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Lazer & Gastronomia

São Paulo, SP

Quatro viagens no tempo, um só lugar: o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual

por Kleber Patrício

Devido ao sucesso das três expedições em realidade virtual iniciadas em setembro de 2025, o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual anuncia a prorrogação de suas atividades. Além da extensão do prazo, o centro cultural traz uma novidade de peso: a exibição simultânea de quatro roteiros distintos que transportam os visitantes por bilhões de anos de […]

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Teatro da Vertigem faz nova temporada de “Agropeça” em São Paulo, no Espaço Cultural Elza Soares, o Galpão do MST

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Cena de Agropeça. Fotos: Lígia Jardim.

O Teatro da Vertigem volta em cartaz com o espetáculo “Agropeça”, criação do grupo paulistano que investiga o Brasil a partir de experiências cênicas imersivas e da ocupação de espaços não convencionais. Com concepção e direção de Antonio Araújo, texto final de Marcelino Freire e codireção de Eliana Monteiro, o espetáculo faz novas apresentações de 27 de fevereiro a 29 de março de 2026 no Espaço Cultural Elza Soares (Alameda Eduardo Prado, 474, São Paulo, SP), conhecido como Galpão do MST. Os ingressos, com preços populares, variam de R$20 a R$40 e já estão à venda pelo Sympla.

Diferente de trabalhos anteriores do Vertigem — realizados em igrejas, hospitais, presídios desativados e até no Rio Tietê —, Agropeça, em sua cenografia, toma todo o ambiente e o converte em uma arena, reforçando a ideia de disputa política, simbólica e social. A experiência imersiva, marca do grupo, permanece como eixo estruturante da encenação.

O mais recente trabalho do grupo lança um olhar crítico sobre o universo rural e a influência do agronegócio na sociedade brasileira contemporânea, tomando o rodeio como linguagem cênica. Para isso, aciona personagens centrais do imaginário brasileiro — Emília, Narizinho, Pedrinho, Tia Nastácia, Dona Benta, Visconde de Sabugosa e o Marquês de Rabicó — criações de Monteiro Lobato, que surgem como eixo simbólico e narrativo da obra, em uma releitura livre e provocadora de O Sítio do Picapau Amarelo.

Dividido em três blocos narrados por Pedrinho, Tia Nastácia e Emília, o espetáculo constrói uma amálgama entre episódios recentes da realidade política brasileira, o imaginário rural e a herança cultural do Sítio. O rodeio — pesquisado extensivamente durante o processo criativo — surge como metáfora de um país que insiste em atualizar estruturas de exploração herdadas do passado.

O elenco reúne Andreas Mendes, James Turpin, Mawusi Tulani, Paulo Arcuri, Tenca Silva, Lola Fanucchi, Victor Salomão e Vinicius Meloni. A cenografia é assinada por Eliana Monteiro e William Zarella Junior, com iluminação de Guilherme Bonfanti, figurinos de Awa Guimarães e direção musical de Dan Maia.

Agropeça integra as comemorações dos 30 anos do Teatro da Vertigem e reafirma a trajetória do grupo na criação de obras que tensionam memória, espaço urbano e identidade brasileira, convidando o público a refletir sobre os rumos políticos e simbólicos do país.

Sinopse

Em uma arena que ora é rodeio, ora é o centro de um sítio, personagens se enfrentam à mesa de jantar ou diante de um touro bravio, tentando decifrar um país que “rumina” e “agoniza” em busca do próprio destino. Não se sabe se o que se vê é o retrato de um Brasil cruel e conservador ou uma antiga fábula infantil que ajudou a moldar o imaginário nacional.

FICHA TÉCNICA

Agropeça | Uma criação do Teatro da Vertigem

Texto: Marcelino Freire

Concepção e Direção Geral: Antonio Araújo

Codireção: Eliana Monteiro

Coordenação Tecnica e Desenho de Luz: Guilherme Bonfanti

Performers: Andreas Mendes, James Turpin, Mawusi Tulani, Paulo Arcuri, Tenca Silva, Lola Fanucchi, Victor Salomão e Vinicius Meloni

Artistas Colaboradores: Nicolas Gonzalez (1ª e 2ª Fase), Lee Taylor (1ª Fase)

Dramaturgismo: Bruna Menezes

Assistente de Dramaturgismo: João Crepschi

Conceito do Espaço: Antonio Araújo

Cenografia: Eliana Monteiro e William Zarella Junior

Sound Designer Associados: Randal Juliano, Guilherme Ramos e Kleber Marques

Figurino: Awa Guimarães

Visagismo: Tiça Camargo

Direção Musical e Trilha Original: Dan Maia

Direção vocal: Lucia Gayotto

Videografismo: Vic von Poser

Preparação corporal: Castilho e Ricardo Januário

Preparação Corporal (1ª Fase): Fabrício Licursi

Direção de movimento: Castilho

Assistente de Direção e Direção de Palco: Gabriel Jenó

Assistentes de Iluminação e Programação: Francisco Turbiani

Músicos: Dan Maia e Ricardo Saldaña

Operação de luz: Felipe Bonfante

Operador de Áudio: Fernando Sampaio

Operadoras de Projeção: Gabriel Theodoro

Operadores de Câmera: André Voulgaris

Operadores de Canhão Seguidor: Igor Beltrão e Giovanni Matarazzo

Montagem de Luz: Felipe Bonfante, Igor Beltrão, Raphael Mota, Danilo Punk, Jhones Pereira, Tarsis Braga (Cabelo) e Lucas da Silva

Contrarregras: Ayra Flores, Flávio Rodrigues e João Portela

Cenotécnico: Zé Valdir Albuquerque

Montagem, Pintura e Tratamento de Cenografia: Elástica SP Cenografia

Costureiras: Francisca Rodrigues e Cleonice Barros Correa

Aulas de Laço: Gui Sampaio

Crânios de Boi: Vinicius Fragata

Tradutor Yorubá: Mariana de Òsùmàrè

Estagiária de Direção: Julie Douet Zingano

Fotos: Lígia Jardim

Documentarista: Padu Palmerio

Designer Gráfico: Guilherme Luigi

Assessoria de Imprensa: Canal Aberto

Estagiário de Produção: Bento Carolina

Produção: Corpo Rastreado – Leo Devitto e Gabi Gonçalves.

SERVIÇO:

Agropeça | uma criação do Teatro da Vertigem

De: 27/02 a 29/03/2026

Sextas e sábados às 20h e domingos às 18h

Classificação: 16 anos | Duração: 90 minutos

Espaço Cultural Elza Soares (Alameda Eduardo Prado, 474, São Paulo, SP)

Ingressos: R$ 40/ R$ 20 (meia) – Via Sympla.

(Com Daniele Valério/Canal Aberto Assessoria de Imprensa)

Lançamento da Edusp analisa a ascensão da “nova direita” no Brasil

São Paulo, por Kleber Patricio

Capa.

“Mercado de Opinião Política”, da socióloga Allana Meirelles Vieira, joga uma nova luz sobre o fenômeno frequentemente descrito como a ascensão da “nova direita” no Brasil depois das manifestações de junho de 2013, analisando tal fenômeno não como um produto de rupturas súbitas e inexplicáveis, mas como o resultado de dinâmicas mais profundas e de longa duração.

Publicado pela Edusp, o livro analisa o mercado de opinião política no Brasil entre 2014 e 2018, enfatizando acadêmicos, experts, jornalistas mainstream, blogueiros, polemistas e militantes, sejam de direita ou de esquerda. Ao traçar a estrutura desse mercado, a autora fornece elementos para entender como a correlação de forças entre os agentes, que são ao mesmo tempo produtos e produtores desse espaço social, possibilitou a proeminência de discursos polêmicos e violentos identificados com a extrema-direita.

A obra mostra como a mudança que muitos localizam no início dos anos 2010 foi, na verdade, resultante de transformações que remontam, em alguns casos, à chegada do Partido dos Trabalhadores ao poder, em 2003; em outros, a várias décadas anteriores, embora os efeitos só tenham se tornado visíveis com o impeachment de Dilma Rousseff, em 2016, e a eleição de Jair Bolsonaro à Presidência da República em 2018.

Mercado de Opinião Política

Autora: Allana Meirelles Vieira

288 páginas

Preço de capa: R$ 60,00

Brochura 16 x 23 cm

Ver sumário.

(Com Bruno Passos Cotrim/Libris)

O que acontece no Le Cordon Bleu nos meses de março e abril: formações completas, short courses e experiências gastronômicas exclusivas

São Paulo, por Kleber Patricio

Fotos: Gustavo Ferreira.

Os meses de março e abril prometem ser movimentados no Le Cordon Bleu São Paulo – tanto nas salas de aula quanto à mesa. O Instituto, referência internacional em excelência gastronômica, abre novas turmas de seus principais programas, oferece uma agenda variada de cursos de curta duração voltados tanto para profissionais quanto a entusiastas da culinária e um jantar para todos os públicos. 

Diplôme CordonTec: uma formação técnica em gastronomia

Um programa robusto que combina teoria, prática e estágio supervisionado para formar profissionais aptos a atuarem com excelência em cozinhas profissionais. Com carga horária extensa, os estudantes aprendem fundamentos da culinária clássica francesa, técnicas contemporâneas e gestão de cozinha.

O modelo de ensino inclui, além da prática intensiva, simulações de serviços reais e integração com o mercado profissional, tornando o egresso capacitado a ocupar posições técnicas em cozinhas comerciais e de alta gastronomia. 

Data: 23 de março de 2026 a 29 de janeiro de 2027

Horário: 7h às 11h (Segunda a sexta-feira)

Endereço: R. Natingui, 862, 1º andar – Le Cordon Bleu – Vila Madalena, São Paulo – SP

As vagas são limitadas.

Mais informações no link.

Ceritificado Básico de Cuisine: os fundamentos da cozinha clássica

Ponto de partida para quem deseja dominar as bases da cozinha clássica. Durante o curso, os alunos aprendem técnicas essenciais como cortes, métodos de cocção, preparo de molhos, mise en place e comando de cozinha, com foco em disciplina, organização e precisão. As aulas combinam demonstração e prática nas cozinhas do Instituto.

Data: 13 de abril a 29 de junho de 2026

Horário: 8h às 14h30 (Segundas, quartas e sextas-feiras)

Endereço: R. Natingui, 862, 1º andar – Le Cordon Bleu – Vila Madalena, São Paulo – SP

As vagas são limitadas.

Mais informações no link.

Certificado Básico de Pâtisserie: a arte da confeitaria clássica

Introduz os alunos ao universo da confeitaria técnica, com foco na tradição francesa. Neste curso, o principal objetivo é aprender massas, cremes clássicos, técnicas de montagem, equilíbrio de sabores e apresentação, além de desenvolver a disciplina necessária para a precisão que a pâtisserie exige.

As aulas focam em métodos tradicionais e contemporâneos, permitindo que os participantes aprendam desde receitas clássicas até preparações que exigem maior rigor técnico e sensibilidade criativa.

Data: 14 de abril a 24 de junho de 2026

Horário: 8h às 14h30 (Terças e quintas-feiras)

Endereço: R. Natingui, 862, 1º andar – Le Cordon Bleu – Vila Madalena, São Paulo – SP

As vagas são limitadas.

Mais informações no link.

Short Courses: mergulhe em técnicas específicas

Oferecem cursos de curta duração desenhados tanto para quem quer aprimorar habilidades específicas, quanto para entusiastas que desejam vivenciar a experiência de ser um aluno do Le Cordon Bleu.

As turmas são reduzidas, com abordagem prática e demonstrativa, e exploram temas como:

– Pães Italianos – Técnicas artesanais de massas fermentadas e produção de pães

– Petit Fours Sucrés – Aprenda a fazer doces de alta confeitaria

– Os Segredos dos Éclairs – Domine a massa choux e conheça recheios clássicos

– Oficina de Tortas e Quiches – Faça massas perfeitas com combinações surpreendentes.

Esses cursos permitem que os participantes aprendam técnicas pontuais em poucas horas ou dias, levando para casa não apenas conhecimento, mas também tudo aquilo que prepararam em aula.

Pães Italianos

Data: 14 de março ou 11 de abril de 2026

Horário: 8h às 13h

Endereço: R. Natingui, 862, 1º andar – Le Cordon Bleu – Vila Madalena, São Paulo – SP

As vagas são limitadas.

Mais informações no link.

Petit Fours Sucrés

Data: 20 de março de 2026

Horário: 15h às 21h

Endereço: R. Natingui, 862, 1º andar – Le Cordon Bleu – Vila Madalena, São Paulo – SP

As vagas são limitadas.

Mais informações no link.

Os Segredos dos Éclairs

Data: 21 de março de 2026

Horário: 9h às 13h

Endereço: R. Natingui, 862, 1º andar – Le Cordon Bleu – Vila Madalena, São Paulo – SP

As vagas são limitadas.

Mais informações no link.

Oficina de Tortas e Quiches

Data: 28 de março ou 7 de abril de 2026

Horário: 8h30 às 13h30

Endereço: R. Natingui, 862, 1º andar – Le Cordon Bleu – Vila Madalena, São Paulo – SP

As vagas são limitadas.

Mais informações no link.

Jantar Cuisine du Village – Plant Based

Além dos cursos, o Le Cordon Bleu Brasl, unidade São Paulo, promove experiências gastronômicas exclusivas, como o jantar Cuisine du Village – Plant-Based, que explora a alta gastronomia com foco em ingredientes 100% vegetais.

Esse jantar une criatividade, técnica e sensibilidade aos ingredientes da estação, apresentando um menu harmonizado cuidadosamente elaborado pelos chefs do Instituto para estimular todos os sentidos.

Data: 30 de abril de 2026

Horário: 19h

Endereço: R. Natingui, 862, 1º andar – Le Cordon Bleu – Vila Madalena, São Paulo – SP

As vagas são limitadas.

Mais informações no link.

Sobre o Le Cordon Bleu

O Le Cordon Bleu é a principal rede global de institutos de artes culinárias e gestão de hospitalidade, com uma herança de 130 anos. A rede mantém presença global com 35 escolas em mais de 20 países, formando cerca de 20 mil alunos de mais de 100 nacionalidades diferentes todos os anos. As técnicas culinárias tradicionais francesas permanecem no coração do Le Cordon Bleu, mas seus programas acadêmicos são constantemente adaptados para incluir novas tecnologias e as inovações necessárias para atender às necessidades crescentes da indústria. Presente no Brasil desde 2018, possui unidades no Rio de Janeiro e em São Paulo, onde oferece programas de alta qualidade, como o Grand Diplôme, o Diploma de Cozinha Brasileira, o Diplôme de Wine & Spirits, Diplôme de Plant Based, entre outros.

(Com Julianne Gouvea/Le Cordon Bleu)

Flaubert e Zola: como dois gigantes da literatura viram a revolução mais radical do século XIX

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Capa.

Gustave Flaubert, crítico feroz da burguesia em suas obras, revelou-se conservador e antidemocrático diante da maior revolução popular do século XIX. Émile Zola, tido como simpático ao socialismo, demonstrou crescente pavor à medida que a violência dos communards se intensificava. Essas são algumas das revelações de “A representação da Comuna de Paris nas obras de Gustave Flaubert e Émile Zola”, lançamento da e-Manuscrito que chegou ao público em 2025.

O livro, assinado pela historiadora Maria Iracema Giannella de Abreu Pereira e prefaciado por Leandro Karnal, mergulha nas cartas, romances e artigos dos dois escritores para desvendar como a literatura registra — e trai — as ideologias de seu tempo.

A Comuna de Paris de 1871 durou apenas 72 dias, mas permanece como um dos episódios mais fascinantes da história moderna: trabalhadores tomaram o poder na capital francesa e instauraram um governo revolucionário que aboliu o trabalho noturno, separou Igreja e Estado e criou escolas laicas.

Em tempos de crescentes tensões sociais, manifestações populares e questionamentos sobre representatividade, enfrentamentos entre diferentes visões de sociedade, revisitar a Comuna de Paris por meio da literatura é também refletir sobre nosso presente. A Comuna permanece como referência fundamental para entender as dinâmicas entre revolta popular e transformação política, entre ideais revolucionários e pragmatismo político. Como destaca Leandro Karnal no prefácio Literatura e barricadas: utopias de 1871, a pesquisa demonstra como “a criação literária não apenas reflete, mas também constitui e questiona as ideologias e visões de mundo de uma época”.

Mas como dois dos maiores escritores franceses do século XIX registraram esse momento? A resposta surpreende. Flaubert, autor de L’Éducation Sentimentale (A educação sentimental) — romance que desmascara a hipocrisia burguesa —, revelou-se em sua correspondência privada, especialmente sua correspondência com George Sand, um homem profundamente conservador. Suas 107 cartas escritas em 1871 (23 delas reproduzidas integralmente no livro) expõem “profunda desconfiança em relação à democracia e ao socialismo”, segundo a pesquisa.

Zola, por sua vez, cobriu os eventos como jornalista nos jornais La Cloche e Le Sémaphore de Marseille. A análise de seus artigos e de romances como La Curée (O regabofe) e L’Assommoir (O abatedouro) revela uma adesão à Comuna muito mais nuançada e ambígua do que se supunha.

A obra não se limita à análise literária. Ao explorar a reforma urbanística comandada pelo Barão Haussmann entre 1853 e 1870, Maria Iracema mostra como a transformação de Paris criou uma cidade segregada. Trabalhadores foram expulsos do centro para a periferia. A cidade ficou dividida entre ricos e pobres. Essas tensões urbanas — tema central em O regabofe de Zola — culminaram na explosão revolucionária de 1871.

As contradições de Flaubert e Zola nos lembram que as relações entre classes sociais, poder político e cultura são sempre atravessadas por ambiguidades que não cabem em categorias simplistas.

A pesquisa se destaca pelo rigor na seleção e análise do material. A maioria das cartas e documentos examinados não possui tradução especializada para o português, o que torna o domínio do francês pela autora fundamental para a qualidade do trabalho. Maria Iracema Giannella de Abreu Pereira, mestra em História pela PUC-SP e profunda conhecedora da civilização francesa, traz para a pesquisa não apenas rigor acadêmico, mas também a sensibilidade de quem conhece intimamente a língua e a cultura sobre as quais escreve.

No prefácio, o historiador Leandro Karnal destaca a importância da obra: “Maria Iracema Giannella de Abreu Pereira tem sólida formação francófona. Sempre buscou a literatura como um objeto de análise. Escolheu dois monstros franceses: Zola e Flaubert.”

Sobre a autora | Maria Iracema Giannella de Abreu Pereira nasceu em 1967 em São Paulo. Bacharela e mestra em História pela PUC-SP e bacharela em Administração pela Faap, traz formação multidisciplinar para sua pesquisa. Casada e mãe de quatro filhos, é francófona e profunda admiradora da literatura e civilização francesa. O livro é fruto de sua dissertação de mestrado defendida no Programa de Pós-Graduação em História da PUC-SP.

Ficha técnica

Título: A representação da Comuna de Paris nas obras de Gustave Flaubert e Émile Zola

Autora: Maria Iracema Giannella de Abreu Pereira

Prefácio: Prof. Dr. Leandro Karnal

Editora: e-Manuscrito

Ano: 2025

Preço: R$ 35

Compre: https://emanuscrito.com.br/Publicacao.aspx?id=628375.

(Com Julio Sitto/A4&Holofote Comunicação)

Orquestra Ouro Preto é destaque no Festival Música em Trancoso, levando concertos especiais com Vanessa da Mata, Carlinhos Brown e repertório dos Beatles

Trancoso, BA, por Kleber Patricio

Orquestra Ouro Preto e Carlinhos Brown. Fotos: @raphagarcia.

Orquestra Ouro Preto, uma das mais prestigiadas do país, desembarca na Bahia com concertos especiais e grandes encontros no palco do 12º Festival Música de Trancoso. Convidada pela organização do evento, que tradicionalmente une a música de concerto ao popular, a formação mineira leva ao palco do Teatro L’Occitane, entre os dias 12 e 14 de março, às 19h30, projetos especiais ao lado de Vanessa da Mata e Carlinhos Brown, além de um tributo com arranjos originais para clássicos dos Beatles. Os ingressos já estão disponíveis e podem ser adquiridos pelo Sympla.

Abrindo a participação no festival no dia 12 de março, a Orquestra apresenta um de seus maiores sucessos: o tributo “The Beatles”, considerado uma síntese da ousadia e do pioneirismo na proposição de projetos originais que se tornaram uma das marcas da formação mineira. No dia 13, Vanessa da Mata interpreta grandes sucessos de sua carreira, entrelaçando a delicadeza de sua voz à sonoridade da Orquestra Ouro Preto, em um espetáculo que promete emocionar o público. Encerrando a programação no dia 14, uma verdadeira celebração à música ao lado de Carlinhos Brown, no concerto “Afrossinfonicidade”.

Para o maestro Rodrigo Toffolo, o convite da organização do festival representa um reconhecimento à atuação marcante da Orquestra, mas também uma grande responsabilidade diante da história de um evento que celebra, há anos, a união entre universos musicais, em um dos cenários mais deslumbrantes do país. “Nossa ideia, ao aceitarmos o convite, nasceu do respeito à história de um evento tão bem-sucedido quanto o Festival Música em Trancoso e, ao mesmo tempo, da vontade de propor algo que imprima a nossa marca. Por isso, estamos levando ao festival uma série de concertos que celebram o poder da música, independentemente de definições de estilo ou gênero, em projetos especialmente pensados para essas parcerias com dois dos maiores artistas do nosso país, encontros muito especiais que temos com Vanessa e com Carlinhos”, afirma o diretor artístico e regente titular da formação mineira.

“The Beatles”: fusão entre cordas e banda de rock

Concerto The Beatles.

Considerado um marco na trajetória da Orquestra Ouro Preto, o tributo “The Beatles”, apresentado no dia 12, às 19h30, é a perfeita síntese da excelência e da versatilidade que caracterizam a formação mineira. Em sua interpretação de um dos maiores fenômenos musicais de todos os tempos, a Orquestra une, de forma inovadora, uma formação clássica de cordas a uma banda de rock, criando uma experiência sonora única, que surpreende tanto os fãs da música de concerto quanto os admiradores do rock.

A homenagem, grande sucesso de crítica e público, não apenas arrebatou os corações dos brasileiros, como também conquistou a Europa, sendo aplaudida de forma efusiva na Inglaterra. Em 2013, a Orquestra Ouro Preto fez história ao se tornar a primeira orquestra brasileira a se apresentar na icônica International Beatle Week, em Liverpool, onde sua performance foi celebrada com elogios nos três concertos realizados no evento, destinado a beatlemaníacos do mundo todo.

Poesia e emoção com Vanessa da Mata

Nos palcos e nas rádios de todo o país, a discografia de Vanessa da Mata reúne canções que se tornaram clássicos modernos da MPB. Neste encontro com a Orquestra Ouro Preto, sob a regência do maestro Rodrigo Toffolo, o concerto passeia pela obra da cantora e compositora, evidenciando sua riqueza melódica e poética. Em novos arranjos, seus maiores sucessos e muitas surpresas ganham contornos emocionantes, ampliando ainda mais a força de suas canções. A apresentação acontece no dia 13 de março, às 19h30.

Orquestra Ouro Preto e Vanessa da Mata.

O repertório é um mergulho na trajetória da artista, costurando momentos de introspecção, brasilidade e emoção, com um setlist que inclui músicas emblemáticas como “Não Me Deixe Só”, “Boa Sorte/Good Luck”, “Amado” e “Ai, Ai, Ai…”, além de pérolas recentes como “Esperança”. O programa inclui ainda homenagens a grandes nomes da música brasileira, como Belchior, Guilherme Arantes, Luiz Gonzaga e Tom Jobim.

Para o maestro Rodrigo Toffolo, “a fusão entre a estética da música de concerto e a MPB de Vanessa promete momentos de grande emoção e intensidade musical. Sua obra dialoga com a poesia, o regionalismo e uma contemporaneidade musical que se encaixa perfeitamente no universo da Orquestra”. 

“Esse encontro com a Orquestra Ouro Preto é sempre motivo de grande alegria para mim”, afirma Vanessa da Mata. “Revisitar meu repertório com novos arranjos sinfônicos, ao lado de um grupo que tem um trabalho artístico admirável, com excelência técnica e sensibilidade musical, e ainda poder levar esse espetáculo ao público de Trancoso, em um espaço tão imponente como o Teatro L’Occitane, é uma oportunidade única de conexão por meio da música brasileira, que é tão rica e diversa.” 

Irmandade entre Minas e Bahia: “Afrossinfonicidade”

“Afrossinfonicidade”, projeto que une Carlinhos Brown e a Orquestra Ouro Preto, é daqueles encontros que não se explicam, apenas se sentem. Desde que dividiram o palco pela primeira vez, nasceu uma irmandade que ultrapassa fronteiras. A percussão baiana abraçou os violinos mineiros, e dali surgiu uma linguagem nova, feita de corpo, coração e ancestralidade. Sucesso absoluto em todo o Brasil, o concerto será apresentado no dia 14 de março, às 19h30, no Teatro L’Occitane.

O artista baiano e a formação mineira têm arrastado multidões em apresentações que se transformam em grandes festas populares, como verdadeiras procissões de alegria. Agora é a vez de Trancoso receber o projeto que entrelaça a brasilidade de Brown com as cores e as notas da Orquestra, regida pelo maestro Rodrigo Toffolo.

No repertório, o público se deleita com sucessos que ecoam nos quatro cantos do país, como “Amor I Love You”, “Já Sei Namorar” e “Vilarejo”, ao lado de canções que revelam a força poética do compositor, como “Segue o Seco”, “Maria de Verdade” e “ECT”. Não faltam também os hinos dançantes “Quixabeira” e “A Namorada”, todos revisitados em arranjos de Paulo Malheiros, nos quais atabaques, timbales e berimbaus dialogam com as cordas sinfônicas.

Para o maestro Rodrigo Toffolo, essa união é um gesto de sincretismo musical, cheio de brasilidade. “Brown é um dos maiores cronistas musicais do nosso tempo. Ele traz a baianidade, a força dos terreiros, o batuque do Carnaval. A Orquestra, por sua vez, leva a música de concerto para além dos muros habituais. Juntos, mostramos que não há fronteiras para a música feita com alma e dedicação.” 

Brown, com a verve que ele tem de sobra, devolve em poesia: “A música é sempre encontro e, quando é verdadeiro, vira união. O que estamos fazendo com a Orquestra Ouro Preto é mais que um concerto: é uma celebração da vida, do povo e daquilo que nunca se apaga. Poder fazer isso em Trancoso promete ser, mais uma vez, inesquecível.” 

SERVIÇO:

Orquestra Ouro Preto no Festival Música em Trancoso 2026

Orquestra Ouro Preto: The Beatles

Data: 12 de março

Horário: 19h30

Local: Teatro L’Occitane

Ingressos: Sympla

Vanessa da Mata e Orquestra Ouro Preto

Data: 13 de março

Horário: 19h30

Local: Teatro L’Occitane

Ingressos: Sympla

Carlinhos Brown e Orquestra Ouro Preto: Afrossinfonicidade

Data: 14 de março

Horário: 19h30

Local: Teatro L’Occitane

Ingressos: Sympla.

(Com Igor Basilio/Lupa Comunicação)