Notícias sobre arte, cultura, turismo, gastronomia, lazer e sustentabilidade

Arte & Cultura

Rio de Janeiro

Etc e Tal transforma “Dom Quixote” em uma experiência visual arrebatadora e reafirma a força da mímica brasileira no cenário contemporâneo

por Kleber Patrício

Uma das companhias mais importantes do teatro físico brasileiro, a carioca Etc e Tal apresenta Dom Quixote, espetáculo infanto-juvenil sem palavras que reinventa o clássico de Miguel de Cervantes por meio da mímica, da comicidade gestual e de uma sofisticada dramaturgia visual. A estreia acontece no dia 7 de março de 2026 no Teatro Glaucio […]

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Lazer & Gastronomia

Inglaterra

British Pullman, A Belmond Train, Inglaterra, apresenta “Celia”, vagão exclusivo assinado por Baz Luhrmann e Catherine Martin

por Kleber Patrício

Novo vagão é dedicado a eventos e jantares privados; espaço foi idealizado e desenhado pelo cineasta Baz Luhrmann, diretor de filmes como Moulin Rouge!, The Great Gatsby e Elvis, e pela figurinista e designer de produção Catherine Martin, quatro vezes vencedora do Oscar por seu trabalho em Moulin Rouge! e The Great Gatsby

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Museu da Imigração recebe 3ª edição do Festival Viva! Japão

São Paulo, por Kleber Patricio

Wadan Taiko Ensemble, no VIVA! Japão 2024. Foto: Divulgação/Museu da Imigração.

O Museu da Imigração (MI) realiza, pelo terceiro ano seguido, o VIVA! Japão. O festival acontece nos dias 14 e 15 de junho e integra as comemorações dos 130 Anos de Amizade Brasil-Japão, que celebra o estabelecimento das relações diplomáticas entre os países. Em 2025, o evento tem o apoio da Secretaria Municipal de Turismo de São Paulo, apoio institucional da Fundação Japão e curadoria cultural da Tasa Eventos.

O VIVA! é um festival idealizado e promovido pelo Museu da Imigração desde 2017 e, a cada edição, reverencia a cultura de um país ou região. Em sua 3ª edição, o VIVA! Japão se consolida como um dos mais relevantes eventos de difusão, promoção e vivência da cultura nipônica no país. Com uma ampla gama de atrações nas áreas da dança, música, gastronomia, artesanato, performances, oficinas e experiências, o evento, que terá 12 horas de duração, em dois dias. A programação apresenta um panorama de aspectos diversos da cultura, desde os mais tradicionais, como, por exemplo, a cerimônia do chá, cerâmica, dança kabuki, escrita tradicional japonesa e shows com tambores de Taikô até concurso de Cosplay, Anime Songs, experiência em realidade virtual e apresentações de artistas da música Pop.

Entre os destaques que se apresentarão no tradicional palco montado no jardim do MI está a jovem cantora nissei Elize Fleury, que este ano venceu, no Japão, o 1º lugar do concurso Monomane the World, da Fuji TV, concorrendo com cantores de 37 países. Dois outros nomes da música, renomados na comunidade japonesa no Brasil, que estarão presentes são os cantores de J-Pop Karen Ito e Joe Hirata. Também entre as atrações estão Ryukyu Koku Matsuri Daiko e Wadan Taiko Ensemble, que trazem apresentações em dois estilos diferentes de Taikô, os tradicionais tambores japoneses; concurso de Cosplay; show de Anime Songs com Trio Time Linde e apresentação do mágico Kevin Iwassaki.

O festival ainda traz vivências culturais e exposições na área do artesanato e das artes plásticas. A reconhecida artista ceramista Hideko Honma transporta seu ateliê para o evento, onde, além de ministrar oficinas de Chawan – recipiente bastante simbólico e tradicional utilizado na secular cerimônia do chá –, também proporcionará uma experiência exclusiva aos visitantes do VIVA! Japão: a visitação à Exposição itinerante em homenagem a Sua Alteza Imperial Princesa Kako em visita ao Brasil, que conta com peças de cerâmica produzidas pela artista (e seus alunos ceramistas brasileiros e nipo brasileiros) cuidadosamente selecionadas para a ocasião da estadia da princesa do Japão em nosso país. A mostra tem o selo comemorativo dos 130 anos do Tratado de Amizade, Comércio e Navegação. Como parte da experiência, Hideko ainda convida o Centro de Chado Urasenke do Brasil, que irá realizar a Cerimônia do Chá. Tanto as oficinas de cerâmica como a cerimônia do chá têm vagas limitadas e preenchidas por ordem de chegada.

Entre as demais oficinas e exposições que compõem o evento estão técnicas como Mangá, Oshibana e Origami, Shuji (caligrafia) e Ikebana, além da experiência de realidade virtual que, organizada pela Fundação Japão e criada para ser exibida em planetários no Japão, traz a história dos tradicionais fogos de artifício japoneses (hanabi).

Outro ponto alto do evento é a área gastronômica que traz comidas típicas do Japão, desde as mais tradicionais até opções da culinária contemporânea. Estarão presentes expositores como Yu Yatai (takoyaki, okonomiyaki,nikuman); COA (lamen, udon, temaki, tempura, kare); Chen’s (yakisoba, guioza, bolinha de kani, hot roll, poke); Dogkebi (stick dog); Revan (bubble waffle e bubble tea); Hachi Crepe (Crepe Japonês, Taiyaki) entre outros. Também estarão presentes expositores de produtos japoneses em geral.

Por fim, o Centro de Preservação, Pesquisa e Referência (CPPR) do Museu da Imigração promoverá uma roda de conversa com o tema Representatividade Amarela, conduzida pela ativista e multiartista Tatiane Takiyama.

Serviço:

VIVA! Japão

Datas: 14 e 15 de junho

Horário: das 10h às 18h

Entrada gratuita

Ingressos: Retirada exclusiva pessoalmente na bilheteria do Museu, nas datas do evento (Evento com capacidade limitada e sujeito à lotação)

Programação de Palco | Sábado, 14 de junho

12h00 Cerimônia de abertura

12h30 Ryukyu Koku Matsuri Daiko (Taikô Okinawa)

13h15 Show musical – Joe Hirata (J-Pop)

13h45 Show musical – Elize Fleury (City Pop)

14h45 Show musical – Diogo Miyahara (Tokusatsu)

15h30 Desfile e Concurso Cosplay

16h30 Cia. Fujima (Dança Kabuki)

17h00 Show musical – Paula Hirama (Enka)

Programação de Palco | Domingo, 15 de junho

12h30 Wadan Taiko Ensemble (Taikô)

13h00 Show musical – Pamela Yuri (J-Pop)

14h00 Show de Mágica – Kevin Iwassaki (Mágica)

14h30 Trio Time Line (Anime Songs)

15h30 Desfile e Concurso Cosplay

16h30 Wadan Taiko Ensemble (Taikô)

17h00 Show musical – Serginho Tanigawa (J-Pop)

Oficinas* | Sábado e Domingo, 14 e 15 de junho

*vagas limitadas e por ordem de chegada

Oficina de Chawan (cerâmica) – com Atelier Hideko Honma | Das 10h45 às 12h e 14h às 15h15

Oficina de Modelagem de Pequenos Budinhas – com Atelier Hideko Honma (Eliane Kanki) |Das 10h45 às 12h e 14h às 15h15

Cerimônia do Chá – com Centro de Chado Urasenke do Brasil |Somente no domingo, das 12h10 às 12h50 e das 15h30 às 16h10

Mangá (Japan Sunset Escola de Mangá)

Origami (Sayuri Arts)

Oshibana (Oshibana Art)

Shuji (Caligaria Japonesa)

Experiência de Realidade Virtual – Hanabirium (Fundação Japão)

Exposições:

Exposição itinerante em homenagem a Sua Alteza Imperial Princesa Kako em visita ao Brasil (Atelier Hideko Honma) | Das 10h às 18h

Oshibana e Ikebana

A programação está sujeita a alterações sem aviso prévio.

Museu da Imigração

Rua Visconde de Parnaíba, 1.316 – Mooca – São Paulo/SP

Tel.: (11) 2692-1866

Funcionamento: de terça a sábado, das 9h às 17h; e aos domingos, das 10h às 17h

Acessibilidade no local – Bicicletário na calçada da instituição | Metrô Bresser-Mooca.

(Com Gabriela Moraes/Museu da Imigração)

Rádio Cultura Brasil homenageia os 80 anos de Ivan Lins com cinco dias de programação especial

São Paulo, por Kleber Patricio

Foto: Reprodução/Instagram @ivanlinsoficial.

A partir deste sábado (14/6), a Rádio Cultura Brasil inicia diversas homenagens aos 80 anos do cantor e compositor Ivan Lins, grande nome da música popular brasileira. A programação se estende por cinco dias, com vários especiais sobre a vida do artista.

As comemorações iniciam às 8h, com apresentação de Solano Ribeiro, que destaca as composições e registros de Ivan Lins feitos de forma independente. No mesmo dia (14/6), às 17h, o programa DiscoTeca apresenta obras do compositor, interpretadas por ele mesmo, e escolhidas por Teca Lima.

No domingo (15/6), são dois destaques: às 11h um show especial gravado ao vivo com a Brasil Jazz Sinfônica e, às 17h, tem Balaio, com Renato e Chico Teixeira, em um episódio que Ivan Lins foi convidado e falou dos seus 50 anos de música.

Na segunda-feira (16/6), data de aniversário do cantor, a homenagem começa às 7h, no Música e Notícia (apresentado por Laura Mayumi), com depoimentos de artistas que conviveram com Ivan Lins, como Rita Benneditto, Roberto Menescal e Luciana Mello. Em seguida, entre 11h e 12h, Fabiana Ferraz atende a pedidos de ouvintes, feitos pelo Instagram da Cultura Brasil, no programa Galeria. Às 13h, em Dissonantes, o jornalista André Barcinski faz sua seleção de cada um dos doze primeiros discos do músico. A partir das 15h, o Estúdio 77, com Alexandre Ingrevallo, apresenta trechos de entrevistas históricas de Ivan Lins do acervo da Rádio Cultura Brasil. Às 18h, o De volta pra Casa traz sucessos instrumentais do cantor.

Na quarta-feira (18/6), às 17h, o Contraponto traz uma edição especial sobre o músico com seleção musical comentada pelo produtor João Marcelo Bôscoli. No sábado, (21/6), às 17h, Discoteca com Teca Lima apresenta uma segunda edição dedicada a Ivan Lins.

Serviço:

Programação especial da Rádio Cultura Brasil – Ivan Lins 80 Anos

Sábado, 14 de junho, às 8h (Solano Ribeiro) e às 17h (Discoteca)

Domingo, 15 de junho, às 11h (Brasil Jazz Sinfônica) e às 17h (Balaio)

Segunda-feira, 16 de junho, das 7h às 23h (ao longo dos programas da emissora)

Quarta-feira, 18 de junho, às 17h, Contraponto

Sábado, 21 de junho, às 17h, Discoteca

Rádio Cultura Brasil

FM – 77,9 MHz

AM – 1.200 kHz

TV Digital – Canal 2.4

www.culturabrasil.com.br

App – Cultura Play.

(Fonte: TV Cultura)

Eventos extremos como inundação no rio Juruá se tornam 2,5 vezes mais prováveis com mudanças climáticas

Amazônia, por Kleber Patricio

Inundação do Rio Juruá em 2021 afetou mais de 43 mil pessoas, e as perdas econômicas foram estimadas em 16,7 milhões de dólares. Foto: Marcos Vicentte/Secom/Agência de Notícias do Acre.

Eventos extremos como as inundações de 2021 na bacia do rio Juruá, no Oeste da Amazônia, se tornam 2,5 vezes mais prováveis devido às mudanças climáticas na comparação com um cenário sem interferência humana. A constatação é de artigo da parceria de Ciência para Serviços Climáticos Brasil (CSSP-Brasil), que envolve cientistas de instituições nacionais, como o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), e estrangeiras, como a Universidade de Viena (Áustria) e a Universidade de Oxford (Reino Unido). O estudo foi publicado na revista científica International Journal of Disaster Risk Reduction no último dia 29 de maio.

O trabalho constatou, ainda, que as ações humanas aumentaram os riscos associados ao evento. 61% da probabilidade total de ocorrência da inundação de 2021 pode ser atribuída diretamente às mudanças climáticas — levando um evento que naturalmente se repetiria em 107 anos a acontecer em 42 anos. Na ocasião, mais de 43 mil pessoas sofreram impactos diretos, e as perdas econômicas foram estimadas em 16,7 milhões de dólares – sendo que 10 milhões podem ser atribuídos às mudanças climáticas, segundo o artigo.

Para avaliar o impacto ambiental, os pesquisadores utilizaram dados do Sistema Nacional de Informações sobre Recursos Hídricos, do Instituto Nacional de Meteorologia, do Cemaden e do conjunto de dados Climate Hazards Group InfraRed Precipitation with Station data (CHIRPS), que mapeia a precipitação ao longo do tempo com base em informações de satélites e de pluviômetros. Para a estimativa do impacto socioeconômico, os cientistas usaram dados do Sistema Integrado de Informações sobre Desastres, plataforma do Sistema Nacional e Proteção e Defesa Civil que reúne informações sobre riscos e desastres nos municípios brasileiros.

No caso das inundações do rio Juruá – que atravessa os estados do Acre e do Amazonas –, a precipitação entre os meses de dezembro de 2020 a março de 2021 foi 48% maior do que a média para o período. As cheias também afetaram 25 km² de área urbana e 1.150 km² de áreas de pastagem, prejudicando a mobilidade da população afetada e contaminando solos agrícolas utilizados para subsistência.

Porém, os dados subestimam o real impacto, como destaca a coautora Renata Pacheco Quevedo: “Ao considerar a realidade brasileira, principalmente de uma região de extrema relevância estratégica e ambiental como a Amazônia, o estudo evidenciou gargalos relacionados à coleta, padronização e integração dos dados sobre impactos”. As lacunas limitam a compreensão completa dos danos causados, como gastos relacionados a hospitalizações e tratamentos de condições como ansiedade e depressão. “Esses gastos não previstos acabam afetando todo o sistema de saúde; portanto, considerar impactos socioeconômicos a longo prazo ajuda a garantir respostas mais eficazes e medidas preventivas mais precisas”, avalia a autora.

Mesmo com a abordagem mais conservadora, a magnitude das consequências surpreendeu os cientistas — especialmente devido aos impactos severos sobre 22 municípios cobertos parcialmente ou totalmente pela bacia, incluindo comunidades ribeirinhas altamente dependentes das dinâmicas de água para suas atividades econômicas. “Os resultados nos fizeram refletir sobre a urgência de aproximar a ciência da tomada de decisões políticas, independentemente de ideologias, partidos ou religiões. Sem uma ação coordenada e baseada em evidências, esses impactos continuarão a ser socializados, contribuindo para o empobrecimento do país como um todo”, concluem as autoras Renata Quevedo e Liana Anderson.

(Fonte: Agência Bori)

No Dia Mundial do Oceano, mulheres cientistas ainda estão longe da equidade

Brasil, por Kleber Patricio

Vida marinha é tema central da ciência oceânica, mas as mulheres seguem sub-representadas na produção científica. Foto: Pexels.

Por Germana Barata e Washington Segundo — Neste Dia Mundial do Oceano (8), ainda não há o que comemorar quando se trata da equidade de mulheres cientistas. A Década do Oceano chega à metade em 2025, e a primeira avaliação sobre a contribuição de mulheres na produção científica sobre o oceano no Brasil não é nada animadora.

Por meio da rede Ressoa Oceano em parceria com o Instituto Brasileiro de Informação de Ciência e Tecnologia (Ibict) avaliamos 1,3 milhão de artigos, de 2018 a 2024, com ao menos uma autoria brasileira, disponíveis no banco de dados OpenAlex, um dos mais representativos bancos de publicações científicas do mundo. Desse total, 4,6% estão relacionados ao oceano.

A partir desse vasto universo de publicações, selecionamos 31 tópicos categorizados no OpenAlex relacionados ao oceano e identificamos a autoria de especialistas homens e mulheres, a partir do primeiro nome, além de sua posição de liderança na autoria e o tipo de acesso do artigo.

O levantamento mostra que as mulheres estão próximas de atingir a equidade na produção científica quando consideramos todas as áreas do conhecimento, com 46% de participação contra 48% de homens. Porém, quando se trata do oceano, elas ainda são minoria: 38% contra 57%. O percentual residual corresponde a artigos em que não foi possível definir o gênero pelo primeiro nome.

E as perspectivas futuras não são animadoras, já que os valores têm se mantido estáveis desde 2018, sem perspectivas de mudanças para as mulheres que investigam o oceano. O mais impressionante é que os dados do Censo do Ensino Superior do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas (Inep), realizado entre 2009 e 2022, informam que mais de 56% de estudantes de graduação em oceanografia são mulheres – 60,9% no mestrado e 52,2% no doutorado. Portanto, elas são maioria na área mais diretamente ligada ao oceano, a oceanografia.

Além disso, identifica-se no estudo realizado que há um claro crescimento do número de coautores por publicação.  O que isso quer dizer? Que, apesar da produção científica ter diminuído mundialmente, principalmente com a pandemia da Covid-19, como algumas análises reforçam (vide a realizada em 2023 pela Agência Bori com a editora científica Elsevier), a colaboração de cientistas do Brasil cresceu, saindo da média de 4 autores por artigo em 2018 para chegar ao valor médio de 6 coautores por artigo em 2024.

A colaboração pode ser uma alternativa aos impactos negativos provocados pela diminuição de recursos para a ciência combinada ao aumento nos custos de publicação, que podem variar de US$ 2.000 a US$ 3.400, e chegar a chocantes US$ 12.000! Esses efeitos, se não mitigados, poderão seguir impactando as mulheres cientistas, e suas representações de liderança na pesquisa.

Esse é o primeiro levantamento de uma série anual que visa monitorar a produção científica sobre o oceano ao longo da década do Oceano, uma iniciativa da Unesco para melhorar as condições de degradação da saúde do oceano até 2030.

Até aqui, os dados mostram que será preciso grandes investimentos das agências de fomento e instituições de pesquisa voltadas para o oceano. Apesar de ocupar pouco mais de 70% da superfície do planeta, o oceano recebe apenas 1,7% dos recursos para a ciência. E, neste dia, lembramos que o oceano é absolutamente essencial para a vida neste planeta azul, como pede a comunidade científica. Acrescenta-se o fato de que hoje se inaugura o Congresso do Oceano das Nações Unidas, na cidade litorânea francesa de Nice, quando negociações serão acordadas pelos países membros, incluindo o Brasil.

Políticas científicas precisam ser desenhadas e executadas para que as mulheres cientistas que se dedicam a desvendar o oceano possam comemorar, em 2030, a equidade de gênero.

Sobre os autores:

Germana Barata é pesquisadora do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo da Unicamp e coordena a rede de comunicação sobre o oceano Ressoa Oceano, que produz e compartilha conteúdos sobre oceano, além de analisar dados relacionados à produção científica e a cobertura jornalística sobre o oceano.

Washington Segundo é coordenador-geral de informação científica e técnica do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict) e lidera projetos voltados à Ciência Aberta, repositórios digitais, interoperabilidade de sistemas e gestão de dados científicos.

Os artigos de opinião publicados não refletem, necessariamente, a opinião da Agência Bori ou do site Kleber Patricio Online.

(Fonte: Agência Bori)

No Sesc Santana: sabores da Paulistânia são celebrados em vivência gastronômica

São Paulo, por Kleber Patricio

Foto: Divulgação.

Nos dias 14 e 15, o Sesc Santana promove uma vivência que convida o público a explorar a riqueza da cultura alimentar caipira por meio de um passeio sensorial e afetivo pelos sabores da Paulistânia — região histórico-cultural que abrange o estado de São Paulo e áreas do Sudeste e Sul do Brasil.

Conduzida por Úrsula Ferro, pesquisadora da alimentação tradicional e idealizadora da Ayá Comidas Nativas, a atividade reúne histórias, objetos, causos e, claro, muita comida. Durante o encontro, serão preparados e degustados pratos típicos da culinária caipira, todos com base no milho — ingrediente central dessa tradição — e outros produtos vegetais.

A proposta valoriza o uso de alimentos regionais, ao mesmo tempo em que apresenta uma abordagem contemporânea, com receitas exclusivamente vegetais que ampliam o repertório gastronômico e nutricional dos participantes. Mais do que cozinhar, o encontro é um convite à prosa e à escuta das memórias que fazem parte do jeito caipira de viver e comer.

Serviço: 

Datas dos eventos: 14/6 | sábado | 12h30 — 15/6 | domingo | 12h30

Classificação livre. A partir de 12 anos. Gratuito – Entrega de senhas no local com 30 minutos de antecedência

Endereço: Sesc Santana – Av. Luiz Dumont Villares, 579 – Jd. São Paulo.

Local: 30 lugares – Espaço de Tecnologia e Artes (ETA)

Duração: 180 minutos.

Acesso para pessoas com deficiência – estacionamento.

Estacionamento – R$ 17,00 a primeira hora e R$ 4,00 a hora adicional – desconto para credenciados.

Paraciclo: gratuito (obs.: é necessário a utilização de trava de segurança). 19 vagas.

Para informações sobre outras programações, acesse o portal Sesc SP.

(Com Leandro Pereira/Sesc SP)