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Lazer & Gastronomia

São Paulo, SP

Quatro viagens no tempo, um só lugar: o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual

por Kleber Patrício

Devido ao sucesso das três expedições em realidade virtual iniciadas em setembro de 2025, o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual anuncia a prorrogação de suas atividades. Além da extensão do prazo, o centro cultural traz uma novidade de peso: a exibição simultânea de quatro roteiros distintos que transportam os visitantes por bilhões de anos de […]

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Chega às lojas livro infantil de Reese Witherspoon, um dos primeiros títulos do selo tatu-bola da Editora Planeta

São Paulo, por Kleber Patricio

Capa do livro.

Chega às lojas um dos primeiros títulos do selo tatu-bola, dedicado à literatura infantil, da Editora Planeta. “Beta inquieta” é o primeiro livro da atriz, produtora e empresária Reese Witherspoon focado nos pequenos leitores e traz a história de uma personagem cheia de energia e ideias.

Inspirada na história da própria autora, Beta é uma garota agitada e que busca o tempo todo algo para fazer. Ao perceber que seu cãozinho precisa de um banho, ela acaba criando, com a ajuda de sua melhor amiga Mari, um pet-shop no quintal de sua casa para lavar os cães fedidos da vizinhança. Na obra, a personagem aprende que é possível fazer qualquer coisa com perseverança, trabalho em equipe e boas ideias.

Beta inquieta traz ainda ilustrações dinâmicas, divertidas e delicadas de Xindi Yan. A história da garota acabou virando uma série com mais dois títulos publicados.

FICHA TÉCNICA

Título: Beta inquieta

Autora: Reese Witherspoon

Ilustrações: Xindi Yan

ISBN: 978-85-422-3412-1

Páginas: 48 p.

Preço livro físico: R$ 59,90

Editora Planeta | Selo tatu-bola.

SOBRE A AUTORA | Reese Witherspoon é atriz, mãe, amante de cachorros e uma mulher de negócios. No 3º ano da escola, começou a vender suas presilhas. Foi seu primeiro empreendimento. Em 2016, fundou a Hello Sunshine, uma companhia responsável pela elaboração de filmes e programas de TV que passou a ganhar cada vez mais repercussão. Ela quer que as crianças saibam: se ela pode começar um negócio, você também pode.

SOBRE O SELO | Reconhecendo a importância da literatura nos primeiros anos de vida, o selo busca apoiar e enriquecer as experiências dos pequenos promovendo o desenvolvimento sensorial, de descobertas e vínculo até os 3 anos de idade e incentivando a imaginação e a investigação para as crianças até os 6 anos. O tatu-bola engloba três linhas editoriais: Literatura, com nomes já estabelecidos na área, como Alexandre Rampazo e Thiago de Melo Andrade; Autores best-sellers da editora, como Christian Dunker, Ana Suy, Alexandre Coimbra e Geni Núñez; e Coedições e franquias, livros de banho, pano, cartonados e para colorir.

(Fonte: Editora Planeta)

Fundação Bienal de São Paulo anuncia a lista dos participantes da 36ª edição da Bienal

São Paulo, por Kleber Patricio

Heitor dos Prazeres, Sem Título, 1958. Coleção Lêo Pedrosa. Cortesia MT Projetos de Arte. Foto: Jaime Acioli.

A Fundação Bienal de São Paulo anuncia a lista dos participantes da 36ª Bienal de São Paulo – Nem todo viandante anda estradas – Da humanidade como prática, que acontecerá de 6 de setembro de 2025 a 11 de janeiro de 2026, no Pavilhão Ciccillo Matarazzo, em São Paulo, com visitação gratuita.

Com conceito criado por Bonaventure Soh Bejeng Ndikung, ao lado dos cocuradores Alya Sebti, Anna Roberta Goetz e Thiago de Paula Souza, da cocuradora at large Keyna Eleison e da consultora de comunicação e estratégia Henriette Gallus, a próxima edição se inspira no poema Da calma e do silêncio, da poeta Conceição Evaristo, e tem como um dos principais alicerces a escuta ativa da humanidade enquanto prática em constante deslocamento, encontro e negociação.

Adama Delphine Fawundu An Offering at Kongo River, 2025. Cortesia da artista. Foto: Adama Delphine Fawundu.

Os artistas participantes da 36ª Bienal de São Paulo são Adama Delphine Fawundu, Adjani Okpu-Egbe, Aislan Pankararu, Akinbode Akinbiyi, Alain Padeau, Alberto Pitta, Aline Baiana, Amina Agueznay, Ana Raylander Mártis dos Anjos, Andrew Roberts, Antonio Társis, Behjat Sadr, Berenice Olmedo, Bertina Lopes, Camille Turner, Carla Gueye, Cevdet Erek, Chaïbia Talal, Christopher Cozier, Cici Wu, Cynthia Hawkins, Edival Ramosa, Emeka Ogboh, Ernest Cole, Ernest Mancoba, Farid Belkahia, Firelei Báez, Forensic Architecture, Forugh Farrokhzad, Frank Bowling, Frankétienne, Gê Viana, Gervane de Paula, Gōzō Yoshimasu, Hajra Waheed, Hamedine Kane, Hamid Zénati, Hao Jingban, Heitor dos Prazeres, Helena Uambembe, Hessie (Carmen Lydia Đurić), Huguette Caland, I Gusti Ayu Kadek Murniasih (Murni), Imran Mir, Isa Genzken, Joar Nango com a equipe de Girjegumpi, Josèfa Ntjam, Juliana dos Santos, Julianknxx, Kader Attia, Kamala Ibrahim Ishag, Kenzi Shiokava, Korakrit Arunanondchai, Laila Hida, Laure Prouvost, Leiko Ikemura, Leila Alaoui, Leo Asemota, Leonel Vásquez, Lidia Lisbôa, Lynn Hershman Leeson, Madame Zo, Madiha Umar, Malika Agueznay, Manauara Clandestina, Mansour Ciss Kanakassy, Mao Ishikawa, Márcia Falcão, Maria Auxiliadora, María Magdalena Campos-Pons, Marlene Almeida, Maxwell Alexandre, Meriem Bennani, Metta Pracrutti, Michele Ciacciofera, Ming Smith, Minia Biabiany, Moffat Takadiwa, Mohamed Melehi, Moisés Patrício, Myriam Omar Awadi, Myrlande Constant, Nádia Taquary, Nari Ward, Nguyễn Trinh Thi, Noor Abed, Nzante Spee, Olivier Marboeuf, Olu Oguibe, Oscar Murillo, Otobong Nkanga, Pélagie Gbaguidi, Pol Taburet, Precious Okoyomon, Raukura Turei, Raven Chacon com Iggor Cavalera & Laima Leyton, Rebeca Carapiá, Richianny Ratovo, Ruth Ige, Sadikou Oukpedjo, Sallisa Rosa, Sara Sejin Chang (Sara van der Heide), Sérgio Soarez, Sertão Negro, Sharon Hayes, Shuvinai Ashoona, Simnikiwe Buhlungu, Song Dong, Suchitra Mattai, Tanka Fonta, Thania Petersen, Theo Eshetu, Théodore Diouf, Theresah Ankomah, Trương Công Tùng, Tuần Andrew Nguyễn, Vilanismo, Werewere Liking, Wolfgang Tillmans e Zózimo Bulbul.

Outros cinco participantes integram a 36 a Bienal como parte do programa de Afluentes na Casa do Povo, com curadoria de Benjamin Seroussi e Daniel Blanga Gubbay: Alexandre Paulikevitch, Boxe Autônomo, Dorothée Munyaneza, Marcelo Evelin, MEXA.

Maria Auxiliadora, Velório da noiva, 1974. Coleção MASP/ Cortesia Pedro Ivo Silva e MASP. Foto: Eduardo Ortega.

A equipe conceitual inspirou-se nos fluxos migratórios das aves como guia metodológico para a seleção dos participantes, incluindo os trajetos do gavião-de-cauda-vermelha entre as Américas, do pássaro combatente entre Ásia Central e Norte da África, ou do trinta-réis-ártico em seus longos percursos polares. As trajetórias dessas aves, que cruzam continentes e zonas climáticas com precisão, servem como metáfora para a própria curadoria: assim como as aves, também carregamos memórias, experiências e linguagens ao cruzar fronteiras. Migramos não apenas por necessidade, mas como forma de transformação contínua.

“Este processo metodológico nos ajudou a evitar as classificações a partir dos Estados-nação e das fronteiras. Por meio dos sentidos de navegação dos pássaros, de seu impulso de deslocamento por terras e águas, de seu senso de sobrevivência, de sua compreensão expandida de espaços e tempos, assim como de suas urgências e agências, pudemos nos envolver com práticas artísticas em diversas geografias, enquanto refletimos sobre o que significa unir a humanidade, no contexto da 36ª Bienal de São Paulo”, afirma Bonaventure Soh Bejeng Ndikung.

Os participantes desta Bienal também vêm de regiões perpassadas por rios, mares, desertos e montanhas, cujas águas e margens acompanham histórias de migração, resistência e convivência. Rios como o Tâmisa, o Amazonas, o Hudson, o Limpopo ou o Essequibo, e a Baía de Matanzas orientam o mapeamento simbólico da origem e das rotas dos artistas, valorizando práticas de múltiplos territórios e em suas águas compartilhadas.

Malika Agueznay, Le Soleil, 1970. Cortesia da artista e Amina Agueznay.

A lista inclui participantes que exploram linguagens como performance, vídeo, pintura, som, instalação, escultura, escrita e experimentações coletivas e musicais, entre outras. Muitos participantes também propõem investigações baseadas em práticas comunitárias, ecologias, oralidades e cosmologias não ocidentais.

A 36ª Bienal de São Paulo iniciou-se com o programa das Invocações, que percorreu diferentes continentes entre novembro de 2024 e abril de 2025 e estabeleceu diálogo com saberes e práticas locais em Marrakech, Guadalupe, Zanzibar e Tóquio.

36ª Bienal de São Paulo – Nem todo viandante anda estradas / Da humanidade como prática [Not All Travellers Walk Roads / Of Humanity as Practice]

Curador geral: Bonaventure Soh Bejeng Ndikung / Cocuradores: Alya Sebti, Anna Roberta Goetz, Thiago de Paula Souza / Cocuradora at large: Keyna Eleison / Consultora de comunicação e estratégia: Henriette Gallus

6 set 2025 – 11 jan 2026

Pavilhão Ciccillo Matarazzo

Parque Ibirapuera · Portão 3 · São Paulo, SP entrada gratuita

Fundação Bienal de São Paulo

O título da 36ª Bienal de São Paulo, Nem todo viandante anda estradas, é formado por versos da escritora Conceição Evaristo.

(Com Christina Almeida/Index Assessoria)

Osesp leva espetáculo multimídia “The silence of sound” à Sala São Paulo

São Paulo, por Kleber Patricio

Fotos: David Ruano.

A Fundação Osesp e o Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, apresentam na Sala São Paulo a Temporada Osesp 2025. Entre os dias 21 e 24 de agosto, a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo – Osesp trará à Sala São Paulo um espetáculo multimídia que desde 2022 vem encantando públicos mundo afora: “The silence of sound”, uma obra original da regente Alondra de la Parra com a artista Gabriela Muñoz, criadora da palhaça Chula – ambas mexicanas, elas estarão com nossa Orquestra nestes concertos, acompanhadas também dos solistas Yorrick Troman (spalla) e Rolando Fernández (violoncelo). Os ingressos para as quatro apresentações de The silence of sound têm preços a partir de R$ 42,00 (valor inteiro) e são vendidos neste link.

Alondra de la Parra já é conhecida por quem frequenta a Sala São Paulo. Um dos nomes de destaque da regência atual, ela já esteve várias vezes à frente da Osesp – a última delas aconteceu em 2023. Durante anos, a maestra amadureceu a ideia de um concerto no qual se dirigiria ao público de uma forma diferente, ainda que tendo a música e a orquestra como elementos principais. Este sonho começou a se tornar realidade quando conheceu a Gabriela Muñoz, que possui vasta experiência em teatro, circo e ópera.

The silence of sound conta a história de uma protagonista silenciosa que gradualmente descobre, explora e desenvolve seu próprio potencial criativo com a ajuda da música. Seus companheiros são os próprios instrumentos da orquestra: o fiel oboé, o dedicado violoncelo e o temerário e sedutor violino, que a acompanham até o final desta aventura.

Sobre o espetáculo The silence of sound

The silence of sound conta uma história tão antiga quanto o próprio amor e, portanto, uma história única e nova a cada vez que é contada. É uma história que transcende tempo e espaço, de amor e perda, de solidão e felicidade, de poder e fracasso, de impiedade e perdão, de guerra e paz.

Após passar muitos anos em silêncio e solidão, uma Palhaça desperta de um sonho eterno devido ao chamado transcendente da música. Ela é guiada por um oboé-pássaro fascinada pelo som dos instrumentos de sopro. Seu devaneio começa a escurecer quando ela descobre que está presa em uma grande gaiola da qual os pássaros conseguem escapar, deixando-a sozinha novamente. A partir desse despertar, a Palhaça embarcará em uma jornada conhecendo diferentes personagens, por vários universos, pelos quais viajará na companhia da música. Suas ações a levarão ao abuso de poder e ao controle excessivo, transformando um sonho em pesadelo. Sufocando os músicos e personagens que encontra pelo caminho e fazendo a música explodir com uma forte rejeição à sua passagem por aquele universo, ela descobre seu verdadeiro despertar.

The silence of sound é uma performance multidisciplinar para os olhos, ouvidos e alma, criada para todas as faixas etárias. Não mais confinada à plateia, a orquestra se torna parte integrante da história, acompanhando e guiando uma palhaça em sua jornada rumo à verdadeira realização.

The silence of sound por Alondra de la Parra

“Esta performance nasceu do desejo de mostrar a música. A música sinfônica tem a capacidade de nos fazer imaginar e perceber inúmeras histórias nas quais o ouvinte participa com sua própria experiência e acaba se tornando também um narrador. O silêncio é representado pelo protagonista que habita o espaço imaginário da vida interior do diretor e atua em uma dimensão paralela. A dualidade é o aspecto central deste jogo. Luz e escuridão, som e silêncio, severidade e liberdade, dor e alegria.

O ecossistema é a orquestra, tanto na realidade quanto na fantasia. Os músicos a acompanham, mostram-lhe o caminho, confrontam-na consigo mesma e com o mundo.

As seções da orquestra são um guia sonoro: a personagem inicia sua história atraída pelas madeiras, instrumentos de sopro que voam como pássaros. Essa relação a conduz, por meio de emoções extremas, a outro momento de sua vida: as cordas, que se apresentam como um imenso mar. A maior seção da orquestra. Outras paixões surgem e surgem personagens que manifestam sua personalidade por meio dos sons. O violoncelo, com doçura, a conduz a um amor romântico, sereno e confiável. Um lar acolhedor. O violino, por outro lado, a convoca para o perigo, para o desconhecido, para a energia instável e voraz do desejo e da grandeza. Desperta nela o poder ilimitado, levando à opressão e ao abuso que, por fim, evocam solidão e desespero. Somente ela, confrontando a si mesma, pode encontrar redenção.

A seleção musical é composta por trechos de obras completas em um caleidoscópio; movimentos inteiros são dispostos lado a lado de forma não tradicional. O objetivo é gerar contrastes, sugerir texturas, cores e um novo personagem para sustentar a história.

Durante o processo criativo, que Gabriela Muñoz e eu desenvolvemos juntas, a história nos levou à música e, em alguns momentos, a música nos ajudou a narrar. Na seleção, há um fio condutor: solos recorrentes de violino e violoncelo, e o oboé se destaca como figura principal. Um amigo constante. Esses instrumentos se tornam personagens.

Tanto a seleção musical quanto a própria história são o resultado de um processo no qual investimos nossas histórias pessoais e nossa amizade. Muitas dessas músicas representam eventos reais da minha vida que eu queria incluir nesta jornada de autodescoberta. Uma forma de mostrar a vulnerabilidade com a qual aprendi tanto.

The silence of sound acontece em uma eternidade ou em um piscar de olhos.”

The silence of sound conta com o patrocínio master da GNP Seguros, copatrocínio do Bradesco e apoio de Fitch Ratings e Vivo, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Apoio Cultural: Tivoli Mofarrej, Everymind e Kaspersky. Realização: Fundação Osesp, Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, Ministério da Cultura e Governo Federal – União e Reconstrução.

Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo – Osesp

Desde seu primeiro concerto, em 1954, a Osesp tornou-se parte indissociável da cultura paulista e brasileira, promovendo transformações culturais e sociais profundas. A cada ano, a Osesp realiza em média 130 concertos para cerca de 150 mil pessoas. Thierry Fischer tornou-se diretor musical e regente titular em 2020, tendo sido precedido, de 2012 a 2019, por Marin Alsop. Seus antecessores foram Yan Pascal Tortelier, John Neschling, Eleazar de Carvalho, Bruno Roccella e Souza Lima. Além da Orquestra, há um coro profissional, grupos de câmara, uma editora de partituras e uma vibrante plataforma educacional. A Osesp já realizou turnês em diversos estados do Brasil e também pela América Latina, Estados Unidos, Europa e China, apresentando-se em alguns dos mais importantes festivais da música clássica, como o BBC Proms, e em salas de concerto como o Concertgebouw de Amsterdam, a Philharmonie de Berlim e o Carnegie Hall em Nova York. Mantém, desde 2008, o projeto “Osesp Itinerante”, promovendo concertos, oficinas e cursos de apreciação musical pelo interior do estado de São Paulo. É administrada pela Fundação Osesp desde 2005.

Alondra de la Parra regente

Alondra de la Parra regeu mais de cem das orquestras mais prestigiadas do mundo, incluindo a Orquestra de Paris, a Orquestra Filarmônica de Londres, a Orquestra Tonhalle-Orchester Zürich, a Sinfônica de Bamberg, a Orquestra Sinfônica da Rádio Sueca, a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, a Orquestra Sinfônica da Rádio de Berlim e a Orquestra da Academia Nacional de Santa Cecília. De 2017 a 2019, foi Diretora Musical da Orquestra Sinfônica de Queensland, tornando-se a primeira Diretora Musical de uma orquestra australiana. É Embaixadora Cultural Oficial do México, onde alcançou o nível de platina nas vendas de seu primeiro álbum, Mi Alma Mexicana, e, em 2017, foi nomeada Embaixadora Internacional da Marca Mercedes-Benz. Os destaques das temporadas anteriores incluem a aclamada produção encenada de Carlos Padrissa de Mozart Thamos, Rei no Egito, com a Camerata Salzburg e o coletivo teatral La Fura dels Baus, no Salzburg Mozartwoche de 2019 (repetido no Festival de Pâques em Aixen-Provence), concertos com a Orquestra de Paris (transmitida ao vivo pela ARTE), a Orquestra do Festival de Verbier, a Filarmônica da BBC, a Orquestra Nacional da BBC de Gales e uma apresentação orquestral ao vivo do filme West Side Story para um público de dez mil pessoas no Auditório Nacional do México. Também regeu a estreia mundial de Como água para chocolate, de Joby Talbot, para o Royal Ballet no Covent Garden, que também foi apresentado no Metropolitan Opera de Nova York em 2023, trabalhando ao lado do coreógrafo Christopher Wheeldon. Ela ainda regeu a produção de Kenneth Macmillan de Romeu e Julieta (também para o Royal Ballet) e O lago dos cisnes para o Staatsballett Berlin.

Gabriela Muñoz Chula, a Palhaça

Gabriela Muñoz possui vasta experiência em teatro, circo e ópera. Concluiu seus estudos na London International School of Performing Arts (LISPA), com base na pedagogia de Jacques Lecoq, após um curso de pós-graduação de dois anos e um curso de um ano na School of Physical Theatre, em Londres. Em 2009, cofundou a companhia CLOWN ME IN com a colega Sabine Choucair (Líbano), e trabalha como voluntária na organização Clowns Without Borders USA desde 2011. Em 2010, criou Perhaps Maybe Quizás, seu primeiro espetáculo de palhaço. …Quizás estreou em Nova York em 2010 e, desde então, tem sido apresentado em diversos festivais de palhaço e teatro nos Estados Unidos, Austrália, América do Sul, Europa e Ásia. Em fevereiro de 2015, com o apoio do EFI TEATRO, INBA e Co Productions, estreou sua segunda criação, Limbo, na Cidade do México. Limbo foi apresentado no Teatro de Milão e no Teatro de la Ciudad Esperanza Iris em colaboração com os vencedores do Grammy Latino Natalia Lafourcade e Ernesto García. Limbo foi revisitado em 2016 com o apoio da Fundação Kone na Finlândia e estreou no Thêatre du Passage em Avignon, França. Trabalhou com a companhia de dança finlandesa Hurjaruuth na nova criação de Pinokkio, dirigida por Sanna Silvennoin (Circo Aéreo). Em 2019, criou DIRT!, que foi indicado ao City Award de melhor espetáculo e, em 2020, em comemoração aos seus 10 anos como palhaça, publicou um livro (CHULA THE CLOWN), editado pela Sicomoro Ediciones. Nesse mesmo ano, recebeu uma medalha por mérito internacional do Congresso da Cidade do México na área de promoção cultural.

Yorrick Troman spalla

Nascido em Paris, em uma família de músicos especializados em barroco, Yorrick Troman começou a tocar violino aos quatro anos de idade. Estudou no Conservatório Nacional Superior de Música de Lyon, onde se formou em 2002 e recebeu o primeiro prêmio com honras. Continuou seus estudos em Oslo e, em 2004, começou como solista dos segundos violinos na Orquestra Filarmônica de Copenhague. Desde então, também foi spalla assistente na Orquestra Sinfônica de Århus, concertino da Orquestra de Câmara de Randers, solista dos segundos violinos na Orquestra Filarmônica Real de Flandres, spalla da Orquestra da Cidade de Granada e, desde 2015, é spalla da Orquestra Sinfônica de Navarra.

Rolando Fernández violoncelo

Criado em uma família de músicos cubanos e mexicanos, Rolando Fernández Lara estreou como solista com a Orquestra Filarmônica de Querétaro aos 10 anos de idade, e, desde então, foi premiado em inúmeros concursos internacionais (Prêmio Especial no Concurso Internacional de Violoncelo “Carlos Prieto”, menção honrosa no Concurso Internacional de Violoncelo “Leos Janacek” na República Tcheca, terceiro prêmio no concurso “Bienal de Violoncelo de Amsterdã” e primeiro prêmio da Academia Kronberg, entre outros). Em 2019, foi selecionado para participar do prestigiado Concurso Internacional Tchaikovsky em São Petersburgo, na Rússia.

PROGRAMA

ORQUESTRA SINFÔNICA DO ESTADO DE SÃO PAULO – OSESP

ALONDRA DE LA PARRA regente

GABRIELA MUÑOZ Chula, a Palhaça

YORRICK TROMAN spalla

ROLANDO FERNANDES violoncelo

Claude DEBUSSY | Children’s Corner: The little shepherd [O cantinho das crianças: O pequeno pastor]

Béla BARTÓK | Concerto para orquestra

Igor STRAVINSKY | O Pássaro de Fogo: A dança do Pássaro de Fogo

Claude DEBUSSY | La Mer: De l’Aube à Midi sur la Mer [O Mar: Da Alvorada ao meio-dia no Mar]

Children’s Corner: Jimbo’s Lullaby [O cantinho das crianças: Canção de ninar do Jimbo]

Carl Maria VON WEBER | Invitation to the dance [Convite à dança]: Excertos

Jules MASSENET | Taís: Meditação versus JEAN SIBELIUS Concerto para violino: Excertos

Sergei PROKOFIEV

Sinfonia nº 1 em Ré maior, Op. 25 – Sinfonia Clássica: Allegro

Sinfonia nº 5 em Si bemol maior, Op. 100: Allegro marcato

Federico IBARRA | Sinfonia nº 2 – Las antesalas del sueño

Johannes BRAHMS | Sinfonia nº 3 em Fá maior, Op. 90: Andante.

Serviço:

Osesp e Alondra de la Parra: The silence of sound

21 de agosto, quinta-feira, 20h00

22 de agosto, sexta-feira, 20h00

23 de agosto, sábado, 16h30

24 de agosto, domingo, 18h00

Endereço: Praça Júlio Prestes, 16, Luz, São Paulo, SP

Capacidade: 1.388 lugares

Recomendação etária: 7 anos

Ingressos: De R$ 42,00 a R$ 295,00 (valores inteiros*)

Bilheteria (INTI): https://osesp.byinti.com/#/event/osesp-e-alondra

Telefone: (11) 3777-9721, de segunda a sexta, das 12h às 18h.

Estacionamento: Rua Mauá, 51 | R$ 39,00 (noturno, sábado e domingo após às 12h30) | 600 vagas; 20 para pessoas com deficiência; 33 para idosos.

Mais informações nos sites oficiais da Osesp e da Sala São Paulo.

*Estudantes, pessoas acima dos 60 anos, jovens pertencentes a famílias de baixa renda com idade de 15 a 29 anos, pessoas com deficiências e um acompanhante e servidores da educação da rede pública estadual e municipal têm desconto de 50% nos ingressos para os concertos da Temporada Osesp na Sala São Paulo, mediante comprovação.

A Osesp e a Sala São Paulo são equipamentos do Governo do Estado de São Paulo, por intermédio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, gerenciadas pela Fundação Osesp, Organização Social da Cultura.

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(Com Fabio Rigobelo/Fundação Osesp)

Espetáculo em Campinas celebra 40 anos de carreira de Ariane Porto

Campinas, por Kleber Patricio

Fotos: Lyvia Garmec.

A cineasta, atriz, escritora e produtora Ariane Porto convida o público para uma mostra comemorativa de seus 40 anos de carreira, com a apresentação do espetáculo “Amanhã é um lugar que pode não existir”, no dia 17 de junho,  às 20h, no Teatro de Arte e Ofício (TAO). Antes, às 19h, haverá lançamentos literários de obras de Ariane Porto. O evento faz parte da programação da 9ª Mostra Geral do Teatro, realização do grupo Os Geraldos, de 14 a 19 de junho, no TAO.

Tendo como base de sua produção a cidade de Campinas, Ariane vem desenvolvendo uma intensa atividade artística que se espalhou pelo Estado e País, se iniciando nos anos 80 com sua entrada no Grupo Rotunda, fundado em 1967 pela diretora Teresa Aguiar, seguido da abertura do Teatro de Arte e Ofício (1984) e, posteriormente, da TAO Produções (2002), focada no cinema. Ariane vem se dedicando a todos os elos da cadeia produtiva das Artes, desenvolvendo projetos que se tornaram referência internacional, como o Bem-te-vi, um projeto socio-ambiental que vem produzindo filmes com crianças e jovens dos cinco continentes, desde 2005.

Amanhã é um lugar que pode não existiré um work in progress teatral com Ariane Porto, Delma Medeiros, Hélcio Henriques, Joel Barbosa, Ramiro Lopes e Valéria Monteiro. Texto e direção de Ariane Porto. Concebido em forma de uma master class, é um espetáculo celebração de vidas – a do ser humano e a do artista – que se encontram, se potencializam e tornam a existência possível. A partir deste texto/pretexto, a autora convida o público a um passeio pelos processos de criação dos atores, em trabalho conjunto com a direção. Se alternando entre a direção e a atuação, Ariane busca revelar, com a participação do público – também convidado a integrar a cena – as possíveis formas de trazer à tona as emoções provocadas por um texto na construção do espetáculo teatral. Com a participação de atores com diferentes caraterísticas, a alquimia da arte pode ser – se não entendida – ao menos sentida. “Este ‘espetáculo celebração’ é um manifesto de empoderamento, da mulher artista, da mulher ativista, da mulher que na arte encontra a vida – e que luta pela vida através da arte”, resume Ariane.

A Mostra Geral do Teatro, de Os Geraldos, de 14 a 19 de junho, recebe espetáculos e shows de grande importância nacional no TAO, com programação gratuita. Abriu a programação, no dia 14 e 15/6, a montagem de Os Geraldos “Cordel do Amor sem Fim ou A Flor do Chico”, direção de Gabriel Vilella. A programação segue dia 16/6, às 19h, com “Cais ou a Indiferença das Embarcações”, de Kiko Marques. Dia 17/6, às 19h, lançamentos dos livros “O Banho de Cleópatra”, “O Pesadelo de Morfeu” e o infantil “Olhos de Estrela”, de Ariane Porto; seguido, às 20h, do espetáculo “Amanhã é um lugar que pode não existir”. Dia 18/6, às 20h, “O Sonho voou”, adaptação e atuação de Celso Frateschi; e dia 19/6, às 20h, show “WD Canta Vozes Eternas”, com WD e Os Geraldos.

Serviço:

Amanhã é um lugar que pode não existir

Dia 17/6, às 20h | Antecedem, às 19h, lançamentos literários

Teatro de Arte e Ofício – TAO (Rua Conselheiro Antonio Prado, 529, Vila Nova, Campinas)

Entrada gratuita.

(Com Delma Medeiros)