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Lazer & Gastronomia

São Paulo, SP

Quatro viagens no tempo, um só lugar: o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual

por Kleber Patrício

Devido ao sucesso das três expedições em realidade virtual iniciadas em setembro de 2025, o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual anuncia a prorrogação de suas atividades. Além da extensão do prazo, o centro cultural traz uma novidade de peso: a exibição simultânea de quatro roteiros distintos que transportam os visitantes por bilhões de anos de […]

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Em tempo de COP30, nasce o Bosque das Araras em Bonito/MS

Bonito, MS, por Kleber Patricio

Fotos: Mario Barila.

No mesmo dia da abertura da COP30, em 10 de novembro, em Belém (PA), o município de Bonito (MS) sediará o plantio de 250 árvores nativas; entre elas, jacarandá-mimoso, sete copas, amendoim-de-arara, baru e copaíba. A iniciativa será realizada em uma área de mais de 2 mil m² no atrativo turístico Rio Sucuri Ecoturismo, onde ficará o Bosque das Araras, um espaço que deverá se tornar refúgio natural para as araras e outras aves da fauna pantaneira, ampliando as áreas de proteção e de nidificação dessas espécies frequentemente ameaçadas pela perda de seus habitats naturais.

O fotógrafo e ambientalista Mário Barila, fundador do Projeto Água Vida, é o idealizador da ação, que unem reflorestamento e educação ambiental. O local será visitado por crianças das escolas de Bonito, que poderão observar as aves livres em seu ambiente natural. O objetivo é criar um habitat permanente, onde as araras e demais aves encontrem alimento, abrigo e segurança, fortalecendo a reprodução e a conservação das espécies.

“Quando plantamos uma árvore, plantamos também a esperança de ver a natureza se refazer. O Bosque das Araras será um símbolo do que podemos alcançar com união e propósito”, afirma Mário Barila, que a mais de uma década lidera o Projeto Água Vida em ações de reflorestamento e conscientização ambiental no Pantanal e em outros biomas brasileiros.

As mudas utilizadas no plantio serão doadas pela Chácara Boa Vida, da viveirista Élida Aivi, e o plantio ocorrerá em conjunto com a Fundação Neotrópica do Brasil. A parceria reforça a continuidade de um trabalho desenvolvido há anos: o Projeto Água Vida já havia doado insumos para a criação de um viveiro voltado à produção de árvores que servem de alimento e abrigo às araras, e agora as mudas cultivadas ali retornam à natureza, dando origem ao novo bosque.

O Bosque das Araras nasce, portanto, como um projeto coletivo e contínuo que integra comunidades, educadores e ambientalistas em torno de um mesmo propósito: proteger o Pantanal e garantir um futuro para as espécies que fazem parte da identidade brasileira.

Barila aproveitará a ação e sua passagem por Bonito para produzir novas fotos para o Projeto Água Vida, cuja comercialização contribui para o financiamento das ações socioambientais realizadas nos diferentes biomas do país.

Projeto Água Vida – Desde 2014 | Criado pelo fotógrafo e ambientalista Mário Barila, o Projeto Água Vida tem como objetivo desenvolver e realizar ações em prol da preservação ambiental, educação ecológica e resgate de cidadania, destacando a importância vital da água para a vida no planeta. As iniciativas são financiadas pela venda das fotos de Barila e por doações de parceiros, garantindo a continuidade de projetos em diferentes biomas brasileiros.

Economista de formação, Mário Barila se dedicou à fotografia, sua paixão desde a adolescência, e ao se aposentar aprofundou seus estudos com o renomado fotógrafo Araquém Alcântara, conhecido por retratar a fauna e flora do Brasil. Sensibilizado com as questões ambientais e sociais observadas em suas viagens pelo país e exterior, Barila utiliza a fotografia como ferramenta de conscientização ambiental, registrando espécies ameaçadas, a realidade das comunidades locais e a luta pela preservação da vida e do planeta. Os interessados em conhecer mais sobre as atividades do Projeto Água Vida e contribuir com suas ações podem acessar o site ou o perfil no Instagram @mariobarilafilho.

(Com Cris Landi)

Nova exposição “Rendando Histórias” entra em cartaz no Museu A CASA do Objeto Brasileiro

São Paulo, por Kleber Patricio

Mestre Ambrósio, um dos personagens do festejo do Cavalo-Marinho. Foto: Divulgação.

Museu A CASA do Objeto Brasileiro e as Rendeiras da Aldeia, apresentam, a partir de 15 de novembro, sábado, a exposição “Rendando Histórias”, uma celebração da trajetória dos quase 20 anos do coletivo Rendeiras da Aldeia, grupo de mães e mulheres de Carapicuíba (SP) que, desde 2006, se encontram para exercitar, produzir, preservar e difundir as tradições de um ofício que trouxeram das suas regiões de origem, em especial os estados nordestinos de Pernambuco e Paraíba: a Renda Renascença.

As Rendeiras da Aldeia celebram essa trajetória por meio de obras que unem o fazer manual à expressão cultural da comunidade. A mostra apresenta dois eixos principais: o trabalho coletivo das mulheres e a relação com a festa do Cavalo-Marinho, trazida por migrantes pernambucanos e incorporada em Carapicuíba como o “Boizinho da Aldeia”. Essa celebração inspira a criação de máscaras de renda que representam personagens da cultura popular, como Mestre Ambrósio, Empata-Samba e Catirina.

A renda renascença também ganha novas dimensões, ultrapassando o plano bidimensional e alcançando o tridimensional, o que revela a potência criadora das mulheres da Aldeia Jesuítica de Carapicuíba.

No dia da abertura, haverá ainda o “Papo de Casa” e a apresentação musical “Cantos das Rendeiras”, com o coletivo Rendeiras da Aldeia. O encontro, que acontece das 13h às 14h30, propõe um mergulho no universo feminino e comunitário da renda, unindo tradição, música e design contemporâneo.

O “Cantos das Rendeiras” apresenta melodias de trabalho entoadas durante o ato de rendar – cantos transmitidos entre gerações, que guardam memórias, resistências e afetos. Na sequência, o “Papo de Casa”, mediado por Lucilene Silva, reúne artistas, artesãs e parceiros do projeto, entre eles Ana Vaz, Alexandre Rousset, Viviane Fortes, Vera Cristina Athayde, Mestra Wilma da Silva e Aliane Lindolfo, em uma conversa sobre como os saberes tradicionais dialogam com a prática artesanal, a pesquisa cultural e o design contemporâneo.

A mostra conta com apoio do ProAC Edital e fica em cartaz até 11 de janeiro de 2026.

Sobre as Rendeiras da Aldeia

Criado em 2006 na Oca Escola Cultural, o coletivo reúne mulheres que encontraram na Renda Renascença e nos Cantos de Trabalho caminhos de autonomia, memória e criação. Com atuação que une tradição e contemporaneidade, o grupo participa de exposições, desfiles e residências artísticas no Brasil e no exterior, difundindo um saber artesanal que atravessa gerações e reafirma a força da coletividade feminina.

Sobre o Museu A CASA do Objeto Brasileiro

O Museu A CASA do Objeto Brasileiro é um espaço de referência na valorização do saber artesanal, atuando desde 1997 para proteger, difundir e atualizar suas tradições. Criado pela economista Renata Mellão, o museu fomenta a produção artesanal por meio de exposições, projetos, programação cultural e parcerias institucionais. Seu acervo inclui peças de Mestres Artesãos como Espedito Seleiro e de comunidades como os Baniwa e os ceramistas do Xingu.

Mais do que preservar, o museu atua ativamente na valorização do fazer manual como ferramenta de desenvolvimento social e econômico. Suas iniciativas incentivam a autonomia dos artesãos e artesãs, garantindo o reconhecimento de seus saberes e respeitando a identidade cultural de cada comunidade. Por meio de programas educativos, capacitações e pesquisas, o museu estabelece pontes entre tradição e inovação, fortalecendo a produção artesanal em diferentes territórios.

Ao longo de sua trajetória, o Museu A CASA consolidou-se como um importante polo de pesquisa e reflexão sobre o artesanato brasileiro. Suas exposições revelam a diversidade das práticas artesanais no país, abrangendo técnicas como a cerâmica indígena, as rendas, os trançados e a marcenaria. Além disso, promove iniciativas que aproximam artesãos, designers, pesquisadores e o público interessado na cultura material brasileira.

Desde 2008, o Museu A CASA realiza o Prêmio Objeto Brasileiro, um dos principais reconhecimentos do setor, voltado para a produção artesanal contemporânea. Com nove edições realizadas, o prêmio já recebeu quase duas mil inscrições, destacando a inovação e a excelência do fazer artesanal no Brasil.

Com um olhar atento à tradição e ao futuro do artesanato, o Museu A CASA segue impulsionando novas narrativas e promovendo o encontro entre diferentes gerações de criadores, pesquisadores e apreciadores do objeto brasileiro.

Sobre a Loja do Museu A CASA

A Loja do Museu A CASA é uma extensão do trabalho do Museu A CASA do Objeto Brasileiro, oferecendo ao público a oportunidade de adquirir peças criadas por artesãos e comunidades de diversas regiões do país. Seu acervo é cuidadosamente selecionado para destacar a riqueza do artesanato brasileiro, valorizando materiais, técnicas e expressões culturais únicas.

Cada peça disponível na Loja do Museu A CASA carrega a história e a identidade de seus criadores, conectando tradição e contemporaneidade. O espaço busca promover a sustentabilidade da produção artesanal, garantindo que os artesãos sejam remunerados de forma justa e que seus saberes sejam preservados.

Além de objetos de decoração e utilitários, a loja apresenta uma curadoria especial de peças autorais, muitas delas fruto de parcerias entre designers e mestres artesãos. Dessa forma, a Loja do Museu A CASA se torna um ponto de encontro entre diferentes públicos, incentivando o consumo consciente e a valorização do fazer manual brasileiro.

Serviço:

Rendado Histórias

Local: Museu A CASA do Objeto Brasileiro

(Av. Pedroso de Morais, 1216 – Pinheiros, São Paulo – SP, 05420-001)

Abertura: 15 de novembro de 2025, sábado, das 14h às 18h

Período expositivo: De 15 de novembro a 11 de janeiro

Horário: De quarta a domingo, das 10h às 18h

Entrada gratuita

Mais informações: Tel: +55 (11) 3814-9711 | E-mailSite | Instagram.

(Com Danielle Monteiro/Agência Taga)

Sonare Antico leva o repertório barroco à Unibes Cultural em novembro

São Paulo, por Kleber Patricio

Foto: Matheus Biscaro.

O grupo Sonare Antico realiza a última apresentação da temporada do concerto Concertante – Ecos do Barroco no dia 7 de novembro de 2025 (sexta-feira), às 20h, na Unibes Cultural (Rua Oscar Freire, 2500 – Sumaré, São Paulo, SP).

O programa é dedicado à música instrumental do início do século XVIII e reúne obras de Antonio Vivaldi, Tomaso Albinoni e Giuseppe Antonio Brescianello, entre elas o raro Concerto “Madrigalesco” (RV.129) e a Chaconne em Lá Maior.

As obras são executadas com cópias de instrumentos de época — como cravo e teorba — afinados segundo padrões históricos. Os instrumentos de cordas friccionadas, como violinos, violas e violoncelo, utilizam encordoamento de tripa, conferindo uma sonoridade mais quente e expressiva e recriando a sonoridade original do período, revelando a riqueza polifônica e afetiva do barroco.

Sobre o Grupo

Foto: Divulgação.

O Sonare Antico é formado por músicos especializados em interpretação historicamente orientada, com formação no Brasil e no exterior. O conjunto dedica-se a recriar a sonoridade dos séculos XVII e XVIII com violinos, violas, violoncelos e contrabaixo barrocos, além do cravo e da teorba. Suas apresentações resgatam uma sonoridade específica, surpreendentemente atual, marcada pelo rigor histórico e pela vitalidade artística.

Repertório

1 – A. Vivaldi – Concerto para orquestra de cordas e baixo contínuo, RV.129, “Madrigalesco”, em ré menor

2 – A. Vivaldi – Concerto para Violino nº 9, Op.3, L’estro Armonico, em Ré Maior

3 – T. Albinoni – Sinfonia (Sonata) a Cinco, Op.2, nº 3, em Dó Maior

4 – G. A. Brescianello – Chaconne, em Lá Maior

5 – A. Vivaldi – Concerto para Violino nº 4, Op.4, La Stravaganza, em lá menor

6 – A. Vivaldi – Concerto para orquestra de cordas e baixo contínuo, RV.156, em sol menor

Ficha Técnica – Sonare Antico

Violinos: Carol Colepicolo, Lucas Biscaro, Renan Vitoriano

Viola: Leonardo Marques

Violoncelo: Diego Alves

Contrabaixo: Gilberto Chacur

Teorba: Alexandre Ribeiro

Cravo: Fernando Cardoso.

Serviço:

Concertante – Ecos do Barroco, com o grupo Sonare Antico

Data: 7 de novembro de 2025 (sexta-feira), às 20h

Local: Unibes Cultural – Rua Oscar Freire, 2500, Sumaré, São Paulo (SP)

Ingressos: R$ 60,00 + R$6,00 (tx. Sympla)

Meia-entrada: R$ 30,00 + R$ 3,00 (tx. Sympla)

Venda online: Sympla

Classificação indicativa: Livre

Duração: 60 minutos.

(Com Daniele Valério/ Canal Aberto Assessoria de Imprensa)

Ministério da Cultura e Petrobras apresentam Grupo Galpão em “(Um) Ensaio sobre a Cegueira”

São Paulo, por Kleber Patricio

Grupo Galpão em (UM) ENSAIO SOBRE A CEGUEIRA. Foto: Fernando Lara.

As alegorias – e as potentes vírgulas – do escritor José Saramago (1922–2010) encontram a infinitude cênica e poética do Grupo Galpão. “(Um) Ensaio sobre a Cegueira”, o mais recente espetáculo da companhia mineira, é inspirado no romance do autor português, vencedor, em 1998, do Prêmio Nobel de Literatura, com direção e dramaturgia de Rodrigo Portella, e direção musical de Federico Puppi. Na clássica obra, lançada há exatos 30 anos, uma epidemia assola a cidade, privando seus habitantes de enxergar o mundo. Em tal contexto, questões ligadas à moral, à ética e à vida em comunidade são postas em xeque.

A temporada da peça na capital paulista será de 20 de novembro (quinta-feira) a 14 de dezembro de 2025, no Sesc 24 de Maio, de quinta a sábado 19h, domingos, e dia 20/11 (feriado), às 18h. Esta temporada é realizada por meio da Lei Rouanet, com patrocínio da Petrobras, Vale, Cemig e Laranjinha do Itaú, com parceria do Sesc São Paulo.

A peça já percorreu cidades como Belo Horizonte (MG), Porto Alegre (RS), Rio de Janeiro (RJ) e Uberlândia (MG). Além da estreia no palco do Sesc 24 de Maio, o Grupo Galpão fará apresentações no Sesc Santo André – com realização do Sesc São Paulo – de 6 a 16 de novembro de 2025 — quintas a sábados, às 19h, e domingos, às 17h.

Sinopse

Uma epidemia de cegueira assola a cidade, privando seus habitantes de enxergar o mundo como antes. Tudo começa com um homem no trânsito, repentinamente cego. Rapidamente a condição se espalha e coloca à prova a moral, a ética e as noções de coletivo. Um encontro entre o Grupo Galpão e a obra de José Saramago, escritor português ganhador do Prêmio Nobel de Literatura.

A Experiência

Em (Um) Ensaio sobre a Cegueira, adaptação do romance de José Saramago escrita e dirigida por Rodrigo Portella, o Grupo Galpão propõe uma experiência em que a imaginação do público assume papel central. No espaço cênico despojado, sem cenário ou artifícios, os próprios atores manipulam objetos, luz e som, e constroem diante da plateia as imagens e situações da narrativa. A encenação aposta na teatralidade explícita e na sugestão em lugar da representação literal, convidando o espectador a completar o que não se mostra. Em determinados momentos, o público é integrado à ação: pessoas são vendadas e inseridas na cena como novos grupos de cegos que chegam ao manicômio, o que modifica a relação entre quem assiste e o que é encenado, aproximando ficção e realidade.

O espetáculo também conta com o Ingresso Experiência, categoria na qual o público poderá vivenciar a peça nesta experiência imersiva e sensorial no palco citada acima, guiada pelo elenco. Pessoas maiores de 18 anos poderão participar, aceitando as condições informadas. A compra do ingresso experiência será online, individual (única e intransferível).

A Montagem

Contada por meio da prosa ensaística de Saramago, a história sobre a “cegueira branca” que se espalha em diversas partes do mundo não é apenas uma meditação sobre a perda e a fragilidade humanas, mas, também, uma potente alegoria acerca dos frágeis limites éticos que nos separam da barbárie. “A obra revela o modo como, em um mundo despojado das aparências, enxergamos, realmente, quem somos e o que, em essência, significa ser humano”, destaca Rodrigo Portella, para quem a narrativa do grande escritor português se revela repleta de paralelismos: “A cegueira pode ser uma metáfora da perda de sentido e do senso de humanidade, assim como de nossa capacidade de enxergar além do que se vê”.

Ator e um dos fundadores do Galpão, Eduardo Moreira ressalta que a parceria com Rodrigo Portella e o projeto de adaptação do romance “Ensaio sobre a Cegueira” representam mais um importante capítulo da trajetória de experimentação e teatro de pesquisa do Grupo. “Em 43 anos de atividade contínua, sempre pautamos nossa prática pela busca de novas e desafiadoras experiências, que nos fizessem refletir sobre a natureza do teatro e de como ampliar e diversificar nossos conhecimentos e perspectivas”, comenta.

Segundo Eduardo, o teatro do Galpão está sempre em construção. “Nós nos colocamos como aprendizes, nessa perspectiva, num processo profundamente libertador, que revela nossos limites, ao mesmo tempo em que nos convida a viver novas experiências de risco e experimentação, não só entre nós, mas, também, na comunhão com o público, que sempre foi e continua sendo parte essencial do nosso trabalho”. A questão central de todo o processo de trabalho ligado a “(Um) Ensaio sobre a Cegueira” está na elaboração de um ator formulador, que constrói permanente dialética entre narrativa e drama, a partir da obra de Saramago. “A natureza de ensaio, de algo construído no calor do aqui e do agora, na busca por um frescor permanente do acontecimento teatral, foi o impulso primordial da adaptação proposta por Rodrigo Portella, ao abordar a fábula da distopia de um mundo dominado pela metáfora de uma ‘cegueira branca’”.

Também para Eduardo, a ideia de um mundo em que “não cegamos”, mas onde “estamos cegos” – “cegos que veem”, “cegos que, vendo, não veem” – garante a exata dimensão da extraordinária atualidade da obra de Saramago e de sua capacidade de dialogar com as grandes questões e mazelas do nosso tempo. “É um convite para que possamos fechar os olhos e, finalmente, ver”.

Na opinião de Rodrigo Portella, em Saramago, vê -se de algo como o ofuscamento do saber ou a representação da ignorância, da curiosidade e do interesse genuíno no coletivo. “Para mim, a obra é a alegoria, quase satírica, de uma sociedade mergulhada numa espécie de produtivismo capitalista que o próprio Saramago chama de mal branco. Não é sobre não poder ver, como uma deficiência visual; é sobre não enxergar o que se vê”, analisa. “Estamos cegos diante de tanta imagem, perdemos a capacidade de ler o mundo em camadas mais complexas. Quando vou a um museu muito turístico, constato uma cegueira geral. Poucas pessoas veem, de fato, as obras. A maioria, ao contrário, não as enxerga, pois perdeu a capacidade de ler, observar e reter. Elas estão distraídas com suas selfies ‘instagramáveis’, perdidas numa espécie de automatismo”, completa.

Saramago escreve: “Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara”. Para o diretor da peça, o verbo “reparar” pode, aqui, tanto significar a possibilidade de acessar as camadas mais profundas da visão: “Talvez, Saramago esteja propondo uma epidemia de cegueira como forma de nos proporcionar algum aprendizado. Passar por toda a privação da autonomia, de serviços básicos, ter que lutar pelo alimento, experimentar o medo irracional, o horror da banalidade do mal, para, enfim, dar-se conta da necessidade de reparar, mudar, ajustar o sistema, retornar ao essencial; como se toda a jornada na escuridão fosse um caminho de evolução em relação à consciência e à necessidade de reafirmação e reiteração do pacto civilizatório”. 

No que diz respeito ao processo de trabalho de “(Um) Ensaio sobre a Cegueira”, Fernanda Vianna, atriz do grupo, destaca a “cegueira branca” de Saramago como uma “cegueira moral da indiferença, do egoísmo, da tirania e da covardia, de nossa impotência diante das guerras, dos que têm fome. É uma oportunidade ímpar poder falar sobre isso neste momento”.

A direção musical do espetáculo é do violoncelista, produtor e compositor musical, Federico Puppi, parceiro de Portella em outros trabalhos. Para ele, trabalhar com o Grupo Galpão é como compor “para um instrumento com timbre próprio — cheio de história, personalidade e alma”. Afinal: “Cada ator, cada gesto, carrega uma sonoridade única, como se o grupo inteiro vibrasse em harmonia. Criar música para o Galpão é dialogar com essa memória viva, ouvindo o que a cena pede e respondendo com afeto e escuta. Não é apenas música: é ressonância. É esculpir a sonoridade da cena a partir da riqueza evocativa que o grupo propõe, somando a minha identidade”.

A peça como um ensaio

Certa liberdade e uma espécie de diálogo entre autor e leitor – que também encontra espaço aberto a seus comentários – são características latentes dos ensaios. No contexto do romance, a ideia de um ensaio aproxima a ficção do mundo real, uma vez que o autor é, de fato, um autor, e se coloca como tal na obra. No romance “Ensaio sobre a Cegueira”, tudo isso é evidente. Afinal, Saramago parece atravessar, com fluidez, o limite entre realidade e ficção: “Sou um ensaísta, sou alguém que escreve ensaios com personagens”, destacava o próprio escritor.

Ao partir de tal premissa, o Grupo Galpão buscou expandir o conceito de ensaio à montagem, acrescentando, à obra teatral, outras camadas, para além da ficção. Trata-se do próprio ato da representação, da possibilidade de assumir, na cena, um espaço de construção da própria cena, além de um espaço pessoal de percepção e conversa com a obra, com suas alegorias e seus paralelismos. Neste sentido, o distanciamento da fábula põe o ator num lugar de jogo, que não se restringe à representação do papel. O desafio é atuar nas duas camadas, sem que elas estejam apartadas uma da outra. A ideia é fundi-las, ao criar um fluxo de atuação semelhante ao que Saramago usa em sua prosa, na qual o limite entre narrativa e diálogo é sutilmente esfumaçado: quem fala, agora, o performer ou a personagem?

Assim como no ensaio de Saramago, no qual não há intermediários, na peça, não há personagens intermediando a relação entre ator e espectador. O próprio ator fala e joga com as personagens do livro. Isso nos afasta de uma representação literal da ficção criada pelo escritor português, ao abrir espaços de interlocução entre os artistas brasileiros do século XXI e as questões por ele propostas no livro. Nesse sentido, os atores não estão submetidos às personagens e suas motivações. Ao contrário: as personagens estão a serviço do jogo e das motivações dos atores, do dramaturgo e diretor.

Oficinas

Durante a temporada na capital paulista, o Grupo Galpão promove quatro oficinas gratuitas ministradas por integrantes e profissionais da equipe técnica e de gestão da companhia. As atividades abordam diferentes dimensões do fazer teatral — da criação em grupo e da trajetória artística do Galpão à prática dos bastidores e à elaboração de projetos culturais. As oficinas são: O Ator e o Trabalho em Grupo, com Júlio Maciel; Palavra Presença, com Eduardo Moreira; Tecnologia da Cena, com Beatriz Radicchi e Rodrigo Marçal; e Gestão de Projetos Culturais, com Alba Martinez.

As inscrições, gratuitas, estarão disponíveis na plataforma Sympla do Grupo Galpão (30 vagas por oficina), com interpretação em Libras. As datas e locais das ações serão divulgados nas redes sociais do Grupo Galpão.

Minibios

Rodrigo Portella, diretor do espetáculo – Diretor e dramaturgo com 30 anos de carreira, Rodrigo Portella é, hoje, um dos mais destacados diretores teatrais brasileiros. Suas peças têm ocupado importantes espaços em teatros do Brasil e de países como França, Canadá, Argentina, Equador, Chile, Alemanha, Bélgica, Suíça e Portugal. Foi vencedor de diversos prêmios, como Shell, Cesgranrio, APTR, Bibi Ferreira e Prix de la Critique Montréal, com seus principais espetáculos: “Tom na fazenda”, “Ficções” e “As crianças”. Também venceu o Prêmio APCA 2024, como “Melhor diretor” por seu espetáculo mais recente, “Ray – Você não me conhece”.

Federico Puppi, diretor musical do espetáculo – Federico Puppi, italiano radicado no Brasil, é ator, violoncelista, produtor e compositor musical. No teatro compôs trilhas sonoras para diversos espetáculos, “Enquanto você voava, eu criava raízes” dia Cia Dos a Deux; “As Crianças” e “Ficções”, com direção de Rodrigo Portella. Esta última executada ao vivo em cena, ao lado de Vera Holtz. No cinema compôs a trilha dos filmes “Delicadeza é Azul”, direção Yasmine Garcez e “Iaiá de Ioiô”, direção Paula Braun. Colaborou com a criação da trilha sonora original de “O Auto da Compadecida 2”. Trabalhou ao lado de grandes nomes da MPB como Maria Gadú e Milton Nascimento. Vencedor do Prêmio APTR de Melhor Trilha Sonora Original, do Prêmio Cenym para Efeito Sonoros e Trilha Fragmentada e do Latin Grammy na categoria Melhor Álbum de Música Brasileira de Raiz.

(UM) ENSAIO SOBRE A CEGUEIRA

ELENCO: Antonio Edson, Eduardo Moreira, Fernanda Vianna, Inês Peixoto, Júlio Maciel, Luiz Rocha, Lydia Del Picchia, Paulo André e Simone Ordones

Ficha Técnica

Direção e Dramaturgia: Rodrigo Portella

Diretores Assistentes: Georgina Vila Bruch e Paulo André

Direção musical, trilha original e paisagem sonora: Federico Puppi

Cenografia: Marcelo Alvarenga (Play Arquitetura)

Figurino: Gilma Oliveira

Interlocução Dramatúrgica: Bianca Ramoneda

Iluminação: Rodrigo Marçal e Rodrigo Portella

Adereços: Rai Bento

Visagismo: Gabriela Dominguez

Desenho sonoro, programação e mixagem: Fábio Santos

Assistência de direção: Zezinho Mancini

Assistência de figurino: Caroline Manso

Assistência de cenografia: Vinícius Bicalho

Construção cenário: Artes Cênica Produções

Costuras: Danny Maia

Fotos: Igor Cerqueira e Mateus Lustosa

Registro e cobertura audiovisual: Luiz Felipe Fernandes

Comunicação: Letícia Levia e Fernanda Lara

Projeto gráfico: Filipe Lampejo e Rita Davis

Consultoria de Acessibilidade: Oscar Capucho

Operação de luz: Rodrigo Marçal

Operação de som: Fábio Santos

Técnico de palco: William Bililiu

Assistente técnico: William Teles

Assistente de produção: Zazá Cypriano

Produção Executiva: Beatriz Radicchi

Direção de Produção: Gilma Oliveira

Produção: Grupo Galpão

Produção Local em São Paulo: Lindsay Castro Lima e Mariana Mantovani – Híbrida Arte e Cultura

Assessoria Local em São Paulo: Canal Aberto – Márcia Marques, Daniele Valério e Flávia Fontes

FICHA TÉCNICA – GRUPO GALPÃO

Atores e atrizes do Grupo Galpão

Antonio Edson – Arildo de Barros – Beto Franco – Chico Pelúcio – Eduardo Moreira – Fernanda Vianna – Inês Peixoto – Júlio Maciel – Lydia Del Picchia – Paulo André – Simone Ordones – Teuda Bara

Conselho Executivo

Beto Franco, Eduardo Moreira, Fernando Lara, Gilma Oliveira e Lydia Del Picchia

Equipe

Gerente Executivo: Fernando Lara

Coordenadora de Produção: Gilma Oliveira

Coordenadora Administrativa: Wanilda D’Artagnan

Coordenadora de Planejamento: Alba Martinez

Coordenadora de Comunicação: Fernanda Lara

Coordenador Técnico e Técnico de luz: Rodrigo Marçal

Produtora Executiva: Beatriz Radicchi

Técnico de Som: Fábio Santos

Técnico de Luz: William Bililiu

Supervisor administrativo: Cláudio Augusto

Assistente de Planejamento: Duda Carmona

Assistente de Comunicação: Lucy Ribeiro

Assistente Administrativo: Caroline Martins

Assistente de Produção: Zazá Cypriano

Assistente Técnico: William Teles

Serviços Gerais: Danielle Rodrigues

Design Gráfico: Cíntia Marques

Assessoria de Imprensa: Personal Press – Polliane Eliziário

Comunicação Digital: Rizoma Comunicação & Arte – Letícia Leiva e Matheus Carvalho

Assessor Contábil: Wellington D’Artagnan

Gestora Financeira de Projetos: Artmanagers

Grupo Galpão

O Grupo Galpão, de Belo Horizonte (MG), é uma das companhias teatrais mais conhecidas do Brasil, tanto por seus 43 anos de atividade contínua quanto por sua pesquisa de linguagem.

Criado por cinco atores, em 1982, a partir do espetáculo “A alma boa de Setsuan”, montagem conduzida por diretores do “Teatro Livre de Munique”, da Alemanha, o Galpão se valeu dessa rica experiência para se lançar numa proposta de construção de um teatro de grupo, com raízes ligadas à tradição do teatro popular e de rua.

Fazem parte do Galpão Antonio Edson, Arildo de Barros, Beto Franco, Chico Pelúcio, Eduardo Moreira, Fernanda Vianna, Inês Peixoto, Júlio Maciel, Lydia Del Picchia, Paulo André, Simone Ordones e Teuda Bara.

Ao montar espetáculos com diferentes diretores convidados – como Gabriel Villela, Cacá Carvalho, Paulo José, Yara de Novaes, Marcio Abreu, Rodrigo Portella, além dos próprios integrantes, que também dirigem espetáculos do Grupo –, o Galpão desenvolve um teatro que alia rigor e investigação de linguagens, com um repertório com grande poder de comunicação com o público.

Seus trabalhos dialogam com o popular e o erudito, a tradição e a contemporaneidade, o teatro de rua e o palco, o universal e o regional brasileiro.

Galpão em números

Fundação: novembro de 1982

27 espetáculos

15 projetos audiovisuais

2 000 000 espectadores

100 prêmios brasileiros

+3400 apresentações

300 cidades

18 países diferentes

+80 festivais internacionais

+210 festivais nacionais

SERVIÇO:

(UM) ENSAIO SOBRE A CEGUEIRA

Sesc 24 de maio

(Um) Ensaio sobre a cegueira

Com Grupo Galpão

Estreia 2025 | Classificação: 16 anos | Duração: 140 minutos | Gênero: Drama

20 de novembro a 14 de dezembro de 2025, quinta a sábado, às 19h | Domingo e dia 20/11, às 18h

Sesc 24 de maio – Rua 24 de Maio, 109 – República, São Paulo – SP

As sessões com acessibilidade em LIBRAS serão às quintas e aos domingos.

As sessões com audiodescrição serão aos domingos.

Ingressos no site sescsp.org.br/24demaio ou através do aplicativo Credencial Sesc SP, a partir de 11/11 e nas bilheterias das unidades Sesc SP, a partir de 12/11.

Oficinas gratuitas: Libras em 100% das oficinas | Classificação: 18 anos

As inscrições, gratuitas, estarão disponíveis em breve. Serão 30 vagas por oficina e haverá interpretação em Libras. As datas, locais e informações sobre a inscrição das ações serão divulgados nas redes sociais do Grupo Galpão.

A temporada na capital paulista é realizada por meio da Lei Rouanet, com patrocínio da Petrobras, Vale, Cemig e Laranjinha do Itaú, com parceria do Sesc São Paulo.

Sesc Santo André

(Um) Ensaio sobre a cegueira

Com Grupo Galpão

Estreia 2025 | Classificação: 16 anos | Duração: 140 minutos | Gênero: Drama

6 de novembro a 16 de novembro de 2025quinta a sábado, às 19h | Domingo, às 17h

Sesc Santo André – Rua Tamarutaca, 302, Vila Guiomar, Santo André, SP
Ingressos no site centralrelacionamento.sescsp.org.br ou através do aplicativo Credencial Sesc SP, a partir de 28/10 e nas bilheterias das unidades Sesc SP, a partir de 29/10 – Ingresso Experiência e demais ingressos: Inteira R$50,00, Meia R$25,00 e Credencial Plena R$15,00.

Ingresso Experiência – Válido para maiores de 18 anos. A compra é única e intransferível. Inclui participação guiada pelo elenco, com locomoção no palco, de olhos vendados, durante cerca de 60 minutos da peça. O primeiro ato a pessoa assiste o espetáculo da plateia e, o segundo ato, vendada em cima do palco. 14 pessoas participam da experiência. É necessário chegar com 30 minutos de antecedência para orientações — atrasos inviabilizam a participação, mas o espetáculo poderá ser assistido normalmente. Use roupas e calçados confortáveis. A experiência aborda temas sensíveis e inclui indicação de violência sexual. Ao participar, você autoriza o uso de sua imagem pelo Grupo Galpão mediante assinatura de termo.

(Com Daniele Valério/Canal Aberto Assessoria de Imprensa)

Restaurante francês em Indaiatuba (SP) celebra a culinária mediterrânea com festival

Indaiatuba, por Kleber Patricio

O Plâteau de frutos do mar em todo seu frescor: Ostras frescas, camarão rosa médio e mariscos à vinagrete. Fotos: Carlos Cabiró.

Le Triskell Bistrô – restaurante francês localizado em Indaiatuba, na Região Metropolitana de Campinas (S) – inicia no dia 4 de novembro a edição 2025 do festival gastronômico Vive la Mer. Voltado aos peixes e frutos do mar, o festival acontecerá de 4 a 23 de novembro – de terça a sexta, apenas no jantar; no sábado, almoço e jantar e, domingo, apenas no almoço. O charmoso e intimista restaurante, que há muito deixou para trás o formato de bistrô e é, cada vez mais, uma excelente opção para visitar ou revisitar os sabores da culinária mediterrânea, com destaque para a francesa.

O menu do festival começa com os pratos ‘Para Compartilhar’, aqueles que você junta os amigos e divide com prazer e muita conversa, e segue com entradas e pratos principais. Durante o Vive la Mer, a sobremesa é gratuita para os clientes que pedirem entrada + prato principal no menu do festival. Para complementar, a casa dispõe de uma carta de vinhos bem selecionada, que reflete o rigor da avaliação do restaurateur Gilles Mourier, proprietário do Le Triskell.

“Com este festival, mato um pouco da saudade da França. Minha última residência lá foi em Antibes e essa culinária é típica de toda aquela região”, afirma Gilles.

Confira o menu do Vive la Mer

Para Compartilhar:

– Mariscos à vinagrete

– Caldeirada de mariscos com casca no caldo de vinho branco

– Ostras frescas

– Plâteau de frutos do mar: Ostras frescas, camarão rosa médio e mariscos à vinagrete

Entradas:

– Casquinha de siri

– Ostras gratinadas

– Mariscos gratinados com manteiga, alho e salsinha

– Tentáculo de lula gigante fatiado no molho de azeite com pimentão, cebola e pimenta d’Espelette (picância suave)

– Robata de vieiras e manga grelhadas ao mel de trufa branca sobre rodelas de palmito salteadas

– Coquetel de Camarão rosa médio

Pratos principais:

– Caldeirada de mariscos com casca no caldo de vinho branco servida com batata frita

– Duo de pescadinha branca e camarões rosa médios grelhados a provençal, arroz com tomates concassés e espaguete de zucchini

– Tentáculos de lula gigante grelhados, batatas ao murro, espinafre fresco levemente refogado e minitomates à provençal

– Camarões rosa grandes grelhados, tentáculo de lula gigante, mariscos gratinados, batata rústica ao açafrão e molho romesco

– Camarões rosa grelhados ao molho de caju, palmito grelhado, farofa de abacaxi e banana da terra

– Caudas de lagosta grelhadas ao molho Thermidor e raviólis de mussarela de búfala

– Paella de frutos do mar, feita com arroz Bomba, camarões rosa, lulas e mariscos

Sobremesas:

(Para cada entrada acompanhada de um prato principal, uma das sobremesas é cortesia)

– Café Liégeois (Taça de sorvete de café com calda de chocolate e chantilly)

– Mousse de chocolate belga

– Crepe de maçã verde flambada ao Rum com amêndoas torradas e sorvete de creme

– Picadinho de abacaxi com raspas de limão.

Sobre o Le Triskell | Localizado às margens do Parque Ecológico, maior cartão postal da cidade, o Le Triskell encanta tanto pelos pratos – legítimos representantes da culinária mediterrânea, com destaque, é claro, para a gastronomia francesa – quanto pela ambientação, em tom intimista e romântico, que reflete o bom gosto da designer de joias Vera Mourier, esposa de Gilles.

Serviço:

Festival de Frutos do Mar ‘Vive la Mer’

De 4 a 23 de novembro de 2025

Le Triskell Bistrô: Av. Fábio R. Barnabé, 723 – Marginal Esquerda do Parque Ecológico – Indaiatuba/SP – (19) 3934-6408 | 3816-8353

www.letriskell.com.br |@letriskellbistro.

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