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Arte & Cultura

Rio de Janeiro

Etc e Tal transforma “Dom Quixote” em uma experiência visual arrebatadora e reafirma a força da mímica brasileira no cenário contemporâneo

por Kleber Patrício

Uma das companhias mais importantes do teatro físico brasileiro, a carioca Etc e Tal apresenta Dom Quixote, espetáculo infanto-juvenil sem palavras que reinventa o clássico de Miguel de Cervantes por meio da mímica, da comicidade gestual e de uma sofisticada dramaturgia visual. A estreia acontece no dia 7 de março de 2026 no Teatro Glaucio […]

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Lazer & Gastronomia

Inglaterra

British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta “Celia”, vagão exclusivo assinado por Baz Luhrmann e Catherine Martin

por Kleber Patrício

Novo vagão é dedicado a eventos e jantares privados; espaço foi idealizado e desenhado pelo cineasta Baz Luhrmann, diretor de filmes como Moulin Rouge!, The Great Gatsby e Elvis, e pela figurinista e designer de produção Catherine Martin, quatro vezes vencedora do Oscar por seu trabalho em Moulin Rouge! e The Great Gatsby

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Festival internacional de jazz transforma Manaus em palco de grandes nomes da música brasileira e mundial

Manaus, por Kleber Patricio

Foto: Aguilar Abecassis.

A cidade de Manaus recebe de 1º a 10 de agosto o Amazonas Green Jazz Festival, com mais de dez espetáculos de artistas nacionais e internacionais. Na programação constam grandes nomes como a National Youth Orchestra Jazz (NYO Jazz), a big band jovem da Fundação Carnegie Hall, uma das mais conhecidas casas de concertos do mundo, além do cantor Ivan Lins e do pianista pernambucano Amaro Freitas, indicado ao Grammy Latino de 2024.

O Amazonas Green Jazz Festival é uma realização do Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa. A venda dos ingressos começou no dia 4/7) na bilheteria do teatro ou no site www.amazonasgreenjazzfestival.com.br. Novidades e mais informações estão disponíveis no site www.amazonasgreenjazzfestival.com.br e nas redes sociais @amazonasgreenjazzfestival.

O icônico Teatro Amazonas será palco dos shows. Foto: Aguilar Abecassis.

A partir do tema “Brasileiro Sou! Alma, Som e Identidade”, a edição deste ano do festival vai enfatizar a herança musical do país, com shows no Teatro Amazonas e programação cultural em outros espaços da cidade.

No dia 1º de agosto, a partir das 20h, no Teatro Amazonas, o espetáculo de abertura apresenta a anfitriã do festival, a Amazonas Band, com o regente Rui Carvalho, recebendo como convidado o compositor, percussionista e multi-instrumentista Luccas Martins. Já a pianista e compositora Heloísa Fernandes retorna à capital amazonense com seu quarteto para o segundo show da noite, às 21h30, com o espetáculo “Oferenda ao Rio Amazonas” e um repertório inspirado em sua mais recente visita ao estado.

A cantora Luciana Souza, vencedora do Grammy e reconhecida internacionalmente por sua voz marcante em ritmos que unem jazz e música brasileira, abre a noite de sábado, 2 de agosto, às 20h, em conjunto com a NYO Jazz, dirigida por Sean Jones. A segunda atração, às 21h30, será o baterista americano Robby Ameen com seu quinteto, do qual participam os músicos Conrad Herwig, Lincoln Goines e o famoso pianista Edsel Gomez.

Foto: Aguilar Abecassis.

Outro destaque do festival acontece no domingo, 3 de agosto, às 20h, com o retorno do pianista pernambucano Amaro Freitas, indicado ao Grammy e considerado um dos principais nomes do Brasil no exterior. O seu show para piano solo reflete experiências vividas por ele quando esteve em Manaus em 2022, durante o festival, ocasião em que percorreu rios, a floresta e ouviu o canto dos pássaros.

Em seguida, às 20h30, o compositor e pianista Fábio Torres, vencedor do Grammy e do Latin Grammy, fará uma apresentação com seu novo álbum “Céu Infinito Sertão”, ao lado do maestro Marcelo de Jesus e da Orquestra de Câmara do Amazonas (OCA).

Já no dia 6 de agosto, às 20h, a programação segue com o multi-instrumentista Jovino Santos Neto, que fará o lançamento do álbum “A Onça e o Pajé”. O espetáculo terá a participação dos músicos Elias Coutinho, no saxofone, e Johab Quadros, no trompete.

Fachada do Teatro Amazonas. Foto: Divulgação.

No dia 7, às 20h, a Orquestra Som do Nordeste, de Alagoas, apresenta seu repertório que mescla gêneros nordestinos com a cultura jazzística. Sob o comando do maestro e trombonista Rony Ferreira, o grupo vem chamando atenção por onde passa e este será o primeiro show deles no Amazonas.

Cleber Almeida e seu grupo são a atração do dia 8, às 20h, com uma performance inédita ao lado do músico paulista, Diego Garbin. Já nos últimos dias do festival, 9 e 10 de agosto, haverá um espetáculo inédito unindo a voz potente do cantor e pianista brasileiro com reconhecimento internacional, Ivan Lins, cantor, ao lado da Amazonas Band, sob regência de Rui Carvalho, e ao lado do pianista e arranjador Gilson Peranzzetta.

O diretor artístico do festival, Rui Carvalho, avaliou esta edição. “A música brasileira é uma das mais apreciadas em todo o mundo. Em todos os momentos, novos talentos são formados e marcam a história. Por isso, mais do que uma programação, o festival será uma celebração da identidade musical e convida o público a reconhecer, valorizar e sentir orgulho do que é produzido aqui”, destaca.

(Com Emanuelle Araújo Melo de Campos/Up Comunicação)

Festival Dança em Trânsito 2025 chega a São Paulo com espetáculos internacionais e residência artística no SESI-SP

São Paulo, por Kleber Patricio

Cena de “Na Pista”, da Cia Urbana de Dança, que integra a programação. Foto: 2015 ©Renato Mangolin/Tiago Sousa.

Uma das principais plataformas de circulação da dança contemporânea no Brasil e no exterior, o Festival Dança em Trânsito chega a São Paulo nos dias 26 e 27 de julho de 2025 com apresentações gratuitas no Centro Cultural Fiesp – Sesi-SP. Como parte da programação da 23ª edição, a cidade também recebe uma residência artística com o premiado coreógrafo Ricardo Ambrósio, de 21 a 25 de julho, na Escola Palco Central do Morumbi.

Criado em 2002 pelo Espaço Tápias, um Centro Cultural que atua como polo de criação, formação e intercâmbio artístico, o Festival Dança em Trânsito se consolidou como um dos principais articuladores da dança contemporânea no Brasil e no exterior. Com direção artística e curadoria de Giselle Tápias e Flávia Tápias, o projeto aposta na circulação de espetáculos, formação de artistas e conexão de diferentes culturas, linguagens e territórios. De forma itinerante, percorre desde grandes centros urbanos a pequenas localidades brasileiras, ocupando teatros e espaços públicos com uma programação plural e acessível.

Integrante da rede Ciudades Que Danzan, que reúne 41 cidades ao redor do mundo em prol da difusão da dança contemporânea, o festival promove não apenas apresentações artísticas, mas também ações formativas, reflexivas e colaborativas, ampliando o alcance da arte do movimento e fortalecendo sua presença no cotidiano das pessoas.

São Paulo na rota do festival  

No Rastro Cia (SP) participa do festival com “Do chão não passa!”. Foto: Bianca Haertel.

A nova edição circula por cerca de 35 cidades brasileiras e apresenta mais de 30 obras coreográficas, sendo 12 delas coproduzidas especialmente para o evento, além de realizar ações formativas e projetos educativos que aproximam jovens da arte do movimento. Em São Paulo, a programação inclui mais de 15 espetáculos nacionais e internacionais, com obras inéditas e colaborações multiculturais de artistas do Brasil, Europa, América do Norte e Ásia.

Nos dias 26 e 27 de julho, o Centro Cultural Fiesp/Sesi São Paulo recebe uma intensa programação de dança contemporânea nacional e internacional, ocupando diversos espaços do complexo – da Esplanada à Paulista e ao palco do Teatro. No sábado, o público poderá conferir obras como “Lo que los árboles no cuentan”, de Kiko Lopez e Hector Plaza (Espanha), “Do Chão Não Passa!”, da No Rastro Cia (SP), e o solo “Siren”, da francesa Ornella Dufay. A programação segue com a participação de artistas como Patião Teixeira (Angola), Ricardo Ambrózio (Portugal), Reforma Cia de Dança (BA) e a Cia Urbana de Dança com “Na Pista”, sob direção de Sônia Destri. Já no domingo, destacam-se “Cruzamentos”, criação coletiva com artistas da França, África e Brasil, “iNyou”, dos italianos Riccardo Ciarpella e Mateo Mirdita, além de obras assinadas por Grupo Tápias, Renato Vieira Cia de Dança, Maria Alice Poppe e Márcia Milhazes, e o encerramento com “Dual”, da Marcat Dance (Espanha).

“iNyou”, dos italianos Riccardo Ciarpella e Mateo Mirdita. Foto: Divulgação.

Já a residência com Ricardo Ambrósio – brasileiro radicado por anos na França e ex-integrante da Compagnie Maguy Marin – propõe um mergulho nas relações entre escuta corporal, impulsos e estados emocionais do movimento, sendo voltada a artistas da dança, teatro e performance. Com linguagem híbrida, marcada pelo virtuosismo técnico e expressividade emocional, o coreógrafo compartilha uma abordagem artística desenvolvida ao longo de sua carreira na Europa. Outra novidade desta edição é a participação da São Paulo Escola de Dança, que se junta ao festival pela primeira vez por meio da indicação de um aluno da instituição para integrar a atividade formativa.

Mais do que um festival de apresentações, o Dança em Trânsito se estrutura sobre três grandes pilares: circulação de espetáculos, formação de artistas e criação colaborativa internacional, com projetos como o Transatlantic Routes, que promove o intercâmbio criativo entre companhias brasileiras e europeias. Conheça a programação da 23ª edição:

PROGRAMAÇÃO COMPLETA

Centro Cultural Fiesp/Sesi-SP

26 de julho – sábado

16h | Esplanada (frente para a Paulista)

Kiko Lopez e Hector Plaza (Barcelona e Madrid, Espanha) apresentam “Lo que los árboles no cuentan” – 18 min.

16h30 | Foyer

Cia NoRastro (São Paulo, SP) apresenta “Do Chão Não Passa” – 30 min.

17h | Café

Ornella Dufay (Paris, França) apresenta o solo “Siren” – 7 min.

17h15 | Foyer

Patião Teixeira (Angola) apresenta “Improvisa-te” – 5 min.

17h30 | Foyer

Apresentação do resultado da residência de criação de Ricardo Ambrózio (Torres Vedras, Portugal) – 10 min.

18h | Mezanino

Reforma Cia de Dança (Salvador, BA) apresenta “Cansanção” – 25 min.

19h | Teatro

Companhia Urbana de Dança | Sônia Destri Lie (Rio de Janeiro, RJ) apresenta “Na Pista” – 50 min.

27 de julho – domingo

Centro Cultural FIESP / SESI São Paulo

16h | Esplanada (frente para a Paulista)

Coletivo internacional com Akene Lenoir e Ornella Dufay (França), B. Zambeleogo e Patião Teixeira (África), Alice Alves e Frantielly Khadja (Brasil) apresentam “Cruzamentos”, no âmbito da Temporada França – Brasil 2025 – 15 min.

16h20 | Foyer

Riccardo Ciarpella e Mateo Mirdita (Roma, Itália) apresentam “iNYOU” – 15 min.

16h40 | Foyer

Grupo Tápias (Rio de Janeiro, RJ) apresenta “Reza” – 20 min.

17h | Mezanino

Renato Vieira Cia de Dança (Rio de Janeiro, RJ) apresenta “Adeus ao Corpo” – 25 min.

19h | Teatro

Macia MilhazesMaria Alice Poppe (Rio de Janeiro, RJ) apresentam “Celeste” – 30 min.

19h30 | Teatro

Marcat Dance (Vilches, Província de Jaén/Andaluzia, Espanha) apresenta “DUAL” – 22 min.

Serviço:

Festival Dança em Trânsito 2025 – São Paulo

Local: Centro Cultural Fiesp – Sesi-SP (Av. Paulista, 1313 – Bela Vista)

Data: Apresentações gratuitas: 26 e 27 de julho de 2025

Entrada gratuita | Classificação livre

Programação completa: www.dancaemtransito.com.br

Residência artística com Ricardo Ambrósio

Escola Palco Central do Morumbi (SP)

De 21 a 25 de julho de 2025

Das 13h às 16h

Gratuita, mediante inscrição no site do festival

Sobre o Festival Dança em Trânsito

Com direção artística e curadoria de Giselle Tápias e Flávia Tápias, o Dança em Trânsito é um festival internacional de dança contemporânea que tem por objetivo valorizar, promover e democratizar esta expressão artística, seja pelo intenso intercâmbio entre artistas e companhias nacionais e internacionais, como também pela itinerância, percorrendo desde as grandes cidades até pequenas localidades no interior do Brasil, em teatros ou espaços públicos.

Criado em 2002, o festival é parte do projeto Ciudades Que Danzan, que reúne 41 cidades em diversas partes do mundo com o intuito de difundir a dança contemporânea. Há 21 anos, o projeto abarca apresentações artísticas, formação, capacitação, reflexão e intercâmbio entre grupos de dança de diversas cidades do Brasil e do mundo. Sua atuação abrange ainda aulas abertas e gratuitas, oficinas de criação, residências artísticas de intercâmbio e parcerias criativas, abrindo canais para a troca de experiências, novos talentos da dança e formação de plateias.

Desde a sua criação, o Dança em Trânsito já realizou mais de 650 apresentações de dança contemporânea, abrangendo 103 companhias nacionais e 59 internacionais, de 18 países, passando por 40 cidades no Brasil e no exterior, para um público de mais de 50 mil pessoas. A etapa Desfronteiras em 2020, 100% online, envolveu 739 participantes de 68 cidades e 18 países, com um total, entre transmissões e redes sociais, de mais de 170 mil acessos. Depois de apresentar uma edição 100% online foi indicado ao Prêmio Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) na categoria Difusão.

Diante das incertezas do cenário mundial no primeiro semestre de 2021, o evento foi adiado para novembro em função do calendário de vacinação nacional e das normas e orientações de biossegurança nas principais cidades do país. Para lidar com esse intervalo em suspenso, a direção artística criou uma série de ações culturais online de maio a outubro que manteve artistas profissionais nacionais e internacionais envolvidos e disponíveis para trocar virtualmente experiências antecedentes ao circuito presencial de espetáculos previsto para o festival. Assim, consolidando seu formato híbrido, o Dança em Trânsito ofereceu por seis meses diversas ações online gratuitas de ensino – aulas de dança; formação de professores multiplicadores; mentoria para criação de turmas em centros culturais longe das metrópoles; manutenção para profissionais da dança e artes cênicas.

A edição 2021, inédita no formato híbrido, envolveu 21 companhias nacionais e 6 internacionais com artistas de mais de 30 cidades em 10 países, tendo registrado no ambiente web +600 mil de impressões, +29 mil interações com o conteúdo, publicações com +32 mil de alcance, gerando impacto em mais de 1 milhão de pessoas. Foram 138 apresentações de espetáculos; 21 oficinas presenciais; 9 residências artísticas com criação ao final do processo; 21 filmes apresentados em 13 sessões exibidas em salas de cinema ou plataforma online do festival.

A edição de 2022 contou com cerca de 170 artistas, bailarinos, coreógrafos, técnicos, equipe artística diretamente envolvidos na programação e ações socioeducativas que envolveram 26 cidades das 5 regiões do Brasil e de Paris na França. Cerca de 1800 pessoas foram impactadas em serviços indiretos como rede hoteleira, transporte, restaurantes, instituições, centros culturais e teatros em todos os circuitos realizados. Foram 29 companhias nacionais e 8 internacionais em sua programação e promoveu a inédita Vitrine Brasileira de Dança Contemporânea para representantes de diversos países assistirem aos espetáculos brasileiros convidados.

Em 2023, o Festival Dança em Trânsito foi realizado em circuitos que passaram por 5 regiões do Brasil e por uma cidade estrangeira. Estimou-se um público de 25.527 pessoas, 254 empregos diretos e 146 indiretos. Nas redes sociais foram alcançados 1 milhão de contas, 4 mil novos seguidores e 25 mil contas engajadas. O primeiro circuito, na cidade do Rio de Janeiro, foi uma ocupação do Espaço Tápias, na Barra da Tijuca, com o projeto “Palco Carioca”, com importantes artistas e companhias cariocas de dança, aos sábados e domingos, às 16h e 20h. O projeto recebeu companhias e grupos cariocas, nos meses de fevereiro, março e abril, com espetáculos de dança adultos e infantis.

Paralelamente aos espetáculos apresentados, foram realizadas residências artísticas de criação, de intercâmbio profissional e de capacitação de profissionais, além de aulas de manutenção para profissionais da dança. Dança em Trânsito tem como característica marcante a apresentação de trabalhos de destaque no cenário atual e a ocupação de, além de diversos teatros, também espaços urbanos.

A cada nova edição, estende o acesso a novos públicos, preza pela democratização da cultura, e reforça o compromisso assumido para o fortalecimento e a divulgação da dança contemporânea em consonância com outras culturas e segmentos da dança e com a cultura popular brasileira. O festival possibilita trocas de experiências entre artistas e companhias nacionais e internacionais convidadas, e incentiva o desenvolvimento da linguagem da dança. Um festival plural e itinerante, com motivação sempre crescente diante do compromisso de tornar cada vez mais visíveis e para mais pessoas as múltiplas expressões de dança.

(Fonte: G Press Comunicação)

Celebrando 25 anos da Invasores Companhia Experimental de Teatro Negro, Dirce Thomaz encena gratuitamente “Eu e Ela: visita a Carolina Maria de Jesus”

São Paulo, por Kleber Patricio

A Invasores Companhia Experimental de Teatro Negro celebra 25 anos de trajetória com a circulação gratuita do espetáculo “Eu e Ela: visita a Carolina Maria de Jesus”, idealizado, escrito e interpretado por Dirce Thomaz, diretora artística do grupo. A peça ocupa o palco da Sala Paissandu, na Galeria Olido, nos dias 15 e 16 de julho, às 19h, com ingressos distribuídos uma hora antes do início. Com previsão de sessões em vários espaços da cidade como escolas, teatros e equipamentos culturais da capital paulista, as demais apresentações seguem ao longo do ano até dezembro. A programação completa e atualizada estará nas redes sociais @dircethom e @invasoresteatronegro.

A montagem de Eu e Ela: visita a Carolina Maria de Jesus é uma releitura da obra “Quarto de Despejo” (1960), de Carolina Maria de Jesus (1914–1977), e também inspirada pelo curta-metragem “O papel e o mar” (2010), de Luiz Antonio Pilar. O filme encena o encontro ficcional entre a autora e o conhecido almirante negro João Candido Felisberto, líder da Revolta da Chibata, ocorrida em 1910 contra os castigos físicos sofridos pelos marinheiros nos navios.

Em 13 cenas, Dirce estabelece relações entre memória, cultura e desigualdade social, tendo sempre como pano de fundo os pensamentos e a obra Quarto de Despejo dessa mestra das palavras e da música que é Carolina Maria de Jesus.

Para a atriz e idealizadora, a Carolina é um oásis, já que muitos dos seus escritos ainda precisam ser descobertos. “Ela foi uma mulher muito livre: teve três filhos, não foi casada e foi professora. Mas, por ter morado na favela, acabou conhecida apenas como ‘a escritora favelada’. O lugar onde moram os artistas nunca é uma questão. Por que no caso dela é?”, completa.

Atividades paralelas

Além da peça, o público poderá conferir duas rodas de conversa, com lugares ainda a serem definidos. No dia 23 de agosto, o tema será A poética e a estética da fome, com Pe. José Enes e Iyá Gunã (Dalzira M. Aparecida), com mediação de Dirce Thomaz. Já no dia 30 de agosto, a discussão será sobre O direito à literatura negra, com Maria Angélica Ribeiro e Rute Rodrigues Reis, também com mediação de Dirce Thomaz.

Essa programação só está sendo viável graças à 20ª Edição do Programa Zé Renato de Teatro para a cidade de São Paulo. Esses encontros têm como objetivo ampliar o debate em torno da obra literária de Carolina Maria de Jesus e reafirmar a importância das vozes negras, dos povos originários e das comunidades quilombolas na construção da memória literária brasileira.

As atividades também celebram os oito anos da estreia de Eu e Ela: visita a Carolina Maria de Jesus. Como parte dessa comemoração, será realizada a 4ª edição do MAFUÁ – Sarau das Negras Velhas: Odé, Odé Carolina Maria de Jesus!, um evento que reúne poesia, música e “femenagens” a figuras inspiradoras como Vera Eunice (filha da autora de Quarto de Despejo), Cleide Queiroz e Maria Célia Malaquias. Com esta circulação, a Invasores Companhia Experimental de Teatro Negro reafirma seu compromisso com a valorização do pensamento negro e com o teatro como espaço de resistência, memória e encontro.

Sobre Dirce Thomaz

Atriz-criadora, diretora e dramaturga, Dirce Thomaz é referência no teatro negro brasileiro, com uma carreira marcada por personagens que reafirmam a força e a complexidade da mulher negra na história e na arte. Ganhou destaque ao interpretar Xica da Silva, em 1988, sob direção de Antunes Filho, numa montagem emblemática realizada no centenário da abolição da escravatura.

Desde então, Dirce segue construindo uma dramaturgia de protesto, memória e afirmação. Com o espetáculo Eu e Ela: visita a Carolina Maria de Jesus, mergulha na obra da escritora mineira para refletir sobre temas urgentes como a fome, o racismo e a dignidade humana.

Fundadora da Invasores Companhia Experimental de Teatro Negro, com mais de 25 anos de trajetória, Dirce atua como artista e formadora, levando aos palcos vozes silenciadas e narrativas invisibilizadas, com força, sensibilidade e compromisso político.

Sinopse | Eu e Ela: visita a Carolina Maria de Jesus é uma releitura das obras Quarto de Despejo, de Carolina Maria de Jesus, e do curta-metragem O papel e o mar (2010), de Luiz Antonio Pilar. Idealizado e interpretado por Dirce Thomaz, o espetáculo em 13 cenas constrói um diálogo entre duas mulheres negras de tempos distintos, unidas por vivências de exclusão, resistência e criação. sse entrelaçamento, traça conexões entre o passado e o presente a partir da escrita potente e da trajetória de Carolina Maria de Jesus.

FICHA TÉCNICA

Idealização, dramaturgia, trilha sonora e figurino: Dirce Thomaz

Organização de trilha e vídeo: Cleber Colombo (in memoriam)

Ambientação cênica: Henrique Camargo (gravuras) e Leandro Lago

Gravação do vídeo do espetáculo: Daniel Garnet

Designer de luz: Décio Filho

Cenotécnico, montagem, operador som, luz e projeções: Alex Duarte, Edélsio Ella e Décio Filho

Assistentes de palco: Emília Ribeiro e Silvia Sousa

Preparação corporal: Marco Xavier

Preparação vocal: Eric D’Ávilla e Lilian de Lima

Organização de mídias sociais: Edna Lázaro

Revisão de texto, arte e design gráfico: Andresa Reis

Registro fotográfico, audiovisual, gravação e edição: Paulo Pereira

Assessoria de imprensa: Canal Aberto – Márcia Marques e Daniele Valério

Produção executiva: Leandro Lago

Realização: Invasores Companhia Experimental de Teatro Negro, Cooperativa Paulista de Teatro e SMC/SP Secretaria Municipal de Cultura da Cidade de São Paulo – PMSP.

Serviço:

Eu e Ela: visita a Carolina Maria de Jesus

Duração: 70 minutos

Classificação indicativa: 10 anos

Galeria Olido – Sala Paissandu

Data: 15 e 16 de julho, terça e quarta, às 19h

Endereço: Avenida São João, 473 – Centro, São Paulo – SP

Ingressos: Gratuitos | Retire na bilheteria com 1 hora de antecedência

Redes sociais do projeto: @dircethom e @invasoresteatronegro.

(Com Daniele Valério/Canal Aberto Comunicação)

Vilas caiçaras do Litoral Norte de São Paulo destacam potencial de turismo sustentável com protagonismo na cultura local

Caraguatatuba, por Kleber Patricio

Cocanha, Caraguatatuba. Foto: Divulgação/Prefeitura de Caraguatatuba.

A recente seleção da Praia da Cocanha para representar o Brasil no prêmio “Melhores Vilas Turísticas” da ONU Turismo projeta Caraguatatuba no cenário internacional e coloca em evidência as iniciativas de Turismo de Base Comunitária do Litoral Norte de São Paulo. A Região Turística, formada também por Bertioga, Ilhabela, São Sebastião e Ubatuba, reúne comunidades caiçaras que preservam tradições e estimulam práticas sustentáveis que valorizam a cultura e o meio ambiente.

As cinco cidades do Circuito Litoral Norte de São Paulo contam com comunidades tradicionais que desenvolvem experiências únicas de Turismo de Base Comunitária. Essas iniciativas permitem que os visitantes conheçam de perto o modo de vida tradicional, participem de atividades como pesca artesanal e culinária típica, e aprendam sobre a história e os saberes passados de geração em geração.

Vilas e atrativos caiçaras que mantêm viva a cultura no Litoral Norte

Bonete, Ilhabela. Foto: Comunicação/Prefeitura de Ilhabela.

Bertioga: Na Vila da Mata, desde 2018, turistas podem participar de rodas de conversa, vivências em hortas comunitárias, observação de aves e experiências culinárias locais. A comunidade está situada dentro do Parque Estadual Restinga de Bertioga, importante área de conservação do ecossistema da Mata Atlântica.

“O Turismo de Base Comunitária tem crescido significativamente em Bertioga. Essa modalidade não apenas proporciona aos visitantes uma experiência rica e autêntica, mas também gera ocupação e renda para as comunidades locais, dignificando aqueles que o produzem. Um exemplo notável desse sucesso é a Vila da Mata, onde a participação direta dos moradores transforma a visita em uma verdadeira imersão cultural. Esse modelo fortalece os laços comunitários e preserva a identidade de Bertioga”, ressalta o secretário de Turismo de Bertioga, Ney Carlos da Rocha.

Caraguatatuba: A Vila Turística dos Pescadores e Maricultores da Praia da Cocanha, situada na parte norte do município, promove experiências de Turismo de Base Comunitária com visitas guiadas à Fazenda Marinha de Mexilhão, onde turistas conhecem a maricultura artesanal, visitam ranchos de pescadores e degustam pratos típicos como o “lambe-lambe”, reforçando a identidade caiçara e a sustentabilidade local.

Vila da Mata, Bertioga. Foto: Reprodução/Prefeitura de Bertioga.

Ilhabela: Na Vila do Bonete, comunidade tradicional acessível apenas por trilha ou barco, visitantes vivenciam o modo de vida caiçara em meio a uma das praias mais bonitas do Brasil, destacada pelo jornal The Guardian. Além de hospedagens e restaurantes geridos pela própria comunidade, a vila oferece experiências de Turismo de Base Comunitária com passeios guiados pelas trilhas da Mata Atlântica, visitas à cachoeira da Lage e ao Buraco do Cação. Entre 11 e 12 de julho, a comunidade realiza a centenária Festa de Santa Verônica, com programação cultural, missas e apresentações do Circuito Cultural, fortalecendo a identidade caiçara e os laços entre gerações.

“As comunidades tradicionais dão um charme especial à Ilhabela. São lugares onde o turista pode vivenciar de perto as nossas tradições, conversar com os moradores e até fazer passeios guiados pelos próprios caiçaras. Essa troca enriquece a viagem e contribui para fomentar o turismo de forma sustentável, gerando renda para as famílias que vivem nessas comunidades”, comenta o secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo de Ilhabela, Harry Finger.

São Sebastião: A Rota do Sol oferece um passeio guiado de caiaque ou stand-up paddle que percorre aproximadamente 10 km pelas praias e costeiras da Costa Norte. Com início na Praia da Enseada, o percurso inclui paradas em locais como Praia da Tatuíra, Pedra das Tartarugas, Ponta do Arpoador, Prainha de Fora e Praia da Sepituba. Durante as cerca de quatro horas de atividade, os participantes recebem informações sobre os ecossistemas e a história local, podem observar animais marinhos e visitam a Fazenda Marinha da Cigarras – exemplo de processo do cultivo responsável de mexilhões –, sempre acompanhados por guias locais capacitados.

Rota do Sol, São Sebastião. Foto: Prefeitura de São Sebastião.

“As comunidades caiçaras preservam nossas tradições, modos de vida e saberes que atravessam gerações, mantendo viva a cultura local e oferecendo aos visitantes uma experiência enriquecedora. Em São Sebastião, temos roteiros de turismo de base comunitária como a Rota do Sol, a Fazenda Marinha da Cigarras, a Cachoeira do Jaraguá, a Rota Caiçara da praia de Boiçucanga e de Maresias, a Aldeia Indígena Rio Silveiras, entre outros. Ressaltamos que o turismo de base comunitária é desenvolvido pela própria comunidade local e conta com o apoio total da Prefeitura de São Sebastião, promovendo roteiros sustentáveis, que respeitam o meio ambiente, fortalecem a cultura caiçara e geram renda direta para moradores da região”, reforça o secretário de Turismo de São Sebastião, Leandro Pereira.

Ubatuba: O Turismo de Base Comunitária na cidade é representado, entre outras comunidades, pelo Quilombo da Fazenda, localizado na costa norte do município, onde famílias do sertão da Praia da Fazenda mantêm práticas tradicionais por meio de rodas de conversa, trilhas e atividades gastronômicas. No núcleo Picinguaba do Parque Estadual da Serra do Mar, a Casa da Farinha, antiga usina de açúcar e engenho de farinha, serve como ponto de partida para visitas guiadas que percursos pelas áreas naturais, aprendizado sobre a produção artesanal de farinha e esteiras de Imbé, além do contato com as roças e agroflorestas comunitárias.

“O turismo de base comunitária fortalece a distribuição de renda nas comunidades e contribui para a preservação das manifestações culturais transmitidas entre gerações. Além disso, essa modalidade promove o turismo pedagógico e atua como uma importante ferramenta no combate à sazonalidade da atividade turística no município. Em Ubatuba, possuímos o TBC em comunidades indígenas, como Aldeia da Rio Bonito, Renascer e Boa Vista; em comunidades quilombolas, como o Quilombo da Fazenda, do Campinho e de Itamambuca; além de diversas comunidades caiçaras”, afirma o secretário de Turismo de Ubatuba, Bruno Nunes Miguel de Oliveira.

Fortalecimento regional e reconhecimento internacional

Praia da Cocanha, Caraguatatuba. Foto: Raissa Corrêa de Souza.

A candidatura da Praia da Cocanha fortalece o posicionamento do Litoral Norte como destino comprometido com a preservação do meio ambiente, a valorização das comunidades e a oferta de experiências autênticas aos visitantes. Esse destaque contribui para atrair turistas interessados em vivências culturais e sustentáveis, além de fomentar a economia local de forma equilibrada.

“A indicação da Praia da Cocanha ao prêmio ‘Melhores Vilas Turísticas’ da ONU Turismo representa um marco para o Litoral Norte e para o Brasil. Trata-se de uma valorização internacional de políticas públicas voltadas ao fortalecimento do turismo de base comunitária, alinhadas aos princípios de sustentabilidade, preservação cultural e inclusão social. Essa visibilidade reforça o compromisso da gestão pública com o desenvolvimento territorial integrado e a promoção de destinos que priorizam o protagonismo das comunidades locais”, ressalta a secretária de Turismo de Caraguatatuba, Bianca Colepicolo.

O Circuito Litoral Norte reafirma seu compromisso em apoiar iniciativas de Turismo de Base Comunitária que transformam as vilas caiçaras em protagonistas do desenvolvimento sustentável, gerando oportunidades para as comunidades e enriquecendo a experiência de quem visita a região.

Conheça as principais experiências para desfrutar o melhor do Litoral Norte de São Paulo e acesse mais detalhes de cada município da região em:  https://circuitolitoralnorte.tur.br/experiencias.

Para viver o melhor da Região Turística, acesse o guia de fornecedores locais: https://circuitolitoralnorte.tur.br/guiageral.

(Com Eliria Buso/Assimptur)

Menopausa é silenciada porque rompe o ciclo de controle sobre corpo feminino

Campinas, por Kleber Patricio

Imagem: Luciana Bonafé.

Artigo de opinião por Katia MarchenaBastou a apresentadora e modelo Fernanda Lima, uma mulher jovem, linda e famosa, ir a público para dizer que está sofrendo pelos efeitos da menopausa para que a mídia abrisse mais espaço e o assunto entrasse nas rodas de discussão.

Mas o jornalismo, sabemos, segue a lógica de um espetáculo pirotécnico: explode, encanta e se apaga rapidamente. E assim tem sido com a menopausa, um tema que emerge condicionado ao depoimento da famosa da vez e logo desaparece, deixando milhares de mulheres no vácuo até a próxima famosa anunciar os fogachos. Por isso, decidi ouvir 1.046 mulheres de mais de 40 anos na pesquisa “Desafios e Percepções da Mulher na Menopausa”.

Sobre a percepção dessas mulheres e o trabalho da mídia e da imprensa sobre tema, 62% disseram que falta informação, 59% afirmam que a imprensa pode contribuir para uma mudança de cenário com informações médicas e científicas acessíveis ao público e 38% acreditam que o assunto é simplesmente ignorado ou tratado de forma rasa, preconceituosa ou alarmista na mídia e nos veículos de comunicação.

A amostra tinha alto índice de escolaridade: cerca de 80% com ensino superior ou pós-graduação. Ainda assim, as respostas revelaram um cenário alarmante: 70% disseram que já foram julgadas ou ouviram comentários preconceituosos sobre a menopausa vindos de outras mulheres. Na questão, de múltipla escolha, que perguntou se essa mulher já se sentiu excluída ou marginalizada por estar na menopausa, cerca de 8% disseram que no ambiente de trabalho. Cerca de 20% disseram ainda ter problema em falar que estão na menopausa, e 35% disseram não falar sobre o tema com familiares, parceiros ou filhos.

Ouvir as mulheres foi uma experiência muito profunda. Quase uma centena me chamou em privado, queriam dizer mais. Há um sofrimento que as envolve porque não encontram espaços na família, na empresa, entre amigas e mulheres mais jovens. Nem vou citar os homens que precisam urgentemente serem letrados sobre o tema. A pesquisa mostrou que estão dispostas a falar, então, temos que abrir canais para ouvi-las.  Silenciar também é uma forma de manipulação. Essa palavra não dita também é o silêncio que nos atravessa enquanto mulheres.

Enquanto cursava a disciplina de antropologia social com ênfase em menstruação, do mestrado na Unicamp, logo eu estava passando pelo processo de “desmenstruação”, e mergulhei fundo no tema e no termo que não existe nos dicionários, mas está em aproximadamente 20 milhões de corpos de brasileiras, para a faixa etária entre 43 a 59 anos, idade em que as mulheres entram no climatério após menopausa, segundo estimativas do IBGE. Tomei a liberdade e a ousadia de criar essa palavra, porque nomear também é existir e resistir.

Insistir em usar “desmenstruação” em vez de “menopausa” foi meu jeito de dizer: isso que vivemos tem nome, tem sentido e precisa ser ouvido com sensibilidade. Menstruar sempre foi cercado de tabus. Desmenstruar, porém, é ainda mais invisível numa cultura que nega o envelhecimento dos corpos femininos porque escapam à lógica sexual, reprodutiva e estética. O corpo que muda sem pedir licença agride o sistema.

Desmenstruar é deixar de sangrar, sim, mas é, sobretudo, uma travessia. Não se trata apenas de fim de ciclo, mas de um novo modo de habitar o corpo, o tempo e o mundo. Desmenstruar é mais liberdade, mais autonomia sobre si mesma, sobre nossos desejos, sobre o fim da responsabilidade sobre a natalidade.

E liberdade, companheiras, é o maior dos poderes.

*Katia Marchena é jornalista pós-graduada em sociologia, política e mídia, pesquisadora e mestranda em divulgação científica e cultural pelo Laboratório de Estudos Avançados de Jornalismo (Labjor), da Unicamp. 

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(Fonte: Agência Bori)