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Lazer & Gastronomia

São Paulo, SP

Quatro viagens no tempo, um só lugar: o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual

por Kleber Patrício

Devido ao sucesso das três expedições em realidade virtual iniciadas em setembro de 2025, o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual anuncia a prorrogação de suas atividades. Além da extensão do prazo, o centro cultural traz uma novidade de peso: a exibição simultânea de quatro roteiros distintos que transportam os visitantes por bilhões de anos de […]

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British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta “Celia”, vagão exclusivo assinado por Baz Luhrmann e Catherine Martin

Inglaterra, por Kleber Patricio

Imagem: Yukiko Noritake.

Com estreia prevista para o início do verão europeu de 2026, em junho, o British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta o Celia, um novo vagão de trem dedicado a eventos e jantares privados. O espaço foi idealizado e desenhado pelo cineasta Baz Luhrmann, diretor de filmes como “Moulin Rouge!”, “The Great Gatsby” e “Elvis”, e pela figurinista e designer de produção Catherine Martin, quatro vezes vencedora do Oscar por seu trabalho em “Moulin Rouge!” e “The Great Gatsby”.

Uma sala de jantar privada sobre trilhos: um cenário cinematográfico inspirado na herança teatral de Londres

Instalado em um vagão Pullman original de 1932, o Celia reúne bar de coquetéis, lounge, sala de jantar e espaço para entretenimento, com capacidade para até 12 convidados. O espaço, que permite a criação de eventos sob medida e momentos exclusivos de alta gastronomia, é uma celebração criativa da cena teatral do West End londrino dos anos 1930 e do cinema clássico, além de ser uma homenagem ao humor e ao romance de “Sonho de uma Noite de Verão”, de William Shakespeare.

O vagão funciona como um espaço independente dentro do trem com um time próprio de comissários dedicados. Partindo da estação Victoria, em Londres, o vagão inclui a oportunidade de personalizar experiências tanto a bordo quanto fora do trem. Mediante solicitação, um chef privado desenvolve menus sob medida com os melhores produtos sazonais britânicos.

Criatividade sobre trilhos

Foto: Mark Fox.

O projeto parte da criação de uma personagem fictícia: Celia, musa imaginada por Luhrmann como uma estrela do West End na década de 1930, que teria recebido seu próprio vagão Pullman em homenagem a uma performance marcante como Titânia, a Rainha das Fadas. Essa narrativa orienta escolhas de design e ambientação, conferindo identidade ao espaço.

A tradição artesanal britânica como ponto de partida

O desenvolvimento do vagão contou com a colaboração de artesãos e estúdios britânicos especializados em marcenaria, mobiliário sob medida, vidro, bordado e porcelana, que foram selecionados pessoalmente por Luhrmann e Martin para evocar um mundo histórico de teatro e cinema. Camadas de romantismo permeiam a narrativa literária do design do vagão, que se inspira na paisagem britânica, incluindo sua flora e sua fauna.

Para dar vida a este universo, Catherine Martin colaborou com parceiros de longa data da Belmond, como os artesãos de marchetaria Dunn & Son, o renomado designer britânico de móveis sob medida Bill Cleyndert, o estúdio de vidros personalizados Tony Sandles, os especialistas em bordados Hand and Lock e a J.K Interiors, a histórica fabricante britânica de porcelana fina Duchess China, que colaborou na estética das louças, além de fornecedores selecionados para os itens de alimentos e bebidas, como David Mellor (talheres) e Tom Dixon (cristais).

Foto: Yukiko Noritake.

A materialidade e a textura ganham destaque em todo o vagão. Um teto de tecido elaborado coroa o espaço sobre marchetaria folheada e parquetaria de madeira personalizada que ganha vida por meio de camadas de móveis estofados em veludo espesso. Elementos florais, em celebração à flora britânica, decoram a marchetaria de carvalho e o mobiliário, definidos por uma paleta de cores de verdes, amarelos, vermelhos e roxos intensos.

Os espaços são divididos por pesadas cortinas em estilo teatral, cada uma revelando elaborados cenários oníricos gravados nos interiores do vagão. Teto e paredes em mosaico pintados à mão compõem o lavabo exclusivo, decorado com flores e desenhos místicos.

Foto: Hugh Stewart.

Baz Luhrmann afirmou: “Para Catherine e para mim, criar o Celia foi uma experiência única na vida, que nos permitiu desafiar os limites da criatividade, do luxo e da exclusividade. Entrar no vagão é como ser transportado para outro mundo, no qual os convidados são convidados a se tornarem parte da história. O Celia, em sua essência, é uma ‘viagem mágica e misteriosa’ – uma experiência gastronômica itinerante para amigos ou uma celebração íntima, repleta de comida, música, vinho, risos e performances. Tudo isso se desenrola enquanto você desliza pelo campo, sentindo como se tivesse entrado em Sonho de uma Noite de Verão. É uma maneira lúdica e única de explorar o Reino Unido, no seu próprio ritmo e de acordo com sua própria história”. 

Catherine Martin acrescentou: “O Celia oferece aos viajantes a rara oportunidade de habitar a nostalgia de outra era. O vagão proporciona o luxo supremo – tempo e espaço para se conectar verdadeiramente com a própria jornada – e permite que a mente desacelere, abrindo a possibilidade de uma conexão mais profunda não apenas consigo mesmo e com os outros, mas também com novas culturas e perspectivas. A bordo, imagino as pessoas comendo, dançando e se apaixonando, celebrando os grandes momentos da vida dentro de um mundo que oferece uma pausa no caos do cotidiano. O Celia oferece um momento de respiro, uma pequena e luminosa bolha de luz e amor”. 

Para mais informações ou reservas, clique aqui.

Sobre o British Pullman, A Belmond Train, England

Foto: Anna Jay.

O British Pullman, A Belmond Train, England, opera de fevereiro a dezembro e conta com dez vagões das décadas de 1920 e 1930 cuidadosamente restaurados, personificando a estética contemporânea da “Era de Ouro das Viagens”. Com capacidade para 220 convidados, cada vagão possui nome e história próprios, com marchetaria em estilo antigo, iluminação vintage e estofados luxuosos.

A experiência combina interiores Art Déco com gastronomia sofisticada e uma vibrante joie de vivre, manifestada em diversos itinerários com partida e retorno da estação Victoria de Londres. As opções incluem excursões diurnas a cidades históricas como Oxford, Canterbury e Bath, visitas a propriedades icônicas como o Palácio de Blenheim e o Castelo de Highclere e viagens para eventos esportivos de classe mundial, como o Goodwood Revival e o Grand National.

As jornadas de assinatura abrangem viagens de ida e volta pelas paisagens de Kent e Surrey (como o Golden Age of Travel e o Champagne Afternoon Tea). Além disso, a programação oferece experiências de teatro imersivo com almoços e jantares de mistério (Moving Murder Mystery). Para os entusiastas do cinema, o trem abriga o vagão Cygnus, projetado pelo cineasta Wes Anderson, onde o design moderno encontra o artesanato atemporal. Como trem irmão do Venice Simplon-Orient-Express, o British Pullman já recebeu desde a realeza britânica até estrelas das telas de cinema.

Sobre a Belmond

A Belmond nasceu de uma paixão por conectar viajantes exigentes às propriedades, destinos e jornadas mais extraordinárias do mundo. De hotéis e trens a cruzeiros fluviais e lodges de safári, o conceito de Slow Luxury da Belmond convida os hóspedes a descobrir um novo ritmo de viagem, saboreando o tempo, envolvendo-se com a cultura local e conectando-se com a natureza e as pessoas ao seu redor por meio de experiências incomparáveis e histórias inesquecíveis. Com um legado de mais de 50 anos, iniciado com a aquisição do Hotel Cipriani em Veneza, em 1976, a Belmond cresceu e se tornou uma coleção global composta por 43 propriedades distribuídas por 24 países e territórios. Destinos excepcionais conectados por jornadas lendárias são a verdadeira essência da Belmond, onde o caminho que leva a um lugar é tão importante quanto o próprio destino. Pioneira no conceito de viagens em ritmo desacelerado, a Belmond opera o lendário Venice Simplon-Orient-Express desde 1982. Posteriormente, expandiu seu portfólio para incluir resorts de praia paradisíacos, como o Maroma na Riviera Maya; refúgios históricos, como a Villa San Michele nas colinas de Florença; ícones urbanos, como o Copacabana Palace no Rio de Janeiro; e portas de entrada para Patrimônios Mundiais da UNESCO, como o Hotel das Cataratas no Parque Nacional do Iguaçu, no Brasil. Como orgulhosa guardiã de propriedades repletas de história, a Belmond está comprometida em construir sobre o passado para criar um novo legado: a herança do futuro. Trabalhando em parceria com comunidades e talentos locais, além dos mais respeitados chefs, designers e artistas do mundo, a Belmond segue firme em seu propósito de perpetuar a lendária arte de viajar. Desde 2019, a Belmond faz parte do principal grupo de luxo do mundo, a LVMH (Moët Hennessy Louis Vuitton).

belmond.com

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(Fonte: Assessoria de imprensa Belmond)

Salinas (PA): além da praia, um roteiro das dunas, Lago da Coca-Cola e experiências de dia inteiro

Salinas, PA, por Kleber Patricio

Cidade se consolida como destino completo para quem busca natureza, aventura e lazer estruturado. Foto: Kaio Hudson/Ideflor-Bio.

Salinópolis, no litoral do Pará, vai muito além das praias de águas mornas e extensas faixas de areia branca. Conhecida carinhosamente como Salinas, a cidade se consolida como um destino completo para quem busca natureza, aventura e lazer estruturado, com roteiros que ocupam o dia inteiro, das dunas ao Lago da Coca-Cola, e opção de hospedagem pensada para famílias.

Localizado a 220 quilômetros de Belém, o destino é porta de entrada da Amazônia Atlântica e combina paisagens singulares, cultura vibrante e história que remonta ao século XVII. Manguezais, dunas, ilhas paradisíacas e praias famosas como Atalaia, Farol Velho, Maçarico, Corvina e Marieta formam o cenário de um lugar que agrada diferentes perfis de viajantes.

Roteiros que vão além da praia

Foto: AID Alepa.

Entre as experiências mais procuradas está o Lago da Coca-Cola, também chamado de Lago Iguna, um oásis de água doce em meio às dunas da Praia do Atalaia. Com águas escuras e calmas, o local é ideal para mergulhos refrescantes e momentos de contemplação. O lago integra o Monumento Natural do Atalaia, área de proteção ambiental que preserva um dos cartões-postais mais emblemáticos da cidade.

As dunas de Salinópolis também ganham destaque nos roteiros de quem busca aventura. Passeios de buggy ou quadriciclo proporcionam vistas panorâmicas do mar, das lagoas e da vegetação nativa, além de doses de adrenalina em um dos cenários mais fotogênicos do litoral amazônico.

Foto: Bruna Brandão/Mtur.

Para quem prefere um ritmo mais tranquilo, a Fonte do Caranã é um convite ao contato com a natureza. O espaço arborizado abriga uma fonte de água mineral fresca e gratuita, além da Casa da Cultura Fonte do Caranã, dedicada à valorização da arte e da identidade local.

Completando o roteiro, as ilhas de Salinópolis abrigam praias praticamente intocadas, como Marieta, Maria Baixinha e Pilão, além da possibilidade de observar o guará, ave de plumagem vermelha que transforma o pôr do sol em um espetáculo à parte.

Destino para todos os estilos

Foto: Divulgação/Aqualand.

Com praias badaladas como Atalaia, orlas estruturadas como Maçarico e Beira-Mar, áreas preservadas como Corvina e experiências únicas nas dunas, lagoas e ilhas, Salinópolis reforça seu posicionamento como um destino que vai além do sol e da praia. Um lugar onde é possível montar roteiros completos, viver a natureza amazônica e contar com hospedagem preparada para receber toda a família.

Onde se hospedar

Para quem busca unir descanso e lazer em um único lugar, o Aqualand Park & Resort se destaca como o principal complexo turístico da região Norte. Reconhecido com o Prêmio Travellers’ Choice 2025, do Tripadvisor, o empreendimento integra o grupo dos 10% melhores do mundo segundo a avaliação dos viajantes.

Foto: Augusto Miranda/Agência Pará.

O complexo reúne parque aquático e resort em uma única estrutura e é o maior da região, com capacidade para até cinco mil visitantes por dia. Sua estrutura abriga mais de 20 atrações, incluindo a Enseada de Netuno, uma das maiores piscinas de ondas da América Latina, além do Aqua Kids, playground aquático interativo com 12 metros de altura e um baldão de três mil litros de água. Restaurantes, áreas de descanso e experiências gastronômicas que valorizam os sabores do Pará completam o passeio.

Anexo ao parque, o Aqualand Resort conta com 364 apartamentos, cinema, spa, ofurô, salão de jogos e áreas de lazer que garantem conforto, praticidade e diversão para famílias e grupos que desejam aproveitar Salinas com tranquilidade e infraestrutura. Mais informações: aqualandresort.com.br.

(Com Eliria Buso/Assimptur)

A Pequena Companhia de Teatro celebra 20 anos de trajetória com espetáculos, oficina e exposição gratuitos

São Paulo, por Kleber Patricio

Espetáculo “Velhos caem do céu como canivetes”, que abre a Ocupação Maranhense: 20 Anos da Pequena Companhia de Teatro no CCBB SP. Foto: Ayrton Valle.

Entre os dias 26 de fevereiro e 20 de abril de 2026, a maranhense Pequena Companhia de Teatro ocupa o Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo com quatro espetáculos, uma oficina e uma exposição, em comemoração aos seus 20 anos de trajetória. As apresentações dos dias 7 e 21 de março e 4 e 18 de abril contam com bate-papos após as sessões. Todas as atividades são gratuitas.

As peças têm dramaturgia de Marcelo Flecha e são livremente inspiradas em obras como “Carta ao Pai” (Franz Kafka), “Livro do desassossego” (Fernando Pessoa), “Un señor muy viejo con unas alas enormes” (Gabriel García Márquez) e “A outra morte” (Jorge Luís Borges), livros de escritores expoentes da literatura mundial.  

A Pequena Companhia de Teatro, criada em 2005 e composta pelos atores Cláudio Marconcine e Jorge Choairy, pelo encenador Marcelo Flecha e pela produtora Katia Lopes, é referência teatral maranhense das últimas décadas. Premiada, já conquistou quatro Prêmios FUNARTE de Teatro Myriam Muniz e participou dos principais projetos de circulação nacional – Palco Giratório, Programa Petrobras Distribuidora de Cultura, SESC Amazônia das Artes, SESI Viagem Teatral e Ocupação dos Centros Culturais BNB.

Desassossego. Foto: Mar Pereira.

Foi selecionada para 70 festivais e mostras nacionais e já circulou por 72 cidades de 25 estados do país. “Sendo um grupo de teatro de pesquisa de ações continuadas, a circulação pelo Brasil é o nosso alicerce de sustentação, a teia que enlaça nossas ações com todas as regiões do país, e com todo o teatro de grupo feito por aqui”, explica Flecha.

O grupo desenvolveu quatro sistemas para criar suas montagens: “Quadro de Antagônicos”, instrumento de treinamento para o ator, de onde saem os personagens, fugindo de uma construção naturalista convencional; a “Transposição de Gêneros”, instrumento de confecção de dramaturgia; o “Teatro Polidramático”, conceito de concepção de cena; e “Artesania iluminocenográfica”, sobre iluminação.

“O nosso processo de criação sempre começa com um debate sobre o tema que a gente quer levar à cena. A partir daí, iniciamos uma pesquisa em textos dramatúrgicos e literários, o que chamamos de transposição de gênero, tema, inclusive, de oficinas que ministramos em várias cidades brasileiras”, conta o dramaturgo.

Espetáculos dentro da Ocupação

Ensaio sobre a memória. Foto: Ayrton Valle.

O espetáculo Velhos caem do céu como canivetes, contemplado com dois Prêmios Funarte de Teatro Myriam Muniz (2012/2013), abre a programação a partir de 26 de fevereiro, em cartaz até 9 de março. Inspirado na obra Un señor muy viejo con unas alas enormes, de Gabriel García Márquez, a narrativa da peça se desenvolve a partir de um ser alado, interpretado por Jorge Choairy, que cai no quintal de um ser humano, personagem de Cláudio Marconcine.

O humano é um catador de lixo que tenta sobreviver à miséria que assola sua família e, de repente, vê sua rotina mudar com a queda desse ser estranho em seu quintal. O espanto inicial dá lugar à necessidade de identificá-lo. Seria um anjo? Um frango? Um delírio provocado pela fome? É nessa teia que o espectador é convidado a se equilibrar, enquanto os dois seres se digladiam em um intenso confronto dialético. O exílio forçado de um, e a miséria do outro, pontuam a trama, que apresenta um cenário pós-apocalíptico permeado de desesperança. Um ser alado e um ser humano, no abismo de suas percepções, preconceitos, medos e dúvidas.

Em março, de 12 a 23, o público é convidado a assistir Pai & Filho, inspirado na obra Carta ao Pai, de Franz Kafka, e que, com linguagem crua e visceral, discute as relações de poder, originadas na estrutura familiar e disseminadas na constituição sociocultural contemporânea. Na peça, um homem aprisionado e oprimido pelo poder do pai, procura enfrentá-lo, mas seu discurso não consegue quebrar a hierarquia familiar, impedindo que um diálogo aberto se estabeleça. A encenação disponibiliza um espaço para a discussão sobre o conflito de gerações e a relação de dependência utilizada no seio familiar como instrumento de poder. No palco, Jorge Choairy dá vida ao Filho e Cláudio Marconcine ao Pai.

Em seguida, a Companhia apresenta Ensaio sobre a memória, de 26 de março a 6 de abril. Um escritor e sua assistente iniciam uma pesquisa, para a criação de um novo conto, sobre um senhor que se engajou contra um regime militar latino-americano e foi torturado. Por não resistir à tortura entregou seus pares, e passou a vida esperando uma segunda chance para remediar essa fraqueza. Nesse contexto, a peça mergulha em um labirinto de narrativas, com conflitos de versões, memórias ficcionais e suspeição histórica. O elenco é formado por Cláudio Marconcine (Escritor), Dênia Correia (Mulher), Lauande Aires (Pedro Damián) e Katia Lopes (Espectro). O espetáculo foi livremente inspirado no conto A outra morte, de Jorge Luís Borges.

Pai & Filho. Foto: Ayrton Valle.

O último espetáculo apresentado na temporada acontece entre 9 e 20 de abril: Desassossego, baseado no Livro do Desassossego, de Fernando Pessoa. A obra é um convite para o espectador mergulhar em uma experiência cênica sensorial, emotiva, divertida e provocadora. Os atores Luciana Duarte e Jeyzon Leonardo são personagens de si mesmos em uma comédia constrangedora para sorrisos amarelos, dirigida por Marcelo Flecha. Na busca pela cena perfeita, tentando construir um novo espetáculo, eles convidam a plateia a invadir um processo de montagem e ver, de maneira escancarada, todos os desassossegos, descompassos e descaminhos do mundo teatral, se deparando com a metáfora perfeita do que é a vida humana cotidiana, no seu aspecto mais puro.

Exposição e oficina

Desde o início da Ocupação, no dia 26 de fevereiro, os visitantes podem conhecer um pouco mais sobre a trajetória, pesquisa e desenvolvimento teatral desses 20 anos de trabalho do grupo, por meio da Pequena Mostra de Teatro, em cartaz no Foyer do Teatro do CCBB São Paulo. A exposição fica aberta até o final da temporada, no dia 20 de abril.

Álbuns de fotos, diários, iluminações, ilustrações, catálogos, partes de cenografias, figurinos de espetáculos e minibiblioteca compõem o espaço, ajudando a contar a história da Companhia, que desenvolveu tecnologias para reduzir os impactos ambientais, otimizar os recursos financeiros, construir uma pesquisa de linguagem focada na dramaturgia do ator e sustentar seu compromisso político de operar o teatro como um potente instrumento de reflexão para além do entretenimento.

Nos dias 7 e 21 de março, e 4 de abril, iluminadores, cenógrafos, alunos de teatro, artistas de teatro, encenadores e pesquisadores com interesse em dramaturgia da luz a partir de iluminações não convencionais são convidados a participar da oficina Artesania iluminocenográfica: desenvolvendo tecnologia a partir da obsolescência, com duração total de 9 horas.

São 30 vagas e as inscrições são feitas via formulário (https://forms.gle/CU8n36BbqScsoJ837).  A oficina faz parte do resultado e compartilhamento da pesquisa realizada pelo iluminador Marcelo Flecha durante as últimas duas décadas como uma ação política, na busca por democratizar um pensamento sobre a iluminação cênica para além de espaços que abriguem equipamentos de luz convencionais, e como esse pensar pode operar produtivamente uma instrumentalização da luz no teatro.

Os encontros propõem o estudo de elementos iluminocenográficos a partir de resíduos descartáveis, fontes luminosas do cotidiano e equipamentos de luz obsoletos, provocando no participante a construção de um pensar político, estético e narrativo a partir da luz.

SERVIÇO:

Ocupação Maranhense: 20 Anos da Pequena Companhia de Teatro

De 26 de fevereiro a 20 de abril de 2026

Local: Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo

Rua Álvares Penteado, 112, Centro Histórico de São Paulo, SP

Retirada de ingressos: Grátis na bilheteria do CCBB SP e pelo bb.com.br/cultura (1h antes do espetáculo)

No Teatro

Velhos caem do céu como canivetes, livremente inspirado no conto Um señor muy viejo com unas alas enormes, de Gabriel García Márquez

Data: 26/2 a 9/3/2026

Horário: Quinta, sexta e segunda, às 19h | sábado e domingo, às 18h

Bate-papo após sessão: 7/3 | sábado

Sessão Inclusiva (intérprete de libras): 1/3 | domingo

Classificação etária: 14 anos | Gênero: Drama | Duração: 60 minutos

Ficha técnica:

Elenco: Jorge Choairy (Ser Alado) e Cláudio Marconcine (Ser Humano)

Dramaturgia e encenação: Marcelo Flecha

Iluminação, cenografia e figurinos: Marcelo Flecha

Trilha sonora: Jorge Choairy e Marcelo Flecha

Operador de luz e som: Marcelo Flecha

Fotos divulgação: Ayrton Valle

Produção: Katia Lopes

Realização: Pequena Companhia de Teatro 

Pai & Filho, livremente inspirado na obra Carta ao Pai, de Franz Kafka

Data: 12 a 23/3/2026

Horário: Quinta, sexta e segunda, às 19h | sábado e domingo, às 18h

Bate-papo após sessão: 21/03 | sábado

Sessão Inclusiva (intérprete de libras): 15/03 | domingo

Classificação etária: 14 anos | Gênero: Drama | Duração: 60 minutos

Ficha técnica:

Elenco: Jorge Choairy (Filho) e Cláudio Marconcine (Pai)

Dramaturgia e encenação: Marcelo Flecha

Iluminação, cenografia e figurinos: Marcelo Flecha

Trilha sonora: Marcelo Flecha

Operador de luz e som: Marcelo Flecha

Fotos divulgação: Ayrton Valle

Produção: Katia Lopes

Realização: Pequena Companhia de Teatro

Ensaio sobre a memória, livremente inspirado no conto A outra morte de Jorge Luís Borges

Data: 26/3 a 6/4/2026

Horário: Quinta, sexta e segunda, às 19h | sábado, domingo e feriado, às 18h

Bate-papo após sessão: 4/4 | sábado

Sessão Inclusiva (intérprete de libras): 29/3 | domingo

Classificação etária: 14 anos | Duração: 60 minutos | Gênero: Drama

Ficha técnica:

Elenco: Cláudio Marconcine (Escritor), Dênia Correia (Mulher), Lauande Aires (Pedro Damián) e Katia Lopes (Espectro)

Dramaturgia e encenação: Marcelo Flecha

Iluminação, cenografia e figurinos: Marcelo Flecha

Trilha sonora: Lauande Aires

Operador de luz: Marcelo Flecha

Operador de som: Katia Lopes

Fotos divulgação: Ayrton Valle

Produção: Katia Lopes

Realização: Pequena Companhia de Teatro

Desassossego, livremente inspirado no Livro do Desassossego, de Fernando Pessoa

Data: 9 a 20/4/2026

Horário: Quinta, sexta e segunda, às 19h | sábado e domingo, às 18h

Classificação etária: 14 anos | Duração: 60 minutos | Gênero: Comédia constrangedora para sorrisos amarelos

Bate-papo após sessão: 18/4 | sábado

Sessão Inclusiva (intérprete de libras): 12/04 | domingo

Ficha técnica:

Elenco: Luciana Duarte e Jeyzon Leonardo

Dramaturgia: Marcelo Flecha e Cia. A Máscara de Teatro

Encenação: Marcelo Flecha

Cenografia, iluminação, figurinos e trilha sonora: Marcelo Flecha e Cia. A Máscara de Teatro

Operador de luz e som: Luciana Duarte e Jeyzon Leonardo

Produção: Luciana Duarte e Katia Lopes

Realização: Cia. A Máscara de Teatro e Pequena Companhia de Teatro

Oficina Artesania iluminocenográfica: desenvolvendo tecnologia a partir da obsolescência, com Marcelo Flecha

Dias: 7 e 21/3 | 4/4/26

Horário: Das 14 às 17h

Público: iluminadores, cenógrafos, alunos de teatro, artistas de teatro, encenadores e pesquisadores com interesse em dramaturgia da luz a partir de iluminações não convencionais.

Carga horária: 9h | Classificação etária: 18 anos

Vagas: 30 vagas

Inscrições gratuitas: inscrições pelo formulário: https://forms.gle/CU8n36BbqScsoJ837

No Foyer do Teatro

Exposição Pequena Mostra de Teatro

Data: 26/2 a 20/4

Dias: Todos os dias, exceto às terças-feiras

Horário: 9h às 20h

Classificação etária: Livre

Entrada: Gratuita

Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo

Endereço: Rua Álvares Penteado, 112 – Centro Histórico – SP

Funcionamento: Aberto todos os dias, das 9h às 20h, exceto às terças

Telefone: (11) 4297-0600

Estacionamento: O CCBB possui estacionamento conveniado na Rua da Consolação, 228 (R$ 14 pelo período de 6 horas – necessário validar o ticket na bilheteria do CCBB). O traslado é gratuito para o trajeto de ida e volta ao estacionamento e funciona das 12h às 21h.

Van: Ida e volta gratuita, saindo da Rua da Consolação, 228. No trajeto de volta, há também uma parada no metrô República. Das 12h às 21h.

Transporte público: O CCBB fica a 5 minutos da estação São Bento do Metrô. Pesquise linhas de ônibus com embarque e desembarque nas Ruas Líbero Badaró e Boa Vista.

Táxi ou Aplicativo: Desembarque na Praça do Patriarca e siga a pé pela Rua da Quitanda até o CCBB (200 m).

Entrada acessível: Pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida e outras pessoas que necessitem da rampa de acesso podem utilizar a porta lateral localizada à esquerda da entrada principal.

bb.com.br/cultura

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E-mail: ccbbsp@bb.com.br

(Com Daniele Valério/Canal Aberto Comunicação)

MASP apresenta primeira retrospectiva de Sandra Gamarra Heshiki

São Paulo, por Kleber Patricio

Sandra Gamarra (Lima, Peru, 1972) – El que no tiene de inga tiene de mandinga I [Quem não tem inga tem mandinga I] [Those Who Don’t Have Inga Have Mandinga I], 2007 – Óleo sobre tela [Oil on canvas], 162 × 195 cm – MAR – Museu de Arte do Rio, Secretaria Municipal de Cultura da cidade do Rio de Janeiro, Fundo Galeria Leme. Foto [Photo] Thales Leite.

MASP — Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand apresenta, de 6 de março a 7 de junho, a primeira exposição panorâmica de Sandra Gamarra Heshiki (Lima, Peru, 1972). A mostra “Sandra Gamarra Heshiki: réplica” reúne mais de 70 obras, entre pinturas, esculturas, instalações e vídeo, propondo uma retrospectiva dos últimos 25 anos de uma produção que ressignifica obras de arte e objetos para contestar o sistema artístico e a herança colonial que permeia os museus. A curadoria é de Adriano Pedrosa, diretor artístico, MASP; Florencia Portocarrero, curadora independente; Guilherme Giufrida, curador assistente, MASP; e Sharon Lerner, diretora artística do MALI — Museo de Arte de Lima, instituição parceira na organização e que exibirá a mostra, em versão adaptada, após sua apresentação no MASP. Em suas obras, a artista questiona o papel dos espaços culturais e como suas práticas impactam a produção artística. Essa crítica institucional motivou a criação, em 2002, do museu fictício LiMac — Museo de Arte Contemporáneo de Lima. Esse museu imaginário, que existe como arquivo em um website, respondia tanto à ausência de um museu de arte contemporânea em Lima na época quanto ao modo como muitas instituições ainda contam a história a partir de um ponto de vista de matriz europeia.

Sandra Gamarra (Lima, Peru, 1972) Producto: cholo [Produto: Cholo] [Product: cholo], da série Producción/Reproducción  [Produção/Reprodução] [from the series Production/Reproduction], 2020-21 Óleo sobre tela [Oil on canvas], 96 × 100 cm Museo de Arte de Lima, doação [gift] LiMac – Museo de Arte Contemporáneo de Lima. Foto [Photo] Juan Pablo Murrugarra.

“Se o museu é um lugar a partir do qual a história é ditada, por que não criar um museu que, sob o mesmo manto de autoridade e permanência institucional, conte uma história diferente? Um museu que possa olhar para si mesmo, questionar-se, complexificar suas próprias narrativas e contar mais do que histórias de progressão linear”, afirma Gamarra.

Para evidenciar como a história da arte é construída por meio de recortes, exclusões e hierarquias, a cronologia clássica é intencionalmente plagiada nessa exposição. “Em Réplica, Gamarra reflete, literalmente, o espaço, sobretudo a cronologia dos museus enciclopédicos, a matriz linear da história tão criticada por Lina Bo Bardi, mas que de algum modo é hegemônica no modelo de organização dos museus, tanto nas metrópoles como em suas ex-colônias. Assim, a artista produz aqui sua réplica de uma exposição de parte de seu acervo-obra, convertendo-o em um museu com seus fragmentos e aglutinando marcadores destrinchados por toda a sua carreira”, afirma Giufrida. Assim, em Réplica, as obras de Gamarra são apresentadas nos núcleos: “pré‑colonial”, “colonial”, “pós‑independência”, “moderno” e “contemporâneo”, além de uma sala dedicada ao LiMac.

A produção de réplicas para ressignificar cânones da arte, subverter discursos colonizadores e resistir a estruturas excludentes é central na obra de Gamarra. Em Recurso VII (2019), a artista parte das paisagens aparentemente pacíficas de Pernambuco pintadas por Frans Post (Haarlem, Países Baixos, 1612–1680) durante missões europeias no Brasil. Na versão da artista, esses cenários são recriados com óxido de ferro, matéria-prima usada por povos originários nas Américas em pinturas rupestres e cerâmicas. Além de reverenciar essas culturas ancestrais, o material vermelho escorre pela tela remetendo ao sangue e à violência da colonização. A pintura também tem uma faixa branca, elemento usado pela artista para diferenciar suas réplicas das obras originais.

Sandra Gamarra (Lima, Peru, 1972) – Imágenes sueltas en la Historia Occidental III (Retratos) [Imagens soltas na História Ocidental III] [Loose Images in Western History III (Portraits)], 2017 – Óleo sobre papel [Oil on paper], 140 × 161 cm – Coleção [Collection of] Luis Oganes, Lima. Foto [Photo] Oak Taylor-Smith.

Esse recurso também está presente em Duplo (2023), realizada na semana final da montagem de Histórias indígenas, da qual Gamarra foi uma das curadoras, no núcleo “Pachakuti: o mundo de cabeça para baixo”. Ao saber que a obra Habitante de las cordilleras del Perú [Habitante das cordilheiras do Peru] (1855), de Francisco Laso (Tacna, Peru, 1823 – San Mateo, Peru, 1869) não viria para a exposição por problemas burocráticos em seu país, a artista produziu sua própria réplica para preencher essa ausência. A obra, porém, não é uma cópia idêntica. Além da faixa branca, Gamarra apresenta a figura de Laso invertida, de cabeça para baixo. Essa alteração é um exemplo direto de seu projeto de “inverter o museu” e se conecta ao conceito de Pachakuti, termo de origem andina que pode ser traduzido como “o mundo de cabeça para baixo”, referindo-se a transformações radicais na ordem existente.

Sandra Gamarra Heshiki: réplica integra a programação anual do MASP dedicada às Histórias latino-americanas. A agenda do ano também inclui mostras de Carolina Caycedo, Claudia Alarcón e Silät, Colectivo Acciones de Arte, Damián Ortega, Jesús Soto, La Chola Poblete, Manuel Herreros e Mateo Manaure, Pablo Delano, Rosa Elena Curruchich, Santiago Yahuarcani e Sol Calero.

Sobre a artista

Sandra Gamarra (Lima, Peru, 1972) – Doble [Duplo] [Double], 2023 – Óleo sobre tela [Oil on canvas], 90 × 60 cm – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand – Doação da artista no contexto da exposição Histórias indígenas [Gift of the artist in the context of the exhibition Indigenous Histories], 2023 – MASP.11506. Foto [Photo] Eduardo Ortega.

Sandra Gamarra Heshiki (Lima, Peru, 1972; vive e trabalha em Madri, Espanha) é descendente de famílias com raízes andinas, afro-peruanas e japonesas. Formou-se em pintura pela Pontificia Universidad Católica del Perú e, desde o final dos anos 1990, desenvolve uma prática que articula, principalmente, pintura, crítica institucional e pensamento decolonial. É a primeira artista não nascida na Espanha a representar o país na Bienal de Veneza, na 60ª edição do evento, em 2024, quando apresentou o projeto Pinacoteca Migrante. Além do MASP, sua obra também integra coleções como MoMA (Nova York), Tate Modern (Londres), Museo Reina Sofía (Madri), MALI (Lima), entre outros.

Acessibilidade

Todas as exposições temporárias do MASP possuem recursos de acessibilidade, com entrada gratuita para pessoas com deficiência e seu acompanhante. São oferecidas visitas em Libras ou descritivas, mediante solicitação pelo e-mail acessibilidade@masp.org.br, além de textos e legendas em fonte ampliada e conteúdos audiovisuais com audiodescrição, legendagem e interpretação em Libras. Todos os materiais estão disponíveis no site e canal do YouTube do museu e podem ser utilizados por pessoas com ou sem deficiência, públicos escolares, professores, pessoas não alfabetizadas e interessadas em geral, em visitas espontâneas ou acompanhadas pela equipe MASP.

Catálogo

Será publicado um catálogo bilíngue, em inglês e português, reunindo imagens e textos sobre a exposição. O livro tem organização editorial de Adriano Pedrosa e Guilherme Giufrida e conta com ensaios de Giufrida, além dos autores convidados Agustín Pérez Rubio, Florencia Portocarrero, Luis Eduardo Wuffarden, Sharon Lerner e Ximena Briceño.

Loja MASP

Em diálogo com a exposição, a Loja MASP apresenta produtos especiais de Sandra Gamarra Heshiki: réplica, que incluem postais, ímãs e marca-páginas.

Realização

Sandra Gamarra Heshiki: réplica é realizada por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura e do PROAC-ICMS. Tem apoio cultural do Consulado Geral do Peru em São Paulo.

SERVIÇO:

Sandra Gamarra Heshiki: réplica

Curadoria: Adriano Pedrosa, diretor artístico, MASP; Florencia Portocarrero, curadora convidada, MALI; Guilherme Giufrida, curador assistente, MASP; e Sharon Lerner, diretora, MALI

6/3 — 7/6/2026

Edifício Lina Bo Bardi, 1º andar

MASP — Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand

Avenida Paulista, 1578 – Bela Vista, São Paulo, SP 01310-200

Telefone: (11) 3149-5959

Horários: terças grátis, das 10h às 20h (entrada até as 19h); quarta e quinta das 10h às 18h

(entrada até as 17h); sexta das 10h às 21h (entrada gratuita das 18h às 20h30); sábado e domingo, das 10h às 18h (entrada até as 17h); fechado às segundas.

Agendamento on-line obrigatório pelo link masp.org.br/ingressos

Ingressos: R$ 85 (entrada); R$ 42 (meia-entrada).

Site oficial | Facebook | Instagram.

(Fonte: Assessoria de imprensa MASP)

MAC USP realiza Mesas de Conversa dentro da exposição em cartaz “José Antônio da Silva: Pintar o Brasil” sobre vida e obra do artista

São Paulo, por Kleber Patricio

Fotos: Karina Mignoni.

A partir de fevereiro, sempre às 11h, o Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC USP) convida o público a participar de Mesas de Conversa sobre a exposição José Antônio da Silva: Pintar o Brasil, em cartaz até o dia 15 de março de 2026. O primeiro bate-papo é no dia 21 de fevereiro com a artista Lais Myrrha, os curadores Paulo Pasta e Theo Monteiro, e Alexandre Martins Fontes, diretor executivo da Livraria Martins Fontes, que debatem sobre a atualidade da obra de Silva. A mediação é da curadora do museu e especialista no trabalho do artista, Fernanda Pitta.

Os próximos encontros acontecem em março. No dia 7, a conversa é com Sébastien Gokalp, diretor do Museu de Grenoble (FR), a galerista Vilma Eid e o colecionador Orandi Momesso sobre o colecionismo, a circulação e a recepção crítica da obra do artista. Emilio Kalil, diretor da Fundação Iberê Camargo e Comissário Geral da Temporada Brasil-França 2025, é quem faz a mediação. Já no dia 14 haverá a exibição do filme “Este é o Silva”, de Carlos Augusto Calil, seguida de conversa com ele, que também foi responsável pela curadoria da mostra homônima apresentada em 1983, na antiga sede do MAC USP. A mediação é de Fernanda Pitta.

José Antônio da Silva: Pintar o Brasil

O público encontra no espaço expositivo um recorte que destaca a produção de pinturas e desenhos de Silva – deixando de lado sua criação como poeta, compositor e cantor – organizada por temas frequentes em suas obras, seja em determinadas fases ou durante longos períodos de sua trajetória: a vida caipira, cenas religiosas, paisagens, naturezas-mortas e autorretratos.

No MAC USP, a exposição tem um total de 142 obras, sendo 23 acréscimos provenientes do rico acervo da instituição, o maior do artista no Brasil, formado com doações dos primeiros colecionadores de Silva, entre os quais estão Ciccillo Matarazzo e Theon Spanudis. São 15 pinturas, que, em sua maioria, retratam a vida campestre. Também foram adicionadas telas na seção dos retratos e de objetos inanimados.

Além das pinturas, a versão paulista da mostra ganha um novo núcleo de obras dedicado aos trabalhos sobre papel do artista. Nele, está o primeiro livro de José Antônio da Silva, Romance da minha vida, composto por 76 desenhos, que será exibido de maneira inédita, na íntegra, além de outros desenhos avulsos, feitos nas décadas de 1940 e 1950, principalmente de cenas rurais.

A mostra é realizada com patrocínio da Petrobras e do Banco do Brasil, e apoio do Ministério da Cultura por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura – Lei Rouanet.

Sobre o artista

Nascido no interior paulista, no sítio Monte Alegre, pertencente ao município de Sales de Oliveira, José Antônio da Silva veio de família humilde e alfabetização precária. Autodidata, começou a pintar em 1940. Suas primeiras obras foram no cenário agrícola, onde convivia com a família. Ele reproduziu com maestria as culturas de algodão, as queimadas, a casa de pau-a-pique, a boiada, e o lazer na roça.

Em 1948, teve sua primeira exposição individual realizada por Lourival Gomes Machado, Paulo Mendes de Almeida e João Cruz Costa, na Galeria Domus. O sucesso foi grande e todas as obras foram vendidas. Somente Pietro Maria Bardi, fundador e diretor do MASP, adquiriu 10 quadros. Desde então, o artista passou a ser reconhecido como um dos maiores pintores primitivos, designação que ele mesmo usava, aceitando-se, um pouco, como o artista que o meio queria ver.

Ele participou da primeira edição da Bienal de São Paulo em 1951, bem como em 1953, 1955, 1961, 1963, 1965 e 1989. Seu trabalho também representou a participação oficial do Brasil na Bienal de Veneza em 1952 e 1966. Nos EUA, expôs no Carnegie Institute, Pittsburgh, em 1955, e, 12 anos depois, na exposição “Pintores e Escultores Populares do Brasil”, em Washington, D.C. De um dia para o outro, Silva tornou-se uma sensação midiática, que escreveu livros, poesias, músicas e uma peça de teatro.

SERVIÇO:

Mesas de Conversa | José Antônio da Silva: Pintar o Brasil

Às 11h:

21 de fevereiro

Com Lais Myrrha, Paulo Pasta, Theo Monteiro e Alexandre Martins Fontes

Mediação de Fernanda Pitta

7 de março

Conversa com Sébastien Gokalp, Vilma Eid e Orandi Momesso

Mediação de Emilio Kalil

14 de março

Exibição do filme Este é o Silva

Conversa com Carlos Augusto Calil após exibição

Mediação de Fernanda Pitta

Período expositivo: até 15/3/2026

Horário de funcionamento: terça-feira a domingo, das 10h às 21h

Museu de Arte Contemporânea de São Paulo – MAC USP

Endereço: Av. Pedro Álvares Cabral, 1301

Entrada gratuita.

(Com Bernadete Druzian/A4&Holofote Comunicação)