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Orquestra Tom Jobim celebra protagonismo do piano na música brasileira

São Paulo, por Kleber Patricio

Concerto da Orquestra Tom Jobim no Theatro São Pedro. Fotos: Robs Borges.

Orquestra Tom Jobim, grupo ligado à Escola de Música do Estado de São Paulo – EMESP Tom Jobim, apresenta no MASP e na Sala São Paulo, nos dias 1 e 2 de novembro, às 18h e às 11h, respectivamente, o concerto Piano Brasileiro. No MASP, os ingressos variam entre R$ 26 (meia) e R$ 52 (inteira), já na Sala São Paulo a entrada é gratuita.

Sob a regência de Nelson Ayres e Tiago Costa, o programa valoriza a importância do piano na música brasileira e conduz o público a uma viagem sonora pela riqueza rítmica e melódica do país. As apresentações terão participação do pianista Paulo Braga, com repertório que une tradição e inovação, lirismo e virtuosismo, celebrando o piano como expressão viva da identidade musical nacional.

Com arranjos especialmente produzidos para a Orquestra Tom Jobim, o programa abre com as peças Suíte Milagre dos Peixes, de Milton Nascimento, e Corta Jaca, de Chiquinha Gonzaga. Após, serão interpretadas composições de Paulo Braga, como Nhonhô da Butica, Cabeça de Melão e Ô Lugar!. 

Na sequência, o grupo executa as obras Apanhei-te Cavaquinho, de Ernesto Nazareth, Sete Anéis, de Egberto Gismonti e Yatra-Tá, de Tânia Maria. Os concertos serão encerrados com Camundongas, de Laércio de Freitas e Samambaia, de César Camargo Mariano.

SERVIÇO:

Orquestra Jovem Tom Jobim

Piano Brasileiro 

Orquestra Jovem Tom Jobim

Nelson Ayres, regência

Tiago Costa, regência

Paulo Braga, piano

MILTON NASCIMENTO (1942 -)

Suíte Milagre dos Peixes [arr. Nelson Ayres] – 6′

CHIQUINHA GONZAGA (1847 – 1935)

Corta Jaca [arr. Tiago Costa] – 5’

PAULO BRAGA (1963-)

Nhonhô da Butica [arr. Tiago Costa] – 6’

PAULO BRAGA (1963-)

Cabeça de Melão [arr. Nelson Ayres] – 6’

PAULO BRAGA (1963-)

Ô Lugar! [arr. Nelson Ayres] – 5’

ERNESTO NAZARETH (1863 – 1934)

Apanhei-te Cavaquinho [arr. Tiago Costa] – 4’

EGBERTO GISMONTI (1947 -)

Sete Anéis [arr. Rodrigo Morte] – 5’

TÂNIA MARIA (1948 -)

Yatra-Tá [arr. Tiago Costa] – 4’

LAÉRCIO DE FREITAS (1941 – 2024)

Camundongas [arr. Tiago Costa] – 4’

CÉSAR CAMARGO MARIANO (1943 -)

Samambaia [arr. Nelson Ayres] – 4’

Concertos:

1 de novembro, sábado, 18h, MASP (auditório)

Ingressos: R$ 26 (meia) e R$ 52 (inteira)

2 de novembro, domingo, 11h, Sala São Paulo

Entrada franca

Duração: 1h30min

Classificação Livre

Nelson Ayres, regência

Iniciou seus estudos musicais com Paul Urbach entre os anos de 1959 e 1962. Foi aluno ainda de Luís Schiavo (1963-1965) e Conrad Bernhard (1966-1967). Sendo professor e diretor do Centro de Desenvolvimento Artístico, de São Paulo, de 1966 a 1969. No mesmo ano, fez o curso de regência com Diogo Pacheco e viajou para os EUA para estudar na Berklee School of Music (Boston), sendo o primeiro brasileiro a receber bolsa para a renomada escola de música. Ainda nos Estados Unidos, estudou piano com Margareth Chaloff e composição com John Adams. Em 1985, foi correalizador do “Projeto Prisma” (disco e show) com César Camargo Mariano, realizando turnês de dois anos pelo Brasil. Em 1985, a convite de César Camargo Mariano, participou do projeto Prisma. Sete anos depois, o pianista assumiu a regência e a direção artística da Orquestra Jazz Sinfônica, função que ocupou por nove anos.

Tiago Costa, regência

Pianista, compositor e arranjador vêm transitando entre a música instrumental, a canção e a música orquestral. Ganhou destaque Como arranjador e teve suas peças gravadas dentro e fora do Brasil com obras registradas pela OSESP e Orquestra Jazz Sinfônica. Trabalhou ao lado de inúmeros artistas de primeira grandeza da música brasileira como Maria Rita, Zizi Possi, Chico Pinheiro, Gilberto Gil, Ivan Lins e Monica Salmaso, tendo já se apresentado nos cinco continentes.

ORQUESTRA JOVEM TOM JOBIM

Dedicada especialmente à música popular brasileira orquestral, a Orquestra Jovem Tom Jobim tem uma sonoridade particular. Ao mesmo tempo em que se insere na tradição das orquestras de rádio e TV, também tem características muito peculiares e recentes. Além do jogo de cintura e polivalência dos grupos de antigamente, a Tom Jobim tem uma face contemporânea, fruto de um repertório formado majoritariamente por arranjos concebidos especialmente para o grupo. No palco, alia-se a potência e expressividade de uma orquestra sinfônica (com naipes de cordas, madeiras e metais), à força e energia da seção rítmica (piano, contrabaixo elétrico, guitarra, bateria e percussão). Dessa união, carregada de vitalidade, resulta um som distinto, uma pronúncia tipicamente brasileira da música de concerto. Criado em 2001, durante o Festival Internacional de Inverno de Campos do Jordão, o grupo de difusão e formação musical da EMESP Tom Jobim, instituição da Secretaria de Cultura, Economia e Indústria Criativas, gerida pela organização social Santa Marcelina Cultura, possibilita vivência orquestral erudita e popular aos bolsistas, por meio do resgate de obras tradicionais de grandes compositores nacionais, com especial dedicação à obra de Tom Jobim, além de pesquisa e experimentação musical. Toda sua programação, da escolha de repertório à dinâmica de ensaios, é realizada pensando na formação dos bolsistas. Os jovens músicos ensaiam e se apresentam com os solistas convidados, e usufruem de um rico intercâmbio de conhecimentos e vivências. A experiência completa – ensaios de alta intensidade, aulas com convidados que são referência em sua área, e exploração de um repertório versátil e inovador – proporcionam aos jovens músicos não apenas um aprimoramento técnico e estilístico, mas um conhecimento profundo do fazer musical.

ESCOLA DE MÚSICA DO ESTADO DE SÃO PAULO – EMESP TOM JOBIM

Referência no ensino brasileiro de música, a EMESP Tom Jobim é uma escola do Governo do Estado de São Paulo gerida pela Santa Marcelina Cultura, Organização Social parceira da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo. Atende gratuitamente cerca de 2.000 alunas e alunos em seus cursos e habilitações em música popular e erudita, da teoria à prática musical. Em 2024, a EMESP Tom Jobim comemorou 35 anos de atuação. A Escola tem como objetivo a formação dos futuros profissionais da música erudita e popular. Com um corpo docente altamente qualificado, a EMESP Tom Jobim vem construindo um projeto pedagógico inovador, com foco no ensino de instrumento, no convívio dos alunos com grandes mestres e nas práticas coletivas (música de câmara e prática de conjunto), além de disciplinas teóricas de apoio. Em constante diálogo com as principais instituições de formação musical do Brasil e do mundo, a EMESP Tom Jobim oferece a cada ano centenas de shows, concertos, workshops e master classes. A EMESP Tom Jobim mantém um eixo de difusão artística complementar às atividades de formação com o objetivo de contribuir para o desenvolvimento de seus alunos e criar uma ponte entre o aprendizado e a profissionalização, além de fomentar a formação de público e a difusão da música em todas as modalidades. A Escola mantém os grupos artísticos: Banda Sinfônica Jovem do Estado, Coral Jovem do Estado, Orquestra Jovem do Estado e Orquestra Jovem Tom Jobim que oferecem bolsas para as alunas e os alunos da Escola.

(Com Julian Schumacher/Santa Marcelina Cultura)

Wagner Tiso celebra 60 anos de carreira no Sesc 24 de Maio

São Paulo, por Kleber Patricio

Show comemora trajetória do pianista, compositor e arranjador, um dos fundadores do Clube da Esquina. Fotos: Divulgação.

No dia 2 de novembro, domingo, às 18h, o Sesc 24 de Maio recebe Wagner Tiso para uma noite de celebração aos 60 anos de carreira e 80 anos de vida do pianista, compositor, arranjador e regente mineiro. Reconhecido como um dos fundadores do Clube da Esquina ao lado de Milton Nascimento, Tiso é autor de uma obra que marcou a música popular brasileira com sofisticação harmônica e espírito inventivo.

No show, o músico revisita momentos emblemáticos de sua trajetória, passando pelo Clube da Esquina, pelo grupo Som Imaginário e por trilhas audiovisuais e composições autorais que se tornaram clássicos. Ele se apresenta acompanhado da Grande Banda e de um quarteto de cordas, sob direção musical e arranjos de Paulo Serau.

Com mais de 30 álbuns lançados, Tiso acumulou parcerias com grandes nomes da música brasileira e internacional e assinou trilhas para cinema, teatro e televisão, além de obras sinfônicas e centenas de arranjos gravados. Sua produção combina erudição e liberdade criativa, transitando entre o popular e o experimental com a mesma naturalidade.

Assista: YouTube

Ouça: Apple Music / Amazon Music / YouTube Music.

Serviço:

Wagner Tiso 

Data: 2/11, domingo, às 18h

Local: Sesc 24 de Maio – Rua 24 de Maio, 109, São Paulo – a 350 metros da estação República do metrô

Classificação: 12 anos

Ingressos: disponíveis no site sescsp.org.br/24demaio ou pelo aplicativo Credencial Sesc SP e nas bilheterias das unidades Sesc SP – R$60 (inteira), R$30 (meia) e R$18 (Credencial Sesc).

Duração: 90 min

Serviço de Van: Transporte gratuito até as estações de metrô República e Anhangabaú. Saídas da portaria a cada 30 minutos, de terça a sábado, das 20h às 23h e, aos domingos e feriados, das 18h às 21h.

Acompanhe nas redes:

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sescsp.org.br/24demaio

Sesc 24 de Maio

Rua 24 de Maio, 109, Centro, São Paulo

350 metros do metrô República

Fone: (11) 3350-6300.

(Com Meyre Vitorino/Assessoria de imprensa Sesc 24 de Maio)

Academia da Ópera Nacional de Paris e Santa Marcelina Cultura realizam intercâmbio e concerto em São Paulo

São Paulo, por Kleber Patricio

Concerto no Grand Amphithéâtre de la Sorbonne em Paris, em julho de 2025, com estudantes da Emesp Tom Jobim. Crédito das fotos: Vincent Lappartient.

Em outubro, a Santa Marcelina Cultura e a Academia da Ópera Nacional de Paris irão realizar a segunda parte de um intercâmbio muito especial que ocorre na Temporada Brasil-França 2025, com a celebração dos 200 anos de relações diplomáticas entre os dois países. Após o convite do Comissário-Geral do Brasil para o ano do intercâmbio cultural Brasil-França 2025, Emílio Kalil, as instituições formalizaram uma parceria que valoriza a formação artística de excelência e a cooperação internacional. As atividades ocorrem por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, com o patrocínio Petrobras e realização da Santa Marcelina Cultura, Governo do Estado de São Paulo, Instituto Guimarães Rosa, Instituto Cultural Acrópole, Ministério da Cultura, Ministério das Relações Exteriores e Governo Federal.

A iniciativa proporciona intercâmbios artísticos e pedagógicos e oferece aos jovens músicos experiências internacionais valiosíssimas, tendo como destaque a criação de uma orquestra especial com 70 integrantes, sendo 35 alunos e alunas dos Grupos Artísticos de Bolsistas da Escola de Música do Estado de São Paulo – Emesp Tom Jobim e 35 músicos do programa ADO – Apprentissage de l’Orchestre – da Academia da Ópera Nacional de Paris.

Em julho deste ano, o grupo realizou concerto no Grand Amphithéâtre de la Sorbonne, em Paris, após uma semana de atividades com os jovens brasileiros por lá. Agora, é a vez de os franceses visitarem o Brasil. Na segunda quinzena de outubro, os encontros culminarão em mais um concerto marcante: dia 26/10, às 16h, na Sala São Paulo.

A regência ficará a cargo de Ana Beatriz Valente, gestora pedagógica da Emesp Tom Jobim. O repertório inclui obras de compositores brasileiros, como O Guarani, de Carlos Gomes, e a 4ª Sinfonia de Heitor Villa-Lobos, além de peças de compositores franceses e europeus, como Georges Bizet, Jacques Offenbach e Charles Gounod.

La Symphonia Botanica no Theatro São Pedro

La Symphonia Botanica, ampla obra sinfônica da compositora Michelle Agnes Magalhães, é fruto de sua pesquisa artística sobre o universo vegetal, explorando a profunda relação entre a música e a natureza. Inspirada pela complexidade e pela sensibilidade do mundo das plantas, a obra convida o ouvinte a uma imersão sonora que desperta reflexões sobre a ecologia e os vínculos vitais entre os seres.

Neste projeto, os solistas do prestigiado grupo francês L’Itinéraire unem-se à Orquestra de Câmara da Universidade de São Paulo (USP) e ao Coral do Guri de São Paulo, promovendo um encontro singular entre músicos profissionais e jovens em formação. Essa colaboração representa um gesto concreto de transmissão de saberes, valorizando a pedagogia musical, o compartilhamento intergeracional e a construção coletiva de experiências artísticas.

Além de sua dimensão artística e pedagógica, o projeto simboliza um importante elo entre França e Brasil, fortalecendo o diálogo cultural entre os dois países. Por meio da música, La Symphonia Botanica promove o intercâmbio entre diferentes tradições, práticas e sensibilidades, reforçando o papel da criação artística como ponte entre nações e culturas.

Histórico

Em 2009, na primeira celebração do Ano da França no Brasil, a Santa Marcelina Cultura participou das comemorações oficiais, iniciando parcerias com importantes instituições culturais francesas, como o Conservatório Nacional Superior de Música e Dança de Paris.

Desde então, são mais de 16 anos de cooperação internacional da Santa Marcelina Cultura com instituições culturais da França, fortalecendo não apenas os laços de amizade, mas principalmente promovendo as trocas, conexões e aprendizados mútuos. “Na Santa Marcelina Cultura, acreditamos que a conexão entre países e instituições possibilita o desenvolvimento dos nossos alunos, alunas e professores, oferecendo uma oportunidade única de vivência internacional, aproximando culturas e enriquecendo suas trajetórias artísticas”, ressalta Paulo Zuben, diretor artístico-pedagógico da Santa Marcelina Cultura.

O intercâmbio entre as duas instituições conta com o apoio do Ministério da Cultura do Brasil, da Secretaria de Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo e de patrocinadores e parceiros das duas organizações.

TEMPORADA BRASIL-FRANÇA 2025 | EMESP TOM JOBIM CONVIDA ADO DA ACADEMIA DA ÓPERA NACIONAL DE PARIS

ANTONIO CARLOS GOMES (1836–1896)

Il Guarany

Abertura

GEORGES BIZET (1838–1875)

Carmen Suíte nº 1

  1. Prélude & Aragonais
  2. Intermezz

 

III. Seguedille

  1. Les Dragons d’Alcala
  2. Les Toréadors

 

CHARLES GOUNOD (1818–1893)

Roméo et Juliette

Air de Capulet, “Allons jeunes gens, allons belles dames” – Vinicius Atique

Valse de Juliette, “Je veux vivre dans le rêve” – Maria Carla Pino

JACQUES OFFENBACH (1819–1880)

Orphée aux enfers

Duo de la mouche – Vinicius Atique e Maria Carla Pino

HEITOR VILLA-LOBOS (1887–1959)

Bachianas Brasileiras nº 4, W424

  1. Prelúdio (Introdução)
  2. Coral (Canto do Sertão)
  3. Ária (Cantiga)
  4. Dansa (Miudinho)

 

Concerto: 26 de outubro, domingo, 16h

Local: Sala São Paulo (Praça Júlio Prestes, 16, Campos Elíseos, São Paulo/SP)

Ingressos: R$ 30 (meia-entrada) e R$ 60 (inteira), aqui

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La Symphonia Botanica no Theatro São Pedro

La Symphonia Botanica, ampla obra sinfônica da compositora Michelle Agnes Magalhães, é fruto de sua pesquisa artística sobre o universo vegetal, explorando a profunda relação entre a música e a natureza. Neste projeto, os solistas do prestigiado grupo francês L’Itinéraire unem-se à Orquestra de Câmara da Universidade de São Paulo (USP) e ao Coral do Guri de São Paulo, promovendo um encontro singular entre músicos profissionais e jovens em formação.

Concerto: 26 de outubro, domingo, 11h

Local: Theatro São Pedro (Rua Barra Funda, 171 – Barra Funda, São Paulo)

Ingressos: R$ 3,75 (meia-entrada) a R$ 7,50 (inteira), aqui.

(Com Julian Schumacher/Santa Marcelina Cultura) 

Tom Zé apresenta show “Era Tudo Verdade!” no Show na Praça do Sesc Bom Retiro

São Paulo, por Kleber Patricio

Foto: Fernando Laszlo.

Tom Zé e banda voltam aos palcos para única apresentação no Show na Praça do Sesc Bom Retiro no dia 30 de outubro, às 21h, com o espetáculo “Era Tudo Verdade!”. Acompanhado dos músicos Daniel Maia (guitarra e voz) Cristina Carneiro (teclado e voz), Andreia Dias (voz), Felipe Alves (baixo e voz) e Fábio Alves (bateria), Tom Zé apresenta grandes sucessos do seu extenso repertório – do qual o último disco lançado é o “Língua Brasileira”, de 2022 –, incluindo sucessos como “Augusta, Angélica, Consolação” e “Menina Amanhã de Manhã”.

Aos 89 anos – completados no início do mês –, natural de Irará, radicado em São Paulo desde 1968, Tom Zé recebeu em setembro o título de cidadão paulistano em cerimônia realizada na Câmara Municipal de São Paulo pela notória contribuição do artista tropicalista à cultura brasileira e também à cidade que permeia sua obra em diferentes canções, desde a citada “Augusta, Angélica e Consolação”, como também em “São São Paulo Meu Amor” ou, ainda, em “A Briga do Edifício Itália Com o Hilton Hotel”, entre outras.

Tom Zé contou com um início de carreira bem-sucedido, com o LP Grande liquidação (1968). Por vezes, entretanto, dependeu primeiramente de um olhar estrangeiro para a compreensão e apreciação de sua obra no Brasil. Durante os anos 1970, Tom caía no ostracismo conforme seus álbuns se tornavam cada vez mais ambiciosos. Foi em meados dos anos 1980 que se deu a primeira intervenção estrangeira em sua trajetória: David Byrne, ex-líder dos Talking Heads, descobriu por acaso o álbum Estudando o samba em uma de suas vindas ao Brasil e, durante os anos 1990 e 2000, se tornou uma peça fundamental na construção da carreira internacional do artista brasileiro. Agraciado com o Prêmio Shell pelo conjunto da obra em 2003, também Artista do Ano pelo Prêmio Bravo! 2006, Tom Zé foi biografado pelo jornalista Pietro Scaramuzzo, em edição lançada em 2019 primeiro na Itália, sob o título L’ultimo tropicalista [Add Editore] e, no ano seguinte, no Brasil p,elo Edições Sesc, sob o título O Último Tropicalista. Seu álbum de estúdio mais recente, Língua Brasileira, é de 2022.

Serviço:

Tom Zé | Show Era Tudo Verdade!

Dia 30/10, quinta, 21h

Valores: R$21 (Credencial Plena), R$35 (Meia) e R$70 (Inteira).

Local: Praça de Convivência (800 lugares). 18 anos.

Venda de ingressos disponíveis pelo APP Credencial Sesc SP, no site sescsp.org.br/bomretiro ou nas bilheterias.

Como funciona o Show Na Praça

O show acontece em uma quarta-feira, 16/4, e neste dia o horário de funcionamento do Sesc Bom Retiro é alterado para montagem do espaço:

18h30 – Encerramento dos serviços: Comedoria, Piscina, Central de Atendimento e Biblioteca

19h – Fechamento da Unidade

20h – Abertura para o público do show

Este é um show para ser assistido em pé, dançante e festivo, e as mesas laterais estão dispostas para suporte das pessoas que utilizam a Comedoria – que neste dia, possui um cardápio pensado especialmente para o evento.

ESTACIONAMENTO DO SESC BOM RETIRO – (Vagas Limitadas)

O estacionamento do Sesc oferece espaço para pessoas com necessidades especiais e bicicletário. A capacidade do estacionamento é limitada. Os valores são cobrados igualmente para carros e motos. Entrada: Alameda Cleveland, 529.

Valores: R$8 a primeira hora e R$3 por hora adicional (Credencial Plena). R$17 a primeira hora e R$4 por hora adicional (Outros). Valores para o público de espetáculos à noite, por período – R$11 (Credencial Plena). R$21 (Outros). Horários: Terça a sexta: 9h às 20h. Sábado: 10h às 20h. Domingo: 10h às 18h.

Importante: Em dias de evento na Praça de Convivência, o estacionamento funciona até o término da apresentação.

TRANSPORTE GRATUITO

O Sesc Bom Retiro oferece transporte gratuito circular partindo da Estação da Luz. O embarque e desembarque ocorre na saída CPTM/José Paulino/Praça da Luz. No dia de espetáculos, o serviço atende até o término da apresentação.

Consulte os horários disponíveis de acordo com a programação no link.

Fique atento se for utilizar aplicativos de transporte para vir ao Sesc Bom Retiro! É preciso escrever o endereço completo no destino, Alameda Nothmann, 185, caso contrário o aplicativo informará outra rota/destino.

Sesc Bom Retiro

Alameda Nothmann, 185. CEP 01216-000.

Campos Elíseos, São Paulo – SP. Telefone: (11) 3332-3600

Siga o @sescbomretiro nas redes sociais:

Facebook, Instagram e Youtube /sescbomretiro.
(Com Flávio Aquistapace/Assessoria de imprensa Sesc Bom Retiro)

Expansão agrícola e degradação da Caatinga ameaçam macaco que só ocorre no Brasil

Caatinga, por Kleber Patricio

Animal consta como Criticamente em Perigo de extinção na Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza. Foto: Niall Perrins / iNaturalist / CC BY-NC 4.0.

Expansão agrícola, degradação florestal e outras mudanças no uso da terra podem estar colocando em risco a sobrevivência do guigó-da-Caatinga – um macaco nativo e exclusivo do Brasil. O alerta vem de um estudo publicado na revista Regional Environmental Change, conduzido em parceria pelas Universidades Federais do Rio Grande do Norte (UFRN) e de Sergipe (UFS), além do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Primatas Brasileiros (CPB) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Os achados reforçam a urgência de ações de planejamento e conservação para evitar a extinção da espécie, já classificada como Criticamente em Perigo de extinção.

Para entender como o ambiente do guigó-da-Caatinga se transformou ao longo do tempo, os pesquisadores analisaram 84 paisagens distintas que indicavam tanto locais onde a espécie foi registrada (46) quanto áreas em que ela não estava presente (38). Essas paisagens foram definidas a partir de registros de ocorrência compilados para a espécie e cruzadas com mapas de uso e cobertura do solo gerados pela plataforma MapBiomas – esses mapas revelaram, ano a ano, se as regiões eram formadas por florestas, pastagem ou agricultura, por exemplo. Com isso, a equipe comparou mudanças na vegetação durante 37 anos e avaliou como o avanço no uso da terra afetou as áreas investigadas e a presença do macaco.

Um quarto das áreas de floresta dentro da distribuição do guigó-da-Caatinga foi convertido em pastagens. Como resultado, esse bioma perdeu cerca de 17% de florestas no período analisado, sendo que aproximadamente 10% dessa área existente em 1985 foi convertida em pastos. Para a pesquisadora Bianca Guerreiro, principal autora do estudo, esses números são preocupantes. “Os guigós precisam das matas e árvores para obter recursos, como alimentação e abrigo e também para se locomoverem”, exemplifica.

Atualmente, cerca de 54% da região habitada pelo guigó-da-Caatinga está tomada por agricultura ou terrenos sem vegetação. As pastagens, que ocupavam 30% da área em 1985, passaram a cobrir 42% em 2021 – um salto de 40%. Segundo os autores, esse aumento representa diversos riscos para os guigós. Além de fragmentar o habitat em pequenas manchas isoladas, expõe a espécie à pressão humana e à presença do gado, que torna o solo mais compacto, prejudicando a infiltração de água e o crescimento de novas plantas. Os autores também destacam que, ao caminhar sobre pequenas mudas de árvores, o gado contribui para limitar a regeneração e a manutenção das florestas em longo prazo.

Essa fragmentação do habitat pode estar limitando a dispersão da espécie. Em um estudo adicional já submetido, os autores verificaram que em regiões mais desmatadas inseridas em áreas agrícolas, há maior densidade populacional de guigós – ou seja, mais indivíduos concentrados em menos espaço. “Isso sugere que os grupos estão adensados em fragmentos isolados, provavelmente em função da baixa conectividade da paisagem”, explica Guerreiro. “Esse confinamento traz várias consequências, como o aumento da competição por recursos, a redução da variabilidade genética e maior vulnerabilidade a distúrbios, como um incêndio, um surto de doença ou mesmo a expansão de atividades humanas em um fragmento”, ressalta.

Em 2021, menos de 9% do bioma Caatinga contava com áreas protegidas. Entre 2021 e 2022, o guigó-da-Caatinga, nativo e restrito a essa região, foi reconhecido como Criticamente em Perigo de extinção na Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza e pelo governo brasileiro. Guerreiro defende que pesquisas como esta podem auxiliar órgãos governamentais e não governamentais na identificação de locais críticos para monitoramento e ações de mitigação de perda de biodiversidade, guiando a recuperação florestal e a criação de áreas protegidas. “Os resultados também reforçam a importância de conciliar produção e conservação, o que pode ser incentivado por programas de formação técnica e subsídios específicos e direcionados”, conclui a autora, acrescentando que a equipe já conduz novas pesquisas para continuar contribuindo com o conhecimento sobre o guigó e seu habitat.

(Fonte: Agência Bori)