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Panmela Castro apresenta “Retratos Relatos: Revisitando a História” na Temporada Brasil-França 2025

Montrouge, França, por Kleber Patricio

Panmela Castro – Safi Faye, da série Retratos Relatos. Fotos: Giovanna Lanna.

A artista Panmela Castro está participando da exposição “Retratos Relatos: Revisitando a História”, que acontece no espaço cultural Les Jardiniers, em Montrouge, região metropolitana de Paris. Com curadoria de Maybel Sulamita, a mostra integra a programação oficial da Temporada Brasil-França 2025 e reúne 15 pinturas inéditas que contam a história de mulheres negras do Brasil, da França e do Senegal que lutaram pelo avanço dos direitos femininos.

Entre as figuras retratadas estão nomes como a intelectual brasileira Lélia González e a escritora brasileira Carolina Maria de Jesus; a cineasta senegalesa Safi Faye e a famosa cantora francófona Josephine Baker, cujas trajetórias são revisitadas e recontadas a partir de uma visão contemporânea. Dessa forma, a exposição propõe um exercício de reimaginação das narrativas sobre essas mulheres.

Retratos Relatos surgiu das histórias que as mulheres contavam para mim. Comecei a transformar esses relatos em retratos, e este foi um projeto que circulou por muitos lugares do Brasil. Para a Temporada Brasil-França, escolhemos mulheres que já não estão mais vivas para contar suas histórias, mas que ainda assim são importantes de serem contadas”, afirma a artista Panmela Castro.

Panmela Castro – Joséphine Baker, da série Retratos Relatos.

De acordo com a curadora e doutora em história, Maybel Sulamita, essa escolha foi complexa: “Selecionar apenas 15 mulheres para abordar questões tão profundas foi um desafio — poderiam ser muitas outras. Mas as escolhidas são especiais, porque cada uma delas construiu novas formas de resistir, e suas histórias nos levam a pensar em quantas outras mulheres negras deveriam ser reconhecidas.” 

As pinturas expostas são acompanhadas de relatos biográficos com informações acessíveis sobre a vida, o legado e a relevância dessas mulheres.

Durante a exposição, Panmela participa de uma residência artística na instituição com o objetivo de conviver com a comunidade local e promover o intercâmbio entre as culturas. A residência transforma o espaço expositivo em um ateliê vivo, onde o público pode conviver e acompanhar o processo criativo da artista. Nessa residência, Castro pretende desenvolver três novos retratos para a exposição: o da cientista da computação senegalesa Rose Dieng-Kuntz; o de Alice Mathieu-Dubois, primeira mulher negra francesa a se formar em Medicina; e o da defensora dos direitos humanos brasileira Alessandra Makkeda.

Panmela Castro – Adja Arame Diène, da série Retratos Relatos.

Em sintonia com o espírito da Temporada Brasil-França, Retratos Relatos propõe um encontro entre culturas e histórias, articulando o conceito de Atlântico Negro, em referência ao sociólogo Paul Gilroy. Nesse espaço simbólico, vozes negras se entrelaçam, reforçando a centralidade das mulheres negras na construção de sociedades mais justas e plurais.

“Escolher o retrato como linguagem é, por si só, um ato político”, observa a curadora. “Panmela inverte a lógica da história da arte ao colocar essas mulheres no centro da imagem, com seus traços, que muitas vezes foram silenciados. O que está em jogo aqui é a afirmação da memória como território de disputa e de reexistência.”

Reconhecida por sua atuação na fronteira entre arte e direitos humanos, Panmela Castro traz para a exposição sua experiência como fundadora da Rede NAMI, organização voltada ao empoderamento feminino por meio da arte urbana, que celebra 15 anos em 2025. Com obras em acervos importantes no Brasil e no exterior, incluindo o MASP e a Pinacoteca, onde possui trabalhos em exibição, Panmela acumula prêmios e homenagens internacionais; entre eles o DVF Awards, o título de Young Global Leader pelo Fórum Econômico Mundial e a Medalha da Ordem ao Mérito Cultural Carioca.

SOBRE PANMELA CASTRO

Panmela Castro. Foto: Marcus Leoni.

Panmela Castro é uma artista visual brasileira cujo trabalho abrange pintura, escultura, instalação, vídeo e fotografia, movido pela ideia de “Deriva Afetiva” e pela busca por pertencimento. Graduada em Pintura pela UFRJ e com mestrado em Processos Artísticos Contemporâneos pela UERJ, ela também é pós-graduada em Direitos Humanos pela PUC-RS. Seu trabalho integra coleções internacionais, como o Stedelijk Museum e o ICA Miami, bem como importantes coleções no Brasil: Instituto Inhotim, MASP, Pinacoteca do Estado de São Paulo, Museu Nacional de Belas Artes e Museu de Arte do Rio. Ativista social e protagonista da quarta onda feminista, segundo Heloísa Teixeira em seu livro Explosão Feminista, Panmela Castro é fundadora da organização sem fins lucrativos Rede NAMI, que desenvolve um trabalho de base na promoção dos direitos das mulheres e no enfrentamento à violência doméstica, tendo alcançado mais de 200 mil pessoas na última década. Por seus esforços na área de direitos humanos, Panmela recebeu inúmeros prêmios, incluindo o título de Young Global Leader pelo The World Economic Forum, o DVF Awards, e foi listada pela prestigiada revista americana Newsweek como uma das 150 mulheres corajosas que estão mudando o mundo.

SOBRE MAYBEL SULAMITA

Maybel Sulamita (Curitiba, 1991) é historiadora, curadora e pesquisadora. Possui doutorado em História pela Universidade Federal Fluminense (UFF), mestrado em História pela UNIRIO e especialização em Relações Étnico-Raciais pelo CEFET/RJ. Suas pesquisas estão voltadas para gênero, arte contemporânea, direitos humanos, trajetórias negras e cultura afro-diaspórica. Maybel é coautora do livro Hackeando o poder: Táticas de guerrilha para artistas do Sul Global, considerado pela revista Select como um marco da arte feminista brasileira no século XXI. Entre suas curadorias, destacam-se Retratos Relatos: Subvertendo a Dor (Sesc Paraty, 2023) e, como curadora assistente, Ideias Radicais sobre o Amor (Museu de Arte do Rio, 2024). Atua como coordenadora de comunicação da Rede NAMI e esteve envolvida no desenvolvimento e realização de mostras como Hackeando o Poder (Museu da República, 2024), Pertencer e Mudar (Museu da República, 2022), A mãe tá On (ArtSampa, 2022) e Sob a Potência da Presença (Museu da República, 2019). 

SOBRE LES JARDINIERS

A apenas 30 minutos do centro de Paris, Les Jardiniers é um dos espaços mais vibrantes da nova cena cultural francesa. Instalado nas antigas oficinas dos jardineiros municipais de Montrouge, o centro ocupa um galpão industrial de 600m², totalmente reformado, onde convivem arte contemporânea, uma cantina ecológica e uma programação aberta ao público. Mais do que um espaço expositivo, Les Jardiniers é um refúgio urbano para quem busca novas ideias, encontros e sentidos. Ali acontecem exposições, concertos, oficinas, residências criativas e feiras, sempre com foco em questões sociais, ambientais e artísticas. A proximidade com galerias e ateliês da região sul da Île-de-France, que vem se consolidando como um polo criativo alternativo à cena parisiense tradicional, reforça seu papel como um dos pontos culturais mais interessantes do momento.

TEMPORADA BRASIL-FRANÇA 2025

Após o encontro realizado em junho de 2023 em Paris, os presidentes Emmanuel Macron e Luiz Inácio Lula da Silva decidiram organizar a Temporada Brasil-França 2025 para dar um novo impulso à relação bilateral, reforçar nossas respostas comuns diante dos desafios políticos, sociais e ecológicos de nosso tempo e apresentar a riqueza e a diversidade da criação contemporânea dos dois países.

Essa nova Temporada é construída em torno de três temas: o clima e a transição ecológica, a diversidade das sociedades e o diálogo com a África, a democracia e a globalização justa.

A Temporada ocorrerá na França de abril a setembro de 2025 e no, Brasil, de agosto a dezembro de 2025. Ela é realizada pelo Instituto Guimarães Rosa (responsável pela programação brasileira na França) e pelo Institut Français (responsável pela programação francesa no Brasil), em estreita colaboração com a Embaixada do Brasil na França e a Embaixada da França no Brasil, sob a égide dos ministérios das Relações Exteriores e da Cultura dos dois países. O Comissariado-Geral da Temporada França-Brasil 2025 foi confiado, para a programação brasileira na França, ao senhor Emilio Kalil, e, para a programação francesa no Brasil, à senhora Anne Louyot.

Serviço:

Exposição Retratos Relatos: Revisitando a História, de Panmela Castro

De 20 de setembro a 31 de outubro de 2025

Les Jardiniers – 9/11 rue Paul Bert — Montrouge, França

Curadoria: Maybel Sulamita

Entrada franca | Classificação indicativa: livre

De terça a sexta-feira, das 11h às 23h

Sábado das 14h às 18h

Domingo das 10h às 18h

Pinturas ao vivo com a presença do público: 21 e 27 de setembro e 5 de outubro, sempre às 15h

Evento realizado no âmbito da Temporada Brasil-França 2025

Patrocínio: Banco do Brasil

(Com Beatriz Caillaux/Midiarte Comunicação)

“As Três Velhas” termina circulação com apresentações no Teatro Alfredo Mesquita

São Paulo, por Kleber Patricio

Apostando no melodrama grotesco em que três velhas habitam ruínas físicas e psíquicas, revelando beleza no apodrecimento do corpo, da casa e do mundo, trabalho reflete uma sociedade hipócrita, cruel e que vive de aparências. Fotos: Cuca Nakasone.

Humor, drama e tragédia se misturam na nova peça do Teatro Kaus Cia Experimental “As Três Velhas”. Com direção de Reginaldo Nascimento, a obra explora a linguagem do teatro do absurdo e faz uma temporada gratuita no Teatro Alfredo Mesquita entre os dias 25 setembro e 5 de outubro, de quinta a sábado, às 20h, e, aos domingos, às 19h. O elenco tem as atrizes Amália Pereira, também fundadora do grupo, Tânia Granussi e Vera Monteiro.

Escrito em 2003 pelo escritor franco-chileno Alejandro Jodorowsky, dramaturgo, ator, poeta, cineasta e quadrinista, o texto teatral conta a história das gêmeas octogenárias Meliza e Grazia, duas marquesas decadentes que vivem em uma mansão em ruínas e são vigiadas pela centenária criada Garga. A tradução desta versão do texto foi feita para o grupo pelo dramaturgo Aimar Labaki.

Em uma noite incomum, devastadas pela fome e pelo abandono, três mulheres desenterram segredos chocantes que conduzem a trama por caminhos inesperados. Ao longo da narrativa, temas como hipocrisia social, etarismo, patriarcado e violência vão se fazendo presentes.

Desde 1998, o Teatro Kaus pesquisa o surreal e o absurdo, sempre em textos de língua hispânica. “Gostamos de retratar personagens sedentos pela vida e em franco diálogo com o desespero, o abismo e a morte. Há mais de 15 anos queríamos montar algo do Jodorowsky”, comenta Reginaldo Nascimento, o diretor e um dos fundadores do grupo.

As Três Velhas é definido pelo dramaturgo como um “melodrama grotesco”. “As duas irmãs foram violentadas pelo pai, enfrentam uma série de agressões e vivem na penúria. Mesmo assim, orgulham-se dos seus títulos, mantêm um lindo vestido de baile e sonham com um príncipe encantado”, acrescenta.

Os últimos trabalhos do grupo exploraram um lado mais filosófico do ser humano e eles queriam investir em outra estética. “Falar do feminino e da velhice eram dois assuntos que nos interessavam muito, ainda mais explorando o grotesco”, conta Amália Pereira, também fundadora do grupo, que está em cena ao lado de Tânia Granussi e Vera Monteiro.

Sobre a encenação

Esta montagem parte da ideia de que tudo apodrece – o corpo, a casa, o mundo – e é nesse apodrecimento que nascem outras formas de beleza e potência. Inspirados pela estética do grotesco, do decadente e do melodrama, foi criado um espaço onde as três velhas transitam entre ruínas físicas e psíquicas. A atuação se apoia na estilização dos gestos, na construção de máscaras corporais e vozes deformadas, compondo personagens entre o real, o sublime e o grotesco.

O cenário dá ideia de tempo que já se foi; evocando uma casa antiga, é composto por tecidos que possam remeter às paredes envelhecidas da casa. A presença de um quadro central no fundo da cena em que figura a imagem do Conde de Felicia, patrono da família, evoca um passado idealizado ou perdido. Três cadeiras de tamanhos e estilos diferentes simbolizam a hierarquia entre as velhas, mas também sua instabilidade. Essa encenação é um convite ao desconforto, ao riso nervoso e à contemplação do grotesco como forma de resistência estética e política.

Em relação ao figurino, Telumi Hellen vai por um caminho de peças simples que sobraram de um tempo de realeza. Já o visagismo de Louise Helène tem a proposta de apresentar um grotesco belo. “Não queremos retratar uma velhice caricata, até porque o perfil de uma pessoa de 80 anos mudou muito em relação ao passado”, explica Reginaldo.

Além de músicas clássicas pouco conhecidas, a trilha sonora é formada por sons e grunhidos um tanto assustadores – é para dar uma sensação de que tudo naquele lar tem uma vida própria, como se até as paredes falassem.

Por um novo surrealismo

De acordo com Amália, apresentar esse trabalho é encerrar um ciclo de possibilidades estéticas e poéticas iniciado em 2010 com a montagem de “O Grande Cerimonial”, do espanhol Fernando Arrabal. Em 1962, os dois autores, junto com Roland Topor, fundaram o movimento artístico Pânico, que propunha uma arte performática caótica e surreal que se contrapusesse ao já estabelecido surrealismo. Usando principalmente os ideais de Artaud e homenageando Pã, o deus grego da natureza selvagem e dos pastores, o coletivo defendia a realização de atos violentos e chocantes cujo propósito era gerar emoções intensas nos espectadores. Para eles, a radicalidade era uma importante força catalisadora de transformações.

A temporada de As Três Velhas do Teatro Kaus Cia Experimental foi contemplada na 20ª edição do Prêmio Zé Renato de Teatro.

Sinopse

As gêmeas octogenárias Meliza e Grazia, duas marquesas decadentes, vivem em uma mansão em ruínas. Devastadas pela fome e pelo abandono, são sempre vigiadas pela centenária criada Garga. Entre devaneios lúgubres, lembranças distorcidas e jogos perversos, elas alimentam fantasias de juventude, erotismo e poder. As Três Velhas é um melodrama grotesco que habita o universo simbólico de Alejandro Jodorowsky, em que o horror e o riso se encontram, expondo as feridas do corpo, da velhice e de um mundo cruel, onde todos e todas são transformados em mercadorias, vendendo-se a qualquer preço para garantir o pão de cada dia.

FICHA TÉCNICA

Autor: Alejandro Jodorowsky

Tradução: Aimar Labaki

Direção: Reginaldo Nascimento

Elenco: Amália Pereira, Tânia Granussi e Vera Monteiro

Cenário: Reginaldo Nascimento

Figurinos: Telumi Hellen

Visagismo: Louise Helène

Desenho de luz: Denilson Marques

Sonoplastia: Reginaldo Nascimento

Técnico operador de luz: Giovanni Matarazzo

Técnico operador de som: Giovana Carneiro

Técnico de palco: Leandro Gomes

Interpretação em libras: Sabrina Caires

Direção de produção: Reginaldo Nascimento

Produtora executiva: Amália Pereira

Assistente de produção: Giovana Carneiro

Realização: Teatro Kaus Cia Experimental

Produção: Kaus Produções Artísticas

Fotos: Cuca Nakasone

Assessoria de imprensa: Canal Aberto – Márcia Marques, Daniele Valério e Flávia Fontes.

SERVIÇO:

As Três Velhas

Duração: 65 minutos | Classificação: 16 anos

Teatro Alfredo Mesquita 

Data: 25 setembro a 5 de outubro, de quinta a sábado, às 20h, e, aos domingos, às 19h

Endereço: Av. Santos Dumont, 1770 – Santana

Ingresso: gratuito | Retirar na bilheteria com 1 hora de antecedência

Telefone: (11) 2221-3657

Acessibilidade: o espaço possui acessibilidade para cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida

OBS: Dias 26 de setembro e 3 de outubro haverá interpretação em libras
Após a apresentação do dia 28/9 haverá bate-papo com o diretor e as atrizes.

(Com Daniele Valério/Canal Aberto Assessoria de Imprensa)

Muito mais que uma padaria artesanal: Itaim tem novo espaço assinado pela chef Olivia Maita

São Paulo, Capital, por Kleber Patricio

Combinando padaria, empório e salumeria, chef apresenta uma experiência aconchegante com pães de fermentação natural e receitas exclusivas. Foto: Divulgação.

A chef Olivia Maita, que tem conquistado o público paulistano com a charmosa Oli Pizza, celebra a abertura da Oli Pane i Salumeria, sua padaria artesanal, empório e salumeria localizada no Itaim Bibi. O empreendimento traz a mesma essência que fez da pizzaria um sucesso, refletindo o compromisso de Olivia com a alta qualidade e autenticidade em cada detalhe. Na padaria, o cardápio foi cuidadosamente pensado para oferecer uma seleção de pães, sanduíches, toasts, tortas e bolos, sempre com o toque autoral da chef, que combina tradição com criatividade.

Os pães são o grande destaque, preparados com fermentação natural, o que garante uma textura única e profundidade de sabores. Olivia Maita mantém sua filosofia de usar ingredientes frescos e selecionados, valorizando a simplicidade dos alimentos artesanais. A fermentação lenta, técnica essencial para pães de alta qualidade, é utilizada com maestria, permitindo que os sabores se desenvolvam naturalmente. Isso não apenas resgata as tradições da panificação, mas também oferece ao cliente uma experiência gastronômica saudável e autêntica. A padaria também apresenta a seção Viennoiserie, com massas semi-folhadas feitas na casa, como os deliciosos Croissants de pistache ou amêndoas, Pain au chocolat, o tradicional Palmier e até mesmo Danish de queijo, gorgonzola, nozes e pera.

O menu, desenvolvido pessoalmente por Olivia, inclui uma variedade de opções para diferentes momentos do dia. O café da manhã é um destaque, oferecendo três menus compostos por pães caseiros, manteigas, geleias e tábuas de frios. Todas as opções trazem ovos caipiras mexidos e salada de frutas com granolas caseiras, além de café espresso, café com leite ou suco de laranja para acompanhar. Ao longo do dia, os clientes podem se deliciar com pratos como Misto quente no croissant ou baguete, Croque Monsieur, Tábua de embutidos artesanais, Burrata, tomates confitados e pesto de manjericão, e o popular Toast de avocado.

Para o almoço, a sugestão são os Paninis Italianos, preparados com embutidos artesanais fatiados na hora, picles caseiros, saladas e cremes frescos, e que podem ser harmonizados com vinhos, espumantes e cervejas. Para os amantes de doces, o cardápio inclui opções como Pain Perdu (rabanada de brioche caseiro), mousse de iogurte grego, o clássico Tiramissu e cheesecake de pistache. Além de servir cafés, sucos e chás, a Oli Pane i Salumeria oferece um empório que conta com granolas, antepastos e geleias feitas na casa, como também produtos de pequenos produtores artesanais, como azeites, queijos e embutidos.

O ambiente da padaria apresenta uma atmosfera acolhedora que transporta os visitantes para um espaço ensolarado e intimista. O projeto, assinado pelo arquiteto Kiko Sobrino, segue o mesmo conceito aconchegante da Oli Pizza, porém, em uma escala menor, perfeita para quem busca um lugar tranquilo para uma refeição saborosa ou apenas uma pausa no dia com um bom café. O local, com mesas bem dispostas e um toque rústico-chique, é ideal tanto para encontros rápidos quanto para quem deseja apreciar cada detalhe da experiência culinária.

Olivia Maita traz a essência de suas origens, relembrando sua primeira experiência no mundo da gastronomia. Antes de abrir a Oli Pizza, a chef começou sua carreira com uma pequena padaria na Vila Madalena, onde aprendeu e aperfeiçoou suas técnicas de panificação. Agora, com a Oli Pane i Salumeria, ela resgata essa paixão inicial pela arte de fazer pão, mas com uma abordagem moderna e mais refinada. A nova padaria se insere no bairro movimentado do Itaim Bibi, trazendo um toque de charme artesanal em meio ao ritmo acelerado da cidade.

Serviço:

Instagram: olipane.sp

Endereço: Rua Ministro Jesuíno Cardoso, 75 – Itaim Bibi, SP

De segunda à sábado, das 9h às 19h.

(Com Gabriela Silva Gonçalves/Index Conectada)

Mamana Restaurante recebe lançamento do vinho riesling Stein by Maria Reis Spumanti

Indaiatuba, por Kleber Patricio

Fotos: Divulgação/MRS.

A marca Maria Reis Spumanti nasceu em 2020 com o lançamento do Chardonnay Nature, um espumante surpreendente, que agradou de imediato ao público. Pensado para apresentar sabores únicos, provocante aos sentidos e inesquecível ao paladar, o lote esgotou-se em pouco tempo. No próximo dia 25 de setembro, a linha de espumantes da empresária Maria Reis apresenta ao público de Indaiatuba e região o seu mais novo item: o vinho Stein — produzido 100% com Riesling Renano, uma uva de origem alemã, rara no Brasil e agora protagonista de um rótulo pioneiro; reconhecida por sua elegância, frescor e versatilidade, a Riesling Renano se destaca pela capacidade de harmonizar desde entradas delicadas até sobremesas sofisticadas —, além de todos os demais itens da linha, em um jantar harmonizado no Mamana Restaurante.

O jantar terá como entrada uma Caprese morna com pães italianos de fermentação prolongada; como salada, o Mix de folhas verdes do Mamana com presunto cru, Brie, Gorgonzola, mel redução balsâmica e flor de sal. Os pratos principais do jantar serão Salmão com crosta de amêndoas e purê de mandioquinha, Risoto de tiras de filé mignon com salsa trufada e crisp de cebola, Torteloni de ricota com passas e nozes ou Triangolini de bacon e brócolis ao molho pomodoro. As opções de sobremesa são Crème brulée com doce de leite ou Pudim com raspas de laranja. As adesões podem ser feitas pelo WhatsApp (19) 99786-3947 pelo valor de R$270, que inclui ainda três taças de vinho e água com e sem gás, além da degustação dos rótulos da Linha Maria Reis no receptivo.

A marca

A marca Maria Reis Spumanti, sediada em Caxias do Sul/RS, nasceu em 2020 e rapidamente conquistou reconhecimento por suas produções limitadas, elaboradas pelo método tradicional. À frente do projeto está a empresária e sommelier Maria Reis, que após mais de 20 anos como executiva decidiu se reinventar. Com formação pela ABS-RS, parcerias com enólogos e produtores renomados e anos de estudos, Maria trouxe ao mercado uma linha premium de espumantes autorais, hoje referência em sofisticação e qualidade.

Com produção anual de apenas 4.000 garrafas, cada rótulo da linha leva a assinatura da criadora, que acompanha de perto o processo, da escolha das uvas à degustação final. O resultado é um conceito exclusivo de espumantes e vinhos artesanais, feitos para encantar paladares exigentes e celebrar momentos especiais.

A história

Em uma viagem à Itália, em meados de 2016, após um período de muitas mudanças, Maria se redescobriu e encontrou um novo objetivo de vida. Em meio a esse turbilhão de novos acontecimentos, ela descobriu o mundo dos espumantes. E foi aí que encontrou uma nova carreira, desta vez em voo solo.

Após mais de 20 anos de atuação sólida e inovadora como empresária, principalmente no ramo de motores elétricos, ela ousaria adentrar em um novo ramo, lançando sua própria linha de espumantes autorais com o apoio de profissionais do setor vitivinícola. Segundo Maria, a decisão foi pautada, além da paixão pelo mundo dos vinhos, pelo conhecimento adquirido no estudo do mercado nacional e a constatação do aumento significativo da comercialização dos espumantes no País.

Serviço:

Lançamento vinho Riesling Renano | Apresentação da Linha Maria Reis Spumanti

Data: 25/9/2025 | 19h30

Mamana Restaurante – Praça Leonor de Barros Camargo, 42 – Centro – Indaiatuba/SP

Adesões e reservas: (19) 99786-3947.

@grandcru.indaiatuba | www.mariareis.com.br.

Na semana da criança, Theatro Municipal de São Paulo abre as portas para o conto de fadas com a ópera João e Maria

São Paulo, por Kleber Patricio

Clássico dos irmãos Grimm ganha nuances mais divertidas e lúdicas para encantar o público infanto-juvenil com muita música e dramatização. Arte: Ciro Girard.

O Theatro Municipal de São Paulo, em correalização com a Híbrida Arte e Cultura, apresenta “João e Maria”, clássico conto de fadas dos Irmãos Grimm cheio de encantos para o público jovem, uma ópera de Engelbert Humperdinck com libreto de Adelheid Wette. A ópera conta com uma rica estrutura musical inspirada em canções folclóricas, além da participação da Orquestra Experimental de Repertório, do Coro Jovem da Escola Municipal de Música de São Paulo e do Coro Infantojuvenil da Escola Municipal de Música de São Paulo.

As apresentações acontecem na Sala de Espetáculos nos dias 10, sexta-feira, às 20h; no fim de semana conta com quatro sessões, no dia 11, sábado, e 12, domingo, às 11h e 17h. Os ingressos avulsos custam de R$11 a R$92. Diretamente na bilheteria, os ingressos família para dois adultos e duas crianças têm 15% de desconto e os ingressos família para um adulto e duas crianças têm 10% de desconto. A classificação é livre e a duração é de 70 minutossem intervalo.

“O eixo da encenação foi deixar a fábula atemporal, pois a busca por autonomia e sobrevivência acompanha a vida das crianças desde sempre e para sempre. Queremos oferecer ao público uma experiência de ópera que seja direta e envolvente. Grande parte da plateia vai entrar em contato com a ópera pela primeira vez. Para nós, da equipe, o objetivo maior é mostrar o poder do canto de um cantor, criar uma atmosfera mágico-musical que acolha e emocione”, diz a diretora.

A montagem é realizada em parceria com a Híbrida Arte e Cultura e promove uma criação sustentável e a diminuição de resíduos – a construção do cenário tem utilizado materiais de produções anteriores que estão disponíveis no acervo Central Técnica de Produções Chico Giacchieri.

Esse cenário nasce da memória de tantas outras histórias já contadas naquele palco. Madeiras, tecidos e objetos que um dia habitaram outras óperas e balés retornam agora transformados, carregando em si as marcas de um passado que se renova. Esse reaproveitamento não é apenas um gesto de sustentabilidade e consciência ambiental, é também uma escolha estética e simbólica, que aproxima gerações de artistas e celebra a continuidade da vida do teatro.

Na equipe de criação estão Muriel Matalon na direção geral e Wagner Polistchuk e Leonardo Labrada na direção musical. Com correalização da Híbrida Arte e Cultura, produção de Mariana Mantovani (Híbrida Arte e Cultura), Marco Lima com direção de arte e cenografia, figurinos por Fábio Namatame, desenho de luz de Wagner Pinto, mídias visuais e legendas de Vic Von Poser, design gráfico e animações de Ciro Girard, versão para português e dramaturgia de Mariana Elisabetsky, direção de movimento de Danilo Barbieri, visagismo de Tatiana Polistchuk, assistente de direção cênica de Piero Schlochauer. Com narração de Carol Badra, o elenco tem nomes como Denise de Freitas (João), Maria Carla Pino Cury (Maria), David Marcondes (Pai), Keila de Moraes (Mãe), Edineia Oliveira (Bruxa) e a Débora Neves (Guardiã do sono).

O libreto de Adelheide Wette suaviza o tom sombrio da história original, trazendo uma atmosfera mais leve e encantadora, sem perder sua essência. A diretora entende que contar histórias é algo primordial para a natureza humana. “Desde pequenos e ao longo da vida somos fascinados por narrativas que nos ensinam, nos transportam e nos emocionam. A ópera é uma história cantada e é também a primeira vez que muitas crianças terão contato, e por isso buscamos tornar o espetáculo acessível, direto e emocionante.”

SERVIÇO:

JOÃO E MARIA (HÄNSEL UND GRETEL)

Ópera em três atos de Engelbert Humperdinck com libreto de Adelheid Wette (70’)

ORQUESTRA EXPERIMENTAL DE REPERTÓRIO

CORO JOVEM DA ESCOLA MUNICIPAL DE MÚSICA DE SÃO PAULO

CORO INFANTOJUVENIL DA ESCOLA MUNICIPAL DE MÚSICA DE SÃO PAULO

10/10, sexta-feira, às 20h

11/10 sábado, às 11h

11/10, sábado, às 17h

12/10, domingo, às 11h

12/10, domingo, às 17h

Sala de Espetáculos – Theatro Municipal de São Paulo

Ingressos avulsos de R$11 a R$92

Classificação livre para todos os públicos – Sem conteúdos potencialmente prejudiciais para qualquer faixa etária

Duração total: Aproximadamente 70 minutos (sem intervalo).

(Com Letícia Santos/Assessoria de imprensa do Theatro Municipal)