Notícias sobre arte, cultura, turismo, gastronomia, lazer e sustentabilidade

Inscreva seu e-mail e participe de nossa Newsletter para receber todas as novidades

Exposição “Ancestral Afro-Américas” chega ao CCBB RJ

Rio de Janeiro, por Kleber Patricio

Vista da exposição. Foto: Carol Quintanilha.

Reunindo cerca de 160 obras de renomados artistas negros do Brasil e dos Estados Unidos, a exposição “Ancestral: Afro-Américas” chega ao Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro. Com direção artística de Marcello Dantas e curadoria de Ana Beatriz Almeida, a mostra celebra as heranças e os vínculos compartilhados entre os povos afrodescendentes brasileiros e norte-americanos no campo das artes visuais, promovendo uma reflexão crítica sobre a diáspora africana. A mostra conta também com um conjunto de adornos comumente chamado de “joias de crioula”, indumentária usada por mulheres negras que alcançavam a liberdade no período colonial brasileiro, especialmente na Bahia, como forma de expressar sua ancestralidade, e uma seleção de arte africana da Coleção Ivani e Jorge Yunes, com curadoria de Renato Araújo da Silva. Os segmentos buscam localizar, por um lado, as brechas em que a ancestralidade africana se fez presente durante o Brasil colonial e, por outro, seus elementos na arte produzida em seu território de origem.

“A palavra ‘ancestral’ é comum tanto em inglês quanto em português. É essa origem compartilhada que buscamos evidenciar na arte contemporânea, algo que ultrapasse as barreiras geográficas, linguísticas e culturais. A exposição ‘Ancestral’ demonstra que, mesmo diante de tanta dor, sofrimento e com todo distanciamento de séculos de diáspora africana, sua arte persiste na capacidade de manter uma chama acesa ao longo do tempo”, destaca o diretor artístico da mostra, Marcello Dantas.

Foto: Jaime Acioli.

A exposição ocupará todas as oito salas do primeiro andar do CCBB RJ com obras de artistas como Abdias Nascimento, Simone Leigh, Emanuel Araújo, Sonia Gomes, Leonardo Drew, Mestre Didi, Melvin Edwards, Lorna Simpson, Kara Walker, Arthur Bispo do Rosário, Carrie Mae Weems, Monica Venturi, Julie Mehretu, entre outros. “Nós nos deixamos guiar pelos grupos e comunidades da diáspora africana que reimaginaram o conceito de servidão nessas nações coloniais para as quais foram trazidas, contribuindo de maneira significativa para a construção da identidade nacional desses lugares. A partir da ideia de seres humanos que reinventam sua existência em um ambiente hostil, selecionamos artistas que evocam essa invenção, essa transformação, e esse processo de ‘tornar-se’ como uma poderosa ferramenta, poética e estética”, ressalta a curadora Ana Beatriz Almeida.

Neste contexto, serão apresentados trabalhos inéditos das brasileiras Gabriella Marinho e Gê Viana e da norte-americana Simone Leigh, primeira mulher afro-americana a representar os Estados Unidos na Bienal de Veneza. O também norte-americano Nari Ward traz para a mostra um trabalho criado em solo brasileiro exclusivamente para a ocasião, no qual incorpora objetos do cotidiano, enriquecendo o intercâmbio artístico entre as nações.

Foto: Jaime Acioli.

Também fazem parte da mostra nomes como Abdias Nascimento, ícone do ativismo cultural no Brasil, amplamente reconhecido por suas contribuições à valorização da cultura afro-brasileira e por ter recebido o Prêmio Zumbi dos Palmares. Entre os artistas norte-americanos, Kara Walker se destaca com sua arte provocativa, que examina questões históricas e sociais, que lhe rendeu o prestigiado Prêmio MacArthur. Julie Mehretu é outra presença significativa, reconhecida por suas complexas pinturas que estabelecem um diálogo com a geopolítica atual, acumulando uma série de prêmios ao longo de sua carreira. Complementando esse panorama, a destacada artista brasileira Rosana Paulino traz um olhar crítico sobre raça e identidade, ressaltando a diversidade e a profundidade das vozes representadas na mostra.

Ainda se somam a eles nomes como o da jovem artista Mayara Ferrão, que utiliza a inteligência artificial para repensar cenas de afeto entre pessoas negras e indígenas não contadas pela “história tradicional”, e Arthur Bispo do Rosário, com seus mantos bordados e objetos que transcenderam o tempo e subverteram o conceito de beleza e loucura. Reforçando o diálogo poderoso sobre identidade, cultura e história e refletindo a complexidade da experiência humana, há obras de Kerry James Marshall, Carrie Mae Weems e Betye Saar.

Foto: Jaime Acioli.

A exposição, que agora chega ao CCBB RJ, teve início em São Paulo, com a curadoria conjunta de Ana Beatriz Almeida e Lauren Haynes. De lá, a mostra seguiu para o CCBB Belo Horizonte, onde houve o acréscimo da parte africana, e desta mesma forma será apresentada no CCBB Rio de Janeiro. Ancestral: Afro-Américas é apresentada pelo Ministério da Cultura e BB Asset, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.

NÚCLEOS TEMÁTICOS

A mostra está dividida em três eixos – corpo, sonho e espaço –, oferecendo reflexões sobre a afirmação do corpo, a dimensão onírica dos sonhos e a reivindicação de espaço. Através desses eixos, “Ancestral: Afro-Américas” promove um encontro que valoriza o conceito de identidade afro-americana no Brasil e nos EUA e também a arte decolonial. A exposição não apenas homenageia os artistas que desafiaram as brutalidades e o apagamento do colonialismo, mas também busca fomentar um diálogo aberto sobre o impacto e a relevância das raízes africanas ancestrais na sua formação e em seus contextos sociais.

Foto: Jaime Acioli.

No núcleo “corpo”, as obras exploram os limites da representação. O ato de retratar uma pessoa negra em uma obra de arte – seja representando o outro ou a si mesmo – frequentemente constitui um poderoso ato de resistência. Este enfoque não só desafia as narrativas dominantes, como também desempenha um papel fundamental na reformulação do cânone da arte. Esta seção conta com nomes como Benny Andrews, cujas narrativas vibrantes destacam histórias pessoais e coletivas; Carlos Martiel, que aborda temas como imigração e identidade; e Dalton Paula, que trabalha com a memória cultural e as complexidades da representação. Reunidas, as obras deste núcleo trazem à tona um diálogo contínuo na arte contemporânea.

As obras do núcleo “espaço” examinam propostas de construção de mundo e criação de lugares, evidenciadas pelas múltiplas habilidades dos artistas apresentados nesta exposição. Ao tratar de temas como imigração, história e comunidade, esses artistas desafiam percepções convencionais de espaço e pertencimento. Esta seção cujos trabalhos vibrantes entrelaçam elementos naturais e urbanos, conta com artistas como Leonardo Drew, conhecido por suas instalações escultóricas que parecem explodir das paredes; Sonia Gomes, que usa materiais reaproveitados para explorar as relações entre memória e lugar; e Caroline Kent, cujas composições abstratas refletem sobre a fluidez da identidade. Juntas, as obras não apenas expandem nossa compreensão de “espaço”, como também convidam à contemplação sobre as conexões profundas entre os mundos que habitamos e as histórias que eles contêm. Também neste núcleo estarão 26 joias de crioula, peças de indumentária que constituem uma joalheria ritual para afirmação da ancestralidade africana por mulheres negras que conquistavam sua liberdade através do trabalho nas ruas, principalmente na Bahia, durante o período colonial brasileiro. Além de adornos, eram frequentemente utilizadas como instrumento de emancipação sociocultural, servindo como moeda e também como fundo de investimento para a compra de liberdade de outras mulheres.

Foto: Jaime Acioli.

Já no núcleo “sonho”, as obras expandem os limites da abstração, promovendo a contemplação e provocando reflexão. Por meio do uso inovador de cor, forma e textura, os artistas exploram temas complexos que desafiam as noções tradicionais de representação. Neste segmento estão presentes obras de Betye Saar, que combina elementos de colagem e assemblage para abordar identidade e herança; Simone Leigh, cujo trabalho é uma contínua investigação da subjetividade negra identificada como feminina; Murry Depillars, conhecido por suas composições vibrantes que evocam tanto movimento quanto emoção; Kevin Beasley, que habilmente integra materiais capazes de refletir narrativas pessoais e culturais; e Sam Gilliam, cujas telas drapeadas redefinem os limites da pintura.

NÚCLEO DE ARTE AFRICANA

A exposição celebra as conexões entre a herança africana e a arte contemporânea no Brasil e nas Américas, destacando a ancestralidade como uma grande fonte de criatividade artística. Desta forma, para ampliar o conceito, a mostra terá um núcleo de Arte Africana Tradicional, com curadoria de Renato Araújo da Silva, trazendo obras de povos de países como Nigéria, Benim, Guiné, Guiné-Bissau, Angola e República Democrática do Congo. A seção homenageia o continente de origem da humanidade, evidenciando a força das tradições e inovações culturais transmitidas ao longo do tempo.

Foto: Jaime Acioli.

“A seção de arte africana na exposição Ancestral apresenta obras dos povos da costa ocidental do continente, como Jorubá da Nigéria, Fon do Benim, Bijagó da Guiné-Bissau, Baga da Guiné, além de povos das regiões mais centrais da África, como os Tchokwe da Angola, os Bakuba e Bakongo da República Democrática do Congo, entre outros”, conta o curador Renato Araújo da Silva. A intenção é não apenas homenagear o passado, mas também fazer um convite à reflexão sobre a resiliência e a criatividade que marcam as heranças da África. “Esses objetos, que outrora serviram a funções espirituais, sociais ou utilitárias, transcendem o tempo ao conectar o público contemporâneo às raízes profundas da humanidade. A interação entre formas e significados que atravessaram o Atlântico revela uma continuidade cultural que persiste mesmo frente às adversidades”, afirma o curador.  

Sobre os curadores: 

Ana Beatriz Almeida é artista visual, curadora e historiadora da arte, com foco em manifestações africanas e na diáspora africana. Nascida em Niterói (Brasil), em 1987, é mestre em História da Arte e Estética pelo Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (USP) e atualmente é doutoranda em Estudos de Museus na University of Leicester, no Reino Unido. Almeida é também cofundadora e curadora da plataforma de arte 01.01, consultora curatorial do MAC-Niterói e foi curadora convidada do Glasgow International 2020/2021. Participou de residências curatoriais em Gana, Togo, Benim e Nigéria, durante as quais pôde se reconectar com parte de sua família que retornou ao Benim durante o período da escravidão. Como artista, desenvolveu ritos em homenagem àqueles que não conseguiram sobreviver à travessia atlântica durante o tráfico de escravizados. Sua técnica N’Gomku foi desenvolvida ao longo de cinco anos de pesquisa para a UNESCO sobre as tradições das comunidades afro-brasileiras do Baba Egum e da Irmandade da Boa Morte. Apresentou performances no Centro Cultural São Paulo, Itaú Cultural, SESC Ipiranga e Casa de Cultura da Brasilândia, em São Paulo; e na Bienal do Recôncavo, na Bahia. Ministrou um curso de verão sobre sua técnica de performance na Goldsmiths University, em Londres, Inglaterra, e participou da residência artística Can Serrat, em Barcelona, Espanha. O trabalho de Almeida integra a coleção permanente do Instituto Inhotim, em Brumadinho.  

Renato Araújo da Silva graduou-se em filosofia em 2002 pela Universidade de São Paulo (USP). Pesquisador e curador, atua como consultor em arte africana das Coleções Ivani e Jorge Yunes desde 2018, Cerqueira Leite e Tomás Alvim, desde 2021. Assina exposições como curador de arte africana e asiática. Foi curador da exposição trilogia África, Mãe de Todos Nós (MON-Curitiba 2019) e da exposição “A Outra África trabalho e religiosidade” (Museu de Arte Sacra de São Paulo 2020), Crenças da Ásia – Museu de Arte Sacra e Diversidade Religiosa de Olímpia (2024). Além de ser autor de dezenas de catálogos de exposições, foi coautor do livro África em Artes (Museu Afro Brasil, 2015), é autor dos livros Arte Africana Máscaras e Esculturas 2 vols. (Beï 2024-225), Legados Arte Africana da Col. Cerqueira Leite (Unicamp-PUC-Campinas 2023), 5 mil anos de Arte Chinesa. (Instituto Confúcio 2024) e coautor de Sol Nascente a Col. de arte Japonesa Cerqueira Leite (PUC-Campinas 2024) e dos e-books Arte Afro-Brasileira altos e baixos de um conceito (Ferreavox 2016) e “Temas de Arte Africana” (Ferreavox 2018), entre outros. 

Sobre o diretor artístico:

Marcello Dantas é um premiado curador interdisciplinar com ampla atividade no Brasil e no exterior. Trabalha na fronteira entre a arte e a tecnologia, produzindo exposições, museus e múltiplos projetos que buscam proporcionar experiências de imersão por meio dos sentidos e da percepção. Nos últimos anos esteve por trás da concepção de diversos museus, como o Museu da Língua Portuguesa e a Japan House, em São Paulo; Museu da Natureza, na Serra da Capivara, Piauí; Museu da Cidade de Manaus; Museu da Gente Sergipana, em Aracaju; Museu do Caribe e o Museu do Carnaval, em Barranquilla, Colômbia.  Realizou exposições individuais de alguns dos mais importantes e influentes nomes da arte contemporânea como Ai Weiwei, Anish Kapoor, Bill Viola, Christian Boltanski, Jenny Holzer, Laurie Anderson, Michelangelo Pistoletto, Studio Drift, Rebecca Horn e Tunga. Foi também diretor artístico do Pavilhão do Brasil na Expo Shanghai 2010, do Pavilhão do Brasil na Rio+20, da Estação Pelé, em Berlim, na Copa do Mundo de 2006. Foi curador da Bienal do Mercosul, realizada em 2022, em Porto Alegre, e é atualmente curador do SFER IK Museo em Tulum, no México. Formado pela New York University, Marcello Dantas é membro do conselho de várias instituições internacionais e mentor de artes visuais do Art Institute of Chicago.  

Sobre o CCBB RJ

Inaugurado em 12 de outubro de 1989, o Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro marca o início do investimento do Banco do Brasil em cultura. Instalado em um edifício histórico, projetado pelo arquiteto do Império, Francisco Joaquim Bethencourt da Silva, é um marco da revitalização do centro histórico da cidade do Rio de Janeiro. São 35 anos ampliando a conexão dos brasileiros com a cultura com uma programação relevante, diversa e regular nas áreas de artes visuais, artes cênicas, cinema, música e ideias. Quando a cultura gera conexão ela inspira, sensibiliza, gera repertório, promove o pensamento crítico e tem o poder de impactar vidas. A cultura transforma o Brasil e os brasileiros e o CCBB promove o acesso às produções culturais nacionais e internacionais de maneira simples, inclusiva, com identificação e representatividade que celebram a pluralidade das manifestações culturais e a inovação que a sociedade manifesta. Acessível, contemporâneo, acolhedor, surpreendente: pra tudo o que você imaginar.   

Serviço:

Ancestral: Afro-Américas

Até 1º de setembro de 2025

Classificação indicativa: livre

Entrada gratuita

Ingressos disponíveis na bilheteria física ou pelo site do CCBB – bb.com.br/cultura.

Curadoria: Ana Beatriz Almeida

Curadoria núcleo de Arte Africana: Renato Araújo da Silva

Direção Artística: Marcello Dantas

Produção: Magnetoscópio

Patrocínio: BB Asset e Google

Realização: Ministério da Cultura e Centro Cultural Banco do Brasil

Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro 

Endereço: Rua Primeiro de Março, 66 – 1º andar – Centro – Rio de Janeiro – RJ

Informações: (21) 3808-2020 | ccbbrio@bb.com.br

Funcionamento: De quarta a segunda, das 9h às 20h. Fechado às terças-feiras.

Para seguir o CCBB RJ nas redes sociais:

facebook.com/ccbb.rj | instagram.com/ccbbrj | tiktok.com/@ccbbcultura.

(Com Beatriz Caillaux/Midiarte Comunicação)

Museu do Amanhã apresenta exposição inédita de Claudia Andujar

Rio de Janeiro, por Kleber Patricio

Urihi-a – da série A Casa, Claudia Andujar (1974). Foto: Cortesia Galeria Vermelha.

O que é e para que serve a COP? Por que ela é tão importante? Este mês, o público do Museu do Amanhã será convidado a responder por conta própria a tais perguntas. Para isso, a instituição aposta na arte como um instrumento democratizador dos debates gerados pelo evento. E aposta alto. A partir de 18 de julho, o Museu apresenta a Ocupação Esquenta COP, trazendo a exposição inédita “Claudia Andujar e seu Universo: Ciência, Sustentabilidade e Espiritualidade”, com a obra da fotógrafa suíça radicada em São Paulo – com coração radicado Yanomami; “Água Pantanal Fogo”, com fotos de Lalo de Almeida e Luciano Candisani sobre beleza e destruição; além de “Tromba D’água”, com pinturas e instalações de artistas latinas.

A Ocupação Esquenta COP contará com uma programação intensa que antecipa os debates da COP 30 e preenche o museu com debates públicos, rodas de conversa, aulões, oficinas e apresentações musicais, além das exposições, até novembro. Com ela, serão inaugurados 1200m² de área expositiva, a ser deixada como legado para mostras temporárias futuras. A iniciativa faz parte da comemoração dos dez anos do Museu do Amanhã, celebrados em dezembro próximo, e reforça o seu papel como palco onde discussões relevantes acontecem.

Exposições

Em “Claudia Andujar e seu Universo: Ciência, Sustentabilidade e Espiritualidade”, que tem a Bloomberg como apoiadora, uma expansão do olhar poético da artista de 94 anos para natureza, além de um reconhecimento em vida de sua importância singular para os povos Yanomami. Com curadoria de Paulo Herkenhoff, a mostra apresenta vídeos, desenhos e instalações que revelam múltiplas perspectivas sobre memória, cultura e os desafios enfrentados por comunidades indígenas e tradicionais. As 130 fotografias de Andujar irão dialogar com trabalhos de outros grandes artistas de várias gerações, em destaque: Cildo Meireles, Denilson Baniwa, Walter Firmo, Sebastião Salgado, Maureen Bisilliat e, entre os mais jovens, Xadalu e Seba Calfuqueo.

Claudia Andujar transformou sua arte em um ato de resistência e cuidado. Sua obra não apenas documenta, mas atua como uma espécie de linha que costura o natural, o científico e o sagrado. A exposição cria pontes também entre seu trabalho e o de outros grandes artistas que estão apontando para lugares semelhantes. “Claudia Andujar colocou sua câmera a serviço da natureza. Sua trajetória também aponta para outra dimensão da sustentabilidade: a de uma arte que se refaz, se ressignifica e permanece em trânsito. Sua fotografia nunca se fecha como documento fixo; é reaberta ao presente como linguagem viva”, afirma Paulo Herkenhoff, curador da mostra.

Em paralelo, na Galeria do Tempo, a exposição “Água Pantanal Fogo”, fruto da recente parceria entre o Museu do Amanhã e o Instituto Tomie Ohtake, traz uma reflexão sobre esse bioma tão único e tão brasileiro que vem sofrendo as trágicas consequências da intervenção humana. Sob a curadoria de Eder Chiodetto, os fotógrafos Lalo de Almeida – vencedor do World Press Photo – e Luciano Candisani trabalham como “cronistas visuais” entre o esplendor da vida natural em simbiose com a água e a devastação do fogo.

Já a exposição “Tromba D’Água”, com entrada gratuita na Galeria Leste, reúne 27 trabalhos de 14 artistas mulheres latino-americanas: Alice Yura, Azizi Cypriano, Guilhermina Augusti, Jeane Terra, Luna Bastos, Marcela Cantuária, Mariana Rocha, Rafaela Kennedy, Roberta Holiday, Rosana Paulino, Suzana Queiroga e Thais Iroko, Marilyn Boror Bor (Guatemala) e Natália Forcada (Argentina). A partir de pinturas, esculturas, fotografias e videoarte, a mostra das curadoras Ana Carla Soler, Carolina Rodrigues e Francela Carrer reflete sobre histórias e saberes transmitidos por mulheres que enfrentam e rompem barreiras, inspirando-se no fenômeno natural da tromba d’água como metáfora de transformação coletiva.

“A arte sempre esteve presente no Museu do Amanhã como linguagem essencial para provocar imaginação, emoção e pensamento crítico. Agora, estamos intensificando essa vocação, reforçando essa dimensão com ainda mais potência e continuidade. Com a Ocupação Esquenta COP, queremos afirmar a arte como um verdadeiro manifesto pelo futuro: uma forma de engajar, sensibilizar e inspirar ações concretas diante das urgências do nosso tempo”, declara Fabio Scarano, curador do Museu do Amanhã.

Dez anos de Museu do Amanhã

Em dezembro de 2025, o Museu do Amanhã comemora uma década de existência. E que década. Atravessada por uma pandemia e pela emergência climática, o Museu do Amanhã se manteve de pé. E não apenas resiste, como inova e vai além. Hoje, consolidado como um dos museus mais visitados do Brasil, apresenta números impressionantes em seu balanço e anuncia novidades, entre elas a renovação progressiva de sua exposição de longa duração.

No início de 2025, o Museu celebrou um marco: 7 milhões de visitantes passaram pelo átrio do imponente prédio branco. Seria uma nave espacial? Uma bromélia? Ou a boca de um jacaré? Não importa. O projeto arquitetônico de Santiago Calatrava foi e ainda é um sucesso entre quem passa pela Praça Mauá. Mas o que o Museu do Amanhã gosta mesmo de celebrar é que mais de 40% de seu público não é frequentador de museus e 22% visita um museu pela primeira vez.

“Somos porta de entrada para o rico universo dos museus, que até hoje pode ser elitista e excludente, mas não deveria”, orgulha-se Cristiano Vasconcelos, diretor da instituição. Ainda segundo ele, o segredo desse sucesso vem do trabalho realizado pelo idg (Instituto de Desenvolvimento e Gestão) na administração da casa, regido pelas diretrizes e regramento da Prefeitura do Rio de Janeiro. “Temos um modelo de gestão sustentável e inovador, cujas receitas vêm de múltiplas fontes. A principal delas é a captação feita via Lei Rouanet, mas também dependemos de bilheteria, locação de nossos espaços para eventos, patrocínios, além da concessão de espaços como o restaurante e a loja de souvenirs. Assim, conseguimos nossa total autonomia financeira”, explica.

Fechando um balanço de cerca de 55 exposições temporárias e 17 virtuais, mais de mil atividades — entre palestras, workshops, oficinas e debates — que receberam mais de 113 mil participantes, além de 290.000 pessoas alcançadas pelos seus programas educativos, o Museu do Amanhã entra em um momento de renovação, sem abrir mão de seus pilares: o conhecimento científico, a sustentabilidade e a diversidade.

Serviço:

Ocupação Esquenta COP

Local: Museu do Amanhã – Praça Mauá, 1, Centro, Rio de Janeiro

Data: 18 de julho a 4 de novembro de 2025

Horário: De quinta a terça-feira, das 10h às 18h

Informações: www.museudoamanha.org.br.

Sobre o Museu do Amanhã

O Museu do Amanhã é gerido pelo Instituto de Desenvolvimento e Gestão — idg. O projeto é uma iniciativa da Prefeitura do Rio de Janeiro, concebido em conjunto com a Fundação Roberto Marinho, instituição ligada ao Grupo Globo. Exemplo bem-sucedido de parceria entre o poder público e a iniciativa privada, o Museu conta com o Banco Santander Brasil como patrocinador master, a Shell, Movida e Instituto Cultural Vale como mantenedores e uma ampla rede de patrocinadores que inclui ArcelorMittal, Engie, IBM, Volvo e TAG. Tendo a Globo como parceiro estratégico e Copatrocínio da B3, Mercado Livre e Águas do Rio, conta ainda com apoio de Bloomberg, Colgate, EMS, EGTC, EY, Granado, Rede D’Or, Caterpillar, TechnipFMC e White Martins. Além da DataPrev, Fitch Ratings e SBM OffShore apoiando em projetos com a Lei de Incentivo Municipal, conta com os parceiros de mídia Amil Paradiso, Rádio Mix, Revista Piauí, Canal Curta ON e Assessoria Jurídica feita pela Luz e Ferreira Advogados.

Sobre o idg

O idg – Instituto de Desenvolvimento e Gestão é uma organização social sem fins lucrativos especializada em conceber, implantar e gerir centros culturais públicos e programas ambientais. Atua também em consultorias para empresas privadas e na execução, desenvolvimento e implementação de projetos culturais e ambientais. Responde atualmente pela gestão do Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, Paço do Frevo, em Recife, Museu das Favelas, em São Paulo, e Museu das Amazônias, em Belém. Atuou ainda na implantação e na gestão do Museu do Jardim Botânico do Rio de Janeiro como gestor operacional do Fundo da Mata Atlântica e como realizador das ações de conservação e consolidação do sítio arqueológico do Cais do Valongo, na região portuária do Rio de Janeiro. Também foi responsável pela concepção e implementação do projeto museológico do Memorial do Holocausto, inaugurado em 2022 no Rio de Janeiro. Saiba mais no link.

(Fonte: Alter Conteúdo)

Zipper Galeria apresenta individual de Rizza que explora manipulação dos fenômenos ópticos

São Paulo, por Kleber Patricio

Gesto Paramétrico. Fotos: Estúdio em obra.

A Zipper Galeria inaugura no dia 23 de julho, às 19h, a exposição “Gesto Paramétrico”, nova individual da artista Rizza, com curadoria de Marc Pottier. A mostra reúne obras inéditas que dão continuidade à sua pesquisa em torno da manipulação de fenômenos ópticos, articulando arte, ciência e tecnologia.

Nesta individual, a artista aprofunda sua investigação sobre modelagem paramétrica e apresenta esculturas tridimensionais que transformam variáveis numéricas em formas físicas. Utilizando algoritmos, equações e dados físicos como ponto de partida, Rizza revela um processo criativo que une intuição e lógica, orientado por princípios matemáticos como dimensão, proporção e curvatura.

Dentre os trabalhos estão presentes as séries “Bézier”, “Void”, “Momentum” e “Gauss”, nas quais a artista desenvolve superfícies contínuas e precisas, baseadas em referências como curvas de Bézier, dinâmica dos fluidos e sequências recursivas. Suas obras se comportam como sistemas abertos, nos quais a escultura deixa de ser um objeto estático e passa a operar como campo de forças — físicas, ópticas e matemáticas.

Sobre a produção o curador Marc Pottier reforça: “Rizza é uma escultora que não esculpe a massa de materiais para dar-lhes forma, mas sim, reúne e combina fórmulas matemáticas para obter um objeto construído”.

Sobre a artista

Natural de Belo Horizonte, Rizza residente na capital paulista, é artista plástica e se inspira nos fenômenos ópticos. Sua produção artística se desdobra em diferentes linguagens, de esculturas à instalação, através de uma variedade de técnicas, incluindo o uso da tecnologia na construção das suas obras. Estreou individualmente a exposição “Tudo que é uno se divide”, na Zipper Galeria, em 2021, que culminou na representação da artista pela galeria. O trabalho de Rizza está frequentemente presente nas principais feiras de artes brasileiras, como SP-Arte e Arte Rio. Rizza possui diversos trabalhos de caráter instalativo, assim como intervenções públicas e obras de grande escala. No ano de 2024, passou a integrar, com a instalação ‘Fóton’, uma das mais relevantes coleções de arte do país, a Usina de Arte. Além disso possui em São Paulo e Belo Horizonte obras públicas de instalação permanente.

Sobre o curador

Marc Pottier, francês, radicado entre o Brasil e a França, é curador internacional de arte contemporânea, especializado em arte em espaços públicos. Ele também está envolvido com plataformas digitais culturais, televisão e web tv. Envolvido desde 2012 no projeto Matarazzo com o livro de entrevistas ‘Made by… Feito por Brasileiros’, a curadoria da invasão criativa no antigo hospital Matarazzo em 2014 e das coleções permanentes de arte do Rosewood / Matarazzo. Hoje é curador da Usina de Arte, um parque de esculturas perto de Recife, pertence ao Núcleo Curatorial do MON (Museu Oscar Niemeyer) em Curitiba e é o coordenador internacional do projeto de futuro Museu de Arte Contemporânea de Foz do Iguaçu com o coaching do Centre Pompidou. 

Serviço:

Gesto Paramétrico

Artista: Rizza

Curadoria: Marc Pottier

Abertura: 23 de julho de 2025, 19h

Período expositivo: de 23 de julho a 23 de agosto de 2025

Local: Zipper Galeria – Rua Estados Unidos, 1494 – São Paulo, SP.

(Com Victor Benevides/Cor Comunicação)

Tradicional “Dança do Dragão de Nagasaki” é uma das novidades da Festa da Cerejeira de Campos do Jordão

Campos do Jordão, por Kleber Patricio

Dança do Dragão de Nagasaki. Foto: Grupo Nagasaki Jya Odori.

A 54ª edição da Festa da Cerejeira em Flor vai celebrar a florada da sakura nos finais de semana de 26 de julho a 17 de agosto, das 9h às 16h, no Parque da Cerejeira de Campos do Jordão/SP. Um evento que ressalta a cultura japonesa com atrações musicais e gastronomia típica. A novidade deste ano fica por conta da apresentação da tradicional Dança do Dragão de Nagasaki, no dia 3 de agosto (domingo). Imperdível.

A Dança do Dragão é um presente a mais para o público, marcando com um lindo espetáculo os 130 anos de “amizade” entre Brasil e Japão. Segundo o relações públicas da Festa da Cerejeira, Takahiko Yoshida, esta edição tem um motivo a mais para comemoração: “Em 2025, os dois países celebram 130 anos de relações diplomáticas, marcadas pela assinatura do Tratado de Amizade”, conta. Um acordo bilateral que abriu caminho para a cooperação em diversas áreas.

Dança do Dragão de Nagasaki. Foto: Grupo Nagasaki Jya Odori.

SOBRE A DANÇA DO DRAGÃO – A Dança do Dragão de Nagasaki (Jya Odori) é uma apresentação conduzida pelo Grupo Nagasaki Jya Odori, sediado na capital paulista e o único no Brasil a manter viva essa tradição. A dança, realizada com um Dragão Japonês (Jya) de mais de 100 kg e com 20 metros de extensão confeccionado artesanalmente no Japão, é inspirada em lendas que associam o dragão à prosperidade, sorte e saúde. Representa a busca do Dragão Japonês (Jya) pela Lua, símbolo de fartura a todos que prestigiam a chuva e a presença do dragão.

Para os representantes do Grupo Nagasaki, manter o Nagasaki Jya Odori não é apenas uma questão de preservar o dragão físico. “É também sobre honrar a lenda e as tradições japonesas, compreender a origem do grupo e suas lutas, e cuidar de todos os instrumentos de apresentação”. A manutenção do dragão envolve reuniões periódicas onde os membros praticam técnicas básicas, garantindo que o Jya esteja sempre em boas condições.

Dança do Dragão de Nagasaki. Foto: Grupo Nagasaki Jya Odori.

A Dança do Dragão está marcada para o dia 3 de agosto, com apresentações às 13h e 14h30. Acompanhe o grupo pelo @jyaodoribrasil.

PRAÇA DE ALIMENTAÇÃO – A praça de alimentação irá contar com delícias da culinária japonesa. Destaque para os famosos sushi, tempurá e yakisoba e ainda, alguns menos conhecidos, como é o caso do udon (tipo macarrão). E não para por aí: o público também poderá saborear ‘quitutes’ da serra – com a participação especial da Associação Cozinha da Mantiqueira.

FLORADA QUE ENCANTA – A celebração da florada da sakura (cerejeira) é tradicional no Japão durante o Hanami, que significa “contemplar flores”. Por lá, o evento acontece geralmente entre o final de março e início de abril, podendo variar de ano para ano e dependendo da região do país. Uma tradição repleta de significado para o povo japonês: beleza, perfeição, efemeridade e esperança de dias melhores.

Festa da Cerejeira em Flor de Campos do Jordão. Foto: Cleverson Nunes.

EVENTO BENEFICENTE – A Festa da Cerejeira é realizada pelo Sakura Home Residencial Sênior, uma das unidades de longa permanência (ILPI) da Associação Nipo-Brasileira de Assistência Social – Enkyo. Toda renda arrecadada durante a festa tem contribuído durante todos estes anos na manutenção da instituição e no adequado tratamento dos residentes. Saiba mais sobre a instituição pelo site.

INGRESSOS – O valor da entrada é de R$50 reais (inteira) e R$25 (meia para jordanenses e idosos), crianças até seis anos e idosos acima de 80 anos não pagam. Para excursões, acima de 15 pessoas o valor é de meia entrada. A compra deve ser realizada por uma pessoa representante da mesma. O estacionamento é pago à parte (R$35 por carro). Os ingressos podem ser adquiridos antecipadamente pelo Sympla.

Apoio: GuiaCampos.com, parceiro de mídia oficial do evento.

SERVIÇO:

54ª FESTA DA CEREJEIRA EM FLOR DE CAMPOS DO JORDÃO

Data: Finais de semana de julho (26 e 27) e de agosto (2, 3, 9, 10,16 e 17)

Horário: das 9h às 16h

Local: Parque da Cerejeira, localizado à Avenida Tassaburo Yamaguchi, número 2.173, na Vila Albertina, Campos do Jordão/SP

Ingressos: R$50 reais (inteira) e R$25 (meia), com vendas antecipadas pelo Sympla.

Estacionamento: R$ 35 por carro

Informações: (12) 99711-0904 e @parque.da.cerejeira (Insta).

(Com Ana Mattos/Texteria)

“A eternidade numa hora”: obra de Rubem Alves retorna às livrarias em nova edição

São Paulo, por Kleber Patricio

Capa do livro. Fotos: Divulgação/Editora Planeta.

Parte de um imenso legado literário, a obra “A eternidade numa hora”, do escritor e psicanalista brasileiro Rubem Alves, ganha nova edição. Autor com mais de 400 mil exemplares vendidos, o livro retorna ao mercado com projeto gráfico repaginado e conteúdo revisto. Importante nome nas áreas de educação, teologia e psicanálise, o autor é um dos pensadores contemporâneos mais celebrados e já conquistou o 2º lugar na categoria Contos e Crônicas no Prêmio Jabuti de 2009 com a obra “Ostra feliz não faz pérola”.

A eternidade numa hora é um gesto de amor à vida – desses que tornam as pessoas mais humanas, mais atentas e vivas. Um livro para nutrir o espírito e deixar na alma a trilha luminosa de quem soube viver com poesia. As crônicas humanas e sensíveis do autor despertam até o leitor mais adormecido para a experiência do encantamento, transformando o cotidiano em revelação, além de atravessarem o tempo e ilustrarem o presente com reflexões sobre a beleza das coisas, a natureza do amor, os mistérios da infância e tudo o mais que faz a vida pulsar.

Com olhar de poeta e alma de filósofo, Rubem Alves convida a enxergar o extraordinário escondido nos detalhes mais simples, como quem contempla o universo dentro de um grão de areia. Mais do que simplesmente ler as obras de um dos mais renomados autores nacionais, leitores e leitoras são convocados a se inspirar. A escrita do poeta carrega o poder de transformar o olhar, de ensinar a ver com o coração e a encontrar sentido onde antes só havia pressa.

Atemporais, as obras de Rubens Alves provocam quem as leem a refletirem sobre a condição humana, o papel transformador de uma educação libertadora, o amor e, até mesmo, o conceito de Deus. Mesmo após 10 anos do próprio encantamento – como ele preferia chamar a morte –, os ensinamentos do escritor continuam inspirando. O legado literário de Rubem Alves conecta a essência da humanidade com a sabedoria que apenas os grandes mestres sabem oferecer, lembrando que o prazer é que dá sabor à vida, e de que a sabedoria, quando vivida plenamente, é a mais deliciosa das aventuras.

FICHA TÉCNICA

Título: A eternidade numa hora

Autor: Rubem Alves

ISBN: 978-85-422-3662-0

352 páginas

R$ 79,90 (brochura com orelhas)

Editora Planeta | Selo Paidós

Sobre o autor:

Rubem Alves (1933–2014) foi um pedagogo, educador, poeta, cronista, contador de histórias, ensaísta, teólogo, acadêmico, escritor e psicanalista brasileiro. Querido e celebrado por seus escritos, deixou um imenso legado literário. Dentre suas obras, foram publicadas pelo selo Paidós, da Editora Planeta: Rubem Alves essencial – 300 pílulas de sabedoria, Ao professor, com carinho e Ostra feliz não faz pérola, esta última tendo conquistado o 2º lugar na categoria Contos e Crônicas no Prêmio Jabuti de 2009.

Sobre o selo Paidós

Criado na Argentina em 1945, quando dois professores universitários decidiram publicar Carl Gustav Jung pela primeira vez no país, o selo Paidós passou a integrar o Grupo Planeta em 2003, chegando ao Brasil em 2020. Hoje conta com mais de 2 mil títulos lançados na Espanha e em países da América Latina. De origem grega, a palavra “paidós” significa “criança” e, assim como o espírito questionador dos pequenos, o selo tem como objetivo discutir e buscar perguntas certeiras para algumas das principais questões da humanidade com base em obras de psicologia, psicanálise, psiquiatria, neurociência e outras áreas de ciências humanas para o público geral. No Brasil, o selo conta com nomes como Christian Dunker, Contardo Calligaris, Ana Suy, Alexandre Coimbra Amaral, Geni Núñez, Alexandre Patricio, Rubem Alves, Irvin D. Yalom, Erich Fromm e Silvia Ons.

(Fonte: Editora Planeta)