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Lazer & Gastronomia

São Paulo, SP

Quatro viagens no tempo, um só lugar: o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual

por Kleber Patrício

Devido ao sucesso das três expedições em realidade virtual iniciadas em setembro de 2025, o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual anuncia a prorrogação de suas atividades. Além da extensão do prazo, o centro cultural traz uma novidade de peso: a exibição simultânea de quatro roteiros distintos que transportam os visitantes por bilhões de anos de […]

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Artestil abre “Desvazio”, mostra de Désirée Sessegolo

São Paulo, por Kleber Patricio

Reconhecida internacionalmente por sua abordagem poética e experimental ao vidro, Désirée apresenta obras que parecem conter o silêncio, ou o instante anterior ao sopro. Fotos: Divulgação.

Neste sábado, 14 de junho, a Artestil Galeria de Arte recebe a exposição “Desvazio”, da artista e designer curitibana Désirée Sessegolo. Reconhecida internacionalmente por sua abordagem poética e experimental ao vidro, Désirée apresenta obras que parecem conter o silêncio, ou o instante anterior ao sopro.

Na série que dá nome à mostra, o vidro parece ser um gesto suspenso, é o tempo tornado forma. A técnica desenvolvida pela própria artista, chamada “Vidro Celular”, transforma partículas fundidas em uma espécie de caramelo incandescente que se move, flui e se acomoda, esculpido por suas próprias leis físicas. Nesse processo, a artista não busca dominar o material, mas escutá-lo, permitindo que os vazios e texturas surjam espontaneamente, como se brotassem do invisível.

“É um trabalho de escuta e confiança”, explica Désirée. “Cada peça carrega dentro de si uma pausa, como se fosse algo entre o gesto e o silêncio. O vidro se move até encontrar seu próprio repouso”, diz.

A artista, que começou sua trajetória em 2008 nas oficinas do Museu Alfredo Andersen, já expôs em mais de 50 mostras ao redor do mundo, incluindo passagens pela Argentina, Colômbia, Costa Rica, Itália, Bulgária e Reino Unido. Sua obra já esteve em importantes mostras como a Bienal da Bulgária e de Veneza, onde expôs na Venice Glass Week e no Museo del Vidrio de Bogotá.

Desvazio é uma continuação natural de uma pesquisa que transcende a técnica. Cada escultura é um campo de silêncio, onde o sopro, o calor e a gravidade compõem a instalação. As formas orgânicas e suspensas refletem a própria natureza.

Além de sua relevância artística, Désirée Sessegolo se destaca por seu compromisso com a sustentabilidade e o uso consciente dos materiais, temas que atravessam sua trajetória com delicadeza e responsabilidade. A artista foi homenageada na campanha Bicho do Paraná, promovida pela RPC e Rede Globo, como uma das vozes mais singulares da arte paranaense contemporânea.

Serviço:

Exposição Desvazio – Désirée Sessegolo

Artestil Galeria de Arte – Alameda Dr. Carlos de Carvalho, 1663

Abertura: Sábado, 14 de junho de 2025

Horário: 11h às 13h30

Período expositivo: 14 de junho a 30 de julho

De segunda a sexta-feira, das 9h30 às 18h30, e aos sábados, das 9h30 às 13h30.

(Com Emelin Leszc/Isabela França Comunicação)

Referência para jovens estudantes de música de concerto do Brasil e do mundo, Festival de Campos do Jordão chega à 55ª edição em 2025

Campos do Jordão, por Kleber Patricio

Orquestra do Festival com maestro Marcelo Lehninger na 54ª edição do evento, em julho/2024. Foto: Íris Zanetti.

Criado em 1970 e reconhecido como o maior e mais tradicional evento de música clássica da América Latina, o Festival de Inverno de Campos do Jordão chega à sua 55ª edição em 2025. A programação artística acontece de 5 de julho a 3 de agosto e estará distribuída entre quatro palcos em Campos do Jordão e quatro na capital paulista, com eventos na Sala São Paulo e no Instituto Mackenzie. O Festival de Campos do Jordão é uma realização do Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, da Fundação Osesp, do Ministério da Cultura e do Governo Federal, via Lei Federal de Incentivo à Cultura – Lei Rouanet.

Serão 76 apresentações neste ano, entre música e dança, todas elas com entrada gratuita e programadas em quatro locais da cidade da Serra da Mantiqueira: o tradicional Auditório Claudio Santoro (apresentações de sexta a domingo); o popular Parque Capivari (todo sábado e domingo, e também no dia 9/jul); a impactante Capela São Pedro Apóstolo, localizada no Palácio Boa Vista (sábados e domingos, e também em 31/jul); e o histórico Espaço Cultural Dr. Além, que volta a integrar a programação do Festival depois de seis anos, com agenda distribuída nos dias de semana.

A capital paulista também terá um calendário de performances diverso: na Sala São Paulo, elas acontecem aos sábados e domingos na Sala de Concertos; nos dias 8, 9 e 11/jul na Sala do Coro; e estão distribuídas ao longo de todo o evento na nova Estação Motiva Cultural. Repetiremos nesta edição a parceria iniciada em 2024 com o Instituto Mackenzie, que receberá três recitais de professores e bolsistas, entre os dias 23 e 25/jul, dentro da programação da 18ª International Conference on Music Perception and Cognition (ICMPC) – que pela primeira vez será organizada em um país do Sul Global.

Considerado a “espinha dorsal” do Festival, seu Módulo Pedagógico oferece nesta edição 141 bolsas de estudo a jovens músicos: são 123 bolsas para instrumentistas, seis para regentes, seis para piano e seis para violão. Durante um mês, os alunos terão atividades de Orquestra, Música de Câmara (Instrumento), Núcleo de Música Antiga (dividido em Grupo Instrumental e Madrigal), Camerata, Regência, Piano e Violão, além de integrarem a Orquestra do Festival, a Orquestra Bach do Festival (de Música Antiga) e a Camerata do Festival, com diversos concertos agendados em Campos do Jordão e em São Paulo. “O conceito pedagógico do Festival cresce ano após ano, já que os professores convidados não participam ‘apenas’ dando aulas. Buscamos o aprendizado lado a lado, no qual estes músicos-professores, do Brasil e de fora, chegam preparados não somente para ensinar mas também para tocar junto de nossos bolsistas, e, dessa maneira, intensificar o aprendizado de cada um”, explica o coordenador artístico-pedagógico do evento, Fabio Zanon.

DESTAQUES DA PROGRAMAÇÃO

Destacam-se, na Programação Artística em Campos do Jordão, a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo – Osesp com o maestro alemão Marc Albrecht, interpretando a Sinfonia doméstica, de Strauss, no concerto de abertura (5/jul); o Coro da Osesp na companhia de seu novo regente residente, Kaique Stumpf (11/jul); e apresentações de quatro grupos sinfônicos de fora do Estado de São Paulo: a Orquestra Filarmônica de Goiás, com o regente Neil Thomson no pódio e a pianista Sonia Rubinsky como convidada (19/jul); a Orquestra Sinfônica de Pernambuco, tendo à frente o maestro Nilson Galvão Jr. (20/jul); a Orquestra Sinfônica do Paraná, com Roberto Tibiriçá na batuta e peças de Wagner e Tchaikovsky no programa (26/jul); e a Orquestra Filarmônica Catarinense, regida por Roberto Minczuk e com Pablo Rossi no piano solo (1/ago). Receberemos novamente grupos parceiros como a Orquestra Jovem do Estado – Ojesp com seu regente titular, Cláudio Cruz, interpretando a Sinfonia nº 3 de Rachmaninov (06/jul); a Sinfônica Municipal de Santos dirigida por Luís Gustavo Petri (6/jul); a Orquestra Sinfônica da USP – Osusp com Tobias Volkmann no pódio e o talentoso violinista Guido Sant’Anna como convidado (11/jul); a Orquestra Experimental de Repertório – OER conduzida por Wagner Polistchuk (20/jul) e com o flautista João Vitor Mendes; e a Sinfônica Municipal de Campinas com Carlos Prazeres à frente e, novamente, o violinista Guido Sant’Anna como solista (27/jul).

Na agenda dedicada à música de câmara, receberemos uma atração internacional: os norte-americanos do Quarteto Ulysses, que apresentam obras para este formato escritas por Beethoven e Mendelssohn-Bartholdy, além de uma seleção de músicas folclóricas dinamarquesas (18/jul); e diversas formações brasileiras, como o Quinteto Villa-Lobos (9/jul), o Quarteto Zahir (12/jul), o Quarteto Camargo Guarnieri (13/jul), a Camerata Grecco (26/jul) e o Brazilian Winds Ensemble (2/ago).

Uma das novidades desta edição do Festival de Inverno são os espetáculos da Jornada Paulista de Dança que poderão ser apreciados no palco da Estação Motiva Cultural, localizada ao lado da Sala São Paulo. Ao longo de uma semana, os grupos e companhias paulistas que participam da Jornada vivenciarão atividades intensivas em dança e artes do corpo que culminarão em três apresentações abertas ao público, nos dias 10, 11 e 12/jul, sempre às 19h.

A agenda artística completa pode ser acessada no site oficial do Festival de Campos do Jordão.

MÓDULO PEDAGÓGICO

O Festival receberá, ao todo, 141 alunos e 82 professores. Novamente, os bolsistas terão duas semanas de prática orquestral e duas semanas de música de câmara, música antiga e camerata, totalizando aproximadamente 1.200 horas-aula. Entre os maestros convidados, dois são brasileiros: Luis Otávio Santos (que estará com a Orquestra Bach do Festival em repertório dedicado a Vivaldi, Leclair e Bach) e Claudia Feres (regendo a Camerata do Festival em programa com Mozart e Chopin). E três deles são de fora do Brasil: a francesa Stéphanie-Marie Degand (dirigindo a Camerata do Festival em obras de Grétry e Schubert, dia 19/jul) e, à frente da Orquestra do Festival, o russo Mikhail Agrest (26/jul) e o espanhol Josep Caballé Domenech (3/ago).

Com a Orquestra do Festival, os bolsistas farão um programa que inclui o emocionante Concerto para piano, de Ravel (26/jul); e repertório com a participação do violoncelista solista Kim Bak Dinitzen, a ser anunciado (2/ago). Já os alunos de regência farão um concerto no Parque Capivari à frente da GRU Sinfônica (2/ago). A agenda programada para a Sala São Paulo terá, entre outras, apresentações da Orquestra Bach do Festival (12/jul); da Filarmônica de Goiás (20/jul); da Camerata do Festival (21/jul); da Sinfônica do Paraná (26/jul); e da Orquestra do Festival (27/jul e 3/ago) – três concertos do Festival na Sala São Paulo serão transmitidos ao vivo no canal do evento no YouTube, em datas a serem divulgadas.

Como também é tradição, ao final do evento haverá a entrega do Prêmio Eleazar de Carvalho, cujo nome homenageia o maestro criador do Festival de Campos do Jordão e celebra o músico-bolsista de maior destaque do evento. Outra novidade nesta edição é o Prêmio Anna Laura de Música Antiga – PALMA, uma correalização da Associação Anna Laura, da Fundação Osesp e do Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas. Esta premiação busca reconhecer e promover performances de jovens músicos brasileiros dedicados ao repertório que compreende o período que vai da Idade Média até meados do século XVIII, usando técnicas de execução e convenções estilísticas historicamente informadas. Após a avaliação de uma comissão julgadora, os três primeiros colocados inscritos no PALMA serão premiados com valores entre R$ 3.000 e R$ 10.000, e terão a oportunidade de realizar um recital, cada, nesta edição do Festival (todos serão no dia 20/jul).

“Costumo dizer que considero a Orquestra do Festival de Campos do Jordão a sua principal atração, já que ela é a aposta que estamos fazendo no futuro, por meio da formação e do aperfeiçoamento dos jovens músicos. O núcleo educativo é o cerne deste evento, e, quando colocamos todos esses músicos juntos, de diversas partes do Brasil e também do exterior, para formar uma orquestra sem que nunca antes tenham tocado juntos, já temos aí um dos melhores grupos sinfônicos em atividade no país, antes de tocarem uma só nota”, completa Fabio Zanon.

“A Fundação Osesp tem realizado este grande Festival desde 2012, mas a Osesp tem uma ligação histórica com esse programa de formação de tanto sucesso no Brasil, já que a maior parte dos músicos brasileiros da Osesp foi bolsista, e o Auditório Cláudio Santoro, em Campos do Jordão, foi a casa da Orquestra por décadas durante o inverno”, diz o diretor executivo da Fundação Osesp, Marcelo Lopes. “O Festival movimenta a economia na região da Serra da Mantiqueira, leva ao público uma programação diversa, gratuita e de altíssima qualidade. Ao longo de mais de cinquenta anos, vem enriquecendo enormemente o cenário brasileiro da música clássica, além de promover oportunidades de intercâmbio de nível internacional entre alunos e professores”, finaliza.

PRÊMIOS E BOLSAS

O Prêmio Eleazar de Carvalho contemplará o/a bolsista que mais se destacar nessa edição, concedendo a ele/a uma bolsa de US$ 1.400 mil (um mil e quatrocentos dólares) mensais para estudar por um período de até nove meses em uma instituição estrangeira de sua escolha, além de ter cobertas as despesas de traslado entre o Brasil e o exterior. A Fundação Osesp poderá, ainda, premiar outros bolsistas que se destacarem durante as atividades do Festival com bolsas na Academia de Música da Osesp.

ACESSIBILIDADE

A programação do 55º Festival de Inverno de Campos do Jordão oferecerá seis concertos com recursos de acessibilidade: audiodescrição (todos os concertos) e interpretação em Libras (apresentação de 6/jul no Auditório Claudio Santoro), realizadas sob demanda do público, pela empresa parceira Ver com Palavras. Nestas apresentações, é necessário confirmar presença até três dias antes do evento, pelo e-mail: contato@vercompalavras.com.br.

SOBRE O FESTIVAL DE INVERNO DE CAMPOS DO JORDÃO

Criado em 1970 pelos maestros Eleazar de Carvalho, Camargo Guarnieri e Souza Lima, o Festival de Campos do Jordão combina, com excelência, uma programação de música de concerto a um trabalho pedagógico amplo e qualificado. Ao longo de suas 54 edições, o evento se consolidou como o maior e mais importante festival de música clássica da América Latina, oferecendo aos bolsistas a vivência com importantes nomes da música nacional e internacional e, paralelamente, uma programação cultural de qualidade, que beneficia não somente a cidade de Campos do Jordão (SP) como todo o seu entorno, ampliando as oportunidades de acesso à música erudita.

REALIZAÇÃO

A 55ª edição do Festival de Inverno de Campos do Jordão tem o patrocínio de Sabesp, Itaú, Yelum Seguradora e Toyota, e apoio de UNISA, Minalba e CAS Tecnologia, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura e da Lei Paulo Gustavo. Parceiro de Mídia: Folha de S.Paulo. Apoio institucional: Emesp Tom Jobim e Prefeitura Municipal de Campos do Jordão. Realização: Fundação Osesp, Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, Ministério da Cultura e Governo Federal – União e Reconstrução. O evento tem direção geral de Marcelo Lopes, coordenação artístico-pedagógica de Fabio Zanon, direção pedagógica de Rogério Zaghi e coordenação de planejamento artístico de Gabriela de Souza. A coordenação de produção executiva e técnica é de Alessandra Cimino.

SERVIÇO:

55º Festival de Inverno de Campos do Jordão

Data: 5 de julho a 3 de agosto de 2025

Ingressos: entrada gratuita.

Auditório Claudio Santoro, Sala São Paulo, Sala do Coro e Estação Motiva Cultural: ingressos neste link cinco dias antes de cada apresentação, ao meio-dia (limitada a quatro por pessoa). Observação: há uma cota de 100 ingressos para serem retirados no dia de cada apresentação na Sala São Paulo e no Auditório Claudio Santoro, e de 50 ingressos na Estação Motiva Cultural. Eles estarão disponíveis 1h antes dos concertos.

Capela São Pedro Apóstolo e Espaço Cultural Dr. Além: distribuição de ingressos presencial, 1h antes, na entrada dos locais (limitada a dois por pessoa).

Parque Capivari: entrada livre.

LOCAIS (Campos do Jordão e São Paulo):

Auditório Claudio Santoro – Av. Dr. Luís Arrobas Martins, 1.880, Alto da Boa Vista, Campos do Jordão, SP. Tel. (12) 3662-2334. 814 lugares. Gratuito. Horário de funcionamento: somente em dias de concerto, a partir de 2h30 antes do início das apresentações. Concerto acessível – recursos de acessibilidade: audiodescrição e interpretação em Libras no dia 6/jul; e audiodescrição no dia 12/jul. É necessário confirmar presença até três dias antes do evento pelo e-mail contato@vercompalavras.com.br.

Parque Capivari – R. Eng. Diogo José de Carvalho, 1.291, Capivari, Campos do Jordão, SP. Gratuito (entrada livre, sem necessidade de retirada de ingressos). Horário de funcionamento: diariamente, das 9h às 20h.

Espaço Cultural Dr. Além – Avenida Dr. Januário Miraglia, 1.582, Abernéssia, Campos do Jordão, SP. Tel. (12) 3664-2300. 186 lugares. Gratuito. Horário de funcionamento: de segunda a sexta, das 8h às 17h30.

Palácio Boa Vista – Capela São Pedro Apóstolo – Av. Adhemar Pereira de Barros, 3.001, Jardim Dirce, Campos do Jordão, SP. 90 lugares. Gratuito. Horário de funcionamento: de quarta a domingo, das 10h às 12h e das 14h às 17h.

Sala São Paulo – Sala de Concertos – Praça Júlio Prestes, 16, Térreo, Campos Elíseos, São Paulo, SP. Tel. (11) 3367-9500. 1.388 lugares. Gratuito. Horário de funcionamento: de segunda a sexta, das 9h às 18h. Concerto acessível – recurso de acessibilidade: audiodescrição nos dias 27/jul e 3/ago. É necessário confirmar presença até três dias antes do evento pelo e-mail: contato@vercompalavras.com.br.

Sala São Paulo – Sala do Coro – Praça Júlio Prestes, 16, 2º andar, Campos Elíseos, São Paulo, SP. Tel. (11) 3367-9500. 150 lugares. Gratuito. Horário de funcionamento: de segunda a sexta, das 9h às 18h.

Estação Motiva Cultural – Praça Júlio Prestes, 16, Térreo, Campos Elíseos, São Paulo, SP. Tel. (11) 3367-9500. 543 lugares. Gratuito. Horário de funcionamento: de segunda a sexta, das 9h às 18h. Concerto acessível – recurso de acessibilidade: audiodescrição nos dias 13 e 18/jul. É necessário confirmar presença até três dias antes do evento pelo e-mail: contato@vercompalavras.com.br.

Instituto Mackenzie – Auditório Escola Americana – Rua Piauí, 130, Higienópolis, São Paulo, SP. Tel. (11) 2114-8000. 250 lugares. Gratuito.

Mais informações e conteúdos:

Site oficial | YouTube oficial | Instagram oficial | Facebook oficial.

(Com Fabio Rigobelo/Fundação Osesp)

R$ 27 milhões vindos de concessões florestais federais chegam a estados e municípios da Amazônia

Amazônia, por Kleber Patricio

Fotos: Divulgação/Imaflora.

O Serviço Florestal Brasileiro (SFB) repassou R$ 27 milhões advindos de pagamentos originados por concessões federais em Florestas Nacionais (Flona) aos estados de Pará e Rondônia, além de cinco municípios onde se localizam as florestas concessionadas às quais os pagamentos se referem. O valor engloba a arrecadação resultante da produção dessas concessões em 2024 e a um saldo de repasses anteriores que não havia ainda sido mobilizado.

Os governos estaduais receberam a maior fatia (R$ 16.271.292,30), mas será nos municípios que o impacto desse dinheiro produzirá efeitos mais sensíveis – serão R$ 10.753.382,30 aterrissando em algumas das comunidades mais desassistidas da Amazônia, como é o caso do município de Melgaço, ocupante do triste posto de pior IDH do Brasil. Faro, Itaituba, Oriximiná e Terra Santa são os outros beneficiados.

“Esse é o maior valor já transferido para localidades que abrigam concessões florestais federais e merece ser comemorado”, afirma Leonardo Sobral, diretor Florestal do Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora). Ele explica que os repasses dão visibilidade ao retorno econômico das concessões, aumentando a compreensão da população sobre o manejo sustentável feito pelas concessionárias. “Eles também contribuem para pôr de pé investimentos em projetos, atividades e recursos voltados à gestão e ao uso sustentável dos recursos florestais”, completa.

Os repasses são benefícios diretos e que se somam a outros ganhos trazidos pela atividade, como lembra Renato Rosenberg, diretor de Concessões Florestais do Serviço Florestal Brasileiro (SFB), destacando que as concessões costumam ocupar regiões fronteiriças do desmatamento. “São locais vulneráveis a crimes ambientais e fundiários, que ficam inibidos pela presença de pessoas vinculadas às concessões dentro das Unidades de Conservação. E a colheita florestal acontece de forma controlada e monitorada, desdobrando-se em recursos, empregos, renda, oportunidades sociais e formalização da economia”, afirma Rosenberg.

Ele explica ainda que, no ano passado, intensificaram-se os esforços para aumentar o número de concessões e melhorar o fluxo dos recursos destinados aos estados e municípios. O objetivo era apresentar os valores disponíveis e auxiliar na escolha de projetos aderentes aos requisitos para acessá-los. “O processo, aliado a um ajuste orçamentário, criou um caminho para que os repasses passem a ser acessados com maior regularidade daqui para a frente”, diz Rosenberg.

Dinheiro com destino certo

O contrato de uma concessão florestal dura cerca de 40 anos e é pautado pela execução de um Plano de Manejo Florestal Sustentável, que estabelece as atividades e estima a produção anual de madeira. A produtividade da colheita, no entanto, varia de um ano para outro por múltiplos fatores e cabe ao SFB monitorar a execução das atividades e a produção efetiva. O concessionário, por sua vez, paga um valor mínimo anual estabelecido em contrato, destinado ao SFB. Superada a produção correspondente a essa arrecadação fixa, o excedente arrecadado é dividido nas seguintes proporções: 40% ao Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio), 20% aos estados de origem das concessões, 20% aos municípios envolvidos e 20% ao Fundo Nacional de Desenvolvimento Florestal.

A repartição, destinação e modo de acesso ao recurso são regulamentados por dois dispositivos legais – a Lei de Gestão de Florestas Públicas (11.284/2006) e a Portaria MAPA 506/2022, que estabelecem condições e procedimentos para os repasses. Estados e municípios precisam apresentar um plano com os projetos ou atividades a serem realizados. Esses planos devem ser aprovados por conselhos de Meio Ambiente, nos quais se prevê participação popular. Outra exigência é que estejam ligados ao uso sustentável dos recursos florestais – ou seja, com iniciativas que favoreçam a manutenção da floresta em pé. “Em campo, notamos grande dificuldade dos envolvidos para diferenciar entre projetos ambientais diversos e aqueles com incidência sobre a floresta. Tanto que um dos planos para 2025 é criar um guia permanente para orientar conselheiros e gestores municipais”, conta Sobral.

Investimentos que mudam realidades 

Alguns dos projetos alavancados pelos repasses feitos em 2025 impactam diretamente a população e sua relação com a floresta. Em Faro, por exemplo, há previsão de construção de uma miniusina para processamento de castanha-da-Amazônia e promoção de oficinas sobre boas práticas de manejo.

Em Terra Santa, os repasses oriundos das concessões já permitiram a construção da sede própria da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, equipada com infraestrutura adequada — algo ainda raro entre secretarias do tipo na região. Além disso, a aquisição de um veículo em 2019 tornou possível ampliar o alcance das ações técnicas e de fiscalização nas áreas rurais. Segundo a secretária de Meio Ambiente e Mineração, Samária L.C. Silva, os impactos mais visíveis se darão diretamente nas comunidades. Com mais de R$ 800 mil em caixa para novos projetos, a prefeitura já destinou parte do valor à construção de uma casa de apoio ao projeto Pé-de-Pincha, de conservação de quelônios, e lançou a primeira chamada pública voltada à seleção de propostas de associações comunitárias. Os recursos estão financiando viveiros florestais, hortas comunitárias, sistemas agroflorestais e meliponicultura. “São projetos que aliam conservação da floresta com geração de renda e segurança alimentar, além de fortalecerem a autonomia das associações”, afirma a secretária. Há até um projeto de construção de uma casa de apoio à ciência para promoção de pesquisa, educação ambiental e inclusão socioambiental das comunidades.

Já o município de Melgaço irá investir em oficinas de capacitação para regularização ambiental de pequenas propriedades rurais, no apoio à obtenção de licença para serrarias de pequeno porte e na reforma de um viveiro florestal para plantio de mudas de açaí e cupuaçu a serem distribuídas a famílias da zona rural, promovendo alternativas econômicas sustentáveis e conectadas à realidade local. O engenheiro sanitarista e ambiental Juesley B.P. Viegas, da Secretaria de Meio Ambiente do município, destaca que o apoio financeiro possibilitou ainda ações como oficinas sobre manejo e educação ambiental e recuperação de um bosque municipal. “O próximo passo será ampliar o alcance dessas medidas. Nosso território é extenso e o deslocamento até as comunidades exige estrutura adequada. Com esses recursos, poderemos adquirir equipamentos, embarcações e combustível, o que viabiliza a presença do poder público onde ela é mais necessária”, afirma Viegas.

Essas são apenas algumas das maneiras pelas quais os recursos das concessões retornam para as comunidades do entorno, viabilizando iniciativas que, de outra forma, não teriam investimento para se concretizar. É a floresta fazendo diferença na vida daqueles que com ela convivem e podem, a partir dessas experiências concretas, aumentar a percepção de que a floresta em pé também tem valor.

(Fonte: Imaflora)

Casarão Brasil celebra Mês do Orgulho LGBTQIA+ com arte e história de Safira Bengell

São Paulo, por Kleber Patricio

Capa do livro.

Como parte da programação do Mês do Orgulho LGBTQIA+, o Casarão Brasil – Associação LGBTI lança no dia 18 de junho, quarta-feira, às 17h, na sede da instituição, o livro “A Arte de Viver”, biografia da comendadora Safira Bengell, atriz transformista, produtora cultural, diretora artística e escritora, reconhecida como a “Dama da Diversidade Cultural Brasileira”. A obra é assinada pelo jornalista Enéas Barros. O evento contará com um coquetel de lançamento, com vagas limitadas e reservas exclusivamente pelo e-mail contato@casaraobrasil.org.br.

De acordo com Rogério de Oliveira, presidente da OSC Casarão Brasil, o lançamento da obra no Mês do Orgulho é mais do que um ato simbólico, mas uma maneira de destacar a relevância dessa mobilização. “O dia a dia dessa população esconde muita luta, sangue, lágrimas e a força de pessoas que batalham para viverem livremente em uma sociedade, muitas vezes, cruel. Esse é um tema importantíssimo até mesmo para quem não faz parte do movimento, mas busca viver em um mundo mais igualitário e com reais oportunidades para todos, e o lançamento da obra ‘A Arte de Viver’, no Casarão Brasil, enfatiza essa importância”, comenta.

O livro revela os bastidores da trajetória de uma artista que enfrentou desafios para conquistar um lugar de destaque no showbiz nacional e internacional, atuando como protagonista e diretora em espetáculos marcantes, ao lado de grandes nomes do teatro, cinema e televisão. “Esse lançamento no Casarão Brasil significa coroar uma trajetória, é o grande reconhecimento, é o casamento que já dura algumas décadas, porque eu, desde o início da criação do Casarão Brasil, fui acolhida, a gente tem uma relação bem diplomática, fui reconhecida desde o início e, lançar a biografia em São Paulo, é importantíssimo”, comenta Safira.

O presidente da OSC Casarão Brasil, Rogerio de Oliveira. Foto: Ricardo Durand.

Ao longo do livro, a artista transmite uma mensagem subliminar sobre a verdadeira arte de viver, marcada pelo enfrentamento ao preconceito, às humilhações, à busca por vantagens a qualquer preço, à discriminação e à falta de empatia. Ela compartilha que a biografia veio por acaso durante a pandemia, mas o material foi arquivado indiretamente desde quando veio ao Rio de Janeiro em plena ditadura militar nos anos 70. “Eu me comunicava em cartas com a minha família. A minha trajetória é de luta, porque sou uma ativista cultural nata”, ressalta. “Eu construí uma marca, um produto, e divido a artista do CPF e respeito às pessoas. A estrela é o público que vai me prestigiar nos eventos e deve ser assim”, finaliza Safira.

Da renda obtida com a venda dos exemplares, 10% serão revertidos para as ações promovidas pelo Casarão Brasil. O evento conta com o apoio do Fundo Positivo. “Acreditamos que a arte, a cultura e a educação podem mudar a vida das pessoas LGBTQIA+”, afirma Marina Reidel, coordenadora LGBTQIA+ do Fundo Positivo.

Serviço:

Lançamento da biografia da atriz transformista Safira Bengell “A Arte de Viver”

Data: 18 de junho, quarta-feira

Horário: 17h

Local: Rua Coronel Xavier de Toledo, 210, Conjunto 111 – República, São Paulo

Reservas exclusivamente pelo e-mail: contato@casaraobrasil.org.br

Sobre Rogério de Oliveira

Rogério de Oliveira é presidente da OSC Casarão Brasil.

Sobre o Casarão Brasil

O Casarão Brasil é uma organização social sem fins lucrativos, fundada em 2008, dedicada à promoção da cidadania e inclusão da população LGBTI. A entidade oferece serviços de assistência social, saúde, educação e fortalecimento da autoestima, além de atuar em defesa dos direitos humanos, empregabilidade e acolhimento.

(Com Lucas Machado)

Livro destaca culinária caiçara com receitas da Baixada Santista sob mentoria do chef Dário Costa

São Paulo, por Kleber Patricio

Capa do livro. Fotos: Divulgação.

A Edge, empresa do grupo Cosan, acaba de lançar o livro “Culinária Caiçara – Histórias e Receitas da Baixada Santista”. A obra tem como protagonistas os sabores e as histórias das cozinheiras e cozinheiros das comunidades pesqueiras da região, com pratos inspirados nos pescados mais capturados no estuário de Santos e São Vicente. A iniciativa contou com a participação do chef Dário Costa (restaurante Madê), reconhecido pela sua atuação na gastronomia caiçara da região. A edição está disponível gratuitamente em versão digital. O livro é resultado do projeto Culinária Caiçara da Baixada Santista, idealizado no âmbito do Programa de Apoio à Pesca executado pela Edge em parceria com a Tetra Mais Consultoria Econômica e Ambiental.

A edição destaca os pescados mais capturados e comercializados – caranguejo-uçá, corvina, parati, camarão-branco, tainha, siri, marisco-do-mangue e robalo-flecha –, além dos saberes tradicionais relacionados ao beneficiamento dos pescados e os costumes alimentares locais.

Moqueca de peixe com pirão.

Após a compilação das receitas, cozinheiras e cozinheiros envolvidos na obra reproduziram os pratos na cozinha profissional do restaurante Madê, em parceria com o chef Dário Costa.

Os pescados apresentados no livro e utilizados nas receitas das cozinheiras e cozinheiros participantes compõem aqueles mais desembarcados nas comunidades, em função das características de pesca de cada lugar, petrechos utilizados e pesqueiros comumente frequentados por eles.

Os nomes de 11 cozinheiras e cozinheiros que protagonizam a obra são residentes nas comunidades pesqueiras artesanais trabalhadas pelo Subprograma de Monitoramento da Pesca Artesanal – parte do Programa de Apoio à Pesca do TRSP: Ilha Diana e Monte Cabrão (Santos), Sítio Conceiçãozinha (Guarujá), Vila dos Pescadores (Cubatão) e Rua Japão (São Vicente).

Lambe-lambe.

Foram nomes indicados pelas comunidades como pessoas de grande conhecimento da culinária caiçara. Isso fica evidente não só pelas habilidades e receitas compartilhadas, mas pela direta relação com a pesca artesanal. Quem conhece de perto o trabalho da pesca, conhece muito dos pescados e suas formas de preparo e consumo.

AS RECEITAS E AS COZINHEIRAS E COZINHEIROS

São 14 receitas de 11 cozinheiras e cozinheiros – Patricia dos Santos (48 anos), Zaira Santiago de Moura (62 anos), Jorge Alves Ferreira (47 anos), Creusa Batista (70 anos), Tatiane Batista Rocha (37 anos), Josevânia Oliveira Freire (41 anos), Márcia Thereza Nobre da Silva Alves Barreto (64 anos), Claudia Castro da Silva (57 anos), Elenilza Barbosa dos Santos (51 anos), Izabel da Silva Santos (48 anos) e Rosa Maria dos Santos (52 anos). Confira a seleção:

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Filé de Parati ao Molho de Camarão | Azul Marinho com Purê de Banana Verde | Vinagrete de Marisco | Marisco ao Leite de Coco | Lambe-lambe | Marisco no Paletó | Camarão na Moranga | Tainha Recheada | Peixe à Escabeche | Peixe com Banana Verde | Carne Seca com Banana Verde | Peixe Empanado com Molho de Camarão | Moqueca de Peixe com Pirão | Caranguejo com Caldo acompanhado de Farofa de Cuscuz.

O PROJETO SOCIAL

O Projeto Culinária Caiçara da Baixada Santista foi idealizado a partir das observações, estudos, vivências e análises dos programas ambientais executados pela Edge e Tetra Mais desde a fase de implantação do Terminal de Regaseificação de São Paulo (TRSP).

O livro se relaciona ao Programa de Apoio à Pesca e seus subprogramas – Subprograma de Monitoramento da Pesca Artesanal e Subprograma de Apoio aos Pescadores Artesanais ,que tem como público focal os pescadores artesanais atuantes no Sistema Estuarino de Santos e São Vicente, junto com as entidades representativas (colônias e associações) e comunidades pesqueiras que têm interface com a localização e operação do TRSP e que estão situados no entorno do empreendimento nos municípios de Santos, Cubatão, Guarujá e São Vicente.

Parati.

O projeto se estruturou na atividade da pesca artesanal realizada no Sistema Estuarino de Santos e São Vicente (SP). O foco estava nas comunidades pesqueiras da Ilha Diana e Monte Cabrão (Santos), Sítio Conceiçãozinha (Guarujá), Vila dos Pescadores (Cubatão) e os pescadores da Rua Japão (São Vicente).

Esse conhecimento é oriundo do amplo trabalho realizado pela equipe da Tetra Mais, responsável pelo Subprograma de Monitoramento da Pesca Artesanal – parte do Programa de Apoio à Pesca do TRSP, que desde 2020 coleta informações qualitativas e quantitativas dos recursos pesqueiros explorados pelos pescadores e pescadoras de diversas comunidades atuantes na pesca no Sistema Estuarino de Santos e São Vicente (SP).

A iniciativa teve seis etapas:

1 – Análises dos registros de desembarque pesqueiro;

2 – Entrevistas com as cozinheiras e cozinheiros sobre suas histórias de vida, relação com a comunidade, com a pesca artesanal e com a culinária;

3 – Pesquisa da história dos pontos de desembarque da pesca artesanal;

4 – Execução das receitas escolhidas pelas cozinheiras e cozinheiros;

5 – Seleção das cozinheiras e cozinheiros a partir de contatos com as lideranças e comunidade;

6 – Mentoria das cozinheiras e cozinheiros com chef Dário Costa para troca de saberes.

Dario Costa e cozinheiras do Projeto Culinária Caiçara da Baixada Santista. 

SOBRE DÁRIO COSTA | Nascido em Santos (SP), Dário Costa começou sua jornada na gastronomia lavando louça na Nova Zelândia em 2008. Viajante e surfista, passou por cozinhas ao redor do mundo, incluindo a Itália, onde trabalhou no estrelado Ristorante Vescovado e desenvolveu sua paixão pelos produtos e pela sustentabilidade na pesca. Atualmente, comanda quatro restaurantes no Brasil: Madê e Paru (Santos), Deus Ex-Machina (São Paulo) e Benedita (Fernando de Noronha), todos com foco em frutos do mar e comida na brasa. Também é sócio do Açougue do Mar, peixaria que valoriza a qualidade e procedência dos pescados. Dário já foi eleito Chef Revelação pelas revistas Prazeres da Mesa e Go Where Gastronomia. Em 2024, seu restaurante Madê passou a integrar a lista dos 100 melhores do Brasil (Revista Exame) e, em 2025, entrou no prestigiado guia 50 Best Discovery, sendo o único do estado de São Paulo fora da capital a figurar na seleção.
(Com Vivian Tiemi/Agência Loures)