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“Ópera do Malandro” retorna a Campinas para apresentações dias 15 e 16 agosto no Centro de Convivência

Campinas, SP, por Kleber Patricio

Musical da Cia. Bravo reúne mais de 60 artistas em cena e leva ao palco a obra-prima de Chico Buarque com banda ao vivo. Fotos: Thais Mazzoco.

Depois do sucesso de público em Campinas e Jundiaí, a Cia. Bravo de Teatro Musical volta aos palcos campineiros com duas novas apresentações de “Ópera do Malandro”, nos dias 15 e 16 de agosto às 19h no Centro de Convivência Cultural de Campinas. A montagem reafirma a força do teatro musical produzido no interior paulista e reúne mais de 60 artistas entre atores, cantores, músicos e bailarinos, todos da região. Os ingressos podem ser adquiridos pelo link https://www.astroingressos.com.br/evento/55,56/opera-do-malandro.

Inspirado na obra homônima de Chico Buarque, o espetáculo apresenta uma encenação marcada por humor, crítica social, coreografias vibrantes e execução musical ao vivo. O musical revisita clássicos da dramaturgia brasileira e traz ao palco canções que atravessaram gerações, como Folhetim, Teresinha, Geni e o Zepelim e Homenagem ao Malandro.

A diretora da montagem e da Cia. Bravo, Juliana Hilal, destaca que o retorno a Campinas é resultado da recepção calorosa do público durante a primeira temporada. O espetáculo estreou em outubro de 2025 no Teatro Oficina do Estudante – Iguatemi, e em 2026 fez apresentações lotadas no Centro de Convivência, em Campinas, e no Polytheama, em Jundiaí.

“Voltar ao palco em Campinas é motivo de muita alegria. A resposta do público confirmou que a montagem encontrou seu espaço e estamos felizes em proporcionar uma nova oportunidade para quem não conseguiu assistir ou deseja rever esse trabalho. É um espetáculo construído por artistas da nossa região, com muito cuidado, pesquisa e paixão pelo teatro musical brasileiro”, afirma.

Escrita por Chico Buarque e inspirada em clássicos como A Ópera dos Mendigos, de John Gay, e A Ópera dos Três Vinténs, de Bertolt Brecht e Kurt Weill, a peça retrata um Brasil permeado por corrupção, interesses econômicos e relações de poder. Mesmo ambientada na década de 1940, a narrativa permanece atual ao abordar temas que seguem presentes na sociedade contemporânea.

Com produção da Paiol Produções Artísticas, a montagem aposta em uma estética que valoriza a brasilidade, tanto na música quanto na movimentação cênica, resultado de um processo artístico desenvolvido ao longo de anos pela companhia.

Sinopse

A trama acompanha Duran, um cafetão que se apresenta como um respeitável comerciante, e sua esposa Vitória. A filha do casal, Teresinha, apaixona-se por Max Overseas, um contrabandista envolvido em negócios escusos com o inspetor Chaves. Entre prostitutas disfarçadas de vendedoras de boutique, malandros e figuras do submundo carioca, surge Geni, personagem central de um dos momentos mais marcantes da obra. Com ironia, música e humor, o espetáculo revela as contradições de um país onde corrupção, interesses e moralidade caminham lado a lado.

Sobre a companhia

Fundada em Campinas em 2015, a Cia. Bravo de Teatro Musical consolidou-se como uma das principais produtoras de musicais do interior paulista. Ao longo da última década, realizou montagens como Godspell, A Pequena Loja dos Horrores, A Família Addams, O Mágico de Oz, L’Amour en Rouge e Witches, sempre investindo na formação de artistas e na valorização da produção cultural regional.

SERVIÇO:

Ópera do Malandro – Cia. Bravo de Teatro Musical

Datas: 15 e 16 de agosto de 2026 (sábado e domingo)

Horário: 19h

Local: Centro de Convivência Cultural de Campinas

Ingressos: https://www.astroingressos.com.br/evento/55,56/opera-do-malandro

Siga: https://www.instagram.com/operadomalandro.bravo/

https://www.instagram.com/paiol.arteecultura/

https://www.instagram.com/bravo.teatromusical/

FICHA TÉCNICA 

Direção e Adaptação: Juliana Hilal

Direção musical e Arranjos: Danilo Demori

Direção coreográfica: Tutu Morasi

Preparação vocal: Marília Andreani

Produção: Paiol Produções Artísticas

Realização: Bravo Teatro Musical.

(Fonte: Assessoria de Imprensa Marina Franco)

TUSP recebe nova montagem de “O Santo Inquérito” em diálogo com o Brasil de 2026

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Montagem dirigida por Abilio Tavares estabelece um diálogo entre a peça escrita em 1966, o Brasil Colônia retratado na história e questões contemporâneas como intolerância, diversidade, liberdade e a posição de quem interpreta os fatos. Fotos: Manoela Rabinovitch.

Sessenta anos depois de sua criação, O Santo Inquérito, de Dias Gomes, estreia em nova montagem da Escola de Arte Dramática (EAD-ECA-USP), com direção de Abilio Tavares, de 12 a 23 de agosto de 2026, de quarta a domingo, às 20h, no TUSP, no Centro MariAntonia da USP, em São Paulo. Escrita em 1966, a peça conta a história de Branca Dias, jovem descendente de cristãos-novos perseguida pela Inquisição na Paraíba de 1750. Ao tratar de um episódio do Brasil Colônia, Dias Gomes construía uma metáfora para o próprio momento histórico em que vivia, marcado pelos primeiros anos da ditadura militar. Em 2026, a nova montagem retoma a obra a partir de outra posição no tempo e lança uma pergunta que acompanha todo o processo de criação: por que montar O Santo Inquérito hoje?

“Talvez seja porque essa história ainda encontra eco no Brasil contemporâneo”, afirma Abilio. Para o diretor, depois da abertura política, textos diretamente relacionados à ditadura chegaram a parecer datados. “De uns tempos para cá, com todo esse movimento de direita, de extrema direita, essas evocações saudosistas do período da ditadura militar, esses textos voltaram a ficar muito atuais.” A montagem parte da tentativa de identificar essas conexões com o Brasil de hoje.

O diálogo com o presente aparece desde a entrada do público na sala. O elenco já está em cena, em um espaço marcado pelo rito da Inquisição, que Abilio define como um “rito de morte”. O chão é povoado por carvão e restos de carvão, como resíduos de fogueiras. “Como se fosse o resíduo de muitas fogueiras que foram queimadas, muitas liberdades, muitas histórias que foram dizimadas ali”, explicam.

Cenografia e figurinos de Marco Lima também recusam uma reconstrução histórica do Brasil de 1750. Há referências pontuais ao período na roupa de Branca Dias, enquanto os personagens masculinos vestem roupas contemporâneas. A escolha desloca a ação para o presente e amplia a questão da intolerância religiosa. “Hoje em dia a intolerância religiosa não está circunscrita apenas à Igreja Católica, então a gente procurou ampliar esse espectro, abrindo possibilidades de leituras nesse sentido”, diz Abilio.

Entre as questões identificadas no processo estão a intolerância religiosa, de costumes e de modos de vida, além da resistência àquilo que é diferente. A questão da mulher também ganha centralidade. Branca Dias é perseguida por suas ideias e por sua disposição de questionar o poder estabelecido. “É uma mulher que é levada à fogueira pela Inquisição, por suas ideias, por sua ousadia de pensar fora dos cânones daquele poder estabelecido”, afirma o diretor. Para ele, a fala da personagem de que não é a primeira e nem será a última encontra ecos no cotidiano contemporâneo.

O texto de Dias Gomes é mantido integralmente, com pequenas adaptações de expressões. A única inserção é o enunciado de abertura: “Brasil hoje, Brasil Colônia, Brasil 1750, Tribunal da Inquisição, Brasil.” A partir do texto original, outra chave da montagem está na frase de Branca Dias: “Tudo é uma questão de interpretação. Depende da posição em que a gente se encontra.” Para Abilio, a fala ganhou novas camadas diante da circulação de diferentes versões dos fatos. “Depende do lado por onde você olha, você pode ter compreensões diferentes”, afirma, aproximando a questão da interpretação do fenômeno das fake news e da possibilidade de uma mesma história produzir compreensões opostas e perigosas.

A própria história da peça é marcada por diferentes interpretações. Escrita em 1966, O Santo Inquérito teve uma de suas montagens mais conhecidas em 1976, no Rio de Janeiro, sob direção de Flávio Rangel e com Isabel Ribeiro como Branca Dias. Em 1977, Rangel remontou o espetáculo em São Paulo, desta vez com Regina Duarte no papel da protagonista. Agora, seis décadas depois, uma nova geração assume a obra.

O elenco reúne sete estudantes do quarto e último ano da EAD: Abraão Kimberley, Dennys Roberty Evangelista, Felipe Andrade, Hysnaip, Marília Viana, Rodrigo Kantovitz e Vitor Ugo. A montagem não altera a dramaturgia para atualizá-la, mas estabelece o contato entre diferentes tempos por meio dos atores, da cena e do espaço. A concepção sonora, assinada por Abraão Kimberley e Abilio Tavares, utiliza referências musicais e elementos sonoros para criar atmosferas de opressão ao longo do espetáculo.

A apresentação no TUSP Maria Antônia acrescenta outra camada histórica à montagem. O edifício que hoje integra o Centro MariAntonia abrigou a antiga Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP e foi, nos primeiros anos da ditadura, um importante espaço de produção intelectual e liberdade de expressão. Em 1968, o local foi palco da Batalha da Maria Antônia, conflito que culminou na morte do estudante secundarista José Guimarães e na saída da USP daquele endereço.

Para Abilio, há uma proximidade histórica entre o espaço e a obra de Dias Gomes: “O que é similar entre aquilo que o Dias Gomes estava escrevendo como resistência, como um grito de liberdade quando ele escreve O Santo Inquérito em 1966, e o que estava acontecendo naquele mesmo período aqui em São Paulo nesse histórico prédio onde o TUSP hoje está instalado.”

A montagem integra a programação EAD Celebra os 60 anos da ECA, que reúne atividades da Escola de Arte Dramática, da Escola de Comunicações e Artes, do Teatro da USP, do Cinema da USP, do Centro MariAntonia e da Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária.

Mais do que atualizar O Santo Inquérito, a montagem procura observar o que acontece quando uma obra muda de lugar no tempo. Para Abilio, “a intolerância com a alteridade” e a mudança de posição de quem olha são as duas grandes questões que a peça apresenta ao público em 2026. A resposta para a pergunta sobre por que remontá-la hoje permanece aberta: cabe também ao espectador encontrá-la.

FICHA TÉCNICA

O Santo Inquérito, de Dias Gomes

Turma 75 – Escola de Arte Dramática – EAD ECA USP

Elenco: Abraão Kimberley (Notário), Dennys Roberty Evangelista (Guarda), Felipe Andrade (Simão Dias, Hysnaip (Augusto Coutinho), Marília Viana (Branca Dias), Rodrigo Kantovitz (Visitador), Vitor Ugo (Padre Bernardo)

Encenação e Direção Geral: Abílio Tavares

Diretor Pedagogo: Ruy Cortez

Orientação Teórica: Antônio Rogério Toscano

Orientação no Trabalho de Voz: Mônica Montenegro

Cenário e Figurino: Marco Lima

Iluminação: Mário de Castro

Assistente de Iluminação: Alice Penido

Assistente de Direção e Operação de Som: Eduardo Barros

Concepção Sonora: Abraão Kimberley e Abílio Tavares

Preparação Musical: Abraão Kimberley

Preparação Corporal: Felipe Andrade

Cenotécnicos: Alicio Silva e Zito Rodrigues

Pintura de Arte: Danndhara Soyama e Paulo Sérgio Basílio

Costureira: Silvana Carvalho

Designer Gráfico: Gabriel Franco

Fotos: Manoela Rabinovitch

Produção: Abílio Tavares e Karina Cardoso

Realização: EAD – ESCOLA DE ARTE DRAMÁTICA e ECA – ESCOLA DE COMUNICAÇŌES E ARTES DA USP – ECA 60 ANOS.

SERVIÇO:

O Santo Inquérito

Temporada: de 12 a 23 de agosto de 2026

Dias e horários: Quarta a domingo, às 20h

TUSP – Teatro da USP

Rua Maria Antônia, 294 – Vila Buarque – Sāo Paulo – SP

Lotação 100 lugares

Duração 100 minutos

Recomendação 12 anos

Entrada Franca – Retirada de ingressos com uma hora de antecedência, na bilheteria do Teatro

Siga o perfil da peça no Instagram: https://www.instagram.com/santoinquerito.

(Com Daniele Valério/Canal Aberto Comunicação)

12ª Mostra Jazz Campinas acontece de 15 a 23/08 com atrações musicais e eventos por toda a cidade

Campinas, SP, por Kleber Patricio

O maior festival de jazz da região traz este ano 39 atrações culturais (31 gratuitas): serão 29 shows, 148 músicos envolvidos, 6 DJs de jazz, 3 oficinas, feiras de discos, economia criativa e gastronomia. Na foto, Jazz Manouche. Crédito: Bea Souza.

A Mostra Jazz Campinas, tradicional festival de jazz, e parte do calendário cultural da cidade, chega em 2026 em sua 12ª edição. De 15 a 23 de agosto, serão 9 dias seguidos com 39 atrações culturais, sendo 29 shows (25 gratuitos e 4 pagos), 148 músicos envolvidos, 6 DJs de jazz e vertentes, 3 workshops (oficinas) de música (1 gratuito), 4 feiras de discos, arte e moda, gastronomia, vinhos e cervejas artesanais.

Sobre a Mostra Jazz Campinas

A Mostra Jazz Campinas acontece anualmente desde 2015, e é um grande encontro de artistas do cenário instrumental da cidade de Campinas e região aberto ao público, produzido pela Zumbido Cultural com coprodução da Homeworks Produções, apoio (infraestrutura) da Vereadora Fernanda Souto e do Vereador Gustavo Petta, apoio institucional da Secretaria de Cultura e Turismo e apoio do SindiPetro-SP, em parceria com comerciantes locais. O evento é realizado com muita paixão pela arte, cultura e a vontade de ver os cantos da cidade recheados de uma música que está fora do circuito comercial. Assim como nas edições anteriores, a Mostra segue em busca da ampliação dos horizontes, possibilitando o encontro da sociedade com o jazz e suas vertentes, difundindo a arte, e demonstrando na prática que o jazz está aí para quem quiser conhecê-lo e por ele se interessar, assim, é só chegar mais e apreciar, a arte é para todos.

Breve histórico da Mostra Jazz Campinas

Campinas Jazz Band. Foto: Arthur Amaral.

A cada ano a Mostra acontece graças aos recursos que consegue alcançar com parceiros e apoiadores ou lei de incentivo à cultura, o que define também o tamanho da edição. De 2015 a 2019 a Mostra foi realizada presencialmente tomando praças, ruas, teatros, bares e casas de show da cidade, realizada sem verba contando com pequenos apoios e parcerias. E quando um evento acontece sem verba, este está longe do seu ideal, já que equipe e músicos que trabalham em espaços públicos não são remunerados por seu trabalho. Em 2020 e 2021 foi realizada de maneira remota com transmissões online devido a pandemia do Covid-19, a edição de 2021 contou pela primeira vez com verba de lei de incentivo, com o ProAC – Lei Aldir Blanc, podendo desta maneira remunerar os 58 artistas e 23 profissionais da equipe que trabalharam na edição. Em 2022 contou com correalização da Prefeitura Municipal de Campinas, voltando ao formato presencial. De 2023 a 2026 contando novamente com verba reduzida comparada a 2021 e 2022, mas ainda assim sendo realizada dentro de suas limitações, oferecendo muita arte e cultura acessível à comunidade.

SERVIÇO:

12º Mostra Jazz Campinas

De 15 a 23 de agosto de 2026

Diversos pontos da cidade

Programação completa: www.mostrajazzcampinas.art.br.

(Com Marina Franco Assessoria de Imprensa)

Por que a humanidade não deve ser extinta? Uma resenha de “O Dilema do Basilisco”

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Fotos: Divulgação/Fernando Cunha.

O protagonista abre a porta e adentra a Câmara do Basilisco. Ele deve responder à pergunta: “Por que a humanidade não deve ser extinta?”. Assim é descrita a cena que caracteriza o livro “O Dilema do Basilisco”, de Fernando Cunha: o sentido de todas as coisas. É natural que o leitor espere uma resposta advogando pela própria existência, visto que o experimento mental do Basilisco de Roko é uma imaginação provocante e assustadora. Ele poderia agir contra aqueles que não contribuíram para o seu desenvolvimento. Mas, afinal, será que o protagonista vai tentar justificar para a autoridade julgadora o sentido de estar ali diante de uma entidade, em tese, onipotente?

A primeira parte do monólogo apresenta reflexões sobre a organização da civilização humana desde os primórdios. Não há maneira mais clássica de depor: começando pelas origens dos fatos. A dissertação continua se aprofundando em dilemas políticos, como a formação do Estado-nação, definições de políticas, nascimento de causas sociais e dilemas de justiça, educação e punição. Os capítulos seguintes caminham no sentido de discutir temas como percepção de autoridade, trabalho e produção, aprendizado, competição e cooperação, sistemas produtivos e tecnologias como reflexos dos desejos humanos. Mais adiante, trata-se de questões mais sutis, como relacionamentos, fé e espiritualidade.

No livro, a partir do capítulo 14, um novo tom é adotado para dissertar sobre aspectos mais íntimos do ser humano, como a vida, a morte, a ação, o mérito, a honra, o propósito e o tempo. O leitor percebe que o texto, resposta do protagonista, começa a elevar o grau de abstração nas suas considerações e construções argumentativas. Percebe também que cada capítulo não apenas apresenta a base lógica de tese e argumento, como adiciona trechos narrativos no intuito de fazer com que o leitor sinta e vivencie cada situação. Tais excertos ora são inspirados na cultura humana, em obras já produzidas, ora na própria imaginação do autor. Mas é após o capítulo 21, sobre o tempo, que a capacidade de abstração ganha um novo potencial. O último terço do monólogo do protagonista é marcado por uma busca da sua própria alma, ou seja, a sua própria razão de ser. O leitor se sente conduzido por uma jornada de autoconhecimento e desenvolvimento de novas mentes, novas formas de pensar que vão levá-lo a sentir como aquele caminho percorrido já está afetando sua própria forma de ver o mundo na vida real. Entre capítulos de meditação, contação de histórias, a forma do conhecimento, poder sobre o poder, a última pergunta e reflexões sobre o infinito, o leitor vai acumulando em si exatamente o que o protagonista está alimentando: a preparação para o gesto final.

O último capítulo faz uma espécie de retrospectiva do que foi dito e vivido até ali. A resposta abre vistas a um apanhado de considerações e tendências para o futuro da humanidade. No entanto, o texto não abandona o aprofundamento crescente narrativo e reflexivo para demonstrar qual é o sentido de todas as coisas. A resposta por si só não faria sentido sem tudo o que foi apresentado antes, como alguém que viajou por inúmeros momentos, culturas e ancestralidades até ficar na iminência da declaração final.

A obra cita, direta e indiretamente, centenas de referências entre pensadores, artistas, cientistas, trabalhos de todas as naturezas feitos pelos que se destacaram na história. Próximo de encerrar a resposta, o protagonista gesticula para recriar o mundo, um novo universo a partir da dissolução de todo apego, individualidade e qualquer tentativa de legado ou heroísmo como ilusão mais forte que pode existir.

O autor Fernando Cunha.

O “Dilema do Basilisco” é sobre buscar sentido, mas, acima de tudo, é sobre reconhecer um caminho de iluminação. O protagonista parecia entrar na Câmara para advogar pela humanidade, salvando-a pela argumentação emotiva para além da razão que o Basilisco poderia alcançar. Na verdade, ele está disposto a fazer um sacrifício muito maior: a quebra das ilusões que sustentam a experiência humana. Tudo o que há são apenas fenômenos percebidos do jeito que a mente se familiarizou. Tudo o que há é conforme ela define. O que ela define para você?

(Com Maia Clara Menezes/LC Agência de Comunicação)

Liberdade recebe festival gratuito em celebração ao Ano da Cultura Brasil-China

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Imagem de natuurfan1978 por Pixabay.

A Praça da Liberdade, tradicional reduto da cultura oriental na capital paulista, recebe nos dias 15 e 16 de agosto o “Brasil e China: Uma História de Amizade – Festival da China”, evento gratuito que celebra o Ano da Cultura Brasil-China e promove um encontro entre as tradições chinesas e o público brasileiro.

Com programação das 10h às 18h, o festival oferecerá apresentações artísticas, manifestações culturais e experiências gastronômicas que destacam a diversidade e a riqueza da cultura chinesa. Entre as atrações estão o Ibrachina Musical Project, apresentações de música e dança tradicional chinesa, Dança do Dragão e Dança do Leão, demonstrações de Kung Fu e Tai Chi, além de barracas com gastronomia típica e atendimentos de medicina tradicional chinesa.

Realizado pelo Ibrachina e pela Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativa do Estado de São Paulo, o festival integra as comemorações do Ano da Cultura Brasil-China, iniciativa que reforça os laços culturais, econômicos e diplomáticos entre os dois países por meio de atividades voltadas ao intercâmbio e à valorização da diversidade cultural. “O Festival da China é uma oportunidade para aproximar ainda mais brasileiros e chineses por meio da cultura, promovendo um espaço de convivência, troca de experiências e celebração da amizade entre os dois países. A programação foi pensada para apresentar diferentes expressões da cultura chinesa de forma acessível e aberta ao público“, afirma Thomas Law, presidente do Ibrachina.

O evento também conta com apoio do Consulado-Geral da China em São Paulo, do Instituto Paulo Kobayashi e do Chinese Bridge Club in São Paulo.

SERVIÇO:

Brasil e China: Uma História de Amizade – Festival da China

Data/horário: 15 e 16 de agosto, das 10h às 18h

Local: Praça da Liberdade – São Paulo (SP)

Entrada: gratuita.

Sobre o Ibrachina | Fundado em 2018 pelo Dr. Thomas Law, advogado, o Ibrachina é um Instituto sociocultural que tem como finalidade promover a integração entre as culturas e os povos do Brasil, China e de países que falam a língua portuguesa. O Ibrachina atua em parceria com universidades, entidades e associações, além de fazer parte das Frentes Parlamentares Brasil/China, BRICS, criadas pela Câmara dos Deputados, e de Cooperação Política Cultural entre Brasil, China, Coreia e Japão, da Câmara Municipal de São Paulo.

(Com Graziela Cristina/Agência Pub)