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Arte & Cultura

Rio de Janeiro

Etc e Tal transforma “Dom Quixote” em uma experiência visual arrebatadora e reafirma a força da mímica brasileira no cenário contemporâneo

por Kleber Patrício

Uma das companhias mais importantes do teatro físico brasileiro, a carioca Etc e Tal apresenta Dom Quixote, espetáculo infanto-juvenil sem palavras que reinventa o clássico de Miguel de Cervantes por meio da mímica, da comicidade gestual e de uma sofisticada dramaturgia visual. A estreia acontece no dia 7 de março de 2026 no Teatro Glaucio […]

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Lazer & Gastronomia

Inglaterra

British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta “Celia”, vagão exclusivo assinado por Baz Luhrmann e Catherine Martin

por Kleber Patrício

Novo vagão é dedicado a eventos e jantares privados; espaço foi idealizado e desenhado pelo cineasta Baz Luhrmann, diretor de filmes como Moulin Rouge!, The Great Gatsby e Elvis, e pela figurinista e designer de produção Catherine Martin, quatro vezes vencedora do Oscar por seu trabalho em Moulin Rouge! e The Great Gatsby

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Pinacoteca de São Paulo dedica maior exposição do ano à pop arte brasileira

São Paulo, por Kleber Patricio

Pré Abertura Pop Brasil: vanguarda e nova figuração, 1960-70 na Pina Contemporanea no dia 30/5/2025 para Pinacoteca de São Paulo. Fotos: Levi Fanan.

A Pinacoteca de São Paulo inaugura a exposição Pop Brasil: vanguarda e nova figuração, 1960-70 na Grande Galeria do edifício Pina Contemporânea. A exposição reúne 250 obras de mais de 100 artistas, muitas delas expostas juntas pela primeira vez, proporcionando uma visão abrangente sobre a arte do período. Com curadoria de Pollyana Quintella e Yuri Quevedo, a mostra se divide em temas que remontam aos grandes acontecimentos do período, como o surgimento da indústria cultural, a ruptura democrática e transformações sociais de diversas ordens. Podem ser vistos trabalhos de Wanda Pimentel, Romanita Disconzi, Antonio Dias e muitos outros. O público poderá ainda vestir e experimentar os famosos parangolés de Hélio Oiticica.

Em um contexto de industrialização e turbulências políticas – Guerra Fria e ditadura civil-militar –, a produção artística nacional lida de maneira contestadora e irreverente com a massificação da cultura promovida pela televisão e os grandes veículos da imprensa e da publicidade. A partir da década de 1960, uma série de tendências figurativas internacionais ganham espaço no debate artístico nacional. Dentre essas tendencias está a Arte Pop, original do Reino Unido, mas que ganhou fama nos Estados Unidos por meio de figuras célebres com Andy Warhol, Roy Lichtenstein, Jasper Johns e Robert Rauschenberg. Entretanto, enquanto esses artistas trabalhavam a linguagem em um contexto de país desenvolvido, industrializado, e com uma produção massificada, artistas brasileiros lidavam com um cenário de subdesenvolvimento e desigualdade em que tinham de elaborar o trauma de uma sociedade oprimida pelo regime militar.

“A exposição lida com um momento da história do país que ainda hoje ressoa em nosso cotidiano. Olhar para essa produção é importante para entender o início da arte contemporânea entre nós, e também as questões disparadoras de muitos dos debates da atualidade. E, diante da reunião dessas obras, podemos entender a força coletiva dos artistas de uma geração que trabalhou para denunciar, protestar e sonhar com uma nova sociedade”, afirmam os curadores.

Sobre a exposição

O interesse dos artistas pela rua, fruto do desejo de ocupar espaços mais diversos e menos institucionalizados, marcou uma série de eventos nos últimos anos da década de 1960 e no início dos anos 1970. Entre eles, figura o “Happening das Bandeiras”, realizado em 1968 na Praça General Osório, em Ipanema, no Rio de Janeiro, que reuniu artistas como Nelson Leirner, Flávio Motta, Hélio Oiticica, Carmela Gross e Ana Maria Maiolino. Na ocasião, eles expuseram bandeiras serigrafadas em praça pública promovendo uma ocupação coletiva do espaço público, em busca de um acesso mais amplo e democrático para as artes visuais. O conjunto de bandeiras originais abre a exposição na Grande Galeria.

Na sequência, há trabalhos que tratam de uma indústria cultural em formação no Brasil, exibindo estrelas da música popular brasileira, graças aos festivais televisivos, em meio à febre da corrida espacial, que transformou astronautas em “ícones pop” e transmitiu imagens ao mundo do grande marco histórico que foi a chegada do homem à Lua. Grandes nomes do período estão reunidos, como Nelson Leirner, com seu altar para o rei Roberto Carlos, na obra Adoração (1966), Claudia Andujar, que fotografou Chico Buarque em 1968, Flávio Império, que retratou Caetano Veloso em Lua de São Jorge (1976), o artista popular Waldomiro de Deus, com seus foguetes característicos, Claudio Tozzi, com as obras Bob Dylan (1969), Guevara (1967), além de seus astronautas que marcaram a iconografia da pop à brasileira.

O desejo de rua e as rupturas

As restrições impostas pela ditadura civil-militar foram retratadas nas produções artísticas por meio de diferentes estratégias formais, poéticas e políticas. Na exposição, estão reunidas caricaturas de generais, presentes nas obras de Humberto Espíndola, Antonio Dias e Cybele Varela, desenhos dos presos políticos da coleção Alípio Freire, pertencentes ao Memorial da Resistência, registros fotográficos que Evandro Teixeira realizou na emblemática passeata dos 100 mil, além de trabalhos que procuraram intervir diretamente no contexto político, como as garrafas de coca-cola de Cildo Meireles, que compõem a obra Inserções em circuitos ideológicos (1970), e as trouxas ensanguentadas (1969) de Artur Barrio. Além disso, o tema da criminalidade também permeava as produções artísticas do período. Frente ao estado opressor, figuras de marginalidade foram evocadas como estratégia subversiva, contestando a moral e as leis. Dentre elas, destacam-se uma cena de crime pintada por Paulo Pedro Leal ainda no início dos anos 1960, o filme Natureza (1973) de Luiz Alphonsus e o clássico A bela Lindonéia (1967), de Rubens Gerchman.

O gesto pop se apropria ainda do imaginário da cidade, por meio de signos e códigos urbanos. É o caso de trabalhos como Marlboro (1976), em que Geraldo de Barros transforma restos de outdoor em pinturas, e as superfícies estruturadas com restos de acrílico e latão de Judith Lauand (Sem título, 1972). Na área central da galeria, estão reunidos trabalhos que expressam a disputa pelo espaço público. Setas, semáforos, festividades e proposições coletivas ganham centralidade nas obras. Buum (1966), de Marcelo Nitsche, Totém de interpretação (1969), de Romanita Disconzi, Lateral de ônibus (1969), de Raymundo Colares, e os emblemáticos parangolés de Hélio Oiticica, apresentados pela primeira vez há exatos 60 anos, na mostra Opinião 65, realizada no MAM-Rio, podem ser vistos pelo público. No caso de Oiticica, o visitante poderá, literalmente, experimentar os Parangolés, vestindo-os no espaço expositivo.

A década de 1960 também foi palco de uma revolução sexual fruto de eventos históricos como Maio de 68, na França, e o movimento hippie nos EUA. No núcleo sobre desejo e sexualidade, estão obras de artistas que pensaram as mudanças do estatuto da sexualidade no Brasil, atravessadas também pela cultura de massa. É o caso Wanda Pimentel, com sua série Envolvimento (1968), Teresinha Soares com A caixa de fazer amor (1967) e Antônio Dias em Teu corpo (1967), além de Maria Auxiliadora, Lygia Pape e Vilma Pasqualini.

A exposição Pop Brasil: vanguarda e nova figuração, 1960-70 é apresentada por Bradesco e patrocinada por Livelo, na categoria Platinum, Mattos Filho, na categoria Ouro e Nescafé Dolce Gusto, na categoria Prata. A mostra será exibida no Museu de Arte Latino-Americana de Buenos Aires (MALBA), na Argentina, de 5 de novembro de 2025 a 2 de fevereiro de 2026.

Serviço:

Pinacoteca de São Paulo

Edifício Pina Contemporânea | Grande Galeria

De quarta a segunda, das 10h às 18h (entrada até 17h)

Gratuitos aos sábados – R$ 30,00 (inteira) e R$ 15,00 (meia-entrada), ingresso único com acesso aos três edifícios – válido somente para o dia marcado no ingresso

2º Domingo do mês – gratuidade Mantenedora B3.

(Com Erico Marmiroli/Marmiroli Comunicação)

Desenvolvimento baseado em exploração de recursos e em grandes obras aprofundou desigualdades na Amazônia

Amazônia, por Kleber Patricio

Transformações como a construção de portos e estradas se intensificaram a partir dos anos 1940. Foto: Divulgação.

Um artigo publicado na sexta (6) na revista Acta Amazonica mostra que o modelo atual de desenvolvimento da Amazônia, centrado na extração de recursos naturais e implementação de grandes projetos – como barragens, estradas ou mineração – intensifica desigualdades sociais, destruição ambiental e conflitos territoriais. Esses projetos ainda trazem impactos duradouros para os ecossistemas e as comunidades locais, com efeitos agravados por mudanças climáticas e políticas permissivas.

Conduzido por cientistas de instituições como Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), Universidade Federal do Pará (UFPA) e Universidade da Califórnia (EUA), o artigo baseia-se em literatura acadêmica, relatórios técnicos e dados institucionais para apresentar os principais marcos históricos e políticos da Amazônia desde os anos 1940, considerando as políticas de desenvolvimento de cada época. Parte do conteúdo também foi derivado de levantamentos do Painel Científico para a Amazônia (SPA, na sigla em inglês), composto por 200 pesquisadores de diversos países.

A partir de políticas estatais voltadas à integração territorial e à modernização urbana-industrial, a Amazônia passou a abrigar grandes empreendimentos, como portos e estradas, que favoreceram interesses externos e desconsideraram a diversidade social e ecológica local. Nos anos 1990, com o avanço do neoliberalismo, observou-se o fortalecimento de mercados ilegais como grilagem, garimpo e tráfico de madeira e drogas.

O estudo revela que, diante dessas pressões, as populações locais têm buscado formas de resistência. Sobretudo na década de 80 e 90, movimentos indígenas se articularam com universidades, ONGs, ambientalistas e movimentos internacionais para garantir maior participação na formulação de constituições que contemplassem seus povos e que tivessem ficado de fora da Constituição de 1988. Dentre os resultados dessa luta, destaca-se o reconhecimento de territórios indígenas, quilombolas e de populações tradicionais e maior participação em fóruns de governança ambiental.

Segundo Philip Fearnside, pesquisador do INPA e um dos autores do artigo, o trabalho ajuda a romper com a visão simplista de que a Amazônia é um “vazio demográfico”. O bioma é descrito como um espaço complexo, feito de redes sociais, econômicas e culturais que foi moldado ativamente por seus habitantes – como ribeirinhos, quilombolas, indígenas e migrantes.

O pesquisador explica que, hoje, a maior parte da população da Amazônia vive em cidades. Mas apesar desses grandes centros urbanos, existe ao mesmo tempo uma ligação forte com a população que está na área rural, inclusive com migração de população”, explica. “Essa ligação muitas vezes se dá no âmbito familiar, com mulheres e crianças na cidade para terem acesso a escola e saúde e os homens no campo. Há também aumento de ligações comerciais, com transporte de produtos do campo de cada vez mais longe para os mercados urbanos”, completa.

A pesquisa propõe que as experiências locais sejam valorizadas na formulação de políticas públicas. Os autores defendem alternativas que conciliem justiça ambiental e conservação, com base em saberes tradicionais e participação ativa das comunidades. A expectativa é de que o trabalho ajude a repensar o modelo vigente de desenvolvimento, evitando que a Amazônia atinja pontos de não retorno ecológico e social.

(Fonte: Agência Bori)

Equipar UBS pode aumentar cobertura vacinal em até 86%, aponta estudo

Belo Horizonte, por Kleber Patricio

Municípios com UBS bem equipadas tiveram quase o dobro de chance de alcançar cobertura vacinal. Foto: FreePik.

Melhorias na estrutura das Unidades Básicas de Saúde (UBS) e na disponibilidade de imunobiológicos estão associadas a maiores coberturas vacinais nos municípios brasileiros. É o que indica estudo realizado pela UFMG publicado recentemente na Revista de Saúde Pública.

A pesquisa analisou dados de 3.977 municípios e as informações foram extraídas de duas bases públicas: o Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunizações (SI-PNI) e o Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica (PMAQ).

Entre os itens avaliados na estrutura das UBS estavam: existência de sala de vacinação, geladeira exclusiva, caixas térmicas, cartão de vacinação e serviço de vacinação. Já a disponibilidade de imunobiológicos considerou a presença contínua de oito vacinas: BCG, hepatite B, meningocócica C, poliomielite, pneumocócica 10, tríplice viral, tetravalente/pentavalente e rotavírus oral.

A estrutura das UBS e a oferta de vacinas foram classificadas como “boas”, “regulares” ou “ruins” com base em critérios padronizados. Unidades com seis ou sete dos itens avaliados foram consideradas de boa estrutura. Já aquelas com sete ou oito vacinas sempre disponíveis foram classificadas com boa disponibilidade de imunobiológicos. A cobertura vacinal foi pontuada a partir do número de vacinas com metas atingidas em cada município.

Quando a disponibilidade de vacinas é boa, os municípios com UBS bem estruturadas têm 86% mais chance de alcançar cobertura vacinal adequada em relação aos que têm estrutura ruim. O contrário também se observa: com a estrutura considerada boa, a chance de cobertura adequada é 48% maior quando a oferta de vacinas também é satisfatória. “É indispensável que a rede de frio funcione bem e que as vacinas estejam disponíveis nas unidades”, afirma Guilherme de Andrade Ruela, autor do estudo. “Mas é igualmente essencial que as UBS contem com o espaço, os equipamentos e insumos necessários para garantir a conservação e a aplicação eficaz e segura dos imunizantes”, diz.

O estudo também apontou oscilações na cobertura vacinal ao longo do tempo. Entre 2011 e 2015, a proporção de municípios com cobertura adequada subiu de 32,5% para 55,1%, mas caiu para 42,1% entre 2016 e 2019. A disseminação de notícias falsas, o avanço do movimento antivacina, o enfraquecimento de políticas preventivas e fatores socioeconômicos podem estar entre os principais motivos. “Sugere-se que essa queda ocorra de forma ainda mais visível dependendo da gestão vigente, ou seja, quando não há ações que fortaleçam o Programa Nacional de Imunizações (PNI), por parte, sobretudo, do Governo Federal”, alerta Ruela.

Segundo o pesquisador, a queda na cobertura vacinal provavelmente se manteve mesmo após o período analisado, agravada pela desinformação, avanço dos movimentos antivacina e maior hesitação vacinal. Ele destaca ainda o impacto da pandemia de Covid-19. “A pandemia alterou todo o funcionamento dos serviços de saúde e é possível observar uma redução das coberturas vacinais também nesse período”, diz, recordando que a situação emergencial vivida entre 2020 e 2023 alterou o fluxo de atendimentos nas UBS e afetou a organização dos serviços de saúde.

A pesquisa reforça que unir melhorias na infraestrutura das UBS à oferta adequada de imunizantes é essencial para atingir as metas do PNI. “Houve uma preocupação recente por parte do Governo Federal; o Ministério da Saúde propôs ações para reverter o quadro de quedas e colocar o Brasil, novamente, como destaque no que diz respeito ao programa de imunização”, afirma o autor. Para ele, monitoramentos contínuos são fundamentais para embasar novas políticas e intervenções.

(Fonte: Agência Bori)

Férias de Inverno em Bariloche: guia do que fazer com crianças

Bariloche, por Kleber Patricio

Patinação no gelo, esqui noturno e Museu do Chocolate são algumas das atividades com crianças para as férias de inverno na cidade argentina. Foto: Divulgação.

Com a chegada do inverno e o desejo — quase universal — de ver e sentir a neve, Bariloche se consolida como o destino ideal para as férias em família, principalmente para entreter as crianças. De atividades ao ar livre, como patinação no gelo e esqui, a roteiros culturais e gastronômicos, Bariloche encanta visitantes de todas as idades, em qualquer estação. Segundo dados recentes divulgados pela Emprotur, mais de 50% dos turistas internacionais que visitaram a cidade argentina em 2024 foram brasileiros.

Parada obrigatória em Bariloche nesta época do ano, os centros de esqui do destino — como Cerro Catedral, Cerro Otto e o Parque Piedras Blancas — possuem atividades próprias para crianças. A partir dos três anos, é possível praticar patinação em pistas de gelo, por exemplo. A atração conta com instrutores e equipamentos adequados, que podem ser alugados nos próprios centros. Também é possível fazer aulas de esqui em pistas com diferentes níveis de dificuldade, inclusive para iniciantes.

Outra atração muito procurada pelas crianças é o culipatin, o famoso “esquibunda”, atividade que consiste em deslizar por pistas de neve preparadas, utilizando trenós, proporcionando diversão para todas as idades. Além disso, há o snow tubing, que são descidas com boias infláveis em pistas de até mil metros de comprimento.

Também existem passeios em motos de neve e triciclos. São percursos guiados, com duração de cerca de 30 minutos, pelos bosques cobertos de neve, com paradas em mirantes para apreciar a vista da cidade e do Lago Nahuel Huapi. Essa atração requer o acompanhamento de pais ou responsáveis.

Outra experiência que combina esporte e diversão é o Winter Night, que consiste na prática de esqui durante a noite. No passeio, os turistas percorrem pistas iluminadas ou caminham com raquetes de neve pela floresta de lengas e ciprestes, árvores típicas da região.

Diversão além da neve

Em Bariloche também há opções de diversão para crianças além da neve. Uma delas é o Museu do Chocolate, uma atração com tour guiado e exposições que contam a história do doce. E, falando nele, Bariloche é muito conhecida por suas famosas chocolaterias, consideradas as melhores da Argentina.

Ainda no tema das atrações gastronômicas, a Confeitaria Giratória chama a atenção. Localizado a 1.405 metros de altitude, o estabelecimento gira 360º em uma velocidade quase imperceptível, mas que encanta os turistas com a vista panorâmica para o Parque Nacional Nahuel Huapi.

Outro ponto que agrada muito as crianças é o Museu da Patagônia. O local impressiona pela construção imponente e, claro, pelas exposições de história natural e antropologia cultural da região. Para quem gosta de aventura ao ar livre, tirolesa e arborismo estão disponíveis em diversos pontos da cidade, como no Cerro Otto e no Parque Piedras Blancas.

Para mais informações de Bariloche:

Site em português: Bariloche – Sitio Web Oficial de Turismo

Instagram em português: @barilochebrasil

Facebook em português: @BarilochePatagoniaBR

Site em espanhol: barilocheturismo.gob.ar

Instagram em espanhol: @barilochear.

Sobre a Emprotur Bariloche

A Emprotur é uma entidade mista responsável pelo fomento e promoção turística de Bariloche, um dos destinos mais requisitados da Argentina. A cidade abriga o centro de esqui mais desenvolvido da América do Sul, o Cerro Catedral, além do Cerro Campanário, considerado o oitavo lugar na lista das melhores vistas do mundo, segundo a National Geographic, e outros pontos turísticos ideais para a contemplação, como o Cerro Otto e o lago Nahuel Huapi. Bariloche é a capital nacional do turismo de aventuras, possuindo opções para a prática dos esportes de neve e de outras modalidades, como mountain bike, rafting, navegação e trekking. Localizada na região da Patagônia argentina, também é internacionalmente reconhecida pela produção de chocolates e cervejas artesanais.

(Com Patrícia Trindade/MAPA360)

Pesquisador Nicolai N. Petro propõe novo olhar sobre o conflito na Ucrânia

São Paulo, por Kleber Patricio

Capa do livro.

É possível enxergar os conflitos modernos com os olhos do teatro antigo? A tragédia grega pode oferecer respostas à crise que divide a Ucrânia? Pode uma forma artística milenar iluminar as raízes emocionais de guerras contemporâneas? São essas as perguntas que guiam A tragédia da Ucrânia, lançamento da Editora Unesp que propõe um olhar original sobre as causas e soluções possíveis para o conflito ucraniano ao recuperar a função restauradora da tragédia clássica na Atenas do século V a.C.

Escrito pelo professor e pesquisador norte-americano Nicolai N. Petro, o livro parte da convivência do autor com a sociedade ucraniana desde 2008 para explorar o ciclo trágico que aprisiona o país: uma tensão persistente entre identidade cultural russa e identidade cívica ucraniana, que não tem sido devidamente reconhecida pelas instituições nem pelas elites políticas. Inspirado por pensadores como Richard Ned Lebow e pelas obras de Sófocles, Eurípides e Ésquilo, o autor identifica mecanismos emocionais que perpetuam a polarização – como o nacionalismo extremo, a demonização de oponentes e a recusa ao diálogo – e propõe que a superação dessa tragédia exige, antes de tudo, uma mudança de atitude: olhar para dentro.

“A invasão da Rússia em 2022 começou quando eu estava dando os últimos retoques no capítulo final. Ela confirmou algumas partes de minha análise e me forçou a reavaliar outras. Ainda mais importante, ela confirmou a minha visão da política como um ciclo trágico impulsionado pelo medo mútuo e pela perda da capacidade de comunicação. Isso me sugere que não importa como o conflito militar seja resolvido, ele não porá fim ao ciclo trágico da Ucrânia, a menos que as elites do país também reconheçam como suas próprias ações estão contribuindo para a perpetuação desse ciclo”. 

A obra percorre eventos históricos marcantes, da anexação da Crimeia à ascensão da extrema-direita após 2014, passando pelas falhas dos Acordos de Minsk e outras tentativas frustradas de paz. Petro analisa como a insistência em narrativas unilaterais e o desprezo pela chamada “Outra Ucrânia” – composta por cidadãos que se reconhecem como culturalmente russos e civicamente ucranianos – alimenta um ciclo de medo mútuo e ressentimento. Em sua conclusão, sugere a criação de uma Comissão de Verdade e Reconciliação, moldada pelos valores do patriotismo republicano, como um caminho possível para a restauração do tecido social.

Sobre o autor | Nicolai N. Petro é professor de ciência política na Universidade de Rhode Island, especializado em Rússia e Ucrânia. Seu foco profissional está no papel que a religião, a história e os símbolos culturais podem desempenhar no desenvolvimento democrático.

Título: A tragédia da Ucrânia: o que a tragédia grega pode nos ensinar sobre a solução de conflitos

Tradução: Rachel Meneguello

Número de páginas: 405

Formato: 16 x 23 cm

Preço: R$ 110

ISBN: 978-65-5711-273-1

Mais informações sobre a Editora Unesp estão disponíveis no site oficial.

(Com Diego Moura/Pluricom Comunicação Integrada®)