas como api morado e blanco).

O público ainda poderá vivenciar oficinas gastronômicas e na área do artesanato como recortes lituanos em formato de cristais de gelo (Karpiniai); origamis; biscoito húngaro e oficina de infusão e degustação de chás.

Serviço:

Aniversário do Museu da Imigração | Festival de Inverno

Datas: 28 de junho

Horário: das 10h às 18h

Entrada gratuita

Ingressos: Retirada exclusiva pessoalmente na bilheteria do Museu. Bilheteria até as 17h. (Evento com capacidade limitada e sujeito à lotação)

Programação de Palco

14h00 Duo Libertat (Músicas tradicionais andinas)

14h40 St. Andrew Society of São Paulo Pipes & Drums (Gaita de fole escocesa)

15h10 Grupo Tirol (Danças folclóricas austríacas)

16h00 Grupo Folclórico Kantuta (Folclore boliviano)

17h00 Grupo Volga (Canto e dança da cultura russa)

Feira Gastronômica das Culturas Imigrantes

Jardim | Das 10h às 18h

Sabores da Rússia – Barraca Russica: Varenik, Pelmeni, Blini, Piroshki, Borsh | Bebidas: Vodka russa e chopp

Gastronomia Suíça e Alemã: Salsichas artesanais, raclette, kartoffelpuffer, eisbein com chucrute

Bravíssimo – Kombi de Massas Italianas: Massas frescas e mini pizzas. Haverá opções vegetarianas

Culinária Árabe – Salsabil Matouk: Sopa de lentilha e pratos típicos árabes

La Canela – Carmen Copaira (Peru): Empanadas, alfajores e chocoteja

Sabores Andinos da Bolívia – Curadoria Munnay

Pastel andino | Bebidas: Api morado e blanco

Japão (a confirmar): Tonkatsu karê e lamen

Experiências e Oficinas

*vagas limitadas e por ordem de chegada

10h30 Oficina de Recortes Lituanos (Karpiniai)

11h30 Oficina | Brincando com Origamis no Inverno

14h00 Oficina de Biscoito Húngaro, com Marlene Laky

16h00 Oficina de Infusão e Degustação de Chás, com Simone Sato

A programação está sujeita a alterações sem aviso prévio.

Museu da Imigração

Rua Visconde de Parnaíba, 1.316 – Mooca – São Paulo/SP

Tel.: (11) 2692-1866

Funcionamento: de terça a sábado, das 9h às 17h; e aos domingos, das 10h às 17h

Acessibilidade no local – Bicicletário na calçada da instituição | Metrô Bresser-Mooca.

(Com Nany Gottardi/Locomotiva Cultural)

Projeto capacita 5 aldeias da terra indígena Haliti-Paresi (MT) para experiências de turismo de base comunitária

Tangará da Serra, MT, por Kleber Patricio

Fotos: Divulgação/Vivalá.

O turismo sustentável e de base comunitária, quando feitos de forma responsável, impactam positivamente as regiões, levando geração de renda e aumentando a preservação ambiental. Para que esse modelo de turismo avance, é importante que os povos indígenas tenham acesso a ferramentas e conhecimentos teóricos e práticos que os façam ter possibilidade de construir operações estruturadas e serem profissionais e que causem o bem estar desejado. Em 16 de junho, o Instituto Samaúma – uma iniciativa sem fins lucrativos da Vivalá – Turismo Sustentável no Brasil –, junto ao parceiro estratégico Instituto Bancorbrás e apoio da Prefeitura de Tangará da Serra (MT), realiza o lançamento do projeto Rumo ao Turismo Regenerativo na Aldeia Katyalarekwa, uma comunidades da Terra Indígena Haliti-Paresi (MT), a cerca de 6 horas de carro da capital Cuiabá.

Ao longo de dez semanas, cerca de 50 pessoas das aldeias do projeto Menanehaliti – nome que o povo Haliti-Paresi escolheu para suas iniciativas de turismo e que, na língua Aruak, significa algo como uma “continuidade sem fim”, um “projeto duradouro” – serão impactadas. As aldeias Katyalarekwa, Serra Dourada, Oreke, Arara Azul e Duas Cachoeira receberão uma formação completa, amplamente testada com mais de 10 mil horas de aplicação e 700 empreendedores comunitários já formados. Além da capacitação de quase três meses, o curso prevê acompanhamento trimestral até fevereiro do próximo ano.

“O turismo em nossas terras é fundamental e necessário para valorizar e preservar a rica cultura e biodiversidade das comunidades. Além de proporcionar o desenvolvimento econômico e sustentável ao mesmo tempo que educa e sensibiliza os visitantes. O objetivo principal é criar uma experiência que seja benéfica tanto para eles quanto para nós, mas garantindo que as atividades turísticas sejam produzidas de maneira responsável e respeitosa. A importância da capacitação é para que possamos saber como divulgar a nossa cultura e o local”, afirma Salomão Nezokemazokai, cacique da aldeia Oreke.

Capacitação busca trazer viajantes de forma sustentável para a região 

Há alguns anos, o povo Haliti-Paresi iniciou seu caminho no turismo sustentável por meio da sua primeira capacitação, realizada pela prefeitura da cidade em conjunto com profissionais do setor. A expectativa do projeto Rumo ao Turismo Regenerativo é complementar essa formação. “O projeto Menanehaliti de Etno e Ecoturismo é fruto de um grande esforço coletivo desenvolvido entre as aldeias indígenas beneficiadas, as gestões públicas estadual e municipal, a empresa de consultoria especializada, o poder legislativo de Mato Grosso e outros parceiros como a Vivalá, maior operadora de turismo de base comunitário e etnoturismo do Brasil. As capacitações promovidas pelo projeto vão garantir o conhecimento técnico necessário para proporcionarem uma autêntica e enriquecedora vivência na sua cultura ancestral, impactando positivamente todas as aldeias com geração de emprego e renda, preservação dos costumes e tradições, conservação dos recursos naturais e fortalecimento do protagonismo indígena em seu território”, afirma Wilson Pereira, turismólogo da Secretaria de Cultura e Turismo de Tangará da Serra.

“Seguimos dedicados na nossa ambição de contribuir com o desenvolvimento do turismo sustentável e de base comunitária (TBC), agora em conjunto com as aldeias indígenas de Tangará da Serra, que se junta às nossas operações junto ao povo Yanomami no Amazonas, Shanenawa no Acre, Kariri Xocó no Alagoas e aos Guarani em São Paulo”, destaca Daniel Cabrera, diretor executivo do Instituto Samaúma e da Vivalá.

Ainda neste ano, estão previstas cerca de cinco expedições comerciais para o novo destino em Tangará da Serra, com previsão de dobrar este número em 2026. Em todos os roteiros, os grupos são acompanhados por guias e facilitadores Vivalá, mas também pelos representantes das comunidades visitadas que são os protagonistas de toda experiência, comandando as hospedagens, alimentação, guiamentos, passeios, oficinas tradicionais e a segurança

Metodologia do projeto é utilizada há dez anos

A metodologia de formação utilizada será da Universidade Vivalá de Negócios, um método que é utilizado há dez anos pela Vivalá junto a moradores de comunidades tradicionais brasileiras. A formação será dividida em módulos semanais, com temas como marketing, finanças, vendas e ações sustentáveis. Ao final, espera-se que os participantes estejam ainda mais preparados para receberem os viajantes e tornar suas experiências com o turismo rentáveis e sustentáveis do ponto de vista ambiental, social e financeiro.

O projeto conta com o investimento do Instituto Bancorbrás, organização que tem um foco claro no desenvolvimento do turismo sustentável e de base comunitária no país, e entende este tipo de atuação como ferramenta de fortalecimento comunitário e da cultura dos povos indígenas da região, além da geração de renda.

“Investir em turismo regenerativo é uma decisão estratégica que reforça o compromisso do Instituto Bancorbrás com iniciativas que geram impacto positivo e duradouro. Ao apoiar o etnoturismo desenvolvido na Terra Indígena Haliti Paresí, unimos dois propósitos: valorizar o conhecimento ancestral e a conexão com a natureza e aplicar nossa experiência em negócios para fortalecer uma atividade economicamente sustentável. A parceria com o Instituto Samaúma representa uma oportunidade concreta de contribuir com o desenvolvimento de uma cadeia de turismo mais responsável, conectando a Operadora Bancorbrás e o trade turístico da região de Tangará da Serra-MT”, destaca Claudio Roberto, diretor geral de negócios do Grupo Bancorbrás e diretor executivo do Instituto Bancorbrás.

Sobre a Vivalá

A Vivalá atua no desenvolvimento do Turismo Sustentável no Brasil, promovendo experiências que buscam ressignificar a relação que as pessoas têm com o Brasil, sua biodiversidade e comunidades tradicionais. Atualmente, a Vivalá atua em 28 unidades de conservação do país, contemplando os biomas da Amazônia, Mata Atlântica, Cerrado, Pantanal e Caatinga, e trabalha em conjunto com mais de 1.584 famílias envolvidas na operação.

Com 16 prêmios e reconhecimentos nacionais e internacionais, a Vivalá tem a confiança da Organização Mundial do Turismo, ONU Meio Ambiente, Braztoa, Embratur, Aberta, Fundação do Grupo Boticário, Yunus & Youth, além de ter uma operação 100% carbono neutro e ser uma empresa B certificada, tendo a maior nota no turismo do Brasil e a 7ª maior em todo o setor de turismo no mundo. Até o final de 2024, a Vivalá já embarcou mais de 5 mil viajantes, além de ter injetado mais de R$ 7 milhões em economias locais através da compra de serviços de base comunitária e consumo direto dos viajantes. Para mais informações, acesse https://www.vivala.com.br/.

Sobre o Instituto Samaúma

Criado pela Vivalá – Turismo Sustentável no Brasil em 2023, o Instituto Samaúma promove soluções para um Brasil mais justo, sustentável e inclusivo por meio da educação ambiental, inclusão produtiva e estudos e diagnósticos socioambientais. Ao longo de seus primeiros anos, o Instituto já atua em conjunto com o Ministério do Planejamento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Organização das Nações Unidas (PNUD/ONU), Instituto Bancorbrás, Universidade da Carolina do Norte, entre tantos outros clientes e parceiros. Saiba mais em https://vivala.com.br/instituto-samauma.

(Com Sabrina Fernandes/DePropósito Comunicação de Causas)