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Espetáculo visita evento tradicional do sertão nordestino que destaca a vida sertaneja e o cotidiano do trabalho no campo

São Paulo, por Kleber Patricio

Foto: Débora Peccin.

Seguindo a missão de fazer um teatro que retrata a cultura popular, estimulando a troca afetuosa entre público e plateia, o CTI – Teatro-Baile faz uma abertura do processo de criação de seu novo trabalho. “Teatro-Baile conta Missa do Vaqueiro – em processo” marca a reinauguração da tradicional sede do grupo, na Vila Ré, na zona leste de São Paulo. As apresentações são gratuitas e acontecem entre 28 de novembro e 8 de dezembro, às sextas, aos sábados e às segundas, às 20h, e, aos domingos, às 18h. Em caso de chuva, a sessão é cancelada. Em 2026, o espetáculo faz sua estreia oficial, com temporadas entre janeiro e março.

A companhia tem se debruçado sobre um evento tradicional do sertão nordestino, que acontece desde 1970 em todo terceiro domingo de julho. “Na década de 1950, o vaqueiro Raimundo Jacó, que era primo de Luiz Gonzaga, apareceu morto na cidade de Serrita (PE). Vinte anos depois, o Padre João Câncio decidiu homenagear essa figura e, por isso, organizou uma missa. Ele convidou Gonzagão, que chamou outros amigos e artistas, como o poeta Pedro Bandeira e o compositor Janduhy Finizola, e a celebração foi ganhando uma outra dimensão”, conta Beto Bellinati, um dos integrantes do CTI – Teatro-Baile.

Instaurou-se então a Missa do Vaqueiro, uma cerimônia cultural e religiosa cujo objetivo é enaltecer a vida sertaneja e o cotidiano do trabalho no campo. Há até um folhetinho e uma liturgia própria para a homenagem. Hoje, ela acontece em muitas cidades da região, não apenas em Serrita.

Estátua de Jacó. Foto: Foto: Beto Bellinati.

Sinopse | O espetáculo investiga a “Missa do Vaqueiro”, da cidade de Serrita-PE, criada em homenagem a Raimundo Jacó, o vaqueiro mais importante que se tem notícia. Raimundo Jacó, primo legítimo de Luiz Gonzaga, tem seu nome entoado lá no fundo da Caatinga em todo terceiro domingo de julho desde 1970. Um grito de justiça no sertão por Raimundo Jacó, o vaqueiro encantado. “Só lembrado do cachorro que ainda chora a sua dor”.

Sobre a encenação

Este ano, o projeto de pesquisa do CTI – Teatro-Baile foi contemplado pelo Fomento, o que propiciou a viagem à Serrita. Assim, a companhia reuniu seus 16 integrantes e está montando um espetáculo a partir do seu olhar sobre a celebração.

“Não queremos contar a história do Raimundo Jacó. Nossa ideia é dar destaque para personagens comuns que encontramos lá e compõem o cenário local, como um dos funcionários do hotel que nos hospedamos, o dono do primeiro bar da cidade, outros comerciantes e vaqueiros”, comenta Bellinati.

O trabalho ainda está em construção, mas o grupo quer compartilhar sua pesquisa com o público. Teatro-Baile conta Missa do Vaqueiro – em processo segue o jogo cênico habitual da companhia de borrar a fronteira entre palco e plateia. Os espectadores são convidados a dançar e a degustar alimentos e bebidas como paçoca, kariri com mel e pinga com mel e limão.

Foto: Débora Peccin.

A dramaturgia é coletiva e a equipe criativa está toda em cena. Os intérpretes são Adriel Vinícius, Azre Maria Tarântula, Beto Bellinati, Bia Nascimento, Débora Peccin, Edu Brisa, Evandro Cavalcante, Fefê Camilo, Juliana Crifes, Kinda Marques, Mariane Lima, Michel Xavier, Roma Oliveira, Samara Neves, Ton Moura e Val Ribeiro.

Para essa grande festança, um elemento fundamental é a música. Além das canções do Rei do Baião, o coletivo apresenta composições próprias, inspiradas em ritmos nordestinos. Para isso, a montagem conta com sanfonas, zabumba, triângulo, baixo, baixo elétrico, pandeiro e outros instrumentos de percussão.

Visualmente, o grupo também vai explorar as máscaras. Serão feitas várias oficinas para reproduzir cabeças de boi em papelão. “Nosso projeto tem a meta de retomar uma intensa atividade na nossa sede. Estamos planejando mostras e outras atrações para os próximos meses”, afirma Beto.

Essa peça integra o projeto “O teatro é uma luta popular – CTI 21 anos (r)existindo pela identidade”, que foi contemplado pela 44ª Edição do Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a cidade de São Paulo — Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa.

Ficha Técnica:

Criação Coletiva da Cia. Teatro da Investigação – CTI – Teatro-Baile

Equipe criativa CTI – Teatro-Baile: Adriel Vinícius, Azre Maria Tarântula, Beto Bellinati, Bia Nascimento, Débora Peccin, Edu Brisa, Evandro Cavalcante, Fefê Camilo, Juliana Crifes, Kinda Marques, Mariane Lima, Michel Xavier, Roma Oliveira, Samara Neves, Ton Moura e Val Ribeiro

Dramaturgia e direção: Edu Brisa

Direção musical: Fernando Alabê

Elenco: Equipe Criativa

Artistas orientadores formadores: Jéssica Nascimento, Cida Almeida, Alexandre Mate, Carlos Simioni, Ednaldo Freire e Fernando Alabê.

SERVIÇO:

Teatro-Baile conta Missa do Vaqueiro – em processo

Data: 28 de novembro a 8 de dezembro, às sextas, aos sábados e às segundas, às 20h, e, aos domingos, às 18h

Local: Sede CTI Teatro-Baile – Rua Pangauá, 381 – Vila Ré (São Paulo, SP)

Ingressos: gratuitos – Retirada 1h antes do início da apresentação.

Em caso de chuva, não haverá espetáculo.

Capacidade: 35 lugares

Duração: 60 minutos

Classificação: Livre.

(Com Daniele Valério/Canal Aberto Assessoria de Imprensa)

Castanhas assadas perfumam Lisboa em clima festivo

Lisboa, por Kleber Patricio

Fotos: Lisboa Secreta.

Passear pelas ruas lisboetas nesta época de outono pode ser ainda mais especial. Marcado por sua atmosfera sempre acolhedora, temperaturas amenas e folhas caídas pelo chão, o destino exala o agradável e intenso aroma de suas castanhas assadas, típicas das comemorações de São Martinho, marcadas por eventos comunitários onde moradores e visitantes se reúnem para dividir momentos de convívio e tradição. “Quem quer quentes e boas, quentinhas. A estalarem cinzentas, na brasa”, já cantava, não por acaso, o consagrado fadista Carlos do Carmo, em “O Homem das Castanhas”.

A lenda dessa celebração remonta a São Martinho de Tours, um soldado romano que, num gesto de compaixão, teria cortado a sua capa ao meio para cobrir um mendigo durante uma tempestade. Tal ato de bondade teria sido, então, recompensado com um milagre, com o céu abrindo-se e o sol brilhando, dando origem ao “verão de São Martinho”.

Essa história também inspirou a tradição do “Magusto”, uma festa popular portuguesa que exalta a colheita das castanhas e o vinho novo, simbolizando a partilha e a abundância. Durante as festas, vários pontos da cidade, como o Chiado, Belém e a Baixa, são tomados por assadores de castanhas oferecendo-as quentinhas e acompanhadas de vinho novo, água-pé ou jeropiga. Além disso, diversas freguesias organizam eventos que incluem música tradicional, danças e outras atividades culturais, proporcionando uma imersão na rica herança cultural lisboeta.

Desse modo, muito mais do que simples ato de comer castanhas, a celebração de São Martinho é uma oportunidade para vivenciar Lisboa de forma autêntica e calorosa – um convite para explorar seus bairros, interagir com os locais e participar de uma tradição que une passado e presente, criando memórias inesquecíveis para todos seus visitantes.

Mais informações:

www.visitlisboa.com

https://www.instagram.com/visit_lisboa/

https://www.facebook.com/visitlisboa.

(Com Lívia Aragão/Mestieri PR)

Theatro Municipal de São Paulo apresenta ópera “Les Indes Galantes” e celebra encontro entre música barroca e dança urbana

São Paulo, por Kleber Patricio

Fotos: Rafael Salvador/Divulgação.

Em uma fusão ousada entre tradição e contemporaneidade, o Theatro Municipal de São Paulo apresenta a ópera “Les Indes Galantes”, de Jean-Philippe Rameau, com libreto de Louis Fuzelier, na reta final de sua temporada de óperas. A montagem integra a Temporada França-Brasil 2025, celebrando o Ano Cultural que aproxima as culturas dos dois países. O espetáculo será apresentado nos dias 2/12, às 20h; 3/12, às 20h e 4/12, às 20h, com ingressos de R$ 39 a R$ 252.

A concepção cênica e coreográfica será da Bintou Dembélé, dançarina e coreógrafa reconhecida como uma das figuras pioneiras da dança Hip hop na França, que cria um diálogo entre as camadas históricas da obra e as expressões das ruas. A direção musical é do maestro suíço-argentino Leonardo García-Alarcón, à frente dos músicos da Cappella Mediterrânea, um dos conjuntos barrocos mais respeitados da atualidade. O Coral Paulistano, sob regência de Maíra Ferreira, compõe o elenco vocal. A apresentação conta com a participação de artistas da Structure Rualite, coralistas do Choeur de Chambre de Namur e de bailarinos e músicos brasileiros convidados.

A cenografia e design de luz ficará a cargo de Benjamin Nesme e o figurino será assinado pela francesa Charlotte Coffinet e pela brasileira Laura Françozo. O elenco conta com Laurène Paternò (como Amour, Phani, Fatime e Zima) Ana Quintans (como Hébé, Émilie e Zaïre), Mathias Vidal (como Valère, Don Carlos, Tacmas e Damon) e Andreas Wolf (como Bellone, Osman, Huascar, Ali, Don Alvar e Adario).

Obra-prima do iluminismo francês, Les Indes Galantes teve estreia pela Académie Royale de Musique, atual Ópera de Paris, em 1735, e é considerada uma ópera-balé, gênero que combina drama lírico, música e dança. O libreto de Louis Fuzelier costura distintas histórias de amor ambientadas em “locais exóticos” para a França daquele período, que divide a obra em quatro partes: O Turco Generoso, Os Incas do Peru, As Flores da Pérsia e Os Selvagens da América do Norte. 

Apesar de sua importância histórica, a obra raramente é encenada no Brasil, o que torna esta apresentação uma ocasião rara de apreciação. A montagem do Theatro Municipal de 2025 reunirá artistas brasileiros e franceses em uma releitura que insere elementos da cultura urbana contemporânea, em especial, a dança de rua e o hip hop, no contexto musical barroco.

Para a superintendente geral do Complexo Theatro Municipal de São Paulo, Andrea Caruso Saturnino, a ópera será um dos pontos culminantes tanto da temporada lírica do Municipal, quanto para as trocas culturais entre os dois países. “Após um ano repleto de entusiasmo, elaboração de novos paradigmas críticos e intercâmbios entre Brasil e França, marcado também pelo concerto Bizet e Seus Contemporâneos com participação de músicos da Academia da Ópera de Paris e da Orquestra Sinfônica Municipal, e pela muitíssimo bem sucedida turnê do Balé da Cidade na França, temos a alegria de apresentar ao público mais uma obra pouco executada no Brasil – Les Indes Galantes, de Rameau com a genial direção cênica de Bintou Dembelé, mesclando barroco e urbano, com o nítido intuito de acrescentar novas camadas de leitura à ópera”, explica.

Nesse sentido, é central o olhar crítico para a obra original feita com Bintou. “Les Indes Galantes poderia ser resumido por esta citação do French Directory: ‘são jovens dançando sobre um vulcão em erupção’. Esse vulcão é muito real e ameaça entrar em erupção a qualquer momento. O que talvez parecesse como desentendidos ou um entretenimento inocente evoluiu, ao longo da história, para uma situação geopolítica séria, complexa e explosiva. De certa forma, Les Indes Galantes já continha as sementes do nosso mundo atual”, define Bintou, diretora cênica da ópera.

Depois de dançar por mais de trinta anos no mundo do Hip Hop, Dembélé é diretora artística de sua própria companhia de dança, Rualité, desde 2002. Seu trabalho explora a questão da memória do corpo através dos prismas da história colonial e pós-colonial francesa, que será a abordagem central para Les Indes Galantes. “Todos somos o ‘selvagem’ de alguém; uma vez que tomamos consciência disso, a desconstrução desse mecanismo pode começar”, completa.

Do ponto de vista musical, por se tratar de uma obra barroca, Les Indes Galantes percebe que, em toda emoção humana, há uma assimetria de ritmo. “Emoções extremas como amor, ódio, raiva e o medo da morte ou do abandono desafiam qualquer tentativa de quantificação, transcendendo os limites do tempo mensurável”, pontua Leonardo García-Alarcón, diretor musical do espetáculo.

García-Alarcón é um maestro suíço-argentino especializado em música barroca. Estudou cravo e órgão e foi assistente de Gabriel Garrido por vários anos, antes de fundar o conjunto Cappella Mediterranea, com o qual se apresentou em diversos festivais, em especial no Festival d’Ambronay. “A ópera, em sua essência, representa um esforço utópico de harmonizar o ritmo da música e da dança com o ritmo indizível e profundamente humano de nossas emoções”, finaliza.

SERVIÇO:

Les Indes Galantes, de Jean-Philippe Rameau

Theatro Municipal de São Paulo 

CAPPELLA MEDITERRANEA*

STRUCTURE RUALITÉ*

CHOEUR DE CHAMBRE DE NAMUR

CORAL PAULISTANO 

*Com a participação de bailarinos e músicos brasileiros convidados.

Datas
2/12, às 20h

3/12, às 20h

4/12, às 20h

Leonardo García-Alarcón, direção musical

Bintou Dembélé, direção cênica e coreografia

Benjamin Nesme, cenografia e design de luz

Charlotte Coffinet e Laura Françozo, figurino

Laurène Paternò, Amour, Phani, Fatime, Zima

Ana Quintans, Hébé, Émilie, Zaïre

Mathias Vidal, Valère, Don Carlos, Tacmas, Damon

Andreas Wolf, Bellone, Osman, Huascar, Ali, Don Alvar, Adario

Programação integrante da Temporada do Ano Cultural França-Brasil 2025.

Duração estimada: 150 minutos (com intervalo)

Classificação indicativa: Livre para todos os públicos

Faixa de ingressos: de R$ 39 a R$ 252 (inteira)

Patrocínio do Bradesco, via Lei Federal de Incentivo à Cultura.

Organização da Embaixada da França no Brasil, Institut Français, Instituto Guimarães Rosa e correalização da Cappella Mediterrânea.

A programação da Temporada França-Brasil 2025 conta com o apoio do comitê de patrocinadores composto por: Fundação ENGIE, LVMH, Leroy Merlin, JCDecaux, Sanofi, Airbus, CMA CGM, CNP Assurances, L’Oréal, Fundação TotalEnergies, VINCI, BNP Paribas, Carrefour, Vicat e Scor.

(Com Letícia Santos/Assessoria de imprensa do Theatro Municipal)

Orbivagante Núcleo de Teatro encena “LoKona”, peça livremente inspirada na obra “Elogio da Loucura”

São Paulo, por Kleber Patricio

Fotos: Kaligari Fotografia.

Inspirado no livro “Elogio da Loucura”, escrito pelo humanista holandês Erasmo de Rotterdam, em 1508, o Orbivagante Núcleo de Teatro criou o espetáculo “LoKona”, com estreia e temporada marcadas entre os dias 24 de novembro e 17 de dezembro, às 21h, às segundas, terças e quartas, no Teatro Manás Laboratório. A peça atualiza as questões presentes no texto original do século XVI. “Rotterdam buscou apontar (para corrigir) os vícios e as malversações da sociedade de sua época. Para isso, evocou a figura divina da Loucura, já que ela observa o mundo de um ponto de vista original e pode falar com total liberdade sobre qualquer assunto”, conta o diretor Dino Bernardi.

Na trama de LoKona, essa figura tão presente no imaginário comum participa de um talk-show, abordando temas contemporâneos, como as tecnologias e a sociedade de aparências.

Sobre a encenação

“Criamos um apresentador com características de um psicólogo tresloucado que, de repente, chama ao palco LouLou Divine, uma artista performática. Quer dizer, tiramos da personagem o peso da divindade e a colocamos como uma representante das artes”, acrescenta o encenador. Em cena estão Karina Giannecchini, Fernando Aveiro e Fábio Evangelista, que executa a música ao vivo.

O grupo reflete como lucidez e loucura se interpenetram, não sendo manifestações exatamente antagônicas. Para isso, discutem o mundo acelerado do 5G e suas múltiplas conexões, que nos uniram e, ao mesmo tempo, nos atomizaram – sem perder de vista o homem atemporal, em sua pretensa racionalidade. “É como se ficássemos presos à interação pelas telas, perdendo a capacidade de nos relacionarmos e de sentirmos empatia”, explica Aveiro.

LoKona configura-se como uma farsa, ou seja, o público pode esperar situações exageradas e muito humor. “A Loucura entra em cena imponente, com um tom quase de superioridade. Mas, com o passar do tempo, ela vai revelando suas múltiplas facetas, fazendo com que as pessoas se identifiquem com ela”, comenta Karina.

A ideia da companhia foi montar um texto com humor – e a sagacidade do original de Rotterdam – que flertasse com a cultura pop. “Abordamos o fenômeno da loucura como necessário para que o sujeito não reprima sua subjetividade e possa canalizá-la para a criação no cotidiano”, completa Aveiro.

Simultaneamente, o clima farsesco extrapola a interpretação. O cenário é excêntrico, misturando elementos de talk-show com pitadas de programa de auditório. A trilha sonora utiliza a técnica de soundpainting, mickeymousing e transita livremente entre referências de músicas clássicas, populares e vulgares. O figurino se apropria de elementos diversos, entre os anos 1970, 1980 e dias atuais. “Dizemos que LoKona é uma espécie de ritual para provocar um alívio na alma”, conclui Bernardi.

FICHA TÉCNICA

Texto original: Erasmo de Rotterdam

Adaptação para o teatro: Dino Bernardi e Eduardo Akiyama

Concepção e direção: Dino Bernardi

Atuação: Karina Giannecchini e Fernando Aveiro

Criação musical e execução: Fábio Evangelista

Desenho de luz: Michel Mika Masson

Cenário, figurinos e visagismo: Dino Bernardi

Confecção de adereços: Eudóxio Beato

Costureira: Antonia Azevedo

Fotografia de divulgação: Kaligari Fotografia

Design Gráfico: Cinthia Vendruscolo

Produção: Karina Giannecchini e Fernando Aveiro

Realização: Núcleo Orbivagante

Sinopse | O espetáculo exerce a função de comunicólogo da Loucura, personagem protagonista. Convidada a participar de um talk-show, a Loucura, encarnada numa mulher, expressa o desejo em confluir linguagens e levantar discussões sobre tecnologia, velocidade no acesso de informações e dinamismo da vida moderna.

Serviço:

Lokona

Data: 24 de novembro a 17 de dezembro de 2025, às segundas, terças e quartas, às 21h

Local: Teatro Manás Laboratório – R. Treze de Maio, 222 – Bela Vista

Ingresso: R$80 inteira / R$40 meia (via Sympla)

Duração: 60 minutos

Classificação: 16 anos.

(Com Daniele Valério/Canal Aberto Comunicação)

Dezembro encerra temporada lírica de 2025 no Theatro Municipal de São Paulo

São Paulo, por Kleber Patricio

Foto: Larissa Paz.

Em clima de fim de ano e celebrações, chega ao fim mais uma grande temporada no Theatro Municipal de São Paulo. Entre óperas, concertos e projetos especiais, o encerramento tem apresentações natalinas para finalizar o ano em grande nota, como Missa Bernstein com a Orquestra Sinfônica Municipal, sob regência de Roberto Minczuk, e Paz na Terra (190 anos de Saint-Saëns) com regência de Wagner Polistchuk.

No dia 13, sábado, o Festival Novas Frequências 15ª edição apresenta na Central Técnica Chico Giacchieri uma programação que celebra a multiplicidade de vozes e abordagens na música experimental e na arte sonora contemporânea. Reunindo quatro artistas latino-americanas radicadas em diferentes países e um encontro inédito entre (Novíssimo) Edgar & Os Fita, a noite propõe uma escuta expandida e crítica, onde improvisação, palavra, ruído e eletrônica se misturam em novas formas de imaginar o som. Entre gestos radicais de criação, performatividade e pesquisa, corpo e espaço tornam-se instrumentos de invenção coletiva. Os ingressos custam R$40 (venda antecipada) e R$50 (venda na porta) e a classificação é livre.
O cronograma do evento conta com Abertura da Casa às 16h; 18h às 18h30, Luciana Rizzo (AR); 19h às 19h40, Mariana Cyrino (BR, DE); 20h às 20h40, Mariana Mello (BR, CH); 21h às 21h40 Concepción Huerta (MX) e das 22h às 23h00, Edgar & Os Fita.

Quarteto de Cordas. Foto: Robs Borges.

No dia 11, quinta-feira, às 20h, na Sala do Conservatório, acontece o concerto Quarteto 90 Anos: Estreias, em homenagem ao seu aniversário. Nesta apresentação, o Quarteto de Cordas apresenta três novas obras selecionadas pelo Edital de Composições Inéditas para Quarteto de Cordas. Em suas estreias mundiais, essas peças revelam diferentes caminhos da criação musical contemporânea e ampliam o diálogo entre compositores e intérpretes. Os ingressos custam R$35, a classificação livre e a duração de 60 minutos, sem intervalo.

Nos dias 19, sexta-feira, às 20h, e no dia 20, sábado, às 17h, na Sala de Espetáculos, acontece a Missa Bernstein com a Orquestra Sinfônica Municipal, sob regência de Roberto Minczuk, ao lado do Coral Paulistano e do Coro Lírico, com participação de Paulo Szot como celebrante. Os ingressos custam de R$11 a R$70.

Roberto Minczuk, regente da OSM. Foto: Larissa Paz.

No início da década de 1970, motivado pela encomenda de uma obra, cujo gênero, instrumentação e duração eram livres, Leonard Bernstein, uma das figuras mais importantes da música no século XX, criou uma obra ousada e surpreendente. Certos aspectos da obra refletem o tempo no qual ela foi criada: desde alguns dos slogans de protesto até a busca liberal cristã dos anos 1970 em prol da valorização de uma religião mais pura e autêntica, em detrimento de questões eclesiásticas e sacramentais da Igreja institucional.

Muito de sua mensagem ainda é relevante nos dias atuais. Não se trata propriamente de uma crítica à Igreja Católica, mas de transformar sua liturgia num espaço para a discussão e mesmo denúncia das opressões do mundo contemporâneo. Essa obra grandiosa e surpreendente unirá os esforços da Orquestra Sinfônica Municipal, dos coros Paulistano e Lírico, bem como de solistas a serem anunciados.

Orquestra Experimental de Repertório. Foto: Rafael Salvador.

A finalização da temporada lírica fica com a Orquestra Experimental de Repertório com o concerto Paz na Terra (190 anos de Saint-Saëns), no dia 21, domingo, às 11h, na Sala de Espetáculos. Com regência de Wagner Polistchuk, ao lado do Coral Lírico Paulista, Coro Comunitário da Escola Municipal de Música de São Paulo, Coro de Câmara Encanto e o Coro Jovem da Escola Municipal de Música de São Paulo, além da soprano Isabel Quintela, mezzo-soprano Ariadne Oliveira, contralto Camila Lohmann e o barítono Isaque Oliveira.

No repertório terá For a Beautiful Land, de Linda Robbins Coleman, In Terra Pax, op.39, Gerald Finzi e Oratório de Natal, op.12, Camille Saint-Saëns. Os ingressos variam de R$11 a R$35, a classificação é livre e a duração de 70 minutos, sem intervalo.

(Com Letícia Santos/Assessoria de imprensa do Theatro Municipal)