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Arte & Cultura

Rio de Janeiro

Etc e Tal transforma “Dom Quixote” em uma experiência visual arrebatadora e reafirma a força da mímica brasileira no cenário contemporâneo

por Kleber Patrício

Uma das companhias mais importantes do teatro físico brasileiro, a carioca Etc e Tal apresenta Dom Quixote, espetáculo infanto-juvenil sem palavras que reinventa o clássico de Miguel de Cervantes por meio da mímica, da comicidade gestual e de uma sofisticada dramaturgia visual. A estreia acontece no dia 7 de março de 2026 no Teatro Glaucio […]

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Lazer & Gastronomia

Inglaterra

British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta “Celia”, vagão exclusivo assinado por Baz Luhrmann e Catherine Martin

por Kleber Patrício

Novo vagão é dedicado a eventos e jantares privados; espaço foi idealizado e desenhado pelo cineasta Baz Luhrmann, diretor de filmes como Moulin Rouge!, The Great Gatsby e Elvis, e pela figurinista e designer de produção Catherine Martin, quatro vezes vencedora do Oscar por seu trabalho em Moulin Rouge! e The Great Gatsby

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Dois nomes, uma mesma sintonia: Áurea Martins e Cristovão Bastos no Sesc Pinheiros

São Paulo, por Kleber Patricio

Foto: Cido Marques.

Nos dias 19 e 20 de julho, Áurea Martins e Cristóvão Bastos sobem ao palco do Sesc Pinheiros para um encontro marcado pelo cancioneiro brasileiro. No repertório, clássicos de Tom Jobim (1927–1994), Vinícius de Moraes (1913–1980) e músicas autorais de Cristóvão dividem espaço com sambas, bossa nova e outras paisagens sonoras que atravessam gerações.

Com histórias que se entrelaçam à própria trajetória da nossa música, os dois artistas compartilham uma apresentação intimista, onde cada nota e cada palavra carregam memórias e afeto. É um show feito no tempo da escuta, onde voz e piano caminham lado a lado para contar e recontar a força das canções que seguem dizendo tanto.

Mais do que um espetáculo, o que se constrói no palco é um espaço de encontro: entre artistas, entre repertórios e entre quem canta e quem ouve. Uma noite para estar presente, ouvir de perto e sentir, com delicadeza, o que a música brasileira tem de mais essencial.

Áurea Martins

Cantora nascida no Rio de Janeiro, com trajetória iniciada nos anos 1960. Atuou em casas noturnas, programas de rádio e televisão. Trabalhou com nomes como Dori Caymmi, Hermínio Bello de Carvalho e Elton Medeiros. Repertório centrado na canção brasileira, com foco em sambas, modinhas e temas populares.

Cristóvão Bastos

Pianista, compositor e arranjador carioca, com carreira marcada por colaborações com artistas como Chico Buarque, Milton Nascimento e Aldir Blanc. Autor de trilhas para cinema e televisão. Intérprete de um repertório que combina sofisticação harmônica e linguagem popular.

Serviço:

Áurea Martins e Cristóvão Bastos

Dias: 19 e 20 de julho | sábado às 21h e domingo às 18h

Duração: 120 minutos

Local: Teatro Paulo Autran

Classificação: 12 anos

Sesc Pinheiros – Rua Paes Leme, 195

Estacionamento com manobrista: Terça a sexta, das 10h às 21h30; sábados das 10h às 21h; domingo e feriado, das 10h às 18h30.

(Com Gleice Nascimento/Assessoria de Imprensa Sesc Pinheiros)

Galeria MAPA inaugura exposição “ZÉLIO. Imagens e figuras imaginadas”

São Paulo, por Kleber Patricio

Fotos: Divulgação.

A Galeria MAPA inaugura a exposição “ZÉLIO. Imagens e figuras imaginadas”, dedicada à produção do artista Zélio Alves Pinto produzidas entre os anos 1980 e 2000. A mostra, com curadoria de Agnaldo Farias, reúne cerca de 20 obras em técnicas diversas, como pintura, desenho, xilogravura e colagem, e lança foco sobre um período de inflexão em sua trajetória, em que o artista desloca a prática gráfica cotidiana para uma pesquisa mais contínua e autoral no campo das artes visuais.

As obras selecionadas pertencem a uma fase em que Zélio amplia o uso da figura como estrutura narrativa e simbólica, ao mesmo tempo em que incorpora elementos da abstração, do gesto gráfico e da composição livre. A presença de signos flutuantes, campos de cor e interferências visuais guarda relação com sua experiência anterior na ilustração, no cartum e na arte editorial, agora transpostos a uma linguagem mais investigativa. A convivência entre referências figurativas e estruturas não lineares se transforma em campo de operação, onde a imagem ganha novos contornos e ritmos internos.

Seis Executivos – AST – 80×80 – 1996.

Reconhecido por sua atuação múltipla, Zélio construiu desde os anos 1960 uma trajetória que abrange o cartum, a publicidade, o design gráfico e a direção institucional.

Colaborou com publicações nacionais e internacionais como O Pasquim, Senhor, Le Rire (Paris) e Punch Magazine (Londres). A partir dos anos 1970, passou a dedicar-se com maior regularidade à produção artística, realizando exposições em instituições como MASP, MAM-RJ, Museu Real da Bélgica e em Nova York. Essa circulação entre linguagens e contextos fornece um repertório visual que permeia sua produção com referências cruzadas.

A curadoria de Agnaldo Farias propõe uma leitura concentrada nas relações visuais que organizam a obra de Zélio nesse momento. O conjunto apresentado evidencia procedimentos recorrentes — como o uso da linha como contorno e estrutura, a justaposição entre formas orgânicas e elementos gráficos, e a aparição de figuras ambíguas, entre o humano e o fabuloso. Trata-se de um recorte específico, que não busca retrospectiva, mas observação aprofundada de um período em que o artista reinventa modos de narrar por meio da imagem.

Amerindio – AST – 5×35 – 1990.

Com mais de uma década desde sua última exposição individual, ZÉLIO. Imagens e figuras imaginadas representa a reabertura pública de um segmento expressivo da produção do artista, articulando obras pouco vistas e outras ainda inéditas em São Paulo.

 

Serviço:

Exposição ZÉLIO. Imagens e figuras imaginadas

Artista: Zélio Alves Pinto

Curadoria: Agnaldo Farias

Abertura: dia 12 de julho – sábado, às 11hs.

Período: de 12 de julho a 15 de agosto de 2025

Nº de obras: aproximadamente 20

Técnicas: pintura, desenho, xilogravura e técnicas mistas

Local: Galeria MAPA

Endereço: R. Costa, 31 – Consolação, São Paulo – SP, 01304-010

Tel.: (11) 99103-8873

Horário de funcionamento: segunda a sexta-feira, das 10h às 18h | sábado, sob agendamento

Site: fundodearte.com/

E-mail: contato@fundodearte.com

Instagram: @galeriamapa/.

(Com Silvia Balady/Balady Comunicação)

Exposição global denuncia os graves problemas da produção industrial de ovos chega ao Brasil

São Paulo, por Kleber Patricio

Instalação visual contou com 37 banners, cada um com 2 metros de altura, formando um corredor que convidou os pedestres a uma experiência marcante. Fotos: Divulgação.

A organização Sinergia Animal levou às ruas de São Paulo a maior exposição fotográfica já realizada sobre a produção de ovos sobre galinhas em gaiolas. A instalação visual contou com 37 banners, cada um com 2 metros de altura, formando um corredor que convidou os pedestres a uma experiência marcante. Cada banner exibiu uma imagem real e chocante de galinhas presas em gaiolas, captadas em 37 diferentes países ao redor do mundo.

“Essa é a mais abrangente coleção global de imagens que documentam o sofrimento das galinhas poedeiras”, disse Carolina Galvani, diretora executiva internacional da Sinergia Animal. “É uma realidade chocante, mas necessária, e envia um recado claro às empresas de alimentos: as pessoas não querem crueldade escondida atrás da comida que consomem”. 

As fotos exibidas na instalação foram obtidas por membros da Open Wing Alliance, uma coalizão global que reúne mais de 90 organizações de proteção animal de diversos países. A Sinergia Animal contribuiu com imagens impactantes de vários locais. A exposição faz parte de uma campanha global pelo fim do uso das cruéis gaiolas em bateria, que confinam galinhas em espaços menores do que uma folha de papel.

Durante a exposição, os ativistas da Sinergia ofereceram fones de ouvido com um áudio narrativo descrevendo o que acontece com os animais nas gaiolas. A organização espera usar essa importante exposição para lançar luz sobre uma realidade cruel ligada a um alimento que muitos consumidores raramente param para refletir.

Uma iniciativa global contra promessas não cumpridas

No Brasil, cerca de 90% de todas as galinhas poedeiras passam toda a vida adulta confinadas em pequenas gaiolas onde mal conseguem caminhar ou abrir completamente as asas. Essa prática é considerada uma das formas mais cruéis de exploração animal da atualidade.

Mais de 2.000 empresas em todo o mundo já assumiram compromissos para adotar sistemas livres de gaiolas em suas cadeias de fornecimento, graças ao trabalho da Open Wing Alliance. No entanto, grandes empresas como o grupo hoteleiro Marriott International— dona das redes Renaissance, Sheraton e Westin— estão ficando para trás em suas promessas, falhando em cumprir prazos ou em divulgar publicamente a conclusão de seus processos de transição.

“Não podemos permitir promessas vazias”, afirmou Carolina da Sinergia Animal. “As empresas devem ser responsabilizadas. Cada ano de atraso representa milhões de galinhas presas em confinamento extremo. Essa é uma questão urgente de responsabilidade corporativa e de bem-estar animal”. Vídeos das granjas de ovos disponíveis aqui: https://investigations.openwingalliance.org/realcostofeggs/.

Sobre a Sinergia Animal | A Sinergia Animal é uma organização internacional de proteção animal que atua no Sul Global para acabar com as piores formas de crueldade animal nos sistemas alimentares. A organização é membro da Open Wing Alliance, uma coalizão dedicada a acabar com o uso de gaiolas para galinhas poedeiras em todo o mundo.

(Com Jéssica Amaral/DePropósito Comunicação de Causas)

Perigos digitais: nova campanha de ONG expõe ameaças disfarçadas de amizade na internet

Curitiba, por Kleber Patricio

Imagem: Divulgação/ChildFund Brasil.

Você sabe realmente quem está do outro lado da tela ou quem conversa com o seu filho(a) quando está conectado à internet? O ChildFund Brasil, organização que atua há quase 60 anos na promoção e defesa dos direitos de crianças, adolescentes e jovens, lançou a campanha “Os Monstros na Internet São Reais” em seis países da América Latina – México, Guatemala, Honduras, Equador, Bolívia e Brasil. A proposta é conscientizar famílias, educadores e a sociedade sobre os riscos crescentes no ambiente digital, como aliciamento, exploração sexual, cyberbullying e manipulações disfarçadas de brincadeiras ou laços de amizade.

A campanha foi construída a partir de relatos reais de adolescentes atendidos pela organização. Situações como perfis falsos, ameaças, chantagens e tentativas de contato por meio de jogos virtuais têm se tornado cada vez mais comuns. Em uma pesquisa realizada pelo ChildFund Brasil, por exemplo, o Mapeamento dos Fatores de Vulnerabilidade de Adolescentes Brasileiros na Internet, um dos participantes contou que foi abordado por um perfil falso que solicitou o envio de fotos. Mais tarde, descobriu que se tratava de um adulto se passando por adolescente. O relato também revela que ele passou a receber mensagens com ameaças de exposição caso não atendesse às exigências feitas. “A internet é uma ferramenta poderosa, mas também é um dos ambientes mais arriscados para crianças e adolescentes quando estão sozinhos e sem acompanhamento. Esta campanha tem um objetivo claro: entender como podemos proteger nossas crianças de agressores on-line, que utilizam diversas estratégias digitais para entrar em contato, manipular e violar novas vítimas todos os dias”, afirma Cristina Barrera, diretora regional do ChildFund nas Américas.

Por meio da metáfora dos “monstros”, a campanha personifica os perigos invisíveis da internet. Com três vídeos impactantes, materiais educativos e recursos gratuitos, o ChildFund oferece apoio a mães, pais, cuidadores e também diretamente a crianças, adolescentes e jovens. Os conteúdos ajudam a reconhecer ameaças, identificar sinais de manipulação e reforçar a importância do acompanhamento adulto na vida digital das crianças.

10 incidentes por segundo

Segundo o relatório ChildLight 2024, cerca de 302 milhões de crianças e adolescentes foram vítimas, no último ano, de captura, divulgação ou exposição não autorizada de imagens e vídeos com conteúdo sexual — o que corresponde a uma em cada oito crianças no mundo. Além disso, esses jovens também enfrentaram pedidos sexuais indesejados por parte de adultos ou outros menores. Os casos ocorrem em uma frequência alarmante: cerca de 10 incidentes por segundo, configurando uma “pandemia invisível” que exige atenção e ação imediata.

A campanha também é direcionada a toda a América Latina, região onde, segundo o estudo Plataformas globais, proteções parciais 2022, da Fairplay, os marcos legais e as ferramentas de proteção digital são menos rigorosos e menos acessíveis do que nos Estados Unidos e na Europa.

Metade dos adolescentes brasileiros já sofreu violência sexual on-line

Mais de 8 mil adolescentes de 13 a 18 anos, de todas as regiões do país — especialmente do Nordeste e Sudeste — participaram do Mapeamento dos Fatores de Vulnerabilidade de Adolescentes Brasileiros na Internet, conduzido pela organização. O estudo revelou que, com o aumento da idade, cresce também o tempo de uso da internet e a variedade de aplicativos acessados, elevando em até 1,3 vezes o risco de exposição à violência on-line entre jovens de 17 e 18 anos em comparação aos de 15. Em média, os adolescentes passam quatro horas por dia conectados, na maior parte pelo celular e fora do ambiente escolar.

A pesquisa também destacou a predominância do ambiente digital na rotina dos jovens, sendo que 79% dos hobbies mencionados por eles são on-line, como jogos e redes sociais, enquanto apenas 21% envolvem atividades offline, como desenhar, passear ou praticar esportes. Além disso, o estudo mostrou que 54% dos adolescentes brasileiros já sofreram algum tipo de violência sexual na internet, o que representa 9,2 milhões de jovens, com ou sem a interação direta de um agressor. “Buscamos promover campanhas que ampliem a consciência sobre a importância da proteção infantojuvenil. Nosso objetivo é estimular a reflexão da sociedade e mobilizar esforços coletivos para que toda infância seja respeitada e protegida”, comenta Mauricio Cunha, diretor de país do ChildFund Brasil.

O ChildFund Brasil convida escolas, empresas, meios de comunicação, autoridades e toda a sociedade a compartilhar essa mensagem e fazer parte ativa dessa rede de proteção. A campanha completa, com vídeos, orientações e formas de engajamento, está disponível em www.monstrosnainternetsaoreais.com.

Sobre o ChildFund Brasil

Fundado em 1966, o ChildFund Brasil é uma organização com sede em Belo Horizonte (MG) que integra a rede internacional do ChildFund International, presente em mais de 70 países e responsável por impactar positivamente a vida de mais de 24,3 milhões de crianças e suas famílias. No Brasil, a organização atua no desenvolvimento integral e na promoção dos direitos de crianças, adolescentes e jovens, especialmente em contextos de privação, exclusão e vulnerabilidade.

O trabalho é viabilizado com o apoio de pessoas físicas, por meio do apadrinhamento de crianças e campanhas como o Guardião da Infância, além de parcerias com empresas, institutos e fundações. Em reconhecimento à sua atuação, o ChildFund Brasil foi eleito uma das 25 melhores ONGs do país pela certificadora internacional The Dot Good em 2024 e já recebeu premiações como a de melhor ONG de assistência social do Brasil (2022) e melhor ONG para crianças e adolescentes em três edições do Prêmio Melhores ONGs (2018, 2019 e 2021). www.childfundbrasil.org.br.

(Com Jéssica Amaral/DePropósito Comunicação de Causas)

Aldeia Multiétnica 2025: Chapada dos Veadeiros recebe imersão indígena com vivências culturais e shows

Alto Paraíso de Goiás, por Kleber Patricio

Fotos: Bruno Jungmann.

A experiência da Aldeia Multiétnica chega em 2025 à sua 17ª edição como uma das principais oportunidades de se viver de perto um grande encontro de partilha de conhecimentos entre os povos indígenas, permitindo que não-indígenas conheçam de perto as culturas desses povos. A cada edição, cresce o número de presentes no evento, que no ano passado chegou a 5 mil pessoas, entre convidados e visitantes. Em 2025, indígenas de diferentes regiões do país se reúnem na Aldeia Multiétnica, localizada em Alto Paraíso de Goiás, no entorno do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, reconhecido como Patrimônio Natural da Humanidade pela Unesco.

Entre 11 e 19 de julho, diferentes povos apresentam seus saberes, modos de fazer e usos e costumes de diversas maneiras – cantos, dança, gastronomia, pinturas corporais e arte). Também compartilham as lutas por seus direitos originários e para manter suas culturas e territórios tradicionais. Aldeia Multiétnica também promove debates entre indígenas e não-indígenas sobre realidade nas aldeias, por meio de rodas de conversa e da convivência diária com os participantes.

Em cada dia, um povo realiza uma festa tradicional. As celebrações começam no amanhecer e vão até o início do próximo dia, quando o comando da Aldeia Multiétnica passa para outro povo. A programação preenche dias e noites, com apresentações culturais, rodas de conversa, oficinas, palestras, vivências artísticas e feira de artesanato tradicional. O tempo livre permite conversas ao pé da fogueira, reflexões, descanso nas redes e banhos de rio.

Em 2025, essa é a programação de festas dos povos:

Sábado, 12 de julho: Kayapó Mebengokre

Domingo, 13 de julho: Kariri Xocó

Segunda, 14 de julho: Xavante

Terça, 15 de julho: Krahô

Quarta, 16 de julho: Guarani Mbyá

Quinta, 17 de julho: Xingu

Sexta, 18 de julho: Fulni-ô

A programação completa está no site www.aldeiamultietnica.com.br.

A cada ano, nos dois últimos dias do evento, acontece o Encontro na Aldeia, com grandes shows de artistas indígenas e não indígenas. O festival integra a programação da Aldeia Multiétnica. Além disso, o visitante pode aproveitar o circuito de trilhas, cachoeiras e mirantes da região.

No sábado, 19 de julho, o público do Encontro na Aldeia poderá conhecer os trabalhos produzidos por artistas indígenas ao longo do evento, resultado do programa de residência artística promovido pela organização. Em seguida, a cantora e compositora indígena Tainara Takua sobe ao palco, seguida pelo rapper Owerá. A noite se encerra com o reggae brasileiro da Tribo de Jah, diretamente do Maranhão.

No domingo, 20 de julho, o Encontro na Aldeia apresenta o show da cantora indígena Djuena Tikuna. Também se apresenta o grupo Pé de Cerrado, do Distrito Federal. Quem encerra a noite é o cantor pernambucano Lenine, que participa da 17ª edição da Aldeia Multiétnica trazendo sua música como plataforma de apoio às causas indígenas, ao meio ambiente e à ancestralidade.

Os ingressos podem ser adquiridos aqui: https://oticket.com.br/event/7483/xvii-aldeia-multietnica.

Como participar

Vivência

É possível se inscrever para participar da vivência por meio da compra de pacotes de 4 a 9 dias, com hospedagem em camping, hospedaria ou pousada, disponíveis no site https://www.aldeiamultietnica.com.br/vivencias/xviialdeia/#comoparticipar.

É possível adquirir ingressos para visitação diária entre os dias 12 e 18 de julho. Não é necessário escolher a data da visita no momento da compra, e cada ingresso é válido para um dia de visitação. A entrada inclui acesso ao circuito de trilhas, cachoeiras e mirantes, além da participação na programação da Aldeia Multiétnica.

A opção de visitação diária também é válida nos dias 19 e 20 de julho, durante o Encontro na Aldeia, que marca os dois últimos dias da programação da Aldeia Multiétnica e conta com shows especiais. O ingresso diário inclui ainda o acesso ao circuito de trilhas, cachoeiras e mirantes.

É possível adquirir também um pacote de 3 noites (18 a 20 de julho) que garante hospedagem em camping + os shows do Encontro na Aldeia + programação da Aldeia Multiétnica + acesso ao circuito de trilhas, cachoeiras e mirantes.

A meia entrada é válida para PCD (pessoas com deficiência), PCT (povos e comunidades tradicionais), professores e estudantes com comprovação, moradores da Chapada dos Veadeiros com título de eleitor e idosos 60+. Crianças até 12 anos não pagam.

Onde acontece

A Aldeia Multiétnica está localizada em uma área de preservação ambiental do Cerrado de altitude com plantas endêmicas a 20 km de Alto Paraíso de Goiás (GO), no entorno do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, reconhecido como Patrimônio Natural da Humanidade pela Unesco.

No local há oito casas indígenas tradicionais construídas por representantes dos povos Kayapó/Mebengôkré (PA), Krahô (TO), Fulni-ô (PE), Guarani Mbyá (SC), Xavante (MT), Kariri Xocó (AL/DF), Alto Xingu (MT), Yanomami (AM) e Kalunga, do maior território quilombola do Brasil. Em 2019, a Xapono, casa tradicional Yanomami, foi construída no centro da Aldeia, tornando-se um lugar de trocas e encontros entre todos os povos. Ela foi desenhada por Davi Kopenawa, importante liderança, especialmente para a Aldeia Multiétnica.

Trilhas, mirantes e cachoeiras

A Aldeia Multiétnica oferece experiências únicas de imersão não só nas culturas indígenas, mas também na natureza exuberante da Chapada dos Veadeiros. São três cachoeiras dentro do território e que podem ser visitadas: Almécegas I, Almécegas II e Almécegas III.

O visitante também pode percorrer a Trilha Inicial, a Trilha da Anta, que leva à Almécegas II, ou o Caminho da Origem, onde irá conhecer a arquitetura de oito povos indígenas, onde cada casa revela histórias e saberes. Tem ainda a trilha que leva até o poço do Rio dos Couros e a que leva ao poço Almécegas I e ao Topo Almécegas I.

Ou seja, com um único ingresso diário, o visitante tem acesso a quatro trilhas exclusivas, às cachoeiras Almécegas I, II e III, ao Rio dos Couros e, claro, ao circuito cultural da Aldeia Multiétnica — composto por oito casas indígenas, onde é possível vivenciar a diversidade cultural de diferentes povos originários.

A Aldeia Multiétnica

Mais do que um evento, a Aldeia Multiétnica é um projeto sociocultural que desde 2007 atua no fortalecimento das culturas e lutas políticas de grupos de mais de 10 povos indígenas de todas as regiões e biomas brasileiros. Algumas delas: Kayapó/Mebêngôkré (PA); Avá Canoeiro (GO); Krahô (TO); Fulni-ô (PE); Guarani Mbyá (SC); Xavante (MT); Povos do Alto Xingu (MT); Kariri Xocó (AL/DF); e Karajá (TO).

Mais de 10 mil indígenas de todas as regiões do Brasil já participaram da Aldeia Multiétnica. A participação se estende a pesquisadores, indigenistas, biólogos e especialistas em diferentes áreas referentes aos povos indígenas e comunidades tradicionais, que agregam às discussões e proposições da programação do projeto. Fora o evento no mês de julho, a articulação junto aos povos participantes acontece ininterruptamente ao longo do ano na Chapada dos Veadeiros, em Brasília e nos territórios indígenas.

A Aldeia Multiétnica é realizada pela Casa de Cultura Cavaleiro de Jorge em parceria com o Centro de Estudos Universais – AUM, entidades privadas sem fins lucrativos. Os preços dos pacotes da vivência são cuidadosamente calculados pela equipe, que organiza o evento desde 2007. Esses custos incluem alimentação para cerca de 300 pessoas, contratação de profissionais para todas as fases do evento, transporte e alimentação dos grupos indígenas de suas aldeias e manutenção da infraestrutura do espaço. As vendas dos pacotes e entradas diárias cobrem as despesas e garantem a continuidade do projeto.

Links úteis:

Página das vivências: https://www.aldeiamultietnica.com.br/vivencias/xviialdeia/

Canal do Youtube: https://www.youtube.com/c/encontrodeculturas

Perfil no Instagram: https://www.instagram.com/aldeiamultietnica/.

(Com Stephane Sena/De Propósito Comunicação de Causas)