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Arte & Cultura

Rio de Janeiro

Etc e Tal transforma “Dom Quixote” em uma experiência visual arrebatadora e reafirma a força da mímica brasileira no cenário contemporâneo

por Kleber Patrício

Uma das companhias mais importantes do teatro físico brasileiro, a carioca Etc e Tal apresenta Dom Quixote, espetáculo infanto-juvenil sem palavras que reinventa o clássico de Miguel de Cervantes por meio da mímica, da comicidade gestual e de uma sofisticada dramaturgia visual. A estreia acontece no dia 7 de março de 2026 no Teatro Glaucio […]

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Lazer & Gastronomia

Inglaterra

British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta “Celia”, vagão exclusivo assinado por Baz Luhrmann e Catherine Martin

por Kleber Patrício

Novo vagão é dedicado a eventos e jantares privados; espaço foi idealizado e desenhado pelo cineasta Baz Luhrmann, diretor de filmes como Moulin Rouge!, The Great Gatsby e Elvis, e pela figurinista e designer de produção Catherine Martin, quatro vezes vencedora do Oscar por seu trabalho em Moulin Rouge! e The Great Gatsby

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Expedição inédita de barcos a remo vai refazer viagem histórica de Hans Staden Jornada entre os litorais de São Paulo e Rio de Janeiro celebrará os 500 anos do nascimento do aventureiro alemão, que ficou célebre após escapar do cativeiro dos tupinambás

Bertioga, por Kleber Patricio

Jornada entre os litorais de São Paulo e Rio de Janeiro celebrará os 500 anos do nascimento do aventureiro alemão, que ficou célebre após escapar do cativeiro dos tupinambás. Foto: Thais Luz.

O aventureiro alemão Hans Staden foi capturado pelos tupinambás no ano de 1554 na região de Bertioga, em São Paulo, e levado até a aldeia deles nos arredores de Mangaratiba, no Rio de Janeiro. Na volta a Europa, depois de escapar de ser devorado por esses índios, praticantes do canibalismo, teve uma história e tanto para contar. Seu famoso livro publicado em 1557 a respeito de sua jornada nos trópicos foi o primeiro grande registro a respeito da fauna e flora do país e dos hábitos dos povos originários da terra recém-descoberta.

Hans Staden nasceu em 1525 na cidade de Homberg, na Alemanha central. De forma a celebrar os 500 anos dessa data, uma expedição inédita de barcos a remo Coastal, dentro do projeto Hans Staden 500, irá refazer a viagem histórica. Durante três dias no próximo mês de julho, os atletas do Clube de Regatas Bandeirante, tradicional agremiação da Raia Olímpica da USP, irão percorrer mais de 200 quilômetros entre os litorais de São Paulo e do Rio de Janeiro passando por pontos e paisagens descritos pelo livro. A iniciativa merecerá cobertura online pelas redes sociais do Clube de Regatas Bandeirante e, ao final da viagem, a expedição vai ser tema de um minidocumentário (com pré-estreia gratuita em Bertioga), de um minilivro fotográfico digital, de uma exposição itinerante de fotos e de palestras sobre o assunto.

O ponto de partida será o Forte São João, em Bertioga, na mesma região em que Staden trabalhava como artilheiro para os portugueses, que viviam em guerra contra os tupinambás. O alemão foi aprisionado pelos indígenas nas redondezas dali e depois levado para a aldeia deles nas imediações de Mangaratiba, no Rio. Ele ficou no cativeiro durante nove meses, até ser libertado por franceses que negociaram a soltura com os tupinambás.

Além de relembrar a famosa jornada, o projeto Hans Staden 500 vai explorar as grandes mudanças ocorridas naquele trecho do litoral da época da viagem do alemão até os dias de hoje. O objetivo é chamar atenção para os impactos socioambientais provocados pela ocupação humana daquela área. Serão abordados ainda os esforços mais recentes realizados para a recuperação da fauna e flora do local, assim como a atual situação dos povos originários que vivem na região e o histórico da presença das pessoas negras naquela área desde o período do descobrimento até os dias atuais.

A parte esportiva do projeto é outro destaque da expedição. Enquanto a viagem de Hans Staden de Bertioga até Mangaratiba ocorreu a bordo de canoas tupinambás, os remadores do Clube de Regatas Bandeirante irão refazer o trajeto dentro de guarnições de Coastal, que são modernos barcos a remo olímpicos adaptados para travessias em mar aberto. A modalidade vem se popularizando rapidamente e foi incluída como esporte competitivo nas Olimpíadas de Los Angeles em 2028.

O projeto Hans Staden 500 é patrocinado pela Autoridade Portuária de Santos, com apoio do Ministério dos Portos e Aeroportos e do Governo Federal. A Marinha do Brasil é consultora técnica da expedição e a iniciativa envolve também a participação das empresas Lamp (responsável pelo conteúdo de fotos e vídeos) e da Barra Pro Mar Turismo e Serviços (logística e segurança).
(Com Gabriel Santos da Silva/Target Comunicação)

Democratização do colo: o desafio da educação antirracista na primeira infância

São Paulo, por Kleber Patricio

Capa do livro.

Na sala da educação infantil, bebês começam a chorar. Para acalmá-los, a professora senta-se, coloca um deles no colo, abraça, acaricia e profere palavras de carinho. O outro é deixado no chão, encostado na perna da figura mais próxima à materna no ambiente, permanecendo ali até que o choro cessa. Qual dessas crianças é negra?

Essa distinção entre brancos e negros, prática comum no ambiente escolar, levou a educadora, pesquisadora e doutora em Educação e relações étnico-raciais Jussara Santos a reunir vivências, pesquisas e relatos no livro ‘Democratização do colo: Educação antirracista para e com bebês e crianças pequenas’, publicação da Papirus Editora.

Com o intuito de convidar a sociedade a refletir sobre infância e racismo com coragem, compromisso e honestidade, a autora apresenta subsídios para que o preconceito na rotina infantil não passe despercebido. A pesquisadora abre possibilidades à identificação e ao manejo das situações de discriminação.

Jussara analisa a seletividade de quais corpos ganharão ou não o colo desejado em diferentes momentos. Aborda, ainda, os conceitos de raça, racismo, branquitude e como esses se apresentam nas relações entre bebês, crianças e adultos envolvidos nos processos de educação e cuidados.

A falta de brinquedos, livros e narrativas literárias que valorizassem a presença de bebês/crianças negros, indígenas, bolivianos e de outras nacionalidades, presentes nas instituições por onde passei, além de mediações tantas vezes excludentes e racistas, contribuía para um silenciamento por parte dessas crianças, o que comumente era intitulado timidez. Não raras foram as vezes que as professoras titulares das turmas diziam: “Nem fique perto desse bebê, ele não gosta de colo, de proximidade”. (Democratização do colo: Educação antirracista para e com bebês e crianças pequenas, p. 24)

Fruto de 20 anos de atuação de Jussara Santos na educação básica, a obra evidencia que a implementação de uma educação antirracista requer compromisso institucional e pedagógico que vá além de políticas superficiais.

A ideia é promover uma transformação estrutural e cultural nas instituições educativas. Para isso, é essencial potencializar o sentimento de pertença e segurança nas relações estabelecidas entre adultos, bebês e crianças pequenas.

Em Democratização do colo, a autora propõe a construção de uma sociedade mais justa, inclusiva e equitativa. Isso implica que a educação antirracista se constitua elemento basilar para as práticas pedagógicas nas instituições de educação infantil.

A obra é um manifesto para que bebês e crianças negros, indígenas e todos aqueles que são racializados existam no planejamento, na organização dos espaços, nos brinquedos, nas fantasias, nas obras literárias e, sobretudo, nos braços que acolhem, protegem e acariciam.

Ficha técnica

Título: Democratização do colo: Educação antirracista para e com bebês e crianças pequenas

Autora: Jussara Santos

ISBN: 978-65-5650-197-0

Formato: 14 x 21 cm

Páginas: 144

Preço: R$ 64,90

Preço e-book: R$ 44,90

Onde encontrar: Amazon 

Sobre a autora

Foto: Lucas Souza.

Jussara Santos é educadora das infâncias há 20 anos, atuando com bebês e crianças entre 0 e 6 anos. Compõe a dupla autoria do documento Currículo da cidade: Educação antirracista (São Paulo, 2022). É mestre em Educação pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e doutora em Educação e relações étnico-raciais pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Pesquisa infâncias, antirracismo e educação infantil. Ganhou prêmios como Mulheres Negras na Ciência (2019) e Paulo Freire (2019), na cidade de São Paulo. Integra comissões de heteroidentificação em concursos públicos no Brasil. Atua no Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades (CEERT), nas áreas de educação e trabalho. Presta assessoria para instituições públicas e privadas no país. Toca tambor no bloco afro Ilú Obá De Min. Instagram: @profajussarasantos.  

Sobre a Papirus 

A Papirus Editora se destaca pela publicação de obras nas áreas de educação, filosofia e psicologia, além de temas relacionados a desenvolvimento pessoal e profissional. Com um catálogo diversificado e autoral, busca promover o conhecimento e o debate sobre questões relevantes para a sociedade contemporânea. Instagram: @papiruseditora.

(Com Luisa Lacombe/LC Agência de Comunicação)

Garibaldi: um pedacinho da Itália em solo gaúcho

Garibaldi, por Kleber Patricio

Em 2025, o Rio Grande do Sul celebra os 150 anos da imigração italiana — um marco histórico que moldou a cultura, a arquitetura, a gastronomia e o jeito de ser de tantas cidades da Serra. Em meio a esse legado, Garibaldi se destaca como um dos destinos mais autênticos para quem deseja vivenciar um pedaço da Itália sem sair do Brasil.

Conhecida como a Capital Nacional do Espumante, Garibaldi é mais do que um polo vitivinícola: é um lugar onde as tradições dos imigrantes seguem vivas, celebradas com orgulho em cada canto. Dos casarios centenários às festas comunitárias, o visitante é acolhido com memória, sabor e hospitalidade. “Em um ano tão simbólico para a história dos descendentes italianos no Brasil, visitar Garibaldi é mais do que uma viagem turística: é uma forma de celebrar a identidade e os valores deixados por quem ajudou a construir essa terra com tanto trabalho e afeto”, destaca o prefeito de Garibaldi, Sérgio Chesini.

A seguir, confira algumas experiências imperdíveis para quem deseja mergulhar nesse legado.

Degustar espumantes premiados no berço da bebida no Brasil

Foto: FM Criação.

Garibaldi abriga vinícolas icônicas como Peterlongo, Chandon e Cooperativa Garibaldi, além de pequenas vinícolas familiares que oferecem experiências intimistas. É possível degustar rótulos premiados internacionalmente e aprender sobre o método champenoise, tudo em meio a vinhedos que parecem saídos de um cenário europeu.

Passear no Tim-Tim pelo Centro Histórico

Foto: Vicente Silveira.

O passeio de Tim-Tim – um legítimo caminhão do Exército dos anos 40 transformado em um elegante ônibus de turismo — percorre os principais pontos do centro histórico com narração e trilha sonora típica. É uma forma leve e divertida de conhecer a cidade e aprender sobre sua história, arquitetura e personagens.

Caminhar pelo Centro Histórico e se hospedar em casarões centenários

Fotos: Samuel Cereja.

O centro da cidade é um verdadeiro cartão-postal: ruas arborizadas, arquitetura típica dos imigrantes e um clima de vila italiana. Entre lojas, cafés e opções gastronômicas, o visitante desfruta de uma verdadeira viagem no tempo e de um clima acolhedor.

Visitar a Igreja Matriz São Pedro

Foto: Divulgação/Prefeitura de Garibaldi

Localizada no coração da cidade, a imponente Igreja Matriz encanta pela arquitetura e pelo simbolismo. Sua escadaria oferece uma vista privilegiada do centro histórico, sendo ponto de encontro de moradores e turistas. Além disso, ao lado, o visitante pode desfrutar do conforto de uma praça com infraestrutura inspirada em jardins franceses e paisagismo verde aconchegante.

Conhecer o Museu Municipal de Garibaldi

Foto: Alexandra Ungaratto.

O museu preserva a memória da imigração com acervo rico em fotografias, objetos, mobiliário e documentos. Uma visita que emociona e conecta o visitante à trajetória das famílias que moldaram a cidade.

Participar de festas que celebram a cultura italiana

Foto: Divulgação.

Garibaldi tem um calendário recheado de eventos que exaltam suas raízes. A Fenachamp é a grande celebração do espumante e ocorre a cada dois anos. Em 2025, a festa será realizada de 2 a 26 de outubro. O Festival do Grostoli (abril) valoriza a doçura da cozinha das nonnas. E o Festival Colonial Italiano, que reúne música, oficinas e danças que recontam o cotidiano dos imigrantes, está marcado para os próximos dias 24 e 25 de maio.

Saborear uma verdadeira sequência italiana feita pelas nonnas

Massas artesanais, galeto, polenta, radicci com bacon e vinho da casa: a tradicional sequência italiana é uma celebração do sabor e da memória. Restaurantes e cantinas rurais mantêm viva essa tradição em ambientes repletos de afeto.

Embarcar na Maria Fumaça com música e emoção

Foto: Vicente Silveira.

A clássica viagem de Maria Fumaça leva os visitantes de Garibaldi até Bento Gonçalves, com apresentações culturais a bordo, degustações e paisagens encantadoras. Uma experiência inesquecível que celebra a imigração italiana com todos os sentidos.

Viver o turismo rural com sabor e autenticidade

Foto: Alexandra Ungaratto.

Nas áreas mais afastadas do centro, o turista encontra propriedades rurais onde se pode provar queijos, grostoli, salames, sucos e vinhos direto do produtor. Cada visita é uma oportunidade de ouvir boas histórias, conhecer processos artesanais e contemplar paisagens deslumbrantes.

(Com Laura Kirchhof/Critério Comunicação)

Um conto fantástico sobre os ciclos femininos

São Paulo, por Kleber Patricio

Capa do livro. Fotos: Divulgação.

Adelaine cresceu em um reino cinzento e enfeitiçado onde os homens eram os únicos moradores e vários saberes milenares foram proibidos. Mas quando a menina passa pela primeira menstruação, o rei percebe sua verdadeira identidade e a expulsa para uma misteriosa floresta. Perdida na natureza e com medo do futuro, ela encontra um grupo de mulheres que a acolhe. Neste novo lugar, a protagonista inicia a verdadeira jornada do livro infanto-juvenil ‘O Diário de Adelaine’, ao descobrir todas as nuances sobre o universo feminino que, por muitos anos, foram banidas.

Escrita pela fisioterapeuta pélvica e especialista em saúde da mulher Berenice V.S. Meurer, a obra dialoga com jovens sobre a menarca, a saúde menstrual e a sexualidade com objetivo de romper padrões geracionais de silêncio acerca do corpo feminino. Em uma jornada fantástica até um mundo semelhante aos de contos de fadas, as leitoras entram em contato com o poder da irmandade, da ancestralidade e do autoconhecimento.

Com ilustrações da artista plástica Tatti Simões, a autora atravessa temas informativos por meio de uma narrativa leve e repleta de aventuras. Entre os assuntos, aborda as diferenças entre as quatro fases do ciclo – menstrual, folicular, ovulação e lútea -, os sintomas mais comuns da TPM, os sinais que precisam de um acompanhamento especializado e as responsabilidades de uma relação íntima.

“Nós, mulheres, passamos por essas mudanças, por altos e baixos hormonais que geram alterações de humor, de alegria e tristeza, raiva, medo e algum desconforto físico em alguns ciclos. Assim como a natureza, também estamos em movimento interno constante. Podemos ter dias que nosso temperamento está como o ar em brisa suave ou dias de ventania.” (O Diário de Adelaine, p. 54)

Além de conteúdos educacionais, a publicação retrata a importância dos laços formados pela protagonista. Ao chegar na floresta, Adelaine faz amizade com duas garotas que se tornam suas confidentes, além de reencontrar a mãe. Entre períodos repletos de desafios emocionais e situações que demandam força interna, ela conta com o apoio das mulheres ao seu redor para confiar mais em si e respeitar os próprios limites.

Nas páginas finais, O Diário de Adelaine convida as leitoras a escreverem sobre seus sentimentos e as mudanças do corpo durante o processo de amadurecimento, no intuito de ajudar na percepção das transformações e no entendimento sobre a saúde. Assim como a protagonista fez em um diário, as jovens podem discorrer de forma livre sobre as emoções e os sintomas físicos para, anualmente, observarem as ondulações do ciclo. “O livro contribui para que as meninas iniciem seus ciclos menstruais com mais amor-próprio, consciência e conhecimento sobre o corpo, além de ser uma ferramenta para abrir conversas na família e na escola. Muitos pais e mães não sabem por onde começar a conversar com as filhas, então esta é uma forma de se aproximar do universo feminino e melhorar as relações familiares”, afirma a autora.

FICHA TÉCNICA

Título: O Diário de Adelaine

Autora: Berenice V.S. Meurer

ISBN: 978-65-5872-757-6

Páginas: 100

Preço: R$ 69,90

Onde comprar: Amazon | Site do livro.

Sobre a autora | Berenice Vieira da Silva Meurer é fisioterapeuta pélvica e professora de yoga desde 2006. Especializada em fisioterapia uroginecológica e sexualidade humana, tem foco no atendimento de mulheres em diferentes fases da vida. É idealizadora do programa Gestar Íntegro, voltado à preparação física e emocional para o parto, a amamentação e a maternidade. A partir do compromisso em promover uma relação saudável das mulheres com seus corpos e com o intuito de romper ciclos de silêncio sobre a saúde feminina, publicou o livro O Diário de Adelaine. Como escritora, ocupa a cadeira de nº4 na Academia Brasileira de Letras de Santa Catarina – seccional de Águas Mornas (ALBSC-AM) e já vendeu mais de 10 mil exemplares da obra.

Redes sociais da autora:

Instagram: @odiariodeadelainelivro | @berenice.shakti

Facebook: /berenice.meurer

Site: https://odiariodeadelaine.com/ | https://vivazsaudefeminina.com/.

(Com Maria Clara Menezes/LC Agência de Comunicação)

Após sete anos, Renata Sorrah retorna a Porto Alegre com espetáculo inédito

Porto Alegre, por Kleber Patricio

Fotos: Nana Moraes.

Um dos mais renomados nomes das artes cênicas do país, Renata Sorrah está de volta a Porto Alegre, após sete anos. A atriz se apresenta nos dias 04 e 05 de junho, às 20h, no Teatro Simões Lopes Neto, como parte da programação do 19º Festival Palco Giratório Sesc. Com direção e dramaturgia de Marcio Abreu, o espetáculo ‘Ao Vivo [Dentro da Cabeça de Alguém]’ é uma criação da Companhia Brasileira de Teatro e propõe um mergulho sensível e poético na memória, no tempo e na potência da arte.

A última vez que Sorrah esteve na capital gaúcha com um espetáculo foi em setembro de 2018, no 25º Porto Alegre em Cena, quando integrou o elenco da peça ‘Preto’. Desta vez, ela retorna como protagonista de uma montagem inédita no Estado, que estreou em 2024 em São Paulo, inspirada livremente no clássico ‘A Gaivota’, de Anton Tchekhov. Em ‘Ao Vivo [Dentro da Cabeça de Alguém]’, a atriz que deu vida à icônica Heleninha Roitman de ‘Vale Tudo’ revisita sua própria história, fazendo alusão a uma montagem do clássico russo da qual participou na década de 1970. A partir dessa memória, o espetáculo constrói uma experiência, ao mesmo tempo, íntima e universal, em que teatro, vídeo, som e movimento se entrelaçam.

Em Porto Alegre, ‘Ao Vivo [Dentro da Cabeça de Alguém]’ contará com recursos de acessibilidade. No dia 4, terá tradução para Linguagem Brasileira de Sinais (Libras), e, no dia 5, contará com recursos de audiodescrição. A última apresentação contará, ainda, com um recurso inédito na programação do festival: a visita tátil. A proposta é que pessoas cegas, com baixa visão ou surdocegas possam explorar cenários e figurinos por meio do tato, com a orientação de profissionais especializados. Os ingressos para a peça podem ser adquiridos pelo site do evento, em qualquer Unidade do Sesc/RS ou 1h antes na bilheteria do Teatro conforme a disponibilidade do local.

Festival Palco Giratório Sesc

Após 18 edições em Porto Alegre, o Festival Palco Giratório Sesc movimenta e incentiva as artes cênicas com uma programação intensa, tradicionalmente no mês de maio. O Festival integra o Circuito Nacional, realizado pelo Sesc em diferentes estados para promover a difusão e o intercâmbio cultural, consolidando a iniciativa como a maior ação do gênero no Brasil. Ao longo de cada ano, traz uma programação caracterizada pela diversidade de expressões e temáticas, qualidade de espetáculos e ações formativas com grupos de todas as regiões do País. A proposta é destacar questões presentes na contemporaneidade por meio da arte. A 19ª edição, em 2025, ocorre entre os dias 20 de maio e 8 de junho. Serão 64 sessões de espetáculos apresentados por 52 grupos artísticos – sendo 24 do Rio Grande do Sul – que tomam conta de 22 espaços culturais da Capital Gaúcha.

(Com Denis Machado/Moglia Comunicação)