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Lazer & Gastronomia

São Paulo, SP

Quatro viagens no tempo, um só lugar: o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual

por Kleber Patrício

Devido ao sucesso das três expedições em realidade virtual iniciadas em setembro de 2025, o Espaço Cultural CNP de Realidade Virtual anuncia a prorrogação de suas atividades. Além da extensão do prazo, o centro cultural traz uma novidade de peso: a exibição simultânea de quatro roteiros distintos que transportam os visitantes por bilhões de anos de […]

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Perigos digitais: nova campanha de ONG expõe ameaças disfarçadas de amizade na internet

Curitiba, por Kleber Patricio

Imagem: Divulgação/ChildFund Brasil.

Você sabe realmente quem está do outro lado da tela ou quem conversa com o seu filho(a) quando está conectado à internet? O ChildFund Brasil, organização que atua há quase 60 anos na promoção e defesa dos direitos de crianças, adolescentes e jovens, lançou a campanha “Os Monstros na Internet São Reais” em seis países da América Latina – México, Guatemala, Honduras, Equador, Bolívia e Brasil. A proposta é conscientizar famílias, educadores e a sociedade sobre os riscos crescentes no ambiente digital, como aliciamento, exploração sexual, cyberbullying e manipulações disfarçadas de brincadeiras ou laços de amizade.

A campanha foi construída a partir de relatos reais de adolescentes atendidos pela organização. Situações como perfis falsos, ameaças, chantagens e tentativas de contato por meio de jogos virtuais têm se tornado cada vez mais comuns. Em uma pesquisa realizada pelo ChildFund Brasil, por exemplo, o Mapeamento dos Fatores de Vulnerabilidade de Adolescentes Brasileiros na Internet, um dos participantes contou que foi abordado por um perfil falso que solicitou o envio de fotos. Mais tarde, descobriu que se tratava de um adulto se passando por adolescente. O relato também revela que ele passou a receber mensagens com ameaças de exposição caso não atendesse às exigências feitas. “A internet é uma ferramenta poderosa, mas também é um dos ambientes mais arriscados para crianças e adolescentes quando estão sozinhos e sem acompanhamento. Esta campanha tem um objetivo claro: entender como podemos proteger nossas crianças de agressores on-line, que utilizam diversas estratégias digitais para entrar em contato, manipular e violar novas vítimas todos os dias”, afirma Cristina Barrera, diretora regional do ChildFund nas Américas.

Por meio da metáfora dos “monstros”, a campanha personifica os perigos invisíveis da internet. Com três vídeos impactantes, materiais educativos e recursos gratuitos, o ChildFund oferece apoio a mães, pais, cuidadores e também diretamente a crianças, adolescentes e jovens. Os conteúdos ajudam a reconhecer ameaças, identificar sinais de manipulação e reforçar a importância do acompanhamento adulto na vida digital das crianças.

10 incidentes por segundo

Segundo o relatório ChildLight 2024, cerca de 302 milhões de crianças e adolescentes foram vítimas, no último ano, de captura, divulgação ou exposição não autorizada de imagens e vídeos com conteúdo sexual — o que corresponde a uma em cada oito crianças no mundo. Além disso, esses jovens também enfrentaram pedidos sexuais indesejados por parte de adultos ou outros menores. Os casos ocorrem em uma frequência alarmante: cerca de 10 incidentes por segundo, configurando uma “pandemia invisível” que exige atenção e ação imediata.

A campanha também é direcionada a toda a América Latina, região onde, segundo o estudo Plataformas globais, proteções parciais 2022, da Fairplay, os marcos legais e as ferramentas de proteção digital são menos rigorosos e menos acessíveis do que nos Estados Unidos e na Europa.

Metade dos adolescentes brasileiros já sofreu violência sexual on-line

Mais de 8 mil adolescentes de 13 a 18 anos, de todas as regiões do país — especialmente do Nordeste e Sudeste — participaram do Mapeamento dos Fatores de Vulnerabilidade de Adolescentes Brasileiros na Internet, conduzido pela organização. O estudo revelou que, com o aumento da idade, cresce também o tempo de uso da internet e a variedade de aplicativos acessados, elevando em até 1,3 vezes o risco de exposição à violência on-line entre jovens de 17 e 18 anos em comparação aos de 15. Em média, os adolescentes passam quatro horas por dia conectados, na maior parte pelo celular e fora do ambiente escolar.

A pesquisa também destacou a predominância do ambiente digital na rotina dos jovens, sendo que 79% dos hobbies mencionados por eles são on-line, como jogos e redes sociais, enquanto apenas 21% envolvem atividades offline, como desenhar, passear ou praticar esportes. Além disso, o estudo mostrou que 54% dos adolescentes brasileiros já sofreram algum tipo de violência sexual na internet, o que representa 9,2 milhões de jovens, com ou sem a interação direta de um agressor. “Buscamos promover campanhas que ampliem a consciência sobre a importância da proteção infantojuvenil. Nosso objetivo é estimular a reflexão da sociedade e mobilizar esforços coletivos para que toda infância seja respeitada e protegida”, comenta Mauricio Cunha, diretor de país do ChildFund Brasil.

O ChildFund Brasil convida escolas, empresas, meios de comunicação, autoridades e toda a sociedade a compartilhar essa mensagem e fazer parte ativa dessa rede de proteção. A campanha completa, com vídeos, orientações e formas de engajamento, está disponível em www.monstrosnainternetsaoreais.com.

Sobre o ChildFund Brasil

Fundado em 1966, o ChildFund Brasil é uma organização com sede em Belo Horizonte (MG) que integra a rede internacional do ChildFund International, presente em mais de 70 países e responsável por impactar positivamente a vida de mais de 24,3 milhões de crianças e suas famílias. No Brasil, a organização atua no desenvolvimento integral e na promoção dos direitos de crianças, adolescentes e jovens, especialmente em contextos de privação, exclusão e vulnerabilidade.

O trabalho é viabilizado com o apoio de pessoas físicas, por meio do apadrinhamento de crianças e campanhas como o Guardião da Infância, além de parcerias com empresas, institutos e fundações. Em reconhecimento à sua atuação, o ChildFund Brasil foi eleito uma das 25 melhores ONGs do país pela certificadora internacional The Dot Good em 2024 e já recebeu premiações como a de melhor ONG de assistência social do Brasil (2022) e melhor ONG para crianças e adolescentes em três edições do Prêmio Melhores ONGs (2018, 2019 e 2021). www.childfundbrasil.org.br.

(Com Jéssica Amaral/DePropósito Comunicação de Causas)

Aldeia Multiétnica 2025: Chapada dos Veadeiros recebe imersão indígena com vivências culturais e shows

Alto Paraíso de Goiás, por Kleber Patricio

Fotos: Bruno Jungmann.

A experiência da Aldeia Multiétnica chega em 2025 à sua 17ª edição como uma das principais oportunidades de se viver de perto um grande encontro de partilha de conhecimentos entre os povos indígenas, permitindo que não-indígenas conheçam de perto as culturas desses povos. A cada edição, cresce o número de presentes no evento, que no ano passado chegou a 5 mil pessoas, entre convidados e visitantes. Em 2025, indígenas de diferentes regiões do país se reúnem na Aldeia Multiétnica, localizada em Alto Paraíso de Goiás, no entorno do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, reconhecido como Patrimônio Natural da Humanidade pela Unesco.

Entre 11 e 19 de julho, diferentes povos apresentam seus saberes, modos de fazer e usos e costumes de diversas maneiras – cantos, dança, gastronomia, pinturas corporais e arte). Também compartilham as lutas por seus direitos originários e para manter suas culturas e territórios tradicionais. Aldeia Multiétnica também promove debates entre indígenas e não-indígenas sobre realidade nas aldeias, por meio de rodas de conversa e da convivência diária com os participantes.

Em cada dia, um povo realiza uma festa tradicional. As celebrações começam no amanhecer e vão até o início do próximo dia, quando o comando da Aldeia Multiétnica passa para outro povo. A programação preenche dias e noites, com apresentações culturais, rodas de conversa, oficinas, palestras, vivências artísticas e feira de artesanato tradicional. O tempo livre permite conversas ao pé da fogueira, reflexões, descanso nas redes e banhos de rio.

Em 2025, essa é a programação de festas dos povos:

Sábado, 12 de julho: Kayapó Mebengokre

Domingo, 13 de julho: Kariri Xocó

Segunda, 14 de julho: Xavante

Terça, 15 de julho: Krahô

Quarta, 16 de julho: Guarani Mbyá

Quinta, 17 de julho: Xingu

Sexta, 18 de julho: Fulni-ô

A programação completa está no site www.aldeiamultietnica.com.br.

A cada ano, nos dois últimos dias do evento, acontece o Encontro na Aldeia, com grandes shows de artistas indígenas e não indígenas. O festival integra a programação da Aldeia Multiétnica. Além disso, o visitante pode aproveitar o circuito de trilhas, cachoeiras e mirantes da região.

No sábado, 19 de julho, o público do Encontro na Aldeia poderá conhecer os trabalhos produzidos por artistas indígenas ao longo do evento, resultado do programa de residência artística promovido pela organização. Em seguida, a cantora e compositora indígena Tainara Takua sobe ao palco, seguida pelo rapper Owerá. A noite se encerra com o reggae brasileiro da Tribo de Jah, diretamente do Maranhão.

No domingo, 20 de julho, o Encontro na Aldeia apresenta o show da cantora indígena Djuena Tikuna. Também se apresenta o grupo Pé de Cerrado, do Distrito Federal. Quem encerra a noite é o cantor pernambucano Lenine, que participa da 17ª edição da Aldeia Multiétnica trazendo sua música como plataforma de apoio às causas indígenas, ao meio ambiente e à ancestralidade.

Os ingressos podem ser adquiridos aqui: https://oticket.com.br/event/7483/xvii-aldeia-multietnica.

Como participar

Vivência

É possível se inscrever para participar da vivência por meio da compra de pacotes de 4 a 9 dias, com hospedagem em camping, hospedaria ou pousada, disponíveis no site https://www.aldeiamultietnica.com.br/vivencias/xviialdeia/#comoparticipar.

É possível adquirir ingressos para visitação diária entre os dias 12 e 18 de julho. Não é necessário escolher a data da visita no momento da compra, e cada ingresso é válido para um dia de visitação. A entrada inclui acesso ao circuito de trilhas, cachoeiras e mirantes, além da participação na programação da Aldeia Multiétnica.

A opção de visitação diária também é válida nos dias 19 e 20 de julho, durante o Encontro na Aldeia, que marca os dois últimos dias da programação da Aldeia Multiétnica e conta com shows especiais. O ingresso diário inclui ainda o acesso ao circuito de trilhas, cachoeiras e mirantes.

É possível adquirir também um pacote de 3 noites (18 a 20 de julho) que garante hospedagem em camping + os shows do Encontro na Aldeia + programação da Aldeia Multiétnica + acesso ao circuito de trilhas, cachoeiras e mirantes.

A meia entrada é válida para PCD (pessoas com deficiência), PCT (povos e comunidades tradicionais), professores e estudantes com comprovação, moradores da Chapada dos Veadeiros com título de eleitor e idosos 60+. Crianças até 12 anos não pagam.

Onde acontece

A Aldeia Multiétnica está localizada em uma área de preservação ambiental do Cerrado de altitude com plantas endêmicas a 20 km de Alto Paraíso de Goiás (GO), no entorno do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, reconhecido como Patrimônio Natural da Humanidade pela Unesco.

No local há oito casas indígenas tradicionais construídas por representantes dos povos Kayapó/Mebengôkré (PA), Krahô (TO), Fulni-ô (PE), Guarani Mbyá (SC), Xavante (MT), Kariri Xocó (AL/DF), Alto Xingu (MT), Yanomami (AM) e Kalunga, do maior território quilombola do Brasil. Em 2019, a Xapono, casa tradicional Yanomami, foi construída no centro da Aldeia, tornando-se um lugar de trocas e encontros entre todos os povos. Ela foi desenhada por Davi Kopenawa, importante liderança, especialmente para a Aldeia Multiétnica.

Trilhas, mirantes e cachoeiras

A Aldeia Multiétnica oferece experiências únicas de imersão não só nas culturas indígenas, mas também na natureza exuberante da Chapada dos Veadeiros. São três cachoeiras dentro do território e que podem ser visitadas: Almécegas I, Almécegas II e Almécegas III.

O visitante também pode percorrer a Trilha Inicial, a Trilha da Anta, que leva à Almécegas II, ou o Caminho da Origem, onde irá conhecer a arquitetura de oito povos indígenas, onde cada casa revela histórias e saberes. Tem ainda a trilha que leva até o poço do Rio dos Couros e a que leva ao poço Almécegas I e ao Topo Almécegas I.

Ou seja, com um único ingresso diário, o visitante tem acesso a quatro trilhas exclusivas, às cachoeiras Almécegas I, II e III, ao Rio dos Couros e, claro, ao circuito cultural da Aldeia Multiétnica — composto por oito casas indígenas, onde é possível vivenciar a diversidade cultural de diferentes povos originários.

A Aldeia Multiétnica

Mais do que um evento, a Aldeia Multiétnica é um projeto sociocultural que desde 2007 atua no fortalecimento das culturas e lutas políticas de grupos de mais de 10 povos indígenas de todas as regiões e biomas brasileiros. Algumas delas: Kayapó/Mebêngôkré (PA); Avá Canoeiro (GO); Krahô (TO); Fulni-ô (PE); Guarani Mbyá (SC); Xavante (MT); Povos do Alto Xingu (MT); Kariri Xocó (AL/DF); e Karajá (TO).

Mais de 10 mil indígenas de todas as regiões do Brasil já participaram da Aldeia Multiétnica. A participação se estende a pesquisadores, indigenistas, biólogos e especialistas em diferentes áreas referentes aos povos indígenas e comunidades tradicionais, que agregam às discussões e proposições da programação do projeto. Fora o evento no mês de julho, a articulação junto aos povos participantes acontece ininterruptamente ao longo do ano na Chapada dos Veadeiros, em Brasília e nos territórios indígenas.

A Aldeia Multiétnica é realizada pela Casa de Cultura Cavaleiro de Jorge em parceria com o Centro de Estudos Universais – AUM, entidades privadas sem fins lucrativos. Os preços dos pacotes da vivência são cuidadosamente calculados pela equipe, que organiza o evento desde 2007. Esses custos incluem alimentação para cerca de 300 pessoas, contratação de profissionais para todas as fases do evento, transporte e alimentação dos grupos indígenas de suas aldeias e manutenção da infraestrutura do espaço. As vendas dos pacotes e entradas diárias cobrem as despesas e garantem a continuidade do projeto.

Links úteis:

Página das vivências: https://www.aldeiamultietnica.com.br/vivencias/xviialdeia/

Canal do Youtube: https://www.youtube.com/c/encontrodeculturas

Perfil no Instagram: https://www.instagram.com/aldeiamultietnica/.

(Com Stephane Sena/De Propósito Comunicação de Causas)

Volume final da aclamada série “Ciclo de Avalon” chega ao Brasil com jornada épica de fantasia

São Paulo, por Kleber Patricio

Capa do livro.

Uma das mais importantes obras da fantasia internacional, “As brumas de Avalon” ganha seu último capítulo com o lançamento de “A espada de Avalon”, que chega às livrarias brasileiras pela Planeta Minotauro. Sétimo volume da série “Ciclo de Avalon”, focada na lendária Ilha Sagrada e nas personagens femininas que moldam a história do lugar e da Grã-Bretanha, o livro traz uma nova e fascinante aventura no universo de Marion Zimmer Bradley e Diana L. Paxson.

Em um cenário de grandes ameaças para a Grã-Bretanha, Mikantor, o “Filho de Cem Reis”, precisa passar por uma transformação para restaurar o equilíbrio do reino. Sob o nome de Pica-Pau, ele é protegido pela Senhora de Avalon, Anderele, até descobrir seu destino: derrotar o traidor Galid e unir as tribos da Grã-Bretanha sob seu reinado. Para isso, um ferreiro grego e a força de Avalon forjarão uma arma mágica, capaz de mudar o curso da história.

Contando com sete livros, o Ciclo de Avalon fica completo em edições nacionais com capa dura e identidade visual única. Os volumes que exploram a história da Grã-Bretanha mitológica podem ser lidos de forma independente, assim como em ordem cronológica ou de publicação.

A espada de Avalon é uma jornada épica de coragem, magia e sacrifício que vai cativar tanto fãs de longa data quanto novos leitores. Um clássico repleto de mitologia obrigatório para os amantes de fantasia histórica, a obra transporta leitores e leitoras para um mundo fascinante de mitos, lendas e mistérios, convidando aqueles que se aventuram por estas páginas a desbravarem o universo místico e lendário de Avalon.

Ficha técnica:

Título: A espada de Avalon

Autoras: Marion Zimmer Bradley e Diana L. Paxson

Tradução: Marina Della Valle

ISBN: 978-85-422-3650-7

384 páginas

R$109,90

Planeta Minotauro | Editora Planeta.

SOBRE A AUTORA

Marion Zimmer Bradley nasceu no estado de Nova York, Estados Unidos, em 1930. Começou sua destacada carreira como autora em 1961, com seu primeiro romance, A porta através do espaço. No ano seguinte, escreveu o primeiro livro da popular série Darkover, Sword of Aldones [Espada de Aldones], logo indicado ao Hugo Award. Seu romance A torre proibida também foi indicado ao Hugo, e A herança de Hastur, ao Nebula Award. As brumas de Avalon, primeiro livro do aclamado Ciclo de Avalon, foi a obra de maior sucesso da carreira de Bradley. Recebeu o Locus Award em 1984 na categoria Melhor Romance de Fantasia e está entre os mais vendidos da revista Locus há anos. Bradley morreu em 1999.

SOBRE A EDITORA

Fundado há 70 anos em Barcelona, o Grupo Planeta é um dos maiores conglomerados editoriais do mundo, além de uma das maiores corporações de comunicação e educação do cenário global. A Editora Planeta, criada em 2003, é o braço brasileiro do Grupo Planeta. Com mais de 1.500 livros publicados, a Planeta Brasil conta com nove selos editoriais, que abrangem o melhor dos gêneros de ficção e não ficção: Planeta, Crítica, Tusquets, Paidós, Planeta Minotauro, Planeta Estratégia, Outro Planeta, Academia e Essência.

(Fonte: Editora Planeta)

CAIXA Cultural São Paulo abre exposição gratuita voltada para crianças

São Paulo, por Kleber Patricio

Fotos: Maya (@maya.ph).

A CAIXA Cultural São Paulo apresenta, de 1º a 27 de julho, a exposição Criaturas Fantásticas – Uma vivência de arte com crianças. Com entrada gratuita, a mostra é um convite afetuoso para que todas as infâncias voltem a sonhar, oferecendo para os pequenos um ambiente repleto de dispositivos interativos, com recursos lúdicos, sensoriais e participativos.

Após passar por Curitiba, Paranaguá e Rio de Janeiro, a mostra interativa, que celebra a autenticidade e a criatividade das crianças, chega pela primeira vez ao público paulista e a programação inclui oficinas, palestra e propostas artísticas, com atividades de terça-feira a domingo, das 8h às 19h. 

Numa mistura de brincadeira e arte, a exposição celebra a autenticidade e proporciona um ambiente cuidadosamente planejado para promover a interação com uma cenografia que reúne dispositivos lúdicos e sensoriais e convidam o público a mergulhar na criatividade e no universo das criaturas fantásticas.

O espaço conta ainda com um ateliê de experimentação criativa, com brincadeiras e atividades lúdicas que valorizam o aprendizado e a sensibilidade dos pequenos e das suas famílias. Afinal, brincar é coisa séria.

Para a artista visual Flavia Milbratz, idealizadora da mostra, brincadeira e arte se entrelaçam. “Aqui, o olhar, a escuta e até mesmo o toque são permitidos. Promovemos experiências sensíveis que privilegiam o afeto e o acolhimento, favorecendo o encontro entre o real e o imaginário. O brincar, nesse contexto, destaca-se como a principal linguagem da criança, pois é por meio dele que ela constrói suas compreensões e atribui significados ao mundo e a si mesma”, pontua.

Oficinas em família:

A exposição Criaturas Fantásticas vai oferecer uma série de oficinas em família. Conduzidas com o público presente, sem necessidade de inscrição prévia, essas atividades criarão conexões entre os pequenos e os temas propostos, explorando diferentes técnicas, em atividades coletivas.

Estão previstas seis oficinas em família e duas visitas guiadas com acessibilidade. São elas:

12 de julho – Oficina em Família – Criando Criaturas Fantásticas com Audrey Hojda

13 de julho – Oficina em Família – Oficina para bebês com Marcela Chanan

16 de julho – Visita guiada – Exclusiva para público com TEA

19 de julho – Oficina em Família – Cores do Meu Afeto

20 de julho – Oficina em Família: Pintura Mural – Paisagens Internas

26 de julho – Visita guiada – Exclusiva para público surdo

27 de julho – Oficina em Família – Meu Poder Criativo Infinito

A programação da mostra também inclui o curso Oficinas em Família, do curso Cocriando com as infâncias, ministrado por Flavia Milbratz, e do curso de Formação de Atelierista, que propõe uma imersão teórico-prática na cultura do ateliê. Os participantes aprenderão a selecionar materiais com intencionalidade, organizar contextos investigativos em linguagens sortidas, documentar processos criativos e compreender o papel do atelierista na educação contemporânea. As turmas acontecem nos dias 16, 17 e 18 de julho, das 10h às 17h.

Todas as atividades são gratuitas e as inscrições para as Oficinas em família, curso Cocriando com as Infâncias e curso Formação de Atelierista abrem no dia 27 de junho, pelo link aqui.

SERVIÇO:

[EXPOSIÇÃO] Criaturas fantásticas – Uma vivência de arte com crianças

Local: CAIXA Cultural São Paulo, Praça da Sé, 111, próximo à estação Sé do Metrô)

Data: até 27 de julho de 2025

Visitação: terças-feiras a domingos, das 8h às 19h

Entrada franca

Classificação Indicativa: Livre para todos os públicos

Informações: (11) 3321-4400 | caixaculturalsp | Site CAIXA Cultural SP

Acesso para pessoas com deficiência.

(Fonte: Assessoria de Imprensa da CAIXA)

Jardim Sonoro celebra a voz em sua segunda edição no Inhotim

Brumadinho, por Kleber Patricio

Mônica Salmaso. Foto: Lorena Dini.

O Instituto Inhotim realiza a segunda edição do Jardim Sonoro, festival que integra música à experiência única em arte contemporânea e natureza. Após o sucesso da estreia em 2024, o evento retorna nos dias 11, 12 e 13 de julho, com curadoria centrada em uma pesquisa sobre a voz em suas dimensões musicais, políticas e poéticas. O acesso é gratuito para quem está no parque (mediante o pagamento do ingresso para entrar no Inhotim).

Este ano, o festival mergulha na temática da voz como instrumento polissêmico, que não se limita apenas ao seu som, mas se expande como manifesto, ativismo, fala, ritmo, instrumento, canto e expressão. A programação destaca artistas com vozes marcantes, diversas e, sobretudo, pessoas que vocalizam narrativas de nosso tempo, conectadas ao interesse da instituição de promover debates no âmbito da arte, natureza e da educação. O resultado é um território plural de sons, instigante e imersivo, que contará com Djuena Tikuna (AM), Luiza Brina (MG), Mônica Salmaso (SP), Cécile McLorin Salvant (EUA), Josyara (BA), Tetê Espíndola (MS), o grupo Ilê Aiyê (BA) e a multiartista Brisa Flow (MG).

“Nesta edição, temos um foco não exclusivo, mas muito dirigido, para a ideia do canto. Trouxemos vozes que estão presentes no campo da música e da arte e conectadas com a nossa programação do ano. Estamos falando de uma voz que não só lírica, da crônica ou da narrativa, mas de uma pesquisa em torno da voz e o dizer do canto, que pode existir de muitas maneiras”, comenta a diretora artística do Inhotim, Júlia Rebouças, que divide a curadoria com Marilia Loureiro.

Com o objetivo de aprofundar a integração entre a música e o acervo artístico e botânico do museu, o Jardim Sonoro será em dois novos espaços: o Palco Desert Park, localizado junto à obra Desert Park (2010), de Dominique Gonzalez-Foerster, em meio à vegetação exuberante do parque, próximo à Galeria Adriana Varejão, Galeria Galpão e ao Vandário; e o Palco Piscina, posicionado nas proximidades da obra Piscina (2009), de Jorge Macchi, que oferece uma atmosfera mais intimista e contemplativa, que conta, em seu entorno, com as obras de Chris Burden, Marilá Dardot e Rirkrit Tiravanija. Essas áreas, nunca antes utilizadas para shows, proporcionam uma vivência nova aos visitantes e estão diretamente ligadas ao propósito do festival, que é o de complementar a experiência da pessoa visitante com música. “Desta vez, apresentamos palcos em áreas descentralizadas do Inhotim, para que a pessoa visitante tenha uma experiência diferente do ano passado. Os palcos Piscina e Desert Park oferecem a possibilidade de outros percursos físicos e sensíveis, que integram a curadoria musical do festival a um entorno específico de obras, arquitetura e natureza”, complementa Júlia Rebouças.

Programação musical

Para abrir o Jardim Sonoro, na sexta-feira (11), a “voz manifesto” de Djuena Tikuna, cantora e ativista indígena, do povo Tikuna, no Alto Solimões, com uma trajetória marcada pela valorização e difusão dos cantos tradicionais de seu povo. Sua obra se conecta diretamente às questões levantadas ao longo do ano pelo Inhotim, especialmente à inauguração recente da Galeria Claudia Andujar | Maxita Yano e à exposição de Edgar Calel, anunciada para o segundo semestre. Seu show Torü Wiyaegü é um verdadeiro ritual que nos conecta ao universo cultural do povo Tikuna. O espetáculo é dividido em “Cantos da Origem”; “Worecütchiga” (canções referentes ao ritual Worecü); “Cantoria dos Bu’e” (das crianças) e, por fim, os “Cantos de Resistência”.

No sábado (12), a música começa com a vibrante Luiza Brina, cantora, compositora e arranjadora. Por ser mineira, ela traz forte conexão com o território do Inhotim e apresenta o show de seu disco “Prece”, que tem uma natureza coletiva, de muitas vozes. No palco, Luiza leva canções que são como orações em busca do sagrado. Em seguida, o público poderá ouvir Mônica Salmaso, uma das mais respeitadas intérpretes da música brasileira, pesquisadora do cancioneiro nacional, que transita com naturalidade entre diferentes estilos da música brasileira. Encerrando o dia, a premiada cantora norte-americana Cécile McLorin Salvant, considerada “uma voz única sustentada por inteligência e musicalidade plena”, representa uma cena contemporânea e experimental do jazz e apresentará um show minimalista de voz e piano.

O domingo (13) abre com a baiana Josyara, cantora, compositora, instrumentista e produtora musical, que traz em suas composições um olhar sensível sobre seu cotidiano, construindo uma voz potente e singular dentro da nova geração da música brasileira. Além da banda, Josyara sobe ao palco com seu violão percussivo, a base e o diferencial tanto das canções autorais, como das releituras de outras compositoras rearranjadas e interpretadas por ela. Em seguida, sobe ao palco Tetê Espíndola, figura já consagrada e que mantém uma pesquisa sobre a música do cerrado, cuja sonoridade transita entre a arte e a natureza. A apresentação do grupo Ilê Aiyê, o primeiro bloco afro do Brasil, marca um momento de celebração da força, da ancestralidade e da luta das vozes negras, com seu repertório de afirmação política e cultural. No palco, elementos da ancestralidade africana, guardados pelos Terreiros de Candomblé, sustentam a dança afro do Ilê, fundamentada no Ijexá. Para fechar o festival, a multiartista indígena Brisa Flow. Seu mais recente álbum, Janequeo, fala de amor, coragem e autonomia. No Jardim Sonoro, ela apresenta uma discotecagem contemporânea, experimental e pensada para o Inhotim. 

Sobre o Jardim Sonoro

Jardim Sonoro é um festival que celebra a fusão entre a arte, a natureza e a música. É realizado desde 2024 e propõe oferecer às pessoas visitantes novas camadas de experiência pelos espaços do museu. Por não ser um festival de um gênero específico, responde a muitas linguagens musicais e, a cada ano, busca singularidades que enriquecem a experiência da instituição. O projeto reafirma o Inhotim como um espaço de encontro, criação e experimentação e se conecta, em suas edições, ao propósito do programa artístico da Instituição no ano. “A nossa ideia é que este festival se conecte ao Inhotim de modo radical. Isso acontece, em um primeiro momento, com o line-up de vozes em meio à arte e à natureza, mas também há um desejo de que ele reverbere os debates atuais, a pesquisa curatorial, o programa de educação e os diálogos que estamos promovendo ao longo do ano. Em 2025, temos falado, enquanto instituição, de território, de povos originários e da reinvenção de nossas relações com a natureza. As vozes do festival também ressoam esses caminhos e a urgência desses temas”, finaliza Júlia.

O Festival Jardim Sonoro tem a Vale como Mantenedora Master, Parceria Estratégica da Cemig, Patrocínio Master da Shell, Patrocínio Prata da B3 e Patrocínio Bronze do Banco Mercantil por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais e da Lei Federal de Incentivo à Cultura. 

SERVIÇO:

Jardim Sonoro – Festival de Música Inhotim (2ª edição)

Datas: 11, 12 e 13 de julho de 2025

Acesso gratuito para quem estiver no Inhotim (mediante pagamento de entrada no Parque). 

Programação Musical

Sexta-feira, 11 de julho

15h – Djuena Tikuna

Sábado, 12 de julho

11h – Luiza Brina

13h – Mônica Salmaso

15h – Cécile McLorin Salvant

Domingo, 13 de julho

11h – Josyara

13h – Tetê Espíndola

15h – Ilê Aiyê

16h – Brisa Flow 

SOBRE OS ARTISTAS 

Brisa Flow

Foto: Divulgação.

Brisa Flow é artista indígena multifacetada: cantora, produtora musical, performer, MC e arte-educadora. Filha de artesãos araucanos, desenvolve seu trabalho a partir de vivências corporais e territoriais, conectando o hip hop com práticas ancestrais e saberes originários. Sua trajetória se consolidou em palcos como MASP, Itaú Cultural, SESC e festivais como Lollapalooza, FIG e Burning Man. Em sua música, mistura rap, jazz, eletrônico e neo-soul com cantos indígenas e poesia crítica. Brisa também é ativista cultural e defensora da música indígena contemporânea, tratando temas como amor, autonomia, epistemicídio e aquilombamento urbano. Sua obra mais recente é o álbum Janequeo (2022), inspirado em uma guerreira Mapuche, com participações nacionais e internacionais. O disco mistura rap com vertentes eletrônicas e foi apresentado em importantes palcos como Casa Natura Musical e Virada Cultural. A artista segue lançando clipes e participando de projetos voltados à resistência originária nas artes. 

Cécile McLorin Salvant

Foto: Karolis Kaminskas.

Cécile McLorin Salvant é compositora, cantora e artista visual. Desenvolveu uma paixão por contar histórias e por encontrar conexões entre o vaudeville, o blues, as tradições folclóricas de diversas partes do mundo, o teatro, o jazz e a música barroca. Salvant é uma curadora eclética, desenterrando canções raramente gravadas, esquecidas, com narrativas fortes, dinâmicas de poder interessantes, reviravoltas inesperadas e humor. Venceu a competição Thelonious Monk em 2010. Recebeu o Grammy de Melhor Álbum Vocal de Jazz por três álbuns consecutivos: The Window, Dreams and Daggers e For One To Love. Ela lançou seu álbum de estreia pelo selo Nonesuch Records, Ghost Song, em 2022; o álbum recebeu duas indicações ao Grammy. Mélusine, um álbum cantado majoritariamente em francês, além de faixas em occitano, inglês e crioulo haitiano, foi lançado em 2023 e também recebeu duas indicações ao Grammy. 

Djuena Tikuna

Foto: Divulgação.

Djuena Tikuna é cantora e ativista do povo Tikuna, do Alto Solimões, Amazonas. Sua trajetória artística é marcada pela valorização e difusão dos cantos tradicionais de seu povo, integrando saberes ancestrais com a música contemporânea. Em 2017, lançou Tchautchiüãne (“minha aldeia”), seu primeiro álbum solo, tornando-se a primeira mulher indígena a protagonizar um espetáculo no Teatro Amazonas em mais de 120 anos de história. O disco foi indicado ao Indigenous Music Awards, no Canadá, projetando sua arte internacionalmente. Djuena realizou turnês pela Europa e América do Norte. Além de apresentações em Dubai durante a COP 28. Em 2018, idealizou a Mostra de Música Indígena – WIYAE, iniciativa pioneira que valoriza a produção musical indígena no Brasil. Em 2022, lançou Torü Wiyaegü, obra multimídia que inclui álbum, livro e documentário sobre os cantos Tikuna.

Ilê Aiyê

Foto: Divulgação.

O Ilê Aiyê é o primeiro bloco afro da Bahia, fundado em 1º de novembro de 1974, no bairro do Curuzu, Liberdade — região com a maior população negra do país. Nasce com o objetivo de preservar, valorizar e expandir a cultura afro-brasileira, promovendo o fortalecimento da identidade étnica e a autoestima do povo negro. Desde sua fundação, o Ilê homenageia países africanos e revoltas negras brasileiras, apropriando-se da história africana para reconstruir a trajetória do negro no Brasil. Na década de 1970, o bloco revolucionou o Carnaval baiano ao introduzir novos ritmos oriundos das tradições africanas. Hoje, com mais de 3 mil associados, é considerado patrimônio cultural da Bahia e símbolo da reafricanização do Carnaval. Sua passagem pelo circuito é considerada um espetáculo rítmico, musical e plástico, aplaudido pelo público. Assistir ao Ilê no Carnaval é tido como essencial, comparável a visitar um Terreiro de Candomblé. O Ilê articula seu trabalho político-educacional por meio da dança, linguagem e gestualidade, transmitindo a ancestralidade africana e sua conexão com a realidade negra baiana. O bloco também retoma e adapta movimentos de renascimento negro-africano e afro-americano, fortalecendo a identificação entre povos negros do mundo inteiro. 

Josyara

Foto: Divulgação.

Josyara, cantora, compositora, instrumentista e produtora musical de Juazeiro (BA), traz em suas composições um olhar sensível sobre seu cotidiano, embalado por um violão percussivo e potente. Em 2018, lançou seu 1º disco, Mansa Fúria, pelo edital Natura Musical, sendo um dos mais elogiados do ano e rendendo indicações ao APCA e Prêmio Multishow. Em 2020, lançou Estreite com Giovani Cidreira (Joia Moderna). Em 2022, saiu seu 2º disco solo, ÀdeusdarÁ (Deck), e em 2024 lançou o EP Mandiga Multiplicação, interpretando músicas do Timbalada. Josyara já tocou nos principais festivais do país, como Coala, Rec Beat, SIM-SP, Primavera Sound, Bananada, Dosol, MADA e BR-165. Em 2019, venceu o prêmio WME como Revelação em 2018 e o de melhor instrumentista em 2024. Em 2025, acaba de lançar o single Ensacado, com participação especial de Pitty. Os singles Corredeiras e Sobre Nós e o disco AVIA. 

Luiza Brina

Foto: Daniela Paoliello.

Luiza Brina é cantora, compositora, arranjadora, produtora musical e multi-instrumentista, considerada um dos principais nomes da nova música brasileira. Há mais de uma década, iniciou a criação de suas “canções-orações”, um percurso artístico singular que consolidou sua posição na cena contemporânea. Em 2024, lançou Prece (dobra discos/Natura Musical), com participações de Silvana Estrada, LvRod, Iara Rennó, Maurício Tizumba, Sérgio Pererê e Rainha Isabel Casimira. O álbum, elogiado pela Folha de S.Paulo, NPR (Tiny Desk) e listado entre os melhores do ano pela APCA, é considerado o mais importante de sua carreira. Com turnês no Brasil e na Europa, seus discos também foram lançados no Japão pelo selo Impartmaint Inc. Como compositora, Brina acumula parcerias com nomes como Ronaldo Bastos, Ceumar, Thiago Amud, Teago Oliveira e Julia Branco.

Mônica Salmaso

Mônica Salmaso iniciou sua carreira em 1989, na peça “O Concílio do Amor”. Em 1995, lançou o disco “Afro-Sambas” com Paulo Bellinati, interpretando a obra de Baden Powell e Vinícius de Moraes. Dois anos depois, foi indicada ao Prêmio Sharp como revelação em MPB. Com os álbuns “Trampolim” (1998) e “Voadeira” (1999), ganhou reconhecimento, incluindo um prêmio APCA. Em 2004 lançou “IAIÁ”, seguido por “Noites de Gala”, “Samba na Rua” (2007), dedicado a Chico Buarque. Atuou como solista com orquestras como OSESP e OSB, e participou de um CD da OSESP sob regência de John Neschling. O álbum “Alma Lírica Brasileira” (2011), com Teco Cardoso e Nelson Ayres, rendeu-lhe o Prêmio da Música Brasileira como Melhor Cantora. Em 2014, “Corpo de Baile”, com Guinga e Paulo César Pinheiro, venceu duas categorias do mesmo prêmio. Caipira (2017) foi novamente aclamado e premiado. Em 2019, lançou um CD gravado no Japão com Guinga e, mais recentemente, “Canto Sedutor” (com Dori Caymmi) e “Milton” (com André Mehmari). Entre 2022 e 2023, participou da turnê “Que Tal Um Samba”, com Chico Buarque. Atualmente está em turnê com seu novo show solo, “Minha Casa”. 

Tetê Espíndola

Foto: Gal Oppido.

Ao longo de seus 45 anos de carreira com mais de 20 discos gravados, a cantora, compositora e instrumentista sul-grossense Tetê Espíndola tem o seu trabalho voltado para a experimentação e recriação do universo ecológico brasileiro. Foi aclamada com o Prêmio Revelação da ACP/ 1982, pelo disco “Pássaros na Garganta”, marcando presença da vanguarda paulista. Participou de dois importantes festivais brasileiros, MPB Shell 1981/ Londrina e venceu o Festival dos Festivais /1985, com “Escrito nas Estrelas”, que em 2023 voltou a ocupar o primeiro lugar entre as músicas mais ouvidas no Brasil. Ganhou o prêmio Fundação Vitae para desenvolver trabalho de composição musical sobre os pássaros brasileiros, que resultou no LP “Ouvir” (1991). 

INHOTIM – INFORMAÇÕES GERAIS

Horários de visitação

De quarta a sexta-feira, das 9h30 às 16h30, e aos sábados, domingos e feriados, das 9h30 às 17h30.

Nos meses de janeiro e julho, o Inhotim funciona também às terças. 

Entrada

Inteira: R$ 60,00 | Meia-entrada*: R$ 30,00.

*Veja as regras de meia-entrada no site: www.inhotim.org.br/visite/ingressos/

Entrada gratuita

Inhotim Gratuito: acesse o guia especial sobre a gratuidade no Inhotim.

Moradores e moradoras de Brumadinho cadastrados no programa Nosso Inhotim; Amigos do Inhotim; crianças de 0 a 5 anos; patronos, patrocinadores e instituições parceiras do Inhotim não pagam entrada;

Quarta Gratuita Inhotim: todas as quartas-feiras são gratuitas;

Domingo Gratuito: dia 13 de abril e o último domingo do mês é gratuito. 

Localização

O Inhotim está localizado no município de Brumadinho, a 60 km de Belo Horizonte (aproximadamente 1h15 de viagem). Acesso pelo km 500 da BR-381 – sentido BH/SP. Também é possível chegar ao Inhotim pela BR-040 (aproximadamente 1h30 de viagem). Acesso pela BR-040 – sentido BH/Rio, na entrada para o Retiro do Chalé. Link

(Com Wendell Silva/Instituto Inhotim)