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Museu da Vida Marinha terá programação especial nas férias de julho

Ubatuba, por Kleber Patricio

Crianças se encantam no Museu da Vida Marinha. Fotos: Instituto Argonauta.

O mês de julho chegou e, com ele, as tão esperadas férias escolares também. Para quem estiver em Ubatuba ou programando uma visita à cidade, uma excelente opção de passeio educativo e divertido é o Museu da Vida Marinha, que preparou uma programação especial para todas as idades ao longo do mês.

O Museu da Vida Marinha foi uma iniciativa criada em conjunto com o Aquário de Ubatuba, originalmente instalado em suas dependências como parte das ações de educação ambiental realizadas em parceria com o Instituto Argonauta. Em 2021, o museu conquistou um espaço próprio na Praia do Perequê-Açu, em Ubatuba, ampliando sua estrutura e consolidando-se como referência nacional em educação ambiental e conservação dos oceanos. Desde então, tem sido um espaço de aprendizado e encantamento.

Durante as férias de julho, os visitantes poderão participar de oficinas temáticas, gincanas e jogos educativos que, de forma leve e interativa, abordam a importância dos oceanos e da preservação da vida marinha. As atividades acontecem em dois períodos: das 10h30 às 12h e das 15h às 17h.

Oficinas para as todas as idades.

Com um dos maiores acervos marinhos do país, o espaço reúne réplicas de animais marinhos pré-históricos, esqueletos reais de baleias, como a Jubarte, e diversos exemplares taxidermizados de aves, répteis e mamíferos. É uma verdadeira viagem pela biodiversidade oceânica e pela história da vida no planeta. “O Museu é um convite à descoberta e à conscientização. Pensamos em uma programação especial para que as famílias possam aprender e se encantar juntas, aproveitando as férias de uma forma educativa e divertida”, destaca Catherina Monteiro, bióloga responsável pelo Museu da Vida Marinha.

“O Museu da Vida Marinha tem um papel fundamental na sensibilização para a conservação dos oceanos, ao aproximar o público da biodiversidade marinha e das ameaças que ela enfrenta. É por meio do conhecimento e do encantamento que construímos uma cultura de respeito e proteção ao ambiente marinho”, afirma Hugo Gallo Neto, presidente do Instituto Argonauta e diretor do Aquário de Ubatuba.

Além das atrações temporárias, o visitante pode conhecer o trabalho do Instituto Argonauta com pesquisa, educação ambiental, monitoramento de resíduos no litoral e resgate de animais marinhos. Um espaço onde ciência e conservação caminham lado a lado.

Visite o Museu da Vida Marinha.

Outro diferencial do Museu da Vida Marinha é o acesso gratuito para moradores de Ubatuba, mediante cadastro que pode ser feito com a apresentação de comprovante de residência, documento com foto e um documento emitido no município. Crianças até 6 anos e pessoas acima de 60 anos também não pagam. Estudantes, professores e universitários têm direito à meia-entrada.

Em Ubatuba, além das belezas naturais, as férias podem ser um momento de aprendizado e conexão com o oceano. Programe-se e traga toda a família para viver essa experiência única.

Serviço:

Museu da Vida Marinha

Avenida Governador Abreu Sodré, 1067 – Perequê-Açu, Ubatuba (SP)

Funcionamento: todos os dias, das 10h às 18h

Agendamentos para grupos e escolas:

(12) 3833-5789

museu@institutoargonauta.org.br

Ingressos:

R$ 26,00 (inteira – adultos)

R$ 13,00 (meia-entrada – estudantes até 17 anos com carteirinha, estudantes universitários com comprovante, professores com carteirinha e crianças de 6 a 12 anos)

Entrada gratuita para crianças até 6 anos, idosos acima de 60 anos e moradores de Ubatuba (mediante comprovação). Site: www.institutoargonauta.org | Instagram: @institutoargonauta.
 (Com Luanna Chaves/Assessoria de Comunicação do Instituto Argonauta)

Turquia além do cartão-postal: uma viagem pela história subterrânea, geologia surpreendente e herança de civilizações

Turquia, por Kleber Patricio

Da Capadócia às águas de Pamukkale, passando por Istambul, Bursa e Éfeso, a Turquia é um destino completo — rico em história, paisagens únicas e infraestrutura turística eficiente. Foto: sofi/Unsplash.

Caminhar por cidades subterrâneas, relaxar em águas termais milenares e visitar ruínas greco-romanas que ajudam a contar a história do mundo. Essa é a proposta dos roteiros organizados pela Excursy, agência especializada em destinos exóticos. Os clássicos turcos permanecem no mapa — mas ganham uma curadoria voltada para a imersão cultural, conforto e informação acessível. “Nossos roteiros são pensados para entregar uma experiência rica, organizada e sem barreiras linguísticas. O conteúdo é aprofundado, mas leve, com guias fluentes em português e hospedagens confortáveis e bem localizadas”, explica Carol Caro, fundadora da Excursy.

Capadócia: história sob os pés

Famosa pelos voos de balão, a Capadócia também abriga cidades subterrâneas como Derinkuyu e Kaymakli, utilizadas por civilizações antigas como esconderijo estratégico. Essas construções impressionam não apenas pela engenhosidade arquitetônica, mas pela dimensão: são vários andares abaixo da terra, com áreas destinadas à produção de alimentos, escolas e capelas. “É uma aula viva de história e engenharia. Os visitantes costumam se surpreender com o nível de planejamento dessas estruturas, construídas séculos antes da tecnologia atual”, comenta Carol.

Pamukkale: uma paisagem que parece de outro planeta

Um dos pontos altos do roteiro é Pamukkale, onde terraços brancos de calcário formados por águas termais criam um visual único. A experiência inclui banho nas piscinas naturais e visita ao sítio arqueológico de Hierápolis, com templos, teatros e ruínas greco-romanas. “O contraste entre a paisagem natural e as construções históricas impressiona. É um local que une lazer, contemplação e aprendizado em um único passeio”, afirma a fundadora da Excursy.

Istambul, Éfeso e Bursa: cruzamento de culturas e monumentos milenares

Santa Sofia. Foto: Divulgação/Excursy.

Em Istambul, o roteiro abrange atrações como o Palácio Topkapi, a Mesquita Azul, a Santa Sofia e o passeio pelo Bósforo, que separa os continentes europeu e asiático. O grupo ainda visita bairros como Karaköy e a Avenida İstiklal, ideais para quem busca gastronomia, arte e compras.

Em Bursa, os destaques são os bazares históricos e o Mausoléu Verde, uma joia da arquitetura otomana. Já Éfeso é considerada uma das cidades romanas mais bem preservadas do mundo, com destaque para a Biblioteca de Celso e o Grande Teatro. “É um roteiro com equilíbrio entre pontos turísticos consagrados e locais menos explorados, tudo guiado com explicações em português, o que facilita muito a compreensão e o aproveitamento”, explica Carol.

Viagem segura e estruturada para brasileiros

Com a alta do turismo na região, a Turquia tem se destacado como um destino com bom custo-benefício para brasileiros. Segundo o Ministério da Cultura e Turismo da Turquia, mais de 170 mil turistas do Brasil visitaram o país em 2023 — um aumento de 25% em relação ao ano anterior.

Além da isenção de visto, a Excursy passa a oferecer roteiros com atendimento integral em português, desde o primeiro contato até os passeios guiados. A agência atende viajantes solo, casais e pequenos grupos, com foco em experiências culturais, boa gastronomia e suporte total. Hospedagens incluem hotéis-caverna na Capadócia e palacetes otomanos em Istambul. “A nossa missão é tirar do papel a viagem dos sonhos com praticidade, conforto e uma curadoria que valoriza o tempo de quem viaja. A Turquia é um destino que entrega muito mais do que beleza — ela tem história, estrutura e acolhimento”, finaliza Carol.

Sobre a Excursy

A Excursy é uma agência de viagens online e nasceu como uma extensão da Terra Santa Viagens, operadora de turismo com mais de 10 anos de experiência em realizar os sonhos de grupos de passageiros que querem conhecer o turismo religiosos de Israel, e outros países do Oriente Médio, norte da África e sul da Europa. Mantendo a mesma atenção e qualidade de atendimento, a Excursy proporciona opções de diferentes roteiros com o melhor da região: cultura, tradição, história, lazer, religião, gastronomia e aventura, sempre focando nestes destinos diferentes. Para mais informações acesse o site https://excursy.net/.

(Com Abigail Reis/Baronesa Relações Públicas)

Livros: “Cortella, o professor que levou a sala de aula para o mundo” é lançado pela Cortez Editora

São Paulo, por Kleber Patricio

Capa – Cortella, o professor que levou a sala de aula para o mundo. Fotos: Divulgação/Cortez Editora.

Em 1954, nascia Mario Sergio Cortella, batizado com o nome do galã da época.  Alegre e curioso, sempre foi muito sociável. Mas, aos sete anos, a hepatite o levou ao hospital. Foram 100 dias de internação e o menino falante se viu solitário e entediado. Quando acabaram os gibis, mergulhou na literatura e, junto a Monteiro Lobato, Alexandre Dumas, Miguel de Cervantes, Dostoiévski e Dante Alighieri, deu início a uma jornada sem volta.

Em “Cortella, o professor que levou a sala de aula para o mundo”, a escritora de livros infanto-juvenis Silmara Rascalha Casadei reúne os principais acontecimentos que marcam a vida e os 50 anos de carreira do professor, palestrante, filósofo e escritor. Com ilustrações de Ednei Marx, a publicação da Cortez Editora diverte e encanta e conta com as contribuições do próprio homenageado: frases selecionadas por ele com pensamentos, ensinamentos e curiosidades. Quem imaginaria que o pequeno Mario Sergio teria uma aranha-caranguejeira, chamada Matilde, como animal de estimação?

A biografia ilustrada retrata a partida de Londrina (PR) para São Paulo, aos 13 anos, junto à família. Na capital paulista, Cortella comprou o primeiro livro de filosofia, Meditações Metafísicas, de Descartes. Em 1972, decidiu cursar Filosofia na Faculdade Anchieta para transformar-se em um “amigo da sabedoria”. Dois anos depois, deu início à carreira de docente, que surgiu paralela à experiência na vida religiosa, no convento Ordem dos Carmelitas Descalços, onde viveu por três anos.

Mario Sergio Cortella. Foto: Bruno Nogueirão.

Quando começa a pensar em suas obras, em tudo que já produziu, Cortella costuma dizer que ainda se sente aquele menino, cheio de ideias, esperança e imaginação, com afeto e coragem para fazer boas apostas nos jogos da convivência, da ética e da dignidade humana, como fazia no jogo de bets [também chamado de “taco”], lá da sua infância.

(Cortella, o professor que levou a sala de aula para o mundo, p. 40)

Inspiração para jovens leitores, professores e público em geral, Cortella, o professor que levou a sala de aula para o mundo reúne as conquistas, alegrias, perdas e desafios de um dos pensadores brasileiros mais influentes da atualidade. Apoiada por uma linha do tempo com fotografias que marcam os principais acontecimentos, a autora detalha a história do escritor que acumula mais de 50 livros publicados e alcançou 23 milhões de seguidores em seus canais digitais.

Silmara Rascalha Casadei destaca a inteligência brilhante e humanizada de Mario Sergio Cortella, propagada na voz forte e melodiosa, com sotaque do Sul do Brasil, que dissemina ensinamentos a milhares e milhares de pessoas. Conhecimento que, segundo o texto de abertura do livro, flui despido de arrogância, porque “gente grande sabe que é pequena”, mas consegue, com sabedoria, imprimir sua marca por onde passa.

Ficha Técnica

Título do livro: Cortella, o professor que levou a sala de aula para o mundo

Autora: Silmara Rascalha Casadei

Ilustrador: Ednei Marx

Editora: Cortez Editora

ISBN/ASIN: 978-6555555660

Páginas: 48

Preço: 64,00

Onde comprar: Amazon.

Sobre a autora | Silmara Rascalha Casadei é Mestre e Doutora em Educação e psicanalista, mentora do Saber Ampliado. Escreve muito desde criança, sempre se interessando por livros, histórias de vida inspiradoras e pela educação. Foi professora e diretora de escola por mais de 30 anos. É autora de 34 livros infanto-juvenis, dentre os quais muitas biografias ilustradas; a Coleção A menina e seus pontinhos; Chinelinhos brasileiros; O pequeno mundo criativo; O que é a pergunta?, com Mario Sergio Cortella, com o qual coordenou a Coleção ‘tá sabendo? – todos pela Cortez Editora. Instagram: @silmaracasadei_oficial.

Sobre o ilustrador | Ednei Marx descobriu seu gosto pelo desenho na infância e desde então seguiu seu sonho de tornar-se ilustrador. Iniciou a carreira como caricaturista ao vivo e, ao profissionalizar-se como ilustrador, fundou o Studio58 em 2002, em São Paulo. Graduou-se em Artes Visuais com extensão em Linguagem Cinematográfica. E em mais de 30 anos de trabalho, especializou-se em criação de personagens, linguagem de histórias em quadrinhos e ilustração científica. Seu portfólio diversificado inclui ilustrações para livros didáticos, paradidáticos, campanhas publicitárias e projetos de turismo. Notavelmente, é o ilustrador das tirinhas do Professor Cortella & Philó. Instagram: @edneimarx.

Sobre a Cortez Editora | Foi a solidez do trabalho feito que estimulou a Cortez Editora a expandir e mostrar ao mundo toda a riqueza da cultura brasileira e a densidade ímpar de seus autores. Seu catálogo é referência nas áreas de Literatura Infantil e Juvenil, Educação, Serviço Social, Ciências da Linguagem, Ciências Sociais, Ciências Ambientais e Psicologia.

Site: Cortez Editora

Instagram: Cortez Editora | Youtube: TV Cortez | Facebook: Cortez Editora.

(Com Caroline Arnold/LC Agência de Comunicação)

Festival de Campos do Jordão inicia 55ª edição nesta semana

Campos do Jordão, por Kleber Patricio

Osesp no Auditório Claudio Santoro. Foto: Iris Zanetti.

Criado em 1970 e reconhecido como o maior e mais tradicional evento de música clássica da América Latina, o Festival de Inverno de Campos do Jordão chega à sua 55ª edição em 2025. A programação artística acontece de 5 de julho a 3 de agosto  e estará distribuída entre quatro palcos em Campos do Jordão e quatro na capital paulista, com eventos na Sala São Paulo e no Instituto Mackenzie. O Festival de Campos do Jordão é uma realização do Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, da Fundação Osesp, do Ministério da Cultura e do Governo Federal, via Lei Federal de Incentivo à Cultura – Lei Rouanet.

Serão 84 apresentações neste ano, entre música e dança, todas elas com entrada gratuita e programadas em quatro locais da cidade da Serra da Mantiqueira: o tradicional Auditório Claudio Santoro (apresentações de sexta a domingo); o popular Parque Capivari (todo sábado e domingo, e também no dia 09/jul); a impactante Capela São Pedro Apóstolo, localizada no Palácio Boa Vista (sábados e domingos, e também em 31/jul); e o histórico Espaço Cultural Dr. Além, que volta a integrar a programação do Festival depois de seis anos, com agenda distribuída nos dias de semana.

A capital paulista também terá um calendário de performances diverso: na Sala São Paulo, elas acontecem aos sábados e domingos na Sala de Concertos; nos dias 8, 9 e 11/jul na Sala do Coro; e estão distribuídas ao longo de todo o evento na nova Estação Motiva Cultural. Será repetida nesta edição a parceria iniciada em 2024 com o Instituto Mackenzie, que receberá três recitais de professores e bolsistas, entre os dias 23 e 25/jul, dentro da programação da 18ª International Conference on Music Perception and Cognition (ICMPC) – que pela primeira vez será organizada em um país do Sul Global.

Orquestra de Câmara da Usp no Capivari. Foto: Ana Clara Miranda.

Considerado a “espinha dorsal” do Festival, seu Módulo Pedagógico oferece nesta edição 141 bolsas de estudo a jovens músicos: são 123 bolsas para instrumentistas, seis para regentes, seis para piano e seis para violão. Durante um mês, os alunos terão atividades de Orquestra, Música de Câmara (Instrumento), Núcleo de Música Antiga (dividido em Grupo Instrumental e Madrigal), Camerata, Regência, Piano e Violão, além de integrarem a Orquestra do Festival, a Orquestra Bach do Festival (de Música Antiga) e a Camerata do Festival, com diversos concertos agendados em Campos do Jordão e em São Paulo. “O conceito pedagógico do Festival cresce ano após ano, já que os professores convidados não participam ‘apenas’ dando aulas. Buscamos o aprendizado lado a lado, no qual estes músicos-professores, do Brasil e de fora, chegam preparados não somente para ensinar, mas também para tocar junto de nossos bolsistas e, dessa maneira, intensificar o aprendizado de cada um”, explica o coordenador artístico-pedagógico do evento, Fabio Zanon.

DESTAQUES DA PROGRAMAÇÃO

Destacam-se, na Programação Artística em Campos do Jordão, a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo – Osesp com o maestro alemão Marc Albrecht, interpretando a Sinfonia doméstica, de Strauss, no concerto de abertura (5/jul); o Coro da Osesp na companhia de seu novo regente residente, Kaique Stumpf (11/jul); e apresentações de quatro grupos sinfônicos de fora do Estado de São Paulo: a Orquestra Filarmônica de Goiás, com o regente Neil Thomson no pódio e a pianista Sonia Rubinsky como convidada (19/jul); a Orquestra Sinfônica de Pernambuco, tendo à frente o maestro Nilson Galvão Jr. (20/jul); a Orquestra Sinfônica do Paraná, com Roberto Tibiriçá na batuta e peças de Wagner e Tchaikovsky no programa (26/jul); e a Orquestra Filarmônica Catarinense, regida por Roberto Minczuk e com Pablo Rossi no piano solo (1/ago). Receberemos novamente grupos parceiros como a Orquestra Jovem do Estado – Ojesp com seu regente titular, Cláudio Cruz, interpretando a Sinfonia nº 3 de Rachmaninov (6/jul); a Sinfônica Municipal de Santos dirigida por Luís Gustavo Petri (6/jul); a Orquestra Sinfônica da USP – Osusp com Tobias Volkmann no pódio e o talentoso violinista Guido Sant’Anna como convidado (11/jul); a Orquestra Experimental de Repertório – OER conduzida por Wagner Polistchuk (20/jul) e com o flautista João Vitor Mendes; e a Sinfônica Municipal de Campinas com Carlos Prazeres à frente e, novamente, o violinista Guido Sant’Anna como solista (27/jul).

Recital na Capela de São Pedro. Foto: Ana Clara Miranda.

Na agenda dedicada à música de câmara, receberemos uma atração internacional: os norte-americanos do Quarteto Ulysses, que apresentam obras para este formato escritas por Beethoven e Mendelssohn-Bartholdy, além de uma seleção de músicas folclóricas dinamarquesas (18/jul); e diversas formações brasileiras, como o Quinteto Villa-Lobos (9/jul), o Quarteto Zahir (12/jul), o Quarteto Camargo Guarnieri (13/jul), a Camerata Grecco (26/jul) e o Brazilian Winds Ensemble (2/ago).

Uma das novidades desta edição do Festival de Inverno são os espetáculos da Jornada Paulista de Dança que poderão ser apreciados no palco da Estação Motiva Cultural, localizada ao lado da Sala São Paulo. Ao longo de uma semana, os grupos e companhias paulistas que participam da Jornada vivenciarão atividades intensivas em dança e artes do corpo que culminarão em três apresentações abertas ao público, nos dias 10, 11 e 12/jul, sempre às 19h.

A agenda artística completa pode ser acessada no site oficial do Festival de Campos do Jordão.

MÓDULO PEDAGÓGICO

O Festival receberá, ao todo, 141 alunos e 84 professores. Novamente, os bolsistas terão duas semanas de prática orquestral e duas semanas de música de câmara, música antiga e camerata, totalizando aproximadamente 1.200 horas-aula. Entre os maestros convidados, dois são brasileiros: Luis Otávio Santos (que estará com a Orquestra Bach do Festival em repertório dedicado a Vivaldi, Leclair e Bach) e Claudia Feres (regendo a Camerata do Festival em programa com Mozart e Chopin). E três deles são de fora do Brasil: a francesa Stéphanie-Marie Degand (dirigindo a Camerata do Festival em obras de Grétry e Schubert, dia 19/jul) e, à frente da Orquestra do Festival, o russo Mikhail Agrest (26/jul) e o espanhol Josep Caballé Domenech (03/ago).

Orquestra do Festival com maestro Marcelo Lehninger na 54ª edição do evento, em julho/2024. Foto: Íris Zanetti.

Com a Orquestra do Festival, os bolsistas farão um programa que inclui o emocionante Concerto para piano, de Ravel (26/jul); e repertório com a participação do violoncelista solista Kim Bak Dinitzen, a ser anunciado (02/ago). Já os alunos de regência farão um concerto no Parque Capivari à frente da GRU Sinfônica (02/ago). A agenda programada para a Sala São Paulo terá, entre outras, apresentações da Orquestra Bach do Festival (12/jul); da Filarmônica de Goiás (20/jul); da Camerata do Festival (21/jul); da Sinfônica do Paraná (26/jul); e da Orquestra do Festival (27/jul e 03/ago) – três concertos do Festival na Sala São Paulo serão transmitidos ao vivo no canal do evento no YouTube, em datas a serem divulgadas.

Como também é tradição, ao final do evento haverá a entrega do Prêmio Eleazar de Carvalho, cujo nome homenageia o maestro criador do Festival de Campos do Jordão e celebra o músico-bolsista de maior destaque do evento. Outra novidade nesta edição é o Prêmio Anna Laura de Música Antiga – PALMA, uma correalização da Associação Anna Laura, da Fundação Osesp e do Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas. Esta premiação busca reconhecer e promover performances de jovens músicos brasileiros dedicados ao repertório que compreende o período que vai da Idade Média até meados do século XVIII, usando técnicas de execução e convenções estilísticas historicamente informadas. Após a avaliação de uma comissão julgadora, os três primeiros colocados inscritos no PALMA serão premiados com valores entre R$ 3.000 e R$ 10.000, e terão a oportunidade de realizar um recital, cada, nesta edição do Festival (todos serão no dia 20/jul).

“Costumo dizer que considero a Orquestra do Festival de Campos do Jordão a sua principal atração, já que ela é a aposta que estamos fazendo no futuro, por meio da formação e do aperfeiçoamento dos jovens músicos. O núcleo educativo é o cerne deste evento, e, quando colocamos todos esses músicos juntos, de diversas partes do Brasil e também do exterior, para formar uma orquestra sem que nunca antes tenham tocado juntos, já temos aí um dos melhores grupos sinfônicos em atividade no país, antes de tocarem uma só nota”, completa Fabio Zanon.

Sinfônica de Jundiaí no Capivari. Foto:Ana Clara Miranda.

“A Fundação Osesp tem realizado este grande Festival desde 2012, mas a Osesp tem uma ligação histórica com esse programa de formação de tanto sucesso no Brasil, já que a maior parte dos músicos brasileiros da Osesp foi bolsista, e o Auditório Cláudio Santoro, em Campos do Jordão, foi a casa da Orquestra por décadas durante o inverno”, diz o diretor executivo da Fundação Osesp, Marcelo Lopes. “O Festival movimenta a economia na região da Serra da Mantiqueira, leva ao público uma programação diversa, gratuita e de altíssima qualidade. Ao longo de mais de cinquenta anos, vem enriquecendo enormemente o cenário brasileiro da música clássica, além de promover oportunidades de intercâmbio de nível internacional entre alunos e professores”, finaliza.

PRÊMIOS E BOLSAS

O Prêmio Eleazar de Carvalho contemplará o/a bolsista que mais se destacar nessa edição, concedendo a ele/a uma bolsa de US$ 1.400 mil (um mil e quatrocentos dólares) mensais para estudar por um período de até nove meses em uma instituição estrangeira de sua escolha, além de ter cobertas as despesas de traslado entre o Brasil e o exterior. A Fundação Osesp poderá, ainda, premiar outros bolsistas que se destacarem durante as atividades do Festival com bolsas na Academia de Música da Osesp.

ACESSIBILIDADE

A programação do 55º Festival de Inverno de Campos do Jordão oferecerá cinco concertos com recursos de acessibilidade: audiodescrição (todos os concertos) e interpretação em Libras (apresentação de 6/jul no Auditório Claudio Santoro), realizadas sob demanda do público, pela empresa parceira Ver com Palavras. Nestas apresentações, é necessário confirmar presença até três dias antes do evento, pelo e-mail contato@vercompalavras.com.br.

SOBRE O FESTIVAL DE INVERNO DE CAMPOS DO JORDÃO

Criado em 1970 pelos maestros Eleazar de Carvalho, Camargo Guarnieri e Souza Lima, o Festival de Campos do Jordão combina, com excelência, uma programação de música de concerto a um trabalho pedagógico amplo e qualificado. Ao longo de suas 54 edições, o evento se consolidou como o maior e mais importante festival de música clássica da América Latina, oferecendo aos bolsistas a vivência com importantes nomes da música nacional e internacional e, paralelamente, uma programação cultural de qualidade, que beneficia não somente a cidade de Campos do Jordão (SP) como todo o seu entorno, ampliando as oportunidades de acesso à música erudita.

REALIZAÇÃO

A 55ª edição do Festival de Inverno de Campos do Jordão tem o patrocínio de Sabesp, Itaú, Yelum Seguradora e Toyota, e apoio de UNISA, Minalba e CAS Tecnologia, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura e da Lei Paulo Gustavo. Parceiro de Mídia: Folha de São Paulo. Apoio institucional: Emesp Tom Jobim e Prefeitura Municipal de Campos do Jordão. Realização: Fundação Osesp, Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, Ministério da Cultura e Governo Federal – União e Reconstrução. O Festival tem direção geral de Marcelo Lopes, coordenação artístico-pedagógica de Fabio Zanon, direção pedagógica de Rogério Zaghi e coordenação de planejamento artístico de Gabriela de Souza. A coordenação de produção executiva e técnica é de Alessandra Cimino.

Serviço:

55º Festival de Inverno de Campos do Jordão

Data: 5 de julho a 3 de agosto de 2025

Ingressos: Entrada gratuita.

Auditório Claudio Santoro, Sala São Paulo, Sala do Coro e Estação Motiva Cultural: ingressos neste link cinco dias antes de cada apresentação, ao meio-dia (limitada a quatro por pessoa). Observação: há uma cota de 100 ingressos para serem retirados no dia de cada apresentação na Sala São Paulo e no Auditório Claudio Santoro, e de 50 ingressos na Estação Motiva Cultural. Eles estarão disponíveis 1h antes dos concertos.

Capela São Pedro Apóstolo e Espaço Cultural Dr. Além: distribuição de ingressos presencial, 1h antes, na entrada dos locais (limitada a dois por pessoa).

Parque Capivari: entrada livre.

LOCAIS (Campos do Jordão e São Paulo):

Auditório Claudio Santoro – Av. Dr. Luís Arrobas Martins, 1.880, Alto da Boa Vista, Campos do Jordão, SP. Tel. (12) 3662-2334. 814 lugares. Gratuito. Horário de funcionamento: somente em dias de concerto, a partir de 2h30 antes do início das apresentações.

Concerto acessível – recursos de acessibilidade: audiodescrição e interpretação em Libras no dia 06/jul; e audiodescrição no dia 12/jul. É necessário confirmar presença até três dias antes do evento pelo e-mail contato@vercompalavras.com.br.

Parque Capivari – R. Eng. Diogo José de Carvalho, 1.291, Capivari, Campos do Jordão, SP. Gratuito (entrada livre, sem necessidade de retirada de ingressos). Horário de funcionamento: diariamente, das 9h às 20h.

Espaço Cultural Dr. Além – Avenida Dr. Januário Miraglia, 1.582, Abernéssia, Campos do Jordão, SP. Tel. (12) 3664-2300. 186 lugares. Gratuito. Horário de funcionamento: de segunda a sexta, das 8h às 17h30.

Palácio Boa Vista – Capela São Pedro Apóstolo – Av. Adhemar Pereira de Barros, 3.001, Jardim Dirce, Campos do Jordão, SP. 90 lugares. Gratuito. Horário de funcionamento: de quarta a domingo, das 10h às 12h e das 14h às 17h.

Sala São Paulo – Sala de Concertos – Praça Júlio Prestes, 16, Térreo, Campos Elíseos, São Paulo, SP. Tel. (11) 3367-9500. 1.388 lugares. Gratuito. Horário de funcionamento: de segunda a sexta, das 9h às 18h.

Concerto acessível – recurso de acessibilidade: audiodescrição nos dias 13 e 27/jul, e 03/ago. É necessário confirmar presença até três dias antes do evento pelo e-mail contato@vercompalavras.com.br.

Sala São Paulo – Sala do Coro – Praça Júlio Prestes, 16, 2º andar, Campos Elíseos, São Paulo, SP. Tel. (11) 3367-9500. 150 lugares. Gratuito. Horário de funcionamento: de segunda a sexta, das 9h às 18h.

Estação Motiva Cultural – Praça Júlio Prestes, 16, Térreo, Campos Elíseos, São Paulo, SP. Tel. (11) 3367-9500. 543 lugares. Gratuito. Horário de funcionamento: de segunda a sexta, das 9h às 18h.

Concerto acessível – recurso de acessibilidade: audiodescrição no dia 17/jul. É necessário confirmar presença até três dias antes do evento pelo e-mail contato@vercompalavras.com.br.

Instituto Mackenzie – Auditório Escola Americana – Rua Piauí, 130, Higienópolis, São Paulo, SP. Tel. (11) 2114-8000. 250 lugares. Gratuito.

Mais informações e conteúdos:

Site oficial | YouTube oficial | Instagram oficial | Facebook oficial.

(Com Alexandre Félix/Fundação Osesp)