Notícias sobre arte, cultura, turismo, gastronomia, lazer e sustentabilidade

Arte & Cultura

Rio de Janeiro

Etc e Tal transforma “Dom Quixote” em uma experiência visual arrebatadora e reafirma a força da mímica brasileira no cenário contemporâneo

por Kleber Patrício

Uma das companhias mais importantes do teatro físico brasileiro, a carioca Etc e Tal apresenta Dom Quixote, espetáculo infanto-juvenil sem palavras que reinventa o clássico de Miguel de Cervantes por meio da mímica, da comicidade gestual e de uma sofisticada dramaturgia visual. A estreia acontece no dia 7 de março de 2026 no Teatro Glaucio […]

Continuar lendo...

Lazer & Gastronomia

Inglaterra

British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta “Celia”, vagão exclusivo assinado por Baz Luhrmann e Catherine Martin

por Kleber Patrício

Novo vagão é dedicado a eventos e jantares privados; espaço foi idealizado e desenhado pelo cineasta Baz Luhrmann, diretor de filmes como Moulin Rouge!, The Great Gatsby e Elvis, e pela figurinista e designer de produção Catherine Martin, quatro vezes vencedora do Oscar por seu trabalho em Moulin Rouge! e The Great Gatsby

Continuar lendo...

Inscreva seu e-mail e participe de nossa Newsletter para receber todas as novidades

Patagônia chilena: conheça o hotel que fica dentro de uma reserva natural com mais de 100 quilômetros de trilhas

Patagônia Chilena, por Kleber Patricio

Futangue Hotel & Spa encanta aventureiros com atividades como trekking, pedaladas por campos de lava e pesca com mosca. Fotos: Divulgação.

O Parque Futangue é um refúgio escondido entre montanhas, cachoeiras, vulcões e florestas ancestrais que pertencem à região Norte da Patagônia chilena. Aos pés dos Andes e às margens do lago Ranco (um dos maiores do país), a reserva natural privada se estende por 13.500 hectares e concentra cenários naturais remotos que, durante muitos anos, estiveram inacessíveis aos turistas. Entretanto, após um projeto que começou em 1997, a área ganhou mais de 100 quilômetros de trilhas e até um hotel-boutique, chamado Futangue Hotel & Spa.

Inaugurado em 2018, o Futangue Hotel & Spa iniciou sua temporada 2025 no dia 20 de junho com diversas atividades, como caminhadas com raquetes de neve e visitas a termas. São 26 acomodações que oferecem muito conforto, aconchego e exclusividade aos viajantes que desejam se conectar com a natureza e a cultura patagônica. Presente na seleção de hospedagens recomendadas pelo conceituado Guia Michelin, a propriedade funciona como ponto de partida para atividades ecoturísticas autoguiadas ou conduzidas por guias especializados no Parque Futangue e em seus arredores.

Entre as inúmeras opções de trilhas, destaca-se a Darwin’s Trail, que tem apenas dois quilômetros de extensão e propõe que os participantes procurem o sapo de Darwin (espécie descoberta pelo naturalista britânico Charles Darwin), famoso pela camuflagem. Outra boa pedida é o caminho de sete quilômetros que passa pelas margens do rio Riñinahue e pela Floresta Valdiviana até chegar à belíssima lagoa do rio Pichi, onde as águas esverdeadas contrastam harmoniosamente com a vegetação. Ali, inclusive, é realizada uma das atividades mais tradicionais do destino: a pesca com mosca.

Também é possível aproveitar a viagem para fazer passeios de barco, rotas de caiaque e conhecer de perto a geologia fascinante de Piedras Quemadas – campos de lava formados por uma erupção vulcânica ocorrida em 1922 – em excursões com e-bikes. Além disso, há atrações focadas na riquíssima fauna da região – onde vivem pumas, pudús, condores e até monitos del monte, que figuram entre os marsupiais mais antigos do mundo – e nas tradições dos povos nativos.

Essa grande preocupação em valorizar os elementos típicos do Norte da Patagônia chilena se estende ao cardápio do El Mesón del Caulle, restaurante do Futangue Hotel & Spa. Ali, é possível provar receitas preparadas com frutos típicos da Floresta Valdiviana, como murta e maqui. O menu também explora ingredientes como cogumelos selvagens, batatas nativas, vegetais fresquinhos produzidos em hortas locais e frutos do mar provenientes da costa de Valdivia.

Outro local imperdível para mergulhar nos aromas, sabores e texturas do destino é o Triwe Spa, situado a poucos passos de distância do hotel, em uma área cercada por montanhas e cachoeiras. Com arquitetura que valoriza elementos em madeira e rochas vulcânicas, o centro de bem-estar é perfeito para renovar as energias após dias agitados de passeios, já que oferece massagens com óleos nativos da floresta e piscina com vistas espetaculares.

Mais informações podem ser obtidas aqui, no Instagram parquefutangue ou e-mail info@sayaestudio.cl.

(Com Ana Davini/AD Comunicação & Marketing)

Direitos humanos em foco: novo livro propõe pedagogia do viver em comum

Curitiba, por Kleber Patricio

Capa do livro.

Em sociedades atravessadas por desigualdades, conflitos identitários e crises democráticas – onde as diferenças entre etnias, nações e culturas são frequentemente acentuadas – como promover uma convivência pacífica e respeitosa? Essa é a reflexão proposta pelos sociólogos Casimiro Balsa (Universidade Nova de Lisboa) e Lindomar Wessler Boneti (PUCPR) no novo lançamento da PUCPRESS, editora da Pontifícia Universidade Católica do Paraná: Uma pedagogia para o viver em comum – Direitos e deveres dos seres humanos e das comunidades”.

Reunindo contribuições de pesquisadores de renome internacional, o livro propõe uma reflexão interdisciplinar e crítica sobre os fundamentos éticos, sociais e políticos da convivência humana. Diante de um cenário marcado pela crescente fragmentação social e pelo enfraquecimento de marcos normativos universais, como a Declaração Universal dos Direitos Humanos, os organizadores apresentam uma abordagem inovadora: uma pedagogia que articula direitos e deveres como dimensões inseparáveis da cidadania e do viver em comum, buscando superar tanto o individualismo liberal quanto os particularismos identitários.

Dividida em cinco partes, a obra percorre desde os fundamentos filosóficos e históricos dos Direitos Humanos até suas implicações nas políticas públicas, nas práticas educacionais e nas questões de gênero. Ao longo dos capítulos, são discutidas as tensões entre universalidade e singularidade, os desafios da convivência em sociedades marcadas pela fragmentação, os limites das estruturas sociais contemporâneas e os caminhos possíveis para a construção de vínculos sustentados na solidariedade, no reconhecimento mútuo e no cuidado com o bem comum.

A publicação ainda examina criticamente o papel da educação na formação cidadã, os desafios enfrentados pelas instituições escolares na efetivação dos direitos fundamentais e as possibilidades de práticas pedagógicas transformadoras. No campo das políticas públicas, discute-se a responsabilidade do Estado, os princípios que sustentam o Estado de direito e os riscos de uma pedagogia estatal que, sob o pretexto da proteção, pode assumir contornos de controle social. Questões de gênero e justiça social são igualmente tratadas como dimensões estruturantes da convivência democrática.

Uma pedagogia para o viver em comum configura-se como um projeto intelectual e político de grande relevância para os campos das Ciências Sociais, da Educação e dos Direitos Humanos. Com linguagem precisa e densidade teórica, a obra se dirige a pesquisadores, educadores, formuladores de políticas públicas e a todos que se dedicam à construção de uma sociedade mais justa, plural e solidária. Em tempos de retração democrática e banalização da intolerância, este livro se apresenta como uma leitura imprescindível para quem deseja compreender – e transformar – as condições de possibilidade do viver em comum.

Serviço:

Uma pedagogia para o viver em comum – Direitos e deveres dos seres humanos e das comunidades    

Editora: PUCPRESS

Organizadores: Casimiro Balsa e Lindomar Wessler Boneti

Outras informações: www.pucpress.com.br.

Sobre a PUCPRESS | A PUCPRESS, editora da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), é referência no mercado editorial brasileiro, com mais de 40 anos de história e um catálogo diversificado de títulos acadêmicos e científicos em áreas como Filosofia, Educação, Direitos Humanos, Inovação e Tecnologia, Bioética, Cidades, Saúde e Biotecnologia, Energia, Tecnologia da Informação e Comunicação. Alinhada aos valores do Grupo Marista e às áreas estratégicas da PUCPR, a editora busca disseminar conhecimento de qualidade, promover o avanço da ciência e impactar positivamente a sociedade. Com publicações que abrangem desde livros impressos a e-books e audiobooks, a PUCPRESS também colabora com iniciativas globais, como o SDG Publishers Compact da ONU, reafirmando seu compromisso com a educação, inovação e sustentabilidade. Outras informações: www.pucpress.com.br 

(Com Aline Anile)

Instituto Tomie Ohtake apresenta “Manuel Messias – Sem Limites”

São Paulo, por Kleber Patricio

Manuel Messias – Cristo na Terra, 1968 – xilogravura sobre papel – 85×42. Fotos: Jaime Acioli.

O Ministério da Cultura, via Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet) e o Instituto Tomie Ohtake apresentam a exposição “Manuel Messias – Sem limites”, que conta com o patrocínio do Nubank, mantenedor do Instituto Tomie Ohtake, e o apoio da Danielian Galeria de Arte. Com curadoria de Marcus de Lontra Costa e Rafael Fortes Peixoto, a mostra, primeira individual institucional do artista, reúne cerca de 70 xilogravuras e traça um panorama sensível e contundente de um artista que manteve uma produção contínua e coesa, apesar de ter enfrentado grandes dificuldades por ser um homem negro, nordestino e que viveu nos limites da pobreza e da loucura. “Sem limites”, como ele próprio se definia, Manuel Messias é hoje reconhecido como um importante membro de sua geração e um dos mais destacados nomes da gravura brasileira do século XX.

Em cartaz até 3 de agosto de 2025, a mostra perpassa três décadas de produção artística, revelando a potência poética e crítica de Manuel Messias dos Santos (1945–2001), sergipano radicado no Rio de Janeiro desde a infância. Segundo os curadores, foi através de sua mãe, que trabalhou como empregada doméstica na casa de nomes influentes da cena artística carioca, que Messias pôde frequentar aulas de arte no início dos anos 1960, particularmente o curso livre de Ivan Serpa no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro.

Conforme apontam Lontra e Peixoto, durante o processo de investigação em diversas e dispersas coleções, o que resultou na publicação Manuel Messias – Do tamanho do Brasil (2021), as obras do artista foram se agrupando com base em afinidades visuais e temáticas, o que possibilitou identificar a lógica de criação em séries. Compõem a exposição xilogravuras das séries Fome e Loucura, do início de carreia na virada dos anos 1960, nas quais o artista manifesta uma consciência dramática e uma linguagem gráfica intensa, influenciado tanto pela literatura de cordel quanto pelo expressionismo de Oswaldo Goeldi. Do mesmo período, a série YUWW, única apresentada como álbum, traz um alfabeto inventado e códigos visuais próprios, indecifrados por mais de 50 anos.

Manuel Messias – Posição humana de fecundação, 1968 – óleo sobre tela – 50×70.

O grupo de trabalhos reunidos na série Nossa abordam a desigualdade social e revelam de modo subliminar um olhar político e crítico sobre a ditadura militar. Para os curadores, a série Via Sacra marca a maturidade do artista, com composições rigorosas que reinterpretam episódios da vida de Cristo. Em sua fase final, marcada por dificuldades financeiras e por uma crescente instabilidade psíquica, Messias mistura memória, símbolos da morte e referências autobiográficas nos trabalhos da série Your Life – M’fotogram. A curadoria aponta que essas gravuras, ao mesmo tempo caóticas e profundamente humanas, funcionam como um inventário visual de sua trajetória.

Manuel Messias dos Santos é um artista de qualidade e relevância inquestionáveis. Sua vida e obra revelam as marcas das injustiças e dos problemas estruturais brasileiros. Sua trajetória pessoal escancara uma realidade escondida e esquecida às margens, invisibilizada pelo racismo estrutural, pela desigualdade histórica e geográfica e pela nossa incapacidade e desinteresse em viver em harmonia social. Esta exposição, a primeira mostra institucional dedicada à sua obra, nasce da necessidade de reconhecimento e de inclusão definitiva de sua produção na escrita das tantas e tão plurais histórias da arte brasileira”, finalizam os curadores.

A esta exposição soma-se um programa público de encontros, oficinas e vivências, com programação atualizada pelo site e redes sociais do Instituto ao longo do período expositivo.

Amigo Tomie

O Programa de Amigos do Instituto Tomie Ohtake quer aproximar o público de um dos espaços de arte mais emblemáticos da cidade de São Paulo. Além de apoiar, o Amigo Tomie fará parte de uma comunidade conectada à arte, contará com benefícios especiais e experiências únicas. São três categorias de apoio, contribuindo com novas exposições, programas educativos, orçamento anual e manutenção do Instituto.

Serviço:

Manuel Messias – Sem limites

Abertura: 12 de junho, às 19h

Em cartaz de 13 de junho a 3 de agosto de 2025

De terça a domingo, das 11h às 19h – entrada franca

Instituto Tomie Ohtake

Av. Faria Lima 201 (Entrada pela Rua Coropé, 88) – Pinheiros SP

Metrô mais próximo – Estação Faria Lima/Linha 4 – Amarela

Fone: (11) 2245 1900.

(Com Martim Pelisson/Instituto Tomie Ohtake).

“Rusá Serro” apresenta olhar de Tiago Aguiar sobre a Festa do Rosário

Serro, Minas Gerais, por Kleber Patricio

Foto: Russa Serro.

Tiago Aguiar, fotógrafo e artista visual multiplataforma, apresenta a instalação fotográfica “Rusá Serro”, mostra que propõe uma imersão sensível na Festa do Rosário, tradição afro-religiosa viva desde 1714 no interior de Minas Gerais. Realizada em espaço público, no conjunto arquitetônico e urbanístico do Serro, a exposição parte da experiência afetiva e espiritual do artista com a celebração. Natural do bairro onde os festejos acontecem, o artista cresceu imerso nesse universo. Com a câmera em mãos, passou a registrar os rituais, encontros e sentimentos que atravessam essa manifestação popular.

A exposição é resultado de uma pesquisa visual iniciada há mais de uma década e organizada em três eixos temáticos: Dançantes, Quermesse e Caravana, que funcionam como guias narrativos do projeto. Em Dançantes, o foco recai sobre os congadeiros e suas fardas tradicionais, revelando a individualidade de cada pessoa em ritual. Quermesse transporta o visitante à atmosfera comunitária e festiva do entorno da igreja e Caravana documenta os vendedores que chegam de outras regiões, evidenciando a diversidade cultural e econômica da festa.

Em Rusá Serro, um percurso com aproximadamente 30 fotografias ampliadas em grandes dimensões são dispostas em 12 instalações artísticas ao longo do trajeto percorrido pelos congadeiros da procissão da festa do Rosário. Organizadas em grupos de imagens e acompanhadas por iluminações pontuais; as instalações intensificam a experiência visual e reforçam a ligação entre imagem e rito.

A relação entre Tiago Aguiar e a Festa do Rosário ultrapassa o campo da observação. Desde 2016, o artista adotou uma abordagem mais íntima, montando um estúdio improvisado na garagem da avó e convidando os dançantes a posarem voluntariamente. Essa prática permitiu maior agência das pessoas sobre suas imagens e o acesso a relatos de dentro da festa. “Pude aprender o que não se aprende de relance”, conta o artista, que repetiu a experiência em 2017. Com o tempo, a pesquisa se transformou em prática espiritual. Em 2019, Tiago passou a integrar oficialmente os Catopês, grupo tradicional do congado no Serro. “O ingresso foi uma resposta natural à relação que já vinha sendo construída há anos — uma entrega que reafirma, a cada passo, minha fé, meu pertencimento e minha responsabilidade com a tradição”. Segundo o artista, essa transição encontra eco na ideia de “arte preceito”, como define Paulo Nazareth: uma arte fundada na escuta, na presença e nos rituais, onde o gesto é mais importante que a imagem e, o cuidado, mais vital que a representação.

A Festa do Rosário, reconhecida como patrimônio imaterial, reúne comunidades negras e outras populações locais em celebrações marcadas por forte tradição e identidade. “Tendo passado dois anos distante do Serro e do Brasil, voltei com o ofício de fotógrafo e um novo modo de ver. Busquei um tema com o qual me relacionei por toda a vida, mas com ainda muito por conhecer”, diz Tiago.

O caráter cultural da exposição reside na valorização e preservação de uma tradição que expressa a identidade da comunidade do Serro. Já seu aspecto educativo está em oferecer acesso e entendimento a práticas culturais pouco conhecidas fora do contexto local, estimulando o aprendizado sobre patrimônio imaterial e processos de resistência por meio da arte. A visita guiada, disponível na primeira etapa da mostra, será conduzida por Tiago Aguiar, que compartilha sua trajetória, histórias e aprendizados ao longo dos anos de pesquisa.

Rusá Serro é, assim, um convite ao olhar e ao sentir. Ao conjugar memória, fé e imagem, a exposição propõe uma experiência que vai além do registro documental. Em diálogo com o território e com as pessoas que o habitam, revela os vínculos profundos entre arte, espiritualidade e pertencimento.

Foto: Divulgação.

Sobre o artista | Tiago Aguiar (1983, Serro, MG) é fotógrafo e artista visual. Sua trajetória se desenvolve a partir da vivência e pesquisa em sua comunidade de origem, com foco nas tradições culturais do congado e da festa de Nossa Senhora do Rosário. Ao longo de mais de uma década, construiu uma relação de proximidade e respeito com a comunidade, produzindo trabalhos que unem documentação, arte e compromisso espiritual. É integrante dos Catopês, grupo tradicional do Rosário do Serro, e seu trabalho tem sido reconhecido por sua sensibilidade em captar a identidade e religiosidade da festa.

Sobre o projeto | Realizado com apoio institucional do Governo do Estado de Minas Gerais e do Governo Federal do Brasil, por meio da Lei Paulo Gustavo, Rusá Serro é uma realização do Movimento Áurea, que busca valorizar as expressões culturais brasileiras por meio de iniciativas com caráter educativo e cultural. Sendo uma mostra inclusiva, “Rusá Serro”, em um espaço especial no Museu Regional Casa Dos Ottoni (Praça Cristiano Ottoni, 72, Serro – MG), apresenta um conjunto de fotografias táteis acompanhadas de audiodescrição, ampliando o alcance da experiência sensorial e permitindo o contato direto com o público.

Serviço:

Exposição Rusá Serro, de Tiago Aguiar

Abertura: 27 de junho, sexta-feira, às 12h

Período: de 27 de junho a 15 de agosto de 2025

Local: Centro histórico de Serro, MG

(Com Silvia Balady/Balady Comunicação)

“Marginal Genet” estreia no Teatro Ruth Escobar

São Paulo, por Kleber Patricio

Fotos: Divulgação.

Após o polêmico e devastador “Pasolini no deserto da alma”, o diretor Francis Mayer prossegue na sua cartografia de “malditos” levando à cena o texto “Marginal Genet” sobre a vida do transgressor escritor francês Jean Genet, livremente inspirado nas obras “Diário de um ladrão”, de Jean Genet, e “Saint Genet”, de Jean-Paul Sartre.

O autor Jean Genet esteve no Brasil, em 1970, a convite da atriz e produtora Ruth Escobar para a estreia de “O balcão” no Teatro Ruth Escobar.

Não por acaso, o espetáculo “Marginal Genet” – após cinco meses de sucesso no Rio de Janeiro – estreia dia 4 de julho de 2025 no Teatro Ruth Escobar, na Sala Gil Vicente – o mesmo porão onde “O balcão” foi prestigiado por seu autor em sua única visita ao Brasil.

O texto destaca o relacionamento de Jean Genet com quatro personagens, dentre todos citados na sua obra autobiográfica “Diário de um ladrão”, que continua a gerar polêmica até hoje. Temos, então, Renê (garoto de programa), Bernardini (comissário de polícia secreta), Lucien (morador de rua) e Charlotte Renaux (cantora).

Marginal Genet é um convite ao submundo dos marginalizados. Ele sobreviveu pelas ruas de Paris, sendo preso diversas vezes na juventude por roubo, vivendo como mendigo, sustentando-se como ladrão.

No espetáculo, o espectador terá acesso a intimidade de um personagem transgressor com recorte focado nos seus momentos mais intensos, regados a momentos de lirismo. Com linguagem poética e visceral, o texto propõe uma conversa com o seu público, a quem o protagonista autoriza uma imersão em seu universo particular abrindo o seu diário, compartilhando histórias de seus encontros e amores com seres que costumavam viver à margem da sociedade, elevando-os à categoria de heróis.

De Jean Genet, Francis Mayer já produziu Querelle, em 1989, no Teatro Dulcina, lançando Gerson Brenner como ator, tendo Rogéria no elenco; e dirigiu “Alta Vigilância”, em 1997, no Teatro Candido Mendes, com Carlos Machado, Jonathan Nogueira e Luka Ribeiro.

Considerado dono de uma imaginação febril e alegórica, Jean Genet cultuava a valorização do prazer, da beleza e do humano. E recriou em peças e romances a mesma marginalidade radical que caracterizou a sua vida, como “As criadas”, “Querelle”, “O balcão”, “Nossa Senhora das Flores”, “Alta Vigilância” e “Os negros”, entre outros. Sendo um escritor de combate, despertou admiração em um grupo de intelectuais como Jean-Paul Sartre, Albert Camus e Jean Cocteau, que com sua intervenção, salvou-o de uma prisão perpétua que o levaria à morte.

Francis Mayer tem em seu currículo de diretor os espetáculos (entre outros) “Pasolini no deserto da alma”; “Detentos”; “Querelle”, de Jean Genet; “Angela Maria – Lady Crooner” (musical); “Alta Vigilância”, de Jean Genet; “Cazuza  – Jogado a teus pés” (musical); “Os meninos da Rua Paulo”, com Bruno Gagliasso; “Se você me ama…”, com Danielle Winits; “As meninas”, de Lygia Fagundes Telles; “Namoro”, com Natália Lage, “Betty Blue”, de Philippe Djian; “Teen-Lover”, com Mouhamed Harfouch; “Nó de gravata”, com Luana Piovani; “Zero de conduta”, de Zeno Wilde; “Os campeões”, com Rainer Cadete; “Herdeiros”, com Guilherme Leicam; “Folia Tropical”, com Rogéria; “A noite do meu bem”, de Paulo César Coutinho e “O Hóspede”, baseado no filme “Teorema”, de Pasolini, entre outros.

Serviço:

Marginal Genet

Texto/Direção: Francis Mayer

Elenco/Personagens:

Thiago Brugger (Jean Genet)

Fernando Braga (René)

Vinícius Moizés (Bernardini)

Yago Monteiro (Lucien)

Samuel Godois (Charlotte Renaux)

Duração: 70 minutos

Classificação: 18 anos

Ingressos: R$ 110,00 (inteira) R$ 55,00 (meia)

Apenas oito apresentações – de 4 a 26 de julho de 2025

Sextas às 20h30; sábados, às 20 horas

Teatro Ruth Escobar – Sala Gil Vicente

Rua dos Ingleses, 209 – Bela Vista – São Paulo

(11) 3284-3382.

(Com Francis Mayer)