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Espetáculo “O Homem Decomposto” estreia no Sesc Pinheiros

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Texto do franco-romeno Matéi Visniec, autor com obras encenadas em mais de trinta países, espetáculo estreia em 7 de maio no Auditório do Sesc Pinheiros, com direção de Ary Coslov e indicações ao Prêmio APTR para Dani Barros e Marcelo Aquino. Fotos: Nil Caniné.

Pequenas histórias com um, dois ou mais personagens se sucedem em ritmo vertiginoso, apresentando pessoas que se estranham mutuamente, não conseguem se comunicar e vivem numa busca incessante por se protegerem umas das outras. A dinâmica conduz “O Homem Decomposto”, espetáculo de Matéi Visniec com direção de Ary Coslov, que estreia em 7 de maio, quinta-feira, às 20h30, no Auditório do Sesc Pinheiros, onde segue em temporada até 6 de junho, com sessões de quinta a sábado.

Em cena, Andrea Dantas, Dani Barros, Júnior Vieira, Marcelo Aquino e Mario Borges dão corpo a uma sequência de situações que expõem relações atravessadas por ruídos, tensões e desencontros, estruturadas a partir de quadros curtos que se encadeiam ao longo da montagem.

Numa história, vemos cidadãos que, para garantir sua tranquilidade e segurança, chegam a se isolar dentro de estranhos círculos invisíveis onde nenhuma outra pessoa pode penetrar. Em outra, a cidade é tomada por uma invasão de borboletas carnívoras que ameaçam a população. Há ainda a história da empresa que oferece serviços de lavagem cerebral para libertar as pessoas dos seus sofrimentos. Ou do senhor que anda pelas ruas com seu animalzinho de estimação que somente se sacia comendo pessoas, o que não causa estranhamento, a não ser cócegas, na mulher que está sendo devorada.

Mesmo em plena distopia, a poesia se faz presente em momentos em que os personagens, diante dos estranhos acontecimentos, conseguem se conectar com a natureza, refletir sobre o divino e a sua existência, falar do amor. Tudo ao mesmo tempo.

Assim se sucedem, diante dos olhos do público, os flashes dessa sociedade de um tempo indeterminado que pode ser o futuro. Não sabemos. Entre o humor e o susto, entre a poesia e o cinismo, se desenham as metáforas deste mundo imaginado por Visniec, que em muitos aspectos se parece bastante com o atual.

“Matéi Visniec é um dos dramaturgos mais importantes da atualidade. Escrito em 1993, O Homem Decomposto é um de seus textos mais importantes, não só por conta de sua estrutura criativa como também por sua atualidade surpreendente, falando de coisas que abalam a vida do ser humano nos dias de hoje, embora tenha sido escrito há mais de 30 anos. Dirigir essa peça, com um elenco de primeira linha, me deixa muito feliz e faz com que eu me sinta um privilegiado, por poder dirigi-la nesse momento tão especial da história da humanidade”, celebra o diretor Ary Coslov.

Sinopse | Em uma série de histórias curtas, através do humor e do absurdo, homens e mulheres de uma estranha sociedade não conseguem se comunicar, e criam sistemas cada vez mais absurdos e complexos para se protegerem uns dos outros.

Ficha técnica:

Texto: Matéi Visniec. Tradução: Luiza Jatobá. Direção: Ary Coslov. Elenco: Andrea Dantas, Dani Barros, Júnior Vieira, Marcelo Aquino e Mario Borges. Figurino: Wanderley Gomes. Desenho de Luz: Aurélio de Simoni. Direção de Movimento e Preparação Corporal: Lavinia Bizzotto e Alexandre Maia. Trilha Sonora: Ary Coslov. Assistente Trilha Sonora: Gabriel Fomm. Assistência de Direção: Johnny de Castro. Diretor de cena: Fabio Lima Batista. Op. luz: Lucas JP Santos. Op. som: Gabriel Fomm. Programador Visual: Isio Ghelman. Fotografia: Nil Caniné. Mídias Sociais: Rafael Gandra. Produção Executiva: Augusto Vieira. Direção de Produção: Celso Lemos.

SERVIÇO:

O Homem Decomposto

De 7 de maio a 6 de junho de 2026. Quinta a sábado, às 20h30.

Obs.: Dia 22 e 29/05, sessões às 16h e às 20h30; 4/06 às 18h; e 5/06 às 18h e 20h30.

Local: Sesc Pinheiros – Auditório – R. Paes Leme, 195 – Pinheiros, São Paulo, SP

Ingressos: R$ 50 (inteira), R$ 25 (meia entrada) e R$ 15 (credencial plena).

Vendas em sescsp.org.br ou na bilheteria de todas as unidades do Sesc SP.

Duração: 70 min | Classificação: 14A

Acessibilidade: Teatro acessível a cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida.

Sesc Pinheiros

Rua Paes Leme, 195, Pinheiros – São Paulo (SP)

Horário de funcionamento: Terça a sexta: 10h às 22h; sábados: 10h às 21h; domingos e feriados: 10h às 18h30

Estacionamento com manobrista

Como chegar de transporte público: 350m a pé da Estação Faria Lima (metrô | linha amarela), 350m a pé da Estação Pinheiros (CPTM | Linha Esmeralda) e do Terminal Municipal Pinheiros (ônibus).

Acessibilidade: A unidade possui rampas de acesso e elevadores, além de banheiros e vestiários acessíveis para pessoas com mobilidade reduzida. Também conta com espaços reservados para cadeirantes.

(Com Gleice Nascimento/ Sesc Pinheiros)

Bertrand Russell reconstrói o conceito de matéria à luz da física moderna e da análise filosófica

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Capa.

Quando as descobertas da física no início do século XX abalaram as certezas do materialismo clássico, tornou-se evidente que os modelos tradicionais já não eram suficientes para explicar o mundo. A teoria da relatividade e a mecânica quântica redesenharam profundamente a compreensão do universo, abrindo espaço para uma revisão conceitual de noções fundamentais como espaço, tempo e matéria. É nesse contexto de crise e reinvenção que se insere Análise da matéria, de Bertrand Russell, lançado pela Editora Unesp. A tradução ficou a cargo de Gabriel Cozzella.

“A tentativa de descobrir o resultado filosófico da física moderna é uma que, atualmente, enfrenta grandes dificuldades. Pois, enquanto a teoria da relatividade atingiu, pelo menos temporariamente, uma forma estável, a teoria dos quanta e da estrutura atômica está se desenvolvendo com tamanha rapidez que é impossível adivinhar que formato ela terá daqui a alguns poucos anos. Nessas circunstâncias, é necessário exercitar um bom julgamento sobre quais partes da teoria são definitivamente estáveis e quais são prováveis de serem modificadas num futuro próximo”, anotou o autor no prefácio, em 1927.

Distante de uma tentativa de sistematização definitiva da ciência, o livro se apresenta como um esforço para oferecer fundamentos conceituais mais sólidos ao pensamento científico. Russell identifica um problema central: o aparente abismo entre o mundo abstrato das equações físicas e a realidade concreta da experiência sensorial. Para enfrentá-lo, propõe uma revisão radical do próprio conceito de matéria, deixando de tratá-la como substância fixa para compreendê-la como uma construção lógica baseada em eventos inter-relacionados.

Com rigor analítico e clareza argumentativa, o autor busca evitar o que denomina uma “desordem metafísica”, mostrando que a física não precisa pressupor entidades materiais ocultas para validar suas teorias. Elétrons, prótons e demais partículas deixam de ser concebidos como objetos sólidos e passam a ser entendidos como agrupamentos de eventos conectados por relações estruturais e causais. Nesse quadro, o que importa não é a existência de uma substância última, mas a capacidade de descrever, com precisão, as relações que explicam os fenômenos observados.

Resultado de décadas de maturação intelectual, a obra situa-se na fronteira entre epistemologia, lógica e ciências naturais, integrando reflexões que dialogam com o surgimento da física moderna e com os desdobramentos da filosofia analítica, da qual Russell é um dos principais fundadores. Ao enfrentar os desafios conceituais colocados pela ciência de seu tempo, o filósofo oferece um exemplo de como a análise filosófica pode contribuir para a clarificação e o avanço do conhecimento científico.

Sobre o autor | Bertrand Russell (1872–1970) foi um dos pensadores mais admiráveis do século XX. Filósofo, matemático, inovador na área de educação, defensor da liberdade intelectual, social e sexual, militante da paz e dos direitos humanos, também é autor de prolífica, popular e influente obra que lhe rendeu o Prêmio Nobel de Literatura em 1950. Pela Editora Unesp, tem publicados Por que os homens vão à guerra (2014), Sobre a educação (2014), Casamento e moral (2015), Educação e ordem social (2018) e Conhecimento humano (2018) e Introdução à filosofia matemática (2025).

Título: Análise da matéria

Autor: Bertrand Russell

Tradução: Gabriel Cozzella

Introdução: John G. Slater

Número de páginas: 540

Formato: 13,7 x 21 cm

Preço: R$ 128

ISBN: 978-65-5711-305-9

Mais informações sobre a Editora Unesp estão disponíveis no site oficial.

(Com Diego Moura/Pluricom Comunicação Integrada®)

Peninha se apresenta no Sesc Belenzinho

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Peninha celebra sua trajetória no novo espetáculo musical “Minhas Canções”. Foto: Bernardo Guerreiro.

Peninha sobe ao palco do Sesc Belenzinho nos dias 9 e 10 de maio, sábado, às 21h e domingo, às 18h. Os ingressos estão disponíveis no portal sescsp.org.br e nas bilheterias físicas das unidades Sesc a R$ 60,00 (inteira), R$ 30,00 (meia-entrada) e R$ 18,00 (Credencial Sesc).

Com mais de quatro décadas dedicadas à música brasileira, o cantor e compositor Peninha leva aos palcos seu novo espetáculo, “Minhas Canções” uma celebração de sua trajetória através de músicas que atravessaram gerações e se tornaram verdadeiros clássicos da nossa cultura popular.

Autor de sucessos eternizados nas vozes de grandes nomes, como Fábio Jr., Sandra Sá, Caetano Veloso e Daniel, entre tantos outros, Peninha agora assume o protagonismo para interpretar suas próprias criações em um show carregado de emoção, memória e afeto.

No repertório, o público é conduzido por canções icônicas como SozinhoAlma GêmeaSonhos Adoro Amar Você, entre outras. Com arranjos cuidadosamente elaborados, o espetáculo valoriza a potência das melodias e das letras que tornaram Peninha um dos compositores mais sensíveis e inspiradores da música brasileira.

Mais do que um show, Minhas Canções é um encontro afetivo entre o artista e sua plateia. Em um formato intimista e envolvente, Peninha compartilha histórias e inspirações por trás de suas composições, revelando sua alma de poeta. Além de seus próprios sucessos, o artista também homenageia grandes colegas da música brasileira interpretando canções que marcaram sua caminhada.

O show reafirma a relevância e a atemporalidade da obra de Peninha, que continua emocionando públicos de todas as idades com sua arte única, sensível e profundamente humana. Um convite à emoção, à memória e à beleza da música feita com verdade.

SERVIÇO:

Show Peninha

Dias 9 e 10 de maio de 2026. Sábado, às 21h. Domingo, às 18h.

Valores: R$ 60 (inteira), R$ 30 (meia-entrada), R$ 18 (Credencial Sesc).

Ingressos à venda no portal sescsp.org.br e nas bilheterias das unidades Sesc.

Limite de 2 ingressos por pessoa.

Local: Teatro (374 lugares). Classificação: 12 anos. Duração: 90 min.

Sesc Belenzinho

Endereço: Rua Padre Adelino, 1000.

Belenzinho – São Paulo (SP)

Telefone: (11) 2076-9700

sescsp.org.br/Belenzinho

Estacionamento: De terça a sábado, das 9h às 21h. Domingos e feriados, das 9h às 18h.

Valores: Credenciados plenos do Sesc: R$ 8,00 a primeira hora e R$ 3,00 por hora adicional. Não credenciados no Sesc: R$ 17,00 a primeira hora e R$ 4,00 por hora adicional.

Transporte público: Metrô Belém (550m) | Estação Tatuapé (1400m)

Sesc Belenzinho nas redes: Facebook | Instagram | @sescbelenzinho.

(Com Priscila Dias/Sesc Belenzinho)

Espetáculo “Na Anatomia Oca dos Pássaros” revisita Santos Dumont em ensaio lírico sobre ideal e desencanto

São Paulo, SP, por Kleber Patricio

Criação da Cia Terranova com texto de Dino Bernardi combina teatro, música ao vivo e euritmia no Teatro Manás. Fotos: Guto Muniz.

Conduzindo o espectador a um mergulho pela alma de um dos mais importantes aeronautas da História, o brasileiro Alberto Santos Dumont (1873–1932), o espetáculo “Na Anatomia Oca dos Pássaros – ensaio lírico a Santos Dumont”, da Cia Terranova, ganha uma nova temporada em São Paulo. As sessões acontecem no Teatro Manás Laboratório entre os dias 6 e 29 de maio, de quarta a sexta, às 21h.

É uma peça multidisciplinar que mescla de forma inédita o teatro, a música e a euritmia (arte do movimento que, através da coreografia da palavra, integra movimento, alma e consciência). Texto, dramaturgia e direção cênica são de Dino Bernardi, a trilha sonora é de Marcelo S. Petraglia e a coreografia é assinada por Marília Barreto e Renate Nisch, euritmistas reconhecidas nacional e internacionalmente. “Estamos circulando desde 2019 com este trabalho, que é muito precioso para nós. Bernardi criou um texto extremamente poético, que expõe, ainda que de forma abstrata, os dramas do ser humano: os sonhos, a obstinação, as conquistas e as perdas”, comenta Marília, que também é a responsável pela direção artística.

Sobre a encenação

Na Anatomia Oca dos Pássaros – ensaio lírico a Santos Dumont é um solo interpretado por Fernando AveiroEle divide o palco com Marília e Renate, que complementam a dramaturgia da cena com movimentos da euritmia.

Ao mesmo tempo, os músicos Luis Antonio Ramoska (fagote) e Saulo Camargo (percussão) executam a trilha sonora, ao vivo. As músicas foram concebidas para fagote, gongos, tambores e metalofone. “Enquanto o instrumento de sopro simboliza o desejo de voar de Dumont, os outros remetem à matéria e à técnica, outra paixão do aviador. Feitos de ferro, cordas e madeira, eles integram a cena, numa natureza artesanal – o que, inclusive, se relaciona diretamente com as pesquisas do próprio aeronauta”, conta Barreto.

Todo o cenário segue esse mesmo princípio de remeter aos estudos desse grande inventor. Cesar Rezende e Dino Bernardi exploraram elementos que evocam formas e texturas, dos balões às asas de um avião.

Para o figurino, a proposta é integrar com elegância o diálogo da poesia com a técnica e a modernidade. Todos vestem roupas na cor índigo, quase preta. Não há nenhuma troca de vestimenta durante a montagem. Apenas em dois momentos musicais aparece um véu de seda, remetendo de modo diáfano à origem e ao destino do ser humano.

Em relação à coreografia cênica, Barreto e Nisch criaram movimentos capazes de dar mais profundidade à fala. “Ao invés de simplesmente verbalizar o texto e fazer soarem os instrumentos, ator e músicos constroem palavras e sonoridades, que são transformadas em esculturas que se desenrolam no tempo: esse é o princípio da euritmia”, explica Marília.

A iluminação de Thiago Capella contribui para a construção da atmosfera onírica e reflexiva da obra. “Ao contarmos essa história, queremos que o público perceba os arquétipos ali presentes, que também constituem o ser humano contemporâneo”, afirma Marília.

Sinopse | O espetáculo traz à cena o grande personagem da História do Brasil e mundial – Alberto Santos Dumont. Na fusão de texto e dramaturgia com composições musicais temáticas, executadas ao vivo, envolvidos pela coreografia insólita da euritmia, esta produção foca o drama existencial de Santos Dumont, entre o sonho e a obstinação, entre conquistas e perdas, e toca as questões centrais da resiliência e da confiança numa dimensão maior da biografia humana.

FICHA TÉCNICA

Dramaturgia, concepção, direção cênica e figurino: Dino Bernardi

Composição e direção musical: Marcelo S. Petraglia

Atuação: Fernando Aveiro

Coreografia e euritmia: Marília Barreto e Renate Nisch

Fagote: Luis Antonio Ramoska

Percussão: Saulo Camargo

Cenário: Cesar Rezende e Dino Bernardi

Cenotécnica: Fernando Lemos

Confecção de figurinos: Cleusa Silva

Adereços: Denise Seignemartin

Iluminação – concepção e operação: Thiago Capella

Fotografia: Guto Muniz

Projeto gráfico: Lucia Barretti

Mídias sociais: Ana Ghirello

Direção de produção: Marília Barreto

Assistência de produção: Lucas Sabatini

Assessoria de Imprensa: Canal Aberto Comunicação

Realização: Terranova Cultura & Transformação.

SERVIÇO:

Na Anatomia Oca dos Pássaros – Ensaio Lírico a Santos Dumont

Data: 6 a 29 de maio, de quarta a sexta, às 21h.

Local: Teatro Manás Laboratório – R. Treze de Maio, 222 – Bela Vista.

Ingresso: R$60,00 e R$30,00.

Duração: 55 minutos

Classificação etária: 14 anos

Capacidade: 60 lugares.

(Com Daniele Valério/Canal Aberto Assessoria de Imprensa)

Mergulho nas profundezas do Adaaran Select Meedhupparu

Maldivas, por Kleber Patricio

Mergulhador com Peixe-Palhaço. Fotos: Aitken Spence Hotels/Divulgação.

No coração do Atol Raa, emoldurado por horizontes infinitos em tons de azul, lagoas recortadas por corais e o ritmo constante do Oceano Índico, encontra-se o Adaaran Select Meedhupparu — um dos destinos de mergulho mais completos das Maldivas, ideal para todos os níveis de experiência. Reconhecido pela serenidade típica do arquipélago e pela riqueza de suas aventuras subaquáticas, o resort do grupo Aitken Spence Hotels atrai entusiastas do mar, fotógrafos e viajantes exigentes em busca das mais vibrantes experiências marinhas do destino.

Mais do que um refúgio tropical, o Adaaran Select Meedhupparu é uma verdadeira porta de entrada para um dos ecossistemas marinhos mais biodiversos do planeta. Com 36 pontos de mergulho ao redor da ilha, os visitantes se deparam com um espetáculo de recifes de corais repletos de vida — de raias-manta e tubarões de recife a cardumes multicoloridos que cruzam águas cristalinas. Sob a orientação da equipe especializada do Divepoint Maldives Meedhupparu, um centro de mergulho de origem alemã com quase 30 anos de atuação nas Maldivas, cada experiência combina conhecimento local aprofundado com padrões internacionais de excelência, revelando novas camadas do mundo submerso do atol.

Um mundo submerso: explorando o Atol Raa

Mergulho com tubarões.

O Atol Raa oferece um equilíbrio ideal entre mergulhos de corrente, thilas (pináculos subaquáticos) e jardins de corais rasos — perfeitos tanto para iniciantes quanto para mergulhadores experientes. Com temperaturas da água que raramente ficam abaixo dos 28°C, visibilidade frequentemente superior a 25 metros e correntes suaves a moderadas, as condições são praticamente ideais para a exploração subaquática.

A equipe multilíngue do resort, com instrutores certificados fluentes em inglês, alemão, italiano, russo, espanhol, tcheco e dhivehi, garante uma experiência personalizada e fluida — seja em um mergulho de descoberta ou em explorações mais avançadas com scooters subaquáticas.

Um calendário subaquático: encontros ao longo do ano

Uma das características mais marcantes de Meedhupparu é seu calendário de mergulho durante todo o ano. Graças à sua localização privilegiada, o resort proporciona encontros com raias-manta em todas as estações, com pontos de mergulho estrategicamente posicionados nos lados leste e oeste do atol, alinhados aos ciclos das monções.

Janeiro a abril:

Mergulho com arraia.

Melhores condições do ano, com mar calmo, correntes equilibradas e visibilidade excepcional. Ideal para fotografia subaquática, com frequentes avistamentos de tubarões-de-recife, raias-manta, cardumes de fusiliers e peixes-napoleão.

Março a maio:

Período ideal para espécies pelágicas de maior porte. Tubarões silver tip e lemon shark podem ser vistos nas encostas externas dos recifes, enquanto raias-águia, tartarugas e garoupas circulam pelas formações de corais.

Maio a junho e novembro a dezembro (transição de monções):

Mudanças sutis nas correntes trazem tubarões-lixa descansando em áreas arenosas e arraias deslizando pelo fundo do mar. Raias-mobula aparecem com mais frequência no fim do ano.

Setembro a outubro:

A floração de plâncton atrai grandes concentrações de mantas, que realizam verdadeiros “ballets” nas estações de limpeza. Avistamentos de tubarões se intensificam, incluindo espécies black tip, white tip e grey reef.

A emoção da diversidade: 36 pontos de mergulho

Recife de coral.

O Adaaran Select Meedhupparu conta com uma ampla variedade de 36 pontos de mergulho próximos à ilha, cada um com características únicas:

The Shark Thilas – Experiências intensas com tubarões-de-recife grey e black tip, além de atuns, xaréus e pargos.

Kottefaru Bodu Thila – Inclinação suave que leva a uma estação de limpeza de mantas, especialmente ativa entre setembro e outubro.

Beriyan Bodu Thila – Cenário vibrante de corais duros e moles, ideal para fotografia macro, com peixes-palhaço, papagaios e moreias.

Digufaru Thila – Conhecido por raias-águia, tubarões-de-recife e eventuais tubarões-lixa.

The Wall – Parede vertical profunda repleta de leques marinhos, esponjas e cefalópodes de cores mutáveis.

Meedhupparu Residence.

Todos os pontos são acessíveis em curtos trajetos de dhoni, permitindo múltiplas experiências memoráveis em uma única estadia.

Para viajantes em busca de aventura, fotógrafos à procura do registro perfeito de uma manta em movimento ou mergulhadores experientes explorando novos horizontes, o Adaaran Select Meedhupparu se consolida como um verdadeiro santuário do mergulho nas Maldivas.

(Com Marcello Mognon Biasuz/Promonde)