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Restaurante francês em Indaiatuba (SP) celebra a culinária mediterrânea com festival

Indaiatuba, por Kleber Patricio

O Plâteau de frutos do mar em todo seu frescor: Ostras frescas, camarão rosa médio e mariscos à vinagrete. Fotos: Carlos Cabiró.

Le Triskell Bistrô – restaurante francês localizado em Indaiatuba, na Região Metropolitana de Campinas (S) – inicia no dia 4 de novembro a edição 2025 do festival gastronômico Vive la Mer. Voltado aos peixes e frutos do mar, o festival acontecerá de 4 a 23 de novembro – de terça a sexta, apenas no jantar; no sábado, almoço e jantar e, domingo, apenas no almoço. O charmoso e intimista restaurante, que há muito deixou para trás o formato de bistrô e é, cada vez mais, uma excelente opção para visitar ou revisitar os sabores da culinária mediterrânea, com destaque para a francesa.

O menu do festival começa com os pratos ‘Para Compartilhar’, aqueles que você junta os amigos e divide com prazer e muita conversa, e segue com entradas e pratos principais. Durante o Vive la Mer, a sobremesa é gratuita para os clientes que pedirem entrada + prato principal no menu do festival. Para complementar, a casa dispõe de uma carta de vinhos bem selecionada, que reflete o rigor da avaliação do restaurateur Gilles Mourier, proprietário do Le Triskell.

“Com este festival, mato um pouco da saudade da França. Minha última residência lá foi em Antibes e essa culinária é típica de toda aquela região”, afirma Gilles.

Confira o menu do Vive la Mer

Para Compartilhar:

– Mariscos à vinagrete

– Caldeirada de mariscos com casca no caldo de vinho branco

– Ostras frescas

– Plâteau de frutos do mar: Ostras frescas, camarão rosa médio e mariscos à vinagrete

Entradas:

– Casquinha de siri

– Ostras gratinadas

– Mariscos gratinados com manteiga, alho e salsinha

– Tentáculo de lula gigante fatiado no molho de azeite com pimentão, cebola e pimenta d’Espelette (picância suave)

– Robata de vieiras e manga grelhadas ao mel de trufa branca sobre rodelas de palmito salteadas

– Coquetel de Camarão rosa médio

Pratos principais:

– Caldeirada de mariscos com casca no caldo de vinho branco servida com batata frita

– Duo de pescadinha branca e camarões rosa médios grelhados a provençal, arroz com tomates concassés e espaguete de zucchini

– Tentáculos de lula gigante grelhados, batatas ao murro, espinafre fresco levemente refogado e minitomates à provençal

– Camarões rosa grandes grelhados, tentáculo de lula gigante, mariscos gratinados, batata rústica ao açafrão e molho romesco

– Camarões rosa grelhados ao molho de caju, palmito grelhado, farofa de abacaxi e banana da terra

– Caudas de lagosta grelhadas ao molho Thermidor e raviólis de mussarela de búfala

– Paella de frutos do mar, feita com arroz Bomba, camarões rosa, lulas e mariscos

Sobremesas:

(Para cada entrada acompanhada de um prato principal, uma das sobremesas é cortesia)

– Café Liégeois (Taça de sorvete de café com calda de chocolate e chantilly)

– Mousse de chocolate belga

– Crepe de maçã verde flambada ao Rum com amêndoas torradas e sorvete de creme

– Picadinho de abacaxi com raspas de limão.

Sobre o Le Triskell | Localizado às margens do Parque Ecológico, maior cartão postal da cidade, o Le Triskell encanta tanto pelos pratos – legítimos representantes da culinária mediterrânea, com destaque, é claro, para a gastronomia francesa – quanto pela ambientação, em tom intimista e romântico, que reflete o bom gosto da designer de joias Vera Mourier, esposa de Gilles.

Serviço:

Festival de Frutos do Mar ‘Vive la Mer’

De 4 a 23 de novembro de 2025

Le Triskell Bistrô: Av. Fábio R. Barnabé, 723 – Marginal Esquerda do Parque Ecológico – Indaiatuba/SP – (19) 3934-6408 | 3816-8353

www.letriskell.com.br |@letriskellbistro.

Galeria de imagens

Simões de Assis apresenta individual inédita do artista mexicano Gabriel de La Mora

São Paulo, por Kleber Patricio

Gabriel de la Mora – 1,027 Ca.Cy, 2025, 1,027 fragmentos de asas de borboleta Callicore cynosura sobre papel museológico. Fotos: Estúdio Gabriel de la Mora.

No último dia 1° de novembro, a Simões de Assis inaugurou a exposição Repetición Diferencia”, individual do artista mexicano Gabriel de la Mora, em São Paulo. A mostra apresenta obras inéditas de séries realizadas com cascas de ovo, asas de borboleta, penas de pássaro, rocha obsidiana e enfeites reflexivos, materiais inusuais entre a produção contemporânea. Fragmentados e articulados em colagens pictóricas complexas, esses elementos se organizam em padrões geométricos e composições sofisticadas, sempre em formatos distintos desenhados pelo próprio artista.

No conjunto apresentado, Gabriel de la Mora propõe novas vidas e sentidos aos materiais que, em contextos cotidianos, teriam seu ciclo encerrado de outras formas. A escolha e o tratamento desses elementos revelam um interesse constante pela transformação da matéria, pelo tempo e pela memória. O título da exposição, “Repetición Diferencia”, sintetiza o caráter processual e meticuloso da prática do artista, em que a repetição nunca resulta em uniformidade, mas em variações e descobertas sutis. As duas palavras do título compartilham o mesmo número de letras, vogais e consoantes, criando uma simetria linguística que se mantém tanto em espanhol quanto em português, reforçando o diálogo entre as culturas mexicana e brasileira.

Gabriel de la Mora – 4,493, 2025, 1.560 fragmentos côncavos e 2.933 fragmentos convexos de vidro soprado e alumínio sobre papel museológico.

Com uma trajetória consolidada no cenário internacional, Gabriel de la Mora é reconhecido por sua capacidade de transformar o ordinário em objeto estético. Seu trabalho desafia as fronteiras entre pintura, escultura e instalação, combinando precisão técnica e intensidade poética. O artista se interessa por processos de reconstrução e reconfiguração de materiais, questionando a permanência, o desgaste e a noção de originalidade.

Paralelamente à mostra em São Paulo, de la Mora está em cartaz com duas importantes exposições individuais em museus. No Museu Jumex, na Cidade do México, apresenta “Gabriel de la Mora: La Petite Mort”, em cartaz até 8 de fevereiro de 2026, com curadoria de Tobias Ostrander. A exposição faz um levantamento temático de duas décadas de produção, explorando a transformação de materiais por meio de processos minuciosos e a tensão entre prazer, perda e memória. Dividida em seis núcleos, a mostra aborda temas como o corpo, o apagamento, o limite do desejo e o prazer do espectador. Após sua exibição no Jumex, a exposição seguirá para o Museu de Arte Contemporânea de Monterrey (MARCO).

No Brasil, o artista também apresenta “Veemente”, individual no Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba, com curadoria de Marcello Dantas. Em cartaz até 16 de novembro de 2025, a mostra reúne cerca de 70 obras, entre instalações, pinturas e esculturas produzidas entre 2000 e 2025. O conjunto reflete a amplitude e a evolução de sua pesquisa, marcada pela diversidade de materiais e pela transformação de objetos encontrados em obras de arte, em diálogo com o conceito de ready-made.

Gabriel de la Mora – 7,200 I Ur.Le, 2025, 7.200 fragmentos de asas de borboleta Urania leilus sobre papel museológico.

Gabriel de la Mora nasceu em 1968, na Cidade do México, onde vive e trabalha. Formado em arquitetura pela Universidad Anáhuac del Norte, estudou Belas Artes no Pratt Institute, em Nova York. Sua obra integra importantes coleções públicas e privadas, incluindo o Museu Jumex (Cidade do México), o Los Angeles County Museum of Art (LACMA), o Pérez Art Museum Miami (PAMM) e o Museum of Fine Arts Houston (MFAH). Entre suas exposições individuais recentes, destacam-se as realizadas no Museo Amparo, no México; no Drawing Center, em Nova York; e no Museo de Arte de Zapopan (MAZ).

Sobre a Simões de Assis

Com mais de 40 anos de história, a Simões de Assis é uma das principais galerias da América Latina dedicadas à arte moderna e contemporânea. Inaugurada em Curitiba, Brasil, em 1984, é conduzida por duas gerações da família fundadora, operando em três sedes – São Paulo, Curitiba e Balneário Camboriú.

O artista em seu ateliê.

A galeria representa um grupo curado de 37 artistas e espólios, com foco especial na arte brasileira, mas também na arte latino-americana em diálogo com perspectivas globais. A Simões de Assis é profundamente comprometida com a internacionalização de seu programa, estabelecendo parcerias com importantes galerias, museus e curadores ao redor do mundo. Em estreita colaboração com colecionadores e instituições, busca posicionar seus artistas em importantes coleções públicas e privadas, por meio da participação regular nas feiras de arte mais relevantes – o que reflete sua visão estratégica e sua crescente atuação internacional.

Como pioneira na promoção de diálogos transgeracionais, a Simões de Assis trabalha com artistas consagrados e emergentes, construindo um programa que combina elementos históricos e uma visão voltada para o futuro. Como um projeto multigeracional, é uma plataforma de amplo alcance para intercâmbios culturais, moldando o legado da arte brasileira e latino-americana dentro de um sistema artístico globalizado e interconectado.

Serviço:

Repetición Diferencia”, individual inédita do artista mexicano Gabriel de la Mora

Período de visitação: de 1° de novembro a 20 de dezembro de 2025

Local: Galeria Simões de Assis | Alameda Lorena, 2050 – Jardins, São Paulo/SP

Horário de funcionamento: segunda a sexta, das 10h às 19h; sábado, das 10h às 15h

Entrada gratuita

Site: www.simoesdeassis.com

Instagram: @simoesdeassis_

Facebook: fb.com/simoesdeassisgaleria.

(Com Patricia Marrese/Marrese Assessoria)

Mundos Desaparecidos: viagem de 3,5 bilhões de anos, possibilitada pela realidade virtual, chega a São Paulo

São Paulo, por Kleber Patricio

Imagens: Divulgação/Excurio.

Após o lançamento no Museu Nacional de História Natural de Paris, em 2023, “Mundos Desaparecidos” chega a São Paulo. A expedição imersiva poderá ser vivenciada a partir de 15 de novembro no Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual – localizado no shopping Cidade Paulista.  

Os visitantes irão embarcar em uma viagem vertiginosa pela história da Terra e da vida, retratando mais de 3,5 bilhões de anos de evolução, graças à realidade virtual. Acessível a partir dos 8 anos de idade, este formato inédito une a pedagogia e o entretenimento e propõe transformar o público em atores fisicamente e emocionalmente envolvidos na experiência, em vez de simples espectadores.

45 minutos para contar a história da vida, que começou há 3,5 bilhões de anos

Como ilustrar a evolução do planeta e da vida através de uma seleção de espécies, locais e períodos sem ser uma experiência exaustiva? Esse é o desafio enfrentado por Mundos Desaparecidos, a expedição imersiva de 45 minutos foi concebida para que pequenas histórias relatem a grande história. Assim, a seleção incidiu sobre várias paleopaisagens, desde o Arqueano (há 3,5 bilhões de anos) até hoje, passando pelo auge da vida animal no Cambriano (há 520 milhões de anos), as grandes florestas do Carbonífero (há 300 milhões de anos) e os grandes dinossauros do Cretáceo (há 67 milhões de anos), até o surgimento da linhagem humana (entre -100.000 e -60.000 anos).

As paleopaisagens estão localizadas em várias regiões do mundo em diferentes períodos e em torno de espécies, ora espetaculares, ora mais confidenciais, que permitem compreender que a vida está em toda parte, o tempo todo, sob múltiplas formas.

Uma história científica coproduzida com o Museu Nacional de História Natural de Paris

Concebida para ser o mais realista possível, esta expedição imersiva é o resultado de uma estreita colaboração entre o Museu Nacional Francês de História Natural e seus cientistas. Paleontólogos, paleobotânicos, especialistas em evolução e bioacústicos contribuíram para o projeto desde a redação do roteiro até a produção em 3D, passando pela criação dos universos gráficos e sonoros. Assim, embora Mundos Desaparecidos proporcione uma imersão sensível e às vezes humorística, todas as informações foram rigorosamente validadas cientificamente.

Os dados e pesquisas mais recentes constituíram a base dessa experiência. Algumas vezes, interpretações sobre texturas ou cores desconhecidas foram necessárias; porém, essas escolhas aconteceram em conjunto com os pesquisadores associados. Assim, uma das principais mensagens científicas de Mundos Desaparecidos é a de tomar consciência de que a evolução – em particular a do Homo sapiens – não tem objetivo nem finalidade. Ela simplesmente é.

Tecnologia a serviço de uma imersão coletiva

Produzidas pela Emissive sob a marca Excurio, as expedições imersivas podem receber grandes fluxos de visitantes, criando a ilusão de viajar no espaço e no tempo em reconstituições históricas de alta qualidade. Equipados com um dispositivo imersivo, os participantes podem se mover livremente e viver sensações realistas com suas famílias e amigos. A tecnologia desenvolvida pela Excurio permite usar a realidade virtual em espaços de 300 a 1.000 m² e visualizar avatares dos outros participantes durante a experiência, evitando assim a sensação de isolamento que geralmente acompanha as experiências em realidade virtual.

Serviço:

Expedição Imersiva”Mundos Desaparecidos”

Shopping Cidade São Paulo – Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual – 2º Subsolo (Avenida Paulista, 1230 – Bela Vista)

De 15 de novembro de 2025 a 22 de março de 2026

Segunda a sexta, finais de semana e feriados das 10h às 21h15

Ingressos: De R$ 29 a R$ 98 (a depender do dia e horário da visita)

*meia-entrada e condições especiais para família e grupos.

Onde comprar: espacoculturalvr.com.br e Fever ou no próprio local da exposição.

Classificação etária: a partir dos 8 anos

Duração: 45 minutos

*Espaço conta com infraestrutura de acesso para cadeirantes e pessoas com dificuldade de locomoção.

Realização: Bonfilm

Produzida pela Emissive sob a marca Excurio.

(Com Karina Mancini/aTTi Comunicação)

Cisne Negro Cia de Dança se prepara para a 42ª temporada ininterrupta de “O Quebra-Nozes” em São Paulo

São Paulo, por Kleber Patricio

O Quebra-Nozes – Luta Rei Rato e Quebra-Nozes. Foto: Reginaldo Azevedo

Com foco total nas temporadas de “O Quebra-Nozes”, a Cisne Negro Cia de Dança vive semanas intensas de ensaios diários com o elenco principal e elenco contratado especialmente para a nova edição do espetáculo. Sinônimo de Natal para São Paulo há mais de quatro décadas, a companhia confirma a 42ª temporada do clássico de Tchaikovsky em duas apresentações especiais na capital paulista. Entre os dias 6 e 14 de dezembro, o espetáculo retorna pelo terceiro ano consecutivo ao Auditório Ibirapuera – Oscar Niemeyer, no Parque Ibirapuera, com 12 apresentações que integram a programação natalina do parque. Já entre 19 e 23 de dezembro, a produção será apresentada no Teatro Santander, no Complexo JK Iguatemi, em uma curta temporada de sete sessões, com vendas de ingressos já abertas pelo Sympla. Visto por mais de 500 mil pessoas desde sua estreia, O Quebra-Nozes reafirma sua importância como uma das mais emblemáticas produções da dança brasileira e uma tradição cultural que atravessa gerações.

Na temporada do Auditório Ibirapuera, o público poderá conferir a participação dos primeiros bailarinos do Ballet de Johannesburgo, na África do Sul, Monike Cristina e Ivan Domiciano, em sua segunda participação com a Cisne Negro Cia de Dança, após encantarem o público na temporada anterior de O Quebra-Nozes no Teatro Santander. Na sequência, a temporada continua no Teatro Santander, que terá novamente a presença de Ana Botafogo, uma das mais reverenciadas bailarinas do país, como mãe de Clara, ao lado dos primeiros solistas do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, Márcia Jaqueline e Cícero Gomes, com os efeitos especiais assinados pelo Circo Escola Picadeiro. Em ambas as temporadas, estará presente Felipe Carvalhido, ator com ampla experiência em musicais que há 18 anos dá vida ao enigmático Drosselmeyer, tio de Clara.

Segundo Dany Bittencourt, diretora artística da Cisne Negro, O Quebra-Nozes é um projeto muito especial e aguardado não apenas pelo público, mas também por todos aqui da companhia. A companhia vivencia durante boa parte do ano apresentações e ensaios do contemporâneo, que representa a maior parte de nosso repertório e, quando se aproxima o mês de agosto, começamos a intensificar a rotina do ballet clássico, que sempre está vivo no dia a dia dos bailarinos em aulas. Mas quando se aproxima a temporada de O Quebra-Nozes é como se fosse uma virada de chave. Esse ano antecipamos nossas audições, onde são escolhidos os bailarinos que complementam nosso elenco. É realmente uma arte mágica cada temporada que é construída.”

Paralelamente às apresentações nos teatros, a companhia também retoma o projeto Dança nos Hospitais, iniciativa que une arte e saúde e que desde 2016 leva pockets de O Quebra-Nozes a instituições de saúde da capital paulista. Com patrocínio da Supera Farma pelo segundo ano consecutivo, o projeto já impactou mais de 12 mil pessoas entre pacientes, familiares e profissionais, promovendo acolhimento e encantamento em ambientes hospitalares. As apresentações contam com a participação de parte do elenco principal da companhia, que interpreta trechos coreográficos do clássico em formato pocket, com duração média de 30 minutos. A temporada de 2025 teve início no GRAAC, no dia 14 de outubro, seguida pelo Hospital das Clínicas – Instituto Central, onde a apresentação ocorreu na manhã de 21 de outubro. No dia 23 de outubro, os bailarinos levaram trechos de O Quebra-Nozes ao ICESP – Instituto do Câncer do Estado de São Paulo, encerrando a programação no InCor – Instituto do Coração, no dia 31 de outubro.

A obra, dividida em dois atos, acompanha a fantasia de Clara, uma menina que ganha de presente de seu tio um boneco quebra-nozes na noite de Natal. Ao adormecer, ela é conduzida a um universo mágico em que brinquedos ganham vida, batalhas são travadas e reinos encantados se revelam – o Reino das Neves e o Reino dos Doces – culminando no icônico pas de deux da Fada Açucarada. Com cenários renovados, que ampliam a imersão e o encantamento da narrativa, e sob a direção artística de Dany Bittencourt, filha de Hulda Bittencourt, fundadora da Cisne Negro e idealizadora da primeira montagem há 42 anos, o espetáculo carrega consigo o legado e a emoção de uma história que começou de forma encantadora — quando, em uma feira no vão livre do MASP, Hulda se apaixonou por um boneco quebra-nozes, assim como Clara na história que viria a inspirar gerações. Dany, que hoje assina a direção artística, foi também a primeira intérprete de Clara na estreia da montagem, realizada no Teatro Sérgio Cardoso em 1983, perpetuando um ciclo de tradição, emoção e continuidade artística que acompanha a companhia até hoje.

Sobre a Cisne Negro Cia de Dança

Fundada em 1977 por Hulda Bittencourt, a Cisne Negro Cia de Dança é uma das mais renomadas companhias de dança contemporânea do Brasil. Com quase cinco décadas de história, a companhia é reconhecida pela inovação artística, técnica apurada e um repertório diversificado que abrange clássicos do balé e criações contemporâneas. A Cisne Negro tem se destacado tanto em palcos nacionais quanto internacionais, representando o Brasil em importantes festivais e turnês em países como Alemanha, Estados Unidos, China, Africa do Sul, Argentina, Canadá, Chile, Colômbia, Cuba, Escócia, Espanha, Inglaterra, Moçambique, Paraguai, Romênia, Tailândia e Uruguai, onde o grupo exibiu-se como um modelo de trabalho dentro da dança brasileira, construído com profissionalismo e paixão.

A companhia é conhecida por suas montagens criativas, incluindo a tradicional temporada de ‘O Quebra Nozes’, realizada anualmente, que se tornou um marco na cena cultural brasileira. Com uma equipe de talentosos bailarinos e sob a direção artística de Dany Bittencourt, a Cisne Negro continua a encantar e desafiar plateias ao explorar novos horizontes na dança.

A Cisne Negro Cia de Dança tem em seus valores a inclusão e está sempre atenta à acessibilidade do público, buscando garantir que sua arte seja apreciada por todos. Com um compromisso inabalável com a excelência e a promoção da arte, a companhia segue firme em sua missão de transformar e enriquecer a vida cultural através da dança.

Serviço:

O Quebra-Nozes – 42ª Temporada | Cisne Negro Cia de Dança

Auditório Ibirapuera – Oscar Niemeyer

6 a 14 de dezembro de 2025

Segunda a sexta – 20h00 | Sábados – 16h00 e 20h00 | Domingos – 15h00 e 19h00

Parque Ibirapuera – Portão 3 – Av. Pedro Álvares Cabral, s/nº

Ingressos: de R$ 25,00 (meia-entrada ingresso popular) a R$ 250,00 (inteira)

Lotação: 800 lugares

Vendas: já disponíveis pela plataforma Pixel Ticket da Ingresse

Patrocínio: Urbia, Urbia Cataratas, Mineirão, Inova Saúde

Teatro Santander – Complexo JK Iguatemi

19 a 23 de dezembro de 2025

Sexta, segunda e terça – 20h00 | Sábados e domingos – 16h00 e 20h00

Av. Pres. Juscelino Kubitschek, 2041 – Itaim Bibi – São Paulo/SP

Ingressos: Plateia – R$ 250 (inteira) / R$ 125 (meia) | Plateia Superior / Frisa – R$ 200 (inteira) / R$ 100 (meia) | Balcão A – R$ 150 (inteira) / R$ 75 (meia) | Balcão B / Frisa Balcão – R$ 50 (inteira) / R$ 25 (meia)

Estacionamento: valet R$ 50 (débito/crédito)

Vendas: já abertas pelo Sympla

Patrocínio: Santander Brasil, Zurich Santander e Esfera

Direção Artística: Dany Bittencourt.

(Com Vanessa Luckaschek/Luar Conteúdo)

MAB FAAP apresenta exposição inédita da artista Caru Duprat

São Paulo, por Kleber Patricio

Águas de Santorini V – da série “Águas que falam de águas” – Caru Duprat. Foto: Felipe Cunha.

MAB FAAP apresenta “Entre o desenho e a pintura”, exposição individual e inédita da artista Caru Duprat, dentro do projeto Mezanino Aberto. Com curadoria de Nancy Betts, a exposição fica em cartaz até dia 20 de dezembro e traz um conjunto recente de obras da artista.

A mostra reúne três séries – “Águas que falam de águas”, “Águas que querem ser montanhas” e “Passagens” – que exploram a potência expressiva da aquarela. Entre transparências e densidades, Caru aproxima o gesto do desenho ao da pintura, evocando a lição dos mestres japoneses do “ukiyo-e”, como Katsushika Hokusai e Utagawa Hiroshige, pintores de paisagens neste gênero que, na tradução para o português, significa “imagens do mundo flutuante”.

A partir de distintos locais como Ilha Bela, no litoral paulista, em Santorini, na Grécia, e Paraty, no litoral carioca, a artista propõe um olhar renovado sobre a paisagem. “Ao transformar a paisagem em pintura, busco dar forma ao que acontece quando ela me envolve e me atravessa”, explica a artista em seu projeto.

“Desenhando se pinta, pintando se desenha”

Águas de Mont Saint Michel I – da série “Águas que falam de águas” – Caru Duprat. Foto: Felipe Cunha.

O trabalho da artista apresenta paisagens que são passagens, fluxos que se estendem para além do olhar do espectador. “Desenhando se pinta, pintando se desenha”, afirma a artista, retomando o pensamento de Paul Cézanne, ao mostrar que o mundo natural se faz presente não apenas como tema, mas como experiência sensível.

A curadoria de Nancy Betts, professora de História da Arte da FAAP, ressalta a força poética da obra de Caru e a atualidade de sua investigação sobre os limites e confluências entre meios artísticos. Para ela, “no intuito de rasgar a linearidade do desenho, a artista investe na dimensão pictórica pelo uso da cor, da pincelada, das velaturas e das texturas a fim de encontrar a poesia da paisagem na pintura”.

Caru Duprat

Além de seu trabalho como artista plástica, Caru Duprat possui uma extensa trajetória acadêmica. Graduada em Educação Artística com especialidade em Artes Plásticas pela ECA-USP (1979), ela também é mestre e doutora em Poéticas Visuais pela Universidade Estadual de Campinas, e possui pós-doutorado pela Escola de Comunicação e Artes da USP (2023). Atualmente, é professora no Centro Universitário Armando Alvares Penteado.

Mezanino Aberto

Exposição Mezanino Aberto – “Entre o desenho e a pintura” – Caru Duprat – MAB FAAP. Foto: Rafayane Carvalho.

O Mezanino Aberto é um programa anual do MAB FAAP que prestigia artistas formados pela FAAP, professores ou pessoas que fizeram parte da história da instituição. O projeto oferece aos selecionados espaço para expor suas obras, além de suporte técnico e financeiro para a produção e montagem da exposição. Desde sua criação, em 2021, o programa já contemplou artistas como Paulo Almeida, Laerte Ramos, Isis Gasparini e, em 2024, Renata Haar.

Serviço:

Mezanino Aberto | Exposição Entre o desenho e a pintura, de Caru Duprat

Até 21 de dezembro de 2025

Texto curatorial: Nancy Betts

MAB FAAP

Endereço: Rua Alagoas, 903 – Higienópolis

Horário de funcionamento: terça a domingo das 10h às 18h, última entrada às 17h30. *Museu fechado às segundas-feiras

Entrada gratuita

Classificação indicativa: livre.

(Com Paula Corrêa/Buriti Comunicação)