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Lazer & Gastronomia

São Paulo, SP

Quatro viagens no tempo, um só lugar: o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual

por Kleber Patrício

Devido ao sucesso das três expedições em realidade virtual iniciadas em setembro de 2025, o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual anuncia a prorrogação de suas atividades. Além da extensão do prazo, o centro cultural traz uma novidade de peso: a exibição simultânea de quatro roteiros distintos que transportam os visitantes por bilhões de anos de […]

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Em quase duas décadas, mercado editorial encolhe 44%

São Paulo, por Kleber Patricio

Foto: Thomas Franke/Unsplash+.

A série histórica da Pesquisa Produção e Vendas do Setor Editorial Brasileiro, estudo coordenado pela Câmara Brasileira do Livro (CBL) e pelo Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL), com apuração da Nielsen BookData, mostra que, pelo quinto ano consecutivo, o setor editorial apresenta recuo em termos reais nas vendas realizadas ao mercado. A queda de 2006 a 2024 agora chega a 44%. Se considerarmos as vendas totais, incluindo aí as transações com o governo por meio dos planos de compra de livros, a queda no período é de 30% (veja na íntegra). “As fortes quedas nos dois subsetores com maior valor médio, CTP e Didáticos, são forças importantes nesta queda do resultado geral. Mas os demais segmentos não ficaram imunes à queda generalizada nestes quase 20 anos da série. Isto é bastante preocupante em um país que precisaria aumentar o índice de leitura para reduzir suas desigualdades sociais através da Educação”, comentou Dante Cid, presidente do SNEL.

“Os dados refletem um alerta que o setor já vem sinalizando: a urgência de políticas públicas consistentes para o fomento à leitura, à produção editorial e à valorização do livro no Brasil. O encolhimento de quase metade do mercado em duas décadas impacta diretamente na formação de leitores, no acesso ao conhecimento e na sustentabilidade de toda a cadeia produtiva. Precisamos, mais do que nunca, de um pacto nacional em defesa do livro, da leitura e da educação de qualidade”, destaca Sevani Matos, presidente da Câmara Brasileira do Livro.

“A última década foi marcada por inúmeros desafios e transformações. A série reforça a importância de analisarmos o mercado com foco em cada um dos subsetores, já que o impacto dessas turbulências variou significativamente entre eles. Didáticos passa por uma profunda transformação — algo semelhante ao que observamos em CTP, onde a estratégia voltada para o digital tem se mostrado acertada. Religiosos foi menos afetado pelas crises, mas enfrenta dificuldades para recuperar os preços, que permanecem estagnados desde 2013. Já o segmento de Obras Gerais tem obtido bons resultados, mesmo com a queda no número de exemplares vendidos, graças à recuperação dos preços, que hoje se aproximam dos níveis de 2010”, destaca Mariana Bueno, coordenadora de pesquisas da Nielsen BookData.

As participações dos subsetores CTP (Científico, Técnico e Profissional) e Didáticos que eram de 21% e 33% em 2006, tendo o seu pico em 2012 (CTP chegou a representar 26% da categoria em vendas a mercado) e em 2016, 2017 e 2018 (quando Didáticos teve 37% de todas as vendas), agora representam 15% e 29%, respectivamente. Em 2024, Obras gerais representam 39% das vendas ao mercado (era 35% em 2006) e Religiosos tem 17% da fatia do mercado (era 11% em 2006).

A queda do subsetor de Didáticos desde 2006 é de 51% das vendas ao mercado. Pela primeira vez em 19 anos, o número de exemplares comercializados ficou abaixo dos 30 milhões. No acumulado dos últimos cinco anos, as editoras de livros didáticos registraram recuo de 25% em termos reais nas vendas realizadas ao mercado. A forte retração das editoras de Didáticos foi o principal fator para o desempenho negativo, em termos reais, da indústria em 2024. Pela primeira vez, a venda de livros ao mercado representa menos de 40% do faturamento das editoras de Didáticos.

Em 2024, o preço médio real do subsetor de Obras Gerais se aproximou dos níveis praticados no início da última década. Ainda assim, permanece 27% abaixo do valor registrado em 2006. O reajuste de preços tem sido a estratégia adotada pelas editoras para compensar as perdas acumuladas ao longo dos últimos 19 anos.

O subsetor de Religiosos registrou um recuo de 10% ao longo dos últimos 19 anos. Apesar da retração expressiva, esse desempenho representa o melhor resultado entre os subsetores. Em CTP, embora 2024 tenha registrado uma queda real de 2%, esse foi o melhor desempenho anual em termos reais da década. No acumulado desde 2006, a queda é de 61%.

Mercado Digital do Setor Editorial

A “Pesquisa Conteúdo Digital do Setor Editorial Brasileiro”, outra parceria entre o SNEL e a CBL, com apuração da Nielsen BookData, apresenta a série histórica do desempenho real do mercado digital do setor (veja na íntegra).

Na categoria À La Carte, ou seja, quando há a comercialização de uma unidade inteira de e-book ou audiobook, a evolução do faturamento das editoras apresentou um crescimento de 200% nos últimos seis anos.

Já as “Outras Categorias”, que agrupa em um único segmento do levantamento as formas de comercialização Bibliotecas Virtuais, Assinaturas, Cursos Online e Plataformas Educacionais, mostraram crescimento de 30% em 2024 em relação ao ano anterior. Dentro deste guarda-chuva, a subcategoria de Bibliotecas Virtuais apresentou um crescimento 378% nos últimos seis anos.

O desempenho do conteúdo digital impulsionou, pela primeira vez, o crescimento real de todo o setor em 2024, isto é, descontando a inflação. Atualmente, o mercado digital atualmente representa 9% do mercado.

(Com Camila Del Nero/SNEL)

Osesp toca a ‘Quarta’ de Shostakovich com regente Vasily Petrenko na Sala São Paulo nesta semana

São Paulo, por Kleber Patricio

A Osesp. Foto: Mario Daloia.

A Fundação Osesp e o Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, apresentam na Sala São Paulo a Temporada Osesp 2025.

Nesta semana, de quinta-feira (10/jul) a sábado (12/jul), a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo – Osesp estará sob a batuta do regente russo Vasily Petrenko. Na primeira das duas semanas que passará com a Orquestra, o maestro explora a música do brasileiro Felipe Lara (1976-) e de seu compatriota Dmitri Shostakovich (1906–1975), tocando sua Sinfonia nº 4 em dó menor. Vale lembrar que a apresentação de sexta-feira (11/jul), às 20h, será transmitida ao vivo pelo canal da Osesp no YouTube.

Vasily Petrenko. Foto: Mark McNulty.

Encomendada para a celebração dos 70 anos da Osesp, Breathing blocks, de Felipe Lara, gravita em torno da “cidade de São Paulo e [d]a própria ideia da orquestra como entidade”. Na visão do compositor, metrópole e grupo sinfônico partilham de uma natureza contraditória e representam entidades complexas, a um só tempo monumentais mas intimistas, rígidas mas versáteis, e sempre em transformação. A obra é dedicada à memória da compositora finlandesa Kaija Saariaho (1952–2023) e recebe aqui sua estreia mundial.

Na Sinfonia nº 4 de Shostakovich estão presentes várias das características que constituem seu estilo, como a influência de Mahler, o gosto pela experimentação e pelas danças populares, e uma certa atração por efeitos grotescos ou bizarros. O compositor concluiu a obra em 1936, sob um clima de grande pressão política, e ela seria estreada apenas em 1961 pela Filarmônica de Moscou.

Simon Trpceski. Foto: B Ealovega.

Este programa marca a despedida do flautista José Ananias, após quase quatro décadas de dedicação à música junto da Osesp. Natural do Amapá, Ananias formou-se pela Escola Municipal de Música de São Paulo, onde é professor desde 1990, além de ter feito aperfeiçoamentos em Paris. Foi ainda professor da Academia de Música da Osesp e é membro do Quinteto de Sopros Camargo Guarnieri.

Já no domingo (13/jul), às 18h, o pianista macedônio Simon Trpceski estrela a terceira data da série de recitais da Temporada 2025, na Estação Motiva Cultural, interpretando obras de Beethoven, Ravel e Tchaikovsky — incluindo a Suíte nº 1 do balé O Quebra-nozes, em transcrição para piano de Mikhail Pletnev.

Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo – Osesp

A Sala São Paulo. Foto: Manuel Sá.

Desde seu primeiro concerto, em 1954, a Osesp tornou-se parte indissociável da cultura paulista e brasileira, promovendo transformações culturais e sociais profundas. A cada ano, a Osesp realiza em média 130 concertos para cerca de 150 mil pessoas. Thierry Fischer tornou-se diretor musical e regente titular em 2020, tendo sido precedido, de 2012 a 2019, por Marin Alsop. Seus antecessores foram Yan Pascal Tortelier, John Neschling, Eleazar de Carvalho, Bruno Roccella e Souza Lima. Além da Orquestra, há um coro profissional, grupos de câmara, uma editora de partituras e uma vibrante plataforma educacional. A Osesp já realizou turnês em diversos estados do Brasil e também pela América Latina, Estados Unidos, Europa e China, apresentando-se em alguns dos mais importantes festivais da música clássica, como o BBC Proms, e em salas de concerto como o Concertgebouw de Amsterdam, a Philharmonie de Berlim e o Carnegie Hall em Nova York. Mantém, desde 2008, o projeto “Osesp Itinerante”, promovendo concertos, oficinas e cursos de apreciação musical pelo interior do estado de São Paulo. É administrada pela Fundação Osesp desde 2005.

Vasily Petrenko regente

Diretor musical da Filarmônica Real de Londres, regente emérito da Filarmônica Real de Liverpool e regente associado da Sinfônica de Castilla y León. Foi regente titular da Orquestra Jovem da União Europeia, da Filarmônica de Oslo e da Orquestra Jovem Nacional da Grã-Bretanha, além de ter sido diretor artístico da Orquestra Acadêmica Estatal da Rússia. Petrenko colabora com algumas das orquestras mais prestigiadas do mundo, como as Filarmônicas Tcheca, de Berlim, de São Petersburgo e de Los Angeles, a Sinfônica da Rádio Bávara, a Orquestra do Gewandhaus de Leipzig, as Sinfônicas de Londres, de São Francisco, de Boston e de Chicago, a Orquestra Nacional de França e a Philharmonia Orchestra. Participou de festivais como o de Edimburgo e o de Grafenegg, além de apresentar-se com frequência nos BBC Proms. Sua ampla discografia inclui ciclos sinfônicos de Shostakovich, Rachmaninov, Elgar, Scriabin e R. Strauss. Recebeu o prêmio de Artista do Ano no Gramophone Awards [2017] e de Artista Masculino do Ano de 2010 no Classical BRIT Awards. Em 2024, lançou uma academia para jovens regentes junto à Filarmônica Nacional Armeniana.

PROGRAMA

ORQUESTRA SINFÔNICA DO ESTADO DE SÃO PAULO – OSESP

VASILY PETRENKO regente

Felipe LARA | Breathing blocks [Encomenda da Osesp | Estreia mundial]

Dmitri SHOSTAKOVICH | Sinfonia nº 4 em dó menor, Op. 43

SIMON TRPCESKI piano

Ludwig van BEETHOVEN | 12 variações sobre uma dança russa do balé “A Dama da Floresta”

Pyotr Ilyich TCHAIKOVSKY

As estações, Op. 37a: Outubro – Música de outono

Dumka em dó menor, Op. 59

Ludwig van BEETHOVEN | 32 variações para piano sobre um tema original em dó menor

Maurice RAVEL | Valsas nobres e sentimentais

Pyotr Ilyich TCHAIKOVSKY | O Quebra-Nozes: Suíte nº 1, Op. 71a [arranjo de Mikhail Pletnev].

SERVIÇO:

10 de julho, quinta-feira, 20h00

11 de julho, sexta-feira, 20h00 [Concerto Digital]

12 de julho, sábado, 16h30

13 de julho, domingo, 18h00 [Recital]

Endereço: Praça Júlio Prestes, 16, Campos Elíseos, São Paulo, SP

Capacidade: 1.388 lugares (Sala São Paulo) | 543 lugares (Estação Motiva Cultural)

Recomendação etária: 07 anos

Ingressos: De R$ 42,00 a R$ 295,00 (valores inteiros*)

Bilheteria (INTI): neste link [Osesp] | neste link [Recital]

Telefone: (11) 3777-9721, de segunda a sexta, das 12h às 18h.

Estacionamento: Rua Mauá, 51 | R$ 39,00 (noturno, sábado e domingo após às 12h30) | 600 vagas; 20 para pessoas com deficiência; 33 para idosos.

Mais informações nos sites oficiais da Osesp e da Sala São Paulo.

*Estudantes, pessoas acima dos 60 anos, jovens de baixa renda com idade de 15 a 29 anos, pessoas com deficiências e um acompanhante e servidores da educação da rede pública estadual e municipal têm desconto de 50% nos ingressos para os concertos da Temporada Osesp na Sala São Paulo, mediante comprovação.

A Sala São Paulo Digital conta com recursos da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Realização: Fundação Osesp, Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, Ministério da Cultura e Governo Federal.

A Osesp e a Sala São Paulo são equipamentos do Governo do Estado de São Paulo, por intermédio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, gerenciadas pela Fundação Osesp, Organização Social da Cultura.

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(Com Fabio Rigobelo/Fundação Osesp)

Festival internacional de jazz transforma Manaus em palco de grandes nomes da música brasileira e mundial

Manaus, por Kleber Patricio

Foto: Aguilar Abecassis.

A cidade de Manaus recebe de 1º a 10 de agosto o Amazonas Green Jazz Festival, com mais de dez espetáculos de artistas nacionais e internacionais. Na programação constam grandes nomes como a National Youth Orchestra Jazz (NYO Jazz), a big band jovem da Fundação Carnegie Hall, uma das mais conhecidas casas de concertos do mundo, além do cantor Ivan Lins e do pianista pernambucano Amaro Freitas, indicado ao Grammy Latino de 2024.

O Amazonas Green Jazz Festival é uma realização do Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa. A venda dos ingressos começou no dia 4/7) na bilheteria do teatro ou no site www.amazonasgreenjazzfestival.com.br. Novidades e mais informações estão disponíveis no site www.amazonasgreenjazzfestival.com.br e nas redes sociais @amazonasgreenjazzfestival.

O icônico Teatro Amazonas será palco dos shows. Foto: Aguilar Abecassis.

A partir do tema “Brasileiro Sou! Alma, Som e Identidade”, a edição deste ano do festival vai enfatizar a herança musical do país, com shows no Teatro Amazonas e programação cultural em outros espaços da cidade.

No dia 1º de agosto, a partir das 20h, no Teatro Amazonas, o espetáculo de abertura apresenta a anfitriã do festival, a Amazonas Band, com o regente Rui Carvalho, recebendo como convidado o compositor, percussionista e multi-instrumentista Luccas Martins. Já a pianista e compositora Heloísa Fernandes retorna à capital amazonense com seu quarteto para o segundo show da noite, às 21h30, com o espetáculo “Oferenda ao Rio Amazonas” e um repertório inspirado em sua mais recente visita ao estado.

A cantora Luciana Souza, vencedora do Grammy e reconhecida internacionalmente por sua voz marcante em ritmos que unem jazz e música brasileira, abre a noite de sábado, 2 de agosto, às 20h, em conjunto com a NYO Jazz, dirigida por Sean Jones. A segunda atração, às 21h30, será o baterista americano Robby Ameen com seu quinteto, do qual participam os músicos Conrad Herwig, Lincoln Goines e o famoso pianista Edsel Gomez.

Foto: Aguilar Abecassis.

Outro destaque do festival acontece no domingo, 3 de agosto, às 20h, com o retorno do pianista pernambucano Amaro Freitas, indicado ao Grammy e considerado um dos principais nomes do Brasil no exterior. O seu show para piano solo reflete experiências vividas por ele quando esteve em Manaus em 2022, durante o festival, ocasião em que percorreu rios, a floresta e ouviu o canto dos pássaros.

Em seguida, às 20h30, o compositor e pianista Fábio Torres, vencedor do Grammy e do Latin Grammy, fará uma apresentação com seu novo álbum “Céu Infinito Sertão”, ao lado do maestro Marcelo de Jesus e da Orquestra de Câmara do Amazonas (OCA).

Já no dia 6 de agosto, às 20h, a programação segue com o multi-instrumentista Jovino Santos Neto, que fará o lançamento do álbum “A Onça e o Pajé”. O espetáculo terá a participação dos músicos Elias Coutinho, no saxofone, e Johab Quadros, no trompete.

Fachada do Teatro Amazonas. Foto: Divulgação.

No dia 7, às 20h, a Orquestra Som do Nordeste, de Alagoas, apresenta seu repertório que mescla gêneros nordestinos com a cultura jazzística. Sob o comando do maestro e trombonista Rony Ferreira, o grupo vem chamando atenção por onde passa e este será o primeiro show deles no Amazonas.

Cleber Almeida e seu grupo são a atração do dia 8, às 20h, com uma performance inédita ao lado do músico paulista, Diego Garbin. Já nos últimos dias do festival, 9 e 10 de agosto, haverá um espetáculo inédito unindo a voz potente do cantor e pianista brasileiro com reconhecimento internacional, Ivan Lins, cantor, ao lado da Amazonas Band, sob regência de Rui Carvalho, e ao lado do pianista e arranjador Gilson Peranzzetta.

O diretor artístico do festival, Rui Carvalho, avaliou esta edição. “A música brasileira é uma das mais apreciadas em todo o mundo. Em todos os momentos, novos talentos são formados e marcam a história. Por isso, mais do que uma programação, o festival será uma celebração da identidade musical e convida o público a reconhecer, valorizar e sentir orgulho do que é produzido aqui”, destaca.

(Com Emanuelle Araújo Melo de Campos/Up Comunicação)

Festival Dança em Trânsito 2025 chega a São Paulo com espetáculos internacionais e residência artística no SESI-SP

São Paulo, por Kleber Patricio

Cena de “Na Pista”, da Cia Urbana de Dança, que integra a programação. Foto: 2015 ©Renato Mangolin/Tiago Sousa.

Uma das principais plataformas de circulação da dança contemporânea no Brasil e no exterior, o Festival Dança em Trânsito chega a São Paulo nos dias 26 e 27 de julho de 2025 com apresentações gratuitas no Centro Cultural Fiesp – Sesi-SP. Como parte da programação da 23ª edição, a cidade também recebe uma residência artística com o premiado coreógrafo Ricardo Ambrósio, de 21 a 25 de julho, na Escola Palco Central do Morumbi.

Criado em 2002 pelo Espaço Tápias, um Centro Cultural que atua como polo de criação, formação e intercâmbio artístico, o Festival Dança em Trânsito se consolidou como um dos principais articuladores da dança contemporânea no Brasil e no exterior. Com direção artística e curadoria de Giselle Tápias e Flávia Tápias, o projeto aposta na circulação de espetáculos, formação de artistas e conexão de diferentes culturas, linguagens e territórios. De forma itinerante, percorre desde grandes centros urbanos a pequenas localidades brasileiras, ocupando teatros e espaços públicos com uma programação plural e acessível.

Integrante da rede Ciudades Que Danzan, que reúne 41 cidades ao redor do mundo em prol da difusão da dança contemporânea, o festival promove não apenas apresentações artísticas, mas também ações formativas, reflexivas e colaborativas, ampliando o alcance da arte do movimento e fortalecendo sua presença no cotidiano das pessoas.

São Paulo na rota do festival  

No Rastro Cia (SP) participa do festival com “Do chão não passa!”. Foto: Bianca Haertel.

A nova edição circula por cerca de 35 cidades brasileiras e apresenta mais de 30 obras coreográficas, sendo 12 delas coproduzidas especialmente para o evento, além de realizar ações formativas e projetos educativos que aproximam jovens da arte do movimento. Em São Paulo, a programação inclui mais de 15 espetáculos nacionais e internacionais, com obras inéditas e colaborações multiculturais de artistas do Brasil, Europa, América do Norte e Ásia.

Nos dias 26 e 27 de julho, o Centro Cultural Fiesp/Sesi São Paulo recebe uma intensa programação de dança contemporânea nacional e internacional, ocupando diversos espaços do complexo – da Esplanada à Paulista e ao palco do Teatro. No sábado, o público poderá conferir obras como “Lo que los árboles no cuentan”, de Kiko Lopez e Hector Plaza (Espanha), “Do Chão Não Passa!”, da No Rastro Cia (SP), e o solo “Siren”, da francesa Ornella Dufay. A programação segue com a participação de artistas como Patião Teixeira (Angola), Ricardo Ambrózio (Portugal), Reforma Cia de Dança (BA) e a Cia Urbana de Dança com “Na Pista”, sob direção de Sônia Destri. Já no domingo, destacam-se “Cruzamentos”, criação coletiva com artistas da França, África e Brasil, “iNyou”, dos italianos Riccardo Ciarpella e Mateo Mirdita, além de obras assinadas por Grupo Tápias, Renato Vieira Cia de Dança, Maria Alice Poppe e Márcia Milhazes, e o encerramento com “Dual”, da Marcat Dance (Espanha).

“iNyou”, dos italianos Riccardo Ciarpella e Mateo Mirdita. Foto: Divulgação.

Já a residência com Ricardo Ambrósio – brasileiro radicado por anos na França e ex-integrante da Compagnie Maguy Marin – propõe um mergulho nas relações entre escuta corporal, impulsos e estados emocionais do movimento, sendo voltada a artistas da dança, teatro e performance. Com linguagem híbrida, marcada pelo virtuosismo técnico e expressividade emocional, o coreógrafo compartilha uma abordagem artística desenvolvida ao longo de sua carreira na Europa. Outra novidade desta edição é a participação da São Paulo Escola de Dança, que se junta ao festival pela primeira vez por meio da indicação de um aluno da instituição para integrar a atividade formativa.

Mais do que um festival de apresentações, o Dança em Trânsito se estrutura sobre três grandes pilares: circulação de espetáculos, formação de artistas e criação colaborativa internacional, com projetos como o Transatlantic Routes, que promove o intercâmbio criativo entre companhias brasileiras e europeias. Conheça a programação da 23ª edição:

PROGRAMAÇÃO COMPLETA

Centro Cultural Fiesp/Sesi-SP

26 de julho – sábado

16h | Esplanada (frente para a Paulista)

Kiko Lopez e Hector Plaza (Barcelona e Madrid, Espanha) apresentam “Lo que los árboles no cuentan” – 18 min.

16h30 | Foyer

Cia NoRastro (São Paulo, SP) apresenta “Do Chão Não Passa” – 30 min.

17h | Café

Ornella Dufay (Paris, França) apresenta o solo “Siren” – 7 min.

17h15 | Foyer

Patião Teixeira (Angola) apresenta “Improvisa-te” – 5 min.

17h30 | Foyer

Apresentação do resultado da residência de criação de Ricardo Ambrózio (Torres Vedras, Portugal) – 10 min.

18h | Mezanino

Reforma Cia de Dança (Salvador, BA) apresenta “Cansanção” – 25 min.

19h | Teatro

Companhia Urbana de Dança | Sônia Destri Lie (Rio de Janeiro, RJ) apresenta “Na Pista” – 50 min.

27 de julho – domingo

Centro Cultural FIESP / SESI São Paulo

16h | Esplanada (frente para a Paulista)

Coletivo internacional com Akene Lenoir e Ornella Dufay (França), B. Zambeleogo e Patião Teixeira (África), Alice Alves e Frantielly Khadja (Brasil) apresentam “Cruzamentos”, no âmbito da Temporada França – Brasil 2025 – 15 min.

16h20 | Foyer

Riccardo Ciarpella e Mateo Mirdita (Roma, Itália) apresentam “iNYOU” – 15 min.

16h40 | Foyer

Grupo Tápias (Rio de Janeiro, RJ) apresenta “Reza” – 20 min.

17h | Mezanino

Renato Vieira Cia de Dança (Rio de Janeiro, RJ) apresenta “Adeus ao Corpo” – 25 min.

19h | Teatro

Macia MilhazesMaria Alice Poppe (Rio de Janeiro, RJ) apresentam “Celeste” – 30 min.

19h30 | Teatro

Marcat Dance (Vilches, Província de Jaén/Andaluzia, Espanha) apresenta “DUAL” – 22 min.

Serviço:

Festival Dança em Trânsito 2025 – São Paulo

Local: Centro Cultural Fiesp – Sesi-SP (Av. Paulista, 1313 – Bela Vista)

Data: Apresentações gratuitas: 26 e 27 de julho de 2025

Entrada gratuita | Classificação livre

Programação completa: www.dancaemtransito.com.br

Residência artística com Ricardo Ambrósio

Escola Palco Central do Morumbi (SP)

De 21 a 25 de julho de 2025

Das 13h às 16h

Gratuita, mediante inscrição no site do festival

Sobre o Festival Dança em Trânsito

Com direção artística e curadoria de Giselle Tápias e Flávia Tápias, o Dança em Trânsito é um festival internacional de dança contemporânea que tem por objetivo valorizar, promover e democratizar esta expressão artística, seja pelo intenso intercâmbio entre artistas e companhias nacionais e internacionais, como também pela itinerância, percorrendo desde as grandes cidades até pequenas localidades no interior do Brasil, em teatros ou espaços públicos.

Criado em 2002, o festival é parte do projeto Ciudades Que Danzan, que reúne 41 cidades em diversas partes do mundo com o intuito de difundir a dança contemporânea. Há 21 anos, o projeto abarca apresentações artísticas, formação, capacitação, reflexão e intercâmbio entre grupos de dança de diversas cidades do Brasil e do mundo. Sua atuação abrange ainda aulas abertas e gratuitas, oficinas de criação, residências artísticas de intercâmbio e parcerias criativas, abrindo canais para a troca de experiências, novos talentos da dança e formação de plateias.

Desde a sua criação, o Dança em Trânsito já realizou mais de 650 apresentações de dança contemporânea, abrangendo 103 companhias nacionais e 59 internacionais, de 18 países, passando por 40 cidades no Brasil e no exterior, para um público de mais de 50 mil pessoas. A etapa Desfronteiras em 2020, 100% online, envolveu 739 participantes de 68 cidades e 18 países, com um total, entre transmissões e redes sociais, de mais de 170 mil acessos. Depois de apresentar uma edição 100% online foi indicado ao Prêmio Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) na categoria Difusão.

Diante das incertezas do cenário mundial no primeiro semestre de 2021, o evento foi adiado para novembro em função do calendário de vacinação nacional e das normas e orientações de biossegurança nas principais cidades do país. Para lidar com esse intervalo em suspenso, a direção artística criou uma série de ações culturais online de maio a outubro que manteve artistas profissionais nacionais e internacionais envolvidos e disponíveis para trocar virtualmente experiências antecedentes ao circuito presencial de espetáculos previsto para o festival. Assim, consolidando seu formato híbrido, o Dança em Trânsito ofereceu por seis meses diversas ações online gratuitas de ensino – aulas de dança; formação de professores multiplicadores; mentoria para criação de turmas em centros culturais longe das metrópoles; manutenção para profissionais da dança e artes cênicas.

A edição 2021, inédita no formato híbrido, envolveu 21 companhias nacionais e 6 internacionais com artistas de mais de 30 cidades em 10 países, tendo registrado no ambiente web +600 mil de impressões, +29 mil interações com o conteúdo, publicações com +32 mil de alcance, gerando impacto em mais de 1 milhão de pessoas. Foram 138 apresentações de espetáculos; 21 oficinas presenciais; 9 residências artísticas com criação ao final do processo; 21 filmes apresentados em 13 sessões exibidas em salas de cinema ou plataforma online do festival.

A edição de 2022 contou com cerca de 170 artistas, bailarinos, coreógrafos, técnicos, equipe artística diretamente envolvidos na programação e ações socioeducativas que envolveram 26 cidades das 5 regiões do Brasil e de Paris na França. Cerca de 1800 pessoas foram impactadas em serviços indiretos como rede hoteleira, transporte, restaurantes, instituições, centros culturais e teatros em todos os circuitos realizados. Foram 29 companhias nacionais e 8 internacionais em sua programação e promoveu a inédita Vitrine Brasileira de Dança Contemporânea para representantes de diversos países assistirem aos espetáculos brasileiros convidados.

Em 2023, o Festival Dança em Trânsito foi realizado em circuitos que passaram por 5 regiões do Brasil e por uma cidade estrangeira. Estimou-se um público de 25.527 pessoas, 254 empregos diretos e 146 indiretos. Nas redes sociais foram alcançados 1 milhão de contas, 4 mil novos seguidores e 25 mil contas engajadas. O primeiro circuito, na cidade do Rio de Janeiro, foi uma ocupação do Espaço Tápias, na Barra da Tijuca, com o projeto “Palco Carioca”, com importantes artistas e companhias cariocas de dança, aos sábados e domingos, às 16h e 20h. O projeto recebeu companhias e grupos cariocas, nos meses de fevereiro, março e abril, com espetáculos de dança adultos e infantis.

Paralelamente aos espetáculos apresentados, foram realizadas residências artísticas de criação, de intercâmbio profissional e de capacitação de profissionais, além de aulas de manutenção para profissionais da dança. Dança em Trânsito tem como característica marcante a apresentação de trabalhos de destaque no cenário atual e a ocupação de, além de diversos teatros, também espaços urbanos.

A cada nova edição, estende o acesso a novos públicos, preza pela democratização da cultura, e reforça o compromisso assumido para o fortalecimento e a divulgação da dança contemporânea em consonância com outras culturas e segmentos da dança e com a cultura popular brasileira. O festival possibilita trocas de experiências entre artistas e companhias nacionais e internacionais convidadas, e incentiva o desenvolvimento da linguagem da dança. Um festival plural e itinerante, com motivação sempre crescente diante do compromisso de tornar cada vez mais visíveis e para mais pessoas as múltiplas expressões de dança.

(Fonte: G Press Comunicação)

Celebrando 25 anos da Invasores Companhia Experimental de Teatro Negro, Dirce Thomaz encena gratuitamente “Eu e Ela: visita a Carolina Maria de Jesus”

São Paulo, por Kleber Patricio

A Invasores Companhia Experimental de Teatro Negro celebra 25 anos de trajetória com a circulação gratuita do espetáculo “Eu e Ela: visita a Carolina Maria de Jesus”, idealizado, escrito e interpretado por Dirce Thomaz, diretora artística do grupo. A peça ocupa o palco da Sala Paissandu, na Galeria Olido, nos dias 15 e 16 de julho, às 19h, com ingressos distribuídos uma hora antes do início. Com previsão de sessões em vários espaços da cidade como escolas, teatros e equipamentos culturais da capital paulista, as demais apresentações seguem ao longo do ano até dezembro. A programação completa e atualizada estará nas redes sociais @dircethom e @invasoresteatronegro.

A montagem de Eu e Ela: visita a Carolina Maria de Jesus é uma releitura da obra “Quarto de Despejo” (1960), de Carolina Maria de Jesus (1914–1977), e também inspirada pelo curta-metragem “O papel e o mar” (2010), de Luiz Antonio Pilar. O filme encena o encontro ficcional entre a autora e o conhecido almirante negro João Candido Felisberto, líder da Revolta da Chibata, ocorrida em 1910 contra os castigos físicos sofridos pelos marinheiros nos navios.

Em 13 cenas, Dirce estabelece relações entre memória, cultura e desigualdade social, tendo sempre como pano de fundo os pensamentos e a obra Quarto de Despejo dessa mestra das palavras e da música que é Carolina Maria de Jesus.

Para a atriz e idealizadora, a Carolina é um oásis, já que muitos dos seus escritos ainda precisam ser descobertos. “Ela foi uma mulher muito livre: teve três filhos, não foi casada e foi professora. Mas, por ter morado na favela, acabou conhecida apenas como ‘a escritora favelada’. O lugar onde moram os artistas nunca é uma questão. Por que no caso dela é?”, completa.

Atividades paralelas

Além da peça, o público poderá conferir duas rodas de conversa, com lugares ainda a serem definidos. No dia 23 de agosto, o tema será A poética e a estética da fome, com Pe. José Enes e Iyá Gunã (Dalzira M. Aparecida), com mediação de Dirce Thomaz. Já no dia 30 de agosto, a discussão será sobre O direito à literatura negra, com Maria Angélica Ribeiro e Rute Rodrigues Reis, também com mediação de Dirce Thomaz.

Essa programação só está sendo viável graças à 20ª Edição do Programa Zé Renato de Teatro para a cidade de São Paulo. Esses encontros têm como objetivo ampliar o debate em torno da obra literária de Carolina Maria de Jesus e reafirmar a importância das vozes negras, dos povos originários e das comunidades quilombolas na construção da memória literária brasileira.

As atividades também celebram os oito anos da estreia de Eu e Ela: visita a Carolina Maria de Jesus. Como parte dessa comemoração, será realizada a 4ª edição do MAFUÁ – Sarau das Negras Velhas: Odé, Odé Carolina Maria de Jesus!, um evento que reúne poesia, música e “femenagens” a figuras inspiradoras como Vera Eunice (filha da autora de Quarto de Despejo), Cleide Queiroz e Maria Célia Malaquias. Com esta circulação, a Invasores Companhia Experimental de Teatro Negro reafirma seu compromisso com a valorização do pensamento negro e com o teatro como espaço de resistência, memória e encontro.

Sobre Dirce Thomaz

Atriz-criadora, diretora e dramaturga, Dirce Thomaz é referência no teatro negro brasileiro, com uma carreira marcada por personagens que reafirmam a força e a complexidade da mulher negra na história e na arte. Ganhou destaque ao interpretar Xica da Silva, em 1988, sob direção de Antunes Filho, numa montagem emblemática realizada no centenário da abolição da escravatura.

Desde então, Dirce segue construindo uma dramaturgia de protesto, memória e afirmação. Com o espetáculo Eu e Ela: visita a Carolina Maria de Jesus, mergulha na obra da escritora mineira para refletir sobre temas urgentes como a fome, o racismo e a dignidade humana.

Fundadora da Invasores Companhia Experimental de Teatro Negro, com mais de 25 anos de trajetória, Dirce atua como artista e formadora, levando aos palcos vozes silenciadas e narrativas invisibilizadas, com força, sensibilidade e compromisso político.

Sinopse | Eu e Ela: visita a Carolina Maria de Jesus é uma releitura das obras Quarto de Despejo, de Carolina Maria de Jesus, e do curta-metragem O papel e o mar (2010), de Luiz Antonio Pilar. Idealizado e interpretado por Dirce Thomaz, o espetáculo em 13 cenas constrói um diálogo entre duas mulheres negras de tempos distintos, unidas por vivências de exclusão, resistência e criação. sse entrelaçamento, traça conexões entre o passado e o presente a partir da escrita potente e da trajetória de Carolina Maria de Jesus.

FICHA TÉCNICA

Idealização, dramaturgia, trilha sonora e figurino: Dirce Thomaz

Organização de trilha e vídeo: Cleber Colombo (in memoriam)

Ambientação cênica: Henrique Camargo (gravuras) e Leandro Lago

Gravação do vídeo do espetáculo: Daniel Garnet

Designer de luz: Décio Filho

Cenotécnico, montagem, operador som, luz e projeções: Alex Duarte, Edélsio Ella e Décio Filho

Assistentes de palco: Emília Ribeiro e Silvia Sousa

Preparação corporal: Marco Xavier

Preparação vocal: Eric D’Ávilla e Lilian de Lima

Organização de mídias sociais: Edna Lázaro

Revisão de texto, arte e design gráfico: Andresa Reis

Registro fotográfico, audiovisual, gravação e edição: Paulo Pereira

Assessoria de imprensa: Canal Aberto – Márcia Marques e Daniele Valério

Produção executiva: Leandro Lago

Realização: Invasores Companhia Experimental de Teatro Negro, Cooperativa Paulista de Teatro e SMC/SP Secretaria Municipal de Cultura da Cidade de São Paulo – PMSP.

Serviço:

Eu e Ela: visita a Carolina Maria de Jesus

Duração: 70 minutos

Classificação indicativa: 10 anos

Galeria Olido – Sala Paissandu

Data: 15 e 16 de julho, terça e quarta, às 19h

Endereço: Avenida São João, 473 – Centro, São Paulo – SP

Ingressos: Gratuitos | Retire na bilheteria com 1 hora de antecedência

Redes sociais do projeto: @dircethom e @invasoresteatronegro.

(Com Daniele Valério/Canal Aberto Comunicação)