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Sesc Belenzinho apresenta “Travessia” e faz do palco balsa à deriva em meio ao naufrágio civilizatório

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Foto: Bob Sousa.

Uma balsa flutua à deriva no espetáculo “Travessia”, que estreia dia 1º de abril no Sesc Belenzinho. Ao mesmo tempo metáfora do mundo contemporâneo e ferida aberta da história, ela remete a um naufrágio real que expôs a brutalidade das engrenagens coloniais e da desigualdade social.

Em 1816, a fragata francesa Medusa naufragou na costa da África após a negligência de um capitão nomeado por influência política. Sem botes suficientes, reservados aos oficiais e homens brancos, cerca de 150 pessoas foram abandonadas em uma balsa improvisada. Fome, sede, violência e desespero reduziram o grupo a apenas 15 sobreviventes após 2 semanas. O episódio chocou a França e foi transformado por Théodore Géricault no monumental quadro A Balsa da Medusa (1818), uma denúncia da desumanização produzida por sistemas que hierarquizam vidas e naturalizam o descarte humano.

Em Travessia, essa imagem histórica torna-se um dispositivo dramatúrgico para refletir os naufrágios civilizatórios do presente: migrações forçadas, fronteiras militarizadas, polarização ideológica e os mecanismos de poder que decidem quem merece proteção e quem pode ser lançado ao mar. “Não interessava fazer uma reconstituição histórica da balsa”, explica a autora e diretora Gabriela Mellão. “O que nos moveu foi colocar essa imagem em fricção com as histórias reais dos artistas em cena, criando um espelhamento entre o naufrágio colonial e os naufrágios contemporâneos que seguimos produzindo.” 

O espetáculo nasceu de um processo colaborativo de quase dois anos entre Mellão, atores reconhecidos da cena brasileira, como Miriam Rinaldi, Vitor Britto e Rodrigo Bolzan, e artistas em situação de deslocamento: Dani Mara (brasileira indígena), Prudence Kalambay (República Democrática do Congo), Mariama Bintu Bah (Gâmbia/Senegal), Mario Tadeo (boliviano indígena), Victor Gee Rosales (Venezuela) e Shambuyi Wetu (República Democrática do Congo).

A diversidade, aqui, não aparece como tema ou ilustração: é o próprio método de criação. Travessia só existe porque corpos, histórias e cosmologias muito diferentes tiveram uma troca real, sustentando conflitos e visões de mundo distintas em nome de uma criação conjunta”, afirma Mellão.

A dramaturgia constrói um tecido de camadas narrativas que se entrelaçam. O episódio da Medusa dialoga com depoimentos autobiográficos, fragmentos documentais, tragédia grega e mitologia indígena. Em uma de suas linhas, atores disputam os papéis de Clitemnestra e Egisto em uma audição fictícia, revelando tensões entre identidade, representação e poder. Situações envolvendo filas burocráticas, discursos de inclusão, mercantilização da diversidade e afetos administrados por lógicas de mercado atravessam a cena.

Uma dimensão mítica também irrompe na narrativa: a figura de uma serpente ancestral engolida por um corpo humano, aprisionada em um sistema urbano que não reconhece sua língua, seu ritmo ou sua cosmologia. Condenada a adaptar-se para sobreviver, essa imagem alegórica traduz a violência silenciosa que opera quando indivíduos e culturas precisam caber em regras que negam suas cosmogenias.

Elementos da tragédia grega estruturam a dramaturgia. Como nos dramas antigos, os personagens se veem confrontados por forças maiores do que suas vontades individuais, engrenagens políticas e sociais que frequentemente determinam sua sorte. O coro, porém, é reinventado. Em vez de representar uma comunidade unificada, torna-se um corpo múltiplo. Português, espanhol, francês e línguas africanas e indígenas atravessam a cena, compondo uma polifonia que encarna um tempo em trânsito.

Visualmente, o espetáculo cria quadros vivos inspirados na pintura de Géricault, transformando os atores em dispositivos narrativos e plásticos. Não há protagonismo individual: o que se ergue em cena é um coletivo heterogêneo que sustenta a balsa, questiona o poder e humaniza as diferenças.

A pesquisa que deu origem à obra nasce do legado intercultural do diretor inglês Peter Brook, cuja prática teatral buscou reinventar o palco a partir do encontro real entre culturas. Em Travessia, esse impulso é revisitado à luz das urgências do século XXI.

O espetáculo transforma o teatro em um espaço de atravessamento entre culturas, tempos históricos e modos de existir. Um laboratório sensível onde ainda se pode experimentar outros pactos de convivência, reimaginar o futuro e, mesmo à deriva, recusar a lógica que lança sempre os mesmos corpos ao mar.

O espetáculo convida o espectador a embarcar na balsa e o convoca a refletir sobre as posições que ocupa dentro dela. Quem sabe, inspirando o ato praticado no próprio processo da obra: a insistência em reconhecer o outro em sua plena humanidade.

Sinopse: Travessia entrelaça a história real que deu origem ao célebre quadro “A Balsa de Medusa”, de Théodore Géricault, com o drama de um grupo de atores de culturas diversas que, ao disputar o papel de Clitenmnestra e Egisto, vê-se lançado às águas revoltas de uma sociedade que teima em moldar corpos, vozes e destinos. Entre testes teatrais, naufrágios pessoais e coletivos, o espetáculo navega rumo ao direito de cada um existir sem concessões.

Ficha técnica

Dramaturgia de Gabriela Mellão a partir de criação coletiva

Direção de Gabriela Mellão

Com Dani Mara, Mariama Bintu Bah, Mario Tadeo, Miriam Rinaldi, Prudence Kalambay, Rodrigo Bolzan, Vitor Britto, Victor Gee Rosales, Shambuyi Wetu

Coreografia: Reinaldo Soares

Desenho de Luz: Aline Santini

Assistente de Iluminação: Gabriela Ciancio

Trilha Sonora Original: Federico Puppi

Técnico de Som: Henrique Berrocal

Cenografia: Camila Schmidt

Cenógrafa assistente: Irina Bertolucci Chermont

Figurinista: Kledir Salgado

Assistente de Figurino: Cicer Ryan (Ateliê Fhom)

Assistente de Direção e Preparador de Ator: Daniel Passi

Fotografia: Bob Sousa

Tratamento de Imagem: Leonardo Palma

Designer Gráfico: Victor Gee Rosales

Produção: Corpo Rastreado.

Serviço:

Espetáculo Travessia

De 1 de abril a 3 de maio de 2026. Quinta a sábados, às 20h. Domingos, às 18h30.

Estreia na quarta 1/4 às 20h

Ingressos: R$ 50,00 (inteira); R$ 25,00 (meia-entrada); R$ 15,00 (Credencial Plena)

Vendas no portal sescsp.org.br e nas bilheterias das unidades Sesc.

Local: Sala de Espetáculos I (120 lugares). Duração: 70 min. Classificação: 12 anos.

SESC BELENZINHO

Endereço: Rua Padre Adelino, 1000 – Belenzinho – São Paulo (SP)

Telefone: (11) 2076-9700

sescsp.org.br/Belenzinho

Estacionamento: De terça a sábado, das 9h às 21h. Domingos e feriados, das 9h às 18h. Valores: Credenciados plenos do Sesc: R$ 8,00 a primeira hora e R$ 3,00 por hora adicional. Não credenciados no Sesc: R$ 17,00 a primeira hora e R$ 4,00 por hora adicional.

Transporte Público: Metro Belém (550m) | Estação Tatuapé (1400m)

Sesc Belenzinho nas redes: Facebook | Instagram | YouTube: @sescbelenzinho

(Com Priscila Dias/Sesc Belenzinho) 

Primeiro livro de Marcelo Freixo revela trajetória do político através da história do Rio de Janeiro

Indaiatuba, por Kleber Patricio

O primeiro livro de Marcelo Freixo chega às livrarias neste mês de março. Publicado pela Editora Planeta e escrito em parceria com Bruno Paes Manso, autor de A guerra: A ascensão do PCCA fé e o fuzil e A república das milícias“Viver é perigoso” conta toda a trajetória do político, professor e ativista, revelando seus confrontos com o crime organizado, a corrupção e a violência no Rio de Janeiro.

O livro traz uma análise fundamentada sobre política, mas também mergulha em relatos pessoais e profissionais de Marcelo Freixo: das negociações dentro de presídios até a investigação do assassinato brutal da amiga e vereadora Marielle Franco, o autor mostra os bastidores de uma cidade dominada pela milícia.

A obra conta com texto de orelha escrito pelo ator e diretor Wagner Moura: “A rebelião em Bangu, a CPI das milicias, os assassinatos de Marielle e Anderson, as campanhas para deputado, prefeito e governador do Rio são fatos que marcaram a história da cidade e mudaram para sempre a vida dele”, diz Wagner. “Este livro é um relato íntimo e de interesse público”.

Viver é perigoso é um livro imprescindível para aqueles que desejam compreender profundamente as raízes da crise nacional.

Evento de lançamento

Rio de Janeiro: Dia 11 de abril às 14h no Alfa Bar – Pátio no Boulevard Olímpico, Centro – Rua do Mercado, 34

Ficha Técnica

Título: Viver é perigoso

Autores: Marcelo Freixo e Bruno Paes Manso

ISBN: 9788542239614

Páginas: 272

Preço livro físico: R$67,90

Editora Planeta.

Sobre os autores:

Marcelo Freixo é professor, ex-deputado federal (2019-2023) e ex-deputado estadual (2007-2019). Em 2023, foi nomeado presidente da Embratur, cargo que ocupou até 2025. Este é seu primeiro livro, publicado pela Editora Planeta.

Bruno Paes Manso é autor de A guerra: A ascensão do PCC e o mundo do crime no Brasil (Todavia, 2018), em coautoria com Camila Nunes Dias, de A república das milícias (Todavia, 2020), A fé e o fuzil (Todavia, 2023), entre outros livros. É professor de jornalismo da FAAP e pesquisador do Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo (USP). Este é seu primeiro livro pela Editora Planeta.

Sobre a Editora Planeta

A Editora Planeta Brasil, criada em 2003, é o braço brasileiro do Grupo Planeta. Com mais de 1.500 livros publicados, a Planeta Brasil conta com dez selos editoriais, que englobam o melhor dos gêneros ficção e não ficção: Academia, Crítica, Essência, Outro Planeta, Paidós, Planeta, Planeta Estratégia, Planeta Minotauro, tatu-bola e Tusquets. A Planeta Brasil lança cerca de 150 livros todos os anos. Em faturamento, está entre as cinco maiores editoras do Brasil.

(Com Nathalia Bottino/Editora Planeta)

Sesc Belenzinho recebe 3ª Edição do Projeto Viva Viola em parceria com o Sesc 24 de Maio

São Paulo, por Kleber Patricio

Homenageada dessa edição, Doroty Marques completa 80 anos em março; projeto busca destacar importância e protagonismo feminino nas rodas de viola no Brasil. Foto: Marcelo Scaranari.

Sesc Belenzinho e o Sesc 24 de Maio apresentam a terceira edição do Projeto Viva Viola nos meses de março e abril de 2026. Em sua nova edição, o Viva Viola que já homenageou Helena Meireles e Inezita Barroso. A terceira edição homenageia os 80 anos da musicista, cantora, violeira e arte-educadora Doroty Marques. A programação no Belenzinho reúne uma série de seis shows com diferentes formatos, além de duas apresentações e duas oficinas, que acontecem de 28 de março a 26 de abril.

O projeto Viva Viola! tem por objetivo destacar mulheres pioneiras nos tocares de viola no Brasil, iluminando presenças femininas na música popular. Ao valorizar saberes e fazeres ligados à cultura e educação pelas musicalidades, a iniciativa reafirma a viola como instrumento de memória e de reinvenção. Em 2026, ao completar 80 anos, Doroty Marques é o centro desta celebração, que reconhece seu legado impresso no tempo.

Noel Andrade. Foto: Nana Vieira.

Além das atividades no Belenzinho o Sesc 24 de Maio, também recebe várias atrações do projeto entre 28/3 a 26/4, ampliando o alcance da homenagem.

No mês de abril, haverá a Apresentação Congada de Santa Ifigênia (4/4, sábado, às 14h) trazem a tradicional congada com mais de 185 anos sob a coordenação da Mestra Gislaine Afonso; o cantor Chico Teixeira com participação de Déa Trancoso (4/4, sábado, às 21h) realiza o show especial relembrando a obra de Doroty Marques.

No dia 10/4, Ivan Vilela, Tainara Takua e Carol Viola fazem show no Teatro passeando pela tradição e a música contemporânea. A Orquestra Morena da Fronteira de Viola Caipira interpreta grandes clássicos da música de raiz brasileira no dia 11/4 às 14h. Lucina convida Alzira no dia 11/4 às 21h; no show, a cantora relembra clássicos como Bandoleiro e outras canções clássicas da sua trajetória. No dia 12/4, a cantora Perla faz uma apresentação com ritmos paraguaios e brasileiros e os clássicos eternizados na sua voz e é acompanhada da sua harpa paraguaia. E para o encerramento do projeto, as cantoras e instrumentistas Consuelo de Paula e Socorro Lira, 24/4 às 21h apresentam o LP Erva Cidreira de Doroty Marques.

Duas oficinas também estão programadas. A primeira é o Laboratório de Composição Musical com a musicista Lucina e a segunda oficina será Pós-produção Musical: Mulheres Violeiras em Registros Sonoros, com Anna Vis. O curso compartilha estratégias de pós-produção de uma faixa e/ou projeto completo de disco de música popular brasileira.

Viva Viola!

Luis Pereque. Foto: Axel Schwemmer.

A terceira edição do projeto Viva Viola! que já homenageou Helena Meirelles e Inezita Barroso, tem origem na unidade 24 de Maio, a partir da articulação entre as áreas de Gênero e Sexualidade e do Trabalho Social com Pessoas Idosas. O projeto tem como objetivo reconhecer e reafirmar a importância das mulheres na música regional brasileira, especialmente aquelas que seguiram produzindo e influenciando esse campo até a velhice.

Embora a música seja sua linguagem central, o Viva Viola! propõe fomentar reflexões sobre gênero, representatividade e protagonismo feminino nas artes, contribuindo para a visibilização de trajetórias historicamente marginalizadas.

Nesta edição, a homenageada é Doroty Marques, que completa 80 anos em março. Cantora, compositora e arte-educadora mineira, Doroty viveu no Rio de Janeiro e no Uruguai entre 1962 e 1964, retornando posteriormente a Minas Gerais. Irmã dos músicos Dércio e Darlan Marques, construiu uma trajetória marcada pelo diálogo entre música, cultura popular e educação.

Katya Texeira. Foto: Beto Assem.

Além de sua atuação artística, desenvolveu um amplo trabalho em arte-educação, alcançando cerca de 150 mil crianças em todo o Brasil, com projetos voltados a crianças em situação de vulnerabilidade social. Em São Paulo, colaborou na criação da Secretaria do Bem-Estar do Menor, contribuindo para a erradicação da violência contra menores infratores na Febem. Foi convidada especial da Eco-92 e recebeu Prêmio da ONU por seu trabalho com crianças. Criou ainda uma escola de arte e cultura em São José dos Campos, voltada à população periférica.

Parceiro de Doroty em diversos projetos, Dércio Marques dedicou sua carreira à pesquisa das raízes musicais brasileiras e ibero-americanas, atuando como elo entre o Brasil e movimentos musicais de resistência política na América Latina. A casa em que viveram em São Paulo tornou-se um espaço de referência e encontro de artistas brasileiros e latino-americanos, aspecto que dialoga diretamente com algumas propostas musicais do projeto.

Nesta edição, as unidades Sesc 24 de Maio e Sesc Belenzinho realizam o projeto de forma conjunta, ampliando sua circulação na cidade e fortalecendo a atuação em rede. Considerando as especificidades de cada unidade, o 24 de Maio concentra maior número ações formativas, e atividades voltadas às infâncias, idosos, cursos e oficinas, enquanto o Belenzinho recebe maior número de apresentações artísticas.

Viva Viola | SHOWS 

Apresentação – Congada de Santa Ifigênia

4 de abril. Sábado, às 14h

Gratuito

Local: Praça. Classificação: Aberto para todos os públicos.

A Congada de Santa Efigênia nasceu no ano de 1984 e segue em sua 4° geração sob a coordenação da Mestra Gislaine Afonso, dando continuidade a tradição familiar vinda de seu bisavô, carregando com ela o bastão (pau mulato) com mais de 185 anos de tradição dentro da família. Mestra Gislaine foi reconhecida como primeira mulher a coordenar um grupo de Congada no estado de São Paulo.

Chico Teixeira com participação especial de Déa Trancoso

4 de abril. Sábado, às 21h

Ingressos: R$ 60,00 (inteira), R$ 30,00 (meia) e R$18 (credencial plena)

Local: Teatro. Classificação: 12 anos.

Com um trabalho consistente na música popular e no sertanejo raiz, Chico Teixeira tem se firmado como referência no cenário brasileiro. Cantor, compositor, apresentador do programa Balaio ao lado do pai, Renato Teixeira, na TV Cultura, produtor musical e pesquisador de cultura popular brasileira. Nesse show especial, convida a cantora Déa Trancoso, rememorando a obra de Doroty Marques.

Ivan Vilela, Taynara Takua e Carol Viola

10 de abril. Sexta, às 21h.

Ingressos: R$ 60,00 (inteira), R$ 30,00 (meia) e R$18 (credencial plena)

Local: Teatro. Classificação: 12 anos.
O violonista, compositor e professor Ivan Vilela apresenta um panorama musical da viola caipira, juntamente com as musicistas Taiana Takua, artista da Etnia Mbya Guaran e Carol Viola, de Descalvado/SP, passeando entre tradição e a música contemporânea. A apresentação dialoga com diversas matrizes da viola brasileira, identidades e encontros por meio da música.

Apresentação – Orquestra Morena da Fronteira de Viola Caipira

11 de abril. Sábado, às 14h.

Gratuito

Local: Praça. Classificação: Livre para todos os públicos.
Com uma formação de nove violeiras e quatro violeiros, a orquestra interpreta grandes clássicos da música raiz brasileira, como Saudades de minha terraMeu reino encantadoCabocla TerezaVide vida marvadaSonho de cabocloNaquela mesa, entre outras. Fundada por Ângelo Adriano Correa na cidade de Socorro/SP, a orquestra se dedica a manter viva a essência da viola caipira e a música de raiz.

Lucina convida Alzira

11 de abril. Sábado, às 21h

Ingressos: R$ 60,00 (inteira), R$ 30,00 (meia) e R$18 (credencial plena)

Local: Teatro. Classificação: 12 anos.

Lucina compositora, cantora e instrumentista tem uma obra consistente de forte impressão digital. Fez parte da dupla Luhli e Lucina, mulheres precursoras, percussionistas, violonistas, cantoras e letristas, capazes de mesclar a confissão íntima à paixão cósmica.

Perla

12 de abril. Domingo, às 18h

Ingressos: R$ 60,00 (inteira), R$ 30,00 (meia) e R$18 (credencial plena)

Local: Teatro. Classificação: 12 anos.

Perla apresenta um show com ritmos paraguaios e brasileiros, passeando pelas tradicionais músicas de seu país de origem até os clássicos eternizados em sua voz, como “Pequenina”, “Fernando”, “Mercedita”, “Galopeira”, entre outros. A cantora também executa músicas na tradicional harpa paraguaia, e evidencia o quanto a rítmica de matrizes indígenas influenciaram a música de raiz brasileira.

Consuelo de Paula e Socorro Lira

24 de abril. Sexta, às 21h

Ingressos: R$ 60,00 (inteira), R$ 30,00 (meia) e R$18 (credencial plena)

Local: Teatro. Classificação: 12 anos.

Cantoras, compositoras e instrumentistas de trajetórias consolidadas, a mineira Consuelo e a paraibana Socorro dividem o palco num espetáculo inédito onde reverenciam o LP “Erva Cidreira”, de Doroty Marques, e apresentam marcos de suas discografias individuais. As artistas se acompanham ao violão e contam com a participação de Ricardo Vignini na viola caipira.

Viva Viola! | OFICINAS 

Oficina: Laboratório de Composição Musical – A Música em Mim

Com Lucina

Dias 7, 8 e 9/4. Das 18h às 21h.

Inscrições a partir do dia 24/3 online para o público feminino.

Local: Oficina III. Classificação: A partir de 16 anos
Valores: R$ 30,00 (inteira), R$ 18,00 (meia) e R$9,00 (credencial plena)

Imersão criativa ministrada pela compositora, cantora e instrumentista Lucina. Apresenta possibilidades para se criar uma canção, numa série de 3 encontros. Uma residência coletiva que instiga o potencial criativo por meio de exercícios que ajudam a expandir, afinar e intencionar sonoridades. Aborda canto dos harmônicos; respiroterapia; teoria da composição musical, entre outros assuntos.

Oficina: Pós-produção Musical: Mulheres Violeiras em Registros Sonoros

Com: Anna Vis

De 15 a 24/4. Quartas e sextas, das 19h às 22h.
Inscrições a partir do dia 31/3 online.

Local: Oficina II e ETA. Classificação: A partir de 16 anos
Valores: R$ 30,00 (inteira), R$ 18,00 (meia) e R$9,00 (credencial plena)

O curso compartilha estratégias de pós-produção de uma faixa e/ou projeto completo de disco de música popular brasileira. Por meio de 4 gravações de compositoras e/ou violonistas realizadas entre os anos 1930 e 1950, os participantes vão remixar e remasterizar faixas selecionadas, por meio de projeto de pós-produção musical.

SERVIÇO:

Mostra VIVA VIOLA! – Doroty Marques 80 Anos

Março e abril de 2026

Informações e ingressos: www.sescsp.org.br/projetos/viva-viola-doroty-marques-80-anos/

SESC BELENZINHO

Rua Padre Adelino, 1000 – Belenzinho – São Paulo (SP)

Tel.: (11) 2076-9700 | www.sescsp.org.br | @sescbelenzinho

Estacionamento:

De terça a sábado, das 9h às 21h. Domingos e feriados, das 9h às 18h.

Valores/março: Credenciados plenos do Sesc: R$ 8,00 a primeira hora e R$ 3,00 por hora adicional. Não credenciados no Sesc: R$ 17,00 a primeira hora e R$ 4,00 por hora adicional.

Transporte público: Metro Belém (550m) | Estação Tatuapé (1400m).

(Com Priscila Dias/Sesc Belenzinho)

Projeto Decola Boituva marca início da Temporada de Balonismo 2026

Boituva, SP, por Kleber Patricio

Fotos: Divulgação.

Operadores do passeio mais tradicional de Boituva, no interior de São Paulo – o balonismo turístico – lançam um movimento conjunto para marcar o início Temporada de Balonismo 2026 na cidade. O Projeto Decola Boituva, que reúne operadores e fábricas de balão, hotéis, bares e restaurantes da capital nacional do balonismo turístico, foi criado para a retomada da atividade do setor no destino. A ação também comunica as novas medidas de segurança da atividade, alinhadas às normas vigentes da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), que criaram critérios operacionais para o balonismo turístico no Brasil.

A regulamentação elevou o padrão técnico das operações e reforçou protocolos, capacitações de pilotos e equipes de solo, além de promover a fiscalização conjunta com o poder público dos municípios. Todos os operadores parceiros do projeto Decola Boituva cumprem a Resolução 782/2025 da ANAC, utilizam o sistema de bandeiras meteorológicas que indica as condições reais de voo e possuem equipes e aeronaves regulamentadas, além de atender equipes de até 14 passageiros por voo mais um tripulante.

A Temporada de Balonismo 2026 espera receber cerca de 1.000 turistas por fim de semana em Boituva. Atualmente, 12 operadores integram o projeto. A cidade de Boituva conta com uma frota com mais de 40 aeronaves, 40 pilotos e 161 equipes de solo regulamentadas conforme as regras da ANAC.

A proximidade com São Paulo, apenas 120km da capital paulista, favorece o turismo bate e volta no destino – conhecido como capital nacional do balonismo turístico. A viagem até Boituva, partindo de São Paulo, é de cerca de 1h40 de carro ou de ônibus, com saídas do Terminal Rodoviário da Barra Funda.

Além do voo de balão ao amanhecer — principal cartão-postal da cidade — o projeto também estimula a integração com hotéis, restaurantes e atrativos locais, impulsionando toda a cadeia turística. Os operadores estimam que isso represente, por exemplo, até 900 cafés da manhã vendidos na cidade por fim de semana, além de 100 pernoites por dia – já que cerca de 30% dos viajantes optam por passar a noite na cidade antes do passeio de balão, que ocorre sempre ao amanhecer.

“O Decola Boituva nasce para comunicar de forma unificada a força e a organização do nosso setor. Queremos que o visitante saiba que encontrará uma operação estruturada, segura e profissional, além de uma experiência única e uma vista deslumbrante”, afirma Caio Avelino, representante do Projeto.

O custo médio do passeio é de R$550 por pessoa. A lista com os operadores autorizados e das empresas apoiadores do Projeto Decola Boituva pode ser consultada no site link.

Sobre Projeto Decola Boituva | O Projeto Decola Boituva reúne operadores de balonismo turístico de Boituva (SP) que têm por objetivo fomentar a atividade no destino, evidenciando que o projeto também segue as novas medidas de segurança da atividade, alinhadas às normas vigentes da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC). A ação também conta com apoio de fábricas de balão, hotéis, bares e restaurantes da capital nacional do balonismo turístico.

(Com Caio Olliveira/MAPA 360)

“Ensaio sobre a memória” investiga culpa, verdade e as disputas da narrativa no CCBB SP

São Paulo, por Kleber Patricio

Fotos: Ayrton Valle.

O que define a verdade de uma história? Em Ensaio sobre a memória, a Pequena Companhia de Teatro transforma essa pergunta no motor de uma encenação que atravessa culpa, fabulação e reconstrução dos fatos. Em cartaz de 26 de março a 6 de abril de 2026 no Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo, o espetáculo parte da investigação de um homem que, após ser torturado durante um regime militar latino-americano, teria delatado seus companheiros — e passado o resto da vida tentando reescrever esse passado.

Com dramaturgia e direção de Marcelo Flecha, a montagem se constrói como um labirinto narrativo. Um escritor e sua assistente conduzem a investigação em cena, reencenando versões contraditórias da mesma história. Nesse processo, memória e imaginação se confundem, colocando em xeque a ideia de verdade única e revelando as camadas de construção — e manipulação — dos relatos históricos.

Livremente inspirado no conto A outra morte, de Jorge Luis Borges, o espetáculo desloca o foco do acontecimento para sua interpretação. Mais do que reconstituir um fato, interessa à encenação expor os mecanismos que produzem diferentes versões — e como elas são atravessadas por contexto político, subjetividade e interesse.

O elenco, formado por Cláudio Marconcine, Dênia Correia, Lauande Aires e Katia Lopes, transita entre personagens e perspectivas, sustentando um jogo cênico que explicita a instabilidade da memória. A encenação reforça a pesquisa continuada da companhia, que investe em uma dramaturgia do ator e em dispositivos que rompem com a narrativa linear.

Ensaio sobre a memória integra a Ocupação Maranhense: 20 Anos da Pequena Companhia de Teatrono CCBB SP, que já apresentou os espetáculos Velhos caem do céu como canivetes e Pai & Filho nas primeiras semanas de programação e ainda prevê a estreia de Desassossego, que fica em cartaz de 09 a 20 de abril.

Exposição e oficina | A Ocupação conta ainda com a Pequena Mostra de Teatro, em cartaz no Foyer do CCBB São Paulo até 20 de abril, reunindo fotos, registros, figurinos e elementos cenográficos que percorrem os 20 anos de trajetória do grupo e evidenciam sua pesquisa estética e política. A programação inclui também a oficina “Artesania ilumino cenográfica: desenvolvendo tecnologia a partir da obsolescência”, voltada a artistas e interessados em dramaturgia da luz, que propõe a criação a partir de fontes não convencionais e materiais descartados, com 30 vagas disponíveis mediante inscrição.

SERVIÇO:

Ocupação Maranhense: 20 Anos da Pequena Companhia de Teatro

De 26 de fevereiro a 20 de abril de 2026

Local: Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo

Rua Álvares Penteado, 112, Centro Histórico de São Paulo, SP

Retirada de ingressos: Grátis na bilheteria do CCBB SP e pelo bb.com.br/cultura (Os ingressos são liberados na sexta-feira da semana anterior de cada semana às 12h).

Ensaio sobre a memória, livremente inspirado no conto A outra morte, de Jorge Luis Borges

Data: 26/03 a 06/04/2026

Horário: Quinta, sexta e segunda, às 19h | sábado, domingo e feriado, às 18h

Bate-papo após sessão: 04/04 | sábado

Sessão Inclusiva (intérprete de libras): 29/03 | domingo

Classificação etária: 14 anos | Duração: 60 minutos | Gênero: Drama

Ficha técnica:

Elenco: Cláudio Marconcine (Escritor), Dênia Correia (Mulher), Lauande Aires (Pedro Damián) e Katia Lopes (Espectro)

Dramaturgia e encenação: Marcelo Flecha

Iluminação, cenografia e figurinos: Marcelo Flecha

Trilha sonora: Lauande Aires

Operador de luz: Marcelo Flecha

Operador de som: Katia Lopes

Fotos divulgação: Ayrton Valle

Produção: Katia Lopes

Realização: Pequena Companhia de Teatro.

Oficina Artesania iluminocenográfica: desenvolvendo tecnologia a partir da obsolescência, com Marcelo Flecha

Dias: 07 e 21/03 | 04/04/26

Horário: Das 14 às 17h

Público: iluminadores, cenógrafos, alunos de teatro, artistas de teatro, encenadores e pesquisadores com interesse em dramaturgia da luz a partir de iluminações não convencionais.

Carga horária: 9h | Classificação etária: 18 anos

Vagas: 30 vagas

Inscrições gratuitas: inscrições pelo formulário: https://forms.gle/CU8n36BbqScsoJ837

No Foyer do Teatro:

Exposição Pequena Mostra de Teatro

Data: 26/02 a 20/04

Dias: Todos os dias, exceto às terças-feiras

Horário: 9h às 20h

Classificação etária: Livre

Entrada: Gratuita

Informações CCBB SP:

Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo

Endereço: Rua Álvares Penteado, 112 – Centro Histórico – SP

Funcionamento: Aberto todos os dias, das 9h às 20h, exceto às terças

Telefone: (11) 4297-0600

Estacionamento: O CCBB possui estacionamento conveniado na Rua da Consolação, 228 (R$ 14 pelo período de 6 horas – necessário validar o ticket na bilheteria do CCBB). O traslado é gratuito para o trajeto de ida e volta ao estacionamento e funciona das 12h às 21h.

Van: Ida e volta gratuita, saindo da Rua da Consolação, 228. No trajeto de volta, há também uma parada no metrô República. Das 12h às 21h.

Transporte público: O CCBB fica a 5 minutos da estação São Bento do Metrô. Pesquise linhas de ônibus com embarque e desembarque nas Ruas Líbero Badaró e Boa Vista.

Táxi ou Aplicativo: Desembarque na Praça do Patriarca e siga a pé pela Rua da Quitanda até o CCBB (200 m).

Entrada acessível: Pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida e outras pessoas que necessitem da rampa de acesso podem utilizar a porta lateral localizada à esquerda da entrada principal.

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(Com Daniele Valério/Canal Aberto Comunicação)