Notícias sobre arte, cultura, turismo, gastronomia, lazer e sustentabilidade

Arte & Cultura

Rio de Janeiro

Etc e Tal transforma “Dom Quixote” em uma experiência visual arrebatadora e reafirma a força da mímica brasileira no cenário contemporâneo

por Kleber Patrício

Uma das companhias mais importantes do teatro físico brasileiro, a carioca Etc e Tal apresenta Dom Quixote, espetáculo infanto-juvenil sem palavras que reinventa o clássico de Miguel de Cervantes por meio da mímica, da comicidade gestual e de uma sofisticada dramaturgia visual. A estreia acontece no dia 7 de março de 2026 no Teatro Glaucio […]

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Lazer & Gastronomia

Inglaterra

British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta “Celia”, vagão exclusivo assinado por Baz Luhrmann e Catherine Martin

por Kleber Patrício

Novo vagão é dedicado a eventos e jantares privados; espaço foi idealizado e desenhado pelo cineasta Baz Luhrmann, diretor de filmes como Moulin Rouge!, The Great Gatsby e Elvis, e pela figurinista e designer de produção Catherine Martin, quatro vezes vencedora do Oscar por seu trabalho em Moulin Rouge! e The Great Gatsby

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‘Bem-vindas, Baleias’ será realizado no Jardim Atlântico Beach Resort no próximo dia 8/6

Ilhéus, por Kleber Patricio

Fotos: Getty Images/Unsplash+.

O evento de abertura da Temporada das Baleias está se aproximando. Trata-se do ‘Bem-vindas, Baleias’, que será realizado no dia 8 de junho, domingo, no Jardim Atlântico Beach Resort, em Ilhéus, no sul da Bahia, das 9 às 17 horas. O evento convida moradores e turistas para celebrar a chegada das baleias-jubarte à região sul do estado e aprender sobre a biodiversidade marinha regional em um local privilegiado. “Mais do que ceder espaço para o evento, o Jardim Atlântico acredita na sustentabilidade como pilar para o desenvolvimento e é aliado de longa data de ações de conservação do meio ambiente e de valorização do patrimônio cultural”, diz Leila Borges, gerente-geral do resort, reforçando que o empreendimento desenvolve uma série de ações sustentáveis que combinam conforto e responsabilidade, assumindo protagonismo no turismo da região e tornando-se a melhor escolha para viajantes que buscam experiências alinhadas com as práticas do turismo consciente.

Assim como nos anos anteriores, o evento terá entrada gratuita e contará com uma extensa programação, com o compromisso com a educação ambiental e o turismo sustentável. Ele oferecerá uma ampla programação de experiência multissensorial única, que traz à tona o universo das baleias. Organizado pela Ecosul Turismo e o Projeto Baleias na Serra, essa 4ª edição nasceu também graças a patrocinadores fiéis e engajados em favor de um desenvolvimento turístico local, como o Jardim Atlântico Beach Resort, Sebrae e do Parque Científico e Tecnológico do Sul da Bahia (PCT Sul).
A temporada de baleias-jubarte na Bahia acontece entre junho e outubro, quando elas migram da Antártida para as águas quentes do litoral baiano, para acasalar e dar à luz a seus filhotes. Vale lembrar que a cidade de Ilhéus é um dos pontos onde melhor se observam as baleias-jubarte, pois devido à sua geografia excepcional, elas se agrupam perto da costa, permitindo uma experiência inesquecível de avistamento. “Nesse período, realizamos passeios de lancha sempre acompanhados por biólogos e pesquisadores. Esse engajamento nosso com a ciência, permite que o turismo se torne hoje a principal fonte de financiamento da pesquisa sobre as baleias em Ilhéus”, explica Dr. Thomas Foucart, da Ecosul Turismo, empresa pioneira nessa atividade na cidade.

A programação do Bem-vindas, Baleias, conta com limpeza da praia com o Grupo Amigos da Praia, a apresentação Contos e Cantos da Sereia, por Amanda Vidal, atrações musicais e a exibição do documentário da Ecosul Turismo Uma Temporada das Baleias na Bahia. Ainda na programação do evento, haverá contação de histórias com a Fada Dalia; aula de surf com a Escola de Surf Jabes Local; aula de Ioga com a instrutora da Casa Durga; oficina de artes com o tema Um Oceano que se Recicla; além de pintura facial e atividades lúdicas para crianças, organizadas pela equipe do Projeto Baleias na Serra. “Vai ser um dia para se divertir, aprender e aproveitar muito com a família e amigos. A temporada das baleias é muito simbólica para nós e iniciá-la com esse evento em parceria com a Ecosul Turismo, justamente no Dia Mundial dos Oceanos, torna tudo ainda mais especial”, acrescenta Maria Isabel Gonçalves, coordenadora geral do Projeto Baleias na Serra. Para mais informações sobre a programação, basta acompanhar o evento através das redes sociais.

Realização

A Ecosul Turismo, que correaliza o Bem-vindas, Baleias, 4ª edição do evento de Abertura da Temporada das Baleias, é uma empresa de ecoturismo náutico especializada na observação de baleias, golfinhos, aves e pesca. Outro correalizador é o Projeto Baleias na Serra, projeto de pesquisa e conservação executado pelo Parque Científico e Tecnológico do Sul da Bahia – PCTSul e pelo Laboratório de Ecologia Aplicada à Conservação da Universidade Estadual de Santa Cruz – LEAC/UESC.

Sobre o Jardim Atlântico Beach Resort

Construído em 1986, o Jardim Atlântico Beach Resort está sob o comando da família Machado desde 2005, quando foi ampliado e passou por um amplo processo de modernização.

Localizado a apenas dois quilômetros do aeroporto Jorge Amado e seis quilômetros do centro de Ilhéus, o resort está implantado em uma área de 34 mil metros quadrados e soma 129 apartamentos. Sua infraestrutura conta com dois restaurantes; piscinas adulto e infantil, mais um conjunto de piscinas circulares com sistema de hidromassagem climatizada, sauna a vapor, academia, quadras de tênis, vôlei de praia e beach tênis, campo de futebol, kids club, salão de jogos, sala de massagem, salão de beleza e loja de artesanato e utilidades, além de ampla área verde.

(Com Luciana Gonçalves Frei/ComunicaHub)

Clássico de Edith Wharton ganha edição de luxo no Brasil com tradução de Nara Vidal

Ribeirão Preto, por Kleber Patricio

Capa do livro.

Após o lançamento de ‘Freshwater’, de Virginia Woolf, a Degustadora Editora apresenta o segundo título do Selo Inglesa: ‘Xingu e outros contos’, da norte-americana Edith Wharton (1862–1937), primeira mulher a receber o Prêmio Pulitzer de Ficção. Com edição de luxo em capa dura e guarda personalizada, o livro já está em pré-venda e traz como diferencial a participação em um encontro on-line com a curadora e tradutora Nara Vidal e integrantes da equipe editorial.

Com humor refinado e crítica social afiada, os seis contos do livro apresentam ao leitor brasileiro uma autora pouco difundida, mas de escrita sofisticada e surpreendente. Entre os destaques estão ‘Xingu’ – que dá nome à edição – e ‘O Pelicano’, sátiras da falsa erudição e do esnobismo da elite norte-americana do início do século 20.

“Traduzir Edith Wharton tem sido um desafio e um prazer imensos. Sua escrita é sedutora, elaborada e exige da tradução uma entrega obsessiva pela palavra certa, pela ironia preservada, pelo ritmo do texto original. É um trabalho que envolve paixão e precisão”, comenta Nara. Xingu e outros contos é uma seleção feita com amor e com um cuidado imenso com o leitor brasileiro, que merece conhecer mais profundamente essa autora extraordinária”, completa a curadora e tradutora da obra. O lançamento traz ainda textos críticos assinados por Nara Vidal e pela professora e crítica literária Ligia Gonçalves Diniz.

A editora da Degustadora, Melissa Velludo, comemora o novo volume do Selo Inglesa. “Pouco traduzida no Brasil, Wharton ganha agora uma edição primorosa e acessível. Seu olhar crítico sobre as convenções sociais e sua habilidade de transitar do humor à melancolia fazem dela uma autora indispensável – sobretudo para quem se interessa pelas questões de gênero e pelas transformações sociais do século passado”, afirma.

Além do projeto gráfico refinado, o livro traz brindes na pré-venda, como ecobags, cadernetas e cartão postal exclusivo. Os leitores que adquirirem a obra antecipadamente pelo Catarse também ganham acesso a um bate-papo especial com a equipe responsável pela edição, em uma oportunidade de mergulhar ainda mais no universo de Edith Wharton e da tradução literária. A pré-venda de Xingu e outros contos é feita pelo link https://www.catarse.me/xingueoutroscontos.

Sobre o Selo Inglesa

O Selo Inglesa, criado pela Degustadora Editora, tem como proposta publicar autoras de língua inglesa em domínio público, com curadoria e tradução cuidadosas. A proposta é valorizar obras pouco conhecidas do grande público e resgatar autoras fundamentais com novos olhares. Entre os próximos lançamentos previstos pela editora estão um livro de cartas de Mary Wollstonecraft e a obra Matilda, de Mary Shelley, em edição especial de luxo.

Sobre a autora

Fotos: Divulgação.

Edith Wharton foi escritora, ensaísta e crítica literária. Além de receber o Prêmio Pulitzer de Ficção, em 1921, também foi agraciada com o título de doutora honoris causa pela Universidade de Yale. Autora de romances, contos, poesia e livros de não-ficção, Wharton se destacou por retratar com acidez e precisão os costumes da elite norte-americana de sua época.

Sobre a tradutora

Nara Vidal é escritora, professora, curadora do Selo Inglesa e tradutora de autoras como Virginia Woolf, Katherine Mansfield e Selby Wynn Schwartz. Formada em Letras pela UFRJ, é mestre em Artes pela London Metropolitan University e desenvolve um trabalho de resgate e valorização de autoras clássicas da literatura em língua inglesa.

(Com Angelo Davanço)

Exposição ‘Sobrevoo – Rogério Dias 80 anos’ celebra trajetória multifacetada de um dos grandes nomes da arte paranaense no MAC

Curitiba, por Kleber Patricio

Foto: Zig Koch.

A exposição ‘Sobrevoo – Rogério Dias 80 anos’ abriu nesta quinta-feira, dia 29 de maio, às 18h30, na Sala 9 do Museu de Arte Contemporânea (MAC), dentro do Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba. Com curadoria de Arthur L. do Carmo, a mostra celebra as oito décadas de vida e mais de cinco de produção de um dos artistas mais originais do Paraná, reunindo mais de 170 obras – muitas delas inéditas ao público. A exposição propõe um sobrevoo sensível e abrangente pela obra de Rogério Dias, destacando suas múltiplas fases e suportes.

Idealizada pela Singular Cultural, a mostra foi construída a partir de um importante esforço coletivo: obras pertencentes ao acervo do próprio MAC dialogam com peças vindas de importantes galerias de arte de Curitiba, colecionadores particulares e do próprio artista, que generosamente cedeu trabalhos e registros que ampliam a leitura de sua trajetória. A montagem aposta em uma abordagem não linear, permitindo que os diferentes momentos de sua produção se entrelacem por meio de temas recorrentes como a cor, a paisagem, a natureza, a memória e a liberdade.

Foto: Selma Albano.

Rogério Dias é conhecido por sua inventividade formal e coerência poética. Desde os anos 1970, desenvolveu uma linguagem visual marcada pela exuberância cromática, pela valorização de materiais cotidianos e por uma postura artística independente, sempre à margem de modismos e fórmulas fáceis. Sua obra inclui pinturas, aquarelas, colagens, esculturas, objetos e estudos, como os que antecederam o Painel Iguaçu – grande mural ladrilhado localizado no Centro Cívico de Curitiba, uma de suas obras públicas mais conhecidas.

Releitura da natureza

Um dos eixos estruturantes de sua poética é a releitura da paisagem. Influenciado por Cândido Portinari e pelo expressionismo abstrato de Mark Rothko, Rogério trata a paisagem como campo de cor e emoção. Em suas telas, horizontes pictóricos se desdobram em faixas cromáticas e transições sutis, evocando atmosferas de contemplação, ao invés de representações literais da natureza.

Outro momento decisivo de sua trajetória ocorreu no fim dos anos 1970, quando, inspirado por tecidos de chita vendidos na loja de sua irmã, Rogério passou a incorporar padronagens florais e populares em colagens e pinturas. Essa experimentação deu origem a uma pattern art de forte caráter tropicalista, exaltando cores vibrantes e texturas visuais locais. Críticas como Adalice Araújo reconheceram, ainda nos anos 1980, o valor histórico e estético dessa produção, que se destaca por sua originalidade e pelo diálogo com o imaginário brasileiro.

Outro Rogério

A exposição também destaca sua produção em escultura e objetos tridimensionais, criados a partir do reaproveitamento de materiais encontrados: galhos, troncos, sementes, sucatas e madeiras recolhidas em praias são combinados de maneira lúdica e simbólica, resultando em peças híbridas, que evocam seres mitológicos, máscaras populares ou pássaros prestes a alçar voo. Essa dimensão sensorial da obra de Rogério aproxima-se do universo artesanal e de uma espiritualidade vinculada à natureza e é pouco conhecida.

Cena cultural

Além de seu percurso nas artes plásticas, Rogério Dias esteve inserido no efervescente cenário cultural underground de Curitiba nos anos 1980. Antes de se dedicar integralmente às artes visuais, trabalhou como designer gráfico e diretor de arte, integrando uma geração de criadores que transitava entre a publicidade, a poesia e as artes visuais. Foi nesse contexto que criou o projeto Caixa de Bicho – happening coletivo e performático que reuniu artistas, poetas e publicitários. Essa vivência urbana e experimental se reflete em sua obra, que sempre manteve o espírito livre e aberto à experimentação.

Foto: Selma Albano.

O poeta Paulo Leminski, amigo próximo de Rogério, traduziu com lirismo essa sintonia do artista com o mundo sensível. Em texto escrito em 1985, Leminski recordou a fascinação de Rogério pelos passarinhos e sua capacidade quase mágica de escutar aquilo que os outros não ouviam: “De manhã era aquele escândalo, aquela passarinhada toda cantando cada um o hino do seu time, ninguém se entendendo. Mas o Rogério entendia. Ele ficava horas olhando pros passarinhos, praqueles olhos espantados que todo passarinho tem, olho de aviador na tempestade.”

Com uma carreira marcada por independência, originalidade e compromisso poético, Rogério Dias influenciou diferentes gerações de artistas paranaenses. Como observa o artista e professor Geraldo Leão, que conviveu com Dias desde a juventude, ele é “um artista nato, pouco inclinado à aceitação de facilidades econômicas ou artísticas”. Essa integridade se reflete no conjunto da mostra, que valoriza sua liberdade criativa e a potência visual de sua obra.

A curadoria de Arthur L. do Carmo propõe uma leitura interpretativa da obra do artista a partir de quatro vetores principais: materialidade e reaproveitamento, dimensão pictórica e pattern tropicalista, figura humana e metáforas da liberdade, e diálogos com outras linguagens. Esses eixos revelam como a produção de Rogério Dias é profundamente enraizada na experiência sensível do mundo, combinando artesania, emoção e imaginação em cada gesto artístico.

A exposição Sobrevoo – Rogério Dias 80 anos é uma realização da Singular Cultural, com recursos do Programa de Apoio e Incentivo à Cultura da Fundação Cultural de Curitiba e da Prefeitura Municipal de Curitiba. Conta com incentivo do Centro Universitário Internacional Uninter e do Consórcio Servopa e apoio do Jokers Pub. Qualquer outra iniciativa comercial ou ação comemorativa paralela à exposição não conta com a participação do artista ou seus representantes.

Serviço:

Abertura: 29 de maio, às 18h30

Local: MAC Paraná – Mal. Hermes, 999 – Centro Cívico, Curitiba (entrada na abertura da mostra pela rampa circular do estacionamento do MON)

Período: 30 de maio a 27 de julho de 2025

Horários: terça a domingo, das 10h às 18h (entrada até 17h30)

Entrada gratuita: quartas-feiras.

(Com Emelin Leszc/Isabela França Comunicação)

Galatea apresenta ‘Dani Cavalier: pinturas sólidas’, primeira exposição individual da artista

São Paulo, por Kleber Patricio

Dani Cavalier 1993 – E sou eu filha do vento, 2025 – Assinada, datada e titulada no verso [Signed, dated and titled on the reverse] – Pintura sólida de lycra tensionada, seda, crepe e sarja sobre chassi [Solid painting with stretched lycra, silk, crepe, and twill on stretcher] – 190 x 150 cm (cada) [74 3/4 x 59 in (each)] – 190 x 300 cm [74 3/4 x 118 1/8 in]. Fotos: Ding Musa.

A Galatea inaugura a exposição ‘Dani Cavalier: pinturas sólidas’, primeira individual da artista carioca Dani Cavalier (Rio de Janeiro, 1993). Com textos críticos assinados pelo curador Tomás Toledo e pela historiadora da arte Isabel Carvalho, a mostra acontece na unidade da galeria na Rua Oscar Freire, em São Paulo, e marca o início da representação da artista pela Galatea.

Reunindo um conjunto de obras inéditas, a exposição apresenta a pesquisa que Cavalier tem desenvolvido nos últimos anos em torno do conceito de ‘pinturas sólidas’ — composições feitas com retalhos de tecidos reaproveitados da indústria da moda que operam entre pintura, escultura e instalação. Em vez de tinta e pincel, a artista utiliza retalhos coloridos de Lycra, tecido com o qual se familiarizou a partir da sua antiga marca de moda praia, a Aro SwimWear.

Dani Cavalier 1993 Toda parte é um todo, 2025 Assinada e datada no verso [Signed and dated on the reverse] Pintura sólida de lycra tensionada sobre chassi [Solid painting of stretched lycra on stretcher] 120 x 80 cm [47 1/4 x 31 1/2 in].

Os recortes de lycra que envolvem o chassi criam tramas, texturas, justaposições e blocos de cor que desestabilizam a ideia tradicional de superfície pictórica e composição. A pintura sólida se revela, então, como uma espécie de dispositivo para discutir as tipologias de pintura na história da arte, especialmente no domínio da paisagem e da abstração tanto de matriz concreta quanto informal.

Além disso, pelo seu forte apelo tátil e visual, as obras rompem com noções convencionais de frente e verso, plano e volume, oferecendo uma nova leitura da pintura como corpo tridimensional no espaço. Algumas peças estarão expostas ‘flutuando’, destacando sua relação imersiva com o ambiente e com o espectador.

“O repertório artesão brasileiro, que está entranhado culturalmente em nós, é acionado quando o público entra em contato com os trabalhos. Isso é não só uma intenção artística, mas um resultado que observei durante esse um ano e meio das pinturas sólidas estarem sendo expostas”, comenta a artista.

Além de provocar reflexões sobre o campo expandido da pintura, a obra de Cavalier carrega um forte compromisso com a sustentabilidade e a memória material da moda brasileira. A paleta de cores dos tecidos, acumulados ao longo de uma década, traça um panorama visual dos desejos, comportamentos e tendências de consumo — funcionando, também, como uma espécie de ‘chão de fábrica’ da moda carioca.

Dani Cavalier 1993 – Sem título [Untitled], 2025 –
Pintura sólida de lycra tensionada sobre chassi [Solid painting of stretched lycra over stretcher] – 50 x 40 cm [19 3/4 x 15 3/4 in].

Ao integrar técnicas tradicionalmente ligadas ao artesanato têxtil, a artista também reabre discussões sobre os limites entre arte e ofício, rompendo com hierarquias históricas que marginalizaram práticas femininas e populares nas artes visuais.

Destaques da trajetória

Em 2024, Cavalier teve obras adquiridas pelo acervo do Perez Art Museum Miami (PAMM), em apresentação da Galatea na feira ArtRio. Entre suas participações recentes, estão as coletivas Geometria crepuscular (A Gentil Carioca, RJ), Do desenho (Centro Cultural dos Correios, RJ) e Acordes (Largo das Artes, RJ).

Sobre a artista

Dani Cavalier (1993, Rio de Janeiro) vive e trabalha no Rio. Sua produção atravessa pintura, instalação, escultura e desenho, com foco em temas como o corpo, a espiritualidade e o apagamento histórico de práticas femininas nas artes. Nos últimos anos, concentrou-se no desenvolvimento das “pinturas sólidas”, uma pesquisa que funde arte e moda, e que propõe novas formas de composição a partir da matéria têxtil.

Sobre a Galatea

Sob o comando dos sócios Antonia Bergamin, Conrado Mesquita e Tomás Toledo, a Galatea conta com dois espaços vizinhos na cidade de São Paulo: a unidade localizada na Rua Oscar Freire, 379 e a nova unidade localizada na Rua Padre João Manoel, 808. A galeria também tem uma sede em Salvador, na Rua Chile, 22, no centro histórico da capital baiana.

Dani Cavalier 1993 – As namoradas, 2025 – Assinada datada e titulada no verso [Signed, dated and titled on the reverse] – Pintura sólida de lycra tensionada e sarja sobre chassi [Solid painting of stretched lycra and twill over stretcher] – 120 x 80 cm [47 1/4 x 31 1/2 in].

A Galatea surge a partir das diferentes e complementares trajetórias e vivências de seus sócios-fundadores: Antonia Bergamin, que foi sócia-diretora de uma galeria de grande porte em São Paulo; Conrado Mesquita, marchand e colecionador especializado em descobrir grandes obras em lugares improváveis; e Tomás Toledo, curador que contribuiu para a histórica renovação institucional do MASP, saindo em 2022 como curador-chefe.

Com foco na arte brasileira moderna e contemporânea, trabalha e comercializa tanto nomes consagrados do cenário artístico nacional quanto novos talentos da arte contemporânea, além de promover o resgate de artistas históricos. Idealizada com o propósito de valorizar as relações que dão vida à arte, a galeria surge no mercado para reinventar e aprofundar as conexões entre artistas, galeristas e colecionadores.

Serviço:

Dani Cavalier: pinturas sólidas

Local: Galatea Oscar Freire

Endereço: Rua Oscar Freire, 379 – Loja 1 – Jardins, São Paulo – SP

Abertura: 10 de junho de 2025 | 18h às 21h

Período expositivo: 10 de junho a 2 de agosto de 2025

Horários: Segunda a quinta – 10h às 19h | Sexta – 10h às 18h | Sábado – 11h às 17h

Mais informações: www.galatea.art

Instagram: @galatea.art_.

(Com Otávio Garcia/A4&Holofote comunicação)

CAIXA Cultural São Paulo apresenta exposição ‘100 anos de Corbiniano Lins – A Festa!’

São Paulo, por Kleber Patricio

Corbiniano em sua casa. Foto: Eric Gomes

A CAIXA Cultural São Paulo apresenta, de 30 de maio a 17 de agosto, a exposição ‘100 anos de Corbiniano Lins – A Festa!’, celebrando o centenário do artista, que completaria 100 anos em 2024. A mostra reúne obras que exploram diferentes fases da carreira e da produção artística do pernambucano. A visitação é gratuita, de terça a domingo das 8h às 19h.

Corbiniano Lins desenvolveu trabalhos em técnicas diversas, tendo se popularizado pelas esculturas em alumínio fundido espalhadas por Recife (PE) e outras capitais do Nordeste. Integrante do Ateliê Coletivo nos anos 50, liderado por Abelardo da Hora, Corbiniano colaborou com artistas como Zé Claudio, Brennand e Samico, entre outros.

Com um percurso dinâmico e afetivo, a mostra se apresenta como uma exposição-festejo que celebra o legado de Corbiniano. O título da mostra é uma referência direta ao texto ‘Corbiniano: a festa’, de Hermilo Borba Filho, encontrado durante a pesquisa curatorial no álbum ‘Recife de janeiro a janeiro’ (1974), que reúne dez serigrafias pouco conhecidas do grande público.

A exposição tem curadoria de Bruna Pedrosa e projeto educativo elaborado por Carol Corrêa, colaboradoras do artista ainda em vida. “A mostra homenageia um dos mais importantes artistas negros da arte moderna e contemporânea, ressaltando também sua contribuição para a valorização da herança cultural de Pernambuco e do Recife no cenário das Artes Visuais”, afirma a curadora.

Sobre o artista

José Corbiniano Lins era um homem simples, de poucas palavras, mas com mãos extremamente habilidosas. Nascido em Olinda (PE) em 1924, começou a ilustrar seus sentimentos aos 8 anos, quando desenvolveu o gosto pelos desenhos, quadros e gravuras. A brincadeira da infância passou a ser vista como profissão a partir dos estudos feitos por ele na Escola de Aprendizes Artífices de Pernambuco – hoje, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Pernambuco (IFPE).

Corbiniano Lins fez parte do Atelier Coletivo de Olinda, onde integrou o movimento de Arte Moderna do Recife na década de 50, ao lado de Abelardo da Hora, Reynaldo Fonseca, Samico e Celina Lima Verde. Além de ilustrações e pinturas, Corbiniano descobriu no barro outra paixão: a de esculpir. Desde então, passou a criar as peças que consagrariam o nome dele na lista dos mais importantes escultores da arte contemporânea do século.

O trabalho do artista pode ser conferido em prédios públicos, praças, estabelecimentos comerciais e residências. Ele criou a Sereia do Mirante, em Maceió (AL), o painel do edifício do Fórum de Campina Grande (PB) e os monumentos do Vaqueiro e o de Iracema, em Fortaleza (CE). Pintou ainda os painéis em azulejo sobre as Revoluções Pernambucanas de 1817 e 1848 e fez uma escultura de Santo Amaro, para a Biblioteca Municipal, em Recife. Corbiniano é o criador do troféu para o Prêmio Cristina Tavares de Jornalismo, instituído pelo Sindicato de Jornalistas de Pernambuco.

Projetos da Seleção CAIXA Cultural

O projeto 100 anos de Corbiniano Lins – A Festa! foi selecionado na Seleção CAIXA Cultural – Programação 2025, uma iniciativa longeva e transparente da CAIXA que, por meio da programação de seus espaços culturais, promove a circulação da produção cultural pelo Brasil. A programação de 2025 convida todos os públicos a ‘culturar’; isto é, a viver a cultura como ação e movimento, em comemoração aos 45 anos desde a abertura da primeira unidade da CAIXA Cultural em Brasília. A iniciativa teve tanto sucesso que se espalhou pelo país, chegando também em São Paulo, Salvador, Curitiba, Fortaleza e Recife. Hoje, a CAIXA Cultural é uma das maiores redes de espaços culturais públicos do país. Além disso, em 2025, a CAIXA irá inaugurar seu primeiro espaço na região Norte, em Belém (PA).

Serviço:

100 anos de Corbiniano Lins – A Festa!

Local: CAIXA Cultural São Paulo

Endereço: Praça da Sé, 111, a 200m da Estação Sé do Metrô

Abertura: 30 de maio de 2025, às 11h

Período: 30 de maio a 17 de agosto de 2025

Visitação: de terça a domingo, das 8h às 19h

Entrada: gratuita

Classificação indicativa: 12 anos

Acessibilidade: recurso de audiodescrição e acesso para pessoa com deficiência

Informações:  caixaculturalsp | Site CAIXA Cultural SP

Patrocínio: CAIXA e Governo Federal.

(Fonte: Assessoria de Imprensa da CAIXA)