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Estreia latino-americana do espetáculo “Frida”, com o Ballet do Theatro Municipal, será no dia 25/10

Rio de Janeiro, por Kleber Patricio

A dor, a força e a arte de Frida Kahlo chegam ao palco do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Foto: Tobias Witzgall.

A vida e a obra da pintora mexicana Frida Kahlo serão tema do espetáculo Frida, do carioca Reginaldo Oliveira, que estreia na América Latina no dia 25 de outubro no palco do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Com o Patrocínio Oficial Petrobras, a coreografia está sendo montada com o Ballet da casa sob a supervisão artística de Hélio Bejani e Jorge Texeira. A direção geral é de Hélio Bejani. As récitas acontecem também nos dias 26/10, às 17h, e 29, 30 e 31, às 19h. Os ingressos estão disponíveis na bilheteria do Theatro ou pelo site theatromunicipal.rj.gov.br.

Reginaldo Oliveira, que foi solista do BTM durante seis anos, está de volta à terra natal. Ele vive na Áustria, onde dirige a companhia Salzburg Landestheater. A sugestão de trazer este espetáculo ao Rio de Janeiro partiu do maître de balé do Municipal, Jorge Texeira, que o acolheu em sua própria casa ainda no início da carreira.

Criação e coreografia são de Reginaldo Oliveira, artista de carreira internacional com produção do Teatro de Salzburgo na Áustria. Foto: Tobias Witzgall.

O coreógrafo escolheu para dar vida a Frida em solo carioca as primeiras bailarinas do Municipal: Márcia Jaqueline e Claudia Mota. Em um trabalho de equipe, há semanas Oliveira tem feito um laboratório intenso com os bailarinos. “Na pesquisa sobre Frida, o que me interessa muito mais é sua personalidade do que suas enfermidades físicas. Ela foi uma lutadora, nunca deixou que suas limitações definissem sua vida. Vivemos hoje em um mundo em que devemos ser perfeitos: relacionamento, medidas corporais, saúde. Frida não teve medo de viver sua verdadeira personalidade. Isso incluía também sua vulnerabilidade. E foi essa vulnerabilidade que ela retratou em suas obras, sem se importar demasiadamente com convenções sociais. Quero contar a história dessa lutadora, inspirada em sua arte e em seus escritos. Frases isoladas dela evocam mundos emocionais, que nos levaram a movimentos e até mesmo a cenas inteiras”, diz o criador do balé, Reginaldo Oliveira.

“Viver Frida tem sido uma experiência muito especial. Contar a vida de alguém é sempre uma grande responsabilidade — e, no caso de Frida Kahlo, essa missão se torna ainda mais intensa. Frida é sinônimo de coragem, resiliência e liberdade. Ter novamente a chance de me encontrar com a linguagem coreográfica de Reginaldo, meu diretor nos anos em que vivi em Salzburg, é um reencontro com a essência do que me move. Em suas obras, me sinto inteira, livre e viva”, ressalta Márcia Jaqueline, primeira bailarina do Theatro Municipal do Rio de Janeiro

O mundo colorido da pintora mexicana no palco. Foto: Tobias Witzgall.

A popularidade da artista é um fenômeno mundial. E faz tempo que suas obras aparecem fora dos museus. Hoje, Frida pode ser encontrada até mesmo em bolsas, meias, objetos de design, e sua trajetória marcada por ousadia e originalidade é contada em exposições, livros e, agora, ganha vida no palco de um dos mais prestigiados teatros do Brasil. “Trazer um ballet contemporâneo ao palco do Municipal é uma oportunidade de garantir ao nosso público diversidade cultural. Frida é um título que engrandece ainda mais essa temporada – unimos a dança e a história de uma grande mulher. Com o patrocínio da Petrobras, estamos muito contentes com a apresentação de mais esse título. Você não pode ficar de fora dessa”, afirma Clara Paulino, presidente da Fundação Teatro Municipal do Rio de Janeiro.

Para além de seguirmos nossa proposta de trazermos artistas brasileiros que se destacam fora do país levando nossa cultura para o mundo, destaco a importância de uma obra como Frida, que traz para nossos bailarinos a possibilidade de sair de sua zona de conforto, o Ballet Clássico. Considero Frida uma obra perfeita para mostrar toda a competência e versatilidade de nosso Corpo de Baile”, ressalta o diretor do Ballet do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, Hélio Bejani.

Sobre Reginaldo Oliveira

Reginaldo Oliveira. Foto: Divulgação.

Coreógrafo e diretor de Balé Salzburger Landestheater (Áustria), Reginaldo Oliveira iniciou sua formação em dança no Rio de Janeiro, estudando com Jorge Texeira. Em 1998, conquistou o 1º lugar no Concurso de Balé Russo em São Paulo e recebeu uma bolsa de estudos para a Academia Estatal de Coreografia do Balé Bolshoi, em Moscou. Dois anos depois, ingressou na companhia do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, sob a direção de Richard Cragun, sendo promovido a solista em 2003. Em 2006, transferiu-se para a Alemanha, integrando o Badisches Staatsballett Karlsruhe, dirigido por Birgit Keil. Sua primeira grande encomenda coreográfica surgiu em 2014, com O Caso M, apresentado no contexto da noite de balé Mythos. Pela interpretação da personagem Medeia, a bailarina Bruna Andrade foi laureada com o Prêmio Alemão de Teatro Der Faust, na categoria “Melhor Intérprete de Dança”. No ano seguinte, Oliveira assinou a coreografia da abertura oficial do 300º aniversário da cidade de Karlsruhe. Em 2016 criou Anne Frank, seu primeiro balé narrativo de longa duração, aclamado por público e crítica, que lhe rendeu o título de “Coreógrafo do Ano” pela revista Tanz. Em 2017, assumiu o cargo de coreógrafo principal e diretor de balé do Salzburger Landestheater, na Áustria. Sua estreia na instituição aconteceu com Otelo (2018), seguida de uma série de produções de destaque, como Romeu e Julieta, Anna Karênina, Tanto…Tango!, Lili, the Danish Girl, Iolanta/O Quebra-Nozes e uma nova versão de A Bela Adormecida, de Tchaikovsky. Em 2019, organizou, ao lado de Rolando Villazón, uma gala de balé na Mozartwoche, em homenagem ao compositor de Salzburg. Além de sua atuação em Salzburg, Oliveira foi convidado pela Scala de Milão e pelo Teatro Carlo Felice de Gênova para coreografar a ópera Idomeneo. Na temporada 2024/25, dedicou -se ao universo da pintora mexicana Frida Kahlo, com a criação do balé Frida.

Elenco:

FRIDA – Claudia Mota e Márcia Jaqueline

⁠2ª FRIDA (autorretrato) –Sophia Palma, Tabata Salles

DIEGO RIVERA – Edifranc Alves e Pedro Rusenhack

ALEJANDRO ARIAS – Michael Willian e Rodolfo Saraiva

CRISTINA KAHLO – Gabriela Cidade, Manuela Roçado, Marcela Borges

Ficha Técnica:

Frida

Concepção e direção: Reginaldo Oliveira

Coreografia: Reginaldo Oliveira

Supervisão Artística: Hélio Bejani e Jorge Texeira

Direção Geral: Hélio Bejani

Dramaturgia: Maren Zimmermann

Cenografia: Matthias Kronfuss

Figurinos: Judith Adam

Iluminação: Matthias Kronfuss e Reginaldo Oliveira

Temporada 2025 Direção Artística TMRJ: Eric Herrero

Presidente FTM: Clara Paulino 

Músicas:

1 – Revolution

Guilherme Tomaselli

2 – La Llorona

Natalia Lafourcade

3 – La Zandunga – Cabballos de Vapor

Alondra de la Parra, Carlos Chávez, Orquestra Filarmônica de las Américas, Carlos Chávez

4 – Amanecí em Tus Brazos

Alondra de la Parra, José Alfredo Jimenez, Orquestra Filarmônica de las Américas

5 – El Cascabel

Mariachi Relámpago

6 – La Llhorona

Alondra de la Parra, Orquestra Filarmônica de las Américas

7 – Quê He Sacado Com Quererter (feat. Los Macorinos)

Natalia Lafourcade, Violeta Parra Sandoval

8 – La Lhorona

Ángela Aguilar, Luiz Mars.

Serviço:

Frida

Ballet do Theatro Municipal do Rio de Janeiro

Datas: 24 (Ensaio Geral), 25, 29, 30 e 31, às 19h | 26, às 17h

Local: Theatro Municipal do Rio de Janeiro

Endereço: Praça Floriano, s/n – Centro

Duração: 2h com intervalo

Classificação: 12 anos

Ingressos:

Frisas e Camarotes – R$90,00 (ingresso individual)

Plateia e Balcão Nobre – R$80,00

Balcão Superior e Lateral – R$50,00

Galeria Central e Lateral– R$20,00

Ingressos disponíveis na Bilheteria do Theatro ou através do site theatromunicipal.rj.gov.br.

Acessibilidade

Palestras gratuitas antes dos espetáculos

Patrocinador Oficial Petrobras

Apoio: Livraria da Travessa, Rádio MEC, Rádio Paradiso Rio, Amadança, Bloch, Gaynor Minden, Vult, Ma Ballet, Fitting Ma Ballet

Realização Institucional: Fundação Teatro Municipal, Associação dos Amigos do Teatro Municipal

Lei de Incentivo à Cultura

Realização: Ministério da Cultura e Governo do Brasil, do lado do povo brasileiro.

(Com Cláudia Tisato/Assessoria de imprensa TMRJ)

Theatro Municipal de São Paulo apresenta “Les Indes Galantes”, de Jean-Philippe Rameau, em novembro

São Paulo, por Kleber Patricio

Foto: Rafael Salvador.

No dia 6, quinta-feira, às 20h, na Sala do Conservatório, acontece a apresentação Quarteto Ensaio de Naipe, um espetáculo que propõe um diálogo sonoro entre três perspectivas femininas: a brasileira Nayara Tamarozi com a peça “A Viagem“, a americana Jessica Meyer com a inédita “Red Flamingo” e a paraguaia Fátima Abramo com sua “Suíte Carolina de Jesus“, uma obra que estabelece uma ponte com o outro eixo do programa, a poesia, ao evocar a trajetória da escritora e poeta Carolina de Jesus.

Com os violistas Bruno de Luna, Eric Licciardi, Lianna Dugan e Pedro Visockas, e André Ramos na declamação. Esse projeto foi aprovado no Edital de Chamamento Interno do Complexo Theatro Municipal de São Paulo. Os ingressos custam R$33, a classificação livre e a duração de 70 minutos.

Em uma celebração ao Dia de Finados, o Coral Paulistano, ao lado do Coro da Osesp com regência de Maíra Ferreira e Thomas Blunt, apresenta dois concertos. No dia 2, domingo, às 15h, no Mosteiro São Bento, com entrada gratuita. Já no dia 9, domingo, às 18h, a apresentação é na Sala São Paulo, e os ingressos custam de R$21 a R$42.

Quarteto de Cordas. Foto: Larissa Paz.

O repertório terá Spem in Alium, de Thomas Tallis, Regina Coeli, de Cecilia McDowell, Turn our Captivity, de Dobrinka Tabakova e Messe pour Double Choeur a cappella, de Frank Martin. Os ingressos e mais informações estão disponíveis nos sites das instituições parceiras, a classificação é livre e a duração de aproximadamente 50 minutos, sem intervalo.

No dia 13, quinta-feira, às 20h, na Sala do Conservatório, o Quarteto de Cordas apresenta Requiem Sem Palavras. Com Betina Stegmann e Nelson Rios nos violinos, Marcelo Jaffé na viola e Rafael Cesario no violoncelo. O repertório tem Quarteto de Cordas nº2, “Requiem sem palavras”, de Almeida Prado. Os ingressos custam R$35, a classificação é livre e a duração de 60 minutos, sem intervalo.

A obra de Almeida Prado (1943-2010), um dos mais importantes e prolíficos compositores brasileiros, é marcada por uma profunda religiosidade católica. Composto em 1989, o Réquiem Sem Palavras ficou guardado na gaveta até 2006, quando Marcelo Jaffé, violista do Quarteto de Cordas da Cidade de São Paulo, soube de sua existência em um encontro com Almeida Prado na Rádio Cultura. O Quarteto encampou então a tarefa de produzir as partes da obra e estreá-la, recebendo a dedicatória do compositor. Ainda não gravada, a peça foi tocada poucas vezes, sendo esta uma oportunidade particular de ouvi-la.

JoAnn Falletta. Foto: Rafael Salvador.

Com regência de JoAnn Falletta, a Orquestra Sinfônica Municipal apresenta Scheherazadecom participação da mezzosoprano Denise de Freitas. As apresentações acontecem nos dias 14, sexta-feira, às 20h, e 15, sábado, às 17h, na Sala de Espetáculos. O repertório terá Concerto Grosso 1985, de Ellen Zwilich, Shéhérazade, de Maurice Ravel, e Scheherazade, Nikolai Rimsky-Korsakov. Os ingressos variam de R$11 a R$70, a classificação é livre e a duração de 105 minutos, com intervalo.

A estadunidense JoAnn Falletta, diretora musical da Buffalo Philharmonic, é uma veterana dos palcos que desbravou caminhos na regência para as mulheres. Com mais de cem discos gravados e premiações do Grammy no currículo, ela atua como regente convidada ao redor do mundo. Falletta esteve no Brasil pela primeira vez em 2023 e retorna para conduzir novamente a Orquestra Sinfônica Municipal.

Nos dias 14, sexta-feira, às 20h, 15, sábado, às 17h e às 20h, e 16, domingo, às 18h, acontece a performance Césaire Mix-Tape, na Central Técnica de Produções. Com direção de Eugênio Lima, direção de produção de Iramaia Gongora, dramaturgia de Eugênio Lima e Legítima defesa e Walter Balthazar, Jhonas Araújo, Fernando Lufer, Eugênio Lima e Gilberto Costa no elenco Legítima Defesa. Os ingressos custam R$30, a classificação de 12 anos e a duração de 50 minutos.

Orquestra Experimental de Repertório. Foto: Rafael Salvador.

Césaire Mix-Tape é uma ocupação performática, uma insurreição cênica de movimentos, criado a partir da obra de Aimé Césaire, seus textos teóricos, suas poesias, suas peças de teatro, suas entrevistas e os escritos sobre o autor. Será um devir-negro que é, ao mesmo tempo, um ato político de recuperação de memórias ancestrais e de reparação no presente, bem o autorreconhecimento das contribuições que a obra de Césaire e conceito de Negritude, com suas subjetividades, contradições e limites agregaram e agregam aos movimentos negros no Brasil e na América Latina.

No dia 16, domingo, às 11h, na Sala de Espetáculos, a Orquestra Experimental de Repertório, sob regência de Wagner Polistchuk, apresenta RicochetesCom a participação da violinista Andréa Campos, a percussionista Márcia Fernandes, e os mesatenistas Lincon Yasuda e Lyanne Kosaka. O repertório terá a estreia mundial de Oras Bolas!, de Alexandre Lunsqui, Jeux; poème dansé, de Claude Debussy, e Ricochet, concerto triplo para ping-pong, violino e percussão, de Andy Akiho. Durante o concerto, os mesatenistas farão uma jogada mais que especial no palco. Os ingressos custam R$35, a classificação é livre e a duração aproximadamente 60 minutos, sem intervalo.

Nos dias 18 e 19, às 16h, na Sala do Conservatório, com oferecimento Shell, a Orquestra Sinfônica Municipal apresenta Concerto Didático – Cores e Danças, sob regência de Priscila Bomfim. O repertório terá Abertura Brasil 2012 Bis, de Dimitri Cervo, La Tregenda, da ópera Le Villi, de Giacomo Puccini, Feira de Mangaio, de Sivuca, arranjo de Vinícius Louzada, Habanera, da ópera Carmen, de Georges Bizet, entre outras. Esse concerto será exclusivo para instituições e escolas públicas.

Foto: Christophe Raynaud de Lage.

Em uma fusão ousada entre tradição e contemporaneidade, em celebração a Temporada França-Brasil 2025, o Theatro Municipal apresenta a ópera Les Indes Galantes, de Jean-Philippe Rameau, com libreto de Louis Fuzelier. A ópera será apresentada de 26 de novembro a 4 de dezembro, com ingressos de R$33 a R$210.

A concepção cênica e coreográfica será da Bintou Dembélé, pioneira do hip hop na França, que cria um diálogo entre as camadas históricas da obra e as expressões da rua. A direção musical é de Leonardo García-Alarcón, à frente da Cappella Mediterranea, um dos conjuntos barrocos mais respeitados da atualidade. O Coral Paulistano, sob regência de Maíra Ferreira, compõe o elenco vocal. As apresentações acontecem nos dias 26/11, 27/11, 02, 03 e 04/12, às 20h, e nos dias 29 e 30/11, às 17h.

No dia 27, quinta-feira, às 20h, na Sala do Conservatório, o Quarteto de Cordas apresenta 340 Anos de Bach, Scarlatti e Händel. Com Betina Stegmann e Nelson Rios nos violinos, Marcelo Jaffé na viola, Rafael Cesario no violoncelo, e o convidado Fernando Cordella no cravo. O repertório terá Suíte da ópera Rinaldo, de Georg Friedrich Händel, Sonata em Ré Maior de Domenico Scarlatti e Suite Nº 3 em Ré Maior, de Johann Sebastian Bach. Os ingressos variam de R$35, a classificação é livre e a duração de 60 minutos, sem intervalo.

(Com Letícia Santos/Assessoria de imprensa do Theatro Municipal)

Sesc Sorocaba recebe concerto cênico “O Som da Escravidão”

Sorocaba, por Kleber Patricio

Fotos: Divulgação.

A 12ª Temporada de Música Clássica de Sorocaba segue com sua programação

e apresenta na sexta-feira, 24 de outubro, às 20h, o concerto cênico “O Som da

Escravidão”, no Sesc Sorocaba (Rua Barão de Piratininga, 555 – Jardim

Faculdade). A entrada é gratuita, com retirada de ingressos na bilheteria uma hora

antes do espetáculo.

O concerto reúne a soprano Edna d’Oliveira e a mezzosoprano Edineia de Oliveira, o

Coro Municipal de Votorantim — sob regência de Luís Gustavo Laureano — além de

quarteto de cordas, percussão e piano, em uma apresentação que mescla música,

teatro e memória.

 

Um resgate da história invisibilizada

O Som da Escravidão propõe uma reflexão sobre a contribuição da população negra

para a formação da música erudita e a trajetória das primeiras cantoras líricas

brasileiras — muitas delas negras e descendentes de pessoas escravizadas, que

romperam barreiras e conquistaram os palcos da Europa.

A narrativa cênico-musical resgata personagens históricas como Joaquina Maria da

Conceição Lapa, a Lapinha, primeira cantora lírica brasileira — filha de escravos — a

se apresentar em teatros europeus. Por meio de relatos, canções e cenas, o espetáculo

revela a luta de mulheres negras que tiveram suas histórias apagadas e questiona o

racismo estrutural ainda presente no meio artístico. O maestro Luís Gustavo

Laureano, responsável pela concepção e regência do concerto, explica que a proposta é

“trazer à tona vozes silenciadas da nossa história,

mostrando que a música clássica também é um território de resistência e

ancestralidade”.

 

Sobre o concerto

 

 

 

 

A apresentação traça um panorama que vai da diáspora africana e da desumanização

durante o período escravocrata até a presença dos negros na formação da música de

concerto e da ópera no Brasil. Ao entrelaçar música, texto e performance, o espetáculo

reafirma a importância da memória e da valorização das artistas negras que

pavimentaram o caminho para as novas gerações.

“Um povo sem memória é um povo sem futuro” — é a frase que ecoa como mote

central desta montagem potente e sensível, que encerra o mês de outubro da

Temporada com uma noite de arte e reflexão.

O projeto é apresentado pelo Ministério da Cultura, com patrocínio da Vitafor,

parceria do Sesc, colaboração da Unesp Sorocaba, Sesi, Prefeitura de Araçoiaba da

Serra e Parque Educacional Padre André Pieroni Sobrinho – Castelinho. Conta com

direção artística e produção-executiva de Marco de Almeida, produção da MdA

International e realização via Lei de Incentivo à Cultura Federal (Lei Rouanet).

 

Serviço:

12ª Temporada de Música Clássica de Sorocaba

“O Som da Escravidão” – Concerto Cênico

24 de outubro (sexta-feira) | 20h

Sesc Sorocaba

Rua Barão de Piratininga, 555 – Jardim Faculdade, Sorocaba – SP

Edna d’Oliveira (soprano), Edineia de Oliveira (mezzosoprano), Coro Municipal de

Votorantim, Quarteto de cordas, percussão e piano

Regência: Luís Gustavo Laureano.

(Com Beatriz Deboni/MdA International)

Núcleo Toada faz temporada de “Carta à Rainha Louca” na Ocupação 9 de Julho

São Paulo, por Kleber Patricio

Elenco de Carta à Rainha Louca. Fotos: Daisy Serena.

Com direção de Patrícia Gifford e direção musical de Fernanda Maia, o Núcleo Toada realiza a temporada de apresentações do espetáculo “Carta à Rainha Louca” na Ocupação 9 de Julho (Rua Álvaro de Carvalho, 427 – Anhangabaú, São Paulo, SP), fruto da residência artística desenvolvida pelo grupo no local. Foi ali que se deram os processos de pesquisa, os ensaios e a criação cênica que resultaram na montagem. A temporada integra as ações do projeto contemplado pelo Programa de Fomento ao Teatro e celebra os 18 anos de trajetória do Núcleo Toada, grupo paulistano reconhecido por sua investigação sobre o cruzamento das linguagens de teatro e música, sobre o corpo coletivo, a voz e a presença feminina no teatro.

Adaptado do romance homônimo de Maria Valéria Rezende, vencedor do Prêmio Oceanos 2020, o espetáculo resgata a história de Isabel das Santas Virgens, mulher que, no final do século XVIII, criou uma comunidade para acolher mulheres pobres e sem destino — as chamadas “sobrantes” — e acabou presa sob a acusação falsa de tentar fundar um convento clandestino. Encarcerada, escreve uma carta à Rainha Maria I de Portugal, a “Rainha Louca”, na esperança de ser ouvida e libertada.

Idealizado por Lilian de Lima e concebido a partir da força de um coro de 15 vozes femininas e não binárias, o espetáculo transforma a narrativa individual em um manifesto coletivo, revelando a potência de corpos e vozes historicamente silenciadas.

Além da montagem da peça, a residência na Ocupação 9 de Julho abrigou também a oficina “Vivência Entre Mulheres”, realizada entre maio e julho, sempre aos domingos pela manhã, e que reuniu moradoras e outras participantes em encontros de escuta, canto e partilha. A ação foi fundamental na construção da peça, inclusive na composição do coral cênico presente no espetáculo, que conta com a participação de diversas integrantes dessa oficina.

Carta à Rainha Louca fala sobre opressão, mas também sobre aliança e coletividade. Esse coro nasce do encontro entre vozes diversas, de diferentes idades, experiências e territórios. É uma celebração do estar junto, uma resposta poética e política à história dessas mulheres silenciadas”, afirma a diretora Patrícia Gifford.

Com figurino e cenário de Thaís Dias e Carol Gracindo e direção de arte da Ouroboros Produções Artísticas, a montagem cria imagens de grande força visual e sonora, acompanhadas por composições originais executadas em cena por sanfona, rabeca, violino, piano elétrico, sopros, percussão e vozes.

Circulação Centros e Núcleos de Convivência de Idosos (NCI’s)

Além da temporada na Ocupação 9 de Julho, Carta à Rainha Louca segue em circulação por diferentes territórios da cidade de São Paulo, com apresentações gratuitas em Centros e Núcleos de Convivência de Idosos (NCI’s), ampliando o acesso à obra e fortalecendo os vínculos entre arte, memória e comunidade.

Entre agosto e início de outubro, o espetáculo já passou por espaços como o CRECI – Centro de Referência do Idoso, o NCI Gaia e o NCI Reinberg, em apresentações que promoveram encontros intergeracionais e potentes trocas com o público. As próximas apresentações acontecem em outubro e novembro, passando pelo Centro de Convivência Casa Rosa (23 de outubro, às 16h), pelo NCI Jardim das Imbuias (29 de outubro, às 14h30), pela Associação Amor Amar JC (12 de novembro, às 14h), pelo Fórum da Pessoa Idosa de Cidade Ademar – Salão da Subprefeitura Cidade Ademar (13 de novembro, às 14h) e pelo NCI Jardim Miriam (17 de novembro, às 13h30).

Essas ações integram o projeto contemplado pelo Programa de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo, reforçando o compromisso do Núcleo Toada com o diálogo entre arte, território, comunidade e políticas públicas de cultura.

FICHA TÉCNICA

Adaptação da obra literária Carta à Rainha Louca, de Maria Valéria Rezende

Idealização: Lilian de Lima e Núcleo Toada

Dramaturgia: Bárbara Esmenia

Direção Geral e encenação: Patrícia Gifford

Direção Musical, Composições e Arranjos: Fernanda Maia

Atriz cantora: Lilian de Lima

Coral cênico: Carla Vitor, Cida Portela, Eli Weinfurter, Joice Jane Teixeira, Legina Leandro, Márcia Fernandes, Marta Mendes, Priscila Ortelã, Rebeka Teixeira, Rommaní Carvalho, Simone Julian, Uriã de Barros, Wilma Elena

Musicistas: Fernanda Maia, Márcia Fernandes, Rebeka Teixeira, Rommaní Carvalho, Simone Julian e Uriã de Barros

Direção de Arte: Ouroboros Produções Artísticas

Adereços, Cenário e Figurino: Carol Gracindo e Thaís Dias

Costureiras: Duda Viana e Elza Dias

Aderecista: Helena Menezes

Assistente de produção artística: Felipe Dias

Técnica de Palco e Contrarregra: Katiana Aleixo

Produção: Plataforma – Estúdio de Produção Cultural

Direção de Produção: Fernando Gimenes

Produção Executiva: Bruno Ribeiro

Assistência de Produção: Priscila Ortelã e Jeniffer Rosseti

Designer Gráfica: Raquel Rib

Fotos: Daisy Serena

Redes Sociais: Mayhara Ribeiro

Assessoria de Imprensa: Canal Aberto – Márcia Marques, Carol Zeferino e Daniele Valério

Apoio: Ocupação 9 de Julho

Projeto: Núcleo Toada e Cooperativa Paulista de Teatro.

SERVIÇO:

Carta à Rainha Louca

Duração: 100 minutos | Classificação: 14 anos

Ocupação 9 de Julho

Rua Álvaro de Carvalho, 427 – Anhangabaú, São Paulo, SP

De 17 a 26 de outubro de 2025

Entrada gratuita | Sextas às 15h | Sábados às 11h e 15h | Domingos às 15h

Sessões com acessibilidade:

24/10 – sexta, 15h – Audiodescrição

25/10 – sábado, 15h – Libras

Circulação Centros e Núcleos de Convivência de Idosos (NCI’s):

23/10/2025 – Quinta-feira – CENTRO DE CONVIVÊNCIA CASA ROSA – 16h
Av. Nossa Senhora do Sabará, 899 – Vila Sofia – São Paulo

29/10/2025 – Quarta-feira – NCI Jardim das Imbuias – 14h30
Rua Santo Antônio do Cântaro, 32 – Cidade Dutra – São Paulo

12/11/2025 – Quarta-feira – ASSOCIAÇÃO AMOR AMAR JC – 14h
Rua Rainha das Missões, 206 – Vila Missionária – São Paulo

13/11/2025 – Quinta-feira – Fórum da Pessoa Idosa de Cidade Ademar – Salão da Subprefeitura Cidade Ademar – 14h

Av. Yervant Kissajikian, 416 – Vila Constância – São Paulo

17/11/2025 – Segunda-feira – NCI Jardim Miriam – 13h30
Rua Diogo Arias, 51 – Jardim Miriam – São Paulo.

(Com Daniele Valério/Canal Aberto Assessoria de Imprensa)

RP High-End: luxo e arte com clientes em Paris

Paris, por Kleber Patricio

À esquerda na foto, Kelly Mendes; no meio, Sindy Guedes, e, à direita, Vivi Simplicio. Fotos: Divulgação.

A Galaticos Capital, multi family office especializada em astros do esporte e do entretenimento, promove a primeira edição do projeto Galaticas in Paris, uma jornada exclusiva que reúne cultura, moda, lifestyle e reflexões sobre protagonismo feminino e planejamento patrimonial. O encontro, que acontece entre os dias 13 e 17 de outubro, reúne um grupo de clientes da Galaticos — que são também influenciadoras e empresárias, entre elas Lore ImprotaSindy Guedes e Ingrid Cantarini — em uma imersão pela capital francesa. As participantes estão hospedadas no icônico hotel Plaza Athénée, endereço símbolo do luxo parisiense.

Ao longo de cinco dias, as convidadas vivenciam experiências que vão de visitas a museus e jantares temáticos a encontros com maisons icônicas como Dior, Louis Vuitton e Aquazzura. A curadoria de moda é assinada pelo Cidade Jardim, responsável também pela experiência no Palácio de Versalhes, enquanto a programação de arte foi elaborada por Fernanda Ingletto, recém-chegada à Galapagos Capital como advisor de Arte e Cultura, que assina visitas exclusivas a ateliês de artistas franceses renomados, como Jean-Michel Othoniel.

Mais do que uma viagem de luxo, o Galaticas in Paris nasceu para valorizar o papel das mulheres como protagonistas nas famílias contemporâneas, cada vez mais responsáveis por decisões patrimoniais, financeiras e de estilo de vida. “Construir patrimônio não é apenas acumular, mas saber fazer escolhas conscientes e planejadas. O luxo pode, sim, fazer parte do estilo de vida, desde que alinhado a uma estratégia patrimonial sólida, que garanta equilíbrio e bem-estar no longo prazo. As mulheres estão no centro desse movimento – são elas que, em grande parte, definem os rumos e a segurança da família”, afirma Viviane Leal, CEO da Galaticos Capital.

Bruno Astuto guiou as Galacticas pela história de Azzedine Alaïa.

A programação combina jantares temáticos e visitas a museus com encontros de brand experience. O roteiro inclui um dia dedicado à Dior, conectando herança e empoderamento; tour por ateliês e marcas icônicas, com destaque para a Louis Vuitton; uma imersão de criação com a Aquazzura; a vivência cultural Paris by Night; a experiência artística em Versalhes e a visita ao ateliê de Jean-Michel Othoniel, referência na arte contemporânea francesa. O encerramento acontece com um brunch de celebração, dedicado a reflexões sobre escolhas financeiras, qualidade de vida e longevidade.

“O Galaticas in Paris nasce de uma estratégia não óbvia, que aproxima o universo financeiro do universo das grandes maisons e da arte. Quando pensamos em Galaticos Capital e grandes marcas, estamos falando com o mesmo público — mulheres que valorizam requinte, exclusividade, cultura e experiências transformadoras. É nessa interseção que conseguimos mostrar que luxo, arte e planejamento patrimonial podem andar de mãos dadas, traduzindo propósito e sofisticação em cada escolha”, explica Rebeca Nevares, sócia e CMO da Galapagos Capital.

Com a iniciativa, a Galaticos Capital reforça seu posicionamento como multifamily office pioneiro em traduzir planejamento patrimonial em experiências de lifestyle e branding, unindo curadoria, conteúdo e estratégia de longo prazo.

Sobre a Galaticos Capital

Roteiro boutique conecta Dior, Louis Vuitton, Aquazzura e Palácio de Versalhes com foco em protagonismo feminino e planejamento patrimonial.

A Galaticos Capital é o primeiro multi-family office brasileiro dedicado à gestão patrimonial e financeira de atletas, artistas e criadores de conteúdo. Fundada em 2024, a partir da união entre a R9 Investimentos e a Galapagos Capital, a empresa combina a experiência consolidada em wealth management com a força institucional de uma das principais companhias de investimentos do país, que soma mais de R$32 bilhões sob gestão. Com uma visão 360º, a Galaticos Capital integra gestão de investimentos, estruturação jurídica, proteção patrimonial e concierge, oferecendo suporte completo para cada fase da carreira e do patrimônio.

(Com Leticia Braun/NOVA PR)