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Lazer & Gastronomia

São Paulo, SP

Quatro viagens no tempo, um só lugar: o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual

por Kleber Patrício

Devido ao sucesso das três expedições em realidade virtual iniciadas em setembro de 2025, o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual anuncia a prorrogação de suas atividades. Além da extensão do prazo, o centro cultural traz uma novidade de peso: a exibição simultânea de quatro roteiros distintos que transportam os visitantes por bilhões de anos de […]

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Osesp recebe Simon Trpceski como solista no Concerto Para Piano Nº 1 de Tchaikovsky

São Paulo, por Kleber Patricio

Osesp na Sala São Paulo. Foto: Alexandre Silva.

A Fundação Osesp, o Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, e o Ministério da Cultura apresentam na Sala São Paulo a Temporada Osesp 2025.

No programa desta semana, de quinta-feira (17/jul) a sábado (19/jul), a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo – Osesp segue sob a batuta do regente russo Vasily Petrenko. A abertura fica por conta de uma obra incontornável do repertório: o Concerto para piano nº 1, de Pyotr Ilyich Tchaikovsky (1840-1893). Trompas e cordas fazem uma breve e solene introdução para a entrada do piano e do célebre tema do Concerto, que será interpretado pelo pianista macedônio Simon Trpceski.

Após o intervalo, Petrenko retorna a seu compatriota Dmitri Shostakovich (1906-1975), regendo a pungente e sombria Sinfonia nº 14 em sol menor, concluída em 1969. Escrita para uma pequena orquestra de cordas com percussão, a obra segue a tradição mahleriana (iniciada por Beethoven) ao incorporar vozes solistas — aqui serão a soprano Julia Korpacheva e o baixo Gleb Peryazev. Dividida em 11 movimentos interligados, a sinfonia é baseada em poemas de autores como Federico García Lorca e Guillaume Apollinaire, refletindo temas recorrentes de morte e sofrimento.

Os ingressos estão à venda no site da Osesp, com preços a partir de R$ 42,00. Vale lembrar que a apresentação de sexta-feira (18/jul), às 20h, terá transmissão ao vivo pelo YouTube da Osesp.

Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo – Osesp

Desde seu primeiro concerto, em 1954, a Osesp tornou-se parte indissociável da cultura paulista e brasileira, promovendo transformações culturais e sociais profundas. A cada ano, a Osesp realiza em média 130 concertos para cerca de 150 mil pessoas. Thierry Fischer tornou-se diretor musical e regente titular em 2020, tendo sido precedido, de 2012 a 2019, por Marin Alsop. Seus antecessores foram Yan Pascal Tortelier, John Neschling, Eleazar de Carvalho, Bruno Roccella e Souza Lima. Além da Orquestra, há um coro profissional, grupos de câmara, uma editora de partituras e uma vibrante plataforma educacional. A Osesp já realizou turnês em diversos estados do Brasil e também pela América Latina, Estados Unidos, Europa e China, apresentando-se em alguns dos mais importantes festivais da música clássica, como o BBC Proms, e em salas de concerto como o Concertgebouw de Amsterdam, a Philharmonie de Berlim e o Carnegie Hall em Nova York. Mantém, desde 2008, o projeto “Osesp Itinerante”, promovendo concertos, oficinas e cursos de apreciação musical pelo interior do estado de São Paulo. É administrada pela Fundação Osesp desde 2005.

Vasily Petrenko regente

Vasily Petrenko. Foto: Mark McNulty.

Diretor musical da Filarmônica Real de Londres, regente emérito da Filarmônica Real de Liverpool e regente associado da Sinfônica de Castilla y León. Foi regente titular da Orquestra Jovem da União Europeia, da Filarmônica de Oslo e da Orquestra Jovem Nacional da Grã-Bretanha, além de ter sido diretor artístico da Orquestra Acadêmica Estatal da Rússia. Petrenko colabora com algumas das orquestras mais prestigiadas do mundo, como as Filarmônicas Tcheca, de Berlim, de São Petersburgo e de Los Angeles, a Sinfônica da Rádio Bávara, a Orquestra do Gewandhaus de Leipzig, as Sinfônicas de Londres, de São Francisco, de Boston e de Chicago, a Orquestra Nacional de França e a Philharmonia Orchestra. Participou de festivais como o de Edimburgo e o de Grafenegg, além de apresentar-se com frequência nos BBC Proms. Sua ampla discografia inclui ciclos sinfônicos de Shostakovich, Rachmaninov, Elgar, Scriabin e R. Strauss. Recebeu o prêmio de Artista do Ano no Gramophone Awards [2017] e de Artista Masculino do Ano de 2010 no Classical BRIT Awards. Em 2024, lançou uma academia para jovens regentes junto à Filarmônica Nacional Armeniana.

Simon Trpceski piano

Simon Trpceski. Foto: B Ealovega.

Simon Trpceski já subiu ao palco de importantes orquestras como Sinfônica de Londres, Philharmonia Orchestra, Orquestra da Cidade de Birmingham, Orquestra Nacional da França, Orquestra Real do Concertgebouw, Sinfônica Alemã de Berlim e Filarmônica de Dresden. Na América do Norte, é solista frequente das orquestras de Cleveland e da Philadelphia, das Filarmônicas de Los Angeles e de Nova York, e das Sinfônicas de Chicago, San Francisco, St. Louis, Seattle e Baltimore. Fora do eixo ocidental, apresentou-se com as Filarmônicas do Japão, de Seul e de Hong Kong, além das Sinfônicas de Sydney, de Adelaide, de Melbourne e da Nova Zelândia. Desde sua estreia no Wigmore Hall, em 2001, mantém presença regular nesse palco, incluindo uma residência da qual resultaram dois discos pelo selo Wigmore Live. Sua longa parceria com a Filarmônica Real de Liverpool, especialmente durante a gestão de Vasily Petrenko, resultou em uma relevante discografia do repertório pianístico russo para os selos Avie e Onyx Classics. Nas temporadas recentes, é artista residente tanto da Orquestra Nacional Real Escocesa quanto da Filarmônica de Monte Carlo. Trpceski também se dedica a fortalecer a imagem cultural de seu país natal, a Macedônia, com seu projeto camerístico Makedonissimo.

Julia Korpacheva soprano

Julia Korpacheva. Foto: Divulgação.

Formada em canto pelo Conservatório de Moscou, Julia Korpacheva integrou o elenco da Helikon Opera entre 2000 e 2007, período em que participou de produções como Eugene Onegin, O Don Silencioso, O Amor das Três Laranjas e Diálogos das Carmelitas. Foi a intérprete da personagem Mrs. P. na estreia russa da ópera The Man Who Mistook His Wife for a Hat, de Michael Nyman, em montagem do A Little Theatre of the World. Desde então, tem participado de importantes festivais internacionais, como December Nights de Sviatoslav Richter, The Return e Crescendo (Moscou), além dos festivais de Montpellier (França), Ilha de Elba (Itália), Bad Kissingen (Alemanha), Salzburg e Lockenhaus (Áustria) e Verbier (Suíça). Atuou com a KREMERata Baltica, a Orquestra Nacional da Rússia, a Sinfônica de Berna, a Rádio Sinfônica de Stuttgart e a Musica Viva, sob a direção de nomes como Yuri Bashmet, Gidon Kremer, Alexander Rudin, Andrey Boreyko, Dmitry Kitayenko, Simon Rattle e Peter Schreier. Apresentou-se em turnês pela Europa, Estados Unidos e Japão, com destaque para recitais no Carnegie Hall (Nova York) e no Musikverein (Viena). É laureada do concurso Bella Voce.

Gleb Peryazev baixo

Gleb Peryazev. Foto: Daniil Rabovsky.

Gleb Peryazev atuou como assistente no Conservatório Estatal de São Petersburgo e como solista da Academia Internacional de Música Elena Obraztsova, além de ter integrado o Young Singers Project do Festival de Salzburgo. Integrou o elenco da companhia de ópera do Teatro Mariinsky e, desde 2024, é presença regular no palco do Teatro Bolshoi da Rússia. Tem se apresentado nos principais palcos de ópera do mundo, como a Ópera Estatal de Hamburgo, a Ópera Nacional da Grécia, o Teatro Nacional de São Carlos de Lisboa, o Teatro Amintore Galli, o Centro Nacional de Artes Performáticas de Pequim, o Grande Teatro de Jiangsu, em Nanjing, a Filarmônica de Paris, o Teatro Juárez, no México, o Grande Teatro de Xangai e a Royal Opera House Muscat em Omã. Dentre as distinções recebidas por ele estão o Concurso Internacional de Cantores e Pianistas Acompanhadores Hibla Gerzmava (Moscou, 2023) e a XVII Competição Internacional Tchaikovsky (São Petersburgo, 2023).

PROGRAMA

OSESP

VASILY PETRENKO regente

SIMON TRPCESKI piano

JULIA KORPACHEVA soprano

GLEB PERYAZEV baixo

Pyotr Ilyich TCHAIKOVSKY | Concerto para piano nº 1 em si bemol menor, Op. 23

Dmitri SHOSTAKOVICH | Sinfonia nº 14 em sol menor, Op. 135

SERVIÇO:

17 de julho, quinta-feira, 20h00

18 de julho, sexta-feira, 20h00 [Concerto Digital]

19 de julho, sábado, 16h30

Endereço: Praça Júlio Prestes, 16, Campos Elíseos, São Paulo, SP

Capacidade: 1.388 lugares (Sala São Paulo)

Recomendação etária: 07 anos

Ingressos: De R$ 42,00 a R$ 295,00 (valores inteiros*)

Bilheteria (INTI): neste link

Telefone: (11) 3777-9721, de segunda a sexta, das 12h às 18h.

Estacionamento: Rua Mauá, 51 | R$ 39,00 | 600 vagas; 20 para pessoas com deficiência; 33 para idosos.

Mais informações nos sites oficiais da Osesp e da Sala São Paulo.

*Estudantes, pessoas acima dos 60 anos, jovens de baixa renda com idade de 15 a 29 anos, pessoas com deficiências e um acompanhante e servidores da educação da rede pública estadual e municipal têm desconto de 50% nos ingressos para os concertos da Temporada Osesp na Sala São Paulo, mediante comprovação.

A Sala São Paulo Digital conta com recursos da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Realização: Fundação Osesp, Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, Ministério da Cultura e Governo Federal.

A Osesp e a Sala São Paulo são equipamentos do Governo do Estado de São Paulo, por intermédio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, gerenciadas pela Fundação Osesp, Organização Social da Cultura.

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(Com Fabio Rigobelo/Fundação Osesp)

Em agosto, Balé da Cidade de São Paulo remonta coreografias “Bioglomerata” e “Fôlego” no Municipal

São Paulo, por Kleber Patricio

Cena da coreografia “Bioglomerata”, de Cristian Duarte. Foto: Larissa Paz/Divulgação.

A programação do mês de agosto conta com espetáculo de comédia Céu da Língua, de Gregório Duvivier, a FLIPEI, festa literária na Praça das Artes, e o Balé da Cidade de São Paulo com remontagens de Bioglomerata, de Cristian Duarte, e Fôlego, de Rafaela Sahyoun. Além disso, o mês segue com muita música a partir das apresentações do Coral Paulistano, Orquestra Sinfônica Municipal, Quarteto de Cordas da Cidade, entre outros corpos artísticos do Municipal.

A abertura das atividades do mês de agosto fica com Gregório Duvivier, no dia 2, com duas sessões de Céu da Língua, às 17h e 20h, na Sala de Espetáculos do Theatro Municipal. O espetáculo já foi assistido por mais de 70 mil pessoas e estreou em Lisboa no contexto das celebrações de aniversário do poeta Luís de Camões. Gregório Duvivier, que não estreava uma nova criação para teatro há cinco anos, fez essa peça para homenagear sua língua-mãe. A direção é da atriz Luciana Paes, que já foi parceira de Duvivier no espetáculo de improvisação Portátil e nos vídeos do canal Porta dos Fundos. Os ingressos variam de R$30 a R$180, a classificação é de 12 anos e a duração de 80 minutos.

Sob regência de Wagner Polistchuk, a Orquestra Experimental de Repertório, no dia 3, às 11h, apresenta Rapsódia Boêmia. O espetáculo será realizado na Sala de Espetáculos, e contará com a participação do Check Accordion Trio, composto por três músicos tchecos, Markéta Laštovičková, Marie Čejnová e Michal Karban. Com o acordeão, o trio apresenta o universo da música clássica e moderna, música dos balcãs, tango argentino e música experimental minimalista.

O repertório terá Contos de Fadas para três acordeões e orquestra, de Václav Trojan; Chamamé, versão para três acordeões e orquestra, de Catarina Domenici; e Sinfonia nº 9 em mi menor, Novo Mundo, op. 95, de Antonín Dvorák. Os ingressos custam de R$11 a R$35, a classificação é livre e duração de 75 minutos, sem intervalo.

Coral Paulistano em concerto na Sala do Conservatório.

No dia 5, terça-feira, às 20h, o Coral Paulistano apresenta Spirituals com regência especial do convidado Rollo Dilworth. Nascido em St. Louis, nos Estados Unidos, Dilworth é regente coral, compositor, arranjador e educador, que busca evidenciar sua ancestralidade africana em suas composições. Para isso, incorpora em sua obra elementos da música folclórica afro-estadunidense e da música gospel.

O repertório terá um programa dedicado a spirituals tradicionais com arranjos e composições do próprio Dilworth, como My Lord, what a morning, arranjo de Harry T. Burleigh, Way over in Beulah Land, arranjo de Stacey Gibbs, Fix me, Jesus, arranjo de Augustus Hill, entre outras. Os ingressos custam de R$11 a R$70, a classificação é livre e a duração de 60 minutos.

Já entre os dias 6 e 10, no Vão da Praça das Artes, será realizada a FLIPEI: Festa Literária Pirata das Editoras Independentes, um evento anual que celebra a literatura independente, promovendo o acesso democrático à cultura e desafiando as estruturas tradicionais do mercado editorial. Em sua sétima edição, a feira estará com sua programação no dia 06, às 16h, e nos demais dias, às 10h. A entrada é gratuita.

O Quarteto de Cordas da Cidade apresenta o concerto Identidade Brasileira, no dia 07, quinta-feira, às 20h, na Sala do Conservatório, com Betina Stegmann e Nelson Rios, violinos, Marcelo Jaffé, viola e Rafael Cesario, violoncelo. O repertório terá Quarteto nº 2, de Francisco Mignone, e Quarteto de Cordas, de Clorinda Rosato. Os ingressos custam R$35, a classificação é livre e a duração de 60 minutos, sem intervalo.

Francisco Mignone e Clorinda Rosato foram ambos alunos do Conservatório Dramático e Musical de São Paulo. No período, apresentaram-se ao piano na mesma Sala do Conservatório que hoje abriga o Quarteto de Cordas da Cidade de São Paulo. Compuseram pouco para quarteto de cordas: ele, apenas duas obras; ela, somente uma, que poderemos ouvir neste programa.

Em sua terceira temporada, o Balé da Cidade de São Paulo retorna com duas remontagens marcantes: Bioglomerata, de Cristian Duarte, e Fôlego, de Rafaela Sahyoun, com participação da Orquestra Sinfônica Municipal. As apresentações acontecem nos dias 14 e 15, às 20h, 16 e 17, às 17h, na Sala de Espetáculos. Os ingressos variam de R$11 a R$92, a classificação livre e a duração aproximada de 110 minutos, com intervalo.

Em Bioglomerata, Cristian Duarte ressignifica e adapta o conceito original de Biomashup, que estreou em 2014 durante sua residência no Lote, na Casa do Povo. Esta recriação para o Balé da Cidade, cuja estreia ocorreu em 2024, oferece uma nova perspectiva ao repertório da companhia. Nessa versão, o elenco utiliza memórias de danças, gestos e referências para interagir com a música e com um ambiente em constante transformação, ampliando a compreensão dos tempos históricos. Os corpos dos bailarinos funcionam como forças dinâmicas, criando configurações transitórias que envolvem a percepção contínua do público.

Após o intervalo será apresentado Fôlego, criação de Rafaela Sahyoun. A obra foi indicada ao Prêmio APCA Dança 2022 na categoria Espetáculo – Estreia. A proposta dramatúrgica de Fôlego incentiva a exploração da condição dos indivíduos como sujeitos sociais. Fôlego oferece uma experiência relacional que alterna entre proximidade e distância, ressoando, transformando-se, falhando, desintegrando-se e renovando-se. Configura-se, assim, como um processo de contágio, caracterizado por um intercâmbio contínuo de desejos e assimilação.

Como parte da programação da 11ª Jornada do Patrimônio, com o tema Tempo em Sentidos, o Complexo Theatro Municipal de São Paulo promove uma série de visitas temáticas que articulam história, memória, arte e patrimônio. No sábado, 16, às 10h e às 14h, visitas à Praça das Artes e à Central Técnica de Produções Artísticas, já no domingo, 17, às 10h, uma visita ao Theatro Municipal de São Paulo. Os ingressos são gratuitos, a classificação livre e a duração aproximada de 60 minutos.

Orquestra Sinfônica Municipal e o Coro Lírico Municipal apresentam um dos concertos mais aguardados do ano, sob o título de “Alexander Nevsky”.

Ao lado de Ricardo Herz, artista convidado, o Quarteto de Cordas da Cidade se apresenta no dia 21, quinta-feira, às 20h, na Sala do Conservatório. O repertório terá composições autorais de Ricardo Herz, como Mourinho e Minhoca, além de canções do Folclore Brasileiro, como Boi da Cara Preta, O Cravo brigou com a Rosa e Marcha Soldado. Os ingressos custam R$35, a classificação é livre e a duração de 60 minutos, sem intervalo.

Nos dias 22, sexta-feira, às 20h, e 23, sábado, às 17h, a Orquestra Sinfônica Municipal e o Coro Lírico Municipal apresentam um dos concertos mais aguardados do ano, sob o título de Alexander Nevsky. Com regência de Roberto Minczuk, concepção e direção de Carla Camurati e participação da mezzo-soprano Sarah Migliori. A composição nasceu como uma trilha sonora feita por Sergei Prokofiev para o filme homônimo de Sergei Eisenstein, de 1938. Os ingressos custam de R$11 a R$70, a classificação é de 14 anos e a duração de 110 minutos, sem intervalo.

O longa-metragem de Eisenstein narra um acontecimento histórico: a incursão da Liga dos Cavaleiros Teutônicos para conquistar a Rússia, no século XIII. Quem liderou a resistência e defesa foi o príncipe Alexander Nevsky, atraindo os guerreiros para o combate sobre a superfície de um lago gelado, ele os levou para o ponto onde a camada de gelo era mais fina e, não resistindo ao peso de suas armaduras e seus cavalos, rompeu se, afogando-os em suas águas congelantes.

Sob regência de Leonardo Labrada, no dia 24 de agosto, domingo, às 11h, a Orquestra Experimental de Repertório apresenta Narrativas Sonoras na Sala de Espetáculos, com participação de Gabriele Leite no violão. No repertório estão 5 Bagatelles: I. Allegro assai, Varii Capricci, ambas de William Walton, e Concerto para Violão e pequena Orquestra, de Heitor Villa-Lobos, entre outras. Os ingressos variam de R$11 a R$35, a classificação livre e a duração de 80 minutos, sem intervalo.

Por fim, com regência de Maíra Ferreira e Isabela Siscari, o Coral Paulistano encerra o mês com o concerto Cantos Franceses, 28, quinta-feira, às 20h, no Salão Nobre. Para além de celebrar os 200 anos de relações entre Brasil e França, este programa oferece um panorama da música coral francesa ao longo de pouco mais de cem anos. Os ingressos custam de R$35, a classificação é livre e a duração de 50 minutos.

Do ocaso do Romantismo à chegada do Modernismo, e da esperança no século XX, passando pelas incertezas e destruição das Grandes Guerras, as ilusões, tensões, frustrações e tentativas de ressignificação do mundo se refletem na produção musical desse período. O repertório terá grandes nomes e composições da França, como O sacrum convivium, de Olivier Messiaen, Sous Bois, de Lili Boulanger, Trois poèmes de Paul Valéry, de Jean Françaix, Choeur des Elfes, de Pauline Viardot, entre outros. Mais informações disponíveis no site.

(Com André Santa Rosa/Assessoria de imprensa do Theatro Municipal)

MAM São Paulo exibe mostra inédita de videoarte na Cinemateca Brasileira

São Paulo, por Kleber Patricio

Cinthia Marcelle, Cruzada (frame do vídeo). Coleção Museu de Arte Moderna de São Paulo. Still: Marina Paixão.

O Museu de Arte Moderna de São Paulo realiza no dia 16 de julho uma sessão especial gratuita na Cinemateca Brasileira para apresentar ao público uma seleção de videoartes recém-incorporadas ao seu acervo. Com curadoria de Cauê Alves, curador-chefe do MAM, e do professor da área de Ciências Sociais da PUC-SP Miguel Chaia, a mostra “MAM na Cinemateca: corpo e cidade em movimento” reúne, em 1h17, 14 vídeos recém integrados ao acervo do museu, a partir de uma doação da coleção Chaia.

A escolha da Cinemateca como local da exibição reforça a histórica ligação entre as instituições: foi dentro do MAM que nasceu, em 1954, a filmoteca que deu origem à Cinemateca Brasileira, hoje um dos principais centros de preservação da memória audiovisual do país. “Neste momento em que o museu está temporariamente fora de sua sede no Parque Ibirapuera, por conta da reforma da marquise, temos levado nosso acervo a outras instituições parceiras. Apresentar esse conjunto potente de vídeos na Cinemateca reforça não só uma conexão histórica, mas também o compromisso compartilhado com a preservação e difusão da memória audiovisual e da arte contemporânea”, afirma Cauê Alves, curador-chefe do MAM São Paulo.

“Parcerias como esta são de importância fundamental para ampliar o acesso a obras cinematográficas que encontram pouca visibilidade ou circulação nos circuitos tradicionais. A colaboração com o MAM, cuja experiência e olhar apurado para as videoartes enriquecem enormemente o diálogo com outras linguagens e formatos, fortalece a missão da Cinemateca Brasileira de preservar, valorizar e difundir o cinema e audiovisual brasileiros em toda a sua riqueza, complexidade e pluralidade”, completa César Turim, gerente de Difusão da Cinemateca Brasileira.

Programação

A sessão principal acontece às 19h e será precedida por uma sessão com acessibilidade de legendas, janela Libras e audiodescrição, às 17h. A obra que dá início às exibições é Cruzada (2010), de Cinthia Marcelle, uma vídeo-performance em que 16 músicos marcham pelas ruas até se encontrarem num cruzamento, criando uma poderosa coreografia sonora e urbana. Em seguida, a seção Retratos Poéticos traz obras que exploram a corporeidade e as identidades com lirismo e força visual, como Faces, de Lia Chaia; Dandara, de Rafaela Kennedy; Via de mãos dadas, de Thiago Rivaldo; e Translado, de Sara Ramo, em que elementos cotidianos ganham contornos simbólicos e políticos.

Na sequência, a seção Paisagens Políticas reúne vídeos como Aleph, de Lia Chaia; Luz del Fuego, de Carmela Gross, obra que rememora a figura histórica da artista e ativista homônima; Etrom uo Aicnêdnepedni, de Guilherme Peters; e Americano, de Berna Reale, conhecida por seus vídeos que confrontam a violência institucional.

A mostra segue com o bloco Experiências da Linguagem, em que as obras tensionam a própria estrutura do vídeo. São apresentados Odiolândia, de Giselle Beiguelman, uma crítica ao discurso de ódio nas redes sociais; Pamonha, de Marcelo Cidade; Love stories, de Lucas Bambozzi; e Monólogo, de Nicole Kouts. Por fim, encerrando a sessão, o vídeo Sin Peso, de Cao Guimarães, traz imagens lentas e poéticas em que gestos simples ganham densidade sensível, convidando à contemplação.

A mostra marca a celebração da doação de 75 videoartes ao MAM São Paulo, feita por Vera e Miguel Chaia, professores da Faculdade de Ciências Sociais da PUC-SP e colecionadores de arte contemporânea desde a década de 1970. Fundadores do Núcleo de Estudos em Arte, Mídia e Política da mesma universidade, em 1997, o casal reuniu ao longo das décadas um dos mais amplos e relevantes recortes do vídeo contemporâneo, abarcando 40 artistas de diferentes gerações, vertentes e regiões do Brasil e do mundo. A doação ao MAM inclui obras em vídeo e videoinstalações que ampliam significativamente o acervo audiovisual do museu, que contava com 41 obras em vídeo até então.

“A doação de Vera e Miguel Chaia inaugura um novo momento para o acervo do museu ao quase triplicar a coleção de vídeos do MAM. A mostra na Cinemateca é um modo não apenas de dar visibilidade para a coleção, mas também de reflexão crítica dessa produção contemporânea em um formato de exibição diferente da sala de exposições”, diz Cauê Alves.

“Parcerias como esta são de importância fundamental para ampliar o acesso a obras cinematográficas que encontram pouca visibilidade ou circulação nos circuitos tradicionais. A colaboração com o MAM, cuja experiência e olhar apurado para as videoartes enriquecem enormemente o diálogo com outras linguagens e formatos, fortalece a missão da Cinemateca Brasileira de preservar, valorizar e difundir o cinema e audiovisual brasileiros em toda a sua riqueza, complexidade e pluralidade”, completa César Turim, gerente de Difusão da Cinemateca Brasileira.

Sobre o MAM São Paulo

Fundado em 1948, o Museu de Arte Moderna de São Paulo é uma sociedade civil de interesse público, sem fins lucrativos. Sua coleção conta com mais de cinco mil obras produzidas pelos mais representativos nomes da arte moderna e contemporânea, principalmente brasileira. Tanto o acervo quanto as exposições privilegiam o experimentalismo, abrindo-se para a pluralidade da produção artística mundial e a diversidade de interesses das sociedades contemporâneas. O MAM tem uma ampla grade de atividades que inclui cursos, seminários, palestras, performances, espetáculos musicais, sessões de vídeo e práticas artísticas. O conteúdo das exposições e das atividades é acessível a todos os públicos por meio de visitas mediadas em libras, audiodescrição das obras e videoguias em Libras. O acervo de livros, periódicos, documentos e material audiovisual é formado por 65 mil títulos. O intercâmbio com bibliotecas de museus de vários países mantém o acervo vivo.

O MAM está temporariamente fora de sua sede no Ibirapuera desde agosto de 2024 devido à reforma da marquise, realizada pela Secretaria do Verde e Meio Ambiente da Prefeitura de São Paulo, e o retorno do museu ao Parque está previsto para o segundo semestre de 2025. A programação de exposições do primeiro semestre está sendo apresentada em instituições parceiras como o Centro Cultural Fiesp e o Sesc São Paulo. Acompanhe as atividades do MAM através do site (www.mam.org.br) e pelas redes sociais (@mamsaopaulo).

Sobre a Cinemateca Brasileira

A Cinemateca Brasileira, maior acervo de filmes da América do Sul e membro pioneiro da Federação Internacional de Arquivo de Filmes – FIAF, foi inaugurada em 1949 como Filmoteca do Museu de Arte Moderna de São Paulo, tornando-se Cinemateca Brasileira em 1956, sob o comando do seu idealizador, conservador-chefe e diretor Paulo Emílio Sales Gomes. Compõem o cerne da sua missão a preservação das obras audiovisuais brasileiras e a difusão da cultura cinematográfica. Desde 2022, a instituição é gerida pela Sociedade Amigos da Cinemateca, entidade criada em 1962, e que recentemente foi qualificada como Organização Social. O acervo da Cinemateca Brasileira compreende mais de 40 mil títulos e um vasto acervo documental (textuais, fotográficos e iconográficos) sobre a produção, difusão, exibição, crítica e preservação cinematográfica, além de um patrimônio informacional online dos 120 anos da produção nacional. Alguns recortes de suas coleções, como a Vera Cruz, a Atlântida, obras do período silencioso, além do acervo jornalístico e de telenovelas da TV Tupi de São Paulo, estão disponíveis no Banco de Conteúdos Culturais para acesso público.

Serviço:

MAM na Cinemateca: corpo e cidade em movimento

Data: 16 de julho de 2025, das 19h às 21h30 (sessão acessível às 17h)

Curadoria: Cauê Alves e Miguel Chaia

Realização: MAM São Paulo e Cinemateca Brasileira

Local: Cinemateca Brasileira (Largo Sen. Raul Cardoso, 207 – Vila Clementino)

Evento gratuito.

(Com Evandro Pimentel/Assessoria de imprensa MAM São Paulo)

Capacitação impulsiona comunitários do Amazonas rumo ao empreendedorismo da bioeconomia do pirarucu

Amazônia, por Kleber Patricio

Atividade faz parte do projeto “Sistema de rastreabilidade: inovação e inteligência de mercado na cadeia produtiva do pirarucu da RDS Mamirauá”, uma iniciativa da FAS, com recursos da empresa Positivo Tecnologia, por meio do Programa Prioritário de Bioeconomia (PPBio). Fotos: Divulgação.

A Fundação Amazônia Sustentável (FAS) realizou em abril de 2025 na cidade de Fonte Boa/AM uma ação estratégica de capacitação empreendedora voltada à profissionalização dos manejadores que atuam na cadeia produtiva do pirarucu manejado na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Mamirauá: o Laboratório de Gestão e Modelo de Negócios.

A atividade faz parte do projeto “Sistema de rastreabilidade: inovação e inteligência de mercado na cadeia produtiva do pirarucu da RDS Mamirauá”, uma iniciativa da FAS, com recursos da empresa Positivo Tecnologia, por meio do Programa Prioritário de Bioeconomia (PPBio). A iniciativa integra uma política pública da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), coordenada pelo Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia (Idesam).

Direcionado para a equipe de gestão da Salgadeira Cabocla, empreendimento de base comunitária responsável pela salga artesanal do pirarucu, o treinamento abordou temas como comportamento empreendedor, finanças, comercialização, vendas, processo produtivo e controle de qualidade. O objetivo é qualificar as equipes para consolidar um modelo de negócio eficiente, sustentável e com potencial de escala. “Para nós, da Fundação Amazônia Sustentável, a capacitação representa um marco na profissionalização da cadeia produtiva do pirarucu”, afirma Wildney Mourão, Gerente de Empreendedorismo e Negócios Sustentáveis da FAS.

“Com a capacitação técnica da equipe de gestão do empreendimento, queremos reforçar as boas práticas gerenciais, adotando uma visão mais estratégica e eficiente do modelo de negócio. Nosso objetivo é proporcionar maior autonomia e garantir que todos os processos da cadeia — desde a origem do pescado até o consumidor final — reflitam o valor agregado e a inovação da bioeconomia amazônica, aliado à maturidade na gestão empresarial”, finaliza.

Ao todo, 23 pessoas participaram da atividade. A capacitação faz parte da fase atual do projeto, focada na preparação do empreendimento para o mercado.

Para Ana Izel, Analista de Projetos da Fundação Amazônia Sustentável (FAS), capacitar os manejadores não é apenas uma questão de aprimorar processos, mas um passo estratégico para fortalecer a bioeconomia amazônica e contribuir com a economia local. “Estamos profissionalizando a cadeia produtiva e a gestão do negócio que, traduzida em agregação de valor aos produtos oriundos do manejo, chegue às comunidades através de uma repartição justa de benefícios econômicos, ampliando oportunidades e promovendo um desenvolvimento verdadeiramente sustentável.”

O manejador Moisés Alves participou da capacitação e comentou sobre a importância do projeto. “Para mim, esses cursos são muito importantes, até por causa do aplicativo que será criado e que vai facilitar muito o trabalho dos monitores, onde será feita as anotações sobre o pirarucu, como peso e tamanho. Gostei muito do que aprendi”.

Gestão comunitária e protagonismo feminino

Um dos diferenciais da iniciativa é a gestão do empreendimento ser realizada pelos próprios comunitários e manejadores da RDS Mamirauá. Em uma cadeia produtiva historicamente dominada por homens, as mulheres também têm papel importante, atuando em atividades como a evisceração do pescado, na pesca e em alguns casos, também na liderança da atividade nas comunidades.

“Achei muito importante que o curso ensinasse sobre o cuidado [que se deve ter] no beneficiamento do pescado e que é muito importante para valorizar o nosso produto”, comentou Antônia Fernandes.

A Salgadeira, que atualmente atende principalmente três comunidades da RDS Mamirauá, tem potencial de expansão e poderá beneficiar outras localidades no futuro. Além de gerar renda para as famílias envolvidas, o projeto contribui para fortalecer a economia do município de Fonte Boa (AM) e fomentar práticas sustentáveis de uso dos recursos naturais.

Sobre a FAS

A Fundação Amazônia Sustentável (FAS) é uma organização da sociedade civil sem fins lucrativos que atua pelo desenvolvimento sustentável da Amazônia. Sua missão é contribuir para a conservação do bioma, para a melhoria da qualidade de vida das populações da Amazônia e valorização da floresta em pé e de sua biodiversidade. Com 17 anos de atuação, a instituição tem números de destaque, como o aumento de 202% na renda média de milhares famílias beneficiadas e a queda de 39% no desmatamento em áreas atendidas.

Sobre o PPBio

O Programa Prioritário de Bioeconomia (PPBio) foi criado pela Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) em 2019, é coordenado pelo Idesam e tem como objetivo principal direcionar recursos provenientes dos investimentos obrigatórios em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D), previstos pela Lei de Informática, para fomentar a criação de novos produtos, serviços e negócios voltados à bioeconomia na Amazônia. Além de impulsionar soluções voltadas ao desenvolvimento sustentável da região, o PPBio também busca conectar o potencial da Amazônia a soluções inovadoras e sustentáveis.

(Com Emanuelle Araujo Melo de Campos/Up Comunicação)

Pesquisadores criam sistema para gestão da fadiga em controladores de tráfego aéreo

Brasil, por Kleber Patricio

Torre de controle ao fundo, responsável pela complexa operação aeroportuária. Foto: Melanio Salomé Jr./Pexels.

Pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB) e da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) desenvolveram uma ferramenta computacional dedicada ao monitoramento preventivo da fadiga em contextos críticos, como no caso de controladores de tráfego aéreo. O sistema se dedica ao monitoramento de dados em tempo real, com estratégias adaptativas de gestão de risco baseadas em evidências científicas e operacionais.

Parâmetros como carga de trabalho, tempo de atuação e fatores individuais são considerados, em um estudo que contribui para uma mudança de paradigma: da abordagem reativa — em que a fadiga é percebida apenas após incidentes — para uma abordagem preditiva e preventiva capaz de acompanhar a transição da fadiga aguda para a crônica, algo ainda não contemplado por sistemas internacionais. Os resultados foram publicados na revista Production em 11 de julho.

A pesquisa envolveu as áreas de engenharia, ciência da computação e psicologia do trabalho, voltadas a desenvolver uma ferramenta capaz de avaliar os riscos associados à fadiga humana no controle do tráfego aéreo do Primeiro Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle do Tráfego Aéreo (Cindacta I), em Brasília (DF).

O protótipo passou por oito especialistas em um teste de aceitação que seguiu as quatro fases clássicas de um Fatigue Risk Management System (FRMS): preparação, testes, implementação piloto e melhoria contínua. “A receptividade da proposta por especialistas da área foi muito positiva, o que reforça a relevância da pesquisa. Ficamos satisfeitos por termos conseguido unir teoria, prática e tecnologia em um modelo com potencial de aplicação real”, aponta o Rodrigo Pereira Gomes, autor do estudo.

A ferramenta integra o monitoramento em tempo real a um processo sistemático de avaliação de risco, que se adapta à natureza dinâmica da fadiga — preenchendo uma lacuna percebida pelos cientistas. Apesar de a fadiga humana ser um fator contribuinte para 20% de todos os incidentes e acidentes no ar, segundo pesquisas conduzidas pelo governo dos Estados Unidos, Gomes aponta que ainda existem poucos mecanismos sistematizados para incorporá-la como variável quantitativa nos processos de decisão.

A expectativa é de que o estudo contribua para ambientes de trabalho mais seguros e saudáveis, reduzindo riscos de erro por exaustão; para políticas públicas, ao oferecer um modelo que pode subsidiar diretrizes mais robustas de prevenção e gestão da fadiga, e para a ciência, ao avançar no diálogo entre engenharia, ciências humanas e computação aplicada, abrindo caminho para pesquisas multidisciplinares e práticas baseadas em evidências. “A proposta da ferramenta não substitui o julgamento humano, mas o complementa, oferecendo um suporte estratégico à tomada de decisão e à construção de políticas institucionais mais seguras”, afirma Gomes.

Os próximos passos envolvem monitorar Indicadores de Desempenho de Segurança (SPI), integrar o sistema ao Sigcea (Sistema de Informações Gerências do Subsistema de Segurança Operacional no Controle do Espaço Aéreo) e a outras plataformas do setor, além de realizar testes em ambientes simulados ou reais, em parceria com instituições que atuam no setor aéreo.

(Fonte: Agência Bori)