Notícias sobre arte, cultura, turismo, gastronomia, lazer e sustentabilidade

Arte & Cultura

Rio de Janeiro

Etc e Tal transforma “Dom Quixote” em uma experiência visual arrebatadora e reafirma a força da mímica brasileira no cenário contemporâneo

por Kleber Patrício

Uma das companhias mais importantes do teatro físico brasileiro, a carioca Etc e Tal apresenta Dom Quixote, espetáculo infanto-juvenil sem palavras que reinventa o clássico de Miguel de Cervantes por meio da mímica, da comicidade gestual e de uma sofisticada dramaturgia visual. A estreia acontece no dia 7 de março de 2026 no Teatro Glaucio […]

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Lazer & Gastronomia

Inglaterra

British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta “Celia”, vagão exclusivo assinado por Baz Luhrmann e Catherine Martin

por Kleber Patrício

Novo vagão é dedicado a eventos e jantares privados; espaço foi idealizado e desenhado pelo cineasta Baz Luhrmann, diretor de filmes como Moulin Rouge!, The Great Gatsby e Elvis, e pela figurinista e designer de produção Catherine Martin, quatro vezes vencedora do Oscar por seu trabalho em Moulin Rouge! e The Great Gatsby

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Contrabaixista brasileiro Dudu Lima comemora 40 anos de carreira lançando ‘Live in Brazil’ nas plataformas digitais

Rio de Janeiro, por Kleber Patricio

Foto: Carol Peres.

Dudu Lima, virtuose contrabaixista, compositor e arranjador mineiro, celebra, em 2025, 40 anos de carreira dedicados à música instrumental e lança seu novo trabalho, o 22º álbum da carreira, ‘Dudu Lima – Live in Brazil’, gravado ao vivo dentro do Ibitipoca Jazz Festival, realizado no centro da Vila de Conceição do Ibitipoca, santuário ecológico de reserva florestal situado nas montanhas de Minas Gerais. O músico apresenta mais uma vez a sua técnica singular e a sonoridade inovadora no contrabaixo como instrumento solista que encanta nomes como Milton Nascimento, Stanley Jordan, Carlos Malta, João Bosco e as plateias nacionais e internacionais. Com produção da Gravatás Arte & Amanita Produções, o álbum é um lançamento da gravadora norte-americana Xpand Music. Nas plataformas musicais: https://tr.ee/riRIR_D3Ci.

Em tempo: A capa do álbum foi um presente do fotógrafo Antônio Carlos Rodrigues, que ao assistir Dudu em ação ficou surpreso com a performance. Rodrigues foi o autor da antológica foto da capa do disco ‘Secos e Molhados’ (1973), na qual as cabeças dos quatro integrantes são servidas em bandejas e em 2001 foi premiado pela Folha de São Paulo como a melhor capa de um disco.

Ao lado de Caetano Brasil (clarinete e sax), jovem instrumentista indicado ao Grammy Latino e o impecável baterista Leandro Scio, que compõe o Dudu Lima Trio, o álbum conta com participações especiais do multi-instrumentista Carlos Malta, conhecido como ‘escultor do vento’ (Sax, Flauta e Pife) e os vocais das jovens e talentosas intérpretes Alice Santiago, Sarah Vieira e Tata Rocha, cantoras do grupo ‘Tata Chama e as Inflamáveis’, aclamada banda na cena musical autoral mineira contemporânea.

No repertório, releituras instrumentais em arranjos originais para grandes clássicos da música mundial: ‘Jesus Alegria dos Homens’ (Johann Sebastian Bach), ‘Eleanor Rigby’ e ‘Come together’ (Lennon/McCartney), composições autorais de Dudu Lima como ‘Rapadura é doce mas não é mole não’, ‘Mágica’, ’Anjo Sabiá’ e ‘Nascimento’, além de uma emocionante homenagem em ‘Nada Será como Antes’ a Milton Nascimento – com quem Dudu Lima gravou o icônico álbum ‘Milton Nascimento & Dudu Lima Trio – Tamarear’, com participação especial do guitarrista norte-americano Stanley Jordan.

Sobre a obra e projetos

A discografia conta com 22 álbuns lançados nos formatos CD, DVD, vinil e digital, com as participações especiais de grandes nomes da música brasileira e internacional, como, entre outros, Milton Nascimento, Wagner Tiso, Toninho Horta, João Bosco, Hermeto Pascoal, Juarez Moreira, Jean-Pierre Zanella (CAN) e Stanley Jordan (EUA). Entre eles o icônico álbum ‘Milton Nascimento & Dudu Lima Trio – Tamarear’ e ’Dudu Lima featuring João Bosco’, lançado em 2022 na Europa.

Dudu Lima assina a produção e direção musical do inédito álbum de Stanley Jordan, gravado no Brasil com o Dudu Lima Trio e a participação especial de Jorge Benjor, a ser lançado em 2026.

Entre seus shows encontram-se, desde os mais nobres palcos como Museu de Arte da Pampulha, Cine Theatro Central (JF), Theatro Municipal de São Paulo, Teatro Carlos Gomes (Rio de Janeiro), até shows gratuitos nos mais democráticos e inclusivos espaços públicos como Praça da República (SP), Capão Redondo (SP), Bangu (RJ), Martinho Campos e Bom Despacho no Vale do Jequitinhonha (MG) e Parauapebas (PA).

Capa: Antônio Carlos Rodrigues.

Engajado na causa ambiental, desenvolve parceria com o Projeto Tamar de proteção às tartarugas marinhas, com gravações e apresentações nas bases do Projeto em Aracaju, Fernando de Noronha, Praia do Forte, Florianópolis e Ubatuba.

No exterior, apresentou-se em diversos países como Itália, Bélgica, República Tcheca, Portugal, Suíça e Estados Unidos, levando ao mundo a excelência da música instrumental mineira contemporânea, com sua sonoridade inovadora utilizando o Contrabaixo como instrumento solista.

Seu grupo, o Dudu Lima Trio, com Caetano Brasil (clarinete e sax) e Leandro Scio (bateria) é um dos mais respeitados grupos instrumentais em atividade no país atualmente.

Paralelamente, desenvolve há 30 anos o projeto pedagógico de educação musical, dando aulas para jovens músicos em Juiz de Fora, onde reside e desenvolve seus projetos musicais, além de ministrar oficinas musicais e workshops em áreas rurais e periféricas da cidade como Benfica, Sarandira, Rosário de Minas e cidades da região da zona da mata mineira, como Cataguases, Leopoldina e Muriaé.

Também dirige e executa o Projeto ‘Sala de Música’, que em 2020 apresentou uma websérie de 34 aulas (on line, devido à pandemia), direcionadas a professores da rede estadual de ensino público de Minas Gerais e que em 2025 realiza-se agora, presencialmente, na Escola Municipal Dante Jaime Brochado no bairro Santo Antônio, durante 8 meses, com aulas de música a jovens estudantes da rede pública, da periferia de Juiz de Fora.

Lecionou, como Professor Substituto, nas cadeiras de Harmonia, Improvisação e Prática de Grupo na Faculdade de Música da Universidade Federal de Juiz de Fora durante o ano de 2011.

DISCOGRAFIA (11 CDs, 7 DVDs, 2 Vinis, 2 álbuns digitais)

2000 – ‘Regina’ (CD) / 2003 – ‘Nossa História’ (CD) / 2007 – ‘Dudu Lima – 20 Anos de Pura Música’ (CD e DVD) / 2009 – ‘Dudu Lima – Ouro de Minas’ (CD e DVD) / 2010 – ‘Dudu Lima – Cordas Mineiras’ (CD e DVD) /  2012 – ‘Dudu Lima Trio – Ao Vivo no Cine Theatro Central’ (CD, DVD, Vinil) / 2013 – ‘Dudu Lima Trio – Clássicos’ – CD / 2014 – ‘Dudu Lima – Ouro de Minas 2 – Gran Circo’ (CD e DVD) / 2015 – ‘Milton Nascimento e Dudu Lima Trio – Tamarear’ (CD) / 2016 –  ’Dudu Lima – Clássicos’ (DVD) / 2017 – ’Dudu Lima – Sons de Minas’ (CD) / 2018 – ‘Dudu Lima – 30 Anos de Pura Música (CD) / 2019 – ‘Dudu Lima Trio – Som de Minas ao vivo (DVD) / 2021 – ‘Dudu Lima – Concerto para Contrabaixo’ (Álbum Digital) / 2022 – ‘Dudu Lima featuring João Bosco’ (Vinil Far Out Records- UK) / 2025 – ‘Dudu Lima – Live in Brazil’ (Álbum Digital Xpand Music – USA).  

PARCERIA INTERNACIONAL

Um dos mais consagrados guitarristas do século 20, Stanley Jordan em suas várias turnês pelo mundo conheceu em 2001 no Brasil Dudu Lima , quando tocaram juntos no Visa Jazz Festival em Búzios, alcançando um entrosamento e uma química musical mágica. Desde então, apresentaram-se em turnês anuais com o Dudu Lima Trio, por todo o país como no Theatro Municipal de São Paulo, Quebrada Cultural na Comunidade do Capão Redondo e Praça da República na Virada Cultural em São Paulo, Circo Voador e Teatro Rival no Rio de Janeiro, Rio das Ostras Jazz & Blues Festival, Curitiba, Porto Alegre, Brasília, Recife, São Paulo e Belo Horizonte no Festival BB Seguros Jazz & Blues entre várias outras memoráveis apresentações de norte a sul do Brasil:

Dudu Lima Trio convida Stanley Jordan – Festival BB Seguros 2018 | Noturno

https://www.youtube.com/watch?v=rId57n8YvyU

No exterior Dudu Lima e Stanley Jordan apresentaram-se em Duo no Centro Cultural de Belém em Lisboa com matéria da TV Globo Portugal: https://www.youtube.com/watch?v=X7TvKfI9khM

DUDU LIMA & JOÃO BOSCO – INCOMPATIBILIDADE DE GÊNIOS (João Bosco / Aldir Blanc) – DVD DUDU LIMA – OURO DE MINAS

https://www.youtube.com/watch?v=4QrFeXo9h_A

DUDU LIMA & JOÃO BOSCO – O RONCO DA CUÍCA (João Bosco/Aldir Blanc)

https://www.youtube.com/watch?v=hnGpd3M52Iw

Dudu Lima Trio & Milton Nascimento – Gran Circo (Milton Nascimento/Marcio Borges)

https://www.youtube.com/watch?v=_5Ag5wPzK5w

Dudu Lima Trio e Milton Nascimento – Um cafuné na cabeça… (Milton Nascimento / Leila Diniz)

https://www.youtube.com/watch?v=J2nlDobrb4Y 

TAMAREAR – Dudu Lima Trio, Milton Nascimento, Stanley Jordan, Projeto Tamar

https://www.youtube.com/watch?v=8GWYdUO6wNY

Dudu Lima – Benito (participação de Toninho Horta)

https://www.youtube.com/watch?v=fi2GaC6aH3o

Dudu Lima Trio & Wagner Tiso – Tarde (Milton Nascimento / Márcio Borges)

https://www.youtube.com/watch?v=Iw96m8sOhdE.

(Com Alexandre Aquino)

Com Vera Fischer e Leonardo Franco ‘O Casal Mais Sexy da América’ será encenada no Castro Mendes

Campinas, por Kleber Patricio

Fotos: Divulgação.

A comédia teatral ’O Casal Mais Sexy da América’, escrita pelo premiado roteirista e dramaturgo norte-americano Ken Levine, estreia no Brasil em 2025, com temporadas confirmadas no Rio de Janeiro e em São Paulo. A montagem nacional conta com direção de Tadeu Aguiar e é estrelada por Vera Fischer, Leonardo Franco e Vitor Thiré. A produção é da Estamos Aqui Produções, de sucessos teatrais como ’A Cor Púrpura’, ‘Querido Evan Hansen’, ‘Ou Tudo ou Nada’, ‘As 4 Faces do Amor’, ‘Quando eu for Mãe Quero Amar Desse Jeito’ entre outros, e com administração e realização da JF Soluções e Serviços.

Com uma trama envolvente e um humor refinado, O Casal Mais Sexy da América aborda questões contemporâneas e universais, como etarismo, igualdade de gênero, sonho, assédio e ética profissional, e convida o público a refletir sobre o envelhecimento, as mudanças na indústria do entretenimento e os desafios enfrentados por profissionais maduros em um mercado cada vez mais competitivo. O espetáculo será apresentado no Teatro Castro Mendes nos dias 14 e 15 de junho.

A montagem brasileira conta com uma equipe criativa renomada. Além da direção de Tadeu Aguiar, responsável também pela versão brasileira, a ficha técnica inclui Natália Lana na cenografia, Ney Madeira e Dani Vidal nos figurinos, Sergio Martins na iluminação, Sueli Guerra na direção de movimento e Norma Thiré e Eduardo Bakr na coordenação da produção.

O Casal Mais Sexy da América é uma comédia inédita no Brasil e trata do reencontro, depois de 3 décadas, de dois astros de TV, que, por muito tempo, foram considerados ‘o casal mais sexy da América’ e brilhavam numa série das mais populares da televisão.

Hoje, Susan White (Vera Fischer) e Robert McAllister (Leonardo Franco) são dois atores superpremiados, experientes e cheios de vitalidade que buscam um lugar em cena, mas que, por conta das suas idades, encontram dificuldades para encontrar trabalho.

Casados com pessoas diferentes enquanto protagonizavam a série, os dois tiveram que reprimir o amor que sentiam um pelo outro, mas, agora, estão sozinhos, solteiros e absolutamente inseguros, frente a frente, em um quarto de hotel, onde, por várias vezes são interrompidos pelas divertidas entradas do bell-boy do Hotel (Vitor Thiré) que os obriga a encarar a atualidade. Nessa comédia elegante, através de um divertido acerto de contas, vemos os personagens dessa história se abrirem e compartilharem seus pensamentos, sentimentos, sonhos e vulnerabilidades mais íntimos.

VERA FISCHER

Natural de Blumenau, Santa Catarina. Uma das grandes atrizes de sua geração, atuou em mais de 30 novelas e mais de 20 filmes, tendo interpretado personagens de Nelson Rodrigues, Plínio Marcos, Rubem Fonseca. Recebeu o Troféu Candango no Festival de Cinema de Brasília e o Troféu de Melhores do Ano por Laços de Família e foi 4 vezes indicada ao troféu Imprensa e uma vez ao APCA. Estrela da TV brasileira, foi Miss Brasil em 1969. Na TV, foi Jocasta em Mandala, Luísa em Brilhante, Helena em Laços de Família, Eduarda em Riacho Doce, Anna de Assis em Desejo e Yvete em O Clone. No teatro, atuou em Negócio de Estado, Macbeth, Desejo, Gata em Teto de Zinco Quente, A Primeira Noite de um Homem e Porcelana Fina. Recentemente, protagonizou o espetáculo Quando eu for mãe quero amar desse jeito, de Eduardo Bakr, completando mais de dois anos em cartaz viajando por todo o Brasil.

LEONARDO FRANCO 

Seu primeiro papel profissional nos palcos foi na peça O Voo dos Pássaros Selvagens; porém, o divisor de águas de sua carreira foi o espetáculo O Lobo de Ray-Ban, no qual atuou ao lado de Raul Cortez, em 1989. Em quase 35 anos de carreira, atuou em mais de 25 espetáculos teatrais e produziu outros 20; dentre eles, O Mercador de Veneza, Rei Lear, Yerma, Roberto Zucco, O Homem que viu o Disco Voador, Sonata Kreutzer, Os Inimigos Não Mandam FloresCampo de ProvasPinteresco, Engraçadinha – Seus Amores e Seus Pecados, O Último dos HomensQuerelle, O Fiel Camareiro e Anjo na Contramão. Em 2011, foi o protagonista de Preamar, uma das séries de maior sucesso lançadas pela HBO, trabalho que lhe rendeu as melhores críticas e foi exibido em mais de 20 países. Na Rede Globo, atuou em Pais de Primeira, MalhaçãoDupla Identidade, Torre de Babel, O Portador, Contos de Verão e O Quinto dos Infernos. É o idealizador, fundador e diretor geral do Centro Cultural Solar de Botafogo, que desde sua inauguração, em outubro de 2006, sempre figurou entre os mais importantes empreendimentos culturais do Rio de Janeiro.

VITOR THIRÉ 

Nascido em uma família de artistas, iniciada por sua bisavó Tônia Carrero, começou a atuar aos 14 anos na série da HBO Filhos do Carnaval. Integrou o elenco de diversos espetáculos teatrais, dentre eles O Alienista, da obra de Machado de Assis, e Vou Deixar de Ser Feliz Por Medo de Ficar Triste? com o qual foi indicado ao Prêmio APTR e ganhou o prêmio Botequim Cultural de Melhor Ator Coadjuvante em 2019, além de viagens em turnê nacional com seu solo Só Se Fala Em Outra Coisa e com o projeto Teatro Jovem, idealizado e dirigido por Tadeu Aguiar. Na TV, fez Malhação, DPA/Gloob, as séries As Brasileiras, Liberdade Liberdade, Filhos da Pátria, Sob Pressão, Aruanas e Se Eu Fechar Os Olhos Agora; o programa Não se Apega Não/Fantástico, e as novelas Amor Eterno Amor e Vai Na Fé, além da novela ganhadora do Emmy, Rose D’Or e Seoul International Awards Órfãos da Terra. E, ainda, no cinema participou dos filmes Desenrola (Netflix); Intervenção (Netflix) e Cedo Demais (Star+).

TADEU AGUIAR  

Diretor, tradutor, ator e produtor brasileiro, natural de Ribeirão Preto, São Paulo.  Iniciou sua carreira no teatro trabalhando com Bibi Ferreira, Cleyde Yáconis, Jorge Dória, Miriam Mehler, Claudia Raia, Christiane Torloni, Raul Cortez, Nathalia Timberg e Wolf Maya, dentre outros. Na TV, consagrou-se como ator representando o personagem Walter, contracenando com Antônio Fagundes e Malu Mader, na novela O Dono do Mundo. Considerado um dos grandes diretores de teatro da atualidade, é responsável por inúmeros sucessos nos palcos, como os premiados Quase Normal, Love Story, Ou Tudo ou Nada, 4 Faces do Amor, Bibi – uma vida em musical, A Cor Púrpura – o musical, Quando Eu For Mãe Quero Amar Desse JeitoBeetlejuice – o musical, Querido Evan Hansen e Uma babá quase perfeita e se prepara para estrear Chatô e os Diários Associados – 100 anos de paixão.

Serviço:

O Casal Mais Sexy da América

Temporada: 14 e 15 de junho de 2025

Sábado às 20h e domingo às 18h

Teatro Castro Mendes

Rua Conselheiro Gomide, 62, Vila Industrial – Campinas/SP

Ingressos: entre R$25,00 e R$180,00

Vendas na bilheteria do teatro e online em www.sympla.com.br

Informações telefone: 19 3272-9359

Classificação: 14 anos

Duração: 90 minutos

Capacidade: 730 lugares

Teatro com acessibilidade.

(Fonte: Huguette Gallo)

Estudo mensura valores da Amazônia em pé; 42% das espécies de plantas são utilizadas por comunidades tradicionais

Amazônia, por Kleber Patricio

Trabalho propõe atribuir valor da natureza preservada sem se limitar a valores monetários. Foto: TV Brasil/Agência Brasil.

Um estudo de pesquisadores do Instituto Tecnológico Vale (ITV) mostra que 83% das espécies da Floresta Nacional de Carajás, no Pará, precisam ser preservadas para manter sua resiliência, ou seja, sua capacidade de continuar funcionando mesmo com eventuais perdas. Entre as plantas, 42% das espécies são utilizadas por comunidades tradicionais da região, com registros de até quatro usos diferentes por espécie. A floresta ainda oferece serviços como polinização agrícola — beneficiando 13 das 20 culturas locais, como cacau, maracujá e açaí — e regulação do clima. A floresta resiliente tem capacidade de reduzir em até 0,4 °C a temperatura local e aumentar em 21% a evapotranspiração — processo essencial ao ciclo da água, que abrange tanto a evaporação de água do solo e a transpiração das plantas.

Além disso, o estudo mostra que 60% das espécies são insubstituíveis para a manutenção das funções ecológicas da floresta. A ausência dessas espécies comprometeria de forma irreversível o ambiente, já que nenhuma outra espécie ou tecnologia poderia assumir seus papéis. As conclusões foram publicadas na revista Ecosystem Services na sexta (30), em artigo que apresenta um modelo para avaliar o capital natural com base na importância de cada espécie para a natureza e para as populações humanas.

O artigo é fruto do projeto ‘Capital Natural das Florestas de Carajás’, realizado pelo Instituto Tecnológico Vale entre 2019 e 2023. A iniciativa se baseou em coletas de campo em 14 pontos da floresta. As métricas foram divididas em duas categorias: ‘natureza para si mesma’, que mensurou as funções ecossistêmicas – ou seja, o papel de cada espécie para a manutenção da floresta – e ‘natureza para as pessoas’, que analisou os benefícios do ecossistema para as populações humanas. Para as funções, os pesquisadores consideraram elementos como riqueza de espécies, interação entre elas, resiliência, singularidade e presença de espécies ameaçadas. Já os serviços incluíram polinização agrícola, regulação do clima, proteção hídrica, uso por comunidades tradicionais e estoque de carbono.

Foram registradas no local 467 espécies de animais e 418 de plantas. Destas, 11% das aves e 9% das plantas estão ameaçadas.

O trabalho propõe atribuir valor da natureza preservada sem se limitar a valores monetários, buscando entender quais são os ativos mais importantes do capital natural para manter a floresta viva, saudável e funcionando plenamente. “Quando você transforma a natureza em dinheiro, você tem uma sustentabilidade fraca, porque você desconsidera que alguns elementos são insubstituíveis”, afirma Tereza Cristina Giannini, pesquisadora do ITV e coautora do artigo. A polinização agrícola foi o único fator medido em valores monetários, estimado em US$ 4,5 milhões por ano (cerca de R$ 23,3 milhões, na cotação atual) considerando os valores de mercado das culturas produzidas no entorno.

Segundo a pesquisadora, o modelo permite que tomadores de decisão, como empresas, governos e comunidades locais, compreendam melhor o que está em jogo ao explorar ou proteger áreas naturais. “O valor da floresta é subjetivo e plural. Para um ribeirinho pode ser algo completamente diferente do que para quem está na cidade. Com essa abordagem, se ganha essa nuance do que é de fato valioso para as pessoas em termos da natureza”, frisa Giannini. Complementando o artigo, os resultados do trabalho também estão disponíveis em um livro e em uma série de dez episódios do podcast Capital Natural, desenvolvidos pelos pesquisadores do ITV em parceria com o Museu Paraense Emílio Goeldi e a Vale S.A.

(Fonte: Agência Bori)

Frutos do Cerrado têm alto teor de proteína e podem diversificar a alimentação humana

Cerrado, por Kleber Patricio

Frutos de pequi ainda verdes no Cerrado; espécie se destaca por alto teor de lipídios. Foto: Jean Marconi/Flickr.

A composição nutricional de sete frutos nativos do Cerrado, pouco explorados na literatura científica, foi descrita por cientistas da Ufscar (Universidade Federal de São Carlos) e da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas). Com grande potencial para consumo humano, os frutos têm níveis de carboidrato e de umidade comparáveis aos das frutas convencionalmente consumidas, enquanto seus níveis de proteína variam entre 3,4% e 16,2% — consideravelmente superiores aos das frutas comerciais, que apresentam entre 1,1% e 5,8%. O estudo foi publicado na revista Brazilian Journal of Food Technology nesta sexta (30).

As espécies lobeira (Solanum lycocarpum), angelim-rasteiro (Andira humilis), abacaxi-do-cerrado (Ananas ananassoides), araçá-do-campo (Psidium grandifolium), caraguatá (Bromelia balansae), pequi (Caryocar brasiliense) e Araticum (Annona crassiflora) tiveram suas amostras coletadas entre janeiro e maio de 2023 na Estação Ecológica de Itirapina (SP). Os espécimes foram avaliados na íntegra, considerando polpa, sementes e cascas.

Enquanto lobeira, angelim-rasteiro e abacaxi-do-cerrado apresentaram altos teores de proteína (15,9%, 16,2% e 10%, respectivamente), os frutos de araçá-do-campo, caraguatá e araticum mostraram alta concentração de carboidratos (23,8%, 21,6% e 35,9%). A umidade dos frutos variou de 55,2% a 83%, com baixos níveis de lipídios — exceto no caso do pequi, conhecido por sua alta concentração (40%). As cinzas, que indicam a presença de minerais, permaneceram abaixo de 4,5%.

Além de seu valor nutricional, os frutos desempenham papel ecológico relevante como parte da dieta de animais do Cerrado, como o lobo-guará. O estudo também sugere que essas espécies podem ser fontes para novos produtos alimentícios, farmacêuticos ou cosméticos, além de reforçar a necessidade de conservação do bioma. “O estudo preenche lacunas importantes, especialmente porque é a primeira descrição da composição dos frutos de Andira humilis (angelim-rasteiro) e Psidium grandifolium (araçá-do-campo). Mostra que o Cerrado é ainda mais rico do que se sabia, não apenas em biodiversidade, mas também em potencial nutritivo”, relata o pesquisador Renato D’Elia Feliciano, da Ufscar. “Como essas espécies têm pouco interesse comercial e acesso limitado, há uma grande lacuna no conhecimento científico sobre seu valor nutricional.”

O pesquisador sugere que, como próximos passos, sejam realizados estudos separando polpa, sementes e cascas; análises mais detalhadas de vitaminas, minerais e compostos bioativos; investigação de toxicidade, principalmente de espécies ainda pouco conhecidas, e estudos de aplicabilidade dos frutos na indústria. Ele ressalta: “A pesquisa também reforça a importância dos frutos na dieta das espécies nativas e, com isso, a importância de conservar o Cerrado. A existência de frutos nutricionalmente valiosos nos mostra que a perda da diversidade neste bioma consequentemente resulta na perda de recursos com amplo potencial de uso humano.”

(Fonte: Agência Bori)

Salta une sofisticação e tradição brasileira no roteiro gastronômico de Lisboa

Lisboa, por Kleber Patricio

Tomaz Reis e Rafael Almeida, fundadores do Salta. Fotos: Divulgação.

O Salta é um restaurante fine dining que ressignifica fronteiras da culinária ao unir, de forma ousada, as cozinhas asiática e centro-americana na Europa. Localizado em Lisboa, o restaurante foi fundado por quatro amigos brasileiros com trajetórias em cidades como Nova Iorque, Sydney, São Paulo e Copenhagen. O projeto nasceu durante a pandemia, após um reencontro inesperado de dois dos sócios Rafael Almeida e Tomaz Reis, amigos de infância que não se viam há mais de 10 anos e se reencontraram em Portugal.

Em uma conversa à beira-mar, nasceu a ideia de abrir um restaurante que celebrasse a diversidade cultural vivida por cada um deles. O nome ‘Salta’ é inspirado em Saltapatrás’, termo histórico que remonta ao cruzamento entre colonos asiáticos e nativos da América Central durante o período colonial espanhol. Essa fusão histórica dá o tom da proposta do restaurante: uma cozinha sem rótulos, onde tradição e inovação se encontram em pratos surpreendentes.

O menu que dá sabor ao conceito possui pratos como Ceviche de Vieiras Japonesas com Dashi, Tacos de Caranguejo de casca mole com maionese de gochujang e Nigiri de Atum Bluefin com arroz crocante, maionese picante e mogno. As sobremesas mantêm o mesmo nível dos pratos principais, com opções como o Tempurá de Gelado com baunilha mexicana frito e calda de butterscotch, prezando pela união da criatividade e de ingredientes frescos e resultando numa experiência gastronômica única.

Nigiri de blue fin (mais fotos no post do Instagram).

A cozinha do Salta é comandada por Tomaz Reis, chef executivo formado pela Le Cordon Bleu de Sydney, que traz uma bagagem internacional moldada por experiências em cozinhas da Austrália, Portugal e Brasil. Ao seu lado está Rafael Almeida, também sócio do restaurante, que traz uma visão estratégica e criativa construída ao longo de anos atuando em projetos gastronômicos e culturais também entre Portugal e Brasil. Juntos, imprimem ao restaurante uma identidade própria, marcada por excelência técnica, multiculturalismo e sensibilidade estética.

Atualmente, o Salta consolida-se como um dos restaurantes mais bem avaliados de Lisboa, ostentando uma avaliação de 4,8 estrelas no Google, nota média de 9,2 no TheFork baseada em mais de 1.100 avaliações e uma nota de 4,5 estrelas no TripAdvisor. Os clientes não destacam apenas a excelência gastronômica, mas também a atmosfera acolhedora e o serviço atencioso, que tornam cada visita uma experiência memorável. Em maio de 2025, o restaurante reforçou sua proposta multicultural ao receber o chef mexicano Santiago Monteczuma, do prestigiado restaurante Marajó, listado no Guia Michelin da Cidade do México, para um pop-up exclusivo. No Salta, comer é uma celebração multicultural, onde histórias de vida e sabores do mundo se encontram a cada garfada. https://www.salta.pt/

(Com Lucas Leão/Mengucci Imprensa e Mídia)