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Lazer & Gastronomia

São Paulo, SP

Quatro viagens no tempo, um só lugar: o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual

por Kleber Patrício

Devido ao sucesso das três expedições em realidade virtual iniciadas em setembro de 2025, o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual anuncia a prorrogação de suas atividades. Além da extensão do prazo, o centro cultural traz uma novidade de peso: a exibição simultânea de quatro roteiros distintos que transportam os visitantes por bilhões de anos de […]

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Theatro Municipal de São Paulo apresenta “Les Indes Galantes”, de Jean-Philippe Rameau, em novembro

São Paulo, por Kleber Patricio

Foto: Rafael Salvador.

No dia 6, quinta-feira, às 20h, na Sala do Conservatório, acontece a apresentação Quarteto Ensaio de Naipe, um espetáculo que propõe um diálogo sonoro entre três perspectivas femininas: a brasileira Nayara Tamarozi com a peça “A Viagem“, a americana Jessica Meyer com a inédita “Red Flamingo” e a paraguaia Fátima Abramo com sua “Suíte Carolina de Jesus“, uma obra que estabelece uma ponte com o outro eixo do programa, a poesia, ao evocar a trajetória da escritora e poeta Carolina de Jesus.

Com os violistas Bruno de Luna, Eric Licciardi, Lianna Dugan e Pedro Visockas, e André Ramos na declamação. Esse projeto foi aprovado no Edital de Chamamento Interno do Complexo Theatro Municipal de São Paulo. Os ingressos custam R$33, a classificação livre e a duração de 70 minutos.

Em uma celebração ao Dia de Finados, o Coral Paulistano, ao lado do Coro da Osesp com regência de Maíra Ferreira e Thomas Blunt, apresenta dois concertos. No dia 2, domingo, às 15h, no Mosteiro São Bento, com entrada gratuita. Já no dia 9, domingo, às 18h, a apresentação é na Sala São Paulo, e os ingressos custam de R$21 a R$42.

Quarteto de Cordas. Foto: Larissa Paz.

O repertório terá Spem in Alium, de Thomas Tallis, Regina Coeli, de Cecilia McDowell, Turn our Captivity, de Dobrinka Tabakova e Messe pour Double Choeur a cappella, de Frank Martin. Os ingressos e mais informações estão disponíveis nos sites das instituições parceiras, a classificação é livre e a duração de aproximadamente 50 minutos, sem intervalo.

No dia 13, quinta-feira, às 20h, na Sala do Conservatório, o Quarteto de Cordas apresenta Requiem Sem Palavras. Com Betina Stegmann e Nelson Rios nos violinos, Marcelo Jaffé na viola e Rafael Cesario no violoncelo. O repertório tem Quarteto de Cordas nº2, “Requiem sem palavras”, de Almeida Prado. Os ingressos custam R$35, a classificação é livre e a duração de 60 minutos, sem intervalo.

A obra de Almeida Prado (1943-2010), um dos mais importantes e prolíficos compositores brasileiros, é marcada por uma profunda religiosidade católica. Composto em 1989, o Réquiem Sem Palavras ficou guardado na gaveta até 2006, quando Marcelo Jaffé, violista do Quarteto de Cordas da Cidade de São Paulo, soube de sua existência em um encontro com Almeida Prado na Rádio Cultura. O Quarteto encampou então a tarefa de produzir as partes da obra e estreá-la, recebendo a dedicatória do compositor. Ainda não gravada, a peça foi tocada poucas vezes, sendo esta uma oportunidade particular de ouvi-la.

JoAnn Falletta. Foto: Rafael Salvador.

Com regência de JoAnn Falletta, a Orquestra Sinfônica Municipal apresenta Scheherazadecom participação da mezzosoprano Denise de Freitas. As apresentações acontecem nos dias 14, sexta-feira, às 20h, e 15, sábado, às 17h, na Sala de Espetáculos. O repertório terá Concerto Grosso 1985, de Ellen Zwilich, Shéhérazade, de Maurice Ravel, e Scheherazade, Nikolai Rimsky-Korsakov. Os ingressos variam de R$11 a R$70, a classificação é livre e a duração de 105 minutos, com intervalo.

A estadunidense JoAnn Falletta, diretora musical da Buffalo Philharmonic, é uma veterana dos palcos que desbravou caminhos na regência para as mulheres. Com mais de cem discos gravados e premiações do Grammy no currículo, ela atua como regente convidada ao redor do mundo. Falletta esteve no Brasil pela primeira vez em 2023 e retorna para conduzir novamente a Orquestra Sinfônica Municipal.

Nos dias 14, sexta-feira, às 20h, 15, sábado, às 17h e às 20h, e 16, domingo, às 18h, acontece a performance Césaire Mix-Tape, na Central Técnica de Produções. Com direção de Eugênio Lima, direção de produção de Iramaia Gongora, dramaturgia de Eugênio Lima e Legítima defesa e Walter Balthazar, Jhonas Araújo, Fernando Lufer, Eugênio Lima e Gilberto Costa no elenco Legítima Defesa. Os ingressos custam R$30, a classificação de 12 anos e a duração de 50 minutos.

Orquestra Experimental de Repertório. Foto: Rafael Salvador.

Césaire Mix-Tape é uma ocupação performática, uma insurreição cênica de movimentos, criado a partir da obra de Aimé Césaire, seus textos teóricos, suas poesias, suas peças de teatro, suas entrevistas e os escritos sobre o autor. Será um devir-negro que é, ao mesmo tempo, um ato político de recuperação de memórias ancestrais e de reparação no presente, bem o autorreconhecimento das contribuições que a obra de Césaire e conceito de Negritude, com suas subjetividades, contradições e limites agregaram e agregam aos movimentos negros no Brasil e na América Latina.

No dia 16, domingo, às 11h, na Sala de Espetáculos, a Orquestra Experimental de Repertório, sob regência de Wagner Polistchuk, apresenta RicochetesCom a participação da violinista Andréa Campos, a percussionista Márcia Fernandes, e os mesatenistas Lincon Yasuda e Lyanne Kosaka. O repertório terá a estreia mundial de Oras Bolas!, de Alexandre Lunsqui, Jeux; poème dansé, de Claude Debussy, e Ricochet, concerto triplo para ping-pong, violino e percussão, de Andy Akiho. Durante o concerto, os mesatenistas farão uma jogada mais que especial no palco. Os ingressos custam R$35, a classificação é livre e a duração aproximadamente 60 minutos, sem intervalo.

Nos dias 18 e 19, às 16h, na Sala do Conservatório, com oferecimento Shell, a Orquestra Sinfônica Municipal apresenta Concerto Didático – Cores e Danças, sob regência de Priscila Bomfim. O repertório terá Abertura Brasil 2012 Bis, de Dimitri Cervo, La Tregenda, da ópera Le Villi, de Giacomo Puccini, Feira de Mangaio, de Sivuca, arranjo de Vinícius Louzada, Habanera, da ópera Carmen, de Georges Bizet, entre outras. Esse concerto será exclusivo para instituições e escolas públicas.

Foto: Christophe Raynaud de Lage.

Em uma fusão ousada entre tradição e contemporaneidade, em celebração a Temporada França-Brasil 2025, o Theatro Municipal apresenta a ópera Les Indes Galantes, de Jean-Philippe Rameau, com libreto de Louis Fuzelier. A ópera será apresentada de 26 de novembro a 4 de dezembro, com ingressos de R$33 a R$210.

A concepção cênica e coreográfica será da Bintou Dembélé, pioneira do hip hop na França, que cria um diálogo entre as camadas históricas da obra e as expressões da rua. A direção musical é de Leonardo García-Alarcón, à frente da Cappella Mediterranea, um dos conjuntos barrocos mais respeitados da atualidade. O Coral Paulistano, sob regência de Maíra Ferreira, compõe o elenco vocal. As apresentações acontecem nos dias 26/11, 27/11, 02, 03 e 04/12, às 20h, e nos dias 29 e 30/11, às 17h.

No dia 27, quinta-feira, às 20h, na Sala do Conservatório, o Quarteto de Cordas apresenta 340 Anos de Bach, Scarlatti e Händel. Com Betina Stegmann e Nelson Rios nos violinos, Marcelo Jaffé na viola, Rafael Cesario no violoncelo, e o convidado Fernando Cordella no cravo. O repertório terá Suíte da ópera Rinaldo, de Georg Friedrich Händel, Sonata em Ré Maior de Domenico Scarlatti e Suite Nº 3 em Ré Maior, de Johann Sebastian Bach. Os ingressos variam de R$35, a classificação é livre e a duração de 60 minutos, sem intervalo.

(Com Letícia Santos/Assessoria de imprensa do Theatro Municipal)

Sesc Sorocaba recebe concerto cênico “O Som da Escravidão”

Sorocaba, por Kleber Patricio

Fotos: Divulgação.

A 12ª Temporada de Música Clássica de Sorocaba segue com sua programação

e apresenta na sexta-feira, 24 de outubro, às 20h, o concerto cênico “O Som da

Escravidão”, no Sesc Sorocaba (Rua Barão de Piratininga, 555 – Jardim

Faculdade). A entrada é gratuita, com retirada de ingressos na bilheteria uma hora

antes do espetáculo.

O concerto reúne a soprano Edna d’Oliveira e a mezzosoprano Edineia de Oliveira, o

Coro Municipal de Votorantim — sob regência de Luís Gustavo Laureano — além de

quarteto de cordas, percussão e piano, em uma apresentação que mescla música,

teatro e memória.

 

Um resgate da história invisibilizada

O Som da Escravidão propõe uma reflexão sobre a contribuição da população negra

para a formação da música erudita e a trajetória das primeiras cantoras líricas

brasileiras — muitas delas negras e descendentes de pessoas escravizadas, que

romperam barreiras e conquistaram os palcos da Europa.

A narrativa cênico-musical resgata personagens históricas como Joaquina Maria da

Conceição Lapa, a Lapinha, primeira cantora lírica brasileira — filha de escravos — a

se apresentar em teatros europeus. Por meio de relatos, canções e cenas, o espetáculo

revela a luta de mulheres negras que tiveram suas histórias apagadas e questiona o

racismo estrutural ainda presente no meio artístico. O maestro Luís Gustavo

Laureano, responsável pela concepção e regência do concerto, explica que a proposta é

“trazer à tona vozes silenciadas da nossa história,

mostrando que a música clássica também é um território de resistência e

ancestralidade”.

 

Sobre o concerto

 

 

 

 

A apresentação traça um panorama que vai da diáspora africana e da desumanização

durante o período escravocrata até a presença dos negros na formação da música de

concerto e da ópera no Brasil. Ao entrelaçar música, texto e performance, o espetáculo

reafirma a importância da memória e da valorização das artistas negras que

pavimentaram o caminho para as novas gerações.

“Um povo sem memória é um povo sem futuro” — é a frase que ecoa como mote

central desta montagem potente e sensível, que encerra o mês de outubro da

Temporada com uma noite de arte e reflexão.

O projeto é apresentado pelo Ministério da Cultura, com patrocínio da Vitafor,

parceria do Sesc, colaboração da Unesp Sorocaba, Sesi, Prefeitura de Araçoiaba da

Serra e Parque Educacional Padre André Pieroni Sobrinho – Castelinho. Conta com

direção artística e produção-executiva de Marco de Almeida, produção da MdA

International e realização via Lei de Incentivo à Cultura Federal (Lei Rouanet).

 

Serviço:

12ª Temporada de Música Clássica de Sorocaba

“O Som da Escravidão” – Concerto Cênico

24 de outubro (sexta-feira) | 20h

Sesc Sorocaba

Rua Barão de Piratininga, 555 – Jardim Faculdade, Sorocaba – SP

Edna d’Oliveira (soprano), Edineia de Oliveira (mezzosoprano), Coro Municipal de

Votorantim, Quarteto de cordas, percussão e piano

Regência: Luís Gustavo Laureano.

(Com Beatriz Deboni/MdA International)

Núcleo Toada faz temporada de “Carta à Rainha Louca” na Ocupação 9 de Julho

São Paulo, por Kleber Patricio

Elenco de Carta à Rainha Louca. Fotos: Daisy Serena.

Com direção de Patrícia Gifford e direção musical de Fernanda Maia, o Núcleo Toada realiza a temporada de apresentações do espetáculo “Carta à Rainha Louca” na Ocupação 9 de Julho (Rua Álvaro de Carvalho, 427 – Anhangabaú, São Paulo, SP), fruto da residência artística desenvolvida pelo grupo no local. Foi ali que se deram os processos de pesquisa, os ensaios e a criação cênica que resultaram na montagem. A temporada integra as ações do projeto contemplado pelo Programa de Fomento ao Teatro e celebra os 18 anos de trajetória do Núcleo Toada, grupo paulistano reconhecido por sua investigação sobre o cruzamento das linguagens de teatro e música, sobre o corpo coletivo, a voz e a presença feminina no teatro.

Adaptado do romance homônimo de Maria Valéria Rezende, vencedor do Prêmio Oceanos 2020, o espetáculo resgata a história de Isabel das Santas Virgens, mulher que, no final do século XVIII, criou uma comunidade para acolher mulheres pobres e sem destino — as chamadas “sobrantes” — e acabou presa sob a acusação falsa de tentar fundar um convento clandestino. Encarcerada, escreve uma carta à Rainha Maria I de Portugal, a “Rainha Louca”, na esperança de ser ouvida e libertada.

Idealizado por Lilian de Lima e concebido a partir da força de um coro de 15 vozes femininas e não binárias, o espetáculo transforma a narrativa individual em um manifesto coletivo, revelando a potência de corpos e vozes historicamente silenciadas.

Além da montagem da peça, a residência na Ocupação 9 de Julho abrigou também a oficina “Vivência Entre Mulheres”, realizada entre maio e julho, sempre aos domingos pela manhã, e que reuniu moradoras e outras participantes em encontros de escuta, canto e partilha. A ação foi fundamental na construção da peça, inclusive na composição do coral cênico presente no espetáculo, que conta com a participação de diversas integrantes dessa oficina.

Carta à Rainha Louca fala sobre opressão, mas também sobre aliança e coletividade. Esse coro nasce do encontro entre vozes diversas, de diferentes idades, experiências e territórios. É uma celebração do estar junto, uma resposta poética e política à história dessas mulheres silenciadas”, afirma a diretora Patrícia Gifford.

Com figurino e cenário de Thaís Dias e Carol Gracindo e direção de arte da Ouroboros Produções Artísticas, a montagem cria imagens de grande força visual e sonora, acompanhadas por composições originais executadas em cena por sanfona, rabeca, violino, piano elétrico, sopros, percussão e vozes.

Circulação Centros e Núcleos de Convivência de Idosos (NCI’s)

Além da temporada na Ocupação 9 de Julho, Carta à Rainha Louca segue em circulação por diferentes territórios da cidade de São Paulo, com apresentações gratuitas em Centros e Núcleos de Convivência de Idosos (NCI’s), ampliando o acesso à obra e fortalecendo os vínculos entre arte, memória e comunidade.

Entre agosto e início de outubro, o espetáculo já passou por espaços como o CRECI – Centro de Referência do Idoso, o NCI Gaia e o NCI Reinberg, em apresentações que promoveram encontros intergeracionais e potentes trocas com o público. As próximas apresentações acontecem em outubro e novembro, passando pelo Centro de Convivência Casa Rosa (23 de outubro, às 16h), pelo NCI Jardim das Imbuias (29 de outubro, às 14h30), pela Associação Amor Amar JC (12 de novembro, às 14h), pelo Fórum da Pessoa Idosa de Cidade Ademar – Salão da Subprefeitura Cidade Ademar (13 de novembro, às 14h) e pelo NCI Jardim Miriam (17 de novembro, às 13h30).

Essas ações integram o projeto contemplado pelo Programa de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo, reforçando o compromisso do Núcleo Toada com o diálogo entre arte, território, comunidade e políticas públicas de cultura.

FICHA TÉCNICA

Adaptação da obra literária Carta à Rainha Louca, de Maria Valéria Rezende

Idealização: Lilian de Lima e Núcleo Toada

Dramaturgia: Bárbara Esmenia

Direção Geral e encenação: Patrícia Gifford

Direção Musical, Composições e Arranjos: Fernanda Maia

Atriz cantora: Lilian de Lima

Coral cênico: Carla Vitor, Cida Portela, Eli Weinfurter, Joice Jane Teixeira, Legina Leandro, Márcia Fernandes, Marta Mendes, Priscila Ortelã, Rebeka Teixeira, Rommaní Carvalho, Simone Julian, Uriã de Barros, Wilma Elena

Musicistas: Fernanda Maia, Márcia Fernandes, Rebeka Teixeira, Rommaní Carvalho, Simone Julian e Uriã de Barros

Direção de Arte: Ouroboros Produções Artísticas

Adereços, Cenário e Figurino: Carol Gracindo e Thaís Dias

Costureiras: Duda Viana e Elza Dias

Aderecista: Helena Menezes

Assistente de produção artística: Felipe Dias

Técnica de Palco e Contrarregra: Katiana Aleixo

Produção: Plataforma – Estúdio de Produção Cultural

Direção de Produção: Fernando Gimenes

Produção Executiva: Bruno Ribeiro

Assistência de Produção: Priscila Ortelã e Jeniffer Rosseti

Designer Gráfica: Raquel Rib

Fotos: Daisy Serena

Redes Sociais: Mayhara Ribeiro

Assessoria de Imprensa: Canal Aberto – Márcia Marques, Carol Zeferino e Daniele Valério

Apoio: Ocupação 9 de Julho

Projeto: Núcleo Toada e Cooperativa Paulista de Teatro.

SERVIÇO:

Carta à Rainha Louca

Duração: 100 minutos | Classificação: 14 anos

Ocupação 9 de Julho

Rua Álvaro de Carvalho, 427 – Anhangabaú, São Paulo, SP

De 17 a 26 de outubro de 2025

Entrada gratuita | Sextas às 15h | Sábados às 11h e 15h | Domingos às 15h

Sessões com acessibilidade:

24/10 – sexta, 15h – Audiodescrição

25/10 – sábado, 15h – Libras

Circulação Centros e Núcleos de Convivência de Idosos (NCI’s):

23/10/2025 – Quinta-feira – CENTRO DE CONVIVÊNCIA CASA ROSA – 16h
Av. Nossa Senhora do Sabará, 899 – Vila Sofia – São Paulo

29/10/2025 – Quarta-feira – NCI Jardim das Imbuias – 14h30
Rua Santo Antônio do Cântaro, 32 – Cidade Dutra – São Paulo

12/11/2025 – Quarta-feira – ASSOCIAÇÃO AMOR AMAR JC – 14h
Rua Rainha das Missões, 206 – Vila Missionária – São Paulo

13/11/2025 – Quinta-feira – Fórum da Pessoa Idosa de Cidade Ademar – Salão da Subprefeitura Cidade Ademar – 14h

Av. Yervant Kissajikian, 416 – Vila Constância – São Paulo

17/11/2025 – Segunda-feira – NCI Jardim Miriam – 13h30
Rua Diogo Arias, 51 – Jardim Miriam – São Paulo.

(Com Daniele Valério/Canal Aberto Assessoria de Imprensa)

RP High-End: luxo e arte com clientes em Paris

Paris, por Kleber Patricio

À esquerda na foto, Kelly Mendes; no meio, Sindy Guedes, e, à direita, Vivi Simplicio. Fotos: Divulgação.

A Galaticos Capital, multi family office especializada em astros do esporte e do entretenimento, promove a primeira edição do projeto Galaticas in Paris, uma jornada exclusiva que reúne cultura, moda, lifestyle e reflexões sobre protagonismo feminino e planejamento patrimonial. O encontro, que acontece entre os dias 13 e 17 de outubro, reúne um grupo de clientes da Galaticos — que são também influenciadoras e empresárias, entre elas Lore ImprotaSindy Guedes e Ingrid Cantarini — em uma imersão pela capital francesa. As participantes estão hospedadas no icônico hotel Plaza Athénée, endereço símbolo do luxo parisiense.

Ao longo de cinco dias, as convidadas vivenciam experiências que vão de visitas a museus e jantares temáticos a encontros com maisons icônicas como Dior, Louis Vuitton e Aquazzura. A curadoria de moda é assinada pelo Cidade Jardim, responsável também pela experiência no Palácio de Versalhes, enquanto a programação de arte foi elaborada por Fernanda Ingletto, recém-chegada à Galapagos Capital como advisor de Arte e Cultura, que assina visitas exclusivas a ateliês de artistas franceses renomados, como Jean-Michel Othoniel.

Mais do que uma viagem de luxo, o Galaticas in Paris nasceu para valorizar o papel das mulheres como protagonistas nas famílias contemporâneas, cada vez mais responsáveis por decisões patrimoniais, financeiras e de estilo de vida. “Construir patrimônio não é apenas acumular, mas saber fazer escolhas conscientes e planejadas. O luxo pode, sim, fazer parte do estilo de vida, desde que alinhado a uma estratégia patrimonial sólida, que garanta equilíbrio e bem-estar no longo prazo. As mulheres estão no centro desse movimento – são elas que, em grande parte, definem os rumos e a segurança da família”, afirma Viviane Leal, CEO da Galaticos Capital.

Bruno Astuto guiou as Galacticas pela história de Azzedine Alaïa.

A programação combina jantares temáticos e visitas a museus com encontros de brand experience. O roteiro inclui um dia dedicado à Dior, conectando herança e empoderamento; tour por ateliês e marcas icônicas, com destaque para a Louis Vuitton; uma imersão de criação com a Aquazzura; a vivência cultural Paris by Night; a experiência artística em Versalhes e a visita ao ateliê de Jean-Michel Othoniel, referência na arte contemporânea francesa. O encerramento acontece com um brunch de celebração, dedicado a reflexões sobre escolhas financeiras, qualidade de vida e longevidade.

“O Galaticas in Paris nasce de uma estratégia não óbvia, que aproxima o universo financeiro do universo das grandes maisons e da arte. Quando pensamos em Galaticos Capital e grandes marcas, estamos falando com o mesmo público — mulheres que valorizam requinte, exclusividade, cultura e experiências transformadoras. É nessa interseção que conseguimos mostrar que luxo, arte e planejamento patrimonial podem andar de mãos dadas, traduzindo propósito e sofisticação em cada escolha”, explica Rebeca Nevares, sócia e CMO da Galapagos Capital.

Com a iniciativa, a Galaticos Capital reforça seu posicionamento como multifamily office pioneiro em traduzir planejamento patrimonial em experiências de lifestyle e branding, unindo curadoria, conteúdo e estratégia de longo prazo.

Sobre a Galaticos Capital

Roteiro boutique conecta Dior, Louis Vuitton, Aquazzura e Palácio de Versalhes com foco em protagonismo feminino e planejamento patrimonial.

A Galaticos Capital é o primeiro multi-family office brasileiro dedicado à gestão patrimonial e financeira de atletas, artistas e criadores de conteúdo. Fundada em 2024, a partir da união entre a R9 Investimentos e a Galapagos Capital, a empresa combina a experiência consolidada em wealth management com a força institucional de uma das principais companhias de investimentos do país, que soma mais de R$32 bilhões sob gestão. Com uma visão 360º, a Galaticos Capital integra gestão de investimentos, estruturação jurídica, proteção patrimonial e concierge, oferecendo suporte completo para cada fase da carreira e do patrimônio.

(Com Leticia Braun/NOVA PR)

Biblioteca de Obras Raras da Unicamp recebe exposição que retrata as ausências de assassinados e desaparecidos da ditadura militar brasileira

Campinas, por Kleber Patricio

Com abertura marcada para 7 de novembro, mostra “Ausências Brasil” receberá alunos e a população de Campinas. Fotos: Divulgação.

Uma das principais referências no trabalho de memória política no país, o Núcleo de Preservação da Memória Política – NM, em parceria com a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), por meio da Biblioteca de Obras Raras “Fausto Castilho” – BORA e pelo Laboratório de Arqueologia Pública Paulo Duarte (Nepam/Unicamp), apresentam a exposição “Ausências Brasil”, do fotógrafo argentino Gustavo Germano — uma obra de profundo impacto visual e simbólico sobre os desaparecimentos forçados durante a ditadura militar (1964–1985) no Brasil. A exposição ficará aberta ao público de 7 de novembro a 10 de janeiro de 2026.

Com o objetivo de lançar um olhar sensível sobre o tema da perseguição política e os desaparecidos do período da ditadura militar (1964–1985), os visitantes conhecerão rostos, histórias e poderão refletir sobre as possibilidades das vidas ceifadas pela brutalidade do sistema repressor. Neste sentido, as ausências nas obras do fotógrafo argentino Gustavo Germano revelam muitas presenças. A presença da dor e da saudade, a presença da injustiça e seus paradoxos, a presença da própria pessoa desaparecida.

O projeto da Exposição Ausências iniciou-se na Argentina motivado pelo desaparecimento de seu irmão, Eduardo Raúl Germano, que foi detido e desaparecido pela ditadura argentina em 17 de dezembro de 1976 e cujos restos mortais foram identificados somente em 2014 pela Equipe Argentina de Antropologia Forense. O projeto se expandiu para outros países latinos, a maioria alvos da Operação Condor – campanha de repressão e terrorismo de Estado orquestrada pelas ditaduras no Cone Sul com o apoio dos Estados Unidos. Em 2012, nasceu o projeto “Ausências Brasil”, que conta com 12 histórias de pessoas brasileiras desaparecidas durante a ditadura militar, cobrindo locais do Ceará ao Rio Grande do Sul.

Além das fotografias, haverá uma série de atividades educativo-culturais, como visitas mediadas, rodas de conversa com ex-presos políticos relacionadas ao tema, fomentando debates sobre os impactos da violência de Estado tanto no passado quanto no presente. Com o objetivo de formar cidadãos mais conscientes e críticos, a exposição reflete sobre os abusos de poder, as perseguições e os desaparecimentos forçados ocorridos durante a ditadura militar no Brasil (1964–1985) e suas repercussões na atualidade.

Um dos objetivos do projeto, segundo a museóloga do NM Kátia Felipini Neves, é refletir sobre a democracia e rechaçar a ditadura. “Cada vez que a gente apresenta essa exposição, é uma forma de reparar essas famílias”, diz.

A escolha da Unicamp como sede da exposição reforça o papel da universidade pública como espaço de resistência, reflexão crítica e formação cidadã. A Biblioteca de Obras Raras, por sua vez, é um local simbólico e de profundo valor cultural e acadêmico voltado à preservação da memória intelectual e documental. Ao acolher Ausências Brasil, a Universidade Estadual de Campinas reafirma seu compromisso com a memória histórica, conectando passado e presente em um exercício de consciência coletiva. A realização da exposição conta ainda com o apoio e a parceria do Núcleo de Estudos e Pesquisas Ambientais (Nepam), que faz parte dos Centros e Núcleos da Universidade (Cocen), do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH), da Olimpíada Nacional em História do Brasil (ONHB) e do Departamento de História da Unicamp — instituições que reafirmam a importância da abordagem interdisciplinar e do engajamento acadêmico na defesa dos direitos humanos.

O Núcleo Memória é uma instituição dedicada à preservação da memória política e à promoção dos direitos humanos e conta com uma vasta agenda de ações, como as visitas mensais ao antigo DOI-CODI/SP, os Sábados Resistentes no Memorial da Resistência de São Paulo e cursos voltados para o campo da memória política.

A realização da exposição só foi possível com o apoio do deputado estadual Antonio Donato.

Agenda da Exposição

7 de novembro – sexta-feira

9h às 11h – Visita educativa mediada

13h – Abertura Oficial, com a presença de Maurice Politi e Katia Felipini do NM, Antonio Donato (PT), Danielle Thiago Ferreira – Coordenadora BORA, Aline de Carvalho – Coordenadora do NAP/Nepam e Cristina Meneguello – Coordenadora da Olimpíada Nacional em História do Brasil – Departamento de História – IFCH

14h – Roda de Conversa com ex-presos políticos: Maurice Politi e Manoel Cyrilo

13 de novembro (quinta-feira)

14h – Formação de Educadores e Roda de Conversa com ex-presos políticos

Serviço:

Exposição Ausência Brasil na Unicamp – Biblioteca de Obras Raras “Fausto Castilho” – BORA 

De: 7 de novembro a 10 de janeiro de 2026

Onde: R. Sérgio Buarque de Holanda, 441 – Cidade Universitária, Campinas

Entrada: Gratuita

Horário de Visitação: De segunda à sexta das 9h às 17h; sábados e domingo fechados

Visitas educativas: a exposição contará com educadores para mediação das visitas tanto para grupos pequenos como para grupos escolares. A exposição conta com recursos de audiodescrição para deficientes visuais.

Importante: A biblioteca entrará em recesso de fim de ano de 22 de dezembro de 2025 a 4 de janeiro de 2026.

(Com Juliana Victorino/Agência Jacarandá)