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Lazer & Gastronomia

São Paulo, SP

Quatro viagens no tempo, um só lugar: o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual

por Kleber Patrício

Devido ao sucesso das três expedições em realidade virtual iniciadas em setembro de 2025, o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual anuncia a prorrogação de suas atividades. Além da extensão do prazo, o centro cultural traz uma novidade de peso: a exibição simultânea de quatro roteiros distintos que transportam os visitantes por bilhões de anos de […]

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CAIXA Cultural Rio de Janeiro apresenta mostra “Filmes Cubanos Restaurados”

Rio de Janeiro, por Kleber Patricio

La Muerte de un Burocrata (A Morte de um Burocrata) – 1966 – filme estará presente na mostra Filmes Cubanos Restaurados.

A partir do dia 22 de julho, a CAIXA Cultural do Rio de Janeiro embarca em uma viagem no tempo, na qual filmes do cinema cubano, que passaram por uma restauração histórica, serão exibidos gratuitamente. Com patrocínio da CAIXA e do Governo Federal, sob curadoria de Silvia Oroz e Gregory Baltz, a mostra “Filmes Cubanos Restaurados” exibe ao público carioca uma seleção de obras icônicas do cinema cubano, agora com uma maior qualidade de imagem e som. Como convidadas especiais Mirtha Ibarra (atriz de cinema, teatro e televisão) e Lola Calviño (Ex-vice diretora da EICTV e Vice-diretora da Cinemateca de Cuba), duas expoentes do cinema cubano.

Até o dia 3 de agosto serão exibidos 15 filmes, divididos entre 8 longas-metragens e 7 curtas. Será uma oportunidade única de celebrar a memória cinematográfica de Cuba e seu impacto cultural duradouro no continente latino-americano. Vale ressaltar que sob a direção de Luciano Castillo, a Cinemateca de Cuba vem realizando um importante trabalho de restauração e difusão dos grandes clássicos cubanos.

A mostra preparou uma programação diversificada, reunindo especialistas para debater o cinema cubano e a preservação audiovisual. O público poderá participar de um bate-papo com Mirtha Ibarra sobre o clássico “Morango e Chocolate” (Fresa y Chocolate), além de uma conversa com Lola Calviño sobre o trabalho da Cinemateca Cubana na restauração de filmes. Haverá também debates com Silvia Oroz, Mirtha Ibarra e Lola Calviño, explorando a história do cinema cubano, enquanto Fábio Vellozo e Hernani Heffner, da Cinemateca do MAM-RJ, discutirão os desafios da preservação audiovisual na América Latina. Como destaque, Afrânio Mendes Catani ministrará uma masterclass sobre a obra do renomado cineasta Tomás Gutiérrez Alea. Para garantir acessibilidade, o evento contará com sessões adaptadas, incluindo legendas descritivas. Essa iniciativa oferece uma valiosa oportunidade para aprofundar o conhecimento sobre a produção cinematográfica cubana e sua importância cultural.

A ideia de produzir a mostra surgiu em 2024, em uma conversa entre os curadores em uma viagem por Cuba, México, Argentina. “Estou dirigindo um documentário sobre a vida e a obra de Silvia Oroz, que tem uma importância ímpar dentro do cinema latino-americano. Em Cuba, durante uma das entrevistas que realizamos com Luciano Castillo, diretor da Cinemateca de Cuba – em meio a essa conversa sobre a trajetória cinematográfica do país, e enquanto lembrávamos com entusiasmo de comediantes como Piñeiro y Garrido -, Luciano mencionou que alguns filmes cubanos estavam sendo restaurados. Foi nesse contexto que surgiu, espontaneamente, a ideia de realizar uma mostra dedicada aos filmes cubanos restaurados”, conta o realizador Gregory Baltz. (Nota: Silvia vive no Brasil desde 1979, quando fugiu da ditadura argentina).

Dentre os filmes que estão na programação, há de destacar “Morango e Chocolate” (Fresa y Chocolate, 1995) de Tomás Gutiérrez Alea e Juan Carlos Tabío, que foi indicado ao Oscar de Melhor Filme Internacional. Outro clássico de Tomas Gutiérrez Alea que será programado é “Memórias do Subdesenvolvimento” (Memorias del Subdesarrollo, 1968), exibido em cópia restaurada no Festival de Cannes, em 2016, reafirmando a relevância do cinema cubano no cenário internacional.

Também vale uma lupa para “La Muerte de un Burocrata” (A Morte de um Burocrata), restaurado pelo Academy of Motion Picture Arts and Sciences (Archives). O filme passou em 2019 no Venice Classics uma sessão de clássicos restaurados no festival de Veneza.

A lista se completa com os longas-metragens “Giselle” (Giselle) – 1965, “Lucía” (Lucía) – 1968, “Uma Luta Cubana Contra os Demônios” (Una Pelea Cubana contra los Demonios) – 1971, “De Certa Maneira” (De Cierta Manera) – 1974, “A Última Ceia” (La Ultima Cena) – 1976, e os curtas-metragens “Irei a Santiago” (Ire a Santiago) – 1964, “Fábrica de Tabaco” (Excursion a Vueltabajo) – 1965, “Ilha do Tesouro” (Isla del Tesoro) – 1969, “Poder Local, Poder Popular” (Poder Local, Poder Popular) – 1970, “Guanabacoa, a Crônica da Minha Família” (Guanabacoa, Cronica de Mi Familia) – 1966, “E Temos Sabor” (Y Tenemos Sabor) – 1967 e “Atenção Pré-natal” (Atención Prenatal) – 1972.

Nota da Curadoria

Somente 83 dias depois da Revolução Cubana, em 1º de janeiro de 1959, foi criado o Instituto Cubano de Arte e Indústria Cinematográficos (ICAIC). Com a participação intensa de cineastas como Tomás Gutiérrez Alea, Julio García Espinosa, Alfredo Guevara, Santiago Álvarez e Sara Gómez, o cinema cubano passou a ganhar reconhecimento mundial, destacando-se como uma das expressões culturais mais vibrantes da América Latina.

A Escola Internacional de Cinema e TV de San Antonio de los Baños, criada em Cuba, foi pioneira no continente ao propor uma formação audiovisual de caráter internacional. Grandes nomes do cinema mundial, como Francis Ford Coppola, Robert Redford, Costa-Gavras, George Lucas, Ruy Guerra e Steven Spielberg, passaram pela instituição como professores ou convidados, fortalecendo os laços culturais entre Cuba e o mundo.

Programação completa, sinopses, fotos e vídeos: clique aqui.

ATIVIDADES PARALELAS 

A mostra trará ao Rio de Janeiro duas grandes personalidades do cinema cubano: Lola Calviño e Mirtha Ibarra. Lola Calviño, vice-diretora da Cinemateca de Cuba, é hoje a principal referência em políticas públicas para o audiovisual no país. Mirtha Ibarra é a atriz mais destacada da ilha, com uma carreira marcante no cinema cubano.

BATE-PAPOS

Bate-papo 1 – 22 de julho (terça-feira), às 18h30, após a sessão de “Morango e Chocolate”. Duração 1h. A atriz cubana Mirtha Ibarra fala sobre sua atuação em “Morango e Chocolate” (1993), de Tomás Gutiérrez Alea. O filme foi indicado ao Oscar de Melhor Filme Internacional e exibido em festivais como Berlim, Chicago e Gramado.

Bate-papo 2 – 23 de julho (quarta-feira), às 18h25, após a sessão de “Memórias do Subdesenvolvimento”. Duração 1h. A vice-diretora da Cinemateca de Cuba, Lola Calviño, fala sobre o processo de restauração dos filmes cubanos realizado nos últimos anos.

MESAS DE DEBATE

Debate 1

26 de julho (sábado) – 18h – duração 1h30. Lola Calviño, Mirtha Ibarra e Silvia Oroz (curadora) conversam sobre a história do cinema cubano.

Debate 2

31 de julho (quinta-feira) – 18h – duração 1h30. Fábio Vellozo e Hernani Heffner conversam sobre preservação na América Latina.

Masterclass: O cinema de Tomás Gutierrez Alea

0 de agosto às 14h30 – duração 2h

Masterclass com o professor Afrânio Mendes Catani sobre o cinema de Tomás Gutierrez Alea.

SESSÕES DE ACESSIBILIDADE

A mostra fará sessões com legenda descritiva nos seguintes dias:

– 25 de julho, às 18h: filme “A morte de um Burocrata” (16 anos)

– 26 de julho, às 16h: filme “A última ceia” (16 anos)

– 27 de julho, às 13h20: filme “De certa maneira” (16 anos)

– 29 de julho, às 16h; filme “A morte de um burocrata” (16 anos)

– 30 de julho, às 15h20: filme “A última ceia” (16 anos)

– 2 de agosto, às 18h10: filme “De certa maneira” (16 anos) 

Sobre os Curadores

Silvia Oroz 

Silvia Oroz é autora do livro pioneiro “Cinema de lágrimas: o melodrama da América Latina”. Primeira obra do mundo a analisar o cinema a partir da perspectiva latino-americana, foi adaptado para o cinema por Nelson Pereira dos Santos no filme “Cinema de Lágrimas” (1995) no qual Silvia também foi roteirista. Também é autora das duas edições da coleção “Os filmes que não filmei” uma realizada com Cacá Diegues e outra com o diretor cubano Tomas Gutierrez Alea. Autora de “30 anos de cinema novo”, livro realizado com apoio da RioFilme e da Imprensa da Cidade do RJ. Professora universitária com passagem pela UNB, Universidade Estácio de Sá, Faculdade Hélio Alonso, entre outras. Silvia segue ministrando aulas para diferentes países como Colômbia, Estados Unidos, México, Paraguai. Estudou na primeira faculdade de cinema da América Latina, UNLP, Universidad Nacional de La Plata e realizou seu mestrado na Universidade de Brasilia (UNB). Possui o título de Doutor Honoris Causa por la Universidad Autónoma de México. Dirigiu coletivamente o filme “Informes y testimonios” (1973), primeira obra cinematográfica da cidade de La Plata na Argentina. Silvia também foi coordenadora da área de pesquisa e documentação da Cinemateca do Museu de Arte Moderna (MAM).

Gregory Baltz

Gregory Baltz é pós-graduado em Produção Audiovisual pela FACHA, argumentista e produtor executivo do longa-metragem Chica Xavier (em pós-produção) e da série documental Dia de Luz, Festa de Sol, sobre Roberto Menescal, em fase de finalização para o Canal Brasil. Também é diretor e roteirista do longa documental Silvia Oroz e o Cinema de Lágrimas da América Latina, atualmente em finalização. Foi curador da mostra Em cima da Terra, Embaixo do Céu – Os Cinemas de Walter Lima Jr., realizada na CAIXA Cultural RJ em 2024. Como roteirista e diretor teve três curtas selecionados em festivais como É Tudo Verdade, Festival de Brasília e o Grande Prêmio do Cinema Brasileiro.

Convidadas

Lola Calviño

Licenciada em História da Arte pela Universidade de Havana. Foi assistente de direção e roteirista de documentários no ICAIC (Instituto Cubano del Arte e Indústria Cinematográficos), instituição onde trabalha desde 1974. Foi vice-diretora da Escola Internacional de Cinema e Televisão de San Antonio de los Baños (EICTV). Atualmente é vice-diretora da Cinemateca de Cuba. Junto com Mario Naito, compilou o livro Memórias de Cuba Baila; também realizou a seleção de textos para Aventuras de Juan Quin Quin. Roteiro Cinematográfico, volume que inaugurou a coleção “Roteiro cubano”, da Ediciones ICAIC. É viúva do cineasta e ensaísta Julio García-Espinosa, um dos diretores mais importantes do Novo Cinema Latino-Americano.

Mirtha Ibarra

Atriz de cinema, teatro e televisão. Em 2025, foi agraciada com o Prêmio Nacional de Cinema. Graduada pela Escola Nacional de Arte de Cuba e Licenciada em Literatura Latino-Americana pela Universidade de Havana, seus primeiros passos profissionais nos palcos remontam a 1967, integrando grupos teatrais emblemáticos da ilha, como o Teatro Estudio, o Teatro Bertolt Brecht, o Teatro de Arte Caribenho e El Público. Entre 2000 e 2001, realizou uma extensa turnê teatral pela Espanha com a peça “Obsesión habanera” (Obsessão Havanera), da qual é autora, protagonista e codiretora.

Seu debut no cinema ocorreu em 1976, com um pequeno papel no filme A Última Ceia (La última cena), de seu marido Tomás Gutiérrez Alea (Titón), mas foi com Até Certo Ponto (Hasta cierto punto, 1983), também de Titón, que conquistou seu primeiro papel de protagonista e, com ele, o Prêmio Coral de Melhor Atuação Feminina no V Festival Internacional do Novo Cinema Latino-Americano de Havana.

O ano de 1993 marcou um novo ponto de virada em sua carreira, ao retomar o personagem de Nancy (interpretado em Adorables mentiras) para o aclamado filme Morango e Chocolate (Fresa y chocolate, 1993). Graças ao seu trabalho, obteve o Prêmio Coral de Melhor Atriz Coadjuvante no XV Festival do Novo Cinema Latino-Americano de Havana, entre outros reconhecimentos.

Em 2007, foi publicada na Espanha a primeira edição do epistolário de Tomás Gutiérrez Alea, a partir da seleção de cartas, poemas, esboços (viñetas), fotos e desenhos feita por ela. Em 2008, o livro foi publicado em Cuba, recebendo uma reedição em 2018. Também em 2008, estreou o documentário Titón, de Havana a Guantanamera (1928-1996), e em 2020 inaugurou em Havana a Casa de Titón y Mirtha, um espaço onde é possível encontrar o acervo documental (papelería) de Tomás Gutiérrez Alea, e que tem como propósito impulsionar a pesquisa em torno de sua obra.

Serviço:

Mostra Filmes Cubanos Restaurados

De 22 de julho a 3 de agosto de 2025

CAIXA Cultural Rio de Janeiro – Unidade Passeio

Rua do Passeio, 38 – Centro, Rio de Janeiro/RJ

Acesso para pessoas com deficiência

Entrada gratuita

Horários da bilheteria: terça a sábado, das 13h às 19h | domingos e feriados, das 13h às 18h.

Retirada de ingressos a partir de 30 minutos antes de cada sessão e atividade programada

Classificação indicativa: 16 anos

Informações: (21) 3083-2595 | site da CAIXA Cultural | @caixaculturalrj.

(Com Alexandre Aquino/Assessoria de imprensa CAIXA)

Exposição “Alumbramento” ocupa galeria do Museu Nacional durante o Festival Latinidades 2025

Brasília, por Kleber Patricio

Pôster da mostra Alumbramento. Créditos: Divulgação.

A exposição “Alumbramento”, que tem curadoria de Nathalia Grilo, chega ao Museu Nacional da República, no centro de Brasília, a partir do dia 23 de julho. Como parte da programação do Festival Latinidades, que neste ano celebra sua 18ª edição, a mostra propõe uma experiência imersiva e sensível, comandada por práticas artísticas que nascem à margem dos centros institucionais e do mercado, conectando criação, espiritualidade, território e resistência. O local receberá obras de artistas nacionais como Antonio Obá, Lucia Laguna e intervenções artísticas de Antonio Bandeira e Oswaldo Guayasamín.

A mostra, que reúne um conjunto de artistas negros e indígenas, celebra o processo criativo de artesãos de áreas predominantemente marginalizadas, como norte, Nordeste, Centro-Oeste e sul do Brasil. A proposta curatorial é unir, por meio das obras, reflexões inseparáveis dos modos de vida e das cosmologias de seus autores, questionando lógicas hegemônicas da arte e propondo outros caminhos de existência e criação.

Assinada por Lorena Peña e Wesley Pacheco, Alumbramento é uma exposição que se idealiza a partir do cosmograma bantu Dikenga, que compreende a existência como um ciclo de quatro movimentos manifestados pelo sol: Mûsoni (Sul), a área aplicada aos jovens criadores fora do circuito convencional e inspirada pelo lado invisível e do potencial não-manifesto nas obras. Logo em sequência, Kala, ala leste, para autores com trajetórias em consolidações, e que se traduz pela aurora e por surgimentos das formas. Já Tukula, no setor norte, é empenhado para os artífices com produção madura, com olhar para a plenitude e para o ápice da força criativa. Finalizando os ciclos, o local abrigará o ambiente Luvemba, área oeste, que será destinada a artistas já falecidos como o pintor brasileiro Antonio Bandeira e o equatoriano Oswaldo Guayasamín.

Para a curadora Nathalia Grilo, a mostra é também uma celebração do gesto criativo como fundamento da dignidade do fazer e do existir: “Alumbramento é um estado sensível e criativo que se instala em fendas do tempo como testemunho de uma experiência que vibra nos interstícios entre o terreno e o espiritual. É o ato de desentranhar beleza das coisas por meio da audácia e da sensibilidade”, diz.

A exposição reunirá obras de 25 artistas, entre eles estão Ana Neves (Pernambuco), André Nodoa (Fortaleza), Arorá (Brasília), Antonio Bandeira (Fortaleza), Antonio Obá (Ceilândia), Dani Guirra (Salvador), João do Nascimento (Salvador), Guayasamín (Quito, Equador), Gilson Plano (Brasília), Josafá Neves (Brasília), Josi (Mina Gerais), Lane Marinho (Recife), Lucia Laguna (Rio de Janeiro), Luma Nascimento (Salvador), Nathalia Grilo (Salvador), Nelson Crisóstomo (Brasília), Nivalda Assunção (Brasília), Maxwell Alexandre (Rio de Janeiro), Paty Wolf (Brasília), Pedro Neves (Brasília), Rafaela Kennedy (Brasília), Romulo Alexis (Salvador), Sergio Vidal (Salvador), Suyan de Mattos (Brasília), Vitória Vatroi (Salvador).

A mostra, que conta com patrocínio master da Shell Brasil e faz parte da programação do Festival Latinidades 2025, segue em exposição durante um mês e ficará aberta ao público até dia 24 de agosto na Galeria 3 do Museu Nacional da República, em Brasília, com entrada gratuita.

Serviço:

Exposição Alumbramento

Data: de 23 de julho e 24 de agosto

Local: Setor Cultural Sul, Lote 2 próximo à Rodoviária do Plano Piloto, Brasília – DF, 70070-150

Ingressos: Entrada gratuita

Mais informações: @festivallatinidades.

Sobre o Instituto Afrolatinas | O Afrolatinas é uma organização sem fins lucrativos que atua por meio das artes, da cultura e da educação para promover equidade de gênero e raça, contribuir para a difusão e o reconhecimento de narrativas, saberes e memória, além de impulsionar a autonomia financeira e a redução das violências contra as mulheres negras.
(Com Gabriel Aquino/Agência Lema)

Confira a programação do 55º Festival de Inverno de Campos do Jordão até 23 de julho

Campos do Jordão, por Kleber Patricio

Parque do Capivari. Foto: Íris Zanetti.

Reconhecido como o maior e mais tradicional evento de música clássica da América Latina, o Festival de Inverno de Campos do Jordão chega à sua 55ª edição em 2025. A programação artística acontece até 3 de agosto e está dividida entre oito locais de apresentações, sendo quatro em Campos do Jordão e quatro na capital paulista. O Festival é uma realização da Fundação Osesp e do Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas.

Para esta 55ª edição, o público poderá conferir cerca de 88 concertos, todos com entrada gratuita, distribuídos entre quatro locais da cidade da Serra da Mantiqueira: o tradicional Auditório Claudio Santoro (apresentações de sexta a domingo); o popular Parque Capivari (sábados e domingos); a belíssima Capela São Pedro Apóstolo, localizada no Palácio Boa Vista (sábados, domingos e também em 31 de julho) que conta, ainda, com uma ótima vista das montanhas e um café para aquecer as tardes frias; e o histórico Espaço Cultural Dr. Além, que volta a integrar a programação do Festival depois de seis anos, com agenda de atividades distribuída durante a semana. A capital paulista também recebe uma programação repleta de atrações: na Sala São Paulo, as apresentações ocorrem na Sala de Concertos, na Sala do Coro; e na nova Estação Motiva Cultural. No Instituto Mackenzie, serão três recitais de professores e bolsistas, entre 23 e 25 de julho.

Considerado a “espinha dorsal” do Festival, seu Módulo Pedagógico oferece, nesta edição, 141 bolsas de estudo a jovens músicos: são 123 bolsas para instrumentistas, seis para regentes, seis para pianistas e seis para violonistas. Durante um mês, os alunos participarão de atividades de Orquestra, Música de Câmara (Instrumento), Núcleo de Música Antiga (dividido em Grupo Instrumental e Madrigal), Camerata, Regência, Piano e Violão, além de integrarem a Orquestra do Festival, a Orquestra Bach do Festival (de Música Antiga) e a Camerata do Festival — todas com diversos concertos agendados em Campos do Jordão e em São Paulo.

A programação atualizada pode ser acessada no site oficial do Festival de Campos do Jordão.

TERCEIRA SEMANA DO FESTIVAL

A Capela do Palácio Boa Vista. Foto: Lucca Mezzacappa.

Entre os dias 18 e 23 de julho, a programação do Festival de Inverno de Campos do Jordão segue dando destaque aos concertos de bolsistas, professores e grupos convidados em diversos palcos da capital e da cidade serrana.

A Estação Motiva Cultural, novo espaço multiuso anexo à Sala São Paulo, terá uma semana agitada e com programação extensa: o destaque fica para a semifinal e final do Prêmio PALMA, dias 16 e 18 de julho. No dia 18, teremos a Orquestra Bach do Festival, com o Madrigal do Festival. No dia 20, concerto com alunos do Festival e nos dias 21 e 22, recitais de piano/piano e voz.

A Camerata do Festival volta para mais duas apresentações esta semana, desta vez com regência de Stéphanie-Marie Degand, dia 19, no Auditório Claudio Santoro, em Campos do Jordão, e dia 21, na Sala São Paulo, com solos do trompetista Fábio Brum.

O Espaço Cultural Dr. Além estará dedicado, nesta semana, às apresentações de grupos de câmara formados por alunos do Festival, com concertos entre os dias 16 e 18. A programação é retomada no dia 23 com o Grupo Ubuntu.

Na Capela São Pedro Apóstolo, no Palácio Boa Vista, teremos a apresentação dos 2º e 3º colocados no Prêmio Palma, dia 20, e um duo de violas, dia 19.

O Auditório Claudio Santoro, localizado no parque que também abriga o Museu Felícia Leirner, terá um final de semana recheado de atrações. No dia 18, recebe o Quarteto Ulysses, que toca no dia anterior, em SP. No dia 19, além da Camerata do Festival, o auditório recebe a Orquestra Filarmônica de Goiás, com participação da premiada pianista Sônia Rubinsky. E no dia 20, para fechar o final de semana, mais duas apresentações: a Orquestra Experimental de Repertório e um recital com o vencedor do Prêmio PALMA.

Camerata no Auditório Claudio Santoro. Foto: Lucca Mezzacappa.

Por fim, o Parque Capivari – local com maior circulação de público durante o inverno – recebe três concertos: no sábado, dia 19, a Sinfônica Joseense e a Orquestra Jovem de Mogi das Cruzes. E no domingo, dia 20, teremos a Banda Sinfônica de Taubaté.

A partir do dia 23, quarta-feira da próxima semana, começam as apresentações no Instituto Mackenzie, com a participação de alunos do Festival.

PRÊMIOS E BOLSAS

O Prêmio Eleazar de Carvalho contemplará o/a bolsista que mais se destacar nessa edição, concedendo a ele/a uma bolsa de US$ 1.400 mil (um mil e quatrocentos dólares) mensais para estudar por um período de até nove meses em uma instituição estrangeira de sua escolha, além de ter cobertas as despesas de traslado entre o Brasil e o exterior. A Fundação Osesp poderá, ainda, premiar outros bolsistas que se destacarem durante as atividades do Festival com bolsas na Academia de Música da Osesp.

SOBRE O FESTIVAL DE INVERNO DE CAMPOS DO JORDÃO

Criado em 1970 pelos maestros Eleazar de Carvalho, Camargo Guarnieri e Souza Lima, o Festival de Campos do Jordão combina, com excelência, uma programação de música de concerto a um trabalho pedagógico amplo e qualificado. Ao longo das 54 edições anteriores, o evento se consolidou como o maior e mais importante festival de música clássica da América Latina, oferecendo aos bolsistas a vivência com importantes nomes da música nacional e internacional e, paralelamente, uma programação cultural de qualidade, que beneficia não somente a cidade de Campos do Jordão (SP) como todo o seu entorno, ampliando as oportunidades de acesso à música erudita.

REALIZAÇÃO

A 55ª edição do Festival de Inverno de Campos do Jordão tem o patrocínio de Sabesp, Itaú, Yelum Seguradora e Toyota, e apoio de UNISA, Minalba e CAS Tecnologia, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura e da Lei Paulo Gustavo. Parceiro de Mídia: Folha de São Paulo. Apoio institucional: Emesp Tom Jobim e Prefeitura Municipal de Campos do Jordão. Realização: Fundação Osesp, Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, Ministério da Cultura e Governo Federal – União e Reconstrução. O evento tem direção geral de Marcelo Lopes, coordenação artístico-pedagógica de Fabio Zanon, direção pedagógica de Rogério Zaghi e coordenação de planejamento artístico de Gabriela de Souza. A coordenação de produção executiva e técnica é de Alessandra Cimino.

| PROGRAMAÇÃO DE CONCERTOS – 18 A 23 DE JULHO |

ESPAÇO CULTURAL DR. ALÉM

18 JUL SEX 18H30

ARTISTAS DO FESTIVAL

Programa a ser anunciado.

ESTAÇÃO MOTIVA CULTURAL 

18 JUL SEX 19H00

MADRIGAL DO FESTIVAL

JESSE RODIN regente

MARÍA CRISTINA KIEHR preparadora vocal

Josquin des PREZ

Adieu mes amours [Adeus, meus amores]

Gaude Virgo [Alegra-te, Virgem]

Missa Gaudeamus

Tu Solus qui facis mirabilia [Apenas você é quem faz maravilhas]

ORQUESTRA BACH DO FESTIVAL

DEREK TAM regente

Georg Philipp TELEMANN | Suíte em mi menor: Abertura

Wilhelm Friedemann BACH | Adagio e Fuga, F.65

AUDITÓRIO CLAUDIO SANTORO 

18 JUL SEX 20H30

QUARTETO ULYSSES

CHRISTINA BOUEY violino

RHIANNON BANERDT violino

PETER DUDEK viola

VIOLA GRACE HO violoncelo

Jessie MONTGOMERY | Voodoo dolls [Bonequinhas vodu]

Ludwig van BEETHOVEN | Quarteto nº 6 em Si bemol maior, Op. 18, nº 6

DIVERSOS | Músicas folclóricas dinamarquesas [arranjos de Danish String Quartet]

Felix MENDELSSOHN-BARTHOLDY | Quarteto nº 4 em Mi bemol menor, Op. 44, nº 2

ESTAÇÃO MOTIVA CULTURAL 

18 JUL SEX 10H30

PRÊMIO PALMA – FINAL

Programa a ser anunciado.

PARQUE CAPIVARI 

19 JUL SÁB 11H00

ORQUESTRA SINFÔNICA JOSEENSE

WILLIAM COELHO regente

Clarice ASSAD | Três pequenas variações sobre o tema “A maré encheu”

Edmundo VILLANI-CÔRTES | Os Borulóides

Cibelle J. DONZA | Da Terra

Heitor VILLA-LOBOS | Sinfonietta nº 1

Tom JOBIM | Passarim [arranjo de Roberto Rodrigues]

AUDITÓRIO CLAUDIO SANTORO 

19 JUL SÁB 16H00

ORQUESTRA FILARMÔNICA DE GOIÁS

NEIL THOMSON regente

SONIA RUBINSKY piano

Modest MUSSORGSKY | Uma noite no Monte Calvo [orquestração de Nikolai Rimsky-Korsakov]

Alexander SCRIABIN | Concerto para piano em fá sustenido menor, Op. 20

Ludwig van BEETHOVEN | Abertura Egmont, Op. 84

Claudio SANTORO | Sinfonia nº 13

PARQUE CAPIVARI 

19 JUL SÁB 16H30

ORQUESTRA SINFÔNICA JOVEM DE MOGI DAS CRUZES

LELIS GERSON regente

IBERÊ CARVALHO viola

Antônio Carlos GOMES | Fosca: Abertura

Radamés GNATALLLI | Concerto para viola e orquestra de cordas

Mozart Camargo GUARNIERI | Dança brasileira

César GUERRA-PEIXE | Suíte sinfônica nº 2 — Pernambucana

CAPELA DO PALÁCIO BOA VISTA 

19 JUL SÁB 17H00

ANDRÉ MORAES viola

CÉSAR AUGUSTO PETENÁ viola

César Augusto PETENÁ

Céu de Pitangueiras

Paca Pimenta

Ventos do Sul

André MORAES | Cavalo árabe

César Augusto PETENÁ

Teu sorriso

Iguaçu

Siriri no escuro

Patu

Arnon TAVARES, Maurício RIBEIRO, César Augusto PETENÁ | Suíte mumbuca

César Augusto PETENÁ, André MORAES | Mistura paulista

César Augusto PETENÁ

Subião

Despreocupado

ESTAÇÃO MOTIVA CULTURAL 

19 JUL SÁB 19H00

ARTISTA A SER ANUNCIADO

AUDITÓRIO CLAUDIO SANTORO 

19 JUL SÁB 20H30

CAMERATA DO FESTIVAL

STÉPHANIE-MARIE DEGAND regente

FABIO BRUM trompete

André-Modeste GRÉTRY | A caravana do Cairo: Abertura

Joseph HAYDN | Concerto para trompete em mi bemol, Hob. VII: 1:3

Théo CHARLIER | Solo de concurso para trompete e orquestra

Franz SCHUBERT | Sinfonia nº 4 em dó menor, D 417 — Trágica

SALA SÃO PAULO 

20 JUL DOM 11H00

ORQUESTRA FILARMÔNICA DE GOIÁS

NEIL THOMSON regente

SONIA RUBINSKY piano

Modest MUSSORGSKY | Uma noite no Monte Calvo [orquestração de Nikolai Rimsky-Korsakov]

Alexander SCRIABIN | Concerto para piano em fá sustenido menor, Op. 20

Ludwig van BEETHOVEN | Abertura Egmont, Op. 84

Claudio SANTORO | Sinfonia nº 13

AUDITÓRIO CLAUDIO SANTORO 

20 JUL DOM 11H00

ORQUESTRA EXPERIMENTAL DE REPERTÓRIO

WAGNER POLISTCHUK regente

JOÃO VITOR MENDES flauta

Daniel HAVENS | Festival overture, Op. 8

Jacques IBERT | Concerto para flauta

Antonín DVORÁK | Sinfonia nº 9 em mi menor, Op. 95 — Do Novo Mundo

CAPELA DO PALÁCIO BOA VISTA 

20 JUL DOM 11H00

VENCEDORES DO CONCURSO PALMA – 2º e 3º COLOCADOS

Programa a ser anunciado.

PARQUE CAPIVARI 

20 JUL DOM 12H00

BANDA SINFÔNICA DE TAUBATÉ

CESAR PIMENTA regente

James SWEARINGEN

Invicta

Majestia

Novena

Jacob de HAAN | Ammerland

Steven REINEK | The witch and the saint [A bruxa e a santa]

Alfred REED | The first suite for band [A primeira suíte para banda]

AUDITÓRIO CLAUDIO SANTORO 

20 JUL DOM 16H30

VENCEDORES DO CONCURSO PALMA

Programa a ser anunciado.

ESTAÇÃO MOTIVA CULTURAL 

21 JUL SEG 19H00

MAX BARROS piano

ANGELICA DE LA RIVA soprano

Programa a ser anunciado.

SALA SÃO PAULO 

21 JUL SEG 20H00

CAMERATA DO FESTIVAL

STÉPHANIE-MARIE DEGAND regente

FABIO BRUM trompete

André-Modeste GRÉTRY | A caravana do Cairo: Abertura

Obra a ser anunciada

Franz SCHUBERT | Sinfonia nº 4 em dó menor, D 417 — Trágica

ESTAÇÃO MOTIVA CULTURAL 

22 JUL TER 19H00

ROGÉRIO ZAGHI piano

SOLISTA A SER ANUNCIADO

Programa a ser anunciado.

ESPAÇO CULTURAL DR. ALÉM 

23 JUL QUA 18H30

UBUNTU

IBERÊ CARVALHO

MARCOS ARAGONI piano

César GUERRA-PEIXE | Três peças

Marlos NOBRE

Três cantos de Iemanjá

Desafio I para viola e piano

Poema II para viola e piano, Op. 94, nº 2

Astor PIAZZOLLA | Le grand tango

Baden POWELL | Canto de Xangô [arranjo de Uaná Barreto]

MACKENZIE – AUDITÓRIO ESCOLA AMERICANA 

23 JUL QUA 19H00

ARTISTAS DO FESTIVAL

Programa a ser anunciado.

SERVIÇO:

55º Festival de Inverno de Campos do Jordão

Data: 5 de julho a 3 de agosto de 2025

Ingressos: Entrada gratuita.

Auditório Claudio Santoro, Sala São Paulo, Sala do Coro e Estação Motiva Cultural: ingressos neste link cinco dias antes de cada apresentação, ao meio-dia (limitada a quatro por pessoa). Observação: há uma cota de 100 ingressos para serem retirados no dia de cada apresentação na Sala São Paulo e no Auditório Claudio Santoro, e de 50 ingressos na Estação Motiva Cultural. Eles estarão disponíveis 1h antes dos concertos. Eles estarão disponíveis 1h antes dos concertos.

Capela São Pedro Apóstolo e Espaço Cultural Dr. Além: distribuição de ingressos presencial, 1h antes, na entrada dos locais (limitada a dois por pessoa).

Parque Capivari: acesso livre.

Locais (Campos do Jordão e São Paulo):

AUDITÓRIO CLAUDIO SANTORO

Av. Dr. Luís Arrobas Martins, 1.880, Alto da Boa Vista, Campos do Jordão, SP. Tel. (12) 3662-2334. 814 lugares. Gratuito. Horário de funcionamento: somente em dias de concerto, a partir de 2h30 antes do início das apresentações. Concerto acessível – recursos de acessibilidade: audiodescrição e interpretação em Libras no dia 06/jul; e audiodescrição no dia 12/jul. É necessário confirmar presença até três dias antes do evento pelo e-mail contato@vercompalavras.com.br.

PARQUE CAPIVARI

Eng. Diogo José de Carvalho, 1.291, Capivari, Campos do Jordão, SP. Gratuito (entrada livre, sem necessidade de retirada de ingressos). Horário de funcionamento: diariamente, das 9h às 20h.

ESPAÇO CULTURA DR. ALÉM

Avenida Dr. Januário Miraglia, 1.582, Abernéssia, Campos do Jordão, SP. Tel. (12) 3664-2300. 186 lugares. Gratuito. Horário de funcionamento: de segunda a sexta, das 8h às 17h30.

PALÁCIO BOA VISTA – CAPELA SÃO PEDRO APÓSTOLO

Av. Adhemar Pereira de Barros, 3.001, Jardim Dirce, Campos do Jordão, SP. 90 lugares. Gratuito. Horário de funcionamento: de quarta a domingo, das 10h às 12h e das 14h às 17h.

SALA SÃO PAULO – SALA DE CONCERTOS

Praça Júlio Prestes, 16, Térreo, Campos Elíseos, São Paulo, SP. Tel. (11) 3367-9500. 1.388 lugares. Gratuito. Horário de funcionamento: de segunda a sexta, das 9h às 18h. Concerto acessível – recurso de acessibilidade: audiodescrição nos dias 13 e 27/jul, e 03/ago. É necessário confirmar presença até três dias antes do evento pelo e-mail contato@vercompalavras.com.br.

SALA SÃO PAULO – SALA DO CORO

Praça Júlio Prestes, 16, 2º andar, Campos Elíseos, São Paulo, SP. Tel. (11) 3367-9500. 150 lugares. Gratuito. Horário de funcionamento: de segunda a sexta, das 9h às 18h

ESTAÇÃO MOTIVA CULTURAL

Praça Júlio Prestes, 16, Térreo, Campos Elíseos, São Paulo, SP. Tel. (11) 3367-9500. 543 lugares. Gratuito. Horário de funcionamento: de segunda a sexta, das 9h às 18h. Concerto acessível – recurso de acessibilidade: audiodescrição no dia 17/jul. É necessário confirmar presença até três dias antes do evento pelo e-mail contato@vercompalavras.com.br.

INSTITUTO MACKENZIE – AUDITÓRIOS ESCOLA AMERICANA

Rua Piauí, 130, Higienópolis, São Paulo, SP. Tel. (11) 2114-8000. 250 lugares. Gratuito.

Mais informações:

Site oficial do Festival |  YouTube oficial | Instagram oficial | Facebook oficial.

(Com Alexandre Félix/Fundação Osesp)

Artista Maria Auxiliadora é tema de peça em cartaz no teatro do Sesc Bom Retiro

São Paulo, por Kleber Patricio

Foto: Zé Barretta.

O espetáculo “Maria Auxiliadora”, que celebra os 20 anos da Cia dOs Inventivos, faz curta temporada no Sesc Bom Retiro, com apresentação de 25 a 27/7, sexta a domingo – sexta e sábado às 20h e domingo, às 18h. Com direção geral de Flávio Rodrigues e dramaturgia assinada por Dione Carlos, o espetáculo conta com os artistas Adilson Fernandes, Aysha Nascimento, Danilo de Carvalho, Dirce Thomaz, Edi Cardoso (stand-in), Flávio Rodrigues, Lucas Ramos, Marcos di Ferreira, Natali Conceição, Taynã Azevedo e Val Ribeiro em cena. Ambientada entre as décadas de 1940 a 1970, a peça reconstrói a cena de uma época, quando famílias chegavam para ajudar a construir a cidade. Entre elas está a de Maria Auxiliadora (1935–1974) e seus irmãos, uma grande família de artistas negros que migram para a zona norte de São Paulo. Imersa em um ambiente criativo, fruto da convivência familiar e comunitária, Maria Auxiliadora se torna artista visual reconhecida em sua produção composta por pinturas, costuras e bordados.

Pelas veredas do Teatro Popular Musical, a Cia dOs Inventivos convida o público a pensar sobre ética comunitária, famílias alargadas e práticas ancestrais herdadas e reatualizadas na cidade, numa ode e reverência à vida e obra da artista plástica Maria Auxiliadora da Silva, além de destacar a participação da população negra na construção da metrópole paulistana.

O cenário do espetáculo é composto por um mobiliário amontoado, numa referência às dificuldades de uma vida precária na cidade. A cenografia se transforma para dar lugar à residência da família Silva, ao ateliê, às ruas, à praça da República, aos bailes e aos barracões.

Já o figurino reflete as habilidades da família Silva, que costurava as próprias roupas, a representação dos corpos nas obras produzidas por Maria Auxiliadora e seus irmãos e a tecelagem estética de confecção e pintura de tecidos entre as décadas de 1940 a 1970. Por fim, a trilha sonora bebe no samba, no jongo, nos batuques, nas congadas e no samba-rock.

Cia dOs Inventivos

A Cia dOs Inventivos é um grupo de teatro que surgiu em 2004, focado em pesquisas e criação de espetáculos que abordam temas como identidade, ancestralidade, relações raciais e a construção da cidade de São Paulo, especialmente a partir da perspectiva negra. O grupo se destaca por suas produções que celebram a cultura afro-brasileira e a história de personalidades como Maria Auxiliadora da Silva e Carolina Maria de Jesus. Entre suas produções está a “Trilogia Inventiva”, baseada na obra “Viva o povo Brasileiro” de João Ubaldo Ribeiro, e “Um Canto Para Carolina”, com base em “Quarto de Despejo”, de Carolina Maria de Jesus. O projeto atual, Maria Auxiliadora, foi contemplado por dois editais do Programa de Fomento ao Teatro.

SERVIÇO:

Maria Auxiliadora

Com Cia dOs Inventivos | Direção: Flávio Rodrigues

25 a 27 de julho. Sexta e sábado, 20h. Domingo, às 18h.

Local: teatro (297 lugares). 14 anos.

Valores: R$18 (Credencial Plena), R$30 (Meia) e R$60 (Inteira).

Venda de ingressos disponíveis pelo APP Credencial Sesc SP, no site sescsp.org.br/bomretiro ou nas bilheterias.

Estacionamento do Sesc Bom Retiro – (vagas limitadas)

O estacionamento do Sesc oferece espaço para pessoas com necessidades especiais e bicicletário. A capacidade do estacionamento é limitada. Os valores são cobrados igualmente para carros e motos. Entrada: Alameda Cleveland, 529.
Valores: R$8 a primeira hora e R$3 por hora adicional (Credencial Plena). R$17 a primeira hora e R$4 por hora adicional (Outros). Valores para o público de espetáculos: R$ 11 (Credencial Plena). R$ 21 (Outros).

Horários: Terça a sexta: 9h às 20h. Sábado: 10h às 20h. Domingo: 10h às 18h. IMPORTANTE: Em dias de evento à noite no teatro, o estacionamento funciona até o término da apresentação.

Transporte gratuito

O Sesc Bom Retiro oferece transporte gratuito circular partindo da Estação da Luz. O embarque e desembarque ocorre na saída CPTM/José Paulino/Praça da Luz. Consulte os horários disponíveis de acordo com a programação no link.

Fique atento se for utilizar aplicativos de transporte particular para vir ao Sesc Bom Retiro. É preciso escrever o endereço completo no destino, Alameda Nothmann, 185, caso contrário o aplicativo informará outra rota/destino.

Sesc Bom Retiro

Alameda Nothmann, 185. CEP 01216-000.
Campos Elíseos, São Paulo – SP. Telefone: (11) 3332-3600

Siga o @sescbomretiro nas redes sociais: Facebook, Instagram, Youtube /sescbomretiro.

(Com Flávio Aquistapace/Assessoria de imprensa Sesc Bom Retiro)

Em Manaus, laboratório para reciclagem de plástico fortalece economia circular

Manaus, por Kleber Patricio

Fotos: Márcio Oliveira/FAS.

Cada brasileiro gera, em média, 64 quilos de resíduo plástico por ano, totalizando cerca de 13,7 milhões de toneladas, segundo o Panorama dos Resíduos Plásticos no Brasil, divulgado pela Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe) em 2022.

Diante desse cenário, iniciativas voltadas à reciclagem ganham ainda mais relevância. Um exemplo é o Laboratório de Reciclagem de Resíduos Plásticos, reinaugurado em fevereiro, no bairro Colônia Terra Nova, em Manaus (AM), pela Fundação Amazônia Sustentável, Innova S.A e Associação de Catadores de Materiais Recicláveis do Amazonas (ASCARMAN). O espaço reforça a gestão de resíduos sólidos e impulsiona a reciclagem do poliestireno (PS) pós-consumo, contribuindo para o fortalecimento da economia circular.

O projeto, já em sua segunda fase, atua em 6 bairros de Manaus, e com membros da ASCARMAN, beneficiando diretamente 32 pessoas nos componentes de infraestrutura, educação ambiental e geração de renda complementar.

Mensalmente, a ASCARMAN recolhe mais de 60 toneladas de resíduos que serão reciclados e comercializados para a Videolar-Innova S.A., promovendo um ciclo sustentável de reaproveitamento.

A reinauguração faz parte do projeto InnPacto Amazônia, da empresa Innova, que busca desenvolver uma tecnologia inovadora para a reutilização do poliestireno. A iniciativa é realizada pela Fundação Amazônia Sustentável (FAS) em parceria com a Videolar-Innova S.A. e conta com o apoio da Secretaria Municipal de Limpeza Pública (Semulsp) e da ASCARMAN.

A Innova apoia a ASCARMAN, em parceria com a Fundação Amazônia Sustentável (FAS), em projeto de inserção da resina poliestireno (PS) na economia circular com o ECO-PS®, resina pioneira no Brasil.

O ECO-PS®, nascido em Manaus, possui até 30% de material reciclado em sua composição e oferece as mesmas propriedades mecânicas da resina virgem. Suas aplicações são muito versáteis, em eletrodomésticos, materiais de escritório e impressoras, dentre outras. O trabalho da ASCARMAN é duplamente virtuoso, à medida em que gera oportunidades de renda para os catadores e colabora para uma cidade de Manaus mais limpa e inserida no contexto da economia circular.

Os envolvidos no projeto passaram por formações, por meio da empresa Benevolência, a fim de que eles mobilizem seus bairros com ações de educação ambiental, como evitar lixeiras inapropriadas e incentivar a população a utilizar mais os Pontos de Entrega Voluntária (PEVs) para o descarte correto de resíduos sólidos. Outra iniciativa do projeto é a divulgação de uma campanha de conscientização sobre a importância da reciclagem, com a colagem de cartazes em seis bairros de Manaus.

“A reinauguração simboliza a valorização de um trabalho muitas vezes invisibilizado: a coleta seletiva. Além disso, o projeto prevê capacitação para os participantes, conscientização sobre o valor monetário dos resíduos e os impactos positivos da reciclagem”, explica Valcléia Lima, superintendente de Desenvolvimento Sustentável de Comunidades da FAS.

Ela acrescenta que reconhecer os resíduos como uma oportunidade de geração de renda e como um trabalho digno fortalece não apenas a atuação dos catadores, mas também o combate às mudanças climáticas. “Isso engrandece muito nossa capacidade de contribuir na mitigação contra as mudanças climáticas, porque tudo começa com a nossa atitude”, enfatiza.

Valorização

Para Andreia Soares, catadora e secretária da ASCARMAN, a reinauguração do laboratório representa um avanço significativo para a categoria. “Nós, catadores, somos responsáveis por trazer os materiais para a reciclagem. O laboratório trará reconhecimento social e incentivo financeiro para nosso trabalho”, destaca.

Ela também reforça a necessidade de conscientização da população sobre o processo de reciclagem. “Nós sofremos um preconceito social muito forte. Há pessoas que pensam que entregar o material reciclável já é suficiente, mas há todo um processo de triagem, limpeza e armazenamento antes da reutilização. Esse ciclo precisa ser compreendido para que o sistema funcione de maneira eficiente”, explica. As ações incluem melhorias na infraestrutura, educação ambiental e geração de renda complementar.

Um dos principais objetivos é transformar a ASCARMAN em um empreendimento social de reciclagem de plásticos, baseado na economia circular e em parcerias estratégicas, como a Semulsp e associações comunitárias de outros bairros. Além disso, há o planejamento para que a associação preste serviços para empresas e condomínios.

“Temos metas a cumprir antes de transformar a ASCARMAN em um modelo de negócio sustentável. Tudo será feito de forma democrática, garantindo dignidade aos catadores que dependem dessa atividade e compreendem o valor do plástico na economia circular”, explica a superintendente da FAS.

Sobre a FAZ | A Fundação Amazônia Sustentável (FAS) é uma organização da sociedade civil sem fins lucrativos que atua pelo desenvolvimento sustentável da Amazônia. Sua missão é contribuir para a conservação do bioma, para a melhoria da qualidade de vida das populações da Amazônia e valorização da floresta em pé e de sua biodiversidade. Com 17 anos de atuação, a instituição tem números de destaque, como o aumento de 202% na renda média de milhares famílias beneficiadas e a queda de 39% no desmatamento em áreas atendidas.

(Com Emmanuele Araújo Melo de Campos/Up Comunicação)