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Lazer & Gastronomia

São Paulo, SP

Quatro viagens no tempo, um só lugar: o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual

por Kleber Patrício

Devido ao sucesso das três expedições em realidade virtual iniciadas em setembro de 2025, o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual anuncia a prorrogação de suas atividades. Além da extensão do prazo, o centro cultural traz uma novidade de peso: a exibição simultânea de quatro roteiros distintos que transportam os visitantes por bilhões de anos de […]

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MIS inaugura exposição inovadora “A alma humana, você e o universo de Jung”

São Paulo, por Kleber Patricio

Imagem 3D do espaço da exposição, intitulado “Persona”.

Segundo estimativa global da OMS, o Brasil é o país com maior proporção de pessoas ansiosas do mundo, o que representa 9,3% da população, além de ser o segundo das Américas com maior prevalência de depressão. Para a mais contemporânea psiquiatria, passando pelos métodos heterodoxos de cura e ainda pelas mais antigas filosofias, o autoconhecimento é passo fundamental no reestabelecimento da saúde mental. Por isso, de forma inédita e inovadora, o MIS – Museu da Imagem e do Som inaugura a exposição “A alma humana, você e o universo de Jung”um contundente convite ao autoconhecimento e um mergulho no universo dos conceitos criados por Carl Gustav Jung, que, em 2025, comemoraria os 150 anos de seu nascimento. A mostra inaugura no dia 19 de novembro e os ingressos estarão disponíveis a partir de 15 de outubro com valores que vão de R$ 15 (meia entrada) a R$ 30.

“O MIS sempre foi conhecido por trazer exposições inovadoras para o público, e dessa vez não poderia ser diferente”, afirma André Sturm, diretor-geral do MIS. “Por isso, é com muito orgulho que anunciamos essa mostra que é uma experiência imersiva no universo de Carl Jung, um dos nomes mais importantes na história da psicologia. Além de ser um tema novo em relação ao que geralmente trazemos em nossas exposições, estamos muito empolgados por apresentar a primeira experiência simbólica de autoconhecimento realizada em um museu.”

Nos 550 m2 do primeiro andar do MIS, o visitante vai percorrer a psique humana de forma simbólica e imagética, por meio de instalações criadas para dialogar em três diferentes dimensões: a pedagógica, já que os conceitos criados ou trabalhados por Jung serão explicados de forma acessível; a sensorial, tendo em vista que cada instalação artística pode provocar sensações no visitante; e ainda a provocativa, já que sempre haverá uma pergunta convidando o público à introspecção, movimento necessário para o autoconhecimento. Todos os conteúdos foram inspirados na cosmovisão de Carl Gustav Jung (1875–1961), psiquiatra suíço fundador da Psicologia Analítica.

“Se estivesse vivo, Jung nos ajudaria a entender muitos dos nossos desafios contemporâneos. Isso porque ele oferece à humanidade uma perspectiva de mundo integrado. Não há indivíduo sem sociedade, consciência sem inconsciente, dor sem prazer, sintoma sem cura. Luz e sombra coexistem e é a partir da integração dos opostos que se pode vislumbrar uma vida digna de ser vivida na inteireza e em prol de todos”, afirma a idealizadora da exposição, Luciana Branco, que no desenvolvimento dos conteúdos contou com a curadoria fundamental de Waldemar e Simone Magaldi, fundadores do IJEP – Instituto Junguiano de Ensino e Pesquisa –, instituição dedicada, há 40 anos, ao estudo e ensino da obra completa do pensador. Assinam a criação da exposição, ao lado de Luciana, Flavio Vieira e Camila Whitaker. A produção executiva é de Naiclê Leônidas.

Passeio

Na exposição, é a partir dos sintomas que o visitante vai entrar na psique humana. Isso porque, para Jung, tudo o que vive no inconsciente encontra uma forma de se manifestar. E o inconsciente costuma manifestar-se por meio dos sonhos, das sincronicidades, das expressões simbólicas e também pelos sintomas físicos, psíquicos, sociais e ambientais. “Como estamos em um momento altamente sintomático, escolhemos começar a contar essa história pelas dores contemporâneas”, explica Luciana.

“A psicologia de Jung nos ajuda a perceber que o que chamamos de ‘vida comum’ — aquela cheia de tarefas e desafios diários — na verdade, pode ser uma porta para o inconsciente e seus mistérios. Ao englobarmos isso, podemos viver de forma mais harmoniosa, aberta e cheia de sentido”, afirmam os curadores no texto de abertura.

Para investigar simbolicamente a alma humana, o time de criadores da exposição convidou artistas e pensadores diversos para a produção das obras. Em Sintomas, o público vai escolher por qual caminho seguir (livrando-se rapidamente deles ou dialogando com os mesmos). Neste espaço, encontra frase emblemática de Tom Zé. No Inconsciente, o público conhece o conceito pela perspectiva junguiana e o que o diferencia de Freud. Na continuação desse espaço, o visitante encontra outros importantes fundamentos da obra de Jung, como Arquétipos e Imagens Arquetípicas (representados por obra de Moara Tupinambá); Mitos, quando um mesmo tema será retratado em cinco diferentes culturas e tradições (em obra de Tania Sassioto em parceria com a analista junguiana Daniela Euzébio); além de Anima e Animus, uma videoarte criada por Flavio Vieira em vídeo desenvolvido por Inteligência Artificial.

O percurso da exposição segue com o conceito de Persona, cuja obra foi criada com o trabalho de produção de 1260 máscaras de gesso, realizada voluntariamente pelos estudantes do IJEP; Ego encontra na exposição uma irreverente representação; em Expressões Simbólicas, o visitante vai conhecer o trabalho integrado da psiquiatra brasileira Nise da Silveira com Jung; a ferramenta analítica de Associação de Palavras ganha representação simbólica e interativa. Já a instalação sobre Sonhos conta com reflexões de Sueli Carneiro, Ailton Krenak, entre outros. Um corredor foi dedicado à Alquimia, no qual o visitante encontra a obra “Decantador de sonhos”, de Mariana Guardani e ilustrações do “Rosarium Philoshoporum”, manual alquímico do século XVI, recriadas pela aquarelista Isabela Amado e com textos explicativos da psiquiatra e analista junguiana Célia Mello. A biografia de Jung é contada por fatos, mas também pelas viagens que realizou e por cinco sonhos que teve, em uma inédita Sonhografia, na qual o público terá acesso aos conteúdos dos sonhos e seus significados (criada pelo analista junguiano José Balestrini).

A exposição ainda conta com instalações relacionadas ao conceito de Sincronicidade e ao Livro Vermelho. Em ambas, obras do artista carnavalesco Victor Passos.

Muitas vozes

Jung foi um pensador interessado nas diferentes culturas e tradições. Já no século passado, desconfiou da ideia da hegemonia branca europeia. “Nós, os europeus, não somos as únicas criaturas do mundo. Somos apenas uma península da Ásia, e naquele continente há velhas civilizações onde as pessoas treinaram suas mentes em psicologia introspectiva durante milhares de anos, enquanto nós começamos com a nossa psicologia não ontem, mas hoje de manhã…”, afirmou o psiquiatra, que visitou mais de 15 países em busca da alma humana. Foi essa busca que deu origem ao conceito de inconsciente coletivo. Apesar de ser ter colecionado títulos de Doutor Honoris Causa em Ciências nas mais prestigiadas Universidades do mundo (Harvard, Oxford, Clark, Calcutá, Sociedade Real de Medicina, entre outras), pelo destemor em dialogar com o que a ciência não explica, é ainda hoje taxado como místico.

“Tive que estudar coisas orientais para entender certos fatos do inconsciente…Tive que estudar não só literatura chinesa e hindu, como também literatura sânscrita e manuscritos latinos de origem desconhecida até mesmo de especialistas. Até que não se adquiram tais conhecimentos, continuarei não passando de um feiticeiro”, afirmou.

Serviço:

Exposição A alma humana, você e o universo de Jung

Data: a partir de 19 de novembro

Local: MIS – Avenida Europa, 158 – Jd. Europa – São Paulo

Horários: terças a sextas, das 10h às 19h; sábados, das 10h às 20h; domingos e feriados, das 10h às 18h.

Ingressos: terças-feiras: gratuito; de quarta a domingo: R$ 30 (inteira) e R$ 15,00 (meia); às terceiras quartas-feiras do mês, a entrada também é gratuita, por uma parceria com a B3. Vendas a partir de 15 de outubro.

Classificação: livre.

(Com Diego Andrade de Santana/MIS)

Sesc São Paulo e Fundação Japão inauguram exposição “Antípodas: tão distantes, tão próximos”

São Paulo, por Kleber Patricio

Obra de Akinori Goto. Fotos: Divulgação.

Para celebrar os 130 anos do Tratado de Amizade Brasil-Japão, o Sesc São Paulo, em parceria com a Fundação Japão, apresenta a exposição “Antípodas – tão distantes, tão próximos”. Com curadoria de Tomoe Moriyama, a mostra destaca a produção de jovens artistas japoneses, que integraram duas exposições exibidas no Museu de Arte Contemporânea de Tóquio: Cherish, your imagination (2020) e Mot Annual 2023 – Synergies, Between Creation and Generation (2023).

O termo “antípodas” designa lugares e pessoas situados em lados opostos da Terra, mas também sugere encontros e conexões possíveis, mesmo a longas distâncias, em que afastamento e proximidade revelam o que há de comum entre culturas aparentemente distantes: Brasil e Japão, São Paulo e Tóquio.

Nesta oportunidade, o público é convidado a experimentar trânsitos culturais que estimulam a percepção do outro e de si, nos diversos ambientes do Sesc Vila Mariana. Cada espaço cumpre uma função específica, compondo uma narrativa fragmentada e complementar, com obras multimídia colaborativas e experienciais que valorizam tecnologias diversas e novos enfoques por meio do diálogo entre arte, ciência, sociedade e memória, estimulando novas perspectivas e uma imaginação criativa orientada para o futuro.

Obra JIZAI ARMS, de Kazuaki Koyama.

Para oferecer uma vivência livre e interativa, a visitação é autoguiada e tem, como estratégia de mediação, a distribuição de cartões postais interativos estimulando o público a coletar carimbos em totens encontrados a partir do deslocamento e da descoberta. Além disso, um passaporte, que também pode ser carimbado ao longo do trajeto, aprofunda a experiência iniciada com postais entregues no início da visita.

Antípodas: tão distantes, tão próximos busca ampliar perspectivas sobre fenômenos e tópicos universais, reforçando os laços históricos e culturais que unem os dois países ao longo das décadas, e que consolidou um intercâmbio cultural robusto que se reflete na gastronomia, na música, nas artes visuais e nas tradições preservadas por gerações reafirmando a vitalidade desse vínculo histórico.

Percurso sugerido

O percurso expositivo tem início no Piso Térreo da Torre A, nas Salas Imersivas, concebidas como um convite à experimentação sensorial e tecnológica. Este núcleo evidencia a diversidade de abordagens da cena contemporânea japonesa, articulando arte, ciência e tradição. Entre as obras apresentadas, destaca-se Zombie Zoo Collection (2021), de Zombie Zoo Keeper, que tensiona universos lúdicos e distópicos, explorando imaginários digitais. A dupla Kohei Ishida + Yuji Hatada, em Metaverse Windowscape, propõe uma experiência que amplia noções de espaço e percepção, evocando o ambiente virtual como nova paisagem. O jovem artista Yoichi Ochiai, com Instalações sobre Inteligência Artificial e Tradição Japonesa (2022–2023), promove um diálogo entre inovação tecnológica e herança cultural, refletindo sobre as continuidades entre passado e futuro.

A dimensão experimental da mostra se revela em Jizai Arms (2023), de Masahiko Inami + Shunji Yamanaka, que explora a expansão da corporeidade por meio de dispositivos robóticos. O coletivo Optical Illusion Block, com A City Composed of Optical Illusion (2022), sugere uma cidade em metamorfose constante, construída por ilusões ópticas que desafiam a percepção. Por fim, a sala dedicada a Akinori Goto apresenta Crossing #03 e Numbers #01 (2018–2022), obras que transformam tempo e movimento em esculturas de luz, instaurando uma poética entre o efêmero e o matemático.

Stray Robot Sentai Crangers.

Ainda neste andar, a sala Hero Heroine, do jovem Grinder-Man e a obra Stray Robot Sentai Crengers (2022–2023), criada pelo trio So Kanno, Akihiro Kato e Takemi Watanuki, aborda, de maneira lúdica, o papel das novas tecnologias na sociedade contemporânea.

A Central de Atendimento (Piso Superior da Torre A) abriga P055E5510N (Possessão, 2019–2021), de Jun Fujiki, obra que questiona as noções de identidade, ao gerar um avatar do visitante, capaz de assumir outros corpos. No Espaço de Leitura (1º andar), estão obras contemplativas e interativas, incluindo Heartbeat Picnic (2011), criação coletiva de Junji Watanabe, Yui Kawaguchi, Kyosuke Sakakura e Hideyukis Ando, que convida o público a reconectar-se consigo mesmo por meio da tecnologia. Nesse mesmo espaço, a artista Arai Minami recria, com arames, a caligrafia japonesa, estabelecendo uma intersecção entre arte e palavra.

No Mezanino (2º piso), a instalação Kotobatabi, um aplicativo de realidade aumentada (AR) reconhece a fala dos participantes e transforma suas palavras em “nuvens” flutuantes no espaço expositivo, que podem ser vistas e compartilhadas por outras pessoas que visitam o local, criando encontros inesperados. Nesta edição, mensagens gravadas por pessoas em Tóquio são exibidas no átrio da Sala de Leitura conectando Brasil e Japão por meio da linguagem e da imaginação. A obra convida o público a refletir sobre as relações entre os dois países e suas cidades.

Já no Espaço de Tecnologia e Artes (3º piso), arte e inovação se encontram: aqui, reaparecem as obras Optical Illusion e Noramoji Project Archive. Por fim, no Solário (cobertura da Torre B), espaço externo de contemplação, encontra-se a obra de Zombie Zoo Keeper, em diálogo com criações realizadas pelas crianças participantes do programa Curumim do Sesc Vila Mariana.

Relação de obras e artistas que compõem a exposição Antípodas

Zombie Zoo Keeper.

Minami Arai, Hideyuki Ando, Kohei Ishida + Yuji Hatada, Yoichi Ochiai, Hajime Kanno + Akihiro Kato + Takemi Watanuki, GRINDER-MAN, Akinori Goto, Optical Illusion Block Project, Heartbeat Picnic ( Junji Watanabe, Yui Kawaguchi, Kyosuke Sakakura, Hideyuki Ando ), Zombie Zoo Keeper , Noramoji Discovery Project (Rintaro Shimohama / Nariki Nishimura / Shinya Wakaoka) , Panasonic Corporation Design Headquarters FUTURE LIFE FACTORY , Jun Fujiki, Naoko Yamamura + Daisuke Uryu + Mitsuru Muramatsu + Yusuke Kamiyama + Makoto Sakamoto + Shunji Yamanaka + Masahiko Inami (em ordem alfabética).

Sobre a curadora

Tomoe Moriyama (Curadora do Museu de Arte Contemporânea de Tóquio)

Desde 1989, Tomoe está envolvida na fundação do Museu de Arte Fotográfica de Tóquio e do Centro de Artes Visuais como curadora. Enquanto lecionava na Escola de Pós-Graduação da Universidade de Tóquio, na Universidade de Waseda, na Universidade Bauhaus e em outras instituições, ela organizou aproximadamente 50 exposições de arte midiática no Japão e no exterior. Desde 2007, é curadora do Museu de Arte Contemporânea de Tóquio. Através de suas atividades como membro do Comitê Especial do Conselho de Assuntos Culturais, conduziu pesquisas e práticas sobre o estabelecimento e desenvolvimento de instalações culturais públicas como centros de arte midiática, colaborações entre tecnologia e arte e apoio a exposições. Suas principais exposições incluem “Expressão da Imaginação”, “O Universo dos Storyboards”, “Ultra [Meta]Visual”, “O Sentido Tátil da Literatura”, “Kohei Nawa – Síntese”, “Tokujin Yoshioka – Cristalizar” e “Missão [Espaço x Arte]”, além de participar de festivais de arte midiática no exterior e da Exposição “CODE” do Festival de Artes Midiáticas do Japão da Agência de Assuntos Culturais em Aichi. Suas principais obras incluem “Museu da Experiência Visual” e “Meta-Visual (Edição Francesa)” (coautor e supervisor). Na EXPO 2025 Osaka-Kansai Expo, atuou como produtora da exposição “Momento entrelaçado – [Quântico, mar, espaço] x Arte”, que permitiu aos visitantes experimentarem o mundo do “quântico, mar e espaço” através da arte e da ciência.

Antípodas: tão distantes, tão próximos

De 9 de outubro de 2025 a 25 de janeiro de 2026

Terça a sexta, das 10h às 20h. Sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h

Sesc Vila Mariana

Rua Pelotas, 141, Vila Mariana, São Paulo, SP (Metrô Ana Rosa)

Estacionamento: 125 vagas – R$ 8,00 a primeira hora + R$ 3,00 a hora adicional (Credencial Plena: trabalhador no comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes). R$ 17 a primeira hora + R$ 4,00 a hora adicional (outros).Paraciclo: 16 vagas – gratuito (obs.: é necessário a utilização de travas de seguranças). Informações: 5080-3000.

Encontro Antípodas com a curadora Tomoe Moriyama e artistas da exposição

9/10, quarta-feira, às 19h

Auditório

100 vagas

Retirada de ingressos a partir de 1/10, às 17h no app Credencial Sesc SP.

(Com Glaucio Souza/Sesc Vila Mariana)

“A Canção dos Lobos e dos Chacais” reestreia em outubro no (Re)InovArte com crítica social em tom de faroeste

São Paulo, por Kleber Patricio

Fotos: Divulgação.

O Teatro-Escola (Re)InovArte reestreia em outubro a peça “A Canção dos Lobos e dos Chacais”, trabalho do dramaturgo e diretor José Alberto Martins que traz para o palco a atmosfera do faroeste como pano de fundo para uma história de poder, injustiça e sobrevivência. As apresentações acontecem nos dias 5, 12 e 26 de outubro às 19h e 18 de outubro, às 20h, em São Paulo. A produção conquistou destaque nacional ao ser indicada em seis categorias no 24º Prêmio Cenym de Teatro Nacional, promovido pela Academia de Artes no Teatro do Brasil (ATEB). O anúncio dos indicados foi realizado em 19 de setembro.

A trama se passa no condado fictício de Ogdenville e acompanha John Handrad, jovem cowboy em luto pela morte do pai. Ao lado de Cícero, ex-escravo alforriado, ele enfrenta o domínio violento do Bando dos Chacais, protegido pelo delegado corrupto Wolf. O embate se intensifica quando o padre Marcos Morine, também alvo dos criminosos, decide reagir. A revelação de um segredo muda os rumos da história e coloca todos em risco.

Para Martins, revisitar o western é uma forma de iluminar dilemas atuais: “O faroeste sempre retratou o choque entre lei e desordem. Ao transportá-lo para o Brasil, queremos refletir sobre o abuso de poder, a vulnerabilidade das comunidades e a força de quem resiste coletivamente”, afirma o diretor.

O elenco reúne Bruno de Freitas, José Alberto Martins, Marcos Paulo Ferreira e Vinícius Daza. Júlio Mayer assina a assistência de direção e atua como stand-in, enquanto a parte técnica é de responsabilidade de Mário Attab.

Sobre o Teatro-Escola (Re)InovArte

Fundado em São Paulo, o Teatro-Escola (Re)InovArte consolidou-se como referência na formação de artistas e na produção cultural independente. A instituição oferece curso profissionalizante com DRT e um plano pedagógico que integra técnica cênica, expressão corporal, dramaturgia e reflexão crítica.

Com infraestrutura que inclui caixa-preta teatral, sala de dança, camarins, ateliê e espaços de convivência, o (Re)InovArte busca preparar atores para um mercado competitivo e dinâmico. Reconhecido como a única escola de teatro com avaliação máxima no Google, destaca-se pela seriedade de sua proposta e pelo compromisso em associar excelência artística a impacto social.

Serviço:

Peça A Canção dos Lobos e dos Chacais

Texto e direção: José Alberto Martins

Assistência de direção: Júlio Mayer

Elenco: Bruno de Freitas, José Alberto Martins, Marcos Paulo Ferreira e Vinícius Daza

Assessoria de Imprensa: Bruno Gambini

Datas: 5, 12 e 26 de outubro, às 19h | 18 de outubro, às 20h

Local: Teatro-Escola (Re)InovArte – Rua Doutor Albuquerque Lins, 229 – São

Paulo/SP

Ingressos e informações: reinovarte.com.br/event-list

Instagram: @teatroescolareinovarte.

(Com Bruno Gambini/Gambini Comunicação)

Acenbi inicia edição 2025 do Japan Festival Indaiatuba

Indaiatuba, por Kleber Patricio

O presidente da Acenbi, Ney Sato, o prefeito Dr. Custodio Tavares, e Wilson Hiiya, 2º secretário da Acenbi, no evento de lançamento da edição 2025 do Japan Festival. Foto: Divulgação.

Nos dias 3, 4 e 5 de outubro, o Espaço Viber recebe mais uma edição do Japan Festival, organizado pela Acenbi – Associação Cultural Esportiva Nipo-Brasileira de Indaiatuba.

O evento ocorre a partir das 18h do dia 3 de outubro e o público terá a oportunidade de conhecer um pouco mais da cultura oriental e prestigiar a programação, que contará com shows musicais, apresentações de taiko (tambores japoneses), danças típicas e muito mais. Este ano, com novidades em exposições e workshops onde o público pode imergir na rica cultura japonesa em várias atividades.

Expositores também farão parte do Japan Festival Indaiatuba 2025, com a presença de grandes marcas, juntamente com o setor de bazaristas, composto de vários lojistas oferecendo uma grande variedade de produtos orientais.

Como todos os anos, o público também poderá prestigiar a deliciosa gastronomia oriental, que estará presente no evento com barracas dispostas numa ampla praça de alimentação. Haverá também pratos típicos de etnias parceiras, como suíça e alemã.

No sábado, 4 de outubro, ocorrerá o animado concurso de Cosplay, que encantará o palco artístico do Japan Festival Indaiatuba 2025.

A entrada do evento é solidária, podendo ser produto de limpeza ou de higiene pessoal. As doações serão revertidas para o Funssol – Fundo Social de Solidariedade de Indaiatuba.

Serviço:

Espaço Viber – Rua Alm. Tamandaré, 675 – Cidade Nova – Indaiatuba, SP

Entrada: Produto de limpeza ou higiene pessoal

Mais informações: https://japanfestivalindaiatuba.com.br/.

(Fonte: Acenbi)

Centro Cultural de São Paulo apresenta exposição “Monográfica” de Alexandre Ignácio Alves

São Paulo, por Kleber Patricio

Obra do artista visual Alexandre Ignácio Alves no CCSP. Foto: Cortesia do artista.

O Centro Cultural São Paulo (CCSP), no bairro do Paraíso, apresenta a exposição “Monográfica”, do artista visual paulistano Alexandre Ignácio Alves, na Sala Tarsila do Amaral.

A mostra, que fica em cartaz até 7 de dezembro, é um recorte da produção do artista nas últimas três décadas e faz parte de um ciclo de exposições do CCSP, é um projeto da curadoria de artes visuais chamado Monográficas, dedicado a pensar a produção artística no Brasil nos últimos 20 anos.

Obra do artista visual Alexandre Ignácio Alves no CCSP. (Cortesia do artista)

O objetivo é trazer, a cada vez, um conjunto de trabalhos por meio do qual seja possível avaliar com abrangência a obra de um artista cuja produção artística se desenvolve na virada do século XXI.

Com curadoria de Maria Adelaide Pontes, a exposição traz cerca de 130 obras, incluindo pinturas, desenhos e gravuras, que exploram os gêneros clássicos da pintura de forma contemporânea.

Alexandre Ignácio Alves, que comemora 30 anos de carreira em 2025, convida o público a examinar a relevância de temas como paisagem e retrato na arte atual. A mostra está dividida em três segmentos e busca mostrar a evolução da pesquisa do artista, que se aprofunda em questões de cor, forma e simbologia.

Sobre o artista

Alexandre Ignácio Alves, nascido em 1968 em São Paulo/SP, onde ainda vive e trabalha, é um artista com formação em educação artística pela Fundação Armando Álvares Penteado – FAAP. Ao longo de sua carreira, participou de importantes exposições individuais e coletivas em instituições renomadas no Brasil e no exterior, como a Casa das Onze Janelas, o Museu de Arte do Rio (MAR), o Sesc Carmo e o Memorial da América Latina.

Suas obras integram importantes acervos públicos, como os da Pinacoteca do Estado de São Paulo, Acervo do Palácio do Planalto, Museu Afro Brasil Emanoel Araujo, MAR – Museu de Arte do Rio, Coleção de Arte da Cidade | CCSP, Museu da Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa, SESC Pinheiros e do Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul (MACRS).

Obra do artista visual Alexandre Ignácio Alves no CCSP. (Cortesia do artista)

Suas principais exposições são “Afro Brasilidade” – FGV Arte – Rio de Janeiro; “Ainda não é o fim do mundo” – Paço das Artes – São Paulo; “Regina Guerreiro – As Joias da Rainha” – SPFW Pavilhão das Culturas Brasileiras – São Paulo; “Refundação” – Museu da Inconfidência – Ouro Preto-MG; “Pinacoteca: Acervo” – Pinacoteca do Estado – São Paulo; “Brasil Futuro: As formas da democracia” – MAR – Rio de Janeiro; “A sorte está lançada” – Casa do Olhar Luiz Sacilotto – Santo André; “Jaraguá 1135 M” – Oficina Cultural Oswald de Andrade – São Paulo; “Novas Aquisições” – CCSP – São Paulo; “Ascensão” – MIS Campinas / FAMA Museu – Campinas/Itu – SP; “Coleção MAR + Enciclopédia Negra” – Museu de Arte do Rio – Rio de Janeiro; “CCSP 40 anos: da criação ao tombamento” – CCSP – São Paulo; “40ª edição Arte Pará” – Casa das Onze Janelas – Belém – Pará; “Olhares na Linha de Frente” – Reinauguração do Vale do Anhangabaú – São Paulo; “Entre Paisagens e Estados da Alma” – Galeria B_arco – São Paulo e “Retratos Preto sobre Preto” – II mostra do programa de exposições do CCSP – São Paulo.

Serviço:

Exposição “Monográfica” de Alexandre Ignácio Alves

Curadoria: Maria Adelaide Pontes

Visitação: até 7 de dezembro de 2025

Horário: terça-feira a domingo, 10h às 22h

Entrada: Gratuita

Classificação: Livre

Local: Sala Tarsila do Amaral (Piso Caio Graco) – Centro Cultural de São Paulo (CCSP)

Endereço: Rua Vergueiro, 1000 – Paraíso, São Paulo – SP

Informações: (11) 3397-4002

Site: https://centrocultural.sp.gov.br

Redes sociais:

Alexandre Ignácio Alves @alexandre_ignacio_alves

Maria Adelaide Pontes @adelaidepontesss

Centro Cultural de São Paulo @ccspoficial.

(Com Erico Marmiroli/Marmiroli Comunicação)