Notícias sobre arte, cultura, turismo, gastronomia, lazer e sustentabilidade

Inscreva seu e-mail e participe de nossa Newsletter para receber todas as novidades

Biblioteca de Obras Raras da Unicamp recebe exposição que retrata as ausências de assassinados e desaparecidos da ditadura militar brasileira

Campinas, por Kleber Patricio

Com abertura marcada para 7 de novembro, mostra “Ausências Brasil” receberá alunos e a população de Campinas. Fotos: Divulgação.

Uma das principais referências no trabalho de memória política no país, o Núcleo de Preservação da Memória Política – NM, em parceria com a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), por meio da Biblioteca de Obras Raras “Fausto Castilho” – BORA e pelo Laboratório de Arqueologia Pública Paulo Duarte (Nepam/Unicamp), apresentam a exposição “Ausências Brasil”, do fotógrafo argentino Gustavo Germano — uma obra de profundo impacto visual e simbólico sobre os desaparecimentos forçados durante a ditadura militar (1964–1985) no Brasil. A exposição ficará aberta ao público de 7 de novembro a 10 de janeiro de 2026.

Com o objetivo de lançar um olhar sensível sobre o tema da perseguição política e os desaparecidos do período da ditadura militar (1964–1985), os visitantes conhecerão rostos, histórias e poderão refletir sobre as possibilidades das vidas ceifadas pela brutalidade do sistema repressor. Neste sentido, as ausências nas obras do fotógrafo argentino Gustavo Germano revelam muitas presenças. A presença da dor e da saudade, a presença da injustiça e seus paradoxos, a presença da própria pessoa desaparecida.

O projeto da Exposição Ausências iniciou-se na Argentina motivado pelo desaparecimento de seu irmão, Eduardo Raúl Germano, que foi detido e desaparecido pela ditadura argentina em 17 de dezembro de 1976 e cujos restos mortais foram identificados somente em 2014 pela Equipe Argentina de Antropologia Forense. O projeto se expandiu para outros países latinos, a maioria alvos da Operação Condor – campanha de repressão e terrorismo de Estado orquestrada pelas ditaduras no Cone Sul com o apoio dos Estados Unidos. Em 2012, nasceu o projeto “Ausências Brasil”, que conta com 12 histórias de pessoas brasileiras desaparecidas durante a ditadura militar, cobrindo locais do Ceará ao Rio Grande do Sul.

Além das fotografias, haverá uma série de atividades educativo-culturais, como visitas mediadas, rodas de conversa com ex-presos políticos relacionadas ao tema, fomentando debates sobre os impactos da violência de Estado tanto no passado quanto no presente. Com o objetivo de formar cidadãos mais conscientes e críticos, a exposição reflete sobre os abusos de poder, as perseguições e os desaparecimentos forçados ocorridos durante a ditadura militar no Brasil (1964–1985) e suas repercussões na atualidade.

Um dos objetivos do projeto, segundo a museóloga do NM Kátia Felipini Neves, é refletir sobre a democracia e rechaçar a ditadura. “Cada vez que a gente apresenta essa exposição, é uma forma de reparar essas famílias”, diz.

A escolha da Unicamp como sede da exposição reforça o papel da universidade pública como espaço de resistência, reflexão crítica e formação cidadã. A Biblioteca de Obras Raras, por sua vez, é um local simbólico e de profundo valor cultural e acadêmico voltado à preservação da memória intelectual e documental. Ao acolher Ausências Brasil, a Universidade Estadual de Campinas reafirma seu compromisso com a memória histórica, conectando passado e presente em um exercício de consciência coletiva. A realização da exposição conta ainda com o apoio e a parceria do Núcleo de Estudos e Pesquisas Ambientais (Nepam), que faz parte dos Centros e Núcleos da Universidade (Cocen), do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH), da Olimpíada Nacional em História do Brasil (ONHB) e do Departamento de História da Unicamp — instituições que reafirmam a importância da abordagem interdisciplinar e do engajamento acadêmico na defesa dos direitos humanos.

O Núcleo Memória é uma instituição dedicada à preservação da memória política e à promoção dos direitos humanos e conta com uma vasta agenda de ações, como as visitas mensais ao antigo DOI-CODI/SP, os Sábados Resistentes no Memorial da Resistência de São Paulo e cursos voltados para o campo da memória política.

A realização da exposição só foi possível com o apoio do deputado estadual Antonio Donato.

Agenda da Exposição

7 de novembro – sexta-feira

9h às 11h – Visita educativa mediada

13h – Abertura Oficial, com a presença de Maurice Politi e Katia Felipini do NM, Antonio Donato (PT), Danielle Thiago Ferreira – Coordenadora BORA, Aline de Carvalho – Coordenadora do NAP/Nepam e Cristina Meneguello – Coordenadora da Olimpíada Nacional em História do Brasil – Departamento de História – IFCH

14h – Roda de Conversa com ex-presos políticos: Maurice Politi e Manoel Cyrilo

13 de novembro (quinta-feira)

14h – Formação de Educadores e Roda de Conversa com ex-presos políticos

Serviço:

Exposição Ausência Brasil na Unicamp – Biblioteca de Obras Raras “Fausto Castilho” – BORA 

De: 7 de novembro a 10 de janeiro de 2026

Onde: R. Sérgio Buarque de Holanda, 441 – Cidade Universitária, Campinas

Entrada: Gratuita

Horário de Visitação: De segunda à sexta das 9h às 17h; sábados e domingo fechados

Visitas educativas: a exposição contará com educadores para mediação das visitas tanto para grupos pequenos como para grupos escolares. A exposição conta com recursos de audiodescrição para deficientes visuais.

Importante: A biblioteca entrará em recesso de fim de ano de 22 de dezembro de 2025 a 4 de janeiro de 2026.

(Com Juliana Victorino/Agência Jacarandá)

Galeria Eduardo Fernandes inaugura mais um espaço expositivo no dia 25 de outubro na Vila Madalena

São Paulo, por Kleber Patricio

O galerista Eduardo Fernandes. Fotos: Divulgação.

Vinte sete anos se passaram desde que o arquiteto Eduardo Fernandes decidiu tomar um novo rumo em sua carreira e, de forma quase orgânica, se tornar um art advisor, ou “marchand”, como se denominava na época. Em 1998 Fernandes tinha entendido que o “escritório de arquitetura” não era o seu lugar e resolveu fundar então um “escritório de arte” e, anos mais tarde, em 2005, inaugurar a própria galeria em uma casa na Vila Madalena, em São Paulo, a qual ele próprio reformou. Foi neste espaço na Rua Harmonia que Eduardo iniciou sua trajetória como galerista, reunindo trabalhos e artistas que admirava e vendo crescer o negócio ao longo dos anos. “No começo eram dez representações e a coisa foi florescendo. A casa foi diminuindo e a galeria aumentando”, explica o paulista de 58 anos, ex-aluno da Escola Waldorf.

Os vinte anos de formação inicial de Eduardo Fernandes moldaram as suas aptidões e foi neste período que o gosto por visitar exposições em museus e galerias foi germinado. Ainda pequeno, Eduardo passava bastante tempo pintando e estudando de forma sistemática. “Me lembro que na época da escola, o lugar em que me sentia inteiro eram nessas três horas, três dias por semana, quando estava imerso nesse mundo onírico pintando e desenhando. O tempo não existia. Tudo era presente”, explica o galerista, que mais tarde estudou arquitetura e artes plásticas na universidade.

Reconhecida no circuito das artes plásticas pelos bons trabalhos de artistas contemporâneos, a Galeria Eduardo Fernandes participa continuamente, desde 2011, de feiras de arte nacionais e algumas internacionais, além de manter o seu próprio programa de exposições de maneira sólida e constante. “Com essa trajetória conseguimos ajudar na edificação da carreira de muitos de nossos artistas que conquistaram lugares em coleções privadas e públicas muito importantes. Fico feliz em poder olhar para trás e lembrar das participações de nossos artistas em bienais, instituições, fundações e museus, tanto no Brasil quanto no exterior”.

Trabalho de Fernando Arias.

Ampliando seu espaço expositivo, a partir do dia 25 de outubro, a Galeria Eduardo Fernandes passa a ocupar dois endereços na Vila Madalena: um na Rua Harmonia, 145 e outros na Rua Medeiros de Albuquerque, 442 (tendo como distância uma quadra e meia entre eles). O local – um galpão antigo – foi restaurado e será inaugurado com a abertura da exposição “Grão de escala”, que trará curadoria de Tálisson Melo, pesquisador premiado com exposições em instituições como CCBB, MAC USP e Museu Nacional da República.

A exposição promete promover um passeio pelas ruas da Vila Madalena, já que terá início na sede (Rua Harmonia 145) e finalizará na nova unidade da galeria. “A mostra apresentará trabalhos de 21 artistas representados nos últimos anos e terá como eixo curatorial parte dos versos do poeta romântico inglês William Blake: Ver o mundo num grão de areia / E o céu numa flor silvestre, / Segurar o infinito na palma da mão / E a eternidade numa hora”, explica o curador, lembrando que o percurso entre as duas unidades (menos de duas quadras) é curto, mas suficiente para potencializar uma experiência sensorial atenta ao deslocamento territorial e às relações entre partes: cerca de 40 obras dispostas nos dois ambientes.

Serviço:

Exposição “Grão de escala” – Galeria Eduardo Fernandes

Artistas participantes: Ana Amélia Genioli, Arturo Gamero, Chico Cunha, Claudia Melli, Daisy Xavier, Edgar Racy, Fernando Arias, Guilherme Dable, Gustavo Prata, Heloisa Crocco, Jacqueline Duncan, Jorge Rodríguez Aguilar, Luz Lizarazo, Mai-Britt Wolthers, Patricia Rebello, Renata Egreja, Roberto Mícoli, Rosana Nadai, Rose Klabin, Shu Lin e Vicente de Mello

Abertura para convidados: 25/10/2025 das 11h às 17h horas

Abertura para o público: a partir do dia 28/10/2025

De 25/10/2025 a 6/12/2025

Horário: terça-feira a sábado, das 11h às 18h.

Locais Galeria Eduardo Fernandes – Rua Harmonia, 145 e Rua Medeiros de Albuquerque 442 (novo espaço) – Vila Madalena

Contato: +55 (11) 3812-3894 / +55 (11) 3032-6380.

(Fonte: Larissa Gallep Assessoria de Imprensa)

MASP oferece entrada gratuita no dia dos professores

São Paulo, por Kleber Patricio

Vista do edifício Lina Bo Bardi e Pietro Maria Bardi, lado a lado, 2024. Foto: Pedro Truffi.

Em comemoração ao Dia dos Professores, o MASP — Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand oferece entrada gratuita para todos os visitantes na quarta-feira (15.10). Para o público em geral, a retirada do ingresso deve ser feita no site masp.org.br.

Os professores terão isenção de entrada de quarta-feira (15.10) a domingo (19.10). Para garantir o benefício, é necessário retirar o ingresso presencialmente na bilheteria do museu e apresentar um dos seguintes comprovantes de vínculo profissional: holerite ou contracheque, carteira de trabalho digital, acesso ao Portal do Professor (Sou Gov) ou carteirinha de identificação profissional. Essa iniciativa é uma parceria do MASP com a Vitru Educação por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.

(Fonte: Assessoria de imprensaq MASP)

Café microlote indígena da Amazônia atinge perfeição e se transforma em obra de arte

Rondônia, por Kleber Patricio

Rituais 85+ por 3 Corações lança, através do Projeto Tribos, edição histórica com lucro 100% revertido às comunidades indígenas. Foto: Divulgação.

O Brasil acaba de registrar um feito histórico para a cafeicultura mundial: pela primeira vez, um café da espécie Canéfora Robusta Amazônico conquistou a pontuação máxima de 100 pontos segundo o Fine Robusta Cupping Form, protocolo internacional de avaliação. Produzido por Rafael Mopimop Suruí, da etnia Paiter Suruí, na Terra Indígena Sete de Setembro (RO), o Café Tribos 100 Pontos vai além da xícara: é uma joia que traduz a potência da Amazônia em cada detalhe.

O feito foi registrado durante a 6ª edição do Concurso Tribos, criado em 2019 pela Rituais 85+ por 3 Corações, com avaliação de um júri formado por nove especialistas independentes, liderados por Silvio Leite, referência mundial em cafés especiais. Apenas o lote de Rafael atingiu a nota perfeita, atribuída por dois jurados – entre eles o próprio Silvio –, em um resultado histórico para a cafeicultura.

Mais que um produto, o café é a materialização de uma iniciativa de impacto. O Projeto Tribos já transformou a vida de mais de 169 famílias em 28 aldeias de Rondônia, movimentou mais de 520 mil quilos de Robustas Amazônicos e fortaleceu parcerias entre a 3 Corações com Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), a Embrapa Rondônia, a Emater Rondônia, a Câmara Setorial do Café, as Secretarias Estadual e Municipal de Agricultura. Seus pilares são claros: protagonismo indígena, proteção da floresta e produção de cafés de alta qualidade.

Uma edição feita para ser admirada

O Café Tribos 100 Pontos chega ao consumidor em uma edição super limitada, disponível exclusivamente no Mercafé, e-commerce da marca. Cada unidade é apresentada em um frasco de cristal inspirado no design Murano da Cristais Tavares, concebido para ser guardado e colecionado como peça de arte. No total, serão 333 unidades, mas somente uma fração destas será disponibilizada à venda.

A edição histórica será comercializada em um kit exclusivo que inclui o café em grãos e um moedor de alta precisão, pensado para preservar a experiência sensorial completa do microlote. O conjunto reforça o caráter colecionável e artesanal do produto, que estará disponível no valor de R$599. “Este café é um dos mais complexos e completos que já provei em toda a minha carreira. É a primeira vez que temos a oportunidade de registrar oficialmente uma robusta de 100 pontos. É uma verdadeira joia rara”, afirma Silvio Leite, head judge do Concurso Tribos e referência mundial em cafés especiais.

A experiência sensorial ao apreciar esta bebida de sabor tão rico, complexo e potente é única. As notas sensoriais são de rapadura, mel, própolis, hibisco, flor de laranjeira, aroma levemente vinhoso, acidez média, corpo delicado e finalização de rapadura levemente achocolatada.

Para Pedro Lima, presidente do Grupo 3corações, o lançamento é mais que um marco histórico. “Mais do que um café perfeito, o Café Tribos 100 Pontos é um convite para viver a Amazônia em cada xícara e celebrar a cultura indígena. É a prova de que tradição, conhecimento e paixão podem encantar o mundo”. 

Com o Café Tribos 100 Pontos, a linha Rituais 85+ por 3 Corações reafirma seu compromisso de unir qualidade, experiências sensoriais e impacto social. Não apenas para os coffee lovers, mas para todos que buscam arte, raridade e significadoem seu estilo de vida. Link para compra: link.

Sobre o Projeto Tribos

O Projeto Tribos gera desenvolvimento sustentável por meio de três pilares interdependentes e indissociáveis: o protagonismo dos povos indígenas, a proteção da floresta e a produção de café de qualidade. Em parceria com organizações como FUNAI, Embrapa, Semagri, Emater, Câmara Setorial do Café e cooperativas indígenas, a 3 Corações atua 169 famílias dos municípios de Cacoal e em Alta Floresta D’Oeste (RO), nas Terras Indígenas Sete de Setembro e Rio Branco. Iniciado em 2019, o projeto já comercializou mais de 520 mil kg de café Robusta Amazônico. O ciclo sustentável da iniciativa envolve capacitação, investimentos em infraestrutura, garantia de compra com valorização de 100% dos cafés cultivados e tem lucro 100% revertido para o projeto. Mais informações: link.

Sobre o Grupo 3corações 

O Grupo 3corações, empresa líder do segmento de cafés no Brasil, possui um portfólio completo em todas as categorias de cafés: desde tradicionais, especiais, cápsulas, solúveis, instantâneos, até cafés prontos para beber. É reconhecida como líder absoluta nas categorias torrado e moído, bem como em cappuccinos. Além da marca nacional 3 Corações, o grupo detém mais de 30 marcas de cafés, entre elas: Santa Clara, líder no Norte e no Nordeste, as clássicas regionais Pimpinela, Brasileiro, Fort, Iguaçu, Itamaraty, Letícia, Fino Grão, Cirol, Doutor, Divinópolis, Toko, Café Manaus, Cruzeiro, entre outras. Também comercializa filtros, porta filtros e acessórios.

A empresa é referência em inovação com a solução exclusiva TRES®, que conta com um portfólio de máquinas de café e multibebidas, e oferece mais de 50 sabores entre cafés espressos, bebidas cremosas, chás e cafés filtrados em cápsulas. Além de proporcionar diferentes experiências e possibilidades de consumo de cafés, o grupo também atua no segmento de refresco em pó (Frisco e Tornado), achocolatado (Chocolatto), temperos e derivados de milho (Claramil, Dona Clara e Kimimo). Em 2020, ingressou em novos segmentos como leites vegetais e suplementos naturais, fruto da joint venture com a Positive Company, detentora das marcas A Tal da Castanha, Plant Power e Possible.

Fundada em 1959, por João Alves de Lima, em São Miguel, cidade do interior do Rio Grande do Norte, a companhia possui 27 Centros de Vendas e Distribuição (CDs), 9 Plantas Fabris, 2 Unidades de Compra e Beneficiamento de Café Verde (Armazéns), uma Unidade Corporativa Integradora e a Escola de Serviços e Sabores. Está presente em mais de 400 mil pontos de venda no país, com estrutura logística e comercial próprias. O Grupo 3corações também exporta café para os principais mercados da América Latina e dos Estados Unidos. Para mais informações, acesse o site: www.3coracoes.com.br.

(Com Gabriela Gimenes/ANK Reputation)

Na semana da criança, Theatro Municipal de São Paulo abre as portas para o conto de fadas com a ópera João e Maria

São Paulo, por Kleber Patricio

Cena de “João e Maria”. Foto: Annelize Tozetto.

O Theatro Municipal de São Paulo, em correalização com a Híbrida Arte e Cultura, apresenta “João e Maria”, clássico conto de fadas dos Irmãos Grimm cheio de encantos para o público jovem – uma ópera de Engelbert Humperdinck com libreto de Adelheid Wette. A ópera conta com uma rica estrutura musical inspirada em canções folclóricas, além da participação da Orquestra Experimental de Repertório, do Coro Jovem da Escola Municipal de Música de São Paulo e do Coro Infantojuvenil da Escola Municipal de Música de São Paulo.

As apresentações acontecem, na Sala de Espetáculos, nos dias 10, sexta-feira, às 20h, no fim de semana conta com quatro sessões, no dia 11, sábado, e 12, domingo, às 11h e 17h. Os ingressos avulsos custam de R$11 a R$92. Diretamente na bilheteria, os ingressos família para dois adultos e duas crianças têm 15% de desconto e os ingressos família para um adulto e duas crianças têm 10% de desconto. A classificação é livre e a duração é de 70 minutos, sem intervalo. “O eixo da encenação foi deixar a fábula atemporal, pois a busca por autonomia e sobrevivência acompanha a vida das crianças desde sempre e para sempre. Queremos oferecer ao público uma experiência de ópera que seja direta e envolvente. Grande parte da plateia vai entrar em contato com a ópera pela primeira vez. Para nós, da equipe, o objetivo maior é mostrar o poder do canto de um cantor, criar uma atmosfera mágico-musical que acolha e emocione”, diz a diretora.

A montagem é realizada em parceria com a Híbrida Arte e Cultura, e promove uma criação sustentável e a diminuição de resíduos, a construção do cenário tem utilizado materiais de produções anteriores que estão disponíveis no acervo Central Técnica de Produções Chico Giacchieri.

Esse cenário nasce da memória de tantas outras histórias já contadas naquele palco. Madeiras, tecidos e objetos que um dia habitaram outras óperas e balés retornam agora transformados, carregando em si as marcas de um passado que se renova. Esse reaproveitamento não é apenas um gesto de sustentabilidade e consciência ambiental, é também uma escolha estética e simbólica, que aproxima gerações de artistas e celebra a continuidade da vida do teatro.

Na equipe de criação estão Muriel Matalon na direção geral e Wagner Polistchuk e Leonardo Labrada na direção musical. Com correalização da Híbrida Arte e Cultura, produção de Mariana Mantovani (Híbrida Arte e Cultura), Marco Lima com direção de arte e cenografia, figurinos por Fábio Namatame, desenho de luz de Wagner Pinto, mídias visuais e legendas de Vic Von Poser, design gráfico e animações de Ciro Girard, versão para português e dramaturgia de Mariana Elisabetsky, direção de movimento de Danilo Barbieri, visagismo de Tatiana Polistchuk, assistente de direção cênica de Piero Schlochauer. Com narração de Carol Badra, o elenco tem nomes como Denise de Freitas (João), Maria Carla Pino Cury (Maria), David Marcondes (Pai), Keila de Moraes (Mãe), Edineia Oliveira (Bruxa) e a Débora Neves (Guardiã do sono).

O libreto de Adelheide Wette suaviza o tom sombrio da história original, trazendo uma atmosfera mais leve e encantadora, sem perder sua essência. A diretora entende que contar histórias é algo primordial para a natureza humana. “Desde pequenos e ao longo da vida somos fascinados por narrativas que nos ensinam, nos transportam e nos emocionam. A ópera é uma história cantada e é também a primeira vez que muitas crianças terão contato, e por isso buscamos tornar o espetáculo acessível, direto e emocionante.”

Serviço:

JOÃO E MARIA (HÄNSEL UND GRETEL)

Ópera em três atos de Engelbert Humperdinck com libreto de Adelheid Wette (70’)

ORQUESTRA EXPERIMENTAL DE REPERTÓRIO

CORO JOVEM DA ESCOLA MUNICIPAL DE MÚSICA DE SÃO PAULO

CORO INFANTO-JUVENIL DA ESCOLA MUNICIPAL DE MÚSICA DE SÃO PAULO

10/10, sexta-feira, às 20h

11/10 sábado, às 11h

11/10, sábado, às 17h

12/10, domingo, às 11h

12/10, domingo, às 17h

Sala de Espetáculos – Theatro Municipal de São Paulo

Ingressos avulsos de R$11 a R$92

Classificação livre para todos os públicos – Sem conteúdos potencialmente prejudiciais para qualquer faixa etária

Duração total: Aproximadamente 70 minutos (sem intervalo).

(Com Letícia Santos/Assessoria de imprensa do Theatro Municipal)