Notícias sobre arte, cultura, turismo, gastronomia, lazer e sustentabilidade

Arte & Cultura

Rio de Janeiro

Etc e Tal transforma “Dom Quixote” em uma experiência visual arrebatadora e reafirma a força da mímica brasileira no cenário contemporâneo

por Kleber Patrício

Uma das companhias mais importantes do teatro físico brasileiro, a carioca Etc e Tal apresenta Dom Quixote, espetáculo infanto-juvenil sem palavras que reinventa o clássico de Miguel de Cervantes por meio da mímica, da comicidade gestual e de uma sofisticada dramaturgia visual. A estreia acontece no dia 7 de março de 2026 no Teatro Glaucio […]

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Lazer & Gastronomia

Inglaterra

British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta “Celia”, vagão exclusivo assinado por Baz Luhrmann e Catherine Martin

por Kleber Patrício

Novo vagão é dedicado a eventos e jantares privados; espaço foi idealizado e desenhado pelo cineasta Baz Luhrmann, diretor de filmes como Moulin Rouge!, The Great Gatsby e Elvis, e pela figurinista e designer de produção Catherine Martin, quatro vezes vencedora do Oscar por seu trabalho em Moulin Rouge! e The Great Gatsby

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Espaço Kempinski Laje de Pedra é um destino essencial para visitantes da Serra Gaúcha nesta temporada

Canela, por Kleber Patricio

Espaço Kempinski Laje de Pedra reúne alta gastronomia e cultura para um dia de lazer incrível na Serra. Fotos: Divulgação/Kempinski Laje de Pedra.

Neste inverno, o Espaço Kempinski Laje de Pedra é o destino mais convidativo da Serra Gaúcha. Construído para antecipar as experiências que farão parte do empreendimento, o espaço é aberto ao público e mostra o futuro que marcará Canela (RS), com toda sofisticação e valorização cultural que a região merece. A sugestão é aliar a visita a uma reserva feita no 1835 Carne e Brasa, restaurante do Kempinski Laje de Pedra que carrega tradição em seu nome, marcando o ano da Revolução Farroupilha. Com uma ode à comida feita perto do fogo, o restaurante ressignifica o passado por meio de um cardápio contemporâneo.

O Espaço Kempinski Laje de Pedra também conta com a recém-inaugurada Adega 1835, feita não só para a visita dos amantes de vinho, mas também para todos aqueles que desejam conhecer a diversidade de rótulos do terroir gaúcho.

Com previsão de abertura em 2027, o Kempinski Laje de Pedra é um empreendimento que valoriza a história do marcante hotel Laje de Pedra e constrói um novo capítulo para a cidade de Canela. Com vista exclusiva para o Vale do Quilombo, o projeto carrega a bandeira Kempinski, se tornando o primeiro empreendimento de hotel e residências da rede alemã na América do Sul.

Para entender como passado e presente se encontram, os visitantes do Espaço Kempinski Laje de Pedra poderão conferir a Laje Xperience, uma exposição imersiva que conduz o visitante a um passeio desde a formação geológica dos Campos de Cima da Serra, passando pela formação cultural da região e chegando aos dias de hoje.

Outras paradas imperdíveis no espaço são a Galeria do Laje, que conta com uma curadoria de obras e fotografias dos principais artistas locais, além de nomes brasileiros, e a Loja La Victoria, marca argentina que fabrica artigos exclusivos em couro.

Agenda de experiências

Além do funcionamento do 1835 Carne e Brasa, o Espaço Kempinski Laje de Pedra conta com uma agenda de experiências para quem estiver na Serra Gaúcha. Os próximos eventos incluem o Festival de Vinhos Iconos de Sudamerica, uma parceria entre o restaurante 1835 e a Wine Locals, que acontece no Espaço KLP e reunirá vinícolas e vinhos ícones de diferentes terroirs da América do Sul, um encontro, no dia 19 de julho, do KLP Whisky Society, o clube de uísque do Kempinski Laje de Pedra, que também inclui tasting e uma degustação de vinhos no dia 26. Para garantir o ingresso para esses encontros, os visitantes devem ficar de olho no Instagram do empreendimento, @kempinskilajedepedra.

Serviço: 

Endereço: R. das Flores, 222 – Kempinski Laje de Pedra, Canela – RS, 95683-002
Horário: de segunda a domingo, das 11h30 às 22h00
Informações sobre eventos: link.

Sobre o Kempinski Laje de Pedra

O Kempinski Laje de Pedra Hotel & Residences, em Canela (RS), será o primeiro empreendimento sob a bandeira da rede de luxo alemã no Brasil. Em fase de retrofit, o projeto reunirá residências sofisticadas e um hub de serviços e experiências exclusivas enraizadas na cultura, na história e na identidade local, que incluem nove operações gastronômicas, quatro piscinas, Fitness e Spa com mais de mil metros quadrados, teatro, lojas, centro de convenções e enfermaria com telemedicina. Ao ser escolhida para receber o primeiro Kempinski do continente, Canela se junta a um seleto portfólio de destinos turísticos selecionados na Europa, na Ásia, no Oriente Médio e na África. A previsão de abertura é em 2027.

(Com Pedro Tagliari/Approach Comunicação)

Evolução do rádio é contada em novo livro da Editora Senac São Paulo

São Paulo, por Kleber Patricio

Capa do livro.

Os amantes do rádio têm um excelente motivo para comemorar: a Editora Senac São Paulo acaba de lançar a obra “A reinvenção do rádio: do AM ao podcast”, dos autores Fernando Vítolo, Heródoto Barbeiro e Nilo Frateschi Jr., profissionais da mídia radiofônica.

Desde as origens até a inserção no digital, o livro destaca a constante inclusão de novas tecnologias ao modo de se fazer rádio ao longo da história, sempre baseado no conhecimento e nas experiências de cada um dos autores, assim como em entrevistas e depoimentos de profissionais referência nessa mídia.

Nele, os autores demonstram como as revoluções tecnológicas que se sucederam ao longo dos anos subverteram a perspectiva única do rádio, resultando, atualmente, em uma fusão que vai de antenas físicas e ondas eletromagnéticas até a utilização de imagens, a internet, o streaming e o podcast.

Ao tratar do que chamam de “new rádio”, Vítolo, Barbeiro e Frateschi Jr. propõem uma abordagem multiplataforma, acessível e democrática ao utilizarem-se de recursos como QR codes, que levarão o público a diversas entrevistas, e materiais que complementam a experiência da leitura. Sendo assim, a Editora Senac São Paulo expressa neste livro seu compromisso com a cultura e os avanços da comunicação social no Brasil e no mundo, com atenção indispensável à era digital, mas, sobretudo, às pessoas, produtoras e consumidoras dos mais variados formatos de mídia.

Sobre os autores

Fernando Vítolo | iniciou sua trajetória no mundo do empreendedorismo e da comunicação digital aos 12 anos, sendo graduado em comunicação social com ênfase em rádio e TV. Atualmente, está à frente da Younik e do seu programa de New Rádio que é veiculado no YouTube, onde realiza entrevistas sobre os mais variados assuntos.

Heródoto Barbeiro | é jornalista, advogado, historiador, comentarista do portal R7, apresentador do canal Por Dentro da Máquina no YouTube e âncora da rádio Novabrasil (FM 89.7). Como autor, possui diversos livros publicados na área de jornalismo, história e budismo. Ao longo da carreira, já apresentou o Roda Viva da TV Cultura e o Jornal da CBN. Além disso, recebeu as premiações Grande Prêmio Ayrton Senna, Líbero Badaró, Unesco, APCA e Comunique-se.

Nilo Frateschi Jr. | publicitário, iniciou a carreira na J. Walter Thompson e teve passagens pelo SBT e pelas revistas Manchete e Afinal. Além disso, trabalhou nas rádios América, Cadeia Verde Amarela, São Paulo, Capital, Excelsior, Globo, Globo FM, CBN, BandNews FM (é um dos criadores desta), Antena 1, Paradiso, Estadão/ESPN e Eldorado. Ainda, é um dos idealizadores do B.A.R. (Bons Amigos do Rádio), evento que homenageia profissionais do rádio.

Editora Senac São Paulo

Desde 1995, a Editora Senac São Paulo publica conteúdos voltados ao desenvolvimento profissional nas áreas de Gastronomia, Moda, Educação, Beleza e Estética, Turismo e Hospitalidade, Comunicação, Marketing, Design, Arquitetura, Saúde e Tecnologia da Informação. Hoje, seu catálogo possui mais de 1.000 títulos, presentes em todas as plataformas e livrarias. A atuação da Editora reafirma o propósito compartilhado com o Senac São Paulo que é o de disseminar, por meio de suas publicações, conhecimento para o trabalho em atividades do comércio de bens, serviços e turismo, sempre visando desenvolver profissionais com autonomia, sem perder de vista valores como a ética, o compromisso social, a inovação e o desenvolvimento sustentável.

Ficha técnica

A reinvenção do rádio: do AM ao podcast

Autores: Fernando Vitolo, Nilo Frateschi Jr., Heródoto Barbeiro

Páginas: 168

Preço: R$ 60

Onde comprar: Editora Senac São Paulo.

(Fonte: Senac São Paulo)

“Estratagemas Desesperados” estreia dia 17 de julho no Sesc 24 de Maio com direção de Amanda Lyra e Juuar

São Paulo, por Kleber Patricio

Personagens que desafiam arquétipos da mulher estão no espetáculo baseado em contos de horror das autoras ibero-americanas Mariana Enriquez (Argentina), María Fernanda Ampuero (Equador) e Layla Martinez (Espanha), em dramaturgia original. Fotos: Mayra Azzi.

O espetáculo “Estratagemas Desesperados” estreia dia 17 de julho no Sesc 24 de Maio. Na peça, quatro mulheres dentro de uma casa compartilham histórias que tensionam os limites entre o desejo e o horror. As personagens são inspiradas na obra das autoras contemporâneas Mariana Enriquez (Argentina), María Fernanda Ampuero (Equador) e Layla Martinez (Espanha). A direção é de Amanda Lyra e Juuar, que também assinam a dramaturgia. O espetáculo estreia em 17 de julho e segue em cartaz até 10 de agosto no Sesc 24 de Maio. No elenco, além de Lyra, estão Carlota Joaquina, Monalisa Silva e Stella Rabello.

“Lemos e ouvimos histórias todos os dias de mulheres em situações de violência doméstica, mulheres que são abusadas, estupradas e assassinadas. Que mudança aconteceria no nosso imaginário se as histórias que ouvimos e contamos sobre violência não fossem apenas sobre a mulher que sofre e a mulher que morre, mas também sobre a mulher que responde à violência? A mulher que tem desejos violentos intrínsecos e viscerais?”, indaga a diretora Amanda Lyra ao explicar a perspectiva adotada pela peça.

Essas autoras exploram, por meio do horror, um olhar radical sobre o feminino e a violência de gênero, além de desafiar os arquétipos tradicionais da mulher em suas histórias. São personagens complexas, dúbias, que fogem dos padrões morais.

Juuar, que também assina a direção da peça, elabora: “Ao revirar o material dessas autoras ficamos frente a frente com mulheres que agem e vão até as últimas consequências do desejo, o que nos coloca diante de um constante trânsito entre o assombro e a atração, o nojo e o tesão. Ao provocar em nós a habitação desses sentimentos aparentemente avessos, essas mulheres parecem nos libertar de qualquer julgamento moral e revelar, a partir de ações violentas e radicais, a possibilidade de debater e existir fora do campo de um desejo prescrito, aceito socialmente. Nesse sentido, o próprio gênero do horror nos apresenta a mesma questão ao abordar temas sociais que são constantemente evitados em debates públicos”.

A ideia da casa como cenário no espetáculo é contrapor o espaço doméstico – esse lugar historicamente destinado às mulheres, espaço familiar e de cuidado, normalmente associado à felicidade – às histórias terríveis que essas personagens contam. Na peça, é a casa que se assombra com essas histórias de amor, obsessão, delírio e vingança. A trilha sonora original (Azulllllll e Lello Bezerra), a cenografia (Valdy Lopes) e a iluminação (Sarah Salgado) são usadas para distorcer sua imagem convencional e, criando uma atmosfera assombrada, ajudam a transformar a casa em uma espécie de quinto personagem da peça. A equipe de criação conta, ainda, com Danielli Mendes (direção de movimento) e Diogo Costa (figurino).

O texto foi construído em uma residência ao longo de sete semanas no CPT (Centro de Pesquisa Teatral do Sesc-SP) em julho e agosto de 2024, em uma iniciativa em parceria com o Festival Mirada. Na ocasião, além de ler e discutir várias obras de escritoras latino-americanas contemporâneas, as artistas se debruçaram sobre os gêneros cinematográficos do terror e do horror.

Sobre as autoras:

Mariana Enriquez (Buenos Aires, 1972) é conhecida por sua obra literária que explora temas de horror e violência. Seu estilo combina elementos do realismo com o sobrenatural, criando narrativas que revelam as tensões sociais e políticas da Argentina contemporânea. Ela é autora de vários livros de contos e romances, incluindo “As coisas que perdemos no fogo” e “Nossa parte da noite”. Seu trabalho tem sido reconhecido tanto em seu país natal quanto no exterior, e recebeu vários prêmios literários que destacam sua contribuição inovadora para a literatura contemporânea, como o Prêmio Herralde, o Prêmio da Crítica Argentina, entre outros.

María Fernanda Ampuero (Equador, 1976) explora temas de violência, opressão e desigualdade em sua obra literária. Seu último livro, “Briga de Galos”, foi um dos dez livros do ano do The New York Times em Espanhol e já foi traduzido para vários idiomas. É uma das escritoras latinoamericanas mais importantes dos últimos anos, de acordo com a revista Gatopardo. “Briga de Galos” recebeu o prêmio Joaquín Gallegos Lara 2018 como melhor livro de contos do ano.

Layla Martinez (Espanha, 1987) é escritora, cientista política e mestre em sexologia. Coordenou e ministrou oficinas de literatura, ciclos de cinema e palestras sobre a história das mulheres e dos movimentos sociais. “Cupim”, seu romance de estreia, lançado em 2021, tornou-se um fenômeno na Espanha, com direitos de publicação vendidos em mais de 15 países.

Ficha Técnica

Idealização: Amanda Lyra

Direção e Dramaturgia: Amanda Lyra e Juuar

a partir dos textos: “Nada de carne sobre nós” e “Onde está você coração?”, de Mariana Enriquez; “Crias” de María Fernanda Ampuero; e trecho adaptado do romance “Cupim”, de Layla Martinez

Elenco: Amanda Lyra, Carlota Joaquina, Monalisa Silva e Stella Rabello

Direção musical e Trilha Sonora Original: Azulllllll e Lello Bezerra

Direção de Movimento: Danielli Mendes

Cenografia: Valdy Lopes

Figurino: Diogo Costa

Iluminação: Sarah Salgado

Assistente de direção e de produção: Vinicius Silveira

Assistente de cenografia: Cris Cortilio

Produção de cenografia: Marília Dourado

Cenotécnico: Pelé Leonarchick

Modelista: Edson Honda

Engenheiro e operador de som: Murilo Gil

Operação de luz: Pâmola Cidrack

Design gráfico: Estúdio M-CAU

Fotos: Mayra Azzi

Assessoria de Imprensa: Pombo Correio

Coordenação geral e Produção: Amanda Lyra | Troca produções

Direção de produção: Aura Cunha | Elephante Produções

Sinopse | Baseado em contos das escritoras Mariana Enriquez (Argentina), María Fernanda Ampuero (Equador) e Layla Martinez (Espanha), quatro mulheres dentro de uma casa contam histórias que atravessam o horror, a violência, o amor e a obsessão. Em vez de abrigo seguro para compartilhar essas histórias, a casa se transforma num reflexo distorcido do que um dia já foi lar.

Serviço:

Estratagemas Desesperados 

Dir. Amanda Lyra

Temporada: 17 de julho a 10 de agosto de 2025

Quintas, às 19h

Sextas, às 20h

Sábados, às 17 e 20h

Domingos, às 18h

*Sessões com interpretação em Libras nos dias 7, 8, 9 e 10 de agosto 

Local: Sesc 24 de Maio, Rua 24 de Maio, 109, São Paulo – 350 metros da estação República do metrô

Ingressos: sescsp.org.br/24demaio ou através do aplicativo Credencial Sesc SP a partir do dia 8/7 e nas bilheterias das unidades Sesc SP a partir de 10/7 – R$60 (inteira), R$30 (meia) e R$18 (Credencial Sesc).

Classificação: 14 anos

Duração: 90 minutos

Serviço de Van: Transporte gratuito até as estações de metrô República e Anhangabaú. Saídas da portaria a cada 30 minutos, de terça a sábado, das 20h às 23h, e aos domingos e feriados, das 18h às 21h.

(Com Meyre Vitorino/Sesc 24 de Maio)

“Os Pescadores de Pérolas” estreia no Theatro Municipal do Rio de Janeiro no mês do aniversário

Rio de Janeiro, por Kleber Patricio

Arte: Clara Marins.

Julho é um mês de festa no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. No dia 14, um dos maiores e mais importantes equipamentos culturais do país comemora 116 anos. E, como de costume, a instituição está preparando uma variada programação gratuita para a população, incluindo o ensaio geral, às 19h, da ópera que não sobe ao palco da casa há duas décadas: “Os Pescadores de Pérolas”, de Georges Bizet, em homenagem aos 150 anos de falecimento do compositor. Com o Patrocínio Oficial Petrobras, a nova montagem vai contar com Coro e Orquestra Sinfônica do TMRJ, além de solistas renomados como Ludmilla Bauerfeldt, Michele Menezes, Carlos Ullán, Caio Duran, Vinícius Atique, Homero Velho, Murilo Neves e Leonardo Thieze. A Diretora Cênica Julianna Santos assina também a concepção do espetáculo. A Direção Musical e Regência ficam a cargo de Luiz Fernando Malheiro. A estreia da ópera será na quarta-feira, dia 16, às 19h. A temporada segue ainda nos dias 18 (sexta), 24 (quinta) e 26 (sábado), às 19h. No domingo, 20, será às 17h e no dia 22, às 14h, o Theatro vai abrir as portas para o Projeto Escola Arte Educação Petrobras.

Sinopse

Situada na ilha do Ceilão (atual Sri Lanka), a ópera conta uma história de renúncia e sacrifício, e da amizade entre dois homens, Nadir e Zurga, ameaçada pelo amor de ambos pela mesma mulher, uma sacerdotisa hindu, Leila, por sua vez dividida entre o seu amor por Nadir e seu voto de castidade. “Completar 116 anos é motivo de muita festa e, mais uma vez, vamos abrir as portas do Theatro Municipal, na segunda-feira, 14 de julho, com várias atrações gratuitas e para encerrar o dia, o ensaio geral de O Pescador de Pérolas, com Coro e Orquestra Sinfônica da casa e um elenco de grandes solistas. Imperdível. Esperamos vocês”, comemora Clara Paulino, presidente da Fundação Teatro Municipal do Rio de Janeiro.

“Nos 150 anos de falecimento de Georges Bizet, trazemos Os Pescadores de Pérolas, título que há 20 anos não é apresentado ao público do TMRJ. É uma alegria trazer de volta obra tão bela à nossa temporada artística oficial”, diz Eric Herrero, diretor artístico da Fundação Teatro Municipal RJ.

Sobre Luiz Fernando Malheiro

Foto: Divulgação.

É um dos principais nomes da ópera no Brasil com mais de 60 títulos regidos. É diretor artístico e regente titular da Orquestra Amazonas Filarmônica e do Festival Amazonas de Ópera. Foi diretor artístico do Teatro São Pedro de São Paulo e diretor de Ópera no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Regeu as principais orquestras brasileiras e também no Festival de Ópera de La Coruña, Sinfônica de Miami, Sinfônica de Bari, Filarmônica Marchigiana, Ópera Nacional de Sófia, Sinfônica de Porto Rico e Teatro de Bellas Artes do México, entre outros. É o único brasileiro a ter regido integralmente O Anel do Nibelungo de Wagner.

Sobre Julianna Santos

É bacharel em Direção Teatral pela UFRJ e destaca-se como diretora cênica com ampla experiência em importantes casas e festivais de ópera no Brasil. Em 2025, dirigiu As Bodas de Fígaro de Mozart no renomado Theatro Amazonas, durante o 26º Festival Amazonas de Ópera. No ano anterior, comandou a montagem de Cinderela de Pauline Viardot no Theatro São Pedro, em São Paulo, e na versão itinerante em cidades do interior paulista, projeto que recebeu elogios da crítica especializada.

Foto: Stig de Lavor.

Em 2023, Julianna esteve à frente de produções relevantes como Carmen no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, Cosi Fan Tutte no Theatro Municipal de São Paulo e a estreia mundial de O Machete de André Mehmari, consolidando sua presença nas principais temporadas líricas do país. Seu trabalho é reconhecido pela sensibilidade dramática e pela integração harmoniosa entre direção cênica e musical.

Entre seus destaques anteriores, figuram também a direção cênica de O Barbeiro de Sevilha (2022) no Theatro Municipal do Rio de Janeiro e a colaboração como assistente de direção em montagens de A Flauta Mágica e O Canto do Cisne. Além disso, em 2021, foi curadora da Mostra de Cinema Ópera Fundação Clóvis Salgado, em Belo Horizonte, e dirigiu produções online para a temporada Vozes Femininas do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, demonstrando versatilidade em diferentes formatos de apresentação.

Elenco principal:

Nadir – Carlos Ullán – dias 14 (geral aberto/aniversário), 16, 20, 24 / Caio Duran – dias 18, 22, 26

Leila – Ludmilla Bauerfeldt – dias 14 (geral aberto/aniversário), 16, 20, 24 / Michele Menezes – dias 18, 22, 26

Zurga – Vinícius Atique – dias 14 (geral aberto/aniversário), 16, 20, 24 / Homero Velho – dias 18, 22, 26

Nourabad – Murilo Neves – dias 14 (geral aberto/aniversário), 16, 20, 24 / Leonardo Thieze – dias 18, 22, 26

Ficha Técnica:

Os Pescadores de Pérolas, Georges Bizet – 150 anos de morte

Coro e Orquestra do TMRJ

Cenografia e Figurinos: Desirée Bastos

Iluminação: Paulo Ornellas

Coreografia: Bruno Fernandes e Mateus Dutra

Concepção e Direção Cênica: Julianna Santos

Direção Musical e Regência: Luiz Fernando Malheiro

Direção Artística TMRJ: Eric Herrero

Presidente da Fundação Teatro Municipal: Clara Paulino

Serviço:

Datas: 14 de julho (aniversário do Theatro – programação gratuita); 16, 18, 24 e 26, às 19h/Dia 20, às 17h/Dia 22, às 14h (Projeto Escola)

Local: Theatro Municipal do Rio de Janeiro

Endereço: Praça Floriano, s/n° – Centro

Duração: 1h45 + intervalo

Classificação: 12 anos

Ingressos:

Frisas e Camarotes – R$90 (ingresso individual)

Plateia e Balcão Nobre – R$80

Balcão Superior e Lateral – R$50

Galeria Central e Lateral– R$20

Ingressos através do site www.theatromunicipal.rj.gov.br ou na bilheteria do Theatro

Antes de cada espetáculo, haverá uma palestra gratuita sobre a obra e suas curiosidades com a presença de um intérprete de libras.

Patrocinador Oficial Petrobras

Apoio: Livraria da Travessa, Rádio MEC, Rádio Paradiso Rio, Rádio Roquette Pinto – 94.1 FM Realização Institucional: Associação dos Amigos do Teatro Municipal, Fundação Teatro Municipal, Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa e Governo do Estado do Rio de Janeiro.

(Com Claudia Tisato/Assessoria de imprensa TMRJ)

Concertos intimistas celebram música autoral e vozes femininas de renome mundial no Theatro São Pedro

São Paulo, por Kleber Patricio

Gole Seco. Fotos: Divulgação.

A temporada de música de câmara do Theatro São Pedro traz ao público uma série de concertos intimistas com apresentações de artistas brasileiros convidados. A próxima edição do projeto, que oferece a possibilidade de assistir aos espetáculos dentro do palco, bem próximo aos artistas, contempla os programas Ella’s e Experenciais, nos dias 12 e 13 de julho, respectivamente, sempre às 17h. Os ingressos custam de R$ 36 (meia-entrada) a R$ 72 (inteira).

No espetáculo Ella’s, que acontece no sábado (12), músicas emblematizadas nas vozes de Ella Fitzgerald, Sarah Vaughan, Nina Simone, Etta James e Whitney Houston serão interpretadas pela mezzo-soprano Juliana Taino acompanhada do pianista Ogair Júnior. Com composições que atravessaram gerações e marcaram épocas, o repertório inclui desde o jazz sofisticado até a soul music.

Juliana Taino.

No domingo, 13, o programa Experenciais contará com a presença do grupo vocal Gole Seco, composto por quatro mulheres paulistanas, cantoras e compositoras: Loreta Colucci, Claudia Dantas, Giu de Castro e Nathalie Alvim. O grupo explora e amplia os recursos da voz através de arranjos vocais de canções autorais das próprias participantes, que terão destaque no concerto, além de obras de Baden Powell, Vinícius de Moraes e Jards Macalé.

 

TEMPORADA DE MÚSICA DE CÂMARA – ALÉM DO PALCO  

Ella’s

Juliana Taino, mezzo soprano

Ogair Junior, piano

ELLA FITZGERALD (1917 – 1996)

COLE PORTER (1891-1964)

You’re the top

HOAGY CARMICHAEL (1899-1981) / NED WASHINGTON (1901-1976)

The Nearness of you

GEORGE DAVID WEISS (1921-2010) / GEORGE SHEARING (1919-2011)

Lullaby of Birdland

SARA VAUGHAN (1924-1990)

JOHNNY MERCER (1909-1976) / HENRY MANCINI (1924-1994)

Moon River

STEPHEN SONDHEIM (1930-2021)

Send in the Clowns

NINA SIMONE (1933-2003)

DUBOSE HEYWARD (1885-1940) / GEORGE GERSHWIN (1898-1937) / IRA GERSHWIN (1896-1983)

I Loves You Porgy

DUBOSE HEYWARD (1885-1940) / GEORGE GERSHWIN (1898-1937) / IRA GERSHWIN (1896-1983)

Strewberry Woman

ANTHONY NEWLEY (1931-1999) / LESLIE BRICUSSE (1931-2021)

Feeling Good

NINA SIMONE (1933-2003) / WARING CUNEY (1906-1976)

Images

ETTA JAMES (1938-2012)

BERRY GORDY, JR. (1929 -) / BILLY DAVIS (1938 -) / GWEN FUQUA (1927-1999)

All I could do was cry

HARRY WARREN (1893-1981) / MACK GORDON (1904-1959)

At last

ERROLL GARNER (1921-1977)

Misty

WHITNEY HOUSTON (1963-2012)

MICHAEL MASSER (1941-2015) / LINDA CREED (1948-1986)

Greatest love of all

Concerto: 12 de julho, 17h

Local: Theatro São Pedro (Rua Barra Funda, 171 – São Paulo/SP)

Classificação etária: Livre

Ingressos: R$ 36 (meia-entrada) a R$ 72 (inteira), aqui

Gole Seco: Experenciais

Gole Seco

LORETA COLUCCI

Sal

NATHALIE ALVIM

Azul Salgado

GIU DE CASTRO

Distante amor

[poema de Goethe]

JOAQUIN RODRIGO

Pastorcito santo

NIWA

Cometa

GIU DE CASTRO

Oxigênio Infinito

GIU DE CASTRO

Noite Passada, Uma Coruja Pousou Em Meu Parapeito e Disse

LILA DOWNS / JUAN DE DIOS ORTÍZ CRUZ

Yunu Yucu Ninu

LORETA COLUCCI

Pega Que é Teu

JARDS MACAL

É Soluços

NATHALIE ALVIM

Don Juan

JULIANA LINHARES / CAIO RISCADO

Armadilha

LORETA COLUCCI

Lambe

NIWA

Me chamou feia

BADEN POWELL / VINICIUS DE MORAES

Deixa

LORETA COLUCCI / JADSA

Gole seco

Concerto: 13 de julho, 17h

Local: Theatro São Pedro (Rua Barra Funda, 171 – São Paulo/SP)

Classificação etária: Livre

Ingressos: R$ 36 (meia-entrada) a R$ 72 (inteira), aqui

JULIANA TAINO

Juliana Taino, mezzo-soprano, é graduada em música pela Faculdade de Artes Alcântara Machado (SP) e pós-graduada em performance pela Alpha-FACEC. Fez parte das primeiras turmas do Opera Studio do TMSP e da Academia de ópera do Theatro São Pedro. Foi vencedora do Concurso Jovens Solistas da Fundação Clóvis Salgado, do Concurso de Canto Maria Callas, do Concurso de Canto Linus Lerner e da Academia de Ópera de Florença para estudar por um período.

OGAIR JÚNIOR

Ogair Júnior.

Ogair Júnior é maestro, pianista, arranjador e diretor musical com trajetória marcada pela excelência, cria:vidade e compromisso com a música brasileira. Professor da Fundação das Artes de São Caetano do Sul (FASCS), onde leciona Piano Popular e Prá:ca de Conjunto, é também o regente da Big Band Salada Mista, projeto que dirige desde 2014 e que se tornou um dos símbolos culturais do município.

GOLE SECO

Gole Seco é um grupo vocal composto por quatro mulheres paulistanas, cantoras e compositoras: Loreta Colucci, Claudia Dantas, Giu de Castro e Nathalie Alvim. Somando as singularidades existentes em cada uma dessas histórias dentro da música, o grupo vocal nasceu. Gole Seco explora e amplia os recursos da voz através de arranjos vocais de canções autorais das próprias participantes. A partir dessa intenção, o grupo traz arranjos com qualidades sonoras para além dos elementos da construção musical convencional e de grupos vocais tradicionais (harmonia, ritmo, melodia). A concepção dos arranjos passa por um caminho de experimentação com aspectos diversos, que se somam na percepção do caráter emotivo das canções como: timbres, dinâmicas, tessitura, texturas, amplitudes timbrísticas. Assim uma atmosfera contemporânea é formada por essa sonoridade que se estende para experienciar a apresentação ao vivo desse trabalho, envolvendo outras facetas da expressividade dessas vozes/corpos. O lúdico presente nas performances também se expressa em momentos de improviso e regência.

THEATRO SÃO PEDRO

Com mais de 100 anos, o Theatro São Pedro, instituição do Governo do Estado de São Paulo e da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, gerido pela Santa Marcelina Cultura, tem uma das histórias mais ricas e surpreendentes da música nacional. Inaugurado em uma época de florescimento cultural, o teatro se insere tanto na tradição dos teatros de ópera criados na virada do século XIX para o XX quanto na proliferação de casas de espetáculo por bairros de São Paulo. Ele é o único remanescente dessa época em que a cultura estava espalhada pelas ruas da cidade, promovendo concertos, galas, vesperais, óperas e operetas. Nesses mais de 100 anos, o Theatro São Pedro passou por diversas fases e reinvenções. Já foi cinema, teatro, e, sem corpos estáveis, recebia companhias itinerantes que montavam óperas e operetas. Entre idas e vindas, o teatro foi palco de resistência política e cultural, e recebeu grandes nomes da nossa música, como Eleazar de Carvalho, Isaac Karabtchevsky, Caio Pagano e Gilberto Tinetti, além de ter abrigado concertos da Osesp. Após passar por uma restauração, foi reaberto em 1998 com a montagem de La Cenerentola, de Gioacchino Rossini. Gradativamente, a ópera passou a ocupar lugar de destaque na programação do São Pedro, e em 2010, com a criação da Orquestra do Theatro São Pedro, essa vocação foi reafirmada. Ao longo dos anos, suas temporadas líricas apostaram na diversidade, com títulos conhecidos do repertório tradicional, obras pouco executadas, além de óperas de compositores brasileiros, tornando o Theatro São Pedro uma referência na cena lírica do país.

(Com Julian Schumacher/Santa Marcelina Cultura)