Notícias sobre arte, cultura, turismo, gastronomia, lazer e sustentabilidade

Arte & Cultura

Rio de Janeiro

Etc e Tal transforma “Dom Quixote” em uma experiência visual arrebatadora e reafirma a força da mímica brasileira no cenário contemporâneo

por Kleber Patrício

Uma das companhias mais importantes do teatro físico brasileiro, a carioca Etc e Tal apresenta Dom Quixote, espetáculo infanto-juvenil sem palavras que reinventa o clássico de Miguel de Cervantes por meio da mímica, da comicidade gestual e de uma sofisticada dramaturgia visual. A estreia acontece no dia 7 de março de 2026 no Teatro Glaucio […]

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Lazer & Gastronomia

Inglaterra

British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta “Celia”, vagão exclusivo assinado por Baz Luhrmann e Catherine Martin

por Kleber Patrício

Novo vagão é dedicado a eventos e jantares privados; espaço foi idealizado e desenhado pelo cineasta Baz Luhrmann, diretor de filmes como Moulin Rouge!, The Great Gatsby e Elvis, e pela figurinista e designer de produção Catherine Martin, quatro vezes vencedora do Oscar por seu trabalho em Moulin Rouge! e The Great Gatsby

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Musical ‘Elza’ volta ao Rio na semana de aniversário da cantora em curtíssima temporada no Teatro Claro Mais

Rio de Janeiro, por Kleber Patricio

Foto: Divulgação.

A trajetória de Elza Soares é sinônimo de resistência e reinvenção. As múltiplas facetas apresentadas ao longo de sua majestosa carreira foram o ponto de partida para o musical “Elza”, que estreou em julho de 2018 no Rio de Janeiro e já passou por 15 cidades. Agora, após imenso sucesso popular e a aprovação irrestrita da homenageada, fará nova temporada no Rio de Janeiro, no Teatro Claro Mais, com estreia na semana em que a artista completaria 95 anos se estivesse viva.

De 27 de junho a 20 de julho, Ágata Matos, Janamô, Josy.Anne, Júlia Sanchez, Julia Tizumba, Sara Hana e a atriz convidada Naruna Costa sobem ao palco para celebrar a memória de Elza pela primeira vez depois de sua passagem.

Em cena, as atrizes se dividem para dar vida a Elza Soares em suas mais diversas fases e interpretam outros personagens, como os familiares e amigos da cantora, além de personalidades marcantes, como Ary Barroso (1903–1964), apresentador do programa onde se apresentou pela primeira vez, e Garrincha (1933–1983), que protagonizou com ela um notório relacionamento.

Naruna Costa faz sua estreia nessa temporada do projeto e terá papel de destaque no espetáculo consagrando sua trajetória como atriz, cantora, diretora artística e diretora musical. Naruna é vencedora do Prêmio Shell 2024 na categoria de Melhor Diretora Musical. Ao longo de sua carreira, já foi indicada e ganhou diversos prêmios como o de Melhor Diretora no Prêmio APCA e Aplauso Brasil e Melhor Atriz nos prêmios CPT e APCA e VI FBCI Festival Brasileiro de Cinema Internacional.

Com texto de Vinícius Calderoni e direção de Duda Maia, o espetáculo idealizado por Andréa Alves tem a direção musical de Larissa Luz. Além disso, o maestro Letieres Leite (in memoriam), da Orquestra Rumpilezz, foi o responsável pelos novos arranjos para clássicos do repertório da cantora, tais como Lama, O Meu Guri, A Carne e Se Acaso Você Chegasse.

Ainda que muitos dos conhecidos episódios da vida da homenageada estejam no palco, a estrutura de Elza foge do formato convencional das biografias musicais. Se os personagens podem ser vividos por várias atrizes ao mesmo tempo, a estrutura do texto também não é necessariamente cronológica. Da mesma forma que músicas recentes (A Mulher do Fim do Mundo, a emblemática A Carne e Maria da Vila Matilde) se embaralham aos sucessos das mais de seis décadas de carreira da cantora, como Se Acaso Você Chegasse, Lama, Malandro, Lata D’Água e Cadeira Vazia.

Marcada por uma série de tragédias pessoais – a morte dos filhos e de Garrincha, a violência doméstica e a intolerância –, a jornada de Elza é contada com alegria. “A Elza me disse: ‘sou muito alegre, viva, debochada. Não vai me fazer um musical triste, tem que ter alegria’. Isso foi ótimo, achei importante fazer o espetáculo a partir deste encontro, pois assim me deu base para saber como Elza se via e como ela gostaria de ser retratada”, conta Vinicius Calderoni, que leu e assistiu a infindáveis entrevistas que a cantora deu ao longo da vida e também pesquisou a obra de pensadoras negras, como Angela Davis e Conceição Evaristo, cujos fragmentos de textos aparecem na peça.

O espetáculo foi desenvolvido ao longo de um período em que Elza se encontrava no auge de uma carreira marcada por reviravoltas e renascimentos. Ao lançar seus últimos dois discos, A Mulher do Fim do Mundo (2015) e Deus é Mulher (2018), a cantora não somente ampliou ainda mais seu repertório e sua base de fãs, como conquistou, mais uma vez, a crítica internacional, e se consolidou como uma das principais vozes da mulher negra brasileira.

Vinícius Calderoni, autor do texto, chama a atenção para a coletividade presente em todo o processo de criação da montagem. Após ter escrito as primeiras páginas, ele começou a frequentar os ensaios e estabeleceu um rico intercâmbio com Duda Maia e as sete atrizes. “Hoje poderia dizer que elas são coautoras e colaboradoras do texto. São sete atrizes negras e múltiplas, como a Elza é. Diante da responsabilidade enorme, eu estabeleci limites de fala para mim, por exemplo, em relação a alguns temas. Limitei a minha voz e disse que não escreveria nada, queria os relatos delas e as opiniões. Pedi a colaboração delas, das experiências vividas por uma mulher negra. Do mesmo jeito que a Duda propôs muitas coisas, as atrizes também tiveram este espaço”, conta o dramaturgo.

Tal processo colaborativo se estendeu para a música, com a participação ativa das atrizes e das musicistas nos ensaios com os diretores musicais, e o maestro Letieres Leite, que liderou algumas oficinas com o grupo no período dos ensaios. O processo gerou ainda duas canções inéditas que estão na peça: Ogum, de Pedro Luís, e Rap da Vila Vintém, de Larissa Luz.

Sobre a equipe de criação e produção

A estreia de Elza marca o encontro da dramaturgia de Vinícius Calderoni com a direção de Duda Maia, dois nomes que se destacaram no recente panorama teatral brasileiro. Pela direção de Auê (2016), estrelado pela Cia. Barca dos Corações Partidos, ela conquistou os prêmios Shell, Cesgranrio e Botequim Cultural de Melhor Direção, além dos prêmios APTR e Cesgranrio de Melhor Espetáculo e o Bibi Ferreira de Melhor Musical Nacional. Enquanto isso, Vinicius já ganhou o Prêmio Shell de Melhor Autor por Ãrrã (2015), o APCA por Os Arqueólogos (2016) e coleciona outras indicações e troféus por espetáculos da companhia Empório de Teatro Sortido, que lidera ao lado de Rafael Gomes.

Em paralelo à carreira de escritor, Vinícius é também ator e músico – ele integra a banda 5 a Seco e tem dois discos lançados. A experiência musical foi determinante no processo de criação do texto. Já Duda trouxe todo o seu trabalho corporal para o desenvolvimento da linguagem da encenação.

A sintonia entre Duda e Larissa Luz foi determinada por uma característica fundamental: a escuta e a participação das intérpretes. “Foi um processo de ensaios muito vivo, em que partimos do princípio que a voz não é nossa, é das atrizes. Fizemos este trabalho para elas e a partir de propostas delas. Precisamos olhar para o grupo, para a troca”, conta Duda, ressaltando que tudo só foi possível graças à parceria com a Sarau.

Nos últimos anos, a Sarau foi responsável por montagens tais como Nossa História com Chico Buarque, Azira’i, A Hora da Estrela ou O Canto de Macabéa, Jacksons do Pandeiro, Gonzagão – A Lenda, Ópera do Malandro, Auê e Suassuna – O Auto do Reino do Sol, da Cia. Barca dos Corações Partidos, e Gota D’Água [a seco], dirigida por Rafael Gomes e protagonizada por Laila Garin. Sempre comprometida com a cultura nacional em seus mais variados aspectos, a produtora também assina a direção do Festival TOCA que trouxe a canção brasileira para o centro da discussão, através de shows gratuitos, oficinas e debates.

Ficha Técnica

Elenco: Ágata Matos, Janamô, Josy.Anne, Júlia Sanchez, Julia Tizumba, Sara Hana e a atriz convidada Naruna Costa.

Direção: Duda Maia

Texto: Vinícius Calderoni

Direção Musical: Larissa Luz

Produção Musical e Codireção Musical: Danillo Panda

Arranjos: Letieres Leite

Idealização e Direção de Produção: Andréa Alves

Diretora de projetos: Leila Maria Moreno

Coordenadora de produção: Hannah Jacques

Produtor Executivo: Alex Leandro Assessoria de comunicação: Barata Comunicação e Dobbs Scarpa.

Serviço:

27 de junho a 20 de julho de 2025

Quintas e sextas às 20h

Sábados às 16h e 20h

Domingos às 18h

Ingressos:

Plateia – R$ 180 (inteira) / R$ 90 (meia)

Frisas – R$ 140 (inteira) / R$ 70 (meia)

Camarote – R$ 140 (inteira) / R$ 70 (meia)

Balcão 1 – R$ 100 (inteira) / R$ 50 (meia)

Balcão 2 – R$ 39,60 (inteira) / R$ 19,80 (meia)

Teatro Claro Mais

Rua Siqueira Campos, 143 – 2º Piso – Copacabana, Rio de Janeiro

Vendas: na bilheteria do teatro e no site www.uhuu.com

Classificação etária: 14 anos. Duração: 150 minutos.

Patrocínio: REDE, GENIAL, Prefeitura da cidade do Rio de Janeiro e Secretaria municipal de cultura.

Realização: Sarau Cultura Brasileira, Ministério da Cultura, Governo Federal – União e Reconstrução.

(Com Fabio Dobbs/Dobbs Scarpa)

1º Festival de Inverno, no Museu da Imigração, celebra os 32 anos da instituição com dança, música, gastronomia e experiências de países dos hemisférios norte e sul

São Paulo, por Kleber Patricio

Grupo Volga na 27ª Festa do Imigrante. Créditos: Chris Ceneviva e Victor Herege.

O Museu da Imigração (MI) chega, neste mês de junho, aos seus 32 anos de existência. Para celebrar a data, o museu realiza, no dia 28 de junho, seu 1º Festival de Inverno, com atrações de diferentes países e regiões que têm a cultura marcada pela estação mais fria do ano.

O festival, que terá 8h de duração, traz ao jardim do museu apresentações de dança e música, feira gastronômica das culturas imigrantes, além de experiências e oficinas que conectam o público com as tradições de mais de dez países como Escócia, Áustria, Bolívia, Rússia, Suíça, Itália, Peru, Japão, Lituânia e Hungria.

Entre as atrações do palco estão o Duo Liberat, que trará músicas das tradições andinas, a apresentação de gaitas de fole escocesa da St. Andrew Society of São Paulo Pipes & Drums, além de danças folclóricas austríacas, bolivianas e russas.

A Feira Gastronômica das Culturas Imigrantes, traz receitas tradicionais e bebidas de comunidades de outros países, como Rússia (Varenik, Pelmeni, Blini, Piroshki, Borsh, além da vodka russa e chopp); Suíça e Alemanha (salsichas artesanais, raclette e kartoffelpuffer); Itália (massas frescas e mini pizzas, com opções vegetarianas); opções da culinária árabe, como salsabil matouk, sopa de lentilha e outros pratos típicos árabes); do Peru (empanadas, alfajores e chocoteja) e da Bolívia (pastel andino e bebidas como api morado e blanco).

O público ainda poderá vivenciar oficinas gastronômicas e na área do artesanato como recortes lituanos em formato de cristais de gelo (Karpiniai); origamis; biscoito húngaro e oficina de infusão e degustação de chás.

Serviço:

Aniversário do Museu da Imigração | Festival de Inverno

Datas: 28 de junho

Horário: das 10h às 18h

Entrada gratuita

Ingressos: Retirada exclusiva pessoalmente na bilheteria do Museu. Bilheteria até as 17h. (Evento com capacidade limitada e sujeito à lotação)

Programação de Palco

14h00 Duo Libertat (Músicas tradicionais andinas)

14h40 St. Andrew Society of São Paulo Pipes & Drums (Gaita de fole escocesa)

15h10 Grupo Tirol (Danças folclóricas austríacas)

16h00 Grupo Folclórico Kantuta (Folclore boliviano)

17h00 Grupo Volga (Canto e dança da cultura russa)

Feira Gastronômica das Culturas Imigrantes

Jardim | Das 10h às 18h

Sabores da Rússia – Barraca Russica: Varenik, Pelmeni, Blini, Piroshki, Borsh | Bebidas: Vodka russa e chopp

Gastronomia Suíça e Alemã: Salsichas artesanais, raclette, kartoffelpuffer, eisbein com chucrute

Bravíssimo – Kombi de Massas Italianas: Massas frescas e mini pizzas. Haverá opções vegetarianas

Culinária Árabe – Salsabil Matouk: Sopa de lentilha e pratos típicos árabes

La Canela – Carmen Copaira (Peru): Empanadas, alfajores e chocoteja

Sabores Andinos da Bolívia – Curadoria Munnay

Pastel andino | Bebidas: Api morado e blanco

Japão (a confirmar): Tonkatsu karê e lamen

Experiências e Oficinas

*vagas limitadas e por ordem de chegada

10h30 Oficina de Recortes Lituanos (Karpiniai)

11h30 Oficina | Brincando com Origamis no Inverno

14h00 Oficina de Biscoito Húngaro, com Marlene Laky

16h00 Oficina de Infusão e Degustação de Chás, com Simone Sato

A programação está sujeita a alterações sem aviso prévio.

Museu da Imigração

Rua Visconde de Parnaíba, 1.316 – Mooca – São Paulo/SP

Tel.: (11) 2692-1866

Funcionamento: de terça a sábado, das 9h às 17h; e aos domingos, das 10h às 17h

Acessibilidade no local – Bicicletário na calçada da instituição | Metrô Bresser-Mooca.

(Com Nany Gottardi/Locomotiva Cultural)

Projeto capacita 5 aldeias da terra indígena Haliti-Paresi (MT) para experiências de turismo de base comunitária

Tangará da Serra, MT, por Kleber Patricio

Fotos: Divulgação/Vivalá.

O turismo sustentável e de base comunitária, quando feitos de forma responsável, impactam positivamente as regiões, levando geração de renda e aumentando a preservação ambiental. Para que esse modelo de turismo avance, é importante que os povos indígenas tenham acesso a ferramentas e conhecimentos teóricos e práticos que os façam ter possibilidade de construir operações estruturadas e serem profissionais e que causem o bem estar desejado. Em 16 de junho, o Instituto Samaúma – uma iniciativa sem fins lucrativos da Vivalá – Turismo Sustentável no Brasil –, junto ao parceiro estratégico Instituto Bancorbrás e apoio da Prefeitura de Tangará da Serra (MT), realiza o lançamento do projeto Rumo ao Turismo Regenerativo na Aldeia Katyalarekwa, uma comunidades da Terra Indígena Haliti-Paresi (MT), a cerca de 6 horas de carro da capital Cuiabá.

Ao longo de dez semanas, cerca de 50 pessoas das aldeias do projeto Menanehaliti – nome que o povo Haliti-Paresi escolheu para suas iniciativas de turismo e que, na língua Aruak, significa algo como uma “continuidade sem fim”, um “projeto duradouro” – serão impactadas. As aldeias Katyalarekwa, Serra Dourada, Oreke, Arara Azul e Duas Cachoeira receberão uma formação completa, amplamente testada com mais de 10 mil horas de aplicação e 700 empreendedores comunitários já formados. Além da capacitação de quase três meses, o curso prevê acompanhamento trimestral até fevereiro do próximo ano.

“O turismo em nossas terras é fundamental e necessário para valorizar e preservar a rica cultura e biodiversidade das comunidades. Além de proporcionar o desenvolvimento econômico e sustentável ao mesmo tempo que educa e sensibiliza os visitantes. O objetivo principal é criar uma experiência que seja benéfica tanto para eles quanto para nós, mas garantindo que as atividades turísticas sejam produzidas de maneira responsável e respeitosa. A importância da capacitação é para que possamos saber como divulgar a nossa cultura e o local”, afirma Salomão Nezokemazokai, cacique da aldeia Oreke.

Capacitação busca trazer viajantes de forma sustentável para a região 

Há alguns anos, o povo Haliti-Paresi iniciou seu caminho no turismo sustentável por meio da sua primeira capacitação, realizada pela prefeitura da cidade em conjunto com profissionais do setor. A expectativa do projeto Rumo ao Turismo Regenerativo é complementar essa formação. “O projeto Menanehaliti de Etno e Ecoturismo é fruto de um grande esforço coletivo desenvolvido entre as aldeias indígenas beneficiadas, as gestões públicas estadual e municipal, a empresa de consultoria especializada, o poder legislativo de Mato Grosso e outros parceiros como a Vivalá, maior operadora de turismo de base comunitário e etnoturismo do Brasil. As capacitações promovidas pelo projeto vão garantir o conhecimento técnico necessário para proporcionarem uma autêntica e enriquecedora vivência na sua cultura ancestral, impactando positivamente todas as aldeias com geração de emprego e renda, preservação dos costumes e tradições, conservação dos recursos naturais e fortalecimento do protagonismo indígena em seu território”, afirma Wilson Pereira, turismólogo da Secretaria de Cultura e Turismo de Tangará da Serra.

“Seguimos dedicados na nossa ambição de contribuir com o desenvolvimento do turismo sustentável e de base comunitária (TBC), agora em conjunto com as aldeias indígenas de Tangará da Serra, que se junta às nossas operações junto ao povo Yanomami no Amazonas, Shanenawa no Acre, Kariri Xocó no Alagoas e aos Guarani em São Paulo”, destaca Daniel Cabrera, diretor executivo do Instituto Samaúma e da Vivalá.

Ainda neste ano, estão previstas cerca de cinco expedições comerciais para o novo destino em Tangará da Serra, com previsão de dobrar este número em 2026. Em todos os roteiros, os grupos são acompanhados por guias e facilitadores Vivalá, mas também pelos representantes das comunidades visitadas que são os protagonistas de toda experiência, comandando as hospedagens, alimentação, guiamentos, passeios, oficinas tradicionais e a segurança

Metodologia do projeto é utilizada há dez anos

A metodologia de formação utilizada será da Universidade Vivalá de Negócios, um método que é utilizado há dez anos pela Vivalá junto a moradores de comunidades tradicionais brasileiras. A formação será dividida em módulos semanais, com temas como marketing, finanças, vendas e ações sustentáveis. Ao final, espera-se que os participantes estejam ainda mais preparados para receberem os viajantes e tornar suas experiências com o turismo rentáveis e sustentáveis do ponto de vista ambiental, social e financeiro.

O projeto conta com o investimento do Instituto Bancorbrás, organização que tem um foco claro no desenvolvimento do turismo sustentável e de base comunitária no país, e entende este tipo de atuação como ferramenta de fortalecimento comunitário e da cultura dos povos indígenas da região, além da geração de renda.

“Investir em turismo regenerativo é uma decisão estratégica que reforça o compromisso do Instituto Bancorbrás com iniciativas que geram impacto positivo e duradouro. Ao apoiar o etnoturismo desenvolvido na Terra Indígena Haliti Paresí, unimos dois propósitos: valorizar o conhecimento ancestral e a conexão com a natureza e aplicar nossa experiência em negócios para fortalecer uma atividade economicamente sustentável. A parceria com o Instituto Samaúma representa uma oportunidade concreta de contribuir com o desenvolvimento de uma cadeia de turismo mais responsável, conectando a Operadora Bancorbrás e o trade turístico da região de Tangará da Serra-MT”, destaca Claudio Roberto, diretor geral de negócios do Grupo Bancorbrás e diretor executivo do Instituto Bancorbrás.

Sobre a Vivalá

A Vivalá atua no desenvolvimento do Turismo Sustentável no Brasil, promovendo experiências que buscam ressignificar a relação que as pessoas têm com o Brasil, sua biodiversidade e comunidades tradicionais. Atualmente, a Vivalá atua em 28 unidades de conservação do país, contemplando os biomas da Amazônia, Mata Atlântica, Cerrado, Pantanal e Caatinga, e trabalha em conjunto com mais de 1.584 famílias envolvidas na operação.

Com 16 prêmios e reconhecimentos nacionais e internacionais, a Vivalá tem a confiança da Organização Mundial do Turismo, ONU Meio Ambiente, Braztoa, Embratur, Aberta, Fundação do Grupo Boticário, Yunus & Youth, além de ter uma operação 100% carbono neutro e ser uma empresa B certificada, tendo a maior nota no turismo do Brasil e a 7ª maior em todo o setor de turismo no mundo. Até o final de 2024, a Vivalá já embarcou mais de 5 mil viajantes, além de ter injetado mais de R$ 7 milhões em economias locais através da compra de serviços de base comunitária e consumo direto dos viajantes. Para mais informações, acesse https://www.vivala.com.br/.

Sobre o Instituto Samaúma

Criado pela Vivalá – Turismo Sustentável no Brasil em 2023, o Instituto Samaúma promove soluções para um Brasil mais justo, sustentável e inclusivo por meio da educação ambiental, inclusão produtiva e estudos e diagnósticos socioambientais. Ao longo de seus primeiros anos, o Instituto já atua em conjunto com o Ministério do Planejamento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Organização das Nações Unidas (PNUD/ONU), Instituto Bancorbrás, Universidade da Carolina do Norte, entre tantos outros clientes e parceiros. Saiba mais em https://vivala.com.br/instituto-samauma.

(Com Sabrina Fernandes/DePropósito Comunicação de Causas)

Pilotos e Comissários podem se aposentar com 20 anos de contribuição

Curitiba, por Kleber Patricio

Foto: Getty Images/Unsplash+.

Uma porta se abriu para que pilotos e comissários de voo possam se aposentar com vinte anos de contribuição, economizando 12 anos no caminho da aposentadoria se ingressando antecipadamente com o processo pode economizar até três anos e meio de tramitação na justiça. Quem alerta são as advogadas Ana Carolina da Silva Castro e Amanda de Melo Rezende Campos, do Escritório Silva Castro & Campos Advocacia e Consultoria, especialista em direto previdenciário. Isso graças a uma sentença inovadora proferida em 10 de março desse ano pela 17ª Vara de Curitiba reconhecendo o direito à aposentadoria especial para aeronautas com apenas 20 anos de contribuição e com isso criou-se um importante precedente judicial.

Segundo as advogadas, a decisão fundamenta-se no Decreto 83.080/79, que em seu anexo estipulava que aeronautas expostos à pressão atmosférica anormal poderiam ter direito à aposentadoria especial com apenas 20 anos de contribuição. Essa tese reflete o Princípio da Proibição do Retrocesso Social, garantindo que conquistas sociais dos trabalhadores não sejam reduzidas, especialmente quando envolvem saúde e integridade física.

Antes da reforma previdenciária de 2019, os aeronautas precisavam comprovar apenas 25 anos de trabalho em condições especiais para terem direito à aposentadoria especial, sem requisito de idade mínima. Este cenário mudou drasticamente com a reforma previdenciária. Pela nova norma, além dos 25 anos de trabalho em condições especiais, é necessário cumprir um dos seguintes requisitos adicionais: atingir 60 anos de idade ou alcançar 86 pontos na soma de idade e tempo de contribuição, dependendo da regra de transição aplicável ao caso concreto.

O Princípio da Proibição do Retrocesso Social é uma das bases mais importantes para a defesa da Tese dos 20 anos. Este princípio assegura que conquistas sociais, especialmente aquelas ligadas à proteção da saúde e da integridade física do trabalhador, não possam ser suprimidas por alterações legislativas posteriores.

No caso dos aeronautas, este princípio justifica a aplicação das normas mais benéficas, considerando os riscos inerentes à profissão e o direito à aposentadoria proporcional a estes riscos.

Mas Ana Carolina e Amanda advertem que quanto mais cedo os profissionais entrarem com o processo de aposentadoria pela via judicial, sem esperar completar os 20 anos, asseguram a possibilidade de se aposentar por esse precedente e economizar até três anos e meio de tramitação processual.

Sobre o Silva Castro & Campos Advocacia e Consultoria

Amanda Rezende Campos e Ana Silva Castro. Foto: Divulgação.

Formadas em PUC de Belo Horizonte as advogadas Ana Carolina da Silva Castro e Amanda de Melo Rezende Campos são especialistas em Direito Previdenciário com larga experiência no assunto. Amanda também é pós-graduada em direito contratual e trabalhista, autora do livro A responsabilidade civil dos pais por abandono afetivo dos filhos e orientadora no Instituto Brasileiro de Planejamento Patrimonial. Possui 12 anos de experiência como advogada, atendendo grandes empresas como a locadoras de veículos Unidas e mais de 1000 transportadoras no estado de Minas Gerais, além de ter atendido redes de Shopping Centers como a Multiplan. Hoje, junto com sua sócia, está focada no planejamento previdenciário estratégico e assessoria junto ao INSS.

(Com Jair Italiani)

Uma fusão gastronômica entre São Paulo e Ceará acontece em julho no Makena Hotel

Icaraizinho de Amontada, por Kleber Patricio

Fotos: Divulgação/Makena Hotel.

Reconhecida como o principal polo gastronômico da América Latina, São Paulo une a multiculturalidade em sua culinária devido às tradições de imigrantes ao redor do mundo. E quando essa criatividade encontra os sabores autênticos do litoral cearense, nasce uma experiência única à mesa. É essa troca cultural, que valoriza ingredientes frescos, sabores e técnicas de diferentes regiões, que movimenta a cozinha do Makena Hotel no dia 12 de julho. O hotel, referência em hospitalidade em Icaraizinho de Amontada, recebe o chef Dorival Ribas, do renomado restaurante paulistano Loup, para um jantar de 6 tempos em mais uma edição do “Makena Convida”.

O evento, destinado aos hóspedes e aqueles que fizerem reserva antecipada, mergulhará nos pratos de mais destaque do restaurante paulistano que se inspira nas cozinhas do mundo e prioriza ingredientes de qualidade. O jantar começa com as entradas, entre elas a famosa croqueta de jamón, lula recheada com farofa de migas e atum em crosta de ervas selado com purê de wasabi. Já para os pratos principais, os escolhidos foram peixe yemanjá com farofa de castanha de caju e arroz de pato à portuguesa com linguiça curada e azeitona pretas. Para finalizar, uma deliciosa sobremesa à base de pão de ló de amêndoas, com crème légère e morangos frescos, coberto de tuiles de merengue e calda de morango com gotas de óleo de manjericão.

Baiano de Cocos e radicado em São Paulo desde 1998, o chef Dorival Ribas construiu sua carreira em cozinhas renomadas como Crab, Capim Santo, Grupo Fasano e Cantaloup. Desde 2018, comanda o Loup Restaurante, no Jardim Paulistano, onde assina um menu sem fronteiras, que une técnicas da alta gastronomia, ingredientes de excelência e influências de diferentes culturas, sempre com olhar atento à essência brasileira. Já o Loup Restaurante tem como objetivo oferecer uma gastronomia sem fronteiras, com influência das mais variadas regiões do mundo. Sua culinária criativa o fez entrar para a lista de restaurantes recomendados pelo Guia Michelin em 2025.

Chef Dorival Ribas.

O Makena Hotel conta com apenas 13 acomodações espaçosas e projetadas para oferecer o máximo conforto ao hóspede, com experiências personalizadas. A região também é propícia para a realização de esportes aquáticos, como o kitesurf. O restaurante NUI é focado na culinária contemporânea com toques regionais, para valorizar ainda mais a cultura local.

As reservas, mediante a disponibilidade, podem ser feitas pelo telefone (85) 8134-2202. Mais informações também estão disponíveis no Instagram do hotel @makenahotel ou pelo site www.makenahotel.com.br.

Serviço Makena Hotel

Endereço: R. Joaquim Alves Parente – In, Amontada – CE

Telefone: (85) 98124-2202

Instagram: @makenahotel

Site: www.makenahotel.com.br.

(Com Cíntia Banús/CB PR & Mkt)