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Ilha do Bororé, localizada no extremo sul de São Paulo, é cenário de nova exposição fotográfica no MIS

São Paulo, por Kleber Patricio

Fotos: Divulgação.

No dia 16 de dezembro, o MIS, instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, inaugura a última exposição do edital Nova Fotografia 2025 com a série “Bororé”, do fotógrafo Kaio Quinto. O projeto anual do Museu seleciona, através de convocatória aberta ao público, seis novos fotógrafos para uma exposição individual no Museu. A seleção fica a cargo do Núcleo de Programação, com supervisão e coordenação da curadoria geral do MIS. São selecionadas séries fotográficas inéditas, de profissionais que se destacam por sua originalidade técnica e estética. Após o período em exposição, as séries escolhidas passam a integrar o acervo do MIS.

O trabalho de Kaio Quinta retrata a ilha do Bororé, localizada no extremo sul de São Paulo e que concentra muita riqueza e história para a cidade. Pouco conhecida pela maioria da população paulistana, este bairro acaba sendo um contraponto diante da agitada metrópole. Hoje a ilha oferece infraestrutura para lazer, esporte e cultura.  O nome Bororé vem da língua tupi, que significa “mato fechado” ou “floresta densa”. O local era habitado pela tribo Guarulhos e Guaianás.

Sobre o artista

Kaio Quinto (São Paulo, 1992) tem formação em fotografia pelo Senac. Com uma abordagem documental, seu trabalho se debruça sobre a vida da população periférica de São Paulo, recuperando elementos do passado por meio de imagens, narrativas e personagens que contribuem para o fortalecimento e a divulgação da historiografia brasileira. Com este primeiro grande trabalho intitulado “Bororé”, consolida-se como um artista de uma nova geração que reivindica protagonismo ao retratar e documentar locais pouco vistos pelos olhos da sociedade.

Serviço:

Período expositivo: 16/12/2025 a 1/2/2026

Horários: terças a sextas, das 10h às 19h; sábados, das 10h às 20h; domingos e feriados, das 10h às 18h.

Ingresso: gratuito

Classificação indicativa: livre

A programação é uma realização do Ministério da Cultura, Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas de São Paulo, e Museu da Imagem e do Som, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, ProAC e Promac. O MIS tem patrocínio institucional da B3, Vivo, Valid, Kapitalo Investimentos, Goldman Sachs, Goodstorage, Sabesp e TozziniFreire Advogados e apoio institucional das empresas Unisys, Unipar, Volkswagen, EAÍ?! Marketing, Grupo Comolatti, Colégio Albert Sabin, PWC, TCL SEMP, Telium e Kaspersky.

(Fonte: Museu da Imagem e do Som)

O sapo que queria ser príncipe: obra de Rubem Alves retorna às livrarias em nova edição

São Paulo, por Kleber Patricio

“Os relógios não tinham uso. Pra que marcar os segundos e os minutos? Era a passagem do trem que marcava o tempo, só havia dois tempos: o antes do trem e o depois do trem. Os homens tiravam do bolsinho da calça o relógio com corrente de ouro só pra avaliar os atrasos. Mas ninguém ficava bravo. Era assim mesmo, tempo de Minas, tempo que anda sem pressa…” – Rubem Alves

Parte de um imenso legado literário, a obra O sapo que queria ser príncipe, do escritor e psicanalista brasileiro Rubem Alves, ganha nova edição. Autor com mais de 400 mil exemplares vendidos, o livro retorna ao mercado com projeto gráfico repaginado e conteúdo revisto. Importante nome nas áreas de educação, teologia e psicanálise, Alves é um dos pensadores contemporâneos mais celebrados e já conquistou o 2º lugar na categoria Contos e Crônicas no Prêmio Jabuti de 2009 com a obra Ostra feliz não faz pérola.

Para Rubem Alves, as memórias não são meros registros do passado, mas lugares aos quais qualquer pessoa pode retornar com o coração. Em O sapo que queria ser príncipe, o fio da lembrança leva leitoras e leitores pelos caminhos da juventude, quando – muito antes de ser o escritor idolatrado que se tornaria – Alves deixou o interior de Minas Gerais para descobrir o mundo, enfrentar dores, abraçar sonhos e se reinventar.

Entre lembranças e devaneios, os textos que compõem a obra não foram feitos única e exclusivamente a partir de recordações, mas, também, tecidos com poesia, filosofia e delicadeza – marca registrada do autor. Ao longo das páginas, cada experiência vivida toma a forma de observação e meditação sobre temas como vida, fé, amizade, solidão e os desejos de transformação que habitam em cada pessoa.

Atemporais, as obras de Rubens Alves provocam quem as lê a refletirem sobre a condição humana, o papel transformador de uma educação libertadora, o amor e, até mesmo, o conceito de Deus. Mesmo após 10 anos do próprio encantamento – como ele preferia chamar a morte –, os ensinamentos do escritor continuam inspirando. O legado literário de Rubem Alves conecta a essência da humanidade com a sabedoria que apenas os grandes mestres sabem oferecer, trazendo por detrás de cada crônica que integra O sapo que queria ser príncipe um convite para que se revisite a própria juventude, com tudo o que ela contém, das cicatrizes às esperanças, e ouça a voz da mocidade que já se teve um dia.

FICHA TÉCNICA

Título: O sapo que queria ser príncipe

Autor: Rubem Alves

ISBN: 978-85-422-3853-2

224 páginas

R$67,90

Editora Planeta | Selo Paidós

SOBRE O AUTOR

Rubem Alves (1933–2014) foi um pedagogo, educador, poeta, cronista, contador de histórias, ensaísta, teólogo, acadêmico, escritor e psicanalista brasileiro. Querido e celebrado por seus escritos, deixou um imenso legado literário. Dentre suas obras, foram publicadas pelo selo Paidós, da Editora Planeta: Rubem Alves essencial – 300 pílulas de sabedoriaAo professor, com carinho e Ostra feliz não faz pérola, esta última tendo conquistado o 2º lugar na categoria Contos e Crônicas no Prêmio Jabuti de 2009.

SOBRE O SELO PAIDÓS

Criado na Argentina em 1945, quando dois professores universitários decidiram publicar Carl Gustav Jung pela primeira vez no país, o selo Paidós passou a integrar o Grupo Planeta em 2003, chegando ao Brasil em 2020. Hoje conta com mais de 2 mil títulos lançados na Espanha e em países da América Latina. De origem grega, a palavra “paidós” significa “criança” e, assim como o espírito questionador dos pequenos, o selo tem como objetivo discutir e buscar perguntas certeiras para algumas das principais questões da humanidade com base em obras de psicologia, psicanálise, psiquiatria, neurociência e outras áreas de ciências humanas para o público geral. No Brasil, o selo conta com nomes como Christian Dunker, Contardo Calligaris, Ana Suy, Alexandre Coimbra Amaral, Geni Núñez, Alexandre Patricio, Rubem Alves, Irvin D. Yalom, Erich Fromm e Silvia Ons.

(Com Nathalia Bottino/Editora Planeta)

MAB FAAP segue com quatro exposições gratuitas até 2026

São Paulo, por Kleber Patricio

Guerreiro do Divino Amor.

MAB FAAP segue com quatro exposições gratuitas em cartaz até 2026. Duas delas, a 55ª Anual de Arte, com 38 obras de 34 estudantes, e “20 anos da Residência Artística FAAP – São Paulo: contribuições para uma coleção de arte contemporânea”, com 135 obras e 91 artistas, estão em cartaz até dia 1º de março. Já a exposição “Lance”, com 14 obras de nove artistas, segue em cartaz no Edifício Lutetia, no centro da cidade, até dia 28 de fevereiro.E o projeto Mezanino Aberto, com a exposição “Entre o desenho e a pintura”, de Caru Duprat, foi prorrogado até dia 29 de fevereiro, com mais de 40 obras da artista.

55ª Anual de Arte

Uma das mais tradicionais mostras coletivas de arte contemporânea do circuito paulista, a 55ª Anual de Artes da FAAP apresenta 38 obras de 34 estudantes do Centro Universitário, nas mais variadas linguagens, meios e suportes artísticos.

O edital para a exposição — com foco na produção visual — é aberto a todos os estudantes. As obras foram selecionadas por uma comissão formada pelas professoras Lívia Aquino, Luana Fortes, Luciara Ribeiro e o professor Marcos Moraes, também diretor do MAB FAAP, a partir de 135 inscrições feitas pelos estudantes.

Anual de Arte – Luca Freitas Rodrigues – Inconstâncias Constantes – nanquim sobre papel – 2024.

Os trabalhos são escolhidos a partir de critérios como o aprofundamento em pesquisas, a experimentação e resoluções visuais e conceituais instigantes, ainda que distintas em suas abordagens, notável dedicação nos trabalhos, tanto na produção, como nos processos de criação em diferentes linguagens.

Esta edição conta ainda com obras dos artistas convidados Gabriel Torggler e Marina Hachem, que participaram do programa da Residência Artística FAAP – Paris. O Programa premia, a cada semestre – dentre os inscritos que podem ser estudantes-, artistas formados pela instituição ou professores, para ocupar o estúdio 1422, que a instituição mantém desde 1997 na Cité Internationale des Arts, uma residência internacional localizada às margens do Rio Sena. 

Exposição 20 anos da Residência Artística da FAAP

O MAB FAAP segue até 1º de março de 2026 com a exposição “20 anos da Residência Artística FAAP – São Paulo: contribuições para uma coleção de arte contemporânea”, com 91 artistas brasileiros e internacionais que já passaram pela residência artística da FAAP. A exposição celebra duas décadas de um dos programas mais consistentes de residência artística do país, reunindo 91 artistas e 135 obras que hoje integram a coleção do MAB FAAP.

Segundo Marcos Moraes, diretor do MAB FAAP, “a mostra evidencia a potência desse espaço de experimentação e convivência que, desde sua criação, tem fomentado a produção contemporânea e ampliado os diálogos entre linguagens, práticas e contextos culturais”. 

Ali Cherri.

Entre os artistas que já passaram pela Residência Artística da FAAP estão o libanês, radicado na França, Ali Cherri, ganhador do Leão de Prata na Bienal de Veneza de 2022. Ele apresenta o vídeo Slippage, de 2007, filmado em Beirute durante a Guerra do Líbano, em julho de 2006. Em 2007, participou da Residência Artística da FAAP – São Paulo, no edifício Lutetia, decorrente do Prêmio FAAP de Artes Digitais, do qual foi o ganhador em 2005.

Exposição “Lance” – Residência Artística FAAP – São Paulo 

A exposição LANCE apresenta 14 obras de nove artistas na Residência Artística FAAP, localizada no edifício Lutetia, no centro de São Paulo. Os trabalhos foram produzidos ao longo dos meses em que os artistas estiveram em período de residência na instituição.

O título LANCE é uma referência aos deslocamentos diários – entre os andares do edifício e seus distintos espaços como os estúdios de cada artista, área de trabalho e de serviços – que geram trocas, convivência entre os artistas em residência. Os deslocamentos pela cidade e o acesso aos estúdios do Centro Universitário da FAAP também inspiraram os artistas nessas produções

Os trabalhos revelam as diferentes abordagens e experimentações de materiais, técnicas e práticas artísticas que dialogam com a cidade e com o entorno do Edifício Lutetia.

Exposição “Entre o desenho e a pintura” – Projeto Mezanino, com Caru Duprat

O MAB FAAP apresenta “Entre o desenho e a pintura”, exposição individual e inédita da artista Caru Duprat, dentro do projeto Mezanino Aberto. Com curadoria de Nancy Betts, a exposição traz um conjunto recente de mais de 40 obras da artista.

Anual de Arte – Marília Cunha de Souza – Quer espiar minha coleção – guache sobre caixas de fósforo, cola e serigrafia sobre papel-adesivado – 2024.

A mostra reúne três séries, “Águas que falam de águas”, “Águas que querem ser montanhas” e “Passagens”, que exploram a potência expressiva da aquarela. Entre transparências e densidades, Caru aproxima o gesto do desenho ao da pintura, evocando a lição dos mestres japoneses do “ukiyo-e” como Katsushika Hokusai e Utagawa Hiroshige, pintores de paisagens neste gênero que, na tradução para o português, significa “imagens do mundo flutuante”.

A partir de distintos locais como Ilha Bela, no litoral paulista, em Santorini, na Grécia, e Paraty, no litoral carioca, a artista propõe um olhar renovado sobre a paisagem. “Ao transformar a paisagem em pintura busco dar forma ao que acontece quando ela me envolve e me atravessa”, explica a artista em seu projeto.

Sobre o MAB FAAP

Desde que abriu suas portas pela primeira vez em agosto de 1961, ocupando o edifício projetado por Auguste Perret, em 1947, com a mostra “Barroco no Brasil”, o MAB FAAP se comprometeu a incentivar e divulgar a arte brasileira. Além de seu acervo próprio que conta com mais de 3.500 obras de arte a partir do final do século 19, no decorrer dos últimos anos, abrigou exposições marcantes para a história da cultura do País, como “Proposta 65”, “O Objeto na Arte: Brasil anos 60”, entre outras. Em 2024, apresentou a exposição “Desafio Salvador Dalí: Uma Exposição Surreal na FAAP, “Ancestral: Afro-Américas – Estados Unidos e Brasil”. Em 2025, recebeu a exposição “Andy Warhol: Pop Art!”, e sediou a Conferência Res Artis 2025 – São Paulo, o maior evento dedicado às residências artísticas do mundo, realizado pela primeira vez na América Latina.

SERVIÇO:

Exposições MAB FAAP 

Até 18/1

Mezanino Aberto

Exposição “Entre o desenho e a pintura”, de Caru Duprat

Texto curatorial: Nancy Betts 

Até 1º de março de 2026

Exposição “55ª Anual de Arte” – Salão Cultural

Exposição “20 anos da Residência Artística FAAP – São Paulo: contribuições para uma coleção de arte contemporânea” – Sala Annie Alvares Penteado

MAB FAAP

Endereço: Rua Alagoas, 903 – Higienópolis

Horário de funcionamento:

De terça a domingo, das 10h às 18h – última entrada às 17h30

Entrada gratuita

Fechado às segundas-feiras

Acessibilidade: local acessível para cadeirantes.

Classificação etária: livre para todas as idades

Até 28 de fevereiro

Exposição “Lance”

Horário: segunda a sexta-feira, das 11h às 17h, com última entrada às 16h30

Edifício Lutetia – 1º andar

Praça do Patriarca, 78 – Centro Histórico de São Paulo, São Paulo – SP, 01008-000

Entrada gratuita

Classificação etária: livre para todas as idades

*O MAB entra em recesso dia 22/12 e retorna dia 5/1

(Com Paula Corrêa/Buriti Comunicação)

{FÉ}STA, do Coletivo Prot{agô}nistas, celebra o circo negro no Sesc Pompeia

São Paulo, por Kleber Patricio

Foto: Sergio Fernandes.

Transformando o circo negro em território de memória e invenção, o Coletivo Prot{agô}nistas estreia {FÉ}STA no dia 16 de janeiro de 2026, no Sesc Pompeia (Rua Clélia, 93, Pompeia, São Paulo, SP), abrindo a programação 2026 do teatro. A temporada, que segue até 8 de fevereiro, tem sessões às sextas e aos sábados, às 20h, e aos domingos, às 18h. Nas sextas-feiras dos dias 23 e 30 de janeiro e 6 de fevereiro, há sessões extras às 16h.

Depois de sete anos de trajetória e do impacto de primeira obra da companhia, Prot{agô}nistas – O Movimento Negro no Picadeiro, o coletivo aprofunda sua pesquisa entre circo, dança e música em {FÉ}STA e marca a presença do circo contemporâneo negro ocupando um dos palcos mais importantes da cidade.

Com concepção e direção geral de Ricardo Rodrigues, a partir do argumento em parceria com Renato Ribeiro, Ricardo Rodrigues e Washington Gabriel, o espetáculo enaltece a música, a dança e as artes circenses com estética afro-diaspórica, permeada por poesia, humor e o risco inerente do circo que se entrelaça à força ancestral de quem celebra seus ritos.

O trabalho está amparado nos quatro eixos que   atravessam a existência humana: morte, união, vida e fé. Tudo é abordado de maneira metafórica, imagética e sensorial. Nesse sentido, {FÉ}STA nasce como um convite para celebrar a vida em toda a sua totalidade.

Entre acrobacias, música ao vivo e dança, a cena evoca a espiritualidade, a coletividade e o renascimento constante que marcam o caminhar da população negra. Cada gesto é atravessado por histórias coletivas que ecoam nas rodas, nos terreiros e nas ruas.

“Em linhas gerais, a morte é representada pela travessia. Estamos homenageando quem cruzou o Atlântico e chegou em Pindorama. A união está simbolizada pelo encontro em uma nova terra. A vida está expressa em números aéreos para mostrar a beleza do corpo. Aqui fé não tem rótulos: ela parte de uma roda de samba e caminha para o encanto sublime”, diz Rodrigues.

Sobre a encenação

Ao contrário do espetáculo anterior, PROT{AGÔ}NISTAS – O Movimento Negro no Picadeiro, que deu foco à produção autoral dos integrantes, {FÉ}STA, desenvolve cenas coletivas. “Trabalhamos juntos para encontrar um repertório comum, pensando nessa força conjunta. Todos fazem acrobacias, dançam e cantam”, comenta Ricardo.

São nove intérpretes no palco: Zanza Santos, Wilson Guilherme, Tatilene Santos, Robert Gomez, Ricardo Rodrigues, Keithy Alves, Jéssica Turbiani, Helder Vilela e Guilherme Awazu. Todos interagem com um andaime. “Essa estrutura é nosso aparelho circense, que recebe as apresentações de dança e as acrobacias. Ele começa deitado, até que passa a desafiar à física ao ficar em várias outras posições, como em losango, em diagonal e em pé, além de girar”, conta o diretor.

A trilha sonora é executada ao vivo em cena pelos artistas Guilherme Awazu, Jaque da Silva, Mariana Per, Melvin Santhana, Pitee Batelares e Vinícius Ramos. A direção musical é assinada por Melvin Santhana. O Figurino de Karine Lopes traz referências do afrofuturismo para ressaltar a elegância e realeza do elenco, apostando em tons claros que recebem o complemento do dramaturgismo na iluminação de Danielle Meireles, que ressalta cores e recria os ambientes da narrativa.

{FÉ}STA olha para o ciclo da vida não apenas como passagem, mas como permanência. Trata-se de um gesto político e poético que faz do circo um altar de resistência e beleza, onde o riso é fé, o encontro é renascimento, e o corpo negro, em sua travessia, é eternamente fonte de criação.

Oficinas

O Coletivo Prot{agô}nistas realiza uma série de oficinas formativas que atravessam circo, dança e música como linguagens integradas à cena contemporânea, tendo o corpo, o ritmo e o som como territórios de criação, memória e comunicação. As atividades propõem vivências práticas e reflexivas que articulam técnica, experimentação e expressividade, partindo de referências afrodiaspóricas e das pesquisas artísticas do coletivo. Destinadas a artistas, estudantes, pesquisadores, educadores e pessoas interessadas nas artes da cena, as oficinas convidam os participantes a explorar o corpo em movimento, a dança como celebração e a música como potência narrativa e política.

Na oficina Acrobacias e Corpo em Movimento, os artistas circenses Wilson Guilherme e Tatilene Santos conduzem exercícios e jogos corporais que investigam apoios, rolamentos, tônus muscular e precisão do gesto, integrando preparação física e criação cênica. Já Corpo em Festa: Dança e Ritmo, conduzida por Keithy Alves e Washington Gabriel, propõe uma imersão em ritmos da música preta — como samba rock, funk, step e gumboot dance — enfatizando musicalidade, ancestralidade e presença cênica. Encerrando o ciclo, Som e Circo: o processo de criação musical e dramaturgia sonora para a cena mergulha nas relações entre música, corpo e dramaturgia, com Melvin Santhana e Mariana Per, destacando o som como linguagem fundamental das artes cênicas e espaço de resistência, memória e criação coletiva.

Sobre o Coletivo Prot{agô}nistas

Com estreia em 2019, no Festival Internacional de Circo de São Paulo FIC-SP, Prot{agô}nistas – O Movimento Negro no Picadeiro, realizou a abertura do Projeto “Novos Modernistas” no Theatro Municipal de São Paulo na noite de 8 de maio de 2019 com ingressos esgotados. A partir daí participou das principais programações do Mês da Consciência Negra: Sesc Pompéia, 1º Fórum de Performance Negra de São Paulo, SescTV, Centro de Memória do Circo, Teatros Paulo Autran, Anchieta, Antunes Filho, CCSP, entre outros.

Recebeu o troféu do Prêmio Arcanjo de Cultura em 2019 na categoria teatro como “Espetáculo Teatral que une as Artes Circenses a outras formas de Expressão Artística com Protagonismo Negro”. Em 2020, foi contemplado pela 1ª Edição do Fomento à Cultura Negra, e produziu o documentário “Estar Vivo é Nossa Maior Resistência”. Integrou os festivais como: FIC-SP 2020, SESC CIRCOS 2021, Mostra Bagaceira, Mostra Saruê, FIT-BH, Festival de Curitiba, Festival Folia de Circo, Festival Omodé e Festival Culturas Negras do SESCSP.

Em 2022, com patrocínio master da Unilever Brasil, realizou a Circulação Prot{agô}nistas em Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Recife e São Paulo via Lei de Incentivo à Cultura.

Em 2023, recebe o Prêmio Leda Maria Martins de Teatro Negro, na categoria Projetos Cênicos – Ancestralidade. Em 2024 comemorou 5 anos de existência com lançamento do Baile Black e atualmente, em 2025 realiza a circulação pelo projeto Viagem Teatral do SESI-SP, por cidades do interior paulista.

SINOPSE

{FÉ}STA transforma o picadeiro em um ritual traçado por quatro pontos inerentes à condição humana: morte, nascimento, união e fé. Entre acrobacias, dança e música, o Coletivo Protagonistas celebra o ciclo da vida e a força que transita entre mundos.

FICHA TÉCNICA

Criação: Coletivo Prot{agô}nistas

Argumento: Ricardo Rodrigues, Renato Ribeiro e Washington Gabriel

Direção geral: Ricardo Rodrigues

Assistência de Direção: Washington Gabriel

Direção Musical: Melvin Santhana

Desenho e operação de luz: Danielle Meireles

Técnica de Som: Bia Santos

Figurino: Ocorre entre linhas | Karine Lopes

Cenografia: Ricardo Rodrigues

Serralheiros: Gilson Toquearte e Jovani Almeida

Visagismo: Fagner Saraiva

Preparação Circense: Erickson Almeida

Artistas criadores

Circo: Guilherme Awazu, Helder Vilela, Jéssica Turbiani, Keithy Alves, Ricardo

Rodrigues, Robert Gomez, Tatilene Santos, Wilson Guilherme e Zanza Santos

Música: Guilherme Awazu, Jaque da Silva, Mariana Per, Melvin Santhana, Pitee

Batelares e Vinícius Ramos.

Composições: Ayo Kuntima, Jaque da Silva, Mariana Per, Melvin Santhana,

Ricardo Rodrigues e Vinicius Ramos

Coreografias: Keithy Alves, Washington Gabriel, Wilson Guilherme e Zanza Santos

Social Mídia: Rafael Americo

Designer Gráfico: Lais Oliveira

Fotografia: Sergio Fernandes

Assessoria de Imprensa: Canal Aberto – Márcia Marques, Daniele Valério e Marina Franco

Produção Geral e Executiva: Jéssica Turbiani e Ricardo Rodrigues.

SERVIÇO:

{FÉ}STA

Data: 16/01 a 08/02, às sextas e aos sábados às 20h; e, aos domingos às 18h. Nas sextas, dias 23 e 30/01 e 06/02, também às 16h (sessão dupla)

*ATENÇÃO: 23/01, 30/01 e 06/02 sessões com intérprete de Libras às 20h

Local: Sesc Pompeia – R. Clélia, 93 – Água Branca, São Paulo, SP

Ingresso: R$ 40| R$20| R$ 12

Formativas/Oficinas: As oficinas terão a taxa de inscrição de R$ 10 | R$ 5 | R$ 3. Com inscrições via app e portal Sesc.

Duração: 1h15m

Classificação: Livre

OFICINAS DO COLETIVO PROT{AGÔ}NISTAS
Oficina 1 – Circo

Acrobacias e Corpo em Movimento

Ministrantes: Wilson Guilherme e Tatilene Santos

Vagas: 20 |  Público: A partir de 16 anos

Oficina 2 – Dança

Corpo em Festa: Dança e Ritmo

Ministrantes: Keithy Alves e Washington Gabriel

Vagas: 30 | Público: A partir de 16 anos

Oficina 3 – Música

Som e Circo: o processo de criação musical e dramaturgia sonora para a cena

Ministrantes: Melvin Santhana e Mariana Per

Vagas: 30 | Público: A partir de 16 anos.

(Com Daniele Valério/Canal Aberto Comunicação)

Orquestra do Theatro São Pedro celebra 15 anos com Gala Lírica

São Paulo, por Kleber Patricio

Orquestra do Theatro São Pedro. Fotos: Íris Zanetti.

A Orquestra do Theatro São Pedro completa 15 anos de atividades em 2025. A comemoração oficial será na Gala Lírica do Theatro São Pedro, com apresentações nos dias 19 e 21 de dezembro, às 20h e 17h, respectivamente. Os ingressos custam entre R$ 36 (meia-entrada) e R$ 72 (inteira).
Os concertos trarão ao público árias e duetos famosos do repertório operístico, em um programa com composições de Giuseppe Verdi, Camille Saint-Saëns, Jules Massenet, Giacomo Puccini, Friedrich Von Flotow, Franz Lehár, Maurice Ravel, Jacques Offenbach, Johann Strauss II e Oscar Lorenzo Fernández. Nas ocasiões, a Orquestra do Theatro São Pedro e a Academia de Ópera do Theatro São Pedro estarão sob a direção musical do maestro André Dos Santos, ao lado dos solistas Raquel Paulin, Luisa Francesconi, Vitório Scarpi e Vinicius Atique.

Reconhecida como uma das principais orquestras de ópera do país, a Orquestra do Theatro São Pedro segue um modelo de trabalho com regentes convidados e maior variação de repertório, abordando tanto a ópera quanto a música sinfônica e de câmara, numa rotina que visa aprofundar a investigação de diferentes formas do fazer musical, elevando ainda mais a excelência de suas apresentações.

Gala Lírica do Theatro São Pedro 

Orquestra do Theatro São Pedro

Academia de Ópera do Theatro São Pedro

André Dos Santos, direção musical

Raquel Paulin, solista

Luisa Francesconi, solista

Vitório Scarpi, solista

Vinícius Atique, solista

GIUSEPPE VERDI (1813–1901)

Un Ballo in Maschera 

Ato I – parte 1 – 19′

Preludio

Coro d’Introduzione “Posa in pace, a’bei sogni ristora”

“La rivedrà nell’estasi”

“Alla vita che t’arride”

“Volta la terrea fronte alle stelle”

“Ogni cura si doni al diletto”

Invocazione “Re dell’abisso, affretati”

“È lui, è lui!”

“Su, fatemi largo”

CAMILLE SAINT-SAËNS (1835–1921)

Sansão e Dalila 

“Mon coeur s’ouvre a ta voix” – 6′

JULES MASSENET (1842–1912)

Hérodiade 

“Ce breuvage – Vision fugitive” – 4′

GIACOMO PUCCINI (1858–1924)

Gianni Schicchi 

“O mio babbino caro” – 2’30”

GIUSEPPE VERDI (1813–1901)

Rigoletto 

“La donna è mobile” – 2’30”

“Un di se ben rammentomi”

“Bella figlia dell’amore” – 5’30”

FRIEDRICH VON FLOTOW (1812–1883)

Martha 

“Nur näher, blöde Mädchen”

“Mädels, dort ist eure Kammer!”

“Was soll ich dazu sagen?” – 9′

FRANZ LEHÁR (1870–1948)

Die lustige Witwe 

“Ja, wir sind es, die Grisetten” – 3′

FRANZ LEHÁR (1870–1948)

Die lustige Witwe 

“Ja, das Studium der Weiber ist schwer” – 2’30”

MAURICE RAVEL (1875–1937)

L’Enfant et les Sortilèges 

“Ding ding ding ding” – 1’20

MAURICE RAVEL (1875-1937)

L’Enfant et les Sortilèges 

“How’s your mug? – Rotten” – 2’40”

JACQUES OFFENBACH (1819–1880)

La Vie Parisiense 

“Je suis veuve d’un colonel” – 2’30”

JACQUES OFFENBACH (1819–1880)

La Grande Duchesse de Gérolstein 

“Ah, que j’aime les militaires!” – 4′

JOHANN STRAUSS II (1825–1899)

Wiener Blut 

“Das eine kann ich nicht verzeihen…Ich bin ein echtes Wiener Blut” – 5’30”

OSCAR LORENZO FERNANDEZ (1897–1948)

Malazarte

“Cena e Batuque” – 8′

Concertos: 19 de dezembro, sexta-feira, 20h, Theatro São Pedro

21 de dezembro, domingo, 17h, Theatro São Pedro

Ingressos: R$ 36 (meia-entrada) a R$ 72 (inteira), aqui

Classificação etária: Livre.

THEATRO SÃO PEDRO

Com mais de 100 anos, o Theatro São Pedro, instituição do Governo do Estado de São Paulo e da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, gerido pela Santa Marcelina Cultura, tem uma das histórias mais ricas e surpreendentes da música nacional. Inaugurado em uma época de florescimento cultural, o teatro se insere tanto na tradição dos teatros de ópera criados na virada do século XIX para o XX quanto na proliferação de casas de espetáculo por bairros de São Paulo. Ele é o único remanescente dessa época em que a cultura estava espalhada pelas ruas da cidade, promovendo concertos, galas, vesperais, óperas e operetas. Nesses mais de 100 anos, o Theatro São Pedro passou por diversas fases e reinvenções. Já foi cinema, teatro, e, sem corpos estáveis, recebia companhias itinerantes que montavam óperas e operetas. Entre idas e vindas, o teatro foi palco de resistência política e cultural, e recebeu grandes nomes da nossa música, como Eleazar de Carvalho, Isaac Karabtchevsky, Caio Pagano e Gilberto Tinetti, além de ter abrigado concertos da Osesp. Após passar por uma restauração, foi reaberto em 1998 com a montagem de La Cenerentola, de Gioacchino Rossini. Gradativamente, a ópera passou a ocupar lugar de destaque na programação do São Pedro, e em 2010, com a criação da Orquestra do Theatro São Pedro, essa vocação foi reafirmada. Ao longo dos anos, suas temporadas líricas apostaram na diversidade, com títulos conhecidos do repertório tradicional, obras pouco executadas, além de óperas de compositores brasileiros, tornando o Theatro São Pedro uma referência na cena lírica do país.

(Com Julian Schumacher/Santa Marcelina Cultura)