Notícias sobre arte, cultura, turismo, gastronomia, lazer e sustentabilidade

Lazer & Gastronomia

São Paulo, SP

Quatro viagens no tempo, um só lugar: o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual

por Kleber Patrício

Devido ao sucesso das três expedições em realidade virtual iniciadas em setembro de 2025, o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual anuncia a prorrogação de suas atividades. Além da extensão do prazo, o centro cultural traz uma novidade de peso: a exibição simultânea de quatro roteiros distintos que transportam os visitantes por bilhões de anos de […]

Continuar lendo...

Inscreva seu e-mail e participe de nossa Newsletter para receber todas as novidades

Músicos da Osesp e do Coro apresentam concerto de câmara na Estação Motiva Cultural

São Paulo, por Kleber Patricio

Foto: Fábio Audi.

A Fundação Osesp apresenta na Sala São Paulo a Temporada Osesp 2025. No próximo domingo (15/jun), às 18h, músicos da Osesp e do Coro da Osesp se reúnem para o segundo concerto da série de câmara desta Temporada, na recém-inaugurada Estação Motiva Cultural, com um repertório com obras para voz, fagote e piano e repleto de peças brasileiras. Os ingressos para este programa custam de R$ 42,00 a R$ 150,00 (valores inteiros) e podem ser adquiridos no site oficial da Osesp.

Na primeira parte da noite, a soprano Valquíria Gomes, o fagotista Francisco Formiga e o baixo-barítono e pianista Israel Mascarenhas interpretam canções de compositores de diferentes estilos, épocas e nacionalidades.

O concerto se inicia com as Três canções espanholas, escritas em 1983 pelo norte-americano Joseph Goodman (1918-2014) para a combinação incomum de soprano e fagote, sobre poemas de Miguel de Unamuno e Jorge Guillén Goodman. Na sequência, destacam-se obras do brasileiro Francisco Mignone (1897-1986), que também dedicou especial atenção a esse instrumento grave da família das madeiras: suas Cinco canções, igualmente para soprano e fagote, de inspiração popular, e a Valsa vocalise, dedicada à soprano mineira Maria Lúcia Godoy.

O século XIX está representado no programa em duas peças do russo Tchaikovsky (1840-1893): a Canção de ninar e a famosa Ária de Lensky, da ópera Eugene Onegin. A primeira parte traz, ainda, a canção Dream with me, do musical Peter Pan de Leonard Bernstein.

Estação Motiva Cultural. Foto: Manuel Sá.

Na segunda parte, acompanham Valquíria e Israel a soprano Anna Carolina Moura, a mezzo soprano Mariana Valença e o tenor Luiz Guimarães, além da pianista convidada Maria Emilia Moura Campos, que se junta a eles para interpretarem obras de autores brasileiros.

O universo popular permeia grande parte desse repertório, com destaque para as canções de Ernst Mahle (1929-2025), de quem ouviremos Quadras ao gosto popular, Coco do major e Dança em volta do fogo; e de Heitor Villa-Lobos (1887-1959), representado por Cabocla de Caxangá e uma seleção de suas Serestas. Também no programa estão A canção do tédio, que Osvaldo Lacerda (1927-2011) compôs a partir de poema de Guilherme de Almeida, e Tornedos a Rossini, de Almeida Prado (1943-2010), canção que leva o nome de um clássico prato francês.

Anna Carolina Moura soprano

Membro do Coro da Osesp desde 2003, integrou o grupo de música sacra Audi Coelum, o conjunto de música antiga luso-brasileira e hispano-americana Americantiga e o trio de vozes femininas Bendita Folia. Cantou na Sinfônica do Rio Grande do Norte e no Madrigal da Universidade Federal do Rio Grande do Norte [1997-2001], do qual foi ensaiadora e com o qual venceu o 2º Concurso Nacional Funarte de Canto Coral.

Valquíria Gomes soprano

Aperfeiçoou-se em ópera pela Escola Superior de Música Franz Liszt de Weimar, na Alemanha, e nesse país apresentou-se com o JBS Ensemble, o Arcadia Ensemble, a Chorakademie Lübeck, o Coro Sinfônico de Bamberg e a EuropaChorAkademie, realizando turnês em países como China, Coreia do Sul, Dinamarca, Eslováquia e Itália. Integrou, em Belo Horizonte, o Ars Nova e o Coral Lírico de Minas Gerais. É membro do Coro da Osesp desde 2019.

Mariana Valença mezzo soprano

Integra o Coro da Osesp desde 1994, quando ainda Coral Sinfônico do Estado de São Paulo. Aperfeiçoou-se com o tenor Benito Maresca, com a contralto Leilah Farah, a mezzo soprano Lenice Prioli, o baixo Jeller Filipe e a soprano Elayne Caser. Participou das séries de câmara do Museu Paulista da USP, do Centro de Música Brasileira e do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo.

Luiz Guimarães tenor

Desde 2008, é membro do Coro da Osesp. Foi solista com a Orquestra Acadêmica da Osesp, a Orquestra Jovem de Guarulhos, a Sinfônica Municipal de Santos e a Sinfônica de Santo André. Integrou o Coral Jovem do Estado de São Paulo e a Academia de Ópera do Theatro São Pedro. Participou do 34º Festival de Inverno de Campos de Jordão e das 7ª e 11ª edições do Festival Música nas Montanhas, em Poços de Caldas.

Francisco Formiga fagote

Antes de ingressar na Osesp, em 1997, foi membro da Sinfônica de Minas Gerais, da Orquestra Experimental de Repertório e da Banda Sinfônica do Estado de São Paulo. Integrou ainda as orquestras Antunes Câmara, as orquestras de Câmara de Belo Horizonte, de São Paulo e de Indaiatuba e a Orquestra Sesi Minas, além do grupo Camaleon Bassoons. É professor da Escola Municipal de Música de São Paulo e da Academia de Música da Osesp.

Israel Mascarenhas baixo e piano

Iniciou seus estudos musicais com Walter Novaes e Helena Starzynski, no Coral USP, com Israel Menezes, professor do Conservatório Brasileiro de Música, e Jésus Figueiredo, maestro titular do Coro do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Foi pianista do Coral Jovem do Estado de São Paulo e é cravista da Orquestra de Câmara Ópera XVIII. Integra o grupo de câmara Americantiga, o coro Audi Cœlum e, desde 2006, o Coro da Osesp como baixo.

Maria Emília Moura Campos pianista convidada

É docente da EMESP Tom Jobim e pianista correpetidora da Escola Municipal de Música de São Paulo. Foi pianista do Coral Lírico do Theatro Municipal de São Paulo e professora do Conservatório Municipal de Guarulhos. Recebeu os prêmios de melhor pianista acompanhadora do 3º Concurso para Instrumentos de Cordas da Pró-Música de Juiz de Fora e do 4º Concurso “A Canção Brasileira”, realizado pelo Centro de Música Brasileira de São Paulo.

A Estação Motiva Cultural conta com o patrocínio institucional da Motiva, por meio de seu Instituto, via Lei Federal de Incentivo à Cultura. A realização é da Fundação Osesp, do Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, do Ministério da Cultura e do Governo Federal – União e Reconstrução.

PROGRAMA

VALQUÍRIA GOMES soprano

FRANCISCO FORMIGA fagote

ISRAEL MASCARENHAS piano

Joseph GOODMAN | Três canções espanholas

Piotr Ilitch TCHAIKOVSKY | Seis romances, Op. 16: Canção de ninar

Leonard BERNSTEIN | Peter Pan: Dream with me [Sonhe comigo]

Francisco MIGNONE | Valsa vocalise

Piotr Ilitch TCHAIKOVSKY | Eugene Onegin: Ária de Lensky

Francisco MIGNONE | Cinco canções para soprano e fagote

VALQUÍRIA GOMES soprano

ANNA CAROLINA MOURA soprano

MARIANA VALENÇA mezzo soprano

LUIZ GUIMARÃES tenor

ISRAEL MASCARENHAS baixo

MARIA EMILIA MOURA CAMPOS pianista convidada

Ernst MAHLE

Quadras ao gosto popular

Coco do major

Osvaldo LACERDA | A canção do tédio

Ernst MAHLE | Dança em volta do fogo

Heitor VILLA-LOBOS

Canções típicas brasileiras: Cabocla de Caxangá

Serestas: Seleção

José Antônio de ALMEIDA PRADO | Tornedos a Rossini.

Serviço:

15 de junho, domingo, 18h00

Endereço: Praça Júlio Prestes, 16, Luz, São Paulo, SP

Capacidade: 543 lugares

Recomendação etária: 07 anos

Ingressos: De R$ 42,00 a R$ 150,00 (valores inteiros*)

Bilheteria (INTI): osesp.byinti.com

Telefone: (11) 3777-9721, de segunda a sexta, das 12h às 18h.

Estacionamento: Rua Mauá, 51 | R$ 39,00 (noturno, sábado e domingo após às 12h30) | 600 vagas; 20 para pessoas com deficiência; 33 para idosos.

Mais informações nos sites oficiais da Osesp e da Sala São Paulo.

*Estudantes, pessoas acima dos 60 anos, jovens pertencentes a famílias de baixa renda com idade de 15 a 29 anos, pessoas com deficiências e um acompanhante e servidores da educação da rede pública estadual e municipal têm desconto de 50% nos ingressos para os concertos da Temporada Osesp na Sala São Paulo, mediante comprovação.

A Osesp e a Sala São Paulo são equipamentos do Governo do Estado de São Paulo, por intermédio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, gerenciadas pela Fundação Osesp, Organização Social da Cultura.

Acompanhe a Osesp: Site | Instagram | YouTube | Facebook | TikTok | LinkedIn.

(Com Fabio Rigobelo/Fundação Osesp)

Paço Imperial apresenta panorama da trajetória de André Griffo

Rio de Janeiro, por Kleber Patricio

André Griffo – Altar Marajoara. Foto: Edouard Fraipont.

O Paço Imperial inaugura neste sábado, no dia 14 de junho de 2025, a grande exposição “Alto Barroco”, com um panorama dos quatorze anos de trajetória do artista André Griffo. Com curadoria de Juliana Gontijo, serão apresentadas mais de 50 obras, entre pinturas e instalações – sendo muitas inéditas – que ocuparão o pátio principal, três salões do primeiro pavimento e dois salões do segundo pavimento do Paço Imperial. Esta é a primeira exposição individual do artista em uma instituição no Rio de Janeiro, após ter participado de diversas coletivas, além de individuais no Centro Cultural São Paulo e no Palácio das Artes, em Belo Horizonte.

“A ideia é mostrar um panorama do que o artista vem fazendo, mas não apresentar de modo cronológico, principalmente porque muitas de suas séries, além de atravessarem vários anos, também terminam tendo algum tipo de comunicação, de relação entre elas”, conta a curadora Juliana Gontijo, que acompanha há mais de 10 anos o trabalho do artista. Desta forma, a exposição estará dividida por temas, relacionando obras produzidas em diferentes épocas da trajetória do artista, apresentando trabalhos importantes como “Back to Olympia” (2017), “Sala dos provedores” (2018), “O Vendedor de miniaturas” (2021) e “Instruções para administração de fazendas 2” (2018), além de duas pinturas produzidas especialmente para a exposição e outras pertencentes a coleções particulares nunca antes expostas ao público. “Griffo é muito conhecido pelas pinturas em grandes dimensões. Por isso, a ideia foi também trazer outros suportes, técnicas e materialidades com os quais ele trabalha — que talvez sejam menos conhecidas ou menos referenciadas. Não se trata de uma exposição de pintura tradicional”, afirma a curadora.

André Griffo – Base para crucificação. Foto: Rafael Salim.

Formado em Arquitetura e Urbanismo, Griffo iniciou sua produção no campo das artes visuais criando composições em que máquinas e estruturas mecânicas dividiam espaço com fragmentos de corpos — sobretudo de bois e porcos — em cenas densas, impregnadas de signos de violência e morte. A partir de 2014, o artista desloca seu foco para uma investigação pictórica em que a arquitetura, representada com precisão técnica, assume papel central, com pouca ou nenhuma presença humana. Nas obras mais recentes, Griffo revisita obras fundamentais da história da arte, apropriando-se de seus repertórios visuais para tencionar episódios históricos em que religião, poder e violência se entrelaçam.

A pintura de André Griffo articula crítica e reverência numa linguagem barroca que reivindica o excesso como estratégia discursiva. Através de suas pinturas, o artista faz uma contundente crítica social, abordando questões de poder, religião, questões raciais, política etc. “O tema central do meu trabalho é a religião e como ela vem sendo usada como uma ferramenta de controle desde o Brasil colonial até a união das milícias com algumas igrejas evangélicas para dominar áreas na cidade”, conta o artista. “O trabalho do Griffo traz camadas bastante complexas, nas quais emergem relações entre religião, poder e patriarcado, além da questão da colonialidade. O interessante é como tudo isso se cruza com a história da arte, questionando qual é o papel da produção artística – e da própria arte – nesse contexto”, ressalta a curadora.

Para criar as obras, Griffo faz um profundo trabalho de pesquisa, indo aos locais retratados, vendo pessoalmente as pinturas que usa como referência e estudando os personagens. Sobre o título da exposição, “Alto Barroco”, a curadora explica: “Vem de uma constatação do excesso, do lugar e função do ornamento, pensando o Barroco na contemporaneidade. O barroco é o excesso, a saturação, mas também a confusão dos limites; é simultaneamente a dominação e a resistência. A gente joga com essa ambiguidade”.

Percurso da exposição

André Griffo – Instruções para administração das fazendas II. Foto: Rafael Adorjan.

Logo ao entrar no Paço Imperial, no pátio, o público encontrará a grande instalação “Predileção por alegorias – andaimes” (2015), que tem 7,5 metros de altura e 4,5 metros de comprimento. Composta por andaimes de ferro utilizados na construção civil, as estruturas possuem arcos de ogiva (ornamento gótico). “A ideia foi fazer um contraponto da arquitetura moderna com a arquitetura gótica. Naquele momento eu ainda não falava de religião, mas estava com um interesse especial nos arcos ogivais, então inseri esses elementos em andaimes, que são objetos estritamente funcionais. A obra trata de dois momentos da arquitetura, comparando forma e função: o gótico, com arcos que são símbolos da difusão do cristianismo, e o modernismo, com seu purismo funcional”, conta Griffo, que ressalta ter sido essa a primeira obra em que inseriu elementos religiosos, sem saber, naquele momento, que este se tornaria o principal tema de sua prática artística nos anos seguintes.

Na primeira sala, estarão as pinturas “Um altar consagrado” e “Base para crucificação”, que fazem parte da nova fase abstrata do artista. Neste mesmo espaço estarão “Barroco Vazio” (2014) e “Back to Olympia” (2017), na qual, pela primeira vez, o artista tece uma crítica social através da pintura, prática que continuará em outras obras. Partindo da tela “Olympia” (1863), de Manet, André Griffo dá destaque à figura da serviçal negra, que não estava em evidência na pintura original. “A primeira sala traz uma experiência de vazio, que não é um vazio propriamente dito, mas que carrega uma densidade muito grande de elementos: um excesso de matéria, de camadas. Colocamos obras mais recentes ao lado de outras do início, promovendo um encontro temporal que, de alguma maneira, se articula por meio da ideia do vazio e do excesso – algo que tem a ver com o Barroco.”

Nas salas seguintes as obras serão montadas como uma composição, com a ideia de camadas, criando uma perspectiva, com obras no centro da sala e pendendo do teto, com temas que têm relação com a religiosidade e com a história da pintura. Neste espaço estarão obras da série “A supressão do santo pelo ornamento” (2018), feitas em madeira, que serão penduradas a partir do teto, dando a ideia de estarem flutuando na sala. “Nesses trabalhos, falo sobre a importância dos ornamentos no contexto religioso, que vai além da função decorativa. Ele é capaz não apenas de apresentar e definir o valor do símbolo que ele ornamenta, mas também em conduzir por si só a narrativa de celebração, adoração e sublime mesmo que a imagem do santo não esteja mais presente”, afirma o artista. Neste espaço também estará a grande obra “O poder e a glória do pecado” (2019), que mede 2,90X2,90m, além do retrato do Papa Inocêncio X. “Velázquez foi o primeiro a pintar o Papa Inocêncio X e depois tiveram inúmeros outros artistas, então pintei a minha versão dele”, diz Griffo.  Ainda nesta sala haverá obras como “The 80’s” (2024), “Olhos distantes se camuflam na paisagem” (2021) e “Percorrer tempos e ver as mesmas coisas” (2017), “que dão lugar a uma reflexão mais voltada à subjetividade”, diz a curadora.

Andé Griffo – Olhos distantes se camuflam na paisagem #2. Foto: Flávio Freire.

No segundo andar, estarão obras do início da trajetória de Griffo, que tem a ver com as máquinas e os corpos, além de alguns estudos em que aparece o interesse pelo arco gótico e a relação com a arquitetura. “O vendedor de miniaturas” (2020) estará neste espaço. “É um trabalho no qual eu falo sobre questões mais contemporâneas, sobre o uso da religião como ferramenta de poder, que é a união de algumas igrejas neopentecostais com milicianos, políticos e pastores evangélicos que dominam áreas do Rio de Janeiro. Eu me interesso por esse percurso do cristianismo até chegar nessas questões de hoje em dia”, diz o artista. Também neste andar estará a instalação “A materialização do canto da Mãe da Lua” (2022), inspirado no canto do pássaro Mãe da Lua e na lenda que diz que quando ele canta é sinal de mau agouro. “Essa obra fala muito sobre a constituição de uma família brasileira, da relação entre o regime patriarcal e o regime religioso”, afirma o artista. O som do canto do pássaro vindo da instalação irá ressoar por todo o ambiente onde estarão trabalhos como “O Massacre dos inocentes” (2023), que traz uma sobreposição de várias épocas, com personagens dos dias atuais em cenários de antigamente. Haverá, ainda, a série dos Ranieris, baseada na pintura do artista italiano Sassetta, além de uma série de trabalhos com folhas de ouro, também baseada no trabalho do artista, que pintou um retrato de Santo Antônio agredido por demônios, cujas figuras dos demônios foram restauradas com folhas de ouro, subvertendo seu uso. A partir disso, Griffo criou uma série de trabalhos em que usa folhas e ouro no que seriam os demônios contemporâneos.

Sobre o artista

André Griffo (Barra Mansa, 1979. Vive e trabalha no Rio de Janeiro). Entre suas principais exposições individuais destacam-se: Exploded View (Galeria Nara Roesler, Nova York, 2023); Voarei com as asas que os urubus me deram (Galeria Nara Roesler, São Paulo, 2022); Objetos sobre arquitetura gasta (Centro Cultural São Paulo, 2017) e Intervenções pendentes em estruturas mistas (Palácio das Artes, Belo Horizonte, 2015). Também apresentou obras em coletivas como From the Ashes, London, UK, 2024; Contratempo, Museu Eva Klabin, Rio de Janeiro, Brasil, 2024; Parada 7 Arte em Resistência (Centro Cultural da Justiça Federal RJ, 2022); Casa Carioca (Museu de Arte do Rio, Rio de Janeiro, 2020/21); Sobre os ombros de gigantes, Galeria Nara Roesler, NY, EUA, 2021; 21ª Bienal de Arte Contemporânea Sesc_Videobrasil (Sesc 24 de Maio, São Paulo, 2019); Ao amor do público (Museu de Arte do Rio, Rio de Janeiro, 2015); Aparições (Caixa Cultural, Rio de Janeiro, 2015) e Instabilidade estável (Paço das Artes, São Paulo, 2014). possui obras em importantes coleções públicas e privadas, tais como Denver Art Museum; Kistefos Museum (Noruega); Museu de Arte do Rio (Rio de Janeiro); Museu da Fotografia (Fortaleza, CE); Instituto Itaú Cultural (São Paulo) e Instituto PIPA (Rio de Janeiro).

Sobre a curadora

Juliana Gontijo (Rio de Janeiro, 1980) é curadora, pesquisadora e professora adjunta na Universidade do Estado do Rio de Janeiro. É doutora em História e Teoria das Artes pela Universidad de Buenos Aires, com formação em Estudos Cinematográficos (Université Sorbonne Nouvelle) e em História da Arte e Arqueologia (Université Le Mirail). É autora do livro Distopias Tecnológicas (Ed. Circuito, 2014), vencedor da Bolsa de Estímulo à Produção Crítica da Funarte. Atuou como curadora da 9ª Bolsa Pampulha, integrou o comitê curatorial da 21ª Bienal Sesc_Videobrasil e realizou curadorias em instituições como Centro Cultural Banco do Brasil, Casa do Povo, Centro Cultural São Paulo, Paço das Artes, Centro Cultural Parque de España (Argentina). Entre seus projetos recentes, destacam-se Baile Circular (MUNTREF, Buenos Aires, 2024), Manto em Movimento (Casa do Povo e MAC USP, São Paulo, 2023), Kwá yepé turusú yuriri assojaba tupinambá (Galeria Fayga Ostrower, Brasília, e Casa da Lenha, Porto Seguro, 2021) e Cildo Meireles: Cerca de Lejos (Centro Nacional de Arte Contemporáneo Cerrillos, Santiago, Chile, 2019). 

Serviço:

André Griffo – Alto Barroco

Abertura: 14 de junho de 2025, das 15h às 19h

Exposição: até 10 de agosto de 2025

Centro Cultural do Patrimônio Paço Imperial [Térreo, 1° e 2° pavimentos]

Praça XV de Novembro, 48 – Centro – Rio de Janeiro – RJ

Terça a domingo e feriados, das 12h às 18h.

Entrada gratuita

Curadoria: Juliana Gontijo

Patrocínio: Itaú Unibanco através da Lei Rouanet

Apoio: Galeria Nara Roesler

Produção: Tisara Arte Produções.

(Com Beatriz Caillaux/Midiarte Comunicação)

Museu da Imigração recebe 3ª edição do Festival Viva! Japão

São Paulo, por Kleber Patricio

Wadan Taiko Ensemble, no VIVA! Japão 2024. Foto: Divulgação/Museu da Imigração.

O Museu da Imigração (MI) realiza, pelo terceiro ano seguido, o VIVA! Japão. O festival acontece nos dias 14 e 15 de junho e integra as comemorações dos 130 Anos de Amizade Brasil-Japão, que celebra o estabelecimento das relações diplomáticas entre os países. Em 2025, o evento tem o apoio da Secretaria Municipal de Turismo de São Paulo, apoio institucional da Fundação Japão e curadoria cultural da Tasa Eventos.

O VIVA! é um festival idealizado e promovido pelo Museu da Imigração desde 2017 e, a cada edição, reverencia a cultura de um país ou região. Em sua 3ª edição, o VIVA! Japão se consolida como um dos mais relevantes eventos de difusão, promoção e vivência da cultura nipônica no país. Com uma ampla gama de atrações nas áreas da dança, música, gastronomia, artesanato, performances, oficinas e experiências, o evento, que terá 12 horas de duração, em dois dias. A programação apresenta um panorama de aspectos diversos da cultura, desde os mais tradicionais, como, por exemplo, a cerimônia do chá, cerâmica, dança kabuki, escrita tradicional japonesa e shows com tambores de Taikô até concurso de Cosplay, Anime Songs, experiência em realidade virtual e apresentações de artistas da música Pop.

Entre os destaques que se apresentarão no tradicional palco montado no jardim do MI está a jovem cantora nissei Elize Fleury, que este ano venceu, no Japão, o 1º lugar do concurso Monomane the World, da Fuji TV, concorrendo com cantores de 37 países. Dois outros nomes da música, renomados na comunidade japonesa no Brasil, que estarão presentes são os cantores de J-Pop Karen Ito e Joe Hirata. Também entre as atrações estão Ryukyu Koku Matsuri Daiko e Wadan Taiko Ensemble, que trazem apresentações em dois estilos diferentes de Taikô, os tradicionais tambores japoneses; concurso de Cosplay; show de Anime Songs com Trio Time Linde e apresentação do mágico Kevin Iwassaki.

O festival ainda traz vivências culturais e exposições na área do artesanato e das artes plásticas. A reconhecida artista ceramista Hideko Honma transporta seu ateliê para o evento, onde, além de ministrar oficinas de Chawan – recipiente bastante simbólico e tradicional utilizado na secular cerimônia do chá –, também proporcionará uma experiência exclusiva aos visitantes do VIVA! Japão: a visitação à Exposição itinerante em homenagem a Sua Alteza Imperial Princesa Kako em visita ao Brasil, que conta com peças de cerâmica produzidas pela artista (e seus alunos ceramistas brasileiros e nipo brasileiros) cuidadosamente selecionadas para a ocasião da estadia da princesa do Japão em nosso país. A mostra tem o selo comemorativo dos 130 anos do Tratado de Amizade, Comércio e Navegação. Como parte da experiência, Hideko ainda convida o Centro de Chado Urasenke do Brasil, que irá realizar a Cerimônia do Chá. Tanto as oficinas de cerâmica como a cerimônia do chá têm vagas limitadas e preenchidas por ordem de chegada.

Entre as demais oficinas e exposições que compõem o evento estão técnicas como Mangá, Oshibana e Origami, Shuji (caligrafia) e Ikebana, além da experiência de realidade virtual que, organizada pela Fundação Japão e criada para ser exibida em planetários no Japão, traz a história dos tradicionais fogos de artifício japoneses (hanabi).

Outro ponto alto do evento é a área gastronômica que traz comidas típicas do Japão, desde as mais tradicionais até opções da culinária contemporânea. Estarão presentes expositores como Yu Yatai (takoyaki, okonomiyaki,nikuman); COA (lamen, udon, temaki, tempura, kare); Chen’s (yakisoba, guioza, bolinha de kani, hot roll, poke); Dogkebi (stick dog); Revan (bubble waffle e bubble tea); Hachi Crepe (Crepe Japonês, Taiyaki) entre outros. Também estarão presentes expositores de produtos japoneses em geral.

Por fim, o Centro de Preservação, Pesquisa e Referência (CPPR) do Museu da Imigração promoverá uma roda de conversa com o tema Representatividade Amarela, conduzida pela ativista e multiartista Tatiane Takiyama.

Serviço:

VIVA! Japão

Datas: 14 e 15 de junho

Horário: das 10h às 18h

Entrada gratuita

Ingressos: Retirada exclusiva pessoalmente na bilheteria do Museu, nas datas do evento (Evento com capacidade limitada e sujeito à lotação)

Programação de Palco | Sábado, 14 de junho

12h00 Cerimônia de abertura

12h30 Ryukyu Koku Matsuri Daiko (Taikô Okinawa)

13h15 Show musical – Joe Hirata (J-Pop)

13h45 Show musical – Elize Fleury (City Pop)

14h45 Show musical – Diogo Miyahara (Tokusatsu)

15h30 Desfile e Concurso Cosplay

16h30 Cia. Fujima (Dança Kabuki)

17h00 Show musical – Paula Hirama (Enka)

Programação de Palco | Domingo, 15 de junho

12h30 Wadan Taiko Ensemble (Taikô)

13h00 Show musical – Pamela Yuri (J-Pop)

14h00 Show de Mágica – Kevin Iwassaki (Mágica)

14h30 Trio Time Line (Anime Songs)

15h30 Desfile e Concurso Cosplay

16h30 Wadan Taiko Ensemble (Taikô)

17h00 Show musical – Serginho Tanigawa (J-Pop)

Oficinas* | Sábado e Domingo, 14 e 15 de junho

*vagas limitadas e por ordem de chegada

Oficina de Chawan (cerâmica) – com Atelier Hideko Honma | Das 10h45 às 12h e 14h às 15h15

Oficina de Modelagem de Pequenos Budinhas – com Atelier Hideko Honma (Eliane Kanki) |Das 10h45 às 12h e 14h às 15h15

Cerimônia do Chá – com Centro de Chado Urasenke do Brasil |Somente no domingo, das 12h10 às 12h50 e das 15h30 às 16h10

Mangá (Japan Sunset Escola de Mangá)

Origami (Sayuri Arts)

Oshibana (Oshibana Art)

Shuji (Caligaria Japonesa)

Experiência de Realidade Virtual – Hanabirium (Fundação Japão)

Exposições:

Exposição itinerante em homenagem a Sua Alteza Imperial Princesa Kako em visita ao Brasil (Atelier Hideko Honma) | Das 10h às 18h

Oshibana e Ikebana

A programação está sujeita a alterações sem aviso prévio.

Museu da Imigração

Rua Visconde de Parnaíba, 1.316 – Mooca – São Paulo/SP

Tel.: (11) 2692-1866

Funcionamento: de terça a sábado, das 9h às 17h; e aos domingos, das 10h às 17h

Acessibilidade no local – Bicicletário na calçada da instituição | Metrô Bresser-Mooca.

(Com Gabriela Moraes/Museu da Imigração)

Rádio Cultura Brasil homenageia os 80 anos de Ivan Lins com cinco dias de programação especial

São Paulo, por Kleber Patricio

Foto: Reprodução/Instagram @ivanlinsoficial.

A partir deste sábado (14/6), a Rádio Cultura Brasil inicia diversas homenagens aos 80 anos do cantor e compositor Ivan Lins, grande nome da música popular brasileira. A programação se estende por cinco dias, com vários especiais sobre a vida do artista.

As comemorações iniciam às 8h, com apresentação de Solano Ribeiro, que destaca as composições e registros de Ivan Lins feitos de forma independente. No mesmo dia (14/6), às 17h, o programa DiscoTeca apresenta obras do compositor, interpretadas por ele mesmo, e escolhidas por Teca Lima.

No domingo (15/6), são dois destaques: às 11h um show especial gravado ao vivo com a Brasil Jazz Sinfônica e, às 17h, tem Balaio, com Renato e Chico Teixeira, em um episódio que Ivan Lins foi convidado e falou dos seus 50 anos de música.

Na segunda-feira (16/6), data de aniversário do cantor, a homenagem começa às 7h, no Música e Notícia (apresentado por Laura Mayumi), com depoimentos de artistas que conviveram com Ivan Lins, como Rita Benneditto, Roberto Menescal e Luciana Mello. Em seguida, entre 11h e 12h, Fabiana Ferraz atende a pedidos de ouvintes, feitos pelo Instagram da Cultura Brasil, no programa Galeria. Às 13h, em Dissonantes, o jornalista André Barcinski faz sua seleção de cada um dos doze primeiros discos do músico. A partir das 15h, o Estúdio 77, com Alexandre Ingrevallo, apresenta trechos de entrevistas históricas de Ivan Lins do acervo da Rádio Cultura Brasil. Às 18h, o De volta pra Casa traz sucessos instrumentais do cantor.

Na quarta-feira (18/6), às 17h, o Contraponto traz uma edição especial sobre o músico com seleção musical comentada pelo produtor João Marcelo Bôscoli. No sábado, (21/6), às 17h, Discoteca com Teca Lima apresenta uma segunda edição dedicada a Ivan Lins.

Serviço:

Programação especial da Rádio Cultura Brasil – Ivan Lins 80 Anos

Sábado, 14 de junho, às 8h (Solano Ribeiro) e às 17h (Discoteca)

Domingo, 15 de junho, às 11h (Brasil Jazz Sinfônica) e às 17h (Balaio)

Segunda-feira, 16 de junho, das 7h às 23h (ao longo dos programas da emissora)

Quarta-feira, 18 de junho, às 17h, Contraponto

Sábado, 21 de junho, às 17h, Discoteca

Rádio Cultura Brasil

FM – 77,9 MHz

AM – 1.200 kHz

TV Digital – Canal 2.4

www.culturabrasil.com.br

App – Cultura Play.

(Fonte: TV Cultura)

Eventos extremos como inundação no rio Juruá se tornam 2,5 vezes mais prováveis com mudanças climáticas

Amazônia, por Kleber Patricio

Inundação do Rio Juruá em 2021 afetou mais de 43 mil pessoas, e as perdas econômicas foram estimadas em 16,7 milhões de dólares. Foto: Marcos Vicentte/Secom/Agência de Notícias do Acre.

Eventos extremos como as inundações de 2021 na bacia do rio Juruá, no Oeste da Amazônia, se tornam 2,5 vezes mais prováveis devido às mudanças climáticas na comparação com um cenário sem interferência humana. A constatação é de artigo da parceria de Ciência para Serviços Climáticos Brasil (CSSP-Brasil), que envolve cientistas de instituições nacionais, como o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), e estrangeiras, como a Universidade de Viena (Áustria) e a Universidade de Oxford (Reino Unido). O estudo foi publicado na revista científica International Journal of Disaster Risk Reduction no último dia 29 de maio.

O trabalho constatou, ainda, que as ações humanas aumentaram os riscos associados ao evento. 61% da probabilidade total de ocorrência da inundação de 2021 pode ser atribuída diretamente às mudanças climáticas — levando um evento que naturalmente se repetiria em 107 anos a acontecer em 42 anos. Na ocasião, mais de 43 mil pessoas sofreram impactos diretos, e as perdas econômicas foram estimadas em 16,7 milhões de dólares – sendo que 10 milhões podem ser atribuídos às mudanças climáticas, segundo o artigo.

Para avaliar o impacto ambiental, os pesquisadores utilizaram dados do Sistema Nacional de Informações sobre Recursos Hídricos, do Instituto Nacional de Meteorologia, do Cemaden e do conjunto de dados Climate Hazards Group InfraRed Precipitation with Station data (CHIRPS), que mapeia a precipitação ao longo do tempo com base em informações de satélites e de pluviômetros. Para a estimativa do impacto socioeconômico, os cientistas usaram dados do Sistema Integrado de Informações sobre Desastres, plataforma do Sistema Nacional e Proteção e Defesa Civil que reúne informações sobre riscos e desastres nos municípios brasileiros.

No caso das inundações do rio Juruá – que atravessa os estados do Acre e do Amazonas –, a precipitação entre os meses de dezembro de 2020 a março de 2021 foi 48% maior do que a média para o período. As cheias também afetaram 25 km² de área urbana e 1.150 km² de áreas de pastagem, prejudicando a mobilidade da população afetada e contaminando solos agrícolas utilizados para subsistência.

Porém, os dados subestimam o real impacto, como destaca a coautora Renata Pacheco Quevedo: “Ao considerar a realidade brasileira, principalmente de uma região de extrema relevância estratégica e ambiental como a Amazônia, o estudo evidenciou gargalos relacionados à coleta, padronização e integração dos dados sobre impactos”. As lacunas limitam a compreensão completa dos danos causados, como gastos relacionados a hospitalizações e tratamentos de condições como ansiedade e depressão. “Esses gastos não previstos acabam afetando todo o sistema de saúde; portanto, considerar impactos socioeconômicos a longo prazo ajuda a garantir respostas mais eficazes e medidas preventivas mais precisas”, avalia a autora.

Mesmo com a abordagem mais conservadora, a magnitude das consequências surpreendeu os cientistas — especialmente devido aos impactos severos sobre 22 municípios cobertos parcialmente ou totalmente pela bacia, incluindo comunidades ribeirinhas altamente dependentes das dinâmicas de água para suas atividades econômicas. “Os resultados nos fizeram refletir sobre a urgência de aproximar a ciência da tomada de decisões políticas, independentemente de ideologias, partidos ou religiões. Sem uma ação coordenada e baseada em evidências, esses impactos continuarão a ser socializados, contribuindo para o empobrecimento do país como um todo”, concluem as autoras Renata Quevedo e Liana Anderson.

(Fonte: Agência Bori)