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Lazer & Gastronomia

São Paulo, SP

Quatro viagens no tempo, um só lugar: o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual

por Kleber Patrício

Devido ao sucesso das três expedições em realidade virtual iniciadas em setembro de 2025, o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual anuncia a prorrogação de suas atividades. Além da extensão do prazo, o centro cultural traz uma novidade de peso: a exibição simultânea de quatro roteiros distintos que transportam os visitantes por bilhões de anos de […]

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84% das pessoas pretas relatam discriminação no Brasil, revela estudo nacional inédito

Brasil, por Kleber Patricio

No Brasil, 70,9% das pessoas pretas relataram mais de uma razão para se sentirem discriminadas. Foto: FreePik.

Pela primeira vez, uma pesquisa nacional mediu como brasileiros percebem e vivem a discriminação no dia a dia, e os resultados revelam uma desigualdade profunda: a cor da pele é o principal fator de discriminação no país. O estudo aplicou em a Escala de Discriminação Cotidiana e mostrou que 84% das pessoas pretas entrevistadas afirmam já ter sofrido discriminação racial. Entre as mulheres pretas, o índice de experiências discriminatórias múltiplas chega a 72%. Os dados são do programa Mais Dados Mais Saúde, realizado por Vital Strategies e Umane, com parceria técnica da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), apoio do Instituto Devive e colaboração do Ministério da Igualdade Racial.

O levantamento ouviu 2.458 pessoas de todas as regiões do país, entre agosto e setembro de 2024, utilizando metodologia online com ponderação estatística baseada no Censo 2022 e na Pesquisa Nacional de Saúde de 2019. Os entrevistados avaliaram, por exemplo, se são tratados com menos respeito ou gentileza, se recebem atendimento pior ou são vistos como desonestos. As respostas mostram uma diferença marcante conforme a cor da pele: 57% das pessoas pretas afirmam receber atendimento pior, contra 28,6% dos pardos e 7,7% dos brancos. Situações como ser seguido em lojas, ser alvo de insultos ou ser tratado como inferior também foram muito mais frequentes entre pessoas pretas e pardas.

A discriminação é frequentemente atribuída a mais de uma razão — como raça, renda, aparência física ou origem. A intersecção entre essas causas torna a experiência ainda mais complexa para grupos como as mulheres pretas, as mais afetadas. Segundo Janaína Calu, consultora em equidade racial e saúde da Vital Strategies, “é fundamental que também seja considerado o fato de que os indivíduos frequentemente ocupam mais de uma posição socialmente desfavorecida e que essas podem interagir para moldar suas experiências”. A abordagem da interseccionalidade, nesse contexto, é considerada essencial para compreender o impacto cumulativo da discriminação.

Os resultados mostram ainda que 70,9% das pessoas pretas atribuem duas ou mais razões às situações discriminatórias vividas. A sobreposição entre raça e outros fatores, como gênero, aparência ou classe social, contribui para experiências mais frequentes e severas. Para Layla Pedreira Carvalho, diretora de Políticas de Ações Afirmativas do Ministério da Igualdade Racial, os dados mostram que “não há solução única para enfrentar o racismo institucional” e que “a pesquisa evidencia a importância de fortalecer o monitoramento de práticas discriminatórias em diferentes dimensões da sociedade”.

O impacto da discriminação na saúde pública também é central na análise. Estudos anteriores já relacionavam experiências discriminatórias com impactos negativos na saúde mental e física. Para Pedro de Paula, diretor-executivo da Vital Strategies, o SUS pode ter papel estratégico na mitigação dessas desigualdades: “Gerar evidências sobre a discriminação significa incorporar mais dados a serem considerados ao avaliar a dimensão dos determinantes sociais e do racismo na saúde e informar políticas públicas que visam o combate das desigualdades”.

Segundo Thais Junqueira, superintendente-geral da Umane, a nova fase do estudo reforça o compromisso do programa com temas urgentes da saúde pública. “Nosso objetivo é que as informações coletadas sirvam de subsídios para o debate público e para a construção e atualização de políticas públicas que promovam maior equidade no acesso a direitos pela população”, afirma.

(Fonte: Agência Bori)

Quem disse que autistas não namoram?

São Paulo, por Kleber Patricio

Foto: Андрей Сизов/Unsplash.

É o mês dos namorados e, com ele, é necessária uma reflexão sobre quem, por muito tempo, foi deixado de fora das conversas sobre romance: as pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). De acordo com Dr. Matheus Trilico, especialista no tratamento de adultos com TEA, é hora de desconstruir estereótipos ultrapassados. “Existe uma narrativa equivocada de que pessoas autistas não teriam interesse ou capacidade para relacionamentos românticos. Essa visão não apenas é incorreta, como também extremamente prejudicial”, alerta o especialista.

Na prática, o que isso significa? Que sim: pessoas autistas desejam se apaixonar, viver histórias a dois e construir conexões reais. E mais: são totalmente capazes de manter relacionamentos saudáveis, desde que recebam suporte adequado e empatia do parceiro.

De acordo com um estudo publicado no Journal of Autism and Developmental Disorders, 73% dos adultos com TEA expressam interesse em relacionamentos amorosos, embora muitos relatem dificuldades para iniciar e manter esses vínculos. “As barreiras sociais existem, mas não podem ser vistas como impeditivos definitivos”, explica o neurologista. “Esses desafios estão frequentemente relacionados às características próprias do transtorno, como a interpretação literal da linguagem e a dificuldade em compreender sinais sociais não-verbais”, explica o especialista.

Além disso, Dr. Trilico chama atenção para um ponto delicado: o isolamento social. Entre adultos com TEA, esse distanciamento pode aumentar o risco de depressão e ansiedade. “A literatura médica mostra que, quando não há acolhimento ou espaço para se relacionar, esses indivíduos tendem a desenvolver quadros de sofrimento emocional”, completa.

Nos últimos anos, os diagnósticos de TEA em adultos vêm crescendo — e com eles, a necessidade de ampliar o olhar sobre as questões afetivas dessa população.
Dr. Trilico enfatiza que a comunicação é frequentemente um dos maiores desafios no relacionamento. Pessoas neurotípicas dependem muito de comunicação indireta e sinais sutis que podem não ser imediatamente perceptíveis para aqueles no espectro. No entanto, quando há compreensão mútua e adaptações na comunicação, relacionamentos extraordinariamente profundos podem florescer.

Estratégias para relacionamentos entre neurodivergentes

O especialista compartilha três estratégias práticas que têm demonstrado eficácia em relacionamentos neurodiversos:

Comunicação explícita e direta: Substituir insinuações por solicitações claras e estabelecer um “dicionário emocional” para traduzir sentimentos em palavras específicas.

Criação de rotinas compartilhadas: Desenvolver rituais de conexão previsíveis que proporcionem segurança emocional e reduzam ansiedade.

Implementação de “pausas sensoriais”: Reconhecer sinais precoces de sobrecarga sensorial e estabelecer acordos prévios para momentos de regulação necessários.

“Minha experiência clínica contradiz completamente o estereótipo de que pessoas autistas seriam emocionalmente distantes. Na verdade, muitas demonstram uma lealdade e dedicação extraordinárias em seus relacionamentos, além de uma honestidade que elimina jogos emocionais tão comuns nas relações neurotípicas”, observa Dr. Trilico, compartilhando uma perspectiva raramente discutida.

Estudos da Universidade de Cambridge mostram que pessoas com TEA tendem a desenvolver apego seguro quando suas necessidades específicas são compreendidas e respeitadas dentro dos relacionamentos. Isso contrasta fortemente com o estereótipo de que seriam incapazes de conexão emocional profunda.

A crescente visibilidade de casais onde um ou ambos os parceiros estão no espectro tem contribuído significativamente para mudar percepções. Representações culturais como o documentário “Amor no Espectro” têm auxiliado na desconstrução de preconceitos e na demonstração da diversidade de experiências amorosas entre pessoas autistas. “Cada pessoa no espectro é única, assim como seus relacionamentos. O que observamos clinicamente é que, com suporte adequado e compreensão mútua, esses relacionamentos podem ser tão gratificantes e significativos quanto quaisquer outros”, conclui Dr. Matheus Trilico.

Sobre Dr. Matheus Trilico | Dr. Matheus Luis Castelan Trilico é médico pela Faculdade Estadual de Medicina de Marília (FAMEMA); neurologista com residência médica pelo Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná (HC-UFPR) e mestre em Medicina Interna e Ciências da Saúde pelo HC-UFPR com Pós-graduação em Transtorno do Espectro Autista.

Mais artigos sobre TEA e TDAH em adultos podem ser vistos no portal do neurologista: https://blog.matheustriliconeurologia.com.br/.

(Com Andrea Feliconio)

Coffee party do Museu do Café: evento une música, cultura e experiências ligadas ao café

Santos, por Kleber Patricio

Em ascensão no cenário brasileiro, esse formato de festa diurna tem o café como protagonista. Foto: André Souza/Divulgação Museu do Café.

No dia 5 de julho (sábado), das 15h às 19h, o Museu do Café será palco de um evento diferente: uma coffee party. Ainda em ascensão no cenário brasileiro, esse formato de festa diurna tem o café como protagonista, unindo música, cultura e experiências relacionadas ao universo do grão.

A Cafeteria do Museu ficará responsável pela parte gastronômica da coffee party, oferecendo um cardápio repleto de delícias. Entre as opções, comidinhas especiais, cafés clássicos e coquetéis exclusivos estarão disponíveis para aquisição durante o evento.

Realizada na varanda do Museu, a tarde especial contará com o som contagiante do DJ Lufer, que assume a curadoria musical com um set em vinil recheado de brasilidades, apresentando ritmos que traduzem a diversidade sonora nacional. Discotecando há vinte anos, o DJ é conhecido pelo trabalho no espaço cultural Sala Especial Discos, em Santos.

Quem participar da ação poderá ter contato com a cafeomancia, ritual para leitura do futuro por meio da borra de café que resta na xícara após degustar a bebida. Utilizada por muitas culturas ao longo da história, a técnica consiste na interpretação dos padrões deixados pelos resíduos de café para fornecer insights e orientações sobre o futuro.

Com foco no bem-estar, também será possível usufruir de sessões de quick massage. Direcionado para o alívio de tensões musculares nas regiões do pescoço, ombros e costas, o atendimento contará com a utilização de um creme à base de café. O objetivo é potencializar o momento de relaxamento e autocuidado ao agregar os benefícios sensoriais do café.

Completando a programação, degustações às cegas serão promovidas pelo Centro de Preparação de Café (CPC) do MC. Os baristas da equipe conduzirão a atividade sensorial que permite explorar diferentes aromas, sabores e características da bebida sem saber qual é o tipo de grão utilizado.

O Museu já planeja realizar outras edições do evento, atendendo ao desejo do público jovem que busca novas formas de socialização mais leves, acolhedoras e que fogem do consumo tradicional de bebidas alcoólicas. A ideia da instituição é fechar parceria com outras cafeterias da Baixada Santista e da capital, enriquecendo a experiência dos participantes.

Os ingressos para a coffee party do dia 5/7 custam R$20 e já incluem a participação nas experiências de cafeomancia, quick massage e degustação às cegas. As entradas podem ser adquiridas aqui.

Museu do Café

Rua XV de Novembro, 95 – Centro Histórico – Santos/SP

Telefone: (13) 3213-1750

Funcionamento: de terça a sábado, das 9h às 18h, e domingo, das 10h às 18h (fechamento da bilheteria às 17h)

R$ 16 e meia-entrada para estudantes e pessoas acima de 60 anos | Grátis aos sábados e, todos os dias, para as crianças até 7 anos

Acessibilidade no local – Não possui estacionamento.

www.museudocafe.org.br

(Com Larissa Fonseca/Assessoria de Comunicação Museu do Café)

Volume final da trilogia Formação do Brasil, de Thales Guaracy, reconstitui a história para entender os atrasos brasileiros

São Paulo, por Kleber Patricio

Capa do livro.

“Com esse clima de terror que tem como objetivo manter o controle de uma colônia muito mais vasta que a própria Metrópole, a Coroa portuguesa sustenta seu poder e o fausto da Corte num tempo de catástrofes naturais e econômicas, retardando o fim do absolutismo monárquico que vai falindo na Europa” – Thales Guaracy

Iniciada com “A conquista do Brasil (1500-1600)” e seguida por “A criação do Brasil (1600-1700)”, a trilogia Formação do Brasil, escrita pelo jornalista e cientista social Thales Guaracy, encerra com a obra “A exploração do Brasil (1700-1800)”, lançada recentemente pela Editora Planeta. No último século pesquisado, Thales busca reconstituir a história nacional para entender os atrasos que impactaram toda a nação e que, segundo o autor, refletem a fonte dos maiores males, assim como, as incontáveis virtudes do povo brasileiro.

O volume final da trilogia enfoca o conflito pela posse e o controle das riquezas da colônia, em um embate travado entre portugueses e portugueses, como se consideravam os luso-brasileiros. A partir da descoberta do ouro na região das Minas e para conter os impulsos de liberdade, a Coroa portuguesa radicaliza o chamado Pacto Colonial, que prolonga a dependência da Metrópole, além de dividir, enfraquecer, controlar e punir a elite colonial do Brasil, fortalecida ao se impor e colaborar para a restauração do próprio império português, após o fim da União Ibérica.

Dessa forma, a Coroa empenha esforços em assegurar a exploração das riquezas, especialmente o ouro das minas, e a própria monarquia absolutista, que entra no seu apogeu. Enquanto isso, a Revolução Industrial e o Iluminismo promovem um novo tipo de riqueza e possibilitam mudanças na sociedade e nas formas de governo que lançam outras nações para o futuro. Assim, mesmo em meio à abundância da riqueza natural brasileira, o absolutismo português, paradoxalmente, pereniza a pobreza – iniciando um atraso político, econômico e histórico tanto para o Brasil quanto para Portugal.

Em A exploração do Brasil (1700 – 1800), Thales Guaracy oferece um retrato do fim da era dourada do império português, que esteve no auge durante os Descobrimentos, e um recorte clarividente do início do anacronismo histórico do Brasil e de Portugal. Com a pesquisa do terceiro século da colonização portuguesa, Thales completa a narrativa da origem do atraso crônico do Brasil, como uma investigação do DNA nacional, onde estão, segundo ele, os maiores males – e também grandes virtudes – dos brasileiros.

FICHA TÉCNICA

Título: A exploração do Brasil

Autor: Thales Guaracy
ISBN: 978-85-422-3169-4

Páginas: 368 p.

Preço livro físico: R$89,90

Editora Planeta.

Sobre o autor | Nascido em São Paulo, em 1964, Thales Guaracy é jornalista, cientista social e escritor. Autor de obras de reportagem, romances, contos e poesia, publicou pela Editora Planeta os livros A criação do Brasil (1600-1700) e A exploração do Brasil (1700-1800), que completam a sua trilogia Formação do Brasil.

Sobre a editora | A Editora Planeta Brasil, criada em 2003, é o braço brasileiro do Grupo Planeta. Com mais de 1.500 livros publicados, a Planeta Brasil conta com nove selos editoriais, que englobam o melhor dos gêneros ficção e não ficção: Academia, Crítica, Essência, Outro Planeta, Paidós, Planeta, Planeta Estratégia, Planeta Minotauro e Tusquets. A Planeta Brasil lança cerca de 150 livros todos os anos. Em faturamento, está entre as cinco maiores editoras do Brasil.

(Fonte: Editora Planeta)

Vencedora do Fórum Brasileiro de Ópera, Theatro Municipal apresenta Ópera Fora da Caixa – “O Afiador de Facas” na Central Técnica de Produções

São Paulo, por Kleber Patricio

Imagem: Divulgação.

Com direção cênica de Fernanda Vianna, a nova edição do projeto Ópera Fora da Caixa apresenta “O Afiador de Facas”, uma obra composta por Piero Schlochauer, que também é co-diretor cênico e assina o libreto com Beatriz Porto. As apresentações acontecem na Central Técnica de Produções Chico Giacchieri, localizada na Rua Pascoal Ranieri, 75, no bairro do Canindé, na sexta-feira, 27/6, às 17h, sábado, 28/6, às 17h, domingo, 29/6, às 19h, quinta-feira, 3/7, às 19h, sexta-feira, 4/7, às 17h, e sábado, 5/7, às 17h. Os ingressos custam R$30, a classificação é livre e a duração de 60 minutos, sem intervalo.

Realizada em parceria com a Cia Ópera São Paulo, a obra apresenta uma história original com quatro personagens: A Filha, interpretada por Cecília Massa, A Mãe, que será feita por Edneia Oliveira, O Filho, papel de Julián Lisnichuk, e O Afiador de Facas, interpretado por Flávio Borges.

O ponto de partida é o personagem homônimo, que anuncia sua passagem pela rua e oferece seus serviços. Em uma narrativa apresentada de maneira não linear, o enredo acompanha o cotidiano de uma família composta onde as memórias de vida e a realidade se emaranham durante o processo de luto. A figura dos afiadores de facas costuram a obra como metáfora, sendo uma profissão de séculos, mas que a cada ano desaparecem mais.

Vencedora do concurso do Fórum Brasileiro de Ópera, Dança e Música de Concerto (FB-ODM), teve estreia em Ribeirão Preto, em 2024. A montagem atual tem direção musical de Leonardo Labrada, que regerá a Orquestra Experimental de Repertório, cenografia Renato Bolelli Rebouças, design de luz de Aline Santini, e figurino de Olintho Malaquias.

No aspecto musical, a obra se inspira em um material harmônico baseado no apito utilizado pelos afiadores de facas. Existe um jogo na orquestração entre as memórias que se repetem e instrumentos que desaparecem aos poucos, tornando o som cada vez menos denso e orquestrado com o andamento da ópera.

O autor Piero Schlochauer conta que através da experiência com o alzheimer de seu avô surgiu a inspiração de montar uma ópera original com o tema da memória. “É um enredo inspirado pelo processo de luto. Tenho uma sensação muito particular de ver uma história tão pessoal e complicada ser erguida a tantas mãos na montagem”, explica o compositor.

Incorporando o tema da memória na linguagem da criação, ele explica que a própria cenografia da montagem acompanha a ideia do esquecimento por meio de elementos cênicos que vão sumindo, e de um palco que ficará cada vez mais vazio. “Toda memória tem esse outro lado da moeda, que é a sua vida útil. A lembrança existe até a última pessoa que lembrar, quando ela vai embora sobram apenas os ecos”, pontua.

A apresentação ganha outro sentido por ser especialmente representada na Central Técnica, onde está localizado o acervo dos figurinos das produções líricas e de dança do Theatro, formando uma relação do público entre a peça artística e o uso do local. “Está sendo muito bonito ver a ideia da construção deste espetáculo na Central Técnica, dentro desse santuário de memórias do Theatro”, explica Fernanda Vianna, diretora cênica. “Vamos montar um cenário que é como se fosse um cérebro cheio de memórias. Assim que o público entrar, poderá ver um lugar que já imprime muita história guardada”, finaliza.

Serviço:

O Afiador de Facas

Ópera de Piero Schlochauer com libreto de Piero Schlochauer e Beatriz Porto

Sexta-feira, 27/6, às 17h

Sábado, 28/6, às 17h

Domingo, 29/6, às 19h

Quinta-feira, 3/7, às 19h

Sexta-feira, 4/7, às 17h

Sábado, 5/7, às 17h

Direção musical: Leonardo Labrada

Direção cênica: Fernanda Vianna

Co-direção cênica: Piero Schlochauer

Cenografia: Renato Bolelli Rebouças

Design de luz: Aline Santini

Figurino: Olintho Malaquias

Elenco:

Cecília Massa — A Filha

Edineia Oliveira — A Mãe

Julián Lisnichuk — O Filho

Flávio Borges — O Afiador de Facas

Espaço Central Técnica Chico Giacchieri

Classificação etária livre para todos os públicos

Duração aproximada de 60 minutos

Ingressos a partir de R$30,00 (inteira).

(Com Letícia Santos/Assessoria de imprensa Theatro Municipal)