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Lazer & Gastronomia

São Paulo, SP

Quatro viagens no tempo, um só lugar: o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual

por Kleber Patrício

Devido ao sucesso das três expedições em realidade virtual iniciadas em setembro de 2025, o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual anuncia a prorrogação de suas atividades. Além da extensão do prazo, o centro cultural traz uma novidade de peso: a exibição simultânea de quatro roteiros distintos que transportam os visitantes por bilhões de anos de […]

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48ª Semana Guiomar Novaes destaca diversidade de atrações artísticas em São João da Boa Vista

São João da Boa Vista, por Kleber Patricio

Renato Teixeira. Foto: Divulgação.

A 48ª Semana Guiomar Novaes será realizada entre os dias 12 e 21 de setembro em São João da Boa Vista com uma programação gratuita que reúne música erudita e popular, espetáculos de dança, circo, teatro e intervenções artísticas. Com mais de 40 atividades, o evento ocorre em diversos pontos da cidade, como o Theatro Municipal, Fonteatro Emílio Caslini, Cidade das Artes e espaços ao ar livre. O evento é realizado pela Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, com correalização da prefeitura da cidade e gestão e produção da Associação Paulista dos Amigos da Arte.

Nos dias 15, 16 e 17 de setembro, a programação será especialmente voltada para estudantes da rede pública, com apresentações educativas e atividades de formação artística.

Entre os destaques desta edição estão o concerto da cantora Roberta Campos, a apresentação da Orquestra MOV com o espetáculo “Sinfonia para Crianças” e a estreia da peça “Memórias do Vinho”. A abertura oficial do evento, no dia 12, traz show do cantor Renato Teixeira no Theatro Municipal. A semana também contempla espetáculos infantis, como “Encantarias de Pífano e Mamulengos” e atividades de formação e fomento com grupos e artistas locais.

Outro destaque da programação é o espetáculo “Mundo Suassuna”, uma homenagem aos 100 anos de Ariano Suassuna, que une literatura, música e teatro de forma lúdica e poética.

A estreia nacional do ilusionista Maicon Klenk também promete surpreender o público com o espetáculo “O Grande Show de Mágica”, no dia 16, no Theatro Municipal.

A Semana Guiomar Novaes homenageia a pianista nascida em São João da Boa Vista, uma das mais importantes intérpretes da música clássica brasileira. O evento valoriza a formação de público, a circulação de artistas e o acesso à arte em diferentes formatos.

Confira a programação completa:

12 de setembro, sexta-feira

19h – Projeção Mapeada | Projeção Mapeada
Theatro Municipal de São João da Boa Vista – Praça da Catedral, 22

20h – Show de Abertura – Renato Teixeira
Theatro Municipal de São João da Boa Vista – Praça da Catedral, 22

13 de setembro, sábado

14h – São João em MovimentoDança
Fonteatro Emilio Casline – Praça Cel. Joaquim José, s/nº

15h – São João em MovimentoBatalha de Dança
Fonteatro Emilio Casline

16h – São João em Movimento – Batalha de Rima
Fonteatro Emilio Casline
17h – São João em Movimento – Aula de Charme
Fonteatro Emilio Casline

15h – Bandarèu Música e Circo | Cia Matulandante
Praça Julio Mesquita, s/nº

16h – Antônio da tua tão necessária poesia | Clarisse Abujamra
Teatro da Estação – Rua São João, 41A

17h – Bandarèu Música e Circo | Cia Matulandante
Praça Julio Mesquita, s/nº

20h – Ópera Carmen | Orquestra Georges Bizet Ensemble
Theatro Municipal de São João da Boa Vista

14 de setembro, domingo

11h – Sujeito a Guincho
Cidade das Artes – Rua Santo Antônio, 632

15h – Bandarèu Música e Circo | Cia Matulandante
Fonteatro Emilio Casline

17h – Bandarèu Música e Circo | Cia Matulandante
Fonteatro Emilio Casline

17h – Coral Elohim e Orquestra Música na Cidade
Fonteatro Emilio Casline

18h – Vortex e Ser | Cia Ballet Paraisópolis
Theatro Municipal de São João da Boa Vista

15 de setembro, segunda-feira

10h e 14h – Mundo Suassuna
Cidade das Artes – Rua Santo Antônio, 632

11h às 13h e 17h às 19h – Notas & Veludo | Intervenção Artística
Rua Ademar de Barros, s/nº

20h – João Camareiro – BADEN
Theatro Municipal de São João da Boa Vista

16 de setembro, terça-feira

10h e 14h – Fofoca de Passarinho | Cia A Hora da História
Cidade das Artes – Rua Santo Antônio, 632

20h – Maicon Clenk – O Grande Show de Mágica | Teatro Ilusionista
Theatro Municipal de São João da Boa Vista

17 de setembro, quarta-feira

10h e 14h – Causos, Contos e Lendas do Brasil | Tricotando Palavras
Cidade das Artes – Rua Santo Antônio, 632

20h – Sertão, Quinteto Violado
Theatro Municipal de São João da Boa Vista

18 de setembro, quinta-feira

17h às 19h – Quarteto | Orquestra MOV
Fonteatro Emilio Casline

18h – Som, Versos, Movências | Isabella Dragão
Teatro da Estação – Rua São João, 41A

20h – Memórias do Vinho | Mesa2Classificação: 12 anos
Theatro Municipal de São João da Boa Vista

19 de setembro, sexta-feira

18h30 – DEVIR | Cia Base
Theatro Municipal de São João da Boa Vista

20h – Roberta Campos
Theatro Municipal de São João da Boa Vista

20 de setembro, sábado

12h – O Mundo é um Palco: Shakespeare e Música Brasileira | Cena IV
Cidade das Artes – Rua Santo Antônio, 632

17h – Encantarias de Pífano e Mamulengos | Forró das Minas
Fonteatro Emilio Casline

20h – Uma Noite de Tango – Tributo a Carlos Gardel | Cia Tango & Paixão
Theatro Municipal de São João da Boa Vista

21 de setembro, domingo

10 – Clássicos da Música para Violino e Piano | Duo Metler-Andrade
Local a definir

18h – Sinfonia para Crianças | Orquestra MOV
Theatro Municipal de São João da Boa Vista

20h – Bicho de Pé
Fonteatro Emilio Casline

Guiomar Novaes e o legado da cultura

Guiomar Novaes, nascida em 1894 em São João da Boa Vista, começou a tocar piano ainda aos quatro anos de idade. Aos oito, a menina prodígio já se apresentava profissionalmente em salas de concerto. Aos 13, recebeu do governo brasileiro uma bolsa de estudos para um curso no Conservatório de Paris e, após dois anos, saiu em turnê pela Europa, retornando ao Brasil em 1914, quando começou a Primeira Guerra Mundial. Guiomar Novaes se apresentou em Nova York, participou da Semana de Arte Moderna de 1922, representou a América Latina na comemoração do 15º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, foi escolhida por Elizabeth II para inaugurar o Queen Elizabeth Hall, em Londres, e recebeu inúmeros prêmios e condecorações. A pianista foi ainda a inspiração para a personagem Narizinho do Sítio do Picapau Amarelo, de Monteiro Lobato, de quem foi vizinha.

Sobre a Associação Paulista dos Amigos da Arte

A Associação Paulista dos Amigos da Arte é uma Organização Social de Cultura que trabalha em parceria com o Governo do Estado de São Paulo desde 2004. Música, literatura, dança, teatro, circo e atividades de artes integradas fazem parte da atuação da Amigos da Arte, que tem como objetivo fomentar a produção cultural por meio de festivais, programas continuados e da gestão de equipamentos culturais públicos. Em seus 20 anos de atuação, a Organização desenvolveu mais de 70 mil ações que impactaram mais de 30 milhões de pessoas. Instagram | Site.

(Com Gabriel Iazetti Fabri/FSB Comunicação)

Relembre a história de “O Pasquim”, jornal fundado por Jaguar e símbolo da resistência contra a ditadura militar no Brasil

São Paulo, por Kleber Patricio

Capa. Foto: Divulgação/Matrix Editora.

Após o golpe militar de 1964, a repressão a tudo que parecia contrário ao regime se tornou ainda mais severa com o AI-5, Ato Institucional emitido em 1968. Neste contexto de censura e cerceamento de liberdades, urgia na sociedade brasileira o desejo por um canal capaz de exasperar todas as indignações relacionadas ao momento. Foi desta necessidade que nasceu, em 1969, O Pasquim, semanário que se tornaria ícone do jornalismo alternativo brasileiro.

Para resgatar a história do tabloide que questionou os rumos do regime militar com muito humor e boas doses de deboche, a Matrix Editora lança “Rato de Redação – Sig e a História do Pasquim”, do produtor cultural, editor literário e jornalista Márcio Pinheiro. Com narrativa fluída e repleta de detalhes, a obra percorre o caminho de 22 anos de atividade do periódico. Tudo isso acompanhado do simpático Sig, o rato símbolo do jornal, desenhado pelo cartunista Jaguar, um dos fundadores do jornal.

Desde a primeira capa, Sig teve destaque garantido no Pasquim. Ele interferia com seus comentários sarcásticos em quase todas as matérias, artigos, entrevistas e até anúncios. “É a presença mais constante durante as mais de duas décadas de existência do jornal”, conta Marcio Pinheiro. O personagem, aliado ao teor humorístico e a linguagem coloquial do semanário, agradou o grande público e, já em 1969, a publicação chegou à tiragem de duzentos mil exemplares.

Rato de Redação reconta desde a escolha do nome do jornal – que na definição do dicionário tem um significado quase pejorativo – passando pela prisão de boa parte da equipe do veículo, em 1970. A queda do regime militar, a retomada da abertura política, a redemocratização, as crises financeiras e as divergências internas que aconteceram até seu fechamento em 1991 também são retratadas neste lançamento indicado para os apaixonados pela história do Brasil.

Ficha técnica

Livro: Rato de Redação – Sig e a História do Pasquim

Autor: Márcio Pinheiro

Editora: Matrix Editora

ISBN: 978-6556161907

Páginas: 192

Formato: 16 x 2 x 23 cm

Preço: R$ 44,00

Onde encontrar: Matrix Editora, Amazon.

Sobre o autor

Márcio Pinheiro é produtor cultural, editor literário e jornalista. Colaborou e colabora com publicações locais e nacionais como as revistas Florense, Placar, Showbizz, Billboard e os jornais O Estado de São Paulo, Jornal do Comércio e Zero Hora. É também roteirista de documentários.

Sobre a editora

Apostar em novos talentos, formatos e leitores: essa é a marca da Matrix Editora desde a sua fundação, em 1999. A Matrix é hoje uma das mais respeitadas editoras do país, com mais de 800 títulos publicados e dez novos lançamentos todos os meses. A editora se especializou em livros de não-ficção, como biografias e livros-reportagem, além de obras de negócios, motivacionais e livros infantis. Os títulos editados pela Matrix são distribuídos para livrarias de todo o Brasil e também são comercializados no site Matrix Editora. Acompanhe a Matrix nas redes sociais: Instagram | Facebook.

(Com Dielin da Silva/LC Agência de Comunicação)

Suhai Music Hall anuncia show de Roberto Carlos para 25 de novembro

São Paulo, por Kleber Patricio

Foto: Caio Girardi.

Roberto Carlos e seu público têm um encontro marcado para o dia 15 de novembro (sábado), quando o cantor se apresentará em São Paulo – SP, na Suhai Music Hall. Os ingressos já estão disponíveis e podem ser adquiridos pelo site www.eventim.com.br ou na bilheteria oficial.

O artista, que lançou em 2024 o EP Eu Ofereço Flores, está em turnê com o show “Eu Ofereço Flores” e apresenta muitos sucessos de sua carreira.

A CARREIRA

Roberto Carlos nasceu em Cachoeiro de Itapemirim, no estado do Espírito Santo, em 19 de abril de 1941, e cresceu ouvindo as grandes vozes da rádio da época. Aos 9 anos, já se apresentava na Rádio Cachoeiro de Itapemirim (ZYL-9). Na juventude, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde, junto à turma da Tijuca, da qual faziam parte Tim Maia, Arlênio Lívio, Edson Trindade, Wellington Oliveira e José Roberto “China”, formou o conjunto vocal The Sputnicks. Mais tarde, ao lado de Erasmo Carlos, foi a vez de montar a banda The Snakes para apresentações em clubes e festas. Roberto Carlos passou então a deixar-se influenciar tanto pelo canto minimalista e pelo violão sincopado de João Gilberto quanto pelos timbres e pelo gingado de Elvis Presley e Little Richard. Sim, são influências de estilos díspares, mas que contribuíram (e muito) para Roberto Carlos tornar-se o cantor e compositor único que o Brasil conheceria a partir dos anos 1960.

Saudado, em fins dos anos 1950, pelo apresentador Carlos Imperial no Clube do Rock como o Elvis Presley brasileiro, um jovem iniciante ganhou o público com sua afinação impecável e sua veia roqueira. Seu nome? Roberto Carlos. Na mesma época, o artista era crooner na boate do Hotel Plaza, num roteiro recheado de temas bossanovistas, mas o rock reservava para ele seu lugar. Entre os anos de 1959 e 60, Roberto Carlos gravou seus primeiros compactos, mas, em 1961, a canção Louco por Você mostraria que aquele rapaz não estava de brincadeira. Na canção, um chá-cha-chá turbinado com arranjos entre o jazz e o pop, Roberto Carlos caprichara no vocal e nas divisões rítmicas. Algo novo surgia ali.

Em 1963, o LP Splish Splash o colocou entre os artistas jovens mais populares daquele momento. No ano seguinte, Roberto Carlos incendiou o país com a provocante “É Proibido Fumar”, mostrando que sim, o fogo poderia pegar – e pegou.

Com aparições na TV cada vez mais frequentes, não demoraria para Roberto Carlos comandar um programa. Impulsionado pela explosão dos Beatles no mundo, o programa Jovem Guarda era apresentado por ele juntamente com o Tremendão Erasmo Carlos e com a Ternurinha Wanderléia, sempre tendo o foco na apresentação de jovens talentos ligados àquele movimento. O programa foi um sucesso e levou nomes mais conservadores da música a se reunirem numa passeata contra a guitarra elétrica. Não tardou para se darem conta de que todos eles falavam a mesma língua – a da música.

Com a Jovem Guarda, que inspirou o LP lançado em 1965, Roberto Carlos e sua turma revolucionaram a música, ditaram moda, mudaram padrões estéticos e comportamentais e iluminaram os tempos sombrios que começavam a ganhar o país. O fim dos anos 1960 faria Roberto Carlos ampliar seus horizontes em duas direções: a carreira internacional e o cinema.

Sua primeira aparição na Europa aconteceu no festival MIDEM (1967), realizado em Cannes, na França. No ano seguinte, venceu o Festival de San Remo, na Itália, onde defendeu Canzone per te, dos Sergios Endrigo e Bardotti. Ao mesmo tempo, no Brasil, o filme Roberto Carlos em Ritmo de Aventura, de Roberto Farias, atraiu multidões aos cinemas, levando Roberto, Erasmo e Wanderléia a retornarem à telona em Roberto Carlos e o Diamante Cor-de-Rosa (1970), novamente sob a direção de Farias.

SERVIÇO:

ROBERTO CARLOS

SUHAI MUSIC HALL

Av. das Nações Unidas, 22540 – Jurubatuba, São Paulo – SP | Shopping SP Market

www.suhaimusichall.com.br | https://www.instagram.com/suhaimusichall/

DATA E HORA

15 de novembro (sábado)

Abertura da casa: 19h

Show: 21h

Duração: 2h

Classificação: 18 anos. Menores somente acompanhados dos pais ou responsáveis.

Acessibilidade

INGRESSOS:

BILHETERIA ONLINE

EVENTIM: www.eventim.com.br

BILHETERIA FÍSICA

ATÉ 31/8

BILHETERIA – ESTÁDIO DO MORUMBI

ENDEREÇO: Bilheteria 5 – Próximo ao portão 15 – Av. Giovanni Gronchi, 1866

HORÁRIO DE FUNCIONAMENTO: Terça a sábado das 10h às 17h

*Não tem funcionamento em feriados, emendas de feriados, dias de jogos ou em dias de eventos de outras empresas.

A PARTIR DE 1/9

BILHETERIA – ALLIANZ PARQUE (SÃO PAULO)

ENDEREÇO: Bilheteria A – Rua Palestra Itália, 200 – Água Branca

HORÁRIO DE FUNCIONAMENTO: Terça a sábado das 10h às 17h

*Não há funcionamento em feriados, emendas de feriados, dias de jogos ou em dias de eventos de outras empresas.

VALORES

SETOR EMOÇÕES – (Fileiras A ao E)

INTEIRA R$ 1.200,00 | PCD R$ 600,00

Oferece serviço especial:

Cada convite adquirido receberá um welcome drink com água, refrigerante e duas taças de espumante, servido entre 19h e 21h.

Este setor não possui meia entrada (vide decreto* 8.537/15 Artigo 8).

SETOR AZUL – (Fileiras F ao K)

INTEIRA R$ 900,00 | MEIA ENTRADA R$ 450,00 | PCD R$ 430,00

SETOR AMARELO (Fileires L ao O)

INTEIRA R$ 760,00 | MEIA ENTRADA R$ 380,00 | PCD R$ 380,00

SETOR VERDE (Fileiras P ao S)

INTEIRA R$ 660,00 | MEIA ENTRADA R$ 330,00 | PCD R$ 330,00

SETOR BRANCO (Fileiras T ao X)

INTEIRA R$ 400,00 | MEIA ENTRADA R$ 200,00

CAMAROTE Piso 1 – Setor A

INTEIRA R$ 1.000,00 | MEIA ENTRADA R$ 500,00

CAMAROTE Piso 1 – Setor B

INTEIRA R$ 860,00 | MEIA ENTRADA R$ 430,00

CAMAROTE Piso 1 – Setor C

INTEIRA R$ 700,00 | MEIA ENTRADA R$ 350,00

CAMAROTE Piso 2 – Setor A

INTEIRA R$ 1.000,00 | MEIA ENTRADA R$ 500,00

CAMAROTE Piso 2 – Setor C

INTEIRA R$ 620,00 | MEIA ENTRADA R$ 310,00

MEZANINO LATERAL – Direito 1

INTEIRA R$ 700,00 | MEIA ENTRADA R$ 350,00

MEZANINO LATERAL – Direito 2

INTEIRA R$ 700,00 | MEIA ENTRADA R$ 350,00

MEZANINO CENTRAL

INTEIRA R$ 300,00 | MEIA ENTRADA R$ 150,00

MEZANINO LATERAL – Esquerda

INTEIRA R$ 700,00 | MEIA ENTRADA R$ 350,00

CAPACIDADE

Mesas: até 3.774 pessoas

COMO CHEGAR

A Suhai Music Hall está localizada dentro do Shopping SP Market, com acesso direto pela Av. das Nações Unidas e ao lado da estação Jurubatuba da CPTM (Linha 9 – Esmeralda). O local também conta com entrada interna pelo shopping, fácil acesso à Marginal Pinheiros, além de pontos sinalizados para embarque e desembarque de aplicativos e táxis.

ESTACIONAMENTO

Mais de 3.000 vagas com segurança 24h. Para verificar valores, clique aqui.

(Com Valentina Dewers/Agência TAGA)

MASP apresenta exposição coletiva internacional “Histórias da ecologia”

São Paulo, por Kleber Patricio

Aycoobo Wilson Rodríguez (La Chorrera, Colômbia [Colombia], 1967) – Calendário [Calendar], 2024 – Guache e tinta de caneta sobre papel algodão [Gouache and pen ink on cotton paper], 100 x 110 cm, Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand – Doação Regina Pinho de Almeida no contexto da Biennale di Venezia [Gift Regina Pinho de Almeida in context of the Biennale di Venezia], 2024-25. Foto: Eduardo Ortega.

O MASP – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand apresenta “Histórias da ecologia” de 4 de setembro a 1º de fevereiro de 2026. A coletiva internacional ocupa todos os espaços expositivos do Edifício Pietro Maria Bardi e reúne mais de 200 obras de artistas, ativistas e movimentos sociais de 28 países, como Colômbia, Islândia, Japão, Nova Zelândia, Peru e Turquia. A exposição investiga a ecologia como uma rede de relações entre seres vivos e o mundo que habitam, colocando em diálogo trabalhos de comunidades, territórios e ecossistemas de diferentes locais ou períodos.

A escolha curatorial se afasta da concepção de uma natureza apartada da sociedade ou que compreende o ser humano como hierarquicamente superior. “É comum que meio ambiente e ecologia sejam tratados como sinônimos. No entanto, escolhemos ecologia para abranger um sistema de relações entre humanos e mais que humanos — animais, plantas, rios, florestas, montanhas, fungos e minerais. Não conseguimos pensar a natureza separada do humano”, diz André Mesquita, curador, MASP.

A curadoria de André Mesquita e Isabella Rjeille, curadores, MASP, revela perspectivas artísticas em comum a respeito da ecologia ou de enfrentamentos aos efeitos da crise climática global, propondo uma reflexão política sobre o tema ao evidenciar o fator humano e as implicações de marcadores sociais da diferença, como gênero, raça e classe. A exposição é dividida em cinco núcleos temáticos que seguem uma ordem linear: “Teia da vida”; “Geografias do tempo”; “Vir-a-ser”; “Territórios, migrações e fronteiras” e “Habitar o clima”.

Castiel Vitorino Brasileiro (Vitória, ES, 1996) – Sem título [Untitled], da série [from the series] Corpoflor [Bodyflower], 2016 [em processo] – Fotografia digital, 80 × 60 cm – Mendes Wood DM, São Paulo, Bruxelas [Brussels], Paris, Nova York [New York]. Foto [Photo]: Cortesia [Courtesy] Castiel Vitorino Brasileiro e [and] Mendes Wood DM.

Teia da vida aborda diferentes percepções dessa rede de inter-relações — das cosmovisões indígenas às disputas por poder, influência e território. A obra The Political Life of Plants (2021) retrata complexos entrecruzamentos entre as plantas e outros seres. O vídeo acompanha o artista Zheng Bo (China, 1974) em uma caminhada por uma floresta de faias em Bradenburgo, na Alemanha. Durante o percurso, Bo conversa com os cientistas Matthias Rillig, especialista em biodiversidade e ecologia do solo, e Roosa Laitinen, que investiga a plasticidade genética das plantas. Os temas de suas pesquisas se entrelaçam às reflexões do artista e aos sons e imagens da floresta.

Geografias do tempo reúne olhares indígenas, afrodiaspóricos, rurais e urbanos sobre a terra e o cosmos, a vida e a morte, a regeneração e o cuidado. A obra Calendário (2024), de Aycoobo (Wilson Rodríguez) (La Chorrera, Colômbia, 1967), artista nonuya-muinane, traz uma perspectiva indígena amazônica sobre a temporalidade cíclica da natureza. O desenho revela um sistema de marcação temporal que transcende a lógica linear ocidental, associando a passagem do tempo às transformações vividas pelas árvores, plantas, animais e rios da floresta amazônica. Já Ana Amorim (São Paulo, 1956) tem uma abordagem íntima e processual da temporalidade urbana. Em Passage of Time Study (2018), durante todas as noites, por um período de um mês, a artista brasileira registra o mapa do seu dia e um número localizador. O resultado é um conjunto de 31 desenhos feitos com caneta esferográfica sobre papel.

Vir-a-ser investiga as relações entre seres humanos e mais-que-humanos, além de modos simbólicos, espirituais e materiais que estruturam esses vínculos. A série de desenhos Tentativas de criar asas (década de 2000), de Rosana Paulino (São Paulo, 1967), evoca seres híbridos em constante transformação – trata-se de figuras femininas que tecem teias, rompem casulos ou ganham asas, libertando-se de estruturas que já não lhes servem mais, à semelhança de alguns insetos. A série fotográfica Corpoflor (2016-presente) propõe um hibridismo radical entre o corpo humano e o de outros seres da natureza. Em retratos e autorretratos, Castiel Vitorino Brasileiro (Vitória, ES, 1996) revela corporalidades imprevistas que transcendem as normas de gênero e sexualidade, criando formas de existir que resistem às categorizações binárias impostas pela sociedade.

Territórios, migrações e fronteiras se debruça sobre os deslocamentos forçados, fluxos migratórios e fronteiras físicas e sociais. A escultura Refugee Astronaut XI (2024), de Yinka Shonibare (Londres, 1962), representa migrantes, estrangeiros e refugiados contemporâneos. Desde 2015, o artista produz figuras em tamanho real de astronautas nômades, equipados com capacetes e vestidos com uma roupa espacial cujos tecidos se inspiram nos padrões africanos. Esses personagens parecem vagar sem rumo, à deriva, entre mundos devastados. Os astronautas de Shonibare carregam os traumas da crise climática e dos ecocídios que expulsam milhões de seus territórios de origem.

Carmézia Emiliano (Maloca do Japó, Roraima, 1960) – Moqueando peixe [Searing Fish], 2020 – Óleo sobre tela [Oil on canvas], 60 x 60 cm – Coleção [Collection] Claudia Warrak, São Paulo. Foto [Photo]: CABREL | Estúdio de imagem.

Habitar o clima sintetiza e, ao mesmo tempo, amplia questões centrais presentes nos demais núcleos de Histórias da ecologia. Nele estão reunidos trabalhos de artistas, coletivos e movimentos que investigam táticas de ocupar, experienciar e imaginar radicalmente a cidade e o campo. A instalação inédita Descida da terra/trabalho das águas (2025), de Cristina T. Ribas (São Borja, RS, 1980), reflete sobre os efeitos das enchentes que devastaram o Rio Grande do Sul em 2023 e 2024. O trabalho comissionado pelo MASP consiste em um tecido translúcido suspenso diagonalmente no espaço expositivo, impresso com imagens que revelam como as águas redesenharam a geografia de rios, lagos e bacias hidrográficas, impactando mais de 650 mil pessoas. “Histórias da ecologia transita entre diferentes saberes: o geológico, o biográfico, o ancestral, o espiritual, o comunitário, o local, o planetário. Essas intersecções ampliam a visão sobre o que está em jogo na atual crise climática — não como um evento isolado, mas enraizado em estruturas coloniais e patriarcais que condicionam os modos de habitar o planeta”, afirma Isabella Rjeille.

Histórias da ecologia é o tema do ciclo curatorial de 2025. A programação do ano também inclui as mostras de Claude Monet, Frans Krajcberg, Abel Rodríguez, Clarissa Tossin, Hulda Guzmán, Minerva Cuevas e Mulheres Atingidas por Barragens.

A mostra faz parte de uma série de projetos em torno da noção plural de “Histórias”, palavra que engloba ficção e não ficção, relatos pessoais e políticos, narrativas privadas e públicas, possuindo um caráter especulativo, plural e polifônico. Essas histórias têm uma qualidade processual aberta, em oposição ao caráter mais monolítico e definitivo das narrativas históricas tradicionais. Nesse sentido, entre os programas anuais e as exposições anteriores, o MASP organizou Histórias da Sexualidade (2017), Histórias Afro-Atlânticas (2018), Histórias das Mulheres, Histórias Feministas (2019), Histórias da Dança (2020), Histórias Brasileiras (2021-22), Histórias Indígenas (2023) e Histórias LGBTQIA+ (2024).

ACESSIBILIDADE

Todas as exposições temporárias do MASP possuem recursos de acessibilidade, com entrada gratuita para pessoas com deficiência e seu acompanhante. São oferecidas visitas em Libras ou descritivas, além de textos e legendas em fonte ampliada e produções audiovisuais em linguagem fácil – com narração, legendagem e interpretação em Libras que descrevem e comentam os espaços e as obras. Os conteúdos, disponíveis no site e no canal do YouTube do museu, podem ser utilizados por pessoas com deficiência, públicos escolares, professores, pessoas não alfabetizadas e interessados em geral.

Catálogo | Será publicado um catálogo bilíngue, em inglês e português, reunindo imagens e textos sobre a exposição. O livro tem organização editorial de Adriano Pedrosa, André Mesquita e Isabella Rjeille.

Loja MASP | Em diálogo com a exposição, a Loja MASP apresenta produtos especiais de Histórias da ecologia, que incluem bolsas, postais magnéticos, cartazes, marca-páginas, garrafas, camisetas, cadernetas e blocos de notas.

Realização | Histórias da ecologia é realizada por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, tem patrocínio master de Nubank, patrocínio da Vivo e apoio cultural de Icelandic Art Center, OCA – Office for Contemporary Art Norway e Saison France Brésil 2025.

SERVIÇO:

Histórias da ecologia

Curadoria: André Mesquita, curador, MASP, e Isabella Rjeille, curadora, MASP

Assistência curatorial: Teo Teotonio, assistente curatorial, MASP

4/9 — 1/2/26

Edifício Pietro Maria Bardi

2º ao 6º andar

MASP — Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand

Avenida Paulista, 1578 – Bela Vista, São Paulo, SP 01310-200

Telefone: (11) 3149-5959

Horários: terças grátis, das 10h às 20h (entrada até as 19h); quarta e quinta das 10h às 18h

(entrada até as 17h); sexta das 10h às 21h (entrada gratuita das 18h às 20h30); sábado e domingo, das 10h às 18h (entrada até as 17h); fechado às segundas.

Agendamento on-line obrigatório pelo link masp.org.br/ingressos

Ingressos: R$ 75 (entrada); R$ 37 (meia-entrada).

Site oficial | Facebook | Instagram.

(Fonte: Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand)

Radar meteorológico flagra espiral de 422 mil andorinhas sobre a Amazônia

Manaususp, por Kleber Patricio

Região de Manaus abriga de quatro a sete vezes mais andorinhas por dia do que os Grandes Lagos, nos EUA, mostra estudo da USP e da Universidade Estadual do Colorado. Foto: Kyle G.Horton.

Pesquisadores da USP e da Universidade Estadual do Colorado desvendaram, pela primeira vez, o paradeiro e a escala de grandes dormitórios de andorinhas na Amazônia ao analisar dois anos de dados do radar meteorológico do Sipam (Serviço de Proteção da Amazônia), em Manaus. O estudo, que acaba de ser publicado na revista Ecology and Evolution, mostra que os radares — tradicionalmente usados para prever o tempo — também podem monitorar movimentos impressionantes de aves migratórias em tempo real.

O levantamento identificou três dormitórios permanentes e cinco transitórios situados principalmente em áreas protegidas próximas aos rios Negro e Amazonas, a menos de 50 km de Manaus. Os dados de radar revelaram que, em determinadas manhãs, até 422 mil andorinhas saem em espiral desses dormitórios ao amanhecer. O padrão registrado, chamado de “donut” (como se fosse um pneu), corresponde à dispersão simultânea de milhares de aves.

No estudo, os pesquisadores utilizaram o radar meteorológico do Sipam, instalado em Manaus, originalmente projetado para acompanhar chuvas e tempestades na região amazônica. Esse equipamento emite ondas eletromagnéticas e detecta o eco refletido por objetos em movimento no ar, como gotas de chuva ou, neste caso, milhares de andorinhas voando na alvorada.

Para identificar quais espécies formavam esses grandes bandos, os pesquisadores cruzaram os dados de radar com registros de observadores em plataformas como WikiAves e eBird, o que permitiu detalhar a composição dos dormitórios

Comparando os resultados amazônicos com dados de 12 radares que cobrem os Grandes Lagos, nos Estados Unidos, os autores constataram que os rios ao redor de Manaus acolhem de quatro a sete vezes mais andorinhas por dia, apesar de a área norte-americana monitorada ser quase nove vezes maior. Entre as espécies prováveis estão a andorinha-azul (Progne subis), que se reproduz na América do Norte, e a pouco conhecida andorinha-do-sul (Progne elegans), migrante da Argentina e do Sul do Brasil. “É fascinante pensar que estas aves migratórias, usadas por muitas culturas para medir a passagem do tempo, conectam os Cree do Canadá ao povo Tehuelche do Sul da Argentina e que o elo desta corrente está na Amazônia”, diz a bióloga Maria Belotti, autora principal do estudo.

Segundo ela, essa dinâmica reforça o papel essencial das unidades de conservação ao redor de Manaus, que ajudam a conter o avanço do desenvolvimento urbano na região. “Os impactos de ameaças a essas andorinhas na Amazônia serão sentidos nos dois extremos das Américas e podem provocar alterações significativas em cadeias alimentares e ecossistemas separados por mais de 10.000 km”, afirma.

A equipe vê na metodologia uma ferramenta promissora para prever “tempestades” de aves e orientar políticas de conservação, além de reduzir colisões em aeroportos e ajustar a operação de parques eólicos. O próximo passo é integrar dados de mais radares brasileiros a observações de campo para estudar não apenas a dispersão de andorinhas, como também os movimentos de outras aves migratórias em escala continental.

(Fonte: Agência Bori)