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Arte & Cultura

Rio de Janeiro

Etc e Tal transforma “Dom Quixote” em uma experiência visual arrebatadora e reafirma a força da mímica brasileira no cenário contemporâneo

por Kleber Patrício

Uma das companhias mais importantes do teatro físico brasileiro, a carioca Etc e Tal apresenta Dom Quixote, espetáculo infanto-juvenil sem palavras que reinventa o clássico de Miguel de Cervantes por meio da mímica, da comicidade gestual e de uma sofisticada dramaturgia visual. A estreia acontece no dia 7 de março de 2026 no Teatro Glaucio […]

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Lazer & Gastronomia

Inglaterra

British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta “Celia”, vagão exclusivo assinado por Baz Luhrmann e Catherine Martin

por Kleber Patrício

Novo vagão é dedicado a eventos e jantares privados; espaço foi idealizado e desenhado pelo cineasta Baz Luhrmann, diretor de filmes como Moulin Rouge!, The Great Gatsby e Elvis, e pela figurinista e designer de produção Catherine Martin, quatro vezes vencedora do Oscar por seu trabalho em Moulin Rouge! e The Great Gatsby

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Capital Inicial apresenta show Acústico 25 anos no Qualistage no dia 31 de maio

Rio de Janeiro, por Kleber Patricio

Capital Inicial. Fotos: Fernando Schlaepfer.

A turnê do Acústico 25 Anos do Capital Inicial está esgotando casas de shows pelo Brasil. Agora, o Rio de Janeiro se prepara para receber uma das maiores bandas de rock do país. No dia 31 de maio, o Qualistage, na Barra da Tijuca, levará o público à loucura com o show em comemoração do emblemático álbum. A turnê passará por mais de 25 cidades, reproduzindo na íntegra, e na ordem original, as músicas do famoso disco.

Por trás do acústico – Em 2025, o Capital comemora os 25 anos da gravação do seu álbum mais conhecido, influente e aclamado: o Capital Inicial Acústico MTV. A banda havia se reunido um pouco antes, em 1998, cinco anos após a saída de Dinho Ouro Preto. A retomada da banda tinha pretensões bastante modestas – a ideia era fazer apenas alguns shows para celebrar a sua história e o legado do rock de Brasília.

No entanto, poucos meses após os primeiros shows, chega um convite da nascente Abril Music para gravar um disco de inéditas. O álbum, depois chamado de ‘Atrás dos Olhos’, foi gravado em Nashville com o produtor David Z, o mesmo de Prince e Billy Idol, em agosto de 1998 e marca a retomada fonográfica e o ressurgimento do Capital Inicial.

Pouco depois, chega o segundo convite, também inesperado, para gravar o Acústico MTV. A banda se dá conta da visibilidade e dos desafios do projeto e passa quase dois meses ensaiando de manhã e à tarde no Teatro Mars. Para a produção musical, é convidado Marcelo Sussekind, um velho amigo e produtor de álbuns anteriores do Capital. Para acompanhá-los na gravação, do começo ao fim, é convidado outro grande amigo, o Kiko Zambianchi e, para uma participação especial, dessa vez uma amiga de escola do Dinho, a Zélia Duncan. Nesse time ainda são chamados mais dois músicos, o Denny Conceição na percussão e o Aislan Gomes nos teclados.

Horas, dias e semanas se arrastam enquanto todos ensaiam ininterruptamente. Enquanto isso, algumas perguntas surgem: que canções incluir?  Qual o critério a ser usado na seleção do repertório? Qual a sonoridade a ser buscada?  Que cara dar ao projeto? Chega-se ao consenso de que o som deveria ser cru e simples, quase elementar. Algo que remetesse às origens da banda. Na escolha do repertório é feito algo similar, as músicas mais conhecidas e mais emblemáticas dos discos anteriores são escolhidas. Porém, toma-se também a decisão de incluir canções mais recentes e duas inéditas, ‘Natasha’ e ‘Tudo Que Vai’. É feita ainda uma versão de ‘Primeiros Erros’ do Kiko Zambianchi.

O registro dessa noite singular, literalmente única – pois tudo foi gravado em uma única noite –, é bastante próximo do desejo de todos os envolvidos. O espírito e a essência da banda estavam presentes, mas com o pé no freio. Tudo muito calmo, como se estivessem tocando na sua sala ou em volta de uma fogueira a céu aberto.

Registro feito, gravação terminada, alívio generalizado e pronto: agora era só lançar. O começo desse processo foi como tudo que envolveu a banda desde a sua reunião – modestamente. Mas o que se seguiu não poderia ser mais diferente. O álbum se viu gradualmente abraçado por mais e mais gente. Aos poucos as vendas ficam cada vez maiores. Os shows começam a ficar cada vez mais lotados. A agenda já não cabe no calendário. Até que, no Rock in Rio de 2001, a performance do Capital e a reação do público lançam a banda a uma dimensão até então inédita. O disco, cujas vendas já iam bem, explodem. Os shows passam a ser em ginásios e estádios.

Um ano inteiro após seu lançamento, o Capital se vê entre os maiores nomes da música brasileira. Passa a ver a sonoridade do disco copiada. E não só no rock, em outros gêneros também, como na música sertaneja. A partir daí, o disco rapidamente alcança um milhão de discos vendidos. Ele é pirateado de norte a sul e mesmo assim as vendas não param. Recebe todos os prêmios que havia no país. A banda não consegue mais chegar aos seus próprios shows. O Capital passa a ser acompanhado por uma escolta para abrir o caminho. Há gritaria na porta dos hotéis.

E as vendas continuam. Até hoje não se sabe qual é o número final das vendas. Em parte, porque nunca parou de vender. Até hoje algumas canções do disco estão entre as mais ouvidas do Capital nas plataformas de streaming.

O Capital Inicial quis aproveitar esse bom momento para lançar discos novos e escrever mais capítulos de sua história. Assim foi feito – eles lançaram um disco a cada dois anos até a pandemia. A banda quer continuar a olhar para o futuro, mas uma data como essa e um disco como este merece e vai ser celebrado. A banda vai fazer mais de 25 shows com quase a mesma formação da gravação original. Vai também lançar um EP de músicas inéditas para acompanhar a turnê. Os shows terão produção musical de Marcelo Sussekind, cenografia do Zé Carratu, Studio Curva e MangoLab e design de luzes de Césio Lima. Vai ser uma comemoração à altura de sua dimensão. O Capital Inicial espera ver vocês para reviver toda a emoção desse disco em alguma dessas datas.

TURNÊ

Maio: 10/5 – Recife / PE – 17/5 – Belém / PA – 23/5 – Aracaju / SE – 24/5 – Salvador / BA – 31/5 – Qualistage no Rio de Janeiro / RJ

Junho: 7/6 – São José (Florianópolis) / SC – 14/6 – Curitiba / PR – 21/06 – Campo Grande / MS – 27/6 – Maringá / PR – 28/6 – Londrina / PR

Julho: 4/7 – Juiz de Fora / MG – 5/7 – Piracicaba / SP – 12/7 – Belo Horizonte (Festival Prime Rock) / MG – 18/7 – Jundiaí / SP – 19/7 – Divinópolis / MG – 25/7 – Goiânia / GO

Agosto: 2/8 – Jaguariúna / SP

Setembro: 27/9 – Patos de Minas / MG

Outubro: 3/10 – Lauro de Freitas / BA – 25/10 – Vitória / ES – 31/10 – Rio Verde / GO

Novembro: 1/11 – São Paulo / SP – 15/11 – São Paulo / SP – 29/11 – Toledo / PR

Informações e ingressos: https://www.eventim.com.br/artist/capital-inicial/.

FICHA TÉCNICA: Capital Inicial Acústico 25 anos

Capital Inicial – Com Dinho Ouro Preto – Flávio Lemos – Fê Lemos -Yves Passarell – Músicos de apoio: Fabiano Carelli (Guitarrista) – Nei Medeiros (Tecladista)

Músicos Convidados: Kiko Zambianchi (Violão e Backing Vocal)

Denny Conceição (Percussão)

Produção musical: Marcelo Sussekind

Realização: Bonus Track

Assessoria de Imprensa Capital Inicial: Ágata Cunha

Apresentação: 31 de maio – sábado – única apresentação

Qualistage

Endereço: Av. Ayrton Senna, 3000 – Barra da Tijuca – RJ

Show: às 22h

Abertura dos portões: 20h

A partir de R$ 90,00

Classificação etária: 18 anos – Menores de 18 anos, apenas acompanhados dos responsáveis legais. Sujeito a alteração por decisão judicial.

Vendas on-line: https://www.eventim.com.br/event/capital-inicial-acustico-25-anos-qualistage-19422821/?esid=3768277&promo_id=128245 ou na Bilheteria Oficial – Shopping Via Parque – Av. Ayrton Senna, 3000 – Barra da Tijuca, RJ – De segunda a sábado das 11h às 20h / domingo e feriados das 13h às 20h

Em dias de shows, o horário de atendimento sofre alterações. Confira a programação do local.

Capacidade da casa: 9 mil em pé / 3.500 sentados

Acessibilidade.

(Com Rozangela Silva/BT Assessoria de Comunicação)

Brasil Jazz Sinfônica apresenta repertório brasileiro no Teatro Cultura Artística

São Paulo, por Kleber Patricio

No dia 13 de junho (sexta-feira), a Brasil Jazz Sinfônica se apresenta no Teatro Cultura Artística, às 20h, com repertório que reúne diversas obras da música brasileira. O concerto acontece em formação camerística com cordas, cozinha (baixo, guitarra, piano e bateria) e percussão, sob a regência de João Maurício Galindo e apresentação dos solistas Renato Borghetti e Daniel Sá.

Os músicos convidados são referências do sul do Brasil: Borghetti, destaque na parte instrumental gaúcha e reconhecido pelo pioneirismo ao popularizar a gaita-ponto; Daniel Sá é violinista, arranjador, diretor musical e seu parceiro de palco há muitos anos.

A apresentação une a linguagem orquestral e os ritmos do sul, celebrando a identidade e riqueza cultural brasileira.

Repertório:

Conversa de Botequim & Com Que Roupa? – Noel Rosa (arranjo de Tiago Costa);

Noite Cariocas – Jacó do Bandolim (arranjo de Newton Carneiro);

Água de Beber – Tom Jobim (arranjo de Tiago Costa);

Aquele Abraço – Gilberto Gil (arranjo de Paulo Malheiros);

Sete Anéis – Egberto Gismonti (arranjo de Cíntia Zanco);

Barra do Ribeiro – Guinha Ramires (arranjo de Rafael Piccolloto);

Merceditas – Ramón Sixto Rios (arranjo de Douglas Fonseca);

Passo Fundo – Daniel Sá (arranjo de Cíntia Zanco);

Taquito Militar – Mariano Mores (arranjo de Daniel Sá);

Sétima do Pontal – Renato Borghetti e Veco Marques (arranjo de Ricardo Mazini Bordini com adaptação de Kleberson Buzo);

Pout-Pourri de Rancheiras – Geraldo Flach, Alegre Corrêa e Rafael Koeller (arranjo de Rodrigo Morte);

Milonga para as Missões – Gilberto Monteiro (arranjo de Rodrigo Morte);

Kilometro 11 – Mario Del Tránsito Cocomarolla e Constante Aguer (arranjo de Fernando Corrêa).

Serviço:

Orquestra Brasil Jazz Sinfônica e Renato Borghetti

Regência: João Maurício Galindo

Data: 13 de junho

Horário: às 20h

Duração: 70 minutos

Local: Teatro Cultura Artística

Endereço: Rua Nestor Pestana, 196 – Consolação – São Paulo, SP

Ingressos: R$ 210,00 (inteira) e R$ 105,00 (meia)

Vendas: plataforma INTI.

(Com Bianca Gravalos/TV Cultura)

A Gentil Carioca SP recebe exposição ‘Miguel Afa: Um céu para caber’

São Paulo, por Kleber Patricio

Miguel Afa – Um céu para caber, 2025 – óleo sobre tela [oil on canvas] – 180 x 200 x 3 cm [70 7/8 x 78 3/4 x 1 1/8 in] – 12,8 kg. Fotos: Cortesia Miguel Afa e A Gentil Carioca.

A Gentil Carioca apresenta ‘Um céu para caber’, primeira exposição individual de Miguel Afa em São Paulo. O texto que acompanha a mostra é assinado por Lorraine Mendes — crítica, curadora e pesquisadora que já acompanhou a trajetória do artista na exposição coletiva ‘Dos Brasis’ (Sesc Belenzinho, 2024), marco de sua estreia na cidade. Nesta nova exposição, Afa exibe um conjunto inédito de pinturas que exploram os limites e as expansões do afeto como experiência estética e política. O céu, aqui, surge como metáfora de amplitude e possibilidade: lugar de acolhimento, respiro e entrega.

Miguel Afa (n. 1987, Rio de Janeiro, Brasil) iniciou sua trajetória artística em 2001 por meio do graffiti, nas ruas do Complexo do Alemão, onde nasceu e cresceu. Mais tarde, formou-se pela Escola de Belas Artes da UFRJ. Sua obra propõe uma reconfiguração poética da imagem do corpo periférico, contrapondo os estigmas da marginalização com cenas que evocam afeto, cuidado e resistência. Por meio de uma paleta cromática enigmática — que não ameniza, mas adensa a narrativa — Afa constrói cenas que, ao mesmo tempo, revelam o visível e o invisibilizado. Em sua pintura, cor é discurso. Esmaecer não é apenas gesto técnico, mas ato de lembrança e posicionamento.

Miguel Afa Caranguejo, 2025 – óleo sobre tela [oil on canvas] – 180 x 200 x 3 cm [70 7/8 x 78 3/4 x 1 1/8 in] – 12,5 kg.

Com uma trajetória em ascensão, o artista realiza em 2025 a exposição individual ‘O vento continua, todavia’, no Paço Imperial (RJ) e já integrou mostras coletivas como ‘Dos Brasis’ (Sesc Belenzinho/SP e Sesc Quitandinha/RJ), ‘O que te faz olhar para o céu?’ (Centro Cultural Correios, RJ) e, em 2024, apresentou a individual ‘Entra Pra Dentro’ n’A Gentil Carioca (RJ). Suas obras integram importantes coleções, como a Jorge M. Pérez Collection.

Em Um céu para caber, cada pintura é entregue como quem oferece uma dedicatória — à pintura, à vida, e às histórias que nela fazem figura. “Miguel Afa nos apresenta um conjunto de obras que versam sobre os limites daquilo que podemos chamar de amor. Se todos e cada um temos direito ao afeto, ao contato e às nuances de sentimentos que desabrocham ao se relacionar, o céu representa algo infinito, ilimitado, fecundo de possibilidades”, explica Lorraine Mendes.

A exposição continua no andar superior da galeria com uma seleção de obras inéditas que abordam temas ligados à intimidade e ao erotismo a partir de uma perspectiva sensível e crítica. Em função do conteúdo, essa parte da mostra terá classificação indicativa de 18 anos, respeitando as orientações para visitação de públicos diversos.

Serviço:

Miguel Afa: Um céu para caber

Abertura: 31 maio, sáb, 14h-19h | até 23 ago 2025

A Gentil Carioca São Paulo

Travessa Dona Paula, 108 – Higienópolis, São Paulo (SP)

Seg a sex, 10h-19h; sáb, 11h-17h.

(Com Erico Marmiroli/Marmiroli Comunicação)

MASP apresenta no vão livre em junho performance de Thiago Soares e programação gratuita

São Paulo, por Kleber Patricio

O MASP – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand apresenta ‘Crônicas do corpo’, performance inédita concebida pelo bailarino Thiago Soares especialmente para o Vão Livre. O espetáculo gratuito, realizado em parceria com a Cia. Thiago Soares, ocorre nos dias 27 e 28 de junho e homenageia o Vão Livre com uma coreografia que dialoga com sua arquitetura e circulação de pessoas.

Durante o mês de junho, a programação gratuita no Vão Livre segue com atividades que ocupam o espaço ao longo da semana. Diariamente, das 10h às 22h, o público pode visitar a instalação interativa ‘O outro, eu e os outros’, do artista colombiano Iván Argote. Composta por duas gangorras gigantes que se movem conforme o deslocamento dos visitantes, a mostra reflete sobre o papel do indivíduo no coletivo e no espaço público. Aos finais de semana, a agenda traz discotecagens às sextas-feiras, com DJs como Beea, Mary G (As Mina Risca), All Ice e Rafa Jazz (Cremosa Vinil); atividades infantis aos sábados, idealizadas por Renata Laurentino; e aulas de yoga aos domingos pela manhã, exceto no dia da Parada LGBTQIA+.

As atividades realizadas no Vão Livre têm entrada livre e gratuita, reunindo a cada mês uma programação com diferentes linguagens artísticas, como performance, música, cinema, teatro, circo e literatura, além de práticas corporais, oficinas e ações voltadas ao público infantil. A iniciativa reforça o Vão Livre como um espaço de cultura viva, acessível e em constante movimento.

Confira a programação completa:

DJ Beea e DJ Mary G (As Mina Risca)

6/6 | Sexta, 18h às 22h

Entrada livre e gratuita, sem necessidade de inscrição

DJ Beea traz um repertório que mescla dub, dancehall, funk, brasilidades, jazz e soul. Sua dupla, DJ Mary G, também produtora e apresentadora do programa “Mistérios da Meia Noite” da rádio Na Manteiga, apresenta um set que combina psicodelia, jazz, soul, boogie, ritmos brasileiros e experimentações sonoras.

Programação infantil: Construções e criações com a natureza urbana

Com Renata Laurentino

7/6 | Sábado, 10h às 12h

Entrada livre e gratuita, sem necessidade de inscrição

Um ateliê aberto convida as crianças a criarem e brincarem livremente em um ambiente coletivo, com materiais naturais como galhos, pedras, troncos de madeira, sementes, folhas secas e fios.

Aula de Yoga

Com Karina Grecu

86 | Domingo, 10h às 11h
15/6 | Domingo, 10h às 11h
29/6 | Domingo, 10h às 11h

Entrada livre e gratuita

50 Vagas. Sujeito a limitação do espaço e do material.

Retirada de ingressos 15 minutos antes, no local.

Traga seu tapete de yoga.

As aulas de yoga são conduzidas por Karina Grecu, professora sênior certificada pelo Ramamani Memorial Iyengar Yoga Institute, na Índia. Com base na tradição dos Yogasanas (posturas) e Pranayamas (respiração), as práticas propõem um diálogo entre o método clássico do yoga e os desafios contemporâneos.

DJ All Ice

13/6 | Sexta, 18h às 22h

Entrada livre e gratuita

Omo Afefe, heterônimo de All Ice, atua como cantor, músico, compositor, poeta, articulador cultural e pesquisador de criações decoloniais. Atualmente, circula com o álbum Universo Nu e, como DJ, apresenta um set que transita por gêneros como samba rock, soul, rap, reggae e funk.

Programação infantil: Criação de brinquedos e brincadeiras em argila
Com Renata Laurentino
14/6 | Sábado, 10h às 12h
Entrada livre e gratuita

Nesta vivência criativa, crianças e famílias encontram à disposição argila, elementos naturais e ferramentas para modelar o barro e criar brinquedos, objetos artísticos ou o que a imaginação permitir.

DJ Rafa Jazz (Cremosa Vinil)

20/6 | Sexta, 18h às 22h

Entrada livre e gratuita

Rafa Jazz, DJ, beatmaker e pesquisadora musical, desenvolve sets centrados em funk, boogie, disco e house. Integra o coletivo feminino Cremosa Vinil, responsável por festas exclusivamente com discos de vinil, voltadas à valorização da cultura analógica. Na produção musical, colabora com os encontros do Beat Brasilis e com a Beat Brasilis Orquestra.

Programação infantil: Miudezas e grandezas do território e entorno do MASP (expedição urbana)

Com Renata Laurentino

21/6 | Sábado, 10h às 12h

Entrada livre e gratuita

Crianças e famílias participam de uma expedição urbana em busca de tesouros naturais e urbanos nas imediações do MASP. Durante o percurso, haverá estações dedicadas à contemplação e a expressões artísticas.

Crônicas do Corpo – Performance Cia. Thiago Soares

27/6 | Sexta, 20h às 21h

Entrada livre e gratuita

Estruturada em três movimentos, a performance da Cia. Thiago Soares é inédita e será criada a partir de trocas com o público no Vão Livre do MASP. No primeiro movimento haverá interação com a obra O outro, eu e os outros, de Iván Argote. O segundo movimento será focado na criação das coreografias a partir das trocas com o público presente e, em seguida, será apresentada a performance final.

Aula-ensaio aberto Cia. Thiago Soares

28/6 | Sábado, 14h às 15h

Aula aberta. Inscrição por email. Sujeito a lotação (15 vagas)

Público está convidado a assistir a aula-ensaio.

Crônicas do Corpo – Performance Cia. Thiago Soares

28/6 | Sábado, 16h às 17h

Entrada livre e gratuita

Estruturada em três movimentos, a performance da Cia. Thiago Soares é inédita e será criada a partir de trocas com o público no Vão Livre do MASP. No primeiro movimento haverá interação com a obra O outro, eu e os outros, de Iván Argote. O segundo movimento será focado na criação das coreografias a partir das trocas com o público presente e, em seguida, será apresentada a performance final. www.masp.org.br | Facebook | Instagram.

(Fonte: Assessoria de Imprensa MASP)

Peixe amazônico põe ovos fora d’água e se reproduz em estações chuvosas

Pará, por Kleber Patricio

Peixe tetra splash deposita ovos em folhas fora d’água e depende da umidade para manter a prole hidratada. Foto: Aquário Amazônico da UFPA.

Peixes da espécie Copella arnoldi, conhecidos como tetra splash, apresentam maior atividade reprodutiva durante a estação chuvosa, segundo estudo publicado na revista Neotropical Ichthyology. Com comportamento raro entre os peixes, esses animais depositam seus ovos fora d’água, em folhas acima do nível dos rios. A pesquisa foi conduzida por cientistas da Universidade Federal do Pará (UFPA) e contribui para o manejo sustentável da espécie, muito usada como peixe ornamental.

O estudo avaliou 171 indivíduos capturados no Rio Taiassuí, no nordeste do Pará, entre agosto de 2016 e junho de 2017. Os pesquisadores analisaram o desenvolvimento dos órgãos reprodutivos e observaram que machos e fêmeas atingem a maturidade sexual a partir de 18 mm de comprimento corporal, com 100% deles capazes de se produzir aos 21 mm. Esse parâmetro é essencial para orientar políticas de captura que preservem a reprodução da espécie. “Esse dado pode ser usado para a elaboração de políticas ou planos de captura que garantam que apenas indivíduos sexualmente maduros sejam capturados para o comércio de peixes ornamentais, o que evitaria a captura de juvenis e a manutenção de um bom tamanho populacional”, explica Rafael Farias, autor do estudo.

A análise dos índices gonadossomáticos (relação entre o peso das gônadas – ovários ou testículos – e o peso corporal) revelou dois picos reprodutivos ao longo do ano: em dezembro, início da estação chuvosa, e em abril, quando as chuvas atingem seu auge. É nesse período que os peixes depositam os ovos em folhagens acima do nível do rio. Copella arnoldi é a única espécie neotropical de água doce conhecida por realizar saltos de desova.

Outras duas espécies semelhantes também botam ovos fora d’água, mas apenas sobre superfícies sólidas próximas à margem – pedras, troncos ou folhas estáticas expostas fora do rio. A sincronia com o período úmido parece reduzir o risco de desidratação dos ovos, que ficam expostos ao ar atmosférico durante seu desenvolvimento

Para evitar a perda de umidade, os machos salpicam água sobre os ovos aproximadamente a cada minuto. Com o aumento da umidade ambiental, esse intervalo pode ser ampliado, tornando o esforço dos machos menor.

A pesquisa também estimou que as fêmeas produzem cerca de 148 oócitos (células germinativas) por ciclo, dos quais 47 são maduros e prontos para fertilização. Esse padrão sugere desova em lotes parciais, o que pode indicar maior capacidade de resposta a mudanças ambientais.

Farias também alerta que a dependência da umidade ambiental torna a espécie vulnerável às mudanças climáticas. “Caso as mudanças climáticas ocasionem maior estiagem, estações chuvosas mais curtas ou menos intensas, é provável que os ovos fiquem mais suscetíveis à desidratação”, afirma.

Segundo ele, isso exigiria maior esforço dos machos na hidratação dos ovos, aumentando sua exposição a predadores e comprometendo o sucesso reprodutivo. “Não sei dizer se isso significaria a extinção da espécie, mas é certo que aquelas com nicho ecológico muito restrito são as primeiras a sofrer com as mudanças climáticas”, argumenta.

Os próximos passos da pesquisa devem incluir a análise da influência da qualidade ambiental sobre a reprodução da espécie. “Desse modo, poderíamos verificar como essa espécie se comporta em ambientes íntegros ou degradados”, afirma o pesquisador.

(Fonte: Agência Bori)