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Momentos presentes e conexões reais: estudo mostra que brasileiros querem mais “tempo de qualidade”

São Paulo, por Kleber Patricio

Com base em 1.000 conversas nas redes, análise da Orbit Data Science revela uma tendência crescente: viver com calma, estar presente e cultivar conexões reais se tornou um desejo coletivo. Foto: Divulgação/gerada por IA.

Cansado da rotina, das telas e da pressa, o brasileiro quer viver de forma mais leve – é o que aponta um novo estudo da Orbit Data Science que analisou mais de 1.000 conversas públicas nas redes sociais para entender o que significa “tempo de qualidade” hoje. O resultado é um retrato de um país que busca pausas, vínculos e experiências simples, como por exemplo, cozinhar junto, conversar e rir sem pressa como sinônimo de amor e bem-estar.

O novo estudo da Orbit Data Science — baseado em 1.000 conversas públicas mapeadas nas redes sociais X e Bluesky — revela que esse conceito hoje é entendido como uma verdadeira “linguagem do amor”, um modo de demonstrar presença e afeto, em vez de apenas falar sobre eles.

Segundo a análise, quase 40% das menções tratam o tempo de qualidade como forma de expressar amor e vínculo, enquanto 9% associam o tema à criação de memórias afetivas. A pesquisa indica que o valor está menos no luxo ou no planejamento e mais na intenção: cozinhar junto, conversar, assistir a um filme ou até dividir o silêncio aparecem como exemplos de experiências que fortalecem as relações pessoais.

Mas a busca por esses momentos esbarra em obstáculos concretos. Mais de 60% das pessoas citam o excesso de obrigações como principal barreira para viver tempo de qualidade, seguido pela falta de disposição ou companhia com quem realmente se identificam (15,8%). É um retrato de uma sociedade que valoriza a presença, mas não encontra espaço para ela.

O estudo mostra ainda que o celular ocupa um papel ambíguo nessa equação: 2,2% mencionam o uso do telefone como forma de relaxar, enquanto 2,7% afirmam que “menos tela” significa mais qualidade de vida. Cerca de 10% reconhecem a necessidade de se afastar do aparelho para estar mais presentes, um paradoxo que revela como o digital é, ao mesmo tempo, ferramenta de conexão e fonte de dispersão.

Essa tensão entre conexão e presença abre caminho para um entendimento mais sofisticado da vida emocional e da cultura de consumo. “Marcas que oferecem tempo, em vez de tomá-lo, ganham relevância. A próxima fronteira do marketing não é capturar atenção, mas devolver presença”, explica Lena Império, gerente de projetos da Orbit Data Science. “As pessoas estão redesenhando seus valores em torno do tempo. Ele deixou de ser apenas um recurso produtivo e passou a ser uma métrica de afeto. E isso muda a forma como nos relacionamos com marcas, trabalho e relacionamentos”, complementa.

PERFIS DE COMPORTAMENTO MAPEADOS

O levantamento também identificou quatro principais perfis de comportamento em torno do tema: as chamadas “personas”, no termo técnico de pesquisa. Os Carentes expressam culpa e frustração pela ausência desses momentos e buscam compensação constante. Os Esforçados, ou Pragmáticos, tentam otimizar o tempo livre com atividades significativas. Já os Fechados veem o ‘tempo de qualidade’ como pressão e preferem ficar sozinhos. Por fim, os Doadores, mais propositivos, criam ativamente ocasiões para estarem com outras pessoas, como amigos e familiares. Na prática, essas categorias refletem modos distintos de entender o bem-estar emocional e podem ajudar empresas e criadores de conteúdo a se comunicar de forma mais autêntica.

Outro ponto de destaque é o impacto geracional do conceito: enquanto adultos citam o ‘tempo de qualidade’ como antídoto à rotina, jovens o encaram como forma de pertencimento e autocuidado. A tendência indica uma virada cultural em que desacelerar deixa de ser sinônimo de preguiça e passa a representar maturidade emocional e prioridade afetiva.

Para além das relações pessoais, o estudo mostra que o ‘tempo de qualidade’ se tornou também valor social e até político. Aproximadamente 6% dos comentários analisados associam o tema à ideia de “direito”, sobretudo entre mulheres e cuidadores, que reivindicam pausas e convivência como parte da qualidade de vida. Em contrapartida, 2% veem esses momentos como “privilégio”, sinalizando desigualdades no acesso ao descanso e lazer.

Com esses dados, a Orbit reforça o papel dos estudos comportamentais como bússola para entender transformações culturais. O conceito de ‘tempo de qualidade’ transcende o ambiente doméstico e começa a influenciar escolhas de consumo, gestão de tempo e até políticas de bem-estar corporativo. “O desafio das marcas e instituições é compreender que tempo de qualidade não é só ausência de pressa, mas presença intencional. É nesse espaço que nascem vínculos genuínos, confiança e propósito”, conclui Lena.

A análise foi baseada em 1.000 conversas nas redes sociais X e Bluesky coletadas entre 25 de agosto de 2024 e 25 de agosto de 2025, com metodologia proprietária da Orbit Data Science e nível de confiança de 95%. O artigo completo pode ser acessado no site.

Sobre a Orbit Data Science | A Orbit Data Science é uma empresa especializada em análise de dados e tendências de mercado, oferecendo insights estratégicos para marcas em diversos setores. Com expertise em big data e inteligência artificial, a Orbit ajuda empresas a tomarem decisões informadas e a se destacarem em um mercado cada vez mais competitivo.

(Com Felipe Mortara/Kyvo PR)

Carnavalescos Gabriel Haddad e Leonardo Bora participam de três exposições simultâneas

Rio—São Paulo, por Kleber Patricio

Gabriel Haddad e Leonardo Bora – Exposição Manguezal. Foto: Rafael Arantes.

Os carnavalescos Gabriel Haddad e Leonardo Bora participam de três exposições simultâneas em importantes instituições do Rio de Janeiro e de São Paulo, onde apresentam obras de naturezas diversas, todas atravessadas pelo carnaval. No Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro, eles integram a recém-inaugurada “Manguezal”, com curadoria de Marcelo Campos. No Paço Imperial, participam da mostra que apresenta os premiados da 16ª edição do PIPA, um dos mais importantes prêmios da arte contemporânea brasileira, sendo os primeiros artistas do carnaval a vencerem o prêmio. Em São Paulo, desenhos da dupla compõem a exposição “Trabalho de Carnaval”, com curadoria de Ana Maria Maia e Renato Menezes. Paralelamente às exposições, eles assinam o projeto artístico da Unidos de Vila Isabel para o desfile de 2026, com enredo sobre o sambista e multiartista Heitor dos Prazeres, intitulado “Macumbembê, Samborembá: Sonhei que um Sambista Sonhou a África.” 

No Paço Imperial, até o dia 16 de novembro de 2025, Haddad e Bora apresentam a instalação inédita “Rebordar”, composta por 12 quilômetros de fios de malha, cordas, cordões, cabos de luz e tubos de plástico, utilizados para “costurar” um globo de ferro a um manto de tecido. A instalação também utiliza materiais como rendas, pastilhas, galões, franjas, espelhos, paetês, botões, fuxicos e placas de acetato, comumente utilizados no dia a dia dos ateliês que produzem o “maior espetáculo da Terra”. Juntamente com a instalação, os artistas também apresentam um conjunto de desenhos de projetos de fantasias e carros alegóricos dos desfiles de 2018 e 2022. A exposição coletiva também reúne trabalhos de Andréa Hygino, Flávia Ventura e Darks Miranda e para marcar o encerramento, no dia 15 de novembro, às 14h, serão realizadas conversas na Sala dos Archeiros, onde também será lançado o catálogo do prêmio deste ano, com distribuição gratuita (quantidade limitada), que conta com imagens da mostra, e uma entrevista de Haddad e Bora com o curador Luiz Camillo Osorio.

Gabriel Haddad e Leonardo Bora – Rebordar. Foto: Fabio Souza.

“Rebordar” sintetiza vivências, memórias e materialidades carnavalescas: “A nossa estreia na Marquês de Sapucaí ocorreu em 2018, quando desenvolvemos para a Acadêmicos do Cubango um enredo que era encerrado com uma interpretação carnavalizada do Manto da Apresentação de Arthur Bispo do Rosario, veste ritual e obra de arte que literalmente norteou todo o processo criativo. As pessoas perguntavam se aquilo era uma escultura ou uma fantasia gigante e passavam horas nos ajudando a colar retalhos. Também escreviam os seus próprios nomes e anotavam pedidos diversos, ou seja, o manto passou a ser uma obra coletiva, um arquipélago de memórias. Agora, em 2025, conectamos os vestígios de 2018 a um globo de ferro que sintetiza a abertura do desfile que concebemos artisticamente para a Acadêmicos do Grande Rio, em 2022. A releitura do globo de Exu pode gerar múltiplas interpretações poéticas, o que nos reanima e dá novos significados às memórias que bordamos”, contam os artistas, que adiantam que a obra também recebeu materiais que sobraram do processo de feitura dos protótipos das fantasias idealizadas para o desfile de 2026 da Unidos de Vila Isabel.

No CCBB RJ, Haddad e Bora apresentam, na exposição “Manguezal”, uma instalação site-specific chamada “Vermelho-Mangue”, que reinterpreta um conjunto de peças escultóricas originalmente concebidas para a cenografia do segundo carro alegórico do desfile de 2025 da Grande Rio. Inserida em um enredo que celebrava a encruzilhada cultural do Tambor de Mina paraense, a alegoria, intitulada “Quem é de barro, no igapó, é Caruana”, representava os seres encantados que habitam os manguezais marajoaras, os Caruanas, e a arte em cerâmica que expressa milênios de saberes e hibridações. Na visão dos autores, “Vermelho-Mangue” amplia o imaginário do manguezal como espaço de encantamento, oralidade e criação coletiva.

Gabriel Haddad e Leonardo Bora – Exposição Trabalho de Carnaval – Pinacoteca de São Paulo.

A centelha criativa da obra é a observação de espécimes vegetais e animais existentes nos manguezais brasileiros, com ênfase na árvore Mangue Vermelho e na coloração de crustáceos, como o caranguejo Aratu. “O jogo lexical evoca o tom vermelho-sangue. O emaranhado de raízes e galhos (veias e artérias) confeccionados com espuma, tecidos e materiais que oriundos de diferentes criações carnavalescas (reprocessamento e ressignificação), convida o público a um mergulho no ‘útero do mundo’, reflexão acerca do fervilhar da vida observado no ecossistema em questão”, dizem Haddad e Bora. A obra traz, ainda, luzes e fios elétricos que dão ritmo ao conjunto visual. As peças que, na Marquês de Sapucaí, deram contornos a uma visão onírica dos manguezais da Amazônia, agora se misturam a uma instalação inédita, enredando memórias, sons, resquícios, sensações: “Trata-se de uma instalação produzida no barracão da Vila Isabel, com esculturas da Grande Rio. Ou seja: as ideias de fluxo, mistura e cruzamento já estão aí”, sintetiza a dupla.

Na Pinacoteca de São Paulo, Bora e Haddad estão elencados entre os 70 artistas que compõem a exposição “Trabalho de Carnaval”, mosaico do qual fazem parte nomes como Alberto Pitta, Bajado, Bárbara Wagner, Heitor dos Prazeres, Rosa Magalhães, Joãosinho Trinta, Maria Augusta Rodrigues e Rafa Bqueer. Três estudos realizados pela dupla para elementos alegóricos do desfile de 2019 da Acadêmicos do Cubango são apresentados aos visitantes. Na expografia, os desenhos dialogam com o filme “A Alma das Coisas”, de Douglas Soares e Felipe Herzog, que poeticamente narra o nascimento e a morte de uma escultura de isopor, justamente o boneco Babalotim do carro abre-alas do desfile em questão, intitulado “Igbá Cubango: a alma das coisas e a arte dos milagres”. “A feitura de estudos, esboços, croquis, trabalhos parcialmente pintados, riscados a grafite, é o nosso cotidiano. Para nós, é muito interessante expor esses desenhos ‘miúdos’, inacabados, e revisitar um processo de criação que nos levou a refletir sobre os ex-votos e as religiosidades populares do Brasil. E mais interessante ainda é perceber que esses trabalhos estão em uma exposição que também conta com estudos de Marina Vergara para esculturas dos carnavais de 2024 e 2025 da Grande Rio, e com a pintura de Heitor dos Prazeres, o enredo que estamos desenvolvendo para o carnaval da Vila Isabel de 2026. O passado e o futuro se conectam, sempre girando”, finalizam os artistas.

SOBRE OS ARTISTAS

Gabriel Haddad e Leonardo Bora. Foto: Rafael Arantes.

Gabriel Haddad e Leonardo Bora são multiartistas e professores brasileiros que encontram nas linguagens das escolas de samba a sua principal encruzilhada criativa. Enquanto carnavalescos, desenvolveram narrativas escritas e visuais para agremiações como Mocidade Unida do Santa Marta, Acadêmicos do Sossego, Acadêmicos do Cubango, Acadêmicos do Grande Rio e Unidos de Vila Isabel. Na Grande Rio, merece destaque o cortejo de 2022, “Fala, Majeté! Sete Chaves de Exu”, campeão do Grupo Especial carioca ao celebrar as potências de Exu. Misturando vozes e materialidades, expuseram trabalhos em instituições como o Museu de Arte do Rio, o CCBB-RJ, o Centre National du Costume (Moulins), o Grand Palais (Paris), o Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica, o Museu Bispo do Rosário Arte Contemporânea, o SESC Pinheiros, o Museu do Samba e o MUHCAB. Os enredos que desfiam em palavras, fantasias e alegorias propõem reflexões acerca de temas como religiosidade, fantasmagoria, metalinguagem e memória. 

SERVIÇO:

Gabriel Haddad e Leonardo Bora no CCBB RJ, no Paço Imperial e na Pinacoteca de São Paulo

Exposição 16ª edição do Prêmio PIPA – Paço Imperial

Até 16 de novembro de 2025

Centro Cultural do Patrimônio Paço Imperial

Praça XV de Novembro, 48 – Centro – Rio de Janeiro – RJ

Terça a domingo e feriados, das 12h às 18h.

Entrada gratuita

Exposição Manguezal – CCBB RJ

Até 2 de fevereiro de 2026

Entrada gratuita – De quarta a segunda, das 9h às 20h (fecha às terças-feiras)

*Aos domingos, das 8h às 9h, atendimento exclusivo para visitação de pessoas com deficiências intelectuais e/ou mentais e seus acompanhantes, conforme determinação legal (Lei Municipal nº 6.278/2017).

Classificação indicativa: Livre

Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro (CCBB RJ)

Rua Primeiro de Março, 66 – 2º andar – Centro – Rio de Janeiro / RJ

Contato: (21) 3808-2020 | ccbbrio@bb.com.br

Mais informações em bb.com.br/cultura

Siga o CCBB RJ nas redes sociais: x.com/ccbb_rj/ | facebook.com/ccbb.rj | @ccbbrj

Exposição Trabalho de Carnaval – Pinacoteca de São Paulo

Abertura 8 de novembro de 2025, às 11 horas, com entrada gratuita

Até 12 de abril de 2026

Aberto todos os dias, exceto terças

Entrada gratuita aos sábados e no segundo domingo de cada mês

Edifício Pina Contemporânea, Grande Galeria – Avenida Tiradentes, 273 – Luz – São Paulo – SP.

(Com Beatriz Caillaux/Midiarte Comunicação)

Vanessa da Mata faz ponte musical com a China e canta ao lado da Orquestra Chinesa de Macau

Macau, por Kleber Patricio

Fotos: Priscila Pride.

Um diálogo singular entre a suavidade e a harmonia do canto brasileiro com o timbre milenar dos instrumentos orientais – neste sábado, a cantora Vanessa da Mata leva sua voz marcante e de rara afinação à China, como representante do Brasil na sétima edição do Encontro em Macau – Festival de Artes e Cultura entre China e os Países de Língua Portuguesa. A artista se apresenta no Grande Auditório do Centro Cultural de Macau, acompanhada pela Orquestra Chinesa de Macau, em um concerto que serve de ponte entre duas culturas distintas.

O repertório reúne sucessos consagrados da cantora e faixas de seu mais recente álbum, Todas Elas, além de uma interpretação especial da ária de ópera “Mio Babbino Caro”. Com uma trajetória consolidada em apresentações sinfônicas, Vanessa tem se destacado pela capacidade de adaptar sua musicalidade a diferentes formações orquestrais. Já se apresentou ao lado de importantes conjuntos de música clássica no Brasil e no exterior, como a Orquestra Filarmônica de Roterdã, na Holanda, em 2017.

A apresentação na China é um importante reconhecimento em sua carreira. Anualmente, o Festival escolhe um artista de um país de língua portuguesa para se apresentar em Macau e Vanessa da Mata é a convidada deste ano. “É uma honra enorme receber este convite e ser a única brasileira a representar a língua portuguesa no festival, cantando com uma orquestra chinesa que tem instrumentos orientais e ocidentais. Será um concerto maravilhoso”, antecipa Vanessa.

O concerto será dirigido pelo Maestro Zhang Lie, diretor musical e maestro principal da Orquestra Chinesa de Macau. Reconhecido como maestro de primeira classe a nível nacional, Zhang Lie tem conduzido diversas orquestras em apresentações internacionais. A Orquestra vai interpretar as canções de Vanessa da Mata que foram especialmente orquestradas para o Festival. O concerto vai unir a sutileza e o lirismo da música tradicional chinesa com a obra da cantora, oferecendo para o público uma experiência musical transcultural.

(Com Igor Basilio)

MAB FAAP amplia presença em exposições no Brasil e no exterior

São Paulo, por Kleber Patricio

Escada – Lygia Clark. Fotos: Divulgação.

O MAB FAAP segue ampliando sua presença no cenário artístico nacional e internacional por meio de importantes empréstimos de obras de seu acervo para exposições no Brasil e no exterior. Durante todo este ano, a instituição – que conta com mais de 3.500 obras em seu acervo – reforçou essa presença de forma ininterrupta.

Atualmente, a obra “Escada”, de Lygia Clark, está em itinerância pela Europa. Depois de integrar a retrospectiva Lygia Clark Retrospektive na Neue Nationalgalerie, em Berlim (23 de maio a 12 de outubro de 2025), a peça segue agora para a Kunsthaus Zürich, na Suíça, onde a mostra será inaugurada em 14 de novembro de 2025 e permanecerá em cartaz até 8 de março de 2026.

No Brasil, o museu participa da exposição Di Cavalcanti: militante, boêmio, brasileiro, que será inaugurada no MAC USP em 8 de novembro de 2025. Para essa mostra, o MAB FAAP empresta três obras de Noemia Mourão, artista cuja produção dialoga com os ideais modernistas brasileiros.

Essas colaborações reforçam o compromisso do MAB FAAP com a difusão e valorização da arte brasileira em diálogo com o público e instituições culturais de diferentes partes do mundo.

(Com Paula Corrêa/Buriti Comunicação)

OSB retorna ao palco do Teatro Cultura Artística nos dias 21 e 22 de novembro

São Paulo, por Kleber Patricio

Maestro Claudio Cruz comanda as apresentações, que contam com João Camarero como solista. Fotos: Divulgação.

Nos dias 21 e 22 de novembro, a Orquestra Sinfônica Brasileira volta ao palco do Teatro Cultura Artística. Sob regência do maestro Claudio Cruz, a OSB apresentará um programa composto por obras de Dimitri Cervo e Alberto Nepomuceno, além de uma estreia mundial de Sergio Assad. O violonista João Camarero é o solista dos concertos.

O concerto tem início com a Abertura 2014, de Dimitri Cervo, composta em 2013 e revisada em 2021. A obra conta com dois temas contrastantes que se entrelaçam constantemente, revelando o domínio do compositor sobre a construção temática e a transformação musical. Conjugando de forma primorosa tradição e modernidade, a obra estabelece um diálogo criativo não apenas com Beethoven, Mozart e compositores minimalistas, mas também com a própria produção de Cervo, ao referenciar sua Abertura Brasil 2012.

O programa segue com a estreia do Concerto para violão e orquestra Cantos e Contos do Brasil, de Sergio Assad. Como sugere o título, a obra é um “canto”, uma expressão musical, e um “conto”, uma narrativa simbólica sobre o país, tecendo um percurso que evoca o espírito narrativo do Brasil. Assad concebeu a peça tendo em mente o solista João Camarero, cuja técnica apurada, liberdade estilística e autenticidade orientaram a escrita.

“É, porém, diante da Sinfonia em sol menor que nossa admiração não encontra limites, e nos sentimos orgulhosos de uma obra de arte, nascida de um espírito brasileiro, e que pode afirmar ao velho mundo o valor da arte deste país, e por isso mesmo da mentalidade dos seus artistas”. As palavras do crítico José Rodrigues Barbosa não fazem menos sentido hoje do que fizeram em 1897, por ocasião da estreia da obra-prima de Nepomuceno. Uma das primeiras composições do gênero assinadas por um brasileiro, a sinfonia permanece sendo uma das criações musicais mais importantes do período e põe em cena toda a maestria técnica do compositor, que a escreveu na Europa durante seus anos de estudo.

PROGRAMA:

DIMITRI CERVO – Abertura Brasil 2014

SERGIO ASSAD  Cantos e Contos do Brasil (Estreia Mundial)

I – Canto das Raízes

II – Conto do Samba

III – Canto Moderno

IV – Conto do Sertão

ALBERTO NEPOMUCENO  Sinfonia em sol menor

I – Allegro con entusiasmo

II – Andante quasi Adagio

III – Presto

IVCon fuoco.

SERVIÇO:

Série Cultura Artística

Dia 21 de novembro (sexta-feira), às 20h

Dia 22 de novembro (sábado), às 17h30

Local: Teatro Cultura Artística (R. Nestor Pestana, 196 – Consolação, São Paulo – SP)

Ingressos: Plateia Central R$100,00 | Plateia Elevada R$80,00 | Balcão R$60,00 | Coro R$50,00

A Orquestra Sinfônica Brasileira

Fundada em 1940, a Orquestra Sinfônica Brasileira é um dos conjuntos sinfônicos mais importantes do país. Em seus 85 anos de trajetória ininterrupta, a OSB é reconhecida pelo pioneirismo de suas ações, tendo sido a primeira orquestra a realizar turnês pelo Brasil e exterior, apresentações ao ar livre e projetos de formação de plateia.
Composta atualmente por mais de 70 músicos brasileiros e estrangeiros, a OSB contempla uma programação regular de concertos e apresentações especiais, além de um amplo projeto de educação musical e democratização de acesso à cultura.

Para viabilizar suas atividades, a Fundação OSB conta com a Lei Federal de Incentivo à Cultura, tem o Instituto Cultural Vale, Shell, Itaú, NTS – Nova Transportadora do Sudeste, Bermudes Advogados, Brookfield e CYMI como patrocinadores, Bradesco e Safra como patrocinadores de série, além de um conjunto de apoiadores culturais e institucionais, como a Brookfield Properties com a exposição fotográfica itinerante gratuita “Orquestra Sinfônica Brasileira: é a música que nos rege”, em São Paulo e no Rio de Janeiro.

(Com Mario Camelo/Prisma)