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Lazer & Gastronomia

São Paulo, SP

Quatro viagens no tempo, um só lugar: o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual

por Kleber Patrício

Devido ao sucesso das três expedições em realidade virtual iniciadas em setembro de 2025, o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual anuncia a prorrogação de suas atividades. Além da extensão do prazo, o centro cultural traz uma novidade de peso: a exibição simultânea de quatro roteiros distintos que transportam os visitantes por bilhões de anos de […]

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Estudo alerta para riscos da alimentação de macacos-pregos por visitantes em parque paulista

São Paulo, por Kleber Patricio

Macacos-prego do Parque Estadual de Águas da Prata com alimento obtido de seres humanos. Foto: Natascha Scarabelo.

Um novo estudo analisou os impactos da alimentação dada por humanos em macacos-prego no Parque Estadual de Águas da Prata, em São Paulo (a 225 km da capital paulista). Atualmente, 26 indivíduos compõem um único grupo de macacos-prego no parque. A observação direta permitiu identificar uma média de 7,7 eventos de alimentação antrópica por hora, ou seja, momentos em que os animais recebem alimentos diretamente de visitantes ou consomem alimentos das lixeiras. “Entre os alimentos registrados, estavam salgadinhos industrializados, refrigerantes e até situações de compartilhamento de utensílios, como colheres, entre humanos e macacos. Embora essas situações mais extremas representem apenas 4% dos eventos observados, acendem um alerta sobre a conduta dos visitantes”, conta a autora do estudo Natascha Kelly Alves Scarabelo, bióloga da Unicamp e membro do Laboratório de Ecologia e Comportamento de Mamíferos (LAMA) da instituição, orientada por Eleonore Setz. O estudo foi publicado nesta quinta (31) na Revista do Instituto Florestal.

A metodologia da pesquisa envolveu o uso do scan sampling (ou varredura), técnica que registra as ações dos indivíduos visíveis em intervalos regulares. As observações foram realizadas em 24 dias de visita ao parque, totalizando 66 horas de contato com os animais. Também foram coletadas amostras de fezes para análise da dieta dos macacos, complementando a caracterização do comportamento alimentar. Para identificar os indivíduos do grupo, a pesquisadora utilizou padrões da pelagem, coloração, faixa etária, comportamento e características físicas únicas, como ausência de cauda.

Os dados do estudo, inédito no local, ajudam a compreender a influência da presença humana no cotidiano desses primatas. “A alimentação antrópica pode causar efeitos semelhantes aos de uma dieta inadequada em humanos: desnutrição, deficiências nutricionais, aumento de triglicérides e sódio no sangue, e comprometimento do sistema imunológico. Mas os efeitos não se limitam à saúde física. O oferecimento constante de comida altera o comportamento dos macacos. Com maior concentração na área urbana do parque, os animais ficam mais expostos a riscos como atropelamentos, choques elétricos, ataques de cães e maior vulnerabilidade ao tráfico de animais. Além disso, tornam-se menos arredios com humanos, o que facilita interações perigosas e agressões”, explica Natascha Scarabelo.

Ainda é possível haver mudanças na hierarquia e nas relações sociais dos macacos. Como o alimento antrópico costuma ser escasso e localizado, há maior chance de conflitos entre indivíduos. Machos dominantes podem agredir membros subordinados que recebem comida primeiro, e os filhotes podem deixar de aprender habilidades básicas de forrageamento ao obter alimento dos humanos.

Outros impactos preocupantes incluem o aumento da população, uma vez que a oferta constante de comida pode reduzir o efeito dos invernos secos na taxa de reprodução dos animais e resultar em uma reprodução exacerbada, bem como e a alterar o padrão de atividade dos animais, que se tornam mais sedentários, ao não precisar buscar alimento de forma natural. Há ainda o risco de que os primatas desenvolvam dependência alimentar dos humanos, o que pode levar à fome e mortalidade, quando esse fornecimento deixar de ocorrer.

Do ponto de vista sanitário, o contato próximo com pessoas representa um risco adicional: a transmissão de doenças. Vírus comuns em humanos, como o herpesvírus, podem ser letais para espécies de primatas como os saguis. A proximidade sem controle, portanto, coloca em risco tanto a saúde animal quanto a conservação da espécie.

Para minimizar esses impactos, a autora defende ações de educação ambiental, especialmente em dias de maior visitação. Sugere ainda a capacitação de funcionários do parque e a instalação estratégica de placas informativas com base nos dados de uso do espaço levantados no estudo. “Educar é essencial para evitar o oferecimento de alimentos e promover condutas adequadas durante as interações com a fauna silvestre”, afirma Scarabelo. O trabalho recebeu apoio financeiro do CNPq.

(Fonte: Agência Bori)

Resgate da memória vira ato de resistência em testemunho sobre a ditadura

São Paulo, por Kleber Patricio

Capa do livro. Foto: Divulgação/Editora Unesp.

Como uma mãe enfrenta a máquina repressiva de um Estado autoritário? Em Esquecer? Nunca mais!: a saga de meu filho Marcos Arruda, lançamento em edição revista e ampliada pela Editora Unesp, Lina Penna Sattamini descreve com intensidade dramática o sequestro, prisão e tortura do filho Marcos em maio de 1970, durante o período mais violento da ditadura civil-militar. Mais que um relato íntimo, a obra se transforma em documento histórico fundamental sobre os anos de chumbo no Brasil.

“São cada vez mais numerosos e conhecidos os relatos de tantas vítimas da ditadura militar brasileira, que praticou inúmeras atrocidades ao longo de seus 21 anos (1964-1985). Relatos de ex-presos políticos, como os que escrevi, ou narrativas redigidas por filhos e filhas de quem sofreu, na carne e no espírito, o desaparecimento ou o assassinato de seus entes queridos, como em Ainda estou aqui, de Marcelo Rubens Paiva, levado às telas de cinema, em 2024, pela maestria do diretor Walter Salles”, escreve, no prefácio, Frei Betto. “Raros são, porém, os relatos como o deste livro de Lina Penna Sattamini e de outras mães, sobre seus filhos que padeceram nas mãos da repressão civil-militar. A autora descreve, sobretudo, mediante cartas trocadas entre familiares, o implacável terror de Estado que se abateu sobre seu filho Marcos Arruda.” 

Radicada nos EUA como intérprete do Departamento de Estado, Lina mobilizou redes diplomáticas e sua força materna para resgatar o filho, preso por organizar a resistência operária. O livro reúne correspondências familiares, bilhetes clandestinos de Marcos da prisão e relatos cruéis da tortura, oferecendo um retrato vívido dos métodos de repressão. A narrativa combina dor pessoal com precisão histórica, elevando-se a documento político de primeira grandeza.

Esta edição ampliada chega em momento crucial, quando o Brasil reassume o debate sobre memória e democracia. Com textos inéditos – incluindo prefácio do historiador James N. Green e posfácio de Marcos Arruda, que viveu oito anos no exílio –, a obra transcende o memorial familiar para se tornar farol contra o esquecimento. Nas palavras de Frei Betto, “Lina não nos dá apenas um depoimento, mas um legado de coragem para as novas gerações”. 

Sobre a autora | Lina Penna Sattamini, intérprete brasileira radicada nos EUA nos anos 1960, transformou sua jornada pessoal em ato político ao enfrentar o regime militar para salvar o filho. Seu relato permanece como testemunho indelével da resistência civil.

Sobre os organizadores

James Naylor Green é professor de História Moderna da América Latina e foi diretor da Iniciativa Brasil na Brown University, EUA. Especialista em estudos latino-americanos, Green é brasilianista, tendo vivido no Brasil entre 1976 e 1982, e sua trajetória esteve sempre ligada ao ativismo pelos direitos LGBTQIA+ e na defesa da democracia no Brasil. Pela Editora Unesp, publicou “Além do Carnaval” (2000, com 3ª edição revista e ampliada em 2022) e “Escritos de um viado vermelho” (2024).

Marcos Arruda é geólogo e economista, educador do Instituto Pacs (Políticas Alternativas para o Cone Sul) e protagonista do livro.

Título: Esquecer? Nunca mais!: a saga de meu filho Marcos Arruda

Autora: Lina Penna Sattamini

Organização: James N. Green, Marcos P. S. de Arruda

Número de páginas: 316

Formato: 13,7 x 21 cm

Preço: R$ 84

ISBN: 978-65-5711-274-8.

(Com Diego Moura/Pluricom Comunicação Integrada®)

Hilton Barra e Copacabana apostam em rooftops e day use para os dias de sol

Rio de Janeiro, por Kleber Patricio

Hilton Barra. Foto: Tomás Rangel.

Passar os dias mais quentes desfrutando da infraestrutura de um hotel, com acesso a piscinas climatizadas, jacuzzis e restaurantes sem precisar se hospedar ou aproveitar o fim de tarde com os amigos com vistas deslumbrantes. Essas são as propostas do day use e dos rooftops dos hotéis Hilton Barra e Copacabana, tendências que conquistam quem busca relaxar ou se divertir com conforto e exclusividade, mesmo que por apenas algumas horas, ideal para uma pausa durante o recesso ou um programa diferente no fim de semana.

No Hilton Copacabana, o day use oferece, a partir das 10h, acesso a todas as áreas comuns, como duas piscinas, academia, restaurante, bares e spa Anna Pegova com sauna e jacuzzi, além de tratamentos que podem ser adquiridos à parte, um apartamento das 15h às 20h e wi-fi grátis. O valor é de a partir de R$ 663 + taxas por pessoa, com variações a depender da demanda e época do ano.

Hilton Copacabana. Foto: Divulgação.

No 40º andar do hotel está localizado o Isabel Lounge, o rooftop mais alto da orla de Copacabana e com vista 360º para a praia e pontos turísticos da cidade. O espaço é aberto todos os dias a partir das 18h para não hóspedes mediante reserva. O menu explora a diversidade e criatividade do chef argentino Pablo Ferreyra, dividido em três conceitos principais: Da Horta, com pratos que levam ingredientes como palmito, queijos e cogumelo; Da Terra, que tem como foco carnes branca e vermelha; e o Do Mar, com iguarias como polvo, camarão, salmão e bacalhau. Além disso, o cardápio também traz opções para compartilhar e deliciosas sobremesas. Já a carta de drinques tem o Brasil como principal inspiração, com referências ao folclore e aos biomas nacionais, com opções de coquetéis clássicos e autorais. Os pratos custam a partir de R$ 39 e, as bebidas alcoólicas, a partir de R$ 19.

O At Rio Rooftop & Lounge. Foto: Tomás Rangel.

Com um olhar diferenciado para o Rio de Janeiro, o Hilton Barra também conta com serviço de day use, no qual os hóspedes podem desfrutar da estrutura do hotel com piscina de borda infinita com jacuzzi, restaurante, academia e acesso ao quarto das 10h às 17h. O pacote custa a partir de R$ 362 + taxas e acomoda até dois adultos e até duas crianças de até 12 anos. No topo da unidade fica o At Rio Rooftop & Lounge, de onde é possível contemplar a vista de tirar o fôlego para a Zona Oeste. O menu foi desenvolvido pelo chef carioca Felipe Moreira com gastronomia e carta de coquetéis autorais e mocktails inspirado nas obras de arte que compõem o acervo do hotel. O ambiente agradável e charmoso é aberto a hóspedes e não hóspedes todos os dias das 11h às 23h. Os pratos custam a partir de R$ 27 e, as bebidas alcoólicas, a partir de R$ 16.

O spa Anna Pegova do Hilton Copacabana. Foto: Divulgação.

Além de todos os benefícios inclusos, os pacotes de Day Use de ambos os hotéis oferecem ainda 20% de desconto em alimentos e bebidas não alcoólicas e em tratamentos do spa Anna Pegova, no Hilton Copacabana. Também é possível incluir animais de estimação e café da manhã, mediante taxa adicional.

Hilton Rio de Janeiro Copacabana  

Av. Atlântica, 1.020 – Copacabana, Rio de Janeiro, RJ – Brasil

Informações: Link

Reservas: Telefone: (21) 3501-8000 I WhatsApp: (21) 99282-8682 (horário comercial) | eventos.copa@Hilton.com

Site: www.hiltoncopacabana.com

Instagram: hiltocopacabana

Hilton Barra Rio de Janeiro

Av. Embaixador Abelardo Bueno, 1430 – Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, RJ – Brasil

Informações: Link

Reservas: Telefone: (21) 3348-1000 | WhatsApp: (21) 96738-7848 (horário comercial) | eventos.rio@hilton.com

Site: www.hiltonbarra.com.br

Instagram: hiltonbarrario

Sobre o Hilton Rio de Janeiro Copacabana

Com a vista 360° do edifício mais alto da orla da praia de Copacabana, desde 2017 o Hilton Copacabana é uma das maiores propriedades da rede Hilton na região e a 100ª unidade da companhia na América Latina. O hotel oferece conforto, versatilidade e uma experiência inesquecível aos hóspedes e pets que desejam conhecer o estilo de vida carioca. São 545 apartamentos em sua maior parte com vista para o mar, 2 piscinas externas, serviço de praia, spa Anna Pegova, academia 24 horas, restaurantes, rooftop com visibilidade para os principais pontos turísticos da cidade e área de eventos com mais de 2.000 m² distribuídos em 30 espaços para todos os tipos de encontros e reuniões. Para reservas acesse o link e conheça as redes sociais do hotel no Facebook ou Instagram.

Sobre o Hilton Barra Rio de Janeiro

Contemporâneo e confortável, o Hilton Barra entrou em operação em 2015, sendo a primeira unidade da rede no Rio de Janeiro e a segunda do Brasil. Tem localização privilegiada, na Barra da Tijuca, a poucos passos do Shopping Metropolitano e dos principais locais de shows e eventos da cidade, como Parque Olímpico e Riocentro, além de estar a 10 minutos das praias da região. A identidade do hotel une arquitetura e sustentabilidade, com obras de arte de renomados artistas brasileiros, como Roberto Burle Marx, e ações que contribuem com a economia de água e energia. Estão à disposição dos hóspedes e pets 298 quartos, piscina de borda infinita e jacuzzi climatizados na cobertura, bar, restaurantes, academia e cinco salões modulares de até 574 m² com capacidade para acomodar até 500 pessoas em reuniões e eventos. O Hilton Barra também oferece serviços como pacotes de day use, núpcias, romântico e festa do pijama.

(Com Gabrielle Laranjeira/Máquina Cohn & Wolfe)

Exposição “A.R.L. Antônio Roseno de Lima” chega à Pinacoteca de Jundiaí

Jundiaí, por Kleber Patricio

Fotos: Antônio Roseno de Lima/Divulgação.

A mostra “A.R.L. Antônio Roseno de Lima” abre no dia 2 de agosto de 2025 (sábado) a partir das 10h na Pinacoteca “Diógenes Duarte Paes”, em Jundiaí, no interior de São Paulo. O evento é uma realização da Quanta Cultura, premiada pelo ProAC – Programa de Ação Cultural do Estado de São Paulo e do Governo do Estado de São Paulo, da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas que tem como proposta lançar luz sobre a jornada pessoal e artística do fotógrafo e artista plástico Antônio Roseno de Lima, falecido em 1998.

No dia da abertura, haverá uma visita mediada seguida por uma oficina de colagem, das 10h30 às 11h45, com a professora, arte-educadora e atelierista Amanda Grispino (com inscrições gratuitas pelo 11 98264-1413). Também serão realizadas ações educativas voltadas à mediação com grupos escolares.

Com curadoria do professor doutor Geraldo Porto, a mostra apresenta um recorte das obras singulares do artista potiguar radicado em Campinas (SP) e estará em cartaz até 6 de setembro de 2025. A exposição já passou por uma temporada em cidades do interior paulista, como Ibiúna, Americana, Campinas, Indaiatuba e Itu. Algumas de suas obras circularam pelo Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) nas cidades de Belo Horizonte, Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo, em 2024.

As obras expostas fazem parte do mais importante acervo de Roseno, atualmente sob os cuidados da Casa da Arte Brasileira, que abriga uma coleção valiosa da arte popular brasileira com cerca de 500 obras de mais de 20 artistas nacionais, incluindo nomes como Francisco Rebolo, Hélio Oiticica, Antônio Bandeira, Sérgio Camargo, Tuneu, Marco do Valle, Manézinho Araújo, Heitor dos Prazeres, Mário de Oliveira e Aldo Cardarelli.

Sobre o artista

Antônio Roseno de Lima nasceu em Alexandria (RN) em 22 de junho de 1926 em uma família com cinco irmãos. Aos 30 anos, deixou sua cidade natal, sua esposa e cinco filhos para vir a São Paulo, onde conheceu sua companheira Soledade. Juntos, vendiam doces na Estação da Luz.

Em 1961, aos 35 anos, iniciou um curso de fotografia e passou a fotografar aniversários, casamentos, prédios e crianças. Pouco a pouco, seus registros passaram a incorporar traços únicos que antecipavam sua linguagem visual. Em 1976, mudou-se para a comunidade Três Marias, em Campinas, onde viveu até sua morte, em junho de 1998.

O professor Geraldo Porto, que conheceu Roseno em 1988 após uma exposição de arte primitivista em Campinas, passou a estudar sua trajetória e se tornou o primeiro a adquirir uma de suas obras. Em sua dissertação de mestrado, Porto relata que o artista “viveu durante anos naquele barraco miserável, sem luz elétrica, entre amontoados de papéis velhos, latas, desenhos, pinturas e bichos, onde também improvisava uma venda de balas e cigarros”.

Um artista raro e autodidata

Autodidata, Roseno desconhecia as técnicas acadêmicas de desenho e pintura, mas desenvolveu um estilo próprio, baseado na repetição de figuras e no uso de materiais precários como papelão, madeira, esmalte sintético e tinta sobre suportes como Duratex. Em todos os seus quadros, anexava um bilhete — primeiro manuscrito por crianças, depois datilografado e xerocado — que explicava seu processo e trazia uma mensagem ao comprador, explicando o processo de criação e pedindo que o comprador guardasse a obra “com carinho”. Segue a mensagem:

“Para Começar Fazer o Desenho Precisa Lápis, Caneta, Algodão, Querosene, Thinner, Gasolina, Pincel, Régua, Tesoura, Giz, Papel, Soda Cáustica, Fogo, Prego, Trabalho, Madeira, Tinta, Serrote, Mesa, Casa, Cadeira.

para Fazer Esse Desenho Fica Muito Caro. Quem Pegar Esse Desenho Guarda Com Carinho. Pode Lavar. Só Não Pode Arranhar. Fica para Filhos e Netos.

Tendo Zelo, Atura Meio Século.”

Segundo Porto, “Roseno era um outsider com um olhar próprio sobre o mundo, e sua pintura, embora produzida à margem, revela um artista culto e observador, que soube traduzir suas experiências em imagens poderosas”.

Reconhecimento nacional e internacional

Graças ao incentivo de Porto, Roseno teve sua primeira exposição individual na Casa Triângulo, em São Paulo, em 1991. Em 1992, participou da coletiva “A Pintura em Campinas: O Contemporâneo” e em 1995 realizou uma exposição individual na Cavin Morris Gallery, em Nova York. No mesmo ano, a marca de roupas Fórum adquiriu 12 de suas imagens para compor sua agenda anual.

Uma coleção de suas melhores fotografias está preservada no Centro de Memória da Unicamp, e suas pinturas fazem parte do acervo de instituições renomadas, como a Collection de l’Art Brut (Lausanne, Suíça) e o Museu Haus Cajeth (Heidelberg, Alemanha). Muitas de suas obras, no entanto, foram descartadas após sua morte em 1998.

Arte para todos

Mais do que uma exposição, A.R.L. Antônio Roseno de Lima é uma oportunidade de contato com um olhar sensível e profundamente humano sobre o mundo. A mostra reafirma o compromisso do ProAC e da Quanta Cultura com a democratização do acesso à arte e com o resgate de trajetórias muitas vezes ignoradas pela história oficial, mas essenciais para compreender a riqueza e a diversidade da cultura brasileira.

A exposição está aberta a públicos de todas as idades e conta com ações educativas para grupos escolares e comunidades, com agendamento prévio. https://quantacultura.com.br/

SERVIÇO:

Exposição “A.R.L. Antônio Roseno de Lima”

Curadoria: Geraldo Porto

Abertura: 2 de agosto de 2025 (sábado), às 10h

Visita mediada + oficina de colagem: 2 de agosto de 2025 (sábado), das 10h30 às 11h45, com a professora, arte-educadora e atelierista Amanda Grispino

Inscrições gratuitas: (11) 98264-1413

Visitação: 2 de agosto a 2 de setembro de 2025 | terça-feira a sexta-feira, das 10h às 17h, e, aos sábados, das 10h às 14h

Pinacoteca “Diógenes Duarte Paes”

Rua Barão de Jundiaí, 109 – Centro, Jundiaí – SP, 13201-010

Telefone: (11) 4586-2326

e-mail: pinacoteca@jundiai.sp.gov.br

Entrada gratuita

Contato para agendamento de grupos escolares: Joana Germani (Quanta Cultura) – (19) 98188-1205

Redes sociais:

Antônio Roseno de Lima @antonio_roseno_de_lima

Quanta Produtora @quantacultura.

(Com Erico Marmiroli/Marmiroli Comunicação)

Revelando SP 2025: municípios da região de Campinas participam da edição de São José dos Campos

Região Metropolitana de Campinas, por Kleber Patricio

Com artesanato, culinária e manifestações culturais, participantes representam a região no evento, que acontece entre 24 e 27 de julho, com entrada gratuita. Fotos: Adriano Escanhuela.

Começa no dia 24 de julho, quinta-feira, a edição de São José dos Campos do Revelando SP, maior festival da valorização das culturas tradicionais paulistas, com gestão e produção da Associação Paulista dos Amigos da Arte. Essa edição conta com a correalização da Prefeitura de São José dos Campos. O festival, que tem entrada gratuita, acontece até domingo, dia 27, no Parque da Cidade, e tem 162 participantes, com 77 municípios representados.

A região de Campinas marca presença, com 12 municípios representados. Na área de artesanato, Pedra Bela participa com Tecelagem com Lã de Carneiro, Algodão e Fibra Natural, e Piracaia com Filhos do Seu Emílio. Entre as manifestações culturais, se apresentam Congada Rosa, Congada Azul, Congada Vermelha e Congada Verde, todas da cidade de Atibaia; Orquestra Violeiros do Rio Jaguari, de Bragança Paulista; Tiririca a Capoeira Paulista e o Batuque dos Engraxates, Folia de Reis Ases do Brasil e Jongo Dito Ribeiro, de Campinas; Matutos da Mantiqueira, de Joanópolis; Reza de São Gonçalo, de Nazaré Paulista; Paco & Thiago, de Pedra Bela; e Congada Branca Peixe Frito e Caiapós de Piracaia, de Piracaia.

Na culinária, Amparo traz a Associação dos Produtores de Cachaça de Alambique do Circuito das Águas Paulista; Bragança Paulista a Linguiça Bragantina Artesanal com Polenta Frita Crocante; Itapira os Doces Caseiros e Família Canivezi – Vinhos, Pães e Bolos; Joanópolis a Comida do Lobisomem; Jundiaí o Cantinho da Rita; Pedra Bela as Comidas Típicas de Milho Verde e Canjiquinha e Virado de Banana; São João da Boa Vista os Doces Caseiros; e Socorro o Turismo Rural de Socorro.

O Revelando SP São José dos Campos tem ainda uma programação de shows, Cezar & Paulinho, Renato Teixeira e Orquestra Joseense, Facmol, Sami Rico e Jackson Antunes convida Leyde & Laura, além de abrigar a exposição “Arte Sacra para ver e sentir”, uma parceria com o Museu de Arte Sacra de São Paulo, e atividades imersivas no espaço Experimenta!.

O Revelando SP já teve mais de 60 edições ao longo de quase três décadas, consolidando-se como o principal evento de promoção e difusão da cultura de raiz paulista, fortalecendo os vínculos entre tradição e identidade. O festival, que passou por Barretos, em maio, segue, após Iguape, por São José dos Campos, em julho, Presidente Prudente, em agosto, e São Paulo, em setembro.

SERVIÇO:

Revelando SP – São José dos Campos

Data: 24 a 27 de julho de 2025, a partir das 10h (dia 24 a partir das 16h)

Local: Parque da Cidade – Av. Olivo Gomes, 100, Santana

Entrada: Gratuita

Classificação: Livre.

Sobre o Revelando SP
Maior festival de economia criativa e cultura tradicional do estado de São Paulo, o Revelando SP, programa de salvaguarda da cultura tradicional paulista da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Governo do Estado de São Paulo, tem como propósito valorizar o patrimônio imaterial paulista. Com mais de 60 edições realizadas ao longo de quase três décadas, é uma festa gratuita que reúne a pluralidade da culinária tradicional, o artesanato, a música e as diversas manifestações da cultura popular regional. O encontro destaca os talentos locais, promovendo suas obras e facilitando a conexão com o público e investidores, e promove ainda a troca de experiências, a articulação entre comunidades, o intercâmbio de saberes e fazeres e a geração de renda. Instagram | Site

Sobre a Associação Paulista dos Amigos da Arte
A Associação Paulista dos Amigos da Arte é uma Organização Social de Cultura que trabalha em parceria com o Governo do Estado de São Paulo desde 2004. Música, literatura, dança, teatro, circo e atividades de artes integradas fazem parte da atuação da Amigos da Arte, que tem como objetivo fomentar a produção cultural por meio de festivais, programas continuados e da gestão de equipamentos culturais públicos. Em seus 20 anos de atuação, a Organização desenvolveu mais de 70 mil ações que impactaram mais de 30 milhões de pessoas.

(Com Angelina Colicchio/Pevi 56)