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Lazer & Gastronomia

São Paulo, SP

Quatro viagens no tempo, um só lugar: o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual

por Kleber Patrício

Devido ao sucesso das três expedições em realidade virtual iniciadas em setembro de 2025, o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual anuncia a prorrogação de suas atividades. Além da extensão do prazo, o centro cultural traz uma novidade de peso: a exibição simultânea de quatro roteiros distintos que transportam os visitantes por bilhões de anos de […]

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Com Jesus subindo aos céus e desaparecendo nas nuvens, Paixão de Cristo de Nova Jerusalém promete temporada histórica

Brejo da Madre de Deus, PE, por Kleber Patricio

Cena final da Ascensão na Paixão de Cristo de Nova Jerusalém. Fotos: Divulgação.

A 57ª temporada da Paixão de Cristo de Nova Jerusalém, que acontece de 28 de março a 4 de abril de 2026, prepara-se para ser um divisor de águas na história do espetáculo. Localizada no município do Brejo da Madre de Deus, a 180 km do Recife, a produção deste ano aposta em uma inovação tecnológica jamais vista nos 56 anos de encenação. “Pela primeira vez, o público testemunhará a cena final com um realismo impressionante. Jesus irá ascender até desaparecer entre as nuvens, proporcionando um desfecho mágico e impactante”, afirma Robinson Pacheco, presidente da Sociedade Teatral de Fazenda Nova.

A novidade tem como objetivo não apenas emocionar a plateia, mas também renovar o interesse do público que já conhece a Fazenda Nova e atrair novos visitantes para o Agreste pernambucano.

Até o ano passado, na cena final do espetáculo, Jesus subia apenas alguns metros acima de um rochedo. Mesmo assim, a cena era considerada uma das mais belas e emocionantes do espetáculo. Agora, utilizando iluminação especial e tecnologia de última geração, os organizadores prometem uma ascensão ainda mais impactante para surpresa e espanto da plateia.

A grandiosidade dos novos efeitos especiais servirá também para marcar a passagem do centenário de nascimento de Plínio Pacheco, idealizador e construtor da cidade-teatro. A STFN planejou esta temporada como um tributo ao legado do fundador. “Vamos homenagear o visionário que transformou uma pequena encenação realizada num vilarejo do agreste nordestino no início da década de 50, em uma das principais atrações turísticas e culturais do Brasil e do mundo”, afirma Robinson, que é filho de Plínio e responsável por manter vivo este Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil.

Para dar vida a esta edição histórica, grandes nomes da dramaturgia nacional foram escalados. Dudu Azevedo assume o papel de Jesus, protagonista da aguardada cena da ascensão. O elenco principal conta ainda com Beth Goulart (Maria), Marcelo Serrado (Pilatos) e Carlo Porto (Herodes). Eles atuarão nos nove palcos monumentais ao lado de talentos da cena pernambucana e centenas de figurantes.

O espetáculo, que narra os últimos dias de Jesus — do Sermão da Montanha à inovadora ascensão —, atrai anualmente milhares de espectadores do Brasil e do exterior desde sua inauguração oficial em 1968.

Os ingressos para a temporada 2026 já estão disponíveis e podem ser adquiridos através do site oficial: www.novajerusalem.com.br.

(Com Mauro Gomes Ferreira/MG Comunicação)

Cia Vagalum Tum Tum estreia nova peça em turnê pelo interior de São Paulo

São Paulo, por Kleber Patricio

Comemorando 25 anos, Cia leva novo espetáculo “As luvas de Shakespeare” a Votorantim, Campinas, Cubatão, Santos, São Paulo e Bragança Paulista. Fotos: Wesley Soares.

Referência no teatro feito para crianças e jovens e na adaptação da obra do bardo inglês para as novas gerações, a Cia Vagalum Tum Tum comemora seus 25 anos na estrada com o projeto de circulação de seu mais recente espetáculo, “As Luvas de Shakespeare”. O projeto é realizado através do ProAC ICMS, programa de fomento à cultura do Governo do Estado de São Paulo, com patrocínio da Birla Carbon.

A turnê – que leva a história da vida do dramaturgo inglês a diversas regiões do Estado de São Paulo – inclui apresentações gratuitas em várias cidades de São Paulo e região Metropolitana.

As viagens começaram em Mauá (8/2) e seguem por Votorantim (21/2), Santo André (27/2), Campinas (7/3), Cubatão (13/3), Santos (14/3) e São Paulo (de 21/3 a 19/4), além de prever passagem por Bragança Paulista (ver agenda de apresentações e endereços no final do texto).

Após cada sessão, o público é convidado a participar de um bate-papo com a equipe artística, promovendo reflexões sobre os temas abordados no espetáculo e ampliando a experiência teatral. Além das encenações, o projeto oferece a palestra “A Função Social do Palhaço e Seu Poder Transformador” nas cidades da circulação.

A companhia utiliza a técnica da commedia dell’arte para aproximar o público de temas clássicos. O trabalho articula vida e obra de uma grande personalidade teatral à ludicidade do fazer artístico, mostrando como a linguagem dos palhaços pode democratizar o acesso a conteúdos fundamentais da história do teatro.

Segundo o diretor Angelo Brandini, a escolha do tema é estratégica para a formação de novos públicos. “Contar a história da vida de William Shakespeare para crianças e jovens é muito importante, pois ele é um dos maiores poetas e dramaturgos do mundo. Suas histórias falam de amor, amizade, ambição e justiça — temas que interessam a todas as pessoas, de qualquer idade. As Luvas de Shakespeare é a nossa homenagem ao teatro e a todas as pessoas que gostam de assistir e fazer teatro. Esperamos inspirar as crianças a usarem a imaginação para criarem seus personagens e suas próprias histórias.”

Sinopse 

A peça narra a trajetória de William Shakespeare desde a infância, quando o contato com uma trupe mambembe desperta seu desejo de ser ator. Ao seguir para Londres, ele começa trabalhando na guarda de carruagens nos arredores dos teatros até que, por um acaso do destino, é convidado a substituir um ator em um ensaio dos palhaços Juca e Pinduca.

O diferencial da trama reside em um par de luvas herdado de sua avó. Shakespeare acredita que sua inspiração para escrever as peças que o tornariam famoso está diretamente ligada ao uso desses acessórios. A trama se desenvolve entre o sucesso da companhia e os desafios enfrentados quando o jovem autor perde suas luvas e, consequentemente, sua confiança criativa.

Sobre a Cia Vagalum Tum Tum 

Fundada em 2001 por Angelo Brandini e Christiane Galvan, a Cia Vagalum Tum Tum é uma das companhias mais premiadas do país. Desde 2007, o grupo foca na adaptação da obra de William Shakespeare para o universo infantil, acumulando prêmios de prestígio como o APCA (por espetáculos como OthelitoO Bobo do ReiBruxas da Escócia e Henriques), o Prêmio FEMSA e o Prêmio Shell 2023 de Melhor Cenário por Meu Reino por um Cavalo.

A pesquisa do grupo é pautada pelo olhar transformador do palhaço. Como extensão dessa pesquisa, a circulação oferece a palestra “A Função Social do Palhaço e Seu Poder Transformador”, onde Angelo Brandini contextualiza a figura do palhaço desde os xamãs e bobos da corte até a ocupação de espaços contemporâneos, como hospitais, defendendo a criatividade como uma ferramenta acessível a todos.

Os espetáculos que compõe o ativo repertório são: Othelito (2007) – Prêmio APCA e FEMSA de Melhor Texto Adaptado; O Bobo do Rei (2010) – Prêmio FEMSA de Teatro Infantil 2010 de Melhor Direção, Melhor Figurino e Atriz Revelação, Prêmio APCA de Melhor Elenco de 2010; O Príncipe da Dinamarca (2011) – Prêmio da Cooperativa Paulista de Teatro 2011 por Melhor Trabalho para o Público Infanto-Juvenil e Premio FEMSA de Teatro Infanto-Juvenil 2011 de Melhor Texto Adaptado e Melhor Ator Coadjuvante; Bruxas da Escócia (2013) – APCA por Melhor Espetáculo com Texto Adaptado, Prêmio São Paulo de Incentivo ao Teatro Infantil de Jovem de Melhor Espetáculo Infantil, Melhor Direção e Melhor Atriz Coadjuvante; Henriques (2016) – Prêmio APCA 2016, Melhor Espetáculo com Texto Adaptado e PRÊMIO SÃO PAULO DE INCENTIVO AO TEATRO INFANTIL E JOVEM 2017 de Melhor Texto Adaptado e eleito Melhor espetáculo para crianças de 2016 pelo Guia da Folha-SP; Meu Reino por um Cavalo (2022) – APCA 2022 de Melhor Elenco e Shell 2023 de Melhor Cenário.

Ficha Técnica

Texto e Direção Geral: Angelo Brandini. Direção: Val Pires. Música Original: André Abujamra. Elenco: David Tayiu, Christiane Galvan e Wesley Salatiel. Figurinos: Christiane Galvan. Cenário e Adereços: Bira Nogueira. Desenho de Luz: Ligia Chaim. Desenho de Som: Vitor Osorio. Produção Executiva: Marina Mioni. Assessoria de Imprensa: Arteplural – M. Fernanda Teixeira e Mauricio Barreira. Realização: Cia. Vagalum Tum Tum.

VÍDEOS – Link.

Serviço:

SANTO ANDRÉ

Data: 27/2 às 19h30

Local: Teatro Conchita de Moraes (Pça. Rui Barbosa, 12)

Gratuito

VOTORANTIM

Data: 21/2 às 16h

Local: Auditório Municipal Francisco Beranger

Endereço: Av. Ver. Newton Vieira Soares, 291 – Centro

Capacidade: 264 pessoas

Gratuito

CAMPINAS

Data: 7/3 às 16h

Local: Sesi Campinas Amoreiras

Endereço: Av. das Amoreiras, 450, Parque Itália – Campinas / SP

Gratuito

CUBATÃO

Data: 13/3 às 20h

Local: Teatro do Kaos (Pça. Joaquim Montenegro, 34)

SANTOS

Data: 14/3 às 16h

Local: Teatro Guarany (Pça. dos Andradas, 100)

SÃO PAULO

Data: 21/3 a 19/4 (Sábados e domingos às 16h)

Local: Teatro Alfredo Mesquita (Av. Santos Dumont, 1770)

Sessão com intérprete de LIBRAS disponível

Próxima cidade: Bragança Paulista.

(Com Mauricio Barreira/Arte Plural Comunicação)

Ana Beatriz Nogueira estreia “A Procura de uma Dignidade”, uma performance teatral sobre o conto de Clarice Lispector

São Paulo, por Kleber Patricio

Espetáculo dirigido por Gilberto Gawronski fará curta temporada em março no novo Teatro YouTube. Fotos: Divulgação.

São PauloAna Beatriz Nogueira estreia em São Paulo, no dia 6 de março, “A Procura de uma Dignidade”, uma performance teatral inspirada pelo conto homônimo de Clarice Lispector, com direção de Gilberto Gawronski, após temporada de sucesso no Rio de Janeiro.

A montagem inédita, que revisita o universo introspectivo da icônica escritora brasileira, fará uma curtíssima temporada no novo Teatro YouTube.

Em sua nova incursão, a premiada atriz reúne sua experiência de décadas de palco com a linguagem sensível e provocadora de Clarice Lispector, autora que já havia invocado em outro espetáculo, “Um Dia a Menos”, que estreou em 2019. O atual trabalho é uma adaptação de Leonardo Netto para o conto originalmente publicado no livro “Onde Estivestes de Noite?” (1974). A trama narra a trajetória singular da Sra. Xavier, uma mulher que, a caminho de um evento social, se perde nos corredores subterrâneos do Estádio do Maracanã e acaba embarcando em uma jornada íntima de autodescoberta — confrontando medos, desejos e a própria identidade. “Sou leitora de Clarice desde muito cedo. Este conto fala de muitas coisas que me tocam profundamente”, afirma a atriz.

O espetáculo, com direção de Gilberto Gawronski, traz um olhar contemporâneo ao universo da escritora e aborda questões existenciais que atravessam a obra de Lispector.

A cenografia é assinada por Beli Araújo, com figurino de Antônio Medeiros, iluminação de Adriana Ortiz, projeções de Pedro Colombo e trilha sonora de Chico Beltrão. A produção leva a assinatura da própria Ana Beatriz Nogueira, através da Trocadilhos 1000, e a proposta da montagem é justamente transformar o texto literário em uma experiência performática teatral singular, em que palavra, imagem e a presença cênica da atriz convergem em um diálogo profundo e reflexivo com o público.

Sobre Ana Beatriz Nogueira

Nascida no Rio de Janeiro, Ana é uma das mais versáteis atrizes do Brasil, com carreira marcada por grandes performances no cinema, na televisão e no teatro ao longo de mais de quatro décadas. Ela ganhou projeção internacional muito jovem ao estrear no cinema, aos 20 anos, como protagonista do drama Vera (1986), dirigido por Sérgio Toledo, papel que lhe rendeu o Urso de Prata de Melhor Atriz no Festival de Cinema de Berlim, um dos prêmios mais prestigiosos do cinema internacional. Na televisão, construiu um percurso sólido com participações marcantes em novelas e minisséries como CelebridadeCaminho das ÍndiasAlém do TempoRock Story e, mais recentemente, Todas as Flores e Mania de Você, demonstrando grande habilidade em personagens intensos ou bem-humorados. Paralelamente aos trabalhos na TV e no cinema, Ana Beatriz manteve uma presença constante no teatro, com montagens elogiadas e monólogos desafiadores, como Um Pai Puzzle e Sra. Klein — este último lhe rendeu o Prêmio APTR de Melhor Atriz em 2024 pela performance na pele da psicanalista Melanie Klein.

Ficha Técnica

Elenco: Ana Beatriz Nogueira

Adaptação do conto de Clarice Lispector: Leonardo Netto

Direção: Gilberto Gawronski

Preparadora da atriz: Clarisse Derziê Luz

Direção de Produção: Guilherme Scarpa

Cenário: Beli Araújo

Figurino: Antônio Medeiros

Iluminação: Adriana Ortiz

Projeções: Pedro Colombo

Programação Visual: Alexandre de Castro

Trilha sonora: Chico Beltrão

Fotos (ensaio e divulgação): Nil Caniné

Assistente de direção: Patrícia Regina

Assessoria de Imprensa: Dobbs Scarpa

Realização: Trocadilhos 1000 Produções.

Serviço:

Estreia: 6 de março de 2026

Temporada: até 29 de março de 2026

Local: Teatro YouTube – Rua Pamplona, 310 – Bela Vista, São Paulo, SP.

Sessões: sextas e sábados, às 20h; domingos, às 18h.

Ingressos: disponíveis na bilheteria do teatro e na plataforma online Eventim

Duração: 50 minutos.

Classificação indicativa: 14 anos.

(Com Fábio Dobbs/ Dobbs | Scarpa)

[LIVROS]: Ecos de liberdade em tempos de silêncio

São Paulo, por Kleber Patricio

Capa do livro.

Entre perseguições, amores e ideais sufocados, “Cinzas de Cogumelos Azuis”, de Sebastian Levati, transporta o leitor a São Paulo dos anos 1970, quando a juventude sonhava em mudar o mundo mesmo sob o peso da censura e da repressão. A obra constrói um retrato humano de quem ousou acreditar na liberdade, revelando os contrastes entre a dureza do tempo histórico e a delicadeza das emoções que sobreviveram a ele.

Ambientado entre 1972 e 1992, o romance acompanha o período de ditadura militar no Brasil e os primeiros anos da abertura democrática do país por meio de Orlando, um jovem do interior que abandona os confortos da família para seguir o chamado da consciência política. Na capital, ele se une a um grupo de militantes que atua na clandestinidade, escrevendo panfletos, planejando ações e fugindo da vigilância constante do regime. No meio da turbulência, surge Clarice, sua namorada, cuja família tradicional representa o outro lado do país dividido.

Entre eles, cresce um amor que resiste às grades invisíveis da ditadura, mas também se desgasta sob o peso das escolhas e do medo. Ao redor deles orbitam figuras simbólicas — como o misterioso “Três-M”, o padre Dom Camilo e o idealista Moisés — que dão voz à pluralidade de um Brasil em ebulição.

Com uma escrita fluida, Sebastian Levati recria o cotidiano de uma geração que viveu entre a coragem e a incerteza. O leitor é levado das vielas sombrias às redações improvisadas onde panfletos subversivos eram escritos, das canções que embalavam a resistência às pausas silenciosas do amor que brotava em meio ao caos.

A força da obra está na forma como o autor transforma um período doloroso da história em reflexão atemporal sobre escolhas e consequências. Ao acompanhar o despertar de Orlando e sua luta para preservar a dignidade diante da opressão, Cinzas de Cogumelos Azuis nos convida a revisitar o passado para compreender os abismos e os sonhos que ainda habitam o presente.

Sensível e provocante, o livro reafirma o poder da literatura em dar voz aos silenciados e iluminar as zonas esquecidas da memória. Com sutileza e vigor, Sebastian Levati nos lembra que a liberdade é uma conquista contínua — e que, mesmo entre as cinzas, o humano sempre encontra uma forma de florescer.

FICHA TÉCNICA

Título: Cinzas de Cogumelos Azuis

Autor: Sebastian Levati

Editora: Viseu

ISBN: 978-6528027606

Páginas: 304

Preço: R$ 42,95

Onde comprar: Amazon

Sobre o autor: Sebastian Levati nasceu em General Salgado, interior de São Paulo. Trabalhou com Engenharia Mecânica antes de se dedicar integralmente à literatura, área em que atua como escritor, leitor e pesquisador independente. Hoje radicado na capital paulista, Levati transforma sua vivência e olhar analítico em narrativas marcadas por profundidade emocional e rigor histórico.

Facebook do autor: /sebastianlevati.

(Com Maria Clara menezes/LC Agência de Comunicação)

São Paulo Companhia de Dança inicia turnê internacional 2026

Europa, por Kleber Patricio

Agora, de Cassi Abranches – Foto: Silvia Machado | Le Chant du Rossignol, de Marco Goecke – Foto: Charles Lima | Umbó, de Leilane Teles – SPDC – Foto: Iari Davies | Gnawa, de Nacho Duato – Foto: Camilo Barbosa.

São Paulo Companhia de Dança (SPCD) embarca em mais uma viagem pela Europa levando ao público toda a potência da dança brasileira. Nos meses de fevereiro e março, a SPCD circula pela Alemanha e França, com apresentações e workshops em sete cidades, reafirmando sua presença como uma das companhias de dança mais prestigiadas da América Latina.

No repertório a ser apresentado, uma seleção de sete obras que evidenciam a pluralidade de linguagens e versatilidade da SPCD, da autoria de coreógrafos brasileiros e internacionais, sendo elas: Yoin, de Jomar Mesquita; The Eighth, de Stephen Shropshire; Agora, de Cassi Abranches; Gnawa, de Nacho Duato; Le Chant du Rossignol, de Marco Goecke; Odisseia, de Joëlle Bouvier; e Umbó, de Leilane Teles.

“Retornar à Europa é motivo de imensa alegria. A São Paulo Companhia de Dança tem construído uma relação sólida com o público internacional e esta turnê reforça esse vínculo. Cada cidade recebe uma combinação única de obras que são definidas em conjunto com os programadores locais e em sintonia com sua história e com as características da Companhia — que se reinventa a cada palco, unindo o clássico e o contemporâneo, a técnica e a expressividade”, comenta Inês Bogéa, diretora artística da SPCD.

A turnê teve início em Baden-Baden e segue por Istres, Fréjus, Les Sables-D’olonne, Saint-Priest, Roubaix e Valenciennes em uma trajetória que conecta Alemanha e França por meio da dança. Ao longo do percurso, a Companhia realizará um workshop em Baden-Baden, com o objetivo de compartilhar sua técnica, seus processos criativos e a vivência artística com o público.

SERVIÇO:

Apresentações

Data e horário: 6 de fevereiro, às 20h | 7 de fevereiro, às 18h

Local: Festspielhaus Baden-Baden — Beim Alten Bahnhof 2, 76530 Baden-Baden

Workshop

Data e horário: 7 de fevereiro, 12h

Local: Festspielhaus Baden-Baden — Beim Alten Bahnhof 2, 76530 Baden-Baden

ISTRES (França)

Data e horário: 11 de março, às 20h

Teatro: Théâtre de l’Olivier — Av. Léon Blum, 13800 Istres

FRÉJUS (França)

Data e horário: 14 de março, às 20h30

Teatro: The Forum Theater — 83 Bd de la Mer, 83600 Fréjus

Ingressos: https://www.theatreleforum.fr/spectacle/sao-paulo-dance-company/

LES SABLES-D’OLONNE (França)

Data e horário: 17 de março, às 20h45

Teatro: Centre de Congrès Les Atlantes — 1 Prom. Wilson, 85100

SAINT-PRIEST (França)

Data e horário: 20 e 21 de março, às 20h

Teatro: Theater Théo Argence — Place Ferdinand Buisson, 69800

Ingressos:

https://www.theatretheoargence-saint-priest.fr/spectacles/sao-paulo-dance-company/

ROUBAIX (França)

Data e horário: 24 de março, às 20h

Teatro: Le Colisée — 31 Rue de l’Epeule, 59100

Ingressos:

https://www.coliseeroubaix.com/programmation/sao-paulo-dance-company

VALENCIENNES (França)

Data e horário: 26 de março, às 20h

Teatro: Phoenix National Scene Valenciennes — Bd Henri Harpignies, 59300

Ingressos: https://www.lephenix.fr/projects/yoin-umbo-agora-25-26/

FICHAS TÉCNICAS:

Yoin (2024)

Coreografia: Jomar Mesquita

Assistente de coreografia: Rúbia Frutuoso

Músicas: Poema Saudades, de Arnaldo Antunes; Assum Preto, de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira (intérprete: Jorge Du Peixe); Fim de Festa, de Itamar Assumpção (intérpretes: Naná Vasconcelos e Itamar Assumpção); Carinhoso, de João de Barro e Pixinguinha (intérprete: Elza Soares); Como 2 e 2, de Caetano Veloso (intérpretes: Arnaldo Antunes e Vitor Araújo); Samba da Benção, de Baden Powell e Vinícius de Moraes (intérprete: Maria Bethânia); Avisa, de Tato (intérprete: Cida Moreira); Juízo Final, de Elcio Soares; Nelson Cavaquinho (intérprete: Arnaldo Antunes); Manhã de Carnaval, de Luís Bonfa e Antônio Maria (intérpretes: Jean Pascal Quiles, Louis Quiles e Nelly Decamp); vozes dos bailarinos do elenco.

Figurino: Agustina Comas

Iluminação: André Boll

The Eighth (2024)

Coreografia e iluminação: Stephen Shropshire

Música: Symphony no 8: IV: Finale de Anton Bruckner (1824-1896)

Figurinos: Fabio Namatame

“The Eighth” é resultado de uma parceria entre o Dutch Performing Arts Program, do Performing Arts Fund NL, da Holanda, e a Associação Pró-Dança, São Paulo Companhia de Dança. É também uma coprodução do Bruckner Festival e apoio do Governo Holandês.

Agora (2019)

Coreografia: Cassi Abranches

Música: Sebastian Piracés

Iluminação: Gabriel Pederneiras

Figurinos: Janaína Castro

Gnawa (2009)

Coreografia: Nacho Duato

Música: Hassan Hakmoun, Adam Rudolph, Juan Alberto Arteche, Javier Paxariño, Rabih Abou-Khalil, Velez, Kusur e Sarkissian

Iluminação: Nicolás Fischtel

Figurino: Luis Devota e Modesto Lomba

Remontagem: Hilde Koch e Tony Fabre (1964-2013)

Organização e produção original: Carlos Iturrioz Mediart Producciones SL (Espanha)

Le Chant du Rossignol (2023)

Coreografia e cenografia: Marco Goecke

Remontagem: Giovanni di Palma

Música: Le Chant du Rossignol, de Igor Stravinsky (1882-1971)

Figurinos: Michaela Springer

Iluminação: Udo Haberland

Odisseia (2018)

Coreografia: Jöelle Bouvier

Assistente de coreografia: Emilio Urbina e Rafael Pardillo

Música: trechos de Bachianas Brasileiras, de Heitor Villa Lobos; trechos de Paixão Segundo São Mateus, de Johann Sebastian Bach; Melodia Sentimental, de Villa-Lobos (letra de Dora Vasconcellos); poema Pátria Minha, de Vinícius de Moraes; e texto de Irène Jacob

Figurinos: Fábio Namatame

Iluminação: Renauld Lagier

Umbó (2021)

Coreografia: Leilane Teles

Música: Muloloki Para a Poetisa Íntima, de Tiganá Santana e Nzambi Kakala Ye Bikamazu e Mama Kalunga, de Tiganá Santana na voz de Virgínia Rodrigues

Figurino: Teresa Abreu

Assistência de Figurino: Priscilla Bastos

Iluminação: Gabriele Souza.

(Fonte: Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo)