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Lazer & Gastronomia

São Paulo, SP

Quatro viagens no tempo, um só lugar: o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual

por Kleber Patrício

Devido ao sucesso das três expedições em realidade virtual iniciadas em setembro de 2025, o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual anuncia a prorrogação de suas atividades. Além da extensão do prazo, o centro cultural traz uma novidade de peso: a exibição simultânea de quatro roteiros distintos que transportam os visitantes por bilhões de anos de […]

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Ilhas tropicais isoladas do Atlântico têm 44 espécies de peixes exclusivas

Ilha de Ascensão, por Kleber Patricio

Peixe-borboleta Prognathodes dichrous é uma espécie endêmica icônica das ilhas de Ascensão e Santa Helena, localizadas ao longo da Cordilheira Mesoatlântica. Foto: Sergio Floeter.

As ilhas oceânicas de São Pedro e São Paulo, Ascensão e Santa Helena, localizadas na região conhecida como Dorsal Mesoatlântica, no oceano Atlântico, têm 44 espécies de peixes recifais que não existem em nenhum outro lugar do mundo. A constatação é de um novo estudo publicado na revista Proceedings of the Royal Society B por pesquisadores das universidades federais de Santa Catarina (UFSC), do Rio de Janeiro (UFRJ), da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Técnica da Dinamarca.

A pesquisa teve como ponto de partida uma extensa base de dados sobre distribuição e características de 1.637 espécies de peixes recifais do Atlântico. Em seguida, para uma análise mais detalhada, o estudo reconstruiu rotas evolutivas e padrões de dispersão de 88 espécies que ocorrem na Dorsal Mesoatlântica a partir de dados moleculares e filogenéticos.

Os resultados indicam que, embora 70% das espécies não endêmicas da região tenha origem no Atlântico Oeste – em especial no Brasil e Caribe –, mais de um terço das espécies endêmicas surgiu a partir do Atlântico Leste, e 11% tem raízes ainda mais distantes, no Oceano Índico.

O trabalho mostrou também que as espécies endêmicas Scartella nuchifilis e Thalassoma ascensionis aparentam ser mais antigas do que a própria ilha de Ascensão, onde hoje são encontradas. A explicação para essa discrepância pode estar na existência de montes hoje submersos encontrados entre Ascensão e Santa Helena e nas variações do nível do mar, que possibilitaram a sobrevivência dessas espécies ao longo de milhões de anos naquela região.

Outro destaque do estudo é a análise de características ecológicas que ajudam a explicar a capacidade de dispersão dessas espécies até ilhas tão remotas. Em relação aos demais peixes recifais, os peixes encontrados nas ilhas da Dorsal Mesoatlântica tendem a ser maiores, alcançar maiores profundidades e possuírem características como ovos pelágicos – que ficam semanas flutuando na água – e habilidade de se deslocar aderidos a algas, troncos ou outros materiais flutuantes. Isso aumenta as chances de colonização de ambientes distantes.

“Ilhas remotas como essas são hotspots de endemismo e nos ajudam a entender como a vida marinha se espalha e se adapta ao longo do tempo. Mas também são ecossistemas vulneráveis – e cada espécie única perdida é uma peça insubstituível do quebra-cabeça evolutivo”, explica a pesquisadora da UFSC Isadora Cord, que liderou o artigo. A partir dessas constatações, o professor da UFSC Sergio Floeter, coautor do artigo, explica os desafios de pesquisas futuras. “Os ambientes recifais mesofóticos dessas ilhas – ou seja, situados entre 80 e 120m, fora do alcance do mergulho científico convencional com SCUBA, são agora a nova fronteira de estudos, pois ainda podem revelar novas espécies e padrões ecológicos únicos”.

(Fonte: Agência Bori)

O futuro da mobilidade e da erradicação da pobreza se encontram na transformação de municípios em Cidades 5.0

São Paulo, por Kleber Patricio

Capa do livro. Fotos: Divulgação.

Mas como tornar isso possível? Segundo o autor de “Mobilidade 5.0”, Daniel R. Schnaider, a evolução da mobilidade urbana está diretamente ligada à implementação de novos modelos de governança e à transição para Zonas Experimentais Inteligentes. Para o especialista em tecnologias disruptivas há mais de 20 anos, essa abordagem propõe desviar o foco dos sintomas – como trânsito, acidentes e poluição – para a causa raiz: uma governança inadequada que impede o desenvolvimento sustentável das cidades.

Schnaider defende a criação de Zonas Experimentais de Governança Autônoma (ZEGA), regiões protegidas pela flexibilização de burocracias governamentais, em que se é possível atrair investimentos globais para financiar a infraestrutura essencial, abrangendo saneamento básico, moradia, transporte, indústria, educação, saúde, lazer, capacitação profissional e, sobretudo, a geração de empregos. Ainda, sob o regime de Governança como Serviço (GaaS), tais áreas podem ser geridas por entidades públicas ou privadas, com ou sem fins lucrativos com um sistema robusto de transparência sustentado por auditorias externas regulares que permitirão ao operador prestar serviços de excelência à população.

Experiências em cidades inteligentes como Próspera, Ciudad Morazán, Zanzibar, Dubai e Shenzhen demonstram que a alteração das regras de governança promove o desenvolvimento local e reduz a necessidade de mobilidade entre diferentes regiões. Ao aproximar as cadeias de suprimentos ao cidadão, essas transformações ampliam a liberdade de escolha em consumo, trabalho, cultura e lazer. “Em meu livro, destaco, por exemplo, o caso de crianças que moram na zona rural de Paranoá, em Brasília-DF, e que, para exercerem seu direito de estudar, precisam caminhar 12 quilômetros por dia – ou seja, 240 quilômetros por mês. Quais são as chances de essas crianças abandonarem os estudos? Muitas. Também comparo essa realidade com a falta de investimentos em infraestrutura, que tem grande influência nesse cenário. Veja: em 2021, havia 1,1 milhão de crianças em idade escolar obrigatória fora das instituições de ensino no Brasil, o que representa 3,8% do total. Enquanto isso, em Singapura, país considerado modelo em cidades inteligentes, essa taxa é, em média, de apenas 0,2%. Ou seja, investimentos bem direcionados fazem a diferença”, ressalta Schnaider.

Dessa forma, o modelo de Cidade 5.0 moderniza não só a mobilidade urbana, mas também o desenvolvimento social e econômico, pois cria incentivos para atrair capital humano e financeiro para regiões que carecem de investimentos em infraestrutura e serviços essenciais. Com a criação de ambientes favoráveis à inovação, essas cidades redefinem a relação entre infraestrutura, governança e qualidade de vida, tornando-se um caminho viável para a construção de um futuro mais sustentável.

Foto: Daniel Pacifico.

Sobre o autor | Daniel R. Schnaider, presidente voluntário da PRIME Society – federação internacional sem fins lucrativos voltada para a Sociedade 5.0 – tem como missão, por meio da inovação e tecnologia, criar novos modelos sociais que promovam a erradicação da pobreza, como Cidade 5.0, ZEGA e GaaS. Com um histórico de inovações, foi cocriador, aos 14 anos, de uma das primeiras plataformas de e-commerce do mundo e, aos 18, integrou a unidade de inteligência israelense 8200. Ao longo de sua carreira, passou por empresas renomadas, como a IBM e Elbit Systems e tornou-se referência em tecnologia, mobilidade e transformação digital. Também é colunista em portais nacionais e internacionais e autor do livro Pense com Calma, Aja Rápido.

(Com Fernanda Baruffaldi/Enxame de Comunicação)

Taças entre montanhas: enoturismo é destaque na região de Campos do Jordão

Campos do Jordão, por Kleber Patricio

Vinícola Raízes do Baú oferece uma bela visão da Pedra do Baú, que deu o nome do empreendimento. Foto: Divulgação/Raízes do Baú.

O clima ameno, as paisagens serranas e a tradição gastronômica sofisticada são algumas características que tornaram Campos do Jordão um dos destinos mais procurados do Brasil para o turismo. Mas, nos últimos anos, a cidade também tem se destacado como um pólo promissor para os amantes do vinho. O enoturismo na região vem ganhando força, impulsionado por vinícolas que aproveitam as condições diferenciadas de altitude para produzir rótulos notáveis e safras premiadas.

A degustação guiada, o passeio pelos vinhedos e a harmonização com uma gastronomia selecionada são algumas das experiências proporcionadas pelas vinícolas ao redor de Campos do Jordão, que levam a uma imersão no universo do vinho em meio à beleza da Serra da Mantiqueira. Para quem busca sabores memoráveis e cenários encantadores, o destino se firma como uma opção imperdível para explorar a qualidade da viticultura brasileira. Certamente, a viagem com uma programação repleta de brindes será ainda mais especial.

Um dos destaques do enoturismo regional é a premiada Vinícola Ferreira, fundada em 2010 em Campos do Jordão – o primeiro vinhedo da cidade. Com o crescimento das suas plantações, o fundador e proprietário Dormovil Ferreira precisou buscar nas proximidades um terreno mais adequado para o plantio das uvas, encontrando-o na divisa de São Paulo e Minas Gerais, no município de Piranguçu, a 27 km de distância do centro de Campos. Ali, conseguiu explorar plantações das uvas Merlot, Pinot Noir, Cabernet Sauvignon, Shiraz, Cabernet Franc, Petit Verdot e Sauvignon Blanc. Há até mesmo uma produção da uva Gewürztraminer, rara no Brasil e tradicional da região da Alsácia, na França. A previsão é que em 2025 a produção total da vinícola seja de, aproximadamente, 60 mil garrafas.

Vinícola Ferreira conta com rótulos premiados na sua produção. Foto: Divulgação/Vinícola Ferreira.

O produtor destaca que suas uvas não têm agrotóxico e que o cuidado na produção dos últimos anos trouxe reconhecimento para seus vinhos. “Conseguimos produzir uvas de excelente qualidade, tanto que uma das duas medalhas de ouro que o Brasil tem no prêmio Decanter é da vinícola Ferreira”, aponta. O Decanter World Wine Awards (DWWA), de Londres, é considerado o “Oscar dos vinhos” e existe há 22 anos. O rótulo premiado é o tinto Piquant Soléil Syrah 2023, um varietal 100% Syrah que não passa por envelhecimento.

É na área rural de Piranguçu que os visitantes podem conhecer os vinhedos da Vinícola Ferreira, fazer uma degustação de cinco rótulos (no valor de R$ 282 para duas pessoas) ou mesmo escolher um almoço de menu degustação de seis tempos, harmonizado com seis tipos de vinhos. O custo é de R$ 545 por pessoa. Quem preferir visitar somente a cidade de Campos do Jordão pode colocar no roteiro a loja Adega “Des Vins Primés”, no centro da cidade. O endereço oferece os principais rótulos da vinícola, o menu degustação e ainda a gastronomia do restaurante Ferreira’s Bistrô.

O potencial das colheitas de inverno

Em 2018 foi criada a Vinícola Villa Santa Maria, empreendimento que surgiu do sonho da família Carbonari de produzir vinhos como aqueles encontrados na terra dos avós, que deixaram a Itália para virem para o Brasil. Os rótulos da casa, que levam a marca Brandina, são uma homenagem à matriarca, a “nonna” Brandina. A vitivinícola fica localizada em São Bento do Sapucaí, a 28 km de Campos do Jordão.

Quem escolhe visitar o restaurante local para uma refeição harmonizada tem a opção de experimentar o menu degustação de cinco tempos (R$ 330 por pessoa) ou simplesmente pode ficar bebericando os vinhos selecionados acompanhados das bruschettas em uma área reservada para os petiscos. A sócia-proprietária da vinícola Célia Carbonari informa que é comum os visitantes chegarem antes da hora do almoço e ficarem até as 17h.

Vinícola Villa Santa Maria oferece um passeio nos parreirais, degustação e restaurante com almoço harmonizado para os visitantes. Foto: Divulgação/Vinícola Villa Santa Maria.

Na propriedade é possível fazer o tour pelo parreiral, visitar a cave, realizar um piquenique com itens fornecidos pelo local, degustar os vinhos (a degustação de quatro rótulos e do hidromel da casa custa R$ 150) e apreciar uma refeição com uma bela vista da região do Vale do Baú na Serra da Mantiqueira. Célia acredita que o vinho é uma bebida democrática e defende que a melhor maneira de o degustar é aquela que a pessoa prefere. Na casa, portanto, apreciar uma boa garrafa é uma experiência leve. “Nós sugerimos harmonizações para os clientes, mas o importante é o que cada um gosta de beber”, completa.

A Villa Santa Maria se destaca por suas colheitas de inverno e foi premiada com medalha de prata no prêmio Decanter pelo rótulo Brandina Assemblage 2020, feito das uvas Syrah e Cabernet Franc sem maturação em barrica. “Quando começamos a plantar não se falava tanto na qualidade dos vinhos brasileiros, ainda mais da nossa região da Serra da Mantiqueira, mas aqui conseguimos produzir rótulos excelentes”, explica a proprietária. As uvas produzidas na vinícola são provenientes de mudas encontradas na região de Bordeaux, na França, como as tintas Cabernet Franc, Cabernet Sauvignon, Merlot e Syrah, e as brancas Sauvignon Blanc, Chardonnay e Viognier.

O charme das vinícolas boutique

Vinícolas boutique são aquelas que produzem seus rótulos em uma escala menor e existem algumas na região. A Raízes do Baú, por exemplo, localizada em São Bento do Sapucaí (cerca de 30 quilômetros do centro de Campos do Jordão) disponibiliza aproximadamente 8 mil garrafas por ano. Com uma produção mais enxuta, o foco da vinícola é aproveitar a colheita de inverno e a técnica da poda dupla para dar origem à rótulos de aromas e notas diferenciadas. “Temos vinhos mais potentes no teor alcóolico e também mais aromáticos. Nosso terroir nos permite ter produtos bem diferentes em aromas e sabores do que as mesmas cepas plantadas em outros lugares. São vinhos bem equilibrados e surpreendem o paladar”, detalha Marcelo Habice da Motta, proprietário da vinícola.

Espaço Essenza Vinícola Boutique oferece degustação harmonizada com produtos artesanais, como azeites, pães e charcutaria. Foto: Divulgação/Espaço Essenza.

A Raízes do Baú produz rótulos das uvas Syrah, Viognier, Cabernet Sauvignon, Malbec, Petit Verdot, Pinot Noir, Pinot Meunier (usada na produção do Champagne francês), Chardonnay e Pinot Grigio. Quem visita o espaço pode fazer um tour guiado de duas horas para descobrir os parreirais, conhecer o preparo dos vinhos e ter uma vista impressionante da Pedra do Baú, que nomeia o lugar. O passeio termina com a degustação de três a cinco vinhos (cujo valor é R$ 190 por pessoa), dependendo da produção da vinícola, que é harmonizada com guloseimas artesanais da casa e de outros pequenos produtores da região, incluindo frutas, pães, queijos, embutidos, geleias, torradas, patês e chutneys. O visitante ainda pode levar para casa uma cerveja de castanha fabricada no local. É importante fazer reserva com antecedência.

Localizada também a 30 quilômetros do centro de Campos do Jordão, a Essenza Vinícola Boutique está em uma propriedade a 1.200 metros de altitude cercada pela Mata Atlântica. A vinícola produz rótulos com as uvas Shiraz (um rosé laureado com três prêmios Decanter), Sauvignon Blanc, Alvarinho, Cabernet Franc e Merlot.

Quem visita a vinícola pode fazer o tour “Sabores da Mantiqueira”. “O passeio inclui explicações sobre o cultivo das uvas e das oliveiras, além de uma degustação harmonizada com produtos artesanais, como azeites, pães e charcutaria. Cada detalhe é pensado para conectar o visitante ao terroir da Mantiqueira e proporcionar um entendimento mais profundo da nossa produção”, diz Herbert Sales, produtor e proprietário da Essenza Vinícola Boutique. O valor da experiência é R$ 280 por pessoa. A vinícola ainda oferece menus degustação no restaurante Mantikir de três, cinco ou sete passos, elaborados por chefs que utilizam ingredientes sazonais e frescos, muitos deles produzidos no próprio local. No local, há mais um produto premiado: o azeite Mantikir foi eleito duas vezes o melhor do hemisfério sul pelo prêmio CA Ovibeja, de Portugal.

Vinícola Bela Vista é a mais alta do país e oferece uma vista impressionante da Serra da Mantiqueira. Foto: Divulgação/Vinícola Bela Vista.

A vinícola mais alta do país também fica na região. A Bela Vista, em São Bento do Sapucaí, faz jus ao nome, pois fica a 1.785 mil metros de altitude e oferece uma vista impressionante da Serra da Mantiqueira. Jovem e ainda bem pequena, a vinícola que surgiu em 2019 ainda tem uma produção diminuta. A safra de 2025 produziu cerca de 600 garrafas. As visitas começam na temporada de inverno, a partir da segunda quinzena de maio e costumam se estender até agosto.

Os visitantes são levados da propriedade onde podem apreciar a paisagem com um piquenique que inclui uma tábua de frios e frutas, e mais duas taças de vinhos locais – para este ano serão um rosé de Cabernet Franc e um tinto de corte das uvas Syrah e Marselan (no valor de R$ 220). Além dessas, há também no local a uva Chardonnay. “Os nossos vinhos são bastante frutados, uma característica da região. Por conta da altitude e das condições climáticas, há uma grande amplitude térmica, muito frio e muito calor”, explica Marcos Marcos Vinícius Cardoso da Silva, um dos sócios-proprietários da Bela Vista.

Novidade e diferencial do enoturismo nas montanhas

Os amantes de vinhos, portanto, têm boas opções de passeio ao se hospedarem em Campos do Jordão e em breve terão mais uma: a Vinícola Triú, que está em desenvolvimento há quatro anos, terá a sua primeira colheita em agosto de 2025. Ela faz parte de uma iniciativa do grupo RPE de hospitalidade com o objetivo de expandir sua atuação na Serra da Mantiqueira. Um dos objetivos do empreendimento é competir com grandes nomes da viticultura brasileira e oferecer uma experiência completa para seus visitantes de hotelaria, gastronomia e enoturismo.

A Triú, novidade na região, está situada na cidade de Campos do Jordão e vai ser opção para os amantes de vinho que visitarem a cidade. Foto: Divulgação/Vinícola Triú.

“O enoturismo em Campos do Jordão e na Serra da Mantiqueira é um convite para vivenciar experiências autênticas e sofisticadas. A combinação de terroir diferenciado, altitude elevada e clima frio proporciona vinhos de alta qualidade que conquistam cada vez mais apreciadores”, explica Rafael Marcandali, membro do Consórcio Aproveite Campos do Jordão e presidente da Associação Brasileira de Sommeliers (ABS-SP – Vale e Litoral Norte). Segundo Rafael, a excelência da região na vinicultura evidencia o potencial crescente dos produtores locais e fortalece a identidade da Serra da Mantiqueira como um importante destino enoturístico.

“Promover o enoturismo na região é valorizar nossa cultura e oferecer experiências que vão além da degustação, abraçando a beleza natural e a sofisticação da nossa gastronomia. A Serra da Mantiqueira se consolida como um destino relevante e diferenciado, e é essencial fortalecer essa identidade, promovendo nossos produtores e seus rótulos premiados. O enoturismo é um pilar estratégico para o desenvolvimento do turismo em Campos do Jordão e na Mantiqueira, e merece todo o nosso apoio e divulgação”, completa Rafael.

Serviço:

Vinícola Ferreira

Endereço: Bairro Vila Maria Estrada Campos do Jordão/Piranguçú, BR-383 – ao lado da Represa São Bernardo – Piranguçú, MG

Telefone: (11) 95027-3808

Dias e horários de funcionamento: quinta a domingo, das 10h às 16h (indicado fazer reserva)

Instagram: @vinicola.ferreira

Vinícola Villa Santa Maria

Endereço: Estrada Municipal José Theotônio da Silva, s/n, Bairro do Baú, São Bento do Sapucaí (SP), a 10 km do Auditório Cláudio Santoro em Campos do Jordão

Telefone: (12) 99633-0222

Dias e horários de funcionamento: de quarta a domingo, das 11h às 17h (somente com reserva)

Instagram: @vinicola_villasantamaria_

Vinícola Raízes do Baú

Endereço: Estrada Municipal José Theotonio Silva, 9400, São Bento do Sapucaí

Telefone: (12) 99600-7711

Dias e horários de funcionamento: sexta a domingo e feriados, das 10h às 17h (tours das das 9h às 16h)

Instagram: @vinicolaraizesdobau

Espaço Essenza Vinícola Boutique

Endereço: Santo Antônio do Pinhal – SP, 12450-000

Telefone: (12) 99687-3643

Dias e horários de funcionamento: sexta a domingo e feriados, das 10h30 às 16h

Instagram: @espacoessenza.oficial

Vinícola Bela Vista

Endereço: Estr. Maj. Pereira, km 6,7 – Campo do Serrano, São Bento do Sapucaí, SP

Dias e horários de funcionamento: sábados, das 10h às 20h (reservas pelo Instagram)

Instagram: @vinicolabelavista

Vinícola Triú

Instagram: @triuvinicola

(Com Aline Guevara/Business Factory)

Livro infantil inspira proteção das florestas com lição de vida

São Paulo, por Kleber Patricio

Capa do livro.

No dia 17 de julho, celebra-se o Dia da Proteção das Florestas, data que alerta para a importância de preservar os ecossistemas naturais e manter vivo o equilíbrio ambiental. Neste contexto, o livro “O Vaga-lume Pirilampo”, da autora Isa Colli, publicado pela Colli Books, ganha destaque por unir educação ambiental e uma comovente história de superação e solidariedade.

Na obra, o protagonista Pirilampo, um vaga-lume adolescente, vive com sua família na Floresta Negra, um povoado sereno e harmonioso. Tudo muda quando seu pai adoece e ele precisa assumir responsabilidades para ajudar em casa. Com sensibilidade, a narrativa aborda o amadurecimento do jovem inseto diante dos desafios, sem deixar de lado o pano de fundo: a floresta como espaço de vida, resistência e equilíbrio. “O Pirilampo representa muitos jovens que descobrem sua força em tempos difíceis. Ambientar essa história em uma floresta é meu modo de lembrar às crianças que preservar a natureza também é cuidar da nossa própria história”, afirma a autora Isa Colli.

A literatura como guardiã das florestas

Livros têm o poder de formar leitores mais conscientes. Obras como a de Isa Colli promovem não apenas o gosto pela leitura, mas também valores ambientais essenciais, como o respeito à natureza, o cuidado com os recursos naturais e a empatia com todos os seres vivos. “A literatura infantil pode tocar profundamente os pequenos leitores. Meu objetivo é que cada criança que leia o Pirilampo sinta-se parte da floresta e queira protegê-la”, destaca a escritora.

Em O Vaga-lume Pirilampo, o leitor é conduzido a refletir sobre a preservação da floresta como um bem coletivo e urgente. Com narrativa envolvente, a obra mostra que ações individuais — mesmo de um pequeno vaga-lume — podem fazer a diferença.

A Colli Books, com forte atuação no segmento infantojuvenil, reforça seu compromisso com a educação sustentável, oferecendo obras que dialogam com temas atuais e relevantes. O livro é ideal para uso em escolas, clubes de leitura e projetos educativos.

Neste Dia da Proteção das Florestas, a mensagem do jovem Pirilampo ecoa como um convite: construir um futuro mais verde começa com a formação de leitores mais conscientes.

Para mais informações, acesse www.collibooks.com.

(Fonte: Ferraz Comunicação)

Renata Tassinari celebra 40 anos de trajetória com a exposição “Frestas” no CCBB RJ

Rio de Janeiro, por Kleber Patricio

Renata Tassinari. Fotos: Romulo Fialdini

O Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro inaugura na quarta-feira, dia 16 de julho, a exposição “Frestas”, que celebra os 40 anos de trajetória da artista Renata Tassinari.  Com curadoria de Felipe Scovino, será apresentado um recorte da mais recente produção da artista, em trabalhos que exploram a cor e a geometria, em diálogo com o espaço arquitetônico.

“A exposição apresenta um recorte da produção da artista com foco na geometria e nas situações intervalares que sua pintura objetual apresenta. A pesquisa em torno de uma forma que tende à não fixação, move suas obras para um lugar onde a cor e a forma tendem a idealizar uma ideia ou imagem da natureza”, afirma o curador Felipe Scovino.

Renata Tassinari_Lanterninhas Narciso II_2025_óleo sobre moldura acrílica espelhada_Foto Romulo Fialdini

Renata Tassinari – Lanterninhas Narciso II – 2025 – óleo sobre moldura acrílica espelhada.

A exposição, que será apresentada na Sala A, no segundo andar do CCBB RJ, terá cerca de doze trabalhos, recentes e inéditos, feitos sobre caixas de acrílico, que são pintadas por fora e por dentro, em cores diversas. As obras possuem formatos variados, sendo alguns em grandes dimensões, com tamanhos que chegam a 2,70m X 3,50m. Apesar de não serem feitas no suporte tradicional da tela, a artista chama as obras de pinturas. “Os trabalhos tem uma relação muito forte com a forma e com a cor, uma pesquisa que venho desenvolvendo há muitos anos. São pinturas, mas tem um caráter muito de objeto porque saem da parede e conversam com o espaço”, afirma Renata Tassinari.

Mesmo já trabalhando há bastante tempo com as caixas de acrílico, ao longo dos anos a artista foi criando novos formatos e trazendo novos elementos para as obras, como a madeira e, mais recentemente, o acrílico espelhado, que poderá ser visto em muitas obras da exposição. “Chamei alguns trabalhos de ‘Narciso’ por causa do espelho. O acrílico espelhado não é como um espelho no qual você vê exatamente a sua imagem, é uma imagem distorcida. A cor entra como um elemento fixo e mais rígido e o acrílico espelhado com esse movimento, com essa estranheza, trazendo uma imagem que não é exatamente clara”, ressalta a artista.

A imagem refletida pelo acrílico espelhado é distorcida, tem movimento, como o fluxo de água de um rio. “A cor nas obras de Tassinari corre. Mesmo concentrada, adquirindo um certo grau de espessura, a cor deseja o movimento. A estrutura de acrílico, preenchida de cor, longilínea e quebradiça condiciona um deslocamento. Há decididamente a imagem metafórica de um rio e não é à toa, portanto, que alguns títulos, mais uma vez, evoquem esse universo das águas”, diz o curador, referindo-se aos nomes de obras como “Marola” e “Ultramar”.

Renata Tassinari – Narciso II – 2023 – óleo sobre moldura acrílica espelhada.

A artista começou a trabalhar com as caixas de acrílico – que inicialmente eram usadas como moldura para seus desenhos – em 2002, com o intuito de ampliar a relação arquitetônica das obras com o espaço. No início, ela pintava apenas por cima das caixas, mas, com o tempo, começou a pintar também internamente. “Faço uma relação entre a cor e o brilho; a tinta acrílica vai por dentro e tinta a óleo vai por fora. Venho de uma tradição de pintura na tela de muitos anos e gosto de usar o óleo, pois acho que as cores são mais interessantes, gosto da textura, ela tem mais corpo, acho que funciona melhor”, conta a artista.

As obras possuem diversos formatos, sejam horizontais, verticais, em L ou em cruz. Em algumas obras, como “Ultramar” e “Copacabana”, por exemplo, o acrílico espelhado entra como um elemento entre duas barras verticais, criando um espaço, um intervalo entre elas. Em outras, como “Marola”, o acrílico espelhado é completado por cores variadas. Já as obras em formato de L parecem ser parte de uma estrutura geométrica a ser completada. Desta forma, o nome da exposição – “Frestas” – tem a ver com essas questões, com o intervalo, com os espaços vazados. “Há esta ideia de fratura, da espera de uma espécie de complemento, sejam nas ‘Beiras’, seja na ‘Marola’ ou em ‘Narciso’. No caso de ‘Narciso’, esse complemento vem muito do espelhamento que o trabalho produz e, portanto, da relação do espectador que se vê dentro daquele trabalho. A geometria, de alguma forma, se alimenta daquele espectador, há um certo grau cinético”, ressalta o curador.

Para criar os trabalhos, a artista faz um desenho prévio, com as cores e formatos que deseja utilizar. “É um trabalho muito mental. Primeiro faço um desenho e depois mando executar no acrílico os formatos que quero. São feitos por parte, pinto todos por dentro e por fora e, quando estão prontos, monto diretamente na parede”, conta a artista.

SOBRE A ARTISTA

Renata Tassinari – Vermelho Dois L – 2022 – tinta acrílica e óleo sobre moldura acrílica.

Renata Tassinari (São Paulo, 1958) formou-se em Artes Plásticas na Fundação Armando Álvares Penteado, FAAP, em 1980. Dentre suas últimas exposições individuais estão: Reflexos (2024), na Galeria Marilia Razuk, São Paulo; “Construções Planares” (2023), na Maneco Muller: Multiplo, Rio de Janeiro; “Beiras” (2019), na Galeria Marília Razuk, São Paulo; “A Espessura da Cor” (2018), na Lurixs Arte Contemporânea, Rio de Janeiro; “Renata Tassianari” (2015), no Paço Imperial, Rio de Janeiro; “Cor e Estrutura – Pinturas, Desenhos e Colagens” (2015), no Instituto Tomie Ohtake, São Paulo, entre outras. Dentre suas principais exposições coletivas estão: “A Tela Insurgente” (2025), no Instituto Figueiredo Ferraz, Ribeirão Preto; “Mulheres na Coleção MAR” (2018), no Museu de Arte do Rio, Rio de Janeiro; “Brazilianart” (2006), no Pavilhão da Bienal, São Paulo; “Arquivo Geral” (2006), no Centro Hélio Oiticica, Rio de Janeiro; “1ª Mostra do Programa de Exposições” (1999), no Centro Cultural São Paulo; mostra no Museu de Arte de Ribeirão Preto (MARP), SP, em 1998, entre outras.  

SOBRE O CURADOR

Felipe Scovino é professor associado do Departamento de História e Teoria da Arte da UFRJ, crítico de arte e curador. Organizou exposições como: Cao Guimarães: estética da gambiarra (Parque Lage, 2012), Marcelo Silveira: O guardião de coisas inúteis (MAMAM, 2014), Diálogos com Palatnik (MAM-SP, 2014), Barrão: fora daqui (Casa França-Brasil, 2015), Narrativas em processo: livros de artista na coleção Itaú Cultural (Itaú Cultural, 2017; MON, 2018; MAR, 2023, Franz Weissmann: o vazio como forma (Itaú Cultural, 2019) que recebeu o prêmio APCA de melhor retrospectiva, Grid: Ascânio MMM (MON, 2022), Edu Coimbra: terraço (Sesc Santo Amaro, Um olhar afetivo para a arte brasileira: Luiz Buarque de Hollanda (Flexa, Rio de Janeiro, 2024). Juntamente com Paulo Sergio Duarte, foi curador de Lygia Clark: uma retrospectiva (Itaú Cultural, São Paulo, 2012), que recebeu o prêmio de Melhor Retrospectiva 2012 pela APCA. Foi curador de Abraham Palatnik: a reinvenção da pintura (CCBB, Brasília, 2013; MON, 2014; MAM-SP, 2014; Fundação Iberê Camargo, 2015; CCBB-RJ, 2017; CCBB-BH, 2021) que recebeu o prêmio de melhor exposição pela APCA em 2014 e Elisa Martins da Silveira (MAR, 2024). Foi curador-adjunto de Diálogo concreto: design e construtivismo no Brasil (Caixa Cultural, RJ, 2008 e Caixa Cultural, SP, 2009). 

SOBRE O CCBB RJ

Inaugurado em 12 de outubro de 1989, o Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro marca o início do investimento do Banco do Brasil em cultura. Instalado em um edifício histórico, projetado pelo arquiteto do Império, Francisco Joaquim Bethencourt da Silva, é um marco da revitalização do centro histórico da cidade do Rio de Janeiro. São 35 anos ampliando a conexão dos brasileiros com a cultura com uma programação relevante, diversa e regular nas áreas de artes visuais, artes cênicas, cinema, música e ideias. Quando a cultura gera conexão ela inspira, sensibiliza, gera repertório, promove o pensamento crítico e tem o poder de impactar vidas. A cultura transforma o Brasil e os brasileiros e o CCBB promove o acesso às produções culturais nacionais e internacionais de maneira simples, inclusiva, com identificação e representatividade que celebram a pluralidade das manifestações culturais e a inovação que a sociedade manifesta. Acessível, contemporâneo, acolhedor, surpreendente: pra tudo que você imaginar.    

Serviço:

Renata Tassinari – Frestas

16 de julho a 22 de setembro de 2025

Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro (Sala A)

Endereço: Rua Primeiro de Março, 66 – 1º andar – Centro – Rio de Janeiro – RJ

Informações: (21) 3808-2020 | ccbbrio@bb.com.br

Funcionamento: De quarta a segunda, das 9h às 20h. Fechado às terças-feiras.

Classificação indicativa: livre

Entrada gratuita

Ingressos disponíveis na bilheteria física ou pelo site do CCBB – bb.com.br/cultura.

Curadoria: Felipe Scovino

Produção: Tisara Arte Produções

Realização: Centro Cultural Banco do Brasil.

(Com Beatriz Caillaux/ Midiarte Comunicação)