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Lazer & Gastronomia

São Paulo, SP

Quatro viagens no tempo, um só lugar: o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual

por Kleber Patrício

Devido ao sucesso das três expedições em realidade virtual iniciadas em setembro de 2025, o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual anuncia a prorrogação de suas atividades. Além da extensão do prazo, o centro cultural traz uma novidade de peso: a exibição simultânea de quatro roteiros distintos que transportam os visitantes por bilhões de anos de […]

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Municipal em outubro: agenda tem estreia de “Macbeth” em montagem de Elisa Ohtake, concerto com os solistas da Ópera de Paris e programação especial para o público infantil

São Paulo, por Kleber Patricio

Foto: Larissa Paz.

No mês de outubro, o Theatro Municipal de São Paulo mantém a programação com eventos para todas as idades com a estreia da montagem de “Macbeth”, com direção de Elisa Ohtake. Programação especial da Temporada Brasil-França com “Bizet e Seus Contemporâneos”, o Coral Paulistano apresenta Novas Sonoridades. O Quarteto convida o pianista e compositor André Mehmari e a ópera de “João e Maria” para comemorar a semana da criança.

Como parte das comemorações do Ano da França no Brasil, será apresentado o concerto Bizet e Seus Contemporâneos, nos dias 3, sexta-feira, às 20h, e 4, sábado, às 17h, na Sala de Espetáculos, com a Orquestra Sinfônica Municipal ao lado dos solistas da Académie de l’Opéra de Paris sob regência de Roberto Minczuk – em uma reunião de cantores de ópera de todo o mundo, formados na Academia de Ópera de Paris, e músicos da orquestra do Theatro Municipal. O concerto celebra o 150º aniversário da morte de Georges Bizet e da criação de “Carmen”, ópera de grande sucesso cujo reconhecimento o autor não acompanhou todo, pois faleceu pouco tempo depois de sua estreia. Os ingressos variam de R$11 a R$70 e a classificação é livre.

Nas vozes, a presença das sopranos Isobel Anthony, Daria Akulova, Sima Ouahman e Lorena Pires Adão – esta, vencedora do Prêmio Joaquina Lapinha –, a mezzo-soprano Amandine Portelli, o tenor Bergsvein Toverud e os barítonos Clemens Frank e Luis Felipe Sousa. No repertório estão o dueto Pardon! Mais j’étais là, da ópera Manon, de Jules Massenet, o  dueto Qu’ ai-je vu… Je frémis, je chancelle, da ópera Os Pescadores de Pérolas, de Georges Bizet, e o dueto Au fond du temple saint, também de Os Pescadores de Pérolas, entre outros sucessos de óperas reconhecidas.

Solistas da Académie de l’Opéra de Paris. Foto: Divulgação.

Em homenagem ao aniversário de 80 anos da premiada compositora carioca Marisa Rezende, o Quarteto de Cordas da Cidade de São Paulo apresenta o concerto “Encomendas”, no dia 9, quinta-feira, às 20h, na Sala do Conservatório. O repertório contará com uma nova composição dedicada ao Quarteto, por Marisa Rezende, O Burrico de Pau, sonata para cordas (versão para quinteto), de Antonio Carlos Gomes, e o Quarteto nº13 de Villa-Lobos.

Além de Betina Stegmann e Nelson Rios nos violinos, Marcelo Jaffé na viola, Rafael Cesario no violoncelo, o concerto terá a participação especial de Thiago Hessel no contrabaixo. Os ingressos custam R$35, a classificação é livre e, a duração, de 60 minutos, sem intervalo.

A ópera João e Maria, clássico conto de fadas dos Irmãos Grimm, chega ao palco do Municipal para encantar o público infantil em uma ópera em três atos de Engelbert Humperdinck com libreto de Adelheid Wette, que nesta versão, será cantada em português. A montagem conta com a participação da Orquestra Experimental de Repertório, o Coro Jovem da Escola Municipal de Música de São Paulo e do Coro Infantojuvenil da Escola Municipal de Música de São Paulo, com direção musical de Wagner Polistchuk e Leonardo Labrada e direção cênica Muriel Matalon.

Com correalização da Híbrida Arte e Cultura, produção de Mariana Mantovani (Híbrida Arte e Cultura) e com direção de arte e cenografia de Marco Lima, o elenco tem nomes como Denise de Freitas (João), Maria Carla Pino Cury (Maria), David Marcondes (Pai), Keila de Moraes (Mãe), Edineia Oliveira (Bruxa) e a Débora Neves (Guardiã do Sono), e narração de Carol Badra.

Coral Paulistano. Foto: Rafael Salvador.

As apresentações acontecem na sala de espetáculos, nos dias 10, sexta-feira, às 20h, no fim de semana conta com quatro sessões, no dia 11, sábado, e 12, domingo, às 11h e 17h. Os ingressos avulsos custam de R$11 a R$92, os ingressos família para dois adultos e duas crianças têm 15% de desconto e os ingressos família para um adulto e duas crianças têm 10% de desconto. A classificação é livre e a duração é de 70 minutossem intervalo.

O Coral Paulistano, sob regência de Maíra Ferreira, apresenta o concerto Novas Sonoridades, no dia 16, quinta-feira, às 20h, na Sala do ConservatórioA luz, a conexão com o sagrado e a iluminação espiritual é o tema deste programa, que evidencia o repertório coral contemporâneo. O restante do repertório será composto de obras selecionadas através do edital Música contemporânea: leituras públicas, lançado em 2023 e com segunda edição a ser lançada em 2025. Os ingressos custam R$35, a classificação é livre e a duração de 60 minutos.

Ao lado do artista homenageado, o pianista e compositor André Mehmari, acontece o concerto Quarteto toca Mehmari, no dia 23, quinta-feira, às 20h, na Sala do Conservatório. Com Betina Stegmann e Nelson Rios, violinos, Marcelo Jaffé, viola e Rafael Cesario, violoncelo. O repertório tem uma nova composição de Mehmari para Quinteto. Os ingressos custam R$35, a classificação é livre e duração de 60 minutos, sem intervalo.

O mês se encerra com a estreia da tragédia shakespeariana Macbeth, ópera de Giuseppe Verdi, com libreto de Francesco Maria Piave, e dirigida pela multiartista Elisa Ohtake. As récitas acontecem nos dias 31/10, 4/11, 5/11, 7/11, às 20h, e 1/11, 8/11 e 9/11, às 17h, na sala de espetáculos, com participação da Orquestra Sinfônica Municipal e do Coro Lírico Municipal. A direção musical é de Roberto Minczuk, a direção cênica de Elisa Ohtake, assistência de direção cênica de Ronaldo Zero, Hernán Sánchez Arteaga na regência do Coro Lírico Municipal.

Quarteto de Cordas. Foto: Robs Borges.

O elenco tem Marigona Qerkezi (31/10, 4 e 8/11) e Olga Maslova (1, 5, 7 e 9/11) como Lady Macbeth, Craig Colclough (31/10, 4, 7 e 9/11) e Licio Bruno (1, 5 e 8) como Macbeth, Savio Sperandio e Andrey Mira como Banquo, e Giovanni Tristacci e Enrique Bravo como Macduff.

Nesta montagem de Macbeth, dirigida pela multiartista Elisa Ohtake, a profunda conexão de Giuseppe Verdi com Shakespeare ganha nova vida. Embora não dominasse o inglês, Verdi viu na tradução italiana do bardo um verdadeiro tesouro, revolucionando a ópera italiana ao infundir seus personagens com a profundidade dramática e a intensidade vívida que Shakespeare trouxe à dramaturgia inglesa. Verdi, homem de teatro nato, conduziu sua música de forma a criar uma atmosfera constante de mistério e angústia, sem permitir intervalos que pudessem interromper o envolvimento do espectador.

Estreada em 1847 em Florença, Macbeth foi concebida durante o que Verdi chamou de seus “anos de galera”, uma fase em que batalhava para se afirmar no cenário lírico italiano. Com libreto de Francesco Maria Piave e acréscimos de Andrea Maffei, a ópera foi bem-recebida em sua première, mas desapareceu dos palcos por quase um século, em parte em razão das exigências do papel de Lady Macbeth, considerado um desafio extremo para as sopranos.

Elisa Ohtake, conhecida por sua abordagem cênica contemporânea e ousada, dará nova luz à complexa história de poder, ambição e morte de Macbeth. Com uma formação diversificada em dança e teatro, Elisa já esteve próxima da obra de Shakespeare com sua instigante Peça para Adultos Feita por Crianças, na qual crianças interpretam Hamlet. Os ingressos variam de R$33 a R$210, e a duração de 180 minutos, com intervalo.

(Com Leticia Santos/Assessoria de Imprensa do Theatro Municipal)

Ed Motta estreia no Theatro Municipal do Rio de Janeiro em noite especial com a Orquestra MPB Jazz

Rio de Janeiro, por Kleber Patricio

Fotos: Daniel Ebendinger.

Theatro Municipal do Rio de Janeiro abre suas portas no domingo, dia 19 de outubro, para o encontro de Ed Motta com a Orquestra MPB Jazz, que já apresentou o seu trabalho para cerca de 20 mil pessoas em oito shows no Rio de Janeiro com diversos artistas consagrados. O concerto mostra clássicos da carreira do cantor e compositor em arranjos orquestrais inéditos. O repertório reúne canções que marcaram a trajetória de Ed Motta e parcerias que se tornaram referência na música brasileira. No show, os hits Colombina e Fora da Lei (Ed Motta e Rita Lee), SOS Amor (Ed Motta), Outono no Rio (Ed Motta e Ronaldo Bastos) e Daqui pro Méier (Ed Motta e Chico Amaral), entre outros. O espetáculo traduz, em novo formato, as músicas que consolidaram o artista grifado pelo diálogo entre soul, jazz e funk. “Cantar com uma orquestra é como viver dentro de um filme em tempo real, onde cada acorde tem cor e textura, com uma massa sonora sofisticada. É uma satisfação imensa poder apresentar minhas músicas e ver a recepção positiva do público nesse formato”, ressalta Ed Motta.

Com sua voz inconfundível e presença magnética, Motta conduz a plateia por diferentes fases de sua obra, enquanto a Orquestra MPB Jazz expande cada canção com arranjos que exploram toda a riqueza dos sopros e cordas. O resultado é uma experiência que aproxima groove, sofisticação e a energia única das apresentações ao vivo.

A Orquestra MPB Jazz, que já dividiu o palco com nomes como Ivan Lins, João Bosco, Elba Ramalho, Jorge Vercilo e Diogo Nogueira, vem se destacando por sua capacidade de unir a linguagem da música popular brasileira à sonoridade orquestral. No encontro com Ed Motta, essa versatilidade ganha ainda mais potência, ampliando as nuances de cada composição.

“A cada encontro, a Orquestra MPB Jazz transforma o palco em um espaço de celebração e descoberta. Ao lado de grandes nomes da nossa música, surgem momentos únicos, onde a emoção da MPB se entrelaça com a liberdade criativa do jazz. É como se clássicos ganhassem novas cores, novos ares, tocando fundo no coração de quem escuta. O sucesso dessa série não está apenas nas plateias cheias, mas na energia compartilhada, nos sorrisos, nos aplausos de pé e na certeza de que a música tem o poder de unir gerações, renovar memórias e criar experiências inesquecíveis”, afirma o maestro da MPB Jazz, Renato Coelho.

Sobre o maestro Renato Coelho

Natural do Rio de Janeiro, Renato Coelho iniciou seus estudos musicais aos 9 anos de idade e aos 10 teve o primeiro contato com a clarineta. Foi aluno do clarinetista Moisés Santos e recebeu orientações de muitos clarinetistas brasileiros, bem como de renomados professores internacionais. Colabora como músico convidado nas principais orquestras do Rio de Janeiro, como a Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal e a Orquestra Sinfônica Nacional. Participou também como músico multi-instrumentista dos principais musicais realizados no Rio. Tem atuado em gravações sinfônicas e camerísticas ao lado de renomados artistas da MPB. É Bacharel em Clarineta pela UFRJ, sob orientação dos professores Cristiano Alves e José Batista Junior. Em 2023, funda a MPB Jazz Produções Artísticas para desenvolver projetos que promovem a cultura e a música brasileira.

Sobre o Projeto Joias da MPB

O projeto Joias da MPB foi criado pelo regente e saxofonista Renato Coelho e tem como foco produzir espetáculos com grandes nomes da Música Popular Brasileira. No intuito de trazer ao palco artistas de ponta, além de abrir espaço para a formação musical inusitada, o projeto tem como objetivo principal promover e celebrar a música brasileira com seus mais variados gêneros. Mesclando o Jazz e a MPB, a proposta visa elaborar novos sons, estilos e formações orquestrais tendo como base o Jazz. A orquestração é formada por uma Big Band e instrumentos sinfônicos.

Série MPB Jazz in Concert

O maestro Renato Coelho.

Na primeira edição da Série MPB JAZZ in Concert, realizada em 2023, foram apresentados dois concertos no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, palco de maior prestígio da cidade: Ivan Lins e João Bosco acompanhados da Orquestra MPB Jazz, sob a regência, direção musical e curadoria de Renato Coelho, com arranjos originais para orquestra e voz. A união desta formação orquestral com cantores consagrados da MPB oferece ao público uma releitura das músicas e a riqueza das big bands, garantindo assim concertos de alta qualidade para entreter o público. Os dois primeiros concertos lotaram a casa de 2.200 lugares. Até agora foram apresentados ainda shows com Elba Ramalho, Jorge Vercilo, Diogo Nogueira e, a próxima atração será com Ed Motta.

A MPB Jazz Produções Artísticas Ltda. segue trabalhando para dar seguimento à série e oferecer novos concertos em 2025/2026. 

Serviço:

Ed Motta e Orquestra MPB Jazz

Data: 19 de outubro de 2025 – domingo

Local: Theatro Municipal do Rio de Janeiro

Endereço: Praça Floriano, s/n – Centro, Rio de Janeiro, RJ

Abertura das Portas: 17h | Início: 18h

Classificação: Livre

Duração: 2h

Capacidade: 2361

Ingressos: diretamente na Fever ou pelo site theatromunicipal.rj.gov.br e na bilheteria do Theatro.

Preços:

Frisa ou Camarote – R$320,00 (individual)

Plateia –R$320,00

Balcão Nobre – R$300,00

Balcão Superior – R$250,00

Balcão Superior Lateral – R$220,00

Galeria – R$200,00

Galeria Lateral – R$180,00.

(Com Alexandre Aquino Assessoria de Imprensa)

Sinfônica de Indaiatuba lança álbum “Música Interior”

Indaiatuba, por Kleber Patricio

Turnê Música Interior tem início nesta quinta-feira em Campinas. Fotos: Daniel Cardoso.

Orquestra Sinfônica de Indaiatuba encerra a programação de setembro com a turnê de lançamento do seu novo álbum “Música Interior”. Serão quatro encontros: além de Indaiatuba (SP), o projeto passa por CampinasItatiba e Mogi Mirim. No repertório obras de cinco compositores vivos e em atividade, com vínculos com o interior do Estado de São Paulo, principalmente com a Região Metropolitana de Campinas (RMC). Todos os concertos são gratuitos e tem classificação livre.

Agenda | Com regência e direção artística do maestro Paulo de Paula e gravação, mixagem e masterização assinadas pelo professor dr. Esdras Rodrigues, a primeira apresentação acontece nesta quinta-feira, 25, no Instituto de Artes da Unicamp, em Campinas, a partir das 12h30. Na sexta (26), às 20h, o encontro será no Teatro Ralino Zambotto, em Itatiba; no sábado (27), também às 20h, o concerto acontece na sala Acrísio de Camargo, em Indaiatuba. Fechando a turnê, no domingo, 28, a partir das 19h, o Teatro Municipal Tóride Sebastião Celegatti, em Mogi Mirim, receberá a Sinfônica. O lançamento do álbum será realizado em formato digital, e estará disponível em todas as plataformas de streaming e gratuitamente para download.

Repertório | As obras selecionadas foram compostas por Denise Garcia, Júlia Tygel, João Rocha, Rafael dos Santos e Raul do Valle — autores ligados por trajetória e essência ao interior paulista. O repertório contempla obras inéditas e faixas encomendadas especialmente para o álbum, promovendo a integração entre tradição e inovação na música orquestral. As apresentações terão duração aproximada de 60 minutos.

Obras:

Tributo a Milton Nascimento | Denise Garcia (compositora)

I – De Cais

II – De Carro de Boi

III – De Maria Maria

IV – De Cidade Encantada

Dois Acalantos para a Noite Sem Fim (Murucututu e Khet el Sobeh) | Júlia Tygel (compositora)

Noturna | João Rocha (compositor)

Toada e Maxixe | Rafael dos Santos (compositor)

Suíte Manacá | Raul do Valle (compositor)

I – Mana Chica

II – Embolada

III – Cana Verde

IV – Miudinho

Quem são os compositores da turnê Música Interior

Denise Garcia

Compositora nascida na capital paulista, que há décadas está vinculada a cidade de Campinas, onde é professora de composição da Unicamp. É reconhecida por seu trabalho em diversos gêneros musicais, incluindo a música erudita experimental.

Júlia Tygel 

Compositora e pianista campineira, realiza uma síntese entre elementos populares da música brasileira com a música erudita, resultando em um rico diálogo étnico. Sua obra destaca-se pela originalidade e pela busca de novas sonoridades. 

João Rocha

Compositor e regente nascido em Santos, tem se destacado por premiações recebidas no Brasil e no exterior. Suas obras têm sido executadas por grandes orquestras como a Sinfônica Brasileira e Osusp.  Tem desenvolvido projetos relacionados à difusão da cultura brasileira.

Rafael dos Santos

Compositor, arranjador e pianista, sua obra destaca-se pela fusão entre o clássico e a música popular brasileira.  Foi um dos criadores do curso de música popular da Unicamp, onde atuou como professor e pesquisador por mais de 30 anos.

Raul do Valle

Natural de Leme, é membro fundador da Sociedade Brasileira de Música Contemporânea e da Sociedade Brasileira de Música Eletroacústica. Foi professor da Unicamp, sendo membro da Academia Brasileira de Música. Sua obra é premiada internacionalmente e tem sido executada pelas principais orquestras brasileiras.

Turnê amplia acesso a formação orquestral

O Música Interior tem como objetivo destacar a pluralidade criativa do interior do Estado de São Paulo, descentralizando a produção musical, promovendo inclusão e diversidade de gênero, raça e estética entre seus criadores e intérpretes. “Ao fomentar a circulação de música contemporânea, esse projeto amplia o acesso a experiências de formação orquestral profissional, aproximando o público regional da riqueza da cultura orquestral e reforçando o compromisso com a democratização do acesso à arte”, destaca o maestro Paulo de Paula.

INGRESSOS 

Todas as apresentações têm entrada gratuita, com retirada de ingressos antecipados de acordo com cada teatro/cidade e classificação livre.

A turnê Música Interior foi viabilizada através da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB), do ProAC e do Governo do Estado de São Paulo, com apoio do Ministério da Cultura e do Governo Federal. Realizado pela Amoji (Associação Mantenedora da Orquestra de Indaiatuba), em parceria com a Prefeitura de Indaiatuba, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, o projeto tem patrocínio das empresas Tuberfil, Plastek e John Deere, com apoio da MMídia e Atom Lab.

VÍDEO CONVITE 

Horizontal

Campinas aqui 

Itatiba aqui

Indaiatuba aqui

Mogi Mirim aqui

Vertical

Campinas aqui

Itatiba aqui

Indaiatuba aqui 

Mogi Mirim aqui

SERVIÇO:

Turnê Música Interior (Orquestra Sinfônica de Indaiatuba)

Regente: Paulo de Paula

Duração: 60 minutos l Classificação Etária: Livre

Data: 25/9 (quinta-feira) | Horário: 12h30

Local: Unicamp l Endereço: Rua Elis Regina, 50 Cidade Universitária – Zeferino Vaz, Campinas (SP) – mapa aqui

Ingresso gratuito

Data: 26/9 (sexta-feira) Horário:  20h

Local: Teatro Ralino Zambotto l Endereço: Rua Romeu Augusto Rella, 1100 – Bairro do Engenho, Itatiba (SP) – mapa aqui

Os ingressos podem ser retirados na Biblioteca Chico Leme ou no Museu Histórico Padre Lima

Data: 27/9 (sábado) |Horário: 20h

Local: Sala Acrísio de Camargo (Ciaei) | Endereço: Av. Eng. Fábio Roberto Barnabé, 3665 – Jardim Regina, Indaiatuba (SP) – MAPA AQUI 

Ingresso gratuito disponível aqui

Data: 28/9 (domingo) | Horário: 19h
Local: Teatro Municipal Tóride Sebastião Celegatti l Endereço: Avenida Santo Antônio, 418 – Centro, Mogi Mirim (SP) – MAPA AQUI

Ingresso gratuito

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A Amoji mantém suas atividades graças ao patrocínio de empresas que destinam parte de seus impostos – por intermédio de leis de incentivo – doações e colaborações. Se você acredita no poder da música para transformar vidas, contribua com a AMOJI e ajude a levar cultura a mais pessoas. Faça uma doação:

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Transferência bancária Agência: 0001 l Conta: 1872039-2 l Instituição: 403 – Cora SCD.

Sobre a mantenedora 

Há 21 anos a Amoji vem promovendo a cultura e a educação musical em Indaiatuba. Além de manter a Orquestra Sinfônica de Indaiatuba e Orquestra Sinfônica Jovem, também desenvolve diversas iniciativas educativas e sociais. Entre elas, destaca-se o Encontro Musical de Indaiatuba (EMIn), que oferece masterclasses para estudantes de todo o Brasil e uma programação de concertos para a comunidade e a Escola de Música que atende, atualmente, mais de 300 alunos com cursos de diversos instrumentos. A associação também é a idealizadora do Projeto Música Interior, voltado ao ensino musical inclusivo para pessoas com deficiência.

(Com Samanta de Martino/Armazém da Notícia)

Quarteto de violões Quaternaglia celebra 30 anos de carreira em um concerto gratuito

Sorocaba, por Kleber Patricio

Fotos: Gal Oppido.

Sorocaba recebe no dia 26 de setembro (sexta-feira) às 20h, no Sesc Sorocaba, o

segundo concerto da 12ª Temporada de Música Clássica – Concertos da Primavera.

O palco será do Quaternaglia, considerado um dos mais importantes quartetos de

violões da atualidade, que celebra três décadas de trajetória artística com um

programa dedicado a obras originais e arranjos que se tornaram referência para a

música de câmara. A entrada é gratuita.

Formado por Sidney Molina, Chrystian Dozza, Fabio Ramazzina e Thiago Abdalla, o

Quaternaglia se notabilizou tanto pelo rigor camerístico quanto pela contribuição

decisiva à ampliação do repertório para quatro violões. Ao longo de 30 anos, o grupo

acumulou colaborações com compositores como Leo Brouwer, Egberto Gismonti,

Sérgio Assad, Almeida Prado, João Luiz, Paulo Bellinati e Sergio Molina, além de

receber quase 50 obras dedicadas especialmente à formação.

O programa

“Quaternagli

a 30

anos” traz

um mosaico

de ritmos e

sonoridades:

do lirismo de

Tom Jobim e

a energia popular de toadas e forrós, às criações de expoentes brasileiros como

Ronaldo Miranda, Clarice Assad, Sérgio Assad, Paulo Bellinati e Sergio Molina. Obras

dedicadas ao quarteto, como Kirsten (João Luiz), Bellinati’s Mosaic (Sérgio Assad),

Um Amor de Valsa (Paulo Bellinati) e Sonata Cravo e Canela (Sergio Molina),

revelam a relevância artística do QGQ e sua capacidade de inspirar novas

composições.

Reconhecido internacionalmente desde os anos 1990, quando conquistou o

“Ensemble Prize” no Concurso Internacional de Violão de Havana, o Quaternaglia já

percorreu 17 estados brasileiros e países como Estados Unidos, Portugal, Espanha,

Austrália, Cuba, Uruguai e Argentina. A crítica internacional também consagrou o

quarteto, como destacou o Los Angeles Times: “uma aura de pureza penetrou o

concerto do quarteto de violões  Quaternaglia, que preencheu todos os requisitos com

serenidade e inteligência em sua estreia na Califórnia”.

A apresentação integra a 12ª Temporada de Música Clássica de Sorocaba – Concertos

da Primavera, que reúne sete concertos e sete oficinas gratuitas entre setembro e

dezembro, em espaços como o Sesc, Sesi, Unesp Sorocaba e o Parque Educativo

Castelinho em Araçoiaba da Serra.

O projeto é apresentado pelo Ministério da Cultura, com patrocínio da Vitafor,

parceria do Sesc, colaboração da Unesp Sorocaba, Sesi, Prefeitura de Araçoiaba da

Serra e Parque Educacional Padre André Pieroni Sobrinho – Castelinho. Conta com

direção artística e produção-executiva de Marco de Almeida, produção da MdA

International e realização via Lei de Incentivo à Cultura Federal (Lei Rouanet).

Serviço:

12ª Temporada de Música Clássica de Sorocaba – Concertos da Primavera

Concerto: Quaternaglia, Quarteto de violões

Com Sidney Molina, Chrystian Dozza, Fabio Ramazzina e Thiago Abdalla

26 de setembro (sexta-feira), às 20h

Sesc Sorocaba

Rua Barão de Piratininga, 555 – Jardim Faculdade, Sorocaba – SP.

(Com Beatriz Deboni/MdA International)

Panmela Castro apresenta “Retratos Relatos: Revisitando a História” na Temporada Brasil-França 2025

Montrouge, França, por Kleber Patricio

Panmela Castro – Safi Faye, da série Retratos Relatos. Fotos: Giovanna Lanna.

A artista Panmela Castro está participando da exposição “Retratos Relatos: Revisitando a História”, que acontece no espaço cultural Les Jardiniers, em Montrouge, região metropolitana de Paris. Com curadoria de Maybel Sulamita, a mostra integra a programação oficial da Temporada Brasil-França 2025 e reúne 15 pinturas inéditas que contam a história de mulheres negras do Brasil, da França e do Senegal que lutaram pelo avanço dos direitos femininos.

Entre as figuras retratadas estão nomes como a intelectual brasileira Lélia González e a escritora brasileira Carolina Maria de Jesus; a cineasta senegalesa Safi Faye e a famosa cantora francófona Josephine Baker, cujas trajetórias são revisitadas e recontadas a partir de uma visão contemporânea. Dessa forma, a exposição propõe um exercício de reimaginação das narrativas sobre essas mulheres.

Retratos Relatos surgiu das histórias que as mulheres contavam para mim. Comecei a transformar esses relatos em retratos, e este foi um projeto que circulou por muitos lugares do Brasil. Para a Temporada Brasil-França, escolhemos mulheres que já não estão mais vivas para contar suas histórias, mas que ainda assim são importantes de serem contadas”, afirma a artista Panmela Castro.

Panmela Castro – Joséphine Baker, da série Retratos Relatos.

De acordo com a curadora e doutora em história, Maybel Sulamita, essa escolha foi complexa: “Selecionar apenas 15 mulheres para abordar questões tão profundas foi um desafio — poderiam ser muitas outras. Mas as escolhidas são especiais, porque cada uma delas construiu novas formas de resistir, e suas histórias nos levam a pensar em quantas outras mulheres negras deveriam ser reconhecidas.” 

As pinturas expostas são acompanhadas de relatos biográficos com informações acessíveis sobre a vida, o legado e a relevância dessas mulheres.

Durante a exposição, Panmela participa de uma residência artística na instituição com o objetivo de conviver com a comunidade local e promover o intercâmbio entre as culturas. A residência transforma o espaço expositivo em um ateliê vivo, onde o público pode conviver e acompanhar o processo criativo da artista. Nessa residência, Castro pretende desenvolver três novos retratos para a exposição: o da cientista da computação senegalesa Rose Dieng-Kuntz; o de Alice Mathieu-Dubois, primeira mulher negra francesa a se formar em Medicina; e o da defensora dos direitos humanos brasileira Alessandra Makkeda.

Panmela Castro – Adja Arame Diène, da série Retratos Relatos.

Em sintonia com o espírito da Temporada Brasil-França, Retratos Relatos propõe um encontro entre culturas e histórias, articulando o conceito de Atlântico Negro, em referência ao sociólogo Paul Gilroy. Nesse espaço simbólico, vozes negras se entrelaçam, reforçando a centralidade das mulheres negras na construção de sociedades mais justas e plurais.

“Escolher o retrato como linguagem é, por si só, um ato político”, observa a curadora. “Panmela inverte a lógica da história da arte ao colocar essas mulheres no centro da imagem, com seus traços, que muitas vezes foram silenciados. O que está em jogo aqui é a afirmação da memória como território de disputa e de reexistência.”

Reconhecida por sua atuação na fronteira entre arte e direitos humanos, Panmela Castro traz para a exposição sua experiência como fundadora da Rede NAMI, organização voltada ao empoderamento feminino por meio da arte urbana, que celebra 15 anos em 2025. Com obras em acervos importantes no Brasil e no exterior, incluindo o MASP e a Pinacoteca, onde possui trabalhos em exibição, Panmela acumula prêmios e homenagens internacionais; entre eles o DVF Awards, o título de Young Global Leader pelo Fórum Econômico Mundial e a Medalha da Ordem ao Mérito Cultural Carioca.

SOBRE PANMELA CASTRO

Panmela Castro. Foto: Marcus Leoni.

Panmela Castro é uma artista visual brasileira cujo trabalho abrange pintura, escultura, instalação, vídeo e fotografia, movido pela ideia de “Deriva Afetiva” e pela busca por pertencimento. Graduada em Pintura pela UFRJ e com mestrado em Processos Artísticos Contemporâneos pela UERJ, ela também é pós-graduada em Direitos Humanos pela PUC-RS. Seu trabalho integra coleções internacionais, como o Stedelijk Museum e o ICA Miami, bem como importantes coleções no Brasil: Instituto Inhotim, MASP, Pinacoteca do Estado de São Paulo, Museu Nacional de Belas Artes e Museu de Arte do Rio. Ativista social e protagonista da quarta onda feminista, segundo Heloísa Teixeira em seu livro Explosão Feminista, Panmela Castro é fundadora da organização sem fins lucrativos Rede NAMI, que desenvolve um trabalho de base na promoção dos direitos das mulheres e no enfrentamento à violência doméstica, tendo alcançado mais de 200 mil pessoas na última década. Por seus esforços na área de direitos humanos, Panmela recebeu inúmeros prêmios, incluindo o título de Young Global Leader pelo The World Economic Forum, o DVF Awards, e foi listada pela prestigiada revista americana Newsweek como uma das 150 mulheres corajosas que estão mudando o mundo.

SOBRE MAYBEL SULAMITA

Maybel Sulamita (Curitiba, 1991) é historiadora, curadora e pesquisadora. Possui doutorado em História pela Universidade Federal Fluminense (UFF), mestrado em História pela UNIRIO e especialização em Relações Étnico-Raciais pelo CEFET/RJ. Suas pesquisas estão voltadas para gênero, arte contemporânea, direitos humanos, trajetórias negras e cultura afro-diaspórica. Maybel é coautora do livro Hackeando o poder: Táticas de guerrilha para artistas do Sul Global, considerado pela revista Select como um marco da arte feminista brasileira no século XXI. Entre suas curadorias, destacam-se Retratos Relatos: Subvertendo a Dor (Sesc Paraty, 2023) e, como curadora assistente, Ideias Radicais sobre o Amor (Museu de Arte do Rio, 2024). Atua como coordenadora de comunicação da Rede NAMI e esteve envolvida no desenvolvimento e realização de mostras como Hackeando o Poder (Museu da República, 2024), Pertencer e Mudar (Museu da República, 2022), A mãe tá On (ArtSampa, 2022) e Sob a Potência da Presença (Museu da República, 2019). 

SOBRE LES JARDINIERS

A apenas 30 minutos do centro de Paris, Les Jardiniers é um dos espaços mais vibrantes da nova cena cultural francesa. Instalado nas antigas oficinas dos jardineiros municipais de Montrouge, o centro ocupa um galpão industrial de 600m², totalmente reformado, onde convivem arte contemporânea, uma cantina ecológica e uma programação aberta ao público. Mais do que um espaço expositivo, Les Jardiniers é um refúgio urbano para quem busca novas ideias, encontros e sentidos. Ali acontecem exposições, concertos, oficinas, residências criativas e feiras, sempre com foco em questões sociais, ambientais e artísticas. A proximidade com galerias e ateliês da região sul da Île-de-France, que vem se consolidando como um polo criativo alternativo à cena parisiense tradicional, reforça seu papel como um dos pontos culturais mais interessantes do momento.

TEMPORADA BRASIL-FRANÇA 2025

Após o encontro realizado em junho de 2023 em Paris, os presidentes Emmanuel Macron e Luiz Inácio Lula da Silva decidiram organizar a Temporada Brasil-França 2025 para dar um novo impulso à relação bilateral, reforçar nossas respostas comuns diante dos desafios políticos, sociais e ecológicos de nosso tempo e apresentar a riqueza e a diversidade da criação contemporânea dos dois países.

Essa nova Temporada é construída em torno de três temas: o clima e a transição ecológica, a diversidade das sociedades e o diálogo com a África, a democracia e a globalização justa.

A Temporada ocorrerá na França de abril a setembro de 2025 e no, Brasil, de agosto a dezembro de 2025. Ela é realizada pelo Instituto Guimarães Rosa (responsável pela programação brasileira na França) e pelo Institut Français (responsável pela programação francesa no Brasil), em estreita colaboração com a Embaixada do Brasil na França e a Embaixada da França no Brasil, sob a égide dos ministérios das Relações Exteriores e da Cultura dos dois países. O Comissariado-Geral da Temporada França-Brasil 2025 foi confiado, para a programação brasileira na França, ao senhor Emilio Kalil, e, para a programação francesa no Brasil, à senhora Anne Louyot.

Serviço:

Exposição Retratos Relatos: Revisitando a História, de Panmela Castro

De 20 de setembro a 31 de outubro de 2025

Les Jardiniers – 9/11 rue Paul Bert — Montrouge, França

Curadoria: Maybel Sulamita

Entrada franca | Classificação indicativa: livre

De terça a sexta-feira, das 11h às 23h

Sábado das 14h às 18h

Domingo das 10h às 18h

Pinturas ao vivo com a presença do público: 21 e 27 de setembro e 5 de outubro, sempre às 15h

Evento realizado no âmbito da Temporada Brasil-França 2025

Patrocínio: Banco do Brasil

(Com Beatriz Caillaux/Midiarte Comunicação)