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Todos os Olhos”: documentário que mergulha no universo inventivo de Tom Zé estreia no SESCTV

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Dirigido por Jorge Brennand Junior, filme reúne depoimentos de artistas, familiares e parceiros para revisitar a trajetória de um dos criadores mais singulares da música brasileira. Foto: Rodrigo Palazzo.

Antes de ser celebrado como inventor, Tom Zé foi, sobretudo, um observador. Um menino de Irará, no interior da Bahia, que aprendia escutando as conversas dos adultos e passava noites em claro tentando entender o que tinha ouvido. Talvez venha daí a curiosidade que atravessa sua obra, a sensação de que cada canção é uma pergunta aberta ao mundo. É nesse território de investigação que se move “Todos os Olhos”, documentário dirigido por Jorge Brennand Junior e produzido pelo SescTV que estreou no canal, na plataforma e no app Sesc Digital em 10 de abril.

Com 1h45 de duração, o filme constrói um retrato do compositor por meio de sua própria voz e de depoimentos de artistas, músicos, intelectuais e familiares que acompanharam diferentes momentos de sua trajetória. Entre lembranças pessoais e reflexões sobre arte, o documentário acompanha o percurso de um criador que sempre tratou a música como campo de experimentação.

O compositor e pesquisador Luiz Tatit relembra a diferença de rumos dentro da geração tropicalista: enquanto Caetano Veloso e Gilberto Gil buscavam dialogar com a música que ocuparia o rádio nos anos seguintes, Tom Zé preferiu seguir investindo em processos experimentais. Para Tatit, é justamente essa disposição para testar caminhos que continua despertando o interesse de novas gerações.

Ao longo do filme, artistas de diferentes campos comentam o impacto de sua obra. A cantora Mallu Magalhães observa a capacidade do compositor de permanecer conectado ao presente e ao futuro. Já a cantora Fernanda Takai destaca sua imprevisibilidade criativa, enquanto Ná Ozzetti chama atenção para a habilidade técnica que sustenta suas invenções musicais. Para o compositor José Miguel Wisnik, a música de Tom Zé nasce de um processo de elaboração constante, em que ideias se expandem como “comprimidos de música”.

Outras vozes ajudam a compreender o alcance dessa trajetória. O jornalista Leonardo Lichote observa que a obra do artista reúne referências que vão do sertão baiano à publicidade, do jornalismo à cultura urbana. Diante dessa mistura, sugere uma imagem curiosa: Tom Zé seria uma espécie de “cientista do sertão”, alguém que investiga sons, palavras e comportamentos como quem conduz um experimento.

Todos os Olhos também revela o lado íntimo do músico. A produtora Neusa Martins, companheira de Tom Zé há mais de cinco décadas, fala do cotidiano e do processo criativo do artista. O médico Ewerton Martins, seu filho, relembra a distância da infância e o momento em que passou a compreender a dimensão do trabalho do pai. Já os netos Maria Clara e João Gabriel compartilham memórias familiares e a experiência de ver o avô no palco.

Entre relatos de criação, histórias de bastidores e reflexões sobre arte e vida, o documentário constrói um retrato de um artista que nunca se acomodou à própria trajetória. No filme, Tom Zé diz que não pensa em parar de trabalhar e que, se a morte vier, prefere que seja no palco. Mais do que revisitar uma carreira, Todos os Olhos acompanha o pensamento de um criador que continua tratando a música como pergunta.

SERVIÇO:

TODOS OS OLHOS

Documentário

Direção: Jorge Brennand Junior

Produção: Eureka Imagens e Ideias

Realização: SescTV

Duração: 105 minutos

Classificação indicativa: Livre

Para sintonizar o SescTV: 

Consulte sua operadora ou assista online em sesctv.org.br/noar

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Mais informações em sesctv.org.br.

SOBRE O SESCTV

O SescTV é um canal de difusão cultural do Sesc em São Paulo, distribuído gratuitamente, que tem como missão ampliar a ação do Sesc para todo o Brasil. Sua programação é constituída por espetáculos, documentários, filmes e entrevistas. As atrações apresentam shows gravados ao vivo com variadas expressões da música e da dança contemporânea. Documentários sobre artes visuais, teatro e sociedade abordam nomes, fatos e ideias da cultura brasileira em conexão com temas universais. Ciclos temáticos de filmes e programas de entrevistas sobre literatura, cinema e outras linguagens artísticas também estão presentes na programação.

(Com João Cotrim/Assessoria de Imprensa SescTV)

Oito em cada 10 pets adotados no Brasil vêm de resgates de rua ou redes informais, aponta pesquisa

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Imagem de SC_Media2 por Pixabay.

O último dia 4 de abril marcou o Dia Mundial do Animal de Rua, uma data importante para se colocar luz no tema do abandono animal e quanto a adoção responsável é relevante. No Brasil, o ato de adotar um animal de estimação é movido predominantemente pelo afeto e por redes de contatos pessoais, deixando as instituições formais em segundo plano. É o que revela a nova pesquisa GoldeN/Opinion Box. Segundo os dados, 80% dos pets adotados no país foram resgatados diretamente das ruas (34%) ou repassados por amigos e conhecidos (46%), enquanto abrigos e ONGs respondem por apenas 9% das adoções cada.

Mesmo com o tema da adoção em evidência, ainda são cerca de 30 milhões de animais abandonados no Brasil, segundo a OMS. E a pesquisa indica que as adoções por meio de ONGs e abrigos estão ainda em um patamar secundário, desenhando um retrato da “adoção à brasileira”: um ato de solidariedade que acontece, em grande parte, fora das estruturas formais. “Nosso objetivo com esta pesquisa foi ir além dos números para entender a alma do processo de adoção no Brasil”, afirma Felipe Mascarenhas, Head de Marketing de GoldeN. “Os dados mostram uma nação apaixonada por animais, que se mobiliza de forma orgânica para dar lares a quem precisa. Mas também revelam desafios financeiros e comportamentais que levam ao abandono e à necessidade urgente de dar suporte a esses tutores.”

A pesquisa também confirma o reinado do “vira-lata” (SRD) nos lares do país, sendo a maioria entre os gatos (75%) e a “raça” mais comum entre os cães (28%). No entanto, os dados acendem um alerta: 60% dos brasileiros concordam que ainda existe preconceito contra animais sem raça definida, enquanto uma esmagadora maioria de 86% acredita que a adoção de SRDs deveria ser mais incentivada.

Os desafios da posse responsável

Tão importante quanto adotar é a responsabilidade que essa decisão envolve. Quando a realidade pós-adoção se impõe, os desafios práticos são os principais motivos que levariam um tutor a devolver um animal. Segundo o estudo, “problemas financeiros” (48%) e “problemas de comportamento do pet” (39%) são as maiores barreiras para a permanência do animal no lar.

A pesquisa também expõe um conflito de gerações: enquanto os tutores mais jovens (18 a 29 anos) enfrentam a instabilidade financeira como principal obstáculo, os mais maduros lidam com a falta de tempo e os desafios de comportamento do pet, mostrando que cada fase da vida exige um tipo diferente de suporte para garantir a posse responsável.

Como solução, a população aponta um caminho claro: o apoio – 87% dos entrevistados concordam que suporte e orientação após a adoção ajudariam a evitar o abandono, com destaque para o desejo por consultas veterinárias gratuitas ou com desconto (65%) e campanhas educativas sobre posse responsável (55%). “A população não está apenas apontando os problemas, mas também entregando o mapa da solução: mais acesso à saúde veterinária e mais educação. É nosso dever, como parte deste ecossistema, ouvir e agir, transformando esses dados em ferramentas que realmente ajudem o tutor a superar os desafios do dia a dia”, conclui Felipe Mascarenhas.

Campanha para conscientização “troca” cão de Paolla Oliveira

E justamente para chamar a atenção sobre a causa e incentivar mais adoções, GoldeN “trocou” o cão Chopp da atriz Paolla Oliveira. Com mais de 40 milhões de seguidores nas redes sociais, Paolla Oliveira é uma grande ativista da causa da adoção animal e durante três dias, um cão “sósia”, disponível para adoção, viveu as melhores horas do dia como se fosse o pet da atriz.

No dia 4 de abril, a atriz revelou a troca e avisou que o cão, da ONG Adote um Bichinho RJ, está disponível para a adoção. A campanha, criada pela Euphoria Creative, tem o objetivo de chamar a atenção para a causa, dando visibilidade para cães e gatos que estão à procura de um novo lar.

Para ampliar essa exposição, no site de GoldeN (https://premierpet.com.br/adote) também foi disponibilizado um portal com informações de ONGs parceiras em todo o Brasil, facilitando o contato entre futuros tutores e animais que aguardam a adoção. “A causa da adoção é cada dia mais relevante no cotidiano dos brasileiros, como mostrou a pesquisa. Com a nossa ação, queremos dar visibilidade ao tema e ajudar a transformar as vidas dos milhares de pets que esperam por um lar”, afirma o executivo.

Exposição Virtual ‘A Vida que Compartilhamos’ dá rosto aos dados da pesquisa

O dia 4 de abril também marca o início da exposição “A Vida que Compartilhamos”, uma parceria de GoldeN com o Museu da Pessoa. A ideia é mostrar esses laços entre pets e tutores, provando o quanto a vida pode ser transformada com a presença de um cão ou gato em uma casa.

O afeto observado na pesquisa é materializado na exposição, que além de mostrar histórias reais, incentiva tutores a contarem as suas próprias histórias de vida com os seus pets. A exposição virtual tem acesso gratuito.

“Vida que Compartilhamos” é uma exposição sobre como os pets passaram a ocupar um lugar importante na história social brasileira. A tese que orienta a comunicação é: os vínculos com cães e gatos revelam transformações profundas na forma como vivemos, amamos, envelhecemos e enfrentamos crises. Os pets que deixaram de ser companhias domésticas e passaram a ser agentes biográficos. Eles atravessam gerações, substituem silêncios, sustentam lutos e reconfiguram a ideia de família. Uma leitura sobre o Brasil contemporâneo. Acesse a exposição em https://memo.museudapessoa.org/a-vida-que-compartilhamos/.

(Com Jessica Azevedo Rocha dos Santos/Current Global)

Teatro da Unicamp recebe espetáculo do universo de Oppenheimer

Campinas, SP, por Kleber Patricio

Espetáculo “O Legítimo Pai da Bomba Atômica” chega a Campinas com duas sessões gratuitas. Fotos: Mari Jacinto.

O espetáculo teatral “O Legítimo Pai da Bomba Atômica” será apresentado em Campinas (SP) no dia 24 de abril, no auditório do Instituto de Artes da Unicamp, em duas sessões: 16h e 19h. A peça leva ao palco reflexões sobre ciência, política, ética e os impactos da criação da bomba atômica, ampliando debates que ganharam visibilidade recentemente com o sucesso do filme Oppenheimer. A entrada é gratuita, limitada à capacidade do espaço.

Com texto do premiado dramaturgo Murilo César Dias e direção de Gabriela Rabelo, a peça aborda questões históricas, técnicas e políticas relacionadas à criação da bomba atômica e suas consequências até os dias atuais. A montagem também propõe uma reflexão sobre cultura de paz e o uso de armas de destruição em massa na resolução de conflitos.

Inspirada na história real do físico húngaro Léo Szilárd, a peça acompanha o dilema moral do cientista ao perceber que sua descoberta científica poderia ser utilizada como arma devastadora. A narrativa traz para a cena personagens históricos como Albert Einstein, o presidente norte-americano Harry Truman e o general Groves, além da médica Gertrude Weiss, esposa de Szilárd. A trama expõe o caminho entre a descoberta científica e sua aplicação como instrumento de destruição em massa, responsável pelo extermínio de centenas de milhares de pessoas nas cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki.

Com elenco formado por atores nipo-brasileiros, peça aborda a trajetória do físico Léo Szilárd.

O elenco é formado exclusivamente por atores nipo-brasileiros. São eles: Beatriz Diaféria, Edson Kameda, Gilberto Kido, Ricardo Oshiro e Ulisses Sakurai, o que também reforça o debate sobre etnicidade e representatividade no teatro brasileiro. De acordo com o produtor executivo, Rogério Nagai, a proposta da montagem é provocar reflexões contemporâneas. “Nosso objetivo é ajudar a disseminar uma cultura de paz, promovendo um debate sobre o sentido das armas de destruição através da história real de Léo Szilárd. Ao mesmo tempo, convidamos o público a refletir sobre a estupidez da guerra e das armas criadas com o avanço da ciência. Também reafirmamos que atores nipo-brasileiros podem interpretar personagens sem os estereótipos que historicamente marcaram essas representações”, afirma.

Para a diretora Gabriela Rabelo, o espetáculo dialoga diretamente com o cenário geopolítico atual. “As guerras mundiais não terminaram — elas apenas mudaram de nome. Conflitos como Guerra Fria, guerra na Síria, guerra na Ucrânia, guerra no Irã mostram que a humanidade continua desenvolvendo armas cada vez mais destrutivas. Precisamos refletir sobre isso”, destaca.

PROJETO 

A montagem integra o projeto Sobreviventes pela Paz, que teve início em 2013 com o espetáculo Os Três Sobreviventes de Hiroshima, realizado em parceria com sobreviventes do bombardeio atômico. A iniciativa busca discutir grandes tragédias da humanidade por meio da arte, abordando temas como resiliência, empatia, cultura de paz e superação.

HISTÓRICO 

Premiado na 6ª edição do Prêmio Zé Renato de Teatro, da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo, o espetáculo também foi indicado ao Prêmio Aplauso Brasil nas categorias Melhor Figurino e Melhor Dramaturgia. Desde sua estreia, a peça já passou por diversos teatros da capital paulista e realizou turnê por cidades do interior e litoral, incluindo Sertãozinho, Registro, Santos, São Carlos e Piracicaba, além da cidade de Campo Grande (MS).

FICHA TÉCNICA

Elenco: Beatriz Diaféria, Edson Kameda, Gilberto Kido, Ricardo Oshiro e Ulisses Sakurai| Direção: Gabriela Rabelo | Texto:  Murilo Dias César | Locução, voz em off e design e operação de vídeo mapping: Alexandre Mercki| Cenografia e Figurinos: Telumi Hellen | Preparação corporal: Lilian Domingos | Criação musical: Yugo Sano Mani | Criação de luz: Andreia Teixeira | Operação de luz: Ícaro Zanzini | Assistência de direção: Edson Kameda l Produtor executivo: Rogério Nagai | Produção: Coletivo Oriente-se e Nagai Produções. Design gráfico e assessoria em mídias sociais: Lol digital | Assessoria de Imprensa: Samanta De Martino.

A realização do espetáculo O Legítimo Pai da Bomba Atômica é do Ministério da Cultura e da Secretaria da Cultura, Economia e Indústrias Criativas do Estado de São Paulo, e tem apoio cultural de Espaço Mind, Consulado da República da Lituânia, Instituto Cultural Brasil – Coréia, Dcult, PROEEC e Unicamp, e produção do Coletivo Oriente-se em coprodução com a Nagai Produções.

Vídeo aqui.

SERVIÇO:

Espetáculo O Legítimo Pai da Bomba Atômica

Data: 24 de abril | Horários: 16h e 19h | Duração: 90 minutos

Local: Auditório do Instituto de Artes da Unicamp – Endereço: Rua Elis Regina, 50 – Cidade Universitária, Campinas (SP) – mapa aqui

Ingressos: Gratuitos, com reserva antecipadas pela plataforma Sympla clicando aqui ou por ordem de chegada.

Classificação: a partir de 10 anos l Capacidade: 186 lugares

Acessibilidade: Local acessível com rampas, elevador para o palco e espaços reservados para pessoas em cadeira de rodas

Mais informações: (11) 98240-8375

Instagram @nagaiproducoes.

(Com Samanta De Martino/Armazém da Notícia)

Paulinho da Viola chega com a turnê “Quando O Samba Chama” ao Qualistage

Rio de Janeiro, RJ, por Kleber Patricio

Paulinho da Viola por @marcosoliveirapht.

Na poesia de Paulinho da Viola, o mar surge como símbolo de grandeza, mistério, destino e imaginação. Canções como “Mar Grande”, “Cidade Submersa”, “Timoneiro”, “Pra jogar no oceano” e “Argumento” encontram na força da água um simbolismo para muitas questões do amor e do destino. Uma outra metáfora menos conhecida na poesia de Paulinho é a da chama. Não é o mesmo que o fogo, que arde e representa a paixão, o impulso e o desejo. A chama é o que permanece vivo por um longo tempo, é o que não se extingui ainda que muitos pensam que não está mais lá. A chama é perene, ao contrário do fogo que queima abruptamente.

A chama do samba permanece acesa em Paulinho da Viola perto de completar 6 décadas de carreira. Esta chama não apenas o ilumina, mas o chama no sentido de convocá-lo para como diz o verso de uma de suas músicas, repartir a sua luz: 

Mas se o tempo se acha no sol do poente

E do céu se retira um pedaço do azul

O poeta ressurge e lança no ar a semente

E reparte feliz a sua luz

Quando o samba chama

(Paulinho da Viola)

Neste novo show, Paulinho da Viola vai em busca de sambas que não toca nos palcos há algum tempo, ao lado de grandes sucessos que não podem faltar como: “Foi um rio que passou em minha vida”, “Argumento”, “Onde a dor não tem razão” e “Pecado Capital”, entre outros.

“Quando O Samba Chama” é um convite para celebrar a luz que o poeta reparte tanto com o público que o acompanha há muito tempo, quanto com aqueles que a cada dia descobrem em Paulinho da Viola um novo mar de poesia e música.

Paulinho da Viola é um dos maiores ícones do samba e da música popular brasileira. Ao longo de quase seis décadas de carreira, construiu uma obra marcada pela elegância e pela sofisticação, sempre enraizada na tradição da cultura popular do país.

Criado em um ambiente profundamente musical, no bairro de Botafogo, na zona sul do Rio de Janeiro, teve desde cedo contato com grandes nomes da música. Filho do violonista Cesar Faria, cresceu acompanhando encontros musicais em casa, onde circulavam artistas como Pixinguinha e Jacob do Bandolim, referências fundamentais para sua formação.

A relevância de sua obra vai além do sucesso popular de clássicos como “Foi um rio que passou em minha vida”, “Coração Leviano”, “Pecado Capital”, “Timoneiro” e “Dança da Solidão”. Seu trabalho dialoga com diferentes tradições musicais, como o choro, o samba, o universo das escolas de samba e até a vanguarda dos anos 1960.

Por isso, falar da música popular brasileira é, inevitavelmente, abrir espaço para a trajetória e a contribuição singular de Paulinho da Viola.

 

Sábado – 18 | ABRIL

Qualistage

Endereço: Avenida Ayrton Senna, 3000, Barra da Tijuca, Rio de Janeiro – RJ

Show às 21h30 | Casa abre 19h30

A partir de R$ 65,00

Venda: https://qualistage.com.br/paulinho-da-viola

Vendas também na Bilheteria Oficial: Shopping Via Parque – Av. Ayrton Senna, 3000 – Barra da Tijuca – RJ

De segunda a sábado das 11h às 20h / domingo e feriados das 13h às 20h

Em dias de shows o horário de atendimento sofre alterações. Confira a programação do local.

Capacidade: 9 mil pessoas em pé ou 3.500 sentadas

O espaço possui acessibilidade

Classificação: a partir de 18 anos.

(Com Rozangela Silva/BT Comunicação)

“BRACE”, espetáculo de dança do moçambicano Edivaldo Ernesto, faz curta temporada no Sesc Belenzinho

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Pela primeira vez no Brasil, aclamado coreógrafo e bailarino moçambicano apresenta espetáculo de dança solo. Crédito da foto: Albert Vidal.

Em curta temporada no Sesc Belenzinho, o espetáculo “Brace” será apresentado de 9 a 12 de abril de 2026, com apresentações quinta a sábado, às 21h30, e domingo, às 17h. Os ingressos variam de R$15 a R$50. Em Brace, o coreógrafo moçambicano Edivaldo Ernesto convida a experimentar o corpo em sua tensão mais extrema: o instante antes da colisão, a fração de segundo entre o impacto e a recuperação. A obra, com passagem pela Itália, Grécia e Eslováquia, é um campo de forças onde o movimento nasce do colapso, da resistência e do impulso de continuar.

Brace, em inglês, significa “preparar-se para o impacto”. E é exatamente essa preparação – física, emocional e sensorial – que se torna matéria-prima da criação. Trata-se de uma performance que não busca a beleza do gesto, mas sim a sua verdade mais visceral e potente. Cada ação parece emergir de um estado de risco real onde o corpo não apenas performa, mas sobrevive.

Inspirado no percurso dos Mwene Mutapa e Zulos, Edivaldo Ernesto constrói uma narrativa que atravessa memória, ancestralidade e autoficção. A obra acompanha um viajante que, ao percorrer rastros fragmentados do passado, toma consciência do seu legado e do seu lugar no presente. Seguir essas pistas torna-se um desafio – há lacunas, silêncios e um passado incompleto ou, talvez, um passado que nunca foi devidamente escrito. O viajante inventa caminhos e para acessar os saberes de seus antepassados, Brace cria a sua própria mitologia, transformando o corpo em território de reconstrução e autoficção.

Sobre o artista Edivaldo Ernesto | A Dança como Resistência, Raiz e Revolução

Nascido em Moçambique e radicado na Alemanha, Edivaldo Ernesto é coreógrafo, intérprete e educador, seu trabalho rompe fronteiras geográficas e estéticas ao fundir, com intensidade e originalidade, a linguagem da dança improvisação. Com uma trajetória iniciada nas danças tradicionais moçambicanas e africanas, Edivaldo Ernesto integrou os grupos como Ussoforal em Moçambique. É especialista nas técnicas Flying Low e Passing Through, criadas pelo renomado artista venezuelano David Zambrano, com quem atua desde 2010 como assistente e intérprete. Desde 2007, é membro da companhia Sasha Waltz & Guests, na Alemanha, colaborando em diversas criações e viajando internacionalmente.

Criador dos workshops “Depth Movement” e “Next Level”, Edivaldo desenvolveu uma metodologia singular de improvisação e composição de movimento, a qual leciona já há 10 anos em diversos países e Universidades Internacionais.

Sua linguagem corporal visceral e autêntica o levou a palcos de todo o mundo, participando de festivais de prestígio na Europa, Ásia e América Latina. Entre suas criações autorais, destacam-se o solo Tears (2015), Brace (2022) e Mystical Self (2024), obras que confirmam sua capacidade de traduzir experiências profundas do corpo e da existência em coreografias de alta densidade emocional e física.

Edivaldo Ernesto não dança apenas com o corpo: ele dança com a história, com a urgência e com o espírito. Sua arte é um convite à escuta, ao risco e ao reencontro com a potência do movimento como linguagem.

Ficha Técnica:

Direção e Performance

Edivaldo Ernesto

Desenho de Luz e Técnico (DE)

Jörg Bittner

Produção (DE)

Melissa Figueiredo

Produção Executiva

Joana Pegorari

Produção de Elenco

Biagio Pecorelli

Técnico de Luz

Nicolas Marchi

Técnico de Som

André Telles

Produção Artística (BR)

Alex Bartelli

Agenciamento e Produção Brasileira

Azayah

SERVIÇO:

Espetáculo Brace

Dias: De 9 a 12 de abril | Quinta a sábado, às 21h30; domingo, às 17h.

Ingressos: R$ 50,00 (inteira); R$ 25,00 (meia-entrada); R$ 15,00 (Credencial Plena).

Vendas no portal sescsp.org.br e nas bilheterias das unidades Sesc.

Local: Sala de Espetáculos II (130 lugares).

Duração: 60 min.

Classificação: A partir de 14 anos.

Sesc Belenzinho

Endereço: Rua Padre Adelino, 1000. Belenzinho – São Paulo (SP)

Telefone: (11) 2076-9700 | sescsp.org.br/Belenzinho

Estacionamento: De terça a sábado, das 9h às 21h. Domingos e feriados, das 9h às 18h.

Valores: Credenciados plenos do Sesc: R$ 8,00 a primeira hora e R$ 3,00 por hora adicional. Não credenciados no Sesc: R$ 17,00 a primeira hora e R$ 4,00 por hora adicional.

Transporte público: Metrô Belém (550m) | Estação Tatuapé (1400m)

Sesc Belenzinho nas redes: Facebook | Instagram | YouTube: @sescbelenzinho.

(Com Priscila Dias/Sesc Belenzinho)