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Lazer & Gastronomia

São Paulo, SP

Quatro viagens no tempo, um só lugar: o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual

por Kleber Patrício

Devido ao sucesso das três expedições em realidade virtual iniciadas em setembro de 2025, o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual anuncia a prorrogação de suas atividades. Além da extensão do prazo, o centro cultural traz uma novidade de peso: a exibição simultânea de quatro roteiros distintos que transportam os visitantes por bilhões de anos de […]

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Simões de Assis apresenta individual inédita do artista mexicano Gabriel de La Mora

São Paulo, por Kleber Patricio

Gabriel de la Mora – 1,027 Ca.Cy, 2025, 1,027 fragmentos de asas de borboleta Callicore cynosura sobre papel museológico. Fotos: Estúdio Gabriel de la Mora.

No último dia 1° de novembro, a Simões de Assis inaugurou a exposição Repetición Diferencia”, individual do artista mexicano Gabriel de la Mora, em São Paulo. A mostra apresenta obras inéditas de séries realizadas com cascas de ovo, asas de borboleta, penas de pássaro, rocha obsidiana e enfeites reflexivos, materiais inusuais entre a produção contemporânea. Fragmentados e articulados em colagens pictóricas complexas, esses elementos se organizam em padrões geométricos e composições sofisticadas, sempre em formatos distintos desenhados pelo próprio artista.

No conjunto apresentado, Gabriel de la Mora propõe novas vidas e sentidos aos materiais que, em contextos cotidianos, teriam seu ciclo encerrado de outras formas. A escolha e o tratamento desses elementos revelam um interesse constante pela transformação da matéria, pelo tempo e pela memória. O título da exposição, “Repetición Diferencia”, sintetiza o caráter processual e meticuloso da prática do artista, em que a repetição nunca resulta em uniformidade, mas em variações e descobertas sutis. As duas palavras do título compartilham o mesmo número de letras, vogais e consoantes, criando uma simetria linguística que se mantém tanto em espanhol quanto em português, reforçando o diálogo entre as culturas mexicana e brasileira.

Gabriel de la Mora – 4,493, 2025, 1.560 fragmentos côncavos e 2.933 fragmentos convexos de vidro soprado e alumínio sobre papel museológico.

Com uma trajetória consolidada no cenário internacional, Gabriel de la Mora é reconhecido por sua capacidade de transformar o ordinário em objeto estético. Seu trabalho desafia as fronteiras entre pintura, escultura e instalação, combinando precisão técnica e intensidade poética. O artista se interessa por processos de reconstrução e reconfiguração de materiais, questionando a permanência, o desgaste e a noção de originalidade.

Paralelamente à mostra em São Paulo, de la Mora está em cartaz com duas importantes exposições individuais em museus. No Museu Jumex, na Cidade do México, apresenta “Gabriel de la Mora: La Petite Mort”, em cartaz até 8 de fevereiro de 2026, com curadoria de Tobias Ostrander. A exposição faz um levantamento temático de duas décadas de produção, explorando a transformação de materiais por meio de processos minuciosos e a tensão entre prazer, perda e memória. Dividida em seis núcleos, a mostra aborda temas como o corpo, o apagamento, o limite do desejo e o prazer do espectador. Após sua exibição no Jumex, a exposição seguirá para o Museu de Arte Contemporânea de Monterrey (MARCO).

No Brasil, o artista também apresenta “Veemente”, individual no Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba, com curadoria de Marcello Dantas. Em cartaz até 16 de novembro de 2025, a mostra reúne cerca de 70 obras, entre instalações, pinturas e esculturas produzidas entre 2000 e 2025. O conjunto reflete a amplitude e a evolução de sua pesquisa, marcada pela diversidade de materiais e pela transformação de objetos encontrados em obras de arte, em diálogo com o conceito de ready-made.

Gabriel de la Mora – 7,200 I Ur.Le, 2025, 7.200 fragmentos de asas de borboleta Urania leilus sobre papel museológico.

Gabriel de la Mora nasceu em 1968, na Cidade do México, onde vive e trabalha. Formado em arquitetura pela Universidad Anáhuac del Norte, estudou Belas Artes no Pratt Institute, em Nova York. Sua obra integra importantes coleções públicas e privadas, incluindo o Museu Jumex (Cidade do México), o Los Angeles County Museum of Art (LACMA), o Pérez Art Museum Miami (PAMM) e o Museum of Fine Arts Houston (MFAH). Entre suas exposições individuais recentes, destacam-se as realizadas no Museo Amparo, no México; no Drawing Center, em Nova York; e no Museo de Arte de Zapopan (MAZ).

Sobre a Simões de Assis

Com mais de 40 anos de história, a Simões de Assis é uma das principais galerias da América Latina dedicadas à arte moderna e contemporânea. Inaugurada em Curitiba, Brasil, em 1984, é conduzida por duas gerações da família fundadora, operando em três sedes – São Paulo, Curitiba e Balneário Camboriú.

O artista em seu ateliê.

A galeria representa um grupo curado de 37 artistas e espólios, com foco especial na arte brasileira, mas também na arte latino-americana em diálogo com perspectivas globais. A Simões de Assis é profundamente comprometida com a internacionalização de seu programa, estabelecendo parcerias com importantes galerias, museus e curadores ao redor do mundo. Em estreita colaboração com colecionadores e instituições, busca posicionar seus artistas em importantes coleções públicas e privadas, por meio da participação regular nas feiras de arte mais relevantes – o que reflete sua visão estratégica e sua crescente atuação internacional.

Como pioneira na promoção de diálogos transgeracionais, a Simões de Assis trabalha com artistas consagrados e emergentes, construindo um programa que combina elementos históricos e uma visão voltada para o futuro. Como um projeto multigeracional, é uma plataforma de amplo alcance para intercâmbios culturais, moldando o legado da arte brasileira e latino-americana dentro de um sistema artístico globalizado e interconectado.

Serviço:

Repetición Diferencia”, individual inédita do artista mexicano Gabriel de la Mora

Período de visitação: de 1° de novembro a 20 de dezembro de 2025

Local: Galeria Simões de Assis | Alameda Lorena, 2050 – Jardins, São Paulo/SP

Horário de funcionamento: segunda a sexta, das 10h às 19h; sábado, das 10h às 15h

Entrada gratuita

Site: www.simoesdeassis.com

Instagram: @simoesdeassis_

Facebook: fb.com/simoesdeassisgaleria.

(Com Patricia Marrese/Marrese Assessoria)

Mundos Desaparecidos: viagem de 3,5 bilhões de anos, possibilitada pela realidade virtual, chega a São Paulo

São Paulo, por Kleber Patricio

Imagens: Divulgação/Excurio.

Após o lançamento no Museu Nacional de História Natural de Paris, em 2023, “Mundos Desaparecidos” chega a São Paulo. A expedição imersiva poderá ser vivenciada a partir de 15 de novembro no Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual – localizado no shopping Cidade Paulista.  

Os visitantes irão embarcar em uma viagem vertiginosa pela história da Terra e da vida, retratando mais de 3,5 bilhões de anos de evolução, graças à realidade virtual. Acessível a partir dos 8 anos de idade, este formato inédito une a pedagogia e o entretenimento e propõe transformar o público em atores fisicamente e emocionalmente envolvidos na experiência, em vez de simples espectadores.

45 minutos para contar a história da vida, que começou há 3,5 bilhões de anos

Como ilustrar a evolução do planeta e da vida através de uma seleção de espécies, locais e períodos sem ser uma experiência exaustiva? Esse é o desafio enfrentado por Mundos Desaparecidos, a expedição imersiva de 45 minutos foi concebida para que pequenas histórias relatem a grande história. Assim, a seleção incidiu sobre várias paleopaisagens, desde o Arqueano (há 3,5 bilhões de anos) até hoje, passando pelo auge da vida animal no Cambriano (há 520 milhões de anos), as grandes florestas do Carbonífero (há 300 milhões de anos) e os grandes dinossauros do Cretáceo (há 67 milhões de anos), até o surgimento da linhagem humana (entre -100.000 e -60.000 anos).

As paleopaisagens estão localizadas em várias regiões do mundo em diferentes períodos e em torno de espécies, ora espetaculares, ora mais confidenciais, que permitem compreender que a vida está em toda parte, o tempo todo, sob múltiplas formas.

Uma história científica coproduzida com o Museu Nacional de História Natural de Paris

Concebida para ser o mais realista possível, esta expedição imersiva é o resultado de uma estreita colaboração entre o Museu Nacional Francês de História Natural e seus cientistas. Paleontólogos, paleobotânicos, especialistas em evolução e bioacústicos contribuíram para o projeto desde a redação do roteiro até a produção em 3D, passando pela criação dos universos gráficos e sonoros. Assim, embora Mundos Desaparecidos proporcione uma imersão sensível e às vezes humorística, todas as informações foram rigorosamente validadas cientificamente.

Os dados e pesquisas mais recentes constituíram a base dessa experiência. Algumas vezes, interpretações sobre texturas ou cores desconhecidas foram necessárias; porém, essas escolhas aconteceram em conjunto com os pesquisadores associados. Assim, uma das principais mensagens científicas de Mundos Desaparecidos é a de tomar consciência de que a evolução – em particular a do Homo sapiens – não tem objetivo nem finalidade. Ela simplesmente é.

Tecnologia a serviço de uma imersão coletiva

Produzidas pela Emissive sob a marca Excurio, as expedições imersivas podem receber grandes fluxos de visitantes, criando a ilusão de viajar no espaço e no tempo em reconstituições históricas de alta qualidade. Equipados com um dispositivo imersivo, os participantes podem se mover livremente e viver sensações realistas com suas famílias e amigos. A tecnologia desenvolvida pela Excurio permite usar a realidade virtual em espaços de 300 a 1.000 m² e visualizar avatares dos outros participantes durante a experiência, evitando assim a sensação de isolamento que geralmente acompanha as experiências em realidade virtual.

Serviço:

Expedição Imersiva”Mundos Desaparecidos”

Shopping Cidade São Paulo – Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual – 2º Subsolo (Avenida Paulista, 1230 – Bela Vista)

De 15 de novembro de 2025 a 22 de março de 2026

Segunda a sexta, finais de semana e feriados das 10h às 21h15

Ingressos: De R$ 29 a R$ 98 (a depender do dia e horário da visita)

*meia-entrada e condições especiais para família e grupos.

Onde comprar: espacoculturalvr.com.br e Fever ou no próprio local da exposição.

Classificação etária: a partir dos 8 anos

Duração: 45 minutos

*Espaço conta com infraestrutura de acesso para cadeirantes e pessoas com dificuldade de locomoção.

Realização: Bonfilm

Produzida pela Emissive sob a marca Excurio.

(Com Karina Mancini/aTTi Comunicação)

Cisne Negro Cia de Dança se prepara para a 42ª temporada ininterrupta de “O Quebra-Nozes” em São Paulo

São Paulo, por Kleber Patricio

O Quebra-Nozes – Luta Rei Rato e Quebra-Nozes. Foto: Reginaldo Azevedo

Com foco total nas temporadas de “O Quebra-Nozes”, a Cisne Negro Cia de Dança vive semanas intensas de ensaios diários com o elenco principal e elenco contratado especialmente para a nova edição do espetáculo. Sinônimo de Natal para São Paulo há mais de quatro décadas, a companhia confirma a 42ª temporada do clássico de Tchaikovsky em duas apresentações especiais na capital paulista. Entre os dias 6 e 14 de dezembro, o espetáculo retorna pelo terceiro ano consecutivo ao Auditório Ibirapuera – Oscar Niemeyer, no Parque Ibirapuera, com 12 apresentações que integram a programação natalina do parque. Já entre 19 e 23 de dezembro, a produção será apresentada no Teatro Santander, no Complexo JK Iguatemi, em uma curta temporada de sete sessões, com vendas de ingressos já abertas pelo Sympla. Visto por mais de 500 mil pessoas desde sua estreia, O Quebra-Nozes reafirma sua importância como uma das mais emblemáticas produções da dança brasileira e uma tradição cultural que atravessa gerações.

Na temporada do Auditório Ibirapuera, o público poderá conferir a participação dos primeiros bailarinos do Ballet de Johannesburgo, na África do Sul, Monike Cristina e Ivan Domiciano, em sua segunda participação com a Cisne Negro Cia de Dança, após encantarem o público na temporada anterior de O Quebra-Nozes no Teatro Santander. Na sequência, a temporada continua no Teatro Santander, que terá novamente a presença de Ana Botafogo, uma das mais reverenciadas bailarinas do país, como mãe de Clara, ao lado dos primeiros solistas do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, Márcia Jaqueline e Cícero Gomes, com os efeitos especiais assinados pelo Circo Escola Picadeiro. Em ambas as temporadas, estará presente Felipe Carvalhido, ator com ampla experiência em musicais que há 18 anos dá vida ao enigmático Drosselmeyer, tio de Clara.

Segundo Dany Bittencourt, diretora artística da Cisne Negro, O Quebra-Nozes é um projeto muito especial e aguardado não apenas pelo público, mas também por todos aqui da companhia. A companhia vivencia durante boa parte do ano apresentações e ensaios do contemporâneo, que representa a maior parte de nosso repertório e, quando se aproxima o mês de agosto, começamos a intensificar a rotina do ballet clássico, que sempre está vivo no dia a dia dos bailarinos em aulas. Mas quando se aproxima a temporada de O Quebra-Nozes é como se fosse uma virada de chave. Esse ano antecipamos nossas audições, onde são escolhidos os bailarinos que complementam nosso elenco. É realmente uma arte mágica cada temporada que é construída.”

Paralelamente às apresentações nos teatros, a companhia também retoma o projeto Dança nos Hospitais, iniciativa que une arte e saúde e que desde 2016 leva pockets de O Quebra-Nozes a instituições de saúde da capital paulista. Com patrocínio da Supera Farma pelo segundo ano consecutivo, o projeto já impactou mais de 12 mil pessoas entre pacientes, familiares e profissionais, promovendo acolhimento e encantamento em ambientes hospitalares. As apresentações contam com a participação de parte do elenco principal da companhia, que interpreta trechos coreográficos do clássico em formato pocket, com duração média de 30 minutos. A temporada de 2025 teve início no GRAAC, no dia 14 de outubro, seguida pelo Hospital das Clínicas – Instituto Central, onde a apresentação ocorreu na manhã de 21 de outubro. No dia 23 de outubro, os bailarinos levaram trechos de O Quebra-Nozes ao ICESP – Instituto do Câncer do Estado de São Paulo, encerrando a programação no InCor – Instituto do Coração, no dia 31 de outubro.

A obra, dividida em dois atos, acompanha a fantasia de Clara, uma menina que ganha de presente de seu tio um boneco quebra-nozes na noite de Natal. Ao adormecer, ela é conduzida a um universo mágico em que brinquedos ganham vida, batalhas são travadas e reinos encantados se revelam – o Reino das Neves e o Reino dos Doces – culminando no icônico pas de deux da Fada Açucarada. Com cenários renovados, que ampliam a imersão e o encantamento da narrativa, e sob a direção artística de Dany Bittencourt, filha de Hulda Bittencourt, fundadora da Cisne Negro e idealizadora da primeira montagem há 42 anos, o espetáculo carrega consigo o legado e a emoção de uma história que começou de forma encantadora — quando, em uma feira no vão livre do MASP, Hulda se apaixonou por um boneco quebra-nozes, assim como Clara na história que viria a inspirar gerações. Dany, que hoje assina a direção artística, foi também a primeira intérprete de Clara na estreia da montagem, realizada no Teatro Sérgio Cardoso em 1983, perpetuando um ciclo de tradição, emoção e continuidade artística que acompanha a companhia até hoje.

Sobre a Cisne Negro Cia de Dança

Fundada em 1977 por Hulda Bittencourt, a Cisne Negro Cia de Dança é uma das mais renomadas companhias de dança contemporânea do Brasil. Com quase cinco décadas de história, a companhia é reconhecida pela inovação artística, técnica apurada e um repertório diversificado que abrange clássicos do balé e criações contemporâneas. A Cisne Negro tem se destacado tanto em palcos nacionais quanto internacionais, representando o Brasil em importantes festivais e turnês em países como Alemanha, Estados Unidos, China, Africa do Sul, Argentina, Canadá, Chile, Colômbia, Cuba, Escócia, Espanha, Inglaterra, Moçambique, Paraguai, Romênia, Tailândia e Uruguai, onde o grupo exibiu-se como um modelo de trabalho dentro da dança brasileira, construído com profissionalismo e paixão.

A companhia é conhecida por suas montagens criativas, incluindo a tradicional temporada de ‘O Quebra Nozes’, realizada anualmente, que se tornou um marco na cena cultural brasileira. Com uma equipe de talentosos bailarinos e sob a direção artística de Dany Bittencourt, a Cisne Negro continua a encantar e desafiar plateias ao explorar novos horizontes na dança.

A Cisne Negro Cia de Dança tem em seus valores a inclusão e está sempre atenta à acessibilidade do público, buscando garantir que sua arte seja apreciada por todos. Com um compromisso inabalável com a excelência e a promoção da arte, a companhia segue firme em sua missão de transformar e enriquecer a vida cultural através da dança.

Serviço:

O Quebra-Nozes – 42ª Temporada | Cisne Negro Cia de Dança

Auditório Ibirapuera – Oscar Niemeyer

6 a 14 de dezembro de 2025

Segunda a sexta – 20h00 | Sábados – 16h00 e 20h00 | Domingos – 15h00 e 19h00

Parque Ibirapuera – Portão 3 – Av. Pedro Álvares Cabral, s/nº

Ingressos: de R$ 25,00 (meia-entrada ingresso popular) a R$ 250,00 (inteira)

Lotação: 800 lugares

Vendas: já disponíveis pela plataforma Pixel Ticket da Ingresse

Patrocínio: Urbia, Urbia Cataratas, Mineirão, Inova Saúde

Teatro Santander – Complexo JK Iguatemi

19 a 23 de dezembro de 2025

Sexta, segunda e terça – 20h00 | Sábados e domingos – 16h00 e 20h00

Av. Pres. Juscelino Kubitschek, 2041 – Itaim Bibi – São Paulo/SP

Ingressos: Plateia – R$ 250 (inteira) / R$ 125 (meia) | Plateia Superior / Frisa – R$ 200 (inteira) / R$ 100 (meia) | Balcão A – R$ 150 (inteira) / R$ 75 (meia) | Balcão B / Frisa Balcão – R$ 50 (inteira) / R$ 25 (meia)

Estacionamento: valet R$ 50 (débito/crédito)

Vendas: já abertas pelo Sympla

Patrocínio: Santander Brasil, Zurich Santander e Esfera

Direção Artística: Dany Bittencourt.

(Com Vanessa Luckaschek/Luar Conteúdo)

MAB FAAP apresenta exposição inédita da artista Caru Duprat

São Paulo, por Kleber Patricio

Águas de Santorini V – da série “Águas que falam de águas” – Caru Duprat. Foto: Felipe Cunha.

MAB FAAP apresenta “Entre o desenho e a pintura”, exposição individual e inédita da artista Caru Duprat, dentro do projeto Mezanino Aberto. Com curadoria de Nancy Betts, a exposição fica em cartaz até dia 20 de dezembro e traz um conjunto recente de obras da artista.

A mostra reúne três séries – “Águas que falam de águas”, “Águas que querem ser montanhas” e “Passagens” – que exploram a potência expressiva da aquarela. Entre transparências e densidades, Caru aproxima o gesto do desenho ao da pintura, evocando a lição dos mestres japoneses do “ukiyo-e”, como Katsushika Hokusai e Utagawa Hiroshige, pintores de paisagens neste gênero que, na tradução para o português, significa “imagens do mundo flutuante”.

A partir de distintos locais como Ilha Bela, no litoral paulista, em Santorini, na Grécia, e Paraty, no litoral carioca, a artista propõe um olhar renovado sobre a paisagem. “Ao transformar a paisagem em pintura, busco dar forma ao que acontece quando ela me envolve e me atravessa”, explica a artista em seu projeto.

“Desenhando se pinta, pintando se desenha”

Águas de Mont Saint Michel I – da série “Águas que falam de águas” – Caru Duprat. Foto: Felipe Cunha.

O trabalho da artista apresenta paisagens que são passagens, fluxos que se estendem para além do olhar do espectador. “Desenhando se pinta, pintando se desenha”, afirma a artista, retomando o pensamento de Paul Cézanne, ao mostrar que o mundo natural se faz presente não apenas como tema, mas como experiência sensível.

A curadoria de Nancy Betts, professora de História da Arte da FAAP, ressalta a força poética da obra de Caru e a atualidade de sua investigação sobre os limites e confluências entre meios artísticos. Para ela, “no intuito de rasgar a linearidade do desenho, a artista investe na dimensão pictórica pelo uso da cor, da pincelada, das velaturas e das texturas a fim de encontrar a poesia da paisagem na pintura”.

Caru Duprat

Além de seu trabalho como artista plástica, Caru Duprat possui uma extensa trajetória acadêmica. Graduada em Educação Artística com especialidade em Artes Plásticas pela ECA-USP (1979), ela também é mestre e doutora em Poéticas Visuais pela Universidade Estadual de Campinas, e possui pós-doutorado pela Escola de Comunicação e Artes da USP (2023). Atualmente, é professora no Centro Universitário Armando Alvares Penteado.

Mezanino Aberto

Exposição Mezanino Aberto – “Entre o desenho e a pintura” – Caru Duprat – MAB FAAP. Foto: Rafayane Carvalho.

O Mezanino Aberto é um programa anual do MAB FAAP que prestigia artistas formados pela FAAP, professores ou pessoas que fizeram parte da história da instituição. O projeto oferece aos selecionados espaço para expor suas obras, além de suporte técnico e financeiro para a produção e montagem da exposição. Desde sua criação, em 2021, o programa já contemplou artistas como Paulo Almeida, Laerte Ramos, Isis Gasparini e, em 2024, Renata Haar.

Serviço:

Mezanino Aberto | Exposição Entre o desenho e a pintura, de Caru Duprat

Até 21 de dezembro de 2025

Texto curatorial: Nancy Betts

MAB FAAP

Endereço: Rua Alagoas, 903 – Higienópolis

Horário de funcionamento: terça a domingo das 10h às 18h, última entrada às 17h30. *Museu fechado às segundas-feiras

Entrada gratuita

Classificação indicativa: livre.

(Com Paula Corrêa/Buriti Comunicação)

Orquestra Tom Jobim celebra protagonismo do piano na música brasileira

São Paulo, por Kleber Patricio

Concerto da Orquestra Tom Jobim no Theatro São Pedro. Fotos: Robs Borges.

Orquestra Tom Jobim, grupo ligado à Escola de Música do Estado de São Paulo – EMESP Tom Jobim, apresenta no MASP e na Sala São Paulo, nos dias 1 e 2 de novembro, às 18h e às 11h, respectivamente, o concerto Piano Brasileiro. No MASP, os ingressos variam entre R$ 26 (meia) e R$ 52 (inteira), já na Sala São Paulo a entrada é gratuita.

Sob a regência de Nelson Ayres e Tiago Costa, o programa valoriza a importância do piano na música brasileira e conduz o público a uma viagem sonora pela riqueza rítmica e melódica do país. As apresentações terão participação do pianista Paulo Braga, com repertório que une tradição e inovação, lirismo e virtuosismo, celebrando o piano como expressão viva da identidade musical nacional.

Com arranjos especialmente produzidos para a Orquestra Tom Jobim, o programa abre com as peças Suíte Milagre dos Peixes, de Milton Nascimento, e Corta Jaca, de Chiquinha Gonzaga. Após, serão interpretadas composições de Paulo Braga, como Nhonhô da Butica, Cabeça de Melão e Ô Lugar!. 

Na sequência, o grupo executa as obras Apanhei-te Cavaquinho, de Ernesto Nazareth, Sete Anéis, de Egberto Gismonti e Yatra-Tá, de Tânia Maria. Os concertos serão encerrados com Camundongas, de Laércio de Freitas e Samambaia, de César Camargo Mariano.

SERVIÇO:

Orquestra Jovem Tom Jobim

Piano Brasileiro 

Orquestra Jovem Tom Jobim

Nelson Ayres, regência

Tiago Costa, regência

Paulo Braga, piano

MILTON NASCIMENTO (1942 -)

Suíte Milagre dos Peixes [arr. Nelson Ayres] – 6′

CHIQUINHA GONZAGA (1847 – 1935)

Corta Jaca [arr. Tiago Costa] – 5’

PAULO BRAGA (1963-)

Nhonhô da Butica [arr. Tiago Costa] – 6’

PAULO BRAGA (1963-)

Cabeça de Melão [arr. Nelson Ayres] – 6’

PAULO BRAGA (1963-)

Ô Lugar! [arr. Nelson Ayres] – 5’

ERNESTO NAZARETH (1863 – 1934)

Apanhei-te Cavaquinho [arr. Tiago Costa] – 4’

EGBERTO GISMONTI (1947 -)

Sete Anéis [arr. Rodrigo Morte] – 5’

TÂNIA MARIA (1948 -)

Yatra-Tá [arr. Tiago Costa] – 4’

LAÉRCIO DE FREITAS (1941 – 2024)

Camundongas [arr. Tiago Costa] – 4’

CÉSAR CAMARGO MARIANO (1943 -)

Samambaia [arr. Nelson Ayres] – 4’

Concertos:

1 de novembro, sábado, 18h, MASP (auditório)

Ingressos: R$ 26 (meia) e R$ 52 (inteira)

2 de novembro, domingo, 11h, Sala São Paulo

Entrada franca

Duração: 1h30min

Classificação Livre

Nelson Ayres, regência

Iniciou seus estudos musicais com Paul Urbach entre os anos de 1959 e 1962. Foi aluno ainda de Luís Schiavo (1963-1965) e Conrad Bernhard (1966-1967). Sendo professor e diretor do Centro de Desenvolvimento Artístico, de São Paulo, de 1966 a 1969. No mesmo ano, fez o curso de regência com Diogo Pacheco e viajou para os EUA para estudar na Berklee School of Music (Boston), sendo o primeiro brasileiro a receber bolsa para a renomada escola de música. Ainda nos Estados Unidos, estudou piano com Margareth Chaloff e composição com John Adams. Em 1985, foi correalizador do “Projeto Prisma” (disco e show) com César Camargo Mariano, realizando turnês de dois anos pelo Brasil. Em 1985, a convite de César Camargo Mariano, participou do projeto Prisma. Sete anos depois, o pianista assumiu a regência e a direção artística da Orquestra Jazz Sinfônica, função que ocupou por nove anos.

Tiago Costa, regência

Pianista, compositor e arranjador vêm transitando entre a música instrumental, a canção e a música orquestral. Ganhou destaque Como arranjador e teve suas peças gravadas dentro e fora do Brasil com obras registradas pela OSESP e Orquestra Jazz Sinfônica. Trabalhou ao lado de inúmeros artistas de primeira grandeza da música brasileira como Maria Rita, Zizi Possi, Chico Pinheiro, Gilberto Gil, Ivan Lins e Monica Salmaso, tendo já se apresentado nos cinco continentes.

ORQUESTRA JOVEM TOM JOBIM

Dedicada especialmente à música popular brasileira orquestral, a Orquestra Jovem Tom Jobim tem uma sonoridade particular. Ao mesmo tempo em que se insere na tradição das orquestras de rádio e TV, também tem características muito peculiares e recentes. Além do jogo de cintura e polivalência dos grupos de antigamente, a Tom Jobim tem uma face contemporânea, fruto de um repertório formado majoritariamente por arranjos concebidos especialmente para o grupo. No palco, alia-se a potência e expressividade de uma orquestra sinfônica (com naipes de cordas, madeiras e metais), à força e energia da seção rítmica (piano, contrabaixo elétrico, guitarra, bateria e percussão). Dessa união, carregada de vitalidade, resulta um som distinto, uma pronúncia tipicamente brasileira da música de concerto. Criado em 2001, durante o Festival Internacional de Inverno de Campos do Jordão, o grupo de difusão e formação musical da EMESP Tom Jobim, instituição da Secretaria de Cultura, Economia e Indústria Criativas, gerida pela organização social Santa Marcelina Cultura, possibilita vivência orquestral erudita e popular aos bolsistas, por meio do resgate de obras tradicionais de grandes compositores nacionais, com especial dedicação à obra de Tom Jobim, além de pesquisa e experimentação musical. Toda sua programação, da escolha de repertório à dinâmica de ensaios, é realizada pensando na formação dos bolsistas. Os jovens músicos ensaiam e se apresentam com os solistas convidados, e usufruem de um rico intercâmbio de conhecimentos e vivências. A experiência completa – ensaios de alta intensidade, aulas com convidados que são referência em sua área, e exploração de um repertório versátil e inovador – proporcionam aos jovens músicos não apenas um aprimoramento técnico e estilístico, mas um conhecimento profundo do fazer musical.

ESCOLA DE MÚSICA DO ESTADO DE SÃO PAULO – EMESP TOM JOBIM

Referência no ensino brasileiro de música, a EMESP Tom Jobim é uma escola do Governo do Estado de São Paulo gerida pela Santa Marcelina Cultura, Organização Social parceira da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo. Atende gratuitamente cerca de 2.000 alunas e alunos em seus cursos e habilitações em música popular e erudita, da teoria à prática musical. Em 2024, a EMESP Tom Jobim comemorou 35 anos de atuação. A Escola tem como objetivo a formação dos futuros profissionais da música erudita e popular. Com um corpo docente altamente qualificado, a EMESP Tom Jobim vem construindo um projeto pedagógico inovador, com foco no ensino de instrumento, no convívio dos alunos com grandes mestres e nas práticas coletivas (música de câmara e prática de conjunto), além de disciplinas teóricas de apoio. Em constante diálogo com as principais instituições de formação musical do Brasil e do mundo, a EMESP Tom Jobim oferece a cada ano centenas de shows, concertos, workshops e master classes. A EMESP Tom Jobim mantém um eixo de difusão artística complementar às atividades de formação com o objetivo de contribuir para o desenvolvimento de seus alunos e criar uma ponte entre o aprendizado e a profissionalização, além de fomentar a formação de público e a difusão da música em todas as modalidades. A Escola mantém os grupos artísticos: Banda Sinfônica Jovem do Estado, Coral Jovem do Estado, Orquestra Jovem do Estado e Orquestra Jovem Tom Jobim que oferecem bolsas para as alunas e os alunos da Escola.

(Com Julian Schumacher/Santa Marcelina Cultura)