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Lazer & Gastronomia

São Paulo, SP

Quatro viagens no tempo, um só lugar: o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual

por Kleber Patrício

Devido ao sucesso das três expedições em realidade virtual iniciadas em setembro de 2025, o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual anuncia a prorrogação de suas atividades. Além da extensão do prazo, o centro cultural traz uma novidade de peso: a exibição simultânea de quatro roteiros distintos que transportam os visitantes por bilhões de anos de […]

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Episódio final da série documental do Príncipe William apresenta grupo de guerreiras indígenas da floresta composto apenas por mulheres

Londres, Reino Unido, por Kleber Patricio

Príncipe William, narrador do trailer e da introdução dos episódios da série Guardiães. Fotos: Divulgação.

Na última sexta-feira, 27 de junho, o príncipe William e o programa United for Wildlife da The Royal Foundation lançaram o último episódio da sua série documental de seis episódios chamada “Guardiães”, que busca mudar percepções sobre os protetores da natureza, promovendo reconhecimento e orgulho do trabalho vital, mas não percebido, que eles realizam. O último episódio se concentra na Terra Indígena Caru, no Brasil, e na história marcante das mulheres que vivem lá e que lutam para proteger seu território dos crescentes desmatamentos e incêndios ilegais e da caça furtiva.

As Guerreiras da Floresta são um grupo de mulheres indígenas do povo Guajajara que vive na Terra Indígena Caru, no Brasil, há séculos. Usando tecnologia de ponta, como drones e câmeras com GPS, as Guerreiras da Floresta arriscam suas vidas para vigiar o território, localizar atividades ilegais e alertar as autoridades.

Ministra Sônia Guajajara, retratada no último episódio de Guardiães.

A Amazônia é a maior floresta tropical do mundo. Ela abriga um terço das espécies terrestres de plantas e animais do planeta e armazena bilhões de toneladas de carbono, ajudando a regular o clima global. No entanto, esse ecossistema essencial está em um ponto crítico e o impacto devastador do aumento do desmatamento e das mudanças climáticas se tornou um grande destaque na história recente. Nos últimos 50 anos, quase 20% da Amazônia foi destruída, provocando secas, incêndios florestais e inundações, o que afeta as vidas diárias dos povos indígenas.

A série documental inédita foi idealizada pelo príncipe William, que narrou o trailer e as introduções dos episódios. Cada episódio se concentra em uma comunidade diferente de protetores da natureza em todo o mundo e nos desafios específicos que eles enfrentam ao proteger espécies ameaçadas de extinção e ecossistemas frágeis.

O príncipe de Gales disse:

“Eu tive o privilégio de conhecer alguns guardas florestais ao longo da minha vida e vi, em primeira mão, o trabalho essencial que eles realizam. No entanto, suas histórias são, muitas vezes, ignoradas ou malcompreendidas. A realidade é que proteger nossa natureza se tornou um dos trabalhos mais perigosos do planeta. Precisamos entender e reconhecer os guardiães da natureza e o trabalho essencial que eles realizam.”

“Os guardas que conhecemos nessa série são uma inspiração para todos nós. Todos os dias eles enfrentam riscos enormes se colocando na linha de frente na defesa da natureza, se posicionando entre caçadores ilegais e espécies ameaçadas, contribuindo para a coexistência sustentável entre humanos e animais e combatendo a perda de habitat. Enquanto trabalham para proteger nossos oceanos, nossas florestas, nossas planícies, nossas montanhas e biodiversidade, eles também educam, fortalecem comunidades e fomentam a ciência. São heróis anônimos — verdadeiros guardiães da natureza, defendendo a natureza e o futuro do planeta para todos nós.”

Mulheres indígenas brasileiras no episódio final de Guardiães.

Desde a sua criação em 2014, o grupo Guerreiras da Floresta cresceu de apenas oito mulheres para 43. Elas viram, em primeira mão, o impacto que a demanda por recursos naturais e a atividade ilegal exerceram sobre a floresta tropical e arriscam suas vidas para protegerem seu território, bem como sua cultura. Como parte do seu trabalho, elas percorrem ambientes perigosos, arriscam confrontos diretos e, às vezes, até mesmo emboscadas de caçadores e madeireiros ilegais. Em 2015, o grupo combateu um incêndio especialmente devastador que levou à morte trágica de uma das guerreiras envolvidas.

Sônia Guajajara, ministra dos Povos Indígenas do Brasil, que também aparece no episódio, afirmou: “Hoje o movimento indígena global tem uma mensagem muito forte que diz: ‘nós somos a resposta’. A humanidade deve entender o papel dos povos indígenas e de seus territórios na proteção da biodiversidade, do meio ambiente e na manutenção do equilíbrio climático. Todos estão buscando soluções distantes, mas, na verdade, elas estão bem aqui, nas mãos do povo que a protege através das suas formas de viver.”

Sônia é do povo Guajajara e desempenhou um grande papel no embate de décadas para proteger as florestas tropicais e a cultura indígena. No início desta semana, durante a London Climate Action Week (Semana de Ação Climática de Londres), Sônia se juntou ao príncipe William e a líderes globais em uma mesa redonda de alto escalão que buscou o avanço de uma nova onda de ambição em relação à natureza e ao clima e o reconhecimento do papel essencial que os povos indígenas desempenham na saúde do nosso planeta.

A série Guardiães foi coproduzida pela The Royal Foundation com o estúdio premiado Zandland e acompanha histórias extraordinárias de guardas florestais ao redor do mundo. Através de cenas imersivas e entrevistas envolventes, essa série destaca os esforços emocionais e técnicos desses guardiães e sua coragem para proteger não apenas o futuro da natureza, mas a cultura e a sabedoria enraizadas nela. Além do episódio filmado no Brasil, outros episódios exploram com unidades de guardas na:

– República Centro-Africana e a deslumbrante área protegida Dzangha-Sangha, acompanhando um antigo caçador ilegal que agora dedica sua vida para proteger a fauna que, um dia, ele caçou.

– O Himalaia e a Índia, onde no alto do Vale de Spiti guardas trabalham para promover a coexistência entre leopardos-das-neves, conhecidos como Fantasmas do Himalaia, e as comunidades locais.

– Mar de Cortez, no México, já chamado de “aquário do mundo” – e a história de um antigo pescador ilegal que agora trabalha para proteger esse ecossistema ameaçado.

– Parque Nacional Kruger, na África do Sul, onde equipes trabalham dia e noite para proteger, resgatar e reabilitar rinocerontes criticamente em risco de extinção que enfrentam ameaças diárias de caçadores ilegais.

– Sri Lanka, onde especialistas veterinários trabalham incansavelmente para reabilitarem elefantes, leopardos e outros animais, enquanto conciliam funções de vigilância e mitigam conflitos entre humanos e elefantes.

A série pode ser vista em todas as mídias sociais e no YouTube da BBC Earth. Os episódios também estão sendo transmitidos em locais do Adventure Cinema em todo o Reino Unido.

Detalhes do episódio:

Título: “As guardiãs da Terra Indígena Caru”

Série: Guardiães

Estreia em: Sexta-feira, 27 de junho

Assunto: Guerreiras da Floresta

Local: Terra Indígena Caru, Brasil

Idioma: Inglês, português brasileiro

Disponível nas mídias sociais e no canal do YouTube do BBC Earth (disponível mundialmente)

Há uma ampla variedade de títulos em uso ao redor do mundo, dos quais todos se encaixam na definição do termo “guarda florestal”.

Sobre Guardiães

Guardiães é uma série desenvolvida para plataformas digitais com episódios de seis a dez minutos que oferece visões intimistas das vidas dos guardas florestais. O estilo “plano sobre o ombro” captura, de forma proposital, as histórias com detalhes intimistas para colocar os espectadores dentro da ação. Coproduzida pelo Zandland e pela The Royal Foundation, a série destaca os esforços extraordinários daqueles que protegem as espécies mais ameaçadas e os ecossistemas mais frágeis do nosso planeta.

Sobre The Royal Foundation of The Prince and Princess of Wales

The Royal Foundation of The Prince and Princess of Wales se orienta com base na crença de que a mudança sempre é possível e essa abordagem positiva faz com que ela se envolva em questões que antes pareciam desafios muito grandes para muitas pessoas.

The Royal Foundation faz parcerias com as mentes mais inteligentes e ousadas, trabalhando lado a lado com especialistas com experiência, organizações e grupos para provocar mudanças duradouras. Através de programas como The Centre for Early Childhood (Centro para a Primeira Infância), Homewards (De volta para casa) e United for Wildlife, a The Royal Foundation criou parcerias por todo o mundo, colaborando para realizar um verdadeiro impacto no planeta e mudanças tangíveis. Para mais informações, acesse www.royalfoundation.com.

Sobre United for Wildlife

Fundada pelo príncipe William e pela The Royal Foundation em 2013, a United for Wildlife é uma aliança global sem precedentes do setor privado, agentes financeiros, governos e organizações sem fins lucrativos que trabalham juntos com o fim de promover uma resposta eficaz para as crises naturais mais urgentes, garantindo que tanto a vida selvagem quanto as pessoas prosperem. Para mais informações acesse este link.

Sobre a ZANDLAND

ZANDLAND é uma produtora full-service premiada, fundada pelo cineasta e jornalista Benjamin Zand. Indicada a um prêmio Bafta por seu conteúdo digital inovador em formato curto, o objetivo da ZANDLAND é simples: impressionar mentes e transformar mundos. Conhecida por suas narrativas ousadas, jornalismo imersivo e produção inovadora, ela trabalha com todos os gêneros e plataformas – de séries limitadas de longa duração e documentários profundos até conteúdo de marca de alto impacto. Seja lidando com investigações impactantes ou criando formatos de entretenimento digital envolventes, a ZANDLAND se dedica a produzir histórias que mudam perspectivas e deixam um impacto duradouro. Para mais informações acesse o link.

Sobre a BBC Studios Digital Brands

A BBC Studios Digital Brands é uma força motriz no cultivo e crescimento de comunidades de fãs por trás de algumas das franquias mais icônicas do mundo, como Bluey, BBC Earth, Doctor Who e o canal de comédia para a Geração Z, Funny Parts – alcançando um enorme público global de mais de 350 milhões de pessoas em mais de vinte países. Com o maior impacto social de qualquer emissora do Reino Unido, ela cria, encomenda e comercializa conteúdos voltados primeiramente para as redes sociais, atraindo públicos cinco vezes mais engajados do que seus concorrentes.

Duas vezes eleita Editor Europeu do Ano pelo Lovie Awards e com duas honrarias Diamond do YouTube, a divisão cria conteúdo premium e inclusivo que envolve profundamente o público, promovendo lealdade e conexão. A Digital Brands ajuda parceiros a acessarem oportunidades dinâmicas em publicidade, patrocínio, conteúdos de influenciadores e de marca, garantindo que suas marcas possam se conectar com suas comunidades de fãs de maneiras profundas e impactantes.

(Com Erika Mendes/Embaixada do Reino Unido no Brasil)

Jovens da Amazônia se mobilizam por clima e justiça social rumo à COP30

Quilombo São Francisco do Bauana, por Kleber Patricio

Foto: Rebeca Vilhena e Tiago Araújo/CNS.

A comunidade quilombola São Francisco do Bauana, localizada entre o município de Alvarães (a 531 km de Manaus) e o entorno da Floresta Nacional (Flona) de Tefé, no interior do Amazonas, recebeu mais de 300 jovens, parceiros e lideranças no Encontro das Juventudes, Povos e Comunidades Tradicionais. O evento, que foi até sábado (28/6), promoveu debates sobre meio ambiente, mudanças climáticas, territórios tradicionais e outras pautas essenciais.

Ao fim do encontro, foi produzido um documento com as principais demandas da juventude amazônida, que vai ser apresentado durante a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), marcada para novembro em Belém (PA).

Foto: Rebeca Vilhena e Tiago Araújo/CNS.

A escolha do local tem significado profundo: a região foi duramente impactada pela severa estiagem que atingiu o Amazonas entre 2023 e 2024 e representa a realidade de muitos territórios que enfrentam os efeitos da crise climática. Além disso, uma das principais lideranças do encontro nasceu ali: Dione Torquato, secretário-executivo do Conselho Nacional das Populações Extrativistas (CNS).

Filho e neto de seringueiros, Dione cresceu na comunidade do Caru, dentro da Flona de Tefé, ouvindo histórias sobre a luta de Chico Mendes. Desde cedo, decidiu seguir o mesmo caminho. A infância, no entanto, foi marcada por desafios. Para estudar, caminhava mais de uma hora e meia até uma escola improvisada de madeira, onde aprendia deitado no chão e a professora escrevia com carvão num quadro improvisado. Aos sete anos, quase perdeu a vida por causa de uma doença comum na região. Com 13, mudou-se para a cidade para estudar, mas teve que interromper os estudos por falta de condições financeiras. Voltou ao interior, ajudou a cuidar dos irmãos e, aos 18, teve sua primeira filha.

Foto: Rebeca Vilhena e Tiago Araújo/CNS.

Apesar das dificuldades, nunca deixou de lado suas origens extrativistas, nem o compromisso com a luta social. Hoje, Dione segue viajando todos os anos para a Flona de Tefé e Reserva Extrativista Chico Mendes, no Acre, para participar de mobilizações e apoiar na colheita de produtos da sociobiodiversidade como açaí e castanha. “Conhecer o legado de Chico Mendes foi essencial para eu me reconhecer como jovem que podia lutar por educação, saúde, trabalho e direitos para minha comunidade. Depois percebi que não estava sozinho e que a luta coletiva é o que move a transformação”, afirma.

Dione também contribuiu com políticas públicas voltadas aos jovens e ao meio ambiente. Participou da criação do Estatuto da Juventude, do Plano Nacional de Juventude e Sucessão Rural e da atualização do Plano Nacional de Juventude e Meio Ambiente (PNJMA). Foi ainda membro do Conselho Nacional da Juventude (CONJUVE). “Alguns se desanimam por acharem que são inexperientes. Outros desistem pelas dificuldades da região amazônica. Mas precisamos seguir. O futuro do planeta depende da participação ativa dos jovens”, reforça Dione.

O Encontro das Juventudes teve como foco fortalecer a importância dos Territórios Tradicionais de Uso Coletivo (TUCs) como espaços fundamentais para a garantia de direitos e o enfrentamento da crise climática.

Rebeca Vilhena e Tiago Araújo/CNS.

A iniciativa foi uma realização do CNS, Memorial Chico Mendes (MCM), Jovens Protagonistas (JP) e Associação dos Moradores e Produtores Agroextrativistas da Flona de Tefé e Entorno (APAFE), com apoio do Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB), SOS Amazônia, Instituto Clima e Sociedade (ICS), Fundação Amazônia Sustentável (FAS), Rainforest Noruega (RFN), Cooperação Técnica Alemã (GIZ), ICMBio, Prefeitura de Alvarães, Câmara de Vereadores de Alvarães, CONAQ-AM, grupo Mulheres Protagonistas da Flona Tefé, quilombo São Francisco do Bauana e outras organizações locais.

(Com Emanuelle Araujo Melo de Campos)

Férias na Cozinha: Le Cordon Bleu São Paulo promove curso especial para pais e filhos

São Paulo, por Kleber Patricio

Com duração de três horas e metodologia Le Cordon Bleu, curso inclui desde o preparo até a degustação das receitas. Foto: Divulgação.

Que tal os pequenos colocarem a mão na massa nestas férias? Nos dias 19/7 e 26/7, o Le Cordon Bleu São Paulo promove 2 edições do workshop Les Petits Cordons Bleus – Duo, voltado para crianças de 10 a 14 anos com acompanhante. A proposta é unir famílias em torno da gastronomia, incentivando a criatividade, a colaboração e o prazer de cozinhar juntos.

Com duração de três horas e metodologia Le Cordon Bleu, o curso inclui desde o preparo até a degustação das receitas. Avental, apostila, certificado e os ingredientes estão inclusos no pacote — e o que for preparado na aula vai direto para casa.

As vagas são limitadas e as inscrições já estão abertas. Uma experiência saborosa e educativa para compartilhar durante as férias de julho. Faça sua inscrição pelo link.

Sobre Le Cordon Bleu

Le Cordon Bleu é a principal rede global de institutos de artes culinárias e gestão de hospitalidade, com uma herança de 130 anos. A rede mantém presença global com 35 escolas em mais de 20 países, formando cerca de 20 mil alunos de mais de 100 nacionalidades diferentes todos os anos. As técnicas culinárias tradicionais francesas permanecem no coração do Le Cordon Bleu, mas seus programas acadêmicos são constantemente adaptados para incluir novas tecnologias e as inovações necessárias para atender às necessidades crescentes da indústria. Presente no Brasil desde 2018, possui unidades no Rio de Janeiro e em São Paulo, onde oferece programas de alta qualidade, como o Grand Diplôme, o Diploma de Cozinha Brasileira, o Diplôme de Wine & Spirits, Diplôme de Plant Based, entre outros.

(Com Guilherme Messina/Anima Educação)

Arte, paixão e um assassinato que abala a costa: conheça um retrato vivo do Brasil caiçara

São Paulo, por Kleber Patricio

Imagem: Divulgação.

Jacurici é uma praia fictícia, mas poderia ser real: um recanto na mata atlântica onde as ondas escondem histórias de amor, traição e morte. Na Leitura Coletiva de “Vento Endiabrado”, a premiada autora Regina Helena de Paiva Ramos conduz o leitor por uma narrativa intensa que atravessa décadas e dá contornos de drama, desejo e destino a um amor proibido.

No centro da trama está o romance impossível entre Veridiana, uma artista plástica cosmopolita e intensa, e Venâncio, um pescador dividido entre a lealdade às suas raízes e o sonho de ascensão social. Mas quando um assassinato à beira-mar rompe o curso das marés, o vilarejo se vê envolto em uma rede de antigos desafetos, disputas familiares e segredos enterrados sob a areia branca.

A narrativa pulsa com personagens inesquecíveis: Carolina, com seus muitos filhos e amores; a matriarca inflexível Izaltina; Tereza, que cria o filho sozinha; e José Luiz, o médico que adota um lar e um menino que não são seus. Cada trajetória forma o tecido denso e fascinante do lugar, que é transformado aos poucos pela chegada dos veranistas e forasteiros nos anos 70.

Com linguagem viva e repleta de expressões locais, Regina Helena de Paiva Ramos, hoje com 94 anos, retrata um “caiçarês” em extinção. Jornalista há mais de sete décadas, visitou a região retratada no livro nos anos 1970 e, atenta aos detalhes, registrou paisagens, conversas e impressões que agora ganham corpo na fictícia Jacurici.

A estrutura do romance alterna entre narração tradicional, diários íntimos, reportagens e cadernos de anotações, o que confere ritmo cinematográfico e riqueza de pontos de vista à narrativa. Nesta Leitura Coletiva, você encontra um retrato lírico e contundente sobre identidade, pertencimento e a beleza que, teimosamente, resiste às ondas do tempo.

Conheça as belezas e os mistérios de Jacurici

Os selecionados para a Leitura Coletiva receberão o livro gratuitamente, poderão debater a obra com outros leitores e devem postar a resenha nas mídias sociais. Inscreva-se agora: https://forms.gle/N4Y45unKHnjTsgKM9.   

Conheça a trajetória da autora: Jornalista formada pela Faculdade Cásper Líbero, Regina Helena de Paiva Ramos tem mais de sete décadas de atuação na imprensa, com passagens por jornais como O Tempo, A Gazeta e Popular da Tarde, além das revistas Manchete e Visão. Atuou também na TV Excelsior e Bandeirantes.

É autora de obras diversas, como Mulheres Jornalistas – A Grande Invasão (2010), que resgata a história de 67 pioneiras da imprensa, Mata Atlântica: 20 Razões para Amá-la (2005), além de livros de culinária e ensaios sobre o cotidiano feminino. Em Vento Endiabrado, transforma a fictícia praia de Jacurici em um espelho feroz e profundamente brasileiro.

(Com Alessandra Blaessing/LC Agência de Comunicação)

Espetáculo “Arquiteto e o Imperador da Assíria” de Fernando Arrabal estreia em julho na Praça Roosevelt

São Paulo, por Kleber Patricio

Foto: Isadora Baptista.

O grupo Egregora estreia em julho a peça “Arquiteto e o Imperador da Assíria”, livremente inspirada na obra do dramaturgo e cineasta espanhol Fernando Arrabal, um dos grandes nomes do teatro do absurdo. Com direção de Lilian Luchesi e atuação de Diogo Guermandi e Samuel Mota, o espetáculo terá dez apresentações gratuitas no Teatro do Curso Ator, na Praça Roosevelt, em São Paulo.

Em um jogo provocador e insano de poder, identidade e dominação, dois personagens se enfrentam e se confundem numa ilha isolada, desafiando as fronteiras entre civilização e barbárie, controle e loucura. O texto, carregado de humor ácido e de linguagem surrealista, conduz o público por uma experiência radical que reflete, por meio do absurdo, as contradições da vida moderna.

Nesta versão, o espetáculo se atualiza e ressoa com os dilemas contemporâneos: a hiperconectividade, a ansiedade de seguir trends passageiras, e o esgotamento de viver sob o olhar permanente do outro. A encenação propõe uma crítica feroz aos excessos do presente — onde tudo é exposto, vigiado, performado — e onde a identidade oscila entre o ser e o parecer.

Mais do que oferecer respostas, Arquiteto e o Imperador da Assíria convida o espectador a mergulhar em suas próprias perguntas. Cada olhar, cada vivência, cada repertório encontra na cena um espelho particular. É o absurdo como provocação — desconcertante, poético e, sobretudo, aberto à interpretação de quem assiste.
Criador do movimento Pânico, Fernando Arrabal propõe uma estética marcada pelo delírio, o caos e a euforia como forma de subversão. Com essa mesma liberdade, o Grupo Egregora mergulha na obra como parte de sua pesquisa cênica e pedagógica no Curso Ator.

O projeto conta com apoio da Secretaria de Cultura da Prefeitura de São Paulo, viabilizado por emenda parlamentar do vereador Manoel Del Rio.

SERVIÇO:

Arquiteto e o Imperador da Assíria

Local: Teatro do Curso Ator – Praça Franklin Roosevelt, 134 – Consolação – São Paulo

Classificação indicativa: 16 anos

Entrada gratuita – 75 lugares por sessão

Datas e horários:

De 1º a 18 de julho, em dez sessões gratuitas:

Terças, quartas e sextas às 20h (1, 2, 4, 8, 9, 11, 15 e 18 de julho)

Domingos às 18h (6 e 13 de julho)

Ingressos disponíveis em: Sympla

+infos: @egregora.teatro | @cursoator

FICHA TÉCNICA

Texto: Fernando Arrabal

Idealização: Grupo Egregora

Direção: Lilian Luchesi

Elenco: Diogo Guermandi e Samuel Mota

Assistência de direção: Ariel Miceli

Produção geral: Caio Gama

Iluminação: Ivan Fagundes

Sonorização: Suelen Monteiro

Figurino: Fernando Fecchio e Lilian Luchesi

Concepção cenográfica: Diogo Guermandi

Cenotécnico: Gabriel Gombossy.

(Com Analu Barbosa/Evva Comunicação)