Notícias sobre arte, cultura, turismo, gastronomia, lazer e sustentabilidade

Arte & Cultura

Rio de Janeiro

Etc e Tal transforma “Dom Quixote” em uma experiência visual arrebatadora e reafirma a força da mímica brasileira no cenário contemporâneo

por Kleber Patrício

Uma das companhias mais importantes do teatro físico brasileiro, a carioca Etc e Tal apresenta Dom Quixote, espetáculo infanto-juvenil sem palavras que reinventa o clássico de Miguel de Cervantes por meio da mímica, da comicidade gestual e de uma sofisticada dramaturgia visual. A estreia acontece no dia 7 de março de 2026 no Teatro Glaucio […]

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Lazer & Gastronomia

Inglaterra

British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta “Celia”, vagão exclusivo assinado por Baz Luhrmann e Catherine Martin

por Kleber Patrício

Novo vagão é dedicado a eventos e jantares privados; espaço foi idealizado e desenhado pelo cineasta Baz Luhrmann, diretor de filmes como Moulin Rouge!, The Great Gatsby e Elvis, e pela figurinista e designer de produção Catherine Martin, quatro vezes vencedora do Oscar por seu trabalho em Moulin Rouge! e The Great Gatsby

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MASP exibe principais obras do projeto Vídeo nas Aldeias

São Paulo, por Kleber Patricio

Vincent Carelli e Rita Carelli (Vídeo nas Aldeias), Yaõkwa – Imagem e Memória, 2020 (frame do vídeo).

O MASP – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand apresenta de 13 de junho a 10 de agosto a Sala de Vídeo: Vídeo nas Aldeias. Parte da programação do museu dedicada ao tema Histórias da ecologia, a exposição retrata a diversidade dos povos indígenas em seus modos de ver, habitar e se relacionar com o mundo e com o meio ambiente. A mostra reúne os filmes Amne Adji Papere Mba – Carta Kisêdjê para o RIO+20 (2012), de Kamikia Kisêdjê; Bicicletas de Nhanderú (2011), de Ariel Duarte Ortega Kuaray Poty e Patrícia Ferreira Pará Yxapy; e Yaõkwa – Imagem e Memória (2020), de Vincent e Rita Carelli.

Os filmes foram realizados a partir de processos coletivos e oficinas promovidas pelo projeto Vídeo nas Aldeias, idealizado em 1986 pelo antropólogo e documentarista franco-brasileiro Vincent Carelli (Paris, França, 1953). O projeto surgiu com a iniciativa de registrar comunidades indígenas e exibir essas imagens para os próprios povos filmados. Com o tempo, consolidou-se como um programa de formação de cineastas indígenas no Brasil, oferecendo oficinas, apoio técnico e doação de equipamentos audiovisuais.

Com curadoria de Isabela Ferreira Loures, assistente curatorial, MASP, a mostra aborda uma concepção de ecologia baseada em cosmologias indígenas, na qual o meio ambiente não é visto como recurso ou paisagem, mas como campo de relações que compreende a espiritualidade e a própria existência. “Esses filmes revelam uma maneira diferente de se relacionar com o mundo e de existir no mundo. Uma forma de compreender o meio ambiente como algo expandido, que vai além da ideia de preservação pela preservação. O meio ambiente, para essas comunidades, é o próprio meio de vida”, diz a curadora.

Vincent Carelli e Rita Carelli (Vídeo nas Aldeias), Yaõkwa – Imagem e Memória, 2020. (frame do vídeo).

Na mostra, os filmes são exibidos em sequência, em projeções contínuas. Amne Adji Papere Mba – Carta Kisêdjê para o RIO+20 (2012), de Kamikia Kisêdjê, é um vídeo manifesto das mulheres Kisêdjê contra o desmatamento das florestas e a poluição dos rios decorrentes da construção da usina de Belo Monte, no Xingu. O filme foi produzido pela cineasta e pelo Coletivo Kisêdjê de Cinema como uma mensagem do seu povo para a RIO+20. Nesse contexto, as mulheres tomaram a frente dos depoimentos, expressando com contundência sua apreensão diante da devastação da Amazônia e do futuro de seus netos.

Bicicletas de Nhanderú (2011), de Ariel Duarte Ortega Kuaray Poty e Patrícia Ferreira Pará Yxapy, cineastas Guarani Mbya, oferece uma imersão na espiritualidade presente no cotidiano dos Mbya-Guarani da aldeia Koenju, evidenciando uma relação simbiótica do povo com a floresta.

Yaõkwa – Imagem e Memória (2020), de Vincent e Rita Carelli, acompanha o retorno à comunidade Enawenê Nawê, no Mato Grosso, para devolver imagens filmadas ao longo de quinze anos pelo Vídeo nas Aldeias. Esses registros documentam o Yaõkwa, o ritual mais longo da comunidade, em que os mestres de cerimônia entoam, por sete meses, diversos cantos para manter o equilíbrio entre o mundo terreno e o espiritual. Quinze anos depois, os Enawenê Nawê reverenciam essas imagens, reencontrando parentes falecidos, costumes esquecidos e cantos rituais preciosos.

Sala de Vídeo: Vídeo nas Aldeias integra a programação anual do MASP dedicada às Histórias da ecologia. A programação do ano também inclui mostras audiovisuais de Emilija Škarnulytè, Inuk Silis Høegh, Janaina Wagner, Maya Watanabe e Tania Ximena.

Sobre Vídeo nas Aldeias

O Vídeo nas Aldeias é um projeto audiovisual criado em 1986 com o propósito de fortalecer o cinema indígena brasileiro. Idealizado por Vincent Carelli, o Vídeo nas Aldeias se dedicou, inicialmente, a registrar a cultura de diferentes povos indígenas brasileiros, apresentando as filmagens para as próprias comunidades. A partir de 1997, o projeto expandiu suas atividades para incluir oficinas audiovisuais realizadas junto a esses povos e passou a distribuir equipamentos de filmagem para que os participantes tivessem autonomia na representação de sua própria cultura. Desde então, a formação de cineastas indígenas e o suporte técnico para a produção de filmes se tornaram pilares da atuação do projeto.

Serviço:

Sala de Vídeo: Vídeo nas Aldeias

Curadoria: Isabela Ferreira Loures, assistente curatorial, MASP

2º subsolo, Edifício Lina Bo Bardi

Visitação: 13/6/2025 a 10/8/2025

MASP — Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand

Avenida Paulista, 1578 – Bela Vista, São Paulo, SP 01310-200

Telefone: (11) 3149-5959

Horários: terças grátis, das 10h às 22h (entrada até as 21h); quarta e quinta das 10h às 18h (entrada até as 17h); sexta das 10h às 22h (entrada gratuita das 18h às 21h); sábado das 10h às 22h (entrada até as 21h); domingo, das 10h às 18h (entrada até as 17h); fechado às segundas.

Agendamento on-line obrigatório pelo link masp.org.br/ingressos

Ingressos: R$ 75 (entrada); R$ 37 (meia-entrada).

Site oficial | Facebook | Instagram.

(Fonte: Assessoria de imprensa MASP)

Balé Folclórico da Bahia anuncia turnê nacional

Brasil, por Kleber Patricio

Coreografia Okan. Fotos: Célia Santos.

O internacionalmente aclamado Balé Folclórico da Bahia (BFB) anuncia turnê nacional, a primeira da companhia via lei de incentivo. Para comemorar seus 37 anos de existência, a jornada levará a arte do grupo pelas regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste do país, por meio do espetáculo “O Balé Que Você Não Vê”. A série de apresentações começa no dia 22 de agosto, com a participação do BFB no MoviRio Festival (Rio de Janeiro), e prosseguirá até outubro, passando por São Paulo, Campinas, Franca, Goiânia, Florianópolis, Porto Alegre e Novo Hamburgo. A realização desta turnê conta com o patrocínio master do will bank por meio do estímulo da Lei Federal de Incentivo à Cultura – Lei Rouanet e Ministério da Cultura.

Criada em 2022, a montagem desta apresentação cravou o retorno do Balé Folclórico da Bahia aos palcos após o período da pandemia. O espetáculo é inspirado na luta diária de uma companhia profissional para se manter ativa, tanto financeiramente quanto tecnicamente. Walson (Vavá) Botelho, diretor-geral e fundador da companhia, afirma que “O espetáculo O Balé Que Você Não Vê reflete a nossa resistência. Ele foi montado e teve sua estreia mundial depois de mais de dois anos sem a companhia se apresentar. Foi um enorme desafio, mas também uma grande celebração”. No palco, o conjunto de dança afro-baiana apresentará três coreografias concebidas especialmente para esta produção: Bolero, de Carlos Durval; Okan, de Nildinha Fonseca; e 2-3-8, de Slim Mello, além de exibir o repertório clássico do grupo com Afixirê, uma coreografia de Rosângela Silvestre reconhecida internacionalmente.

Coreografia Bolero.

A manutenção da qualidade artística do Balé demanda um esforço contínuo. Vavá conta que “A realidade da companhia envolve muita preparação e disciplina, um trabalho exaustivo e diário”. Ele também pondera que “Poucas companhias de dança privadas sem patrocinador regular conseguem existir por tanto tempo, mantendo um nível de excelência técnica tão elevado e respeito do público e da crítica”. Além da imersão na dança, música, capoeira, canto e teatro, os bailarinos do BFB recebem preparação em dança clássica, moderna e contemporânea, evidenciando a amplitude de sua formação.

Este projeto de circulação nacional foi originalmente concebido para festejar os 30 anos da companhia. Vavá Botelho destaca que “O projeto dessa turnê nacional foi concebido para celebrar os 30 anos do Balé Folclórico da Bahia, mas só agora, sete anos depois, vamos realizar a turnê graças ao patrocínio do will bank, que abraçou nosso projeto e vai levar a companhia para três regiões do país”. 

A parceria com o will bank mostra a ligação do banco digital com a valorização da cultura brasileira, segundo Felipe Félix, CEO do will bank. “Nós acreditamos na força da nossa cultura e fazemos questão de celebrar o que o Brasil tem de melhor. Apoiar o Balé Folclórico da Bahia, em sua primeira grande turnê pelo país, é a nossa forma de reconhecer e mostrar para todo mundo a potência que esse grupo construiu em 37 anos de muita história e talento”, comenta.

Para anunciar a turnê, o Balé promoverá no próximo dia 10 um evento fechado de lançamento no Palacete Tira-Chapéu, em Salvador, Bahia. Ao lado do will, a companhia de dança anunciará os teatros e as datas oficiais das apresentações, assim como algumas curiosidades sobre o espetáculo e seus bastidores.

A única companhia de dança folclórica brasileira

Coreografia 2-3-8.

O Balé coleciona importantes prêmios e reconhecimentos. Recentemente, em 20 de maio, foi homenageado com a Ordem do Mérito Cultural, concedida pela Presidência da República e Ministério da Cultura. Em 2013, a prefeitura de Atlanta (EUA) declarou o dia 1º de novembro como o Dia do Balé Folclórico da Bahia, e no mesmo ano, o grupo teve uma rua nomeada em sua homenagem na cidade de Aného, no Togo. A crítica de dança do The New York Times, Anna Kisselgoff, uma voz poderosa no cenário mundial, escreveu que “O prazer dos dançarinos, músicos e cantoras em fazer o que eles fazem sobre o palco é tão obviamente parte da vida deles que contagia todo o teatro”. A jornalista também declarou em uma de suas críticas para o jornal norte-americano que “Eu já assisti seus maravilhosos bailarinos em diferentes países, sempre se comunicando com o público. Crianças e adultos são tomados de imediato pelos ritmos e encantos de sua arte”. Em 1994, a Associação Mundial de Críticos reconheceu o BFB como a melhor companhia de dança folclórica do mundo.

Desde 1993, sob a direção artística de José Carlos Arandiba (Zebrinha), o corpo de baile atingiu um notável nível de aprimoramento técnico-interpretativo. A Bahia, com sua efervescência de manifestações populares, é a principal fonte de inspiração para as pesquisas do grupo, que legitima o folclore baiano em suas coreografias. O diretor artístico afirma que “O nosso grande objetivo é a educação. Meu princípio é que cada pessoa faz seu caminho. No Balé, há pessoas de todas as faixas etárias e de todas as classes sociais. A partir do momento que alguém entra por nossa porta, deixa fora um monte de estigma”. 

Sobre o Balé Folclórico da Bahia

O premiado Balé, que completa 37 anos em agosto, já se apresentou em mais de trezentas cidades e trinta países, incluindo Estados Unidos, Itália, Inglaterra, Bélgica, Canadá, Dinamarca, Nova Zelândia, Austrália, Alemanha, França, Holanda, Suíça, México, Chile, Colômbia, Finlândia, Suécia e África do Sul, Benin, dentre outros. “Seguramente, somos um dos principais embaixadores da cultura popular brasileira e afro-baiana para o mundo”, destaca Vavá. Com sede no Pelourinho, em Salvador, o BFB é a única companhia de dança folclórica profissional do país. Os integrantes da companhia – dançarinos, músicos e cantores – recebem preparação técnica para dança, música, capoeira, canto e teatro. Para preservar e divulgar as principais manifestações folclóricas da Bahia, o Balé desenvolveu uma linguagem cênica que parte dos aspectos populares e atinge questões contemporâneas. O Balé também realiza apresentações às segundas, quartas e sextas-feiras, no Teatro Miguel Santana, no Pelourinho, tendo como público, principalmente, turistas estrangeiros e de outros estados do Brasil.

Oi, eu sou um banco digital, mas pode me chamar de will

Com mais de 9 milhões de clientes no país, o will bank chegou em 2017 com um objetivo: tornar a relação dos brasileiros com o dinheiro mais excitante. Seus clientes não pagam anuidade pelos serviços, como conta digital com cartão de crédito e débito, cartão virtual, investimentos e PIX. Para saber mais, acesse o site.

(Com Larissa Picolli/Giusti Comunicação)

Instituto Tomie Ohtake recebe OCAM em celebração aos 10 anos de parceria entre as instituições

São Paulo, por Kleber Patricio

Fotos: Ricardo Miyada.

O Instituto Tomie Ohtake e a Orquestra de Câmara da ECA/USP (OCAM) celebram em 2025 10 anos de colaboração entre as instituições. Para marcar a parceria, a orquestra apresenta uma série de concertos ao longo do ano dentro do programa Imersão OCAM no Tomie, com uma programação rica e diversificada, que destaca tanto a tradição quanto a inovação na música clássica. Sob a direção de renomados regentes e músicos convidados, a temporada acontece de fevereiro a novembro de 2025, ocupando todos os espaços do Instituto Tomie Ohtake.

O conceito de “imersão” propõe uma abordagem inovadora, na qual o público não apenas assiste ao concerto, mas se sente integrado à própria orquestra. Isso ocorre pela disposição do palco, no mesmo nível dos assentos da plateia, criando uma conexão mais próxima e intensa do público com a música e os músicos.

No dia 15 de junho, domingo, às 11h, sob a regência do maestro Gil Jardim, a OCAM realiza um concerto que celebra três décadas de história da orquestra, trazendo ao palco do Tomie alguns músicos vencedores de seu concurso de jovens solistas apresentando obras de Hoffmeister, Andersen e Ronaldo Miranda.

Já no segundo semestre, o programa Realidades Imaginárias, apresenta o violão de Edelton Gloeden sob a regência de André Bachur para interpretar peças de Yuri Behr, Leo Brouwer, Marisa Rezende, Igor Stravinsky, além de uma estreia mundial de Fernando Dias Gomes. Em novembro, o programa Passione Clássica encerra a programação reunindo os músicos Amanda Martins e Alessandro Santoro que conduzem uma jornada pelo classicismo, com obras de Beethoven, Haydn e C.P.E. Bach.

Para o fundador e presidente do Conselho do Instituto Tomie Ohtake, Ricardo Ohtake, “Festejar os 10 anos de parceria entre o Instituto Tomie Ohtake e a OCAM, especialmente em um momento tão marcante como os 30 anos dessa brilhante orquestra, é motivo de grande orgulho. A programação pensada para essa celebração abre espaço para concertos que encantam tanto pelo respeito às raízes da música clássica quanto pela ousadia de novas propostas artísticas. Espero que a OCAM continue a sua vida entusiástica, e que volte sempre para se apresentar ao público do Instituto Tomie Ohtake”.

“Neste ano, celebramos 30 anos da OCAM e 10 anos de parceria com o Instituto Tomie Ohtake, o que para nós é uma grande honra e alegria. Os concertos apresentados no Instituto são sempre muito especiais, pois unir música e artes visuais é muito inspirador e enriquecedor tanto para a orquestra quanto para o público, que é sempre muito receptivo e acolhedor. Nesses 10 anos, poder compartilhar ideias, música e arte com Ricardo Ohtake, pessoa tão querida por nós, e sua equipe brilhante foi e é um presente para a OCAM. Que venham mais 10, 20 anos com muita arte, inovação e inspiração!”, afirma Ricardo Bologna, diretor artístico e maestro titular da OCAM.

Sobre a parceria

Desde 2015, quando se deu início a parceria firmada entre o fundador e Presidente do Conselho do Instituto Tomie Ohtake, Ricardo Ohtake, e Gil Jardim, então Diretor Artístico e Regente principal da OCAM, a colaboração resultou em uma série de apresentações memoráveis. A maioria dos concertos foi cuidadosamente concebida para se conectar com as exposições em exibição no Instituto, com um repertório especialmente interligado aos temas das mostras, criando uma experiência imersiva e única para o público. As apresentações ocorreram explorando diferentes espaços do edifício, em meio às salas de exposição, além do grande hall e mezanino, permitindo uma interação dinâmica entre a música e as artes visuais.

Um dos destaques dessa parceria aconteceu em 2016, em um espetáculo inspirado nas exposições Picasso: Mão Erudita, Olho Selvagem e Aprendendo com Dorival Caymmi: Civilização Praieira, que contou com a participação da OCAM e do renomado cantor, violonista e compositor, Dori Caymmi. Nesse mesmo ano, a orquestra fez uma intervenção na exposição Os Muitos e o Um: Arte Contemporânea Brasileira na Coleção Andrea e José Olympio Pereira.

Já em 2017, a OCAM esteve presente com um concerto especial na abertura da exposição Yoko Ono O céu ainda é azul, vc sabe… No mesmo ano, o Ensemble OCAM, formado por integrantes da orquestra, apresentou um recital com obras de compositoras brasileiras. O concerto, que marcou o encerramento da exposição Invenções da Mulher Moderna, Para Além de Anita e Tarsila, celebrou a trajetória de artistas modernistas femininas e incluiu peças inéditas de três das mais importantes compositoras brasileiras da atualidade: Léa Freire, Valéria Bonafé e Patricia Lopes. O Ensemble OCAM, que já se apresentou em diferentes formações desde sua criação em 2013, foi composto exclusivamente por mulheres neste recital.

Além disso, em 2019, o Concurso de Composição Musical Tomie Ohtake foi uma iniciativa que celebrava a obra da artista, desafiando compositores a criar peças inspiradas em três de suas gravuras. Ao longo dessa década, a parceria entre a OCAM e o Instituto Tomie Ohtake tem sido uma celebração constante da fusão entre a música e as artes visuais. Confira abaixo o programa completo da série Imersão OCAM no Tomie.

Programação 2025 – Série Imersão OCAM no Tomie

15 de junho, domingo, às 11h – OCAM 30 Anos | Concurso Jovens Solistas

Gil Jardim – Regente         

Alexandre Ficarelli – Oboé       

Andreza Batistella Viola | Vencedora Concurso Jovens Solistas OCAM

Gabriela Fiorini   Flauta |Vencedora Concurso Jovens Solistas OCAM

Programa:

Franz Anton Hoffmeister

Concerto para Viola em Ré Maior

Joachim Andersen

Ballade et Danses des Sylphes, Op. 5

Ronaldo Miranda

Ballade et Abá-Ubú para Oboé e Orquestra

17 de agosto, domingo, às 11h – Realidades Imaginárias

André Bachur – Regente 

Edelton Gloeden – Violão      

Programa:

Yuri Behr

Morana

Leo Brouwer

Concerto nº1 para Violão e Pequena Orquestra

Fernando Dias Gomes

Sem título | Ateliê de Composição CMU-OCAM – estreia mundial

Marisa Rezende

Fragmentos

Igor Stravinsky

Suite Pulcinella

16 de novembro, domingo, às 11h – Passione Clássica

Amanda Martins – Dir. Musical

Alessandro Santoro – Cravo

Programa

Ludwig Van Beethoven

Abertura Egmont, Op. 84

Carl Philipp Emanuel Bach

Concerto para Cravo em Fá Maior, Wq.12 H.415

Joseph Haydn

Sinfonia nº49 em Fá menor, “La Passione”. 

Instituto Tomie Ohtake

Av. Faria Lima 201 (Entrada pela Rua Coropé, 88) – Pinheiros SP

Metrô mais próximo – Estação Faria Lima/Linha 4 – amarela

Fone: 11 2245 1900

Site: institutotomieohtake.org.br

Facebook: facebook.com/inst.tomie.ohtake

Instagram: @institutotomieohtake

Youtube: https://www.youtube.com/@tomieohtake.

(Com Martim Pelisson/Instituto Tomie Ohtake)

Ubuntu Ensemble integra série Diversidade(s) na Música de Concerto com espetáculo no Sesc Pinheiros

São Paulo, por Kleber Patricio

Intitulado “Entre a literatura e a espiritualidade”, o concerto apresenta repertório que entrelaça espiritualidade, poesia e tradição camerística, com músicos negros em cena. Foto: Divulgação.

No dia 11 de junho, o Ubuntu Ensemble se apresenta no Sesc Pinheiros com o concerto “Entre a literatura e a espiritualidade”, dentro do projeto Diversidade(s) na Música de Concerto. Nesta edição, o grupo reúne Matheus Fernandes (violino), Iberê Carvalho (viola e direção artística), Marina Estanislau (violoncelo) e Jordan Alexander (piano), em uma proposta de escuta que convida o público a se aproximar das camadas simbólicas da música de câmara.

O repertório percorre diferentes tradições e experiências, evocando tanto o espiritual quanto o literário. Entre as obras escolhidas estão Adoration, da compositora afro-americana Florence B. Price (1887–1953), e o Quarteto em Dó menor, Op. 60, de Johannes Brahms (1833–1897), conhecido como “Werther” por seu diálogo com a obra de Goethe (1749–1832). O programa inclui ainda composições de Henrique Oswald (1852–1931) e arranjos de canções de matriz afro-brasileira, como É D’Oxum e Cordeiro de Nanã.

Formado em 2023, o Ubuntu Ensemble nasceu a partir do coletivo Ubuntu — criado em 2020 por artistas negros de diferentes áreas. O coletivo atua no campo mais amplo das artes se dedicando à música de câmara, com foco em ampliar a presença negra nesse universo. O grupo destaca obras de compositores negros e aposta em uma curadoria cuidadosa, guiada pela excelência técnica e pelo compromisso com a representatividade. Ao fazer isso, contribui para enriquecer o panorama da música de concerto no Brasil e propõe novas formas de escuta e pertencimento.

Formação

Matheus Fernandes (violino)

Iberê Carvalho (viola e direção artística)

Marina Estanislau (violoncelo)

Jordan Alexander (piano)

Repertório

Henrique Oswald – Quarteto para piano e cordas em Sol maior op. 26

Florence B. Price – Adoration para viola e piano

Johannes Brahms – Quarteto em Dó menor, op. 60 “Werther”

Geronimo/Calasans/Moreira – É D’Oxum para trio de cordas

Os Tincoãs – Cordeiro de Nanã para piano e cordas.

Diversidade(s) na Música de Concerto | Projeto do Sesc Pinheiros que convida o público a conhecer diferentes formações e repertórios dentro da música de câmara. A proposta é apresentar grupos e artistas que atuam na cena instrumental brasileira com caminhos próprios, em diálogo com diferentes tradições e linguagens.

As apresentações acontecem às quartas-feiras às 20h e incluem obras de repertório erudito, composições contemporâneas, criações autorais e arranjos feitos especialmente para as formações convidadas. A curadoria valoriza o encontro entre gerações, estilos e propostas estéticas, buscando ampliar o entendimento do que se chama de música de concerto hoje.

A próxima atração do projeto em junho é Laiana Oliveira, que se junta à programação com um repertório que reúne obras para voz, sons eletrônicos e flauta. Para saber mais, clique aqui.

Serviço:

Ubuntu Ensemble

Dia: 11 de junho, quarta, às 20h.

Local: Auditório

Duração: 60 min

Classificação: A12

Ingressos: R$ 30,00 (inteira), R$ 15,00 (meia) e R$ 10,00 (credencial plena)

Vendas Online: 3/6 a partir das 17h, pelo site e pelo aplicativo Credencial Sesc SP
Vendas Presencial: 4/6 a partir das 17h, nas bilheterias da rede Sesc SP

Sesc Pinheiros – Rua Paes Leme, 195

Estacionamento com manobrista: Terça a sexta, das 7h às 21h30; sábados das 10h às 21h; domingo e feriado, das 10h às 18h30.

(Com Gleice Nascimento/Assessoria de Imprensa Sesc Pinheiros)

Cia. Os Crespos apresenta espetáculo que celebra a diversidade por meio de mitos afro-brasileiros no Sesc Casa Verde

São Paulo, por Kleber Patricio

Os Coloridos. Foto: Mariana Ser.

O Sesc Casa Verde recebe nos dias 8 e 21 de junho o espetáculo ‘Os Coloridos’, da Cia. Os Crespos, coletivo teatral formado por artistas negros(as) e referência na pesquisa de questões raciais na cena brasileira. Com direção de Lucélia Sergio e texto de Cidinha da Silva, a montagem utiliza símbolos da fauna e dos mitos afro-brasileiros para falar, de forma lúdica e poética, sobre diversidade cultural, convivência e respeito às diferenças.

Na narrativa, duas araras — azul e amarela — disputam entre si a importância de suas cores. A chegada da arara vermelha transforma o embate ao contar a história da “arara de muitas cores”, personagem que representa a beleza da união entre as diferenças. Voltado ao público de todas as idades, o espetáculo convida à celebração da pluralidade e estimula o diálogo sobre convivência, empatia e identidade cultural.

Sinopse | O espetáculo apresenta personagens inspirados em mitos afrobrasileiros e convida o público a celebrar a diversidade. Duas araras, azul e amarela, disputam a importância de suas cores até a chegada da arara vermelha, que revela a história da arara de muitas cores, mostrando a beleza de serem coloridos.

FICHA TÉCNICA

Idealização: Lucélia Sergio e Ramon Zago

Direção: Lucélia Sergio

Texto: Cidinha da Silva

Dramaturgia: Lucélia Sergio

Elenco: Lucélia Sergio, Raphael Garcia, Venício Toledo e Lilian Regina (stand in)

Atores criadores: Joyce Barbosa, Janette Santiago e William Simplício

Músicos: Nunah Oliveira, Ramon Zago e Bárbara Magalhanis (stand in)

Letra das músicas: Belize Pombal

Criação musical: Belize Pombal, William Simplício e Ramon Zago

Preparação Musical: Alysson Bruno e Lia Aroeira

Maquiagem: Tairone Porto

Figurinos: Cleydson Catarina

Ideia Original: Belize Pombal

Produção: Rafael Ferro e Ramon Zago

Técnico de som e luz: Mauricio Caetano.

Serviço:

Os Coloridos, com Cia. Os Crespos

8/6, domingo, 16h; 21/6, sábado, 16h

Duração: 60 minutos

Local: Arena

Classificação etária: Livre

Grátis

Sesc Casa Verde

Horários de funcionamento: terça a sexta-feira, 10h às 19h; sábados, domingos e feriados, 10h às 18h

Endereço: Avenida Casa Verde, 327, São Paulo – SP

Bilheteria: terça a sexta, 10h às 18h30; sábados, domingos e feriados, 10h às 17h30.

Bicicletário: necessário uso de corrente e cadeado. 28 vagas.

Estacionamento: entrada pela Rua Soror Angélica, 751. Valores: Credencial Plena: R$ 17,00 (primeiras 3 horas) e R$ 3,00 por hora a mais. Outros: R$ 25,00 (primeiras 3 horas) e R$ 4,00 por hora a mais.

Acompanhe o Sesc Casa Verde na internet:

Site: sescsp.org.br/casaverde

Facebook: facebook.com/sesccasaverde

Instagram: @sesccasaverde.

(Com Milena Ostan e Marina Barroso/Assessoria de Imprensa Sesc Casa Verde)