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Livro detalha estrutura do abuso narcisista e revela como relações tóxicas se formam

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Capa do livro.

O abuso emocional não surge de forma explícita, mas se constrói por etapas. O início costuma ocorrer por meio do encantamento, e em seguida, surgem desvalorização e instabilidade emocional, até chegar ao descarte ou afastamento. Esse ciclo se repete, cria um padrão previsível e mantém a vítima emocionalmente envolvida. O livro Liberdade com Propósito”, escrito pelo psicólogo Felipe S. Rosenberg, publicado pela Edições 70, selo do Grupo Editorial Alta Books, analisa o funcionamento das relações abusivas. O que o autor chama de “O Labirinto Narcisista”, são os vínculos afetivos aparentemente intensos que se transformam em estruturas de controle psicológico.

Segundo Rosenberg, esse processo não representa falha individual, mas um sistema estruturado. “Você não viveu um amor imperfeito. Você sobreviveu a um ciclo previsível, com nome e estrutura”, afirma o autor ao explicar a lógica da repetição emocional.

Liberdade com Propósito aborda mecanismos como gaslighting, silêncio punitivo e chantagem emocional. Essas estratégias atuam diretamente na percepção da vítima, que passa a duvidar da própria realidade. O livro descreve como essa dinâmica enfraquece a autonomia emocional e cria dependência afetiva progressiva.

Outro ponto central da análise envolve fatores neuro emocionais. O livro destaca a liberação de substâncias como dopamina e ocitocina no início da relação, o que reforça o vínculo mesmo diante de comportamentos abusivos. Essa combinação entre química cerebral e manipulação psicológica ajuda a sustentar o apego.

Felipe reforça que compreender o funcionamento do abuso representa o primeiro passo para a ruptura. “Liberdade emocional começa quando você reconhece padrões”, escreve, ao destacar a importância da consciência no processo de saída.

Liberdade com Propósito alerta o leitor para, em vez de buscar respostas no comportamento do outro, direciona o olhar para a identificação de padrões e para a reconstrução da própria percepção emocional.

Sobre o autor:

Foto: Divulgação.

Felipe S. Rosenberg é psicólogo clínico, terapeuta de casais e escritor. Atua com foco em relacionamentos abusivos, ansiedade, neuro divergências e reconstrução da identidade emocional. É criador do conceito de Alzheimer Emocional e fundador da Psicologia do Propósito. Nas redes sociais, desenvolve o projeto Descobrindo o Sentido, onde compartilha reflexões sobre saúde emocional, propósito, relacionamentos e desenvolvimento humano. É autor dos livros Descobrindo como lidar com o TDAH, Ansiedade Transformada, Além do Burnout e Liberdade com Propósito.

 

 

 

SERVIÇO:

Livro: Liberdade com Propósito

Autor: Felipe Rosenberg (@descobrindoosentido)

Editora: Edições 70 – Grupo Editorial Alta Books

Disponível em pré-venda através do link.

(Com Marcelo Boero/Aspas e Vírgulas)

Galatea percorre oito décadas da arte brasileira em nova coletiva

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Benedito Calixto, Santos de Outrora, 1880. Fotos: Ding Musa.

Desde 28 de maio, a Galatea exibe “Memórias particulares — Oito décadas de arte brasileira”, coletiva que reúne obras mantidas durante décadas em um acervo privado, longe do circuito expositivo, muitas delas raramente vistas em público.  Com caráter museológico, a mostra apresenta trabalhos produzidos entre as décadas de 1880 e 1980 por artistas como Alfredo Volpi, Alberto da Veiga Guignard, José Pancetti, Di Cavalcanti, Candido Portinari, Anita Malfatti, Lasar Segall e Benedito Calixto, agora organizados em um percurso curatorial e expográfico desenvolvido especialmente para a ocasião.

Mais do que uma reunião de obras históricas, a mostra revela um imaginário específico de país entre o final do século XIX e ao longo do século XX. O núcleo principal da exposição atravessa um Brasil associado à modernização, à arquitetura, articulado também pelo pensamento geométrico e pela cultura popular, um país que se emoldura por tintas que evidenciam modificações paisagísticas no universo agrário, urbano e litorâneo, assim como privilegiam a exposição de um volume relevante da produção artística nacional.

Lasar Segall, Figura no Cavalete, sem data.

Das cenas portuárias de Benedito Calixto às composições de Alfredo Volpi, passando pelas marinhas de José Pancetti, pelas figuras de Di Cavalcanti e pelas paisagens de Alberto da Veiga Guignard, a seleção aproxima artistas brasileiros de diferentes gerações, com trajetórias de amplitude nacional e internacional, em torno de um mesmo horizonte simbólico.

Entre os destaques estão duas pinturas raras de Guignard, incluindo a monumental Paisagem Imaginária (1952), além de um núcleo de marinhas de Pancetti e de um conjunto significativo de obras de Di Cavalcanti realizadas entre as décadas de 1940 e 1960. Também ganham relevância os trabalhos de Volpi e Milton Dacosta, cujas produções dialogam diretamente com a consolidação de uma linguagem moderna ligada à geometria e à arquitetura nacional.

Memórias particulares – Oito décadas de arte brasileira reúne célebres artistas brasileiros em um uma curadoria permeada por obras que rememoram a relevância histórica de seus autores, mas que visibilizam um acervo que permaneceu durante décadas fora de circulação pública. Apresentadas em conjunto, elas evidenciam aproximações formais e afinidades visuais entre diferentes gerações da arte brasileira.

Artistas presentes: Agostinho Batista de Freitas, Aldo Bonadei, Alfredo Volpi, Anita Malfatti, Arthur Luiz Piza, Benedito Calixto, Candido Portinari, Di Cavalcanti, Alberto da Veiga Guignard, Flávio de Carvalho, Gustavo Rosa, José Pancetti, João Carlos Galvão, Lasar Segall, Milton Dacosta, Megumi Yuasa, Samson Flexor e Victor Brecheret.

Sobre a Galatea

Alfredo Volpi, composição com arcos (1964).

Sob o comando dos sócios Antonia Bergamin, Conrado Mesquita e Tomás Toledo, a Galatea conta com dois espaços vizinhos na cidade de São Paulo: a unidade localizada na Rua Oscar Freire, 379 e a nova unidade localizada na Rua Padre João Manuel, 808. A galeria também tem uma sede em Salvador, na Rua Chile, 22, no centro histórico da capital baiana.

A Galatea surge a partir das diferentes e complementares trajetórias e vivências de seus sócios-fundadores: Antonia Bergamin, que foi sócia-diretora de uma galeria de grande porte em São Paulo; Conrado Mesquita, marchand e colecionador especializado em descobrir grandes obras em lugares improváveis; e Tomás Toledo, curador que contribuiu para a histórica renovação institucional do MASP, saindo em 2022 como curador-chefe.

Com foco na arte brasileira moderna e contemporânea, trabalha e comercializa tanto nomes consagrados do cenário artístico nacional quanto novos talentos da arte contemporânea, além de promover o resgate de artistas históricos. Idealizada com o propósito de valorizar as relações que dão vida à arte, a galeria surge no mercado para reinventar e aprofundar as conexões entre artistas, galeristas e colecionadores.

SERVIÇO:

Memórias particulares — Oito décadas de arte brasileira

Local: Galatea Padre João Manuel

Endereço:  R. Padre João Manuel, 808 – Térreo, São Paulo – SP, 01411-001

Período expositivo: 28 de maio a 25 de julho de 2026

Horários: Segunda a quinta: 10h às 19h; sexta: 10h às 18h; sábado: 11h às 17h

Ingresso: Gratuito

Mais informações: https://www.galatea.art/

Instagram: @galatea.art_.

(Com Edgard França/Cor Comunicação)

Amor nas alturas: passeios de balão na lista de presentes para o Dia dos Namorados

Boituva, SP, por Kleber Patricio

Dalton e Karen. Fotos: Divulgação/Decola Boituva

Esqueça as filas em restaurantes e os presentes em caixas. No Dia dos Namorados de 2026, a tendência que domina o mercado de lazer e turismo é a experiência contemplativa. Em Boituva, capital nacional do balonismo turístico, casais saem do roteiro tradicional para celebrar da data ao nascer do sol.

O movimento faz parte de um fenômeno global pós-digital: a troca de bens materiais por memórias compartilhadas, refletindo um público que prioriza exclusividade, com direito a café da manhã e pedidos de casamento a mil metros de altitude.

Mais do que um passeio, a experiência nas alturas passou a integrar uma tendência crescente de consumo voltada à criação de memórias afetivas. Com voos ao amanhecer, vista panorâmica da cidade e experiências, o balonismo tem atraído casais em busca de celebrações diferenciadas, longe dos formatos tradicionais de presentes. Além disso, é o motor de uma cadeia que movimenta a hotelaria e a gastronomia local. “O casal que vem voar não investe apenas com o passeio de balão. Eles buscam hotéis aconchegantes e jantares harmonizados, elevando o padrão do turismo regional”, explica Ricardo de Almeida, representante do Projeto Decola Boituva.

Para atender à demanda crescente, as operadoras se transformam em verdadeiras agências de eventos aéreos. Entre os diferenciais mais buscados estão voo VIP, catering premium (brindes com espumantes) e fotos e café da manhã.

Turismo de experiência impulsiona buscas por celebrações personalizadas e momentos memoráveis em Boituva.

A profissionalização do setor, impulsionada por iniciativas como o Projeto Decola Boituva, colocou a cidade em evidência. A expectativa é que nos finais de semana do mês de junho, os voos realizados pelos operadores do Projeto aumentem 50%. “Hoje, o luxo não é o que você compra, mas o que você sente. Existe um movimento muito forte de valorização das experiências. Muitos casais preferem investir em momentos que gerem conexão e memória afetiva, com a vista que outro presente não é capaz de replicar”, afirma Ricardo de Almeida, representante do Projeto Decola Boituva. “O passeio de balão proporciona exatamente isso: uma experiência contemplativa, exclusiva e emocional”, afirma Almeida.

Para viver uma experiência extraordinária, escolha um operador participante do Projeto Decola Boituva. Informações e reservas: decolaboituva.com.br.

Sobre Projeto Decola Boituva | O Projeto Decola Boituva reúne operadores de balonismo turístico de Boituva (SP) que têm por objetivo fomentar a atividade no destino, evidenciando que o projeto também segue as novas medidas de segurança da atividade, alinhadas às normas vigentes da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC). A ação também conta com apoio de fábricas de balão, hotéis, bares e restaurantes da capital nacional do balonismo turístico.

(Com Rosi Silva Veronezzi/MAPA360)

Pedreira Paulo Leminski impulsiona Curitiba como polo de festivais de música

Curitiba, PR, por Kleber Patricio

Mais da metade dos eventos desse porte realizados na capital em 2025 aconteceram no espaço, localizado no Parque Jaime Lerner, segundo dados do Mapa dos Festivais. Fotos: Vinicius Grosbelli.

Um line-up forte deixou de ser o único fator decisivo para o sucesso de um festival. A experiência do público depende também da estrutura da cidade, da mobilidade, da rede hoteleira, da gastronomia e da capacidade de oferecer vivências além dos shows. É justamente essa combinação que vem consolidando Curitiba e a Pedreira Paulo Leminski, localizada no Parque Jaime Lerner, entre os polos desses grandes eventos no país.

Somente em 2025, de acordo com dados do Mapa dos Festivais, mais da metade dos festivais realizados na capital paranaense aconteceram na Pedreira.  O CEO do Parque, Helio Pimentel, reforça que o local reúne características que hoje são fundamentais. “Falamos de contato com a natureza, capacidade de público, possibilidade de montagem de diversas estruturas e uma experiência integrada com a cidade. Isso, sem dúvida alguma, faz com que Curitiba se destaque cada vez mais no cenário nacional de entretenimento”, reconhece.

Para o público que vem de fora, completa Pimentel, a cidade proporciona uma combinação de organização e estrutura urbana, áreas verdes e experiências culturais que contribuem para tornar o destino ainda mais atrativo. “Além de movimentar a economia da cidade, hotéis, restaurantes e outros atrativos turísticos”, diz. “E nem é preciso ir muito longe: o próprio Parque Jaime Lerner já conta com a Rua da Música, que oferece experiências gastronômicas e apresentações de música instrumental ao longo do dia”, completa.

Música com experiências

Edição anterior (2024) do Coolritiba.

O ano de 2026 tem tudo para manter a Pedreira Paulo Leminski na liderança dos festivais. O espaço já recebeu o Warung Day Festival, dividindo o protagonismo com a Ópera de Arame, outro atrativo do Parque. E se prepara para sediar mais uma edição do Festival Coolritiba 2026, com line-up totalmente nacional e o conceito de unir as apresentações à sustentabilidade e experiências.

A expectativa para este ano também é impulsionada pelo sucesso da edição de 2025, que reuniu quase 20 mil pessoas na Pedreira Paulo Leminski em mais de 14 horas de programação. O festival reforçou sua proposta de diversidade artística ao reunir nomes de diferentes estilos musicais, transitando entre MPB, Pop, Trap e Piseiro, além de consolidar o evento como um dos principais encontros culturais do calendário nacional.

Para 2026, a programação distribuída em dois palcos deve ampliar ainda mais essa experiência imersiva, com atrações como Dominguinho (João Gomes, Jota.pê e Mestrinho) Marina Sena, Lagum, Gilsons, Seu Jorge, Criolo, Djonga e Céu ao longo de 12 horas de apresentações. Mais do que um festival de música, o Coolritiba fortalece o posicionamento da Pedreira Paulo Leminski como um espaço multifuncional para grandes eventos, conectando entretenimento, turismo, economia criativa e ações de impacto social em Curitiba.

Sobre o Parque Jaime Lerner

O Parque Jaime Lerner é um complexo cultural e ambiental que integra, por meio da Rua da Música, dois dos maiores ícones do entretenimento brasileiro: a Ópera de Arame e a Pedreira Paulo Leminski. Com mais de 115 mil m² de área preservada, o espaço consolida-se como um dos principais cartões-postais e pontos turísticos de Curitiba, servindo como ponto de encontro vibrante para moradores e visitantes em busca de arte e cultura.

O complexo oferece infraestrutura completa, incluindo o Vale da Música (palco flutuante com música instrumental diária), o estúdio Geração Pedreira (projeto acústico de alta performance e curadoria de instrumentos e tecnologias de referência mundial), o Espaço Paulo Leminski (memorial interativo sobre vida e obra do poeta curitibano), o Mirante da Ópera de Arame ( para registros fotográficos) e a Rua da Música – polo gastronômico que abriga seis cinco restaurantes, além de programação musical com artistas locais. Sob gestão da DC Set Group desde 2012, o parque recebe anualmente cerca de 2 milhões de pessoas.

Patrocinadores e Apoiadores: O Parque Jaime Lerner conta com patrocínio de Electrolux e Heineken e apoio da Red Bull, enquanto o Vale da Música é apresentado pelo Ministério da Cultura e Bradesco com apoio de Sem Parar, marcas que também assinam a Rua da Música.

Horário de funcionamento: Terça a domingo, das 10h às 18h (sujeito a alterações em dias de grandes eventos). Rua da Música, consulte os horários diferenciados.

Instagram: @parquejaimelerner, @ruadamusicaoficial @operadearameoficial e @pedreirapauloleminski.

Site: https://parquejaimelerner.com.br/

Endereço: Rua João Gava, 970 – Abranches, Curitiba – PR.

(Com Maria Coelho/V3 Comunicação)

Simões de Assis apresenta exposição sobre pioneirismo abstrato de Cícero Dias

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Sem título, Década de 50 – 1950’s, Cícero Dias. Foto: Ana Pigosso.

No dia 2 de junho, a Simões de Assis inaugura, em São Paulo, a exposição “Cícero Dias – Pioneiro da Arte Abstrata no Brasil”, com texto crítico do curador e historiador Gerardo Mosquera. Em cartaz até 18 de julho, a mostra apresenta um conjunto de obras que evidencia o papel singular do artista como precursor de uma linguagem abstrata desenvolvida antes da consolidação do concretismo no país.

A exposição reúne trabalhos produzidos entre as décadas de 1940 e início dos anos 1960, período em que Dias transita da figuração para a abstração. Nas telas dos anos 1940, formas orgânicas começam a dissolver a imagem figurativa; na década seguinte, surgem composições geométricas mais estruturadas. Ao longo desse percurso, sua produção revela-se em constante transformação, articulando elementos líricos e construtivos entre o rigor formal e a memória sensorial de Pernambuco.

Além da mostra

Um dos aspectos centrais da mostra é a coexistência, em uma mesma obra, entre abstração lírica e geometria. Nas pinturas da década de 1940, referências à abstração europeia dialogam com elementos cromáticos e formas que evocam a paisagem pernambucana. Já nas obras dos anos 1950 — núcleo da exposição — as composições exploram movimentos em espiral e diagonal, tensionando a geometria no espaço pictórico.

Essa produção desafia leituras estritamente formais. As obras de Dias são atravessadas por cor, luz e movimento, refletindo uma relação profunda com suas origens culturais. Como pontua Gerardo Mosquera, trata-se de uma obra que convoca “mais um olho-corpo do que um olho-máquina racionalista”.

Constant, 1962, Cícero Dias. Foto: Ana Pigosso.

A exposição também destaca a trajetória independente do artista no contexto latino-americano. Ainda no início dos anos 1940, Dias já desenvolvia experiências abstratas — um movimento que, no Brasil, só se consolidou na década seguinte com o concretismo e o neoconcretismo — antecipando tendências que marcaram gerações posteriores.

Radicado na Europa a partir do final dos anos 1930, o artista integrou o Groupe Espace e a Galeria Denise René, epicentro da arte construtiva na França, mantendo diálogo com relevantes núcleos artísticos internacionais. Ao longo de sua trajetória, manteve um contato contínuo com o Brasil, para onde viajou com frequência e onde realizou obras de grande escala.

Sobre Gerardo Mosquera

Curador, crítico, historiador de arte e escritor independente, vive e trabalha em Havana e Madri. Assessor de várias instituições e revistas internacionais. Publicou livros e ensaios em diversos países e idiomas; sendo o mais recente Beyond the Fantastic. Crítica de Arte Contemporáneo en América Latina, Universidad de Granada, 2023. Foi cofundador da Bienal de Havana, curador do New Museum of Contemporary Art, em Nova York, e Diretor Artístico da PhotoEspaña, em Madri. Realizou a curadoria de inúmeras bienais e exposições internacionais ao redor do mundo. Entre as mais recentes: Desbocadas. Retrospectiva de Yeguas del Apocalipsis, 2026, Museo de Bellas Artes, Santiago de Chile; Hot Spot. Caring for a Burning World, 2022, Galleria Nazionale d’Arte Moderna e Contemporanea, Roma; e a Guangzhou Image Triennial 2021. Recebeu o prêmio de melhor curadoria na Bienal de Cuenca 2025 e a Bolsa Guggenheim, Nova York, em 1995, entre outras distinções.

Sobre o artista 

Cicero Dias. Foto: Serge Vandercam.

Cícero Dias (1907–2003) foi um dos principais nomes da arte moderna brasileira. Nascido em Pernambuco, construiu uma trajetória entre o Brasil e a Europa ao longo do século XX. Revelado no final da década de 1920, destacou-se no cenário modernista e, a partir de 1937, estabeleceu-se em Paris, onde se aproximou de artistas como Pablo Picasso e do poeta Paul Éluard.

Sua obra transita da figuração ao abstracionismo, marcada por cores intensas e uma linguagem vibrante, sendo pioneiro na arte abstrata na América Latina. Com trabalhos em importantes coleções internacionais, Cícero Dias permanece como um elo entre a sensibilidade brasileira e as vanguardas europeias.

Cícero Dias possui trabalhos em importantes coleções como The Museum of Modern Art (MoMA), Nova York; Colección Patricia Phelps de Cisneros, Nova York; Museum of Fine Arts, Houston; Centre Georges Pompidou, Paris; Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía, Madrid; Museo de Arte Latinoamericano de Buenos Aires; Pinacoteca do Estado de São Paulo; Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo; Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro; e Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro; entre outras.

Sobre a Simões de Assis

Com mais de 40 anos de história, a Simões de Assis é uma das principais galerias da América Latina dedicadas à arte moderna e contemporânea. Inaugurada em Curitiba, Brasil, em 1984, é conduzida por duas gerações da família fundadora, operando em três sedes — São Paulo, Curitiba e Balneário Camboriú.

A galeria representa um grupo curado de 37 artistas e espólios, com foco especial na arte brasileira, mas também na arte latino-americana em diálogo com perspectivas globais. A Simões de Assis é profundamente comprometida com a internacionalização de seu programa, estabelecendo parcerias com importantes galerias, museus e curadores ao redor do mundo. Em estreita colaboração com colecionadores e instituições, busca posicionar seus artistas em importantes coleções públicas e privadas, por meio da participação regular nas feiras de arte mais relevantes – o que reflete sua visão estratégica e sua crescente atuação internacional.

Como pioneira na promoção de diálogos transgeracionais, a Simões de Assis trabalha com artistas consagrados e emergentes, construindo um programa que combina elementos históricos e uma visão voltada para o futuro. Como um projeto multigeracional, é uma plataforma de amplo alcance para intercâmbios culturais, moldando o legado da arte brasileira e latino-americana dentro de um sistema artístico globalizado e interconectado.

www.simoesdeassis.com | @simoesdeassis_fb.com/simoesdeassisgaleria

SERVIÇO:

Cícero Dias – Pioneiro da Arte Abstrata no Brasil

Entrada gratuita

Abertura: 2 de junho, terça-feira, das 18h às 21h

Período de visitação: 2 de junho a 18 de julho de 2026

Local: Galeria Simões de Assis | Alameda Lorena, nº 2050 – Jardins, São Paulo/SP

Horário de funcionamento: de segunda a sexta, das 10h às 19h, e aos sábados, das 10h às 15h.

(Com Patricia Marrese/Marrese Assessoria)