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Reynaldo Gianecchini apresenta “Um Dia Muito Especial” na PUCRS

Porto Alegre, RS, por Kleber Patricio

Espetáculo será encenado em Porto Alegre, com duas sessões em junho, no Salão de Atos da universidade. Fotos: Priscila Prade.

Os atores Reynaldo Giannechini e Maria Casadevall apresentam em Porto Alegre a peça “Um Dia Muito Especial”, uma adaptação do filme homônimo de Ettore Scola, estrelado por Sophia Loren e Marcello Mastroianni em 1977. As apresentações acontecem no Salão de Atos da PUCRS, nos dias 25 e 26 de junho, às 20h. Os ingressos podem ser adquiridos online pela plataforma Sympla, ou presencialmente no Museu de Ciências e Tecnologia da PUCRS e no prédio 40 no campus da universidade.

Pela segunda vez adaptada para o teatro no Brasil, a narrativa retrata uma história de amor entre duas pessoas muito diferentes. Em 1938, enquanto Mussolini e Hitler firmam sua aliança política, Antonietta, uma dona de casa que vive um casamento marcado pelo machismo, conhece Gabriele, ex-locutor de rádio perseguido pelo regime fascista italiano por ser gay. Em meio a conversas sobre sonhos, frustrações e desejos, nasce uma amizade extraordinária e um amor platônico que mudará suas vidas para sempre.

A peça aborda temas como aceitação, amor, transformação, preconceitos e o papel da mulher na sociedade, convidando o público a refletir sobre o que nos conecta e nos afasta em um cenário de diferenças e limitações pessoais.

SERVIÇO:

O que: Espetáculo “Um Dia Muito Especial”, com Reynaldo Gianecchini e Maria Casadevall

Data: 25 e 26 de junho de 2026

Horário: 20h

Local: Salão de Atos da PUCRS (Av. Ipiranga, 6681 – Prédio 4)

Ingressos: Os ingressos podem ser adquiridos pelo Sympla e presencialmente na PUCRS. As vendas acontecem no Museu de Ciências e Tecnologia e no Prédio 40, de terça a sexta, das 9h às 17h, e sábados e domingos, das 10h às 18h. Nos dias de apresentação do espetáculo, a bilheteria do Salão de Atos da PUCRS abre às 18h.

(Com Melissa Vasconcelos/PUC-RS)

Entre literatura, música e memória, “Ledores no Breu”, da Cia do Tijolo, é apresentado no Sesc Avenida Paulista

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Foto: Alécio Cesar/Divulgação.

Inspirado no pensamento de Paulo Freire e no texto “Confissão de Caboclo”, de Zé da Luz, “Ledores no Breu”, da Cia do Tijolo, acompanha histórias de pessoas que vivem à margem da leitura e da escrita no Brasil. Com poesia, música e narrativa popular, o espetáculo reflete sobre os diferentes sentidos do analfabetismo e sobre como a ausência de acesso à palavra impacta afetos, oportunidades e cidadania. As apresentações acontecem nos dias 17, 18 e 19 de junho, no Sesc Avenida Paulista.

Ao entrelaçar trajetórias distintas, a montagem questiona quem realmente consegue “ler o mundo” em uma sociedade marcada pela desigualdade. Há o homem que não lê e, mergulhado no breu, destrói aquilo que tem de mais precioso. Há também quem leia as palavras, mas não consiga compreender seus sentidos, perdido em um mar de informações desconectadas. E há ainda aqueles que dominam a leitura das letras, mas permanecem incapazes de interpretar a realidade ao redor. São muitos os ledores no breu.

O espetáculo propõe uma reflexão sobre o significado do analfabetismo nas grandes cidades brasileiras e sobre o valor da palavra em um mundo atravessado por exclusões sociais e preconceitos linguísticos. Entre a leitura das letras e a leitura do mundo, circulam personagens cujas histórias revelam as consequências da negação do acesso ao conhecimento.

Construído a partir de textos de Paulo Freire, Lêdo Ivo, Zé da Luz, Patativa do Assaré, Luiz Fernando Veríssimo e Frei Betto, além de canções de Cartola, Jackson do Pandeiro e Chico César, Ledores no Breu costura vozes, memórias e experiências para lançar luz sobre aqueles historicamente privados do direito à leitura.

Ficha Técnica

Atuação: Dinho Lima Flor e Karen Menatti | Direção: Rodrigo Mercadante | Assistência de Direção: Thiago França | Dramaturgia: Dinho Lima Flor, Rodrigo Mercadante | Preparação Ator e Corpo: Joana Levi | Projeto de Luz: Milton Morales, Thiago França e Dinho Lima Flor | Trilha Sonora: Dinho Lima Flor | Produção: Suelen Garcez | Designer Gráfico: Fábio Viana

SERVIÇO:

espetáculo | Ledores no Breu

com Cia do Tijolo

Dias: 17, 18 e 19 junho de 2026. Quarta e quinta, 20h às 21h. Sexta, 17h às 18h.

Acessibilidade: Libras em todas as sessões.

Local: Térreo

Duração: 60 minutos

Classificação indicativa: Livre

Ingressos: R$ 50 (inteira), R$ 25 (Meia) e R$ 15 (Credencial plena:). Venda de ingressos online a partir de 9/6, às 17h, e nas bilheterias das unidades a partir de 10/6, às 17h.

SESC AVENIDA PAULISTA

Avenida Paulista, 119, Bela Vista, São Paulo

Fone: (11) 3170-0800

Transporte Público: Estação Brigadeiro do Metrô – 350m

Horário de funcionamento da unidade:

Terça a sexta, das 10h às 21h30. Sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h30.

(Com Fernanda Porta Nova/Assessoria de Imprensa Sesc Avenida Paulista)

 

Balé da Cidade de São Paulo estreia segunda temporada com as obras inéditas “Coro Umbral” e “até que se abra tudo”

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Coreografia “Coro Umbral”. Fotos: Larissa Paz.

Em sua segunda temporada de 2026, após uma turnê de grande sucesso no México, entre os dias 20 e 28 de junho, o Balé da Cidade de São Paulo apresenta duas estreias: “Coro Umbral”, da coreógrafa Andrea Peña, e “até que se abra tudo”, de Michelle Moura. As apresentações serão realizadas nas datas: 20, sábado, e 21, domingo, às 17h; 25, quinta-feira, e 26, sexta-feira, às 20h; 27, sábado, e 28, domingo, às 17h, na Sala de Espetáculos. Os ingressos custam de R$13 a R$100, a classificação é de 16 anos e a duração aproximada é de 90 minutos, com intervalo.

Segundo Andrea Peña, a coreografia de Coro Umbral “se desdobra como um encontro coreográfico em que corpos se reúnem à beira da transformação”. A artista acredita que a obra parte de imaginários latino-americanos, arquiteturas rituais e forças estéticas do Sul Global para construir “uma paisagem em constante deslocamento, na qual o corpo coletivo se torna simultaneamente indivíduo e monumento”.

Ela explica que, interpretada por um grande elenco, a obra acompanha estados de acúmulo, resistência e ressurgimento. “Os corpos se fundem, fraturam, sustentam e desestabilizam uns aos outros por meio de sistemas coreográficos densamente físicos, que borram as fronteiras entre indivíduo e coro; entre caos e cerimônia”, pontua.

Coro Umbral tem direção e concepção de Andrea Peña, e assistência de coreografia de Rebecca Margolick. A trilha sonora é assinada por Rodolfo Rueda (CIBER1A) e Coppélia LaRoche-Francoeur. A iluminação é de Caetano Vilela, com assistência de Nicolas Marchi; a cenografia é de Jonas Soares, com adereço de cenografia de Victor Ley e costura de cenário de Enrique Casas. O figurino é de Marina Dalgalarrondo, com assistência de Gabrielle Gobetti, e a perucaria é de Malonna.

Andrea Peña é uma artista multidisciplinar, nascida na Colômbia e radicada em Montreal, que articula coreografia, design e arte instalativa. Fundadora e diretora artística da Andrea Peña & Artists (2014), desenvolve uma prática que investiga interseções entre corpos, materialidades e singularidades em contextos performativos, marcada por sua herança indígena e formação em design industrial e moda.

Sobre a criação de até que se abra tudo, Michelle Moura afirma que “o corpo é matéria porosa” e que “somos constantemente atravessados por forças que nos sustentam e às quais não controlamos”. Segundo ela, a obra parte da ação de abrir como elemento mobilizador da gestualidade, dos estados emocionais e da coreografia. “Além de um ato físico, abrir é um processo de transformação e metamorfose”, diz.

A coreógrafa relaciona a obra a um contexto em que emoções e desejos são constantemente explorados. “Num tempo em que emoções e desejos são extraídos e capitalizados, servindo de combustível a uma máquina extenuante, o petróleo e o lítio somos nós. O buraco na terra é o buraco no peito”, afirma.

Michelle Moura descreve ainda a cena como um conjunto de “corpos em bando inclinados na beira de um abismo”, em uma trajetória marcada por pulsações, metamorfoses sutis e composições em que “o espelho humano oscila e desconhece suas formas”.

Além da concepção e coreografia de Michelle Moura, a obra tem dramaturgia de Maikon K e assistência de coreografia de Clarissa Rêgo. A trilha sonora e execução ao vivo ficam a cargo de Kaj Duncan. O design de luz é assinado por Mirella Brandi, o figurino por Thales Cristovão e o acompanhamento de luz por Giorgia Tolaini.

Michelle Moura, bailarina e coreógrafa brasileira radicada em Berlim, começou sua formação em dança na Universidade Estadual do Paraná (Unespar), continuou no CNDC d’Angers (França) e Das Choreography (Holanda). Em suas coreografias, explora deslocamentos ligados às representações do feminino e do humano, criando composições marcadas por repetições, distorções e estados de estranhamento.

Novo diretor artístico do Balé da Cidade de São Paulo

Coreografia “até que se abra tudo”.

No início do mês de junho, o Balé da Cidade de São Paulo foi apresentado ao seu novo diretor artístico Luiz Fernando Bongiovanni. Bailarino por mais de 20 anos, metade deles passados na Europa: Cullberg Ballet e Ballet da Ópera de Gotemburgo, na Suécia; Scapino Ballet, na Holanda; e Ballet da Ópera de Zurique, na Suíça. Antes disso, atuou no Brasil, no Balé da Cidade de São Paulo. Trabalhou com coreógrafos como Mats Ek, William Forsythe, Jiří Kylián, Ohad Naharin, Nacho Duato, Oscar Araiz, Luis Arrieta, Jacopo Godani, Didi Veldman, entre outros.

Desde que retornou ao Brasil, em 2004, trabalha na coordenação de projetos culturais, na execução de oficinas de improvisação e composição, e como coreógrafo em companhias como o Balé da Cidade de São Paulo, São Paulo Companhia de Dança, Balé Municipal do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, Balé Teatro Guaíra, Balé Teatro Castro Alves, Balé da Cidade de Niterói e Corpo de Baile Jovem do Theatro Municipal.

Tem também realizado trabalhos fora do país, no Balé Nacional Chileno, em Santiago, e nos balés Hagen e im Revier, na Alemanha. É diretor e coreógrafo do Núcleo de Pesquisas Mercearia de Ideias, grupo dedicado à investigação em dança e artes cênicas. No âmbito da gestão pública, foi mestre de balé (2008) e diretor assistente (2009) do Balé da Cidade de São Paulo, e coordenador artístico da Escola de Dança do Theatro Municipal de São Paulo (2019).

De 2021 a 2026, dirigiu o Balé Teatro Guaíra. Além da gestão artística e administrativa da companhia, criou obras de destaque do repertório, entre elas Romeu e Julieta, Carmen, O Lago dos Cisnes, Lendas Brasileiras, O Quebra-Nozes e Orfeu e Eurídice. Em 2025, o Balé Teatro Guaíra recebeu o Prêmio APCA de Melhor Elenco sob sua direção. No âmbito acadêmico, é graduado em Filosofia pela Universidade de São Paulo (USP) e pós-graduado em Artes da Cena, área de concentração em Teatro, Dança e Performance, pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

SERVIÇO:

Coro Umbral e até que se abra tudo

Sala de Espetáculos – Theatro Municipal de São Paulo

BALÉ DA CIDADE DE SÃO PAULO

Datas e horários

20 de junho (sábado), às 17h

21 de junho (domingo), às 17h

25 de junho (quinta-feira), às 20h

26 de junho (sexta-feira), às 20h

27 de junho (sábado), às 17h

28 de junho (domingo), às 17h

Coro Umbral 

Direção e concepção

Andrea Peña

Coreografia

Andrea Peña e elenco

Assistência de coreografia

Rebecca Margolick

Trilha sonora

Coppélia LaRoche-Francoeur e Rodolfo Rueda CIBER1A

Design de luz

Caetano Vilela

Assistente de iluminação

Nicolas Marchi

Cenografia

Jonas Soares

Adereço de cenografia

Victor Ley

Costuras de cenário

Enrique Casas

Figurino

Marina Dalgalarrondo

Assistente de figurino

Gabrielle Gobetti

Perucaria

Malonna

Elenco

Alyne Mach, Bruno Rodrigues, Camila Ribeiro, Carolina Martinelli, Cléia Santos, Fernanda Bueno, Isabela Maylart, Leonardo Hoehne Polato, Leonardo Silveira, Luiz Oliveira, Manuel Gomes, Marcel Anselmé, Marcio Filho, Marina Giunti, Odu Ofá, Renée Weinstrof e Victor Hugo Vila Nova.

até que se abra tudo 

Direção, concepção e coreografia

Michelle Moura

Pesquisa dramatúrgica

Maikon K

Assistência de coreografia

Clarissa Rêgo

Trilha sonora

Kaj Duncan

Gravação e mixagem de som

Rodrigo Lemos

Design de luz

Mirella Brandi

Supervisão de luz

Muep Etmo

Acompanhamento de luz

Giorgia Tolaini

Figurino

Thales Cristovão

Assistente de figurino

Mauricio Schneider

Elenco
Ana Beatriz Nunes, Ariany Dâmaso, Cleber Fantinatti, Erika Ishimaru, Fabiana Ikehara, Fabio Pinheiro, Gutielle Ribeiro, Harry Gavla, Jéssica Fadul, Leonardo Muniz, Luiz Crepaldi, Marisa Bucoff, Rebeca Ferreira, Renata Bardazzi e Silvia Kamyla.

Ingressos de R$ 13 a R$ 100 (inteira)

Duração de aproximadamente 1h40 (com intervalo)

Classificação: Não recomendado para menores de 16 anos – pode conter histórias com consumo de drogas explícito, agressão física acentuada e insinuação de sexo acentuada.

(Com André Santa Rosa/Theatro Municipal)

“Nadine”, novo trabalho de Luiza Romão, chega ao Sesc Avenida Paulista para duas apresentações em junho

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Espetáculo mistura spoken word, narrativa policial e paisagem sonora para discutir violência de gênero, memória e vulnerabilidade. Fotos: Cristina Maranhão.

Depois de passar pelo Sesc Belenzinho, o espetáculo “Nadine”, idealizado, escrito e interpretado por Luiza Romão, realiza duas apresentações no Sesc Avenida Paulista, nos dias 26 e 27 de junho de 2026, sexta e sábado, às 20h. A montagem une spoken word, investigação policial e experimentação sonora para abordar temas como violência de gênero, trauma, memória e feminicídio.

Inspirada em reflexões da filósofa canadense Cressida J. Heyes sobre violência sexual contra vítimas inconscientes, a obra adapta para o palco o livro Nadine (Quelônio, reeditado em 2025), definido por Luiza como “uma história de detetive contada em versos”. A narrativa acompanha uma jovem que, após ser assassinada, decide investigar o próprio crime.

“Nadine é uma jovem terrível: faz barulhos de madrugada, incomoda as pessoas, rouba correspondências dos vizinhos. Certa noite, na saída do bar, ela é dopada com flunitrazepam e assassinada. Por considerá-la uma ‘vítima não-ideal’, a polícia rapidamente descarta o caso e a personagem passa a investigá-lo no pós-vida com a ajuda dos vizinhos”, conta Luiza.

Com atmosfera inspirada no romance noir e em cineastas como Quentin Tarantino e Martin Scorsese, o espetáculo aposta na construção sonora como elemento central da encenação. A peça flerta com a linguagem da radionovela e reúne participações especiais em áudio, em diversas línguas, com vozes de Beto Bellinati, Dandá Costa, Daniel Sharp, Eugênio Lima, Ícaro Rodrigues, Maria Costa, Lilith Cristina, Michael Nazarkovsky, Roberta Estrela D’Alva, Rodolfo Dias Paes, Tai Veroto, Verónica Colasanto e Yaissa Jimenez.

“Vivemos em um mundo hipermidiatizado, com bombardeamento constante e avassalador de imagens e vídeos. Neste contexto, o espetáculo propõe outro tipo de sensibilidade e percepção, calcado principalmente no ouvido e na escuta”, comenta Luiza.

A direção musical e a trilha sonora original são assinadas por José Paes de Lira, que desenvolveu uma paisagem sonora composta por vozes, ruídos cotidianos, registros investigativos e canções originais inspiradas em poemas do livro e em artistas como Serge Gainsbourg e Tom Waits.

“A trilha original do espetáculo Nadine é composta por vozes de quase duas dezenas de atrizes e atores convidados e paisagens sonoras que dialogam intensamente com a personagem em cena. São gravações investigativas, diários sonoros dos personagens que moram no mesmo prédio da protagonista, registros de áudios de lugares públicos, depoimentos radiogravados e música construída com ruídos desse cotidiano ficcional”, afirma Lirinha.

A luz e o cenário, assinados por Marisa Bentivegna, transitam entre dois espaços: o ambiente doméstico — local onde frequentemente ocorrem casos de violência de gênero — e o Museu do Prado, cenário de um estudo conduzido pela protagonista e sua aliada, Lana Juarez. Neste momento da peça, o público acompanha um audioguia fictício sobre pinturas de artistas como Diego Velázquez, Francisco de Goya e Tintoretto, observando representações femininas ligadas ao sono, à vulnerabilidade e ao sofrimento.

“Estamos vivendo um momento em que a misoginia está escancarada e os casos de feminicídio estão aumentando muito. Nesse cenário, é fundamental ampliarmos os espaços de debate sobre violência de gênero”, defende Luiza.

Sinopse | Nadine conta a história de uma jovem que, após ser assassinada, decide investigar o próprio crime. Misturando spoken word e narrativa policial, o espetáculo atravessa temas como gênero, representação da violência e os estados de vulnerabilidade associados ao sono.

Ficha Técnica

Texto, encenação e performance: Luiza Romão

Direção musical e trilha sonora original: José Paes de Lira

Assistência de direção e preparação vocal: Monica Montenegro

Luz e cenário: Marisa Bentivegna

Figurino: Claudia Schapira

Mixagem de som: José Paes de Lira e Adriano Duprat

Coreografia: Eloísa Honorato

Produção: Iramaia Gongora

Desenho de som: João Souza

Operação de som: Elektra Blue

Foto de divulgação: Tamara dos Santos

Fotos do espetáculo e colagens: Cristina Maranhão.

SERVIÇO:

Data: 26 e 27 de junho de 2026, sexta e sábado, às 20h

Sesc Avenida Paulista – Av. Paulista, 119 – Bela Vista – São Paulo/SP

Duração: 50 minutos | Classificação: 16 anos

Ingressos:  R$ 50 (inteira), R$ 25 (meia) e R$ 15 (credencial plena:). Venda de ingressos online a partir de 16/6, às 17h, e nas bilheterias das unidades a partir de 17/6, às 17h.

Alerta: o espetáculo aborda temas sensíveis, como violência sexual e feminicídio.

(Com Daniele Valério/Canal Aberto Comunicação)

A história do maior São João do mundo

Campina Grande, PB, por Kleber Patricio

Campina Grande transforma cultura junina em fenômeno que atrai milhões de visitantes e movimenta mais de R$ 600 milhões. Foto: Divulgação/Civitatis.

Durante pouco mais de um mês, Campina Grande, no interior da Paraíba, recebe um público equivalente a sete vezes sua população. O motivo é o maior São João do Mundo, festa que transformou a cidade em uma das principais referências do turismo cultural brasileiro e que, somente na edição de 2025, atraiu mais de 3,2 milhões de visitantes.

Em 2026, a 43ª edição do evento acontece entre os dias 3 de junho e 5 de julho, com 33 dias de programação ininterrupta no Parque do Povo. Para quem deseja viver a experiência sem se preocupar com deslocamento e logística, a Civitatis, maior plataforma de atividades e passeios em português do mundo, oferece um tour saindo de João Pessoa direto para o coração da celebração.

O Tour do São João em Campina Grande é uma das apostas da empresa para o período junino. Com saída da capital paraibana, a experiência combina transporte, acompanhamento de guia especializado e tempo livre para explorar a festa por conta própria. “O São João de Campina Grande é um dos eventos mais emocionantes que o Brasil tem a oferecer, e é exatamente esse tipo de experiência autêntica que a Civitatis quer democratizar”, afirma Alexandre Oliveira, country manager da Civitatis Brasil.

Ônibus temático, matuto e forró pé de serra: como é o passeio para São João de Campina Grande?

No passeio para o São João de Campina Grande da plataforma da Civitatis, a experiência começa antes mesmo de chegar ao Parque do Povo. O grupo é recebido no hotel em João Pessoa e segue por uma hora e meia até Campina Grande a bordo de um ônibus temático, uma prévia da festa. Dentro do veículo, um guia caracterizado como o matuto (o personagem típico e querido do São João nordestino) vai animando o grupo com histórias, causos e curiosidades sobre a cultura junina da Paraíba.

No trajeto, os participantes são presenteados com uma degustação das cachaças premiadas da Paraíba, além de refrigerante e quitutes tradicionais como pipoca e canjica. Ao fundo, o forró pé de serra, aquele feito à base de sanfona, zabumba e triângulo, vai esquentando o clima antes mesmo de desembarcar.

No Parque do Povo, os viajantes têm cinco horas livres para mergulhar na festa como quiserem: shows no palco principal, festival de quadrilhas juninas, barracas com comidas e bebidas típicas, espaços temáticos e a energia contagiante de uma multidão que veio de todos os cantos do país para celebrar.

A festa em números: por que o São João de Campina Grande é o maior do mundo?

O título não é apenas uma estratégia de marketing. Em 2025, o São João de Campina Grande recebeu mais de 3,2 milhões de visitantes. Já em 2024, o evento movimentou R$ 673 milhões na economia local, segundo dados da Secretaria da Fazenda da Paraíba (Sefaz).

O Parque do Povo soma 42 mil metros quadrados transformados numa cidade cenográfica, com recriações da arquitetura histórica de Campina Grande, teto de bandeirinhas coloridas e ilhas de forró espalhadas pelo espaço.

Para 2026, a programação faz jus ao tamanho da festa. A abertura contará com o projeto “Dominguinho”, fenômeno nacional que conquistou o público em 2025 e reúne João Gomes, Mestrinho e Jota Pê. Ao longo dos 33 dias de celebração, nomes como Roberto Carlos, Marisa Monte, Wesley Safadão, Henrique e Juliano, Elba Ramalho e Pablo também passarão pelos palcos do evento, em uma mistura de forró, sertanejo, MPB e música popular que atrai visitantes de diferentes regiões do Brasil e perfis de público.

“Junho é o mês mais brasileiro do ano, e o Nordeste é o coração dessa brasilidade. Com este tour, a Civitatis não está vendendo apenas um passeio de ônibus: está entregando um pedaço da identidade cultural do país”, afirma Alexandre Oliveira, country manager da Civitatis Brasil.

João Pessoa como base: a lógica de quem planeja bem a viagem junina

João Pessoa, capital da Paraíba, é o ponto de partida natural para quem quer combinar praias com cultura nordestina em junho. A cidade fica a menos de duas horas de Campina Grande e concentra boa oferta hoteleira, o que torna o tour da Civitatis uma solução direta para quem está hospedado na capital e não quer lidar com aluguel de carro, estradas desconhecidas ou a logística de estacionar nos arredores do Parque do Povo durante a festa.

O passeio inclui retirada no hotel, guia em português durante todo o percurso, transfer de volta e as degustações a bordo. Quem desejar esticar a viagem pode ainda aproveitar para fazer passeios nas belas praias da Paraíba, como na excursão a Igarassu e Itamaracá, ou fazer um tour no agreste paraibano, na cidade histórica de Areia.

Ficha técnica

Passeio: Tour do São João em Campina Grande

Partida: João Pessoa

Duração: 8 horas

Idioma: Português

Preço: A partir de R$ 324 por pessoa

Cancelamento: Gratuito

Incluso: Transfer de ida e volta, guia em português, degustações (cachaça, refrigerante, pipoca e canjica)

Reservas: link.

(Fonte: Civitatis)