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Lazer & Gastronomia

São Paulo, SP

Quatro viagens no tempo, um só lugar: o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual

por Kleber Patrício

Devido ao sucesso das três expedições em realidade virtual iniciadas em setembro de 2025, o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual anuncia a prorrogação de suas atividades. Além da extensão do prazo, o centro cultural traz uma novidade de peso: a exibição simultânea de quatro roteiros distintos que transportam os visitantes por bilhões de anos de […]

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Paris em 5 paradas imperdíveis para quem busca experiências únicas em 2025

Paris, por Kleber Patricio

A perfumaria Fragrance de L’Opéra. Foto: Divulgação.

Viajar para Paris nunca é apenas sobre visitar pontos turísticos: é sobre viver a cidade com tempo, olhar atento e desejo de se surpreender. Em 2025, a capital francesa segue encantadora — mas também cheia de novidades e experiências que vão além do roteiro tradicional. Selecionamos cinco paradas obrigatórias para quem busca vivências exclusivas, com toques de arte, cultura, bem-estar e luxo sensorial. Ah, e claro, uma dica que só os bons viajantes conhecem — uma boutique de perfumes escondida perto da Opéra que é puro charme. Confira:

1 – Flanar pelas novas praias às margens do Sena

Em preparação para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos, Paris tem investido pesado na revitalização de suas margens. Em 2025, o projeto das “praias urbanas” no Rio Sena ganha novos espaços com estrutura para banho, áreas de descanso, arte pública e até quiosques gastronômicos. Uma forma poética de ver a cidade sob nova perspectiva — literalmente debruçado sobre a água.

2 – Reabrir os olhos no Musée Carnavalet

Reaberto após longa reforma, o Museu Carnavalet, dedicado à história de Paris, é uma joia escondida no Marais. Em 2025, ganha nova ala interativa que reconstrói cenas da cidade desde o século XVII. É o tipo de visita que faz a gente sair entendendo melhor o presente — e com vontade de reviver o passado com mais estilo.

3 – Sentir Paris na pele na Fragrance de L’Opéra

Escondida numa charmosa rua ao lado da Opéra Garnier, a Fragrance de L’Opéra é uma perfumaria de nicho que conquista viajantes do mundo inteiro. Com curadoria de fragrâncias raras, atendimento personalizado e atendimento trilíngue (francês, português e espanhol), o espaço é comandado pela brasileira Poliana Palhano, especialista que transforma cada visita em um mergulho sensorial.

Por ali, o perfume vira memória. Você pode escolher entre fragrâncias com notas de flor de laranjeira, chá branco, oud ou íris, em marcas exclusivas que não se encontram em nenhum outro lugar. Um verdadeiro segredo parisiense — e uma experiência perfeita para levar um pedaço da cidade no pulso. 3 Rue du Helder, 75009 Paris

4 – Almoçar como um parisiense no Marché des Enfants Rouges

O mercado coberto mais antigo da cidade continua sendo um dos lugares mais deliciosos para quem gosta de comida com história. De falafels a pratos corsos, passando por bistrôs naturais e queijarias premiadas, o Enfants Rouges é ponto de encontro de moradores e bons garfos. E o melhor: está fora do radar da maioria dos turistas.

5 – Ver um espetáculo na Opéra Garnier — e depois brindar por isso

Mesmo para quem já foi uma vez, o Opéra Garnier é visita obrigatória. A casa de espetáculos do século XIX segue recebendo montagens de ópera, balé e concertos memoráveis. A dica? Compre com antecedência, vista algo especial e reserve um drink no terraço do Hotel Kimpton St. Honoré, ali pertinho, para encerrar a noite com vista para os telhados parisienses.

Bônus: Se quiser uma experiência ainda mais personalizada em Paris, não deixe de marcar visitas guiadas por bairros temáticos como Montmartre ou Saint-Germain-des-Près com agências locais. Ou, se a ideia for fugir do óbvio, uma masterclass de vinhos ou perfumes pode transformar a viagem.

(Com Rafaella Ranulfo/Vira Comunicação)

Pesquisadores atualizam diagnóstico da pobreza no Brasil profundo

São Paulo, por Kleber Patricio

Capa do livro.

Doze anos após a publicação de Vozes do Bolsa Família, os pesquisadores Alessandro Pinzani e Walquiria Leão Rego voltam seu olhar para o Brasil esquecido pelas políticas públicas, onde o sofrimento social se naturaliza e a pobreza extrema se perpetua. Em Vidas roubadas: sofrimento social e pobreza, lançamento da Editora Unesp, os autores atualizam seu diagnóstico sobre as mazelas enfrentadas pelos mais vulneráveis do país, reunindo análises e entrevistas com moradores de regiões historicamente marginalizadas.
“Assim como procedemos em nosso livro Vozes do Bolsa Família, quisemos dar voz aos sem-vozes, às pessoas emudecidas ou não ouvidas pelos políticos, pela opinião pública e até mesmo por uma parcela relevante de cientistas sociais”, anotam os autores na introdução. “Ouvimos os marginalizados, ‘os vencidos’, que sempre ficaram às margens da história brasileira, do progresso econômico, civil e jurídico, que, conquanto de forma precária e com graves retrocessos, tentou se instalar no país desde a sua independência.” 

A primeira parte da obra traça um panorama das mudanças e retrocessos no cenário político-social da última década, com ênfase na fragilização dos programas de assistência e na negligência estrutural do Estado. Os autores iluminam as macroestruturas que sustentam a exclusão secular de amplas parcelas da população, revelando como a ausência de políticas públicas eficazes e a gestão desastrosa da pandemia agravaram ainda mais as condições de vida nos chamados “rincões do Brasil”.
Na segunda parte do livro, ganham voz os próprios sujeitos dessa realidade – mulheres e homens cuja existência costuma ser reduzida a estatísticas. Suas falas revelam não apenas a luta cotidiana por sobrevivência, mas também o modo como interiorizam a culpa por sua própria condição, em um processo que os autores denominam “sofrimento de segunda ordem”. 

Com forte posicionamento ético, Vidas roubadas questiona a hierarquia de credibilidade que silencia os mais pobres e propõe uma escuta atenta às vozes historicamente desautorizadas, configurando-se como um apelo urgente à reflexão e à transformação social. “O fato de uma parcela majoritária da população brasileira ter ficado quase completamente excluída das vantagens de tal progresso ou de tê-las recebido apenas parcial e descontinuamente dá mostras do caráter social do sofrimento que tentaremos descrever neste livro”, registram. “Fomos movidos pela raiva suscitada por uma sociedade que condena as pessoas que entrevistamos a uma vida de sofrimento socialmente evitável.”  

Sobre os autores | Alessandro Pinzani (UFSC) é especialista em filosofia política e coautor de Vozes do Bolsa Família. Walquiria Leão Rego (Unicamp) pesquisa teoria social e também assina a obra anterior com Pinzani.

Título: Vidas roubadas: sofrimento social e pobreza 

Autores: Alessandro Pinzani, Walquiria Domingues Leão Rego

Número de páginas: 272

Formato: 13,7 x 21 cm

Preço: R$ 69

ISBN: 978-65-5711-292-2

Mais informações sobre a Editora Unesp estão disponíveis no site oficial.

(Com Diego Moura/Pluricom Comunicação Integrada®)

Em concerto no Theatro Municipal, Concurso Joaquina Lapinha premia novos solistas pretos, pardos e indígenas

São Paulo, por Kleber Patricio

Concerto de premiação Joaquina Lapinha, edição de 2023. Foto: Rafael Salvador.

Dedicado a solistas pretos, pardos e indígenas, no dia 31, quinta-feira, às 20h, acontece na Sala de Espetáculos do Theatro Municipal de São Paulo um concerto com os vencedores da 4ª edição do Concurso Joaquina Lapinha, com a Orquestra Sinfônica Municipal, sob regência de Priscila Bomfim. Os selecionados das primeiras posições nas categorias de voz feminina e voz masculina foram, respectivamente, Lívia Berrêdo e Mikael Coutinho. Em segundo lugar, Elisa Braga, na categoria de voz feminina, e Carlos Eduardo Santos, na categoria de voz masculina. Na categoria Jovem Solista, o vencedor foi João Campello.

O repertório terá abertura da ópera O Barbeiro de Sevilha, Ecco ridente in cielo, de Gioachino Rossini; Kuda, kuda vï udalilis, da ópera Eugene Onegin, de Piotr Ilitch Tchaikovski; Měsíčku na nebi hlubokém, “Canção da Lua”, da ópera Rusalka, de Antonín Dvořák, entre outras. Os ingressos são gratuitos, com reserva antecipada no site a ser disponibilizada a partir de 29/07, às 12h. Limite de dois ingressos por pessoa. Também haverá distribuição de parte dos ingressos no local, a partir das 18h, no dia do evento. A classificação é livre e a duração de 70 minutos.

O nome do concurso homenageia a primeira atriz negra e cantora lírica brasileira a ganhar destaque internacional, Joaquina Maria da Conceição Lapa – a Joaquina Lapinha – considerada uma referência feminina na cena lírica e uma das primeiras mulheres a receber autorização para participar de espetáculos públicos em Portugal. Os nomes dos prêmios concedidos aos vencedores do concurso reafirmam o brilho e a persistência de alguns dos artistas que ultrapassaram barreiras de preconceito e elitismo da formação.

Pioneirismo negro na música clássica brasileira

Reconhecida no cenário artístico luso-brasileiro como cantora, em meados do século XIX, Joaquina Lapinha iniciou a carreira no Rio de Janeiro. Natural de Minas Gerais, a artista se apresentou em várias cidades portuguesas no período de 1791 a 1805 e, apesar da carreira internacional, alguns autores apontam que, por ter a pele negra, a atriz precisou recorrer a cosméticos para clarear a pele nas apresentações na Europa.
A cantora foi tema do livro Negras líricas: duas intérpretes brasileiras na música de concerto (Sete lagoas, 2008), do pesquisador e músico Sérgio Bittencourt-Sampaio, e foi citada em O Rio de Janeiro no tempo dos vice-reis (1956), do cronista Luís Edmundo, como aquela que ficava “pisando como ninguém em tablas (palco)”, além de ser enredo da escola de samba Inocentes de Belford Roxo no Carnaval de 2014. Mais informações disponíveis no site.

(Com Letícia Santos/Assessoria de imprensa Theatro Municipal)